31 de dezembro de 2024

Encerrando 2024

 


Olá, queridos!

Animados para o novo ano? 2024 foi um ano muito difícil para mim e isto afetou significativamente o blog como um todo. Apareci poucas vezes, só fiz a resenha de duas histórias, embora tenha concluído a leitura de 20 livros e senti que realmente abandonei o Emoções à Flor da Pele, meu cantinho tão querido e que tento manter vivo há quase quinze anos. 

O ano começou com o meu pedido de demissão do emprego na empresa em que trabalhava, por vários motivos que não vale a pena mencionar aqui. Foi uma atitude de amor-próprio, de olhar para dentro de mim depois de tanto tempo me colocando em último lugar. 

A decisão causou um impacto emocional bem forte, mas sobrevivi. Logo depois, resolvi realizar meu sonho de cursar letras. Me matriculei no curso e estou muito feliz com a minha decisão. Só que poucos meses depois eu descobri que também queria cursar pedagogia, por ter me apaixonado pela educação inclusiva e acreditar que a pedagogia é a base para as futuras especializações na área, para que eu possa contribuir para a educação inclusiva de crianças e adolescentes com deficiências. Assim, atualmente estou cursando letras e pedagogia ao mesmo tempo. Foram decisões que trouxeram alegria para a minha vida, que me fizeram um bem que não dá para colocar em palavras. 

Não abandonei minha primeira formação. Sigo trabalhando na área, só que agora de forma autônoma. É muito mais difícil assim, mas fiz minha escolha de forma consciente. E também estou trabalhando numa escola, como agente de apoio à educação especial. Ou seja, um ano bem intenso, de muitos compromissos e reviravoltas. Um ano difícil, mas que trouxe um novo rumo para minha vida. Um ano de mudanças e de decisões essenciais. 

No meio de todas as mudanças e decisões, tive que lidar com a forma como tudo isso atingiu o meu emocional. Por mais positivas que as mudanças tenham sido, eu nunca lidei bem com mudanças.kkkkkk Sempre sofri muito com isso, então tive que buscar uma força interior que não sabia que possuía para poder seguir em frente, para não voltar atrás e continuar no local "cômodo", sem arriscar, sem avançar. E confiei em Deus. Entreguei tudo nas mãos dEle. Ele me conhece melhor do que eu mesma e sabe o que é melhor para mim. Confiei que Ele estava no controle. E que tudo daria certo. 

O que me entristeceu foi ter deixado o Emoções à Flor da Pele abandonado. É verdade que eu assumi muitas obrigações ao longo do ano e tive que estudar e trabalhar muito. Realmente não tinha tempo para aparecer como desejava e isso me deixava triste. Eu sei que blogs não são lidos como antigamente, que hoje é Instagram, Youtube, TikTok e similares, mas eu sou dos blogs, queridos. Enquanto o blogger existir, seguirei sendo blogueira literária, seguirei falando da minha paixão pelos livros aqui. Porque este é meu cantinho amado, de refúgio, de prazer. Eu amo escrever aqui. O Emoções à Flor da Pele faz parte de mim. 

Encerro 2024 agradecendo a Deus por tudo. Por mais difícil que este ano tenha sido, ele foi importantíssimo na minha vida. E sei que devo tudo a Deus. Obrigada, Senhor, por não ter me abandonado. Por ter segurado minhas mãos, por me dar novas chances, por olhar para dentro de mim e me salvar. Obrigada pela minha família e amigos! E obrigada pelo blog também, Senhor! Eu o criei num momento complicado da minha vida e sei que nisto também estava o seu agir. Os livros me salvam diariamente. O blog me salvou há quase quinze anos. E sei que os livros e esta paixão que tenho pela literatura vêm de Ti. Porque tudo na minha vida vem de Ti, Jesus. Obrigada!

Prometo a mim mesma que em 2025 cuidarei melhor do meu cantinho amado. Estudar é necessário, trabalhar também. Mas em 2025 pretendo reservar momentos exclusivos para o blog, pois, como eu disse, ele faz parte do que sou. E não o deixarei para trás de novo. 

Feliz Ano Novo, queridos!

30 de dezembro de 2024

Leituras concluídas em 2024 - Parte 2




Olá, queridos!

Eu escrevi no post Leituras concluídas em 2024 - Parte 1, o motivo de ter precisado dividir em duas partes. Isto aconteceu porque o blog não permite que eu coloque o nome de todos os autores na parte de "marcadores", por ter um limite de caracteres. Era dividir ou não mencionar todos os autores, então fiquei com a primeira opção.rs

Mas vamos à continuação dos livros lidos em 2024!





Noite com o inimigo, de Abby Green, é um delicioso romance de banca que li para ter um alívio entre leituras pesadas. Para poder sonhar um pouco, sabe? Aqui temos um casal que se reencontra após quase dez anos separados pelas mentiras e o ódio existente entre suas famílias (bem ao estilo Romeu e Julieta). O mocinho  jura que tudo o que deseja é se vingar da mocinha. Ela, por outro lado, só quer salvar a vinícola da família. Mas a verdade é que o amor do passado está tão vivo quanto antes. Eu gostei muito de acompanhar o romance desses dois! Foi realmente um alívio entre tantas leituras densas. Link para a resenha aqui

A sala de espera da europa, de Aimée de Jongh, é um livro que nos dá um soco no estômago. Nos faz encarar a realidade de desespero de refugiados, que tentam acreditar numa vida melhor, mesmo que o cenário seja de angústia. Como eu disse logo após encerrar a leitura, nós reclamamos muito da vida. E esquecemos de agradecer por termos o básico, dando como certo que sempre o teremos. Não valorizamos o banho, poder usar um banheiro para as necessidades do corpo, poder beber água potável. Comer. Preparar comida em condições higiênicas. Ter um teto. Poder estudar e trabalhar. Não agradecemos por esses privilégios. Não paramos para pensar que muitas e muitas pessoas não têm nada disso. 

