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14 de abril de 2020

Beleza Impura - Sharon Kendrick

Literatura Inglesa
Título Original: A Tainted Beauty
Tradutora: Angela Monteverde
Editora: Harlequin
Edição de: 2013
Páginas: 183
Série O Dinheiro não Compra Amor - 2/2

19ª leitura de 2020

Sinopse: Ciro D' Angelo queria uma esposa pura como a neve. Ao conhecer Lily Scott, tinha certeza de que ela era a mulher ideal! Porém surpresas surgem na noite de núpcias...


Não sei como começar a falar de tudo o que me tirou do sério neste livro. Ainda não consigo acreditar que realmente li uma "coisa" assim. E nem é possível dizer que o livro é tão "absurdo", com um protagonista extremamente machista, que nos dá asco, por ter sido escrito no século XX ou algum período anterior. Não. O livro é do século XXI. Originalmente publicado em 2012. E tem um dos mocinhos mais escrotos que tive o desprazer de conhecer. E uma mocinha tapada, que ainda considera merecer o tratamento desprezível que recebe dele!!! Faz mais de 24 horas que concluí a leitura, mas sigo furiosa com esta história. Não tem um só personagem que salve este livro! 

Lily é uma jovem de vinte e poucos anos, que pertence à uma família aparentemente com bons recursos financeiros, mas por motivos não totalmente explicados no livro, ela não pôde fazer faculdade e nem teve uma boa educação, se vestindo sempre de maneira bem humilde e um tanto antiquada. Trabalhava desde a adolescência como garçonete (mesmo pertencendo à uma família com dinheiro e certo status) e com o tempo passou a se dedicar a preparar bolos, que eram vendidos no estabelecimento de sua patroa. 

Com a morte de sua mãe, o pai dela (que tudo indica que era amoroso com os dois filhos) voltou a se casar. A madrasta era alguém mais jovem que ele e fazia o tipo "madrasta da Cinderela". Acontece que o pai de Lily faleceu pouco tempo depois do casamento e, ACREDITEM SE QUISEREM, não deixou nada para os dois filhos (????!!!). Tudo foi herdado pela madrasta má: a mansão, todos os objetos de valor (inclusive o colar da mãe da Lily, que valia uma fortuna), ações... Absolutamente tudo. Ele amava os dois filhos, mas inexplicavelmente (isso não é explicado em nenhum momento da história) não se preocupou em deixar nada para eles, considerando a madrasta a única merecedora de herdar os bens. Sendo que o irmão da Lily, ainda por cima, era menor de idade. 

Assim, a pobre Cinderela tem que trabalhar ainda mais para manter o irmão num bom colégio e, de repente, se vê diante da notícia de que sua madrasta má vendeu a mansão de sua família e ela não tem mais onde morar. 

No meio de todos os seus dramas, a mocinha descobre que o comprador é um italiano cheio de si, que ficou "encantado" por ela na primeira vez que a viu e que após convidá-la para jantar acredita que já terá, de primeira, direito ao seu corpo. Sim. Ele a convida para jantar no hotel onde está hospedado, pois queria que ela fosse para a cama com ele logo em seguida. É bem assim mesmo. Não estou inventando. 

Só que Lily não aceita ir para a cama com ele no primeiro encontro e isso é suficiente para Ciro colocar na cabeça que ela era virgem. Sim!!! Só sendo virgem para se recusar a ir para a cama com alguém que ela praticamente não conhecia!!!

Então, ele passa a ver a mocinha como a personificação da "pureza" (ela nunca disse que era virgem. Nunca!) e decide que vai se casar com ela o mais rápido possível, pois não quer que ninguém tire dele o privilégio de ser o primeiro. E aí ele cria todo um ideal em torno da garota. Pensa que ela será a sua esposa "perfeita", tradicional, "do lar", que não trabalhará fora, que será inocente na cama e fora dela, que sempre irá obedecê-lo e, claro, que nunca poderá cortar os cabelos. Ele chega ao cúmulo de fazê-la prometer que jamais cortaria os cabelos, pois não queria que ela fizesse isso. 

E aí temos o casamento relâmpago e a tão desejada noite de núpcias, quando ele percebe que ela não é virgem e faz um show. Fazia tempo que eu não desejava tanto agredir um personagem...

O pior de tudo é a mocinha se sentir culpada por não ser virgem, se sentir culpada por ter frustrado as expectativas dele e aceitar toda a grosseria, os maus-tratos, a canalhice desse verme. Ele chega ao ponto de dizer que ela se vestia como se vestia para enganá-lo (sendo que ela usava aquelas roupas MUITO antes de ele surgir na vida dela) e que "sem roupa" ele a via como ela realmente era. Como assim?!!! De onde esse lixo de personagem saiu?! E mais: diz que depois disso vai se divorciar dela, mas que ela terá que "fingir" um casamento perfeito por seis meses, pois ficaria péssimo para a IMAGEM DELE que o divórcio acontecesse logo depois do casamento. 

E a forma como a Lily tolera tantos absurdos, como fica defendendo as atitudes dele, como o vê como o certo e joga toda a culpa para cima de si mesma... Isso não dá para suportar! Eu senti asco dos dois! 

Quando ela finalmente "acorda" não é convincente e o mocinho não sofre nada por tudo o que fez com ela. O final feliz deles é uma piada. 

Não recomendo! Me arrependi amargamente de ler essa história. 


-> DLL 20: Um livro que comece com a 1ª letra do seu nome 
(meu nome é Bruna, apenas meu pseudônimo é Luna)


16 de outubro de 2017

Futuro Roubado - Lynne Graham

(Título Original: The Sicilian's Stolen Son
Tradutora: Vera Vasconcellos
Editora: Harlequin
Edição de: 2017)

Uma deliciosa mentira.

A única conexão que Jemima Barber possui com Julie, sua falecida irmã gêmea, é seu sobrinho. Por isso, quando o pai do menino aparece e ameaça tirá-lo de Jemima, a jovem decide se passar pela irmã e fazer de tudo para permanecer com a criança. Apesar de ela ser muito mais gentil do que Luciano Vitale se lembrava, ele está decidido a fazê-la pagar por ter roubado o seu filho… de uma forma extremamente prazerosa. Porém, Luciano logo descobre que Jemima é muito mais inocente do que poderia imaginar. Agora, ele tem outra proposta em mente: transformá-la em sua esposa.



Palavras de uma leitora...


- A semana passada foi extremamente corrida. E estressante. Eu já não estava mais em provas, mas o desgaste causado por elas ainda permanecia, refletindo nas minhas leituras. Ou melhor, impedindo-as. Sério! Foi muito complicado ler. E não era nem por falta de tempo, mas de disposição mesmo. Tudo o que eu queria era dormir. Só pensava nisso.kkkkk... Acabei por não conseguir postar nada nessa semana que passou. :(

Todavia, estou aqui recuperando o tempo perdido. Infelizmente, não é com a resenha de um livro arrebatador ou algo do gênero. Na verdade...

Sabe quando uma história não funciona? Quando ela não consegue te prender, te convencer ou conquistar? Quando você simplesmente não vê a hora de terminá-la e poder partir para a leitura de algo melhor? Foi bem o que aconteceu comigo. E sim! É um livro da Lynne Graham. E uma coisa que sempre disse sobre os livros dela é que eles podem ser qualquer coisa menos entediantes. Isso até eu ler Futuro Roubado

Não irei culpar a história por completo. Meu estado emocional não era dos melhores durante a leitura. Eu estava com o estresse além do limite, preocupada com as provas, muito ansiosa e cansada. Tudo o que eu não precisava era de uma leitura que fosse mais do mesmo e com a agravante da mocinha ser uma tapada. Se a Jemima pelo menos tivesse um pouco de atitude eu não teria ficado tão irritada e louca para me ver livre da história. Mas como nada estava ao meu favor...rsrs

- Nunca fico feliz ao falar mal de um livro. Nunca mesmo. Todas as vezes que explodi aqui, fazendo resenhas estressadas e chamando os livros de todos os nomes que conseguia recordar foi porque tais histórias de fato me tiraram do sério. E sou uma pessoa emotiva. Amo e odeio com intensidade. Assim... alguns livros sentiram nas "páginas" o meu desprezo.rs Mas isso não significa que pulei de felicidade ao escrever resenhas em que "maltratava" as histórias. E quando a história é da Lynne Graham... aí mesmo que não suporto falar mal. 

