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3 de junho de 2016

Paixão Secreta - Lynne Graham

(Título Original: The Sheikh's Secret Babies
Tradutora: Angela Monteverde
Editora: Harlequin
Edição de: maio/2016)

Laços reais!

O dever real de Jaul era casar-se com uma noiva apropriada. Mas, para isso acontecer, precisa se divorciar da mulher que o traiu. Ao reencontrar Chrissie Whitaker, é surpreendido por uma inesperada revelação. Arrasada ao ser abandonada por seu príncipe encantado, os gêmeos eram o único consolo para o coração partido de Chrissie. Porém, agora que descobriu a verdade, Jaul está determinado a assumir os bebês como seus herdeiros legítimos. Será que Chrissie conseguirá esquecer o passado doloroso e aceitá-lo novamente como marido? 


Palavras de uma leitora...


- Sempre fico ansiosa para ler novas histórias da Lynne Graham. E após ler Poder & Persuasão eu fiquei louca para ler a história da irmã da Lizzie. O livro anterior não revelou muito sobre a Chrissie, mas o epílogo nos dá a entender que a vida dela não estava lá muito fácil. E realmente não estava...

- Claro que a LG não perderia a oportunidade de criar um mocinho que se faz de surdo, que acredita no mundo inteiro antes de acreditar na mocinha. Ou seja, o tipo de infeliz que mais me irrita. E, além disso, ele tinha também que fazer chantagens estúpidas e outras coisinhas para ferver meu sangue. Nenhuma novidade. 

“Ele dilacerara seu coração, deixara-a sozinha para lidar com sua dor e jamais a contatara para se explicar ou mesmo pedir desculpas.”

Apesar da infância difícil e dos segredos que carregava dessa época de sua vida, Chrissie era uma pessoa otimista, sonhadora e romântica, embora desconfiasse de todos os homens que apareciam em sua vida. Sabia que um passo em falso poderia lançá-la no mesmo poço no qual vira a mãe, ano após ano, se destruindo. No entanto, sabia que um dia encontraria o homem certo e então poderia entregar seu coração. Sem medo. Sem reservas. Por inteiro. E nem de longe ela consideraria Jaul o homem ideal... Para ela, estava mais para um projeto malfeito...

Quando se viram pela primeira vez a atração foi inegável, porém Jaul estava acompanhado de sua amiga, que para ele não passava de mais uma conquista que logo seria descartada com um presente de “agradecimento”. Decidindo manter-se o mais distante possível do homem que representava tudo que ela mais detestava numa pessoa, ela tenta ignorá-lo, mesmo quando ele a tratava com gentileza e ternura como se ela fosse especial. Como se significasse algo para ele. Mas todas as suas defesas se desfazem no dia em que ele a salva de algo terrível, mostrando que, bem lá no fundo, talvez, não fosse tudo aquilo que ela imaginava... 

E quando ele a pede em casamento... Chrissie acredita estar vivendo finalmente o conto de fadas com o qual sempre sonhou... até que a realidade chega para destruir seus sonhos. E logo ela entende que era hora de amadurecer... seguir em frente mesmo com o coração em pedaços. Mesmo sabendo que nunca mais iria vê-lo. Que não passara de um brinquedo, um objeto que ele abandonou como se não servisse mais. 

Destruída por dentro, ela refaz sua vida, criando sozinha os filhos... até que Jaul reaparece em seu caminho. Apenas para ameaçar tudo o que lhe era mais precioso...

O destino os separara... Existiria, mesmo após tantas mentiras e mágoas, uma chance para o amor que um dia sentiram um pelo outro? 

“Os olhos dele brilharam e sua boca se comprimiu. 
- Você jamais me perdoou por qualquer coisa.”

- Jaul é um aprendiz de outros mocinhos infelizes da autora. Embora não chegue a ser como certos canalhas que conheci ao longo do meu tempo como leitora da LG, tive ânsias de açoitá-lo em praça pública quando ele insistiu em ficar pensando o pior da mocinha, mesmo sabendo que seu pai (o pai dele... embora o dela também não valha muito) não prestava e que não escondia o ódio que sentia pela nora. Ainda assim, ele preferiu acreditar no pai e mesmo quando as circunstâncias o fazem reencontrar a mulher que ele abandonara dois anos antes, nada o faz mudar de opinião. Não que ele a tratasse mal por isso. Pelo contrário... Fica mais do que evidente que ele não a esqueceu e que o amor que ainda sentia por ela o impedia de desprezá-la. Ele a amava. Mas preferia acreditar no pior. Porque simplesmente era mais confortável. Cada vez que ele começava a pensar... eu sentia uma vontade enorme de sacudi-lo e gritar bem dentro do seu ouvido para ver se assim ele recuperava a audição.rs 

- Após dois anos separados por causa de um acidente e das mentiras do pai do mocinho, os dois são obrigados a se reencontrar. Isso porque o casamento que eles foram levados a acreditar que não era real, na verdade tinha sido válido e, portanto, continuavam legalmente casados. Determinado a fazer o que esperavam dele (até parece!), Jaul decide ir pessoalmente em busca da Chrissie para que, amigavelmente, eles pudessem desfazer o erro que havia sido esse casamento. Mas ao revê-la... todos os seus planos perdem importância. Já não interessava que ela tivesse aceitado dinheiro para deixá-lo... Que jamais tivesse lhe visitado no hospital... que não tivesse estado ao seu lado quando ele mais precisara... Tudo que importava é que ele ainda a queria. E usaria qualquer desculpa para tê-la de volta em sua vida. 

E claro que, levado pelo desejo de recuperar a esposa, ele faz uma besteira atrás da outra.

- Eu gostei muito do livro, apesar de todo o estresse. Os motivos que provocaram a separação do casal são convincentes e não há como negar que os dois se amavam no passado e seguiam se amando. Mas eram imaturos demais quando se casaram e era fácil para qualquer pessoa manipulá-los e destruir sua relação. 

Porém, não é porque eu gostei da história e sou fã da autora que ignoro os absurdos que existem nesta história e que já estou cansada de ficar desculpando, “deixando passar”, sabe. Há uma cena em que a própria mocinha, querendo arranjar desculpas para as atitudes do mocinho, diz que os fins justificam os meios (na verdade está escrito: os meios justificam os fins. Mas deu para entender.rs). Eu não penso como ela. Não acho que um simples “sinto muito” muda o fato de ele, mesmo acreditando estar apaixonado por ela, ter pedido para seus advogados prepararem um contrato pré-nupcial que a prenderia no país dele e poderia retirar seus filhos. Por mais que tal contrato não possuísse validade no país dela, ele usou isso para chantageá-la, para obrigá-la a fazer o que ele queria. Simplesmente porque era assim que ele queria. Não estava com vontade de suar, esta é a verdade. Não queria gastar energias e inteligência tentando reconquistar a mulher que perdeu por ser imbecil. Era mais fácil chantageá-la, tentar controlá-la. E eu já estou mais do que cansada de coisas assim. De mocinhos que fazem coisas absurdas, em pleno século XXI, e as próprias mocinhas veem como condutas desculpáveis. E estão sempre fazendo exatamente o que eles querem. Elas brigam um pouco, fingem que vão tomar uma atitude, mas, no fim das contas, passam a mão na cabeça dos mocinhos e já está. Tudo bem, tudo perdoado. Eu queria menos machismo e mais atitudes das mocinhas. Têm umas que são verdadeiras heroínas, que sabem colocar esses arrogantes em seus devidos lugares, mas elas são raridade nestas histórias. Em sua maioria, o que eu vejo são mocinhas como a Chrissie. 

Outra coisa da qual sinto falta é de mais profundidade. Por mais que eu tenha percebido que existia realmente amor entre o casal e tenha sim acreditado que eles seriam felizes juntos, não posso dizer que a relação era profunda, que tinha aquele envolvimento que eu tanto amo nos meus romances preferidos. Não. O que eu mais vi foram trechos sobre o desejo que estavam sentindo um pelo outro. Estavam sempre querendo ir pra cama. Não que uma relação de amor não tenha desejo, paixão. Claro que sim, faz parte e eu adoro casais apaixonados. Mas é realmente necessário, numa história de apenas 183 páginas, falar de sexo o tempo quase todo?! 

E como se não bastasse isso... não vi envolvimento do Jaul pela filha. O orgulho dele era o seu herdeiro... o menino, que ele fez questão de exibir para todos. Nas poucas cenas nas quais as crianças aparecem, o Jaul está sempre próximo ao menino e é o menino que ele pega nos braços. Isso me incomodou muito. Foi o que mais me incomodou na história e quase me fez dar 3 estrelas ao livro. Não vou ficar deixando este tipo de coisa passar. Paciência tem limite. E o Jaul testou demais a minha com uma atitude dessas. 