As relações perigosas, de Choderlos de Laclos, foi uma releitura maravilhosa! Este é um livro que me impactou muito alguns anos atrás, quando a minisserie da Globo, intitulada Ligações Perigosas, me fez desejar conhecer a história original. Um livro que se tornou extremamente relevante na minha vida, por todas as questões abordadas na obra, pela construção dos personagens, pela forma como o bem e o mal é tratado e por ter mexido tanto com minhas emoções. Quando soube que ele faria parte do projeto de leitura coletiva da Kelly, do Aventuras na Leitura, eu quase gritei de felicidade.kkkk Foi uma experiência incrível relê-lo e debatê-lo com os outros leitores do clube. Link para a minha resenha feita em 2017 aqui





A intrusa, da Júlia Lopes de Almeida, é mais um daqueles clássicos nacionais, escritos por mulheres, que ficaram por muito tempo esquecidos. Nele temos um viúvo que vive preso às lembranças de sua falecida esposa, com a filha do casal sendo criada pelos avós maternos enquanto ele se dedica ao trabalho e ao luto. Um dia, ele decide que precisa de uma governanta para sua casa, alguém que administre as coisas típicas de um lar, para que ele consiga se sentir confortável em sua própria casa e possa também conviver mais com a filha, que necessitaria de uma presença e orientação feminina. Acontece que a chegada da jovem não é bem aceita pelos pais da falecida mulher do protagonista, principalmente por sua mãe, que vê na nova governanta uma ameaça. É um livro curto e muito interessante. A história gira em torno desse drama, de um homem que acredita que tem que ser fiel eternamente a uma mulher que não está mais viva, a mãe da falecida tentando manter o fantasma da filha na casa em que ela viveu com o marido, responsabilizando-o e condenando-o por cada mudança, por qualquer coisa que fuja do que sua filha gostaria que fosse a morte em vida do marido, e uma criança no meio disso tudo, influenciada pela conduta da avó, ao mesmo tempo que começa a se deixar encantar pela jovem governanta que se torna uma referência materna para ela. Eu gostei muito do livro e tenho planos de ler todos os livros escritos pela autora. 

Jogos malignos, de Angela Marsons, é uma daquelas histórias que tinha tudo para ser incrível, de arrepiar, mas que se perdeu pelo caminho. Eu conheci a autora através do maravilhoso Gritos no silêncio, um livro impactante, que mexeu profundamente comigo e me fez desejar com desespero ler o restante da série protagonizada pela detetive Kim Stone. Jogos malignos é o segundo livro da série. Nele temos uma psiquiatra que utiliza a medicina não para ajudar seus pacientes, mas para arruiná-los, manipulando-os a destruírem outras pessoas e se destruírem. Porque tudo faz parte do seu projeto, no qual ela tenta provar que qualquer pessoa pode ser manipulada a fazer algo, pode ter sua mente controlada por outra pessoa e cometer atrocidades sem sentir remorso. Como eu disse, é uma história que poderia ter dado certo, poderia ser eletrizante, mas que se perdeu. O livro não se sustenta. Não sei como explicar, mas além de ter várias lacunas que precisavam ser preenchidas, falta consistência. Vale a leitura apenas para quem quer conhecer todos os livros da série. 

Tudo é rio, de Carla Madeira, é um livro nacional aclamado, sem qualquer defeito para a grande maioria dos leitores. Um livro que NÃO funcionou comigo. Este livro tem tantos problemas e já falei tanto sobre isso durante a reunião do clube de leitura, que nem tenho energia para seguir falando de um livro que me impactou de forma tão negativa e que me desanimou em relação aos outros livros da autora. Esta leitura foi para o clube de leitura da Kelly, do Aventuras na Leitura. Outro livro dela faz parte de um outro clube do qual participo, mas ainda não decidi se lerei. Tudo é rio é um livro irresponsável, com um final impossível de aceitar, sobretudo numa sociedade como a nossa, em que mulheres são tratadas como nada por homens que não aceitam "não" como resposta e cometem feminicídio como se não estivessem matando pessoas. Ler um livro como este, com o tema da violência doméstica tratado da forma como a autora tratou, me repugnou. Eu não consigo acreditar até agora no que a autora fez. Não cabe na minha cabeça alguém escrever um livro assim, com um final como aquele. 




Conversas com um jovem professor, de Leandro Karnal, foi um livro muito bom de ler, sobretudo porque agora estou cursando licenciaturas e amei a forma realista como o autor falou da educação e da difícil tarefa de ser professor. Nada são flores. Se você ama a educação, acredita que ela ainda pode mudar o mundo e sonha em ser professor, é bom fazê-lo com os dois pés no chão, ciente de que não é nada fácil e que professores não são valorizados. Ainda assim, é prazeroso. Porque quando você faz o que ama, por mais difícil que seja, você sente prazer em trabalhar com aquilo. Simplesmente porque é algo que dá sentido para sua vida. Eu gostei muito do livro, nele existem indicações de outros livros e até de filmes, que com certeza irei assistir. 

