21 de setembro de 2021

A Escolha da Paixão - Carol Marinelli


Literatura Inglesa
Título Original: Sicilian's baby of shame
Tradutor: Rafael Bonaldi
Editora: Harlequin
Edição de: 2018
Páginas: 187 (Kindle Unlimited)

26ª leitura de 2021 (19ª resenha do ano)

Sinopse: Seduzida, humilhada e grávida! Sophie sempre quis trabalhar no hotel Grande Lucia. E sabia bem quais eram as regras. Contudo, quando foi entregar o serviço de quarto para Bastiano, um magnata sem coração, ficou tentada a assumir o risco de entregar seu corpo a ele. Bastiano é um homem sem escrúpulos, disposto a tudo para alcançar seus objetivos, mas tem uma crise de consciência quando Sophie é demitida pela indiscrição dos dois e desaparece. Com os pensamentos preenchidos pela preocupação, Bastiano decide se assegurar que ela está bem. Quando a encontra, descobre que Sophie está trabalhando em um bar para um homem perigoso, foi deserdada e está grávida... do seu filho! Rejeitado pela própria família, Bastiano está determinado a assumir a criança... e seduzir a teimosa Sophie até que ela aceite usar sua aliança!




Quando um livro faz bem ao seu coração, ele é completamente digno de 5 estrelas. Todos os critérios são preenchidos.rs

Feliz. Foi assim que me senti ao terminar esta leitura. Não, o livro não é perfeito, possui algumas falhas, mas me fez bem. Me fez feliz. Me provocou sorrisos e lágrimas. Esqueci o mundo e não larguei a história até terminar de lê-la. Este livro mexeu com meu coração. Eu sentia quando os personagens sofriam. Sorria como uma boba quando estavam contentes... Simplesmente me envolvia por inteiro com as emoções deles. 

Tudo foi rápido e intenso. Por ser um livro de menos de 200 páginas, ele te joga do céu ao inferno quase ao mesmo tempo. Num instante, você está sorrindo, apaixonada pela paixão que une os protagonistas. Amando amá-los... (Apaixonada pela paixão, amando amá-los... Você está boba hoje, né, Luna? Sim!!! De tão feliz por CULPA da história!) e no instante seguinte acontece algo para te fazer chorar. Confesso que não esperava por aquilo e não sei quem ficou com o coração mais ferido, se a mocinha ou eu.kkkkkk Realmente chorei com a cena. Senti raiva e muita tristeza. E demorei mais tempo do que ela para perdoar.kkkkk

Neste livro temos a história de dois personagens muito fortes, daqueles que não conhecem o significado da palavra "desistir". Não se conformam com destino, não permitem que decidam o que podem ou não fazer, que futuro irão ou não ter. Tomam as rédeas de suas próprias vidas e constroem seus próprios caminhos, mesmo que isso signifique sofrer e perder até chegarem onde desejam. 

Sophie era uma jovem de 24 anos que cansou de viver a vida que seus pais e irmãos queriam. Foi obrigada a parar de estudar porque seu pai arranjou um emprego para ela numa padaria, ainda em sua adolescência. Tudo era sempre conforme a vontade deles e o mais absurdo foi escolherem até mesmo com quem ela iria se casar. Na cabeça deles, Sophie tinha que aceitar calada e com um sorriso doce no rosto, mesmo que seu futuro marido tivesse mais que o dobro de sua idade e planejasse mantê-la sempre grávida. 

Sem alternativa, ela fugiu de casa e da única realidade que conhecia e foi morar em Roma, mesmo sem ter um teto ou trabalho. Acabou por arranjar um emprego como camareira num grande e famoso hotel, que para ela era mais que um sonho: não recebia nenhuma maravilha de salário, mas era suficiente para dividir o aluguel com outras duas jovens e ter a independência que tanto buscava. Seu emprego a fazia feliz, pois a equipe inteira era gentil e se tornou uma espécie de família para ela. Se dava bem com quase todo mundo, até mesmo com os hóspedes. Sua única tristeza era não ser perdoada pelos pais, mas sabia que tinha feito a escolha certa. Não iria se casar por conveniência e condenar a si mesma a uma vida submissa a um homem que já detestava... Casaria apenas por amor e levaria a vida que bem entendesse. 

Bastiano Conti era um bilionário que tinha conhecido a pobreza e a rejeição por toda sua infância e adolescência. Tendo perdido a mãe ao nascer e sem saber quem era o seu pai, foi "acolhido" pelos tios maternos contra a vontade deles, apenas por obrigação. Qualquer presente ou guloseima era sempre dada aos filhos de seus tios e nunca dividido com ele. Sempre deixavam claro o quanto era um estorvo e que nunca seria querido por ninguém. 

Mesmo contra a vontade de sua família, fez amizade com Raul, um menino que também vinha de um lar problemático, cuja mãe era vítima de violência doméstica. Eles dividiam seus sonhos e frustrações e acreditavam que seriam amigos para sempre, até que uma grande tragédia os separou, transformando-os em inimigos... Uma inimizade que persistiu pela vida adulta e motivou até mesmo as suas escolhas de negócios. 

