2 de janeiro de 2023

Leituras concluídas - Novembro e dezembro/2022

 Olá, queridos!

Feliz Ano Novo!!!! Que 2023 seja um ano lindo para todos nós! Que seja cheio de amor, saúde e união! Que seja um ano feliz! Eu peço, eu imploro aos Céus por isso! 

Deveria começar 2023 com uma resenha, mas ainda necessito organizar o tumulto de sentimentos que bagunçou meu interior ao longo da leitura da Parte I (Volumes I e II) de Caminhos de Paixão, A História de La Diana. Este livro já se tornou um dos meus favoritos da vida, pois apesar de todo sofrimento, todas as lágrimas derramadas pelo terror que todas aquelas pessoas viveram durante a guerra da Bósnia, e a dor que a Diana carrega dentro de si, é um livro inesquecível. Um livro que nos machuca, mas também conforta. Tentarei falar desta incrível história em breve... Espero conseguir fazer uma resenha digna da Diana, desta personagem guerreira, que jamais desistiu, mesmo quando tudo parecia perdido. É minha personagem favorita da Florencia Bonelli. 

Mas este post é para falar dos livros lidos em novembro e dezembro de 2022, mas que não foram resenhados. Motivo pelo qual Lírios de Sangue, da autora Carmem O., não fará parte deste post, visto que já possui resenha publicada no blog. 





Título Original: Home Body
Tradutora: Ana Guadalupe
Editora: Planeta
Edição de: 2020
Páginas: 192

Sinopse: A terceira coletânea de poesias de Rupi Kaur, maior fenômeno da poesia mundial nos últimos anos

Um dos temas mais frequentes na obra de Rupi Kaur é a importância que há em crescer e estar sempre em movimento. Em Meu corpo minha casa, ela leva leitoras e leitores a uma jornada de reflexão através da intimidade e dos sentimentos mais fortes, visitando o passado, o presente e o potencial que existe em nós. Os poemas dessa coletânea, ilustrada pela autora, inspiram uma conversa interna em cada um, lembrando que precisamos nos preencher de amor, de aceitação e de confiança em nossas relações familiares e de comunidade. E, sempre precisamos estar de braços abertos para as mudanças em nossas vidas.



Ler os poemas de Rupi Kaur é sempre uma viagem intensa e, por vezes, dolorosa, para dentro de nós. Dos sentimentos que carregamos em nosso interior e muitas vezes calamos. Dos traumas, das lembranças... do passado que queríamos esquecer. Os poemas dela conseguem me atingir com uma força que sempre me surpreende. Sinto como se fosse golpeada, sabe? Ler esta coletânea foi assim... Mergulhei fundo em sentimentos que até mesmo não pretendia visitar. Que não queria sentir. Mas, no fim de tudo, valeu a pena. Sempre vale a pena ler esta poetisa brilhante. Serei sempre sua leitora. Basta que um livro dela seja lançado para eu saber que preciso dele. 





Editora: Ave-Maria
Edição de: 2021
Páginas: 112

Sinopse: Esta pequena obra dedicada a Maria tem a intenção de ajudar o leitor a amá-la. (O próprio título já diz tudo: Salmodiando a Maria.) O objetivo é que, quem ler estas páginas, se aproxime e ame mais Nossa Senhora. Portanto, não é um escrito que busca ressaltar a mera beleza literária ou um exercício de estilo, mas sim fazer com que cada um se torne um pouco mais filho de Maria.




Eu comprei este livro em meio à dor que sentia pela morte da minha Luana. Lembro de como decidi ir até uma livraria católica e procurar um livro que me aproximasse mais de Maria, para quem me voltei por inteiro ao perder minha pequena. Iniciei a leitura em 17.12.21 e finalizei em 18.12.22, no mês em que completou um ano da morte do meu anjinho... Um ano de luto... Eu precisava que este livro me acompanhasse neste processo. Foi importante para que eu suportasse. 

Não que o livro seja "perfeito", e vocês já conseguem perceber isso pelo fato de eu não ter dado 5 estrelas. Ele possui alguns problemas, alguns trechos que me incomodaram. Mas funcionou naquilo que eu mais necessitava: estar próxima de Maria, da minha mãezinha do Céu. 








Editora: Globo Livros
Edição de: 2017
Páginas: 296

Sinopse: Nesta nova edição revista, atualizada e ampliada de 'Mentes ansiosas – o medo e a ansiedade nossos de cada dia', a psiquiatra e best-seller Ana Beatriz Barbosa Silva aborda as diferentes manifestações da ansiedade. Medo, estresse e ansiedade, segundo ela, são fatores comuns e até necessários para uma vida mentalmente saudável. O problema, contudo, começa quando eles se agravam a ponto de se apresentarem em suas versões adoecidas: transtorno de estresse pós-traumático, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, entre outros. Através de sua linguagem objetiva e acessível, a autora analisa as causas, desdobramentos e possíveis formas de lidar com essas doenças.





Depois de ler Mentes depressivas, eu fiquei com imensa vontade de ler outros livros da autora e escolhi ouvir o audiobook deste aqui, sobretudo por eu própria conviver com o transtorno de ansiedade generalizada há muitos anos. Pensei que o livro seguiria a mesma linha de mentes depressivas e, de certa forma, possui a mesma estrutura, a mesma forma de "conversar" com o leitor. 

No entanto, o livro não funcionou tanto assim comigo. Não gostei de algumas partes, que me pareceram superficiais. Não sei... O livro não me agradou como eu esperava. De modo geral, me decepcionou. 






