31 de maio de 2020

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez

Literatura Colombiana
Título Original: Cien Años de Soledad
Tradutor: Eric Nepomuceno
Editora: Record
Edição de: 2019
Páginas: 448

28ª leitura de 2020

Sinopse: Neste que é um dos maiores clássicos da literatura, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.





Olha, eu não sei nem o que começar a falar desta história pela qual senti coisas tão distintas, tão contraditórias. Ao mesmo tempo que digo que é um livro que não tem nenhuma chance de entrar para os meus preferidos e que não sentirei falta de personagem algum... também digo que jamais esquecerei esta história e que todos os membros da família Buendía conseguiram marcar a minha vida... de uma forma ou de outra.

Mas antes de tentar colocar em palavras a confusão de sentimentos que tomou conta do meu interior, preciso avisar que a resenha poderá conter SPOILER. E mais do que isso, que existem gatilhos no livro. Avisos dados, prosseguirei.

*Gatilhos: Pedofilia, incesto, exploração sexual, violência, assassinatos. 

Quando você lê um suspense ou um livro de terror, ninguém precisa te avisar que poderá conter cenas pesadas, pois você já espera que coisas assim se passem naqueles gêneros. Mas quando se trata de um livro assim, com capa bonitinha e colorida, aparentemente mais leve de ler, acho importante avisar. 

"Os filhos herdam as loucuras dos pais."

Nesta história acompanhamos sete gerações de uma mesma família. Suas dores, sua solidão, seus erros, seus pecados, suas conquistas e perdas... Uma família, de certa forma, amaldiçoada, condenada pelo destino a viver uma série de repetições. E do destino não era possível escapar.

Tudo começa quando dois primos, José Arcádio Buendía e Úrsula Iguarán decidem se casar, mesmo que existisse na família a lenda de que casamentos entre parentes resultassem em filhos que nasciam com partes de animais, sobretudo rabo de porco. Ainda que tomada pelo medo de vir a ter filhos que não seriam totalmente humanos, Úrsula acaba se casando, mas se recusa a entregar-se ao marido, o que acarreterá na primeira grande tragédia a perseguir a família: sofrendo com o deboche de alguns homens da cidade, um dia José Arcádio Buendía perde a cabeça e acaba assassinando um vizinho. Acontecimento este que o atormentará até o fim de sua vida.

Após o assassinato, perseguidos pelo fantasma do morto, que não os deixava em paz, José Arcádio e Úrsula partiram, dispostos a reconstruírem a vida em outro lugar. Diversos vizinhos resolveram acompanhá-los, acreditando numa vida melhor, e assim fundaram, no meio do nada, a aldeia que ficaria conhecida como Macondo, onde nenhum morador era melhor que ninguém, onde todos viviam de maneira igualitária e construíam com as próprias mãos o necessário para mobiliar suas casas, arrumar a aldeia e criar seus filhos.

27 de maio de 2020

O Último Dia de um Condenado - Victor Hugo

Literatura Francesa
Título Original: Le dernier jour d'un condamné
Tradutor: Paulo Neves
Editora: L&PM Pocket
Edição de: 2017
Páginas: 96
27ª leitura de 2020

Sinopse: Quais as sensações e os sentimentos de um prisioneiro que sabe que seu destino é ser executado? "Condenado à morte!" É assim que começa a história, narrada pelo próprio personagem, dos derradeiros dias de um homem que não nos diz seu nome, nem o crime que cometeu, mas que tem uma única certeza: a de que logo sua cabeça será ceifada. Ou caberá a ele um indulto? O condenado se vale da escrita como meio de escape, retratando a mudança psicológica, quase física, que vivencia no corredor da morte. Ao leitor, cabe prender o fôlego para acompanhar o que se passa na cabeça do protagonista. Autor de Os miseráveis, entre várias outras obras de grande envergadura, e um dos maiores nomes da literatura do século XIX, Victor Hugo mostra aqui sua faceta ativista e política, fazendo deste romance, publicado em 1829, um protesto contra a pena de morte.