Foi por isso que Bastiano se hospedou no Hotel Grande Lucia, disposto a comprar o hotel apenas para frustrar os planos de Raul... e lá acabou conhecendo Sophie... alguém bem diferente de qualquer pessoa que já tivesse passado por sua vida. Ela era tão espontânea e sorridente, tão verdadeira e crédula... Por um dia resolveu ser o que ela acreditava que ele fosse. Uma relação com ela jamais teria futuro, mas poderia se permitir um dia... Apenas um dia sem ser o homem que todos desprezavam. 

"- Eu sinto como se conhecesse você - disse ela."

Mas os momentos de paixão, entrega e sorrisos não demoram a ter um amargo fim... Levando Bastiano de volta ao mundo de frieza e vazio que conhecia e fazendo Sophie conhecer a dor de ter seu coração feito em pedaços pela pessoa em quem escolheu confiar. Porém... quando o sentimento é mais forte que a vontade de duas pessoas feridas pela vida.... algumas pontes podem ser reconstruídas. 

Eu não sou a maior fã de histórias nas quais os casais acabaram de se conhecer e já vão para a cama e "do nada" estão apaixonados. Geralmente são histórias que parecem muito fúteis e se desenvolvem com aquela coisa de glamour, arrogância e humilhação: mocinho podre de rico, mocinha que fica deslumbrada pelo mundo dele, mocinho que pisa na mocinha por ela ser pobre e a tonta que aceita ser maltratada para depois ele dizer que sempre a amou. Geralmente essas histórias seguem esse caminho. E falo com conhecimento, pois já li centenas (sim, realmente centenas!) de livrinhos assim, já que os romances de banca sempre fizeram parte da minha vida e mesmo minhas autoras preferidas do gênero amam enredos do tipo.  Mas a Carol Marinelli conseguiu pegar uma trama já "batida" e escrever de uma forma que tornou tudo muito envolvente e nos fez acreditar na forma natural como aconteceu. Nos fez acreditar nos personagens, nos sentimentos deles, em como tudo aconteceu. 

"Sophie chegara sem aviso. Entrara no palco da vida dele, mas havia muitos escombros por ali, muitos danos, e ele não sabia como arrumar tudo."

Eu fiquei encantada já nas primeiras páginas! Sophie é aquele tipo de pessoa (sim, vou chamá-la de pessoa!) que faz sorrir todos que a conhecem. Ela se permite ser ela mesma em qualquer ambiente. Ser livre, ser feliz. Não se consumir por tristezas, mas se permitir ver o que de bom tem em cada dia. E embora tenha sido treinada para falar apenas o estritamente necessário com os hóspedes... ela não consegue.rs É assim que seu caminho se cruza com o de Bastiano. Ele tinha acordado de mal com a vida, com uma baita ressaca e Sophie foi levar o serviço de quarto, embora geralmente não ficasse responsável por aquele andar. Mas estava fazendo um favor para outra camareira e agiu da maneira espontânea que era sua característica. Bastiano acabou encantado com sua personalidade, com seu sorriso, com a forma como ela se preocupou com ele como pessoa e não como alguém que tinha dinheiro e era um hóspede. Ela o tratou como igual, mesmo sabendo que não eram.  

Antes que eles percebessem... estavam conversando. Contando coisas um para o outro e isso era totalmente surreal, inesperado. Um tanto louco, pois eram desconhecidos. Uma das primeiras cenas que amei foi quando ela desceu, pois seu turno tinha encerrado e passou na cozinha do hotel para comer alguma coisa deliciosa antes de ir para casa e quando o chef lhe ofereceu um brioche que tinha acabado de sair, ela resolveu fazer um prato para o Bastiano e levar até seu quarto, pois sabia que o café da manhã "chique" que ele próprio tinha pedido não o agradou. O que amei foi que ele ficou tocado pelo gesto dela e a convidou para tomar o café da manhã com ele, e ela sentou ao lado dele na cama com a maior naturalidade e voltaram a conversar como se não fossem camareira e hóspede, mas dois amigos que tivessem se reencontrado.kkkkk 

Claro que a química começa, né? Quando ela decide ir embora, pensa em como gostaria que sua primeira vez fosse com alguém de quem ela tivesse gostado como gostou dele. Sabia que não era amor nem nada, mas tinha prometido a si mesma que perderia a virgindade quando quisesse e com quem ela sentisse vontade. Que seria uma escolha sua. E ela queria muito escolhê-lo... 

"[...] Estou me guardando para alguém que eu queira, na hora que eu quiser."

As coisas acabam seguindo esse rumo. E tudo é tão... Suspiros... Eu amei! Amei o quanto ele se importou com ela, amei como eles realmente pareciam se conhecer, embora nunca antes tivessem se visto. Me apaixonei por tudo ter sido mais que sexo, por ter tido cumplicidade, sorrisos, brincadeiras, conversas... A cena na banheira foi bem divertida! Ela não foi um caso de um dia para ele, por mais que ele tentasse se convencer que sim. E quando tudo terminou... Eu chorei. Chorei muito. De verdade.