Literatura Russa
Tradutor: Robson Ortlibas
Editora: Principis
Edição de: 2020
Páginas: 77 (e-book)

Sinopse: Noite branca é um fenômeno comum na Rússia, em especial em São Petersburgo, em que o sol permanece um pouco abaixo da linha do horizonte ao se por, deixando a madrugada clara. É nesse cenário de atmosfera lírica que dois jovens sonhadores se conhecem em uma ponte. Ao longo de quatro noites, os dois combinam de se ver para falar sobre suas vidas e compartilhar sonhos, angústias e reflexões, até o desfecho inesperado ao final do quarto encontro. 




Durante a maior parte da leitura desta história, eu só conseguia pensar em como ela era chata! Uma história entediante, que o leitor continua na base de um extremo esforço.rs Sério! Um livro de apenas 77 páginas conseguiu ser mais longo do que Crime e Castigo, pelo cansaço imenso que me provocou! Amo Crime e Castigo e depois dele, infelizmente, não me dei muito bem com outros livros do autor. 

Apesar disso, do quanto considerei o livro chato e sem sal, confesso que fiquei triste com o final.kkkkk Não sei explicar.kkkkk Fiquei com pena do personagem. Achei o destino dele injusto e senti raiva de alguns personagens pelo que fizeram. 






Editora: Companhia das Letras
Edição de: 2005
Páginas: 552

SinopseAssim que a noite cai e os contornos diurnos das coisas e das pessoas começam a se confundir, começam igualmente a ceder as muralhas que todos nós erguemos contra o desconhecido. É a hora das sombras furtivas, dos ruídos suspeitos, quando basta um momento de descuido para que nossas apreensões e pesadelos ameacem ganhar presença palpável. É esse o domínio do conto de horror, que flerta com essa zona cinzenta e incerta de nossas vidas e a transforma em literatura. 

Nesta antologia de Contos de horror do século XIX, o escritor Alberto Manguel reuniu, especialmente para o público brasileiro, a fina flor do medo. Tão antigo quanto a civilização, o conto de horror define suas regras e chega a seu apogeu na literatura anglo-saxônica, na linhagem de escritores que vai da "gótica" Ann Radcliffe a Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft. Mas Manguel não se contenta apenas com os mestres mais conhecidos do gênero, como Henry James, Guy de Maupassant ou Robert Louis Stevenson. Convoca escritores de toda estatura e de várias línguas, do português de Eça de Queiroz ao íidiche de Lamed Schapiro. 

Nesse percurso, o leitor transita por todos os ambientes e resvala em todos os motivos do conto de horror: igrejas em ruínas, subsolos pútridos, jardins ermos, prisões e campos de batalha, criaturas invisíveis, mortos-vivos, animais espantosos e espelhos encantados. Tudo isso em sua poltrona preferida, em (relativa) segurança, desfrutando ainda do último charme deste livro: novas traduções de todas as narrativas, cada uma a cargo de um nome expressivo da cultura brasileira contemporânea.




Esta é uma coletânea incrível, que eu apreciei MUITO ter a oportunidade de ler! E tem contos que com certeza irei reler!

Sou uma medrosa.rs E nunca escondi isso. Fujo de histórias de terror como o diabo foge da cruz. Mas... Há alguns anos eu decidi me desafiar a ler livros que, em outras épocas, eu evitaria. Queria sair da minha zona de conforto, mergulhar um pouco no "macabro" que parece encantar tanta gente (incluindo minha irmã, que conhece tudo o que é filme de terror). 

E foi assim que esta coletânea veio parar em minhas mãos. Já tinha ouvido falar do livro e resolvi colocá-lo como uma espécie de "meta". Minha porta de entrada para o gênero do horror. E gostei muito... Não em todos os momentos, mas no geral.rsrs

Vou me tornar uma leitora deste gênero?! Certamente NÃO!kkkkk Sigo preferindo ler outros tipos de livros, o terror continua sendo meu gênero menos querido, que mais evito. No entanto, vez ou outra, quero sim dar uma chance para algumas histórias, pois me desafiam, me incomodam de um jeito que chega até a agradar. Será que dá para entender isso?!rs 

Nem todos os contos presentes neste livro são assustadores. Alguns são fáceis de ler, até engraçados. Mas sim, têm aqueles que depois nos impedem de dormir ou nos provocam pesadelos. Recomendo!



14 de dezembro de 2022

Lírios de Sangue - Carmem O.




Literatura Brasileira
Editora: Novo Século
Edição de: 2016
Páginas: 144

Sinopse: Até onde vai sua dor? Sua percepção da realidade? Seu lirismo?
Despretensiosamente, Lírios de sangue é o relato simples e talvez poético daqueles que estão no momento mais crítico de suas vidas: o confronto com a doença, com as fraquezas do corpo, com nossa mente desnuda de defesas. Nossa fragilidade exposta, escancarada. 

São relatos de quem vive diariamente essa condição humana. 

Há uma entrega, uam aceitação dos dois lados. O paciente e o médico. Aprendizado mútuo de ambos. No final, cúmplices, querem o mesmo objetivo: VIVER. 

E cada um, inevitavelmente, levará um pouco do outro por onde for. 





Um dia, hace años, eu contei aqui como um determinado livro me "atraiu", me "escolheu" num momento da vida em que tanto necessivava das palavras que transbordavam de suas páginas. 

Tardes de Maio é o nome dele.... Do livro que falava de dor, perdas, recomeços... Da poesia que está em tudo, até na morte. Da passagem, do adeus, mas também da vida. Naquele momento, minha Luana ainda estava viva. Não havia doença. Não havia desespero. Não sentia o gosto amargo do imenso pânico de perdê-la. Nem as facadas do luto. 

