Mostrando postagens com marcador Westmoreland. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Westmoreland. Mostrar todas as postagens

20 de setembro de 2019

Especial Romances de Época: Judith McNaught - Parte 1


Olá, meus queridos!

Hoje eu resolvi colocar em prática algo que estava pensando em fazer há algum tempo. :D Uns posts especiais sobre os gêneros romances de época e romances históricos (que são coisas diferentes). 

Nestes posts eu sempre irei falar de uma autora ou autor querido do meu coração! E nada melhor do que começar pela minha DIVA Judith McNaught! Autora cujos livros eu conheci vários anos atrás, bem antes da Bertrand Brasil finalmente cumprir a promessa de trazer os livros dela de volta ao Brasil, vez que as edições anteriormente publicadas eram raras e geralmente vendidas por fãs em sebos virtuais por um preço bem alto. Era muito difícil você conseguir alguma edição por preço em conta. Felizmente, eu consegui adquirir alguns livros baratos e em bom estado "na sorte". 

Nós fãs pedíamos muito pelos livros da autora (até abaixo-assinado fizemos), queríamos colecioná-los, ter as edições lindas e publicadas em ordem. Talvez você que teve acesso a Dinastia Westmoreland recentemente, quando da nova publicação, não saiba que a série era publicada fora de ordem e que Um Reino de Sonhos (que embora tenha sido escrito depois de Whitney, Meu Amor, em ordem cronológica dos acontecimentos, é o primeiro da série) foi publicado pela PRIMEIRA VEZ no Brasil somente em 2018, nesta edição da foto acima. Whitney, Meu Amor já tinha sido publicado e republicado algumas vezes, Até Você Chegar também já era bastante conhecido aqui HÁ MUITOS ANOS, mas Um Reino de Sonhos NADA! Você pedia. A editora prometia. E assim os anos se passavam... Você tinha três opções: ler no idioma original ou em algum outro idioma para o qual o livro tivesse sido traduzido no exterior, importar um livro que tivesse em português de outro país ou ler tradução de fã. A vida de nós leitores não era fácil. 

29 de junho de 2018

Um Reino de Sonhos - Judith McNaught (segunda resenha)

(Título Original: A Kingdom of Dreams
Tradutora: Valéria Lamim
Editora: Bertrand Brasil
Edição de: 2018)

1º Livro da Dinastia Westmoreland


Levada à força de um convento, Jennifer Merrick não se rende tão facilmente a Royce Westmoreland, o Duque de Claymore. Conhecido como "Lobo Negro", seu nome desperta terror no coração de seus inimigos. Mas a orgulhosa Jennifer não se deixa abalar pela fama do homem belo e rebelde que a atormenta com sua arrogância. Ela se mantém fiel ao seu propósito... mas só até a noite em que ele a envolve em um poderoso abraço, despertando nela um desejo incontrolável. 



Palavras de uma leitora...



- Nem sei por onde começar... Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que a Judith McNaught é uma das minhas autoras preferidas da vida. Tenho muitas autoras queridas, mas existem aquelas que estão no topo, sabe? Ela foi uma das primeiras a me apresentar os romances de época, quando eu torcia o nariz para esse gênero, pois na verdade tinha muitos receios. Ela entrou na minha vida logo depois da Candace Camp e veio para ficar. Tudo o que eu podia ler dela estava lendo, tivesse ou não sido publicado no Brasil. E foi o que se passou com Um Reino de Sonhos, romance arrebatador que li pela primeira vez em 2011, cerca de sete anos antes da Bertrand Brasil finalmente ouvir os nossos pedidos (já furiosos) de trazer a história para cá. Nós fãs chegamos a fazer abaixo assinado e a editora só sabia prometer. E confesso que cheguei ao ponto de me irritar tanto que não suportava nem mais ouvir falar dessa editora. Somente agora que criou juízo e trouxe os livros da JM novamente é que voltei a olhar com bons olhos para a Bertrand. Até adquiri outros títulos da editora de tão boazinha que fiquei!rs

Lembro com um sorriso no rosto da primeira vez que li a história de Jennifer e Royce e como no final eu era só lágrimas.kkkkkkkk... Foi um dos livros que mais me emocionaram na época. Porque enquanto em outros romances muitas das provas de amor, da intensidade dos sentimentos que envolviam os personagens eram demonstradas com palavras, em Um Reino de Sonhos temos a verdade deles nas ações. É em suas atitudes que vemos a beleza do amor que foi capaz de superar tudo o que podia separá-los. De um amor que surgiu do ódio, do medo, da inimizade. Um amor que eles não queriam. Que não esperavam. Mas precisavam. E como! Sabe quando você conhece dois personagens e tem certeza que nasceram um para o outro, por mais clichê que isso possa parecer? É bem assim. Parece que a vida inteira o Royce esperou pela Jennifer sem nem saber... sem nem imaginar. Ele acordava todos os dias, lutava contra seus adversários, sitiava propriedades, matava inimigos no campo de batalha e em todo o tempo não sabia que seu coração esperava pelo dia em que uma jovem ruiva com os olhos cheios de ódio seria jogada bem aos seus pés e que juntos passariam pelos tormentos do inferno antes de poderem ser realmente felizes. 

- Prometo que não falarei muito, pois já tem uma resenha bem completa sobre o livro no blog, que fiz na época que o li pela primeira vez. Mas agora que revivi todas as emoções, que estive no livro outra vez... vivendo cada instante com o Royce e a Jennifer, rindo e chorando com eles, não poderia de modo algum deixar de falar um pouquinho. Só um pouco, juro!rsrs

Tudo o que ela queria era um reino de sonhos... 

Aos dezessete anos de idade, rodeada pelos muros do convento no qual vivia há cerca de dois anos, Jennifer já sabia o que era sofrimento. O que era sentir na pele o desprezo daqueles a quem mais amava. Pessoas que um dia riram com ela, que a ensinaram a pescar e foram suas cúmplices nas brincadeiras, hoje lhe viravam as costas, não suportando sequer encará-la. E tudo por causa das mentiras de uma mente astuta que desejava vê-la fora de seu caminho. 

Rejeitada pelo próprio pai, que enxergava nela apenas uma fonte de decepções, ela foi trancada no convento, sem saber se um dia sairia dali. Embora fosse duro sentir-se sozinha no mundo, no fundo acreditava que conseguiria transformar-se no orgulho do pai, que seu povo voltaria a amá-la e encontraria um homem capaz de aceitá-la como era e compreendê-la. Alguém que a trataria com gentileza e carinho. E foi num dos seus passeios com a irmã, fora dos terrenos da abadia, após receber uma notícia perturbadora, que sua vida mudou para sempre. Sequestrada em plena luz do dia pelos homens do Lobo Negro, o guerreiro mais temido e odiado em toda a Escócia, ficou dividida entre o medo e o ódio. Se todas as lendas que cercavam aquele nome fossem verdadeiras sua vida seria muito breve. Mas se tinha uma coisa que ela não faria seria desistir sem lutar. 

Após enfurecer seus sequestradores e ser jogada aos pés do seu maior inimigo, Jennifer não pensou e nem esperou antes de deixar claro todo o seu desprezo. E nem considerou a tentativa de suicídio que representava o seu ataque a alguém temido até por seus próprios homens e que era bem mais forte que ela. Sua intenção não era vencê-lo, mas sim perder lutando. E entre mordidas, chutes, tapas e nada de beijos, Royce se viu chocado e profundamente irritado com a única pessoa capaz de se atrever a enfrentá-lo. Não sabia o que diabos seu irmão tinha em mente ao sequestrar aquela bruxa de olhar assassino. Ainda que ela fosse um meio para determinado fim, ele não sabia se realmente valeria a pena tê-la como refém ou se não acabaria era pagando por todos os pecados cometidos naquela e em outras vidas. 

O ódio era mútuo. E nas mãos um do outro eles ainda sentiriam o gosto da dor. Mas o amor não é um sentimento que pede licença. Que se intimida. Ele acontece quando e onde deseja. E não demora a invadir o coração de um guerreiro aparentemente insensível e uma jovem machucada pela vida, mas que não tinha perdido a capacidade de sonhar. 

"Ela havia encontrado outra coisa ali, algo proibido e perigoso para ela, um sentimento que não devia nem podia existir."

- A história começa pelas cenas que antecedem o final. Logo nas primeiras páginas sabemos que um casamento está para acontecer e que a noiva está implorando a Deus para livrá-la daquele destino tão cruel.kkkkkkkk... É uma das cenas mais divertidas para mim. A Jennifer tenta negociar com Deus, pois só um milagre mesmo seria capaz de interromper seu casamento indesejado com o Lobo Negro, nosso querido Royce. Ela estava verdadeiramente apavorada e pelas suas lembranças somos levados de volta ao passado, sete semanas antes, quando tudo começou. E é aí que somos arrebatados por uma das histórias mais belas que já li. 

- Em muitos livros conhecemos personagens que eram supostamente inimigos e que se apaixonaram de maneira inesperada. Mas em Um Reino de Sonhos as coisas não são assim. Aqui não temos uma inimizade boba. Algo fácil de ser superado. Não. Royce é um lorde, mas também o guerreiro mais valioso do rei Henrique, o soberano da Inglaterra, que estava em sérios conflitos com a Escócia, país natal da nossa mocinha. O clã Merrick era fortemente leal ao rei Tiago o que direcionava o ataque do monarca adversário para eles. Em batalhas contra o exército de Henrique, a família de Jennifer já tinha perdido entes queridos e toda a Escócia amaria ver o sangue de Royce escorrer, pois eram pelas mãos dele que seus familiares morriam, não importando para ninguém o fato de ele estar seguindo ordens e de se tratar de uma guerra. 