O relacionamento não acaba exatamente naquela noite, como a sinopse dá a entender, mas não vou contar como tudo acontece. Só que o momento da separação, que eu nunca imaginei que seria daquele jeito, foi extremamente doloroso. O motivo do Bastiano foi forte, mas eu não esperava que ele fosse agir assim com ela. Justamente com ela! E depois ele sente raiva de si mesmo por ter dado tanta importância a algo que o fez perdê-la. É complicado. Porque nós leitores sabíamos de algo que ele não sabia e é meio injusto eu esperar que ele SOUBESSE, que ele simplesmente acreditasse nela. Mas a verdade é que eu queria que ele tivesse acreditado e ponto final! Dane-se que a conhecesse há pouco tempo! Ele tinha que ter confiado nela. E eu fiquei destroçada. A Sophie leva tempo para perdoá-lo, mas ainda considero que poderia ter demorado mais.kkkkkk Eu sei que ele sofreu. Sei que ele tentou consertar as coisas, sei que jamais se considerou superior à ela nem nada. Que a respeitava, que se preocupava, que queria o bem dela. Mas eu estava com raiva! E quando estou assim quero que os mocinhos sofram mais do que as autoras permitem.rs 

"Jamais vou me esquecer de você."

A relação deles é muito linda. A forma como se reencontram... Como ele nunca deixou de pensar nela. Como se preocupava até com as menores coisas. Eu amei muito o Bastiano. Ele é um mocinho digno de ser chamado assim. O erro dele não apaga tudo o que ele e Sophie construíram neste livro. Ele assumiu seu erro, tentou realmente consertar tudo, ser uma pessoa melhor por ela e pelo filho que iria nascer (a sinopse já revela a gravidez, então não é spoiler). Foi impossível não amar este casal! Eles me conquistaram por completo! 

Já viram que se pudesse eu ficava aqui o dia inteiro falando sobre a história, né?!rsrs É delicioso amar uma história, poder esquecer da vida... Poder apenas esquecer tudo e me dedicar por inteiro ao mundo dos personagens. E encontrar no livro tantos motivos para sorrir. Suspiros...

Somente após terminar a leitura foi que eu descobri que o livro faz parte de uma série e que provavelmente comecei pelo último.rs Não está identificado como série na capa nem nada, mas existem dois livros que têm ligação com ele, cujas histórias acontecem simultaneamente, mas têm seus desfechos antes desta:

Inocente Mistério - Harlequin Paixão 497 (conta a história do Raul e da Lydia)
Amante do Deserto - Harlequin Paixão 498 (conta a história do Alim e da Gabi)

A ligação com A Escolha da Paixão se dá porque Raul é amigo/inimigo do Bastiano e Lydia foi a mocinha com quem ele pretendia se casar. Alim também é amigo do Bastiano e Gabi é melhor amiga da Sophie. A história dos três casais começa no hotel Grande Lucia, que pertence ao Alim. 




14 de setembro de 2021

O Clube do Crime das Quintas-Feiras - Richard Osman

 


Literatura Inglesa
Título Original: The Thursday Murder Club
Tradutor: Jaime Biaggio
Editora: Intrínseca
Edição de: 2021
Páginas: 400
Série O Clube do Crime das Quintas-Feiras - Livro 1

25ª leitura de 2021 (18ª resenha do ano)

Sinopse: Fenômeno editorial que o mundo não via desde o lançamento de Harry Potter, O Clube do Crime das Quintas-Feiras é um exemplo concreto de como uma história de mistério e assassinato pode ser extremamente engraçada.

Toda quinta, em um retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra, quatro idosos se reúnem para ― segundo consta na agenda da sala de reunião ― discutir ópera japonesa. Mas não é bem isso que acontece ali dentro. Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron usam o horário para debater casos policiais antigos sem solução, confiantes de que podem trazer justiça às vítimas e encontrar os responsáveis por algumas daquelas atrocidades do passado.

Com todos os integrantes acima dos setenta anos, o Clube do Crime das Quintas-Feiras não é a equipe de detetives mais convencional em que se conseguiria pensar, mas com certeza está mais do que acostumada a fortes emoções. Afinal, Joyce foi enfermeira por décadas, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos em situações dificílimas, Ron era um reconhecido líder sindical e Elizabeth... bom, digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosas não eram nenhuma novidade para ela.

Quando um empreiteiro local com projetos bastante questionáveis na cidade aparece morto, o grupo tem a oportunidade de seguir as pistas de um caso atual. Apostando em seus semblantes inocentes e habilidades investigativas estranhamente eficazes ― além de trocas de favores clandestinas com a polícia, que, apesar de todos os esforços, parece estar sempre um passo atrás de seus colegas amadores ―, os quatro amigos embarcam em uma aventura na qual as mortes do presente se entrelaçam com antigos segredos, e em que saber demais pode trazer consequências perigosas.




Eu fiquei com muitas dúvidas entre dar 3 ou 4 estrelas ao livro. Estava mais inclinada a dar 3 estrelas, mas o fato da história ter me comovido tanto em sua reta final me fez mudar de ideia...

