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7 de setembro de 2021

Livros lidos e não resenhados - Julho e Agosto de 2021

 


Livro sobre livros
Editora: Sextante
Edição de: 2020
Páginas: 240
20ª leitura de 2021

Sinopse: “Espero que estas páginas sirvam para inspirar e incentivar você a compartilhar comigo a paixão pelos livros e pela leitura. Tenho certeza de que não vai se arrepender.” – Antonio Fagundes

Antonio Fagundes é um dos artistas mais queridos do Brasil. Este é o seu primeiro livro.

Leitor voraz, ele sempre falou com naturalidade sobre livros e a experiência de leitura. Não por acaso, muita gente vem pedir a ele sugestões de títulos e autores. A partir dessas experiências nasceu a ideia para este livro: uma reunião de histórias pessoais e recomendações de leituras, em diversos gêneros.

Fascinado por livros desde a infância, Antonio Fagundes conta, numa conversa informal, histórias deliciosas de sua vida de leitor. De quebra, indica mais de 150 títulos, para todos os gostos.

De ficção científica a histórias de amor, passando por história do Brasil, distopias e romances policiais, ele comenta suas impressões, seus autores preferidos, e suas leituras inesquecíveis.

Pode ter certeza: tem um livro aqui que você vai gostar.





Desde que assisti a novela Bom Sucesso e me encantei com o personagem Alberto, vivido por Antônio Fagundes, eu admiro ainda mais esse brilhante ator. Saber que não se tratava apenas de um papel, descobrir que ele sentia uma paixão como a do Alberto na vida real, que amava a literatura e nunca saía sem um livro, me fez vê-lo com ainda mais carinho e passei a segui-lo no Instagram, onde ele sempre fala de livros e lê poesia (sim, vocês sabem que amo poesia!). Me encantam as pessoas que amam os livros! Que têm por eles esse mesmo sentimento que carrego no coração, que se perdem entre os personagens e absorvem dos livros tudo de bom que têm a oferecer. Que aprendem com eles e incentivam outras pessoas a entrarem para esse universo tão mágico!

Claro que quando eu soube do lançamento do seu livro, no qual ele contaria um pouco de sua experiência como leitor e quais livros marcaram sua vida, eu já o coloquei na minha lista de desejados. E quando finalmente pude adquiri-lo (na verdade, eu ganhei de presente), decidi passá-lo na frente de outros livros e não me arrependi. Apreciei muito cada instante. Era uma conversa de leitor para leitora. E vocês sabem o quanto é maravilhoso falar de livros. E "ouvir" outra pessoa falando de histórias que já lemos e de outras que gostaríamos muito de ler. 

Algumas das histórias que ele leu eu também já li, mas a grande maioria não. Eu só ia adicionando livro após livro na minha lista de desejados.kkkkkk E vocês não têm ideia de como me senti quando ele falou da Floberla Espanca, a minha poetisa preferida de toda a vida. Ah, gente! Eu me emocionei tanto ao reler o poema "Vaidade". Os poemas da Flor falam muito comigo. 

É isso, queridos! Este é um livro que recomendo muito para aqueles que gostam de ler livros sobre livros, que gostam de acompanhar a experiência de leitura de outras pessoas. Eu amo, então, apreciei demais a leitura!






Literatura norte-americana
Título Original: Origin
Tradutor: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Edição de: 2017
Páginas: 432
Série Robert Langdon - Livro 5

21ª leitura de 2021

Sinopse: NÃO IMPORTA QUEM VOCÊ SEJA NEM NO QUE ACREDITE. TUDO ESTÁ PRESTES A MUDAR.

Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete abalar os alicerces de todas as religiões e mudar para sempre a face da ciência.

O anfitrião é o futurólogo e bilionário Edmond Kirsch, que se tornou conhecido por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. O brilhante ex-aluno de Langdon está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento, algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana: DE ONDE VIEMOS? PARA ONDE VAMOS?

Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.

Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.

Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo onisciente cujo poder parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.

Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.




Início da leitura: 06 de janeiro de 2020. Término: 18 de julho de 2021. 

Sim. Eu passei bem mais de um ano lendo este livro, algo que nunca aconteceu antes. Para falar a verdade, não foi exatamente lendo já que abandonei o livro em maio de 2020 (depois de meses tentando prosseguir) e só retomei a leitura em julho deste ano. 

Eu me obriguei a lê-lo. Não aceitava simplesmente abandonar um livro do Dan Brown, um dos meus autores favoritos, que sempre me fascinou com suas histórias, que eu indicava de olhos fechados. O mesmo autor dos maravilhosos O Código da Vinci, Anjos e Demônios, O Símbolo Perdido, Inferno e Fortaleza Digital (mencionando aqui todos os livros que li dele) não poderia me decepcionar tanto com Origem, cuja sinopse tanto tinha despertado meu interesse. Eu sabia que ele tocaria no tema "religião" mais uma vez, provavelmente de maneira mais polêmica do que em O Código da Vinci (se é que isso é possível!rs) e aguardava com ansiedade, imaginando que novas "revelações" chocantes ele faria.rs Eu já me divertia com antecedência, cheia de expectativas, por isso foi um balde de água fria iniciar a leitura e perceber que o livro não seria nada do que eu esperava. Muito pelo contrário!