Las niñas perdidas, é mais um livro da Angela Marsons, o terceiro da série da detetive Kim Stone. Ele foi publicado no Brasil com o título Infâncias Roubadas, mas eu li em espanhol porque estava disponível gratuitamente para leitura na biblioteca virtual BiblioSP. Neste livro não temos a mesma emoção de Gritos no silêncio, mas com certeza é muito melhor que Jogos malignos. Nele, a detetitve Kim Stone tem que correr contra o tempo e ser mais esperta que uma mente assassina e perversa para poder salvar duas meninas que foram sequestradas. O assassino por trás do sequestro não está interessado apenas em dinheiro, mas em jogar com as duas famílias e seus sentimentos. Ele promete desde o início que apenas uma das garotas irá sobreviver, que terá a filha de volta a família que pagar mais. Não existe a opção de pagar pelas duas. Apenas uma sobreviverá. Entendem a perversidade do jogo desse doente? É um livro muito bom, que nos mantém angustiados até a reta final e torcemos muito para que a Kim consiga salvá-las. Sem sombra de dúvidas, a Kim já é uma das minhas personagens favoritas da literatura. 

Oliver Twist, do Charles Dickens, foi mais um livro lido para o clube do Aventuras na Leitura. Chorei muito com esta história. Ela mexeu com meus sentimentos de uma forma que não dá para colocar em palavras. A sensação de impotência, de não poder mudar as coisas, de não salvar todos os personagens que eu gostaria que tivessem sido salvos... Até mesmo falar do livro agora me provoca dor. Nele, tive que suportar a perda de mais de um personagem que amei demais. E ainda não consigo aceitar. É um dos meus livros favoritos do ano e da vida. 





Como agarrar uma herdeira, de Julia Quinn, é um livro que estava na minha lista há séculos e que nunca conseguia ler. Na reta final do ano, deixei de lado O Nome da Rosa, pois a leitura não estava funcionando por conta da ressaca provocada por Oliver Twist, e decidi que iria mergulhar neste romance de época para me desestressar.rs Estava desesperada por um livro leve, que me fizesse rir, que me fizesse sonhar e fugir um pouco da realidade. Deu certo!kkkkk Blake e Caroline me fizeram rir bastante e torcer para o seu final feliz. Ela é uma mocinha que perdeu os pais muito cedo e caiu nas mãos de tutores que quiseram se aproveitar dela e de sua herança, até que decide fugir e se esconder enquanto aguarda a maioridade, quando então estará livre para viver a própria vida. Ocorre que durante a fuga ela é sequestrada por Blake, que trabalha a serviço do país e acredita que ela é uma espiã. A história dos dois se desenvolve a partir deste engano e é muito divertido de acompanhar. Não sei se farei resenha do livro. Como pretendo resenhar a maior parte dos livros que vier a ler em 2025, e este é o primeiro de uma duologia, é provável que eu faça uma resenha dupla no ano que vem. 

Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, da maravilhosa Clarice Lispector, é mais um livro da autora que me deixou em "carne viva". Não tenho como expressar de outra forma como este livro mexeu comigo, como se me lesse por dentro, como se a autora entrasse na minha alma, entende? Eu passei meses presa à história porque não era capaz de lê-la de uma vez, de tão sem fôlego que me deixava. Eu sentia o livro. Sentia de uma forma... Não dá para explicar, gente! Este livro desnudou minha alma por inteiro, me impactou, me fez encarar sentimentos que eu não queria enfrentar. Me deixou em pedaços e ao mesmo tempo inteira. Enfim... É Clarice. Quem já leu as obras da Clarice sabe do poder que ela tem de invadir nossas vidas e nosso interior com suas palavras. 


É isto, queridos! Divididos em dois posts, estão todos os 20 livros que li este ano. Espero que em 2025 eu consiga me dedicar à leitura como desejo e que leia livros maravilhosos! Desejo o mesmo para vocês! Boas leituras!


27 de dezembro de 2024

Leituras concluídas em 2024 - Parte 1



Olá, queridos!


Este, sem sombra de dúvidas, não foi um dos meus melhores anos de leitura. Consegui ler 20 livros, mas só fiz a resenha de dois. Algo que não quero que se repita em 2025: minha intenção é resenhar todos os livros que vier a ler no próximo ano ou, pelo menos, a maioria. Eu gosto de conversar sobre as histórias. Gosto de tentar passar para a resenha um pouco de tudo o que vivi durante o tempo que passei ao lado de cada livro. Quero retomar esse hábito que sempre me fez tão bem. 

Mas vamos aos livros lidos em 2024!





Os Abismos foi meu primeiro contato com a escrita da autora Pilar Quintana, muito conhecida aqui no Brasil pelo livro A Cachorra, que ainda não li. Ele me impactou muito por abordar o tema da depressão, visto pelo olhar de uma filha, uma criança que tem que lidar com a depressão da mãe, sem encontrar em ninguém qualquer apoio. É um livro muito forte e sensível. Se tornou um dos meus favoritos da vida. Link para a resenha aqui

A princesa salva a si mesma neste livro, da querida Amanda Lovelace, foi uma releitura que eu estava necessitando muito fazer. Adoro os livros da autora! Suas poesias me reconectam comigo mesma e me fazem ansiar por viver, por ser tudo o que posso ser. 

