14 de setembro de 2021

O Clube do Crime das Quintas-Feiras - Richard Osman

 


Literatura Inglesa
Título Original: The Thursday Murder Club
Tradutor: Jaime Biaggio
Editora: Intrínseca
Edição de: 2021
Páginas: 400
Série O Clube do Crime das Quintas-Feiras - Livro 1

25ª leitura de 2021 (18ª resenha do ano)

Sinopse: Fenômeno editorial que o mundo não via desde o lançamento de Harry Potter, O Clube do Crime das Quintas-Feiras é um exemplo concreto de como uma história de mistério e assassinato pode ser extremamente engraçada.

Toda quinta, em um retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra, quatro idosos se reúnem para ― segundo consta na agenda da sala de reunião ― discutir ópera japonesa. Mas não é bem isso que acontece ali dentro. Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron usam o horário para debater casos policiais antigos sem solução, confiantes de que podem trazer justiça às vítimas e encontrar os responsáveis por algumas daquelas atrocidades do passado.

Com todos os integrantes acima dos setenta anos, o Clube do Crime das Quintas-Feiras não é a equipe de detetives mais convencional em que se conseguiria pensar, mas com certeza está mais do que acostumada a fortes emoções. Afinal, Joyce foi enfermeira por décadas, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos em situações dificílimas, Ron era um reconhecido líder sindical e Elizabeth... bom, digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosas não eram nenhuma novidade para ela.

Quando um empreiteiro local com projetos bastante questionáveis na cidade aparece morto, o grupo tem a oportunidade de seguir as pistas de um caso atual. Apostando em seus semblantes inocentes e habilidades investigativas estranhamente eficazes ― além de trocas de favores clandestinas com a polícia, que, apesar de todos os esforços, parece estar sempre um passo atrás de seus colegas amadores ―, os quatro amigos embarcam em uma aventura na qual as mortes do presente se entrelaçam com antigos segredos, e em que saber demais pode trazer consequências perigosas.




Eu fiquei com muitas dúvidas entre dar 3 ou 4 estrelas ao livro. Estava mais inclinada a dar 3 estrelas, mas o fato da história ter me comovido tanto em sua reta final me fez mudar de ideia...

Foi graças ao grupo de leituras coletivas no Telegram que eu aceitei ler este livro que nem sequer estava na minha lista de futuras leituras. Ainda não tinha ouvido falar sobre ele e sua sinopse me pareceu no mínimo interessante, diferente do que estava acostumada a ler em suspenses ou romances policiais. 

O fato da sinopse mencionar que ele é um "fenômeno" me faz questionar se li o livro de maneira errada ou se apenas faço parte da minoria que não ficou 100% apaixonada pela história nem pelos personagens. Que o considerou até mesmo bem fraco tanto para um romance policial quanto para uma comédia, pior ainda para uma mescla dos dois! Mas, como eu disse, o livro ganhou 4 estrelas por ter me emocionado no final. Não pelo desfecho, pela revelação do assassino, mas sim por outros motivos bem diferentes. 

Não vou fazer um resumo detalhado do livro, pois a sinopse é bem completa e eu apenas acabaria repetindo muito do que já consta nela. Bem... Aqui nesta história temos quatro idosos que querem curtir o tempo que lhes resta de vida da melhor forma, ter o merecido descanso, lazer, depois de tantas décadas seguindo regras e trabalhando muito. Como parte da nova fase de suas vidas, está o clube do crime das quintas-feiras, que consiste basicamente em reuniões semanais para discutir casos antigos jamais solucionados. E nada poderia ser mais emocionante do que um assassinato recente, de alguém conhecido, para movimentar um pouco as coisas. 

Os quatro (Elizabeth, Joyce, Ibrahim e Ron) decidem assumir o trabalho da polícia e descobrir quem teve motivos e oportunidade para cometer o assassinato. E, para deleite deles, outro homicídio acontece, talvez tendo suas raízes num passado bastante distante... Com a ajuda de "fontes" e "contatos" que só eles possuem, estão dispostos a provarem que ainda podem ser muito úteis e se divertirem enquanto investigam. 