Agora... Aconteceu de novo. A Carmem O. passou novamente por minha vida, com seus textos tão impactantes. Lírios de sangue... Faz sentido, né? Que às vésperas do mês de dezembro, às vésperas do primeiro ano de morte da minha princesa, este livro tenha esbarrado em mim. Não foi coincidência. Foi o destino falando. Outra vez. 

"Há analgésico para essa dor
Há paz para o seu conflito
Pena que você sorri tão pouco"

Era noite de 29 de novembro de 2022... Só Aquele que me roubou minha pequena sabe como eu estava me sentindo, atormentada pelo fato que o mês de dezembro estava chegando... As lembranças não paravam de me golpear com força, com crueldade. Imagens que só quem já presenciou a morte de uma pessoa ou animalzinho querido consegue entender... Eu estava desnorteada. Estava no ônibus, voltando do trabalho e sentindo que não conseguiria sequer chegar em casa antes de desabar em prantos. 

Foi quando desci do ônibus e em vez de pegar o próximo na rodoviária, caminhei para o shopping... querendo apenas andar e andar. Parei numa feira de livros localizada no térreo. E meus olhos imediatamente foram atraídos pela cor vermelha. Ele estava ali, me esperando: Lírios de sangue

"A vida sempre será um sopro
Um sopro difícil de entender."

Lembro que peguei o livro e o apertei contra o peito antes de ir até o caixa para pagar. Sentia uma necessidade urgente de abri-lo e iniciar a leitura. De encontrar nele o conforto que eu estava buscando. Queria ser confortada, sentir-me "abraçada" pelas palavras... sentir que alguém compreendia o que eu estava sentindo. O vazio. O medo. A dor...

Concluí a leitura em 30.11.22. Acho que chorei com quase todas as crônicas e poesias presentes no livro. Me emocionei demais com as diversas histórias de pessoas lutando pela vida ou simplesmente entendendo que o momento chegara, que era hora de partir... Nossa! Este livro me "quebrou" em pedacinhos, mas também me fez um bem tão grande que eu não saberia como expressar em palavras. 

"Teve que se fechar em si mesma por puro mecanismo de defesa. E assim construiu seu Muro de Berlim, de onde via, espectadora, sua guerra fria entre a vida e a morte."

Como eu disse ao fazer a resenha de Tardes de Maio em setembro de 2019: A autora desta coletânea de crônicas e poemas é uma cardiologista que trabalha com pacientes críticos, alguém que já esteve em contato muitas vezes com a dor e a morte. Através de sua própria experiência de vida e relembrando pacientes que teve a oportunidade de conhecer, nos traz esses textos tão simples, mas tão profundos ao mesmo tempo. Muitas das crônicas tratam de pacientes, de momentos vividos no hospital, vidas que se foram, outras que possivelmente se recuperaram... Cada texto tem algo que nos cativa, que nos provoca uma confusão de emoções. Você não sabe sequer explicar o que sente... é algo que toma conta do seu coração e te faz pensar e pensar em muitas coisas.

O que eu disse naquela época se aplica tambem ao livro Lírios de sangue, pois são crônicas e poemas baseados na experiência da autora como médica que lida diariamente com pacientes em estado grave, e tem a oportunidade de testemunhar diversas histórias, e de aprender muito com aqueles que estão quase de partida. 

"Saudades. Tenho de tudo. Do que foi, do que poderia ter sido e do que ainda será. Tenho saudades hoje dos que vejo todos os dias e daqueles que nunca mais verei."

Não sei dizer qual crônica me emocionou mais... Eram tantas realidades diferentes. Dores dos que vão, dos que ficam e precisam lidar com a saudade... Lutas diárias contra a depressão, contra o lúpus, contra o diabetes, o câncer... Perdas e vitórias. Sorrisos e lágrimas. Eu chorava até mesmo quando a autora terminava uma crônica com um "final feliz", quando determinado paciente conseguia sobreviver. Me dava uma emoção tão grande, pois era uma segunda chance. Era precioso saber que alguém tinha recebido uma segunda chance. 

Carmem O. tem o dom de nos tocar profundamente com suas palavras, de nos golpear com realidades duras e terríveis, ao mesmo tempo em que nos faz valorizar o sol, a chuva, o vento que bagunça nossos cabelos. Valorizar o fato de respirarmos. De ainda estarmos aqui, por mais difícil que seja a vida. 

Nunca vai ser fácil viver. Sempre existirão perdas. É inevitável. Mas o sol sempre nascerá depois da tempestade, não é verdade? Ainda que demore um pouco. Ele vai nascer. Belo, iluminando nossos dias cinzentos. 

"Viver é flertar constantemente com nossa fragilidade
Escancarada em nossa cara, luminosa, como um letreiro de motel. 
Não somos especiais. 
Super-heróis de ninguém
Carne
Ossos 
Dor.
Aproveite. 
Amanhã
Pode não chegar."

Ler este livro quando eu estava cheia de dor foi um presente da Vida, do Destino e, quem sabe, de Deus, por mais que meu relacionamento com Ele não esteja muito bom. Sei que este livro não surgiu em meu caminho à toa. Eu precisava dele. Precisava do seu conforto.

Escolhi o dia de hoje, 14 de dezembro, para publicar esta resenha. O motivo vocês podem imaginar: hoje completa um ano que minha princesa se foi. Que partiu deste mundo e me deixou sozinha. 

