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23 de fevereiro de 2020

A Iniciação (Círculo Secreto) - L. J. Smith

Literatura norte-americana
Título Original: The Initiation - The Secret Circle
Tradutora: Ryta Vinagre
Editora: Galera Record
Edição de: 2011
Páginas: 256
10ª leitura de 2020

Trilogia Círculo Secreto - Livro 1

*Lido no Kindle Unlimited
Sinopse: A Iniciação é o livro que deu origem à série de TV Secret Circle! A história começa quando Cassie se muda da Califórnia para New Salem, depois de passar as férias em Cape Cod, e começa a se sentir estranhamente atraída pelo grupo de jovens que domina sua nova escola. Cassie logo é iniciada no Círculo Secreto, uma irmandade de bruxas que controla a cidade há séculos, numa aventura ao mesmo tempo fascinante e mortal. Ao se apaixonar pelo sombrio Adam, será preciso escolher entre resistir à tentação ou lutar contra forças obscuras para conseguir o que deseja - mesmo que um simples passo em falso possa significar a sua destruição.
Primeiro volume da trilogia Círculo Secreto, de L.J. Smith, a criadora do fenômeno mundial e best seller do New York Times, Diários do vampiro que deu origem à série de TV da Warner Vampire Diaries.




Esta leitura é a prova de que não aprendi nada com Diários do Vampiro. Que sou uma baita de uma estúpida!rs

Vamos recapitular?! Em 2010, ano de criação do blog, eu li a trilogia Diários do Vampiro (Sim! TRILOGIA!) que foi originalmente publicada em 1991 e não seria mais que isso: uma história composta por três livros: O Despertar, O Confronto e A Fúria. Como o terceiro livro terminou de uma maneira que deixou muitos fãs em prantos e revoltados, a autora resolveu "fechar" a história escrevendo um quarto livro, "Reunião Sombria", publicado em 1992. Terminava ali. Ponto final. Certo?! Errado! Em 2009, quase vinte anos depois de encerrar a história, a autora veio com a novidade de "Diários do Vampiro: O Retorno" que contaria com mais três livros. E depois só desandou (na minha opinião, pois existe muita gente que gosta do fato de existirem "dois mil" livros da série): uma outra autora que, pelo que entendi, foi contratada pela própria L. J. Smith (ou pela editora, provavelmente), deu continuação à série, escrevendo diversos outros livros.

Eu não sou como muitos fãs que quanto mais livros surgirem melhor (mesmo que escritos 50 anos depois). Eu não gosto disso. Quando um autor diz que encerrou uma série eu quero que isso seja verdade. Não gosto que uma história seja reaberta séculos depois, pois geralmente os autores modificam muita coisa que os leitores já davam como certo, eles desconstroem toda a ideia deixada pelo encerramento original da história. Por isso, sempre que vejo que um autor decidiu continuar uma história concluída milênios antes, fico com um pé atrás e muito desanimada. Mas esta sou eu. É minha esquisitice de leitora. Ninguém precisa pensar igual.rs

Mas foi justamente esta minha "esquisitice" que me fez encerrar Diários do Vampiro do jeito que a história terminava lá em 1992, quando eu nem sequer existia (sou de 1994): com o quarto livro, Reunião Sombria. Li a trilogia em 2010. E em 2016 li Reunião Sombria, deixando claro que parava ali para mim. Não li as centenas de continuações. E nem vou ler. Assim, também perdi a vontade de ler outras histórias da autora. Até perder o juízo esta semana.rs

1 de novembro de 2018

Ladrão de Almas - Alma Katsu

(Título Original: The taker
Tradutora: Ana Paula Doherty
Editora: Novo Conceito
Edição de: 2012)


No turno da noite de um hospital no estado do Maine, o Dr. Luke Findley espera ter outra noite tranquila com lesões causadas pelo frio extremo e ocasionais brigas domésticas. Mas, no momento em que Lanore Mcllvrae - Lanny - entra no pronto-socorro, muda a vida dele para sempre. Uma mulher com passado e segredos misteriosos, Lanny não é como as outras pessoas que Luke conheceu. E Luke fica, inexplicavelmente, atraído por ela... mesmo sendo suspeita de assassinato. E conforme Lanny conta sua história, uma história de amor e uma traição consumada que ultrapassam tempo e mortalidade, Luke se vê totalmente seduzido. 

Seu relato começa na virada do século 19 na mesma cidadezinha de St. Andrew, quando ainda era um templo puritano. Consumida, quando criança, pelo amor que sentia pelo filho do fundador da cidade, Jonathan, Lanny fará qualquer coisa para ficar com ele para sempre. Mas o preço que ela tem de pagar é alto - um laço imortal que a prende a um terrível destino por toda a eternidade. E agora, dois séculos depois, a chave para sua cura e salvação depende totalmente de seu passado. 

De um lado um romance histórico, de outro uma narrativa sobrenatural, Ladrão de Almas é uma história inesquecível sobre o poder do amor incondicional, não apenas para elevá-lo e sustentá-lo, mas também para cegar e destruir. E revela como cada um de nós é responsável por encontrar o próprio caminho para a redenção. 



Palavras de uma leitora... 



- Ontem foi o Dia das Bruxas e fazia parte dos meus planos publicar a resenha antes da meia-noite, mas só terminei a leitura bem tarde e tive que adiar a resenha para hoje. Todavia, a verdade é que gostaria de não escrever nada. Do mesmo modo que queria não ter lido este livro macabro. 

Não tenho estômago para este tipo de história: tão perversa... tão insuportável. É uma história que só me fez mal e já adianto que nem quero saber de sua continuação! Embora, até onde sei, seja uma trilogia, me basta o primeiro livro. Dispenso o resto. 

- Ganhei este livro no final de 2012, num amigo oculto. Ele veio com aquela etiqueta da Saraiva que permitia a troca por outro no prazo de 30 dias. Percebo agora que deveria ter trocado!rs Mas na época, embora tenha ficado com medo do ar sombrio da capa e título resolvi guardá-lo até ter coragem de lê-lo. E, seis anos mais tarde, achei que tinha chegado o momento e o enfiei na lista do Desafio 12 Meses Literários. Programei a leitura para o mês das bruxas mesmo sem saber o que de sobrenatural existia na história. Tudo o que eu sabia é que tinha imortalidade, mas não sabia se os personagens eram vampiros, lobisomens, bruxos etc. 

Se vocês iniciarem a leitura deste livro acreditando que trata-se de um romance histórico e sobrenatural irão se decepcionar terrivelmente. É uma história meio de época sim (sendo intercalados acontecimentos do presente com cenas do século XIX, bem como do século XIV) e a alquimia, bem como a magia negra se fazem muito presentes. E tem essa questão da imortalidade, que dá o tom sobrenatural ao livro. Mas o romance? Aquele romance de amor? Esqueçam! Todo o amor presente nesta história é doentio. Abusivo. Repugnante. Letal. Jamais em suas vidas queiram ser o objeto de amor de um demônio. Este livro mostra o lado mais perverso da natureza humana e como um sentimento aparentemente capaz de despertar apenas o bem pode ter um lado sombrio... um lado destruidor. Mas a verdade é que não considerei o sentimento que tomava conta dos personagens como amor. Era a mais completa obsessão, isso sim. 

Só para deixar registrado: esta resenha poderá conter spoilers. É uma grande possibilidade. 

- A história começa no século XXI quando um médico é surpreendido por algo fora do comum, naquela pequena cidade do interior: uma moça foi levada até o hospital para que ele verificasse se ela estava ferida. Nada tão absurdo assim se não fosse pelo fato de ela ser suspeita de um assassinato brutal, que confessara. Sua roupa ainda estava suja com o sangue de sua vítima e algo assim jamais tinha acontecido naquele lugar. E o que já era ruim piora quando ele é deixado a sós com a prisioneira, para os procedimentos de praxe. Se não bastasse todo o estresse que estava passando em sua própria vida, com a morte dos pais, o divórcio e a ida de suas filhas com a mãe para longe, ainda existia aquela sensação... de conhecer a jovem assassina de algum lugar, embora não soubesse de onde. 

Lanore, ou simplesmente Lanny como era chamada pelo homem a quem acreditava amar, passou a vida quase toda sem confiar em ninguém. Sem poder dividir seu grande segredo com qualquer outra pessoa até conhecer Luke, o médico que a atendia. Sem pensar muito a respeito ela resolveu confessar a ele toda a verdade e buscar a sua ajuda para fugir do país. Precisava fazê-lo entender que Jonathan desejara a morte... que as sucessivas facadas eram a maneira que ela tinha para se redimir... para consertar um erro muito antigo. Com a morte liberava Jonathan de uma eternidade de sofrimento. De uma eternidade de... vazio e arrependimento. 

No início, Luke não acreditara em nada do que Lanny dizia. Era muito conveniente dizer que o homem cujo corpo estava abandonado na floresta desejara morrer, que foi uma espécie de suicídio. Mas alguém que quisesse se matar escolheria outros métodos. Não iria querer ser esfaqueado até a morte. Mas quando Lanny corta a si mesma na frente de Luke, na tentativa de lhe provar o impossível, ele finalmente é forçado a enxergar que existiam coisas no mundo que nem a ciência poderia explicar. Que existia muito mais entre o Céu e o inferno do que algum ser humano um dia seria capaz de entender. E uma delas era o fato de Lanny poder provocar ferimentos sérios em si mesma e tê-los cicatrizados em instantes. Porque a mortalidade há muito deixara de ser uma preocupação. No dia em que foi transformada e perdeu sua alma para sempre. 

