Sinopse: Depois de conquistar o coração dos brasileiros com sua Poesia que transforma e passar mais de um ano entre os autores mais vendidos do país, Bráulio Bessa volta a nos brindar com poemas que, como de hábito, nos fazem pensar e nos fazem sentir.
Sempre fiel às suas raízes, mas trazendo novidades, em Um carinho na alma o poeta cearense amplia a gama da sua poesia, indo além do cordel tradicional mas sem jamais abandoná-lo. Seus versos falam sobre os temas que pontuam sua obra, como o amor, a esperança e a amizade, mas também a seca, a injustiça e a falsidade, produzindo as rimas inspiradas que nunca deixam de levar um sorriso aos lábios.
Além de poeta, Bráulio é também um grande contador de histórias. Por isso, além dos poemas, o livro traz relatos de sua infância em Alto Santo, da vivência com a família e os amigos, e de suas andanças de norte a sul do Brasil, abraçando e falando com o povo que tanto lhe prestigia.
Quando comecei a ler Um carinho na alma, não imaginei que o livro fosse me emocionar tanto. Que fosse me tocar tão profundamente. Foi um retorno ao meu passado. Ler estes poemas foi viajar para lugares tão bons e tão distantes! Foi visitar a saudade que, na verdade, nunca me deixa só. Saudade de um período muito diferente do que vivemos hoje. Saudade de infância, de pessoas que ficaram pelo caminho, mas que marcaram muito a minha vida. Estou escrevendo e chorando, pois foi isso que o poeta provocou: lágrimas. A cada poema. Foram raros os que não me fizeram chorar. Mas não trocaria estes momentos. Porque lê-los me fez bem. Lembrar de momentos que nunca retornarão dói muito, mas ao mesmo tempo faz bem para a alma.
Difícil dizer qual dos poemas presentes neste livro mais me tocou. Todos me emocionaram! O poeta escreve com o coração, com tanto sentimento que é como se as emoções saltassem das páginas. E são poemas autobiográficos (parte deles são), que falam de seu próprio passado, da infância e juventude, de familiares amados, de momentos que passam por suas lembranças.
"Quando o tempo feroz acelerar desviando da nossa juventude,
não há nada a fazer para que mude,
não há freio no mundo para frear.
O ponteiro insiste em não parar,
pro relógio todos nós somos iguais.
Pai e mãe são eternos, mas mortais,
é saudade que se torna oração."
[Trecho do poema Os cabelos prateados dos meus pais]
Talvez ler este livro no momento atual, com a pandemia tão grave e tantos recordes de mortes, tenha feito minhas emoções ficarem ainda mais à flor da pele. Ver as notícias tem me feito entrar em pânico. Em desespero. Hoje ao sentar para assistir o jornal eu não aguentei. É angustiante. Não sabemos o que o amanhã nos reserva, mas em nenhum outro momento da minha vida senti tanto medo do amanhã. Estamos vivendo um período muito incerto e isso faz eu me agarrar ainda mais à minha família, lembrar muito do passado. Teve um poema do autor que me rasgou o coração, pois ele falou de sua avó, de quando ela estava partindo. Que ela quis comer goiaba e isso me levou dezenove anos atrás, quando minha avó, que também estava indo embora por causa de um câncer, desejou a mesma fruta. E não podia comer. Ela foi embora com o desejo de comer goiaba. Este poema atingiu tão fundo em mim. E ainda por cima, no finalzinho dele, o autor fala do alívio de saber que sua avó teve várias pessoas para segurar sua mão na hora do fim. Isso nos destroça porque esse vírus maldito, que está levando milhões de pessoas no mundo, impede a despedida. Impede que você possa segurar a mão do seu ente querido, de estar com ele nesse momento tão doloroso. Talvez este tenha sido o poema que mais me fez em pedaços.
"A dor foi terrível. A saudade é valente e latente. Mas saber que, no último suspiro de vida da vovó Maria, tanta gente segurou em sua mão, foi um pingo de felicidade naquela chuva de tristeza."
[Trecho do poema Goiaba tem cheio de vida]
Com palavras simples, mas que acertam em cheio o coração, Bráulio Bessa faz magia. Te faz reviver momentos. Como se eles de fato estivessem acontecendo. É uma viagem agridoce. Me entreguei totalmente à leitura, às emoções. No fim queria recomeçar. Ler tudo outra vez. E com certeza preciso ler tudo o que ele já publicou. Me tornei sua fã. Uma fã profundamente apaixonada por sua escrita tão simples e tão emocionante.
Além dos poemas autobiográficos, o autor também fala de outros assuntos e "conta histórias", inclusive fechando com chave de ouro o livro com um poema intitulado A lição que a morte deu, que fala de um patrão muito cruel e um empregado que morreu para salvar a vida dele. E aí o poeta prossegue falando do que aconteceu após o fim deles na Terra e eu simplesmente amei este poema! Ele fala das injustiças deste mundo e da justiça de Deus. Me lembrou um pouco a parábola do Rico e Lázaro.
"Depois da viagem feita
pro mundo espiritual,
o lugar que deixa claro
quem é do bem ou do mal,
fica tudo evidente,
a justiça é transparente
e nunca é manipulada.
É a hora da verdade
em que toda a humanidade
um dia será testada."
[Trecho do poema A lição que a morte deu]
Se recomendo este livro? Sem pensar duas vezes! Simplesmente leiam!!!
Sinopse: "A felicidade não exclui o sofrimento, porque ele é inevitável. A felicidade depende da maneira como vamos sofrer. Foi isso que Jesus ressaltou em sua própria vida. Evitar o sofrimento não nos leva a uma vida mais feliz, mas a forma de enfrentá-lo conduz a uma vida mais significativa. " - Mark Baker
Autor de Jesus, o maior psicólogo que já existiu (900 mil exemplares vendidos no Brasil), Mark Baker mostra em seu novo livro como a trajetória de Jesus pode servir de inspiração para superarmos nossas dificuldades, traumas e sofrimentos.
Formado em Psicologia e em Teologia, com vasta experiência clínica como terapeuta, o autor estuda há 25 anos os sentimentos das pessoas e a maneira como elas reagem às oito emoções básicas que norteiam nossas vidas: sofrimento, medo, ansiedade, tristeza, culpa, raiva, felicidade e amor.
Suas conclusões deram origem a Como Deus cura a dor, um valioso instrumento de crescimento pessoal e de transformação. Analisando histórias de dezenas de pacientes sob o ponto de vista psicológico, Baker ensina como é possível lidar com o sofrimento associando o tratamento médico à sabedoria da Bíblia.
Com um profundo efeito terapêutico, este livro vai aumentar nossa fé no poder curativo de Deus e, assim, nos ajudar a atravessar os períodos difíceis da nossa jornada.
Fazia mais de um ano que eu estava lendo este livro. Precisamente desde outubro de 2019. Até já tinha lido algumas páginas antes disso, mas foi naquela data que reiniciei a leitura, mantendo-o como companhia ao longo de todo esse tempo, como livro para os momentos em que eu precisava de conforto. De uma palavra amiga, de uma esperança. Assim, eu o lia em doses homeopáticas.
Não posso dizer que ele funcionou em todos os momentos de dor, mas na maioria sim. Não me dando nenhuma fórmula especial para escapar dos sofrimentos da vida, mas sim servindo como algo que me trazia de volta para mim mesma. Para o meu interior, minhas emoções. E encontrando auxílio de Jesus nas palavras que me confortavam.
É um livro perfeito? Não. Tem alguns problemas. Mas de modo geral me fez muito bem. E era isso o que eu buscava neste livro: algo que fizesse eu me sentir tranquila, bem, em paz.
Esta não foi minha primeira experiência com o autor. Li anos atrás Jesus, o maior psicólogo que já existiu e foi uma leitura tão maravilhosa que quando soube da existência de Como Deus cura a dor o quis imediatamente. Sem precisar pensar duas vezes. Do mesmo modo que adquiri O poder da personalidade de Jesus antes de concluir esta leitura aqui. Eu gosto da escrita do autor. Bem mais do que da do Augusto Cury, que é sim um ótimo autor, mas que não provoca em mim o mesmo efeito que as palavras dele.