Arrastado. Tedioso. Cheio de páginas desnecessárias. Assim é Origem, um livro que prometeu tanto e se tornou minha grande decepção como leitora e fã do autor. Robert Langdon, que protagonizou sua quinta aventura (ele é o protagonista de todas as histórias que mencionei acima, menos de Fortaleza Digital) se apresentou neste livro como um personagem "desgastado", lento, que não é nem sombra do grande personagem que eu tanto amo. Fiquei chocada com a apatia do Robert, com sua incapacidade para pensar como antes! Com a maneira como não conseguia realmente resolver coisa alguma, como passou O LIVRO INTEIRO sem fazer nada que valesse a pena. Foi frustrante ver meu personagem querido assim, tão longe do que sempre foi, tão diferente e acabado. Eu preferia não ter lido esta história. 

O livro, como eu disse, prometeu muito, mas não cumpriu o esperado. Tudo era muito fácil de adivinhar e o autor deu várias e várias voltas para parar no mesmo lugar. Criou cenas que só estavam ali para aumentar o número de páginas, que poderiam ser facilmente cortadas sem retirar o sentido da história. O final foi previsível, estava bastante claro desde antes da metade do livro. Eu terminei a leitura com tristeza por ter que avaliar de maneira desfavorável um livro de um autor favorito, que tantas vezes me encantou com suas tramas bem elaboradas, polêmicas e fascinantes. Fiquei muito decepcionada. Arrasada. Mas é óbvio que pretendo ler outros livros que ele vier a escrever. Um único livro decepcionante não apaga a bagagem imensamente positiva de histórias escritas por ele. E tenho aqui em casa uma outra história dele que é a única que ainda não li: Ponto de Impacto. Vou esperar passar um tempo, para eu esquecer um pouco a frustração que sinto e mergulhar nessa história. 



*Este tipo de post é dedicado aos livros que li em 2021 e por algum motivo não resenhei. O post anterior englobou todo o primeiro semestre, no qual deixei de resenhar três livros. Você pode conferir clicando aqui



30 de junho de 2021

Livros lidos e não resenhados - Primeiro semestre de 2021

 


Literatura Inglesa
Título Original: Wuthering Heights
Tradutor: Ciro Mioranza
Editora: Lafonte
Edição de: 2018
Páginas: 384

13ª leitura de 2021 (releitura)


Sinopse: Um amor proibido que sobrevive ao tempo e a morte, atormentando duas gerações. O Morro dos Ventos Uivantes é um livro intenso com personagens contraditórios. A paixão entra na história como combustível para um enredo recheado de suspense e drama. Adaptado para o cinema por diferentes diretores, o texto de Emily Bronte provoca o leitor o tempo todo com uma atmosfera de desejo onde sentimentos reprimidos, violência e ódio disputam cada linha com emoções delicadas. É uma perfeita tradução da natureza humana. Não espere um romance que provoque suspiros. Esse clássico da literatura inglesa foi feito para arrancar lágrimas.




Quem é que acompanha o blog Emoções à Flor da Pele e não sabe que O Morro dos Ventos Uivantes é minha obsessão???!!!rsrs É o livro que mais reli na vida (já perdi as contas) e venho tentando reler, pelo menos, uma vez a cada ano, em tradução e edição sempre diferentes das que já li. Eu coleciono edições desta história tão intensa e arrebatadora e, como já disse anteriormente, assim como Catherine diz que ela é o Heathcliff, digo que eu sou O morro dos ventos uivantes, tamanha a paixão que sinto por todo o universo presente no livro. Os personagens complexos, o clima, o passar pelas gerações, todo amor e ódio que saltam das linhas e se cravam em nós, nos marcando por dentro, tornando impossível esquecer a montanha-russa que é esta obra tão incrível da minha querida Emily Brontë. 

Todavia, necessito dizer que esta edição da editora Lafonte deixa a desejar. Páginas transparentes (tive que comprar o e-book da mesma edição para conseguir ler, pois no livro físico era muito difícil pra mim), erros bem perceptíveis (como a data de nascimento e a data da morte da autora) e alguns outros erros que aparentemente eram de revisão. O que gostei bastante foi da capa. 

O único motivo para eu não fazer a resenha desta releitura é que já fiz mais de uma resenha sobre a história aqui no blog.rs Já estou ansiosa para ler o livro de novo. E de novo. De novo....kkkkkkkkkk




Editora: Canção Nova
Edição de: 2017
Páginas: 128
17ª leitura de 2021


Sinopse: Este livro é uma preciosa oportunidade para você eliminar sofrimentos, desgostos e complicações de sua vida. Infelizmente, deixamos que os problemas do cotidiano, aliados a questões não resolvidas do passado, tornem a vida pesada e até mesmo triste. Mas não precisa ser assim. 

Sorrir pra vida é uma escolha. É a decisão de, com Deus, retomar o controle e eliminar o lixo emocional que nos torna fracos e doentes. Quando não varremos para longe de nós as ideias e sentimentos estragados que todos os dias entram em nosso íntimo e nos fazem mal, eles sabotam nossas chances de viver bem e ser feliz. 

Tudo o que está dentro de nós, pensamentos e sentimentos, interfere no modo como enfrentamos as dificuldades do dia a dia. Para não desperdiçarmos a vida, precisamos da força e sabedoria do Espírito Santo. 

Você verá que não precisa desistir de seus sonhos só porque as coisas não tomaram o rumo que você esperava. Independente de nossa vontade, a vida não acontece exatamente como planejamos.

Neste livro, você verá que há um jeito de reagir aos aborrecimentos e superá-los sem perder a paz, o bom humor e a alegria. Você encontrará, em cada página, respostas simples e práticas para dissipar as preocupações, o medo, e se libertar de tudo que tem roubado sua alegria de viver. 