"E, nesse momento impensável, enquanto segurava a adaga no alto, pronta para atacá-lo, Royce Westmoreland pensou que ela era a criatura mais magnífica que já havia visto; um anjo selvagem, belo e enfurecido, sedento por vingança, com o peito subindo e descendo de fúria enquanto confrontava corajosamente um inimigo mais forte."

- Embora estivesse longe de ser tudo o que seus inimigos diziam sobre ele, Royce não se apaixona pela Jennifer à primeira vista. O que ele sente é muita raiva, pois ela acaba com a paciência dele nos primeiros segundos em que se conhecem.rs As coisas são muito desagradáveis para os dois no princípio e rola agressão, não vou negar. Mas no livro estamos no século XV e Jennifer é prisioneira dele, vinda de uma família inimiga. Outro no lugar do Royce, por mais que nos custe admitir já que estamos no século XXI, teria feito mais que dar um tapa na Jennifer depois da maneira como ela o atacou. E isso para não soltar spoilers e dizer tudo o que ela faz ao longo do tempo em que é mantida como refém dele. Duas dessas coisas poderiam ter decretado a sentença de morte da nossa corajosa mocinha, se seu "algoz" não fosse o temido Lobo Negro. Ela arranca o sangue dele, gente. E de uma forma letal, mas pararei de falar disso senão soltarei um monte de spoilers.kkkkkk... A questão é que em matéria de agressão a Jennifer ganha, sinceramente. Porque em muitos momentos o Royce respirou fundo e se controlou. Tentando entender que ela, como prisioneira, tinha o direito de tentar escapar e, de quebra, querer matá-lo.rs

A relação dos dois é muito tumultuada, mas também é linda. :) De uma forma que nos faz suspirar. Nada é fácil, mas é justamente isso que os faz valorizar ainda mais o sentimento que se constrói. Que os une. Os dois carregam marcas do passado, decepções e ilusões. Têm sonhos que acreditam que não vão realizar. Ambos querem ser amados, querem uma chance de ser felizes. Mas, por causa de dois reis que não estavam nem aí para eles, eram inimigos. Suas famílias se odiavam. Seus povos se desprezavam. E quando percebe que está se apaixonando por ele, Jennifer enfrenta um tipo diferente de dor, algo que ainda não conhecia... porque sabe que precisará escolher entre o homem que ama e sua lealdade para com sua família. Ela não poderia ter os dois. Não mesmo. 

"- Acho - sussurrou ela, com o rosto voltado para ele - que a lenda a seu respeito é falsa. Todas as coisas que dizem que você fez... não são verdadeiras - sussurrou, enquanto seus belos olhos sondavam o rosto do conde como se pudessem ver a alma dele."

- Quando comecei a reler esta história nem tive medo de não amar tanto como na primeira vez. Não existia tal possibilidade.rs E toda admiração e o orgulho que sentia da Jennifer se mantiveram. Sei que existem pessoas que a criticam, que acham que ela foi infantil, teimosa, impulsiva. E eu penso bem diferente dessas pessoas, pois o absurdo, na minha opinião, seria ela ceder e aceitar passivamente tudo o que aconteceu. Ela foi sequestrada. Tinha sim o direito de lutar contra o Royce o quanto suas forças permitissem e de tentar fugir de todas as formas possíveis. Era seu direito e o fato de ela exercê-lo não a desmerece aos meus olhos. Muito pelo contrário! É uma mocinha guerreira, pela qual sinto muito carinho. Jennifer era uma mistura fascinante de sensibilidade, romantismo, força, coragem e determinação. Ela podia ser tão delicada quanto uma flor, que não conseguia se proteger das feridas causadas pela família que não sabia amá-la, mas também era pura força e não estava nem aí se seu oponente era maior e mais experiente. Não era escocesa por acaso.rs 

Não que ela não erre. Na verdade, ela comete um erro terrível na reta final da história. A única de suas atitudes que realmente me feriu profundamente, pois atingiu em cheio o nosso mocinho, destroçando-o. E mesmo assim... magoado por ela, se manteve fiel à sua palavra. Disposto... disposto a perder tudo por amá-la. Sim, estou chorando.rs Nenhuma novidade

"Com a voz suave tremendo de emoção, perguntou:
- Jura que nunca levantará a mão contra a minha família?
A resposta do duque foi um sussurro dolorido:
- Sim."

- O Royce para mim é um dos melhores mocinhos da Literatura. Não é do tipo que tem palavras bonitas na ponta da língua ou perde tempo com romantismo. Como ele mesmo disse, é um guerreiro, um soldado. Não um poeta. Não entende dessas coisas, não sabe ficar fazendo elogios e dizendo as coisas belas que as mulheres gostam de ouvir. E isso aumenta o nosso amor por ele, pois suas atitudes com a Jennifer são instintivas. Ele responde ao sentimento sem perceber. Se ela estivesse triste, seu gesto de carinho vinha em resposta. Não podia vê-la magoada. Sabia que ela gostava de vestidos bonitos, então a presenteou com eles. Se ela estava com frio ele a cobria. Se precisava dos seus braços para sentir-se protegida, ali ela poderia estar, ainda que ele estivesse com raiva. Mesmo que o enganassem e o fizessem pensar mal dela, ele não necessitava de provas para perceber que estava errado... que as coisas não eram como pareciam. E quando a possuiu pela primeira vez, quando ainda eram inimigos, não foi com ódio, para humilhá-la ou se vingar. E foi uma das cenas mais lindas do livro. O Royce é incrível. Não dá para desprezá-lo. E ele sequer nos dá motivos para isso. 

- Sei que eu disse que a resenha seria curta, mas... Suspiros!rs Se pudesse ficaria falando deste livro por horas. É minha paixão. Uma história que me fez rir e chorar. E o final... É um dos mais emocionantes, gente! Sempre penso nele como a declaração de amor mais linda. Jennifer se redime do seu erro de uma forma... Nossa! E o que o Royce faz por ela... Só lendo vocês poderão entender. Amo demais estes dois! Eles têm um lugar todo deles no meu coração. 

- Existem resenhas de toda a Dinastia Westmoreland no blog. Não farei uma segunda resenha dos demais livros, que serão relançados pela Bertrand Brasil. Na verdade, Whitney, Meu Amor já foi relançado neste mês de junho e o último livro da série deve chegar nas livrarias nos próximos meses. Um Reino de Sonhos merecia uma segunda resenha não só por ser o meu preferido da trilogia, mas também porque é inédito no Brasil. Sim, a editora nunca antes se deu ao trabalho de publicar a série completa. Veremos se agora passará a fazer isso...

Dinastia Westmoreland

Um Reino de Sonhos (escrito depois de Whitney, Meu Amor, mas a história se passa séculos antes)
Whitney, Meu Amor (o livro mais polêmico da série)
Milagres (conto)

Observação importante: Como não farei outra resenha de Whitney, Meu amor, acho importante mencionar que existem duas versões desse livro e que, pelo que uma menina que já leu a versão publicada em 2018 disse, vocês terão acesso à versão "modificada", a menos polêmica, por assim dizer.rsrs Se minha memória não estiver falhando terrivelmente, o livro de Clayton e Whitney foi o primeiro a ser escrito pela autora e nele existiam duas cenas pesadas e inaceitáveis. O livro foi publicado contendo tais cenas e quem leu a versão mais antiga as enfrentou. Anos mais tarde a autora modificou por completo a primeira cena pesada e alterou o sentido da segunda. Além de ter acrescentado mais capítulos. Lembro que uma vez uma leitora me criticou ao ler minha resenha do livro, dizendo que eu estava meio que mentindo para os leitores ao mencionar cenas que não existiam.rs Porque ela tinha lido a versão de bolso, publicada alguns anos atrás, já contendo as alterações. Enfim... O Clayton que eu conheço é o da versão original. O fato da autora tê-lo "suavizado" depois não muda em nada o que ele fez e o torna o mocinho mais complexo e abusivo dela. Eu vou comprar a versão nova, isso é claro. Porque sou fã incondicional da autora. Mas não irei reler. Eu amo Whitney, Meu Amor. Não estou dizendo o contrário. E perdoei o Clayton, pois ele sofre como um condenado por tudo de mal que faz contra a Whitney, mas não tenho emocional para encarar esse mocinho de novo, gente!kkkkkk... Não agora. Daqui a alguns anos, talvez.rs

6 de novembro de 2011

Milagres - Judith McNaught


4º Livro da Série Westmoreland


Apresentamos aqui um pequeno conto da autora Judith McNaught, escrito especialmente para uma publicação juntamente com outras três grandes autoras: Jude Deveraux, Arnette Lamb e Jill Barnett.

Em Milagres, Judith trás um desfecho amoroso para o personagem de Nicholas du Ville, o maravilhoso e delicioso melhor amigo dos casais Clayton Westmoreland/Whitney Stone de Whitney, meu Amor e Stephen Westmoreland/Sheridan Bromleigh de Até Você Chegar.



Palavras de uma leitora...


