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24 de março de 2019

Legado do Deserto - Maisey Yates


Título Original: Heir to a Desert Legacy
Tradutora: Celina Romeu
Editora: Harlequin
Edição de: 2013
Páginas: 204 (eBook Kindle)
Série Herdeiros Secretos de Homens Poderosos - Livro 1
Onde comprar: Amazon


Sinopse: Chloe carregou em seu ventre o futuro sheik de Attar. Quando Sayid, tio da criança e atual regente do reino, descobre, decide fazer de tudo para proteger o sobrinho. Mas ela não abrirá mão do bebê, e o casamento parece ser a única solução.



Se olhássemos apenas para a capa deste livro não imaginaríamos quão quebrados estão os personagens da história. A sinopse também não nos diz muita coisa. Parece apenas mais um livrinho do gênero, uma leitura para passar o tempo e nada mais. Certo?! Errado. 

"Posso lhe dizer desde já que há coisas demais no mundo que não fazem sentido e jamais farão. A ganância, o desejo pelo poder levam homens a fazer coisas terríveis."

Chloe James estava tentando concluir seu doutorado em física e se tornar a cientista que tanto sonhava. Queria dar aulas em grandes universidades, testar teorias... ter uma vida inteira voltada aos estudos. Marido e filhos não estavam nos seus planos. Porque queria manter o controle de sua própria vida. Sem nenhuma emoção que a tornasse fraca. 

3 de junho de 2016

Paixão Secreta - Lynne Graham

(Título Original: The Sheikh's Secret Babies
Tradutora: Angela Monteverde
Editora: Harlequin
Edição de: maio/2016)

Laços reais!

O dever real de Jaul era casar-se com uma noiva apropriada. Mas, para isso acontecer, precisa se divorciar da mulher que o traiu. Ao reencontrar Chrissie Whitaker, é surpreendido por uma inesperada revelação. Arrasada ao ser abandonada por seu príncipe encantado, os gêmeos eram o único consolo para o coração partido de Chrissie. Porém, agora que descobriu a verdade, Jaul está determinado a assumir os bebês como seus herdeiros legítimos. Será que Chrissie conseguirá esquecer o passado doloroso e aceitá-lo novamente como marido? 


Palavras de uma leitora...


- Sempre fico ansiosa para ler novas histórias da Lynne Graham. E após ler Poder & Persuasão eu fiquei louca para ler a história da irmã da Lizzie. O livro anterior não revelou muito sobre a Chrissie, mas o epílogo nos dá a entender que a vida dela não estava lá muito fácil. E realmente não estava...

- Claro que a LG não perderia a oportunidade de criar um mocinho que se faz de surdo, que acredita no mundo inteiro antes de acreditar na mocinha. Ou seja, o tipo de infeliz que mais me irrita. E, além disso, ele tinha também que fazer chantagens estúpidas e outras coisinhas para ferver meu sangue. Nenhuma novidade. 

“Ele dilacerara seu coração, deixara-a sozinha para lidar com sua dor e jamais a contatara para se explicar ou mesmo pedir desculpas.”

Apesar da infância difícil e dos segredos que carregava dessa época de sua vida, Chrissie era uma pessoa otimista, sonhadora e romântica, embora desconfiasse de todos os homens que apareciam em sua vida. Sabia que um passo em falso poderia lançá-la no mesmo poço no qual vira a mãe, ano após ano, se destruindo. No entanto, sabia que um dia encontraria o homem certo e então poderia entregar seu coração. Sem medo. Sem reservas. Por inteiro. E nem de longe ela consideraria Jaul o homem ideal... Para ela, estava mais para um projeto malfeito...

Quando se viram pela primeira vez a atração foi inegável, porém Jaul estava acompanhado de sua amiga, que para ele não passava de mais uma conquista que logo seria descartada com um presente de “agradecimento”. Decidindo manter-se o mais distante possível do homem que representava tudo que ela mais detestava numa pessoa, ela tenta ignorá-lo, mesmo quando ele a tratava com gentileza e ternura como se ela fosse especial. Como se significasse algo para ele. Mas todas as suas defesas se desfazem no dia em que ele a salva de algo terrível, mostrando que, bem lá no fundo, talvez, não fosse tudo aquilo que ela imaginava... 

E quando ele a pede em casamento... Chrissie acredita estar vivendo finalmente o conto de fadas com o qual sempre sonhou... até que a realidade chega para destruir seus sonhos. E logo ela entende que era hora de amadurecer... seguir em frente mesmo com o coração em pedaços. Mesmo sabendo que nunca mais iria vê-lo. Que não passara de um brinquedo, um objeto que ele abandonou como se não servisse mais. 

Destruída por dentro, ela refaz sua vida, criando sozinha os filhos... até que Jaul reaparece em seu caminho. Apenas para ameaçar tudo o que lhe era mais precioso...

O destino os separara... Existiria, mesmo após tantas mentiras e mágoas, uma chance para o amor que um dia sentiram um pelo outro? 

“Os olhos dele brilharam e sua boca se comprimiu. 
- Você jamais me perdoou por qualquer coisa.”

- Jaul é um aprendiz de outros mocinhos infelizes da autora. Embora não chegue a ser como certos canalhas que conheci ao longo do meu tempo como leitora da LG, tive ânsias de açoitá-lo em praça pública quando ele insistiu em ficar pensando o pior da mocinha, mesmo sabendo que seu pai (o pai dele... embora o dela também não valha muito) não prestava e que não escondia o ódio que sentia pela nora. Ainda assim, ele preferiu acreditar no pai e mesmo quando as circunstâncias o fazem reencontrar a mulher que ele abandonara dois anos antes, nada o faz mudar de opinião. Não que ele a tratasse mal por isso. Pelo contrário... Fica mais do que evidente que ele não a esqueceu e que o amor que ainda sentia por ela o impedia de desprezá-la. Ele a amava. Mas preferia acreditar no pior. Porque simplesmente era mais confortável. Cada vez que ele começava a pensar... eu sentia uma vontade enorme de sacudi-lo e gritar bem dentro do seu ouvido para ver se assim ele recuperava a audição.rs 

- Após dois anos separados por causa de um acidente e das mentiras do pai do mocinho, os dois são obrigados a se reencontrar. Isso porque o casamento que eles foram levados a acreditar que não era real, na verdade tinha sido válido e, portanto, continuavam legalmente casados. Determinado a fazer o que esperavam dele (até parece!), Jaul decide ir pessoalmente em busca da Chrissie para que, amigavelmente, eles pudessem desfazer o erro que havia sido esse casamento. Mas ao revê-la... todos os seus planos perdem importância. Já não interessava que ela tivesse aceitado dinheiro para deixá-lo... Que jamais tivesse lhe visitado no hospital... que não tivesse estado ao seu lado quando ele mais precisara... Tudo que importava é que ele ainda a queria. E usaria qualquer desculpa para tê-la de volta em sua vida. 

E claro que, levado pelo desejo de recuperar a esposa, ele faz uma besteira atrás da outra.

- Eu gostei muito do livro, apesar de todo o estresse. Os motivos que provocaram a separação do casal são convincentes e não há como negar que os dois se amavam no passado e seguiam se amando. Mas eram imaturos demais quando se casaram e era fácil para qualquer pessoa manipulá-los e destruir sua relação. 

Porém, não é porque eu gostei da história e sou fã da autora que ignoro os absurdos que existem nesta história e que já estou cansada de ficar desculpando, “deixando passar”, sabe. Há uma cena em que a própria mocinha, querendo arranjar desculpas para as atitudes do mocinho, diz que os fins justificam os meios (na verdade está escrito: os meios justificam os fins. Mas deu para entender.rs). Eu não penso como ela. Não acho que um simples “sinto muito” muda o fato de ele, mesmo acreditando estar apaixonado por ela, ter pedido para seus advogados prepararem um contrato pré-nupcial que a prenderia no país dele e poderia retirar seus filhos. Por mais que tal contrato não possuísse validade no país dela, ele usou isso para chantageá-la, para obrigá-la a fazer o que ele queria. Simplesmente porque era assim que ele queria. Não estava com vontade de suar, esta é a verdade. Não queria gastar energias e inteligência tentando reconquistar a mulher que perdeu por ser imbecil. Era mais fácil chantageá-la, tentar controlá-la. E eu já estou mais do que cansada de coisas assim. De mocinhos que fazem coisas absurdas, em pleno século XXI, e as próprias mocinhas veem como condutas desculpáveis. E estão sempre fazendo exatamente o que eles querem. Elas brigam um pouco, fingem que vão tomar uma atitude, mas, no fim das contas, passam a mão na cabeça dos mocinhos e já está. Tudo bem, tudo perdoado. Eu queria menos machismo e mais atitudes das mocinhas. Têm umas que são verdadeiras heroínas, que sabem colocar esses arrogantes em seus devidos lugares, mas elas são raridade nestas histórias. Em sua maioria, o que eu vejo são mocinhas como a Chrissie. 

Outra coisa da qual sinto falta é de mais profundidade. Por mais que eu tenha percebido que existia realmente amor entre o casal e tenha sim acreditado que eles seriam felizes juntos, não posso dizer que a relação era profunda, que tinha aquele envolvimento que eu tanto amo nos meus romances preferidos. Não. O que eu mais vi foram trechos sobre o desejo que estavam sentindo um pelo outro. Estavam sempre querendo ir pra cama. Não que uma relação de amor não tenha desejo, paixão. Claro que sim, faz parte e eu adoro casais apaixonados. Mas é realmente necessário, numa história de apenas 183 páginas, falar de sexo o tempo quase todo?! 

E como se não bastasse isso... não vi envolvimento do Jaul pela filha. O orgulho dele era o seu herdeiro... o menino, que ele fez questão de exibir para todos. Nas poucas cenas nas quais as crianças aparecem, o Jaul está sempre próximo ao menino e é o menino que ele pega nos braços. Isso me incomodou muito. Foi o que mais me incomodou na história e quase me fez dar 3 estrelas ao livro. Não vou ficar deixando este tipo de coisa passar. Paciência tem limite. E o Jaul testou demais a minha com uma atitude dessas. 

- Como eu disse, gostei muito do livro. Dei 4 estrelas e recomendo sim, sobretudo aos fãs da autora. Não é porque não deixei passar certas coisas na história que não gostei dela.rs Gostei bastante, mas isso não me impede de enxergar os absurdos.rsrs

6 de abril de 2015

O Direito do Sheik - Lynne Graham

(Título Original: The Sheikh's Prize
Tradutora: Patrícia Chaves
Editora: Harlequin
Edição de: março de 2015)

Noivas Desafiadoras 2/4

Uma mancha em sua reputação.

O casamento do sheik Zahir Ra'if Quarishi com uma ocidental causou enorme desgosto na corte. Sapphire Marshall fora o pior erro de sua vida. Fria e esquiva, ela fugiu do reino antes de consumar a união, obrigando Zahir a encarar sozinho a vergonha... e uma conta bancária com cinco milhões a menos. Agora sua ex-esposa está de volta ao pais, e Zahir tem planos de bani-la de uma vez por todas! Mas antes, exigirá a noite de núpcias a qual tem direito.


Palavras de uma leitora...