A garota dos olhos azuis, de Karin Slaughter, foi um livro que doeu muito. Quem acompanha o blog sabe que admiro muito a escritora e que um dos livros que mais me impactaram nesta vida foi Flores Partidas, um thriller sobre violência contra as mulheres na sua forma mais cruel. Em A garota dos olhos azuis, temos a oportunidade de conhecer melhor a Julia, uma estudante de 19 anos, pouco antes do seu sequestro e morte. É um livro que dói muito por sabermos o que acontece com ela em Flores Partidas. Então cada página virada nos enche de tristeza, de desespero por não podermos mudar tudo o que iria acontecer com ela. Foi um livro que me deixou arrasada. 




A cor púrpura, de Alice Walker, é um livro que também aborda o tema da violência contra a mulher. Ele fala ainda sobre racismo e estruturas de poder social e político. Um livro que nos machuca, revolta, enfurece... Eu senti uma confusão de sentimentos ao longo da leitura e não consegui experimentar o mesmo alívio sentido por outros leitores ao término da história. O final é bonito, mas não chega a compensar os personagens por tudo o que eles passaram. 

Noite na taverna, de Álvares de Azevedo, é um clássico da literatura brasileira que aborda o tema da violência contra a mulher de um jeito que nos provoca um imenso desejo de acabar nós mesmos com os criminosos presentes na história. Aqui temos um grupo de amigos que, bêbados, resolvem confessar seus crimes uns aos outros, como se estivessem falando do tempo, como se não existisse nada de errado no que fizeram. É revoltante!

A alegria espera por você, de Upile Chisala, é um livro de poemas muito bonito, que nos faz querer acreditar em dias melhores. Tenho um outro livro da escritora aqui e pretendo lê-lo logo nos primeiros meses do próximo ano. 




O pássaro de fogo e outros contos é uma coletânea de contos de fadas russos bem diferentes do que conhecemos por contos de fadas.rs Apesar de ter considerado algumas histórias bem estranhas, de modo geral eu gostei bastante do livro. 

Evguiêni Oniéguin, de Aleksandr Púchkin, nos traz uma história toda contada em versos, que foi maravilhosa de acompanhar. O livro aborda questões existenciais, a linha tênue entre o bem e o mal, relacionamentos tóxicos, amizades falsas, entre outros assuntos também muito importantes. Eu não esperava gostar tanto da história e que ela me fizesse refletir sobre tantas coisas! Recomendo!

Mário e o mágico, foi meu primeiro contato com a escrita do Thomas Mann. Apesar de ser um livro curto, é bem denso, abordando o tema do fascismo. A história nos causa um incômodo muito grande desde as suas primeiras páginas, quando nos apresenta um cenário em que as pessoas estão dominadas por uma ideologia excludente e nociva. O livro nos causa um impacto significativo e um medo em relação ao futuro. Pode o passado um dia se repetir por inércia das pessoas? A verdade é que vemos tal passado muito presente em vários países atualmente e guerras que não deveriam estar acontecendo enquanto a comunidade internacional não faz nada de decisivo para acabar com um derramamento de sangue que não possui justificativa.

Observação: Tive que dividir o post em duas partes porque o blog não permite que eu coloque o nome de todos os autores na parte de "marcadores", por ter um limite de caracteres. 


25 de junho de 2024

Livros para ler antes dos 31 anos...

 



Olá, queridos!


No dia 01.07.2024, eu completarei 30 anos de idade. Sim, finalmente chegou!kkkk

E o que aconteceu com a meta do ano passado, de até os trinta anos ter lido 30 livros escolhidos prévia e cuidadosamente?!kkkkkk Sim, só rindo mesmo! A meta foi um fracasso total. E como eu sou uma piada para mim mesma, resolvi criar outra meta!kkkkkkkkkk Eu não aprendo!

Agora a meta é ler 31 livros antes dos trinta e um anos de idade. :D

Novamente, pensei em livros de gêneros diversos e que eu tenho em e-book. Porque hoje em dia eu leio muito no Kindle por ser mais prático, já que carregar livros muitas vezes é difícil. O Kindle salva minha vida em muitos momentos e me permite esquecer tudo ao redor, em qualquer local, e me concentrar na leitura, além de poder mudar de livros com facilidade, podendo agrupar as leituras que pretendo fazer no dia ou no mês, criando "coleções". Um dia eu torci o nariz para leitores digitais. Hoje são meus queridinhos e compro mais e-books que livros físicos (mas ainda é UM GRANDE SONHO ter minha própria biblioteca um dia, com estantes do teto ao chão.rs), justamente porque na minha realidade atual é mais fácil ler em e-book. 

Mas vamos ao que interessa! Quais foram as minhas escolhas?! :D

Título

Autor

Lido em

A mulher de trinta anos

Honoré de Balzac

O Nome da Rosa

Umberto Eco

Entre sueños

Ángeles Ibirika

Mary Barton

Elizabeth Gaskell

A sombra do vento

Carlos Ruiz Zafón

O homem duplicado

José Saramago

A intrusa

Júlia Lopes de Almeida

Mentiras como o amor

Louisa Reid

O que é fascismo? 