- Como eu disse, gostei muito do livro. Dei 4 estrelas e recomendo sim, sobretudo aos fãs da autora. Não é porque não deixei passar certas coisas na história que não gostei dela.rs Gostei bastante, mas isso não me impede de enxergar os absurdos.rsrs

2 de agosto de 2015

Plano de Mestre - Penny Jordan

(Título original: The Most Coveted Prize
Tradutora: Marcela Pache 
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)

Rivais Russos 1/2

Sua mais recente aquisição…

O oligarca russo Kiryl Androvonov tem um único rival: o bilionário Vasilii Demidov. Por sorte, Vasilii tem um calcanhar de Aquiles: a jovem, superprotegida e meia-irmã Alena... O principal plano de Kiryl é seduzir Alena e, depois de saciado, usá-la para chantagear Vasilii e conseguir o contrato que tornaria seus negócios um grande império. O magnata russo nem cogita perder a oportunidade, já que este acordo tem a possibilidade de ser o mais bem-sucedido do século... No entanto, Alena também é tudo o que ele mais cobiça. Como ela agirá ao descobrir a crueldade com que Kiryl a tem usado?…



Palavras de uma leitora...


"Então, não era um estranho no final das contas, mas seu verdadeiro amor. Logo que ela desse a mão... a si mesma, para Kiryl, sabia que seria para sempre."

- Crescendo sob a superproteção do irmão, nunca estando um só instante do seu dia sozinha, Alena não estava preparada para encarar a realidade da vida e muito menos para lidar com os sentimentos intensos que uma simples troca de olhar com Kiryl lhe provocava. Para ela, tudo era novo... como a primeira paixão de uma adolescente, que ela na verdade não tivera a oportunidade de vivenciar antes. Era a primeira vez que se apaixonava... e estava amando aquela experiência. Seu coração só faltava sair pela boca e ela sabia que precisava estar com ele... Sabia que amá-lo era o seu destino. E quando Kiryl correspondeu aos seus sentimentos... ela se sentiu no céu. Haveria algo mais maravilhoso do aquilo? Do que aquela relação tão perfeita e completa? Do que ouvir as palavras doces que saíam da boca do seu amado e sentir suas carícias? Ah, mas como o amor poderia machucar! E isso era algo que Alena não tardaria a descobrir..

"Não significava nada como pessoa. Era simplesmente uma peça de xadrez para ser usada e descartada."

- Para Kiryl, a doce e ingênua Alena era muito importante... mas não pelos motivos que ela imaginava. Sua importância estava no fato de ela ser a irmã querida de seu rival, alguém que ele precisava vencer para conseguir o contrato dos seus sonhos... aquilo pelo que ele vinha lutando há anos... a vingança contra um homem que já nem existia mais. A vingança contra o seu pai. E se para concretizar seus planos ele precisaria fazer em pedaços o coração de alguém inocente, ele não hesitaria. Se ela era estúpida o bastante para acreditar em suas palavras de amor e em todas as suas falsas promessas, então, talvez merecesse sair machucada. Porque no mundo dos negócios não há espaço para compaixão. E em seu coração muito menos. Na verdade, fazia anos que ele já não tinha um coração...

- Eu tinha esquecido o quanto certos mocinhos da Penny Jordan são capazes de esquentar meu sangue... e me fazer querer quebrar algo na cabeça deles. E Kiryl com certeza é um deles. Cruel, insensível, mostrando ser exatamente filho do pai dele. Alguém que para conseguir o que deseja não se importa em pisar nos outros, em destruir os sentimentos das outras pessoas. A insensibilidade desse mocinho me chocou. Porque tudo desde o princípio foi um jogo para ele... parte do seu plano. Ele não poderia nem usar a desculpa de que não iludiu a mocinha. Muito pelo contrário! Ele a iludiu desde o início! Procurou saber tudo sobre ela para poder derrubar suas defesas, para poder seduzi-la e enganá-la... para brincar com seus sentimentos por uma estúpida vingança contra alguém que já estava morto!!! Na minha opinião, estava mais do que na hora do Kiryl crescer. Não passa de um infantil, egoísta, com gelo nas veias! Seu suposto arrependimento tardio não me comoveu. Não foi suficiente. A relação deles não passou de uma farsa, de um jogo sujo. E de desejo. Nada mais. Poderia ter sentimentos da parte da mocinha, mas da parte dele não acredito nem por um instante! 

- A Alena não passa de uma menina que se apaixona pela primeira vez e se entrega de corpo e alma ao sentimento. Ela não sabia nada da vida, não tinha uma mãe para orientá-la e o irmão em vez de prepará-la para o mundo, preferia escondê-la, tornando-a ainda mais vulnerável. Foi muito fácil para o mocinho enganá-la. Ela acreditava totalmente em suas palavras, faria qualquer coisa que ele quisesse... estava realmente em suas mãos. E eu o desprezei ainda mais por isso. Ela era tola, mas era só uma menina e eu só pude lamentar por ela. Merecia muito mais do que alguém como aquele traste. Eu queria que aquela experiência a fizesse amadurecer, mandá-lo para o quinto dos infernos e se apaixonar por alguém realmente digno dela. 

- Dei 3 estrelas ao livro e isso porque estou muito boazinha. Espero não voltar a ver o Kiryl no segundo livro da série. Eu não mereço isso. 

14 de setembro de 2014

Tua Esposa, Teu Destino - Penny Jordan


(Título Original: The marriage demand
Tradutora: Maria Luiza Felizardo
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2002)

AMOR, HONRA E... VINGANÇA!

O milionário Nash Connaught sabia alguma coisa sobre Faith que poderia custar a ela seu emprego. E a ameaçava com esse obscuro segredo... Ele nunca pretendera recorrer a chantagem para levá-la para a cama ... Mas a tentação que os dois sentiam era forte demais ...

Faith era virgem ... até então. A reação de Nash foi insistir em casar-se com ela. Mas seria por respeito que faria isso?
Ou seu gesto não passava de uma estratégia para se vingar do que acontecera dez anos antes?



Palavras de uma leitora...


"Era assustador o poder que um único evento tinha de mudar o destino de uma pessoa."


- Aos quinze anos de idade, numa das fases mais lindas e complicadas da vida de uma pessoa, Faith passou por situações que nem sequer uma mulher adulta enfrentaria com facilidade. Como se já não bastasse toda a confusão que fazia parte da sua vida, ela se viu de repente sozinha, num orfanato, desprezada e invejada pelas colegas, longe de casa, do que ela tinha como certo e seguro. Sua mãe havia adoecido seriamente e necessitava ser operada. Não havia ninguém que pudesse cuidar de Faith durante o período em que a mãe estivesse hospitalizada e por isso a única opção foi deixá-la naquele orfanato. Uma decisão que marcaria para sempre a vida de Faith...

Apavorada e deprimida pelas mudanças bruscas que estavam ocorrendo em sua vida e preocupada com a possibilidade de nunca mais ver a mãe, Faith fazia todo o possível para ignorar a implicância e ameaça das outras meninas, que a odiavam porque ela era inteligente, esforçada e bonita. Mas foi durante uma excursão que sua vida realmente mudou. E para sempre. 

O orfanato providenciou uma visita a uma mansão próxima e Faith fez parte do grupo que teve permissão para visitá-la. Enquanto os outros não viam a hora de ir embora, Faith ficou encantada com cada obra de arte, com cada detalhe fascinante do lugar, e assim chamou a atenção do proprietário, um senhor que enxergou nela muito mais do que qualquer pessoa tinha enxergado. Alguém que a compreendia e parecia saber o que se passava no interior daquela menina. Sensibilizado por sua história, decide convidá-la para passar o verão com ele e seu afilhado. Um convite que a surpreendeu e a fez fugir do inferno no qual ela estava vivendo. Mas os dias de profunda felicidade que ela viveu naquele lugar... logo se transformaram num terrível pesadelo. E assim... dez longos anos se passaram. Até que o destino decidiu que era hora de ela desenterrar aquele passado... e acertar tudo que havia ficado pendente. 

"Era impossível decidir qual das emoções a atingia com mais intensidade, se a raiva ou a dor."

Ela é agora uma mulher independente, madura, realizada em sua profissão, mas as marcas daquele passado ainda eram capazes de impedi-la de seguir em frente. Ela ainda pensava nele... no homem para o qual havia entregado o seu coração e que o fizera em pedaços. Na pessoa em quem ela confiara e acreditara que a ajudaria no momento em que ela mais precisava. Mas ele havia sido o primeiro a lhe virar as costas... e Faith não sabia se um dia seria capaz de esquecer... 

"Um turbilhão de sensações invadiu seu peito. Tinha medo de imaginar o que mais Nash estaria disposto a revelar e sabia que a situação o divertia, que o grande prazer daquele homem era vê-la sofrer. Se possível, destruí-la."

Nash agora estava de volta... Disposto a cobrar uma dívida que ele acreditava que ela possuía. Disposto a destruir tudo aquilo que ela levara anos para construir. Ele queria vingança e não descansaria enquanto não a fizesse sofrer o mesmo que ele havia sofrido por sua causa. Mas... por trás de todo esse ódio, de todo esse rancor, existe algo muito mais profundo e intenso. Um sentimento que ele negara muitas vezes ao longo de sua vida. Mas que permanecia ali.... dentro do seu coração. 

O destino estava lhes dando mais uma chance... Seriam eles capazes de aceitá-la? Ou o orgulho e o ressentimento acabariam por matar de uma vez aquele amor que já havia sido tão machucado?


- Eu li essa história em poucas horas. Na viagem de ida e volta dentro do ônibus.rsrs... É uma história curtinha e adorável, que matou a saudade que eu sentia desses romances. Que me levou de volta a uma outra época da minha vida. Uma época da qual eu sinto bastante falta.