- Cinco anos se passaram desde o seu divórcio com Zahir, o homem por quem se apaixonara perdidamente apenas para ter o seu coração partido com o término amargo do relacionamento. Agora Saffy é uma modelo famosa, com a vida que muitas deveriam invejar. Porém, embora tenha seguido em frente, uma parte de si ficara para trás. E nem mesmo a terapia foi suficiente para que ela recomeçasse. As coisas tinham terminado da maneira errada e enquanto o passado não fosse enterrado de uma vez por todas, seguiria presa. Ao homem que destruíra todos os seus sonhos. 

Por causa de umas mudanças de última hora, Saffy se vê de repente de volta ao país no qual viveu por um ano, quase como prisioneira na casa de seu marido. E o passado que ela sabia que teria que enfrentar, mas no fundo desejava evitar com todas as suas forças, invade sua vida, bagunçando tudo outra vez. Será que mais uma vez sairia ferida? Ou todos aqueles anos contribuíram para mudá-los? Independentemente do que se passasse entre ela e Zahir, não ficaria em pedaços como antes. Nunca mais. 

- Zahir mal podia acreditar no que ouvia. Jamais esperara que sua ex-esposa se atrevesse a colocar novamente os pés em seu país. Não depois de tudo o que se passara... Mas ao vê-la mais uma vez, soube que não poderia deixar escapar aquela chance. A tinha perdido uma vez e em todos aqueles anos não fora capaz de esquecê-la. Faria o que fosse preciso para recuperá-la. E dessa vez, não a perderia. 

- Bem... O que posso dizer?rsrs... Estava bom demais para ser verdade. Suspiros... Depois da delícia que foi ler Amante Seduzida, eu esperava que esta história também me envolvesse e me deixasse apaixonada pelo casal. Ainda que eu não fosse muito com a cara da protagonista. No livro anterior, as únicas irmãs que eu conheci, além da protagonista, foram as gêmeas, Emerald e Sapphire. Mas para ser justa, eu conheci a Sapphire através dos olhos da Emerald, que há anos estava brigada com a irmã. Sendo assim, a opinião dela não deve ser levada tão a sério. Tudo o que ela tem a dizer sobre a irmã é recheado de mágoas e desprezo, não tendo nenhum compromisso com a verdade. Ao conhecer a Saffy neste livro, pude perceber que eu não fui muito justa com ela. Já que a mocinha não é exatamente o que a irmã a considera... 

- Ignorando totalmente os conselhos da Kat, a irmã que a criou desde que ela tinha 12 anos, Saffy se deixou levar pela paixão que sentia por Zahir e se casou com ele, indo morar, logo em seguida, em seu país, cuja cultura entrava em choque com a dela. O conto de fadas que ela construiu em sua mente, não demorou nada a virar um pesadelo, porque além de se ver presa num país hostil, cercada por pessoas que a desprezavam, Saffy também desenvolveu um pânico incontrolável toda vez que o Zahir chegava perto dela. Incapaz de consumar o casamento, sentia-se culpada, sem saber o que se passava com ela. Não tinha medo dele, o amava, mas não conseguia relaxar e permitir que ele a tocasse. O ambiente ao seu redor também não contribuía para diminuir seus medos e a esperança de que com o tempo os problemas entre os dois fosse se resolver, foi morrendo aos poucos. As brigas e as ausências se tornaram mais frequentes. Saffy se sentia infeliz, desprezada e prisioneira, pois graças ao fato de não ser aceita pela família do marido, tinha que ficar presa entre os muros da propriedade, tendo permissão para sair raríssimas vezes. Quanto mais os meses se passavam, mais ela sentia saudades das irmãs e de sua casa e pedia ao marido o divórcio, que ele se negava a lhe dar. O amor que ela sentia por ele não diminuiu ao longo do tempo e no fundo ela queria que ele ficasse ao seu lado. Mas o inferno no qual se transformou a sua vida era insuportável demais... até que, quando ela menos esperava, Zahir lhe deu o divórcio, a descartando como se já não suportasse mais vê-la em sua frente. Magoada pela forma repentina como ele a mandara embora e por ter sido incapaz de lutar por seu casamento, Saffy voltou para casa, sabendo que jamais seria capaz de esquecê-lo... 

- Eu pude compreender os problemas que fizeram o casamento entre Saffy e Zahir fracassar. Como se não bastasse o fato de terem ficado casados por um ano sem que conseguissem fazer amor, o ambiente ao redor deles seria capaz de enlouquecer qualquer pessoa. Não creio que se casar com a Saffy foi o pior erro que o mocinho cometeu, como ele tanto quis acreditar. Na minha opinião, seu erro foi levá-la para um país que ele sabia que a faria infeliz, que jamais a aceitaria... Ao menos, não enquanto o demente do pai dele fosse vivo. Mas além da péssima ideia que ele teve ao levá-la para lá, ainda existiu, para complicar mais as coisas, a própria insegurança do nosso mocinho. Ele também era muito jovem na época e criado num lugar cheio de regras, temendo decepcionar o pai, não se permitiu viver. Ao conhecer a Saffy, se apaixonou e quis garantir que nada a afastaria dele, por esse motivo apressou as coisas e depois se viu totalmente perdido diante dos problemas dela. Não sabia o que fazer e fez tudo errado. Não posso culpá-lo. Penso que, na realidade, a questão é que ambos eram jovens e imaturos demais para lutar por aquele casamento. Em vez de fazerem algo durante os doze meses que tiveram, eles simplesmente deixaram o tempo passar, como se tudo pudesse se resolver sem a ajuda deles. O que foi um grande engano e impediu os dois de recomeçar. Eles não podiam seguir em frente, porque o passado jamais foi resolvido. Ainda estavam presos ao que sonharam em ter e não tiveram. Presos às lembranças que tinham um do outro. 

- A história não é ruim e realmente eu pude entender o que tinha causado a separação, o que se passava no interior deles e que eles precisavam resolver os problemas que tinham com eles mesmos antes de tentarem dar uma segunda chance ao relacionamento que um dia os uniu (ou separou). Mas eu não senti um pingo de simpatia pelo casal. Por mais que reconheça que a Saffy não é tudo aquilo de ruim que a Emerald a considera, ainda assim não senti nada pela mocinha. Ela não me cativou e muito menos o Zahir. O romance entre eles não me convenceu, não senti aquela paixão, aquele amor que senti ao ler o primeiro livro. Eu os via tentar, ouvia suas declarações de amor e conhecia seus pensamentos, o que se passava dentro deles, mas não sentia absolutamente nada. Além do mais, a recuperação da mocinha não foi nada convincente. Muito menos, naquelas circunstâncias. Enfim...

- O Zahir me perdeu totalmente desde o princípio, quando resolve sequestrar a mocinha (que ele sabia que entrava em pânico e passava mal diante da chance dele tocá-la) e levá-la para uma região isolada, disposto a mantê-la ali, até "seduzi-la" e levá-la para cama, conquistando assim o que lhe foi negado cinco anos antes. Sabendo que a mocinha tinha se tornado modelo e que as revistas de fofocas tinham sempre novidades sobre ela, ele a via como uma vagabunda, por mais que não fosse tão claro assim em suas palavras. Eles tinham passado cinco anos sem nem sequer se verem e aí, quando percebe que estando em seu país ela está em suas mãos, ele resolve jogar sujo e realmente obrigá-la a ir até o local que ele escolheu e depois mantê-la presa ali, até conseguir o que queria. Não posso dizer que senti piedade da mocinha, pois ela não viu nada demais no que ele fez, é claro. Como ainda o amava, achou tudo perfeitamente normal e resolveu aproveitar a oportunidade que tinha caído do céu para perder a virgindade que tanto a incomodava. E ela colocou na cabeça que em vez dele usá-la, quem o usaria seria ela. Enfim... Eu não mereço isso, gente. Realmente não mereço.

Como tudo o que o nosso "maravilhoso" mocinho queria era o corpo da mocinha (mesmo que no final tenha dito que sempre a amou e nunca conseguiu esquecê-la, que ela era sua vida e tudo o mais), depois que consegue isso, providencia o transporte para levá-la de volta ao país dela. E só reaparece quando percebe que tê-la naqueles breves momentos não foi suficiente e que agora ele necessita alugar um apartamento, levá-la para lá e manter um caso escondido até que possa livrar-se da necessidade de tocá-la. Mas as coisas fogem ao controle dos dois (porque as camisinhas sempre furam, claro) e é aí que eles começam a tentar fazer o relacionamento dar certo e resolver as pendências do passado. 

- Como eu disse, a história em si não é ruim. O problema está nos protagonistas, que não nos conquistam, não nos faz torcer por eles e acreditar no que supostamente existe entre eles. Compreender os problemas criados pela autora é possível. Realmente a situação que a LG criou era bastante complexa, mas o casal não me passou verdade, nenhum sentimento. E tudo que eu mais queria era terminar logo a leitura porque, sinceramente, já não era mais capaz de seguir suportando-os.

- Os únicos momentos agradáveis do livro foram aqueles nos quais a Kat e o Mikhail apareceram. :D Sei que faz pouquíssimos dias que li a história deles, mas já sinto saudades. E mesmo que tenham aparecido apenas brevemente, ainda assim marcaram presença. A Kat continua sendo exatamente a mesma mocinha maravilhosa que me conquistou no primeiro livro e o Mikhail não deixa de provocá-la e ser aquele mocinho que faria tudo por ela. O relacionamento entre eles é lindo e mantém-se sólido apesar dos problemas. Eu amo muito esses dois! :) 

Nesta história pude conhecer um pouco mais a Topsy, protagonista do último livro da série. Por enquanto, não tenho nada contra ela. 

- Não recomendo o livro. Apesar de não ter chegado a desprezar a história, poderia muito bem passar sem lê-la.rsrs... Só espero que os próximos livros da série me conquistem. Não quero crer que o primeiro é o único que vale a pena. 


Série Noivas Desafiadoras

O Direito do Sheik
3º Imagem Real
4º Desafiando o Destino


10 de fevereiro de 2014

O Príncipe do Deserto - Iris Johansen

(Título Original: And The Desert Blooms
Tradutora: Adriana di Pietra
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2009)

Não me procure... Voltarei quando estiver pronta...

Pandora Madchen escreveu essas palavras quando fugiu, seis anos atrás. Nesse meio tempo, ela se tornou uma famosa cantora de rock e viajou pelo mundo inteiro, mas nunca se esqueceu da promessa que fez a si mesma. Agora ela está pronta para voltar à desértica Sedikhan e para o homem por quem se apaixonou cedo demais... e nunca conseguiu esquecer.

O sheik Philip El Kabbar é um homem poderoso e influente. Contudo, durante seis longos anos não conseguiu encontrar a garota a quem ainda considera ser seu dever proteger. Pandora está de volta, e não é mais uma garota, mas sim uma mulher linda e atraente, determinada a envolvê-lo num jogo de sedução, de onde ambos podem sair de coração partido...



Palavras de uma leitora...



Olá, queridos!