George Orwell

Amor de redenção

Francine Rivers

Gente pobre

Fiódor Dostoiévski

El color de los sueños

Ruta Sepetys

Da tranquilidade da alma

Sêneca

1984

George Orwell

Meditações

Marco Aurélio

Todas as cores do céu

Amita Trasi

A hora da estrela

Clarice Lispector

Um teto todo seu

Virginia Woolf

O labirinto do Fauno

Guilhermo del Toro

Dez dias em um hospício

Nellie Bly

Ópera dos mortos

Autran Dourado

Doze contos peregrinos

Gabriel García Márquez

Os miseráveis

Victor Hugo

O meu pé de laranja lima

José Mauro de Vasconcelos

Ensaio sobre a lucidez

José Saramago
O Conde de Monte Cristo

Alexandre Dumas

A morte e a morte de Quincas 

Jorge Amado

A casa dos espíritos

Isabel Allende

As flores do mal

Charles Baudelaire

Salem 

Stephen King

Terra sonâmbula

Mia Couto


Como podem ver, estão misturados diversos gêneros da literatura e não irei concluir as leituras na ordem acima, mas conforme vá sentindo vontade de lê-las ao longo deste um ano que terei para finalizá-las.rs 

Irei atualizar o post ao finalizar cada livro e espero gostar da maioria deles. :)


Bjs!

18 de junho de 2024

Noite com o Inimigo - Abby Green



Literatura Inglesa
Título Original: One night with the enemy
Tradutora: Maria Vianna
Editora: Harlequin
Edição de: 2013
Páginas: 183

Sinopse: Madalena Vasquez e Nicolás Cristobal, apesar de pertencerem a famílias inimigas, sentem uma forte e irresistível atração. Mas Maddie é obrigada a rejeitar Nicolás ao saber de um terrível segredo, deixando-o furioso e humilhado.

Ele jamais conseguiu perdoar o que ela havia feito. Nem se livrar do desejo de vingança…
Ao voltar para assumir os negócios do pai, Maddie se vê endividada e a única pessoa que pode ajudá-la é Nicolás. Mas tudo o ele quer é fazê-la pagar por tê-lo feito sofrer!




Queridos leitores, sei que estou sumida. Meu último post data de 16 de março. Sim, é muito tempo! Mas quem me acompanha pelo Instagram conhece alguns dos motivos para eu não estar tão presente no blog, bem como acompanha algumas das minhas leituras. 

Não parei de ler. Na verdade, estou lendo bastante, fazendo várias leituras ao mesmo tempo. Acontece que também tenho estudado muito. Iniciei minha segunda graduação como parte das decisões tomadas este ano pelo bem da minha saúde mental e satisfação pessoal. Meu sonho profissional sempre foi cursar letras. E agora é o que estou fazendo. Estou tão feliz! Tem sido delicioso estar mergulhada nesta nova jornada.

Também estou fazendo alguns cursos de extensão e pós-graduações voltadas para a área do direito (minha primeira graduação), da saúde e da educação. Juntem tudo isso às obrigações profissionais e entenderão por que não estou conseguindo aparecer como gostaria.rsrs

Mas, como eu disse, estou lendo. Livros importantes, reflexivos, que estão me acrescentando muito. Só que... dentre minhas leituras, vocês não encontram muitos romances. Logo eu, que sou uma apaixonada pelas histórias de amor, praticamente não tenho lido nenhum romance. Estou participando de três clubes de leitura, todos eles voltados para livros clássicos, filosóficos, romances de formação e outros gêneros semelhantes. Falarei mais sobre eles no post sobre as leituras concluídas neste primeiro semestre do ano. A questão aqui é: eu estava sentindo falta dos romances para "respirar". Para aliviar meus dias. Para me fazer sonhar. Os romances sempre, sempre, SEMPRE terão um espaço especial em meu coração e em minha vida. Eles são simplesmente essenciais. 

E lá fui eu, numa madrugada recente, caçar na minha biblioteca do Kindle um romance de banca para ler. Confesso que escolhi pelo título, por sempre ter gostado de romances sobre "suposta" vingança.rs Aquelas típicas histórias de "odeio a mocinha por algo que aconteceu no passado e vou me aproximar apenas para fazê-la pagar pelo que fez. Não sinto mais nada. Estou curado, mas meu orgulho precisa da vingança." Aquele blá blá blá conhecido de muitos leitores dos queridos romances de banca. 

Como sempre acontece nestes romances, o que o imbecil do mocinho achava que sabia sobre o passado não era real, ele quebra a cara e precisa se redimir, a gente passa raiva porque ele nunca paga caro o suficiente por sua arrogância, no fim vivem felizes para sempre e partimos para o próximo romance, para passar raiva de novo.kkkkk Eu sentia falta disso. :D

Só que... Em Noite com o Inimigo as coisas são diferentes. E eu amei! Foi uma escolha certa, que me deixou com um quentinho no coração e um sorriso no rosto. Sorriso que veio após eu ter chorado com algumas cenas que me emocionaram. Acho que estava muito sensível no dia.rs

Madalena e Nicolas, como Romeu e Julieta, pertencem à famílias inimigas, que se detestam há gerações e durante a infância e adolescência eram proibidos até mesmo de olharem um para outro. 

Vítimas de lares violentos, acabam por desenvolver interesse um pelo outro, tanto pelo "proibido" quanto por existir semelhanças em suas vidas, pois ambos sabiam o que era não receber carinho dos pais e crescer temendo o próximo golpe. Assim, mesmo com o medo das consequências se fossem descobertos, os dois jovens começam a se encontrar e não demora para que o interesse inicial dê lugar ao amor. Um amor que acaba por destruir seus corações e abalar por completo as duas famílias...

Oito anos mais tarde, agora uma mulher recém-formada na faculdade, apesar da rejeição dos pais que em nada contribuíram para que ela tivesse algum futuro, tendo virado as costas para ela anos antes, Maddie é chamada a regressar a sua cidade natal pelo pai que resolvera se arrepender no leito de morte e pedir que ela resgatasse a propriedade os negócios da família que estavam praticamente arruinados. 