Mesmo achando que tinha enlouquecido, que existia algo de muito errado com sua cabeça, Luke acaba ajudando a prisioneira a fugir e durante sua viagem até o Canadá conhece, através das memórias dela, um passado de muito sofrimento e depravação. Um passado de decadência e mortes... de tortura... de pesadelos que jamais a abandonariam. Eles voltam, pelas lembranças dela, ao século XIX quando tudo começou... embora a pessoa responsável pela sua grande ruína já existisse desde o século XIV, apenas aguardando, pacientemente, o momento em que seus caminhos se cruzariam. O demônio existia. Belo e sedutor e mais cruel do que qualquer ser humano poderia ser capaz de imaginar...

- Quando a história começou eu não fazia muita ideia do que realmente se tratava. Do "alto" do meu conhecimento de histórias sobrenaturais (algumas poucas experiências com romances sobre vampiros, lobisomens, bruxos e alguns outros livrinhos fora do comum) acreditava que era um romance. Que ainda que existisse crueldade e obstáculos no caminho dos protagonistas, existiria amor. Que mesmo um personagem anti-herói seria capaz de encontrar seu lado bom e proteger a amada de tudo e todos, mas não. O livro passa bem longe disso. Como eu disse, todo e qualquer "amor" nesta história é doentio. De uma forma... ainda sinto náuseas. Aquela sensação sufocante de quando estava lendo. 

Comecemos pela história entre a Lanore e o Jonathan que se tornaram inseparáveis quando ela estava com doze e ele com quatorze anos. Embora ela pertencesse a uma família humilde e ele fosse o filho do homem mais importante da pequena cidade onde nasceram, se deixava iludir, acreditando que um dia Jonathan perceberia que tinham nascido um para o outro, que sempre estariam juntos. Conforme nós leitores conhecíamos o caráter desprezível do personagem percebíamos que a mocinha estava apenas se enganando. E que pagaria caro por confiar tão cegamente no amor de alguém que sabia que era fraco e jamais na vida consideraria largar a vida boa por ela. Deveria ter servido como exemplo a história dele com Sophia, uma jovenzinha casada que se apaixonou por ele e engravidou, sendo abandonada quando mais precisava daquele que dizia amá-la. Sabendo que estava perdida por ter engravidado de outro numa cidade tão pequena e puritana e estando com o coração partido por Jonathan não ter ficado ao seu lado, a moça se suicidou. Uma cena bem chocante, sobretudo porque a protagonista do livro teve uma participação indireta nisso. Quando falo de obsessão... não estou brincando. Tudo começou ali, ainda na pequena cidade, quando Lanore deixou-se tomar tão completamente pelo suposto amor por aquele homem, cometendo o pecado que uma amiga tinha dito para ela nunca cometer: trair outra mulher por causa de um homem. Que homem algum merecia algo assim, que as mulheres deveriam estar unidas e não trair umas às outras. Mas Lanore não quis ouvir. Cega por sua raiva, por seu ciúme, participou indiretamente da morte de Sophia e ali começou a perder sua alma. Bem antes de Adair aparecer em sua vida. 

Mas o castigo não demorou a vir... do mesmo modo que ocorreu com Sophia, Lanore se viu de repente grávida e abandonada por ele... que no mesmo dia em que ela revelou sua gravidez ele contou que estava noivo de outra e diante dela beijou a escolhida de seus pais, anunciando para a cidade o feliz acontecimento. Destroçada, sem saber o que fazer e tendo Sophia todo tempo invadindo sua mente, a mocinha chegou a considerar acabar com tudo da mesma forma, mas não tinha a mesma força... não conseguiria fazer algo assim. Ainda mais porque, independente de qualquer traição da parte dele, o bebê que carregava em seu ventre era tudo o que lhe restaria de sua história com Jonathan. Porém, ao contar a verdade aos pais, se viu ainda mais desamparada. Expulsa por eles, foi enviada para Boston, onde deveria permanecer presa num convento até o nascimento da criança... que seria arrancada de seus braços e entregue a alguma família católica, para "remissão" dos pecados da mãe. 

Sozinha num lugar desconhecido, pois nunca tinha saído de sua cidade natal, a única certeza que Lanore tinha é que não poderia permitir que a levassem para aquele convento, que lhe arrancassem seu filho. Por isso, decidiu abandonar o navio no qual aguardava aqueles que a aprisionariam e caminhou pelas ruas de Boston, disposta a encontrar um lugar para ficar, embora não fizesse ideia de como sobreviveria, do que faria de sua vida. Foi quando eles apareceram... tão elegantes, tão simpáticos. Os heróis dispostos a resgatarem uma mocinha perdida e assustada. E por que não confiar neles se pareciam tão bondosos? Além disso, aqueles dois jovens estavam acompanhados por uma mulher. Não deveria existir perigo. Poderia passar apenas uma noite hospedada na casa deles ou do anfitrião que daria a festa para a qual eles se dirigiam quando a encontraram. Tudo estaria bem, tentou acreditar. Mas no fundo do seu coração sabia que algo muito ruim aconteceria. Que nada jamais seria igual. 

- O que vocês acham que é o inferno? Eu não sei bem. Imagino que seja um lugar de muita dor, onde nossos piores medos estão vivos e nos atormentam pela eternidade. Mas de uma coisa eu sempre tive certeza: o inferno pode ser vivido aqui, na Terra. E muitas pessoas passam por ele. Uma mãe que perde um filho, uma pessoa que é sequestrada e separada de todos que ama, alguém que é vítima das piores violências... existem diferentes tipos de inferno. E Lanore passa por muitos deles. 

Dá para terem uma noção do que acontece com a Lanore quando ela se deixa conduzir por aqueles estranhos "bondosos", certo? Ao chegar na propriedade e desejar partir, é logo impedida... justamente pela mulher na qual ela achava que poderia confiar. Levada até o dono da casa é observada por ele e dispensada para ser preparada para os acontecimentos. Não demora nada para ela ser drogada e acordar com um homem em cima dela... um de vários que a usariam naquela noite, enquanto Adair, o tal anfitrião, se deliciava observando seu sofrimento, ouvindo seus gritos e seu desespero. Quando tudo termina, ela está a apenas alguns poucos dias da morte. Além de estar com o corpo extremamente dolorido e com marcas por todas as partes, uma perfuração no intestino estava lhe arrancando a vida. Desejando apenas sobreviver até poder dar à luz ao seu filho, ela implora por um médico, mas Adair se nega. Resolve ele próprio curá-la com seus conhecimentos de alquimia, mas quando tudo falha e Lanore começa a agonizar, ele decide que quer muito mais do que obteve... que não estava satisfeito com tudo o que aquela menina tinha passado nas mãos dele e de outros (a mando dele). Por que se privar de ter mais? Por que não dar a ela a vida eterna? Uma vida de escravidão e submissão a ele. Porque no momento que ele a transformasse ela estaria vinculada para sempre. Ele seria seu deus. Seu único senhor. Toda dor deixaria de existir para ela. Nunca morreria... a não ser que ele quisesse. Porque ele seria o único capaz de feri-la ou matá-la. Por suas mãos e intenção

É assim que, utilizando de um conhecimento obtido muitos séculos antes, Adair traz Lanore de volta à vida. Ela morre por conta da infecção causada pela perfuração no intestino (resultado dos estupros violentos), mas volta a respirar chamada pelos feitiços dele. Não era mais humana. Embora se sentisse uma pessoa, tudo nela pertencia a ele. O que quer que ele fosse era impossível lutar. E o suicídio não era uma opção, porque não tinha mais a escolha de morrer. Ainda que tentasse não aconteceria. Somente ele poderia matá-la. Somente ele poderia feri-la. E como ele queria lhe causar dor! 

- Se vocês pensam que isso é tudo de cruel que se passa na história podem pensar de novo! Não, gente. Isso é só um pouquinho. O livro é recheado de violência, de estupros por todo lado, das crueldades mais inimagináveis. Torturas e assassinatos que te causam verdadeiro pânico. Lembro que quando eu estava lendo e comentei num grupo de leitura que jamais perdoaria o Adair pelo que ele tinha feito com a Lanore, que ele era a própria personificação do diabo uma leitora disse que eu mudaria de ideia, que conheceria o passado dele e entenderia por que ele era assim. E que ele mudaria. Bem... Sobre o fato de ele ter um passado traumático eu disse para ela e é o que sigo pensando: nada justifica. Muitos psicopatas possuem um passado de sofrimento, mas isso não os isenta de culpa alguma. Suas vítimas não têm culpa do que alguém no passado deles lhes fez. E quando eu conheci o passado do diabo do Adair realmente fiquei bem chocada. Tudo o que acontece com ele é brutal, monstruoso. Eu iria preferir a morte. Mesmo assim é impossível perdoá-lo. Porque ele se torna uma pessoa mil vezes pior que seu algoz. Ele desconta em todos que aparecem em sua vida as dores que ele passou. E faz tudo ser ainda mais terrível para suas vítimas. E quando ele escolhe não matar uma das vítimas e transforma alguém... cria seres para serem como ele: vazios de qualquer sentimento que não seja o ódio. E como ele é o "tomador", o "ladrão" de suas almas elas ficam presas a ele. Homens e mulheres (Donatello, Alejandro, Tilde, Uzra e... Lanore). E ele pode fazer o que bem quiser e exigir o que desejar. Como obrigá-los a obterem novas vítimas para ele se saciar. E fazê-las participarem ainda por cima. Quando Lanore decide salvar uma menina, uma jovenzinha de quatorze anos que foi levada até a propriedade dele para ser o novo "brinquedo" nas mãos dele e de outros, quando ela ajuda a garota a escapar e resolve fugir... Nossa! É horrível. Ele a encontra fácil, fácil. E quando a leva de volta... Vocês não querem saber o que ele faz com ela. E isso porque ele a ama!kkkkkkk... Ele realmente acredita que se importa com ela como nunca se importou com ninguém e por isso ela é sua e lhe daria o que ela quisesse. Como eu disse antes: nunca queiram ser o objeto de amor de um demônio. Porque o amor dele é pior que o ódio. Adair tortura a Lanore como nunca tinha feito antes. Tudo o que ela sofria nas mãos dele (os estupros naquela primeira noite que a sentenciou à morte, as surras...) nada se compara com o que ele faz com ela no dia que ela salva a garota e tenta fugir. Até mesmo seus outros transformados entram em pânico, porque a crueldade dele assusta a todos. Ela se recupera fisicamente, claro. Porque ao menos que ele a matasse ela não podia morrer. Então qualquer dano físico tinha recuperação. Mas aquele dia a marca profundamente... porque nunca tinha sentido tanto pânico e tanta certeza de que não podia se livrar dele. Que estaria eternamente presa a uma vida no inferno. 