- Pretendo ser breve. Dessa vez nada de uma resenha explicando a história. Lamento muito gente, mas não sinto a menor vontade de falar sobre isso. Eu gostaria de saber o que a Judith tinha na cabeça ao escrever essa história. Será que ela tinha batido com a cabeça e perdido seu talento durante o tempo que escreveu essa porcaria??!! É o que parece. Essa história não é digna do Nicholas, essa droga sequer parece escrita pela Judith. A mesma autora que escreveu Um Reino de Sonhos, Whitney, Meu Amor e Até Você Chegar não pode ter encerrado essa séria dessa forma. Dizer que estou decepcionada é pouco. Para mim, a Judith destruiu a imagem do Nicholas, acabou com um personagem que era maravilhoso nos dois outros livros da série. O Nicholas era um encanto e fez eu me apaixonar por ele, torcer por ele... E eu estou furiosa com a Judith pelo que fez com ele. Se era para escrever essa droga antes não tivesse escrito nada! Enfim... Não gostei do livro, não sinto vontade de continuar escrevendo sobre ele. Quero esquecê-lo! Lembrar do Nicholas como ele foi nos outros livros e fingir que a Judith não escreveu essa coisa. Dou 2 estrelas ao livro, mas não é pela história. Não pelo Nicholas desse livro. É por outros motivos. Se fosse pela história e pelo Nicholas, nesse livro, eu sequer me daria ao trabalho de avaliar o livro. Estou decepcionada. Muito decepcionada.


Série Westmoreland:

4-Milagres

2 de novembro de 2011

Até Você Chegar - Judith McNaught


3º Livro da Série Westmoreland


Professora de uma escola para damas da alta sociedade, Sheridan Bromleigh é contratada para acompanhar uma das estudantes, Charise Lancaster, até a Inglaterra, onde encontrará seu noivo. Quando a jovem sob sua responsabilidade foge com um estranho, Sheridan questiona-se como explicará isso ao pretendente, Lorde Burleton.


Stephen Westmoreland, o Conde de Langford, presume que a jovem vindo em sua direção é Charise Lancaster, e a informa sobre sua participação no acidente fatal envolvendo Lorde Burleton na noite anterior. No momento em que iria explicar o mal-entendido, Sheridan também sofre um acidente e fica inconsciente.

Ela acorda na mansão de Westmoreland, sem lembrar quem é. A única pista sobre seu passado é o estranho fato de todos a chamarem de miss Lancaster. Tudo o que ela realmente sabe é que está apaixonada por um belo conde inglês, e que sua vida está repleta de maravilhosas possibilidades...



Palavras de uma leitora...


Todo mundo tem direito de tentar e essa é a minha vez
O meu coração, tem tanto pra falar
Ele quer dizer, e ele vai dizer
Não quero uma paixão só passageira
Eu quero um amor pra vida inteira

Vem pra mim, que eu tô te esperando
Acredite, vem sem medo, é o amor que tá chamando
Ser feliz, eu tenho direito
E eu sei que do outro lado tem alguém
Alguém do meu jeito

 
(Música: Ser Feliz/Cantores: Marlon e Maicon)



- Concordo completamente com essa música. E eu lembrei demais dela quando estava lendo esse livro tão especial, tão inesquecível. Todo mundo tem direito de tentar. Não só uma vez, mas quantas vezes a coragem permitir. Ou o amor mandar. Stephen tentou uma vez e se arrependeu profundamente por causa daquela tentativa. Acredito, sim, que ele amou aquela mulher e a decepção causada pela traição dela, provocou uma dor terrível no Stephen tornando-o o homem que é quando essa história começa. Alguém cínico, que não acredita no amor e nas mulheres (só acredita em sua mãe, Alicia. E na cunhada, Whitney). Alguém com quem a vida brincou bastante. Alguém sozinho, cansado de tudo, daquele mundo hipócrita e das pessoas falsas que o rodeavam. Alguém que precisava tentar novamente, mas morria de medo de fazer isso e escondia esse medo por trás de uma falsa indiferença. Eu me apeguei demais ao Stephen. Quando lembro dele sinto meus olhos se encherem de lágrimas e morro de vontade de consolá-lo por tudo que ele sofreu, mas ele não necessita do meu consolo...rsrsrs... Com uma ajudinha especial do destino e de pessoas que o amavam, ele encontrou e conquistou a mulher da sua vida. Nossa querida Sherry.

- Bem... Confesso que não sei bem o que falar do livro. Ainda me sinto bastante emocionada e faltam-me palavras para explicar o quanto esse livro é belo. Não sei o que dizer e o que ocultar... Só tenho certeza absoluta de uma coisa: jamais na vida poderei esquecer desse livro. Sherry, Stephen, a história de amor deles e as pessoas que contribuiram para uni-los serão inesquecíveis para mim. Os amo com todo o meu coração!

- Acho que a melhor forma de começar a falar dessa história é através de um pequeno resumo, certo?! rsrsrs...



Um pequeno resumo:


Será que era algum crime sonhar? E mais importante ainda... Será que os sonhos podem se tornar realidade?

"Eu era um homem sem coração, até que você..."
"Eu não era nada, até que você..."
"Eu não sabia o que era felicidade, até que você..."

Sherry era uma jovem sonhadora e romântica. Que lia romances e se imaginava a heroína daquelas lindas histórias de amor. Ela sonhava com um barão, conde, príncipe, simplesmente com o homem da sua vida, que lhe diria coisas belas e passaria a ter vida somente quando ela aparecesse. Alguém que estaria esperando por ela para ser feliz. Alguém que não seria absolutamente nada até ela aparecer... Sherry queria ser amada e necessária para o seu príncipe. Mas no fundo acreditava que aqueles sonhos jamais se realizariam... Que ela jamais encontraria alguém que a amasse e fizesse dela sua princesa. Mas sonhar era bom e não custava nada...

Sherry talvez jamais tenha ouvido alguém dizer que se deve tomar muito cuidado com aquilo que se deseja... Pois pode acabar se realizando... Se ela tivesse ouvido, talvez sonhasse ainda com mais intensidade...

E foi por sonhar com o impossível que ela tinha se metido numa grande encrenca e estava prestes a conhecer o homem da sua vida... Alguém que lhe provocaria uma enorme dor, mas a única pessoa capaz de dar sentido à sua vida vazia, solitária e sem sentido. A única pessoa por quem ela seria capaz de se apaixonar...

Stephen estava cansado de tudo. Estava cansado daquela vida sem sentido, da amante e das tentativas de sua mãe e cunhada de fazê-lo se casar. Será que ninguém podia entender que tudo que ele queria era paz? Que no fundo, o que ele mais queria era voltar a ser o rapaz feliz e despreocupado que tinha sido? E acima de tudo, o que ele mais queria era a certeza de que podia ser amado? Merecia ser amado? Tudo que ele mais queria na vida, era encontrar a pessoa que procurava sem nem sequer saber... E quando aquela jovem caiu, quase morta, bem na sua frente, ele não sabia, mais havia encontrado o que tanto procurava...

Uma grande confusão une a vida de Stephen e Sherry. Um grande amor, nasce aos poucos e naturalmente... Vai tomando conta de seus corações e os unindo de uma forma que ninguém poderia separar. Eles nasceram um para o outro. Eles esperavam um pelo outro... Porém, tudo começou da maneira errada e uma série de mentiras, omissões e lembranças do passado pode pôr em risco essa relação...


- Tudo começou com um acidente... Stephen estava dirigindo uma carruagem guiada por cavalos assustados, que estavam indo à cidade pela primeira vez, quando uma enorme confusão começou e um jovem bêbado parou exatamente na frente da carruagem de Stephen. O acidente foi inevitável. Era tarde demais para desviar a carruagem... O jovem acabou morto e Stephen passou a se culpar pelo ocorrido, mesmo não tendo toda ou nenhuma culpa. Aquele jovem é que tinha se metido na frente da carruagem dele, estava bêbado e se não tivesse cometido tal tolice, ainda estaria vivo, mas Stephen assumiu toda a culpa e ficou ainda mais revoltado consigo mesmo, quando ficou sabendo que a noiva do falecido estava chegando da América para se casar com o "pobre homem" e não tinha ninguém para recebê-la e avisá-la que seu futuro marido tinha morrido. Stephen, então, pegou para si essa responsabilidade.

- Sherry, governanta, acompanhante da jovem que iria se casar com o falecido, estava profundamente desesperada, pois não sabia como iria sair da confusão na qual tinha se metido. Ela há muito tempo sonhava em conhecer a Inglaterra, Terra de sua falecida e querida mãe, e foi por isso que aceitou aquele emprego. Aceitou acompanhar a mimada e egoísta Charise Lancaster. Só que antes que pudesse entregar a jovem sã e salva ao noivo, a garota escapou com um completo desconhecido, sem se importar com as consequências que isso teria na vida de Sheridan. Charise não se importava com nada nem ninguém. A não ser, é claro, com ela mesma e só se envolveu com aquele desconhecido porque ele havia se interessado pela Sherry. Levada pela profunda inveja que ela tinha da acompanhante, Charise fugiu com o homem, deixando para a Sherry a obrigação de explicar o que tinha acontecido. E Sherry estava gelada, tomada pelo pânico e pelo choque quando finalmente criou coragem para ir ao encontro do noivo da sua protegida... E a notícia que recebeu ao chegar perto daquele belo desconhecido, apesar de fazê-la sentir um certo alívio (alívio por não ter que enfrentar a fúria do noivo da Charise! Não é alívio pela morte dele...rsrs...), chocou-a ainda mais... impossibilitando-a de pensar e evitar o perigo que se aproximava...