 - Sim. Eu sei. Estou negligenciando muito o blog, vocês e os meus livrinhos, de uns tempos para cá. De bastante tempo para cá, na verdade. E é algo que me deixa muito triste. Mas realmente não tenho outra opção. Minha vida está uma confusão completa; têm horas que sinto como se estivesse numa montanha-russa, subindo e descendo com tanta rapidez que mal consigo me acompanhar.kkk... Enfim... Viver não é nada fácil.rs

"Ele a estudou por um longo momento.
- Você mudou, Pandora.
- Eu cresci. Acontece com todos nós eventualmente."

- Seria o tempo capaz de pôr fim ao amor? Ou, na verdade, o que acaba com o amor não é o tempo, mas sim as atitudes das pessoas às quais doamos nosso amor? Fazia seis anos que eles não se viam. Seis anos de saudades, lembranças, arrependimentos e mágoas. Seis anos perguntando-se o que estariam fazendo de suas vidas, seis anos imaginando se o outro estaria nos braços de alguém, quando era nos braços um do outro que deveriam estar... Seis anos de uma distância planejada. Ao menos, por Pandora, que para estar para sempre ao lado do homem que amava, teve que ir para longe dele. Crescer e mudar. Para ter a coragem necessária de lutar pelo amor dele, para ir contra a dureza do seu coração e destruir todas as suas defesas. Para fazê-lo perceber que ela era importante para ele, até mesmo quando ele achava que tudo que desejava era tê-la o mais longe possível. Para fazê-lo enxergar que era possível ser amado. Que nem todas as mulheres estavam interessadas em seu dinheiro, em seu poder ou em partir seu coração. Tudo que ela queria da vida era doar-se a Philip. E receber dele o amor que ninguém nunca foi capaz de lhe dar. 


" - Roubou de mim os últimos seis anos... Tenho o direito de saber com quem passou esse tempo. Afinal, ele me pertencia. 

- Roubei? - Ela não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Precisava se controlar ou poria tudo a perder. - Você é mesmo impossível, Philip. Continua achando que o mundo gira ao seu redor. O tempo era meu, não seu. É de minha vida que estamos falando."


- Pandora era apenas uma criança quando despertou a atenção de Philip. Ela tinha se metido numa encrenca, algo que já era até rotina em sua vida, e Philip decidiu tornar-se o seu protetor. Por algum motivo que ele desconhecia, aquela menina mexia com as suas emoções e provocava nele uma ternura que nenhuma outra pessoa tinha conseguido provocar. Por esse motivo, ele decide lhe dar um medalhão, cujo desenho representava a sua marca. Tal atitude dava um aviso claro: qualquer um que fizesse mal àquela menina, estaria fazendo mal ao próprio Philip e pagaria caro por isso. Dessa forma, ele a colocava debaixo de sua proteção. E por esse motivo, também se achava no direito de decidir sua vida. Para ele, Pandora lhe pertencia. Mesmo que ele jamais tenha imaginado que um dia a desejaria como mulher. 

" [...] Como Helena não podia descontar a raiva em seu pai, descontava em você. - Apertou os lençóis com força. - Eu a teria matado, sabia?

- Teria? - Havia uma ponta de ternura na voz de Philip. - Sempre foi protetora, não é, Pandora? Mas isso foi há  muito tempo. - A ternura transformou-se em frieza. - Não preciso que se vinguem por mim, muito menos que sintam pena de mim - adicionou, amargo. - E também não preciso de você.

Ela sentiu uma pontada no peito.

- Precisa, sim. Apenas ainda não se deu conta disso. Mas farei com que o perceba."


- Ela o compreendia. E enxergava o que ninguém mais era capaz de enxergar. Conhecia os sentimentos que Philip ocultava dentro dele, sentimentos que o faziam tratar as mulheres com distância e desprezo, sentimentos que o faziam parecer cruel, insensível e egoísta. Ela sabia por que ele agia assim. Porque dentro dela habitavam os mesmos sentimentos: a dor, a mágoa que a rejeição é capaz de provocar. A ferida profunda que um pai ou uma mãe pode provocar dentro de um filho. As cicatrizes que tempo algum consegue apagar. O medo que somente um amor muito forte e corajoso pode superar. Por isso Pandora estava disposta a lutar por ele. Porque o conhecia. Porque sabia que dentro dele, em algum lugar bem profundo, estavam presos os sentimentos que ela conseguia despertar nele. Ela apenas precisava libertá-los. Porque a outra opção seria abrir mão de Philip, algo que ela jamais teria coragem de fazer. Não importava o quão mal ele fosse capaz de tratá-la, ela suportaria tudo e mostraria que jamais iria ser como a mãe dele. Que não brincaria com os seus  sentimentos. Que não o tornaria dependente dela somente para depois partir, deixando-o com o coração em pedaços.


"[...] O que aconteceu aqui foi sublime e sabe disso, Philip.

- Foi bonito - ele concedeu a contragosto. - Mas não significa que estávamos no paraíso. Sexo não é amor, Pandora.

- Sei muito bem a diferença. Sempre soube. Mas entre nós é diferente, Philip. É o mais puro amor... Tire a venda dos olhos e enxergue a realidade. Já perdemos muitos anos, e estamos envelhecendo. 

Philip não conseguiu conter o riso, vendo-a enrolada nos lençóis, os enormes olhos a encará-lo. Pandora não parecia muito mais que uma criança.

Já não sentia mais raiva dela. A fúria de momentos antes estava desaparecendo. Por que não conseguia se manter firme quando o assunto dizia respeito àquela menina?"


- Eu nunca esqueço de uma história, quando de alguma forma ela se tornou especial, querida por mim. E muito menos esqueço personagens. Posso até não lembrar de todos os detalhes de uma história, mas os sentimentos que a história me provocou, eu sempre lembro. E é por isso que nunca esqueci Philip e Pandora. Apesar de tê-los conhecido quase quatro anos atrás. 

- Eu estava lendo Sob o Sol do Deserto - Iris Johansen, quando a autora decidiu colocar Philip e Pandora na história. Eles não eram os protagonistas, mas tinha algo neles que os tornava especiais, ao ponto de desejarmos ler a história deles. Na época, eu sequer sabia que eles realmente possuíam a própria história. Descobri isso um tempo depois e aí fiquei completamente louca pelo livro. Mas não o encontrava em parte alguma, de modo algum. Passaram-se os anos... E, um dia, sem esperar, enquanto eu estava olhando alguns livros antigos que estavam sendo vendidos numa banca de jornal, esbarrei nesse livro. Imediatamente eu soube que era a história que eu tanto tinha procurado anos antes e aí, não pude deixar de trazê-la para casa. :) Mas só agora tive a oportunidade de lê-la. E a única coisa que lamento é não tê-la lido antes. 

- Em Sob o Sol do Deserto, encontramos dois personagens secundários marcantes. Pandora era pura vida naquela história, estava sempre cheia de energia e querendo chamar a atenção de Philip que fingia (apenas fingia) não perceber o interesse dela por ele. Philip era um homem cínico, insensível (aparentemente, é claro), egoísta e que tratava as mulheres da forma que achava que elas mereciam: com claro desprezo. Não que ele as maltratasse, mas não as considerava dignas de coisa alguma, além de alguns momentos na cama com ele. Exceto Pandora. Apesar de ela ser mulher e por tal motivo, não merecer nenhum segundo de sua atenção, ela o fascinava. E despertava nele um sentimento que ele não sentia por ninguém: ternura. Ela era apenas uma criança rebelde, disposta a sempre encarar o perigo de frente e necessitava de proteção. Não existia, na mente de Philip, ninguém mais capaz de protegê-la do que ele próprio. E assim os anos se passam e os laços entre os dois vão se tornando mais e mais fortes, ao ponto de Philip perceber que necessita mandá-la para longe. Para o bem de ambos. 

- Pandora, profundamente magoada pelo que ela considera uma fria rejeição, não aceita ir para longe, estudar na droga de lugar que fosse. Se não podia estar com Philip, também não iria para outro lugar, debaixo da proteção dele. Se ele a queria longe, ela iria. Mas da maneira dela. E assim, Pandora escapa, decidindo que voltaria quando estivesse pronta para conquistá-lo. Quando estivesse disposta a sofrer o que tivesse que sofrer, para mostrar a ele o quanto o amava. Seis anos antes, ela não passava de uma menina de quinze anos que não sabia como mostrar àquele homem que o amava. Mas agora, aos vinte e um anos, ela sabe exatamente como mostrar a Philip que ele não pode viver sem ela. Que sem ela, sua vida não passa de uma triste escuridão. 


- Em O Príncipe do Deserto, ocorre o reencontro entre os dois. Um reencontro que não é lá muito agradável, levando em conta que Philip havia sido contrariado e tinha passado seis anos imaginando onde aquela pestinha estaria; se estaria passando fome, se estaria sofrendo maus-tratos, se estaria viva ou morta. Seis anos desejando ver de novo o seu sorriso, a alegria que ela deixava transparecer cada vez que o via chegar... Desejava ver de novo algum de seus empregados procurando-o às pressas para contar que Pandora havia se metido numa nova encrenca. Ele tinha passado tempo demais sentindo falta. E isso o incomodava, pois fazia muito tempo que ele não sentia falta de alguém. Porque para sentir falta é necessário nutrir por alguém um sentimento profundo, um afeto. E Philip, desde criança, tinha se proibido de sentir tal coisa. Porque doía amar. E ele sabia bem o quanto. 

- É muito bonita a história entre os dois. Apesar de Pandora tê-lo amado muito cedo e de nós leitoras percebermos claramente que de alguma forma Philip assumiu o lugar de pai na vida dela, não duvidei do amor que ela sentia por ele. Possa ser que no início tenha sido apenas uma espécie de "transferência". O pai dela não a amava e fazia questão de mostrar isso claramente. Ele a queria sempre o mais longe possível. Ele desejava que ela sequer existisse. Então, aquela menina tão carente de amor, tão necessitada de carinho, viu em Philip um substituto do pai. Isso é evidente. Mas com o tempo tal sentimento se modificou e ela já não o viu mais como uma espécie de pai, mas sim como homem. O homem que a atraía, que despertava o seu desejo e o seu amor. Que a fazia sentir coisas que ela nunca tinha sentido antes. E corajosa e determinada como só ela sabia ser, ela luta por ele. Com todas as suas forças. Com todas as armas que a natureza lhe deu.rsrs... Eu gosto demais da Pandora e do Philip. Apesar do Philip ter me deixado fervendo de raiva em determinados momentos, eu o compreendi. Ele nunca foi deliberadamente cruel com ela, até mesmo quando ele próprio acreditava que tinha sido. Cada coisa que ele faz é sempre pensando no que ele julga melhor para ela, pois se importa. Se importa com ela como nunca se importou com ninguém. Ele sente ternura por ela e com o tempo descobre que isso é o mais intenso amor. Que demorou a amadurecer... Philip aprende de forma amarga a valorizar o que a vida lhe deu. É com dor que ele aprende, queridos. E no fundo eu penso que ele mereceu.kkkkkkkk... Se a Pandora tinha sofrido tanto, ele merecia sofrer também.rsrs... 