Eu não detestei a história. Nada disso. Gostei sim de vários momentos, não foi uma leitura que quis abandonar nem nada. Mas também não me deixava ansiosa pelo próximo capítulo, entende? Eu não me empolguei, não fiquei ansiosa para desvendar os segredos nem descobrir o assassino. É um livro que eu bem poderia passar sem ler, pois nem sequer me conectei aos personagens, exceto pela Joyce, que é a única no livro todo que posso realmente dizer que gostei. Pelos outros não senti absolutamente nada... e aqui tenho que mencionar novamente uma exceção, embora diferente: Elizabeth. Não a amei, nem gostei realmente dela como da Joyce... na verdade, foi uma personagem que em certas situações me provocou antipatia. Que queria controlar tudo e todos, que me parecia que só se importava em ser ela a decidir, em ser ela a resolver... Talvez eu tenha feito uma leitura equivocada e injusta da personagem, mas infelizmente foi essa a impressão que ela provocou em mim. Eu até me diverti com a personagem, até mesmo gostei um pouquinho dela, mas no fundo, no fundo não gostei.rsrs

E o que motivou as 4 estrelas? O passado do misterioso padre, Bernard, John e Penny, personagens que não possuem protagonismo no livro, mas que acabam tocando nosso coração de uma forma... Não posso falar muito deles, pois corro o risco de soltar spoilers, mas posso dizer que eu fiquei muito emocionada e mudei de ideia sobre as três estrelas por causa deles. 

Foi um tanto difícil concluir esta leitura, e nem foi por conta do livro em si, mas por ter perdido meu avô para a Covid-19 enquanto estava com a leitura em andamento. Foi complicado ler um livro protagonizado por idosos com mais de 70, 80 anos, sabendo que essa doença maldita o levou com apenas 68 anos. Alguém que sempre foi forte, que amava trabalhar, que acreditava que sobreviveria à essa doença e tinha tantos planos para sua vida... Ele tomou as vacinas. Estava se cuidando, mas de alguma forma o vírus o atingiu e o levou embora. Enquanto a maior parte da população não estiver totalmente vacinada, casos assim ainda serão "normais". É muito triste. Dói muito. 

Vacine-se! Não só por você, mas por quem você ama. Até mesmo por quem talvez você nem conheça. Apenas pare para pensar que mesmo pegando o vírus e tendo a sorte de não possuir sintomas, você pode transmitir para alguém que não só pode ficar em estado grave, mas morrer. Por isso, além de se vacinar, mantenha o distanciamento social o máximo possível, use máscaras, álcool! Se cuide por você e pelos outros! Milhões de pessoas já morreram por causa desse vírus. MILHÕES DE PESSOAS! Mais de 500 mil só no Brasil. Não são números, são seres humanos. Famílias destroçadas. Sonhos interrompidos. Grávidas que partiram com seus bebês ou deixaram seus recém-nascidos órfãos. Crianças, adolescentes, homens e mulheres, idosos... pessoas de todas as idades, com ou sem comorbidades, ricas ou pobres. Eu evito falar de Covid aqui no blog. Quero que o blog seja um lugar de refúgio, de prazer, mas tem hora que não dá, gente! Quando vejo notícias de aglomerações inacreditáveis em plena pandemia, quando pessoas desfilam por aí sem máscara como se tudo estivesse bem e perfeito... Não dá! Sinto vontade de gritar. De gritar muito. E uma desesperança enorme em relação aos seres humanos. 




7 de setembro de 2021

Livros lidos e não resenhados - Julho e Agosto de 2021

 


Livro sobre livros
Editora: Sextante
Edição de: 2020
Páginas: 240
20ª leitura de 2021

Sinopse: “Espero que estas páginas sirvam para inspirar e incentivar você a compartilhar comigo a paixão pelos livros e pela leitura. Tenho certeza de que não vai se arrepender.” – Antonio Fagundes

Antonio Fagundes é um dos artistas mais queridos do Brasil. Este é o seu primeiro livro.