Foi graças ao grupo de leituras coletivas no Telegram que eu aceitei ler este livro que nem sequer estava na minha lista de futuras leituras. Ainda não tinha ouvido falar sobre ele e sua sinopse me pareceu no mínimo interessante, diferente do que estava acostumada a ler em suspenses ou romances policiais. 

O fato da sinopse mencionar que ele é um "fenômeno" me faz questionar se li o livro de maneira errada ou se apenas faço parte da minoria que não ficou 100% apaixonada pela história nem pelos personagens. Que o considerou até mesmo bem fraco tanto para um romance policial quanto para uma comédia, pior ainda para uma mescla dos dois! Mas, como eu disse, o livro ganhou 4 estrelas por ter me emocionado no final. Não pelo desfecho, pela revelação do assassino, mas sim por outros motivos bem diferentes. 

Não vou fazer um resumo detalhado do livro, pois a sinopse é bem completa e eu apenas acabaria repetindo muito do que já consta nela. Bem... Aqui nesta história temos quatro idosos que querem curtir o tempo que lhes resta de vida da melhor forma, ter o merecido descanso, lazer, depois de tantas décadas seguindo regras e trabalhando muito. Como parte da nova fase de suas vidas, está o clube do crime das quintas-feiras, que consiste basicamente em reuniões semanais para discutir casos antigos jamais solucionados. E nada poderia ser mais emocionante do que um assassinato recente, de alguém conhecido, para movimentar um pouco as coisas. 

Os quatro (Elizabeth, Joyce, Ibrahim e Ron) decidem assumir o trabalho da polícia e descobrir quem teve motivos e oportunidade para cometer o assassinato. E, para deleite deles, outro homicídio acontece, talvez tendo suas raízes num passado bastante distante... Com a ajuda de "fontes" e "contatos" que só eles possuem, estão dispostos a provarem que ainda podem ser muito úteis e se divertirem enquanto investigam. 

Eu não detestei a história. Nada disso. Gostei sim de vários momentos, não foi uma leitura que quis abandonar nem nada. Mas também não me deixava ansiosa pelo próximo capítulo, entende? Eu não me empolguei, não fiquei ansiosa para desvendar os segredos nem descobrir o assassino. É um livro que eu bem poderia passar sem ler, pois nem sequer me conectei aos personagens, exceto pela Joyce, que é a única no livro todo que posso realmente dizer que gostei. Pelos outros não senti absolutamente nada... e aqui tenho que mencionar novamente uma exceção, embora diferente: Elizabeth. Não a amei, nem gostei realmente dela como da Joyce... na verdade, foi uma personagem que em certas situações me provocou antipatia. Que queria controlar tudo e todos, que me parecia que só se importava em ser ela a decidir, em ser ela a resolver... Talvez eu tenha feito uma leitura equivocada e injusta da personagem, mas infelizmente foi essa a impressão que ela provocou em mim. Eu até me diverti com a personagem, até mesmo gostei um pouquinho dela, mas no fundo, no fundo não gostei.rsrs

E o que motivou as 4 estrelas? O passado do misterioso padre, Bernard, John e Penny, personagens que não possuem protagonismo no livro, mas que acabam tocando nosso coração de uma forma... Não posso falar muito deles, pois corro o risco de soltar spoilers, mas posso dizer que eu fiquei muito emocionada e mudei de ideia sobre as três estrelas por causa deles. 

Foi um tanto difícil concluir esta leitura, e nem foi por conta do livro em si, mas por ter perdido meu avô para a Covid-19 enquanto estava com a leitura em andamento. Foi complicado ler um livro protagonizado por idosos com mais de 70, 80 anos, sabendo que essa doença maldita o levou com apenas 68 anos. Alguém que sempre foi forte, que amava trabalhar, que acreditava que sobreviveria à essa doença e tinha tantos planos para sua vida... Ele tomou as vacinas. Estava se cuidando, mas de alguma forma o vírus o atingiu e o levou embora. Enquanto a maior parte da população não estiver totalmente vacinada, casos assim ainda serão "normais". É muito triste. Dói muito. 

Vacine-se! Não só por você, mas por quem você ama. Até mesmo por quem talvez você nem conheça. Apenas pare para pensar que mesmo pegando o vírus e tendo a sorte de não possuir sintomas, você pode transmitir para alguém que não só pode ficar em estado grave, mas morrer. Por isso, além de se vacinar, mantenha o distanciamento social o máximo possível, use máscaras, álcool! Se cuide por você e pelos outros! Milhões de pessoas já morreram por causa desse vírus. MILHÕES DE PESSOAS! Mais de 500 mil só no Brasil. Não são números, são seres humanos. Famílias destroçadas. Sonhos interrompidos. Grávidas que partiram com seus bebês ou deixaram seus recém-nascidos órfãos. Crianças, adolescentes, homens e mulheres, idosos... pessoas de todas as idades, com ou sem comorbidades, ricas ou pobres. Eu evito falar de Covid aqui no blog. Quero que o blog seja um lugar de refúgio, de prazer, mas tem hora que não dá, gente! Quando vejo notícias de aglomerações inacreditáveis em plena pandemia, quando pessoas desfilam por aí sem máscara como se tudo estivesse bem e perfeito... Não dá! Sinto vontade de gritar. De gritar muito. E uma desesperança enorme em relação aos seres humanos. 




