16 de setembro de 2019

Contos Estranhos - Bram Stoker

Literatura Irlandesa 
Título Original: Dracula's guest and other weird stories
Editora: Nova Fronteira
Edição de: 2018
Páginas: 168


Sinopse: Reconhecido como um dos maiores mestres do terror da literatura mundial, Bram Stoker produziu textos dos mais variados gêneros. Este volume traz a antologia Contos estranhos, publicada pela viúva Florence Stoker em 1914, dois anos após a morte do escritor. A obra reúne nove histórias curtas, entre as quais a famosa “O hóspede de Drácula”. Com enredos tão distintos quanto surpreendentes, os contos que compõem esta coletânea são ao mesmo tempo uma prova da genialidade do autor e uma nova porta de entrada para os leitores que já conhecem a história do vampiro mais ilustre da literatura.



Se tem uma coisa que vocês não veem muito por aqui são histórias de terror.rsrs Eu sou fã de suspense, sobretudo o psicológico, mas nunca gostei de obras de terror, que me provocam pesadelos quando não me impedem de dormir. É um gênero do qual acredito que nunca serei fã. Todavia, adquiri alguns livros do Bram Stoker (um box com três volumes), bem como uma coletânea de contos do Edgar Allan Poe e pensei: "Por que não arriscar? Quem sabe consigo lê-los sem morrer do coração..." 

Em fevereiro li uma das histórias presentes em Contos Estranhos (A Profecia da cigana, comentada neste post aqui). Em março li A índia (comentada aqui), que me deixou aterrorizada. Depois não me atrevi a continuar lendo o livro.kkkkkkkkkk... Só agora em setembro resolvi criar coragem e ler as sete histórias restantes. Nesta resenha juntarei os comentários que fiz sobre os dois contos mencionados acima e falarei dos demais contos.

9 de setembro de 2019

Negrinha - Monteiro Lobato


Literatura Brasileira
Editora: Globo, selo Biblioteca Azul
Edição de: 2009
Páginas: 212
Coletânea de contos
Onde comprar: Amazon


Sinopse: Negrinha é um livro de contos realistas lançado em 1920, com personagens que representam a população brasileira das décadas iniciais do século XX. Nele Lobato revela uma terra onde o poder é exercido arbitrariamente pelos coronéis e expõe a mentalidade escravocrata que persiste décadas depois da Abolição. Estão retratados em suas páginas tipos tão diversos quanto um fazendeiro falido, o jardineiro que faz poesia das flores, a viúva cruel, uma criança negra maltratada e o gramático ranzinza.




Quem estiver acompanhando meus posts mensais sobre os contos que estou lendo desde o início do ano, vai perceber que esta resenha na verdade é apenas uma junção de todos os comentários que já fiz sobre cada conto presente na coletânea Negrinha, do Monteiro Lobato. Ao todo são 17 contos presentes neste livro. Três deles eu li em 2017 e fiz resenhas individuais, portanto deixarei o link de cada uma delas neste post. Os outros quatorze contos eu li agora em 2019 e reunirei aqui todos os comentários que fiz mensalmente. :)

Link das resenhas dos três primeiros contos, lidos em 2017:

Negrinha (conto extremamente forte)

Todos os meus comentários sobre os demais contos: 

Ao ler Bugio Moqueado fiquei com os braços arrepiados de verdadeiro pavor. E o pior foi que li à noite, o que é quase certo resultar em pesadelo.

Não vou entregar nenhum segredo da história. Só digo que o personagem é um "ouvinte". Ele está participando de um jogo, então acaba por se distrair ouvindo uma conversa entre uns senhores que estavam próximos dele. Curioso para saber como a história da qual o homem estava recordando terminaria, ele se deixou levar e mal prestava atenção no jogo. Envolvido, nem percebeu o rumo que a história tomava e foi pego de surpresa como aconteceu comigo, quando o final chegou e foi digno de um filme de terror.

6 de setembro de 2019

O Sol na Cabeça - Geovani Martins


Literatura Brasileira
Editora: Companhia das Letras
Edição de: 2018
Páginas: 120
Onde comprar: Amazon


Sinopse: O sol carioca esquenta a prosa destes treze contos que retratam a infância e a adolescência de moradores de favelas como jamais foram retratados. O prazer dos banhos de mar, as brincadeiras de rua, a adrenalina da pichação, as paqueras e o barato do baseado são modulados tanto pela violência da polícia e do tráfico quanto pela discriminação racial indisfarçável no olhar da classe média amedrontada. Com a estreia de Geovani Martins, a literatura brasileira encontra a voz de seu novo realismo. 