Após perder a esposa e a filha num terrível acidente, Luciano jurou que jamais voltaria a se casar. Mas o desejo de voltar a ser pai não o abandonava e só aumentava com o passar do tempo. Queria um filho. E a única maneira de consegui-lo sem voltar a ver-se preso na armadilha do casamento era contratando alguém para ser barriga de aluguel. Um contrato simples, sem que os dois sequer se conhecessem. Ela daria à luz, entregaria a criança e desapareceria da vida deles como se nunca tivesse existido. Tudo muito simples. Só que não. Principalmente depois que a escolhida percebe quem era o homem que a contratou. 

Problemática e capaz de tudo por dinheiro, Julie não hesitou antes de roubar a identidade da irmã gêmea e se candidatar ao "cargo" de barriga de aluguel. Não desejava mesmo prender-se a filho algum e o valor oferecido era tentador demais. Porém, depois de todas as desvantagens da gravidez e de descobrir quem era o pai da criança, ela decidiu fugir com o bebê, jurando entregá-lo apenas se Luciano estivesse disposto a pagar muito mais para ter o que tanto desejava...

Frustrado e enfurecido, ele contrata um detetive particular para tentar localizar a infeliz que roubou seu filho e conforme revelações bombásticas vão sendo feitas em relação à mãe que ele escolheu para seu filho mais nojo e desprezo ele sente... Como pôde cometer um erro tão grande? De todas as mulheres como sua equipe pôde ser tão imbecil ao ponto de escolher uma ladra, prostituta e mercenária? E quando finalmente a conhece... Seus olhos inocentes e sua aparente ingenuidade não são capazes de convencê-lo. Nem mesmo as palavras mentirosas que saem de sua boca. Levaria seu filho custasse o que custasse. E nunca mais voltaria a ver aquela mulher. 

Jemima ainda tentava lidar com a morte de sua irmã e todo o caos que ela provocou antes disso. Não tinham crescido juntas. Nascidas de uma mãe viciada em drogas e sem a menor ideia de quem poderia ser o pai delas, as duas foram separadas ainda pequenas. E enquanto Jemima cresceu num lar humilde, mas confortável e com pais acolhedores, Julie sofreu mais de uma vez a rejeição. Assim, quando ela apareceu em sua vida, Jemima a recebeu de braços abertos, acreditando em suas palavras e em seu falso carinho. Encontrou justificativas para suas atitudes mesmo depois da irmã roubar sua identidade e usá-la daquela maneira... E ainda quando ela deu à luz a um bebê com o qual não se importava e se recusou a entregá-lo ao pai por querer mais dinheiro. Em todo o momento a perdoou e aceitou... E agora Julie estava morta. O que fazer com seu sobrinho? Sequer cogitava a possibilidade de entregá-lo à adoção e não fazia ideia de quem era o pai da criança. Sabia do acordo que a irmã fizera utilizando seu nome, mas a outra jamais revelou o nome dele. Sua única alternativa era criar o sobrinho como se fosse seu filho e tentar seguir da melhor maneira possível.

Só que todos os seus planos vão por água abaixo quando Luciano aparece em sua porta, exigindo seu filho de volta e acreditando que ela era a mãe da criança. Não estando pronta ainda para abrir mão do bebê, Jemima resolve levar a farsa adiante, sabendo que seria muito mais fácil para ele livrar-se da tia de Nick nos tribunais do que de sua mãe biológica. E se era o seu nome que estava na certidão de nascimento do menino por que não se aproveitar disso? Sua consciência poderia dizer que ela estava errada, mas quando olhava nos olhinhos do bebê que criava desde o nascimento... tudo o que era certo ou errado perdia importância.

E quando uma atração incontrolável a aproxima de Luciano, tudo torna-se ainda mais complicado...

- O livro até tinha uma premissa boa, apesar de ser mais do mesmo e eu não estar num momento para isso. Mas a história não convence. Pude enxergar o amor da Jemima pelo bebê, porém isso foi o máximo. Não pude ver de onde diabos surgiu o amor dela pelo Luciano e vice-versa. Atração física sim, com certeza. Estavam morrendo de desejo um pelo outro. Não podiam se ver que já pensavam no quanto um era sedutor e tinha essa ou aquela parte do corpo capaz de causar calor. Pensavam o tempo inteiro em sexo e química e eu estava a fim de uma leitura mais substancial. Não me digam que eu deveria ter procurado outro tipo de leitura porque não é bem verdade. Os livros da LG são substanciais quando ela quer. Só que ela não estava com vontade de algo assim ao criar o Luciano e a Jemima. O passado dele é muito triste, claro. Mas o casal passa tão pouca emoção que nem chegamos a sentir empatia. 

E a Jemima é uma pateta. Tudo a imbecil perdoava, compreendia, aceitava. Era uma estúpida do tipo mais irritante. Não tinha atitude para nada. E nem mesmo quando se estressava ela conseguia ter um pouco de cor, todo o tempo estava apagada. Não pude suportar. É uma mocinha que NÃO vai deixar saudades.rs

- Enfim... A leitura realmente não funcionou para mim. Claro que isso em nada diminuiu meu carinho pela autora que sempre será uma das minhas preferidas. Simplesmente, preferirei esquecer este livro.kkkkkk... 

E recomendo que vocês deem uma chance à história! Eu não estava num bom momento quando a li e isso influenciou bastante a leitura. É possível que vocês leiam e se apaixonem! :)

Bjs!

17 de maio de 2016

Poder & Persuasão - Lynne Graham

(Título Original: The Billionaire's Bridal Bargain
Tradutora: Maria Vianna
Editora: Harlequin
Edição de: abril de 2016)

Para amar, respeitar... e possuir?

Cesare Sabatino não pretendia se casar. Porém, nunca duvidou que, se esse dia chegasse, a resposta da escolhida seria "sim". Por isso ficou surpreso quando Lizzie Whitaker rejeitou seu pedido sem pensar duas vezes! Para pôr as mãos na herança de Lizzie, Cesare precisa assegurar-se de que ela será sua esposa e de que terá um herdeiro seu. Desesperada para salvar a propriedade da família, é apenas uma questão de tempo até Lizzie aceitar a proposta dele... e descobrir todos os prazerosos benefícios de usar a aliança desse poderoso magnata!


Palavras de uma leitora...


- Ainda bem que quando se trata dos livros da LG, eu não ligo muito para a sinopse. Que, às vezes, dá a entender algo bem distante daquilo que realmente se passa...

- Lizzie teve que crescer mais rápido do que gostaria. Ou seria recomendável. Insatisfeita com a vida de casada, sua mãe abandonara seu pai, mergulhando num relacionamento fracassado atrás do outro e arrastando as meninas com ela. Aos 12 anos, após uma infância de inseguranças e medos, ela se vê ainda mais perdida com a morte da mãe e a responsabilidade pela criação de sua única irmã. Ambas vão viver com um pai que mal as conhecia e se ressentia não só pela traição da esposa, mas também pela existência das filhas. Tendo que abandonar os estudos aos 17 anos, para dedicar-se integralmente ao trabalho, sua única esperança era que a irmã conseguisse um futuro diferente do seu. Que pudesse realizar os próprios sonhos, oportunidade que Lizzie sentia que jamais teria. É quando um estranho bate à sua porta... Bagunçando ainda mais a sua vida. E ameaçando seriamente o seu coração...

- Para Cesare, não existia nada mais importante do que sua família. Ainda que ele não demonstrasse isso. E era exatamente por isso que estava prestes a cometer a maior loucura da sua vida, o que não contribuía para melhorar o seu humor. Por que seu antepassado fora imbecil o suficiente para cometer um erro capaz de prejudicar seriamente todas as gerações futuras? E por que aquele velho insano fora tão cruel ao ponto de tornar aquela maldita ilha praticamente inacessível para a família dele? A única maneira de conseguir ao menos o direito de colocar os pés naquele lugar... seria através do casamento de um membro da sua família com uma das herdeiras da ilha... Ou seja, o casamento dele com Lizzie. Seu único conforto é que sabia possuir o poder necessário para convencê-la de que o melhor para os dois seria um casamento temporário sem maiores complicações. Um casamento de mentira.... real apenas no papel. Mas... o que aconteceria se de repente ele sentisse um desejo irresistível de quebrar as próprias regras? 

Às vezes... o destino simplesmente acerta em cheio....