Este é um livro sobre o qual não sei falar... Me surpreendeu tão positivamente! Significou tanto para mim em maio, quando eu estava vivendo um período de muita tristeza, de angústias e motivos para não sorrir... Minha edição do livro está toda coberta de marca texto!rsrs Eu marquei quase todas as páginas e usei muito post-it também. 

É um daqueles livros que quero levar para a vida. Reler quando sentir que preciso de forças para sorrir, que preciso de "ânimo", de reencontrar-me comigo mesma e com Deus. 

"Não esmoreça diante das dificuldades, senão elas ficam mais difíceis. Elas são como um inimigo que nos bate com mais força quando a gente abaixa a cabeça e ameaça desistir."

Quero ler todos os livros do autor! Espero que suas obras não me decepcionem em nenhum momento, como acabei me decepcionando com um livro do Augusto Cury. Mas penso positivo e acredito que aprenderei muito com os livros do Márcio Mendes. 






Literatura Infantojuvenil
Editora: Martins Fontes
Edição: 2010
Páginas: 260
19ª leitura de 2021

Sinopse: Matilda adorava ler. Passava horas na biblioteca, lendo um livro atrás do outro. Mas, quanto mais ela lia e aprendia, mais aumentavam seus problemas. Os pais viam televisão o tempo todo e achavam muito estranho uma menina gostar tanto de ler. A diretora da escola achava Matilda uma fingida, pois ela não acreditava que uma criança tão nova pudesse saber tantas coisas. A história de Matilda até que poderia ser triste. Mas Roald Dahl conta as coisas de um jeito tão absurdo e exagerado, inventa tantas travessuras e aventuras malucas, que tudo acaba ficando engraçado.





Matilda é aquele tipo de história leve para lermos quando tudo o que desejamos é relaxar. Quando queremos apenas sorrir e sonhar um pouco ao lado de um livro que não vá nos deixar em prantos. Isso não quer dizer que apenas coisas boas acontecem na história dessa pequena leitora, mas Matilda é uma menina tão forte e determinada que até nas piores situações nos faz rir com suas travessuras e suas pequenas "vinganças" contra os adultos que tentam torná-la triste (e nunca conseguem).

Filha de pais negligentes e que se sentem ofendidos por ela ser inteligente e gostar de livros, a menina se cria praticamente sozinha até os cinco anos de idade, o que acaba por fazê-la amadurecer rápido demais, transformando-a numa criança "adulta". Embora ela brincasse como outras crianças de sua idade, seu cérebro era muito avançado, seus pensamentos e forma de procurar soluções para lidar com injustiças eram maduros demais. E nem mesmo quando conhece a senhorita Mel, professora que percebe sua inteligência e a coloca sob sua proteção, Matilda deixa de estar por si mesma. 

Isso porque a senhorita Mel não era uma pessoa que conseguisse se impor diante de outras pessoas. Se alguém tentasse dominá-la, facilmente conseguiria. Na verdade, é Matilda quem precisa "salvar" a professora e não o inverso.rs São vários os temas "tristes" abordados nesta história aparentemente leve, mas o autor cria um universo de magia e exagero que torna as situações engraçadas, ainda que no fundo elas não sejam. 

Eu gostei muito do livro e quis adotar Matilda como filha!rs Apesar de já fazer bastante tempo que vi o filme pela última vez, achei várias situações bem parecidas com o livro, o que me faz considerar que a adaptação é bem fiel à história em sua essência. 


Além destes livros, eu também reli no primeiro semestre do ano O Sobrinho do Mago, de C. S. Lewis, livro que faz parte de As Crônicas de Nárnia. Pretendo reler todos os livros da série, pois até hoje eu não concluí a resenha e quero até o final do ano, se Deus quiser, publicar a resenha completa sobre os sete livros. 




20 de agosto de 2018

Fortaleza Digital - Dan Brown

(Título Original: Digital Fortress
Tradutor: Carlos Irineu da Costa
Editora: Sextante
Edição de: 2005)


Em Fortaleza Digital, Brown mergulha no intrigante universo dos serviços de informação e ambienta sua história na ultra-secreta e multibilionária NSA, a Agência de Segurança Nacional americana, mas poderosa do que a CIA ou qualquer organização de inteligência do mundo. 

Quando o supercomputador da NSA, até então considerado uma arma invencível para decodificar mensagens terroristas transmitidas pela Internet, se depara com m novo código que não pode ser quebrado, a agência recorre à sua mais brilhante criptógrafa,, a bela matemática Susan Fletcher. 

Presa numa teia de segredos e mentiras, sem saber em quem confiar, Susan precisa encontrar a chave do engenhoso código para evitar o maior desastre da história da inteligência americana e para salvar a sua vida e a do homem que ama.



Palavras de uma leitora...



- Eu li esta história pela primeira vez num dos momentos mais dolorosos da minha vida. Estava doente, não podia ir à escola, pois só vivia sentindo dores e fraca em cima da cama. Me angustia até mesmo lembrar daquela fase tão insuportável. Todavia, algo de bom aconteceu naquele período. Uma amiga, que era mãe do padrasto que eu tinha até então, me emprestou diversos livros. Ela sabia que eu amava ler e já tinha lido tudo o que possuía. Eu era uma adolescente ainda, que comprava seus livros com o dinheiro do lanche do colégio, e, portanto, tinha poucos. Assim, não teria como me distrair durante as inúmeras horas deitada... se não fosse por ela