Vocês sabem que resenhas de livros de autoajuda não são frequentes aqui no blog, o que não significa que eu tenha algo contra este tipo de literatura. Não tenho e costumo adquirir autoajuda que contém temática religiosa, pois sou cristã e é uma literatura que me agrada, que me faz bem. Não trago resenhas desses livros com frequência porque costumam ser leituras muito pessoais. Gosto da relação exclusiva entre livro e leitora quando mergulho neste gênero e prefiro manter apenas dentro de mim tudo o que o livro me provocou. Porque é um momento em que me desligo de tudo e me ligo ao meu interior.
Mas eu senti vontade de falar de Como Deus cura a dor. Simplesmente senti vontade. Não o considero maravilhoso como o anterior que li do autor, mas, como eu disse, gostei muito, me fez bem.
Neste livro, através de sua experiência como terapeuta e sua formação em psicologia e teologia, o autor vai abordar os diversos tipos de dor sentidas pelos seres humanos em algum momento de suas vidas. E a maneira como reagimos diante delas. Se as dores nos fazem nos tornarmos pessoas melhores ou se nos empurram para baixo e para uma vida de amargura e medos.
"O sofrimento é uma força poderosa. Não conseguiremos evitá-lo, mas poderemos escolher a direção em que ele nos levará."
Fácil falar, não é mesmo? O autor não diz que é fácil escolher o que o sofrimento, inevitável nesta vida, vai fazer com a gente. Não é nada fácil superar uma dor. Muitas vezes se passam anos, muitos anos e a dor ainda está ali, afetando nosso presente, nossas relações, nossa saúde mental. E a culpa não é nossa. Mas somos sim (cada um de nós) capazes de lutar contra as consequências da dor. Mesmo quando estamos no fundo do poço, acreditando que chegou o fim e que nada nunca vai melhorar. Até mesmo nesses momentos tão horríveis, seguimos tendo dentro de nós a capacidade de levantar. E é importante acreditarmos nisso, acreditarmos em nós.
"A negação é uma tentativa de afastar o sofrimento. É um mecanismo de defesa psicológica, geralmente inconsciente, que usamos para nos proteger de sentimentos dolorosos. [...] A negação pode ser uma forma de fingir que não estamos sofrendo."
Eu costumo apreciar muito a maneira como o autor toca em temas delicados, como transtornos mentais e emocionais, depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, entre tantos outros. Eu estou lendo um livro do Augusto Cury chamado Armadilhas da Mente, que começou muito bem, mas depois foi ladeira a baixo. Estou quase na metade da leitura, mas não acredito mais que aquele livro consiga se salvar. O autor abordou o tema da depressão e da ansiedade, que são muito delicados para mim, de uma forma muito problemática. Que me fez mal. Ele era um autor que eu admirava, mas depois do que já li naquela história, perdeu muitos pontos comigo. Só ainda não abandonei o livro de vez porque preciso saber o que ele ainda fará na história. E aqui eu fiz a comparação porque o autor de Como Deus cura a dor não costuma me causar esse "incômodo", motivo pelo qual gosto de ler os livros dele.
"Perceber que você não é Deus e que precisa de alguém para ajudá-lo é um sinal de força, não de fraqueza."
Este é um livro que mistura psicologia e religião, então, se você não é cristão provavelmente vai se sentir incomodado com as referências bíblicas, os trechos selecionados como abertura para cada tema e a forma como o autor faz essa conexão, colocando Deus em tudo no livro. O título não foi escolhido ao acaso, claro. Leia ciente disso para não se decepcionar. O livro fala dos tipos de dor, ilustra cada tema com situações vividas neste mundo real no qual todos estamos. Mas sobretudo fala de como Deus, diariamente, nos ajuda a curar as dores que não podemos curar sozinhos.
"A depressão distorce nossa visão das coisas. É inevitável. Quando estamos deprimidos, os pensamentos se tornam pessimistas. Apesar de todo o esforço, você pensa de modo negativo, o que o deixa ainda mais deprimido. A depressão já é penosa, mas ter de lutar contra os próprios pensamentos pode ser insuportável."
Eu já comentei com vocês antes que luto contra a depressão e o transtorno de ansiedade generalizado. Meu martírio é principalmente a ansiedade, que quando ataca me faz ficar depressiva. E nem sempre isso passa rápido. Já cheguei a ficar um mês inteiro tendo uma crise de ansiedade atrás da outra e mergulhada numa depressão que fazia com que eu não encontrasse paz em nada. Como se vivesse um inferno dentro de mim e nunca fosse sair daquela situação. Mas sempre passa. E é esse pensamento que eu gosto de alimentar dentro de mim. Para que quando a crise vier eu lembre, mesmo lá no fundo, que vai passar. Do mesmo jeito que veio, vai embora. E claro que eu faço tratamento psicológico. É essencial.
Se você sofre de depressão ou ansiedade, ou qualquer outro problema emocional/mental procure ajuda profissional. Nunca deixe de procurar ajuda! O Centro de Valorização da Vida atende gratuitamente pelo telefone, chat ou e-mail. São voluntários dispostos a ouvir de maneira anônima. Não substitui um psicólogo ou psiquiatra, mas serve como uma ajuda para desabafar num momento de dor. Eu já recorri ao Centro de Valorização da Vida. O número é o 188. Sempre fui muito bem atendida. Todas as vezes que precisei conversar, geralmente em prantos, era tratada de maneira humana.
"Quando perdemos a esperança, deixamos de acreditar que coisas boas possam acontecer conosco."
O livro é dividido em oito capítulos, sendo eles: Dor & sofrimento; Medo; Ansiedade; Tristeza; Culpa & vergonha; Raiva; Felicidade; Amor. E cada capítulo é subdividido em vários temas. Eles são ilustrados com situações pelas quais o autor passou como terapeuta e também como pastor numa universidade. Nos identificamos com alguns casos de pacientes, alguns sentimentos e experiências vividas por eles. Porque são coisas muito reais, comuns aos seres humanos. Mas cada pessoa passa por determinada situação na vida de forma muito individual, pois cada dor é única. Ninguém tem o direito de "medir" a dor do outro com base na sua. O que você consegue enfrentar de uma maneira não significa que o outro é obrigado a enfrentar igual.
Eu gostei muito desta experiência de leitura. E este ano ainda, se Deus quiser, pretendo começar a ler O poder da personalidade de Jesus.
Em Fortaleza Digital, Brown mergulha no intrigante universo dos serviços de informação e ambienta sua história na ultra-secreta e multibilionária NSA, a Agência de Segurança Nacional americana, mas poderosa do que a CIA ou qualquer organização de inteligência do mundo.
Quando o supercomputador da NSA, até então considerado uma arma invencível para decodificar mensagens terroristas transmitidas pela Internet, se depara com m novo código que não pode ser quebrado, a agência recorre à sua mais brilhante criptógrafa,, a bela matemática Susan Fletcher.
Presa numa teia de segredos e mentiras, sem saber em quem confiar, Susan precisa encontrar a chave do engenhoso código para evitar o maior desastre da história da inteligência americana e para salvar a sua vida e a do homem que ama.
Palavras de uma leitora...
- Eu li esta história pela primeira vez num dos momentos mais dolorosos da minha vida. Estava doente, não podia ir à escola, pois só vivia sentindo dores e fraca em cima da cama. Me angustia até mesmo lembrar daquela fase tão insuportável. Todavia, algo de bom aconteceu naquele período. Uma amiga, que era mãe do padrasto que eu tinha até então, me emprestou diversos livros. Ela sabia que eu amava ler e já tinha lido tudo o que possuía. Eu era uma adolescente ainda, que comprava seus livros com o dinheiro do lanche do colégio, e, portanto, tinha poucos. Assim, não teria como me distrair durante as inúmeras horas deitada... se não fosse por ela.