 Ler esse livro foi uma experiência incrível, que me fez viajar e lembrar... Lembrar de muitas e muitas coisas. Durante a leitura, vários outros livrinhos da série Bianca, Sabrina, Julia, Florzinhas, passaram pela minha cabeça. Vários livros da própria Penny Jordan, uma autora que carrego no coração e que sempre sofrerei por sua partida. Por uns instantes, era como se eu estivesse de volta ao passado... à época em que esses livrinhos me fizeram tanta companhia. Aos momentos em que eles foram meus melhores amigos e eu era incapaz de me desgrudar deles.rsrsrs... Enfim... Creio que estou meio melancólica hoje.kkkkk... Mas quem não sente saudades de bons momentos, de lindas histórias? Eu sinto. Por mais que belas, profundas e marcantes histórias ainda estejam me esperando... por mais que eu ainda tenha muitas histórias maravilhosas para conhecer... sinto saudades daquelas que conheci. Daquelas que fazem parte de mim de uma maneira ou de outra. Eu queria simplesmente reviver aqueles momentos. 

Mas vamos voltar ao livro...rsrsrs... Como eu disse, é uma história adorável, um romance simples, mas encantador por essa simplicidade. A história de duas pessoas que se apaixonaram no momento errado e que se separaram de uma maneira muito triste, cada um carregando muita mágoa do outro, acreditando que o outro lhe traiu, que apenas se aproveitou da confiança depositada, do amor que havia sido dado. Faith era apenas uma menina de quinze anos quando se apaixonou por Nash, um jovem alguns anos mais velho que ela. Abalada por todas as mudanças que tinham ocorrido em sua vida, ela estava vulnerável e apaixonada, querendo encontrar em Nash a segurança, o amor que ela tanto buscava. Um amor que era correspondido, embora ela não soubesse. Desde o momento em que Nash havia conhecido aquela menina, algo intenso tinha começado a provocar uma grande confusão dentro dele, mas ele não se permitia admitir o que sentia. Não ainda. Não enquanto ela fosse tão jovem e tão inexperiente. Não poderia aproveitar-se do momento pelo qual ela estava passando. Seus planos eram esperar... esperar que o tempo passasse, que Faith crescesse e se tornasse a mulher que ele sabia que ela se tornaria. Só que muita coisa acontece e cada um segue por um lado... só que um reencontro era inevitável.rsrsrs... E é justamente aí que a história começa. Quando o destino os coloca novamente num mesmo caminho.

- Não vale a pena contar certas coisas, porque a história é bem curta e se eu falasse mais, acabaria por contar todo o livro.kkkkkkkk...Enfim... Eu amei a leitura. Porque ela me provocou lembranças maravilhosas. E também porque a história em si é muito bonita, romântica e doce. Do jeitinho que eu estava precisando.kkkkkkkk...


26 de maio de 2014

Promessa Honrada - Lynne Graham


(Título original: Jess's Promise
Tradutora: Monica Britto
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)


3º Livro da Trilogia Gravidez Secreta


Sedução, negócios… e um bebê por contrato…

Cesario di Silvestri não é apenas rápido com as mulheres, ele é um relâmpago! Depois de poucos minutos em sua presença avassaladora, não há uma que resista a sua sedução… A não ser a tímida veterinária Jessica Martin, que se recusava a virar um mero brinquedo de fim de semana. Mas quando parentes inescrupulosos de Jess roubaram a casa de Cesario, ele passou a ter todas as vantagens para conquistá-la. De início, Cesario iria acariciar a pele macia de Jess… e depois exigir que ela lhe desse um herdeiro!



Palavras de uma leitora…


Depois de uma experiência traumática no primeiro ano de faculdade, Jessica deixara de ser uma adolescente, e mais tarde uma mulher, normal. Abandonara todos os seus gostos, sua personalidade e passara a ser o que a experiência e o medo a tornaram. Nem sombra da menina extrovertida, despreocupada e feliz que havia sido. Tornara-se uma mulher extremamente retraída, insegura e que buscava evitar qualquer contato com o sexo oposto, sempre que percebia que as intenções não eram platônicas. Sua única tentativa de libertar-se das amarras do passado fora quando Cesario, o último homem que imaginaria que se interessaria por alguém como ela, a convidara para jantar. Mas aquela havia sido uma das piores noites da vida de ambos. Após esse único encontro, Jessica passara a evitar cruzar-se com ele pelo caminho, embora cuidasse dos animais de sua propriedade. Durante algum tempo ela conseguira manter a distância que sua mente desejava, mas quando um crime é cometido e Jessica toma conhecimento da relação direta que tal fato tem com Cesario e ela, percebe que mais cedo ou mais tarde terá que reencontrá-lo. E que não estará mais em posição de escapar. Já não terá tal chance.

Cesario nunca havia se preocupado muito com sua vida particular. Passara todo o tempo dedicando-se ao trabalho, construindo seu império e gastando energias extras na cama com mulheres das quais ele não lembraria nem o rosto. A única que o havia tocado de alguma forma não suportara o tratamento insensível que ele lhe dedicava e acabara casando-se com outro. Ele sentira no início a rejeição, porém tal sentimento nem durou muito. Mas agora, aos 33 anos, e diante de acontecimentos inesperados, Cesario percebe que está mais do que na hora de voltar-se para sua própria vida e pensar mais no futuro. De repente, a perspectiva de casar-se e ter filhos já não parecia tão assustadora. Muito pelo contrário. Naquela altura de sua vida, ele daria tudo para ter o que sempre evitara.

E não existiria momento mais oportuno para ter em suas mãos a única mulher que ele sabia que poderia lhe dar o que ele buscava. Ao ver-se diante daqueles olhos suplicantes, o primeiro sentimento que ele experimentara havia sido o gostinho da vingança, pois tempos antes Jessica o havia rejeitado sem sequer uma explicação e tratara de evitá-lo como se ele possuísse alguma praga. Mas depois, outro sentimento começara a tomar conta dele e todos os seus motivos para mergulhar num relacionamento que apenas faria Jessica sofrer no fim,tornaram-se insignificantes. Ele já não buscava mais o que queria e sim o que precisava. E se tinha uma coisa da qual ele precisava mais do que tudo era de Jessica. Apenas necessitava de uma chance de conseguir mantê-la ao seu lado. De salvar seu casamento. Só que para isso seria necessário muito mais do que força de vontade, do que apenas querer. Seria necessário muito, muito mais…

- Não tenho muito o que dizer sobre essa história. Faz já vários dias que terminei de lê-la e não sabia bem a maneira de começar essa resenha. A história não me decepcionou como a primeira. Não. Felizmente, é muito melhor do que Coração Rebelde. Mas não me marcou. Não me provocou nenhum sentimento muito intenso, não significou nada, entende? Foi apenas mais um livro. Que apesar de bem escrito e de possuir uma boa história, um tanto diferente das outras da autora, não é marcante. Não pode ser considerada uma história maravilhosa. É apenas uma boa história. Nada mais.

- Uma coisa que me “impressionou” um pouco nessa história foi o trauma da Jessica, que a impedia de ter qualquer tipo de relacionamento com uma pessoa do sexo oposto. Levando em conta o que ela havia passado (que realmente é de abalar e destruir as estruturas de qualquer mulher) eu esperava outro tipo de reação dela. Eu não esperava que ela se recuperasse tão fácil, se tantos anos tinham se passado e nem mesmo o Cesario a fizera apostar num relacionamento, recuperar sua confiança em si mesma e nos homens. Me pareceu um tanto estranho o modo como ela se recuperou, sem a menor dificuldade. Ainda mais levando-se em conta que ela supostamente estava se casando com ele sob chantagem. Que ela não queria aquele relacionamento. Que ela tinha medo dos homens. Mas enfim…

- Eu gostei desta história. Apesar de algumas coisas terem me desagradado e de outras terem feito eu olhar para o livro com ironia, gostei.rsrs… É uma história bonita, entre duas pessoas que tinham deixado o tempo passar e que só acordaram quando a realização dos seus sonhos parecia quase inalcançável. Jessica passara toda a sua juventude se escondendo dos homens e do mundo por causa de um trauma em seu primeiro ano de faculdade. Afastara-se dos homens e do convívio com qualquer outra pessoa e voltara-se para os seus animais, buscando neles o afeto, a amizade que não se permitia encontrar nas pessoas. Transferira para os seus cachorros amados o amor que gostaria de dar para um filho. Ela se isolou de tal forma que não possuía nenhum amigo. Que não tinha ninguém além dos pais. Quando eu disse mais acima que achei estranha a forma como ela se recuperou tão rapidamente do seu trauma, ao se casar com o Cesario, não foi porque não acreditava que ela possuía um trauma. Na verdade, desde seu aparecimento breve no livro anterior, dava para ver que ela possuía algum problema. O que não me convenceu foi o fato de ela se recuperar milagrosamente, como se não tivesse passado vários anos de sua vida prisioneira de tal medo, de um passado que não a abandonara. Enfim… Cesario dedicara toda sua vida ao tempo presente. Somente seu trabalho, seu império era construído visando alguma espécie de futuro. Mas na vida particular só existia espaço para o presente. Até que algumas coisas ocorrem e ele percebe que é hora de valorizar o que realmente importa, que é hora de abrir espaço em sua vida para seus próprios sentimentos, para as vontades do seu coração. Ele acorda e percebe que quer ser amado. Que quer ter uma família. Que quer dar a um filho tudo que lhe foi negado, que lhe agrada imaginar-se criando uma nova vida e ouvindo-a chamando de pai. Que gostaria de criar tal vida ao lado de Jessica, da mulher que ele não havia se permitido amar no passado. 