Sabe no que quero acreditar hoje? Que ela me vê do Céu. E que está feliz. Que não há nenhuma dor. Que ela brinca e pula com outros gatinhos enquanto Jesus olha sorrindo. Que ela dorme do lado dEle, como sempre dormiu do meu lado na cama. 

Há quem não entenda este amor todo que sinto pela minha princesa. "Era só uma gata, um animal, não era gente." Já ouvi muito isso. E eu não sinto raiva de ninguém que não compreende o que sinto. Não preciso que entendam. Não escolhi amar minha pequena filha. Ela me escolheu e preencheu minha vida com tanto amor, que seria impossível não amá-la com todas as minhas forças. Sempre irei amá-la. Sempre sentirei sua falta. Mas quero estar bem. Porque eu prometi, um ano atrás, enquanto ela partia, que ficaria bem. Que seria feliz para que ela pudesse estar em paz. E que um dia estaríamos juntas de novo. Sei que estaremos. Um dia, quando minha hora também chegar, eu irei para junto dela. E nunca mais haverá uma separação. Nunca mais haverá dor. 

Um ano sem você, minha filha... Apenas sem sua presença física. Porque dentro de mim você sempre estará viva. Nunca esquecerei os lindos momentos que vivemos juntas. Você sempre será o meu anjo. Te amo. Para sempre. 



16 de novembro de 2022

Leituras concluídas - Outubro/2022

 

Olá, queridos!

É inacreditável como o ano já está chegando ao fim, verdade?! Foi um ano... estranho. Complicado de diversas formas. Estive e estou de luto. Dia 14 de dezembro completará um ano que minha Luana se foi. Tive que aprender a sobreviver sem ela. Sorrir de novo. Retomar os estudos. Trabalhar. Ler... Fiz tudo isso. Mas de maneira "incompleta". Não me entreguei cem por cento a nada. Na verdade, em muitos momentos estive ausente. É difícil de explicar. Só posso dizer que desejo o fim de 2022. 

Porque eu quero recomeçar. Quero ser de novo aquela que se entregava com ganas aos estudos. Que trabalhava com a alma naquilo que estava fazendo e não apenas cumprindo seu dever. Que lia mergulhando profundamente nas histórias e "vivendo" tudo com os personagens. Eu quero. Muito. 

Perdas fazem parte deste mistério lindo e terrível que é a vida. E Luana, minha Luana, sempre será a melhor parte de mim. Sempre será o meu anjinho. Mas eu preciso voltar a viver. Ela nunca iria querer me ver assim. Iria querer que eu fosse feliz. 

Vejo o término de 2022 como o fim de um ano de luto. E 2023 como o recomeço que necessito. Jamais deixarei minha Luana no passado, como nunca deixei minha avozinha, a quem perdi há 20 anos... Elas sempre serão parte da minha vida. O que quero deixar para trás é o luto. 

Este era um post para falar dos livros que li em outubro, certo? E falei tudo isso porque o luto afetou imensamente as minhas leituras e o blog como um todo. Eu apareci por aqui ao longo do ano, mas não por inteiro. Quase não fiz resenhas. Quase não me doei às leituras. E prometo a vocês que ainda leem o que escrevo (risos) que tudo será diferente em 2023. 

O blog faz parte de mim. Sei que faz anos que blogs "saíram de moda" e resenhas agora são vistas em vídeos no Youtube ou lidas no Instagram. Mas eu sou do blog.rs E sempre serei. Escrever aqui me faz bem. E vou continuar... enquanto o Blogger existir.

Mas vamos finalmente às duas leituras que concluí no mês de outubro! 




Literatura norte-americana
Título Original: Sheikh Without a Heart 
Tradutora: Celina Romeu
Editora: Harlequin
Edição de: 2013
Páginas: 158 (e-book)

Sinopse: Um ousado microbiquíni com lantejoulas não era o traje que Rachel Donnelly queria estar usando para conhecer o sheik Karim al Safir. Especialmente por ele ser tão belo... e estar completamente vestido!
Karim não consegue acreditar que aquela é a mãe de seu sobrinho recém descoberto. Sua inquietação diante da visão do corpo seminu de Rachel é uma ameaça à sua reputação de sheik de coração de pedra, mas ele fará jus a ela para assegurar que o herdeiro do trono seja criado em Alcantar.




Comecei a leitura deste livro com a clara intenção de me desligar do mundo por algumas horas... e funcionou.rs Cheguei a considerar fazer resenha sobre ele, mas o tempo passou e acabei desistindo, o que com certeza não foi culpa do livro! 

À primeira vista parece ser o tipo de história fútil e cheia de clichês... realmente é recheada deles (risos), mas é mais profunda do que vocês possam imaginar. De início, eu quis matar o mocinho. Sua arrogância me dava nos nervos, mas conforme a autora constrói sua personalidade e vemos o desenvolvimento do seu interesse pela mocinha e pelo sobrinho... tudo vai mudando. 

Karim não é frio como aparenta e nem se considera tanto assim a última coca-cola do deserto.rsrs De verdade, eu amei a construção do romance entre os dois! Foi lindo ver como ele teve que deixar de lado seu orgulho e todas as regras que foi educado para seguir... pois se agisse como "deveria" teria que fazê-la sofrer... Eu apreciei demais esta história! E não é nenhuma surpresa: Sandra Marton é uma autora que consegue criar histórias lindas mesmo em cenários aparentemente superficiais. Costumo gostar demais das histórias dela. E recomendo MUITO este livro!