Do Dan Brown ela me emprestou três livros: Anjos e Demônios, O Código da Vinci e Fortaleza Digital. Lembro como se fosse hoje de como fiquei chocada com as histórias.kkkkkkkk... Eu as devorei rapidamente, pouco me importando com meu próprio sofrimento, pois só queria pensar nos livros, em tudo o que acontecia neles. Nunca tinha lido algo do tipo e acredito que foi aí que começou meu grande interesse por thrillers. Penso que já conhecia o Sidney Sheldon (conheci os dois mais ou menos na mesma época, com alguns meses de diferença), mas o Dan Brown tem uma pegada diferente, algo mais voltado para o mistério, enigmas, essa coisa de decifrar as pistas antes que seja tarde demais... e no meio disso tudo acontecem diversas mortes, claro. É uma corrida contra o tempo em que vão caindo várias pessoas como peças de um jogo. E eu gosto de enigmas.rsrs
Por mais que tenha ficado fascinada com Anjos e Demônios e O Código da Vinci, que tenha ficado com o queixo caído e me perguntado se ele era louco para se atrever a mexer com a religião cristã daquela forma (sobretudo com o que ele diz no segundo livro), foi Fortaleza Digital que me pegou em cheio. Que me transportou para outro mundo, que me fez amar imensamente um livro de um gênero que não aprecio até hoje: o thriller tecnológico. Porque ainda que eu seja apaixonada por suspenses não gosto de histórias sobre tecnologia. Detesto qualquer enredo que traga algo do tipo... E não é que o Dan Brown me presenteou com a exceção à regra?rs
Sei que muita gente tem como livro preferido dele O Código da Vinci, um suspense muitíssimo polêmico, em que ele apresenta uma teoria sobre Jesus Cristo capaz de enfurecer muitos cristãos. Só que mesmo na época em que li, com meus quase dezesseis anos de idade, e sendo cristã não consegui ver nenhum absurdo em nada que ele escreveu. Era um livro de ficção e maravilhoso, por sinal.rsrs Nada ali poderia diminuir o meu amor por Jesus. Ainda que tudo no livro fosse verdade não lançaria mancha alguma sobre o preço que Ele pagou para que tivéssemos o direito de viver. Enfim... Porém, embora esse livro seja um dos meus preferidos, Fortaleza Digital continua ganhando. É provável que muita gente não o aprecie tanto quanto eu, mas não posso evitar o fascínio que tenho pela história e a forma como o autor amarrou tudo de uma forma a não deixar pontas soltas, surpreendendo e chocando.
- Anos mais tarde eu adquiri esses três livros e outros do autor. Creio que o único lançado por ele e que ainda não tenho é o Origem. Aguardando a Black Friday.kkkkkkk...
Agora, nove anos depois, não pude perder a oportunidade de reler o único suspense tecnológico que amo. De mergulhar de novo nesse mundo de informática, códigos, criptografia, computadores e gênios da matemática lutando para proteger um dos segredos mais bem guardados dos Estados Unidos.
"Dizem que, quando chega a hora da morte, tudo se torna claro. Ensei Tankado sabia agora que isso era verdade. Quando caiu no chão com fortes dores, apertando o peito com a mão, percebeu a dimensão terrível do seu erro."
Embora fosse uma das vítimas do atentado terrível contra Hiroshima e Nagasaki, protagonizado pelos Estados Unidos, e que dizimou milhares de civis além de ter deixado diversos outros mutilados e com sérias sequelas como nascimento de filhos com má-formação e o desenvolvimento de câncer, Ensei Tankado não queria vingança. No início, ele jurou que um dia faria aquele país pagar pelo que tinha feito com sua família. Sua mãe faleceu logo após seu nascimento e foi privada da dor de ver o filho nascer com defeitos resultantes daquelas explosões. Seu pai, ao ver que o filho não era perfeito, o abandonou sem nem olhar para trás. Mas Ensei resolveu deixar no passado os acontecimentos que ele não poderia mudar...e seguiu em frente. Possuidor de uma inteligência bem acima do normal, Ensei conseguiu trilhar seu próprio caminho rumo ao sucesso. Até despertar o interesse da NSA, a Agência de Segurança Nacional mais importante dos Estados Unidos, o centro de inteligência do país, que controlava tudo dos bastidores. Era irônico que viesse a trabalhar justamente naquele lugar, mas não guardava ressentimentos. Tinha aprendido a perdoar e queria usar o seu talento para um grande bem. Só que ao longo do tempo ele descobre que a NSA era muito mais do que alegava e que poderia ser extremamente perigosa.
Atormentado pela existência do TRANSLTR, o supercomputador da NSA, capaz de quebrar qualquer código em poucos minutos e invadir a privacidade de qualquer pessoa, lendo sua troca de e-mails, interceptando suas mensagens e sabendo cada um dos seus passos, Ensei Tankado se desentende com a organização e acaba sem emprego e desacreditado na comunidade da informática. Mas ele jura que seria capaz de criar um algoritmo inquebrável e inutilizar a máquina mais poderosa da NSA. Uma promessa que nenhum deles leva muito a sério... até ser tarde demais. Agora a maior crise de segurança está prestes a estourar e é necessário correr contra o tempo para localizar a chave capaz de desencriptar o Fortaleza Digital e impedir que o arquivo caia em domínio público, fazendo com que qualquer pessoa ficasse blindada contra a organização. Só que, com o passar do tempo, novos segredos são descobertos e de repente o Fortaleza Digital não é mais apenas uma forma de impedir o governo de invadir a privacidade das pessoas... ele se torna uma arma poderosa capaz de provocar sérios danos a nível mundial. Muitas vidas estariam em perigo se o programa atingisse seu real objetivo. Num jogo de inteligência e ambição, controlado por duas mentes brilhantes, Susan Fletcher, a matemática chefe do setor de Criptografia da NSA e David Becker, um professor universitário de línguas, demorarão a descobrir que são apenas duas peças manipuladas ao bel-prazer daqueles que estavam dispostos a fazer o que fosse para garantir os próprios interesses. "Fundada pelo presidente Truman no primeiro minuto do dia 4 de novembro de 1952, a NSA foi a agência de inteligência mais clandestina do mundo durante quase 50 anos. A doutrina de sua fundação, descrita em sete páginas, especificava um objetivo muito bem definido: proteger as comunicações do governo dos Estados Unidos e interceptar as comunicações de forças estrangeiras." - Nem tudo neste livro é ficção. A NSA realmente existe e muito do que o autor coloca na história é real. A organização permaneceu no anonimato durante um longo período de tempo até começar a protagonizar alguns escândalos e ficar na mira dos defensores dos direitos civis, que viam nela uma verdadeira afronta. Alguns anos atrás, pelo que recordo, houve um escândalo envolvendo a nossa ex-presidente, em que os Estados Unidos estariam espionando nosso país. Creio que foi algo assim. E enquanto relia esse livro eu me peguei lembrando dessas notícias.rsrs É incrível a quantidade de coisas que o autor mostra neste livro e olha que foi escrito em 1998. Fico me perguntando quão poderosa a NSA deve estar nos dias atuais... "Qualquer coisa faria mais sentido do que a verdade. Sou um professor universitário em uma missão secreta." - Só que assuntos assim nunca me interessaram e não é por isso que amo o livro. Não gosto de histórias sobre política e espionagem, conspirações e nada no estilo. Fujo desses temas, pois me deixam entediada.rs O livro do Dan Brown me conquistou pela maneira como ele aborda os assuntos, os capítulos curtos e cheios de ritmo, nos quais ele vai soltando a verdade aos poucos, ligando todos os pontos e passando a mensagem que ele quis transmitir de uma forma bem clara até mesmo para alguém como eu que não entende nada de informática e o controle que os países possam ter sobre as comunicações. É algo que eu sei que existe, pois não sou tão burra, mas que não sei como funciona. E o autor nos faz mergulhar nesse mundo, nos chocando e preocupando. Fazendo com que nos perguntemos até onde os governos podem ir no intuito de preservar a segurança mundial. Quantos limites eles não devem estar ultrapassando... Enfim... Quando descobrimos toda a verdade dentro da história, o que realmente estava acontecendo... ficamos de boca aberta. Tudo bem que dessa vez eu não fiquei, pois já conhecia o livro e não tinha esquecido de nada, mas da primeira vez que li realmente me surpreendi muito. Pessoas desequilibradas com poder demais nas mãos só poderia resultar num completo desastre mesmo. - Neste livro não temos o famoso professor Robert Langdon, protagonista da maior parte das obras do autor. Aqui os personagens principais são a Susan e o noivo dela, David. Ela trabalha na agência há muitos anos e é uma das mentes mais brilhantes do lugar, embora seja um tanto ingênua, sendo facilmente manipulada pelos outros. David, por sua vez, por mais que seja um "simples professor", como muitos o veem, acaba se mostrando alguém difícil de matar.rsrs Ele vive as cenas de mais adrenalina da história e parece possuir mais vidas que um gato. Gosto muito dele e da Susan, porque ainda que ela seja muito crédula sua inteligência é realmente impressionante. "Ele havia feito contato. A presa tinha sido tocada pela morte. Era outro jogo agora." - Recomendo muito o livro aos fãs do autor e a quem gosta de um bom suspense. Sempre será um dos meus livros preferidos de toda a vida. Tenho muito carinho por essa história. Claro que não gosto do número de mortes que existe nela, mas pelo menos o autor não nos dá a chance de nos apegarmos aos personagens que estão ali apenas para serem eliminados. Não temos a oportunidade de criar laços com a maior parte desses personagens e isso é um alívio, sinceramente. Odeio quando o autor faz diferente... quando permite que nos identifiquemos com eles para depois arrancá-los da história como se nada!