Como eu disse, gostei da história. Apesar de não ter chegado a amá-la, não me arrependo de lê-la. E dou quatro estrelas ao livro, pois dar três estrelas seria colocá-lo na mesma categoria que Coração Rebelde e ele é definitivamente muito melhor.rsrs...

Trilogia Gravidez Secreta

3º Promessa Honrada

15 de outubro de 2013

Duplo Segredo - Lynne Graham


(Título Original: The Secrets She Carried
Tradutora: Rosa Peralta
Editora: Harlequin
Edição de: 2013)

As cinzas da paixão.

Os lençóis pegavam fogo durante o tórrido romance entre Erin Turner e Cristophe Donakis. Mas as esperanças de um dia ser presenteada com um anel de noivado se tornaram cinzas quando Cristo, sem a menor cerimônia, a expulsou de sua cama, deixando-a sozinha e desamparada nas frias ruas de Londres. Anos depois, o passado retorna com toda a força em uma reunião de trabalho. Basta um leve traço do perfume caro de Cristo para ela reconhecê-lo de imediato. Cristo está convicto de que Erin lhe roubou algo, e a fará pagar por isso, da maneira que ele quiser... Mas mal sabe ele que Erin está prestes a revelar dois segredos com os quais ele não esperava!


Palavras de uma leitora... 



"Erin pegou o telefone, o sangue solidificando como gelo nas veias. Mas choramingar era algo que ela não fazia mais. Demostre fraqueza e as pessoas cairão sobre você como abutres. Ela não era mais a mulher de três anos atrás. Entretanto, ainda que estivesse mais forte, não havia o que ela pudesse fazer para contornar aquela situação, pois Cristo a colocara em um beco sem saída, sem dar a ela outra escolha a não ser proteger a todo custo aqueles que ela amava." 


- Voltar a ver Cristophe era algo que Erin desejava e temia com a mesma intensidade. Três anos antes havia quebrado todas as suas regras e ignorado a razão ao se envolver com ele. Ela sabia que não deveria ceder às investidas dele. Conhecia sua reputação, sabia que ele era um mulherengo e que as mulheres nada significavam para ele fora da cama. Sabia que seu mundo era totalmente diferente do dele e que jamais significaria mais do que uma boa companheira de cama. Mesmo assim ela havia se deixado levar. Não tinha conseguido resistir ao sorriso travesso dele ao vencê-la na natação, não conseguira resistir ao seu olhar profundo e às suas histórias engraçadas. Não pôde resistir aos seus beijos, ao seu toque e aos sentimentos que ele despertava dentro dela. E por não resistir... ela ainda pagava um alto preço.

"A mente de Cristo foi invadida por centenas de lembranças do tempo que passaram juntos. Ele lembrou-se dela girando na chuva, com um guarda-chuva. Ela preferia ficar em casa assistindo a DVDs do que frequentar boates, mas os filmes de terror, que ele amava, causavam pesadelos nela. Ele aprendeu a não se importar em ser usado como uma manta protetora no meio da noite. Eles haviam praticamente vivido juntos nos fins de semana que ele estava em Londres. O jeito bagunceiro inato dele a deixava louca, enquanto a paixão dela por pizza o fez enjoar. Agora ele se perguntava o quanto realmente a conhecera."

- Ao ver Erin pela primeira vez naquela piscina, Cristophe sentira uma mistura de admiração e desejo. E querer mais do que os breves momentos que compartilhavam na água foi inevitável. Aos poucos ela foi conquistando um espaço que até então nenhuma mulher conseguira ocupar antes. Lenta, mas intensamente ela foi tornando-o dependente do seu sorriso, do seu olhar, do seu corpo, das suas manias, da sua vida... Toda vez que estavam longe um do outro ele não conseguia parar de pensar nela e ansiar por tê-la novamente em seus braços... dormir e acordar novamente ao seu lado. Esses sentimentos eram muito novos para Cristophe e o deixavam confuso. Não sabia como expressar o que sentia, como dizer para ela que se importava. Mais do que gostaria de se importar. Não sabia como dizer que a amava e queria que aquele relacionamento não chegasse ao fim. E o medo também tornara-se uma barreira. Além de não saber como mostrar que a amava, Cristophe temia a vulnerabilidade que tal revelação provocaria.

As inseguranças de Erin, o ciúme e possessividade de Cristophe foram apenas uns dos motivos para o fim daquele relacionamento, pouco tempo antes de completar um ano que estavam juntos. Foi um final inesperado e bastante amargo. Para ambos. Algo que os amadureceu e machucou na mesma medida. Algo que os impediu de seguir em frente não importando o passar dos anos. E agora, três anos depois daquele fim amargo, Erin e Cristophe voltam novamente a se encontrar. Para acertar o que não puderam resolver no passado. E, quem sabe, tentar mais uma vez. Afinal de contas, tempo, mentiras, segredos e nem mesmo uma suposta traição, conseguiram destruir o que sentiam um pelo outro. Pelo contrário. Todas as adversidades apenas serviram para fazê-los enxergar que por trás do rancor, da mágoa e das palavras ferinas, o amor que sentiam estava bem mais forte do que antes. Forte o suficiente para acabar de uma vez por todas com todos os mal-entendidos. Mas... forte o suficiente para enfrentar duas revelações bombásticas? Mesmo que sejam revelações, no fundo (bem no fundo, é claro.rsrs...), encantadoras? rsrs... 

"- Você não pode comprar os hotéis de Sam - disse ela com firmeza e em voz baixa, as palavras saindo por entre os dentes. - Não quero trabalhar para você de novo.
- Acredite, também não quero você na minha folha de pagamento - proferiu Cristo de forma sucinta."

- Belo reencontro, não?rsrs... Sem sombra de dúvidas. Mas sempre ouvi dizer que cão que ladra não morde e no caso desse nosso mocinho é realmente verdade. Por trás desse aparente desprezo existiam sentimentos que ele daria tudo para evitar, sobretudo o desejo de abraçá-la e impedi-la de decepcioná-lo novamente e ir embora. Ele queria odiá-la. Por tudo que achava que ela lhe tinha feito. Mas não conseguia. Não era capaz de obrigar-se a feri-la, magoá-la, por mais que tentasse.

"Erin arfava, esforçando-se para se recompor tão rapidamente quanto ele. Os olhos de ametista estavam escuros de tanta emoção e não conseguiam esconder o ódio que ela sentia.

- Meu não quer dizer nunca - retrucou ela, trêmula. - Deixe-me em paz, fique longe de mim e pare de me ameaçar."

- Diferente da maior parte das mocinhas da autora, Erin não começa a chorar e se lamentar, considerando-se uma pobre vítima, diante da ameaça do seu ex. Além de ficar profundamente furiosa e indignada com a chantagem suja dele (como se não ansiasse por fazer logo o que ele "exigia".rsrs...), nossa mocinha também impõe as próprias regras e ainda lhe dá um banho que ele nunca será capaz de esquecer nesta vida.rsrs...

"Cristo lançou-lhe um olhar inflexível.
- Eu não acredito em você.
Ao ouvir aquela declaração, Erin simplesmente pegou a garrafa de vinho e a derramou sobre a cabeça dele, olhando com satisfação como o líquido dourado caía em cascata sobre o cabelo preto e aquele lindo rosto masculino. Assustado, Cristo esbravejou em grego e arrancou a garrafa da mão dela.
- Você ficou louca? - vociferou ele sem acreditar no que ela fizera.
Isenta de qualquer culpa, Erin o assistiu secar o rosto com um guardanapo.
- Eu devia estar louca quando me envolvi com você."

"- Você me traiu, e eu descobri... Aceite isso - aconselhou Cristo, entrando no chuveiro totalmente despreocupado com a nudez bronzeada. Mas, de fato, ele nunca tinha sido tímido. - É uma história antiga. Não tente ressuscitá-la.
- Eu devia ter batido em você com a garrafa."

- Estou desde domingo tentando fazer a resenha desta história. E o que me impediu foi uma dor de cabeça que insiste em não me deixar em paz. Neste exato instante não me sinto muito bem, mas percebi que esperar a dor de cabeça ir para o quinto dos infernos não é o mais aconselhável. Se eu continuasse esperando, acabaria não fazendo a resenha desta história e isso era algo que sequer era uma opção. Não poderia deixar de falar de uma história que, na minha opinião, é uma das melhores histórias que já li da minha querida autora. :) Uma história que me estressou (claro. Isso era inevitável.rsrs...), divertiu e apaixonou na mesma medida. Mesmo agora, dois dias depois de ter terminado de lê-la, continuo pensando nesse casal tão lindo e cabeça-dura. Tudo poderia ter se resolvido bem fácil entre eles se não tivessem guardado todas as suas dúvidas e medo para si mesmos. Mas o medo de tornarem-se vulneráveis ao revelar coisas que os constrangiam, falava mais alto. Sem mencionar o enorme orgulho que os dois possuíam (e continuam possuindo...)