- Não comecei a leitura deste livro porque a sinopse me fez imaginar que a história era maravilhosa nem nada.rs Comecei a lê-lo pelo simples fato de ser uma história da minha autora amada. Uma história só necessita ser escrita por ela para que eu comece a correr igual uma louca, de banca em banca, para adquiri-la o mais rápido possível. E lê-la na primeira oportunidade. Existem vezes nas quais me decepciono terrivelmente com a história. Mas, na maioria das vezes, independente da vontade de açoitar o mocinho ou sacudir a mocinha, amo suas histórias, estando muitas delas entre as minhas preferidas. É o caso desta. :)

- Por causa da canalhice de um antepassado do nosso mocinho, que se envolveu com uma moça apenas por interesse, se casou com ela e a abandonou em seguida, nenhum membro da família dele pode sequer pisar na ilha. A quebra dessa regra, por quaisquer dos dois lados (tanto da família dele quanto dos herdeiros da ilha), a passaria para o governo, o que não era conveniente para ninguém. A única maneira de voltarem a ter acesso à ilha é através da união das duas famílias pelo casamento. Só que o casamento apenas daria o acesso e não faria com que Cesare se tornasse dono da ilha. Para ser dono, para que Lizzie pudesse vender a ilha pra ele, seria necessário que tivessem um filho juntos. O que estava fora de questão... certo? 

Para Cesare, aquela ilha não significava nada. Ele tinha poder e dinheiro suficiente para comprar o que quisesse. Ocorre que sua avó, a mulher que mais lhe deu amor na vida, que o criou como se ele fosse seu próprio filho, havia crescido naquele lugar... vindo a perder a propriedade quando o pai faliu e a vendeu para o homem que os proibira de voltar ali. Tudo que ela mais desejava na vida era voltar a visitar a casa da sua infância, onde estavam suas melhores recordações. E Cesare, por mais insensível que se julgasse ser, não poderia privar a avó daquele sonho. Ele faria qualquer coisa para vê-la feliz... até mesmo se casar com uma completa estranha. Que, sem sombra de dúvidas, não passaria de uma interesseira. 

- Eu gostei muito da história. Apesar de tantos livros desse estilo terem situações semelhantes que nos fazem perceber que os personagens tinham outras maneiras de resolver seus problemas, sem necessitar de chantagens e casamentos de conveniência, esta história acaba por ser diferente. Aqui realmente ambos só tinham esta maneira de conseguir o que precisavam. Lizzie estava com a corda no pescoço, tendo apenas 24 anos, nenhum estudo e ajuda alguma para manter de pé a fazenda, cuidar de um pai doente e manter a irmã na universidade. Tudo estava mais caro e o banco estava prestes a cobrar uma dívida que ela não tinha a menor condição de pagar. E quando a irmã dela resolve abandonar a faculdade para ajudá-la, aí é que o mundo dela desaba de vez. Lizzie realmente não tinha saída. Ou um milagre caía do céu ou ela estaria arruinada. Do mesmo modo, o dinheiro do Cesare não seria suficiente para fazê-lo derrubar aquela regra absurda, pois seria necessário um processo judicial que levaria anos e sua avó estava doente, fraca, prestes a fazer uma cirurgia e sem ânimo algum para seguir vivendo. Ele poderia recuperar a ilha sem se casar com a Lizzie, mas para isso precisaria de anos de uma batalha na justiça. E ele não tinha exatamente isso: tempo a perder. 

- O mais interessante é que ambos reconhecem que necessitam da ajuda um do outro para terem o que querem, estabelecem regras, concordam em ter um casamento de curto prazo e um filho por inseminação artificial. Sem envolver sexo na relação. Eram dois adultos conscientes. Lizzie queria muito ser mãe, Cesare estava disposto a ser um pai presente e amoroso após o divórcio. O que poderia dar errado?!kkkkkkkk... Tudo!!! Porque desde o início eles quebraram as próprias regras, iniciando uma grande confusão, pois não conseguiam resistir um ao outro, mas não estavam preparados para um relacionamento de verdade. Nunca tinham se casado antes. E não sabiam nem como começar.... Ainda mais quando se viam tão inseguros e seguiam acreditando que o casamento não podia ser de verdade.rsrs Dois tontos!


"- Estou tentando me desculpar, e você não está ouvindo! - exclamou Cesare atrás dela."

- Esta foi a cena que me fez gargalhar. Perdi a conta de quantas vezes perdi a paciência com os mocinhos da autora, justamente por eles se fazerem de surdos, se negarem a ouvir as mocinhas. Eu sentia meu sangue ferver nesses momentos. E quando o Cesare falou isso, sentindo-se tão frustrado e sem saber como fazê-la voltar a confiar e acreditar nele, eu me senti vingada.kkkkkk... Estava na hora de alguma mocinha não ouvir. Uma pena que a Lizzie acabe por se deixar levar pelo coração. É realmente uma pena.rs

"- Por que você não está ouvindo nada do que eu digo? - perguntou Cesare, sem conseguir acreditar. - Você nem olha para mim!"


- Como eu disse, gostei muito da história. Muito mesmo. O Cesare é um dos mocinhos evoluídos da autora, sabe. Ele comete erros, mas consegue reconhecê-los e pedir perdão. Não demorou a perceber o quanto amava a Lizzie e desde o princípio ele faz coisas que tocam nosso coração. Não dá para não amá-lo, 

- Dei 4 estrelas ao livro e o recomendo muito!!! :) 

27 de janeiro de 2016

De Repente, Pai - Michelle Reid


Uma traição separou Nic de Sara. Ele a mandou de volta para Londres e não acreditou quando ela disse que era inocente e muito menos que a pequena Lia era filha deles. Apesar da convicção, quando a menina foi seqüestrada três anos depois, ele veio ao socorro de Sara - era o único que poderia recuperá-la viva. O reencontro forçou uma série de confrontos que levaram no retorno da família quebrada para a Sicília. Sara tinha que enfrentar a desconfiança de Nic, as péssimas lembranças dos piores momentos do casamento e um sogro disposto a tudo para tirá-la do caminho... Como convencer o marido de que falava a verdade? Será que ela estaria disposta a perdoá-lo por tanto sofrimento se isso acontecesse?


Palavras de uma leitora...


- Três anos antes, Sara viu seu casamento ser destruído sem que lhe fosse dada qualquer chance para se defender das acusações, das mentiras e intrigas que fizeram Nicolas se voltar contra ela e rejeitar o bebê que ela esperava. Um dia, ela acreditou que poderia realizar seus sonhos ao lado daquele homem. Mas, de repente, ele se transformou num estranho e em sua maior fonte de sofrimento. Para ele, Sara não passava de uma adúltera, uma perdida que merecia todo o seu desprezo e crueldade. E a criança que ela esperava era a prova viva de sua traição e por isso ele jamais colocaria os olhos nela e muito menos a reconheceria como filha. 

Desesperada, ela o viu lhe virar as costas, no momento em que ela se sentia mais vulnerável e mais necessitada de seu apoio. Mas ele não lhe deu ouvidos; ignorou suas súplicas e ordenou que seus seguranças garantissem que ela sairia da Sicília e seria levada para Londres, onde viveria na casa que ele quisesse, da maneira que ele quisesse. Negando-lhe o divórcio, ele fez questão de que ela fosse constantemente vigiada e mantida sob o seu controle. Porque, por mais que não quisesse voltar a colocar os olhos nela, não permitiria que nenhum outro homem a tocasse. Jamais. 

"[...] E embora não tenha mais nenhuma intenção de encostar um dedo em você, cuidarei para que nenhum outro homem tenha o mesmo privilégio."

- Durante todo o tempo que se passou, ela suportou aquele tratamento desprezível. Foi às consultas sozinha e também esteve só no momento em que sua pequena Lia nasceu. E por mais doloroso que fosse saber que sua filha havia sido rejeitada pelo pai antes mesmo de nascer, ela era sua vida e Sara se dedicou a fazer com que ela fosse feliz e não sentisse a falta do pai. Na filha, ela encontrou um motivo para seguir em frente, um refúgio e... esperança. E então sua vida sofre outro duro golpe no momento em que sua filha é sequestrada e os sequestradores só se dispõem a negociar com Nicolas... Sem chão, mergulhada numa dor que parece que vai consumi-la, ela o vê entrar novamente em sua vida. O mesmo homem que se negou sequer a conhecer sua filha era o único que poderia resgatá-la com vida. 

"- Minha filhinha... Minha pobre filhinha... Quero-a aqui! - Voltou-se na direção de Nicolas. - Em meus braços... - E abraçou a si mesma, como se estivesse envolvendo a garotinha. - Oh, Nicolas, faça alguma coisa!"

Ainda existiria alguma chance de reconstruir um casamento em pedaços? Seriam eles capazes de perdoar a si mesmos e consertar os erros do passado? Isso... só o tempo dirá...