- Mesmo com todos os spoilers vocês ainda não sabem metade do que acontece nesse livro. E não pensem que a Lanore é sempre vítima. Tudo o que aconteceu com ela foi horrível. Insuportável. E eu sofri com tudo aquilo. Desejei poder ajudá-la, quis matar o Adair com minhas próprias mãos (mesmo sabendo que ele era imortal), mas a mocinha dessa história não é uma personagem boa, queridos. Vocês podem ter uma noção disso pelo que ela faz com a Sophia. Embora ela não fosse do tipo que queria gratuitamente ver a desgraça de alguém e se importasse sim com algumas outras pessoas, ela possui um lado bem obscuro, um lado que se deixa seduzir pela perversidade do Adair e do mundo que ele lhe apresenta. Ela era vítima, mas também participava da desgraça de outras pessoas. Não só porque ele a obrigava, mas porque existia um lado dela que gostava daquilo. Um lado podre e que a satisfazia e assustava ao mesmo tempo. Ela era sim prisioneira do Adair e sofria os tormentos do inferno nas mãos dele, mas ao mesmo tempo que queria fugir, ir para o mais longe possível dele... não era só o medo que a impedia de tentar de novo. Mas um desejo perverso de seguir sendo o objeto de veneração dele, por mais tóxico e perigoso que isso fosse para ela. Entendem? O quanto a história é macabra? 

E paro por aqui. Já falei muito. E não desejo seguir pensando nesta história. Quero esquecer que li. Me libertar de toda essa degradação. De todo o pesadelo que esse livro é. A narrativa da autora é muito envolvente. Ela é muito talentosa, mas este tipo de história é para quem curte livros de terror ou romances pesados, do tipo obsessivo e letal. 

P.S.: Quem leu o livro talvez perceba que eu mantive o principal segredo do livro. Que não revelei o segredo mais chocante de todos.rsrs Claro que não! Porque quem decidir se aventurar nessa leitura tem o direito de ficar de queixo caído como eu fiquei quando a verdade foi revelada. 



16 de dezembro de 2016

Diários do Vampiro - Reunião Sombria - L. J. Smith


4º Livro da Série Diários do Vampiro

Em nome do amor.

Apesar de para sempre marcados pela tragédia, Bonnie, Meredith e Matt tentam retomar o rumo de suas vidas. Até que sonhos e premonições alertam Bonnie que um mal antigo e poderoso ameaça a todos e é preciso buscar ajuda...

Com a morte de Elena, Stefan e Damon deixam Fell's Church e voltam a vagar pelo mundo sob a cruz de sua sina: a sede de sangue. Mas um chamado inesperado os coloca novamente no caminho de Elena - e daqueles que ela ama.

Presa entre a vida e a morte, Elena permanece ligada a Stefan, por quem se sacrificou. Mas, quando um grande perigo ameaça a cidade e seus amigos, o destino oferece a ela mais uma chance de reencontrar o amor.




Palavras de uma leitora...



- Sim. Faz mais de seis anos que li o terceiro livro desta série. Seis longos anos se passaram antes que eu criasse coragem para ler Reunião Sombria e mergulhasse outra vez no universo sombrio e cruel de Diários do Vampiro. E mesmo o passar do tempo não me fez esquecer a revolta que senti com a maneira como o livro anterior terminou. Só de lembrar, meu sangue volta a ferver. E minha raiva da autora parece aumentar. Ainda me custa acreditar que ela realmente iria encerrar a história daquela forma. Com a morte trágica da personagem principal. Com seu sacrifício pelos que amava. Definitivamente, esta autora não tem coração. Ou não pensa nos corações dos fãs. Ainda sofro com aquele final, gente. :(

Reunião Sombria começa cerca de seis meses após a morte de Elena. Enquanto Katherine, séculos atrás, fingiu a própria morte e assim fez os irmãos Salvatore, Stefan e Damon, combaterem até acabarem com suas vidas e retornarem como vampiros e inimigos eternos, nossa mocinha deu a própria vida para salvá-los, numa das cenas mais impactantes da série. Ela matou Katherine, mas perdeu também a vida, se separando para sempre do homem que amava e deixando para trás amigos, família e sonhos. E um vazio que jamais poderia ser preenchido.

Enquanto a cidade seguia em frente, tentando esquecer todo o mistério por trás da morte dela, Bonnie, Meredith, Caroline e Matt não sabiam como recomeçar. Tudo o que se passou antes daquele terrível fim, assim como a ausência de Elena, marcou para sempre a vida de todos eles e, mesmo inconscientemente, eles sabiam que algo estava para acontecer. Algo ao que talvez ninguém conseguisse sobreviver... 

Através de pesadelos aterrorizantes, Elena tenta avisar Bonnie do perigo que se aproxima e que ameaça todos os moradores da cidade. Tentando acreditar que tudo não passa de um sonho, Bonnie é obrigada a encarar a realidade quando uma de suas amigas é brutalmente assassinada. Correndo contra o tempo, ela tenta atrair Stefan de volta à cidade, pois só ele será capaz de deter o mal que caminha por aquelas ruas e que não irá parar em apenas uma vítima.

O que ela não poderia imaginar é que quem quer que fosse que estava por trás do novo horror que invadiu a cidade... queria justamente aquilo... Que Stefan voltasse... para sua morte. 


- Comecei a leitura com um pé atrás. Temendo bastante o que poderia encontrar neste livro. Como vocês podem perceber eu adiei a leitura por muitos anos. Porque não me sentia preparada para encarar esta série de novo. E se não tivesse colocado o livro na meta de leitura deste ano, provavelmente não o leria nem tão cedo. 

- Não sei se vocês se lembram, mas a série Diários do Vampiro originalmente seria uma trilogia, cujo último livro seria A Fúria. Ou seja, do alto de sua insensibilidade, a autora tinha toda a intenção de terminar a história com a morte da protagonista e o sofrimento de todos que a amavam e que se sentiam culpados por ela ter se sacrificado para salvá-los. Como a série girava em torno do triângulo amoroso que envolvia Stefan e Damon desde a época em que eles amavam Katherine, a autora decidiu que resolveria o problema matando Elena. Eles amaram Katherine e como ela não podia ficar com os dois, a autora tirou a Katherine de cena e depois a transformou em vilã. Resolveu criar um novo triângulo quando os dois conheceram a mocinha e se apaixonaram por ela. Ambos lutaram para conquistá-la e como ela não podia ser dividida então o melhor a se fazer era matá-la, certo? NÃO!!! É impossível eu aceitar um final como aquele, gente! Me dá uma raiva enorme lembrar de como a autora foi cruel com quem acompanhava a história desde o primeiro livro, que passou por tudo com os personagens para depois ser obrigado a ver um fim daquele tipo. É inaceitável! Me revolta de uma maneira que vocês não imaginam! Respira fundo, Luna! Respira! Enfim... Pois bem. A história se acaba assim. Elena morre. Stefan e Damon ficam com o coração partido e vão embora daquela cidade amaldiçoada. Fim. Acabou-se assim. E aí... por pressão dos fãs, a autora aceitou escrever a continuação da história. Reunião Sombria

- Nesta continuação que não existiria, observamos a tentativa de recuperação dos amigos mais próximos de Elena, que tentam se reconstruir dos cacos que ficaram após a partida dela. Sem saber como seguir em frente, cada um lida com o luto de uma maneira até que decidem fazer uma festa surpresa para Meredith. É aí que tudo começa outra vez... Desesperados, eles recorrem a Stefan, sem saber exatamente que tipo de monstro está à espreita, prestes a fazer uma nova vítima. Mas com Stefan há também o retorno do Damon. Meu querido Damon. :D

- Quem espera ver um maior protagonismo de Elena neste livro, vai se decepcionar. A história é quase toda narrada do ponto de vista da Bonnie e as cenas envolvendo nossa mocinha são apenas em sonhos, visões que sua amiga tem, nas quais Elena tenta alertá-los e ajudá-los a enfrentar o mal que está na cidade. Um mal extremamente perigoso, antigo e sem compaixão. Alguém que tinha sede de sangue e... vingança. E que não se importaria em matar toda a cidade para ter o que desejava. 

- Apesar da raiva que ainda sinto da L. J. Smith, eu gostei muito deste quarto livro. Que não existiria, não se esqueçam. rsrs A história flui naturalmente, nos envolvendo de tal forma que quando vemos tudo já acabou. Deixando a necessidade de seguir acompanhando os personagens. Que nos faz querer mais e mais. Mas é somente quase 20 anos depois desta relutante continuação que a autora decide, assim do nada, escrever uma nova sequência intitulada O Retorno. Em resumo: a trilogia que originalmente terminaria com a morte da Elena, ganhou a relutante continuação Reunião Sombria. E terminou aí. Fim. Mesmo. Quase duas décadas depois, a autora percebe que não, a série não deveria ter terminado e nos traz mais três livros. E o que eu acho disso?! É melhor eu nem falar nada, sabe.rsrs

- Reunião Sombria não encerra nada. Mesmo que a autora não tivesse escrito uma nova continuação, a história não ficaria fechada no quarto livro. Várias perguntas ficam sem respostas. O final é aberto, um pouco menos brutal que A Fúria, mas mesmo assim não é um fim que os personagens merecessem e que nós fãs esperávamos. 