Leitor voraz, ele sempre falou com naturalidade sobre livros e a experiência de leitura. Não por acaso, muita gente vem pedir a ele sugestões de títulos e autores. A partir dessas experiências nasceu a ideia para este livro: uma reunião de histórias pessoais e recomendações de leituras, em diversos gêneros.

Fascinado por livros desde a infância, Antonio Fagundes conta, numa conversa informal, histórias deliciosas de sua vida de leitor. De quebra, indica mais de 150 títulos, para todos os gostos.

De ficção científica a histórias de amor, passando por história do Brasil, distopias e romances policiais, ele comenta suas impressões, seus autores preferidos, e suas leituras inesquecíveis.

Pode ter certeza: tem um livro aqui que você vai gostar.





Desde que assisti a novela Bom Sucesso e me encantei com o personagem Alberto, vivido por Antônio Fagundes, eu admiro ainda mais esse brilhante ator. Saber que não se tratava apenas de um papel, descobrir que ele sentia uma paixão como a do Alberto na vida real, que amava a literatura e nunca saía sem um livro, me fez vê-lo com ainda mais carinho e passei a segui-lo no Instagram, onde ele sempre fala de livros e lê poesia (sim, vocês sabem que amo poesia!). Me encantam as pessoas que amam os livros! Que têm por eles esse mesmo sentimento que carrego no coração, que se perdem entre os personagens e absorvem dos livros tudo de bom que têm a oferecer. Que aprendem com eles e incentivam outras pessoas a entrarem para esse universo tão mágico!

Claro que quando eu soube do lançamento do seu livro, no qual ele contaria um pouco de sua experiência como leitor e quais livros marcaram sua vida, eu já o coloquei na minha lista de desejados. E quando finalmente pude adquiri-lo (na verdade, eu ganhei de presente), decidi passá-lo na frente de outros livros e não me arrependi. Apreciei muito cada instante. Era uma conversa de leitor para leitora. E vocês sabem o quanto é maravilhoso falar de livros. E "ouvir" outra pessoa falando de histórias que já lemos e de outras que gostaríamos muito de ler. 

Algumas das histórias que ele leu eu também já li, mas a grande maioria não. Eu só ia adicionando livro após livro na minha lista de desejados.kkkkkk E vocês não têm ideia de como me senti quando ele falou da Floberla Espanca, a minha poetisa preferida de toda a vida. Ah, gente! Eu me emocionei tanto ao reler o poema "Vaidade". Os poemas da Flor falam muito comigo. 

É isso, queridos! Este é um livro que recomendo muito para aqueles que gostam de ler livros sobre livros, que gostam de acompanhar a experiência de leitura de outras pessoas. Eu amo, então, apreciei demais a leitura!






Literatura norte-americana
Título Original: Origin
Tradutor: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Edição de: 2017
Páginas: 432
Série Robert Langdon - Livro 5

21ª leitura de 2021

Sinopse: NÃO IMPORTA QUEM VOCÊ SEJA NEM NO QUE ACREDITE. TUDO ESTÁ PRESTES A MUDAR.

Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete abalar os alicerces de todas as religiões e mudar para sempre a face da ciência.

O anfitrião é o futurólogo e bilionário Edmond Kirsch, que se tornou conhecido por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. O brilhante ex-aluno de Langdon está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento, algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana: DE ONDE VIEMOS? PARA ONDE VAMOS?

Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.

Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.

Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo onisciente cujo poder parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.

Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.




Início da leitura: 06 de janeiro de 2020. Término: 18 de julho de 2021. 

Sim. Eu passei bem mais de um ano lendo este livro, algo que nunca aconteceu antes. Para falar a verdade, não foi exatamente lendo já que abandonei o livro em maio de 2020 (depois de meses tentando prosseguir) e só retomei a leitura em julho deste ano. 