"- Eu não vou desaparecer.
- Você vai se queimar se continuar me importunando - advertiu Erin. O pequeno rosto parecia inabalado, mas escondia toda a raiva que sentia. - Saia da minha vida ou você vai se arrepender.
- Não, eu não vou. Eu raramente me arrependo de alguma coisa - proferiu Cristo, visivelmente saboreando a situação. - Você tem medo de que eu estrague o seu futuro com Morton? Desculpe, koukla mou. Eu estarei fazendo um favor a ele. Você é tóxica.
Erin cerrou os punhos.
- Acho que você sentirá o efeito tóxico com mais força depois que isso acabar."

- Para Erin não foi fácil seguir em frente depois que seu relacionamento com Cristophe chegou ao fim. E não somente porque a dor que a invadiu foi profunda demais, mas também porque pouco tempo depois da separação ela descobriu que estava grávida, algo que a assustou e desesperou. Ela não estava preparada para ser mãe. Muito menos sem a ajuda de Cristophe. Com o fim do relacionamento, ela achou que era correto pedir demissão do emprego, pois não podia continuar trabalhando para ele. Não suportaria vê-lo depois da forma como ele a deixou. Porém, ao descobrir a gravidez, ela resolveu ir atrás dele. Procurá-lo, pois não tinha feito aquele bebê sozinha e precisava da ajuda dele. Engolindo o orgulho, ela tentou entrar em contato com ele, mas descobriu que Cristophe tinha proibido que qualquer ligação ou carta dela lhe fosse repassada. Ele não queria nem ouvir falar dela e assim Erin viu-se completamente só. Mas não ficou parada lamentando-se por sua sorte. Não. Ela lutou, pois agora não era responsável somente por si mesma. Colocaria um teto digno sobre a cabeça dos filhos que esperava (sim. gêmeos. Sorte maior ninguém tem.kkkk...) e lhes daria o que ela própria não tivera. E o que prometeu para si mesma, ela cumpriu. Ver Cristophe depois de imaginar onde ele estaria cada vez que ela batera uma ultrassonografia, sentira os filhos se mexerem ou chorara temendo não conseguir criá-los, foi um golpe doloroso para Erin. Sim. Ela tinha desejado vê-lo novamente, estar mais uma vez em seus braços, ouvi-lo pedir perdão por tudo que lhe tinha feito, mas também esperava nunca mais ter que colocar os olhos nele. 

"- Naquela época... - começou Cristo um tanto hesitante enquanto observava os músculos tensos nas costas delgadas dela e um pedaço vulnerável da nuca exposto pela cabeça curvada. - Eu não estava exatamente em contato com meus sentimentos.
- Não estou certa se você tinha algum... acima da cintura - especificou Erin, trêmula."

- Eu gostei muito desse casal. Confesso que o Cristophe me aborreceu muito no início da história, com aquela ideia de vingança e suas conclusões precipitadas, mas conforme fui conhecendo mais profundamente os pensamentos dele e suas lembranças, eu percebi que ele apenas estava ferido e disposto a se aproveitar de qualquer oportunidade para estar novamente com a mulher que nunca tinha deixado de amar. Sabia que não podia chegar simplesmente, depois de tanto tempo, e dizer que a queria de volta. Ele necessitava de uma desculpa. E se aproveitou da pior, é claro.rsrs... Mesmo assim, apesar de ele levar a chantagem adiante e ficar surdo para qualquer coisa que Erin dissesse, eu não o condenei. Se ele desse ouvido às verdades que Erin lhe dizia, não poderia aproveitar-se da situação em que a colocou para tê-la de volta. Ele se forçou a não ouvi-la. Só depois que se "vingou" (uma vingança que a Erin também apreciou bastante) é que ele resolveu pensar nas coisas que ela lhe tinha dito. Eu me apaixonei por ele porque apesar de ele ser um arrogante, eu enxerguei os sentimentos que ele fazia questão de ocultar até mesmo dele próprio e vi o quanto ele tentou não perder aquela segunda chance de ter uma vida ao lado de Erin. Ele nunca a considerou inferior (algo que outros mocinhos da autora fazem) e ainda se sentiu culpado por chantageá-la, mesmo acreditando que ela o tinha traído no passado. Mesmo assim, mesmo dizendo para si mesmo que a odiava, ele se sentiu culpado e isso para mim foi muito importante. Sem mencionar o fato dessa "vingança" ter sido muito particular: em nenhum momento ele a humilhou publicamente e no fundo eu não acredito que ele fosse realmente contar o que jurou que contaria caso ela não fizesse o que ele queria. Nunca vi um mocinho da autora tão louco pela amada como o Cristophe. Quando fica sabendo sobre as crianças, ele não tem aqueles típicos ataques de outros mocinhos da LG. Muito pelo contrário! O comportamento dele me surpreendeu e agradou muito. Mas não vou contar exatamente como ele reagiu.rsrs... Já estou falando até demais. :) 

- Esta é uma história que eu recomendo sem pensar duas vezes! Se não é a melhor história que já li da minha querida Lynne Graham, é com certeza uma das melhores! Eu me apaixonei perdidamente por esse casal e torci a cada instante para que eles se entendessem sem que mais sofrimentos viessem. E além disso também me diverti muito com as coisas que a Erin dizia para ele.rsrs... Não foi somente ao pai que a pequena Nuala puxou. Parte do temperamento explosivo da filhinha deles, vem da nossa mocinha.rsrs... 

14 de agosto de 2013

Amor Traído - Lynne Graham


(Título Original: THE MARRIAGE BETRAYAL
Tradutora: Fabia Vitiello
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)


A Promessa de Volakis - Primeira Parte


Paixão cega, gravidez inesperada… 

Sander Volakis somente segue seus próprios princípios. Ele construiu uma reputação nos negócios graças a sua personalidade, e não ao nome ou à riqueza de sua família. Além disso, ele não tem a menor intenção de um dia se casar nem de passar fins de semana viajando. Sua ida a Westgrave Manor era somente um favor que estava fazendo para seu pai, uma chatice… Até ele ver Tally Spencer, tão linda, tão voluptuosa, tão… irresistível! Sander agora quer uma chance para encontrá-la e, casualmente, seduzi-la. Porém, uma noite com Tally pode ser o fim de sua vida de playboy.



Palavras de uma leitora...


"Aprendera que só o fato de estar perto dele fazia com que se sentisse tonta, excitada e incapaz de um pensamento racional, como uma adolescente de cabeça oca. Aprendera que era humana, falível e capaz de fazer coisas tolas. Aprendera também que recusar-se a ceder a um desejo tão forte era algo que poderia realmente machucar."

- Comecei a ler esse livro porque estava estressada.rsrs... Sim. É algo meio irracional de se dizer, pois se eu estava estressada, não deveria nunca ter procurado ler um livro da Lynne Graham, uma autora que conheço muito bem (afinal de contas, li quase todos os livros dela já lançados aqui. E até os que não foram lançados aqui, na época) e que não é conhecida como uma autora capaz de nos tranquilizar, desestressar, sabe? Pelo contrário. Ler um livro da LG é com certeza sinônimo de passar momentos bem estressantes, tendo vontade de jogar o livro pela janela em alguns momentos e assassinar o mocinho em outros. Algumas vezes, sentimos vontade de matar a mocinha da história também. Quando ela ultrapassa os limites da nossa paciência, sabe? Mas acontece que como eu estava estressada, não queria ler nenhum livro complexo. E, fazendo uma faxina completa nos livros, eu resolvi separar os dois livros que fazem parte da série "A Promessa de Volakis" e ler. Claro que eu já estava esperando pelo pior.kkkkkkk... Me estressar com personagens dessa autora não é nenhuma novidade para mim. Sempre acontece!rsrs... Mas, por algum motivo que ainda desconheço, não deixo de ler as histórias dela. Sou viciada em Lynne Graham, mesmo já tendo vivido experiências bem negativas com certas histórias dela. Que mandei para o quinto dos infernos sem pensar duas vezes! Felizmente, comparadas com a quantidade de histórias que já li dela, essas poucas histórias que mandei ao inferno não são nada.rsrsrs... E, para minha completa surpresa, Amor Traído foi um dos melhores livros da autora que li nos últimos tempos. Realmente é algo que ainda me surpreende, confesso.kkkkkk... 

- Quando comecei a leitura dessa história e passei por certas cenas, logo percebi: é o mesmo de sempre. O mocinho vai me torrar a paciência do começo ao fim para no final dizer que sempre amou a mocinha e fim de papo. E a mocinha vai ser uma tola, capacho dele, para ele pisar e sapatear em cima, sem dó nem piedade. E a idiota ainda vai agradecer a ele por tanto "carinho". E essas suspeitas se confirmaram conforme fui lendo certas coisas. Só que depois de uma determinada cena, na qual percebi que a Tally era muito mais do que inicialmente aparentava ser, eu comecei a ter esperanças. E, felizmente, não foi em vão. Tanto a Tally quanto o Sander fizeram essa leitura valer a pena. E confesso que estou ansiosa para ler sua continuação. Afinal de contas, eu realmente não sei o que esperar da segunda parte dessa história. Se tudo se resolve nesse livro, para que uma continuação? Confesso que sinto um pouco de medo de descobrir.rsrs... 


"Colocando-a sobre a cama, Sander preferiu esclarecer algo antes de continuar.

- Há algo que me esqueci de dizer - começou ele, os belos olhos presos ao rosto corado dela. - Eu não lido com exclusividade...

