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25 de dezembro de 2016

Ame um Estranho - Kathleen E. Woodiwiss

(Título Original: Come love a stranger
Tradutora: Neide Camera Loureiro
Editora: Record
Edição de: 1994)

Lierin
Sem nome e sem memória, e com dois homens lutando por seu coração, ela vive um pesadelo de violência e loucura... 

Ashton
A esposa adorada e desaparecida volta a entrar em sua vida misteriosamente - fazendo recordar alegrias... e as sombras escuras de um perigoso passado. 

Impostora
Na sinistra teia de mentiras e trapaças, Lierin luta para recuperar a verdadeira identidade e pertencer ao estranho homem que a fez lembrar o que o amor não consegue esquecer.





Palavras de uma leitora...



- Vocês devem me achar um tanto louca por estar escrevendo uma resenha em pleno dia de Natal.rs Mas hoje eu basicamente dormi e li. Cada instante acordada eu me perdia nas páginas desta história e quando finalmente terminei de lê-la soube que não poderia deixar a resenha para amanhã. 

Li muitos comentários negativos sobre o livro Ame um Estranho. E este foi um dos motivos para eu ter adiado a leitura. Porém, os livros da Kathleen costumam me enfeitiçar, me envolver por completo, ainda que seus mocinhos não sejam politicamente corretos ou totalmente dignos de serem chamados de "mocinhos". Wulfgar que o diga, uma vez que fazia bem em certos momentos o papel de vilão no livro O Lobo e a Pomba. Ela sabe como prender os leitores às histórias, mesmo quando queremos assassinar certos personagens. Por isso, incluí o livro na meta de leitura, disposta a lhe dar uma chance. E não. Não me arrependi. 

A história se passa no século XIX. Após um primeiro encontro que lhe rouba o fôlego, Ashton se angustia ao imaginar que nunca mais veria a mulher que o enlouqueceu com um simples olhar. Mas o destino tinha seus próprios planos e não demorou para que ele tivesse a oportunidade de revê-la, num momento em que ela mostrou que seus olhos verdes eram capazes de brilhar com uma fúria incontrolável, enquanto ela lhe dizia tudo que pensava ao seu respeito. Naquele momento, ele perdeu para sempre o coração. Mas não poderia imaginar quão pouco duraria sua felicidade... 

Cerca de um mês após se conhecerem e se apaixonarem, Lierin e Ashton decidem se casar, sem esperar pelo consentimento do pai dela, que estava na Inglaterra e não nutria muita simpatia por americanos. Aproveitando-se de sua ausência e temendo que ele não permitisse que eles se casassem, Lierin contou com o apoio do avô e pouco tempo depois ela e o marido iam em direção ao seu novo lar, acreditando que nada no mundo seria capaz de separá-los ou se intrometer no mundo de sonhos que criaram para si. Porém uma trágica põe um doloroso fim à vida que pretendiam construir juntos.

Durante a viagem para o seu novo lar, Lierin acaba morrendo afogada quando a embarcação que os levava é atacada por piratas. Ela ainda lutou contra as águas que ameaçavam todos os sonhos que tinha. Não queria deixá-lo. Não queria morrer, mas quando percebe que seu marido havia sido atingido por um disparo, toda a força lhe escapa e ela se deixa levar pelas águas... para o fundo... E seu último pensamento foi para ele. Para o homem que ela não suportaria perder. 

"[..] e à claridade fria do dia ele tinha de enfrentar a realidade torturante de que seu amor se fora para sempre."

Três anos depois, Ashton ainda não conseguira superar a perda de sua amada. Da única que conseguira roubar seu coração. Sentia, mesmo que parecesse loucura, que ela estava por ali... e que algum dia perceberiam que tudo não passara de um pesadelo. E então a dor iria embora e ele poderia estar de novo com Lierin. Amá-la com a mesma loucura do passado... sorrir ao seu lado e criar os filhos que desejavam ter. Não podia suportar um mundo onde ela não existisse...

Então... enquanto ele regressava para casa após mais uma de suas viagens, sua carruagem atropela uma jovem a cavalo, lançando-a ao chão e fazendo-o temer que a mesma morresse com a queda. Desnorteado, ele vai em seu socorro, apenas para ver-se diante de alguém que era a imagem de sua esposa. De sua Lierin. 

Confuso com a intensa semelhança, ele luta para não acreditar que ela fosse sua mulher. Lierin estava morta. Não podia se deixar levar pela dor e criar a ilusão de que aquela misteriosa jovem fosse ela. Mas quando ela finalmente abre os olhos... toda dúvida dá lugar à certeza de que, fosse por um milagre ou qualquer outra coisa, aquela era sua amada. E ninguém seria capaz de separá-los de novo. 

"Tenha piedade de mim, Lierin, e fique para sempre ao meu lado. Não desapareça de novo, porque certamente não serei mais um homem."

Seria esta jovem ferida, perdida e sem memórias realmente a mulher que um dia ele perdera para as águas do mar? Às vezes a vida nos dá aquilo que nosso coração mais deseja... e às vezes... não.


- Eu fiquei grudada ao livro desde a primeira página, mas a semana foi extremamente corrida e sempre que eu queria parar tudo e me concentrar apenas no livro, surgia algo para fazer e assim eu fui me irritando.rsrs Só hoje pude realmente estar com os personagens, entrar na história deles e me deixar envolver por completo por todo amor, sofrimento e intrigas que fazem parte de suas vidas. 

A história é presumível. Pude adivinhar o que se passava bem antes de toda a verdade aparecer. Desde as primeiras páginas eu já sabia o que aconteceria e nada me surpreendeu. Nem um pouco.rs Claro que isso não me impediu de ficar com os olhos cheios de lágrimas, xingar e amaldiçoar certas pestes de personagens e torcer por um final feliz ao estilo de Judith McNaught. Suspiros... Mesmo sabendo que o final não seria como o da JM. A Kathleen tem uma maneira interessante de escrever finais. Já estou acostumada. No entanto, sonhar não custa nada, certo?