- Stephen estava nervoso e não sabia como dar, àquela jovem, a notícia de que o noivo dela tinha morrido. Então, ele decidiu ir direto ao ponto. E seu próprio choque o impediu de perceber que aquela moça estava em estado de choque e caminhando para a morte... Quando ele se aproximou já era tarde demais. O guindaste se aproximou da jovem, a rede se rompeu e o pesado caixote bateu na cabeça dela, fazendo-a perder a consciência, a memória e quase perder a vida... Sentindo-se profundamente responsável por toda a dor daquela jovem, ele a abrigou em sua casa e quando ela finalmente acordou, após três dias, ele fingiu ser quem não era... Porque outro choque poderia ser fatal para ela... Porque, naquele estado, ela não poderia saber que seu noivo tinha morrido e ela estava num lugar desconhecido, cercada por desconhecidos. E porque, no fundo, ao olhar para aquela jovem em prantos desejando saber como era o próprio rosto, do qual ela não conseguia se lembrar,ele desejou ser o homem com quem ela ia se casar. Ele desejou ter o amor dela e ser seu marido, seu amigo, seu amante pelo resto da vida. Porque, ao olhar pela primeira vez para aqueles lindos e assustados olhos cinzentos, ele sentiu coisas que não queria sentir... Ele sentiu algo que não se julgava capaz de voltar a sentir. Algo que ele tinha medo de voltar a sentir... Podia aquilo ser realmente o início de um sentimento tão profundo, que seria capaz de ressuscitar um homem que havia morrido há mais de três anos? E Stephen estaria disposto a ser ressuscitado?... A recomeçar? Disposto ou não, quando o amor decide invadir nossas vidas, ele toma conta da gente e não nos dar a menor chance de recuar, rejeitá-lo... Ele invade nossas vidas sem pedir licença e ele tomou conta de Stephen antes mesmo que ele pudesse se dar conta disso. Estava perdido... Ou será que finalmente poderia se encontrar?

"Sheridan parecia tão tranquila que Stephen ia voltar para a escrivaninha; então, viu as lágrimas caírem sobre a mão enluvada e sua resistência partiu. Segurou-a pelos ombros, obrigou-a a ficar de frente e abraçou-a:

- Por favor, não chore - murmurou, em meio ao cabelo perfumado. - Por favor, não faça assim! Estou tentando fazer o melhor para você.

- Então, afaste-se de mim! - retrucou ela, feroz, mas ainda chorando, aos soluços, com os ombros tremendo.

- Não posso... - Ele apoiou uma das mãos na cabeça dela e a fez encostar o rosto em seu peito, sentindo a umidade das lágrimas através da camisa. - Desculpe... - sussurrou, beijando-lhe a testa. - Eu sinto muito.

Ela era tão cálida, tão macia e suave entre seus braços, contra o seu corpo! Orgulhosa, fazia o impossível para parar de chorar, tanto que se tornara rígida, mas continuava sacudida por soluços silenciosos.

- Por favor - a voz dele soava áspera pela ansiedade - não quero magoar você... - Acariciou-lhe o cabelo, as costas, tentando acalmá-la. - Não me deixe magoar você." (página 136)

- Mas ele lutou... Quando começou a perceber o que estava acontecendo, quando Sherry, sua sereia de cabelos de fogo, começou a se tornar importante demais para ele, quando estar nos braços da amante já não o satisfazia nem fisicamente, ele lutou desesperadamente contra aquele sentimento. Não. Se recusava a amar novamente. Não era digno de Sherry. Tinha matado o noivo dela, tinha provocado seu acidente e sua amnésia... Era um libertino, estava maculado e não podia oferecer a Sherry o que ela precisava. Não podia oferecer fidelidade. Não queria oferecer amor. Simplesmente não queria amá-la. Por mais que acreditasse que Sherry era diferente das outras... Que ela não se importava com a riqueza e os títulos dele, que era inocente e o amava, ele tinha medo de amar novamente. Ele tinha acreditado no amor uma vez e ainda pagava caro por isso. Confiava em Sherry, adorava estar perto dela, ouvir sua risada musical, ver seus olhos brilharem de felicidade, vê-la cantando com os criados sem se importar com a diferença de classe social, sentir seus lábios, seu sabor, mas não... Não podia arriscar novamente.

"Eu te amo, pensou emocionada, dizendo-lhe isso com a ponta do dedo. Por favor, me ame também. Às vezes, quando Stephen a beijava ou lhe sorria, tinha quase certeza de que ele a amava, mas queria ouvi-lo dizer isso, precisava ouvi-lo dizer."  (página 198)

- Quem já leu os livros da Judith sabe: seus livros são pura emoção. Eles mexem com a gente do começo ao fim e simplesmente marcam. Não tem um só livro dessa autora que eu tenha lido e não tenha me marcado. Existem uns que são mais especiais do que os outros, mas, pelo que posso lembrar, todos fizeram eu me derramar em lágrimas. E com Até Você Chegar não foi diferente. Se um livro da Judith já é emocionante, marcante por si só... Imagine como fica ao acrescentar um tema tão fascinante, maravilhoso e misterioso? A amnésia?...rsrsrs... Sim. Já disse aqui que adoro amnésia. Não consigo explicar direito meus motivos para isso. Simplesmente amo. É bom ver os casais recomeçarem do zero... Terem outra chance, sabe? A amnésia, em vários romances, dá essa chance aos casais... Só que eu fiquei muito nervosa quando soube que tinha amnésia nesse livro!kkkkkkkkkk.... Fiquei fascinada, curiosa, mas tensa. Conheço os livros da autora. Conheço a carga emocional deles. Sei o quanto eles são capazes de mexer com muitas leitoras e comigo tbm... E se eles já são dramáticos, emocionantes, naturalmente... Como um romance da autora poderia ser ao incluir a amnésia? Uma bomba! Simplesmente explosivo! E não me enganei. Gente, quanto mais eu lia esse livro, mais emocionada e nervosa ficava. Eu sabia que em algum momento a verdade teria que aparecer. E sabia tbm que a emoção seria grande demais. E foi... Ai, Deus! Como eu chorei com esse livro! Como eu senti meu coração se partir em alguns momentos, gente! Não quero falar demais. Juro que estou tentando não revelar demais dessa vez (tanto que sequer quis falar da Emily... a antiga paixão do Stephen. Ou da infância triste e feliz da Sherry.) Mas posso perguntar uma coisa: vocês, leitores que leram o livro da Whitney e conheceram perfeitamente o Clayton (risos), um homem apaixonado, possessivo, que "batia" primeiro e perguntava (se perguntava...) depois...rsrsrs... Vocês que leram o livro da Whitney e conhecem o Clayton... Como acham que o irmão dele vai reagir quando a verdade for revelada? Ou seja, quando ele descobrir que a Sherry não se chama Charise Lancaster e jamais foi noiva do homem que o Stephen matou? Acham que ele vai pensar no fato de que ela jamais disse que se chamava Charise e que foi ele que disse isso para ela? Que foi ele que tirou essa conclusão quando a viu? O que vocês acham? Só uma pequena informação: o Stephen é muito parecido com o Clayton quando está furioso...rsrsrs... Não digo mais nada! Se quiserem saber como o Stephen irá agir, se quiserem conhecer essa linda e inesquecível história de amor, terão que ler o livro. Acredito que consegui me segurar o bastante e não contei demais.
 
"- Eu quero que você me dê filhas com o seu cabelo e sua personalidade - disse ele, começando a enumerar as exigências. - Quero que meus filhos tenham seus olhos e a sua coragem. Se não é isso que você quer, diga-me as combinações que prefere e aceitarei, humilde, agradecendo-lhe por me dar os filhos que faremos.

A felicidade que se expandiu no peito de Sheridan era tão imensa que doía.

- Eu quero mudar seu nome. - disse ele com um sorriso terno e carinhoso - Assim não haverá mais dúvidas sobre quem você é e a quem pertence." (página 299)

- Esse trecho não necessita de um comentário...rsrs... Não preciso dizer nada sobre ele, certo? Amei o que o Stephen disse! Esse mocinho é perfeito, gente! Apesar de qualquer imperfeição. Ele foi ferido e quem é ferido uma vez tem medo de arriscar novamente. Lógico que ele lutou contra o amor que começou a nascer dentro dele... Claro que ele cometeu alguns erros. Mas quem nunca errou nessa vida?