Tomar a decisão de retornar é muito difícil para nossa mocinha, que não só teria que lutar para salvar um legado que só lhe trouxe dor, mas também reencontrar o seu amor do passado, dono de quase todas as terras daquela região. E que jamais a perdoara pela forma como a história deles terminou. 

Quando Maddie chega para aceitar a última vontade do pai, já não consegue vê-lo com vida, pois ele só se arrependeu e lembrou de sua existência realmente no último momento e não teve forças para esperar pela sua chegada. Maddie desembarca direto para o cemitério e depois tem que encarar sozinha a longa batalha que lhe espera, pois para lutar por uma propriedade e uma vinícola em ruínas, precisa conseguir investidores num local dominado pelo nome da família do homem que a odeia. 

Então, temos uma história que gira inicialmente em torno de um reencontro de duas pessoas que se amaram no passado, mas que hoje se detestam e que, imaturos, em vez de enterrar o que passou, decidem conduzir cada passo baseados no ressentimento. Mas o livro não demora nada para tomar um rumo diferente 

Como posso explicar? As coisas não aconteceram como eu esperava. Embora o Nicolas tenha o passado bem vivo em seu coração e queira sim se vingar, reencontrar a Maddie traz de volta um sentimento que ele jurava que tinha destruído. Ele vai jurar para si mesma que já não a ama, mas a maior parte das atitudes do nosso mocinho serão evidentemente guiadas pelo amor que ele diz não sentir. 

Ele vai provocar a Maddie, falar coisas desagradáveis, mas em cada momento o leitor é capaz de perceber a dúvida, a preocupação, o carinho, a proteção e a necessidade de estar próximo dela. O Nicolas podia pensar o que fosse da mocinha, mas ele não se deixava cegar por isso, sabe? Ele alimentava o rancor, mas ao mesmo tempo enxergava o presente e o que estava acontecendo e se perguntava se realmente tudo o que achava que sabia... era real.rs 

Eu amei acompanhar como as coisas se desenvolvem entre eles. Os dois não tinham mais ninguém de suas famílias, mas seguiam carregando aquele peso do ódio de gerações, um peso sufocante. Quando estavam juntos, mesmo se escondendo por trás de desculpas, eles ficavam bem. Como se o peso sumisse. E a escritora foi brilhante em nos transmitir essa sensação, de nos fazer sentir o que se passava internmente com os personagens. 

Em muitos momentos, o Nicolas, que supostamente pretendia terminar de enterrar o nome da família da Maddie, foi justamente quem a ajudou.kkkkkk Ele cuidava dela quando deveria era ficar feliz por suas dificuldades, inexperiência e falta de apoio e recursos para salvar a propriedade e a vinícola, mas em vez disso ele acabava tomando decisões que em nada contribuíam para fazê-la desistir de cumprir a última vontade do pai. E, sinceramente, a Maddie não tinha condições nenhuma de salvar nada daquilo. Ela era recém-formada, não tinha realmente experiência, não tinha investidores, recursos financeiros e a região era toda dominada pelos negócios do Nicolas. Dizer que o fato de ela ser uma guerreira seria suficiente para fazê-la ser bem sucedida seria utopia. Então, eu ficava sim muito feliz quando ele a ajudava, mesmo que ele mentisse para si mesmo e dissesse que a ajuda fazia parte da vingança.kkkkkkk Ele não sabia nem mentir para si mesmo!

O que realmente se passava nestes momentos era o passado... Sabe aquele passado que os marcou e afetou toda sua vida? É o mesmo passado no qual estão guardados muitos momentos bons que eles viveram. Nicolas sabia que a menina que a Maddie um dia foi amava demais aquele lugar e sempre quis que o pai reconhecesse seu amor e lhe desse uma chance, em vez de rejeitá-la por não ter nascido homem. No fundo, apesar de todo o rancor, ele queria ajudá-la a realizar o sonho da menina que ela tinha sido e que ele ainda amava. Então, ele inventava desculpas para ajudá-la e mentia, inventando desculpas para a contradição entre suas palavras e atitudes.rs 

Maddie e Nicolas me fizeram muto bem. Me devolveram o romance que eu sentia falta nos livros. Pude rir e chorar com a história deles. Sonhar e desejar que eles fossem muito felizes e enterrassem para sempre todo o ódio que as duas famílias nutriram. Que destruíssem todo aquele legado de dor com a união dos dois e os filhos que nasceriam desse amor. Eu simplesmente amei esta história!

Se recomendo? Claro que sim! Apenas leiam!

Até breve, queridos!

16 de março de 2024

Gülcemal - Telenovela turca

 

Mais uma novela que o GloboPlay deveria exibir com URGÊNCIA...


Olá, queridos!

Quem aí ama o conto de fadas A Bela e a Fera?! Embora meu conto de fadas favorito seja Cinderela (já vi diversas adaptações, sendo Para Sempre Cinderela a minha favorita), o meu segundo favorito sem sombra de dúvidas é justamente esse. Gülcemal é uma releitura desta história tão conhecida por crianças e adultos (mas a série não é para crianças), trazendo os dramas vividos por Deva e o mocinho-vilão que dá nome à série. 

Gülcemal foi uma indicação do Youtube.rs Como assisto vídeos de séries turcas feitas por fãs, que organizam cenas de acordo com belas músicas, o Youtube passa a recomendar conteúdo semelhante. Resolvi dar uma chance ao primeiro capítulo e a partir daí fui arrebatada. Não consegui mais escapar.kkkk...