Literatura Portuguesa
Editora: Companhia das Letras
Edição de: 1998
Páginas: 64

Sinopse: "E a ilha desconhecida, perguntou o homem do leme, A ilha desconhecida não passa duma ideia da tua cabeça, os geógrafos do rei foram ver nos mapas e declararam que ilhas por conhecer é coisa que se acabou desde há muito tempo..."





Esta ediça que tenho de O conto da ilha desconhecida não possui sinopse, apenas este trechinho do livro que coloquei acima. É um livro que adquiri por puro acaso. 

Tinha chegado cedo para um compromisso profissional no final do mês passado, em Bangu, um bairro aqui do Rio de Janeiro. Lá tem uma biblioteca municipal, e do lado tem um museu de bairro. Eu fiquei encantada pelo pequeno museu, tão cheio de história, preservando a história local. Cheguei a comprar o livro Fazenda Bangu, que é o primeiro de uma série em construção, e tinham alguns livrinhos à venda, numa espécie de sebo. Foi assim que adquiri este pequeno conto do José Saramago, juntamente com dois livros da Rachel de Queiroz. 

Consegui entender o conto? Eu diria que não.kkkkkkk... É bem curtinho, mas nenhuma leitura de Saramago é fácil, seja por um motivo ou outro. Em Ensaio sobre a cegueira, o livro mais doloroso que li dele, a dificuldade fica por conta da densidade emocional. Por ser um livro extremamente forte, de uma crueza que nos tira o fôlego. Em O conto da ilha desconhecida, todavia, encontrei dificuldades pelo jogo de palavras frequente, o duplo sentido... Não consegui captar a mensagem do livro.kkkkkkk... 

Fiquei com a "sensação" de que o autor queria passar a mensagem, através da louca história de um rapaz que queria viajar em busca de uma ilha desconhecida, de que era necessário conhecermos a nós mesmos e que isso só seria possível se víssemos além de nós. Se saíssemos de nós, sabe. Só que não sei se esse é realmente o sentido do livro.kkkkk Fiquei muito confusa e foi até divertido ficar assim de perdida após a leitura. Eu gostei.rs


Além destes dois livros, eu li cinco contos muito bons, a maioria em conjunto com as minhas amigas do trabalho. "O Coração Denunciador" foi uma releitura, na verdade. Já havia lido este conto do Edgar Allan Poe algum tempo atrás e resolvi reler com as meninas. Mas o conto que me impactou profundamente nem fez parte do nosso projeto de leituras coletivas: foi A tortura pela esperança, de Villiers de L'isle Adam. Fiquei um longo tempo pensando nele, no sentimento de angústia que me provocou. Senti um pouco de claustrofobia, um sufocamento, sabe?! Não recomendo para pessoas que não gostam de ler histórias sobre lugares fechados, labirintos ou coisas do tipo. 




12 de outubro de 2022

Leituras concluídas - Julho, agosto e setembro/2022

 
Olá, queridos!

Os meses de julho, agosto e setembro não foram muito bons para minhas leituras. Em julho cheguei a concluir a leitura de quatro livros, mas por um motivo ou outro não consegui fazer a resenha de nenhum deles. Já em agosto, terminei a leitura de apenas uma história e a estava lendo desde fevereiro. Em setembro foram lidos apenas dois livros e alguns contos.  

Este post é para falar dos livros que li em julho, agosto e setembro, mas não resenhei. 


 


Literatura norte-americana
Título Original: Long Way Down 
Tradutora: Ana Guadalupe
Editora: Intrínseca
Edição de: 2019 
Páginas: 318 (e-book)

Sinopse: Will perdeu o irmão para a violência. Agora, precisa enfrentar sua realidade e descobrir se a vingança é capaz de aplacar sua dor

Aos 15 anos, Will conhece intimamente a violência. Ela está à espreita no dia a dia de seu bairro, nos avisos para que não volte tarde para casa, nos sussurros dos vizinhos sobre mais uma pessoa que foi morta. Dessa vez, os sussurros são sobre seu irmão mais velho. Shawn foi assassinado na rua onde a família mora.

Contado do ponto de vista de Will, Daqui pra baixo é uma narrativa ágil que se passa em pouco mais de um minuto — o tempo que o elevador do prédio leva para chegar ao térreo. Esse é o tempo que Will tem para descobrir se vai seguir as regras de sua comunidade ou se é possível não perpetuar o ciclo de violência.

A regra número 1 é não chorar. A número 2, nunca dedurar alguém. A terceira, a crucial: se fazem algo com você ou com os seus, é preciso se vingar. A curta trajetória do elevador é ritmada pelas paradas em cada andar e por aqueles que aos poucos ocupam a cabine e os pensamentos de Will. Cada rosto tem uma história de vida e de morte. Will, em questão de segundos, vai definir a dele.

Originalmente escrito em prosa, depois em verso, Daqui pra baixo faz a emoção — a confusão, a revolta, o medo — de um garoto armado que sai para vingar o irmão crescer também no peito de quem lê. Um livro impossível de ignorar.




Este é um livro que foi bastante "hypado" anos atrás, quando de sua publicação no Brasil. Como não gosto de ler livros que estão sendo muito comentados, eu esperei a febre baixar para dar uma chance à leitura, já que a sinopse tinha me causado interesse na época. 

Assim que comecei a ler, recebi um golpe e tanto pela forma intensa como tudo era contado. As emoções cruas e viscerais do protagonista, o jovem que perde o irmão assassinado a tiros quase no portão de casa. A realidade de medo e desespero de quem cresceu numa comunidade, onde "as leis" são ditadas por aqueles que estão "no poder" e que o mais sensato é sempre ficar calado, fingir que nada viu e nada escutou... ser invisível. Tudo isso me fez muito mal. Foi uma leitura que me causou um mal estar físico e emocional. E que me marcou como leitora e como ser humano. 

