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2 de outubro de 2020

Livros lidos e não resenhados (setembro de 2020)

 

Literatura Colombiana
Título Original: El Amor en los Tiempos del Cólera
Tradutor: Antonio Callado
Editora: Record
Edição de: 2019
Páginas: 431

53ª leitura de 2020

Sinopse: O amor nos tempos do cólera não é apenas uma simples história, mas um grande tratado do amor. O tratado nunca escrito por Florentino Ariza, que guardava em três volumes três mil modelos de cartas para namorados, nos quais estavam todas as possibilidades do amor. O amor apaixonado da adolescência, o amor conjugal, o clandestino, o tímido, o amor sexual ou libertino. O tédio do amor, suas lutas, esquecimentos, metamorfoses, suas deslealdades e doenças, triunfos, angústias e prazeres. O amor por carta, o despertar desse amor, próximo ou distante, o amor louco. O amor de meio século, que encontra os amantes septuagenários se tocando pela primeira vez. O amor que se guarda e espera, enfim, sua realização.



Este é um dos livros mais famosos e amados do Gabriel García Márquez, mas eu não posso dizer que comecei a leitura cheia de expectativas. Como já tinha lido dois outros livros do autor, já até imaginava que ele abordaria temas que me desagradariam. Ainda assim, foi uma surpresa que a leitura tenha sido tão intragável, com personagens que me despertaram um desprezo intenso. 

É um livro do qual eu decidi que não valia a pena fazer resenha. Já bastava o fato de ter perdido meu tempo lendo suas mais de 400 páginas, acompanhando a obsessão do personagem principal e os preconceitos da sua suposta "amada". Eu realmente não gastaria meu tempo fazendo uma resenha desta história, quando tudo que eu queria era esquecer que a li. 

O que muitos consideram uma história de amor eu vi como uma história de obsessão. Florentino Ariza passou a maior parte de sua vida obcecado por uma mulher que o rejeitou na juventude. Aí ele passou a acompanhar a vida dela, tudo o que acontecia, os lugares que ela frequentava, sempre como uma sombra à espera de um dia ser notado, de um dia conquistar o lugar que o marido dela ocupava. E ele tinha como certo que uma hora aconteceria, não importando se seria no final de sua vida. Ele não descansaria enquanto não a tivesse. Para mim isto não é amor, mas loucura, doença. 

Ele é o tipo de personagem pelo qual é impossível torcer. Eu não aguentava mais acompanhar a vida desse indivíduo, suas inúmeras conquistas (ele tinha cadernos e mais cadernos com as suas "conquistas"), seus pensamentos distorcidos, mas o que mais pesou contra o personagem foi o que ele fez com a menina América, uma adolescente de quatorze anos, de quem ele se tornou tutor através da confiança que os pais da menina depositaram nele. A forma como ele a envolveu, como a usou, como a convenceu de que aquele absurdo era uma relação normal. Eu senti nojo e muito ódio desse personagem. O que ele fez com essa menina não tem perdão. E eu cansei das obras do autor, sinceramente. Só vou ler mais uma hstória dele poque já tenho o livro. Depois não comprarei ou lerei mais nenhuma história do Gabo. Eu estou cansada de ele sempre trazer personagens pedófilos, de mostrar como "histórias de amor" coisas que não são amor. 

SPOILER SOBRE ALGUNS LIVROS DO AUTOR: Em O amor e outros demônios há a história de uma menina de doze anos por quem um padre acredita estar apaixonado, então ele trai a confiança da criança (e de nós leitores) e envolve a menina, tenta convencê-la de seus sentimentos, como se aquilo tudo fosse certo. Em Cem Anos de Solidão, temos aquele desgraçado do coronel Aureliano que "se apaixona" por uma menina de nove anos, se casa com ela pouquíssimos anos mais tarde e é responsável pela morte dela, já que a engravida e a menina acaba morrendo. E agora temos aqui neste livro o protagonista de mais de setenta anos de idade convencendo uma menina de quatorze (que estava sob sua responsabilidade) de que era certo ele ter relações com ela, que aquilo tudo era normal e estavam apaixonados. Tudo isso é desprezível, é desumano. Em todo livro do autor vai ter sempre a mesma coisa?! Eu não tenho estômago para esses tipos de livros. O desprezo que eu já sentia pelo Florentino, em O Amor nos Tempos do Cólera, se transformou em profundo ódio quando ele fez tudo aquilo com a menina América. E o desgraçado ainda tem final feliz no livro! 