A série nos traz a história de Gülcemal, um homem temido por seus inimigos e querido por sua “família” (pessoas feridas, quebradas pela vida que se juntaram para constituir a família que não tinham), que retorna à sua cidade natal após vinte e sete anos. Seu retorno não se trata de um vínculo afetivo com o local, mas de cumprir um objetivo claro: vingar-se da mãe que destruiu sua vida e a de sua irmã. 

Em sua infância, compartilhada com sua irmãzinha Gulendam, ele foi vítima da negligência e falta de amor de uma mãe que via os próprios filhos como obstáculos à sua felicidade. A presença deles lhe incomodava, não conseguia se importar, pois seu casamento havia sido arranjado por seu pai e ela descontava nos filhos a sua infelicidade. 

Tudo caminha para um fim trágico quando o amor da juventude de sua mãe a procura para reatar o romance do passado. Disposta a fazer o que seja preciso para ficar com ele, que não aceitaria a presença das crianças, ela vai embora e os deixa com o marido, um homem gentil e amoroso, mas que não suporta o sofrimento causado pelo abandono da esposa, tendo que lidar sozinho com a tristeza dos filhos e toda a responsabilidade de criar duas crianças. 

Quando o novo marido de sua ex-mulher comete a crueldade de ir até sua humilde casa para esfregar na cara dele a felicidade do casal (através de uma foto na qual estão juntos e a esposa encontra-se grávida), o pai de Gülcemal não suporta mais e se suicida, deixando os filhos sozinhos. É ele quem encontra o corpo do pai. E também encontra a foto deixada no local pelo novo marido de sua mãe. 

Transtornado por tanta dor, o menino vai até a casa da mãe com uma faca e, ao ser atendido por seu marido, o esfaqueia, o que leva o homem a morrer quase imediatamente. 

Após alguns anos internado numa instituição para menores infratores, Gülcemal retorna para buscar sua irmãzinha, que passava por necessidades e maus-tratos na casa de uma tia. Ambos vão para Istambul e passam a viver nas ruas. Mas o tempo corre e o destino tem o poder de causar grandes e inesperadas reviravoltas...




Já um homem adulto e experiente, Gülcemal tornou-se frio para com os estranhos e os inimigos, construindo uma fama que aterroriza qualquer um que cruze de maneira “inadequada” o seu caminho. Não é à toa que o chamam de serpente, monstro e demônio. Ele sabia que era uma besta... a fera que sua mãe criou. 

Logo após retornar para sua cidade e acomodar toda a família no seu “castelo”, protegendo-a da feiticeira (sua mãe) que o amaldiçoou e condenou a uma existência de escuridão, sofrimento e ódio, seu caminho se cruza com o de Deva, uma linda jovem que sempre ia ao lago (que não sabia que era de propriedade dele) para conversar com a mãe que perdera ainda criança, vítima de um afogamento naquele local. 

Deva estava num dos seus momentos de conexão com a mãe perdida, da qual sentia imensa falta todos os dias, mas principalmente agora que se encontrava prestes a casar. A noite de henna estava chegando, em breve seria uma esposa e a mãe não estava ali para lhe apoiar e aconselhar. Perdida em seus pensamentos, é surpreendida pela chegada de um estranho e o encontro é extremamente traumático. 

Sem entender os motivos para a atitude atrevida e cruel do desconhecido, Deva fica angustiada, sentindo que uma mudança não desejada estava prestes a acontecer em sua vida, mas tenta afastar o sentimento negativo, acreditando que não passava de uma impressão causada pelo homem misterioso e sombrio. Além do pressentimento ruim... o olhar e a presença dele não saem de sua cabeça, sem que ela compreenda o que realmente sente.




Tudo se complica quando ambos são surpreendidos pelo fato de que a pessoa que precisava que trabalhasse para ele (como um dos passos para a vingança contra a feiticeira) era justamente Deva. Ela se nega a aceitar a sua “ordem”. Ele então lhe dá três dias para aceitar voluntariamente... caso contrário iria se arrepender.

Ao final do terceiro dia, como no conto de fadas no qual o pai da Bela comete um “delito” e é preso pela fera, todo o mundo de Deva desmorona... pois para salvar o pai do castelo de Gülcemal, ela se sacrifica, trocando de lugar com o pai. 

Parece ou não uma história bem tóxica, da qual temos que fugir como o diabo da cruz?! Não só parece... ela com certeza é. Gülcemal não é uma série de romance água com açúcar, de nos fazer suspirar e sonhar acordadas como no caso de Hercai (queria eu um Miran em minha vida!rs). Aqui os personagens estão bem quebrados e tudo vai muito além do que vocês possam imaginar. 




Em 13 episódios, de cerca de duas horas cada, a série nos faz sentir uma confusão de sentimentos. Vamos da compaixão pelas crianças abandonadas e que passam fome nas ruas, ao ódio por um homem impiedoso, que ultrapassa todos os limites para conseguir o que deseja. Só que a série é tão bem desenvolvida e o personagem construído com tantas camadas e “verdade”, que o ódio se mescla ao amor e ao medo de que não haja retorno... de que seu fim venha a ser trágico. 