7 de setembro de 2021

Livros lidos e não resenhados - Julho e Agosto de 2021

 


Livro sobre livros
Editora: Sextante
Edição de: 2020
Páginas: 240
20ª leitura de 2021

Sinopse: “Espero que estas páginas sirvam para inspirar e incentivar você a compartilhar comigo a paixão pelos livros e pela leitura. Tenho certeza de que não vai se arrepender.” – Antonio Fagundes

Antonio Fagundes é um dos artistas mais queridos do Brasil. Este é o seu primeiro livro.

Leitor voraz, ele sempre falou com naturalidade sobre livros e a experiência de leitura. Não por acaso, muita gente vem pedir a ele sugestões de títulos e autores. A partir dessas experiências nasceu a ideia para este livro: uma reunião de histórias pessoais e recomendações de leituras, em diversos gêneros.

Fascinado por livros desde a infância, Antonio Fagundes conta, numa conversa informal, histórias deliciosas de sua vida de leitor. De quebra, indica mais de 150 títulos, para todos os gostos.

De ficção científica a histórias de amor, passando por história do Brasil, distopias e romances policiais, ele comenta suas impressões, seus autores preferidos, e suas leituras inesquecíveis.

Pode ter certeza: tem um livro aqui que você vai gostar.





Desde que assisti a novela Bom Sucesso e me encantei com o personagem Alberto, vivido por Antônio Fagundes, eu admiro ainda mais esse brilhante ator. Saber que não se tratava apenas de um papel, descobrir que ele sentia uma paixão como a do Alberto na vida real, que amava a literatura e nunca saía sem um livro, me fez vê-lo com ainda mais carinho e passei a segui-lo no Instagram, onde ele sempre fala de livros e lê poesia (sim, vocês sabem que amo poesia!). Me encantam as pessoas que amam os livros! Que têm por eles esse mesmo sentimento que carrego no coração, que se perdem entre os personagens e absorvem dos livros tudo de bom que têm a oferecer. Que aprendem com eles e incentivam outras pessoas a entrarem para esse universo tão mágico!

Claro que quando eu soube do lançamento do seu livro, no qual ele contaria um pouco de sua experiência como leitor e quais livros marcaram sua vida, eu já o coloquei na minha lista de desejados. E quando finalmente pude adquiri-lo (na verdade, eu ganhei de presente), decidi passá-lo na frente de outros livros e não me arrependi. Apreciei muito cada instante. Era uma conversa de leitor para leitora. E vocês sabem o quanto é maravilhoso falar de livros. E "ouvir" outra pessoa falando de histórias que já lemos e de outras que gostaríamos muito de ler. 

Algumas das histórias que ele leu eu também já li, mas a grande maioria não. Eu só ia adicionando livro após livro na minha lista de desejados.kkkkkk E vocês não têm ideia de como me senti quando ele falou da Floberla Espanca, a minha poetisa preferida de toda a vida. Ah, gente! Eu me emocionei tanto ao reler o poema "Vaidade". Os poemas da Flor falam muito comigo. 

É isso, queridos! Este é um livro que recomendo muito para aqueles que gostam de ler livros sobre livros, que gostam de acompanhar a experiência de leitura de outras pessoas. Eu amo, então, apreciei demais a leitura!






Literatura norte-americana
Título Original: Origin
Tradutor: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Edição de: 2017
Páginas: 432
Série Robert Langdon - Livro 5

21ª leitura de 2021

Sinopse: NÃO IMPORTA QUEM VOCÊ SEJA NEM NO QUE ACREDITE. TUDO ESTÁ PRESTES A MUDAR.

Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete abalar os alicerces de todas as religiões e mudar para sempre a face da ciência.

O anfitrião é o futurólogo e bilionário Edmond Kirsch, que se tornou conhecido por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. O brilhante ex-aluno de Langdon está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento, algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana: DE ONDE VIEMOS? PARA ONDE VAMOS?

Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.

Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.

Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo onisciente cujo poder parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.

Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.




Início da leitura: 06 de janeiro de 2020. Término: 18 de julho de 2021. 

Sim. Eu passei bem mais de um ano lendo este livro, algo que nunca aconteceu antes. Para falar a verdade, não foi exatamente lendo já que abandonei o livro em maio de 2020 (depois de meses tentando prosseguir) e só retomei a leitura em julho deste ano. 

Eu me obriguei a lê-lo. Não aceitava simplesmente abandonar um livro do Dan Brown, um dos meus autores favoritos, que sempre me fascinou com suas histórias, que eu indicava de olhos fechados. O mesmo autor dos maravilhosos O Código da Vinci, Anjos e Demônios, O Símbolo Perdido, Inferno e Fortaleza Digital (mencionando aqui todos os livros que li dele) não poderia me decepcionar tanto com Origem, cuja sinopse tanto tinha despertado meu interesse. Eu sabia que ele tocaria no tema "religião" mais uma vez, provavelmente de maneira mais polêmica do que em O Código da Vinci (se é que isso é possível!rs) e aguardava com ansiedade, imaginando que novas "revelações" chocantes ele faria.rs Eu já me divertia com antecedência, cheia de expectativas, por isso foi um balde de água fria iniciar a leitura e perceber que o livro não seria nada do que eu esperava. Muito pelo contrário!