- Amei muito o Ashton, seu amor incondicional, que nem a morte seria capaz de destruir. Ele jamais aceitou a morte de Lierin. Nunca pôde arrancá-la de seu coração, construir um novo mundo onde ela não mais estivesse. Ele vivia das lembranças que possuía e da fé de que um dia voltaria a vê-la. É impossível não se comover com este amor tão lindo! 

E também pude compreender toda angústia, confusão e desespero que faziam parte dos dias da jovem que nosso mocinho afirmava ser sua esposa. Após o acidente envolvendo a carruagem do Ashton, ela perdeu a memória de quem era e mesmo que ele apresentasse provas de que ela era quem ele dizia ser, a dúvida permanecia, pois alguém morto não pode simplesmente voltar assim. Ainda que o corpo de sua mulher não tivesse sido encontrado, era impossível que alguém caísse naquelas águas e sobrevivesse após várias horas, dias e semanas de buscas. 

Porém enquanto se recuperava na casa dele e o via todos os dias, cada vez mais era envolvida pela certeza dele, querendo com todas as forças acreditar que era sua mulher. Que pertencia àquele homem.

"Às vezes o amor podia vir e ir como os ventos errantes habituados a passarem impetuosamente sobre a praia; mas, por outro lado, podia ser uma coisa eterna que a distância, os anos e as agruras não conseguiam derrotar."

- A história dá várias voltas, fazendo com que a felicidade vá para bem longe dos protagonistas. Eles sofrem bastante, têm suas vidas ameaçadas por intrigas e ódio e pela própria dúvida acerca da identidade da mocinha. Porque mesmo enquanto os dois queriam acreditar que ela fosse Lierin, certos acontecimentos e pessoas tinham toda a certeza do contrário, lançando-os numa luta intensa para terem o direito de estar juntos. Mas uma coisa era certa... Fosse qual fosse o nome dela, Ashton não estava disposto a perdê-la uma segunda vez. Faria o que fosse preciso para mantê-la ao seu lado. Ainda que isso lhe custasse a própria vida... 

- Eu gostei muito desta história. Muito mesmo! Mas não pude deixar de desejar que certas coisas acontecessem de maneira diferente, que a autora se dedicasse mais ao envolvimento entre o casal e menos a tudo que estava contra eles. Achei que o livro podia ter um ritmo diferente e um final mais de acordo com o amor que os personagens sentiam. Enfim... Mas nem tudo é como a gente quer.rs

Dei 4 estrelas ao livro. Mesmo sendo uma história bem construída, inteligente e linda, não chega a ser digna de 5 estrelas porque a autora se concentrou demais em coisas que não mereciam tantas páginas. É uma história que tinha tudo para se tornar uma 5 estrelas, mas infelizmente a Kathleen não explorou todo o potencial desta maravilhosa história, desta trama tão bem elaborada. O que é realmente uma pena. :(

Mesmo assim, é uma história que vale muito a pena ler! Claro que recomendo!


Feliz Natal, meus queridos!!!! Sei que o dia está quase terminando, mas desejo que a magia desta data tão especial permaneça com vocês! Que cada dia seja recheado de amor, paz, saúde e muita felicidade! Que saibamos todos amar. Perdoar. E nos importarmos com as outras pessoas, mesmo que não as conheçamos. Que venhamos a pedir a Deus por aqueles que mais necessitam de amor e ajuda. Que amemos, gente! O amor é o mais lindo sentimento que existe. E foi por amor que Jesus veio ao mundo e passou tudo que passou para nos salvar. Para nos dar uma nova chance. Se estamos vivos é  graças a Ele. Cada dia é um milagre. Aproveitem muito estes milagres! Estas chances de serem felizes! Viva o amor! Sempre!

10 de agosto de 2012

O Lobo e a Pomba - Kathleen E. Woodiwiss


(Título Original: The Wolf And The Dove
Tradutor: Aulyde Soares Rodrigues
Editora: BestBolso)


Inglaterra, 1066. Lideradas por Guilherme, o Conquistador, as forças normandas invadem o território saxão. Erland, lorde de Darkenwald, perde a vida defendendo suas terras e servos. Após o assassinato do pai pelo exército inimigo, a jovem Aislinn e sua mãe são transformadas em escravas pelo cruel Ragnor de Marte. Impotente, ela assiste à destruição de tudo o que lhe é precioso e quando Sir Wulfgar chega para assumir a posição de novo senhor de Darkenwald, o ódio de Aislinn pelos invasores se torna ainda maior. Indiferente ao desprezo dela, o normando decide tomá-la para si, e logo a jovem descobre que seu maior inimigo pode ser o próprio coração.

Autora de mais de 13 best-sellers, Kathleen E. Woodiwiss (1939-2007) revolucionou o romance histórico moderno ao criar personagens inesquecíveis e tramas repletas de paixão.



Palavras de uma leitora...




" - Pensa que é mais capaz do que eles? - zombou ela. Com um movimento da cabeça, indicou Ragnor, que os observava de longe. - Como pretende fazer isso? Ele se valeu da dor física e me violentou. Vai fazer o mesmo?
Olhou para ele com os olhos cheios de lágrimas, mas Wulfgar balançou a cabeça e levantou delicadamente o queixo dela.
- Não, tenho métodos muito melhores para domar uma mulher como você. Onde a dor nada obtém, o prazer pode ser a melhor arma." 

- Sim, como podem perceber pelo trecho acima, ele é arrogante. Se acha!!!rsrs... E também já estava cativado pela mocinha. Era seu escravo, embora ainda não soubesse. Teimoso do jeito que é, nosso Wulfgar vai demorar um pouco (muito) para admitir. Afinal de contas, ele era o senhor, tinha conquistado as terras da Aislinn e já tinha decidido que ela era sua escrava e iria fazer tudo que ele quisesse.kkkk... Sim, nossa Aislinn é tão obediente que tinha que ser acorrentada para não fugir. Tão obediente que virou a mão na cara dele, deixou marcas no peito dele causadas por suas unhas afiadas, declarou seu ódio eterno por ele, gritou, bateu, chutou. Sim, sem sombra de dúvida ela é uma escrava obediente. Ele a domou completamente.kkkk...