- Em resumo, posso dizer que essa é uma história leve, divertida e deliciosa. Uma história simples e comovente, para ser lida sem muitas expectativas, exceto se deliciar com um doce romance. E que mesmo assim, simples, consegue ser especial. A beleza dessa história está justamente em sua simplicidade. É uma bonita história, para ser lida com o coração. :)

"Philip cerrou o maxilar, sentindo-se ultrajado.

- Nunca fui comparado a um cavalo antes, muito menos a um tão perigoso - comentou em voz baixa, enquanto a segurava para ajudá-la a desmontar.

- Apenas algumas vezes ele me lembra você - ela corrigiu, tensa. - Em outras é adorável."

11 de maio de 2012

A Noiva Cativa - Johanna Lindsey







(Título Original: Captive Bride
Editora: Zeta Bolsillo)


Série Ladys Escravas e Lordes Tiranos


Amor, perigo e paixão entre as dunas do deserto.

As estrelas brilham na noite do deserto. Tudo é perfeito para o amor. Porém, o terror ameaça Lady Christina Wakefield, que num ato caprichoso e imprudente insistiu em acompanhar seu irmão desde Londres até ao Cairo.

Agora é prisioneira desse desconhecido.

Sequestrada e levada a galope sobre seu veloz cavalo até o acampamento escondido, Christina jurou a si mesma que jamais será sua escrava. Porém, logo perceberá que ele se transformou em seu dono. 




Palavras de uma leitora...


- Pode ter spoiler.

"- Em geral, não explico meus motivos para ninguém, porém creio que em seu caso posso fazer uma exceção. - Fez uma pausa, como para pensar nas palavras que desejava usar. - Christina, a primeira vez que a vi naquele baile em Londres, me dei conta de que a desejava. De modo que tentei do seu modo. Lhe expliquei meus sentimentos e lhe propus casamento. Quando você se negou, decidi tê-la da minha própria maneira e o mais cedo possível."


- Bem... Comecei a ler esse livro porque queria me estressar.rsrs... Queria desejar matar um mocinho. Aí, depois de ler uma resenha minha (Negócios e Prazer - Abby Green) na qual eu dizia que não tinha conseguido o que queria, a Moniquita sugeriu, sutilmente, que eu lesse um livro da Johanna Lindsey. Ela sabe que eu estava fugindo dos livros da autora, pois a Johanna é uma autora muito talentosa, mas bem sádica algumas vezes. Mas como ela queria que eu lesse os livros que ela tinha me indicado da autora resolveu aproveitar a oportunidade.rsrs... Acabei aceitando o conselho dela e escolhi ler "A Noiva em Cativeiro". Além de ser um livro da Johanna é um livro dela com mocinho árabe.kkkk... E a Moniquita tinha me indicado esse livro para saber minha opinião, pois ela odiou a história. Sim. Odiou. Então, eu já imaginava que também fosse odiar o livro. Aliás, creio que eu própria já disse horrores do livro antes mesmo de lê-lo.kkkkk... E afirmei que o odiaria. Resultado? Tive que morder minha língua. Isso que dá falar mal de uma história antes de lê-la. 


"- Me casar!" - disse ele rindo. - Lhe ofereci casamento uma vez. Não voltarei a fazê-lo. Agora que a tenho aqui, não preciso me casar com você! - Se aproximou da jovem e a abraçou. - Agora você é minha escrava, não minha esposa."


- Philip Caxton nasceu no Egito. Seu pai era sheik de uma tribo do deserto e tinha o costume de assaltar caravanas. Num desses assaltos conheceu a mãe do nosso mocinho que era uma jovem inglesa que viajava muito naquela época. Uma dama que jamais se acostumaria com a vida no deserto. Porém, ele ficou apaixonado pela beleza dela e resolveu sequestrá-la. Inicialmente, a moça não aceitou a situação, mas acabou se apaixonando por seu sequestrador. Cinco anos depois, ela já tinha dois filhos com Yasir (Philip e Paul) e já não suportava mais a vida dura do deserto. Aquela vida estava matando-a e ela implorou para Yasir permitir que ela voltasse para sua casa. Por amá-la, ele permitiu que ela voltasse e levasse com ela os filhos dos dois. Antes de ir, a moça prometeu que quando seus filhos fossem adultos falaria com eles sobre o pai. 

Os anos se passaram e Philip finalmente completou vinte e um anos. Ele resolveu ir atrás do pai que mal conhecia e viveu onze anos ao lado dele. Odiava o deserto, detestava aquela vida de assaltos e privações, mas se forçava a viver lá, pois amava seu pai e queria tê-lo por perto. Só voltou à Inglaterra para o casamento de Paul e foi assim que a conheceu. 

Philip havia tratado com frieza todas as damas que tinha conhecido durante os meses que viveu com seu irmão, mas Paul sabia que ele não ficaria imune à beleza de Christina, uma jovem dama do interior que tinha ido passar uma temporada em Londres. O que ele não podia prever é que Philip não só não ficaria imune como também decidiria ter a jovem de qualquer maneira. Fosse por bem ou... por mal. 

- O primeiro encontro dos dois não foi dos melhores.rsrs... Christina tinha ouvido Philip falar mal de todas as jovens que estavam no baile e ficou furiosa. Por isso, quando Philip se aproximou dela, ela o rejeitou sem pensar duas vezes. Ele era um arrogante, abusado, convencido e ela queria distância dele. Porém, seu desprezo só alimentou o interesse de Philip e no dia seguinte ele decidiu pedi-la em casamento.kkkkkkkkkkkk... 

- Obviamente, seu pedido foi recusado, mas Philip não aceitava "não" como resposta e decidiu que era hora de parar de fazer as coisas da maneira dela. Se ele a queria, iria tê-la. E o melhor seria fazê-la ir para um lugar onde ela não teria as leis inglesas para protegê-la.

Assim, Philip consegue fazer John (irmão da Tina) e ela irem para o Egito. Logo na primeira noite dela no Cairo, Philip entra em seu quarto e a sequestra. Em poucos dias, eles chegam ao deserto, no acampamento do Philip e é aí que a história realmente começa... rsrs...


- Ok. Não sou fã de histórias com árabes e só isso poderia me fazer fugir do livro. Sim, pode ser um preconceito, mas tenho motivos para não gostar de árabes. Porém, lembram que eu queria me estressar?rsrs... E aí o livro tem duas coisas que eu simplesmente detesto: agressão e estupro. Bem... Algumas pessoas vão considerar estupro. Mas eu não considerei. Não porque eu fiquei louca, mas sim porque o Philip não é violento e a mocinha cedeu completamente. Ela o queria. Algumas pessoas vão considerar estupro porque ela tinha sido sequestrada, porque disse não e tudo começou contra a vontade dela. Mas como pode ser estupro se a mocinha se entregou?! Não se entregou por causa de ameaças e sim porque queria se entregar. Porque o desejava. Não dá para considerá-la uma pobre vítima.rsrs... Em outra época, eu consideraria estupro e não perdoaria, mas creio que estou mudada. Ráfaga, Brandon, Clayton podem provar isso.rsrs... Enfim... E a cena da agressão (três palmadas nas nádegas da Tina) não foi nada traumatizante. Apesar de ter achado desagradável, não odiei o Philip por causa da cena. Não senti graça como ocorreu quando li Um Reino de Sonhos, mas também não desprezei o Philip. A Tina estava implorando por aquilo. Ela provocou demais o Philip e ele até que foi muito bonzinho com ela. Se fosse o Clayton, ela ficaria sem conseguir se sentar por meses.kkkk... 

"- Você é minha, Tina. Ninguém me tira o que é meu."

- Mesmo sem esperar por isso, acabei me apaixonando bem fácil pelo Philip.rsrs... Foi uma surpresa, pois eu tinha a clara intenção de odiá-lo, mas acabei achando-o um fofo.kkkkkk... Não sei explicar direito meus motivos para amá-lo, mas não o achei terrível como algumas leitoras (a maioria, creio) acham. Se comparado com certos mocinhos que já conheci, ele é um anjinho.kkkk... E eu vi amor nele. Ele podia não amar a Tina desde o início, mas se apaixonou por ela e nunca teve intenção de realmente fazê-la sofrer. Como o Clayton e outros mocinhos que conheço, ele simplesmente tinha medo de perder a mocinha que queria para ele. Tinha medo da Tina se casar com outro e resolveu sequestrá-la para só depois conquistá-la.rsrs... Ele não é paciente, entendem? E não pode ser culpado por isso!!! Todos nós temos defeitos.kkkk... Não sei se foi porque li a história em espanhol, mas achei várias cenas muito divertidas. O Philip me fez rir bastante aqui em casa e toda vez que lembro do momento no qual ele perguntou se ela queria tomar banho, sinto vontade de rir de novo. Sem mencionar outras cenas, como o momento no qual ele a vê amamentando o filho deles ou quando ele fica muito feliz por uma tal pessoa decidir ir para o exército. Quando lembro dessa cena em especial, começo a rir como uma boba aqui em casa.rsrs... Achei o Philip um encanto e não entendo por que a Tina demorou tanto para perceber que não deveria reclamar da sorte que tinha tido. Não é toda mocinha que tem a sorte de ser escolhida por alguém tão charmoso e irresistível, não é verdade?rsrs... E ela sequer o merecia!rsrs... No início eu até gostava dela, mas depois que observei uma coisa sobre essa mocinha passei a sentir uma espécie de desprezo por ela. 

- O livro seria digno de cinco estrelas se a história fosse melhor. Infelizmente, foi o primeiro livro que a Johanna Lindsey escreveu e fica óbvio que não é sua melhor história. A autora deixa de falar sobre diversas coisas que agradariam as leitoras. Como posso explicar? Ela corta cenas importantes, entendem? Pula para semanas seguintes, meses seguintes... E não passa o envolvimento que poderia passar. Apesar de eu ter adorado várias cenas entre o casal, realmente achei que poderia ser melhor e eu lamento por isso, pois tenho certeza que se a Johanna pegasse essa história de novo e resolvesse reescrevê-la, seria uma das melhores histórias dela. Essa é minha opinião. E o Philip poderia se tornar um dos melhores mocinhos que já conheci. Pois ele tinha potencial para isso, mas teve a infelicidade de ser escolhido para ser mocinho do primeiro livro da autora.rsrs... Amo o Philip, mas por causa da Johanna, ele não pode fazer parte da minha lista dos mais especiais. Porque ela não lhe deu chance. E ainda por cima ousou deixar o Philip de fora de várias cenas. Ela "apagou" meu mocinho durante várias páginas e eu odiei isso. A história perdeu toda a graça quando isso aconteceu, pois era pelo Philip que eu continuava lendo a história sem pensar em desistir dela. Ele é meu motivo para dar 4 estrelas ao livro. E o livro quase perdeu uma estrela por causa disso. Eu não aguentava mais ter que ler somente sobre a depressão da Tina e o irritante do Tommy. Eu queria o Philip, mas a Johanna resolveu que se eu queria me irritar, não seria ela que impediria isso.rsrs... Então, resolveu colocar algo no livro que satisfizesse meu desejo inicial (que era me estressar, lembram?!rsrs...). 