Arrastado. Tedioso. Cheio de páginas desnecessárias. Assim é Origem, um livro que prometeu tanto e se tornou minha grande decepção como leitora e fã do autor. Robert Langdon, que protagonizou sua quinta aventura (ele é o protagonista de todas as histórias que mencionei acima, menos de Fortaleza Digital) se apresentou neste livro como um personagem "desgastado", lento, que não é nem sombra do grande personagem que eu tanto amo. Fiquei chocada com a apatia do Robert, com sua incapacidade para pensar como antes! Com a maneira como não conseguia realmente resolver coisa alguma, como passou O LIVRO INTEIRO sem fazer nada que valesse a pena. Foi frustrante ver meu personagem querido assim, tão longe do que sempre foi, tão diferente e acabado. Eu preferia não ter lido esta história. 

O livro, como eu disse, prometeu muito, mas não cumpriu o esperado. Tudo era muito fácil de adivinhar e o autor deu várias e várias voltas para parar no mesmo lugar. Criou cenas que só estavam ali para aumentar o número de páginas, que poderiam ser facilmente cortadas sem retirar o sentido da história. O final foi previsível, estava bastante claro desde antes da metade do livro. Eu terminei a leitura com tristeza por ter que avaliar de maneira desfavorável um livro de um autor favorito, que tantas vezes me encantou com suas tramas bem elaboradas, polêmicas e fascinantes. Fiquei muito decepcionada. Arrasada. Mas é óbvio que pretendo ler outros livros que ele vier a escrever. Um único livro decepcionante não apaga a bagagem imensamente positiva de histórias escritas por ele. E tenho aqui em casa uma outra história dele que é a única que ainda não li: Ponto de Impacto. Vou esperar passar um tempo, para eu esquecer um pouco a frustração que sinto e mergulhar nessa história. 



*Este tipo de post é dedicado aos livros que li em 2021 e por algum motivo não resenhei. O post anterior englobou todo o primeiro semestre, no qual deixei de resenhar três livros. Você pode conferir clicando aqui



27 de agosto de 2021

Deslumbrante - Madeline Hunter


Literatura norte-americana
Titulo Original: Ravishing in Red
Tradutora: Ana Alvares
Editora: Leya
Edição de: 2013
Páginas: 281 (E-book)
Série As Flores Mais Raras - Livro 1

23ª leitura de 2021 (17ª resenha do ano)

Sinopse: Deslumbrante é o primeiro volume da série As Flores Mais Raras. Mais uma apaixonante e sensual saga histórica pela mão inspirada de Madeline Hunter, a rainha do romance. Numa época em que a reputação de uma mulher é o seu bem mais precioso, Audrianna desafia todas as convenções. Ela é uma jovem determinada, independente e disposta a tudo para aniquilar o seu adversário, o convencido Lord Sebastian Sommerhayes. Entre os dois está um homem: o pai de Audrianna, que morreu envolto nas malhas de uma conspiração. Para ela, essa tragédia significou o fim da sua inocência. Para Sebastian, que liderou a investigação, foi apenas uma morte merecida. Audrianna jurou limpar o nome do pai, mas nunca esperou sentir um desejo tão avassalador pelo homem que o arrasou. A busca pela verdade vai levá-la demasiado longe numa sociedade que é implacável perante a ousadia feminina. Ao ver-se mergulhada num escândalo que pode ser fatal, Audrianna tem apenas uma inconcebível opção.




Sim, eu sei o que disse na resenha de Segredos de um Pecador.rsrs Mas não sou culpada por ter encontrado este e-book por um preço imperdível na Amazon (uma promoção daquelas que passam num piscar de olhos!) e a sinopse ter me atraído. Paguei menos de quatro reais em Deslumbrante e inacreditáveis trinta centavos em Provocante, segundo livro da série. Minha única decepção foi descobrir logo em seguida que não se tratava de uma duologia e sim uma série com quatro livros, tendo apenas os dois primeiros sido publicados no Brasil pela editora Leya. O que significa que sabe-se Deus quando conseguirei ler os dois últimos!

Eu não seria louca de criar grandes expectativas depois de ter tido tantos altos e baixos com a série Os Rothwells. Só queria mesmo iniciar uma leitura que nem fazia parte da minha lista e ver no que daria, se me faria relaxar um pouco e esquecer todos os problemas por algumas horas ou se acabaria sendo perda de tempo. Estava disposta a dar uma chance e confesso que gostei muito da experiência! Foi uma leitura que fluiu rapidamente e me tirou da "realidade" por tempo suficiente para conseguir dar um descanso para minha mente, que precisava demais de um pouco de paz. 