Esta foi minha escolha para o tema do mês do Desafio 12 Meses Literários. Como eu disse, aproveitei a desculpa que tinha para reler meu livro querido. :) Para "releitura" a pessoa tinha duas opções: reler um livro ou ler uma obra que fosse releitura de alguma história. Como aquelas histórias que são novas versões de clássicos, contos de fadas etc.
Aos 24 anos, a eslovena Veronika parece ter tudo: juventude e beleza, pretendentes, uma família amorosa e um emprego gratificante. Mas num dia frio de novembro, ela toma um punhado de remédios para dormir com a intenção de nunca mais acordar.
Só que ela acorda – e no Sanatório de Villete, o lugar de onde ninguém jamais havia fugido. Logo fica sabendo que só teria alguns dias de vida, e isso lhe desperta emoções até então desconhecidas.
Inspirado em experiências próprias, Paulo Coelho escreveu Veronika decide morrer para questionar o significado da loucura e celebrar os indivíduos que não se encaixam nos padrões do que a sociedade considera “normal”.
Ousado e esclarecedor, este romance de redenção faz um retrato tocante daqueles que estão na fronteira entre vida e morte, sanidade e loucura, felicidade e desespero, transmitindo a mensagem poética de que cada dia é um verdadeiro milagre.
Palavras de uma leitora...
"No dia 11 de novembro de 1997, Veronika decidiu que havia - afinal! - chegado o momento de se matar. Limpou cuidadosamente seu quarto alugado num convento de freiras, desligou a calefação, escovou os dentes e se deitou." Com apenas 24 anos de idade, Veronika decidiu que sua vida já não fazia qualquer sentido. Tentava mostrar para os outros que estava satisfeita com suas escolhas, que era feliz assim, que estava realizada. Mas a verdade era bem diferente. Empenhara-se tanto em anular os próprios sonhos para não entristecer os pais, desagradar as outras pessoas e ter um futuro "estável", que o vazio dos seus dias começou a tomar conta dela. De que adiantava seguir em frente? Para quê? O que ainda poderia acontecer? Era realmente justo despertar um dia após o outro para viver as mesmas coisas, sem qualquer perspectiva de mudança? E por que não evitar a dor de um dia perder alguém que amasse? Se morresse naquele momento evitaria mais sofrimento para si mesma. Era o melhor a fazer. "Veronika deixou as quatro caixas na sua mesa de cabeceira durante uma semana, namorando a morte que se aproximava, e despedindo-se - sem qualquer sentimentalismo - daquilo que chamavam Vida." Escolhera cuidadosamente a maneira como cometeria o suicídio. Poderia cortar os pulsos ou pular de um prédio, mas não queria que seus pais sofressem mais do que o inevitável. Além disso, existia a possibilidade de falhar se optasse por um desses dois métodos. E ela não desejava tentar suicídio, queria concretizá-lo, acabar de uma vez por todas com a inutilidade de sua existência. A melhor forma de ser bem sucedida seria ingerindo aquelas quatro caixas de comprimidos. Quem sobreviveria a uma intoxicação tão grave? "O barulho no ouvido tornava-se cada vez mais agudo, e - pela primeira vez desde que tomara os comprimidos - Veronika sentiu medo, um medo terrível do desconhecido." Mas a morte não vem. Ela perde a consciência e fica entre a vida e a morte durante muitos dias, até acordar num sanatório de Villete, com vários fios presos ao seu corpo e somente um pensamento: precisava sair logo dali para terminar o que começara. Acordar com vida não muda sua determinação. Ela desejava morrer. E se falhara uma vez, sabia que da segunda não teria erro. Só que... os médicos tinham algo importante para lhe contar. Não. Não seria necessário tentar novamente. A ingestão de tantos comprimidos danificara seriamente seu coração. Ela só tinha alguns dias de vida. Não chegaria ao final daquela semana. "- O seu coração foi irremediavelmente afetado. E vai deixar de bater em breve. - O que significa isso? - perguntou, assustada. - O fato de o coração deixar de bater significa apenas uma coisa: morte física. Não sei quais são suas crenças religiosas, mas... - Em quanto tempo meu coração vai parar? - interrompeu Veronika. - Cinco das, uma semana, no máximo." Embora o medo tenha tomado conta dela ao descobrir qual era o seu estado, ela não desistiu do suicídio. Pelo contrário. Não desejava esperar pela morte durante dias, até que seu coração parasse. Isso a apavorava. Não queria sofrer mais. Desejava uma morte rápida. Naquele momento. Assim, ela tenta obter a ajuda de outros pacientes para escapar de Villete ou, na hipótese de não conseguir, suicidar-se ali mesmo. Todavia os dias se passam... e quanto menos tempo ela tem de vida e mais conhece as pessoas que estão naquele sanatório por motivos diferentes e ao mesmo tempo semelhantes aos seus, mais ela começa a refletir e, de repente, já não deseja mais morrer. Quer fazer as coisas que não fez, descobrir lugares que não visitou, respirar a natureza novamente... Mas de que adianta querer tanta coisa se estava com os dias contados? "Todos nós, de um jeito ou de outro, somos loucos." - Quando vi este livro pela primeira vez na livraria, eu o desejei. Sobretudo depois de ler a sinopse. Não sou o tipo de pessoa que gosta de arriscar leituras sobre suicídio (não é à toa que estou determinada a NÃO ler Os 13 Porquês), pois livros costumam sempre mexer com minhas emoções e uma história que gire em torno desse tema provavelmente me deixaria bem abalada. Todavia, Veronika Decide Morrer me atraía. Eu tinha descoberto a fama ruim do Paulo Coelho aqui no Brasil. Que muitos leitores desprezam os livros dele e até mesmo professores de universidades não consideram a leitura de seus livros algo construtivo nem mesmo uma leitura válida para o entretenimento apenas. Isso poderia me desanimar, me fazer evitar o autor. Mas sabe de uma coisa? Prefiro formar minha própria opinião. E já percebi, ao longo de minha experiência como leitora, que nem sempre um autor tem uma fama ruim porque seus livros não prestam. Às vezes, é o completo oposto. - Então iniciei a leitura. Com um pouco de medo, confesso. Não por causa do autor, mas por causa do tema tabu que me causava certo desconforto. Tinha medo de me sensibilizar demais e acabar em prantos. Mas logo no começo percebi que isso não aconteceria. O livro era muito diferente do que eu pensava e estava longe de ser deprimente. " - O que faz uma pessoa detestar a si mesma? - Talvez a covardia. Ou o eterno medo de estar errada, de não fazer o que os outros esperam." Como a sinopse dizia que Veronika tinha tudo e mesmo assim resolvera acabar com a própria vida, também iniciei a leitura nutrindo por ela uma certa antipatia. Pensava comigo mesma: "Como alguém que não tem problemas, que tem tudo o que deseja, se acha no direito de acabar com a própria vida?""Se ela tivesse motivos, eu poderia entender, mas não é o caso." Só que quando começamos a ler, conhecemos mais a protagonista da história, entendemos que as coisas não são bem como a sinopse mostra. E além disso, o autor mesmo nos faz engolir nossas próprias palavras e pré-conceitos (escrevi assim de propósito). "Como julgar - num mundo onde se tenta sobreviver a qualquer custo - as pessoas que decidem morrer? Ninguém pode julgar. Cada um sabe a dimensão do próprio sofrimento, ou da ausência total de sentido de sua vida." - Não foi à toa que o autor escreveu tal coisa em seu livro. Ele sabia que muita gente julgaria a Veronika, condenaria suas atitudes sem parar para pensar que ela era um ser humano como qualquer outro, que sofria, que sentia, e que somente ela conhecia seus próprios limites e sua própria dor. Nós estamos sempre dispostos a apontar o dedo para os outros, julgando suas escolhas, suas palavras, suas atitudes, quando não sabemos nada. Absolutamente nada do que se passa no interior daquelas pessoas. Quando alguém opta pelo que a Veronika escolheu, o suicídio, o primeiro pensamento que os outros têm costuma ser: "Ah, ela escolheu o caminho mais fácil. Foi covarde." E outros ainda pensam no grande pecado que fulano de tal cometeu, pois o suicídio é um dos maiores pecados contra Deus. Não é assim que as pessoas pensam? Lamentar pela pessoa que estava tão infeliz ao ponto de não ver mais saída, os outros não fazem. Tentar se colocar no lugar daquela pessoa muito menos. Eu também não apoio o suicídio. Claro que sou contra! Mas uma coisa é certa: não temos direito algum de julgar ninguém. Só a pessoa conhece sua própria dor. Nós não somos ninguém para julgar os outros. - Mesmo pegando como base a tentativa de suicídio da Veronika, o livro não vai realmente girar em torno disso ou dizer se foi certa ou errada a escolha dela. Quando ela acorda naquele sanatório, tendo apenas poucos dias de vida, um mundo novo se abre para ela e para nós leitores. Junto com Veronika, conhecemos outros personagens importantes na história. Como a Zedka que estava internada ali por sofrer de depressão; Mari, que sofria de Síndrome do Pânico quando deu entrada ali anos antes, mas que mesmo após estar curada não tinha coragem de sair, porque o mundo lhe dava pavor, tomar as rédeas da própria vida novamente requeria um esforço grande demais, para o qual ainda não se sentia preparada. E o personagem mais importante de todos: Eduard, diagnosticado com esquizofrenia e considerado um caso sem solução, mas que vai nos surpreender muito. "Não podia ir para a frente nem para trás. Então, era mais simples sair de cena." - Conhecer a história desses personagens e a maneira como eles afetam a Veronika é o que tem de mais fascinante no livro. São pessoas consideradas "loucas", mas que eram mais inteligentes do que muitas pessoas tidas como normais. Afinal de contas, o que é a loucura? O que é ser normal? - A antipatia que senti pela protagonista no início e foi totalmente irracional, não demorou a dar lugar à compreensão e compaixão. Às vezes olhamos para o outro e acreditamos que ele tem a vida perfeita, porque nossos olhos veem apenas a imagem. Como diria o padre Fábio de Melo na música Humano Demais (uma das minhas preferidas da vida) "Tu enxergas o profundo. Eu insisto em ver a margem. Quando vês o coração eu vejo a imagem." A alma de uma pessoa é muito mais complexa e a família, bem como a sociedade e as experiências de vida, podem ter papéis significativos nas escolhas de alguém. Podem tanto levá-la ao sucesso quanto ao fundo do poço. Apreciei muito esta leitura. Foi diferente de todos os livros que já li. E a maneira como o livro termina também é uma surpresa. Estou acostumada com finais em aberto, mas este foi distinto. Foi uma leitura desafiadora e reflexiva, nos colocando em contato com uma realidade à parte, em que o autor levanta questões que nos fazem pensar no mundo em que vivemos e em nossa própria vida. Ele até nos dá uma sacudida ao nos perguntar, com as histórias contadas neste livro, se realmente vale a pena nos privarmos de tantas coisas e deixarmos de lado sonhos só para agradar os outros, para não frustrarmos a expectativa de nossas famílias e da sociedade.
- Terminei a leitura sem entender o que as pessoas veem de tão errado nos livros do Paulo Coelho. E já quero ler mais de suas histórias! rs Uma curiosidade: Veronika Decide Morrer foi inspirado na própria experiência do autor que, na juventude, foi internado mais de uma vez pelos pais num hospital psiquiátrico. Ele desejava ser artista, o que era reprimido pela sociedade da época. Seus pais resolveram interná-lo, pois acreditavam que era o melhor pra ele. Não farei comentários sobre o que penso da atitude dos pais dele, por respeito ao autor. Prefiro guardar minha opinião para mim.
Durante um viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada.
Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.
Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.
Em um mundo cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?
As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de maneira tão profunda como aconteceu com ele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.
Palavras de uma leitora...
"Quase sem pensar e sem afastar os olhos da televisão, Mack estendeu a mão para a mesinha de canto, pegou um porta-retrato com a imagem de uma menininha e o apertou contra o peito."
- Faz oito anos que li esta história. Numa época em que nunca tinha ouvido sequer falar do livro. E no momento em que mais necessitava dele. Quando folheei suas páginas e iniciei a leitura... não tinha ideia de tudo o que encontraria, das lágrimas que insistiriam em rolar pelo meu rosto, das lições que levaria para sempre comigo. Me marcou de uma forma que... não dá para explicar. Este é um dos motivos para eu ter demorado tanto em escrever sobre ele. E mesmo agora... enquanto tento colocar em palavras o que sinto, penso em desistir. Como falar de uma história que transformou minha vida? Que mudou minha maneira de ver o mundo e me deu o conforto que eu tanto precisava? Como falar dele se o simples fato de recordar já me deixa em lágrimas?
"Desesperado e derrotado, Mack se deixou cair no chão, perto da mancha de sangue. Tocou-a com cuidado. Era tudo o que restava de sua Missy. Deitado junto dela, os dedos acompanharam com ternura as bordas descoloridas e ele sussurrou baixinho:
- Missy, desculpe. Desculpe se não pude proteger você. Desculpe se não pude encontrar você."
- Quando penso na pior dor que existe neste mundo, não tenho dúvidas de qual é. Sei que não existe nada pior que perder um filho. É uma dor que apenas posso imaginar e só isso... o simples fato de imaginar... já me deixa destroçada. E pior que perder um filho... é perdê-lo porque alguém um dia acordou e decidiu que iria tirar-lhe a vida. Pior que enterrar um filho... é você não poder sequer fazê-lo. É jamais ter encontrado o corpo para chorar sobre ele. É não ter nem mesmo o direito de dar a esse filho um enterro adequado. É imaginar onde seu corpo poderia estar, a maneira como ele morreu... se ele pediu por socorro, se chamou por você. Mackenzie passou por tudo isso. Não só perdeu a sua menininha de apenas seis anos, como jamais teve a chance de enterrá-la. Porque o psicopata que a assassinou deixou apenas o vestido ensanguentado. Todas as buscas não foram suficientes para localizar o corpo. Tudo o que ficou de sua filha foram as manchas de sangue numa cabana abandonada.
