Mostrando postagens com marcador Editora Pedrazul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Pedrazul. Mostrar todas as postagens

26 de agosto de 2020

O Chalé de Moorland - Elizabeth Gaskell



 Literatura Inglesa
 Título Original: The Moorland Cottage
 Tradutora: Andrea Carvalho
 Editora: Pedrazul
 Edição de: 2016
 Páginas: 105
 
 44ª leitura de 2020 (42ª resenha do ano)
 
Sinopse: Ambientado nas charnecas inglesas, O Chalé de Moorland é a história dos pobres irmãos, Maggie e Edward Browne, e de Frank Buxton, um rico herdeiro de Combehurst. A gentil Maggie é devotada a Edward e o trata com todo amor, mas ele é arrogante e egoísta. Um romance comovente e encantador que vai emocionar o leitor. 




Desde que li Norte e Sul, eu me apaixonei pela escrita da Elizabeth Gaskell, me tornei fã incondicional de seu trabalho, pois ao escrever um romance social como aquele, ela deu voz a diversos trabalhadores e suas famílias, que laboravam em situações precárias, muitas vezes ficando tão seriamente doentes que tinham sua vida abreviada. Pessoas desesperadas para sustentar suas famílias, que tinham que assistir em agonia enquanto seus filhos choravam de fome, pois o "salário" não era suficiente nem para o mínimo. Por todas as emoções que aquele livro me provocou, eu não demorei a adquirir Mary Barton, romance que aparentemente segue a mesma essência de Norte e Sul

Eu cheguei a ler as primeiras páginas de Mary Barton, mas elas me causaram um impacto tão grande, uma emoção tão forte que decidi adiar a leitura para um momento mais tranquilo, quando eu poderia me dedicar por inteiro ao livro, que promete se tornar um dos meus preferidos da vida. 

Só que eu sentia uma falta tão grande da escrita da autora, de sua humanidade ao construir os personagens e suas histórias, que decidi ler O Chalé de Moorland, livro do qual eu ainda não tinha ouvido falar, mas cuja capa (sim, a capa!kkkk) me atraiu. Não posso dizer que é uma surpresa ter gostado tanto da história, pois já confio muito nas obras da autora e já imaginava que iria amar.rs

A história é bem simples, mas muito envolvente. Em suas poucas páginas, conhecemos a história da Maggie desde a sua infância ao lado de uma mãe que parecia incapaz de amá-la e um irmão mimado e egoísta, que sempre a tratava como escrava. Naquela casa, a única pessoa que se importava com ela era Nancy, a empregada que se dedicava à menina como se fosse sua filha e não compreendia como sua própria família a tratava tão mal. O pai de Maggie faleceu quando ela ainda era muito nova e com ele se foi todo afeto que a menina recebeu de um parente. 

Embora entristecesse profundamente o seu coração não ser amada pela mãe e vê-la dedicar todo carinho ao Edward, irmão de Maggie, ela tentava não permitir que a tristeza a impedisse de reconhecer as coisas belas da vida, como a natureza, o cantar de um pássaro, qualquer coisa que lhe desse prazer, ainda que em muitos momentos a mãe tentasse arrancar até mesmo isso dela. 

Um dia, aparece na casa de sua família um certo Sr. Buxton, grande amigo de seu falecido pai, disposto a zelar pelo futuro de Edward, a quem ele pretendia ajudar a obter um bom lugar no mundo, com ótimos estudos e apoio financeiro. Ao chegar enquanto a menina trabalhava para deixar os utensílios domésticos brilhando, o sr. Buxton acaba se encantando pelo seu jeito doce e decide fazer com que ela se torne amiga de sua sobrinha órfã, de quem ele era tutor. Assim, mesmo contra a verdadeira vontade da mãe de Maggie (que não podia se negar abertamente), a menina passa a frequentar a casa daquele senhor, se tornando grande amiga de Erminia e recebendo um afeto inesperado da esposa daquele senhor, quem ensina ao longo dos anos tudo o que ela precisaria saber para não se deixar manipular pelos interesses dos outros e fazer sempre o que fosse correto, mesmo que os outros a empurrassem para o que fosse errado. 

Mas... Não é só Erminia e a Sra. Buxton que Maggie conhece naquela casa. Ali também vivia Frank, único filho do casal, que primeiro se tornaria seu amigo e defensor e, não muito tempo mais tarde, o amor da sua vida. O homem em cujo amor ela acreditaria contra tudo e todos e que lhe daria forças para suportar todos os sofrimentos que sua família insistiria em lhe provocar ao longo da vida. 

"De hoje em diante, disse ele, tenho o direito de carregar seus fardos."