Em Deslumbrante conhecemos Audrianna e Sebastian. Ela é uma jovem que já passou da idade de se casar e teve toda sua vida destruída por um escândalo que provocou o suicídio do seu pai e um imenso desejo de justiça (e vingança) em seu coração. As acusações terríveis contra seu pai fizeram amigos e conhecidos se distanciarem, até mesmo parentes passaram a virar as costas para sua família e o noivo que jurara amor eterno não se importou nada em terminar rapidamente o noivado e fingir que nunca a conheceu. 

Sufocada pela tristeza da mãe, aceitou o convite para se mudar para a casa de uma prima que ficara viúva e que hospedava outras duas jovens que resolveram viver de forma independente. Tudo ia bem até descobrir, através dos jornais, que um homem que se intitulava Dominó queria marcar um encontro com seu pai, obviamente sem saber que ele estava morto. Decidida a descobrir toda a verdade e limpar o nome de alguém que tanto amou, resolve ir em seu lugar... o que se mostra uma decisão extremamente equivocada. 

Sebastian sabe que boa parte da sociedade não acredita que ele realmente mudou. Que deixou de ser um libertino e um canalha. Mas todos são obrigados a fingir já que, com o acidente que deixou seu irmão incapacitado, ele passa a ocupar seu lugar, mesmo sendo o segundo filho. Mesmo que sua mãe preferisse que fosse ele a ficar preso a uma cama e não seu filho preferido. Ainda assim, assume suas obrigações com responsabilidade e de uma maneira até mesmo implacável, sendo um dos principais "carrascos" do pai de Audrianna, e se tornando o homem que ela possuía todos os motivos para odiar.

Quando lê o estranho anúncio no jornal, decide comparecer ao local que o tal de Dominó escolhera, disposto a também obter algumas respostas. Tal decisão o lança ao encontro de Audrianna e mergulha os dois num escândalo capaz de destruir para sempre qualquer mínima chance que ela ainda possuísse de ter uma vida digna. 

Eu gostei demais desta história! Ela não possui grandes acontecimentos, mas é aquele tipo de livro delicioso de ler, com personagens cativantes (até mesmo os secundários) pelos quais torcemos muito. Eu me apaixonei pelos protagonistas e como quase tudo estava "resolvido" na metade da história (exceto as questões envolvendo o pai dela que ainda eram um mistério e Audrianna e Sebastian admitirem que se amavam) fiquei morrendo de medo de algo muito ruim acontecer para separá-los.kkkkk

Audrianna não é uma mulher à frente do seu tempo, apesar da sinopse dar a entender que sim. Ela passa a viver com a prima, o que era incomum na época (as moças só saíam de casa para o casamento), mas nem por isso deixa de obedecer aos costumes e regras sociais. Admito que ela tenta, mas logo cede ao que é "correto" para não prejudicar as pessoas que ama e a si mesma. Ela não luta muito, entende? Cede bem rápido, então se eu esperasse por uma mocinha daquelas fortes e guerreiras, que querem mudar as coisas e serem livres, teria me decepcionado. Como eu não esperava por nada disso, gostei bastante da mocinha e a aceitei como era: uma jovem que só queria ser amada e feliz no casamento. 

Sebastian não tem nada de libertino, muito menos de canalha. A atração que ele sente pela Audrianna é intensa. Nenhum dos dois se apaixona à primeira vista, mas sentem uma atração inesperada e indesejada até, vez que tecnicamente são inimigos. Todavia, em nenhum momento ele tenta prejudicá-la ou a desrespeita por não considerá-la alguém do seu "nível". Pelo contrário, ele a respeita muito e tenta que as coisas entre os dois corra bem. E isso é uma das coisas que mais apreciei na história: a maneira como um suposto "canalha" é tão mais decente do que vários mocinhos que já tive a infelicidade de conhecer no mundo literário. Claro que ele tem defeitos, mas tem bem mais qualidades. 

Enfim... Recomendo bastante a história para quem quer ler um romance leve e cativante! Já estou doida para ler o segundo livro da série, pois tenho imensa curiosidade em saber como se resolverá o drama entre o amigo do Sebastian e a Lizzie, já que ela fugiu no dia do casamento e se fez de morta desde então, o que inclusive lançou diversas suspeitas sobre o noivo abandonado, que passou a praticamente ser visto como o assassino dela. Eu não o culparia se ele nunca mais quisesse olhar na cara dela, uma vez que ser praticamente acusado de homicídio não é nada legal quando se é inocente. 



Série As Flores Mais Raras

1- Deslumbrante
2- Provocante
3- Sinful in Satin
4- Dangerous in Diamonds




16 de agosto de 2021

Livros que estou lendo - Agosto de 2021

 Olá, meus queridos!