Do Dan Brown ela me emprestou três livros: Anjos e Demônios, O Código da Vinci e Fortaleza Digital. Lembro como se fosse hoje de como fiquei chocada com as histórias.kkkkkkkk... Eu as devorei rapidamente, pouco me importando com meu próprio sofrimento, pois só queria pensar nos livros, em tudo o que acontecia neles. Nunca tinha lido algo do tipo e acredito que foi aí que começou meu grande interesse por thrillers. Penso que já conhecia o Sidney Sheldon (conheci os dois mais ou menos na mesma época, com alguns meses de diferença), mas o Dan Brown tem uma pegada diferente, algo mais voltado para o mistério, enigmas, essa coisa de decifrar as pistas antes que seja tarde demais... e no meio disso tudo acontecem diversas mortes, claro. É uma corrida contra o tempo em que vão caindo várias pessoas como peças de um jogo. E eu gosto de enigmas.rsrs

Por mais que tenha ficado fascinada com Anjos e Demônios e O Código da Vinci, que tenha ficado com o queixo caído e me perguntado se ele era louco para se atrever a mexer com a religião cristã daquela forma (sobretudo com o que ele diz no segundo livro), foi Fortaleza Digital que me pegou em cheio. Que me transportou para outro mundo, que me fez amar imensamente um livro de um gênero que não aprecio até hoje: o thriller tecnológico. Porque ainda que eu seja apaixonada por suspenses não gosto de histórias sobre tecnologia. Detesto qualquer enredo que traga algo do tipo... E não é que o Dan Brown me presenteou com a exceção à regra?rs

Sei que muita gente tem como livro preferido dele O Código da Vinci, um suspense muitíssimo polêmico, em que ele apresenta uma teoria sobre Jesus Cristo capaz de enfurecer muitos cristãos. Só que mesmo na época em que li, com meus quase dezesseis anos de idade, e sendo cristã não consegui ver nenhum absurdo em nada que ele escreveu. Era um livro de ficção e maravilhoso, por sinal.rsrs Nada ali poderia diminuir o meu amor por Jesus. Ainda que tudo no livro fosse verdade não lançaria mancha alguma sobre o preço que Ele pagou para que tivéssemos o direito de viver. Enfim... Porém, embora esse livro seja um dos meus preferidos, Fortaleza Digital continua ganhando. É provável que muita gente não o aprecie tanto quanto eu, mas não posso evitar o fascínio que tenho pela história e a forma como o autor amarrou tudo de uma forma a não deixar pontas soltas, surpreendendo e chocando. 

- Anos mais tarde eu adquiri esses três livros e outros do autor. Creio que o único lançado por ele e que ainda não tenho é o Origem. Aguardando a Black Friday.kkkkkkk... 

Agora, nove anos depois, não pude perder a oportunidade de reler o único suspense tecnológico que amo. De mergulhar de novo nesse mundo de informática, códigos, criptografia, computadores e gênios da matemática lutando para proteger um dos segredos mais bem guardados dos Estados Unidos. 

"Dizem que, quando chega a hora da morte, tudo se torna claro. Ensei Tankado sabia agora que isso era verdade. Quando caiu no chão com fortes dores, apertando o peito com a mão, percebeu a dimensão terrível do seu erro."

Embora fosse uma das vítimas do atentado terrível contra Hiroshima e Nagasaki, protagonizado pelos Estados Unidos, e que dizimou milhares de civis além de ter deixado diversos outros mutilados e com sérias sequelas como nascimento de filhos com má-formação e o desenvolvimento de câncer, Ensei Tankado não queria vingança. No início, ele jurou que um dia faria aquele país pagar pelo que tinha feito com sua família. Sua mãe faleceu logo após seu nascimento e foi privada da dor de ver o filho nascer com defeitos resultantes daquelas explosões. Seu pai, ao ver que o filho não era perfeito, o abandonou sem nem olhar para trás. Mas Ensei resolveu deixar no passado os acontecimentos que ele não poderia mudar...e seguiu em frente. 

Possuidor de uma inteligência bem acima do normal, Ensei conseguiu trilhar seu próprio caminho rumo ao sucesso. Até despertar o interesse da NSA, a Agência de Segurança Nacional mais importante dos Estados Unidos, o centro de inteligência do país, que controlava tudo dos bastidores. Era irônico que viesse a trabalhar justamente naquele lugar, mas não guardava ressentimentos. Tinha aprendido a perdoar e queria usar o seu talento para um grande bem. Só que ao longo do tempo ele descobre que a NSA era muito mais do que alegava e que poderia ser extremamente perigosa. 

Atormentado pela existência do TRANSLTR, o supercomputador da NSA, capaz de quebrar qualquer código em poucos minutos e invadir a privacidade de qualquer pessoa, lendo sua troca de e-mails, interceptando suas mensagens e sabendo cada um dos seus passos, Ensei Tankado se desentende com a organização e acaba sem emprego e desacreditado na comunidade da informática. Mas ele jura que seria capaz de criar um algoritmo inquebrável e inutilizar a máquina mais poderosa da NSA. Uma promessa que nenhum deles leva muito a sério... até ser tarde demais. Agora a maior crise de segurança está prestes a estourar e é necessário correr contra o tempo para localizar a chave capaz de desencriptar o Fortaleza Digital e impedir que o arquivo caia em domínio público, fazendo com que qualquer pessoa ficasse blindada contra a organização. 

Só que, com o passar do tempo, novos segredos são descobertos e de repente o Fortaleza Digital não é mais apenas uma forma de impedir o governo de invadir a privacidade das pessoas... ele se torna uma arma poderosa capaz de provocar sérios danos a nível mundial. Muitas vidas estariam em perigo se o programa atingisse seu real objetivo. 