Sabe aquela história que te provoca um quentinho no coração? O Chalé de Moorland nos causa revolta em alguns momentos, raiva da mãe da Maggie, até mesmo ódio do Edward e de um outro personagem do qual não posso falar para não dar spoiler. Todavia, a Maggie é tão incrível, é uma personagem aparentemente frágil e incapaz de resistir aos desejos dos outros, mas que nos momentos mais importantes mostra uma força impressionante, que surpreende até mesmo aqueles acostumados a vê-la como serva, como escrava e não como um membro da família, não como filha ou irmã. Eu me apaixonei por esta protagonista, por sua bondade e determinação, por sua fé inabalável em Deus e no homem a quem ela amava. Por seu amor pela vida e por não se deixar destruir nem mesmo quando tudo parecia perdido. Eu queria ter nem que fosse metade da força desta personagem!

Nesta obra, a autora mais uma vez aborda o lado "ruim" das relações humanas. Em Norte e Sul vemos isso entre trabalhadores e seus patrões. Aqui vemos dentro do próprio lar da protagonista. A autora mostra o lado nocivo de uma família, o quanto as pessoas que mais deveriam nos proteger e amar podem ser justamente aquelas que mais danos causarão. Como não permitir que tais pessoas nos afetem, quando os laços familiares nos prendem à elas? E como pode uma mãe e um irmão usar e machucar com tanta intenção e egoísmo?! Existiram cenas nas quais a mãe da Maggie deliberadamente tentava fazê-la ficar tristeza, roubar seus sorrisos, sua alegria. É duro ler sobre tais momentos. A vontade que eu sentia era de entrar no livro e agredir aquela mulher!

E o romance entre Maggie e Frank? Embora seja lindo, tudo o que ela precisava para se libertar da família destrutiva, não é o foco do livro. A história é curtinha, pode ser considerada uma novela, e trata muito mais da Maggie, da vida dela, do que do romance entre os dois. Mesmo assim, eu amei essa relação! Frank é um personagem maravilhoso também, ainda que não tenha recebido o mesmo destaque que a protagonista. 

"Eu não estou com medo; Deus estará conosco, se vivermos ou se morrermos!"

O capítulo final me deixou com o coração acelerado e foi o que me fez dar ao livro definitivamene 5 estrelas. Que capítulo angustiante!!! Triste e lindo. Doloroso e mágico. Eu não sabia se sorria ou chorava. Alguns momentos eram dignos de sorrisos de alívio e alegria, e outros eram dignos de lágrimas. 

Se recomendo o livro?! É claro que sim!!! Sinto imensa vontade de ler tudo o que a Elizabeth Gaskell escreveu! Vai ser um dos meus projetos! 



-> DLL 20: Um livro de autor inglês

12 de março de 2019

Um Amor Conquistado - Silvia Spadoni

Literatura Nacional
Editora: Pedrazul
Edição de: 2014
Páginas: 208
Trilogia Amores - Livro 1
Onde comprar: Amazon

Sinopse: Ainda criança, Sophia foi levada para a Inglaterra para fugir da perseguição e do terror impostos pela Revolução Francesa. Com medo de ser descoberta, nunca revelou sua origem nobre, mas manteve viva a esperança de reencontrar sua família. Após o falecimento da madrinha, Sophia se vê obrigada a buscar trabalho para sobreviver e, por isso, se candidata à vaga de preceptora de Louise, a sobrinha órfã do conde de Buckington, um nobre conhecido pela sua frieza e arrogância. Uma brincadeira do acaso e ela se vê diante da possibilidade de voltar à França sob a proteção do nobre inglês e de descobrir o que aconteceu com seus pais. Mesmo avisada sobre os riscos, ela decide seguir em frente, ainda que isso signifique fingir ser a noiva do conde de gelo. Edward é um homem frio e arrogante, disposto a qualquer coisa para vingar-se do francês que destruiu seu irmão, até mesmo embarcar para a França em companhia de uma desconhecida apresentando-a como sua noiva. Ele conhece os riscos da empreitada, só não está preparado para os sentimentos contraditórios que invadem seu coração.



Foram várias as pessoas que me recomendaram esta história. E, durante algum tempo, eu considerei lê-la, colocá-la em minha meta de leitura, mas sem saber ao certo se arriscaria a leitura ou não. Até que, finalmente, criei coragem para começar, ainda mais tendo em vista que é uma história curtinha e, sobretudo, um romance de época, gênero que tanto amo. Todavia, embora tenha apreciado o livro, ele não chegou a me arrebatar. Não me apaixonou. Não mexeu com minhas emoções.
Topo