- Não sei se a série terminará para mim aqui ou se lerei O Retorno. Ainda estou pensando. Não sou fã desta autora, como vocês podem perceber. E sabem que tenho uma relação de amor e ódio com a série. rsrs Nunca morri de amores pelo Stefan, que sempre adorou fazer papel de pobre coitado injustiçado por todos. E no início eu não suportava a Elena. Me apeguei a ela apenas no terceiro livro, só para ficar chocada e destruída pela sua morte. E me apaixonei pelo Damon no segundo livro, mesmo contra minha vontade.rs Para mim, ele é o personagem que tem maior consistência. É misterioso, com aquele ar de lobo mau (no caso: vampiro mau) sedutor, que grita aos quatro ventos que não presta e mesmo assim nos chama. Nos faz amá-lo. Torcer por ele. Querer pegá-lo no colo.kkkkkkkkkk... Ele aparece pouco neste livro, mas quando aparece... Deus do céu!kkkkkkkk... Meu coração chegava a acelerar. 

- Mesmo assim, o Damon sozinho, por mais irresistível e deliciosamente apaixonante que seja (suspiros...), não é suficiente para eu seguir lendo a série. Então... não faço a menor ideia se um dia lerei os outros livros. Que não existiriam.rsrsrs... 

Mas confesso que a série de TV sim eu estou quase decidida a acompanhar. :)

28 de julho de 2012

Anjos do Mal - Shannon Drake


(Título Original: Deep Midnight
Tradutora: Elizabeth Arantes Bueno
Editora: Nova Cultural)


3º Livro da Série Vampiros


Quando os sonhos se tornam pesadelos, e o prazer vem das sombras...

Num luxuoso baile de carnaval em Veneza, bizarros acontecimentos aterrorizam a crítica literária Jordan Riley. À medida que as festividades se transformam num tumulto apavorante, ela é salva por um homem forte e poderoso, vestido numa estranha fantasia. Seriam os terríveis acontecimentos que Jordan testemunhou apenas parte de uma grotesca encenação teatral, um divertimento macabro, ou algo mais sinistro?...

De uma antiga igreja em Veneza a uma sociedade secreta em Nova Orleans, Jordan embarca numa viagem que transcorre no limiar da realidade. Seu misterioso salvador a persegue como uma sombra. A proximidade daquele homem a atormenta e provoca, despertando-lhe um anseio desconhecido e um desejo que a consome...



Palavras de uma leitora...


"— Você poderia ter me contado antes.
— Oh, sim, isso seria ótimo. "Quer estar comigo?", eu lhe perguntaria. "Não tenho nenhuma doença venérea, mas sou um vampiro. Honestamente, prometo que não sugarei o seu sangue enquanto estivermos fazendo amor, então tudo bem?". 

- Depois de ler o quarto decidi que era o momento de ler o terceiro livro da série. O que vem depois? Leio o quinto ou o sexto primeiro?rsrs... 

- Esse é o livro mais fraco da série para mim, apesar de não ser ruim. Gostei muito da leitura, fiquei grudada no livro assim como fiquei nos outros, mas achei o modo como tudo começou e alguns momentos, principalmente o final, um pouco... "demais", entendem? E também fiquei confusa com a ideia da autora de criar um vampiro que também era lobo. O quê?! Isso mesmo que vocês entenderam. Além do nosso querido e sexy, TDB, Ragnor ser um lobo, o sétimo filho de um sétimo filho, ele também foi transformado num vampiro e era as duas coisas.rsrs... Isso soou irreal demais para mim mesmo se tratando de um livro sobrenatural. Outra coisa que me desagradou foi descobrir algo no final do livro. Aquilo não fez o menor sentido para mim. Porque se teve todas as oportunidades mais de um ano antes, não fazia sentido ter simplesmente desaparecido. Oportunidade não faltou para fazer o que queria, mas não fez isso. Se comportou como uma pessoa bem diferente... Enfim... Não posso dizer com todas as letras o que tanto foi surreal para mim (além do fato do Ragnor ser lobo e vampiro), pois é um dos segredos da história. Mas creio que vocês também ficarão incomodados com a grande revelação no final da história. 

- Bem... Tudo começa num baile em Veneza. Era carnaval. Jordan Riley, crítica literária americana, viaja para Veneza para passar um tempo lá com seu primo e a esposa dele. Ela precisava de um tempo de diversão e Veneza era simplesmente o lugar ideal para curtir a vida sem pensar em problemas ou nas tristezas do passado...

Fazia pouco tempo que ela tinha perdido o noivo e o único homem que ela tinha amado na vida. Eles se conheceram e logo se apaixonaram. Seis meses depois já estavam noivos. Jordan se sentia a mulher mais feliz do mundo, mas sua felicidade se desfez quando Steven saiu um dia para trabalhar e não retornou. Ele era policial e estava atrás dos integrantes de um estranho e macabro culto. Houve um incêndio e Steven não conseguiu escapar. Ele e outros policiais morreram queimados com os assassinos.

O tempo passou, mas Jordan não superou a perda. Ainda doía pensar no que tinha tido e perdido. Machucava lembrar do homem carinhoso e apaixonado que estava prestes a se casar com ela. E quando assistiu aquela "encenação teatral" na festa da condessa Nari não pôde deixar de ficar apavorada. 

Pessoas tinham sido chamadas para participar da representação. As mulheres supostamente ouviam algo do homem que as chamava e caíam no chão, interpretando as esposas que um nobre tinha assassinado por não terem conseguido lhe dar um filho. As pessoas estavam se divertindo assistindo a representação até que Jordan foi escolhida. O homem a levou com ele e antes que ele pudesse fazer com ela o que fez com as outras, Jordan soltou um grito e lutou contra ele. Aquelas mulheres não estavam fingindo que estavam mortas... elas realmente estavam e sangue manchava o chão. Tudo de repente começou a ficar cheio de sangue e o mascarado, o homem que chamava as voluntárias, a levou para um canto. Por mais que ela lutasse, só conseguiu escapar porque um lobo... Ou melhor, um homem fantasiado de lobo a salvou. Ele a tirou do palácio que de repente tinha enlouquecido e a levou para um barco ordenando ao remador que a tirasse dali rápido. 

Jordan estava convencida de que assassinatos brutais tinham sido cometidos naquela festa e que a condessa tinha tudo a ver com isso, mas na manhã seguinte ninguém quis acreditar nela. Nem a polícia lhe deu ouvidos. Todos estavam convencidos que tudo não tinha passado de uma representação um tanto assustadora, mas nada mais do que isso. Tentaram convencer Jordan a parar de acusar a condessa de algo, mas Jordan sabia que estava certa. Ela não estava tendo alucinações por causa da perda recente do homem amado, como queriam que ela acreditasse. Ela sabia o que tinha visto e não iria desistir tão fácil. 

O que Jordan não sabia é que ela não tinha sido convidada para aquela festa por ser prima de Jared, o preferido da condessa. Não. Ela tinha sido escolhida para estar ali. Em todo o tempo, ela era o alvo. 

"Nenhuma estranha doença venérea... Nada tão sério assim... Ragnor tinha apenas mil anos de idade, e era um vampiro."

- Eu gostei muito do casal da história. Ragnor, apesar de ser um grosseiro em alguns momentos, é um encanto. Eu adorava quando ele aparecia na história e ficava aborrecida quando a autora falava de outros personagens e o excluía de algumas cenas.rsrs... A Jordan é bem corajosa e decidida. Apesar da atração que sentia pelo Ragnor, não hesitou em tentar atropelá-lo quando soube o que ele era.kkkkk... Ela fugiu como uma louca e a cena foi muito divertida. Ela o tinha deixado para trás e de repente ele estava na frente dela.kkk... Coitadinha, quase morreu. Chegou a bater com o carro contra uma árvore e ainda por cima não estava usando cinto de segurança. E mesmo assim, saiu do carro toda machucada para continuar fugindo.kkkkk... Quando o Ragnor teve que enfrentar um vampiro enviado para pegar a Jordan, em vez de ajudá-lo ela tentou fugir novamente. Ele que morresse!kkkkkk... A Jordan fugiu até mesmo da Jade (nossa querida Jade que se casou com o rei dos vampiros), que é tão simpática e sempre inspira confiança.rsrs... Achei a reação dela ótima. Qualquer ser humano normal tentaria ficar bem longe de vampiros. 

- Gostei demais de rever Maggie e Sean (meu casal amado e que não é vampiro. Lembram que a Maggie foi curada? Na série consideram ser vampiro uma doença, mas o amor e a fé da Maggie a curaram e ela e Sean não são vampiros), Jade e Lucian. Mas fiquei aborrecida com algo sobre a Jade. Ela afirma que é vampira por escolha própria. O que tem de errado nisso? Como ela pode ser vampira no terceiro livro se no quarto ela continua humana?! No quarto é mencionado que ela ainda não foi transformada e o Lucian fica em pânico quando sente que ela está em perigo e depois verifica o pescoço dela para ver se ela foi mordida. Não faz sentido nenhum para mim ela ser vampira no 3º e no 4º ainda ser humana!rsrs... 

"— Gosto de mãos grandes — sussurrou quando ele a abraçou.
— Muitos vêem minhas mãos, mas não sabem o que elas podem fazer.
— São assim tão espetaculares?
— Poderá julgar por si só."

- Esse é o livro mais quente da série, até agora. Mas isso não é bom em todos os momentos. Adorei ver a Jordan e o Ragnor juntos, mas quando se tratava de Cindy e Jared ou a condessa e outra pessoa eu achava tudo muito... macabro. Há uma cena em que a Cindy se olha no espelho depois de fazer "amor" com o marido e está com várias feridas sangrando. E a cena da condessa vampira... A autora poderia nos poupar.kkkkk.... Eu não precisava ler aquilo. 