Literatura Brasileira
Editora: Nova Fronteira
Edição de: 2015
Páginas: 245

54ª leitura de 2020



Sinopse: O melhor de Caio Fernando Abreu faz parte da coleção que apresenta aos leitores o que nomes consagrados da literatura brasileira publicaram de mais instigante e significativo nos gêneros conto e crônica. Foram justamente esses gêneros os mais explorados pelo escritor gaúcho que soube mesclar com tanta destreza o viço inefável da vida e o seu mofo. 




Este é um daqueles livros que lemos bem aos poucos, nos quais sentimos que podemos nos refugiar. Eu levei mais de um ano para concluir a leitura, pois geralmente pegava um conto ou uma crônica para ler só quando sentia que precisava um pouco da escrita profunda e envolvente do Caio Fernando Abreu, que mexeu muito comigo, sobretudo através de suas crônicas. 

O livro possui 18 contos e 18 crônicas e não me lembro de nenhuma história que tenha me desagradado. Existram umas das quais gostei menos, mas todas foram interessantes, que me faziam ficar pensando vários minutos depois de fechar o livro.rs Todavia, como eu disse, as crônicas me apaixonaram mais, tiveram um significado maior na minha vida. Eu me identificava com algumas situações, alguns sentimentos e marquei vários trechos que às vezes sinto vontade de reler. 

"A memória tem sempre essa tendência otimista de filtrar as lembranças más para deixar só o verde, o vivo. Antigamente, sempre era melhor, ainda que não fosse."

Ano passado eu cheguei a fazer alguns posts falando sobre as crônicas presentes no livro, mas não me considero capaz de fazer uma resenha sobre esta obra.rs Só digo que é uma coletânea que recomendo muito. E quero demais ler outros livros do autor!


1 de julho de 2019

Contos e Crônicas lidos - Junho/2019


Em junho eu resolvi começar pelas crônicas. Geralmente leio primeiro contos para só no final do mês ler uma crônica e outra. Mas eu estava com saudades do Caio Fernando Abreu e resolvi mergulhar nas palavras dele no dia 12/06. Sonho com o dia em que terei uma coletânea com todos os contos e crônicas deste autor. Este livro que tenho é muito curto, tem duzentas e poucas páginas, enquanto a obra dele é vasta. 

"Sentado à beira do caminho, o homem cansado ficou quieto, espiando a vida que passava."

Esta foi a primeira crônica que li no mês, intitulada Uma fábula chatinha. Apesar de terminar de uma forma um tanto engraçada, ela me fez refletir bastante sobre a vida, sobre como tudo é fugaz. Vale realmente a pena lê-la. 

E falando em textos que nos fazem refletir, Querem acabar comigo diz tantas verdades que eu fechei o livro e fiquei pensando durante um longo tempo... É isto que tanto aprecio no autor: a capacidade de nos transportar para dentro do texto, para nos conectar e nos fazer pensar em nossas escolhas, nossos erros, nossa realidade... o que permitimos que os outros nos façam. Amo demais os textos dele!

2 de maio de 2019

Contos e Crônicas lidos - Abril/2019



Olá, queridos!

Eu continuo lendo muitos contos e amando cada vez mais a experiência. :D São contos muito diferentes uns dos outros e que quase sempre me ensinam algo, me fazem refletir. 