- E o que falar da Sherry? Assim como a Whitney é perfeita para o Clayton, a Sherry também combina perfeitamente com o Stephen. Como eu acredito que já disse, somente mocinhas especiais são capazes de compreender e aceitar como marido esses mocinhos da Judith...rsrsrs... Eles são surdos algumas vezes...rsrs... E tbm acusam sem deixar as mocinhas se explicarem, acreditando no que as "aparências" dizem. Até meu Ian amado fez isso! rsrs... Enfim... A Sherry é uma mocinha maravilhosa desde criança. Há uma cena muito emocionante dela quando tinha seis anos, mas não vou dizer o motivo da cena ser emocionante (risos). E achei que ela foi muito corajosa por fazer tudo que podia para... Não dá! Não posso falar demais! :D

- E quem se apaixonou pelo Jason e pela Victoria (do livro Agora e Sempre) e tbm amou o Jordan e a Alexandra (do livro Um Amor Maravilhoso), vai poder matar a saudade deles ao ler esse livro. Eles aparecem! Eu fiquei muito feliz por isso. Só o que me deixou triste foi o Ian e a Eliza (do livro Alguém Para Amar) não terem aparecido tbm. :(

- Clayton e Whitney tbm marcam presença nessa história. O Clayton continua muito ciumento, mas aprendeu a lição. Não acusa mais a Whitney de coisas que ela não fez, não "bate" antes de perguntar...rsrs... Ele amadureceu, finalmente!kkkkkkk... A Whitney está muito segura de si, confiante, maravilhosa e muito boa, como sempre. Tbm continua aprontando das suas... E o Nicholas?! Ele tbm aparece! Para fazer a gente suspirar e morrer de pena por ele ainda não ter encontrado sua amada...

"No balcão, no alto, ao redor do salão de baile, a duquesa Alicia de Claymore olhava para o casal lá embaixo e sorria, feliz, pensando nos netinhos lindos que eles lhe dariam. Desejou que o adorado marido estivesse a seu lado, olhando o filho deles com a mulher com quem ia partilhar sua vida. Robert teria aprovado Sherry, tinha certeza. Inconscientemente, passou o polegar pelo anel de noivado que havia tanto tempo, quase quatro décadas antes, Robert enfiara em seu dedo. Emocionada, Alicia admirava o filho valsando com a noiva e teve a sensação de que Robert se encontrava de pé a seu lado.

Olhe para eles, amor - murmurou para o marido, em seu coração. Ele é todo você, Robert, e ela lembra a jovem que eu era nos bons tempos.

Alicia podia até sentir a mão de Robert em sua cintura e a voz alegre dele em seu ouvido:

Neste caso, querida, Stephen vai ter uma mulher maravilhosa." (página 191)

- E durante a leitura desse livro, pensei em algumas músicas... Alguns trechos de músicas que combinam com esse casal. Segue abaixo os trechos:

Você ficou em mim
Dentro de minha alma
Feito uma tempestade
Que nunca se acalma
Amor que me pegou
De um jeito inesperado...

Teu nome é um grito
Preso na garganta...

Assim vou caminhando
Numa corda bamba
E sigo as tuas marcas
Feito tua sombra
Preso nesse amor
Que eu quero noite e dia...

O tempo vai passando
Como vento forte
E eu aqui largado
A minha própria sorte
Contando os segundos
Pra você ser minha...

(Música: Por Te Amar Assim/Cantores: Marlon e Maicon)

Acho que encontrei um jeito fácil de fazer você voltar
Mas vou confessar eu tô com medo de você não entender
Já tá tudo armado, eu fui discreto pra ninguém desconfiar
Mas só vai dar certo se você jurar não se arrepender
Um lugar que tem a sua cara eu já comprei
Já me desliguei de tudo e todos porque eu quero fugir com você, fugir com você

Te amar desse jeito sem saber direito no que vai dar
Larga tudo e vem comigo, eu tô sentindo vai rolar
No verso da carta tem o endereço onde agora estou
Ansioso te esperando amor...

(Música: O Anjo e a Flor/Grupo: Sampa Crew)
 
Estou sozinha
Perdida na cama
E a pele buscando calor, calor
Outra madrugada
Traumatizada
Fiquei assim
Por falta de amor
E eu não posso controlar

É como um pesadelo sem fim
Que vai tomando conta de mim
Fecho os olhos e começa a loucura

... Eu sempre fico mal
Esse é o meu normal
Louca
Sem você
Fujo de mim e do momento
Voo pelas ruas como vento
Enquanto eu não te achar
Não posso despertar
Desse sonho que me deixa te ver
Mas não me deixa te amar
Por que eu não posso mais te amar?

(Música: Louca/Cantora: Wanessa Camargo)

Todo esse tempo dói
o que sobrou de nós
não que eu queira assim
mas o amor
não é uma mancha que sai...

Tatuado em meu peito
seu nome, diz vem
a quem veio
a quem vai
a quem vem

Todo o dia, toda a noite
eu te amo cada vez mais...
mais do que mais eu penso que eu sei...
mais do que jamais eu amei...
já nem falo dos desejos,
das coisas que eu não sou nem capaz...
porque eu te amo mesmo de mais..
e o Amor sabe o que faz

(Música: O Amor Sabe O Que Faz/ Cantor: Marcelo Augusto)

- Bem... Essas são as músicas das quais eu lembrei enquanto lia esse livro... Esses trechos... São músicas muito lindas e que eu recomendo. Ler as letras não é o mesmo que ouvir as músicas, por isso recomendo que ouçam. A emoção é maior. :)

- Esse é mais um livro que a Carla, a Mónica e eu resolvemos ler juntas e foi uma experiência incrível de novo. Por um problema particular, a Mónica não conseguiu terminar o livro junto com a gente e está nesse momento se emocionando com a história, curtindo-a enquanto a Carlita e eu já estamos morrendo de saudades da história...rsrsrs... Não sei se ela vai fazer resenha, mas espero que sim.


Palavras da Carla sobre o livro:

Mais uma maravilhosa história da tia Judith que em vários momentos me levou ao píncaro da emoção. Só tenho pena que a autora não tenha deixado alguns temas melhor encerrados e que o Stephen tenha terminado o livro sem dizer as 3 palavrinhas mágicas (Eu te Amo). Ele disse de outras formas, eu sei, mas senti falta.

----

(resenha editada)

Depois de ter escrito isso aí em cima eu andei checando o original e descobri que a tradução da expressão "until you" (que dá o título ao livro) foi tão negligenciada ao longo do livro, que a gente chega no final e não entende a coisa mais fundamental de todas. O título e o porquê dessa escolha.

Essa expressão (Until You) surge várias vezes no texto e eu considero que é de importância fulcral que ela seja bem traduzida, de forma a que a mensagem que a autora queria passar chegue até nós.

Tentando falar resumidamente, a Sherry sonha desde o começo do livro com um principe encantado que lhe dirá coisas como "Eu não era nada, até você chegar", "eu não tinha um coração até você chegar"... (jamais a expressão é traduzida desse jeito. A tradutora opta por "até que você".. "Eu não era nada, até que você")

No final, e durante uma cena de amor linda, o Stephen lhe diz o que ela sempre quis ouvir. Ele começa por dizer que "até ela chegar" ele nunca conheceu aqueles sentimentos tão novos (ou seja, o amor). Ele não consegue terminar a frase pois está terrivelmente emocionado, mas ele começa por dizer "até você chegar"... - exatamente a frase com que ela sempre sonhou (Until you). E a tradutora destruiu totalmente o sentido da frase ao escrever "Até Agora" em vez de "Até você chegar".

Tudo isso faz com que a gente nunca consiga ligar uma coisa à outra e minimize a declaração de amor do Stephen, que foi simplesmente fantástica. É uma pena!!"


- E a Carlita tbm lembrou de uma música linda enquanto lia essa história. Sabe que eu fico pensando que essa história daria até um lindo e inesquecível filme de amor? Segue abaixo a letra da música da qual a Carlita lembrou:


Eu, não sei explicar o que senti,
Como na primeira vez, encontrei o teu olhar
Nessa magia me perdi.

Não, não mais senti a solidão
E guardei essa paixão
Que tinha dentro de mim,
Como na primeira vez...

Não, não vou esconder esta emoção,
E vou abrir meu coração
Guardar num cofre, o segredo que há em nós

Eu só queria mais um dia, para viver essa paixão
Mais um dia de magia, de ternura e emoção.
E dizer-te meu amor, que bom que é, nós ficarmos sempre assim.

(Música: Mais Um Dia/Cantor: José Cid)

 
- E embora ainda não tenha terminado de ler o livro, a Mónica tbm já tem sua música querida, a música da qual ela se lembra enquanto lê esse livro e pensa na dificuldade do Stephen para dizer "eu te amo". Segue abaixo:


Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...
 
Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

 
Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

 
(Música: Eu Te Amo Calado/Cantor: Lulu Santos)



- Preciso dizer se recomendo ou não o livro?! Claro que o recomendo! rsrsrs... E MUITO! É uma história linda, que vai te emocionar e fazer você sonhar com Sherry e Stephen por muito tempo...

- Esse livro foi uma indicação da Carlita e da Gisele Melo. A Carla, tinha lido, eu acho, só o primeiro livro da série quando a indicou (não lembro direito, infelizmente), pois é uma série da Judith, gente, e eu nunca odiei livro nenhum dessa autora. E acredito que jamais vou odiar! A Judith é fantástica! A Gisele me indicou toda essa série durante uma conversa no skoob, faz já algum tempo. Gracias, queridas! Eu já amo essa série! E estou torcendo para amar o "nem sequer um conto" do Nicholas. :)


Série Westmoreland:

3- Até Você Chegar
4- Milagres



Bjs!


8 de agosto de 2011

Whitney, Meu Amor - Judith McNaught



2º Livro da Série Westmoreland



Whitney, Meu Amor" é um livro que mistura amor, intrigas e aventura, mexendo com todos os nossos sentidos e, especialmente, com nosso coração...