- Enfim... O livro é bom, principalmente por causa do casal protagonista, mas existem partes que foram exageradas e surreais demais. Eu quase dei 3 estrelas ao livro. Só não fiz isso porque o casal não merece tão pouco. Por isso dei 4 estrelas. Recomendo o livro, mas para quem gosta da série. 



Série Vampiros:

Anjos do Mal (Jordan e Ragnor)
5º O Anjo Caído
6º Estranha Sedução 

26 de julho de 2012

Filho da Lua - Shannon Drake [Maratona de Banca 2012 - Julho]


(Título Original: Realm Of Shadows
Tradutora: Débora Guimarães Isidoro
Editora: Nova Cultural)


Em Julho: Sobrenatural

4º Livro da Série Vampiros


Todo pesadelo começa como um sonho...

Na cripta de uma antiga igreja nos arredores de Paris, um grupo de arqueólogos encontra uma tumba secular e acredita ser aquilo a descoberta do século. Mas algo dá errado. As forças do mal são liberadas e só existe uma pessoa capaz de detê-las... De repente, Tara Adair vê sua visita a Paris transformar-se em algo sinistro. Ao ouvir os gritos assustadores vindos da tumba, ela sabe que precisa fugir... Fugir de um desconhecido misterioso e sensual e de um lendário predador que vaga pela noite... Na luxuosa propriedade onde Tara busca refúgio, o misterioso homem reaparece, prometendo protegê-la de um mal nunca antes visto. E Tara terá de confiar nele, porque o inimigo está à espreita, e não descansará enquanto não se apossar dela, de corpo e alma...



Palavras de uma leitora...



"Mentalmente, Tara repetia a palavra socorro muitas vezes, embora não soubesse a quem pedia ajuda. Ainda assim, acreditava, precisava acreditar, que ele estava ali para ajudá-la."


Mais de um ano depois eu continuo a leitura dessa série. Não foi por falta de vontade que não continuei antes. É que preciso ler muitos livros maravilhosos e não consigo seguir a ordem de leitura. Não consigo seguir a ordem certinha da lista.rsrs... E com a chegada de 2012 fiz outra lista que também não consigo seguir completamente. Enfim... Com tantos livros maravilhosos para ler acabo passando alguns na frente, seja porque o tema combina com meu humor no momento ou porque preciso muito ler aquele livro. E assim, um ano se passou.rsrs...

Quem aqui percebeu que não estou conseguindo ler esta série na ordem? Devo ter algum problema, só pode. De propósito li primeiro Ao Cair da Noite (segundo livro da série), depois li Lua Escarlate (primeiro livro da série) e agora li Filho da Lua (quarto livro da série). Sou um caso perdido. 

Mas que tal começarmos a falar sobre o livro?rs...


"Então, um estridente urro cortou a noite. Não era o grito de guerra do inimigo. Sinistro, sobrenatural, o som lembrava os condenados que sofriam no fundo do inferno. Foi tão assustador, tão profundo, tão inesperado, que, por um momento, nenhum dos lados atirou.
O silêncio era tão fantasmagórico quanto o grito que os paralisara."


- Tara Adair, ilustradora de livros, sai dos Estados Unidos e vai para a França visitar seu avô Jacques, um famoso escritor de ficção fantástica, suspense, mistério, livros que possuem sempre algumas lições. Jacques não esteve bem de saúde e Ann, prima de Tara, apesar de amar muito o avô acredita que ele está perdendo a sanidade mental. Ela está preocupada com ele, pois ele vive falando de uma tal Aliança e não quer de jeito nenhum que continuem as escavações numa cripta nas ruínas de uma antiga Igreja. Quando Tara chega, seu avô sequer lhe dá tempo para se recuperar da viagem. Manda ela ir até a escavação e descobrir tudo que pudesse. No mesmo dia, incentivada pela ansiedade do avô, Tara vai até lá. 

Lá, ela começa a conversar com o professor responsável pelas escavações, mas sempre observando o trabalho dos dois únicos operários. Depois, ela finge ir embora, mas permanece por perto. O professor também vai supostamente embora.

Brent Malone, um dos operários, um homem lindo e possuidor de um olhar misterioso e hipnótico, desenterra um caixão preto e muito bem fechado, mas antes de abri-lo, escuta um barulho e decide ir verificar se a mocinha curiosa ainda estava por lá. Ele manda Jean-Luc, o outro operário NÃO abrir o caixão, pois seria muito perigoso. Mas o rapaz curioso espera somente Brent dar as costas para abrir o caixão. E se arrepende amargamente.

Dentro daquele caixão não existia restos mortais ou algum tesouro, mas sim uma criatura em perfeito estado e... de olhos abertos. Antes que tenha tempo de reagir, Jean-Luc é atacado e decapitado.

Seu grito angustiado chega aos ouvidos de Brent e Tara e Brent corre de volta mesmo sentindo que já era tarde demais. Tara corre desesperada para o portão de saída que se encontrava trancado. Ela grita e bate no portão, mas só consegue sair dali graças a Brent, que arromba o portão. Aquela não seria a última vez que o veria. E mais rápido do que poderia imaginar ela cairia no seu feitiço. Um feitiço delicioso.

Antes dos estranhos acontecimentos daquele dia, desaparecimentos misteriosos ocorrem em Paris. Estudantes, prostitutas... E após aquele dia inicia-se uma série de assassinatos. As vítimas são sempre encontradas quase sem sangue e decapitadas. Um assassino está à solta, matando sem piedade. Um ser humano cruel? Um vampiro sedento de sangue? Vários vampiros? Ou algum outro tipo de criatura da noite?

- No momento, eu não saberia qual é o melhor livro dessa série. Gostei demais dos três livros que li e é muito difícil escolher um preferido. A leitura desse livro foi rápida e fácil. Apesar do pouco tempo que estou tendo disponível para a leitura, li o livro quase todo em pouca horas e só parava quando estava muito cansada. Não é só porque tenho uma queda por vampiros, mas porque, na minha opinião, essa série é muito boa.

- Algo que me agradou bastante foi a participação de Jade e Lucian neste livro. Graças a isso, soube que eles estão casados e têm um bebê. :D

- É muito interessante a amizade existente entre Brent e Lucian.rsrs... Não direi o motivo, mas achei essa amizade algo engraçado. 

- Tara é uma mocinha da qual é fácil gostar, embora sua excessiva incredulidade irrite um pouco.kkk... Mas é uma personagem agradável e corajosa. 

- Brent é simplesmente irresistível. Seu passado é assustador, aterrorizante, mas isso não o tornou alguém amargo e inacessível. Ele é sedutor, charmoso e sempre que ele sorria, eu sorria também... Desejei estar no lugar da Tara.kkkk...


Fiquei confusa em alguns momentos durante a leitura, mas isso é normal já que há muito mistério, suspense e demora um pouco para tudo ser explicado. Mas isso também nos prende até o fim. Sempre que eu tinha que parar a leitura, ficava ansiosa querendo continuar logo.rsrs... Adorei este livro. Dou 5 estrelas sem pensar duas vezes. E recomendo, mas para quem gosta de romances sobrenaturais. 

- Outra coisa que me agradou bastante foi o Rick ter encontrado sua outra metade. :D Ele merecia, depois de ter sido trocado pelo Lucian. Lembram que a Jade o deixou e ficou com o rei dos vampiros, nosso amado (e odiado em alguns momentos) Lucian?rsrs...


Série Vampiros:

1º Lua Escarlate (Maggie e Sean)
2º  Ao Cair da Noite (Jade e Lucian)
3º Anjos do Mal
Filho da Lua (Brent e Tara)
5º O Anjo Caído
6º Estranha Sedução


Conheça as resenhas dos outros participantes, da Maratona de Banca 2012, sobre romances sobrenaturais clicando AQUI.

Bjs e até breve!


9 de maio de 2012

Chama Negra - Alyson Noël


(Título Original: Dark Flame
Tradutora: Flávia Souto Maior
Editora: Intrínseca)


4º Livro da Série Os Imortais

Enquanto tenta ajudar Haven na transição para a vida imortal e libertar Damen do feitiço que não a permite tocar nele, Ever se aprofunda mais e mais nos mistérios da magia negra. O feitiço, porém, vira contra a feiticeira, e ela se vê presa a seu maior inimigo: Roman. A força estranha e poderosa que toma conta de seu corpo impede que Ever consiga parar de pensar nele e de desejá-lo. 

Ela quer resistir à atração incontrolável que a está consumindo. Ele quer se aproveitar desse momento de fraqueza. A ponto de se render, Ever procura a ajuda de Jude, arriscando tudo e todos para salvar a própria vida e seu futuro com Damen...



Palavras de uma leitora...



"[...] Há prazeres dos quais desfrutar, Ever. Prazeres de uma magnitude que você mal pode entender. Mas, para sua sorte, sou do tipo que perdoa. Estou mais do que disposto a ser seu guia. Então, diga, por onde devemos começar, gata. Na sua casa ou na minha?" [Página 76]


"Antes de ter a chance de pensar novamente, eu corri. Corri de volta para casa e para minha cama, onde me deitei suando, tremendo, fazendo o possível para sufocar aquela necessidade devastadora. Para extinguir a chama negra dentro de mim.

Uma chama que fica mais brilhante, mais quente e mais forte a cada dia. 
Um fogo tão insaciável que consumirá tudo o que estiver no caminho: meu pequeno reflexo de sanidade, minha frágil conexão com o futuro que desejo e tudo o que ficar entre mim e Roman. Pouco antes de cair no sono, percebi a pior parte: quando tudo isso acontecer, já estarei tão longe que nem me darei conta de minha queda." [Página 107]


"Contraio os músculos sob o peso de seu olhar, a maneira como ele examina meu corpo enfraquecido, claramente nem um pouco impressionado com o que tenho a oferecer. 