- Por anos e anos eu fugi desta história.rs Tinha verdadeiro pavor e a clara intenção de seguir fugindo, ignorando totalmente sua existência. Para o bem da minha saúde mental, sabe. Mas durante uma conversa com minha amiga Moniquita, ela me convenceu de que eu deveria dar uma oportunidade ao livro, pois quem sabe eu não enxergaria algo de bom na história e nos personagens. Isso me fez incluir o livro na minha meta de leitura deste ano e criar coragem para lê-lo. E posso dizer que apesar do Nicolas, eu não me arrependi nem por um segundo de seguir com esta leitura. 

"- Aonde pensa que vai?
- É hora de Lia dormir - ela informou secamente.
- Fábia cuidará dela. Ainda temos muito a discutir.
- Mas eu preciso cuidar de minha filha!
- Estou lhe dizendo para ficar! - ele esbravejou, tentando se controlar em seguida. - Isso é mais importante. A criança está segura com Fábia.
Ela se voltou, com lágrimas nos olhos.
- Esta é outra punição, não é? - acusou amargamente. - Como pode ser cruel a ponto de me separar de minha filha?"

- O que eu estava dizendo mesmo? Ah, sim. Eu estava falando que não me arrependi de ler esta história apesar da presença do Nicolas. Apesar dele ser o mocinho (ou suposto mocinho para ser mais justa), foi uma leitura envolvente, cativante, que eu apreciei muito. O livro é curtinho e delicioso de ler, por mais que eu passasse muita raiva vendo as atitudes do Nicolas e a submissão da Sara. Ah, eu desejei estrangulá-lo. Açoitá-lo em praça pública, fazer picadinho do infeliz. Mas isso não estragou a história para mim. Porque o livro tem conteúdo, emoção, paixão... além da pequena Lia, que rouba as cenas com sua fofura e seu imenso carinho pela mãe. Sem mencionar todo o amor da Sara pela filha, que era a razão da sua vida. Meu coração se derretia toda vez que eu as via juntas e não dá para negar que por mais que o Nicolas se empenhasse em fingir que a menina não existia, ela foi tocando seu coração. Dava para notar o esforço que ele fazia para resistir à criança, para manter a fachada de frieza. Não foi algo que eu pudesse não perceber. 

"- Não me odeie, Nic... - ela sussurrou."

- Foram muitos os erros que o Nicolas cometeu desde o início. Ele próprio tratou de destruir seu relacionamento com a Sara. A levou para viver na casa do pai dele, onde sabia que ela não seria bem recebida. A jogou em seu mundo e depois se ocupou com os negócios, passando semanas inteiras sem vê-la, deixando-a sob os cuidados do pai e cercada por pessoas que a desprezavam e a tratavam com zombaria e total desrespeito. E quando ela tentava iniciar uma conversa, ele se enfurecia e a intimidava para fazê-la desistir, para que ela não se atrevesse a contrariar suas vontades. Sequer permitia que ela falasse e mesmo vendo-a cada vez mais infeliz, preferiu ignorar isso, acreditando que o que eles tinham na cama seria suficiente para que o casamento continuasse. Ele sabia que a Sara era uma pessoa extremamente tímida, vulnerável e influenciável. Sabia que podia fazer com que ela o que bem entendesse e que ela jamais teria coragem de deixá-lo. Ele se aproveitava do poder que tinha sobre ela, não ligando a mínima para o que ela desejasse, para o que estivesse sentindo ou pensando e quando ambos caíram na armadilha preparada pelo pai dele, ele a quis longe de suas vistas, mas ainda assim não abriu mão do controle. E seguiu fazendo-lhe mal. Castigando-a pelos erros que ele cometeu. Se fazendo de surdo como se fazia desde que o casamento começou. Porque para ele só existia uma verdade: aquela na qual ele acreditasse. E se ele queria acreditar que a Sara era uma vadia, então isso era um fato. E não ouviria ninguém que afirmasse o contrário. 

- O Nicolas acabou com toda a minha paciência. Fez meu sangue ferver e me deixou chocada com sua infatilidade, com o absurdo de querer competir com uma criança pela atenção da Sara. Me deu náuseas ao rejeitar a própria filha e não consegui perdoá-lo por isso. Ele não tinha motivos para desprezar aquela criança. Foi ele que não quis fazer o exame de DNA. Rejeitou a Lia por anos, simplesmente porque não queria que suas verdades fossem questionadas. Porque estava determinado a acreditar que a menina não tinha seu sangue. Para mim, isso foi intolerável. Se tudo o que ele fez a Sara sofrer já não me fizesse desprezá-lo, o que ele fez com aquela menina inocente o teria feito ganhar meu ódio. E não me conforta o fato da Lia não ter tido consciência da ausência dele em sua vida. Ainda assim ele cometeu um pecado grande demais. Reconheço que ele se arrepende, que sofre muito depois, atormentado pela culpa e pelo desprezo que sente por si mesmo. Mas eu não fui capaz de perdoá-lo, gente.

"A menina levantou-se e, sem desviar o olhar, começou a caminhar lentamente na direção do pai. Parou diante dele, estendeu a mãozinha e abriu-a lentamente.
Era apenas uma pedrinha, uma insignificante pedrinha. Mas preciosa como um diamante. E, acima de tudo, um teste para a sinceridade da proposta de Nicolas.
- É para mim? - ele perguntou, a voz rouca.
Lia confirmou solenemente, meneando a cabecinha loura. As lágrimas toldaram a visão de Sara.
- Então... obrigado - murmurou Nicolas, pegando a pedrinha. - Vou guardá-la como um tesouro, prometo."

- Mas não nego que ele me deu pena. Perdeu a chance de ver a filha logo após o nascimento. Seu primeiro sorriso, suas primeiras palavras, seus primeiros passos. Perdeu momentos que jamais poderia recuperar, tudo por causa do seu orgulho maldito e de sua teimosia. Sofreu como um condenado por anos e tudo por escolha própria. Não pude evitar sentir pena de alguém tão imbecil. E isso me deu ainda mais raiva, sabe. Ele fez a Sara sofrer e ainda por cima sofreu junto, simplesmente porque não se permitia ouvir, não queria acreditar na verdade. Preferia viver acreditando nas mentiras que no fundo ele sabia que não passavam disso: de venenosas mentiras. 

- Nem por um instante duvidei do amor dele pela Sara. Se existia alguém que ele realmente amava na vida, era ela. Ele até podia não saber como amar, mas a amava com todo o seu coração e nem minha raiva por ele me permitiria ser tão injusta.rs A Sara era o mundo dele e quando seu casamento se destruiu bem na sua frente, ele também ficou muito perdido. Desamparado, desejando uma chance para tê-la de volta. 

- Como eu disse, adorei a história. E a considero digna de 4 estrelas. Se fosse pelo mocinho, o livro ganharia apenas 2, mas a história vale muito mais. Nem ele consegue estragar o livro.kkkkkkkk... Eu teria adorado que a Sara fosse menos submissa e mais vingativa. Que não o perdoasse tão fácil, que o fizesse penar antes de lhe dar outra chance, porém nem sempre as coisas são como desejamos.rsrs Para a sorte do Nicolas, claro. Apesar de tudo, acredito que eles conseguirão ser felizes. Os três juntos. Sobretudo quando o pai dele usar sua passagem só de ida para o inferno. :)

"Ele ergueu-se e apoiou-se num dos cotovelos, as mãos trêmulas afastando os cabelos de Sara do rosto.
- Nunca mais irei a lugar algum. Prometo."

- Lembrando que eu não sou a maior fã do Nicolas. Na verdade, a pena que sinto dele não me impede de desprezá-lo e de já o considerar totalmente digno de fazer parte da lista de mocinos canalhas. Porque ele é um completo canalha.

9 de janeiro de 2016

Esposa Decidida - Lynne Graham

(Título Original: Christakis's  Rebellious Wife
Tradutora: Maria Vianna
Editora: Harlequin
Edição de: 2014)


Heranças do Poder 2/3

Nove meses para salvar seu casamento!

Nik Christakis já tinha sido seu príncipe encantado. O indecentemente rico e belo magnata havia tirado Betsy de sua vida simples de garçonete e feito o inimaginável - casou-se com ela! Mas a vida de casada não era bem o que ela fantasiava. Enquanto sua mão deslizava sobre os papeis do divórcio, Betsy viu algo nos olhos de seu marido... Um lampejo do homem pelo qual ela havia se apaixonado. Quando esse encontro termina em uma paixão impetuosa, Betsy se depara com duas consequências bastante inesperadas e que irão uni-la para sempre ao homem que estava determinada a esquecer.