Fiquei o tempo inteiro temendo pelo fim. Que decisão aquele jovem tomaria no final? Ainda existiria esperança para ele? Terminaria como o irmão, sendo mais uma parte arrancada do coração de sua mãe? Estas eram perguntas que eu me fazia ao longo da leitura, com muito medo de o final ser trágico. 

Apesar de ter sido um livro difícil por sua carga emocional, amei conhecer o autor e quero muito ter a oportunidade de ler outras de suas obras, que não romantizam a realidade de quem vive na periferia, em comunidades onde uma bala perdida pode terminar com os sonhos de uma criança, onde jovens crescem muitas e muitas vezes limitados pela falta de dinheiro e oportunidades de mudar de vida... 

Uma das cenas mais fortes no livro foi quando soube que uma amiga de infância do Will tinha sido assassinada durante um tiroteio, quando não passava de uma criança brincando na rua, feliz. Aquilo doeu muito. Quantas e quantas de nossas crianças não morrem da mesma forma? Sonhos destruídos por um tiro disparado. Famílias despedaçadas. Como naquela música do Gabriel, o Pensador, chamada "Bala Perdida": "Eu sou uma bala perdida, uma bala desgraçada / Inofensiva, feito uma criança abandonada / Eu estou sendo injustiçada / Não sou culpada / Se eu tô aqui é porque eu fui disparada".






Literatura brasileira
Edição de: 1995
Páginas: 105 

Sinopse: No dia 24 de setembro de 1992 declarei a meu marido algo que sempre senti - felicidade e gratidão pela família tão feliz. Estávamos caminhando pelas ruas de São Bernardo, de braços dados, quando lhe disse: "Sabe, bem, agradeço imensamente a Deus a harmonia de nossa família, os filhos tão maravilhosos que Ele nos deus. Somos verdadeiramente felizes! Nossos filhos são bons, obedientes, amorosos e saudáveis."

No dia seguinte tudo aconteceu... Houve a grande mudança; nosso adorado filho faleceu... A declaração que fizera a meu marido continuava vibrando em minha mente: "somos muito felizes, somos muito felizes"...





Este é um livro que uma amiga me emprestou e que pertenceu à avó dela. Estava já bastante frágil pela passagem do tempo e foi uma delícia ter a oportunidade de ler um livro que atravessou tantos anos e tinha tanta história para contar.... 

Meu interesse pelo livro, do qual eu nunca tinha ouvido falar antes, veio pelo fato desta amiga ter dito que era uma história que ela nunca concluiu, pois sempre que tentava ler parava na mesma cena e chorava. Eu queria saber o que se passava no livro para mexer tanto com as emoções dela e logo nas primeiras páginas já descobri o motivo...

Aqui não temos um livro de ficção. Não. É a história real de uma mãe que perdeu seu filho, vítima de um acidente de carro. Nem consigo imaginar o que é isso... Ter um filho com dezoito anos, cursando a faculdade, cheio de sonhos e projetos, querido pelos amigos, imensamente amado pelos pais e pela irmã... e de repente um acidente vem e acaba com tudo. E tão perto de casa... Há alguns minutos da segurança do seu lar. 

A dor dessa mãe nos atinge com força ao longo da leitura. E nos causa admiração a maneira como ela lida com o luto, com o imenso sofrimento que carrega em seu peito. Ela encontra na fé em Deus e na Outra Vida um refúgio, sabendo que seu filho estava bem, que havia voltado ao Pai e que um dia iria reencontrá-lo. 

A certeza de que seu filho era um ser de luz, e que estava bem, não a impediu de em vários momentos ter chorado com as lembranças, ter desejado afundar no sofrimento. Mas lutava contra isso. Lutava contra os momentos de desespero, pois seu filho não iria querer vê-la em pedaços. Porque outras famílias, que também haviam perdido entes queridos, precisavam de suas palavras de sabedoria e compreensão, precisavam de sua força para atravessar o pior momento de suas vidas. 

Ajudando o próximo, levando conforto para outras pessoas, ela encontra uma forma de curar o próprio coração. E foi completamente impossível não chorar com esta leitura. Chorei bastante. E desejei muito saber como essa família está hoje. A Maria, seu marido e sua filha. Gostaria muito de ter uma oportunidade de falar com ela e dizer como suas palavras foram importantes para mim. Espero que ela esteja bem. Que toda sua família esteja, apesar da saudade imensa que com certeza ainda sentem do filho querido. 






Literatura brasileira
Editora: Companhia das Letras
Edição de: 2019
Páginas: 88


Sinopse: Uma parábola sobre os tempos atuais, por um de nossos maiores pensadores indígenas.

Ailton Krenak nasceu na região do vale do rio Doce, um lugar cuja ecologia se encontra profundamente afetada pela atividade de extração mineira. Neste livro, o líder indígena critica a ideia de humanidade como algo separado da natureza, uma “humanidade que não reconhece que aquele rio que está em coma é também o nosso avô”.

Essa premissa estaria na origem do desastre socioambiental de nossa era, o chamado Antropoceno. Daí que a resistência indígena se dê pela não aceitação da ideia de que somos todos iguais. Somente o reconhecimento da diversidade e a recusa da ideia do humano como superior aos demais seres podem ressignificar nossas existências e refrear nossa marcha insensata em direção ao abismo.