- É sério, gata, se vai invadir desse jeito, então precisa estar um pouco mais apresentável. Não sou Damen, querida. Não transo com qualquer uma. Tenho meus padrões, sabe?" [Página 137]



Resenha com SPOILER!!!!


- Parece mentira que acabou. Sinto até uma espécie de alívio por saber que consegui. Apesar de toda raiva, dos momentos nos quais desejei atacar o livro longe, dos momentos nos quais desejei acabar com a raça da Ever, do Damen, da Ava e de todos os idiotas da história, eu consegui terminar a leitura do livro. Cheguei bem perto de desistir, confesso. Pensei em desistir várias vezes. Mas não gosto de deixar algo de lado sem ter terminado com aquilo. Deixar algo incompleto me deixa ansiosa. Eu sempre lembro que não terminei aquilo e isso não me deixa tranquila.rsrs... Foram pouquíssimos os livros que consegui abandonar sem terminar a leitura. E mesmo assim, creio que um dia ainda irei terminar de lê-los.kkk...


- Quem acompanha o blog quase desde o início, deve saber que já fui apaixonada pela série Os Imortais. Parece mentira, não é?kkkk... Mas é verdade. Adoro o primeiro livro da série. Para Sempre começou muito bem a série e me deixou louca pela continuação. A Ever não era tão imbecil como ficou depois. Achava fofo o romance entre ela e Damen, mas tudo começou a mudar quando li o segundo livro da série. A Ever cometeu erros que me irritaram. Não. Nem foi isso. Eu fiquei mais do que irritada com ela. Creio que passei foi a odiá-la.kkk... Não aceitava que uma garota considerada inteligente pudesse cometer tamanha estupidez. E pudesse ser tão insuportavelmente estúpida. Mas eu não perdi as esperanças e fui ler o terceiro livro. Apareceu o Jude. O Roman se tornou o vilão oficial da série. Damen saiu definitivamente de cena. Ninguém me convence que ele ainda é protagonista dessa série. Não é mesmo! E a Ever... Bem, ela achou que sua vida estava pouco bagunçada e resolveu mexer com magia negra. A intenção dela era consertar a burrice do segundo livro. Só que ela piorou tudo e vemos o estrago no quarto livro. Não senti um pingo de pena dela. Torci para que o Roman desse um "jeitinho" nela e a fizesse acordar. Não que eu tivesse esperanças dela ter algum neurônio em funcionamento no cérebro ou ter um pouco de sentimento realmente nobre dentro dela... Mas talvez ele conseguisse melhorar as coisas se desse um jeito nela. 


Ao mexer com magia negra ela pediu, implorou desesperadamente para sofrer e confesso que isso até me divertiu um pouco.rsrs... Sim. Vê-la pagando um pouco por seus erros fez com que eu sentisse que existia um pouco de justiça nessa história. Ela saiu arrastando e atormentando a vida das pessoas que se importavam com ela. Brincou com o amor do Damen. Pisou nesse amor. Dançou em cima dele e ainda se aborrecia quando achava que ele não estava sendo compreensivo o suficiente com ela. Também se aproveitou dos sentimentos que o Jude tinha por ela e quase matou o cara. Sim. Mais uma das suas fantásticas ideias. Ah! Ela também condenou a própria melhor amiga (desde o início. Desde o momento em que confiou no inimigo quando não devia confiar em alguém que ela sabia que a odiava. Foi lá que ela realmente estragou tudo. O Damen pode se convencer de que ela fez tudo porque tinha que ser daquela forma, mas nós sabemos que ela foi idiota. Muito mais do que isso. Não existe sequer um nome que eu possa usar!rsrs...) e ainda pensa em matar a coitada. Por que ela não se mata? Se ela desaparecesse da história, tudo seria bem melhor. Eu iria ficar desesperada para continuar lendo a série e não para fugir dela. Se a Ever não existisse a história seria muito melhor. Mas além dela ser o centro da história ainda sou obrigada a ler a história e conhecer os outros personagens, seus pensamentos e sentimentos através das palavras da Ever. É ela que nos conta a história. É ou não é um castigo?! Consegue imaginar o que é ter que ler uma história através das palavras da personagem que você mais odeia? É terrível. Angustiante.rsrs... Uma tortura, com certeza. 


- Vou resumir as coisas, pois não sinto a menor vontade de falar muito sobre a história. A Ever fez um feitiço de amarração para forçar o Roman, nosso querido vilão (explico essa história de querido daqui a pouco.rsrs), a dar o antídoto que consertava a estupidez dela. Por ela ter confiado no Roman, não podia transar com o namorado. Sim. Isso mesmo que você entendeu. E ela estava desesperada para fazer sexo com ele (eu nunca mais irei dizer que a Ever ama o Damen. Ela só ama uma pessoa: ela mesma.). Desesperada mesmo. E faria qualquer coisa para conseguir isso. Mas somente Roman tinha o antídoto. Se ela tentasse fazer sexo com Damen antes de ter o antídoto, ele seria enviado para o inferno dos imortais e ela não poderia continuar se "divertindo" com ele, sabe? Não valia a pena. Então, graças ao feitiço da nossa bruxinha, as coisas se complicam mais. Já ouviram falar do feitiço que se volta contra o feiticeiro? Pois foi exatamente isso que aconteceu. O Roman não ficou preso à ela. Foi o contrário.rsrs... A imortal mais tonta do universo sobrenatural, acabou ficando obcecada pelo Roman. Louca por ele. Precisando dele. Precisando transar com ele. Sim. A série realmente chegou a esse ponto. Ou seja: a autora não sabia mais o que inventar e achou que isso seria interessante. Para mim, não foi. E mais uma vez algo na série não "colou". Não acreditei que isso fosse somente obra do feitiço da bruxa idiota. Quem conhece a série tem que confessar, o Roman é lindo. Maravilhoso. Irresistível. Digamos que ele é mais ou menos como o Damon Salvatore, nosso vampiro sexy, perigoso e deliciosamente mau. Sim!kkkkk... Sou louca por ele!rsrs... Estou falando do Damon Salvatore.rsrs... Eu tentei não gostar dele, mas ele é simplesmente irresistível. (suspiros...) Estávamos falando sobre o quê mesmo?! Ah! Sobre o Roman. Deixa eu me achar.rsrs...


- Bem... O Roman é lindo, embora ele não tenha me cativado quando li os dois livros anteriores nos quais ele aparece. Não. Eu não gostava nada dele. Ele era muito cruel e seu charme não era suficiente para me conquistar. Eu queria que ele morresse. Fosse eliminado da série. Já ouviram dizer que é para você ter cuidado com o que deseja, pois aquilo pode se realizar? Pois bem... Me arrependo amargamente do que desejei. :(


- Acontece que o Roman foi o único personagem que tornou o quarto livro da série, suportável. Quando ele aparecia as coisas ficavam menos estressantes. Claro que a Ever estava lá para estragar tudo, mas eu adorava vê-lo provocando-a. Ele não estava cruel neste quarto livro, entende? Ele estava apenas se divertindo à custa da Ever. Talvez por isso eu tenha passado a gostar dele.kkkkk... Não, gente. Nem foi só isso. A verdade é que o Roman simplesmente se tornou o único personagem que fazia sentido nessa história. Os outros eram tão insuportavelmente cansativos e estúpidos, que acabei me "agarrando" ao Roman para não pirar.rsrs... E quando cheguei ao final do livro... Bem, digamos que é muito bom a Ever não estar na minha frente. Eu seria bem capaz de acertar seu chacra mais fraco e mandá-la de uma vez para o inferno. Se eu a odiava antes, agora a odeio muito, muito, muito, MUITO mais!!!!  Maldita seja aquela pirralha estúpida! Só faz mal para os outros! Ninguém no mundo pode confiar nela. Ela estraga tudo. É um verdadeiro perigo para aqueles que a amam. Não a suporto. Não aguento mais ler a série através dos pensamentos dela. Por que diabos ela não pode desaparecer???????????!!!!!!!! Virar fumaça?! O mundo seria um lugar muito melhor sem ela. 


- Por que a odeio muito mais? Porque, por causa dela, mais uma pessoa foi prejudicada. Sim. Como eu quase já disse, foi o Roman. Tudo bem que ele não era meu querido nos outros livros, mas ele confiou nela. Ela se mostrou um "anjinho" e ele se deixou levar. Porque ela atingiu seu ponto mais fraco. E por quê?! Mais uma vez por egoísmo! Tudo que ela faz acaba sendo por ela mesma e não pelos outros. Pelos que ela "ama".


- Como disse, Damen já não é mais protagonista. Não vi mais aquele romance existente entre o casal. Ele realmente a ama. De forma incondicional. Perdoa tudo que ela faz. Tudo mesmo. Até perdoou sua quase transa com o Roman. Perdoou o fato dela nunca confiar nele. E de preferir confiar em seu querido Jude (o Jude está na minha lista negra.kkkkk...). Só que ele chega a ser patético.rsrs... Quem ama não tolera as coisas da forma que ele tolera. Como se não fosse importante. Ele não briga. Está sempre aceitando tudo pacientemente. Até mesmo atos de traição. Isso não é aceitável. Ele podia até perdoar. Só não podia agir como se não fosse importante, droga!


- Haven... Bem... Está cada vez pior. Nunca foi minha personagem querida e não se tornou querida agora. Mas é melhor do que a Ever e senti pena dela. Graças a Ever, ela perdeu mais coisas em sua vida. E isso porque a Ever é melhor amiga dela. Imagina se não fosse!