Palavras de uma leitora...



- E eu me faço a pergunta que várias leitoras que conhecem bem as histórias da LG devem se fazer ao ler esta trilogia: foi mesmo escrita pela Lynne Graham?!kkkkkkkkkkkkk... Com personagens tão humanos... tão reais?! Devo estar sonhando. Só pode.kkkkkkkkk

"Mas aquele era Nik, um homem encantadoramente complicado, cheio de mistérios, que nunca fazia o que se esperava e que nunca fornecia informações gratuitas. Sempre fora assim, e ela aprendera a conviver com aquele muro de reserva."

- Ela o conheceu quando trabalhava como garçonete num café que ele passou a frequentar. Jamais poderia imaginar que alguém como ele, tão diferente dela, pudesse chamá-la para sair. E muito menos que aqueles encontros pudessem evoluir para um relacionamento que culminaria num pedido de casamento inesperado. Era tudo que ela havia sonhado e que acreditava que jamais seria realidade. Claro que um conto de fadas assim não poderia durar para sempre...

"- O que houve com você? - perguntou ele, admirado com a ousadia que ela tivera ao atacá-lo.
 - Você me fez explodir, Nik... Literal e metaforicamente. Você foi um marido egoísta e ruim e saiu da minha vida de modo ainda pior..."

- Depois de 3 anos de um casamento que ela fizera de tudo para manter, por mais sozinha e infeliz que tenha se sentido ao longo do tempo... ela se via agora diante de um divórcio litigioso, no qual o homem em quem ela um dia confiara se transformava num inimigo, expondo seus segredos e tentando arrancar dela tudo que ela ainda amava. Se um dia ela fora apaixonada por aquele canalha, com certeza não era mais. Estava cansada de suas mentiras, de sua arrogância, de seus malditos segredos. Definitivamente não o amava mais. Não importava que seu coração gritasse o contrário...

"[...] Por onde você andou durante os últimos oito meses? Ah, sim: ocupado se divorciando de mim, levando o cachorro que sempre ignorou, tentando tirar o meu teto enquanto saía com outras mulheres. Se eu tivesse resolvido dormir com outros, sair com vários homens e me comportar como uma ex-esposa extremamente constrangedora, bem que poderia, porque ter sido boa para você durante anos não me trouxe nenhum benefício!"

- Ele ainda não entendia como tudo poderia ter desmoronado daquela forma... Num dia estava casado, feliz por voltar para casa após o trabalho e encontrá-la esperando por você, com aquele sorriso que mexia em alguma coisa dentro dele e o fazia sempre ansiar por tê-la por perto, ouvindo que o amava e que precisava dele. Nunca havia sido querido por ninguém na vida. E era estranho, mas delicioso saber que era amado por sua esposa. Mas de repente tudo terminou e ele ainda se sentia perdido, mesmo após todos aqueles meses. Um dia, Betsy simplesmente o expulsara de casa, dizendo que o odiava, que jamais iria perdoá-lo... lançando sobre ele acusações que ele não conseguia compreender. O que fizera de tão grave para que ela tivesse aquela atitude?! Nada! Não fizera nada que justificasse o desprezo dela. E sua raiva, confusão e revolta apenas aumentaram quando, durante o processo de divórcio, Betsy decidiu exigir metade de tudo que ele tinha. Será que no fundo ela só se casara com ele por dinheiro? Embora não conseguisse acreditar que tudo que viveu com ela não tivesse passado de mentiras, ele decide contra-atacar, tirando dela o cachorro que ela amava e disposto a arrancar até mesmo o seu teto. Se Betsy queria guerra... ela iria ter. O que ele não poderia imaginar é que não suportaria ver as suas lágrimas e aquele olhar tão magoado. Não poderia imaginar que voltaria atrás... em tudo. E tentaria salvar o que restava do seu casamento. 

"- Desculpe, o que disse? - perguntou ela em voz fraca. 
 - Eu quero voltar para casa - falou Nik, pronunciando lentamente as sílabas para se certificar de que ela iria entender. - Quero que nosso casamento volte a dar certo..."

- Quando comecei a ler esta trilogia não poderia sequer sonhar que a amaria tanto. E isso até aumenta a raiva que às vezes sinto da autora quando leio algumas "coisas" escritas por ela. Porque a Lynne Graham quando quer escreve histórias fantásticas, que nos encantam, nos fazem suspirar... nos apaixonam, entendem? E não dá para aceitar que ela simplesmente resolva escrever histórias péssimas de vez em quando, com mocinhos insuportáveis e mocinhas retardadas. Mas enfim... Eu estou amando cada segundo de leitura desta trilogia, é uma história melhor do que a outra e até agora eu não sei dizer qual é a minha preferida.rsrs

- Eu conheci um pouco do Nik ao ler o primeiro livro e não fui muito com a cara dele, confesso.rs Ele parecia tão intolerante, frio e egoísta que eu fiquei um tanto desanimada. Pensei que teria problemas com ele, mas só pensei mesmo.rs Porque o Nik é muito humano, um mocinho adoravelmente perdido, que luta com seus fantasmas enquanto tenta recuperar a mulher que ama sem sequer saber que o que sente é amor. Não vou revelar os segredos do Nik, mas posso dizer que são convincentes, que justificam suas atitudes, que nos fazem compreendê-lo. Ele não lidava bem com emoções, com relações humanas e tinha motivos para isso. Mas ele tenta. Ele quer aprender por ela... por causa dela. Para fazer sua Betsy feliz. E ver a forma como ele se preocupa com ela, como fica em pânico diante da possibilidade de que algo de ruim aconteça com ele, é muito fofo. Eu fiquei muito emocionada com os sentimentos dele por ela, quando ele próprio não sabia o que sentia. Ele ficava tão confuso, tão desorientado diante dessas emoções... Como não amá-lo?! :D

- E a Betsy também é uma querida! Ela não é tão corajosa e ousada quanto a Belle, mocinha do livro anterior. Mas ela ao menos tenta.kkkkkkkk... É muito mais sensível, frágil, porém tem seus momentos de raiva e aí explode, jogando na cara do mocinho tudo que ele fez e como ele destruiu seu coração. O que deixa o nosso mocinho ainda mais chocado e perdido, coitado.kkkkkk  Eu a adorei também! É uma mocinha da qual é impossível não gostar e a acho perfeita para ele. :)

"[...] Você partiu meu coração, Nik, e eu nunca vou perdoá-lo por isso."

- Vale mencionar que o Nik e a mocinha do primeiro livro, que é cunhada dele... não se dão nada bem.kkkkkk... Eles não se suportam! E posso dizer que terminam a história ainda querendo estrangular um ao outro. Será que no terceiro eles finalmente serão uma família unida?rs 

- Amei esta história! E recomendo MUITO! Espero que lhe deem uma chance e que a amem tanto quanto eu. Se a LG escrevesse sempre histórias assim o mundo seria tão melhor...rsrs Suspiros...


Trilogia Heranças do Poder

Noiva Rebelde (Belle e Cristo Ravelli) 
Esposa Decidida (Betsy e Nik)
Por Um Ano Apenas (Ella e Zarif)

17 de abril de 2015

Desafiando o Destino - Lynne Graham

(Título original: Challenging Dante
Tradutora: Tina Jeronymo
Editora: Harlequin
Edição de: março de 2015)

Noivas Desafiadoras 4/4


Uma mulher em busca da verdade...

Desconfiado da nova acompanhante de sua mãe, o ardiloso bilionário Dante Leonetti está determinado a expulsar aquela intrusa de seu castelo. Afinal, o que uma mulher jovem, linda e inteligente iria querer de sua família além de um pedaço da fortuna? 

A busca de Topaz Marshall por seu pai a levara até Dante. Agora, ela está presenciando a reputação feroz dos Leonetti em primeira mão. Sabendo que ele a julga uma aproveitadora, fica chocada ao virar o foco do charme lendário de Dante. Ele planeja seduzi-la até conseguir arrancar a verdade de seus lábios, e Topaz fará de tudo para resistir aos encantos desse italiano implacável..


Palavras de uma leitora...


" Acredito que criamos a nossa própria sorte."