Não sei nem por onde começar a falar de O Sol na Cabeça, livro que reúne treze impactantes contos do autor Geovani Martins, nascido em Bangu, que morou em outras comunidades do Rio de Janeiro, como a Rocinha, antes de ir para o Vidigal. Nesta coletânea, aborda assuntos que geralmente ficam à margem da literatura, mas que se propôs a mostrar, para cutucar a sociedade, incomodar até o ponto que não pudéssemos mais ignorar. Aqui temos a realidade nua e crua mesclada com a ficção. Temos situações das quais parte da sociedade sequer ouviu falar.. Uma realidade de desespero, onde já se parece nascer condenado. 

"Esses polícia é tudo covarde mermo, dando baque no feriado, com geral na rua, em tempo de acertar uma criança."

Eu já tinha ouvido falar bastante do livro, tanto li resenhas positivas quanto negativas. E foi a proposta da obra que me fez desejar conhecê-la. Porque puxando pela memória não conseguia recordar algum momento em que tenha lido algo semelhante. Ainda que tenha lido alguns livros que falam de situações de miserabilidade, violência e outras realidades tão angustiantes, nunca tinha passado por um livro que falasse das comunidades, do tráfico de drogas, das crianças e adolescentes que crescem nesse ambiente, sem oportunidades, sem esperanças, mas que ainda assim querem acreditar em alguma coisa... ainda assim brincam na rua, mesmo com o risco da troca de tiros a qualquer momento... que vão à praia para tomar banho e curtir o momento de lazer, como qualquer carioca, mas que acabam sendo vistos com desprezo pelos "playboys" e abordados pela polícia.... Enfim... São tantas situações mostradas pelo autor que sentimos um nó na garganta e uma sensação de vazio quando terminamos de ler. 

4 de setembro de 2019

Contos Escolhidos - Machado de Assis

Literatura Brasileira
Editora: Martin Claret
Edição de: 2012
Páginas: 375

Sinopse: Machado de Assis é um dos mais renomados contistas da literatura brasileira. Transitando entre os diversos tipos de contos - do tradicional ao moderno -, seus textos são originais e complexos. São contos cheios de acontecimentos intensos - quase sempre envolvidos num clima de tensão -, repletos de personagens polêmicos e ambíguos e de jogos e armadilhas textuais que induzem à dúvida, relativizando a maior parte das ideias e levando o leitor a refletir sobre suas "certezas". Contos escolhidos é uma seleção baseada em antologias preparadas pelo próprio autor, com seus contos mais marcantes, quais sejam: Missa do galo, Conto de escola, Cantiga de esponsais, Teoria do medalhão, O espelho, A cartomante, A causa secreta, Mariana, O enfermeiro, Um cão de lata ao rabo, A chinela turca, Uns braços, Frei Simão, Aurora sem dia, O segredo do bonzo, Verba testamentária, Conto alexandrino, Noite de almirante, Ex cathedra, O caso da vara, Uma noite, Maria Cora, Um homem célebre, Miss Dollar, Marcha fúnebre, Pai contra mãe, Capítulo dos chapéus, Uma senhora, Dona Paula, A igreja do diabo. 



Olá, queridos!

Quem estiver acompanhando meus posts mensais sobre os contos que estou lendo desde o início do ano, vai perceber que esta resenha na verdade é apenas uma junção de todos os comentários que já fiz sobre cada conto presente na coletânea Contos Escolhidos, do Machado de Assis. Ao todo são 30 contos presentes neste livro. Dez deles eu li em 2017 e fiz resenhas individuais, portanto deixarei o link de cada uma delas neste post. Os outros vinte contos eu li agora em 2019 e reunirei aqui todos os comentários que fiz mensalmente. :)

Link das resenhas dos 10 primeiros contos, lidos em 2017:


Todos os meus comentários sobre os demais contos:

Em A Chinela Turca temos um jovem numa noite normal da vida de um moço abastado, cuja maior preocupação é encontrar sua amada num baile. Só que no momento em que ele estava se preparando para sair um amigo de seu pai o visitou, meio que o intimando a ler seu manuscrito, vez que o indivíduo resolvera se tornar escritor de drama. Claro que ele poderia ter dito não, que estava de saída, mas o outro com sua lábia o convenceu a se atrasar para o compromisso. Você pensa que nada de mais vai acontecer. Que é apenas um conto do cotidiano. Só que as coisas dão tal reviravolta que no final ficamos de queixo caído. Pelo menos, eu fiquei.kkkkkkk.. Simplesmente chocada e encantada pela forma como o autor desenvolveu o conto para segurar a surpresa que seria o final. Foi um dos melhores contos que já li do meu amado Machado. 

2 de setembro de 2019

Tardes de Maio - Carmen O.

Literatura Brasileira
Editora: Novo Século
Edição de: 2017
Páginas: 240
Selo: Talentos da Literatura Brasileira

Sinopse: Tardes de Maio é um livro que conta de maneira suave, seja "cronificando" ou poetizando, a vida/morte das pessoas nos seus momentos mais caros. O que poderia ser mais significativo do que os instantes finais daqueles que amamos? Como você se imaginaria vivenciando um processo de entrega e desprendimento da vida? O que mudaria para você? Sua vida faria mais sentido? São essas questões que nos permeiam e nunca temos tempo (ou temos medo) para refletir. A vida nos é dada para momentos de pura beleza e significado. A morte, também. Carmen O. nos apresenta uma miscelânea de crônicas e poemas de uma forma leve e solta. Palavras jogadas ao vento para que cheguem ao coração de cada um que estiver disposto a sentir.



Já experimentou ler um livro simplesmente por ler? Não porque é do seu gênero ou autor preferido. Não porque foi publicado por aquela editora que ama. Ou porque foi fortemente recomendado por um amigo ou alguém com gostos literários parecidos. Não porque todo mundo estava lendo e falando do livro. Mas sim ler simplesmente por ler. Uma história da qual nunca ouviu falar. Recomendada por ninguém. De um autor que você nunca leu. Apenas deixar o livro te escolher. Foi o que eu fiz. 

Tardes de Maio me escolheu numa feira de livros. Existiam vários livros conhecidos, histórias que já me foram indicadas, que eram famosas e tudo o mais. Porém, naquele dia em particular, meu estado emocional pedia por algo diferente. Não queria livro famoso. Não queria história que estivesse na minha lista de desejados. Eu queria apenas deixar que algum livro "falasse comigo". Foi quando a capa dele chamou a minha atenção. Não sabia quem era Carmen O. e ninguém nunca tinha me recomendado o livro. Ele estava embalado, então, não tinha como folheá-lo, mas li a sinopse e foi o suficiente para confirmar as minhas suspeitas de que Tardes de Maio estava me chamando, querendo que o trouxesse para casa, que lhe desse uma chance. Eu não podia decepcioná-lo. Afinal de contas, não é todo dia que um livro escolhe você.rs 

30 de agosto de 2019

Contos e Crônicas lidos - Agosto/2019



Finalmente concluí a leitura do livro Contos Escolhidos, do Machado de Assis, onde estão reunidos trinta contos, em sua maioria, incríveis. Em 2017 li dez desses contos, passei 2018 sem ler nenhum e retomei com força este ano, lendo os vinte restantes ao longo dos últimos meses. :)

"Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão."

Pai contra mãe é um conto que li pela primeira vez na faculdade, alguns anos atrás. Tínhamos que lê-lo e debater sobre os assuntos abordados na história e o importante título, que por si só já chamava a atenção. 

Lembro que tive certa dificuldade com o texto, pois acredito que era minha primeira experiência de leitura completa de um texto do autor.rs Mas agora, ao relê-lo, a leitura fluiu de forma tranquila, embora siga sendo um dos contos mais marcantes que já li do Machado de Assis. 

Temos como protagonista/antagonista deste conto, Cândido Neves, um vagabundo, por assim dizer, que nunca parava em emprego algum porque inventava várias desculpas para não ficar. 

Acontece que o sujeito resolve se casar com uma jovenzinha chamada Clara, mesmo não tendo condições de sustentá-la. Pior que isso, contra todos os conselhos, resolvem ter um bebê, sem ter dinheiro para alimentá-lo.
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