Só o título desta história já te indica o que irá encontrar... Um livro que acompanha os últimos momentos de um homem que foi condenado à morte. Com a clara intenção de criticar a pena de morte, o autor nos possibilita mergulhar na mente do condenado, sentir com ele seu desespero, a angústia por saber que sua vida lhe seria arrancada por determinação da lei, da Justiça. 

"Condenado à morte! Há cinco semanas vivo com esse pensamento, sempre sozinho com ele, sempre gelado por sua presença, sempre curvado sob seu peso!"

Em nenhum momento ficamos sabendo qual foi o crime cometido pelo protagonista e nem mesmo qual é o seu nome. Mas ele próprio admite que é culpado, que é justo ser julgado pelo crime que cometeu, pelo sangue que derramou... o que nos indica que talvez ele tenha assassinado alguém, mas em que circunstâncias não fazemos ideia. 

Também somos informados que ele é um rapaz bem jovem, pai de uma menina de apenas três anos e responsável tanto por ela quanto pela esposa e pela mãe, e que as três ficariam desamparadas quando ele fosse executado. Mas a maior preocupação do condenado é com sua pequena menina, que pagaria para sempre por um erro dele, que seria desprezada pela sociedade, que talvez nem conseguisse chegar à idade adulta, por conta das privações pelas quais poderia passar, sem ele ali e com uma mãe que estava com a saúde muito debilitada. Isso consome o personagem. O medo pelo futuro de sua Marie. E é isso também que mais atormenta nós leitores: saber que aquela criança inocente estava marcada pelos crimes do pai, numa sociedade que não a perdoaria mesmo ela sendo inocente. Eu senti muito pela pequena Marie e isso me fez sentir raiva do protagonista, embora eu não saiba se ele realmente matou alguém e se não foi, por acaso, em legítima defesa. 

"Admito que sou justamente punido; mas essas inocentes, o que fizeram? Não importa; estão desonradas, arruinadas. É a justiça."

Embora soubesse que o julgamento tinha prosseguido de maneira "correta", foi um choque imenso para o protagonista receber a sentença de morte. Ele sabia que o risco era grande, mas seu advogado tinha esperanças e, no fundo, ele também imaginou que pudesse se salvar. Então, quando as horríveis palavras foram pronunciadas ele sentiu um imenso desespero, como se sufocasse. Porque até aquele momento não tinha entendido como tudo era definitivo, como sua vida jamais seria como antes. Estava com os dias contados. A guilhotina o esperava. 

"Até a sentença de morte, eu me sentia respirar, palpitar, viver no mesmo meio que os outros homens; agora, distinguia claramente como uma barreira a me separar do mundo."

Numa última tentativa de adiar o inevitável, mesmo sabendo que as sentenças dificilmente eram reformadas, o protagonista resolve recorrer e assim ganha mais seis semanas de vida. Período que ele passa dividido entre a angústia, a leve esperança de ser absolvido e a escrita... Como meio de colocar seus pensamentos no papel... de desabafar seu sofrimento, ele passa a escrever tudo o que está passando, como sofre por sua família, como pensa na morte... se irá doer, se será rápido... Enfim... Ele pensa em muita coisa... Relembra sua infância, sua adolescência... Momentos que não voltariam nunca mais. 

"E nesse registro por escrito do pensamento agonizante, nessa progressão sempre crescente de dores, nessa espécie de autópsia intelectual de um condenado, não haverá mais de uma lição para os que condenam?"

O autor foi muito claro ao criticar a pena de morte, bem como os trabalhos forçados perpétuos, deixando evidente que não queria simplesmente que os criminosos fosse inocentados, mas sim que as penas não fossem cruéis, desumanas. Criticou a sociedade da época que vibrava de felicidade com cada execução, ficando insensível para o fato de que era um ser humano que estava sendo executado. Criticou as leis e a maneira como mesmo ao cumprir suas penas (no caso daqueles que eram condenados a trabalhos forçados por alguns anos e depois eram libertados), a pessoa não tinha a oportunidade de recomeçar, pois todas as portas de emprego ficavam fechadas para ela e era preciso escolher entre passar fome ou fazer qualquer coisa para sobreviver. 