- Tudo bem - observou Tally sem sequer ter que pensar a respeito. - Você não lida com exclusividade. Eu não lido com sexo.

Sander congelou e lentamente tirou as mãos dela.

- Você não pode estar falando sério. 

Olhos muito verdes o encararam.

- As outras mulheres aceitam essa bobagem de "eu não lido com exclusividade"?

- Com tantas opções por aí, quem quer ficar amarrado? Elas se contentam com isso - afirmou Sander.

Tally suspirou e balançou a cabeça. 

- Eu não - disse ela, notando a protuberância por baixo do jeans dele.

- Você me tem... na palma da mão...

- Ou, neste caso, na cama? - Tally sugeriu, lutando para resfriar o calor de seu corpo não apenas com força de vontade, mas teimosia despreparada para ceder. - A escolha é sua.

- Isso é ridículo.

- Não vou compartilhar uma cama com você enquanto você continuar a dormir com outras mulheres.

Tally plantou cada palavra como um pé sólido enfiado em concreto recém-despejado e então deslizou seus próprios pés para fora da colcha sobre onde ele a colocara e começou a procurar seus sapatos."


- Quem vocês acham que vai vencer essa disputa?rsrs... Quem irá ceder? Vale muito a pena descobrir!rsrs... 


- Tally e Sander se conheceram na fazenda de uma amiga de família. Na verdade, nenhum dos dois desejava estar naquele lugar, e Tally não havia sido exatamente convidada. Apenas estava servindo como acompanhante da meio-irmã de 17 anos, que tinha tanto juízo quanto uma criança de três anos. Já Sander estava ali por uma obrigação familiar, já que a anfitriã era a ex-noiva do seu falecido irmão e seria uma ofensa recusar o convite. Nenhum dos dois esperava que aquele final de semana pudesse lhes provocar algum prazer... até seus olhares se cruzarem e um sentimento totalmente inesperado começar a tomar conta dos dois...

Tally havia passado toda a sua vida sabendo que não havia sido desejada. Que não era querida. Que seria melhor se jamais tivesse nascido. Havia sido planejada pela mãe, como forma de conseguir amarrar o pai dela, mas quando todo o plano deu errado, ela passou a ser considerada um obstáculo. Para os dois. Enquanto sua mãe se viu forçada a criá-la, seu pai preferiu ignorar totalmente sua existência, apenas lhe dando pensão após ser obrigado pelos tribunais. Mas não fazia nada além disso. Não se importava se ela estava bem ou não. E, na verdade, teria preferido que algo tivesse lhe acontecido na infância e sua existência tivesse chegado ao fim. Não lhe importavam suas notas na escola, seus aniversários, suas lágrimas, sua dor. Ele só se importava com sua nova família e com a filha caçula, a filha que realmente tinha desejado e para a qual dava tudo. E foi exatamente por se importar tanto com a filha querida, que ele entrou em contato com Tally, lhe pedindo que ela acompanhasse a garota naquele final de semana. Como Cosima, meio-irmã de Tally, estava vivendo seu momento de rebeldia adolescente, Anatole se preocupava e temia que ela pudesse fazer uma besteira incorrigível e por isso, contava com Tally. Para que ela evitasse um desastre, pois embora jamais tivesse se importado com a filha, ele sabia o suficiente para confiar a jovem em suas mãos. 

Sander por sua vez, também não era exatamente o filho desejado. Nunca tinha conseguido agradar os pais, embora sempre tenha sido um menino brilhante. Toda a atenção dos pais era voltada para o filho mais velho, aquele que daria continuidade ao império que tinham construído. Mas, quando um acidente terrível põe fim à vida do filho amado deles, eles percebem, com desespero, que tudo que lhes resta é Sander e que ele agora é herdeiro de tudo que eles preferiam ter deixado para o filho que estava morto. E, do fundo do coração, eles desejavam que Sander tivesse morrido no lugar dele. 

Tentando estabelecer, finalmente, uma relação tranquila com os pais, Sander aceita o pedido (ou melhor, ordem) que seu pai lhe faz e resolve ir até a fazenda Westgrave Manor, para passar um final de semana entendiante ao lado de uma anfitriã que desejava agarrá-lo como quase tinha feito com o irmão dele. Ele pretendia aturar aquele tempo com um sorriso falso no rosto e uma paciência que não tinha, mas tudo mudou quando colocou os olhos pela primeira vez numa jovem que, assim como ele, estava totalmente deslocada ali. Uma atração imediata tomou conta dele e o fez perceber que talvez não fosse tão ruim assim, passar um tempo naquele lugar...

Infelizmente para o nosso querido Sander, as coisas não saem exatamente como ele planejava e ele percebe que para ter Tally onde ele desejava, seria necessário muito mais do que uma sedução barata e presentes caros. Ela não dançaria ao som da música dele. Ele é que precisaria dançar ao som da música dela. Ou então... que direcionasse o seu interesse para outra pessoa.


- Inicialmente, Tally era o tipo de mocinha que eu não gosto: aquele tipo que faz tudo o que os outros querem e ainda pensa que eles têm todo o direito de tratá-la como sentem vontade, pouco se importando com os sentimentos dela. Mas, ainda no início da história, ela mostrou um lado que mantinha oculto e começou a me surpreender até eu começar a gostar dela.rsrs... Ela foi muito boazinha até a paciência dela acabar e ela nos mostrar que de modo algum era igual às outras. Embora fosse naturalmente sensível e romântica, não estava pronta para ser usada por ninguém. Sabia o que queria e lutava por isso. No fundo, acreditava no amor e desejava um dia ter a família que ela própria não tinha tido, mas não estava disposta a aturar qualquer tipo de coisa para conseguir isso. Nem por amor, ela aceitaria ser humilhada. Nenhum playboy minado iria tratá-la como capacho ou pisar em seu coração. E o melhor de tudo é que ela não fica apenas com essas ideias na cabeça. Ela realmente cumpre o que promete para si mesma. 


" - Eu sabia que você não era perfeito. Percebi há muito tempo - sussurrou Tally.

Sander olhou para ela.

- Apenas não desista de mim. Eu posso aprender, posso fazer melhor."


- Sander foi uma surpresa maravilhosa.rsrs... À princípio, eu o detestei. Ele havia se comportado exatamente como eu esperava que ele se comportasse e isso me irritou bastante, mas, assim como a Tally, ele não demorou a provar que eu estava errada em julgá-lo baseada nos outros mocinhos da autora, que eu havia conhecido. Ele não demorou a provar que era necessário conhecê-lo melhor antes de começá-la a julgá-lo. Ele é arrogante? Sim. Sabe ser uma peste? Com toda certeza do mundo!rsrs... Mas também é justo e sabe admitir seus erros. Nem de longe ele se parece com os outros mocinhos da autora. Ele soube ser cruel com a Tally em alguns momentos, mas também soube se arrepender e abrir os olhos quando a verdade esteve bem diante de seus olhos. Ele não ignorou as pistas, nem sequer uma expressão no rosto da Tally lhe passou despercebida. Ele a notava, por isso, não duvidei dos seus sentimentos por ela. Ele sabia quando ela estava feliz, quando estava triste e até mesmo quando estava sentindo raiva dela, ele queria lhe colocar um sorriso no rosto. E não aceitava de modo algum que alguém a maltratasse. Nem mesmo quando ele próprio desejava fazer isso.rsrs... Ele também era uma pessoa muito carente e isso tocou o meu coração. Ele sabia que não era amado pelos pais e mesmo assim os amava, mesmo sabendo que eles preferiam que ele tivesse morrido no lugar do irmão. Ele também tinha enfrentado uma decepção amorosa quando era mais novo e tinha todos os motivos para acreditar que a Tally o havia enganado, que ela tinha preparado uma armadilha para ele. Ainda assim, ele não demorou a reconhecer que estava enganado e quando fez isso, colocou todas as cartas na mesa e foi sincero com ela, estando disposto a recomeçar do zero. A tentar novamente. E também soube pedir perdão. Sinceramente, eu amei esse casal! :D Eles conseguiram melhorar e muito o meu dia!rsrs...

- Por isso, sinto um pouco de medo da continuação da história.kkkkkk... Tudo fica acertado nessa primeira parte, gente. É isso que faz eu temer a continuação (desde que li Fogo Eterno, que também é dividido em duas partes, sinto pavor quando a autora divide uma mesma história em duas partes). Não me pareceu que houvesse a necessidade de uma continuação e não quero me decepcionar. Sinto medo do Sander fazer algo que estrague todos os sentimentos positivos que ele despertou em mim. Que destrua todo o carinho que sinto por ele. E, sinceramente, espero que a Tally continue sendo a mocinha que foi nesta história. Que ela não mude na segunda parte, que não se torne a tola que eu detestaria que ela fosse. 


- Bem... Mas vou criar coragem e ler Noiva de Verdade. Afinal de contas, além do medo também existe a curiosidade. O que será que me espera nessa continuação?!rsrs... Boa sorte para mim!kkkkkkkk... 


" - Estarei sempre ao seu lado, especialmente quando você se sentir sozinha, com medo ou doente. Não haverá qualquer outra mulher em minha vida. Não vou deixar que os negócios interfiram em nossa relação novamente. Vou reservar um tempo para ficarmos juntos todos os dias. Você será o centro do meu mundo [...]"