 
Órfã de mãe e criada por um pai severo e frio, a adolescente Whitney Stone choca a sociedade inglesa do começo do século XIX com seus modos, sua espontaneidade e rebeldia. Desde menina, ela ama o belo e aristocrático Paul, perseguindo-o em todos os lugares e inventando as mais inusitadas formas de chamar-lhe a atenção.

 
Enviada a Paris, ela recebe um longo treinamento para transformar-se numa mulher fina, glamourosa, irresistível. Quando retorna a Londres, está mudada, mas ainda disposta a conquistar seu amor de infância. Mas o irrascível e poderoso duque Clayton Westmoreland é quem se interessa mais vivamente pela jovem mulher. E é ele quem, por meio de artimanhas, consegue ficar noivo da moça e levá-la ao altar. Mas Whitney recusa-se a aceitar imposições, então desafia seu poderoso 'dono', e embora ele a seduza com sua avassaladora paixão, envolvendo-a em uma tempestade de desejo e prazer, ela não desiste de ser feliz com seu primeiro amor.

A convivência, porém, traz surpresas, e dentro de pouco tempo o duque se revela muito mais charmoso e gentil do que ela desejaria admitir. Talvez Paul não passe de uma fantasia infantil; talvez Clayton tenha bons motivos para agir tão brutalmente; talvez o casamento não seja um erro tão grande assim…"





Palavras de uma leitora...



"Y hoy, tras la ilusión de tenerte,
Sé que no quiero perderte una vez más
Porque sin ti estoy viviendo en soledad

 

Por el deseo que nunca terminó
Por ese tiempo que fue para los dos
Vuelvo a ti,
Muriendo por tu amor

Por la ilusión que aún palpita entre tú y yo
Por la inocencia perdida en el rencor
Vuelvo a ti,
Muriendo por tu amor..."

(Música: Vuelvo a Ti/ Cantores: Chenoa e David Bisbal.)



- Bem... Essa música que coloquei logo acima me foi indicada pela Carla e eu a escutei (juntamente com outras duas músicas lindas!) enquanto lia esse livro. Esses trechos que coloquei acima me fazem lembrar muito a cena na qual o Clayton fez aquela coisa imperdoável. Apesar de tudo que o Clayton havia feito, do quanto ela estava ferida, humilhada, a Whitney foi atrás dele... Claro que não foi imediatamente. Mas ela voltou para ele... Ela tentou salvar aquela relação que só ela poderia salvar, pois o Clayton não se aproximaria dela por medo. Ele se sentia muito culpado e tinha medo até de estar no mesmo ambiente da mocinha. Enfim... Depois que escutei esses trechos por um tempo passei a associá-los à cena dela indo até a casa dele e fazendo o possível para enfurecê-lo...rsrs... Pois essa era a única maneira deles poderem conversar. Achei a cena muito linda e a Whitney só fez com que eu sentisse ainda mais orgulho dela.

CONTÉM SPOILER, ou seja, revelações importantes sobre a história! Se não quer conhecer segredos da história, se ainda NÃO LEU o livro, NÃO siga lendo esta resenha!



- Esse livro é um daqueles livrinhos complicados, para dizer o mínimo. Existem coisas nele que eu dificilmente perdoo. Já mandei vários livros para a categoria de romances que odiei só por terem estupro ou agressão. Não precisava nem ter os dois. Bastava ter um (por parte do mocinho) e a história já ganhava uma passagem só de ida. Mas tenho encontrado livros (ou melhor, tenho recebido indicações de livros...rsrs...) que possuem esses dois temas, porém tem algo neles que me faz perdoá-los e eu confesso que não me agrada muito ir contra os meus conceitos...rsrs... Mas fazer o quê?! Não sou eu que decido. É meu coração que sempre decide se pode ou não perdoar algo num livro. Não é minha culpa! rsrs... Enfim... E, em "Whitney, Meu Amor" existe tanto agressão quanto estupro". O Clayton é um infeliz em vários momentos. Eu cheguei a odiá-lo de verdade. E demorou bastante para ele ganhar o meu carinho... Eu não senti afeto nenhum por ele durante boa parte da história. O desprezava e cada vez mais. Ele controlava tanto a Whitney, ameaçava, maltratava, que eu jurei que não o perdoaria (a Carla fez questão de me lembrar das minhas palavras...rsrs...). Eu não conseguia enxergar seu amor... Via apenas o sentimento de posse de um homem que encontrou um objeto raro e fez o possível para mantê-lo para si, sem se importar se prejudicaria outras pessoas por causa da sua atitude. Sinceramente, eu detestei o modo como o relacionamento entre ele a Whitney começou. Achei tudo muito frio e injusto. Ele a viu, desejou e comprou. Simples assim. Não encontrei justificativa para essa atitude insensível nem mesmo depois que comecei a amá-lo...rsrs... (pois é! No final das contas acabei amando-o! Não. Não estou feliz por isso...rsrsrs...) O Clayton foi egoísta sim, no início. Tudo bem que ele resolveu pensar melhor depois... Mas antes pensou mais em si próprio do que na Whitney. Sabe aqueles mocinhos "insuportáveis" que costumamos ver em alguns livrinhos? Aqueles que acreditam que sempre tem razão e não aceitam conselhos e nem olhar o outro lado da moeda? O Clayton era assim. Como disse, era, pois a Whitney deu um jeito nisso...rsrsrs... E eu adorei como ela fez isso. Bem parecido com a atitude da Elizabeth no livro "Alguém Para Amar". Quem lembra do "desaparecimento" da Elizabeth? Aquele depois que o Ian a expulsa de sua vida? Lembram?! Lembram do sofrimento do Ian? Ai, estou falando demais, certo? Vou parar! rsrsrs... Enfim... Como estava dizendo, eu não gostei do Clayton logo de cara. O desprezei e desejei que ele terminasse o livro sozinho, abandonado por todos. E que a Whtiney ficasse com o Nicolas TDB (uma pena que ele tenha desaparecido da história...).



Imagine-se na situação da Whitney. Não vale dizer que adoraria estar no lugar dela, pois ser comprada por um homem como o Clayton é o sonho de toda mulher! rsrsrsrs... É sério. Se coloque no lugar dela, sentindo o que ela sentia... Ela havia crescido sendo rejeitada pelo pai e alimentando uma paixão obsessiva por seu amigo de infância, Paul sem-vergonha. Desde muito nova ela idolatrava aquele jovem e sonhava se casar com ele e viver feliz para sempre ao seu lado. Tinha um gênio difícil, algo que não era aceito e nem entendido pelas pessoas que viviam ao seu redor. Ela foi humilhada diversas vezes, inclusive, pelo próprio pai que chegou a derrubá-la do cavalo certa vez (sim! Derrubar! Puxá-la do cavalo e jogá-la no chão e isso na frente dos "amigos" dela) e ofendê-la na frente de todos. Paul, apesar de se fazer de aborrecido pelo interesse dela, gostava das loucuras que ela fazia para chamar sua atenção e lhe lançava sorrisos; alimentava de certa forma a ilusão dela. Imagine-se perdendo sua mãe quando não tinha nem cinco anos de idade e, no dia do enterro, não entender o que se passava e desejar que alguém trouxesse sua mãe de volta, a tirasse daquela caixa. Desejar a explicação que ninguém se dignou a lhe dá. E naquele mesmo dia, enquanto sofria sem entender os motivos para o próprio sofrimento, ver seu pai mergulhar na própria dor e te mandar para longe dele. Não suportar sequer continuar te vendo. Imaginou? Imaginou você passando por isso aos quatro anos e meio de idade? Uma criança, inocente e sozinha? Pois bem... Imagine agora o que é crescer ao lado de um pai que não suporta sequer ouvir sua voz, que simplesmente não te suporta. Que em nenhum momento tentou te compreender ou dar amor. Alguém que só sabia abrir a boca para te humilhar, para dizer o quanto você o envergonhava... Whitney fez o que pôde para agradá-lo, mas jamais conseguiu ser o que não era. Ela tentava, mas era difícil ser a filha que o pai desejava. Mas ela tentou agradá-lo até perceber que era em vão... Então, quando estava entrando na adolescência, Whitney voltou sua atenção para o rapaz que não costumava lhe maltratar. Tudo bem que Paul não era seu melhor amigo e muito menos dedicava todo seu tempo à ela, mas somente um sorriso bastou para fazê-la acreditar que estava apaixonada por ele. Paul não a tratava com gentileza. Não me entendam mal. Ele somente não a ignorava como os outros. Às vezes sorria para ela, falava com ela... O único homem que fazia isso. Estão pensando o mesmo que eu? Não? Vou explicar o que eu pensei... Que a Whitney quis dar ao Paul o amor que ela gostaria de dar ao pai e não podia. Ninguém a notava, mas Paul sorriu para ela. Assim, o coração carente daquela criança, a iludiu, achando que ele era o homem perfeito para ela. Sua outra metade por ser o único que chegou a notá-la. E com o passar do tempo, ele acabou virando sua obsessão. Ela precisava dele para viver. Ele a amava e somente não sabia disso ainda. O amor dela seria capaz de fazê-lo deixar de notar Elizabeth... Esses foram alguns dos pensamentos dela. Quando era apenas uma menina. Não tinha nem quinze anos quando se "apaixonou" pelo Paul. Há um momento, no qual a própria Whitney lembra de algumas frases que escreveu na Bíblia dela, creio. E eram tão infantis, na minha opinião. O desespero de uma criança querendo ser especial para alguém. Quem nunca quis isso? Ela queria se sentir querida. E já que o pai era um caso perdido, ela se voltou para o Paul... Enfim... Vamos continuar imaginando...rsrs... Agora imagine seu pai enviar uma mensagem para uns tios que você não vê há anos e pedir que eles te levem para longe para te transformarem numa dama. Em outras palavras: ele estava cansado dela e queria distância. Imagine ele sequer se dignar a lhe informar que está se desfazendo de você. Te mandando para longe. Imaginou? Agora vamos imaginar que você passou quatro anos longe, sem receber sequer uma carta do seu pai dizendo que sentia sua falta ou que te ama e você é importante para ele.... Depois disso, podemos prosseguir, imaginando que, de uma hora para outra, ele decide te chamar de volta... Você não entende os motivos, mas sente a esperança começar a nascer. Será que ele finalmente notou que você é filha dele? Será que agora tudo será diferente? Só para ver essa esperança ser destroçada pouco tempo depois, ao vê-lo contar, friamente, que estava tendo dificuldades financeiras e que te vendeu para um homem que você sequer conhecia... Sem levar em conta seus sentimentos, sem se importar para o que você sentia por seu amor de infância que para você era sua razão de viver. Saber que ele assinou o contrato de casamento e te entregou, por dinheiro, à um homem que ele próprio não conhecia. Imagine o que Whitney sentiu... principalmente depois que seu pai ainda ousou lhe dá um violento tapa no rosto, após você reagir diante do choque de saber que tinha sido vendida. E não só isso. Ele ousar te dar esse tapa na frente do homem que te comprou... Imaginou tudo? Se colocou no lugar da Whitney? O que você faria? Abaixaria a cabeça e aceitaria seu destino sem lutar contra isso? Aceitaria toda essa humilhação, a dor que estava te destroçando por dentro e ser propriedade de um estranho sem sequer dizer uma palavra? Ah, gente... Não sei se sou só eu, mas sei que eu não aceitaria.