- Houve uma época em que esperava com curiosidade por "Chama Negra". Eu queria saber como as coisas  iriam prosseguir. Mas quando pensava em ter que enfrentar a Ever de novo, perdia a vontade de continuar lendo a série. E agora estou com menos vontade ainda. Para a minha angústia, ainda faltam dois livros. Pretendo lê-los ainda este ano para não ser forçada a incluir os livros nas próximas listas de leituras. Tenho que acabar de uma vez por todas com essa tortura!rsrs...




- O livro ganhou 1 estrela. E isso porque uma estrela no skoob significa que o livro é ruim. 


Não recomendo. 




Bjs e até breve!

28 de julho de 2011

O Anjo e o Guerreiro - Karen Kay (Maratona de Banca 2011 - Julho)



Em Julho: Índios



Escolhido para libertar...e para amar!

Falcão Veloz é o eleito de sua geração para tentar libertar seu clã de uma maldição lançada centenas de anos atrás. A oportunidade de cumprir essa dificil incumbência lhe é mostrada através da estranha visão de uma linda jovem em perigo.

Angelie está fugindo com seu irmão de um perseguidor implacável, e aceita a ajuda do forte e corajoso guerreiro. Falcão Veloz sabe que para romper a maldição ele deverá mostrar clemência para com o inimigo...mas clemência é a última coisa que Angelie encontra no desejo que vê brilhar nos olhos de Falcão Veloz, na paixão que sufoca sua própria alma e inflama seu corpo, e no amor intenso sem o qual ela não poderia mais viver!

 
 
 
Palavras de uma leitora...
 
 
 
- Bem... Eu nem sei o que dizer... Na verdade, acho que sei, sim. Eu me arrependo amargamente de ter lido esse livro! Se arrependimento matasse, o blog precisaria de uma nova blogueira...

- Quando decidi participar da Maratona de Banca 2011 não conhecia muitos livros do tema desse mês: índios. E sequer sabia que tinha livro sobre o tema na minha lista. Então, escolhi o livro ao acaso... Nunca tinha ouvido falar desse livro que escolhi, não encontrei nenhuma resenha sobre o livro, mas idiota do jeito que sou, enviei a lista para a equipe da maratona, com esse livro desconhecido nela. Decidi arriscar, sabe? E simplesmente quebrei a cara.


- Por não conhecer o livro, eu não tive vontade de lê-lo. Confesso: eu estava morrendo de medo do livro. Como não costumo dar muita sorte ao ler um livro que simplesmente "encontrei", tinha quase certeza de que quebraria a cara mais uma vez. Então, eu adiei a leitura desse livro o máximo que pude. Porém, o final do mês chegou rápido demais e eu soube que não tinha como fugir por mais tempo...rsrsrs... Criei coragem e enfrentei o livro, com uma remota esperança do livro ser bom. Só que quem me acompanha no skoob já deve ter visto que o livro recebeu duas estrelas. Ou seja, nem bom ele chegou a ser.

 
- Eu detestei o livro! Não que ele tenha estupro, agressão, traição ou algo similar. Ele não tem nada disso, mas eu quase cheguei a odiar o livro pelo simples fato dele ser chato, confuso em vários momentos e ter personagens completamente superficiais. Eu tentava "enxergar" os personagens, mas era algo impossível. Eu não conseguia me aproximar, sabe? Não conseguia sentir a história, entender os personagens... Nada. Teve cenas que eu tive que ler mais de uma vez para ver se o problema era eu. Se eu tinha perdido alguma coisa... Pulado sem querer alguma cena. Mas quando eu lia as cenas de novo, percebia que não tinha pulado nada e que o problema não estava em mim. E quanto mais eu lia o livro, mais tédio sentia... No começo a leitura até que não estava desagradável. Teve até um combate entre o deus Trovão e uns índios que haviam perdido entes queridos depois de uma tempestade e achei que o livro seria bom por causa disso. Esse toque sobrenatural, místico, fez com que eu achasse que a leitura poderia ser boa. Mas depois daqueles primeiros momentos, o livro foi ficando cada vez mais chato, vazio, carente de emoção. E se tem uma coisa que eu não suporto é um livro vazio. Livro que só tem páginas, mas que no final das contas não nos diz nada, não nos faz sentir droga nenhuma. Acho que faz tempo que não leio um livro tão... vazio. Acho que posso definir o livro como simplesmente vazio. Diz muito, mas acaba não nos dizendo nada. Houve momentos, inclusive, que eu pensei que a mocinha não fosse muito normal.


Vamos lá... Vou tentar explicar um pouco a história...


- O livro começa com o Falcão Veloz (o único personagem mais "humano") ainda criança. Ele estava com dez anos e foi chamado para uma reunião com o xamã, o sábio da sua tribo. Nessa reunião o sábio contou uma história... E como disse, o livro teve graça somente nesse momento. A história que Garra Branca contou foi a seguinte: Muito tempo atrás aconteceu algo que marcou profundamente a vida de sua tribo e das tribos vizinhas. Um acontecimento trágico e que os amaldiçoou "quase" para sempre. Nesse dia, alguns homens da sua tribo haviam ido caçar búfalos e apesar de terem o suficiente para alimentar suas famílias por um bom tempo, eles continuaram matando mais e mais búfalos. O deus Trovão não se alegrou disso e enviou um dos seus filhos, na forma de um pássaro, para proteger os búfalos e impedir os índios de continuar matando. Porém, os homens cometeram um erro terrível... Eles mataram o pássaro que não tinha feito nada contra eles. Um pássaro que só estava tentando proteger os animais... Um pássaro que era nada mais nada menos do que um dos filhos de um deus poderoso. O deus Trovão ficou profundamente ferido e furioso. E eu não o culpo por isso. Era seu filho! Então, ele decidiu que aqueles assassinos iriam pagar por isso e enviou uma grande tempestade sobre a Terra. Uma tempestade violenta e com raios fatais. E um desses raios atingiu e matou a mãe de Garra Branca, que não havia ouvido o filho. O filho lhe havia avisado que ela deveria se abrigar e ela não escutou. Então, foi um alvo fácil. Além de matar Manta Azul, o deus Trovão decidiu que levaria o espírito de mais três mulheres e o fez. Os homens, desnorteados pela dor, decidiram que iriam atacar o deus Trovão e se prepararam para a batalha. Nesse momento a história me prendeu e foi aí que eu acreditei que o livro seria bom... Enfim... Eles ficaram atacando o céu com suas flechas, mas o deus Trovão sequer apareceu durante um bom tempo e simplesmente ficou enviando seus raios e trovões. Só que, cansado daquela batalha sem sentido, ele decidiu perdoar os humanos pela morte do seu filho e enviou seus três filhos restantes na forma de pássaros refletindo o arco-íris (símbolo da paz). Ele acreditou que os humanos ao verem o pedido de paz, desistiriam da guerra. Mas não foi isso que aconteceu. Ao verem os pássaros, aqueles homens, possuídos pela dor, os mataram. E não só isso: se orgulharam do que tinham feito, fato que provocou a total ira daquele deus. Então, o deus Trovão atacou disposto a matar todos eles. Foi aí que o grande Criador decidiu se meter e impedir que o deus Trovão matasse todos eles, incluindo os inocentes. Ele, então, escolheu uma punição melhor... Amaldiçoou aqueles índios e suas famílias, dizendo que eles viveriam, mais não viveriam. Ou seja, estariam condenados à uma existência onde estariam quase mortos. Embora pensassem que estavam vivos, na verdade eles eram mais fantasmas do que qualquer outra coisa e cada vez que fossem dormir e acordassem, uma geração teria passado. Só que havia um modo de acabar com a maldição... A cada cinquenta anos, um menino de cada tribo seria escolhido para ir para o mundo dos vivos e tentar quebrar a maldição. E a única maneira de quebrar a maldição seria mostrando compaixão pelo inimigo. Algo que poderia parecer fácil, mas não era. Falcão Veloz foi um dos escolhidos e foi enviado para o mundo dos totalmente vivos...