"Bom, estou aqui, Deus. E você? Não está em lugar nenhum! Nunca esteve quando precisei, nem quando eu era pequeno, nem quando perdi Missy. Nem agora!"
- Não sei o que conseguirei escrever sobre esta história. Nem sei se terminarei esta resenha. Minhas emoções estão de novo uma bagunça. Sinto-me levada de volta ao passado, ao dia em que recebi este livro de presente, ao dia em que o abri e iniciei a leitura. Sinto tudo aquilo de novo. E não faço ideia do que escrever. Mas aviso que, se você ainda não leu o livro ou assistiu o filme, o melhor é parar de ler este post imediatamente. As chances de spoilers são enormes.
"Seria tão fácil, pensou. 'Chega de lágrimas, chega de dor...' Quase podia ver um abismo preto abrindo-se no chão atrás da arma para a qual estava olhando, uma escuridão que sugava os últimos vestígios de esperança do coração. Matar-se seria um modo de contra-atacar Deus, se Deus ao menos existisse."
Mackenzie era apenas um menino quando se viu sozinho, suplicando pela ajuda de um Deus que parecia não ouvi-lo. Já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira os gritos da mãe, enquanto o pai a surrava embriagado como de costume. Sua infância há muito tinha se perdido e tudo o que ele desejava era que Deus pudesse livrar sua mãe daquela dor. Se existia um Deus, por que não o escutava? Por que não impedia tanta dor? Desesperado, Mackenzie buscou socorro na igreja e o resultado foi que seu pai quase o matou depois de amarrá-lo e surrá-lo até já não ter mais forças para isso. Após se recuperar, ele fugiu. Implorando o perdão da mãe e desejando não mais olhar para trás. Nunca mais.
"Eu te amo, Missy. Sinto saudades demais."
- Marcado por um passado impossível de esquecer, Mackenzie não acreditou que um dia poderia encontrar alguém que o entendesse e completasse, que lhe desse a chance de viver a vida com a qual já não era capaz sequer de sonhar. Seu coração estava destruído. Não conseguia sonhar. Mas, então, ela apareceu. Uma mulher que poderia ter escolhido alguém melhor que ele, mas que o amou. De uma forma que ele não merecia. Mas da única maneira capaz de restaurá-lo. De curar as feridas ainda abertas. Nan acreditou nele, enxergou em seu interior algo que ele próprio não via e ao seu lado ele passou os melhores anos de sua vida. Anos de alegria, de risos, de esperança. Ela o ensinou a amar e este amor só foi crescendo conforme seus filhos nasciam. Ao lado dela e daqueles pequenos que o enchiam de um sentimento tão forte, ele soube o que realmente era viver. E reencontrou Deus. Nan foi a ponte para um relacionamento com aquele com quem Mackenzie já tinha rompido. Aquele que ignorou sua dor. Aquele em quem ele não queria acreditar. Mas mesmo após fazer as pazes com Deus, a distância permaneceu. Enquanto Nan tinha um relacionamento profundo com Papai, Mack temia confiar outra vez.
"Quando ia se inclinar para lhes dar um beijo, uma vozinha com um tremor perceptível rompeu a quietude.
- Papai?
- Sim, querida?
- Algum dia eu vou ter de pular de um penhasco?
O coração de Mack doeu quando ele entendeu a verdadeira questão. Abraçou a menininha e a apertou. Com a voz um pouco mais rouca do que o usual, respondeu gentilmente:
- Não, querida. Nunca vou pedir para você pular de um penhasco, nunca, nunca, jamais."
Este foi um dos últimos momentos que Mackenzie passou ao lado de sua filha, de seu pequeno anjinho de seis anos. Se soubesse tudo o que aconteceria nas próximas horas, teria pego o seu bebê nos braços e retornado. Para casa. Para o lado de Nan e de seus outros filhos. Para longe de toda a maldade. Mas como poderia saber? Como imaginar que um monstro lhe tiraria a sua princesa? Que alguém olharia para sua filha e decidiria assassiná-la?
"Ah, meu Deus, me ajude a achá-la... Ah, meu Deus, por favor, me ajude a achá-la."
- Eles estavam acampando. Era para ser um final de semana de diversão e risos, ao lado de três de seus filhos. Daquela vez, Nan não pôde ir com eles. Era só ele e as crianças e tudo estava correndo bem... até ouvir o grito de Kate. Ele estava perto de Missy, enquanto a filha pintava. Mas quando Kate gritou e ele percebeu que Josh estava se afogando, todos os seus instintos o empurraram na direção do filho, do menino que ele precisava salvar. Apavorado, ele correu para a água, sabendo que Missy estava segura. Mas quando retornou, sua filha não estava mais ali. E ele nunca mais a viu.
"Santo Deus, por favor, por favor, por favor, cuide da minha Missy, proteja-a, não deixe que nada de mal lhe aconteça."
As buscas iniciaram. Todos fizeram o possível para encontrá-la e conforme o tempo passava, o desespero aumentava. E não demorou para que os investigadores conectassem aquele novo desaparecimento aos quatro anteriores. Ao desaparecimento de outras meninas com mais ou menos a mesma idade de Missy. Meninas que jamais tinham sido encontradas, mas que todos sabiam que tinham sido assassinadas pelo Matador de Meninas, um psicopata que a polícia ainda não tinha sido capaz de capturar. Missy era sua quinta vítima.
"Mack viu imediatamente o que viera identificar. Virando-se, desmoronou nos braços dos dois amigos e começou a chorar incontrolavelmente. No chão, perto da lareira, estava o vestido de Missy, rasgado e encharcado de sangue."
- Naquele dia, a ponte se rompeu. Ele havia perdoado Deus pelo seu passado... Tinha recomeçado. Tinha construído uma nova vida. Tentava não olhar para trás e nunca deixou de agradecer por todos os presentes que recebeu, pela família que tanto amava, por cada dia. E então... Deus lhe tirou sua filha.
Ao ver o vestido que a filha usava ao desaparecer, largado numa poça de sangue em uma cabana abandonada, Mackenzie sentiu algo se rasgar dentro dele. E virou as costas para Deus.
Quatro anos depois, tomado pela depressão e pelas lembranças da filha que já não estava ao seu lado, tudo o que ele não fazia era viver. Sabia que estava respirando, que o mundo estava seguindo em frente, que sua esposa e seus outros filhos precisavam dele, mas... existia um torpor. Ele só queria que tudo chegasse ao fim. Como seguir em frente quando um pedaço do seu coração ficou para trás? Como voltar a viver... se sua filha estava morta, abandonada num canto qualquer? A verdade é que ele não queria se recuperar. Ele já não queria nada.
Estava nevando quando o convite chegou. Um bilhete em sua caixa de correios. Nenhuma pegada na neve, nenhum rastro. Apenas um bilhete assinado por Papai. Aparentemente escrito por Deus, o convidando a retornar à cabana... onde tudo terminou. Onde ele ainda estava preso. Onde sua filha tinha morrido.
Sem saber no que acreditar e duvidando que Deus tivesse realmente lhe escrito alguma coisa, Mackenzie toma a decisão de ir até aquele lugar... de voltar à cabana. Talvez, por menor que fosse a possibilidade, o assassino tivesse escrito. Talvez ele finalmente pudesse fazer algo contra aquele que matou a sua filha.
"Podia sentir o calor das lágrimas em seus olhos, como se estivessem batendo à porta de seu coração."
E nada poderia prepará-lo para o que ele encontraria naquele lugar... Ao aceitar aquele convite, Mackenzie aceitou muito mais do que esperava. Após aquele final de semana, ele nunca mais seria o mesmo. Todo o seu passado, todas as suas lembranças, as dores que carregava em seu interior, as lágrimas que falavam mais que qualquer palavra... a raiva, o desespero, o sentimento de traição e vazio... Durante todo o final de semana, ele enfrentaria todas as questões que o atormentavam, ao lado de três pessoas que ele já nem sabia se acreditava que existiam.