- Bem... Eu planejava fazer o "um pequeno resumo" resumo dessa história separado, mas só nesses "imagine" que coloquei acima já disse boa parte do que colocaria no um pequeno resumo. Então, vou fazer tudo junto, ok? Vamos às explicações...



- Whitney perdeu a mãe quando tinha quase cinco anos de idade e naquele dia, confusa e sofrendo, ela acusou o pai de ter trancado a mãe dela naquela caixa para ela não fugir. O pai dela ficou furioso e em vez de compreender a confusão da garota (como que uma menina de cinco anos ia entender que a mãe estava morta e não voltaria?! Uma coisa é ela entender com alguém explicando isso... Outra bem diferente é quererem que ela simplesmente saiba. Sozinha. Sem ajuda.) a olhou com fúria e desprezo. Momentos depois, Whitney voltou a levantar acusações e quando passou a cena dessas lembranças, eu me emocionei muito pelas palavras dela no dia que a mãe morreu. Ela disse que se, não tirassem a mãe dela daquela caixa naquele instante, ela os denunciaria... a Deus. Ai, sei que talvez eu seja sensível demais (talvez?!), mas eu quase pude sentir a dor daquela criança... Enfim... O tempo passou, o pai dela continuou desprezando-a e quando ela fez quinze anos e o envergonhou mais uma vez (para ele foi vergonha... mas eu senti muito orgulho da Whitney quando ela fez aquilo. E acredito que a mãe dela também sentiria se estivesse viva. Ia levar um susto enorme, é claro. Mas iria sentir orgulho da filha.), ele a mandou para a França com os tios por tempo indeterminado. E foi lá que a nossa Whitney começou a crescer. Ela foi recebida bem pelos tios que a tratavam como se ela fosse filha deles. Foi recebida maravilhosamente bem pela sociedade francesa e foi sucesso em todas as temporadas das quais participou. Lá ela encontrou amigos de verdade e mudou muito... Não deixou de ser a garota linda e corajosa que era, mas aprendeu coisas essenciais para a época na qual vivia. Encontrou também o Nicolas Du Ville (ai, ele é um amor, gente!), que em um primeiro momento a rejeitou, mas que após descobrir a pessoa especial que ela era, a ajudou a fazer sucesso na França e ofereceu sua amizade e apoio... Se apaixonando por ela depois de alguns anos e planejando tê-la como esposa... Enfim... E foi enquanto estava na França que ela o viu pela primeira vez, num baile de máscaras...



- Nosso Clayton já a havia visto antes, mas eu não entrarei em detalhes, pois não é justo contar coisas que é melhor descobrir lendo...rsrs... Enfim... Ela não sabia na ocasião, mas Clayton já estava fascinado por ela e já estava providenciando tudo para torná-la sua esposa. Naquele baile de máscaras deu para perceber que existia algo entre o casal. O interesse do Clayton, é claro como água, mas o da Whitney, embora sutil, dá para perceber também. Ela própria não sabia o que estava sentindo. Não era amor, gente! Disso eu tenho certeza, mas estava começando a surgir "algo", entendem? Ela se interessou por ele. Aquele satã (ela o chamou assim...rsrsrs...) conseguiu invadir seus pensamentos... Enfim... Depois daquele dia, Clayton teve ainda mais certeza de que ela deveria ser sua. Ele a desejava, segundo ele, e só isso era motivo mais do que suficiente para tê-la. Não. Ele não pensou em conquistá-la e depois pedi-la em casamento. Ele é muito apressado. Não sabe esperar e por isso me fez desprezá-lo inicialmente e não compreendê-lo. Num primeiro momento, eu não o compreendi. 



- Quando acertou tudo com o pai da Whitney (sem sequer pensar em consultá-la), ele mandou que o miserável chamasse a Whitney de volta e se mudou para uma casa perto da casa dela. Com a intenção de cortejá-la. Mas aí vem seu próximo erro: usar uma identidade falsa. Ou seja, o relacionamento era uma farsa desde o início. Enfim... E, a partir daí muita coisa acontece. E eu não entrarei em muitos detalhes...rsrs... Posso dizer que esse casal sofre. E muito. Nada vai ser tão simples como o Clayton imaginava. Embora ele ainda não soubesse, o mundo não girava ao seu redor e ele não poderia agir como se todos tivessem que se dobrar à sua vontade. O Clayton comete vários erros que eu consideraria imperdoáveis, num outro livro, e por isso o casal acaba tendo sérios problemas. Mas são problemas sérios mesmos. E eu já considero a Whitney uma das minhas heroínas favoritas, pois ela passou a amar tanto esse homem, que foi capaz de suportar muita coisa que eu própria jamais suportaria. Não é qualquer uma, gente! Não é qualquer pessoa que seria agredida, estuprada, humilhada e maltratada pelo homem amado e lhe daria outras chances, tentando compreendê-lo e ensiná-lo que não era assim que se amava. A Whitney foi a mocinha ideal para o Clayton. Ela tem um gênio bem difícil e, inclusive, mesmo enquanto o entendia, virou a mão na sua cara. Mais de uma vez. Ela o agrediu, ofendeu e inclusive disse que gostaria que Deus jamais o perdoasse e o mandasse para o inferno. Mas foi ela que buscou a reconciliação. Foi ela que cedeu, que foi atrás da felicidade que só poderia ter ao lado do marido arrogante, cínico, possessivo, violento e apaixonado que o destino lhe deu. Eu achei o amor dela muito verdadeiro, muito natural e forte. Um amor lindo demais! E não desvalorizo o amor do Clayton, não. Com certeza, não! Mas sobre meus sentimentos bons por ele, eu falo depois...rsrs... Enfim... Eu comentei que há estupro e agressão nesse livro. Teve algumas meninas que disseram que a Whitney mereceu a surra, dada com um chicote que se bate em cavalo (isso mesmo que vocês entenderam!), mas eu não concordo nem um pouco. Não irei contar o que fez o Clayton bater nela, pois posso dizer que não era motivo suficiente. Nem chegava perto. Ela pode até ter agido como criança... Mas quem era o Clayton para reclamar? Quando estava frustrado, ele também não era teimoso e fazia as coisas como queria? Se estava furioso, também não descontava sua raiva e que se danasse as consequências até para si próprio? Ela não merecia aquela surra e eu fiquei muito furiosa quando li aquilo. Eu esperava que ela realmente merecesse, pois embora mesmo assim eu não aceitasse a cena, pelo menos, daria um desconto. Mas ela não mereceu. Com certeza, não! Sem mencionar que o erro dela foi um acidente. Ela pretendia acertar o Clayton. Uma pena que não tenha conseguido...rsrs... Pelo menos o fato de acertá-lo aliviaria um pouco o sofrimento dela depois... Realmente foi uma pena...



- Ainda não falei da cena de estupro e nem dos meus sentimentos bons pelo mocinho... É que meus sentimentos bons pelo mocinho surgem, com maior intensidade, depois dessa cena. O quê?! Vocês entenderam...rsrs... Vou explicar. Deixa só eu colocar alguns trechos:



"... Continuou deitado ao lado da única mulher que já amara, incapaz de consolá-la e de reconquistá-la.
 Olhando para o teto, lembrou-se de como a vira horas atrás, fingindo reger um grupo alegre de músicos de faz-de-conta. Como pudera magoá-la tanto, se apenas o que sempre quisera fora mimá-la e protegê-la? No entanto, tirara-lhe brutalmente a inocência. Mas perdera mais do que ela, porque acabara de perder a única coisa que realmente quisera possuir: o afeto da linda jovem ao seu lado. E ela, agora, o odiava.