- Achei certos momentos, lá para o final do livro, dignos de uma novela mexicana. Eu me diverti demais.kkkkkk... Principalmente quando o Tommy disse que desejava morrer. Não pude mais me segurar.rsrs... E fiquei com um sorriso no rosto quando soube que o Philip estava se embebedando. A autora me compensou pelos momentos de estresse. :)


"Tinha que recuperá-la antes do dia do seu casamento ou voltar a sequestrá-la. Preferia suportar seu ódio do que viver sem ela."


- Enfim... Não me arrependo nem um pouco de ter lido esse livro. Achei que a leitura foi deliciosa (graças ao meu Philip, é claro!rsrs) e leria de novo algumas cenas. Não digo que leria o livro inteiro novamente, mas algumas cenas, sim. 


- Muito obrigada pela indicação, Moniquita! :D Sei que você não esperava que eu fosse amar o Philip, mas não vou me desculpar por isso.kkkkkk... 

- No final das contas, indico o livro?! É claro!!! Só saiba que não é o melhor livro da Johanna Lindsey e você corre, sim, o risco de odiar tanto o livro quanto o Philip. 





O livro faz parte de uma série que não é realmente uma série, mas pode ser vista como uma. O nome da série é Ladys Escravas e Lordes Tiranos e segue abaixo os livros que fazem parte dela (a lista pode ser alterada, pois livros novos podem passar a fazer parte dela):




1- Assim Fala O Coração
2- A Noiva Em Cativeiro/A Noiva Cativa
3- Escrava do Desejo
4- Fogo Secreto (resenha da Moniquita)
5- O Amor do Pirata




OBS: não é necessário seguir a ordem, pois não prejudica em nada a leitura. São histórias diferentes e apenas correlacionadas. 




Bjs e até breve!


P.S.: Queridos, lembram que pedi para orarem pelo pequeno Fábio? Infelizmente, ainda não recebi novas notícias sobre ele. Mas assim que tiver, falo com vocês. Agradeço a todos que oraram e/ou têm orado por ele. 

7 de abril de 2011

Unidos Pelo Destino - Chantelle Shaw (Maratona de Banca 2011 - Abril)


Em Abril: Sheiks!


Erin Maguire é surpreendida ao descobrir que seu filho adotivo é, na verdade, o herdeiro do trono de um reino no deserto. Agora, ela e o menino estão a caminho da terra de Qubbah, acompanhados pelo tio do pequeno Kazim, o poderoso e arrogante Zahir bin Kahlid al Muntassir! Ele insiste que seu sobrinho permaneça em Qubbah, mas ela se recusa a abandonar seu filho! E, mesmo não possuindo sangue real, Erin não está disposta a ceder à implacável sedução do sheik Zahir!




Palavras de uma leitora...


- Bem... Ainda me custa acreditar que poderia me emocionar tanto com esse livro no final... Eu até havia gostado dele durante a história, mas acreditava que estivesse faltando um "algo mais", entende? Mas quando chegou naquele momento tão intenso, dramático e a Erin foi embora... eu não aguentei, gente! Talvez eu esteja meio sensível hoje, pois ouvi o tempo todo uma música mais do que maravilhosa...rsrs... E estava ouvindo a música durante o final da leitura desse livro... Pode ser influência da música, mas não deixo de achar o final desse livro lindo!

Bem.. a música não combina totalmente com essa história, pois já tem um livro perfeito para ela: Alguém Para Amar - Judith McNaught....rsrs... Por que será que não consigo parar de pensar nesse livro apesar de já ter se passado meses desde que o li? Mas quando o Zhair e a Erin se reencontraram...nossa! Naquele momento houve um trecho em especial da música que foi perfeita para aquela parte...

"Me enseñaste el límite de la pasión
y no me enseñaste a decir adiós
he aprendido ahora
que te has marchado"

- rsrs... Como disse, pode ser influência da música, pois eu estou contagiada por ela, mas achei a cena do reencontro linda... embora pudesse ter sido ainda mais, mas...enfim... A Erin estava chorando, sentia falta dele, sentia falta do filho... e ele de repente aparece e ainda diz que largaria tudo que tinha, toda sua vida só para ficar ao seu lado... ele já tinha combinado tudo com o pai... ao procurar a Erin já havia decidido que sairia de Qubbah e viveria na Inglaterra com ela, pois só assim nossa mocinha poderia ser feliz... Ver um mocinho largando tudo pela mulher amada me deixou emocionada... Sem dúvidas estou sensível hoje...rsrs... Mas vamos falar da história...


- Eu esperava muito do livro quando comecei a lê-lo. O primeiro livro que li dessa autora foi muito bom, mas os dois outros foram melhores... Principalmente o livro Noites no Mar, que conta a história emocionante de amor entre Kezia e Nikos... ela era secretária dele e o amava em segredo, mas sabia que seria impossível ter um futuro com ele, pois ele precisava e queria ter filhos... enquanto ela era estéril. Eu amei a história da Kezia, o que o Nikos fez... seu amor incondicional... tudo! Acho que é meu livro preferido da autora... enfim... Quando comecei a ler o livro "Unidos pelo Destino" acreditei que ele seria maravilhoso apesar de ser sobre árabe... eu sequer estava levando isso em consideração dessa vez... Fechei os olhos para a nacionalidade do Zhair, sua cultura e me concentrei na história entre ele e a Erin... e o início foi muito bom. Eles pegaram "fogo" logo no primeiro encontro...rsrsrs... Eu adorei o momento no qual ele a olhou e a dispensou como se ela fosse sua empregada, só pelo fato de ter se sentido imediatamente ligado a ela... era como se ele estivesse esperando sua vida inteira por aquele momento... esperando ela aparecer em sua vida... e lutou quando isso aconteceu. A Erin ficou indignada, é claro. Mas ela esqueceu toda essa indignação quando ele, pouco tempo mais tarde, a puxou para si e lhe deu um beijo "daqueles"...rsrs... A desculpa dele é que precisava lhe dar uma lição por ter ousado falar de modo insolente com ele... mas eu não acreditei nem um pouquinho nessa desculpa e naquele momento mais do que nunca, acreditei que o livro seria perfeito... e ele foi agradável, porém continuo achando até agora que algo faltou... o fogo do início, a aproximação e intensidade do primeiro encontro... não permaneceu durante a história toda... houve momentos em que achei que eles estavam distantes demais, que faltava algo, sabe? Não sei explicar bem o que foi... enfim...


 Um pequeno resumo:


Erin não teve uma infância feliz... Nem ao menos sabia se podia chamar o que teve de infância. Soube desde pequena que não deveria ter nascido, que tinha sido um erro e era humilhante saber que tinha sido resultado de um "trabalho" realizado por sua mãe. Doía muito saber que sua mãe não se importava com ela, que era uma prostituta viciada em drogas e que gostaria que Erin nem sequer existisse... e ela cresceu vendo sua mãe, dia após dia, levando seus clientes para casa, atendendo-os no mesmo teto em que Erin vivia... e a menina foi se revoltando cada vez mais. Se sentindo sozinha e precisando desesperadamente de um pouco de amor... Mas a vida de Erin só piorou quando sua mãe morreu, quando ela só tinha 10 anos de idade... Erin ficou ainda mais rebelde, vivendo em abrigos e passou a se envolver com gangues, onde sentia que alguém a notava... mas isso teve seu preço: se não fizesse o que eles queriam, ela era cruelmente espancada...

Desesperada e se sentindo cada vez mais sozinha, Erin não tinha mais esperanças de ser acolhida um dia por alguém, de saber que era importante e ter uma vida normal... mas sua vida sofreu outra reviravolta, quando um casal maravilhoso a adotou. A partir desse momento, ela soube o que era ser amada e foi construindo seu lugar no mundo... Estudou para ser babá profissional e foi aceita no seu primeiro emprego...

Sua felicidade voltou a ser ameaçada quando seu patrão a assediou e tendo sido rejeitado, a despediu acusando-a de ter dado em cima dele e tentado destruir seu casamento... Erin foi dispensada pela agência de empregos e se sentiu um fracasso novamente... Mas ela não tinha ideia que seria a partir desse momento que seu caminho se cruzaria com o de Zhair...

Após a humilhação que sofreu ao ser despedida e acusada por algo que não fez, Erin conheceu Faisal, um homem maravilhoso que estava à beira da morte e não sabia o que seria do único filho que tinha... Faisal havia perdido a esposa amada quando esta deu à luz ao pequeno Kazim e agora que também estava morrendo, temia pelo futuro do filho... Erin, que havia se sentido só durante toda sua infância, se sentiu imediatamente ligada ao pequeno bebê de três meses e passou a cuidar dele como se fosse seu próprio filho...

O tempo passou e a doença de Faisal foi avançando cada vez mais, até que ele soube que o momento estava chegando... foi aí que, desesperado, ele pediu que Erin se casasse com ele e adotasse Kazim, criando-o como se ele fosse seu próprio filho. Erin aceitou e Faisal morreu pouco tempo depois... E foi depois disso que o encontro inevitável aconteceu...

Ao contrário do que afirmava, Faisal tinha uma família... e após a morte dele, seu irmão voou até a Inglaterra disposto a fazer o que fosse preciso para ter a custódia do filho de Faisal... Eles haviam se distanciado por orgulho e o irmão de Zhair morreu sem que ele pudesse lhe pedir perdão... mas Zhair não pretendia continuar errando e queria fazer o possível para que Kazim fosse amado e cuidado por ele. Era seu único elo com o irmão falecido e ele pretendia criar a criança como se fosse seu próprio filho... mas não contava com o fato do menino ter sido legalmente adotado por Erin... e nem sequer imaginava que ela tivesse se casado com seu irmão pouco tempo antes dele falecer, o que dificultava ainda mais seus planos de conseguir convencer um juiz a lhe tirar a guarda da criança.

Zhair teve que pensar rápido e, usando de meias verdades, conseguiu convencer Erin a viajar até seu país. Ele não confiava nela apesar do intenso desejo que sentia cada vez que seus olhares se encontravam. Achava que ela havia se casado com seu irmão por dinheiro, a julgava uma mulher insensível e interesseira e por isso, achou que estava agindo certo ao enganá-la... levando-a para o seu país, onde as leis da Inglaterra não significavam nada...

A partir desse momento muita coisa ainda vai acontecer... e além de descobrir que havia cometido um terível erro ao julgá-la baseado na própria experiência de vida... Zhair também perceberá que sua vida não tinha nenhum sentido até o momento que Erin cruzou o seu caminho... o fazendo odiar como nunca havia odiado antes... mas também amar com a mesma intensidade...


- Como disse, a história é boa, embora não seja inesquecível. Acredito que ela tinha tudo para ser melhor e acho que sei o que faltou: mais brigas, mais intensidade, mais momentos do casal juntos. Houve momentos intensos, mas eu queria um pouco mais... queria algo marcante, sabe? rsrs... Também achei que faltou um pouco mais de diálogo, um pouco mais de história. Eu gostei muito desse casal e por isso acho que eles mereciam mais... eu gostaria de ver a história de amor deles sofrer mais abalos, reviravoltas e ter aqueles momentos que nos fazem suspirar...