É um livro duro. Muito difícil de ler, pois ficamos mergulhados nas dores de uma pessoa que sabe que vai morrer, que vai ser executada por causa das leis de sua época. Sua tristeza toma conta de nós e tudo que desejamos é que um milagre aconteça e sua pena seja substituída por uma mais humana. Se ele era culpado, então que pagasse por seus crimes, mas a pena de morte era cruel, desumana. E era isso que o autor queria mostrar. Acredito que ele foi bem-sucedido, pois é impossível ficar indiferente aos sofrimentos do personagem. Impossível não refletir sobre a crueldade de uma pena que tirava a vida de alguém. 

Lembrando que no livro O Corcunda de Notre Dame, o autor volta a abordar o mesmo assunto só que, diferentemente de O último dia de um condenado, na história de Quasímodo e Esmeralda inocentes eram condenados à morte, forçados por tortura a confessar crimes que não cometeram



-> DLL 20: Um livro com duas cores na capa


25 de maio de 2020

Orlando - Virginia Woolf

Literatura Inglesa
Título Original: Orlando
Tradutora: Laura Alves
Editora: Nova Fronteira
Edição de: 2018
Páginas: 200

26ª leitura de 2020

Sinopse: A fascinante história de Orlando compreende mais de três séculos. O fato de ter envelhecido não mais que trinta anos ao longo desse período lhe permitiu viver a fantasia de assumir diversos papéis na sociedade inglesa, indo de um jovem membro da aristocracia elisabetana a uma mulher moderna do século XX. Somando experiências nesta jornada através da história, a personagem de Virginia Woolf é livre não apenas das restrições do tempo, mas também das imposições da sexualidade, numa narrativa brilhante que reflete de maneira espirituosa e feminista sobre a natureza dos sexos.




Sei que passei duas semanas longe do blog, mas é que meu ritmo de leitura não anda muito legal. Existem dias nos quais só pego no livro à noite, poucos minutos antes de dormir. Estamos vivendo um período muito complicado e às vezes eu só quero assistir um filme com a minha mãe e a minha irmã (moramos na mesma casa, portanto, estamos em isolamento social juntas), ouvir minhas músicas preferidas, falar com Deus ou simplesmente ficar no meu canto quietinha, sem pensar em nada, só descansando a mente. Estou lendo num ritmo diferente, bem mais lento. Mas não estou preocupada com isso. As resenhas virão conforme eu termine as leituras, não pretendo ficar me cobrando como fazia em anos anteriores.

Todavia, meus problemas com Orlando, que é um livro até mesmo curto e enganosamente "rápido de ler", não foram nem provocados por essa mudança no meu ritmo de leitura. Eu tive dificuldades com o livro em si, com a escrita da Virginia Woolf. Comecei a lê-lo acreditando que terminaria em, no máximo, uma semana e que encararia de boa a história. E a história de modo algum é ruim, mas eu levei uma baita surra do estilo narrativo da autora, que me fez avançar a passos de tartaruga e acreditar que NÃO chegaria o dia em que concluiria a leitura do livro.rs Sério, gente! Eu pensei: "É melhor desistir, não vou conseguir terminar." Mas vocês sabem o quanto detesto abandonar uma história, por isso me obriguei a seguir em frente. E, finalmente, trezentos anos depois (risos), encerrei este sofrimento.kkkk

"A casa não era mais inteiramente sua, suspirou. Pertencia agora ao tempo; à história; estava fora do contato e do controle dos vivos."

O livro traz a ideia de uma suposta biografia de uma pessoa chamada Orlando. O narrador seria o seu biógrafo, que em 1928 decidiria contar a incrível história de vida dessa pessoa que atravessou os séculos, vivendo diversas aventuras, sobrevivendo a quase todos que conheceu. Assim, para contar em detalhes a vida de Orlando, o biógrafo volta no tempo... e mergulhamos com ele no século XVI, período de nascimento do nosso protagonista.

"Voltou à primeira página e leu a data, 1586, escrita por sua mão de menino."