- Tudo que ela mais queria em sua vida era a verdade... Por esse motivo, largara sua vida em Londres e viajara à Itália para conhecer um pai que nem sequer sabia que ela existia. Só que nada poderia tê-la preparado para o que encontraria naquele país... um homem que não preenchia a sua lista de exigências, que passava há quilômetros de distâncias do homem ideal, mas que ainda assim era capaz de enlouquecê-la como ninguém. E o que ela não deixava de se perguntar era por quanto tempo seria capaz de resistir à tentação. Entregar-se a Dante seria como visitar o paraíso apenas para ir em queda livre para o inferno. Ela só se perguntava se a condenação valeria a pena...

"-Trabalho para sua mãe, não para você. Não tenho que fazer nada do que me diz."

- Topaz não poderia reclamar de sua vida. Pelo menos, não o tempo inteiro. Diferente das irmãs, tivera uma infância feliz e segura, que contribuíra para torná-la a pessoa independente e descontraída que era. Que sabia o que queria e não aceitaria menos da vida. Sua irmã mais velha assumiu a responsabilidade por ela quando Topsy tinha apenas seis anos e a livrou dos traumas que as outras carregavam. Embora tenha sofrido bullying na escola por causa de sua inteligência acima do normal, o amor de Kat fez com a irmã a colocasse num colégio apropriado, onde tais problemas não se repetissem e Topsy pudesse ter todas as oportunidades para ser exatamente o que quisesse. Agora aos 24 anos, já conquistara um doutorado em matemática avançada e tinha todas as portas abertas para seguir a carreira de sucesso que sempre desejou. Mas sabia que lhe faltava algo. E precisava fazer aquela pausa em sua vida para ir em busca de uma parte de si que jamais tivera a oportunidade de ter. 

Ela viaja à Itália, inventando desculpas às irmãs, e consegue um trabalho como secretária na propriedade em que seu possível pai vivia, com a recente esposa. A felicidade do casal da mesma forma que contagia Topsy a deixa insegura sobre revelar sua verdadeira identidade, já que tudo que ela menos queria era causar o sofrimento de um pai que nunca sequer soube que tinha uma filha e que, portanto, não podia ser culpado pelo vazio que ela sentia dentro de si. Mas a necessidade de conhecê-lo mais a faz permanecer na propriedade até... que seu caminho acaba cruzando com o de Dante. O fruto proibido. O homem que poderia fazê-la esquecer o que era pensar e se entregar a um relacionamento que poderia magoá-la como nada nesta vida. Ela não queria aquele homem em sua vida, por mais charmoso e irresistível que ele fosse, e lutaria com todas as suas forças para mandá-lo ao inferno. 

Só que ela não poderia contar com o fato de Dante de modo algum aceitar um "não" como resposta... e ser tão teimoso e determinado quanto ela. Nesse duelo de vontades... Quem seria mais forte? 

"- Deixe-me fazer amor com você. 
 - Não use palavras que não são sinceras. Não seria 'fazer amor', seria sexo sujo! - retrucou Topsy sem rodeios. - E valho mais que isso!"

- Eu não deveria mais me surpreender, certo? Desde o primeiro livro pude perceber que esta série da LG conseguiria entrar para a minha lista de preferidas! Tirando o livro dois, todos os outros são lindos, apaixonantes e nos deixam com aquele "gostinho de quero mais", aquela necessidade de que os livros tenham mais páginas e que a história, de preferência, não termine de modo algum!rsrsrsrs... Mas ainda assim a autora conseguiu me surpreender. Porque criou uma mocinha que, na minha opinião, é bem diferente das outras mocinhas da autora. Quando quer a LG consegue criar mocinhas independentes, que sabem o que querem e não permitem que o mocinho sapateie em cima delas. Mas a Topsy vai além disso. Ela é toda única, dona de uma personalidade marcante, capaz de colocar o mocinho em seu devido lugar e mesmo sofrendo, manter a dignidade e saber que realmente não merece qualquer coisa. Que não merece ser magoada e nem pisada só porque o mocinho é tão sensível quanto uma porta. Ela vai atrás do que quer e não permite que a manipulem ou que os sentimentos que começam a invadi-la a façam se esquecer de quem é. O Dante é que tem que dançar ao som da música dela e não o contrário. Por mais que ele lute para derrubar as defesas dela e fazer seu joguinho, a Topsy não lhe dá tal chance. Isso para mim foi... não tenho nem palavras!kkkkkkk... É por isso que amo tanto essa autora!rsrsrs...

" - Então diga 'não' agora - avisou-a Dante.
  - Não... - respondeu ela com firmeza.
  - Mais alto e com maior convicção. 
  - Não, Dante, não! - gritou Topsy furiosamente, desejando que ele aprendesse o que era levar um 'não' como resposta."

- Se existia uma mulher capaz de desconcertá-lo e atraí-lo apesar de sua evidente rejeição, essa mulher era Topsy. E ele não estava gostando nada da experiência. Como ela podia ser capaz de dizer "não" ao que sentiam? Como se atrevia a contrariá-lo, insultá-lo e irritá-lo daquela forma? Estava acostumado a ter as mulheres fazendo todas as suas vontades e ver-se de repente atraído por uma que fazia todo o contrário era frustrante e o fazia ansiar cada vez mais por fazê-la sentir a mesma loucura que começara a tomar conta dele... 

"- Você simplesmente não escuta, não é mesmo? - replicou Topsy com impaciência."

- Ao iniciar a leitura e conhecer o Dante, eu antipatizei com ele à primeira vista. Ele conseguiu me enfurecer já na segunda página quando se referiu a uma de suas amantes como "sua atual garota". O termo me pareceu tão ofensivo que eu me convenci de que terminaria a leitura detestando-o. E ele não fez nada para melhorar minha opinião conforme ia formando "pré-conceitos" acerca da mocinha, dando por certo a imagem que tinha dela e não estando disposto a ouvir nada que tirasse aquela visão de sua mente. Eu senti uma vontade tão intensa de quebrar algo em sua cabeça que vocês nem imaginam. Confesso que as aparências podiam enganar qualquer pessoa. Ele foi até a propriedade onde sua mãe estava vivendo com o marido porque um amigo dele levou até ele uma preocupação sobre o que estava se passando no local. Sua mãe, que até então era uma mulher cheia de vida e muito dedicada às obras de caridade, mal saía da propriedade enquanto sua atual secretária ia de um lado para o outro com seu marido. Tal fato começara a fazer com que os boatos circulassem e nosso querido mocinho, que considerara o padrasto um interesseiro desde o início, sequer hesitou antes de saber o que se passava. Sim! Porque ele já sabia. Era o que ele acreditava e ponto final. Quando se aproximou da Topsy tudo que ele quis foi seduzi-la para tirá-la do caminho de seu padrasto. Não parando para pensar nem por um segundo que poderia estar enganado e que colocá-la naquele jogo acabaria por feri-la. 

"- Vai sentir minha falta - disse-lhe rouco contra os lábios cheios. - E eu vou sentir a sua.
 - Mas sobreviveremos, certo? 
 - Para uma mulher que quer um homem romântico, esse foi um comentário sem um pingo de romantismo. - Ele tinha um brilho bem-humorado no olhar. - Você trouxe a diversão de volta à minha vida, cara mia."

- Mas, da mesma forma que as defesas dos dois vão caindo conforme se conhecem, o mesmo se passa com a gente. O Dante realmente é insensível. E cretino. E arrogante. E diversas outras coisas nada agradáveis.rsrsrs... Além de ser muito possessivo, ciumento e temperamental. Só que a maneira como a mocinha vai envolvendo-o nos permite conhecer um outro lado dele. Aquele lado que ele gostaria de manter oculto. O lado que se importava com ela. Que gostava de fazê-la rir e que se divertia com sua resistência e seus ataques de fúria. O lado que não suportava vê-la perto de outro homem e que queria ser o mais importante em sua vida... que desejava que ela fizesse dele sua prioridade, seu mundo. O homem que não se encaixava em sua lista de exigências, mas que gostaria de ser exatamente o que ela precisava. Quando o Dante começa a nos mostrar que não é assim tão péssimo mocinho, abre-se um espaço em nosso coração para ele e passamos a torcer para que as coisas entre ele e a Topsy deem certo. Que eles encontrem um no outro o que procuram. O que precisam

- Nesta história, conseguimos sentir o envolvimento do casal. O que de início não passa de uma atração física da qual ela quer lutar, e o mocinho, se entregar, com o convívio vai se tornando algo mais. Há aqui a oportunidade para que eles se conheçam antes de se deixar levar pelo que sentem. Como temos uma mocinha que sabe impor limites e reconhecer o seu valor, não se permitindo ser humilhada e nem ser apenas um corpo que o mocinho usaria e depois descartaria, ele precisa correr atrás e mostrar que vale a pena ter algo entre os dois. E não importa o quanto ele demore para admitir o que realmente sente, porque nós leitoras percebemos tudo antes dele. Sabemos que o que existe entre os dois é real e que no momento em que ele deixasse de ser idiota, poderia ter exatamente a vida que sempre desejou e que não se permitia encontrar. 