- A autora criou uma personagem com um passado terrível, cheio de dor e mágoas... uma menina que cresceu vendo a mãe se prostituir e foi atormentada pelas lembranças do que sua mãe era... Nossa Erin foi resultado de um "trabalho" da mãe... Ela havia atendido mais um de seus clientes e acabou engravidando... aposto que nem sabia quem era o pai da Erin... e eu sinto tanta raiva da mãe da nossa mocinha! Não pelo fato dela se vender... acho que ela poderia fazer o que quisesse com a droga do seu corpo, mas o descaso para com a filha foi o que me revoltou... ela não se importava nem um pouco com a menina... e ainda levava aqueles seus clientes para casa... homens que pagavam por sexo e poderiam muito bem ter abusado da Erin se quisessem! Felizmente isso não aconteceu,  mas... e se tivesse acontecido? Seria tudo culpa dela e eu teria desejado entrar dentro do livro só para lhe dar uma surra! Só de lembrar daquela cópia mal feita de mãe, eu sinto muita raiva... A menina foi espancada quando só tinha 14 anos, passou a roubar para não apanhar e viveu um tormento que eu não desejaria pra ninguém e tudo por causa de uma mulher egoísta e vadia! Não trabalhava vendendo o corpo só por "necessidade"... ela gostava do que fazia e não passava de uma prostituta mesmo! Uma vadia ordinária! Felizmente morreu! Ninguém precisava dela e a Erin ficou mil vezes melhor sem ter que ver dia após dia os "trabalhos" dela.

Eu gostei do fato da autora ter feito uma mocinha com passado, alguém que tinha chegado a roubar algumas vezes e que só não foi presa por ser ré primária. Alguém que errou, sofreu, mas deu a volta por cima... E nosso mocinho também tinha seus traumas... Havia sido abandonado pela mãe quando tinha 11 anos... A mãe dele tinha ido embora e aceitado dinheiro para não lutar por ele na justiça... aquilo marcou a criança que a amava com todo seu coração e que só queria tê-la de volta... Ele cresceu com medo de amar e quando pensou que tinha encontrado uma mulher que poderia fazê-lo feliz... essa mulher foge com seu próprio irmão. O golpe foi terrível para o Zhair e a partir daquele momento ele deixou de acreditar no amor e odiou a ex-noiva e o irmão.. Eu não condeno o irmão do Zhair e nem a Maryam. Eles se amavam! O casamento do Zhair com a Maryam tinha sido planejado quando ambos ainda eram crianças e a Maryam não o amava... ia se casar por obrigação. Ela amava o Faisal e o mesmo acontecia com ele... por isso fugiram. A família dela nunca teria aceitado o fato dela ter rompido o acordo de casamento e teriam sido capazes de forçá-la de alguma forma a se casar... não tiveram escolha, sabe? E foram muito felizes durante o tempo que viveram na Inglaterra, mas infelizmente ela acabou morrendo no parto... A traição machucou o Zhair, mas com o tempo ele aceitou que ela amava seu irmão... o que não o impediu de deixar de acreditar no amor... enfim... Achei interessante o fato dos dois terem sido machucados de alguma forma e eu queria que eles tivessem curado suas feridas de um modo mais... completo, entende? Não sei se estou conseguindo me explicar... Eu amei o casal de verdade, mas queria mais história.

- Bem... É isso. Eu não deixei de acreditar no amor do casal. Pelo contrário. Achei que eles se amavam muito. O mocinho me convenceu do seu amor desde o início. Principalmente pelo fato dele lutar tanto pelo que estava sentindo e tentar se manter distante dela, mas não conseguir. E houve um momento no qual ele provou pra mim que a amava... Sabe quando foi? Eu disse que em Qubbah as leis da Inglaterra não significam nada, não disse? Então... no momento em que a mocinha pisou lá, ela perdeu os direitos que tinha sobre o pequeno Kazim, pois além dela não significar muito por ser mulher... ainda tinha o fato do menino ser herdeiro do trono de Qubbah. Ele era filho de Faisal, que era herdeiro por nascimento, por ser o filho mais velho... e com a morte dele, Kazim tinha direito automaticamente, entende? Mesmo que procurasse a Embaixada Britânica, eu duvido que ela conseguisse sair do país com a criança... e como ela pensava o mesmo, decidiu sequestrar o menino e fugir com ele... Nosso mocinho a encontra, manda seus seguranças levarem o menino de volta e manda a mocinha entrar em seu carro. Ela entra e aí ele dirige em direção oposta a do Palácio e a mocinha pergunta pra onde ele a está levando... e ele diz que ela vai sair do país, que vai pegar um avião de volta pra Inglaterra...sem o Kazim. Nossa mocinha tem um ataque, é claro! Ela grita, chora e pula do carro... nosso mocinho não suporta vê-la assim (já disse que gosto dele? Ele é um fofo apesar de toda arrogância) e diz que ela poderia ficar com o Kazim, mas só se casasse com ele, pois a fuga dela com a criança tinha provocado um escândalo e coisa e tal... Quando ele me provou que a amava? Quando se importou, gente! Ele não precisava ter feito essa proposta. Poderia tê-la colocado no avião mesmo que ela gritasse o quanto quisesse... Poderia ter feito ela sofrer muito ao privá-la do direito de ficar perto do filho adotivo dela... não precisava se casar com uma mulher com um passado como o dela, ainda mais sendo um príncipe (ele já conhecia um pouco do seu passado). Mas ele sentiu algo... algo que não suportava vê-la sofrendo e esse algo se chama amor... Ele já a amava naquele momento.

E é por isso que eu acho que o livro poderia ter sido melhor... já tinha um casal que combinava muito, uma trama interessante... só faltou o "algo mais".

- Eu vou dar três estrelas ao livro pela história e o casal e... mais uma pelo final do livro, é claro. Achei que o final foi a melhor parte e cheguei a me emcionar com ele... Imagina ouvir uma música tão linda enquanto leio que a mocinha está saindo do país, se afastando do mocinho e deixando pra trás tudo que mais amava... e tudo por causa de uma maldade terrível de uma rival... aí, depois passa ela lembrando do pequeno Kazim, da falta que sentia dele e do Zhair... e ela começa a chorar e aí nosso mocinho chega, se aproxima e começa a dizer aquelas coisas lindas! Não tem coração que não se emocione, não é? rsrs... O livro ganha aasim um total de quatro estrelas.

- E qual é a música que me emociona tanto e faz meu coração ficar mole, mole?! O nome da música é Te Extraño, Te Olvido, Te Amo cantada pelo Ricky Martin. É belíssima! Principalmente se acompanhada pelo vídeo maravilhoso que a Carla fez sobre o Ferraço e a Maria Paula da novela Duas Caras! Esse vídeo é tão lindo que te faz chorar... não tenho palavras para dizer o quanto ele é maravilhoso... e essa música é tudo!
Se vocês quiserem conhecer o vídeo, basta dizer e eu envio por email... ficarei feliz em compartilhar algo tão inesquecível! Aposto que vcs tbm irão gostar!

- Bem.. agora sim é isso...rsrs... E eu recomendo o livro apesar de achar que falto algo... Não deixou de ser uma boa história e acho que vale a pena lê-la, sim! Mas só se vc gostar da autora ou de livros sobre árabes... Não indico o livro para todos.

- Esse foi o meu livro escolhido para a Maratona de Banca desse mês. Nesse mês tínhamos que escolher um livro sobre sheiks e foi difícil pra mim escolher, pois não gosto muito do tema...Enfim... mas como esse da Chantelle Shaw, uma autora que adoro, já estava na minha lista, eu resolvi lê-lo.

- Mas sabe, gente, hoje eu não estou muito feliz. Faz poucos minutos que vi uma reportagem chocante e ainda me custa acreditar em algo tão terrível... mas falo disso em outra resenha.

26 de março de 2011

Reino da Paixão - Sandra Marton



4º Livro da Série O`Connell


Ele foi forçado a se casar...

Apesar de fortemente atraído por Megan O'Connell, o sheik Qasim bem que tentou não levá-la para seu reino próspero, onde, por tradição, as mulheres não têm qualquer status. Como somente Megan possui o conhecimento financeiro de que ele precisa, Qasim não teve escolha. Em Suliyam, entretanto, a vida de Megan é ameaçada por líderes tribais que acreditam ser ela uma mulher de moral duvidosa. Para Qasim, a única forma de salvá-la sem comprometer sua reputação é um casamento!




Palavras de uma leitora...



"— Sou seu marido — interrompeu ele. — E, em Suliyam, uma esposa não pode abandonar o marido sem permissão.



— Quer que eu me humilhe? Bem, não farei isso. Você falou que eu ficaria livre para partir, que nossos votos não tinham significado, que...


Caz segurou-a pelos ombros e ergueu-a na ponta dos pés.


— Falei que o casamento não teria significado, que eu o anularia, que você não precisaria fazer nada depois que estivesse nos Estados Unidos... mas ainda está no meu país. Até que eu escolha libertá-la, você me pertence.


Estava realmente aplicando uma das tradições que queria destruir?, pensou Caz com desgosto. Mas o que poderia fazer? Permitir-se ser feito de tolo por uma mulher?


Deixar sua mulher roubar-lhe o coração e desaparecer de sua vida?


Megan não sentia nada por ele? Tinha de sentir. Lembrou-se da noite que tinham passado juntos. Como ela suspirara contente, sussurrara seu nome, e, de repente, nada mais importava, exceto encarar a verdade.


— Megan — murmurou ele com voz rouca, então a beijou.


Ela lutou contra. Tentou se afastar. Caz não tinha as palavras para demonstrar seus sentimentos, mas poderia mostrar-lhe. Poderia beijá-la até que Megan respondesse como havia respondido no casamento deles. E então, quando quase perdera a esperança, os lábios dela se suavizaram, se entregaram. Megan emitiu um som que falava tanto de desespero quanto de rendição. O coração de Caz quase se partiu no momento em que sentiu o sal de lágrimas nos lábios sensuais.


— Kalila, não chore. — Ela meneou a cabeça.


— Caz, solte-me, eu imploro.


— Não quero que você me deixe.


— Sim, você quer. Qualquer coisa que houvesse entre nós, morreu quando chegamos aqui. Aqueles momentos nas montanhas foram ilusão.


— Foram reais. — Ele lhe segurou o rosto nas mãos, forçou-a a encontrar-lhe os olhos. — Eu amo você."



- Bem... Antes de falar sobre o livro preciso lhes fazer um enorme pedido. Por favor, quem souber quais os outros cinco livros que fazem parte dessa série me diz!!! Eu procurei informações sobre os outros livros, mas não encontrei nada. Sei que eles existem, pois apareceu uma página em inglês falando do livro de uma das irmãs da mocinha... mas como disse, estava em inglês e eu não entendo nada. Só sei que o nome do livro em inglês é "The Sicilian Surrender" e fala da Fallon, que é irmã da mocinha desse livro. Nesse livro que li ela já está casada com o Stefano e está grávida... e eu acho que o livro dela pode ser o primeiro ou o segundo da série. Essa série parece ser composta de seis livros, pois com a mocinha são seis irmãos. Três deles já tem suas histórias contadas antes de chegar nesse livro, o que me faz pensar que "Reino da Paixão" é o quarto livro da série. O quinto deve ser o livro do Sean e o sexto deve ser o da Briana. Acredito que o terceiro livro da série é o que fala do Cullen (irmão da mocinha) e da Marissa. E tem também o do Keir (irmão da mocinha) e da Cassie que pode ser o primeiro ou segundo livro da série. Não sei a ordem correta, mas tenho certeza que os livros sobre os irmãos da mocinha existem e fazem parte dessa série. Preciso muito saber se os outros livros foram publicados no Brasil e quais são eles. Quem puder, por favor, me ajude. Muito obrigada.