Num jogo de inteligência e ambição, controlado por duas mentes brilhantes, Susan Fletcher, a matemática chefe do setor de Criptografia da NSA e David Becker, um professor universitário de línguas, demorarão a descobrir que são apenas duas peças manipuladas ao bel-prazer daqueles que estavam dispostos a fazer o que fosse para garantir os próprios interesses.

"Fundada pelo presidente Truman no primeiro minuto do dia 4 de novembro de 1952, a NSA foi a agência de inteligência mais clandestina do mundo durante quase 50 anos. A doutrina de sua fundação, descrita em sete páginas, especificava um objetivo muito bem definido: proteger as comunicações do governo dos Estados Unidos e interceptar as comunicações de forças estrangeiras."

- Nem tudo neste livro é ficção. A NSA realmente existe e muito do que o autor coloca na história é real. A organização permaneceu no anonimato durante um longo período de tempo até começar a protagonizar alguns escândalos e ficar na mira dos defensores dos direitos civis, que viam nela uma verdadeira afronta. Alguns anos atrás, pelo que recordo, houve um escândalo envolvendo a nossa ex-presidente, em que os Estados Unidos estariam espionando nosso país. Creio que foi algo assim. E enquanto relia esse livro eu me peguei lembrando dessas notícias.rsrs É incrível a quantidade de coisas que o autor mostra neste livro e olha que foi escrito em 1998. Fico me perguntando quão poderosa a NSA deve estar nos dias atuais...

"Qualquer coisa faria mais sentido do que a verdade. Sou um professor universitário em uma missão secreta."

- Só que assuntos assim nunca me interessaram e não é por isso que amo o livro. Não gosto de histórias sobre política e espionagem, conspirações e nada no estilo. Fujo desses temas, pois me deixam entediada.rs O livro do Dan Brown me conquistou pela maneira como ele aborda os assuntos, os capítulos curtos e cheios de ritmo, nos quais ele vai soltando a verdade aos poucos, ligando todos os pontos e passando a mensagem que ele quis transmitir de uma forma bem clara até mesmo para alguém como eu que não entende nada de informática e o controle que os países possam ter sobre as comunicações. É algo que eu sei que existe, pois não sou tão burra, mas que não sei como funciona. E o autor nos faz mergulhar nesse mundo, nos chocando e preocupando. Fazendo com que nos perguntemos até onde os governos podem ir no intuito de preservar a segurança mundial. Quantos limites eles não devem estar ultrapassando... Enfim... Quando descobrimos toda a verdade dentro da história, o que realmente estava acontecendo... ficamos de boca aberta. Tudo bem que dessa vez eu não fiquei, pois já conhecia o livro e não tinha esquecido de nada, mas da primeira vez que li realmente me surpreendi muito. Pessoas desequilibradas com poder demais nas mãos só poderia resultar num completo desastre mesmo. 

- Neste livro não temos o famoso professor Robert Langdon, protagonista da maior parte das obras do autor. Aqui os personagens principais são a Susan e o noivo dela, David. Ela trabalha na agência há muitos anos e é uma das mentes mais brilhantes do lugar, embora seja um tanto ingênua, sendo facilmente manipulada pelos outros. David, por sua vez, por mais que seja um "simples professor", como muitos o veem, acaba se mostrando alguém difícil de matar.rsrs Ele vive as cenas de mais adrenalina da história e parece possuir mais vidas que um gato. Gosto muito dele e da Susan, porque ainda que ela seja muito crédula sua inteligência é realmente impressionante. 

"Ele havia feito contato. A presa tinha sido tocada pela morte. Era outro jogo agora."

- Recomendo muito o livro aos fãs do autor e a quem gosta de um bom suspense. Sempre será um dos meus livros preferidos de toda a vida. Tenho muito carinho por essa história. Claro que não gosto do número de mortes que existe nela, mas pelo menos o autor não nos dá a chance de nos apegarmos aos personagens que estão ali apenas para serem eliminados. Não temos a oportunidade de criar laços com a maior parte desses personagens e isso é um alívio, sinceramente. Odeio quando o autor faz diferente... quando permite que nos identifiquemos com eles para depois arrancá-los da história como se nada! 



Esta foi minha escolha para o tema do mês do Desafio 12 Meses Literários. Como eu disse, aproveitei a desculpa que tinha para reler meu livro querido. :) Para "releitura" a pessoa tinha duas opções: reler um livro ou ler uma obra que fosse releitura de alguma história. Como aquelas histórias que são novas versões de clássicos, contos de fadas etc. 

1 de dezembro de 2017

Inferno - Dan Brown

(Título Original: Inferno
Tradutores: Fabiano Morais e Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro 
Edição de: 2013)


No meio da noite, o renomado simbologista Robert Langdon acorda de um pesadelo, num hospital. Desorientado e com um ferimento à bala na cabeça, ele não tem a menor ideia de como foi parar ali.

Ao olhar pela janela e reconhecer a silhueta do Palazzo Vecchio, em Florença, Langdon tem um choque. Ele nem se lembra de ter deixado os Estados Unidos. Na verdade, não tem nenhuma recordação das últimas 36 horas. 

Quando um novo atentado contra a sua vida acontece dentro do hospital, Langdon se vê obrigado a fugir e, para isso, conta apenas com a ajuda da jovem médica Sienna Brooks.

De posse de um macabro objeto que Sienna encontrou no paletó de Langdon, os dois têm que seguir uma série inquietante de códigos criada por uma mente brilhante, obcecada tanto pelo fim do mundo quanto por uma das maiores obras-primas literárias de todos os tempos: A Divina Comédia, de Dante Alighieri. 

Mais uma vez superando as expectativas, Dan Brown nos leva por uma viagem pela cultura, pela arte e pela literatura italianas - passando por lugares como a Galleria degli Uffizi, o Duomo de Florença e a Basílica de São Marcos. 