- Enfim... A história é maravilhosa, lindíssima! E se tornou a minha preferida da série! Na minha opinião, encerrou a série de maneira marcante, já conquistando um lugar entre os melhores do ano. Sim. Ainda estamos longe do fim de 2015 e eu já sei que esta história estará entre as melhores. Porque coloriu o meu dia. Me encantou, me apaixonou, fez com que eu largasse tudo para me dedicar de corpo e alma ao livro. Eu realmente abandonei tudo para estar com a história, até mesmo almocei depois das quatro da tarde porque não suportava a ideia de deixar o livro de lado sequer para isso!kkkkkk... Desde quando um livro da LG não faz isso comigo? Suspiros... Mesmo tendo amado com todo o meu coração o primeiro e o terceiro livro da série, foi somente este que fez eu me esquecer da vida.rsrs

"A vida que eu conhecia terminou no dia em que vi você pela primeira vez, amata mia"

- Nós ainda temos o prazer de reencontrar os casais dos livros anteriores, e a Kat e o Mikhail têm um papel relevante nesta história. A Kat continua sendo exatamente aquela mocinha que conquistou meu coração no primeiro livro. Alguém que eu admiro muito por tudo que fez pelas irmãs e que vê na Topsy uma filha, agindo exatamente como uma mãe. Contagiado pela relação que existe entre as duas, o Mikhail acaba agindo como um pai também!kkkkkkk... O que, de modo algum, a Topsy poderia lhe agradecer!rsrs... Senti imensa pena da mocinha nesses momentos!rsrs

- Recomendo a história?! Sem pensar duas vezes, sem sequer hesitar! O livro não merece 5 estrelas. Claro que não! Merece muito mais! Mil estrelas ainda seria pouco. Quero muito que a LG continue escrevendo histórias como esta. Ao conhecer a história do Dante e da Topsy, ela conseguiu me mostrar que realmente vale a pena eu seguir apostando nela. Sempre acreditando que ela tem a capacidade de me surpreender. De criar histórias apaixonantes. Não são só os antigos livros da autora que merecem ser lidos. Os novos, que sigam o estilo de Desafiando o Destino, também merecem. :)

Série Noivas Desafiadoras

Amante Seduzida 
O Direito do Sheik
Imagem Real
Desafiando o Destino

1 de janeiro de 2014

Artimanhas do Destino - Sarah Morgan

(Título Original: Bought: Destitute Yet Defiant
Tradutora: Marie Olivier
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)

Um siciliano sexy, forte e cheio de cicatrizes... Uma mulher desafiadora, desobediente e sedutora! 

Marcas do passado, no corpo e na alma, denunciavam a vida difícil que Silvio Brianza tivera. Ao reencontrar Jessie, lembranças de sua infância pobre vieram à tona. E ele decidiu tirá-la da pobreza. Ainda que limpasse o chão durante o dia e cantasse à noite, Jessie não estava disposta a ceder tão facilmente à sedução de Silvio. Nem todo o glamour e luxo do mundo seriam capazes de corrompê-la… ainda que sentisse uma atração irresistível por ele! Afinal, vestidos caros e diamantes não a fariam esquecer o quanto já sofrera por causa de Silvio, pois ele era seu inimigo!



Palavras de uma leitora...



Olá, queridos! :)


- Antes de tudo, bem-vindos ao novo ano!!!! :D Finalmente estamos em 2014 e vocês sequer podem imaginar o quanto isso me deixa feliz.kkkkkk... O ano de 2013 ficou para trás e para mim isso é motivo de muito alívio e felicidade. Eu desejava com todo o meu coração me libertar do ano passado. Dizer adeus. E olha que não sou fã de despedidas!rsrs... Mas nesse caso era necessário. Para minha paz de espírito. 

A minha virada de ano foi muito boa. Apesar de eu não estar com todas as pessoas com as quais gostaria de estar, me sentia feliz. Eu sabia que elas estavam bem e tinha algo dentro de mim que tornava tudo mais leve: esperança. . Eu virei o ano cheia de fé dentro de mim. Fé em Deus. Na vida. No futuro. Isso faz muita diferença. Virei o ano com um sorriso no rosto e vários gritinhos.kkkkkkkk... Fiz questão de me despedir de 2013 deixando evidente para o tal ano, que estava feliz por me ver livre dele.rsrs... Não sei o que 2014 reserva para mim. É tudo um mistério e isso sempre me deixa um tanto ansiosa. O futuro é desconhecido. O amanhã só é conhecido por Deus. Apesar disso, eu estou feliz. Porque acredito em Deus. Porque tenho fé nEle. Eu sei que Ele me ama e cuidará de mim. E de todas as pessoas que me são queridas. Então, que 2014 comece! Eu esperava por ele. Estou preparada para esse novo ano. :) Deus está comigo. Não necessito dizer mais nada!rsrs...


Bem... Que tal eu começar a falar de Artimanhas do Destino? Para começar, posso dizer que foi uma excelente leitura para fechar 2013 e abrir 2014. Última leitura de 2013. Primeira resenha de 2014. Um livro feito para nos apaixonar. 


"- Cada um é um. Concordo que o passado não deve ditar nosso futuro. Não importa a vida que se leve, todos temos escolhas."


- Não importa o que alcancemos na vida. Podemos conquistar muito dinheiro, fama, poder, sucesso... Mas se deixamos algo importante para trás, nada faz sentido. Tudo torna-se vazio. Perde valor. Porque o nosso coração também ficou para trás. Preso em alguma parte do nosso passado. Esperando que tenhamos a coragem necessária para irmos pegá-lo de volta e assim, finalmente, seguirmos em frente. Silvio Brianza acabava de criar tal coragem. E era como se a vida tivesse lhe dado a chance que ele tanto desejava, mas não pedira. Um segundo de hesitação poderia significar o fim. E não importaria nenhum arrependimento. Nada traria de volta o que ele estava prestes a perder e nem sabia possuir. Nenhuma lágrima, nenhum grito desesperado de dor faria a vida ter piedade e lhe devolver o que estava prestes a lhe tirar. Mas ele não hesitou. Ao saber o que se passava, tomou uma decisão, arriscando a própria vida pela da mulher que ele tanto amara e tanto magoara, sem sequer ter a intenção. 

"[...] Mas no final das contas, só a gente mesmo pode se ajudar. Podem nos oferecer uma escada, mas só depende de nós subir."

- Jessie estava vivendo no limite. Estava na corda bamba. Sabia que a qualquer momento tudo poderia chegar, definitivamente, ao fim. Sabia que estava marcada para morrer, mas jamais desistiria de sua vida sem lutar. Estava disposta a lutar até o último instante. Se perdesse, saberia que ao menos não perdera sem tentar ganhar. Em nenhum momento, ao longo daqueles três anos de dor e medo, de noites sem dormir, fome e desespero, ela pensara em procurar por Silvio. Embora ele ainda preenchesse a sua mente com lembranças e o seu coração alimentasse, por ele, um ódio sem limites (mesclado com algo que ela jamais admitiria nem para si mesma), ela não pensou em procurá-lo. Lutaria as suas batalhas sozinha. Sem suplicar a ninguém, nem mesmo a ele. Seu orgulho não lhe permitia pedir ajuda. Mas mesmo assim ele aparecera. Quando ela menos esperara. Lhe estendendo uma mão. Querendo consertar o que um dia estragara. A vida de Jessie. 


"- A vida é dura, Silvio. É assim que funciona."


- Ela  não queria a sua ajuda, mas Silvio não permitiria que ela morresse por orgulho. Que deixasse que alguém encerrasse a sua vida, só porque o desprezava ao ponto de não querer a sua ajuda. Nem se isso significasse a sua sobrevivência. Por isso, não lhe deu opção. Simplesmente a tirou daquele mundo sórdido, cruel e violento e a levou para a sua casa, onde ninguém poderia machucá-la. Sim. Ele se culpava. Jogava para si próprio a culpa pelo que estava acontecendo na vida dela. Mas não era somente isso que o fizera visitar um passado sombrio e do qual ele continuava fugindo. Não. Não fora somente culpa, mas também um sentimento que ele sempre negara, pois sabia que sentir tal coisa por Jessie era loucura. Proibido. Ela era somente uma menina quando ele a conhecera. Uma criança. Ele a viu crescer, a viu se transformar numa bela adolescente. Não podia amá-la. Aquilo era impossível, inaceitável. Mas não se pode mandar no coração. A nossa mente pode dizer o que quiser. Nos dar mil e um motivos para não fazermos tal coisa. Mas, no final das contas, o coração é quem dá sempre a última palavra. 