" - Bastardo sem nome da Normandia! Em qual esgoto seu pai encontrou sua mãe?" 

- Que gênio!rsrs... Existiram momentos nos quais senti pena do arrogante, mas não muita. Eu me divertia bastante com os diálogos agressivos deles. 

Comecei a ler este livro porque depois de Marlene - Florencia Bonelli e das emoções provocadas pela história e o meu Carlo, as reviravoltas, o amor arrebatador (suspiros...), eu queria ler algo especial. Não queria ler qualquer livro, mas sim um que pudesse me fazer esquecer o tempo, o mundo e viajar para uma época e um mundo diferentes. Acabei pensando em O Lobo e a Pomba que já estava na minha lista há tempos e eu queria muito ler.

Confesso que estava com medo. Além do livro ser medieval e, presumivelmente, violento, com guerras e crueldades aterrorizantes, eu tinha lido Marlene. Tinha conhecido o meu Carlo Varzi. :D Pensei: "Será que o Wulfgar vai sofrer as consequências disso?" Só que senti medo à toa, pois apesar de em alguns momentos ter desejado que o Wulfgar agisse de modo diferente, conhecer o Carlo não me impediu de amar o Wulfgar, entendê-lo e aceitá-lo. O Wulfgar é cativante e não tem como se manter fria, indiferente. Mesmo se eu tivesse desejado permanecer fria, não conseguiria.rsrs... 

" - Wulfgar riu discretamente.
- Não preciso amá-la para dormir com você. Eu a desejo... Isso basta. 
- Não para mim! - exclamou Aislinn, balançando a cabeça furiosa.
Wulfgar riu, sacudindo os ombros.
- Você não é virgem. Que diferença faz mais um homem?"

- Depois desse trecho vocês entenderiam se eu dissesse que em certos momentos quis partir os dentes dele? Pois é. Houve momentos nos quais eu desejei socar a cara dele, quebrar seus dentes ou arrancar sua língua para impedi-lo de zombar da mocinha ou dizer palavras cruéis, mesmo que as vezes ele não percebesse que estava sendo cruel. Quando anotei o número da página num bloco de anotações para na hora da resenha colocá-lo aqui, escrevi da seguinte maneira: Página 58 - ele está querendo ficar sem a língua. Que diferença faz mais um, gente?! Se ela não era mais virgem por que se importava com o fato de ser possuída por outro homem???? Realmente ela não deveria se importar. Nem sequer se todos os homens do Wulfgar quisessem transar com ela. Ela não deveria se importar, afinal de contas não era mais virgem. Sim. Nesse momento eu quis matá-lo. Não acreditei no que estava lendo. Como ele podia ser tão indiferente ao sofrimento da Aislinn? Como podia ser tão frio? Era como se não significasse nada. Como se as mulheres fossem seres incapazes de sentir dor, de sofrer. Como se nós não merecêssemos consideração! A frieza dele conseguiu me chocar, mesmo que eu já tivesse visto atitudes parecidas e até mesmo piores em outros livros. Quem leu A Chama e a Flor, mesmo que tenha odiado o livro, se lembra da frieza do Brandon. Somente nisso os dois se pareciam. Mas o Wulfgar é mil vezes melhor do que o Brandon!kkkk... Sinto muito, Brandon! Mas ele era muito mais digno da Aislinn do que você foi digno da sua amada. 


" - Tome cuidado, jovem. Vou dizer a verdade. Depois de você, virá outra. E mais outra. Nada no mundo pode me prender a uma mulher. Portanto, proteja o seu coração."


- Bem... Pelo menos ele foi sincero.rsrs... Mas é muito engraçado reler os trechos nos quais ele jurava que jamais se casaria, nunca se apaixonaria ou confiaria numa mulher. As coisas entre ele e a Aislinn não começam nada bem e o Wulfgar faz muitas coisas que magoam nossa mocinha e nós leitoras, mas desde o início dava para perceber que Aislinn já o tinha atingido. Ele poderia não amá-la ainda, mas se importava muito mais do que gostaria de admitir. 

" - Oh! - exclamou Aislinn. - Quanta confiança! E eu sou uma entre suas várias prostitutas!

Passando a esponja no peito, ele olhou para ela.

- Digamos, chérie, que até agora é a mais interessante."


- Fiquei furiosa quando li esse trecho, mas ao mesmo tempo tive que rir, gente!rsrs... Era inacreditável a forma como ele conseguia ser extremamente frio, mas sorrir e nos cativar com seu sorriso. Como ele podia agir de maneira indiferente e depois tocar com ternura na mocinha, fazendo nosso coração amolecer.rsrs... Como ele podia ferir seu coração como ninguém e depois fazê-la sorrir e chorar de emoção com atitudes que nós jamais esperaríamos de um homem que gritava aos quatro ventos que odiava as mulheres. Wulfgar é complexo, mas no fundo tem um bom coração e uma alma muito ferida. Ele tinha seus motivos para ser como era. Motivos fortes. Mas mesmo que a época e o passado cooperassem para torná-lo alguém extremamente cruel, ele não conseguia ser esse tipo de homem. Ele tentava ser cruel, fingia não se importar, mas se importava demais. Ele fez muita coisa errada. Acorrentou a mocinha ao pé da cama, a exibiu como sua prostituta, fazendo-a descer a um nível humilhante, entre outras coisas. Não quero colocar aqui tudo que ele faz de ruim, pois isso seria pedir para vocês odiá-lo.rsrs... E isso não é justo. Porque ele não só erra, entendem? Ele não é perfeito. Está longe da perfeição, mas poderia ter sido um verdadeiro monstro e não foi. Ele teve piedade do povo da Aislinn e foi tolerante com duas certas pessoas.rsrs... Não direi quem são essas pessoas, mas outro no lugar dele teria terminado de vez com o problema: teria matado com as próprias mãos ou mandado alguém matá-los. Mas ele pediu ajuda para seu resto de paciência e perdoou.rsrs... Uma atitude em particular dele me pegou totalmente de surpresa. Foi uma surpresa maravilhosa, pois nunca passou pela minha cabeça que ele pudesse fazer aquilo. Só contribuiu para me fazer amá-lo ainda mais. :D

"A despeito do porte ameaçador e do gosto pela luta, aquele homem tinha um coração bastante sofrido. Por isso ele falava rudemente e blasfemava, dizendo que não precisava de ninguém para esconder os próprios sentimentos. Por isso, escolheu a carreira das armas, talvez esperando que seu tormento terminasse na ponta de alguma espada."