Em A mulher que era amiga de fantasmas conhecemos a história de uma jovem que perdeu a irmã gêmea quando ainda eram crianças. A menina se afogou e foi a partir deste momento que elas se tornaram inseparáveis, uma vez que ela passou a conversar e brincar com a irmã morta, pois sua peculiaridade (o nome desta coletânea é Contos Peculiares, só para lembrar) é ver e falar com pessoas mortas, com fantasmas. 

Apesar do tema um tanto assustador e triste, o conto na verdade nos faz rir muito. Porque a personagem passa por situações tão inusitadas que é impossível segurar o riso, sobretudo quando ela decide conquistar novos amigos fantasmas, pois sua irmã precisava resolver alguns assuntos no além-mundo e já não poderia mais estar ao seu lado. Se sentindo sozinha e sendo vista como "estranha" pelas pessoas vivas decide estabelecer laços de amizade com outros fantasmas, só que tudo dá muito errado.rs O conto não tem nenhuma intenção de ser triste, parece ter justamente o objetivo de fazer rir e o final foi desejado, mas não esperado. Gostei muito de como tudo terminou, sobretudo porque sou uma romântica (e o final é bem bonito).

30 de março de 2019

Contos e Crônicas lidos - Março/2019



Olá, queridos!

Eu consegui!!! :D Já cumpri a meta de ler 12 contos este ano. Mas claro que continuarei com este post mensal, pois gostei demais de partilhar com vocês minhas apostas neste gênero. 

Minha nova meta agora é finalizar a leitura de várias destas coletâneas até o final do ano, sabe? Querem saber quantos contos faltam?!rsrs

Contos Peculiares - Ransom Riggs - faltam 6.
Contos Escolhidos - Machado de Assis - faltam 16.
Negrinha - Monteiro Lobato - faltam 10.
Contos de Terror, de Mistério e de Morte - Edgar Allan Poe - faltam 19.
A vida como ela é.... em 100 inéditos - Nelson Rodrigues - faltam 97 (será mais difícil de concluir até dezembro.kkkkkk)
Contos Estranhos - Bram Stoker - faltam 7. 

- Estes são os principais que pretendo finalizar até dezembro, mas ainda existem outros.rs

27 de fevereiro de 2019

Contos e crônicas lidos - Fevereiro/2019


Olá, queridos!

Eu tinha prometido que este ano tentaria arriscar mais a leitura de gêneros que não aprecio. Sair profundamente da minha zona de conforto, sabe? Então, pela primeira vez na vida li um conto do Edgar Allan Poe. Ano passado adquiri tanto esta coletânea de contos de terror do autor quanto um box lindo contendo três livros do Bram Stoker (autor de Drácula), para já me preparar para leituras mais assustadoras.rs Vocês sabem: fujo de histórias de terror. Tanto em livros quanto em filmes. Evito o máximo que posso sempre. É óbvio para qualquer pessoa que ler terror não vai dar certo na minha vida.rs Insônia, pesadelos, sustos por nada... serão frequentes nos meus dias.kkkkkkkkk... Vamos ver por quanto tempo aguentarei. Ou se de fato acabarei me acostumando com este gênero. 

21 de janeiro de 2019

Contos e crônicas lidos - Janeiro/2019




Olá, queridos!

Não. Eu não tinha intenção de fazer resenha de cada conto lido este ano. Apenas pretendia cumprir minha meta de ler, pelo menos, doze contos e/ou crônicas em 2019, já que ano passado se li três foi muito. Todavia, eu fiquei tão impressionada com alguns que decidi criar um post mensal para falar dos contos/crônicas que tive a oportunidade de ler. 