- Bem... se estou tão ansiosa para saber mais sobre essa série é porque gostei do livro, certo? rsrs... Na verdade, eu não gostei... Amei!!!! Confesso que tive alguns problemas com o livro e acho que vocês imaginam o motivo... árabe... e ainda por cima árabe de um país com uma forte tradição negativa para as mulheres. No país do mocinho desse livro, as mulheres ainda são tratadas como objetos, pessoas menos valiosas do que o objeto menos valioso que existir no mundo! Houve momentos nos quais desejei matar alguns supostos "homens" e também me estressei com o mocinho. Na verdade eu o odiava no início! Mas tenho que admitir também que é impossível não acabar se apaixonando por ele...rsrs... Ele tem algo que conquista a gente... é romântico, sensível e quando soube que a mocinha tinha dito a verdade sobre um determinado projeto, ele deixou de tratá-la mal de propósito... Não digo que ele não voltou a tratá-la mal... só digo que as outras vezes não foram intencionais...rsrsrs... Mas ele me conquistou e fez eu até esquecer de porque o odiava antes... kkkk... Mas eu resolvi esse problema voltando aos dois momentos nos quais ele comete grandes idiotices e senti a faísca da raiva, mas, mesmo assim o perdoei. O que ele fez não foi imperdoável, não, felizmente.

- Bem.. Acho que todos aqui sabem porque não sou muito fã de árabes. Para quem não sabe, vou explicar: eu não gosto de injustiça e nem de maldade, maus-tratos, fanatismo religioso (esse último não tem só no Oriente Médio não, mas em algumas regiões de lá, eles se baseiam nos "mandamentos" de Alá, Deus, para governar determinada região... e na verdade eu não acredito que eles se baseiam em mandamento algum... se baseiam é em interpretações equivocadas do Alcorão, bíblia Islâmica.)... E depois que eu li e vi reportagens sobre o caso da Sakineh... e pesquisei mais casos sobre aquele lugar... Não consegui deixar de sentir um certo desprezo pelos homens árabes... enfim... Não foi por vontade própria, quando eu percebi já os detestava...rsrs... Mas é que não dá pra aceitar tanta maldade que existe em certos lugares de lá. Eu não consigo entender e tinha inclusive prometido a mim mesma que nunca mais leria nada sobre árabes... o que não consegui cumprir, pois recebi indicações muito positivas sobre alguns livros...rsrs... Bem... Mas no Brasil também existe maldade como em qualquer parte do mundo, certo? Com certeza. No Rio de Janeiro então, há muita violência... você tem que pedir muita misericórdia divina antes de sair de casa, pois a violência é mesmo enorme. Mas há leis. É essa a questão. Há leis protegendo tanto homens quanto mulheres... o que não existe em vários lugares do Oriente Médio. Pelo menos, as leis não são exatamente em favor das mulheres... são quase sempre contra elas e isso me deixa tão furiosa que vocês nem imaginam. Eu queria poder fazer algo pra ajudá-las e não posso... só posso orar... enfim...

- A história fala basicamente de uma jovem americana (isso mesmo! americana! Ela é dos Estados Unidos... o grande inimigo dos árabes) que se apaixona por um árabe... um homem que pertence a cultura e religiões totalmente diferentes da sua. Ela sai do seu país e vai trabalhar no país dele... sob a proteção e ordens desse sheik. Ao chegar lá, ela é obrigada a se adaptar da melhor forma possível, pois naquele lugar ela não significa nada mais do que um objeto sexual (eu não estou exagerando... é verdade!). Bem... Mas há algo que despertou minha curiosidade quando recebi a indicação desse livro: o Qasim contratou a Megan para ajudá-lo a mudar seu país!!!! Eu não consegui resistir e acabei passando o livro na frente de vários outros... A Monica tinha me dito que o livro era maravilhoso e que o mocinho estava tentando mudar seu país... Ele era o rei, mas não podia simplesmente dizer "a partir desse momento as mulheres tem direitos iguais aos homens". Claro que não! Isso provocaria uma guerra sangrenta e ele não teria apoio... Ele precisava de números e provas. Precisava de algo concreto e convincente para convencer seus aliados de que era necessário mudar. E é aí que entra a Megan. Ela é assessora financeira e conseguiu montar um projeto sensacional que era tudo o que o Qasim precisava. E sabe o que me deixa mais feliz? Foi uma mulher que ajudou a mudar o país...rsrsrs... Foi a Megan e ela ganhou o respeito e admiração daqueles ex-selvagens. Eles viraram seres humanos de verdade depois que ela chegou marcando presença.


Um pequeno resumo:


Ela lutou muito pra chegar aonde tinha chegado. Fez sacrifícios, se matou de estudar... E não era nada fácil assistir calada outra pessoa usar suas ideias como se fossem dela só porque seu chefe queria que ela fizesse isso. Ela havia feito aquele projeto! Foi ela quem passou dia e noite pesquisando e organizando aquela proposta... Não iria aceitar ser discriminada e ter seu projeto roubado só porque era mulher. Não iria... Mas não tinha escolha. Se não fizesse aquilo perderia seu emprego e teria que recomeçar do zero. Era tudo tão injusto! E quem ela mais odiava por isso era aquele sheik medieval... o homem que não queria que uma mulher trabalhasse pra ele. E como o projeto da Megan era exatamente o que o sheik precisava, seu chefe passou os créditos do trabalho dela para outra pessoa... um homem.

Megan O`Connell não teve uma infância exatamente feliz. E a pessoa culpada pela sua infelicidade era seu pai, um homem que sugou tudo que pôde da sua mãe e a tornou uma pessoa infeliz e submissa... tendo que sempre seguir suas ordens somente para agradá-lo. Mary havia desistido de ter uma vida só para agradar o marido e passou boa parte da vida vivendo de forma vazia e solitária... e Megan decidiu que não seria como sua mãe foi. Ela não desistiria dos seus sonhos por causa de homem nenhum. Não seria pisada e teria seu lugar no mundo. Também não casaria nunca... E foi pensando nisso que ela deixou de viver como as jovens da época e se dedicou de corpo e alma aos estudos... se esforçando muito para construir seu caminho e alcançando com êxito seu objetivo... Só para ver tudo ir por água abaixo no momento que aceitou trabalhar para o sheik Qasim.

Ele era um cliente importante e para Megan era uma honra poder trabalhar pra ele... E ela pesquisou tudo que pôde sobre o país dele e criou exatamente o que ele precisava... a proposta perfeita... somente para descobrir bem depois que ele não aceitaria trabalhar com uma mulher. Megan ficou indignada com tal discriminação, mas não surpresa, pois conhecia o suficiente sobre ele para imaginar que isso pudesse acontecer... mas o que realmente a revoltou foi ter suas ideias roubadas. Ela foi chantageada para ceder seu projeto sem reclamar e ainda por cima ajudar, de longe, o infeliz que iria substituí-la... Megan ficou tão arrasada que cometeu a estupidez de ameaçar provocar um escândalo que prejudicaria tanto a empresa para a qual trabalhava... quanto o sheik Qasim e seu país.

Qasim também tinha seus motivos para ser o que era e querer mudar o modo de vida de seu país... Seu motivo era bem simples: sua mãe. Qasim era fruto do amor entre uma americana e um árabe e sofreu muito quando sua mãe voltou para os Estados Unidos sem levá-lo com ela. Ela não havia suportado o modo de vida bárbaro do país e mesmo amando o marido e o filho, preferiu partir. Qasim a visitou durante dois anos, mas depois ela adoeceu e morreu... deixando-o muito só.

Com a morte do pai, Qasim assumiu o trono por direito e decidiu que era o momento de provocar mudanças... Ele viveu tempo suficiente no Ocidente para perceber que as mulheres mereciam ter direitos iguais aos homens e serem reconhecidas como seres humanos. E ele pretendia fazer isso embora soubesse que não seria nada fácil. Mas era hora de começar e foi pensando nisso que ele fechou contrato com a empresa para a qual a Megan trabalhava. Ele havia explicado que era preferível ter um assessor financeiro e não uma assessora, pois não podia ofender os homens do seu país. Não era uma discriminação, mas sim uma tentativa de manter a paz durante o processo de mudança... e ele não tinha ideia de que a pessoa que havia feito a proposta ideal... era uma mulher.

O chefe de Megan engana Qasim, dizendo que ela era uma mulher insignificante e que estava tentando receber os créditos pelo trabalho de outra pessoa e consegue transformar os dois em inimigos. Por causa do mal-entendido Megan e Qasim tem uma briga terrível que termina em beijos ardentes...

Quando toda a verdade é revelada, Qasim se vê sem escolha: ou levava Megan com ele e corria o risco de ofender os homens do seu país... ou deixava tudo como estava. Ele preferiu a primeira opção.

Ao chegar naquele lugar parado no tempo, Megan irá enfrentar muitas coisas e terá que ser forte se não quiser colocar a vida dela e de muitas outras pessoas em risco... mas como ser sensata não costuma ser seu forte (risos), ela acaba se metendo em uma grande encrenca... e para salvá-la, Qasim se vê "obrigado" a se casar com ela...

Ambos já se amam e tudo que mais desejavam era poder passar a vida inteira juntos... Porém, há muita coisa contra essa relação... alguém não desejava vê-los juntos e fará tudo que tiver ao seu alcance para estragar a felicidade desse casal... Como será que termina essa história?

- Bem... Eu admiro muito a Megan. Ela também não era muito fã de árabes e olhava com desprezo para as tradições daquele lugar medieval.... também olhava com desprezo para o Qasim no início... mas ela foi tão forte! Ela aceitou coisas que eu nunca aceitaria. Se deixou ser diminuída... deixou que roubassem por um tempo o seu valor... Ela sabia que aquilo era necessário. Não podia entrar num país como aquele e continuar agindo com a liberdade que tinha nos Estados Unidos. Ela conhecia as regras e sabia o que teria que suportar. E suportou, sabe? Ela se sentia muito mal com aquilo, mas foi muito forte... O momento no qual ela estraga tudo é somente quando um selvagem miserável decide que tinha direito de agredi-la! Mas aquilo era demais, vocês não acham? Só tendo sangue de barata pra não agir. Ela reagiu e o enfrentou. Qasim se intrometeu, mas não fez nada contra o homem no momento.... e eu fiquei muito furiosa com ele. O odiei tanto! E não só por isso, mas sim porque ele gritou com ela na frente de todos aqueles bárbaros e ordenou que ela o obedecesse como se ela fosse sua escrava. E ainda por cima disse algo que o livro não revela, mas que fez todos aqueles homens nojentos rirem. Eu senti meu sangue ferver tanto naquele momento e disse pra Monica o quanto estava furiosa... Ela defendeu com todo seu coração o mocinho (não tem jeito! Ele já a conquistou! rsrs) e me deu motivos convincentes para tentar entendê-lo.