- Como eu disse, Wulfgar tinha seus motivos para odiar as mulheres. Quais eram esses motivos? Querem saber? rsrs... Cliquem AQUI para conhecer a resenha da minha amiga Carlita. Foi ela que me indicou essa história maravilhosa e também resenhou o livro aqui. A resenha está linda e eu a adorei. Na resenha, ela faz um ótimo resumo da história e por isso, decidi fazer essa resenha só para falar dos meus sentimentos sobre o livro. Eu recomendaria que vocês conhecessem a resenha dela, pois assim dá para vocês entenderem melhor a história. :) 

" - Não está com medo de mim, está? - perguntou Wulfgar.

Aislinn balançou a cabeça bravamente, fazendo ondular o cabelo longo. 

- Não temo homem algum. Só temo a Deus."


- Aislinn é uma mocinha que nos cativa logo que começamos a leitura. Ela é forte, muito corajosa e determinada. Não se deixava abater pelas coisas terríveis que tinham lhe acontecido. Ela tinha visto sua mãe ser brutalmente espancada, seu pai foi assassinado e ela foi estuprada. Mesmo assim, na manhã seguinte ela estava de pé, altiva e irônica, zombando do Ragnor e desafiando-o sempre que tinha uma oportunidade.kkkkk... Eu odeio o Ragnor até agora, mas confesso que ele até teve muita paciência naquele momento. Nem foi tanta paciência assim.rsrs... Foi mais vergonha por estar na frente do Wulfgar e não conseguir dominar uma mulher.kkkkk... A Aislinn me divertiu muito em vários momentos. Principalmente quando ficava furiosa com o mocinho e começava a agredi-lo fosse fisicamente ou com palavras. Ela entrou para a lista das minhas mocinhas queridas, pois tem uma coragem que impressiona e não desistiu daquilo que queria. Ela foi muito inteligente e fez o mocinho cair aos seus pés. Como eu amei isso!rsrsrs...


" - Tenha cuidado, meu senhor, não se apaixone por mim."


- Eu me divertia muito também quando o Wulfgar tentava convencer a Aislinn de que ela era sua escrava.kkkk... Nossa mocinha começava a sorrir do jeito sarcástico dela e a provocá-lo sem piedade. Ela não se rendia e quando se comportava como escrava era somente para provocá-lo e forçá-lo a perceber que significava muito mais para ele. Que o estava conquistando. Nosso mocinho ficava muito furioso, mas o coitado não conseguia resistir por muito tempo. Chegou a um ponto no qual começou a gritar que ela NÃO era sua escrava!kkkkkkk... Eu gargalhava aqui! Ele fica muito interessante quando está furioso e também quando parece um menino vulnerável sem saber como se comportar perto da Aislinn. Sem saber como tratá-la. 

" - Chérie - murmurou carinhosamente, apertando os dedos dela. - Resolveu então que é capaz de suportar o meu humor?

- Uma vez ou outra, meu senhor, mas não em excesso - disse ela, sorrindo também."


- O que eu faço? Coloco aqui a declaração de amor dele ou não? Acho que não, queridos. Bem... Só vou colocar um pedacinho. Nada mais!

" - Primeiro amor - murmurou ele, docemente. - Amor do meu coração, não me traia nunca. Tome o que eu posso dar e faça disso uma parte de si mesma."

- Para saberem a continuação dessa declaração linda de amor, leiam o livro! :D

- O livro recebeu todas as 5 estrelas do skoob e entrou para a lista dos preferidos. Adorei ler essa história, foi uma experiência inesquecível e não sei se algum outro livro da autora poderá me conquistar tanto. Acho que sempre irei comparar os outros livros da autora com este.kkkk... Recomendo muito a história, mas somente para aqueles que gostam de romances medievais ou dos livros da autora. Também indico para quem leu e amou "A Carícia do Vento" e "Assim Fala o Coração". O Wulfgar lembra tanto o Ráfaga quanto o Rowland, só que ele é mais bondoso do que eles.rsrs... Não é um livro que pode agradar a todos, pois tem crueldade nele. Mas não se preocupem: o Wulfgar nunca machuca a Aislinn de propósito. E nem bate nela. Bem...rsrs... Tirando uns tapas que ele dá nas nádegas dela de vez em quando.rsrsrs...

- Agradeço a querida Carlita pela indicação! Fiquei com medo à toa, amiga! Amei a história! :D


Bjs e até breve!

26 de janeiro de 2012

A Chama e a Flor - Kathleen E. Woodiwiss


1º Livro da Série Família Birmingham


"A chama e a flor" é uma história de amor entre uma camponesa irlandesa (Heather) e um violento e auto-suficiente capitão ianque (Brandon), tendo como pano de fundo o submundo da poderosa Londres do século XVIII e os sonhos e mazelas de uma sociedade em formação numa América feudal."

Uma tentativa de estupro marca para sempre a vida de Heather.

Ao ver-se acuada por seu agressor, fere-o de morte. Horrorizada, foge e começa a vagar pelas ruas de Londres.
Acaba em um navio, onde o capitão, confundindo-a com uma prostituta, abusa dela.
Após algum tempo, Heather descobre que está grávida, e o capitão do navio deseja reparar a desonra tomando-a por esposa.
Pouco a pouco o inicial receio entre ambos dá espaço ao afeto, e amadurece a semente do amor.
Entretanto, o passado espreita, disposto a dar um golpe fatal a seus sonhos.



Palavras de uma leitora...