Inferno é uma leitura eletrizante e um convite a pensarmos no papel da ciência para o futuro da humanidade. 




Palavras de uma leitora...



- Com uma sinopse tão completa, não há a menor necessidade de eu fazer um resumo da história, não é mesmo? 

Ouvi falar de Inferno pela primeira vez há uns quatro anos, creio. Mais ou menos na época de seu lançamento. Tinha uma colega de curso que era fanática pelo autor e assim que o livro foi lançado ela o comprou e devorou. Disse que era maravilhoso e me deixou morrendo de vontade de lê-lo. Mas eu ainda precisava ler outros livros do Dan Brown antes deste e, além disso, minha lista de leituras estava recheada de livros que eu necessitava ler urgentemente. Então... Inferno definitivamente teria que esperar. 

"Rogo que a humanidade entenda o presente que deixo.
 Meu presente é o futuro.
 Meu presente é a salvação.
 Meu presente é o Inferno." 

- Belas palavras, não? Fiquei até emocionada com o trecho acima!rsrs A história já começa com um prólogo instigante e assustador. Conhecemos um personagem que se autointitula Sombra e que criou alguma coisa extremamente perigosa e letal. Já ouviram a expressão "viver o inferno na Terra"? Parecia ser algo assim que ele pretendia. Sua criação traria o tormento à humanidade e... a morte. 

"Uma mulher com o rosto coberto por um véu
 Robert Langdon olhava para ela do outro lado de um rio cujas águas agitadas corriam vermelhas, tingidas de sangue. Trazia na mão uma faixa azul, uma tainia, que ergueu em homenagem ao mar de cadáveres aos seus pés. O cheiro da morte pairava por toda parte. 
Busca, sussurrou a mulher. E encontrarás."

- É após um pesadelo assim que Robert desperta num hospital desconhecido, com um ferimento à bala na cabeça sem ter a menor ideia do que lhe aconteceu e o que estava fazendo naquele lugar. Porque tudo o que ele sabia é que estava seguindo sua vida normal nos Estados Unidos e, de uma hora para outra, apareceu num hospital na Itália. Como diabos tinha ido para lá?! E, o mais perturbador, por que alguém tentaria matá-lo?

Tentando encontrar respostas numa mente que recusava-se a recordar qualquer coisa que tivesse acontecido nas últimas horas, Robert mal poderia imaginar que sofreria outro atentado antes mesmo de colocar os pés para fora daquele hospital. Depois de ver o médico que tentou protegê-lo ser brutalmente assassinado, consegue escapar por um triz graças à ajuda de uma médica, Sienna Brooks, que o guia para fora do hospital e para longe da assassina que não parecia disposta a parar até que o executasse. 

"Aqui, neste palácio afundado, o Inferno fumega sob as águas. 
 Logo explodirá em chamas. 
 E, quando isso acontecer, nada na Terra será capaz de detê-lo"

- Sem imaginar que possa ter alguma ligação com o terrorista que criara Inferno e sem ter sequer ideia da existência de tal pessoa ou criação, Robert escapa com Sienna e busca a ajuda do Consulado para voltar para o seu país e entender o que se passava. Todavia, logo após entrar em contato com o Consulado e ouvir a pessoa do outro lado dizer que logo mandaria ajuda é encontrado pela assassina que tentou matá-lo no hospital e não só isso... um grupo de soldados agora também está em seu encalço, disposto a tudo para capturá-lo e matá-lo. O que ele tinha feito? Que crime cometera para que seu próprio país o traísse e enviasse homens para eliminá-lo? Sem memória, sentia-se no vazio, em total escuridão. 

Mas, ao encontrar um misterioso objeto escondido em seu paletó, começa a juntar as peças daquele quebra-cabeça e entender que não estava sendo caçado porque fizera algo de errado e sim porque estava tentando impedir uma catástrofe. 

Mesmo com amnésia e sem saber como fora envolvido naquela confusão assustadora, Robert percebe que precisa correr contra o tempo e desvendar códigos inspirados em A Divina Comédia de Dante para impedir a morte de, pelo menos, metade da humanidade. Se falhasse... o mundo inteiro estaria perdido. 

"- Qualquer biólogo ou estatístico ambiental lhe dirá que a maior chance de sobrevivência a longo prazo para a humanidade acontece com uma população global de cerca de quatro bilhões de habitantes. 
- Quatro bilhões? - repetiu Elizabeth. - Nós já estamos em sete bilhões, então é um pouco tarde para isso.
Os olhos verdes do homem se incendiaram quando ele perguntou:
- Será?"

- Definitivamente já li livros mais assustadores do Dan Brown. Anjos e Demônios é um ótimo exemplo. Tem uma quantidade suficiente de mortes macabras para nos fazer ter pesadelos por um ano.rsrs Todavia, Inferno apavora não por conta de mortes que ocorrem ao longo do livro, mas sim da possibilidade de um massacre causado por uma peste, ao estilo da Peste Negra, só que criada pelo homem, de modo proposital, com a clara intenção de eliminar metade da população humana, pois esse indivíduo acredita com toda sua alma que se não sacrificar bilhões de pessoas a espécie humana entrará em extinção. Ele, então, opta pelo menor dos males. Assustador, não é mesmo? Isso realmente me causou um imenso pânico, não pelo livro em si, mas porque ele me fez pensar no que aconteceria com este mundo, com toda a Humanidade, se os cientistas e outros gênios que descobrem curas para doenças, criam vacinas e medicamentos de repente se voltassem contra todos nós e fizessem o completo oposto. E as tecnologias? O que seria do mundo se determinados avanços tecnológicos parassem nas mãos erradas? Tememos as bombas nucleares. Mas, a verdade, é que elas são apenas um dos males. Existem outros. 