29 de janeiro de 2013

O Reverso da Medalha - Sidney Sheldon


(Título Original: Master of the Games
Tradutor: A.B. Pinheiro de Lemos
Editora: Record
Versão de: 2011)


1º Livro da Saga da Família Blackwell


Kate Blackwell é símbolo do sucesso, uma linda mulher que transformou sua herança em império internacional – uma personalidade misteriosa, envolta por milhares de perguntas sem respostas. Detentora de uma posição de destaque entre os poderosos ela é uma sobrevivente, assim como foi seu incansável pai, que arriscou a própria vida para extrair uma fortuna em diamantes da inóspita África do Sul.

Agora, ao comemorar 90 anos, Kate analisa a família que manipulou, dominou e amou: o belo e o grotesco, a serenidade e a loucura, a bondade e a maldade – todas as suas conquistas ao longo da vida. E na extravagante celebração, os fantasmas de Kate a rondam, fantasmas de amigos e inimigos. Lembranças de uma vida de chantagens e assassinatos. Fantasmas de um império fundamentado em pura ambição.

O Reverso da Medalha é um implacável jogo pelo poder, e Kate só joga para ganhar. O mestre Sidney Sheldon constrói mais uma saga emocionante, marcada pelo mesmo estilo que cativou milhões de leitores em todo o mundo e fez dele o mais popular escritor norte-americano.



Palavras de uma leitora...



- ATENÇÃO! Há a possibilidade desta resenha conter spoiler. Se você ainda não leu este livro e não quer saber absolutamente nada de importante sobre a história, NÃO leia esta resenha! Não estou afirmando que terá spoiler, pois não faço a menor ideia do que escreverei (risos), mas há a possibilidade. Por isso, por precaução, NÃO LEIA ESTA RESENHA!!!! 



"Não me sinto com 90 anos, pensou Kate Blackwell. Para onde foram todos os anos? Ela ficou observando os fantasmas que dançavam. Eles sabem. Estavam presentes. Foram uma parte desses anos, uma parte da minha vida."


- É impressionante até onde a ganância, a sede por poder e controle pode levar uma pessoa. Não é surpreendente, apenas impressionante. E o quanto o ódio, a inveja e o desejo por uma vingança sem sentido, podem ser destruidores. Mas nada me surpreendeu nesta história. Não só por eu ter lido A Senhora do Jogo e já conhecer bem a família Blackwell... mas também porque a natureza humana não pode mais me surpreender. Desde o início dos tempos que o ser humano é capaz das piores coisas. Com estranhos ou pessoas do seu próprio sangue. 


- Kate Blackwell, a poderosa dona da Kruger-Brent, um conglomerado que possuía o mundo, está completando 90 anos. Em seu aniversário, ela é invadida pelas lembranças... lembranças de histórias que ouviu sobre o pai que não conheceu, lembranças de épocas boas e tudo que ela teve que fazer para conseguir manter a Kuger-Brent. Tudo que foi preciso fazer. Pessoas que fizeram parte da sua vida e já não estavam mais dançavam em sua festa... Os fantasmas se misturando com os vivos. Teria valido a pena? Todos os sacrifícios? Todas as escolhas e sentimentos dos quais ela teve que abrir mão pela Kruger- Brent? Todas as vidas que se perderam para que o que seu pai construiu, se mantivesse vivo e próspero? Ao olhar para trás e pensando racionalmente, Kate diria que sim. Mas bem lá no fundo, ela ainda lamentava pelas pessoas que perdeu. Pelas pessoas que destruiu. Pessoas que confiaram nela. Pessoas que ela não amou o suficiente para proteger. Kate vivia pela Kruger-Brent. Sempre viveu. E por essa empresa e suas vontades, destruiu a vida daqueles que mais a amaram nesta vida. Mas a Kruger-Brent sobreviveu aos anos, à guerra... E era isso que realmente importava.


"O jantar e o baile estavam agora encerrados, os convidados haviam se retirado e Kate estava a sós com seus fantasmas. Sentou-se na biblioteca, resvalando para o passado. Sentiu-se de repente deprimida. Não restou ninguém para me chamar de Kate, pensou ela. Todos já se foram. O mundo dela encolhera. Não fora Longfellow quem dissera que "as folhas da memória produzem um farfalhar de lamento no escuro?" Ela estaria em breve entrando no escuro, mas não por enquanto. Ainda tenho que fazer a coisa mais importante da minha vida."


- Ao olhar para o passado da Kate, tudo que posso sentir por ela é pena. Nada mais. Nem ódio nem amor. Somente pena. Mas não é por ela que eu mais lamento. Não. Lamento profundamente pelas pessoas que tiveram a infelicidade de cair em seu caminho. 


- Jamie McGregor, pai de Kate, havia sido um sonhador. Um sonhador que não apenas sonhou, mas que lutou pelos seus sonhos e mesmo com todas as dificuldades e quantidade de vezes nas quais esteve de frente com a morte, venceu. Conseguiu realizar seus sonhos e construir um império capaz de fazê-lo ter o que desejasse. Ele jogou sujo como um dia jogaram com ele. Ele se vingou. Fez aqueles que se aproveitaram do jovem de 18 anos e que planejaram sua morte, pagarem. Ele sentiu o sabor da vingança e conseguiu mais do que poderia imaginar... mas ainda em vida ele percebeu que não tinha valido a pena. Tinha dado seu sangue por aquele império, tinha passado fome e sede, mas depois de conseguir construí-lo, ele percebeu que faltava algo. Algo que ele tinha perdido no meio do caminho: o amor. A capacidade de amar. Nada do jovem de 18 anos restava nele. Nada. O rapaz que tanto tinha acreditado nas pessoas e na bondade delas, estava morto. Por mais que tentasse, ele não conseguia mais amar. A única pessoa que conseguiu preencher um pouco do vazio que existia dentro dele foi seu filho. O bebê que ele outrora tinha rejeitado tão cruelmente. O bebê que ele sequer quis conhecer. Quando é forçado pela mãe da criança a conhecer o filho, a tê-lo debaixo do seu teto, algo desperta dentro de Jamie. Não imediatamente. Demora ainda. É preciso ele ouvir o choro do bebê, é preciso ele deixar o filho segurar o seu dedo e vê-lo sorrir para ele, corajosamente, para que Jamie perceba. Perceba que aquela criança é sua carne e seu sangue. Que aquela criança precisa dele. Depende dele. E assim, aquele vazio tão doloroso é preenchido. Ao menos em parte. E é justamente esse filho que se torna sua perdição. O amor... Que poder tem o amor, não é mesmo?! Um poder inexplicável. Ele tanto pode te dar motivos para viver, te fazer recomeçar e ser feliz... quanto pode te destruir. Literalmente. O amor que despertou dentro dele... Aquela necessidade de proteger o filho, os sorrisos dele ao longo dos anos, todas as vezes que ele o chamava de papai e os planos e passeios que faziam juntos... A simples existência daquele bebê... acabam significando o fim de Jamie McGregor. As minas não conseguiram matá-lo, nenhum animal selvagem que cruzou o seu caminho, nem a terrível surra encomendada para matá-lo, nem mesmo aquele deserto cruel. Nada. Mas o amor que ele sentia pelo filho, sim. Aquele amor o matou.


- Após a chegada do filho em sua vida, Jamie viveu sete ótimos anos. Anos felizes, preenchidos pela presença do filho. Não se importava com o fato de fazer cada dia da esposa ser um inferno. Não se importava com o fato de suas traições serem como facas destruindo-a por dentro. Só amava aquela criança. Não era capaz de amar a mulher que ele enganou e usou sem piedade. A menina de 17 anos que ele fez com que se apaixonasse por ele, por uma vingança que nada tinha a ver com ela. Ao olhar para ela, Jamie sentia-se indiferente. Ela era necessária somente para o seu filho, mas era dispensável para ele. E ele a traiu durante todos aqueles anos. Anos nos quais Margaret sofreu calada, ainda acreditando que poderia invadir o coração do marido e fazê-lo sentir ao menos um pouco de carinho por ela. Ela passou anos se iludindo... anos desperdiçando a própria vida. Mas se necessário fosse, teria feito tudo de novo. Pois se Jamie não era capaz nem de amar a si mesmo, ela era capaz de amá-lo pelos dois. E sempre estaria ao seu lado. 

- Quando o filho desses personagens tão marcantes (para mim eles são muito mais interessantes do que a Kate) desaparece, o mundo deles vai ao chão. Num instante tudo estava bem. No instante seguinte o filho deles estava desaparecido. E pouco tempo depois, a filha deles, de poucos meses, também desaparece. Jamie sente-se gelar. Margaret se tranca no quarto, recusando-se a falar com os outros ou a abrir os olhos. Era tudo um pesadelo e se ela se mantivesse de olhos fechados, poderia continuar acreditando nisso. Podia ter a ilusão de que seu filho segurava em suas mãos e dizia que estava tudo bem. Ele não estava desaparecido. Não estava sofrendo. Não estava morto. Tudo menos isso. Ela não poderia suportar. Jamie também não poderia suportar que seu filho tão pequeno e tão bom estivesse passando por coisas terríveis nas mãos de pessoas que queriam se vingar de Jamie. Que sequestrassem ele! Que o fizessem sofrer até a morte, mas poupassem o seu filho! Só que as coisas... elas simplesmente nem sempre podem ser como nós desejamos. 