- Eu comecei a ler esse livro por pura curiosidade.rsrs... Tinha lido um comentário muito engraçado sobre ele no skoob e senti vontade de conhecer o tal "psicopata".kkkkkk... Essa palavra que a menina usou para descrever o mocinho, me fez lembrar de algo que eu tinha dito sobre o Clayton (de Whitney, Meu Amor) e eu cheguei a chorar de tanto rir.rsrs... Aí, não resisti e tive que conhecer o Brandon. Eu até esperava odiá-lo, mas isso não aconteceu. Talvez eu não esteja no meu normal ultimamente, mas achei esse mocinho bem mais suave do que outros que conheci (bem mais suave do que o Clayton e o Ráfaga, por exemplo.). É verdade que ele se comporta como um verdadeiro canalha no início do livro. Ele realmente estuprou a mocinha e mais de uma vez. Três no total. O que ele fez foi marcante e muito cruel. A mocinha sofreu, gritou, chorou e nada o fez parar. Ele ainda teve a cara de pau de brincar com algo que era muito sério. De fingir que o que fez não tinha importância, que não era grave. Ele se desculpou com a sua consciência ao dizer que acreditava que ela fosse prostituta, mas nada justifica. O que ele fez foi nojento e desumano. Ele não teve um pingo de piedade da mocinha, apesar de não ter agido com violência. Deu pouca importância ao que ela sentiu. Na verdade, não deu importância alguma. Suas lágrimas não o comoveram e ele ainda zombava da dor dela. É algo realmente capaz de esquentar nosso sangue, nos fazer desistir da leitura e odiar demais o mocinho. Mas... Se a cena é realmente tão revoltante e não há desculpas para a atitude do mocinho... Por que então eu o perdoei e acabei me apaixonando por ele?rsrs... Talvez porque eu tenha ficado louca. Não sei explicar. É só que depois de ter conhecido alguns mocinhos bem complicados e ter lido o livro do Roger (apesar do Roger jamais ter estuprado ou agredido a Isaura), eu estava disposta a conhecer o mocinho melhor antes de formar uma opinião sobre ele. E quase imediatamente ele ganhou meu coração.rsrs... É um tipo de carinho que não dá bem para explicar, pois o Brandon é complicado demais e é muito difícil entendê-lo. Acredito que numa outra época, alguns meses antes, eu sequer procuraria entendê-lo. Acredito que ele não teria a menor chance comigo e eu não teria paciência com as suas oscilações de humor... e suas brincadeiras irritantes. Do modo como ele brinca com tudo e mais um pouco. O Brandon é verdadeiramente irritante em vários momentos. Seu sorrisos debochados seriam capaz de esquentar demais o meu sangue no passado. Mas no caso desse livro, esse modo de levar as coisas, zombar de assuntos importantes, só me irritou demais realmente uma vez. Quase no final do livro. Achei que ele tinha ultrapassado o limite naquele momento. Que deixou escapar uma oportunidade valiosa de consertar um pouco o que tinha feito antes. Mas ele não fez isso. Levou na brincadeira mais uma vez e foi aí que eu realmente me aborreci seriamente com ele. Apesar de amá-lo, em momento algum eu esqueci o estupro. Só que eu vi nele algo além daquele canalha que tinha feito o que fez, entende? Não me "apeguei" ao estupro, não deixei que aquele ato condenasse o livro inteiro, antes de eu terminar de lê-lo. Acreditei que o mocinho merecia uma chance de mostrar que tinha o seu valor, apesar de qualquer coisa. Gente, não estou diminuindo o que ele fez. Não estou dizendo que foi certo e que não era importante. Nada disso. O que ele fez foi muito mais do que errado. A mocinha realmente não queria nada com ele. Ela realmente lutou, ela realmente sofreu e tudo que queria era distância dele. Eu não esqueci nada disso. Mas já que tinha perdoado outros mocinhos que tinham cometido esse crime gravíssimo, acreditei que ele também merecia uma chance de me mostrar que não era um monstro e continuei a leitura. Acabei me apegando muito ao mocinho.rsrs... Sim. Eu realmente me apaixonei por um mocinho que tinha cometido estupro e apesar de já ter perdoado algo assim antes, eu fiquei até um pouco chocada. Ainda mais porque ele não pagou pelo que fez. Nada que tenha passado, foi realmente um castigo. Se ele sofresse como o Clayton sofreu por exemplo, eu ainda não me sentiria culpada por tê-lo perdoado. Como é que é?! rsrs... Sim. Me sinto um pouco culpada por ter perdoado o Brandon. Porque se eu for bem sincera, ele não pagou pelo erro e nem procurou pedir perdão. Ele fez de conta que nunca tinha feito nada e zombou demais das coisas. Mas, se eu também for ser sincera o perdoei porque enxerguei que toda aquela zombaria era um modo de se defender de seus próprios erros. Um modo de procurar aliviar a consciência. Acredito que ele tinha inclusive medo de pedir perdão, por não saber como a mocinha reagiria diante de tudo. Negar para si próprio que tinha cometido o erro, era uma forma de se defender dele. A maior parte das vezes nas quais o Brandon sorriu daquele modo irritante, ele estava procurando se proteger de algo. Da fascinação que estava sentindo pela mocinha, do seu terrível crime, do amor que ele estava começando a sentir por ela... Não é correto fazer o que ele fazia. Se proteger, negando os fatos. Mas era uma característica dele e eu procurei entendê-lo. Além disso vi muita ternura no Brandon, amor, nos sorrisos carinhosos, nos olhares, no modo como ele ficava pensativo algumas vezes enquanto a observava. Na forma como tocava seus cabelos, na alegria que sentia quando ela sorria. Eu enxerguei amor nele. E o vi inclusive muito vulnerável diante desse sentimento inesperado. Ele não queria amá-la. Não queria se importar com ela, mas aconteceu. Aquela jovem que ele tanto tinha ferido, invadiu seu coração e ele não sabia nem o que fazer, como se aproximar dela. Aí, ficava irritado e dizia coisas que não queria dizer. Eu vi o Brandon como um menino teimoso e perdido em muitos momentos.rsrsrs... Houve momentos nos quais desejei protegê-lo de toda aquela confusão. Enfim... Ele me conquistou, gente. E não foi escolha minha. Simplesmente aconteceu.