Nascido numa família tradicional, importantísima em sua época, Orlando vivia em contato com outros nobres e até mesmo teve uma grande proximidade com a rainha Elizabeth I, que veio inclusive a alimentar uma certa paixão pelo jovem, quando ele estava com pouco mais de quinze anos e passou a viver perto dela, a seu convite. Só que o rapaz não retribuiu os seus sentimentos. Sonhador e romântico, estava sempre apaixonado por uma moça diferente e "respirava" poesia. Na corte teve diversos amores e ficou noivo de uma mulher respeitável e perfeitamente adequada para se tornar sua esposa... até conhecer a misteriosa Sasha (nome que ele inventa para ela, pois gostava de dar nomes para as pessoas em vez de chamá-las por seus nomes verdadeiros), mulher que será responsável por sua primeira grande decepção amorosa e relevante, de certa forma, para os primeiros acontecimentos "fantásticos" do livro.

11 de maio de 2020

A Arte da Guerra - Sun Tzu

Literatura Chinesa
Título Original: Sun zi bing fa
Tradutor: André da Silva Bueno
Editora: Jardim dos Livros
Edição de: 2011

25ª leitura de 2020

*Lido no Kindle Unlimited

Sinopse: O maior tratado de guerra de todos os tempos em sua versão completa em português. A Arte da Guerra é sem dúvida a Bíblia da estratégia, sendo hoje utilizada amplamente no mundo dos negócios, conquistando pessoas e mercados. Não nos surpreende vê-la citada em filmes como Wall Street (Oliver Stone, 1990) e constantemente aplicada para solucionar os mais recentes conflitos do nosso dia-a-dia. Conheça um dos maiores ícones da estratégia dos últimos 2500 anos.



Luna, ficou louca?! O que te levou a ler esse livro, criatura??!!! Sim, eu estou louca. Já era um tanto surtada antes desta pandemia, mas agora as coisas ficaram críticas.

Falando sério agora: não estou nada bem com todo este terror que estamos vivendo. Muitas vezes me pego acreditando que estou apenas tendo um terrível pesadelo e que logo irei acordar. Mas, infelizmente, sabemos que tudo isso é real. Milhões de pessoas foram infectadas no mundo todo. Milhares de pessoas morreram, milhares de sonhos interrompidos, milhares de famílias chorando a dor de perder seus entes queridos. Milhares de pessoas que nem puderam se despedir daqueles que amam. Isso tudo é real. Não é histeria da mídia. Não é uma farsa. É real. Então, FIQUE EM CASA!!! Só saia se você realmente precisar, só se for necessário!!! Se não for por você, fique em casa por quem você ama, por quem você quer que continue vivo. Essa doença não escolhe idade, cor, religião, classe social, nada! Ela atinge todo mundo. Fique em casa!!!

Por que você está falando isso, Luna? Você já tinha falado do assunto antes. Sim, eu tinha decidido não ficar falando da pandemia em cada resenha, pois sei que, assim como eu também faço quando leio outros blogs ou assisto vídeos nos canais, muitos leem as resenhas para se distrair, para esquecer um pouco esta realidade cruel que estamos vivendo. Mas ontem o Brasil atingiu mais de 11 mil mortes. E isso sem que contemos aqueles que morreram sem terem feito os exames, aqueles que nunca entrarão na lista, mesmo que tenham morrido dessa doença. Já são mais de 11 mil mortes oficialmente! E muita gente continua agindo como se nada estivesse acontecendo! Está acontecendo!!! Pessoas estão perdendo suas vidas! E tudo o que você precisa fazer para que a situação não fique pior, é ficar em casa, se puder!!! Não tem leitos para todo mundo. Não tem respiradores para todo mundo. Ontem foi Dia das Mães. Quantas mães perderam seus filhos para essa doença maldita? Quantos filhos perderam suas mães? Eu sei que morrem pessoas todos os dias, de diferentes causas, e toda dor causada por uma perda é insuportável. Mas em relação ao coronavírus, você pode fazer algo para ajudar: você só precisa ficar em casa. Sei que têm pessoas que não podem ficar em casa, mas quem puder, por favor, por favor, fique em casa! Não é hora de pensar só em si mesmo. É hora de pensarmos no próximo. De colocar em prática o que Jesus nos ensinou: amar ao próximo como a nós mesmos. E se amamos o nosso próximo, nós cuidamos! E mesmo que você seja de outra religião, ou até mesmo se não tiver religião: amar ao próximo, não pensar apenas em si mesmo é simplesmente fazer o Bem. É básico, é fundamental. Praticar o bem não depende de nenhuma religião.


