Glenda ficou desesperada ao receber a notícia sobre seu irmão. Ele tinha roubado uma quantia enorme da firma onde trabalhava, e agora estava na cadeia.
Disposta a tudo para vê-lo livre, foi falar com a única pessoa que poderia retirar a queixa: o milionário Marc Kiriakos, ex-patrão dele. Marc concordou. Em troca, ela tinha que se tornar sua esposa, a anfitriã que ele precisava para suas reuniões de negócios. Glenda aceitou, claro; afinal, era um emprego como outro qualquer.
Mas como estava enganada! Na noite de núpcias, Marc a procurou, exigindo seus direitos de marido. Violentada, usada como objeto de prazer, Glenda se tornou fria como a estátua de Afrodite que havia no jardim...
Palavras de uma leitora...
Confesso que não me surpreendi ao ler como foi a lua-de-mel (se é que se pode chamar isso de lua-de-mel) de Glenda e Marc. Quem já leu os livros Noites de Tortura e Fascinação da escritora Charlotte Lamb, também não se surpreendeu. Ou ainda quem leu o livro Paixão Diabólica da mesma escritora... Bem, alguns livros contam esse tipo de história. Não critico, pelo contrário, acho bom falar sobre a realidade nos livros... Embora gostemos de ler sobre paixões doces... Juras de amor, declarações apaixonadas, almas gêmeas, no qual só o vilão é mal... A vida real não é bem assim. Normalmente quem mais nos machuca é justamente quem amamos.
No livro Deusa de Pedra, ficou óbvio desde o início que o Marc não queria se casar com a Glenda só para fazê-la pagar a dívida do irmão. Por que ele ajudaria um estranho? O que ganharia com isso? O cara tinha furtado ou como o livro diz, pego “emprestado” o dinheiro da empresa do Marc, tinha mais é que ficar na cadeia. Só que ele ficou impressionado com a lealdade, a coragem e o gênio da Glenda. Sem falar na sua beleza... E decidiu mantê-la junto à si. Casando-se com ela teria mais direitos sobre a moça. Então, inventou aquela desculpa esfarrapada. Mas na própria lua-de-mel ele já começou a ofendê-la. Como pode um homem querer ganhar o coração da mulher amada dessa forma? Ela disse que era virgem, mas ele (como os típicos arrogantes machistas da maioria dos livros de romance que existem) não acreditou na palavra dela. Para ele, ela era igual a todas as aeromoças, que segundo a teoria de muitos, se oferecem a todos os homens que embarcam nos aviões. Uma teoria falha, pois nem todas as pessoas são iguais. Caramba, ele a forçou na noite de núpcias, ela implorou para que ele não fizesse daquela maneira, mas ele ainda disse que não tinha outro jeito. Uma ova que não tinha outro jeito! E abusou dela, não uma, mas duas vezes... Depois ainda queria que ela não ficasse fria e indiferente...
Uma coisa de bom é que ele não mais a forçou. Resolveu mudar a tática e conquistar o coração dela, mas também não se saiu muito bem nessa missão.
A Glenda, apesar de querer ser tocada e amada por ele, não se ofereceu... Bem, não foi só por falta de vontade, mas também por falta de oportunidade.
Mas mesmo assim, acho que ela ainda foi bastante forte e uma anfitriã perfeita, apesar de todos os problemas conjugais.
Só que no fim, Glenda não suporta mais e resolve ir embora (e ela realmente vai). Seu irmão consegue vender seu projeto e lhe dar todo o dinheiro que devia a Marc para que ela possa pagá-lo e ir... Ela vai. Volta para seu antigo trabalho de aeromoça, para sua antiga vida e mesmo com muita dor no coração, não vai atrás de Marc... É ele que vai atrás dela (como tinha que ser) e se declara. Pela primeira vez ele faz a coisa certa e assim a recupera. É uma parte muito bonita.