“Nosso tempo é especialista em produzir ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar e de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta e faz chover. [...] Minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história.”

Desde seu inesquecível discurso na Assembleia Constituinte, em 1987, quando pintou o rosto com a tinta preta do jenipapo para protestar contra o retrocesso na luta pelos direitos indígenas, Krenak se destaca como um dos mais originais e importantes pensadores brasileiros. Ouvi-lo é mais urgente do que nunca. Ideias para adiar o fim do mundo é uma adaptação de duas conferências e uma entrevista realizadas em Portugal, entre 2017 e 2019.





Ideias para adiar o fim do mundo foi meu primeiro contato com as obras deste pensador e foi realmente um bom início. Este livro que é uma adaptação, como a sinopse diz, de duas conferências e uma entrevista do autor realizadas em Portugal, me fez refletir sobre muitas coisas, principalmente sobre uma preocupação que já é recorrente em minha vida: a natureza. A forma como estamos acabando com a Natureza e o mundo no qual vivemos, no caos que deixaremos para as futuras gerações. Eu penso nisso com muita frequência e me sinto impotente diante dos constantes gritos de socorro do nosso Planeta. 

Foi uma leitura muito instrutiva, embora eu não concorde com tudo o que o autor disse. Entendo o ponto de vista dele sobre determinados assuntos, mas não chego a ser tão radical como considerei certos posicionamentos do autor. É, sem sombra de dúvidas, um livro para ser relido outras vezes na vida, em diferentes situações. 







Literatura norte-americana
Título Original: The turn of the screw / Daisy Miller
Tradutores: Guilherme da Silva Braga e Henrique Guerra
Editora: L&PM Pocket 
Edição de: 2008
Páginas: 191 (e-book)

Sinopse: Em uma mansão no interior da Inglaterra, uma governanta é encarregada de cuidar de duas crianças órfãs. Apesar de Miles e Flora se comportarem bem, serem inteligentes e afetuosos, há um desconforto crescente no ar. Sobretudo depois que um misterioso e assustador estranho é visto nas redondezas, aparentemente procurando algo – ou alguém. A governanta terá então de lutar por seus pupilos, numa aterrorizante batalha contra o mal – uma batalha cujo desenlace será tanto mais terrível.

A volta do parafuso (1898) é uma história de fantasmas sutil e não-convencional. Tal como as grandes obras de arte, apresenta vários níveis de leitura e está aberta a diferentes interpretações: os fantasmas representam um perigo real para as crianças ou são meramente frutos da imaginação de uma mulher solitária e suscetível? O certo é que essa novela – uma das obras mais populares de Henry James (1843-1916) – provoca um suspense duradouro na alma do leitor.

Já em Daisy Miller (1879), um dos primeiros trabalhos do escritor norte-americano, o suspense fica a cargo do destino de Daisy, uma moça americana que, em uma viagem à tradicional Europa, paga um preço caro por sua espontaneidade, malvista pela sociedade local.

Trata-se de duas novelas exemplares do estilo jamesiano de narrar, mais atento às sutilezas psicológicas do que aos acontecimentos e preocupado em revelar aquilo que jaz por trás das aparências.





A leitura destas duas novelas foi interessante e ao mesmo tempo perturbadora. A Volta do Parafuso eu queria ler fazia alguns meses, mas só tomei a iniciativa de finalmente dar uma chance à leitura depois de assistir Os Órfãos e reconhecer a história nele. 

Percebi que o filme conseguiu transmitir a essência da história presente no livro, toda a loucura e sordidez, mas ainda assim não me preparou para o final... O filme possui um final em aberto, que nos faz questionar o que realmente aconteceu... O que era verdade e o que era loucura. Todavia, o livro não deixa as coisas tão em aberto assim. Não tive dúvidas do que se passou. E senti uma imensa revolta. Uma vontade desesperadora de impedir determinado personagem de fazer o que fez. Só de lembrar, volto a sentir a mesma raiva!

Já com Daisy Miller eu me senti um tanto perdida.rs Até agora não entendi qual era a intenção do autor. Nesta novela temos uma jovem disposta a quebrar todas as regras estabelecidas pela sociedade de sua época, mas se fosse apenas isso, tudo bem! Só que as coisas acontecem de uma forma que me fazem questionar a verdadeira intenção do autor, pois em vez de criar uma personagem a frente do seu tempo, que mostraria como a sociedade podia ser opressora, injusta e cruel... criou uma personagem extremamente louca, que se colocava em risco constantemente, das formas mais idiotas possíveis, chegando ao seu apogeu com aquele risco final. Não consegui torcer pela Daisy, simpatizar com ela... E eu poderia passar sem ter lido sua história...





Literatura brasileira
Editora: Ática
Edição de: 1996
Páginas: 152

Sinopse: Como se manter fiel ao juramento de amor feito no passado, diante de uma nova e ardorosa paixão? É o que se pergunta Augusto ao conhecer Carolina, a Moreninha. Uma resposta surpreendente será dada ao personagem nas páginas deste agradável livro de Joaquim Manuel de Macedo. Publicado em 1844, este é o primeiro romance da nossa literatura.






Embora reconheça a importância deste romance para a nossa literatura e tenha começado a lê-lo com esperanças de amá-lo (afinal de contas, tinha sido indicado por uma amiga que é fã da história), infelizmente é uma história que não funcionou para mim. Que me causou tédio e desgosto, além de um incômodo insistente ao longo de toda a leitura. 