Recordou todas as coisas vulgares e contundentes que lhe dissera no coche e ali mesmo, naquele quarto. As palavras degradantes, os toques que a feriram desfilaram implacáveis por sua mente, provocando dor profunda; então ele se puniu, pensando, tornando a pensar em tudo o que fizera e dissera para magoá-la.
 Quase ao amanhecer, Whitney virou-se, adormecida, deitando-se de costas. Inclinando-se sobre ela, Clayton afastou as mechas de cabelo castanho-avermelhado coladas nas faces macias. Então, ficou olhando-a dormir, porque sabia que seria a última vez que a teria a seu lado em uma cama."



"... As árvores curvaram-se, suspirando ao vento, como que fazendo uma reverência a Whitney, quando ela saiu para a claridade do dia triste e cinzento como a alma dele..."



"... Chegando ao último degrau, Whtiney parou, e Clayton, por um momento, pensou que ela fosse olhar para cima e vê-lo. Como se sentisse que estava sendo observada, ela ergueu o queixo com altivez, sacudiu os cabelos, desceu o último degrau e, andando majestosamente, foi até o coche e entrou, sem olhar para trás.



O copo de conhaque que Clayton segurava estilhaçou-se em sua mão, e ele olhou impassível para o sangue que começou a escorrer-lhe dos dedos. "



- Antes de comentar esses trechos, vou dizer uma coisa...rsrs... Eu mudei de opinião sobre algo que fiz. Sou humana. Tenho direito de mudar de ideia, certo? Enfim... Quem me acompanha no skoob deve ter visto que eu dei quatro estrelas ao livro e ia explicar meus motivos para isso aqui. Mas...rsrs... Enquanto relia esses trechos que acabei de colocar senti de novo a emoção intensa que senti durante essas cenas tão terríveis e tão dolorosas, mas também as mesmas cenas que me fizeram amar o mocinho. Que me fizeram passar a entendê-lo e sofrer por vê-lo sofrendo. Então, eu resolvi que vou dar as cinco estrelas ao livro. Estava tentando ser "lógica" quando tirei uma estrela, mas ela a está recebendo de volta somente por causa dessa cena. Da cena do estupro. E não a cena em si... Vou explicar...rsrs... Enfim... Ficou claro que o livro no final das contas vai receber as cinco estrelas?! :)



- Vamos falar da cena agora. O Clayton é um mocinho muito complexo. Não é fácil entendê-lo... Ele ama de forma intensa, possessiva e até doentia (assim como o Ráfaga e o Jason) e o pior de tudo: odeia da mesma forma. Pior ainda se esse ódio for uma mistura perigosa de ódio e amor. E ele tinha um defeito muito grave (tinha, pois a Whitney o fez mudar. Ou melhor, o forçou a mudar...rsrs...): não sabia ouvir o outro lado. A única verdade era aquela na qual ele acreditava e por causa disso, bastou algumas palavras de alguém, para fazê-lo sentir uma fúria tão intensa, que simplesmente o dominou. Ele se recusou, teimosamente, a dar ouvidos ao amor que sentia pela Whitney. Queria odiá-la, se sentia ferido, magoado, dolorosamente traído e não a deixou falar. Simplesmente fez "aquilo". É difícil até mencionar, gente! Foi horrível mesmo. Nossa mocinha tentou tanto fazê-lo parar de agir daquele jeito. Ela chegou a se submeter à vontade dele. Permitiu que ele a tocasse daquela forma que só machucava, tanto física quanto emocionalmente. Ela o amava e achava que era culpada pelo que estava acontecendo... Enfim... E como foi que eu passei a amar o mocinho depois disso? Vou explicar, mas posso dizer, com toda a certeza, que vocês só irão compreender totalmente depois que lerem a cena. Bem... Ele fez o que pretendia e aí descobriu que ela era virgem e que, com aquela atitude, ele estava arruinando a própria vida. Jogando fora todo o futuro que planejou para os dois. Pois ele próprio enxergou, depois que a raiva passou, que nenhuma mulher ficaria ao lado de um homem que agisse como ele agiu. Que se comportasse como um animal cruel e frio. Enfim... E essa cena foi muito dolorosa para mim, pois eu já estava tão envolvida pelo casal, que quase pude sentir toda a dor deles. Foi angustiante. Nossa Whitney reagiu de uma forma que eu não esperava... e que tornou tudo muito pior. Ela, depois que ele fez aquilo, começou a chorar e procurou abrigo, consolo... nos braços dele. Nossa! Foi uma cena muito forte. As emoções davam para ser claramente sentidas... Você consegue sentir a emoção da cena. Ela o abraçou e o puxou para cima dela, chorando, procurando seu consolo. O amava tanto que queria que ele próprio a consolasse. Aliviasse a dor física e emocional que ele próprio havia causado. É impossível não se emocionar... E eu vi o quanto o Clayton estava sofrendo. Quanta dor ele sentiu quando ela fez aquilo e depois, quando confessou seus motivos, e a feriu mais, pois ela não conseguiu entender como ele pôde fazer aquilo baseado somente "naquilo". (como disse, não revelarei o que causou a cena).



Mas eu passei a amá-lo somente por isso? Não. Eu vi o quanto o Clayton estava sofrendo e passei a sofrer também, pois não queria o sofrimento de nenhum dos dois. Depois que vi o Clayton sofrendo, um sofrimento que só alguém que ama muito pode sentir.... Eu enxerguei todo o livro de uma outra forma. Eu passei a entendê-lo, sabe? Mas foi a atitude dele depois que fez eu liberar o perdão e amá-lo muito. Gente, por várias vezes, durante a época do noivado, a Whitney implorou que ele a deixasse ir. E ele, mesmo sabendo que ela acreditava amar o Paul, mesmo sabendo que ela poderia sofrer inicialmente com aquele casamento indesejado... ele não a libertou. Sempre afirmou que jamais conseguiria deixá-la livre. Não podia deixá-la sair da sua vida. (antes eu via isso como egoísmo puro e sentimento de posse, mas depois vi de uma outra forma....rsrs...) Enfim... Mas depois do que fez, depois que sentiu a mulher amada chorando nos seus braços, logo após ele a ter magoado tanto... Ele soube que não podia mantê-la ao seu lado. E eu tive que lutar muito para segurar as lágrimas, pois o sofrimento dele é muito grande. Ainda não sei qual dos dois sofreu mais com a crueldade dele. Ele poderia tê-la obrigado a se casar... Que se danasse os sentimentos dela, ele poderia ter pensado somente em si próprio e a forçado a manter o noivado... Mas ele sabia que não tinha mais nenhum direito. Sabia que tinha ultrapassado todos os limites e não suportaria ver a mulher amada sofrendo por estar presa ao casamento com ele. Ele sofreu tanto, mas tanto... Porém, lutou contra a vontade de mantê-la ao seu lado, de aprisioná-la até receber o seu perdão e a deixou partir. Não só da casa. Ele a libertou do compromisso. Algo que eu jamais imaginaria que ele fizesse... Bem... Vocês devem estar pensando que eu contei tudo, certo? Sei que falei muito, mas a história é bem longa (e cada página vale a pena) e muita coisa acontece. O casal sofre muito, mas tem um final lindo... Final estendido!!! Capítulos extras!!! No livro original o final é frustrante. Mas existe o final estendido e esse sim é muito belo! :)



- Analisando meus próprios sentimentos agora, posso dizer que eu AMO esse livro! Amo o Clayton e desejei protegê-lo dos seus próprios erros. Impedi-lo de causar tanto mal à si próprio. Ele erra muito, gente, mas nem sequer merece nosso desprezo, pois ninguém seria capaz de desprezá-lo tanto quanto ele próprio se desprezou. E amo também a Whitney, pois ela é uma mocinha maravilhosa, que suportou os defeitos do marido, mas não sem fazê-lo mudar. Ela ficou ao seu lado, mas além de oferecer o seu amor incondicional, ela também lhe ofereceu a oportunidade de ser alguém melhor. De aprender a escutar. Ele não sabia. Verdadeiramente, não sabia fazer isso. Existem realmente pessoas assim. E algumas dessas pessoas, não todas, só precisam de alguém que seja muito forte (e paciente) para fazê-las mudar. A Whitney foi incrível! Foi lindo acompanhar o relacionamento desses dois. Foi sim angustiante em vários momentos... Intenso demais... O livro provoca emoções fortes na gente, mas vale a pena. É uma história de amor linda e que fico muito feliz por ter tido a oportunidade de ler. É um livro que com certeza lerei de novo um dia!



- E agradeço à duas pessoas pela indicação dessa série. A Gisele Melo, que num belo dia, durante uma conversa no skoob, me recomendou toda a série Westmoreland. E também a Carla, que apesar de só ter lido o primeiro livro da série, a indicou sabendo que eu a amaria, porque é quase impossível odiar um livro da Judith. Essa autora é sensacional! Muito obrigada, meninas! :D




E dessa vez não vou esquecer de dizer quais livros fazem parte da série! :)





Série Westmoreland:



2- Whitney, Meu Amor.
3- Até Você Chegar.
4- Milagres.


Topo