Eu me obriguei a lê-lo. Não aceitava simplesmente abandonar um livro do Dan Brown, um dos meus autores favoritos, que sempre me fascinou com suas histórias, que eu indicava de olhos fechados. O mesmo autor dos maravilhosos O Código da Vinci, Anjos e Demônios, O Símbolo Perdido, Inferno e Fortaleza Digital (mencionando aqui todos os livros que li dele) não poderia me decepcionar tanto com Origem, cuja sinopse tanto tinha despertado meu interesse. Eu sabia que ele tocaria no tema "religião" mais uma vez, provavelmente de maneira mais polêmica do que em O Código da Vinci (se é que isso é possível!rs) e aguardava com ansiedade, imaginando que novas "revelações" chocantes ele faria.rs Eu já me divertia com antecedência, cheia de expectativas, por isso foi um balde de água fria iniciar a leitura e perceber que o livro não seria nada do que eu esperava. Muito pelo contrário!

Arrastado. Tedioso. Cheio de páginas desnecessárias. Assim é Origem, um livro que prometeu tanto e se tornou minha grande decepção como leitora e fã do autor. Robert Langdon, que protagonizou sua quinta aventura (ele é o protagonista de todas as histórias que mencionei acima, menos de Fortaleza Digital) se apresentou neste livro como um personagem "desgastado", lento, que não é nem sombra do grande personagem que eu tanto amo. Fiquei chocada com a apatia do Robert, com sua incapacidade para pensar como antes! Com a maneira como não conseguia realmente resolver coisa alguma, como passou O LIVRO INTEIRO sem fazer nada que valesse a pena. Foi frustrante ver meu personagem querido assim, tão longe do que sempre foi, tão diferente e acabado. Eu preferia não ter lido esta história. 

O livro, como eu disse, prometeu muito, mas não cumpriu o esperado. Tudo era muito fácil de adivinhar e o autor deu várias e várias voltas para parar no mesmo lugar. Criou cenas que só estavam ali para aumentar o número de páginas, que poderiam ser facilmente cortadas sem retirar o sentido da história. O final foi previsível, estava bastante claro desde antes da metade do livro. Eu terminei a leitura com tristeza por ter que avaliar de maneira desfavorável um livro de um autor favorito, que tantas vezes me encantou com suas tramas bem elaboradas, polêmicas e fascinantes. Fiquei muito decepcionada. Arrasada. Mas é óbvio que pretendo ler outros livros que ele vier a escrever. Um único livro decepcionante não apaga a bagagem imensamente positiva de histórias escritas por ele. E tenho aqui em casa uma outra história dele que é a única que ainda não li: Ponto de Impacto. Vou esperar passar um tempo, para eu esquecer um pouco a frustração que sinto e mergulhar nessa história. 



*Este tipo de post é dedicado aos livros que li em 2021 e por algum motivo não resenhei. O post anterior englobou todo o primeiro semestre, no qual deixei de resenhar três livros. Você pode conferir clicando aqui



27 de agosto de 2021

Deslumbrante - Madeline Hunter


Literatura norte-americana
Titulo Original: Ravishing in Red
Tradutora: Ana Alvares
Editora: Leya
Edição de: 2013
Páginas: 281 (E-book)
Série As Flores Mais Raras - Livro 1

23ª leitura de 2021 (17ª resenha do ano)

Sinopse: Deslumbrante é o primeiro volume da série As Flores Mais Raras. Mais uma apaixonante e sensual saga histórica pela mão inspirada de Madeline Hunter, a rainha do romance. Numa época em que a reputação de uma mulher é o seu bem mais precioso, Audrianna desafia todas as convenções. Ela é uma jovem determinada, independente e disposta a tudo para aniquilar o seu adversário, o convencido Lord Sebastian Sommerhayes. Entre os dois está um homem: o pai de Audrianna, que morreu envolto nas malhas de uma conspiração. Para ela, essa tragédia significou o fim da sua inocência. Para Sebastian, que liderou a investigação, foi apenas uma morte merecida. Audrianna jurou limpar o nome do pai, mas nunca esperou sentir um desejo tão avassalador pelo homem que o arrasou. A busca pela verdade vai levá-la demasiado longe numa sociedade que é implacável perante a ousadia feminina. Ao ver-se mergulhada num escândalo que pode ser fatal, Audrianna tem apenas uma inconcebível opção.