Ok. Vou respirar fundo e tentar fazer esta resenha. Não estou em condições de falar de livro nenhum hoje, mas vou tentar. Porque também é uma forma de me distrair, de aliviar um pouco o coração. Embora falar de A Arte da Guerra seja algo complicado e eu não saiba nem por onde começar.rs

Já tinha ouvido falar muito deste livro e visto citações dele em vários lugares, mas nunca levei a sério a ideia de lê-lo, assim como só falo que vou ler O Príncipe, de Maquiavel, mas no fundo não tenha real intenção de ler. Só que um dos temas do Desafio Literário Livreando de 2020 é ler um autor chinês. E eu não tinha nada na lista. Aí lembrei do tal A Arte da Guerra e decidi que me obrigaria a lê-lo. Gostei? Não exatamente.

"A Lei da Guerra se baseia no engano."

O livro foi escrito séculos antes de Cristo. Não encontrei uma data certa, mas pelo que parece foi uns quatro séculos a.C. É uma obra de Sun Tzu (que ninguém sabe se existiu de verdade) e tinha como objetivo dar conselhos, instruções para se vencer uma guerra, para sair vitorioso sempre. São estratégias de guerra, estratégias militares. Ou seja, o tipo de livro que não é para mim, até porque não suporto guerras. E ver técnicas de engano e manipulações nesta obra não me agradou nada. Embora isso não me impeça de perceber o quanto é inteligente e veja que muitas dessas técnicas acabam sendo empregadas e úteis em outras áreas da vida de uma pessoa.

As estratégias presentes nesse livro são, hoje em dia, muito utilizadas no meio empresarial, pelo que li. Mas podem ser utilizadas por qualquer pessoa. Como qualquer livro, você pode absorver o que lhe faz bem, o que lhe é útil e descartar aquilo que não lhe serve. Eu descartei quase tudo.kkkkk

"Se as tropas inimigas estão em ordem, tente bagunçá-las; se estão unidas, semeie a discórdia."

Ao ler este livro conseguimos perceber como tanta coisa escrita nele é utilizada amplamente, até mesmo na política. Às vezes achamos que uma atitude de um político é pura tolice, mas na verdade ele sabe exatamente o que está fazendo, faz parte da estratégia dele. Cada passo é calculado. E o que muito já vimos ser praticado: a discórdia, a separação da população. É dividindo que se conquista, não é mesmo? E a população em vez de se unir, independentemente de opinião ou posição política, se deixa dividir. Sempre.

"Conheça a si mesmo e ao inimigo e, em cem batalhas, você nunca correrá perigo."

O trecho acima é um dos poucos com os quais eu concordo. Em tudo na vida, é necessário que conheçamos a nós mesmos, nossas qualidades e defeitos, nossos pontos de força e fraqueza. Bem como é importante que saibamos quem são as pessoas ao nosso redor. Para não permitirmos que o outro utilize nosas próprias qualidades e defeitos contra nós. Para não nos deixarmos enganar ou sermos manipulados. Também concordo e tentarei levar pra vida o trecho que diz: "Utilize a ordem para enfrentar a desordem, utilize a calma para enfrentar os agitados." 

O livro é bem curtinho e dá para ler em um dia. As instruções contidas nele são divididas em 13 capítulos, cada um com um título importante dentro do contexto da estratégia militar. É um clássico e reconheço seu valor, até mesmo, como eu disse, absorvi o que considerei bom, mas não é um livro que eu voltaria a ler.

"Uma pessoa com raiva pode recuperar a serenidade, e o ressentido pode ser apaziguado, mas um Estado arruinado não se recupera, e os mortos não podem voltar à vida."

Este último trecho é forte e nos serve para refletirmos... Sobre muitas coisas.


-> DLL 20: Um livro de autor chinês


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