Comecei a lê-lo em fevereiro deste ano e mesmo sendo um livro de menos de duzentas páginas, eu enrolei o quanto pude até concluí-lo, vindo a fazê-lo apenas em agosto. Pensei seriamente em optar por abandonar a leitura. Porém, não sou uma pessoa que goste de deixar as coisas inacabadas. A sensação de não finalizar algo me angustia, e quando acabo por abandonar um livro, isso me atormenta. Assim, foi pelo bem da minha saúde mental que li A Moreninha até o fim.rs 

Recomendo? Apenas por sua importância como o primeiro romance da nossa literatura. Como leitora, não o recomendaria pelo prazer de ler. Como disse, indico apenas por sua importância, mas a experiência de leitura não é agradável. Pelo menos, não foi para mim. Gosto é algo muito pessoal e é possível que o livro funcione para você e se torne um favorito. Só lendo para descobrir... :)







Literatura norte-americana
Título Original: Final Girls
Tradutor: Marcelo Hauck
Editora: Gutenberg
Edição de: 2017
Páginas: 427 (e-book)

Sinopse: "Ela corria por instinto. Um alerta inconsciente de que precisava continuar, independentemente do que acontecesse."

Há dez anos, a estudante universitária Quincy Carpenter viajou com seus melhores amigos e retornou sozinha, foi a única sobrevivente de um crime terrível. Num piscar de olhos, ela se viu pertencendo a um grupo do qual ninguém quer fazer parte: um grupo de garotas sobreviventes com histórias similares. Lisa, que perdeu nove amigas esfaqueadas na universidade; Sam, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava; e agora Quincy, que correu sangrando pelos bosques para escapar do homem a quem ela se refere apenas como Ele. As três jovens se esforçam para afastar seus pesadelos, e, com isso, permanecem longe uma da outra; apesar das tentativas da mídia, elas nunca se encontraram.

Um bloqueio na memória de Quincy não permite que ela se lembre dos acontecimentos daquela noite, e por causa disso a jovem seguiu em frente: é uma blogueira culinária de sucesso, tem um namorado amoroso e mantém uma forte amizade com Coop, o policial que salvou sua vida naquela noite. Até que um dia, Lisa, a primeira sobrevivente, é encontrada morta na banheira de sua casa com os pulsos cortados; e Sam, a outra garota, surge na porta de Quincy determinada a fazê-la reviver o passado, o que provocará consequências cada vez mais assustadoras. O que Sam realmente procura na história de vida de Quincy?

Quando novos detalhes sobre a morte de Lisa vem à tona, Quincy percebe que precisa se lembrar do que aconteceu naquela noite traumática se quiser as respostas para as verdades e mentiras de Sam, esquivar-se da polícia e dos repórteres insaciáveis. Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria.





Este é um livro que li por acaso, após recomendação da Amazon.rs Estava passeando pelo site quando esta história apareceu como sugestão. Como eu ainda estava assinando o Kindle Unlimited, resolvi dar uma chance. Confesso que foi uma experiência bem agradável. 

É aquele tipo de suspense que te prende desde a primeira página. Você quer saber o que se passou para que todos os amigos da protagonista fossem assassinados e ela conseguisse sobreviver. Torcemos para que a Quincy encontre todas as respostas escondidas no seu passado (pois o choque provocado pelas mortes brutais a fez perder a memória das horas de terror) ao mesmo tempo em que suspeitamos até mesmo dela e do que seria verdade ou mentira nas coisas que ela contava. 

Tive algumas suspeitas, mas nada me preparou para aquele final. Foi um golpe, um choque tremendo e apreciei ainda mais a leitura por conta disso.kkkkkk Gosto quando um livro me surpreende. Quando "quebro a cara" seguindo por um caminho para no fim descobrir que estava bem errada. 






Literatura francesa
Título Original: D' entre les morts
Tradutor: Fernando Scheibe
Editora: Vestígio
Edição de: 2016
Páginas: 192 

Sinopse: Encarregado por um antigo colega de seguir sua jovem e bela mulher, o detetive Flavières logo se vê perdidamente apaixonado pela moça. Essa impropriedade não o impede de investigar os temores de seu amigo Gévigne a respeito da esposa: suas ausências, seus mistérios, uma melancolia que a leva a olhar para as águas do Sena por horas a fio… Nenhum amante, nenhuma simulação, nenhuma doença. Apenas uma estranha relação com a bisavó, morta em circunstâncias terríveis e a quem a jovem Madeleine não chegou a conhecer… Um clássico de Pierre Boileau e Thomas Narcejac, especialistas na arte de conduzir a trama – e o leitor – até onde menos se espera.

Este instigante e sinistro roman noir foi adaptado por Alec Coppel e Samuel A. Taylor e filmado por Alfred Hitchcock em 1958. Um corpo que cai é considerado um dos melhores filmes de todos os tempos.





Foi por ouvir falar muito do filme (que ainda não tive a oportunidade de assistir) que eu resolvi ler este livro, sem ter muita ideia do que encontraria. E foi outra história que me surpreendeu bastante no final. Porque eu acreditei nos personagens.kkkkkkk... Acreditei em tudo que estava sendo contado e quando descobri que NÃO ERA nada daquilo, que eu estava apenas sendo enganada, foi um choque que me fez parar a leitura por alguns minutos para pensar. Assimilar o que estava acontecendo.kkkkkk 

Recomendo a leitura! É um livro curtinho e surpreendente. 


Então, esses foram os livros que li nos últimos três meses. Espero conseguir regular o meu ritmo de leitura para ler pelo menos mais uns dez dos livros que desejo ler ainda este ano!



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