"Não fazer nada é o mesmo que acolher o Inferno de Dante... amontoados e famintos, chafurdando em Pecado. 
Por isso tive coragem de tomar uma atitude. 
Alguns se encolherão de horror, mas toda salvação tem seu preço. 
Um dia o mundo irá entender a beleza do meu sacrifício."

- Antes de ler esta história eu já tinha ouvido falar de Dante e o Inferno dele muitas vezes. Sempre alguém mencionava que tal coisa era dantesca ou fazia alguma outra referência ao autor. Da mesma forma, sabia da existência de um livro muito famoso chamado A Divina Comédia. Mas eu não fazia a menor ideia que A Divina Comédia na verdade era uma trilogia e que o tal Inferno de Dante era o primeiro livro dela.kkkkkkkkk... Era realmente bem ignorante nesse aspecto. Agora, depois de tantas referências a esta trilogia no livro do Dan Brown, terei que incluir a história na minha lista de futuras leituras. Só que provavelmente passarei um ano inteiro só lendo-a já que, pelo que entendi, a trilogia é enorme. Boa sorte para mim!rs

- O vilão desta história, o tal criador da peste capaz de provocar um massacre incontrolável, era obcecado por esta trilogia de Dante. E, dono de uma mente brilhante como poucas, criou vários códigos que conduziriam a pessoa até o local onde sua criação estava escondida, bem como era também a base da sua própria obra. Achei fascinante a maneira como tudo tinha relação com a obra de Dante. A maneira como mesmo ao planejar algo monstruoso, o tal Sombra foi poético, astuto, culto, não deixando nenhum ponto solto e criando beleza e pavor em torno da sua criação. Era realmente um gênio. Que usou seus talentos para o mal, infelizmente. 

"A verdade só pode ser vislumbrada através dos olhos da morte."

- Achei o livro fascinante e apavorante, não posso negar. É profundamente envolvente e me deixou realmente assustada. Como eu disse, o livro não é recheado de mortes e sangue. Passa bem longe disso. É o potencial que causa medo. O que cria a atmosfera de terror é a ameaça que a tal peste representava. E isso fez com que o meu pavor fosse real, que eu o trouxesse para fora do livro. Enfim... Não irei dormir bem pelos próximos dias.kkkkk... Ainda não tive pesadelos com a história, mas é só uma questão de tempo.rs

"[...] o fim da nossa raça está chegando. E depressa. O mundo não vai acabar com fogo, enxofre, apocalipse ou uma guerra nuclear... vai acabar com um colapso absoluto em decorrência da quantidade de pessoas no planeta. A matemática é indiscutível."

- Por isso que prefiro meus amados livrinhos de romances! Quando uma pessoa lê algo como o trecho acima ela não tem como ficar muito tranquila. Este livro perturba a gente. Tirou a minha paz durante toda a leitura.kkkkkkkk... Já tenho tantas coisas com as quais me preocupar que me parece pura loucura e masoquismo ler algo que me provocará uma nova preocupação. Ah, Dan Brown! Volte a escrever algo como O Código da Vinci, por favor!kkkkkkkkkk... Não toque em assuntos terríveis como guerra, terrorismo, bombas, doenças criadas pelo homem ou superpopulação da Terra capaz de extinguir a espécie humana! Por favor, tenha piedade da minha saúde mental!rs

"A negação é um elemento essencial do mecanismo de defesa humano. Sem ela, todas as manhãs acordaríamos apavorados só de pensar em todas as maneiras como poderíamos morrer."

- Eu gostei muito do livro, apesar de tudo.rs É uma história brilhante, que não deixa pontos soltos. Dá para notar que, como sempre, o autor fez uma pesquisa incrível que tornou toda sua história possível. Dá para imaginar que tudo que aconteceu no livro poderia sim acontecer na vida real e foi isso que tanto me perturbou. E o autor ainda provocou reviravoltas que me deixaram tonta e com cara de "como assim???!!". Todavia, não é o melhor livro dele. É fascinante, maravilhoso, mas eu sempre tenho como ponto alto Anjos e Demônios e O Código da Vinci. Um livro dele só vai receber 5 estrelas e passagem para os meus preferidos quando atingir o nível desses dois livros. O único que conseguiu isso até agora foi Fortaleza Digital que, só para vocês saberem, é a minha história preferida do autor. :) A curiosidade é que Fortaleza Digital nem é protagonizado pelo Robert Langdon. Mas é um dos melhores livros que já li na vida! 

"O fim vai chegar de forma muito abrupta. Não vai ser como um carro cujo combustível vai acabando aos poucos... vai ser como despencar de um precipício." 





Inferno foi minha escolha para o tema do mês de novembro do Desafio 12 Meses Literários. O tema era ler um Best-Seller. Vocês não fazem ideia de como tive que correr para conseguir terminar este livro a tempo!kkkkkkk... Eu estava lendo a segunda parte de O Resgate no Mar - Diana Gabaldon e fui obrigada a interromper a leitura para ler Inferno. Quando comecei já era quase final do mês. Não tenho tido muito tempo para ler e chegou o dia 30 de novembro e ainda faltavam quase duzentas páginas. Tive que voar com a leitura e terminei faltando cerca de alguns segundos para meia-noite. Me senti a Cinderela dos livros.kkkkkkk... 


Bjs!