Sim, eu sei o que disse na resenha de Segredos de um Pecador.rsrs Mas não sou culpada por ter encontrado este e-book por um preço imperdível na Amazon (uma promoção daquelas que passam num piscar de olhos!) e a sinopse ter me atraído. Paguei menos de quatro reais em Deslumbrante e inacreditáveis trinta centavos em Provocante, segundo livro da série. Minha única decepção foi descobrir logo em seguida que não se tratava de uma duologia e sim uma série com quatro livros, tendo apenas os dois primeiros sido publicados no Brasil pela editora Leya. O que significa que sabe-se Deus quando conseguirei ler os dois últimos!

Eu não seria louca de criar grandes expectativas depois de ter tido tantos altos e baixos com a série Os Rothwells. Só queria mesmo iniciar uma leitura que nem fazia parte da minha lista e ver no que daria, se me faria relaxar um pouco e esquecer todos os problemas por algumas horas ou se acabaria sendo perda de tempo. Estava disposta a dar uma chance e confesso que gostei muito da experiência! Foi uma leitura que fluiu rapidamente e me tirou da "realidade" por tempo suficiente para conseguir dar um descanso para minha mente, que precisava demais de um pouco de paz. 

Em Deslumbrante conhecemos Audrianna e Sebastian. Ela é uma jovem que já passou da idade de se casar e teve toda sua vida destruída por um escândalo que provocou o suicídio do seu pai e um imenso desejo de justiça (e vingança) em seu coração. As acusações terríveis contra seu pai fizeram amigos e conhecidos se distanciarem, até mesmo parentes passaram a virar as costas para sua família e o noivo que jurara amor eterno não se importou nada em terminar rapidamente o noivado e fingir que nunca a conheceu. 

Sufocada pela tristeza da mãe, aceitou o convite para se mudar para a casa de uma prima que ficara viúva e que hospedava outras duas jovens que resolveram viver de forma independente. Tudo ia bem até descobrir, através dos jornais, que um homem que se intitulava Dominó queria marcar um encontro com seu pai, obviamente sem saber que ele estava morto. Decidida a descobrir toda a verdade e limpar o nome de alguém que tanto amou, resolve ir em seu lugar... o que se mostra uma decisão extremamente equivocada. 

Sebastian sabe que boa parte da sociedade não acredita que ele realmente mudou. Que deixou de ser um libertino e um canalha. Mas todos são obrigados a fingir já que, com o acidente que deixou seu irmão incapacitado, ele passa a ocupar seu lugar, mesmo sendo o segundo filho. Mesmo que sua mãe preferisse que fosse ele a ficar preso a uma cama e não seu filho preferido. Ainda assim, assume suas obrigações com responsabilidade e de uma maneira até mesmo implacável, sendo um dos principais "carrascos" do pai de Audrianna, e se tornando o homem que ela possuía todos os motivos para odiar.

Quando lê o estranho anúncio no jornal, decide comparecer ao local que o tal de Dominó escolhera, disposto a também obter algumas respostas. Tal decisão o lança ao encontro de Audrianna e mergulha os dois num escândalo capaz de destruir para sempre qualquer mínima chance que ela ainda possuísse de ter uma vida digna. 

Eu gostei demais desta história! Ela não possui grandes acontecimentos, mas é aquele tipo de livro delicioso de ler, com personagens cativantes (até mesmo os secundários) pelos quais torcemos muito. Eu me apaixonei pelos protagonistas e como quase tudo estava "resolvido" na metade da história (exceto as questões envolvendo o pai dela que ainda eram um mistério e Audrianna e Sebastian admitirem que se amavam) fiquei morrendo de medo de algo muito ruim acontecer para separá-los.kkkkk

Audrianna não é uma mulher à frente do seu tempo, apesar da sinopse dar a entender que sim. Ela passa a viver com a prima, o que era incomum na época (as moças só saíam de casa para o casamento), mas nem por isso deixa de obedecer aos costumes e regras sociais. Admito que ela tenta, mas logo cede ao que é "correto" para não prejudicar as pessoas que ama e a si mesma. Ela não luta muito, entende? Cede bem rápido, então se eu esperasse por uma mocinha daquelas fortes e guerreiras, que querem mudar as coisas e serem livres, teria me decepcionado. Como eu não esperava por nada disso, gostei bastante da mocinha e a aceitei como era: uma jovem que só queria ser amada e feliz no casamento. 