- Comecemos pelo primeiro conto que li em janeiro. As honras foram do meu querido Machado de Assis com A Chinela Turca. Em 2017 eu fazia resenhas individuais dos contos presentes neste livrinho azul que vocês veem na imagem acima. É possível encontrar cada uma delas clicando aqui. Eu apreciei muito a experiência de falar sobre contos, mas depois parei de lê-los e assim as resenhas individuais chegaram ao fim. :( Mas voltemos ao presente conto.rs

Em A Chinela Turca temos um jovem numa noite normal da vida de um moço abastado, cuja maior preocupação é encontrar sua amada num baile. Só que no momento em que ele estava se preparando para sair um amigo de seu pai o visitou, meio que o intimando a ler seu manuscrito, vez que o indivíduo resolvera se tornar escritor de drama. Claro que ele poderia ter dito não, que estava de saída, mas o outro com sua lábia o convenceu a se atrasar para o compromisso. Você pensa que nada de mais vai acontecer. Que é apenas um conto do cotidiano. Só que as coisas dão tal reviravolta que no final ficamos de queixo caído. Pelo menos, eu fiquei.kkkkkkk.. Simplesmente chocada e encantada pela forma como o autor desenvolveu o conto para segurar a surpresa que seria o final. Foi um dos melhores contos que já li do meu amado Machado. 

- Depois eu migrei para o Monteiro Lobato e resolvi arriscar a leitura de Bugio Moqueado, mesmo sabendo que quase todo conto do autor termina de forma lastimável, ao ponto de nos deixar deprimidos, sabe? É só desgraça. Eu nunca tive a experiência de ler uma obra dele que não terminasse de uma forma a me deixar refletindo sobre as atrocidades e injustiças da vida. Todavia, acho que nenhum foi tão assustador quanto este. Fiquei com os braços arrepiados e verdadeiro pavor. E o pior foi que li à noite, o que é quase certo resultar em pesadelo. 

Não vou entregar nenhum segredo da história. Só digo que o personagem é um "ouvinte". Ele está participando de um jogo, então acaba por se distrair ouvindo uma conversa entre uns senhores que estavam próximos dele. Curioso para saber como a história da qual o homem estava recordando terminaria, ele se deixou levar e mal prestava atenção no jogo. Envolvido, nem percebeu o rumo que a história tomava e foi pego de surpresa como aconteceu comigo, quando o final chegou e foi digno de um filme de terror. 

Importante mencionar que o conto além de caminhar para o terror também aborda violência doméstica e racismo e pode ser uma leitura forte. 

"Pressenti um horror de tragédia, dessas horrorosas tragédias familiares, vividas dentro de quatro paredes, sem que de fora ninguém nunca as suspeite."

É um conto que impressiona e assusta. Não leria novamente. É muito bem escrito, envolvente, você não consegue abandonar, mas é uma história que agrada quem aprecia contos de terror. E como muitas das obras do autor, este conto pode ser polêmico. Mas antes de xingá-lo é necessário fazer uma segunda leitura (se a primeira não for suficiente) para compreender a crítica social, inclusive uma crítica ao racismo. Eu sei que provavelmente muita gente sabe que algumas obras do autor foram denunciadas como de conteúdo racista. Todavia, os contos Negrinha e Bugio Moqueado criticam abertamente a forma como eram vistas e tratadas as pessoas negras, as crueldades as quais eram submetidas até mesmo as crianças. São contos importantíssimos, embora este segundo tenha me deixado aterrorizada. Contos que mostram a cara de uma sociedade preconceituosa, de "cidadãos de bem" capazes das piores crueldades contra aqueles que eles não veem como seres humanos. Contos escritos tantos anos atrás (no século passado), mas ainda muito atuais em sua essência. 

- O terceiro conto que li foi A Princesa da Língua Bifurcada, presente no livro Contos Peculiares, do autor Ransom Riggs que ficou conhecido ao escrever a série O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares. Nunca tive coragem de ler a série, pois as capas e fotos me assustavam.rsrs Achei que uma maneira leve de conhecer as obras do autor seria através deste livro de contos e foi realmente uma escolha acertada. Porque amei este primeiro conto que li e ficou aquele "gostinho de quero mais", sabe? 

