Nos anos 1920, mulher decente não largava o marido, quanto mais para fugir com cangaceiro. Mas Maria Bonita não seguiu as regras. Abandonou o casamento para se juntar ao bando de Lampião, passou fome, sede e foi constantemente perseguida pela polícia. Maria morreu jovem, aos 28 anos, sem jamais sonhar que um dia se tornaria um ícone popular. Décadas depois, passou a personificar a imagem da impetuosa guerreira, a Rainha do Cangaço, a Joana d'Arc da caatinga.
No entanto, sua história desfaz a ideia de que, no cangaço, homens e mulheres tinham direitos iguais. Abusadas sexualmente, desrespeitadas em seus direitos mais fundamentais, dentro ou fora do bando as mulheres viviam subjugadas aos desejos dos homens.
Neste livro, a jornalista Adriana Negreiros reapresenta, a partir de uma perspectiva feminina, a figura de Maria Bonita e descreve em cores vívidas o cangaço brasileiro.
Palavras de uma leitora...
- Antes de começar preciso dar dois avisos importantes.
Primeiro: Esta resenha pode conter SPOILER. Difícil dizer que a resenha de um livro de conteúdo histórico e não ficcional tem spoiler, mas para não me estressar (risos) melhor deixar o aviso. Porém, é importante também dizer que é uma biografia da mulher que se tornou um ícone cultural, conhecida dentro e fora do país, e cuja história não é segredo nenhum, existindo reportagens em jornais e revistas, tanto da própria época em que ela viveu quanto de momento posterior.