Quantas pessoas nesta vida podem dizer que tiveram um encontro com Deus? Mackenzie era uma delas. Ele não apenas tivera um encontro com Deus, com aquele que ele considerava um inimigo. Ele também, duvidando da própria sanidade, se via diante daquele de quem um dia ele ouviu falar... do Filho, que se sacrificou numa cruz, muitos e muitos anos antes dele existir. E ainda... do Espírito Santo, o consolador prometido. Naquela cabana, os três o esperavam. Deus, uma mulher negra enorme. Jesus Cristo, um jovem comum com quem Mackenzie sentiu-se imediatamente conectado. E o Espírito Santo, uma mulher pequena e asiática, colecionadora de lágrimas. Seria um sonho? Estaria ele louco? Estaria ele... morto?
"Não sou quem você acha, Mackenzie - As palavras dela não eram raivosas nem defensivas."
- Eu própria estava com a minha fé profundamente abalada quando este livro chegou às minhas mãos. Já nem lembrava o que era sorrir, o que era acreditar. Estava cansada de religião, cansada daquela visão que as igrejas me passavam. De um Deus que eu deveria temer, no sentido de realmente ter medo. De um Deus que parecia se preocupar apenas em punir as pessoas por suas falhas, por seus pecados. Eu me sentia sozinha e muito ferida. Meu mundo estava desabando e não parecia existir saída. Tudo o que eu tinha sonhado estava se desfazendo. Me sentia no fundo do poço, querendo implorar a Deus por ajuda, mas sem forças para isso. E sem acreditar que Ele fosse realmente me escutar. Sem acreditar que Ele se importasse. Meu relacionamento com Deus sempre tinha sido complexo, mas eu nunca tinha me sentido tão abandonada como naquela época. E então... A Cabana.
"Você vê a dor e a morte como males definitivos, e Deus como o traidor definitivo, ou talvez, na melhor das hipóteses, como fundamentalmente indigno de confiança. Você dita os termos, julga meus atos e me declara culpado."
- A Cabana é um livro de ficção, sem nenhuma intenção de apoiar uma outra religião. É a história de um homem que perde aquilo que tinha de mais precioso e que é obrigado a não só lidar com a dor da perda, da saudade, mas também com a culpa que insiste em persegui-lo. A culpa por não ter estado ao lado da filha. Por ter sido incapaz de protegê-la do mundo e... protegê-la de Deus. É a história de um homem golpeado pela vida, traído por aqueles que deveriam cuidar dele quando ainda era criança... que teve sua infância arrancada brutalmente dele e teve que se virar sozinho num mundo mais do que disposto a destruí-lo. Alguém que tinha medo de confiar e mesmo assim se entregou ao amor. Alguém que se reaproximou de Deus apenas para sofrer o pior golpe possível. Alguém que, como muitos de nós, ao estar tão profundamente magoado, culpou a Deus por tudo de ruim que lhe aconteceu, culpou a Deus por não ter protegido a sua filha. Ele poderia ter impedido a morte de Missy, então por quê? Por que permitiu que uma garotinha inocente fosse assassinada? Por quê? Por que não fez nada?
"- Não, eu amo Papai, quem quer que ela seja. Ela é incrível, mas não é nem um pouco como o Deus que eu conheço.
- Talvez sua ideia de Deus esteja errada.
- Talvez. Simplesmente não vejo como Deus pudesse amar Missy com perfeição."
- A Cabana é uma viagem para dentro de nós, para a parte mais necessitada do nosso coração. Ao lado de Mackenzie, Elousia, Jesus, Sarayu e, ainda, a Sophia, nós somos obrigados a enfrentar sentimentos que muitas vezes não temos coragem de deixar vir à tona. Dúvidas e mágoas, arrependimentos, lembranças... É uma história que nos toca a alma e faz com que muitas lágrimas rolem. Lágrimas pela Missy, lágrimas pelo Mackenzie, por aquela família em pedaços... lágrimas por nós mesmos e pelas diversas pessoas que são vítimas da crueldade de outros seres humanos. Choramos pelo que não podemos mudar. Choramos pela esperança, por mais remota que seja, de que algo um dia mude... que este mundo venha a ser melhor. E choramos... também pela linda visão de Deus que este livro nos passa. Uma imagem distante daquela pregada nas igrejas que eu conheci, limitada pela religião. Neste livro, as limitações se rompem. Vemos Deus de uma maneira linda e confortante. Da maneira que eu sempre quis ver. Da maneira que eu acredito que Ele seja. Um Deus que é puro amor. Um Pai que não abandona os seus filhos e não está interessado em sair punindo todo mundo, sendo sempre um juiz e julgando a todos por suas falhas. Um Deus que ama e jamais ignora a nossa dor. Que está sempre ao nosso lado, passando por tudo com a gente.
"- Mack, ela jamais esteve sozinha. Eu nunca a deixei. Nós não a deixamos sequer por um instante. Eu não poderia abandoná-la, nem você, assim como não poderia abandonar a mim mesmo."
- É muito difícil falar desta história. Expressar tudo o que sinto... o quanto ela é importante para mim. Existem livros dos quais não conseguimos falar. Livros que se tornam tão especiais que nos roubam as palavras. Sempre falei desta história para as pessoas, sempre insisti para que a lessem, mas nunca consegui colocar em palavras tudo o que sinto, o tanto que ela mexeu comigo, com as minhas emoções, com as minhas crenças. O quanto ela me transformou e confortou. Chorei demais lendo este livro. Choro sempre que me lembro dos momentos que passei ao lado dos personagens, de tudo que aprendi com eles.
Não concordo completamente com a frase que diz que somos aquilo que lemos. Leio muita coisa.kkkkkk... E não sou tudo que leio. Mas, não tenho dúvidas, que os livros são capazes de nos modificar. Não tenho dúvidas que existem histórias que nos atingem de tal modo que nunca mais somos os mesmos. A Cabana é um destes livros.
"Você já notou que, em sua dor, presume sempre o pior a meu respeito? Estive falando com você durante longo tempo, mas hoje foi a primeira vez que você pôde ouvir."
- Este é um livro que jamais me cansarei de recomendar. É uma história que deve ser lida com o coração, de mente aberta e livre de religiões e pré-conceitos (sim, eu quis escrever exatamente assim). Quando indico a história para alguém sempre digo que, enquanto durar a leitura, ela deve manter afastado aquilo que aprendeu com a religião (seja qual for a religião) e apenas ler o livro. Mais nada. Só ler. Com o coração. Porque, como eu disse antes, ainda que defenda a Trindade e tenha ensinamentos que nos recordam os ensinamentos cristãos, esta história não é sobre religião. É sobre Deus. Amor. Perdão. Recomeço.
"- Por favor, perdoe-me - disse finalmente.
- Já fiz isso há muito tempo, Mack. Se não acredita, pergunte a Jesus. Ele estava lá."
- Eu não quero contar tudo sobre a história. Não falei nem metade de toda a experiência que Mack tem em seu encontro com Deus. Nem se eu quisesse saberia colocar em palavras tudo aquilo. É forte. É lindo. E vocês só poderão ter uma ideia de como nos toca lendo o livro ou assistindo o filme. Sim. Agora irei falar do filme. :)
Quando eu soube que este livro viraria filme mal pude conter a emoção. Foram gritos, pulos, danças e mais gritos. Quis dividir a notícia com todo mundo, ansiando para que o tempo passasse mais rápido para que eu pudesse assistir logo o filme.rsrs E então, o livro foi relançado. Com a capa do filme. Claro que corri para a livraria e com um imenso sorriso no rosto, adquiri o meu novo exemplar, que contém uma nota do autor sobre os dez anos da história e cenas do filme. E tudo o que mais queria era que o filme chegasse logo ao Brasil. Estava cheia de medo de terem estragado a história, confesso. Mas nada me tirava a esperança de que talvez, apenas talvez, tivessem conseguido captar a essência do livro.