Ele conta a história de uma princesa peculiar, que possuía uma língua bifurcada e escama nas costas. Ela vivia de forma muito solitária e praticamente não falava com ninguém, exceto sua criada, que era a única a conhecer sua condição estranha. Ela morria de medo do que os outros poderiam pensar. Então, seu pai resolve prometê-la em casamento a um príncipe que ela jamais tinha visto, para poder unir os dois reinos e livrá-los de uma iminente guerra. Impressionado com a beleza que o rosto da jovem possuía, o príncipe apenas ficou incomodado com o fato da sua futura esposa não responder verbalmente suas perguntas, apenas balançava a cabeça. Não querendo começar o casamento com mentiras, a princesa resolveu conversar em particular com o noivo e revelar seu segredo, já que o mesmo afirmara que nada o faria mudar de ideia sobre o casamento. Pois bem. Ela contou e a reação dele foi a pior possível. A partir daqui não digo mais nada, pois é interessante se surpreender com os acontecimentos subsequentes. É uma história que nos faz refletir sobre o tratamento que muitas pessoas recebem de sua família, amigos e desconhecidos apenas por serem diferentes, por não se encaixarem em determinados padrões. Acho que o final pode desagradar algumas pessoas, mas eu gostei. Tinha que terminar assim. 

- Dias depois eu resolvi apostar nos contos infantis dos Irmãos Grimm. Li A Princesa e o Sapo ou Henrique de Ferro, que provou ser muito diferente da versão que eu conhecia da Disney. Confesso que detestei o conto, a forma como a tal princesinha era mimada e seu egoísmo me irritaram. Sem mencionar que o próprio sapo não era muito melhor que ela. No fundo, até se mereciam. E também não consegui compreender se a princesinha era uma jovem ou uma criança e por isso o final me deixou um tanto perturbada. 

Já o conto Rumpelstiltskin é bem parecido com a versão que eu conhecia, embora com algumas pequenas alterações. Por ter acompanhado durante anos a série Once Upon a Time acabei por me interessar por esse conto e procurei mais informações sobre ele. É uma história envolvente, mas com final macabro. A história gira em torno da filha de um moleiro que, para impressionar o rei (ou sei lá se tinha outros motivos) decidiu inventar que a garota possuía o poder de transformar palha em ouro. Então, o rei a tranca e ameaça sua vida, caso ela não consiga cumprir o que seu pai prometeu. A jovem, obviamente, entra em desespero, pois nunca tinha transformado palha em ouro em toda sua vida. É quando o duende Rumpelstiltskin aparece e em troca de um objeto que ela possuísse decide fazer o serviço no lugar dela. E a partir daí o conto segue. 


Depois de ter me encantado com os contos acima resolvi apostar nas crônicas de um autor do qual eu apenas ouvia falar: Caio Fernando Abreu. E, meu Deus do céu!, onde eu estava para ainda não ter lido nada dele?! 

Comecei pela crônica Pequenas e grandes esperanças. Nela o autor fala de como nós costumamos considerar os anos que se passaram como melhores que o que estamos vivendo no momento. "Nossa, os anos 70 eram tão maravilhosos!" ou "Nenhum ano foi tão perfeito quanto o ano tal" e existe realmente muita verdade nisso. Costumamos olhar para o passado com nostalgia, mas muitas vezes enquanto vivíamos determinado ano não o valorizávamos ou não o considerávamos o mar de rosas que pensamos quando ele se tornou algo concreto, pertencente ao passado. Sempre valorizamos aquilo que já se foi. Do mesmo jeito que fazemos quando perdemos um ente querido, não é mesmo? 

Li também a crônica Pequenas epifanias, na qual o personagem fala do presente que ganhou de Deus - ou o que consideramos Deus - uma possibilidade de amor. E o que tal sentimento lhe provocou, como tudo aquilo era bom, o simples sentir algo, mesmo que não se pretendesse levar nada adiante. 

Então estes foram os cinco contos e as duas crônicas que li em janeiro. Mas, Luna, o mês ainda não acabou!rs Isto é certo. Todavia, sei que não lerei mais nenhum conto ou crônica este mês, pois tenho que correr para concluir algumas outras leituras. :)
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