8 de dezembro de 2015

O Símbolo Perdido - Dan Brown

(Título original: The Lost Symbol
Tradutora: Fernanda Abreu
Editora: Sextante
Edição de: 2010)

Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. 

Em O Símbolo Perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. 

Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.

Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian.

Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. 

O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está.


Palavras de uma leitora...


- Sim, vocês não estão enganados. Esse texto enorme logo acima é a sinopse da história. O que vem escrito na contracapa do livro. Portanto, não há a menor necessidade de eu fazer um resumo, certo?rsrs Seria repetir o que a sinopse já deixou bem explicado. O resumo está bem completo, por isso partirei logo para a minha opinião sobre a história. :)

"O conhecimento é uma ferramenta e, como todas as ferramentas, seu impacto está nas mãos do usuário."

- Uma grande verdade, não é mesmo? Antes de ler O Símbolo Perdido, eu já tinha lido três outros livros do autor: Anjos e Demônios, O Código da Vinci e Fortaleza Digital. Os dois primeiros, protagonizados por Robert Langdon, protagonista também deste livro. E uma coisa que aprendi é que as histórias do Dan Brown nunca são simples. São livros que não dá para você ler "na correria" sem estar atento aos menores detalhes que podem fazer uma grande diferença para a mensagem que ele realmente quer passar, a reflexão que ele quer que façamos. São sempre suspenses de tirar o fôlego, com códigos que precisam ser desvendados urgentemente antes que acontecimentos de proporções gigantescas ocorram, cheios de assassinatos que gelam nosso sangue, com assassinos que possuem a mente para lá de perturbada... mas são também livros que têm como temas centrais assuntos polêmicos, que mexem com nossas ideias, crenças, religião... que batem de frente com nossa fé e nos fazem refletir muito durante e após a leitura. E creio que é exatamente por isso que sou fã do autor, que adoro seus livros.rsrs... Ao longo da vida, aprendi a ter a mente aberta, a reconhecer que estou num constante processo de crescimento e que aprendemos dia após dia, ano após ano e assim por diante... Não somos os donos da verdade. Não sabemos tudo e, sinceramente, jamais saberemos. Reconheço que nada sei, mas jamais desistirei de aprender. Ler os livros do Dan Brown com a mente fechada é uma total perda de tempo, na minha opinião. O Símbolo Perdido pode ser "precioso", recheado de necessárias lições quando realmente o lemos. Sem pré-conceitos. 

"[...] uma única palavra, quando mal compreendida, é capaz de reescrever a história."

- Durante a leitura cansei de me perguntar se o Robert Langdon possui várias vidas. E quantas ele já terá desperdiçado.kkkkkk... Nos livros anteriores, a morte parecia persegui-lo, mas nada comparado ao que ele teve que enfrentar neste livro. Meu coração quase parou em determinada cena. O choque foi enorme. E eu realmente não fazia ideia de como aquela situação poderia ser consertada

"Alguém ouve nossas preces? Existe vida após a morte? Os seres humanos têm alma? De forma inacredtiável, Katherine havia respondido a todas essas perguntas e a outras também. Respostas científicas. Conclusivas. Usando métodos irrefutáveis. Até mesmo os mais céticos ficariam convencidos pelos resultados de suas experiências. Caso essas informações fossem publicadas e divulgadas, uma mudança fundamental iria se iniciar na consciência humana. Eles começarão a encontrar o caminho. A última missão de Mal'akh naquela noite [...] era garantir que isso não acontecesse."

- De um lado, uma cientista brilhante, dedicada a um estudo secreto, envolvendo ciência noética, que tem o poder de provocar uma grande transformação na forma como encaramos o mundo, o potencial da mente e a vida após a morte. De outro... um assassino cruel, extremamente perigoso e descontrolado, disposto a fazer o que for preciso para destruir a pesquisa de Katherine e... toda a sua família. E Katherine terá que usar toda a sua inteligência e força de vontade para escapar da morte que há anos ele vem reservando para ela. 

"Há aqueles que criam... e aqueles que destroem."

- Não foi difícil para mim descobrir certos "segredos" da história. Embora tenha se passado mais ou menos seis anos desde que li um livro do autor, ainda me lembro de suas histórias e sei o quanto ele aprecia colocar determinadas situações em seus livros.rs Por isso, muito antes do autor revelar um segredo impactante, eu já sabia o que era.kkkkkkk... Não me surpreendi. Mas isso não diminuiu de modo algum o peso de tal revelação. Por mais comum que isso já tenha se tornado neste mundo em que vivemos, ainda fico chocada quando me deparo com histórias em que coisas assim ocorram. É difícil de aceitar. E é muito triste. 

"A ciência atual não estava propriamente fazendo 'descobertas', mas sim 'redescobertas'. Era como se a humanidade um dia tivesse compreendido a verdadeira natureza do Universo, mas a houvesse deixado escapar... e cair no esquecimento."

- Há livros que nos fazem perder tempo... mas há também livros que nos acrescentam, que nos fazem ganhar tempo. O Símbolo Perdido se encaixa na segunda categoria. Como eu disse no início, apenas se lido com a mente aberta. E eu recomendo muito a história para quem já conhece as obras do autor, já está acostumado com suas histórias e sua "ousadia". E também recomendo para todos que querem ler um bom livro, que envolva suspense, mistérios, códigos, símbolos, ciência, religião... 

"Às vezes uma lenda que dura muitos séculos... tem um motivo para durar."


- Gostaria muito de colocar o trecho da página final da história aqui. Mas não vou colocar porque seria "falar demais".kkkkkk... É um dos meus trechos preferidos da história. E é também uma verdade que insistimos em esquecer...

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