Sebastian não tem nada de libertino, muito menos de canalha. A atração que ele sente pela Audrianna é intensa. Nenhum dos dois se apaixona à primeira vista, mas sentem uma atração inesperada e indesejada até, vez que tecnicamente são inimigos. Todavia, em nenhum momento ele tenta prejudicá-la ou a desrespeita por não considerá-la alguém do seu "nível". Pelo contrário, ele a respeita muito e tenta que as coisas entre os dois corra bem. E isso é uma das coisas que mais apreciei na história: a maneira como um suposto "canalha" é tão mais decente do que vários mocinhos que já tive a infelicidade de conhecer no mundo literário. Claro que ele tem defeitos, mas tem bem mais qualidades. 

Enfim... Recomendo bastante a história para quem quer ler um romance leve e cativante! Já estou doida para ler o segundo livro da série, pois tenho imensa curiosidade em saber como se resolverá o drama entre o amigo do Sebastian e a Lizzie, já que ela fugiu no dia do casamento e se fez de morta desde então, o que inclusive lançou diversas suspeitas sobre o noivo abandonado, que passou a praticamente ser visto como o assassino dela. Eu não o culparia se ele nunca mais quisesse olhar na cara dela, uma vez que ser praticamente acusado de homicídio não é nada legal quando se é inocente. 



Série As Flores Mais Raras

1- Deslumbrante
2- Provocante
3- Sinful in Satin
4- Dangerous in Diamonds




16 de agosto de 2021

Livros que estou lendo - Agosto de 2021

 Olá, meus queridos!


Faz quase um mês desde a última vez que apareci aqui.rs Eu sei que ando um fracasso total como blogueira e leitora este ano, mas espero que vocês possam me perdoar. :) Hoje não quero falar dos problemas que têm me mantido longe daqui... que têm, inclusive, afetado bastante as minhas leituras. Quero apenas falar do que ando lendo. Da loucura que está sendo tentar ler vários livros ao mesmo tempo, algo que eu tinha prometido a mim mesma que não faria mais.kkkkkk Que leria, NO MÁXIMO, dois livros juntos e não quatro, cinco, seis, mil!kkkkk




Só quem é apaixonado pela saga Crepúsculo consegue entender a emoção que é poder ler Sol da Meia-Noite depois da autora prometê-lo por uma eternidade! Ano passado eu até tentei reler os quatro livros anteriores antes de mergulhar nesta leitura, mas por dar prioridade para livros que ainda não tinha lido, acabei abandonando meu projeto pessoal. O que não significa que eu não tenha a intenção de relê-los: irei SIM, e farei um post único para falar dos cinco livros juntos. 

No momento estou no capítulo 10 e cada virar de página me deixa nostálgica. Eu fico lembrando do passado... lembrando MUITO! Isso é bom, mas também é ruim. Porque acabo ficando triste.kkkkk Eu li a saga uns treze anos atrás e a vida seguiu... Muita coisa mudou. E eu nunca fui a maior fã de mudanças. Ler Sol da Meia-Noite me reconecta à garota que fui, ao passado que tive... a tudo que ficou para trás. Eu chego a sentir um aperto no peito sempre que prossigo com a leitura. Porque lembrar é bom, mas dói. 

Contos de Horror do Século XIX é um desafio pessoal. Vocês sabem que não sou fã de histórias de terror, que livros do gênero não aparecem muito por aqui. E também sabem que venho tentando perder o medo, ler de tudo um pouco. Assim, resolvi apostar nesta leitura e confesso que estou gostando bastante. A maior parte dos contos que li até agora não assusta (li nove), não me faz ter pesadelos nem nada.rs Apenas um ou outro realmente me provocou um impactado, como O cone, do H. G. Wells, que me deixou horrorizada. 