"- Quero que nunca mais tenha medo. - Beijou-a. - Agora você é minha. Nada deve temer."


- Silvio tinha vindo de baixo. Ele conhecia o lado negro da vida. Sabia até onde uma pessoa podia ir levada por ambição, drogas ou pura crueldade. Sabia o que era violência. Tal coisa estava em seu sangue. Mas existia também, dentro dele, os sonhos. A vontade de mudar. De sair daquele mundo miserável e conhecer o mundo daqueles que não tinham preocupações. Que não passavam fome ou tinham que temer a morte em cada esquina. Ele queria dar adeus àquela vida e começar do zero. E quando recebera a oportunidade, não a desperdiçara. Pelo contrário. A agarrara com as duas mãos. Infelizmente, por ainda acreditar nas pessoas, por acreditar que todos poderiam querer lutar como ele lutara para mudar, cometera um erro terrível. Um erro que fizera a garota que ele amava odiá-lo. Que a fizera gritar para ele desaparecer de sua vida e nunca mais procurá-la. Algo que ele fez. Ela pediu que ele se fosse e ele foi. Desapareceu de sua vida. Outro erro que cometera e não conseguia se perdoar por tê-lo cometido. Ele deveria saber que ao virar as costas para ela, mesmo que fosse atendendo o seu pedido, a deixaria sozinha. Para enfrentar o que ele próprio tinha enfrentado. E ela era muito mais frágil do que ele. Se algo lhe acontecesse seria sempre culpa dele. 


"Não podia apagar o que estava feito. [...] Mas podia tirá-la daquela vida. Tirá-la do inferno que ela achava merecer e dar-lhe algo diferente. Ele lhe devia isso."

- Quando comecei a leitura desta história, não esperava que ela fosse se tornar uma das melhores histórias de banca que já li (e não somente uma das melhores histórias da série Paixão). Eu tinha esse livro aqui me aguardando fazia já quase três anos. E apesar de ter achado a história interessante ao observar o título e ler a sinopse, não era nada que me fizesse largar tudo para ler a história. Mas depois de conhecê-la, me arrependo por não tê-la lido antes. É uma história preciosa que eu deveria ter conhecido antes. Um livro que nem sequer parece fazer parte da série Paixão. Ele se concentra bastante nos personagens. Até podemos esquecer tudo que os rodeia e estar concentrados somente neles, pois é exatamente o que a autora planejava ao escrever essa história. Ela escreveu uma história humana, com personagens humanos. Uma história capaz de ficar nas nossas lembranças, não importando quantos livros venhamos a ler. Pelo menos, sei que será assim comigo. E essa história possui grandes chances de vir a fazer parte das melhores de 2014. :D 

- Ao conhecer a Jessie eu já passei a admirá-la. Ela me mostrou que possuía uma das coisas que mais admiro nas mocinhas: coragem. Ela não era do tipo que desistia fácil. Tinha suportado tantas coisas sozinha e estava disposta a morrer lutando. Não esperava que a solução para os seus problemas caísse do céu. Sabia que tinha que fazer tudo sozinha e nem por isso simplesmente desistia. Isso despertou a minha admiração, embora eu a achasse um tanto louca por tentar solucionar as coisas naquele beco, e daquela forma.rsrs... Qualquer um saberia que o fim seria a morte. E, no fundo, ela própria sabia, mas realmente não tinha outras opções. Eu poderia dizer que ela deveria ter procurado o Silvio, mas entendo os motivos dela para não ter feito tal coisa. 

"A princípio, ele vivera entre gente como aquela; fora o chefe da mais temida gangue. Os olhos penetrantes a fitaram; por uma fração de segundo, ele virou um estranho. Viu o que os outros tinham visto. E o que viu era aterrorizador. Engoliu em seco. Apesar dos desentendimentos, ele nunca a machucaria fisicamente. Emocionalmente? Emocionalmente ele havia conseguido o que uma infância difícil não conseguira. Ele a deixara em pedaços."

- Ela estava ferida. Ele a havia ferido de uma forma que ela ainda não tinha sido capaz de perdoar. Embora, na minha opinião, ele não tenha feito o que ela afirmava que ele fez, eu a compreendia. Era ela quem estava na situação. Foi ela quem teve que suportar aquela dor tão grande. Se ela queria culpá-lo, se achava que ele merecia a culpa, não seria eu quem iria condená-la por isso. Eu a compreendi. E o Silvio também. Aos poucos, ela pôde ver as coisas com mais clareza e liberar o perdão. Até mesmo reconhecer que tinha sido injusta. Mas não foi algo que aconteceu de um momento para o outro. Levou certo tempo. 

- O Silvio conseguiu me fascinar e me emocionar. Eu estou tão acostumada com os mocinhos da série Paixão (e de outras séries) que quando encontro alguém como o Silvio, a surpresa é enorme.rsrsrs... Parece inacreditável ver um mocinho assim, perdido no meio daqueles mocinhos egoístas e tão dispostos a magoarem e humilharem aquelas que eles dizem amar. Digo com bastante experiência no assunto, pois conheço os livrinhos de banca (que sempre serão especiais para mim). Sei do que estou falando. Cansei de ver os mocinhos sapatearem em cima das mulheres que eles tanto amam.kkkkk... Já passei tanta raiva com esses mocinhos, ao ponto de chorar com as mocinhas (de pura raiva!).rsrs... Mas o Silvio não fez tal coisa com a Jessie e nem comigo. Ele não me fez chorar de raiva. Não tentou, em momento algum, humilhar a Jessie. E nem por isso o livro foi sem graça. Sabe o que eu penso? A gente pode até apreciar e muito os livrinhos com aqueles mocinhos que mais parecem cavalos, mas o livro não precisa ter mocinhos assim para ser especial. E esse livro é a prova. O Silvio é muito diferente de outros mocinhos dessa série, que eu conheço. Ele não fica julgando e condenando a mocinha, não tenta diminuí-la, mostrar que ela depende dele ou trocar favores (o corpo dela, se quiser ser salva). Ele não faz nada disso. Quando estende a mão, disposto a ajudá-lo, não procura um pagamento por isso. Não quer o corpo dela como pagamento. Não quer a humilhação dela como nenhuma espécie de vingança. Ele só quer ajudá-la. Nada mais. Quer fazê-la recomeçar para que um dia ela possa seguir com as próprias pernas e ir para longe dele, se assim quiser. Mas só depois que já estiver salva. Fora de perigo. Ele, sinceramente, não queria retribuição. A amava? Sim. Muito. Mas queria o amor dela, se fosse dado de coração. Não como gratidão. Não como pagamento. Só queria o que o coração dela pudesse lhe dar e estava disposto a abir mão dela se isso a fizesse feliz. Ele conseguiu me emocionar bastante e se tornar um dos meus preferidos. Eu o adoro! 

- Várias coisas no Silvio me encantaram, mas não irei mencioná-las, pois quero que vocês sintam o que eu senti ao vê-lo fazer aquelas coisas pela Jessie. Ao vê-lo prestar atenção nela, enxergar sua alma e saber até mesmo quando ela estava mentindo só para afastá-lo. Ele conseguia lê-la como ninguém e estava sempre disposto a fazê-la se sentir bem, feliz. Nem sempre ele sabia como fazer tal coisa e por isso existiram certos desentendimentos entre eles, mas ele tentava. Não há como negar. E as coisas tão ternas que ele fez por ela atingiram meu coração. É um mocinho maravilhoso. TDB e mais um pouco!kkkkkkk... 

- Não é sequer necessário perguntar se eu recomendo essa história, verdade?rsrs... A recomendo sem pensar duas vezes! É simplesmente maravilhosa! Uma história linda! 


"- Não me rejeite sem me dar outra chance - disse levando-lhe a mão aos lábios e beijando-a num gesto antiquado. - Eu amo você, tesoro."


Bjs! Feliz 2014!!!!!!!!


P.S.: Essa história foi uma cortesia da editora Harlequin em 2011. E sim. Só agora resolvi lê-la.rsrsrs....
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