- Receber a notícia da morte de seu filho, provoca um choque terrível em Jamie. Nunca mais ele ouviria a risada daquela criança que tanto o idolatrava. Nunca mais o ouviria chamá-lo de papai. Estava morto. E tinha sofrido uma morte terrível. Por sua culpa. O derrame foi inevitável. A dor acabou com todas as defesas de Jamie. Com toda a sua capacidade de sempre continuar lutando. Ele desiste de lutar e sofre um derrame muito sério, vindo a morrer um ano depois. 

- Margaret, que consegue recuperar ao menos a filhinha de poucos meses com a ajuda de um antigo amigo, passa todo aquele ano cuidando da filha e do marido. Ela não quis enfermeira. Não quis ajuda de ninguém. Ao menos daquela vez, ao menos durante aqueles meses, seria dela que Jamie precisaria. Seria ela que cuidaria de todas as suas necessidades. Até o fim. Ela o amava e cuidar dele pessoalmente fazia a dor diminuir. Jamie morreu ao seu lado. Sem nunca ter recuperado a fala. Sem nunca ter recuperado um só movimento. Era um vegetal. Mas era o amor da sua vida. 

- Margaret passou os anos seguintes dedicando-se de corpo e alma à filha e a empresa que seu marido tanto tinha lutado para construir. Ela viveu por eles e quando sua filha completou 18 anos, ela também partiu. Estava preparada para se juntar ao Jamie. Sempre esteve. Desde o dia em que acordou e descobriu que ele estava morto ao seu lado. Desde aquele dia ela ansiava por partir, pois por mais infantil ou estúpido que pudesse parecer, ela sentia a necessidade de saber que ele estava bem, estava sendo bem cuidado. E queria continuar cuidando dele para sempre. 


- Após o enterro da mãe, Kate percebe, pela primeira vez na vida, que todos se foram. Que ela está sozinha. O medo não deixa de tentar derrubá-la, mas ela se volta ainda com mais intensidade para o David. O amigo de seu pai, seu braço direito, que tinha acompanhado o seu crescimento e por quem ela era apaixonada desde pequena. Kate então decide que fará duas coisas em sua vida: fará a Kruger-Brent dominar o mundo e conseguirá David para si. De qualquer maneira. E se preciso fosse jogar sujo para isso e destruir a felicidade de outras pessoas, ela assim o faria. Perder nunca foi uma possibilidade. Ela era uma vencedora. A senhora do jogo. Nunca perderia. 


" - O tempo é como areia numa ampulheta. Escorre rapidamente."


- Eu poderia contar toda a história aqui, mas não acho justo. Nem necessário. É uma história que vale a pena ler? Com certeza e por isso mesmo não darei spoiler sobre tudo. Quando resenhei o livro A Senhora do Jogo (continuação de O Reverso da Medalha) dei bastante spoiler, pelo que lembro. Mas, primeiro: eu precisava desabafar.rsrs... Segundo: achei o livro tão forte, mas tão forte e cruel que achei que vocês mereciam saber o que exatamente os aguardava. Deixei que vocês escolhessem se leriam o spoiler ou não. Mas no caso de O Reverso da Medalha, só dei spoiler sobre Jamie e Margaret. Personagens que me marcaram muito mais do que qualquer outro personagem dessa história. Como diz o seguinte trecho do livro: "Se. Uma palavra de duas letras, sinônimo de inutilidade. O futuro era argila, a ser moldado dia a dia, mas o passado era um leito rochoso, imutável." Mesmo que a palavra "se" seja inútil, na maioria das vezes, não deixei de lamentar pelo que poderia ter sido. Se o pai de Margaret não tivesse agido de forma tão monstruosa com o Jamie e destruído aquele rapaz tão alegre e sonhador, cheio de esperanças e confiança na humanidade, ele e Margaret poderiam ter sido felizes. Não canso de rever na minha mente o primeiro encontro deles, quando ela só tinha 16 anos, se não me engano. A forma como eles se olharam e a promessa de um lindo futuro que existia ali. O pai de Margaret destruiu esse futuro. E isso me encheu de tristeza. Quando retorna, um ano depois, tudo que Jamie deseja é usar Margaret para sua vingança. E ele não se vinga só do pai dela, mas dela também. Uma vingança terrível que causou uma dorzinha em mim também. Que foi dolorosa demais para mim. Margaret nunca mereceu aquilo, mas Jamie estava insensível. Tinha se transformado num homem frio e capaz de ser cruel quando assim o desejava. Ver todos aqueles anos se passarem sem que ele volte atrás, sem que ele lhe peça perdão e tente fazê-la feliz, é bem amargo. Eu me peguei com os olhos cheios de lágrimas pelos dois. E esse amor incondicional que Margaret sentia por ele me causava vontade de sacudi-la e também muita admiração. Eu jamais seria capaz de amar como Margaret o amou. Todos os seus anos de vida, depois de conhecê-lo, foram vividos por ele e pelos frutos daquele amor e ódio que os unia. Quando sua filha esteve pronta para se virar sozinha, ela partiu. Para ir ao encontro dele. Me alegra acreditar que ao menos depois da morte eles puderam se entender. Que puderam estar realmente juntos. Será que é ilusão demais?rsrs... Mas me pergunto quantas vezes, se os mortos realmente puderem nos ver de onde quer que eles estejam, eles devem ter chorado ao olhar para a Kate. Para a filha deles. Para as coisas que ela fez. E para os frutos dela. Acho que Jamie nunca teria construído a Kruger-Brent se soubesse o que o futuro reservava para aqueles que faziam ou fariam parte daquela família... 


- A história O Reverso da Medalha não fala só sobre Jamie e Margaret. Não. Fala de muito mais. Só para vocês terem uma ideia esse livro tem 590 páginas. O autor fala de Jamie e Margaret da página 19 até a 195, só. Depois nós conhecemos a história de outras pessoas. Tudo que a Kate vive e que eu não vou contar e tudo que as pessoas que surgem em seu caminho passam por causa dela. Tudo que a família Blackwell conseguiu construir ou destruir. É uma história que eu não diria que não vale a pena ler. Quem conhece as histórias do SS sabe que sempre vale a pena ler seus livros. E esse livro nem é tão cruel como sua continuação.


"Todo o sofrimento do passado fora a troco de nada? Não, pensou Kate. Não vou permitir que termine assim. Nem tudo foi desperdiçado. Construí uma dinastia orgulhosa. Um hospital em Cape Town tem o meu nome. Construí escolas e bibliotecas, ajudei o povo de Banda. A cabeça de Kate começava a doer. A sala ia se enchendo lentamente de fantasmas. Jamie McGregor e Margaret, muito bonita, Banda a lhe sorrir. E o querido e maravilhoso David, de braços estendidos. Kate sacudiu a cabeça para desanuviá-la. Ainda não estava pronta. Em breve, pensou ela. Muito em breve."


- Já mencionei que não gosto da Kate? Não a odeio, mas não gosto dela. É verdade que sinto pena dela, mas jamais gostaria de encontrar em meu caminho alguém como ela. Não é uma protagonista capaz de despertar o nosso carinho, o nosso amor. Sabe aquela pessoa que te destrói com um sorriso doce no rosto e palavras suaves? Te destrói sem que você sequer possa perceber de onde surgiu o golpe fatal? Kate é exatamente assim. Ela acaba com você jurando que tudo que fez foi para o seu bem. E o pior é que ela realmente acredita nisso. É doida. Na minha opinião, essa mulher é doente. 



- Quando fiz a resenha sobre A Senhora do Jogo, disse o seguinte: "Eu ainda não li o livro O Reverso da Medalha. A Senhora do Jogo é a continuação dele. Para entender melhor essa "família" eu deveria procurar esse livro pra ler e até tinha intenção de fazer isso em breve, mas agora não tenho mais. Para que vou conhecer melhor essa gente? Já sei o suficiente." Na época em que escrevi isso, realmente não tinha intenção de ler O Reverso da Medalha. Minhas emoções estavam todas à flor da pele. Eu odiava a família Blackwell e tudo que a Kate tinha conseguido criar. Considerava essa família amaldiçoada (e ainda considero) e não queria nunca mais ouvir falar dela. E o que me fez mudar de ideia? A vontade de conhecer todas as histórias criadas pelo meu querido Sidney Sheldon. Não me importa se irei ou não odiar os livros dele que ainda pretendo ler, eu simplesmente quero lê-los. Porque foram escritos por esse autor que eu tanto amo e admiro. Basta um livro ser dele para que eu queira lê-lo. Não me importa capa, título ou sinopse. Mesmo que eles não despertem minha atenção, o fato de ser um livro dele bastará para eu lê-lo. :) 


- É isso, gente. Recomendo a história? Se você for um fã do autor, recomendo sim. Se não for, deixo que você leia por sua conta e risco.kkkkk.... Não será por recomendação minha. Dei cinco estrelas ao livro no skoob sem pensar duas vezes. Apesar de todas as coisas que existem nessa história e que me abalaram de uma forma ou de outra, é um livro digno de 5 estrelas e até de mais estrelas! Um dos melhores livros que eu já li do autor. Seu talento fica evidente nesta história. Ele consegue prender nossa atenção desde a primeira página e não conseguimos largar o livro até terminar a leitura. Eu não consegui.rsrs...


Bjs e até breve! 

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