Foi assim... Eu tinha lido o trecho no qual acontece a agressão... um cara chuta (não foi bem um chute, mas não deixou de ser uma forma de agredi-la) ela na sala de reuniões, onde a mocinha ajudava o mocinho se passando por uma secretária. Aí... Aquele trecho me irritou muito e eu comentei com a Monica o que achava do mocinho...rsrs... Vou colocar o trecho e depois coloco o que eu disse e a resposta dela.

"— Ai!



Megan virou-se. Alguém a chutara? Ela esfregou o quadril e olhou para o homem mais próximo. Ele a olhou de volta, murmurou algumas palavras guturais e chutou-a novamente. Não era bem um chute, era mais um cutucão com a ponta da bota, mas aquilo fora a gota d‛água.


— O que pensa que está fazendo? — questionou Megan, levantando-se.


A sala tornou-se silenciosa. Todos os olhos estavam nela agora, inclusive os de Qasim.

— Sente-se — disse ele baixinho.


— Não vou me sentar! Este... este idiota acabou de me chutar.


Os olhos de Qasim escureceram.


— Eu lido com ele mais tarde. Por agora, sente-se.


— Este é um lugar horrível. — A voz de Megan tremeu quando a raiva deu lugar ao medo. — Quero ir embora. Quero...


— Sente-se! — gritou Qasim.


Ela se sentou no banco, tremendo. Então, ele falou alguma coisa e todos riram."




Agora o que eu disse (eu estava com raiva, sabe? rsrsrs...):


"Meu ódio por ele retornou ainda mais forte. Ele é um covarde, pois deveria ordenar que aqueles animais a respeitassem. Mas não. Ele a diminuiu. Preferiu não ofender seus homens. Então eles eram mais importantes... Ofendê-la não importava?! Eu estou com tanta raiva, Monica. Não aturaria metade do que ela está aturando. Ele que se danasse! Eu iria embora e sairía daquela maldita empresa também. É preferível recomeçar do início do que trabalhar com animais! E se eu fosse a Megan e ficasse com o Qasim no final teria que ser no meu país. No dele nem morta! Ele esteja mudando ou não! Acho que eu nunca acreditaria nessa mudança, pois ele parece preferir não "ofender" os homens do que levar em consideração os sentimentos e direitos das mulheres. A mãe dele que foi certa embora eu preferisse que ela tivesse levado o filho com ela. Mas ela foi certa em sair daquele inferno... E sabe... Se eu fosse a Megan nunca me envolveria com um árabe! Ter preconceito é algo muito feio e errado, eu sei. Mas olha para a situação daqueles lugares no Oriente Médio! Não estou criticando inocentes, mas sim animais que maltratam e pisam nas mulheres como se elas fossem menos valiosas do que um lápis comum! E segundo a opinião deles, elas realmente valem menos do que isso! Eu estou furiosa!



Bem... (Respira fundo, Luna!) Eu juro que estou tentando entender o Qasim, mas está começando a ficar ainda mais difícil...rsrs... O modo como ele está tratando a Megan... Me deixa muito revoltada! Espero sinceramente que ele faça algo pra compensar suas idiotices."


E agora a resposta dela:

"não se esqueça que ele está num campo inimigo aonde o pré conceito pelas mulheres é ainda maior,o que ele quis evitar foi que ela se expusse ainda mais,mas o temperamento dela não permitiu perceber isso,ele quis protege-la e o medo dele por ela foi tão grande que acabou gritando com ela.Acredite ele não quis humilhá-la ele quis simplesmente acabar com a situação e a piada foi para que os outros homens a ignorasse,pois nesse momento ele já tinha se arrependido e muito por te-lá levado nessa reunião,pois ele sabia como pensavam aqueles homens e como seria complicado pra ela se mostrar submissa.Acredite em mim,vc vai ver pelos pensamentos dele que ele estava muito arrependido e odiou que esse sujeito tivesse a chutado.Quando eu comentei que meus vizinhos foram passar a lua de mel no marrocos não se se comentei que ele tinha que estar grudado nela o tempo todo e que teve momentos em que ela teve que cobrir os cabelos com um lenço não porque ele quis que ela cubrisse mais pela própria segurança dela,os homens lá são complicadissímos,eles oferecem camelos por outras mulheres aos homens e ofereceram pra ele acredita e sequer se dirigiram a ela como se o marido fosse dono dela,por isso ele não desgrudava dela um minuto,,sendo que em portugal ela é super independente,mas lá ele tinha que se comportar como os outros,mas não porque quis se valer da condicção de homem,mas pela segurança dela,por isso a atitude de Qasin apesar de lhe parecer arrogante acredite não foi,ele só quis protege-la e acabar logo com aquela situação."



- Essas coisas que ela percebeu eu não havia percebido, pois só me liguei no modo como ele a tratou. Eu não quis saber dos motivos dele. O importante era que ela estava sendo diminuída e ele deixou aquilo acontecer. Deu uma raiva muito grande, mas quando li o que a Monica escreveu, percebi que o que ela disse fazia sentido. Ele a respeitava e eu não entendia porque ele agiu daquela forma... mas quando a Monica cita como exemplo seus próprios vizinhos e, em um outro email, ela fala do momento no qual o marido dessa vizinha tem que falar de modo duro com ela para que ela não se coloque em risco, eu entendi melhor o Qasim. Faz sentido. O medo é capaz de fazer as pessoas agirem de modo idiota...rsrs... E eu acredito que ele estava arrependido por tê-la levado para aquele lugar... Foi uma grande estupidez. E eu o culpei em parte pela tragédia que quase aconteceu na cena seguinte. Foi uma grande tolice levar a mulher que ele já amava para o território inimigo... onde as "tradições" eram ainda mais rígidas do que no território dele. Ele nunca deveria tê-la levado pra lá e eu fiquei com raiva dele por isso... mas... enfim... quando a tragédia quase acontece, dá pra sentir o desespero do mocinho. Até eu fiquei nervosa.



Depois da cena na qual o selvagem chutou a mocinha, ela fica furiosa com a forma como o Qasim falou com ela e perde o controle pela segunda vez... Era totalmente proibido pra ela se dirigir diretamente ao Qasim... ou seja, se ela quisesse falar algo com ele, teria que dizer o que era para o Hakim (o cão do mocinho) e esse cão diria o que era para o mocinho... nosso mocinho dava a resposta ao Hakim e o cão repassava para a Megan. Uma palhaçada, certo? Mas era regra e ela tinha que seguir...só que ela já estava no seu limite e, quando o Qasim fez uma pergunta... ela respondeu diretamente. Depois desse momento o dano está feito, mas não irei dizer o que acontece... rsrsrs... Já estou falando demais e acho que é bom deixar vocês descobrirem pelo menos uma coisa sozinhos....rsrs... Enfim... Como eu disse antes, eu adorei a mocinha e sua coragem, pois ela se manteve forte durante vários momentos e só quando aquele selvagem fez o que fez que ela perdeu o controle.


"Lar não era um palácio perto do mar. Não era um apartamento em Los Angeles.

Lar era bem ali, ao lado do homem que amava."

- Eu admiro muito essa mocinha, pois ela esqueceu o desprezo que sentia daquele lugar e quis ficar com o Qasim. Ela sabia muito bem que as mudanças não aconteceriam de uma hora pra outra e ela teria que se adaptar... e ela ficou. Eu achei isso tão... admirável, como já disse...rsrs.. Ela disse que o lar era bem ali, ao lado do homem que amava. Isso é muito lindo e o Qasim merecia todo aquele amor...

- E eu passei a amar esse mocinho depois. O momento no qual ele conquistou meu coração foi quando caiu bêbado nos braços da mocinha e pediu pra ela chamá-lo de Caz (esse era o apelido que um amigo americano colocou nele). Ele tinha bebido muito por um motivo muito importante... tem a ver com a quase tragédia... enfim... Naquele instante, ele me conquistou e eu fiquei apaixonada por ele até o final do livro. Ele ainda comete umas tolices, mas eu entendi seus motivos depois. A mocinha o fez acreditar é algo muito doloroso pra ele e eu realmente entendi a atitude dele naquele momento. Me fez pensar na mãe dele e em seu abandono... no fato do mocinho ter ficado longe da mãe, pois ela preferiu ir embora. Como disse antes, entendi o fato da mãe dele não suportar viver num lugar tão medieval e diferente do seu país, mas acho que ela deveria ter levado o filho. E embora o Caz tentasse negar, ele ainda sentia muito pela decisão dela. Tanto que sua motivação para mudar o país era a mãe. Ele queria tornar a vida das mulheres melhor por causa da lembrança da mãe... Enfim... Quando acontece aquela briga quase no final da história eu fiquei com raiva somente de uma pessoa... do cão maldito! Foi ele que estragou tudo! Aquele miserável que não tinha mais o que fazer do que ficar atormentando a vida da Megan... aquele tal de Hakim fez a mocinha fazer algo que feriu tanto ela quanto o mocinho... eu fiquei muito triste quando eles brigaram daquele jeito, pois estava tudo muito bem entre eles... Mas tudo acaba bem no final. E o final é lindo... com toda a família reunida e uma indicação de que o próximo livro é sobre o Sean, que também é irmão da mocinha.

- Gostei também da participação da Briana e do Sean nesse livro... toda a família aparece no final, mas somente a Briana e o Sean tiveram uma certa participação. E o Sean é sensacional!... rsrs... o livro dele é o que mais desejo conhecer. Ele enfrentou o mocinho e se meteu onde não havia sido chamado...rsrs... foi muito engraçado. Essa família parece ser bem unida e eu gosto muito disso.

- E conhecer o livro do Qasim até me fez sentir um pouco menos de desprezo pelos homens árabes em geral... até sei que existem países do Oriente Médio na vida real que estão mudando algumas coisas... Amarei todos eles se eliminarem aquelas leis e punições desumanas e passarem a tratar as mulheres como iguais... o islamismo não prega desigualdade entre os gêneros. Isso foi uma interpretação e invenção de homens que detestavam as mulheres e se achavam superiores. Maomé mesmo, segundo algo que li certa vez e a opinião de uma professora que eu tive e havia estudado o Alcorão, não acreditava nessa desigualdade. Não foi isso que ele ensinou.... enfim...

- Esse livro foi uma indicação da Monica. Eu agradeço muito a ela por isso, pois acabei amando o livro. Como já disse, a leitura não foi fácil e eu não gostei do mocinho o tempo todo. Cheguei mesmo a detestá-lo, mas depois ele me conquistou...rsrs... E aposto que quem ler esse livro também vai acabar amando esse mocinho maravilhoso. Ele é um fofo sensível e apaixonado! :)

- Eu recomendo o livro a todos! Mesmo aqueles que como eu não gostam de livros sobre árabes, devem dar uma chance ao livro. Vale a pena. A história deles é fofa e merece as cinco estrelas do skoob. A autora também é talentosa pelo que pude perceber... É a primeira vez que leio algo escrito por ela e adorei seu modo de escrever... faz a gente ir acompanhando a história e chegando ao final sem nem ao menos perceber... não fica enrolando. Foi uma leitura que valeu a pena mesmo!

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