Um pequeno resumo:


A história começa quando os pais da mocinha já faleceram e ela está com 17 anos. Ela vive com uma tia que é o demônio em forma de gente e já não aguenta mais tanto sofrimento. Ser surrada sempre que sua tia deseja, humilhada e explorada. Como se sequer fosse um ser humano. A tia da mocinha a odiava por ela ser tão bela como a falecida mãe. Ela tinha inveja da mocinha e por isso vivia maltratando-a dia e noite e todo aquele sofrimento, aquele inferno já durava dois anos. Tudo que a mocinha queria era ter uma oportunidade de sair daquele lugar. De recomeçar longe de tudo aquilo.


E quando o irmão da sua tia apareceu, disposto a levá-la com ele para Londres e lhe arrumar um emprego como professora de uma escola para senhoritas, Heather viu nele um anjo enviado para salvá-la. Confiante, ela partiu acreditando que a partir daquele momento nada mais seria igual. E realmente não foi. Heather saiu de um inferno para cair em outro ainda pior.



Ao chegarem em Londres, William finalmente mostrou suas garras. Tentou violentar a mocinha e num momento de desespero, ela pegou uma faca para se defender. Durante a luta, ele acabou conseguindo se apoderar da faca e quando a mocinha conseguiu se soltar das mãos dele, ele caiu... por cima da faca.


Desesperada e em choque, Heather fugiu sem olhar para trás. Fugiu sem saber para onde e o que fazia. Tudo parecia um pesadelo e ela só queria acordar. Estava com medo de tudo e acreditava que a qualquer momento a polícia iria encontrá-la e acusá-la de ter matado aquele homem. Por isso, quando dois homens se aproximaram, parecendo estar justamente a procura dela, Heather ficou tão assustada, que sequer resistiu. Acreditava que era a polícia e que estavam levando-a até o juiz, que iria decidir seu destino. Condená-la por um crime que ela sequer tinha cometido. Mas quem iria acreditar nela? Quem iria acreditar que aquele verme simplesmente caiu por cima da faca?


Aqueles dois homens, levaram Heather até o camarote de Brandon. Ele tinha acabado de chegar em Londres e depois de tanto tempo no mar, sem companhia feminina, precisava "aliviar" suas necessidades. Fazer sexo com alguma mulher, independente de quem fosse. Desde que fosse mulher e estivesse limpa...


Quando seus dois criados se aproximaram com Heather, ele sequer perdeu tempo. A luta da mocinha não foi nenhum impedimento para ele. Pelo contrário. Ele chegou a rir dos seus esforços, acreditando ser um jogo para excitá-lo ainda mais. E quando a possuiu e descobriu que ela era virgem, não sentiu um pingo de remorso. Continuou até saciar seus desejos e depois a deixou chorando.


Quando descobriu que ela era virgem e que estava apenas perdida, sua única preocupação foi com o fato dela pertencer a alguma família importante e ele acabar condenado por tê-la violentado. Mas quando ela esclarece que era pobre e não tinha quem se importasse com ela, Brandon fica aliviado e mais do que disposto a continuar violando-a. E comete o crime mais duas vezes, antes da mocinha finalmente conseguir escapar.


Heather, tomada pelo pânico e o ódio, conseguiu fugir daquele lugar e resolveu voltar para a casa da sua tia, mesmo sabendo que continuaria sofrendo ali. Mas qualquer coisa era melhor do que ter que suportar as coisas que Brandon fazia com ela. Do que ter que suportar toda aquela dor e humilhação.


Depois de muitas semanas, a tia de Heather acaba descobrindo que ela está grávida e ela se vê forçada a contar o que lhe tinha acontecido. Ou pelo menos, parte do que aconteceu. E a partir daí, um reencontro nada agradável se aproxima. Brandon, que nunca tinha sido forçado a fazer nada em sua vida, se vê obrigado a se casar com a mocinha, se não quiser apodrecer na prisão ou inclusive ser condenado à morte.


E um casamento por obrigação, onde as duas pessoas não queriam estar casadas só pode começar e terminar mal, não é? Ou será que não?


- Bem... Em resumo posso dizer que gostei muito desse livro apesar do início nauseante. Brandon não se arrependeu. Ou pelo menos, não quis admitir que tinha errado. Como posso dizer? Ele negou para si mesmo que tinha cometido algo de errado e por isso, em momento algum, pediu perdão a mocinha pelo que tinha feito. Tudo ficou por isso mesmo. Como se ele nunca tivesse feito nada, porém eu o perdoei. Sei que parece loucura, mas eu senti que podia perdoá-lo independente do que ele fez. Lhe dei outra chance e não posso dizer que me arrependi. Na minha opinião, apesar da falta de pedido de perdão e o modo como ele a tratou inicialmente, ele merece perdão. Não é um mocinho perfeito. Sequer posso dizer que ele é perfeito apesar de qualquer imperfeição.rsrs... Não é. Está muito longe disso, mas eu o amo mesmo assim e achei o relacionamento entre o casal, após o casamento, muito fofo. Tinha sim momentos em que eu desejava esganar o mocinho e até mesmo a mocinha, mas gostei muito de como as coisas ficaram depois do início. Do modo como Brandon precisou resistir, de como eles foram se conhecendo mais e se aproximando. Eu cheguei a rir muito com algumas cenas... algumas loucuras e diálogos desse casal. Me apaixonei por eles. Torci por eles e até acho que eles mereciam uma história melhor do que essa. Mereciam uma história bem melhor, pois apesar da história ser muito boa, a autora pecou pelo excesso.
 
A Kathleen exagerou demais nessa história, gente. A beleza impactante da mocinha (todos os homens a desejavam. TODOS. Quase paravam de respirar quando ela passava e queriam violentá-la.rsrs...), o excesso de narração inútil (a autora não precisava narrar tudo que narrou), chegando ao ponto de cansar o leitor... e o mais importante para mim: a forma como ela terminou a história. Queridos leitores, tenho que ser sincera com vocês, apesar de desejar que leiam o livro...rsrsrs... O final é ridículo. Eu não sabia se ria ou chorava.kkkk... Não tenho nem palavras para explicar o quanto achei tudo aquilo chocante, ridículo, desnecessário. Não sei no que ela estava pensando quando decidiu que o livro tinha que terminar como terminou, mas... Enfim..rsrs...
 