- Enfim... Conseguiram entender? Até aí, ok, certo? Bem... Quando a história realmente começa, ele já tem vinte e oito anos e ainda não conseguiu libertar seu povo. Porém, num belo dia, o Criador resolve lhe dar uma ajudinha (se é que posso chamar isso de ajuda, já que penso que ele poderia ter se dado melhor sem ela.). Lhe mostra dois jovens, uma moça e um rapaz, fugindo de algo e lhe diz que ele tem que ir até um Forte onde irá encontrar esses dois jovens. Falcão Veloz vai até lá... e a história começa a andar para trás...rsrsrs... Ou seja, acredito que o problema do livro foi o aparecimento do tal Anjo. Deixa eu explicar... Os dois jovens são irmãos. O rapaz se chama Julian e a moça, Angelie, mais conhecida como Anjo. Confesso, eu não gostei da Angelie. Mas tenho meus motivos para isso... Sei que ela estava em perigo e coisa e tal, mas isso não lhe dava o direito de ser tão... provocadora, sabe? E nem tão chata. Confusa! Cada vez que ela abria a boca para falar... Oh, não! Às vezes, ela nem precisava falar... Só seus pensamentos bastavam para fazer com que eu me sentisse perdida. Por exemplo, quando ela decide que está apaixonada pelo mocinho!kkkkkkk... Não, eu preciso rir para não gritar de frustração. Eu ainda não consegui entender em que momento isso ocorreu...rsrs... Num momento, eles eram dois estranhos e ela não gostava muito dele, num outro momento, ela já havia lhe contado toda sua vida e estava apaixonada por ele. E não só isso. Como se uma força sobrenatural estivesse lhe puxando, ela vai para os braços dele, completamente apaixonada e lhe suplicando que faça amor com ela. Segundo ela, foi mesmo uma força sobrenatural que a fez perder o controle...rsrs... Eu, nesse momento, parei para respirar fundo. Lembro que cheguei a fechar os olhos e comecei a rir!kkkkkkkkkkk... Não era de alegria e nem porque estava achando graça da situação. Não. Eu estava rindo de mim mesma. Estava rindo da idiota que fui e do quanto estava pagando por não ter escolhido um livro conhecido para ler. Ler esse livro foi uma punição!rsrsrs... Um enorme castigo. Mas vamos continuar... Como se não bastasse isso, a tal cena deles juntos é totalmente confusa! Meu Deus! Creio que eu nunca li algo assim... Em vez de passar a cena direito, a autora coloca a mocinha para pensar!!!! Ela só poderia querer me castigar mesmo. No momento que os pensamentos da mocinha começam, a cena fica uma confusão só... É difícil até de explicar... Bem... Ela estava pensando mais ou menos assim. "Isso é amor? Será? Talvez? Bem... Se não fosse, estava perto disso... Era um presente, algo maravilhoso"... e blá, blá, blá... enquanto ela fala, a cena passa e ninguém sabe que ela está passando...kkkkkkk... Não consigo explicar! rsrs... A autora em vez de colocar as palavras dela e passar a cena, os toques, as carícias... ela coloca somente a mocinha para tentar criar uma poesia, entende? Eu adoro poesias, mas a dela era bem ruim... Maravilhoso! Um presente! Incrível! Oh! kkkkkkkkkkkkkk... Mas o que era isso?????? A cena em si não passava, entende? Ok. A autora, de vez em quando, tentava ser boazinha e nos mostrava que eles estavam se beijando e que ela estava nos braços dele... Mas depois ela perdia o foco e colocava aquela chata para pensar!!!! Foi uma cena que eu tive que ler mais de uma vez para tentar compreendê-la... Mas não consegui. Não tinha emoção nenhuma. Não era nada "real", entende? A gente não consegue sentir o que as palavras querem que a gente sinta... Bem... A não ser que elas quisessem nos causar tédio e vontade de abandonar o livro... Se os objetivos da autora eram esses, ela conseguiu provocar o primeiro (tédio) e quase o segundo (abandono do livro). Eu fiquei muito tentada a abandonar o livro. Só não fiz isso porque não ficaria em paz comigo mesma se não postasse o livro desse mês. Meu lado responsável não permitiu que eu abandonasse a história. Enfim... Para completar tudo, quando eu estava lá na frente, desejando desesperadamente que a história acabasse, a mocinha decide afastar o mocinho dela (e eu me pergunto: Quem disse que eles estavam próximos??? "Aquilo" era próximo??? Aquilo era envolvimento??? Não para mim!!!) e pensou em dizer para ele (pausa de novo: ela pensou! Toda vez que ela pensa o livro piora!!! rsrsrs...) que só havia entregado sua inocência, feito amor com ele como forma de pagamento por um favor. Ok. O problema não está no fato dela pensar em dizer isso... O problema é que eu pensei que havia enlouquecido, perdido a capacidade de raciocinar quando li isso! Sério! Eu parei, chocada! Por quê???? Pelo amor de Deus, em que parte eles haviam feito amor????? Que cena??? Quando isso aconteceu??? Na cena em que ela estava no colo dele? Mas não passou a cena!!! E sequer a autora tinha dado a entender que eles tinham feito amor!!! Que ele tinha chegado a possuí-la, entende? Então, quase perdendo o resto da minha paciência em voltei na cena. Continuei sem enxergar o tal momento.... Já li autoras cortarem a cena, mas nunca nos deixarem perdidas sem saber se aconteceu ou não... Enfim... Então refleti: Quando a mocinha pensou: "puro êxtase", ele havia feito amor com ela? Havia lhe tirado a inocência? Ok, então. Voltei para a cena que tinha interrompido para "enxergar" a tal cena de "amor". Continuei lendo e prestando total atenção no livro (minha forma de tentar não me perder... mas acabei fracassando,já que o livro conseguiu novamente me fazer pensar que talvez estivesse com algum problema para raciocinar...) e a mocinha disse o que pretendia para o mocinho. Aí ele menciona que eles tinham feito amor e estavam casados. Ela disse que eles não estavam. E ele disse que estavam!!! E eu mais uma vez senti vontade de gritar! Enfim... Aí, o mocinho fala em gravidez e pergunta se ela gostaria que os filhos nascessem fora do casamento. Aí, eu pensei: então, eles realmente tinham feito amor naquela cena confusa. Ok, então... Continuei lendo e me aproximando do final... Aí, aconteceu algo que me fez desejar bater em mim mesma... Durante uma outra tempestade o casal fez amor pela primeira vez... Isso mesmo que vocês entenderam!!! Eles só estavam querendo me aborrecer ou fazer eu procurar um hospital psiquiátrico com urgência! Disseram que fizeram amor naquela droga de cena confusa, ele falou na possibilidade dela ficar grávida e no final das contas eles não tinham feito amor. Embora tenham dito que sim. Ou seja, a intenção era clara como água: me enlouquecer! Simples assim! E para completar, quando eles finalmente fazem amor a cena carece de qualquer emoção... Não nos faz suspirar... Exceto de desgosto. Tão fria, tão vazia... A cena me deixou ainda mais decepcionada. Estressada. Irritada comigo mesma!


- Enfim... Depois de tudo, o livro vai chegando mais e mais perto do final e finalmente chega o momento do mocinho libertar seu povo da maldição. O que era um objetivo no início do livro, também não foi desenvolvido. Só apareceu no final. A grande... incrível cena da libertação do povo dele!kkkkkkkkkkkkkkk... Eu não acreditei no que estava lendo! "Aquilo não estava acontecendo comigo! Não! Era brincadeira, só podia ser..." Esses foram uns dos meus pensamentos. E lembro que eu falei com a Carla e com a Mónica, depois de terminar a leitura, que aquilo não "colava" nem em romance sobrenatural. A cena foi rápida e confusa como "quase" todo o livro e a forma como o povo foi liberto foi surreal demais para mim. Eu, que tenho uma queda por História, mitologia, lendas... não consegui deixar de achar a cena uma completa droga. Uma porcaria. Já li coisas "fantásticas" na minha vida, mas isso ultrapassou o limite para mim. Precisava de mais ali, entende? Precisava de algo que fizesse algum sentido. Foi confuso, rápido e louco! rsrsrs... E o mocinho que parecia morto, no momento seguinte já estava de pé e bem... Eu sequer pude sentir pela morte dele. Não pelo fato dele estar vivo no instante seguinte, mas sim porque a cena foi tão rapida e confusa que eu não consegui sentir nada. A cena não nos faz sentir nada. A não ser choque. Eu fiquei chocada. Um livro que estava andando para trás conseguiu fechar com chave enferrujada, com defeito, sei lá o que foi aquilo! rsrs... Que coisa mais louca, gente! E a autora termina o livro assim:


"Contam que a profecia de Garra Branca tornou-se realidade. Pois Falcão Veloz e Angelie viveram o restante de suas vidas muito felizes. Mas talvez seja esse o modo natural das coisas que, como os sábios nos contam através dos tempos, todas as pessoas boas e corajosas encontram afinal a verdadeira benção".


- E ponto final. Ok, gente! Talvez vocês já tenham lido em algum outro post que eu disse que comecei a ler em 2008. Mas deixa eu explicar uma coisa: em 2008 eu comecei a ler livros de romances. Mas antes eu lia!!! Só que não eram livros assim, entende? Não eram livros assim. Eu lia História, pois sempre gostei muito de História, mitologia, lendas... Eu já li várias lendas, até mesmo aquelas de terror. Conheço alguns deuses da mitologia grega... Enfim... O que quero dizer: não é a prmeira vez que eu leio algo que fale de deuses e tenha toque sobrenatural. E eu gosto do tema. Apesar de só acreditar num único Deus, isso não me impede de sentir fascínio pelas lendas maravilhosas que contaram através dos tempos. E eu sempre consegui imaginar o cenário e sentir as cenas, compreende? Para mim, não basta ler. Eu preciso sentir aquilo que está escrito. Preciso "enxergar" além do que os personagens dizem que sentem. O livro precisa ser mais do que está escrito no papel. Não sei se estou conseguindo explicar. Até as lendas, por mais curtas e simples que possam ser, conseguem me atingir. Elas me fazem viajar para aquele "mundo" e imaginar tudo que está escrito, sentir a cena inteira, os mesmos sentimentos dos personagens... Tudo. Pode ser uma história de uma página! Eu não fico indiferente!!! Mas esse livro... A única cena que me prendeu, foi a da guerra entre os índios e o deus Trovão. Depois daquele o momento tudo foi confuso e vazio. Sem sentido nenhum... Sei lá... É confuso até explicar. Depois que terminei de ler o livro desejei me esganar por ter sido tão idiota! Por ter lido algo tão ruim. E o livro só recebeu duass estrelas por causa do início e do Falcão Veloz. Ele é um pouco mais vivo do que os outros personagens. Só um pouco, mas junto com a cena do início, mereceu as duas estrelas. Tornando o livro, pelo menos, regular.


- A Angelie é irritante e maluca. No pior sentido. Eu não sabia se desejava sacudi-la ou levá-la urgentemente ao psiquiatra. E os outros personagens só ocupam o livro. Enfim... Concluindo: para mim... Lembre-se que é uma opinião totalmente pessoal... Para mim, o livro é vazio, sem sentido... uma droga. Não recomendo. Somente para quem quiser se aborrecer e perder tempo. Mas é claro que você pode ler o livro e acabar tendo uma opinião totalmente diferente. Já amei livros que outras pessoas odiaram e odiei livros que foram os preferidos de outras pessoas. Gosto é algo muito complicado, como vocês sabem. Mas se você veio aqui buscar minha opinião sobre o livro e quer saber se eu recomendo ou não. Eu digo com todas as letras: NÃO RECOMENDO!!!




- Acho que é isso... Até a próxima! :)
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