O lançamento foi no dia 06 de abril. E no mesmíssimo dia eu estava lá, mal conseguindo me controlar. rsrsrs... A sessão era a do último horário e eu pensei comigo mesma: "Não vai ter quase ninguém na sala. Já está tarde e o filme nem foi muito divulgado." Entrei, escolhi meu lugar e tentei me concentrar em esperar o filme começar. Mas aí... as pessoas foram entrando. E quando olhei para os lugares... a sala estava lotada. Com um sorriso no rosto e um sentimento incrível, esperei. Assim que o filme começou eu soube: ele iria superar todas as minhas expectativas.
Ainda que eu não tivesse lido o livro antes, teria me emocionado. Do início ao fim, a história nos envolve. As cenas mais importantes, mais delicadas e fortes do livro estão todas ali, interpretadas de maneira brilhante pelos atores que dão um show de sensibilidade e talento. Quanto mais eu via mais emocionada ficava. Chorava pelas cenas e também chorava de felicidade por terem tido todo o cuidado de passar a mensagem do livro. Por terem sentido a história, entrado nos personagens, por nos fazerem sentir tudo aquilo com eles, numa das experiências mais lindas da minha vida.
Já vi muitos filmes maravilhosos. Filmes que recordarei para sempre com carinho. Mas poucos foram os que conseguiram me atingir como a adaptação de A Cabana. Cada cena é construída de maneira cuidadosa, cada diálogo, cada lembrança dos personagens... a construção do relacionamento do Mackenzie com Deus, seu amor pela filha, seu sofrimento, sua depressão. Tudo é construído de maneira perfeita, de forma a nos levar para dentro do filme, para dentro da vida do protagonista. E quando a cena mais impactante do livro e do filme é mostrada... Nossa! A sala foi às lágrimas! Eu me abracei em prantos e podia escutar outras pessoas chorando juntas. Todos fomos atingidos pela emoção daquele momento. Nem o livro conseguiu mostrar com tanta verdade a dor do protagonista como o filme mostrou naquela cena especial e dolorosa.
Se recomendo o filme?! Para todos!!! Para quem leu o livro e amou, para quem leu o livro e odiou. Para quem pretende ler a história e até para quem já decidiu que jamais irá ler. Acredito que o filme merece uma chance. Mesmo se você não tiver lido o livro. Pense nele como um filme como vários outros. Um filme que você simplesmente decidiu ver, sem expectativas. Deixe que ele te surpreenda. :)
Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas.
Em O Símbolo Perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo.
Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.
Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian.
Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico.
O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está.
Palavras de uma leitora...
- Sim, vocês não estão enganados. Esse texto enorme logo acima é a sinopse da história. O que vem escrito na contracapa do livro. Portanto, não há a menor necessidade de eu fazer um resumo, certo?rsrs Seria repetir o que a sinopse já deixou bem explicado. O resumo está bem completo, por isso partirei logo para a minha opinião sobre a história. :)
"O conhecimento é uma ferramenta e, como todas as ferramentas, seu impacto está nas mãos do usuário."
- Uma grande verdade, não é mesmo? Antes de ler O Símbolo Perdido, eu já tinha lido três outros livros do autor: Anjos e Demônios, O Código da Vinci e Fortaleza Digital. Os dois primeiros, protagonizados por Robert Langdon, protagonista também deste livro. E uma coisa que aprendi é que as histórias do Dan Brown nunca são simples. São livros que não dá para você ler "na correria" sem estar atento aos menores detalhes que podem fazer uma grande diferença para a mensagem que ele realmente quer passar, a reflexão que ele quer que façamos. São sempre suspenses de tirar o fôlego, com códigos que precisam ser desvendados urgentemente antes que acontecimentos de proporções gigantescas ocorram, cheios de assassinatos que gelam nosso sangue, com assassinos que possuem a mente para lá de perturbada... mas são também livros que têm como temas centrais assuntos polêmicos, que mexem com nossas ideias, crenças, religião... que batem de frente com nossa fé e nos fazem refletir muito durante e após a leitura. E creio que é exatamente por isso que sou fã do autor, que adoro seus livros.rsrs... Ao longo da vida, aprendi a ter a mente aberta, a reconhecer que estou num constante processo de crescimento e que aprendemos dia após dia, ano após ano e assim por diante... Não somos os donos da verdade. Não sabemos tudo e, sinceramente, jamais saberemos. Reconheço que nada sei, mas jamais desistirei de aprender. Ler os livros do Dan Brown com a mente fechada é uma total perda de tempo, na minha opinião. O Símbolo Perdido pode ser "precioso", recheado de necessárias lições quando realmente o lemos. Sem pré-conceitos.
"[...] uma única palavra, quando mal compreendida, é capaz de reescrever a história."
- Durante a leitura cansei de me perguntar se o Robert Langdon possui várias vidas. E quantas ele já terá desperdiçado.kkkkkk... Nos livros anteriores, a morte parecia persegui-lo, mas nada comparado ao que ele teve que enfrentar neste livro. Meu coração quase parou em determinada cena. O choque foi enorme. E eu realmente não fazia ideia de como aquela situação poderia ser consertada.
"Alguém ouve nossas preces? Existe vida após a morte? Os seres humanos têm alma? De forma inacredtiável, Katherine havia respondido a todas essas perguntas e a outras também. Respostas científicas. Conclusivas. Usando métodos irrefutáveis. Até mesmo os mais céticos ficariam convencidos pelos resultados de suas experiências. Caso essas informações fossem publicadas e divulgadas, uma mudança fundamental iria se iniciar na consciência humana. Eles começarão a encontrar o caminho. A última missão de Mal'akh naquela noite [...] era garantir que isso não acontecesse."
- De um lado, uma cientista brilhante, dedicada a um estudo secreto, envolvendo ciência noética, que tem o poder de provocar uma grande transformação na forma como encaramos o mundo, o potencial da mente e a vida após a morte. De outro... um assassino cruel, extremamente perigoso e descontrolado, disposto a fazer o que for preciso para destruir a pesquisa de Katherine e... toda a sua família. E Katherine terá que usar toda a sua inteligência e força de vontade para escapar da morte que há anos ele vem reservando para ela.
"Há aqueles que criam... e aqueles que destroem."
- Não foi difícil para mim descobrir certos "segredos" da história. Embora tenha se passado mais ou menos seis anos desde que li um livro do autor, ainda me lembro de suas histórias e sei o quanto ele aprecia colocar determinadas situações em seus livros.rs Por isso, muito antes do autor revelar um segredo impactante, eu já sabia o que era.kkkkkkk... Não me surpreendi. Mas isso não diminuiu de modo algum o peso de tal revelação. Por mais comum que isso já tenha se tornado neste mundo em que vivemos, ainda fico chocada quando me deparo com histórias em que coisas assim ocorram. É difícil de aceitar. E é muito triste.
"A ciência atual não estava propriamente fazendo 'descobertas', mas sim 'redescobertas'. Era como se a humanidade um dia tivesse compreendido a verdadeira natureza do Universo, mas a houvesse deixado escapar... e cair no esquecimento."
- Há livros que nos fazem perder tempo... mas há também livros que nos acrescentam, que nos fazem ganhar tempo. O Símbolo Perdido se encaixa na segunda categoria. Como eu disse no início, apenas se lido com a mente aberta. E eu recomendo muito a história para quem já conhece as obras do autor, já está acostumado com suas histórias e sua "ousadia". E também recomendo para todos que querem ler um bom livro, que envolva suspense, mistérios, códigos, símbolos, ciência, religião...
"Às vezes uma lenda que dura muitos séculos... tem um motivo para durar."
- Gostaria muito de colocar o trecho da página final da história aqui. Mas não vou colocar porque seria "falar demais".kkkkkk... É um dos meus trechos preferidos da história. E é também uma verdade que insistimos em esquecer...