- Recomendo a leitura? Sim. Apesar dos exageros e do início cruel, não é um livro ruim. Não me arrependi de lê-lo, me diverti muito com ele, achei o casal adorável e o Brandon conquistou totalmente meu coração. Amo demais esse mocinho complexo e teimoso.rsrs... Só por ele eu seria capaz de reler o livro. E o livro não perdeu uma estrela por causa dele. Apesar de ter ficado muito furiosa com ele quase no final da história, por ele ter jogado fora uma oportunidade única de se explicar, de pedir perdão e encarar as coisas de maneira séria, o livro perdeu uma estrela porque teve muitas falhas. A soma de tudo fez com que eu considerasse que o livro não era digno de cinco estrelas. Apesar disso, ele está entre os favoritos.

- Sabiam que o Brandon me fez lembrar de uma música que minha irmã vive escutando?rsrs.. Não posso dizer que sou fã dessa música, apesar dela ter uma letra muito bonita. Mas é que eu não acredito no arrependimento que a música tenta passar, sabe? Não acredito que houve o arrependimento citado, mas lembrei da música.rsrs.. Ela é muito linda, sim. Só tenho problemas com ela por não acreditar que o cara se arrependeu.kkk...

Os trechos dos quais o Brandon me fez lembrar:

"Eu não vou ficar aqui

Vendo a gente se perder
Eu não posso admitir
Que um de nós tem que sofrer
Eu errei não vou negar
Mas perdoa por favor
Dá uma chance em nome do amor"

"Eu to pedindo desculpa por quê não cumpri meu papel

Desesperado, arrependido, pelo amor de Deus
Vida me dá mais uma chance minha vida
Não me abandone amor ainda

Tô tão envergonhado do que eu fiz
Por nada, não vou deixar de amar você por nada
Você é minha luz, a minha estrada
Eu vou lutar pra te fazer feliz!"


- Eu gostaria que o Brandon tivesse se desculpado, que tivesse ficado desesperado, arrependido. Que suplicasse o perdão da mocinha, que implorasse para ela não abandoná-lo, que dissesse pelo menos o que o cantor disse: "Tô tão envergonhado do que eu fiz." Não posso dizer que não fiquei chateada com ele por causa disso. Eu fiquei. Mas o amo, apesar de não achá-lo perfeito. Apesar de ver que ele pode ser um completo canalha algumas vezes. Enfim...


Bjs e até breve!

15 de outubro de 2011

Resenha da Carla: O Lobo e a Pomba - Kathleen Woodiwiss



Na Inglaterra, no tempo dos druidas, houve certa vez um guerreiro de grande coragem que desafiou e venceu os deuses em combate, como punição, foi transformado em lobo de ferro.

 
Segundo a lenda, nos momentos em que a guerra assola a Terra, o lobo volta à vida na forma de um guerreiro ousado, invencível e imortal. Como agora, quando normandos e saxãos entram em conflito em Darkenwald e a vida da bela Aislinn depende da concretização da profecia.

 
Filha de um nobre assassinado pelos invasores, Aislinn é a sofrida heroína de O Lobo e a Pomba.





Resenha:


Aislinn é a orgulhosa e invulgarmente bela filha do senhor de Darkenwald. Ou melhor, era. Quando o livro começa Aislinn está reduzida ao papel de escrava dos normandos, que conquistaram as terras do seu pai. Ragnor, o cavaleiro enviado por Wulfgar - o futuro dono daquelas terras - para invadir e conquistar Darkenwald, mata o seu pai e a reclama para si como prémio. Ele a amarra pelo pescoço como se ela fosse um cachorro e a joga aos seus pés, enquanto Aislinn vê, impotente, os normandos saquearem sua casa e maltratarem a sua mãe. Depois ele a estupra, roubando o presente mais precioso que ela guardava para o seu futuro marido.

Ao chegar a Darkenwald no dia seguinte, Wulfgar se depara com um cenário de violência e morte. Ragnor não seguiu as suas ordens de abordar pacificamente o povo de Darkenwald e Wulfgar fica furioso com ele.
 
A beleza, a língua afiada e o espírito indomável de Aislinn o cativam e ele a toma de Ragnor, que fica revoltado e jura vingança.

 
Por causa de sua mãe Wulfgar odeia as mulheres. Ela foi infiel e jogou na cara do pai dele que Wulfgar não era seu filho. Isso destruiu a vida de Wulfgar, que foi desprezado e entregue a um dos homens de confiança do “pai” para que fosse criado bem longe da vista dele. Ele cresce odiando e desconfiando das mulheres e usa-as sem qualquer escrúpulo. Elas nunca duram mais do que uma ou duas noites e em seguida ele as joga fora. Mas apesar de carregar esse trauma e de há muito tempo não conhecer a ternura, Wulfgar não é um estuprador e além disso é um homem justo também. Implacável e terrivelmente justo, eu diria.

Para surpresa de Aislinn esse normando assustador aos poucos vai destruindo as muralhas em volta do seu coração. Por que o beijo dele a faz tremer nas estruturas? Por que ele a ata noite após noite aos pés da cama para que ela não fuja mas não a estupra como Ragnor fez? Como ele consegue ser tão suave e até gentil? Aislinn descobre que debaixo daquele peito bate um coração.. duro e cheio de cicatrizes, mas ainda assim um coração. E fica determinada a domá-lo e a se casar com ele.

Esta convivência leva a que tb Wulfgar ceda aos encantos de Aislinn e passe a desejar tê-la do seu lado como amante permanente. Mas Aislinn exige casamento em troca da submissão total e por seu lado ele se recusa a casar seja com quem for. Jamais uma mulher o levará ao altar! E assim eles ficam num impasse que os leva a uma frustração cada vez maior: ela jamais se entrega de livre e espontânea vontade e ele se recusa a lhe dar outro estatuto que não o de amante.

 
No entanto, esse não é o único obstáculo entre eles.