Sobre O Clube do Crime das Quintas-Feiras não tenho muito o que falar. Comecei a lê-lo recentemente e ainda estou no capítulo 5. Ele foi o escolhido para leitura coletiva de agosto de um grupo que uns amigos e eu temos no Telegram. 


Dom Quixote está sendo um dos meus maiores arrependimentos literários.kkkkkk É aquele típico "se arrependimento matasse..."rsrs Estou detestando este livro! Comprei o e-book no ano passado numa promoção na Amazon, pois ele fazia parte da minha lista de livros que tenho que ler. Sabe aquelas histórias que decidimos colocar como "obrigatórias" em nossas listas? Eu fiz isso.rs 


No entanto, como é um baita calhamaço, eu sabia que precisaria de uma leitura coletiva para tomar coragem de lê-lo. Aí, através do canal da Tatiana Feltrin eu soube que o Lucas, do Diário de Leitura estava fazendo a leitura conjunta dele e resolvi acompanhar. No início, eu até estava gostando do livro, mas com o decorrer da leitura comecei a ficar estressada. Sinto que o livro anda em círculos, sabe? O autor colocou um monte de outras histórias dentro da história principal e embora fosse interessante antes, o excesso acabou estragando tudo. Mas o que mais me irrita no livro é a maneira como os personagens debocham do Dom Quixote. Aparentemente, ele tem problemas mentais. Essa "loucura" dele que tanto diverte os personagens é uma doença e ver aquela gente rindo, provocando, debochando me deixa com raiva. 


Eu tenho um tio que sofre de esquizofrenia e a crise dele mais recente começou em novembro de 2020 e até agora não passou. É um sofrimento muito grande para ele e para nós que acompanhamos de perto, que cuidamos dele, que muitas vezes não sabemos o que fazer para ajudar, pois as medicações não estão fazendo a crise passar (ele tem períodos mais calmos e outros bem agressivos). Ler Dom Quixote não foi uma boa escolha, pois diversas atitudes do Quixote me lembram o meu tio e isso não me faz bem, principalmente quando os personagens ficam debochando dele.




Las Fuentes del Silencio é um livro que eu queria muito, muito, muito ler! :D A autora é uma das minhas favoritas da vida e como a editora Arqueiro ainda não publicou este aqui no Brasil, eu o adquiri em espanhol mesmo porque a vontade de lê-lo logo era enorme. Estou amando cada instante! Quer dizer, amando a experiência de leitura, porque a história possui vários momentos impossíveis de amarmos. Momentos de dor, cenas que nos chocam.... Mas quem conhece as obras da autora sabe que ela fala das piores atrocidades de um jeito sensível, delicado. E em Las fuentes del silencio ela dá voz às vítimas da ditadura fascista de Franco. É um livro difícil, doloroso, mas escrito de uma forma tão delicada... Eu amo demais o talento e o projeto que a autora tem, de sempre dar voz para uma parte da História do mundo que ficou esquecida. Como fez em O Sal das Lágrimas e em Cinzas na Neve. Ela não fala simplesmente de barbaridades cometidas pelas ditaduras de Hitler, Stálin ou Franco. Ela fala sobre os povos e a parte não contada nos livros de História. Ela vai atrás dos sobreviventes ou seus descendentes para dar voz para pessoas que nunca foram ouvidas. Eu amo muito o trabalho dela! 


Comunicação não-violenta é um livro que comecei a ler por curiosidade e gostei bastante do início, mas por conta de outras leituras acabou ficando parado. Pretendo retomar a leitura em breve, mas vou lê-lo com calma, não tenho nenhuma pressa.


Então é isso, queridos! Estou sumida do blog, mas não parei de ler! :D Estou lendo devagar, mas continuo lendo. Em algum momento conseguirei recuperar o ritmo de antes, acredito!


Bjs! 




Topo