Sim, o Gülcemal pegou tudo de ruim que aconteceu na sua vida, principalmente o traumático suicídio de seu pai, e encheu o seu coração de ódio e desespero. Ele não possui limites... quer dizer, até tem um limite, mas isso é o mínimo, né? Não é uma “virtude”, mas sim uma obrigação como ser humano. Se ele tiver que ferir as pessoas para conseguir o que deseja, ele não irá hesitar. Mesmo que essa pessoa seja Deva, a garota que o atraiu como nenhuma outra naquele primeiro encontro. A garota que ele pretende aprisionar em seu castelo até que ela se apaixone por ele. 


E não pensem que a Deva não seria capaz de disparar a flecha... Ah, ela seria! E como! Não só flechas... Imaginem o que alguém no lugar dela não faria se estivesse com uma arma na mão e o Gülcemal bem na sua mira. Ele colhia o que plantava. 

O que nosso protagonista/antagonista faz é louco, perturbado, obsessivo. O que acontece no conto da Bela e a Fera e nunca poderia ser levado para a vida real. Sabemos que histórias assim na vida real são inaceitáveis. Eu sou feminista então não quero ninguém dizendo asneiras porque amo profundamente a série. Saibam separar realidade e ficção, por favor. Quem não sabe assistir este tipo de série sem querer repetir algo assim na vida real, e acha que um romance assim seria saudável para sua vida, então nem assista, pois não tem maturidade para separar as coisas e pensar racionalmente. Feito este esclarecimento, prossigo.rs

Mesmo que eu olhe para as atitudes do mocinho-vilão, anti-herói e mais antagonista do que protagonista em certos momentos, sei que nada de ruim que ele faz é justificável. Não estou cega para suas atitudes e por isso eu falo sobre o ódio e a revolta que ele nos provoca, principalmente nos primeiros episódios. 



Nesta cena, ele pede para sua mãe de criação (que encontrou a irmã e ele vivendo nas ruas e os abrigou) preparar um "banho turco" para a Deva, pois é um banho que tem propriedades calmantes... A Deva fica bem calma.... Só que não, óbvio! Nesta cena, ela grita mil verdades na cara dele depois de ele ter que arrombar a porta para ela não morrer ali dentro, por conta do vapor.

 Em muitas cenas a Deva acaba se arriscando para sempre fazer o contrário do que ele disse, acaba se colocando em perigo. Mas na maioria das vezes ela coloca a vida DELE em perigo, então aí tudo bem. Quando era esse o caso eu gostava bastante. Porque ele merecia que alguém na vida tivesse coragem de desafiá-lo e enfrentá-lo e Deva tinha. Até mesmo de tentar matá-lo... e quase conseguir

Gülcemal é um personagem muito bem trabalhado, todas as suas camadas mexem com nossos sentimentos e princípios “literários”. Não adianta levantar muros logo no início da história e dizer que nunca irá amá-lo. Pode esquecer! É impossível não desejar pegá-lo no colo em muitíssimos momentos, desejar secar suas lágrimas e juntar todas as partes partidas do seu coração. Eu chorei tanto, mas tanto por ele e pela Deva! Cheguei a sentir como se meu próprio coração se partisse. Fiquei em prantos, queridos. Esta série não é para qualquer um. Tem que estar preparado para sofrer com os personagens. 

Gülcemal, por incrível que possa parecer para vocês, se tornou a minha série turca favorita entre todas as que amo até hoje. Todas as que carrego em meu coração são especiais, mas esta vai muito além do que é exibido na tela. Assim como livros podem possuir muita coisa contada nas entrelinhas, Gülcemal tem muita profundidade. Existem questões psicológicas trabalhadas nos episódios, questões sociais e muitos gatilhos. Sou muito suspeita para falar, pois estou completamente apaixonada pela série, mesmo tendo sofrido demais. 

A série tem final feliz? Sim. Não se trata de um spoiler. Sei que existem pessoas como eu que não gostam de ler ou assistir histórias e serem surpreendidas por um final inaceitável. Mas dizer que Gülcemal tem final feliz não vai te preparar para tudo o que irá acontecer antes disso. E é um final feliz que talvez desagrade algumas pessoas, pois não vai acontecer como vocês possam imaginar. 




Deva... Falei tanto do Gülcemal e do transtorno de sentimentos que ele nos provoca, mas o que posso falar sobre a minha querida Deva? Ela é maravilhosa, uma protagonista incrível. É boa e sonhadora, mas isso não significa que ela não seja forte. É uma guerreira, que pode chorar diante das situações, mas pode ter certeza de que não vai ficar simplesmente parada e aceitar tudo. Ela, não! Eu me divertia com as coisas que ela fazia, e sempre a defendi com unhas e dentes.kkkk O Gülcemal merecia tudo o que recebia. Sem sombra de dúvidas! Não dizem que cada ação tem uma reação? Se você faz algo tem que esperar pelas consequências. 

Mas Deva também me fez chorar muito. Não por algo que ela tenha feito, claro que não, mas pelas coisas que aconteceram em sua vida. Imaginem, então, como eu ficava quando o sofrimento dela era provocado pelo Gülcemal... Difícil, né? É por isso que eu digo que ele mereceu bastante várias coisas que aconteceram. Se eu for ser sincera e justa, por mais que sinta uma mescla de amor e ódio por ele, não era digno dela. Simplesmente ele não era

Afinal de contas, eu recomendo a série? MUITO, MUITO e MUITO!!!! Só assistam!


Não se preocupem que o Gülcemal não é perdoado fácil. Este beijo é lindo, mas ele demora MUITO para acontecer. E não era para ser diferente. 


Até breve!

Bjs!


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