Será que Ragnor vai cumprir as suas ameaças de vingança? E se ela ficou grávida? O pai será Ragnor ou será Wulfgar? Será que Wulfgar vai aceitar o bebê como seu? ou vai rejeitá-lo como seu pai fez? Será que ela vai conseguir se manter do lado de Wulfgar ou será antes descartada e logo substituída por outra? será que ela está destinada a nunca passar de uma amante/escrava e a ter sua honra e dignidade manchadas para sempre? Será?

Eu adorei esse livro (apesar de ainda preferir Shanna) e um dado curioso é que algumas vezes ele me fez lembrar ligeiramente “Um Reino de Sonhos” da Judith McNaught e na primeira vez deles me fez lembrar também de Ráfaga e Sheila (A Carícia do Vento – Janet Dailey).

 
Quem aprecia os dois livros supracitados já sabe mais ou menos o que esperar. Um livro passional, muitas vezes duro e cruel, à semelhança da realidade vivida naqueles tempos. Neste caso, o século XI.




Carla.

30 de agosto de 2011

Resenha da Carla: Shanna - Kathleen Woodiwiss



Por trás das paredes da prisão de Newgate um pacto é selado em segredo: um arrojado criminoso irá se casar com uma rica herdeira em troca de uma inesquecível noite de prazer.

Os frágeis votos de casamento se perderam e a promessa foi quebrada. Com seu espírito sensual e livre Shanna foge para o paraíso luxuriante das Caraíbas, abandonando o belo estranho com quem se casou a força.

Mas Ruark Beauchamp estará eternamente entrelaçado no destino de Shanna e não há grades que o impeçam de buscar o que é legitimamente seu.




Resenha:


Essa história me surpreendeu muito! Não esperava que fosse tão boa. Uma das surpresas foi a escrita da autora, que por vezes roça o exagero tanto no "floreado" quanto no uso de palavras demasiado rebuscadas, mas ainda assim isso não tira o encanto da história. Além disso a escrita dela é cativante e ela com certeza sabe imprimir ritmo numa história! Eu lembro que nas partes com mais ritmo os meus olhos chegavam a doer, porque eu passava a ler mais rápido! A gente vive realmente o que está acontecendo e consegue visualizar todo o ambiente que ela criou. Eu senti os cheiros, vivi a frustração, a paixão, as lutas, o ódio, sofri com os personagens, ri e amei com eles também… foi muita emoção e eu acho que é disso que são feitos os livros inesquecíveis. Monotonia é coisa que não acontece e a autora consegue manter o suspense o que faz com que o nosso interesse não esmoreça. Por vezes você pensa que descobriu o mistério mas ela nos mantém no limbo quase até o final. Será? Não será? E o que dizer do Ruark? Que o Ruark é um mocinho admirável? Que ele é fantástico? Um mocinho pelo qual valeria a pena viver e morrer? Que a autora estava inspirada quando o criou? Isso seria dizer muito pouco sobre esse herói de sonhos. Sim, porque não tenho dúvidas que esse é mais um a juntar ao clube dos mocinhos que só existem no papel.

 
Por outro lado, não duvido que quase todo mundo vai achar a Shanna uma imbecil pouco ou nada merecedora do amor do Ruark. Eu tb tive raiva dela em alguns momentos, mas depois comecei a tentar me colocar no lugar dela.

 
A história se passa no século XVIII e não no século XX.

 
Ela é uma menina rica e que sempre foi muito mimada. Sua mãe faleceu, então sua única referência era o pai, que a incumbiu de fazer um bom casamento e começar a lhe dar netos. Mas ela tem seus próprios sonhos. E seus sonhos são conhecer um nobre, belo e rico cavaleiro por quem irá se apaixonar. Mas esse homem de sonhos não chega e seu prazo está se esgotando. Seu pai lhe deu um ano para se casar com um homem de sua escolha, caso contrário ele escolherá por ela. E, não pretendendo desistir do cavaleiro dos seus sonhos, ela acaba escolhendo Ruark, que está preso numa cadeia e aguardando pela forca. Ruark não passa de um prisioneiro mas possui um apelido de peso. Muito provavelmente ele é um zé ninguém mas esse apelido distinto, idêntico ao da aristocrática família Beauchamp de Londres, vai ajudá-la a convencer o pai de que ela fez um bom casamento. Como Ruark está sentenciado à morte ela logo ficará viúva e livre das imposições do pai para casar-se. Aí ela poderá escolher qualquer homem, quando e se quiser.

 
Mas o destino é caprichoso e Ruark não só não morre como acaba sendo vendido como escravo ao pai dela. Shanna de repente se vê casada com um escravo!! Mas vcs pensam que ela vai esclarecer o mal entendido e contar a verdade ao pai? Não! E aí vai começar uma luta de vontades entre ambos, com ele lutando pelo amor dela e ela o rejeitando e tentando fugir dos sentimentos que ele lhe provoca. Ela sonha com um cavaleiro mas não existe cavaleiro que a arrebate como só Ruark consegue. Ambos vão se envolver em uma rede de paixão e mentiras, porque Ruark ama Shanna de verdade e jamais vai trair o seu segredo. Mais uma vez aqui Shanna vai provocar sentimentos de raiva nos leitores, mas se pensarmos como a questão das desigualdades sociais era vista na época, e que Ruark para lá da questão social era também um escravo, talvez possamos compreender um pouquinho melhor a resistência da Shanna em perceber o valor de Ruark como homem e entender a profundidade de seus próprios sentimentos. Mas esse momento vai chegar e o momento da redenção de Shanna é muito belo. Foi sem dúvida muito interessante para mim ver como Shanna foi se transformando lenta (o que me pareceu bem realista) e gradualmente de menina mimada e fútil, em uma mulher amadurecida e esclarecida consigo mesma, que ultrapassa os preconceitos da época e se dispõe enfim a lutar pelo amor de Ruark.


Preparem-se para emoções fortes porque esse é um daqueles livros intensos, com voltas, reviravoltas e várias surpresas, que nos arrastam com ele sem dó nem piedade. A gente ama e odeia. Mas no final tudo valeu a pena!




Carla

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