Faz quase um mês desde a última vez que apareci aqui.rs Eu sei que ando um fracasso total como blogueira e leitora este ano, mas espero que vocês possam me perdoar. :) Hoje não quero falar dos problemas que têm me mantido longe daqui... que têm, inclusive, afetado bastante as minhas leituras. Quero apenas falar do que ando lendo. Da loucura que está sendo tentar ler vários livros ao mesmo tempo, algo que eu tinha prometido a mim mesma que não faria mais.kkkkkk Que leria, NO MÁXIMO, dois livros juntos e não quatro, cinco, seis, mil!kkkkk




Só quem é apaixonado pela saga Crepúsculo consegue entender a emoção que é poder ler Sol da Meia-Noite depois da autora prometê-lo por uma eternidade! Ano passado eu até tentei reler os quatro livros anteriores antes de mergulhar nesta leitura, mas por dar prioridade para livros que ainda não tinha lido, acabei abandonando meu projeto pessoal. O que não significa que eu não tenha a intenção de relê-los: irei SIM, e farei um post único para falar dos cinco livros juntos. 

No momento estou no capítulo 10 e cada virar de página me deixa nostálgica. Eu fico lembrando do passado... lembrando MUITO! Isso é bom, mas também é ruim. Porque acabo ficando triste.kkkkk Eu li a saga uns treze anos atrás e a vida seguiu... Muita coisa mudou. E eu nunca fui a maior fã de mudanças. Ler Sol da Meia-Noite me reconecta à garota que fui, ao passado que tive... a tudo que ficou para trás. Eu chego a sentir um aperto no peito sempre que prossigo com a leitura. Porque lembrar é bom, mas dói. 

Contos de Horror do Século XIX é um desafio pessoal. Vocês sabem que não sou fã de histórias de terror, que livros do gênero não aparecem muito por aqui. E também sabem que venho tentando perder o medo, ler de tudo um pouco. Assim, resolvi apostar nesta leitura e confesso que estou gostando bastante. A maior parte dos contos que li até agora não assusta (li nove), não me faz ter pesadelos nem nada.rs Apenas um ou outro realmente me provocou um impactado, como O cone, do H. G. Wells, que me deixou horrorizada. 





Sobre O Clube do Crime das Quintas-Feiras não tenho muito o que falar. Comecei a lê-lo recentemente e ainda estou no capítulo 5. Ele foi o escolhido para leitura coletiva de agosto de um grupo que uns amigos e eu temos no Telegram. 


Dom Quixote está sendo um dos meus maiores arrependimentos literários.kkkkkk É aquele típico "se arrependimento matasse..."rsrs Estou detestando este livro! Comprei o e-book no ano passado numa promoção na Amazon, pois ele fazia parte da minha lista de livros que tenho que ler. Sabe aquelas histórias que decidimos colocar como "obrigatórias" em nossas listas? Eu fiz isso.rs 


No entanto, como é um baita calhamaço, eu sabia que precisaria de uma leitura coletiva para tomar coragem de lê-lo. Aí, através do canal da Tatiana Feltrin eu soube que o Lucas, do Diário de Leitura estava fazendo a leitura conjunta dele e resolvi acompanhar. No início, eu até estava gostando do livro, mas com o decorrer da leitura comecei a ficar estressada. Sinto que o livro anda em círculos, sabe? O autor colocou um monte de outras histórias dentro da história principal e embora fosse interessante antes, o excesso acabou estragando tudo. Mas o que mais me irrita no livro é a maneira como os personagens debocham do Dom Quixote. Aparentemente, ele tem problemas mentais. Essa "loucura" dele que tanto diverte os personagens é uma doença e ver aquela gente rindo, provocando, debochando me deixa com raiva. 


Eu tenho um tio que sofre de esquizofrenia e a crise dele mais recente começou em novembro de 2020 e até agora não passou. É um sofrimento muito grande para ele e para nós que acompanhamos de perto, que cuidamos dele, que muitas vezes não sabemos o que fazer para ajudar, pois as medicações não estão fazendo a crise passar (ele tem períodos mais calmos e outros bem agressivos). Ler Dom Quixote não foi uma boa escolha, pois diversas atitudes do Quixote me lembram o meu tio e isso não me faz bem, principalmente quando os personagens ficam debochando dele.




Las Fuentes del Silencio é um livro que eu queria muito, muito, muito ler! :D A autora é uma das minhas favoritas da vida e como a editora Arqueiro ainda não publicou este aqui no Brasil, eu o adquiri em espanhol mesmo porque a vontade de lê-lo logo era enorme. Estou amando cada instante! Quer dizer, amando a experiência de leitura, porque a história possui vários momentos impossíveis de amarmos. Momentos de dor, cenas que nos chocam.... Mas quem conhece as obras da autora sabe que ela fala das piores atrocidades de um jeito sensível, delicado. E em Las fuentes del silencio ela dá voz às vítimas da ditadura fascista de Franco. É um livro difícil, doloroso, mas escrito de uma forma tão delicada... Eu amo demais o talento e o projeto que a autora tem, de sempre dar voz para uma parte da História do mundo que ficou esquecida. Como fez em O Sal das Lágrimas e em Cinzas na Neve. Ela não fala simplesmente de barbaridades cometidas pelas ditaduras de Hitler, Stálin ou Franco. Ela fala sobre os povos e a parte não contada nos livros de História. Ela vai atrás dos sobreviventes ou seus descendentes para dar voz para pessoas que nunca foram ouvidas. Eu amo muito o trabalho dela! 


Comunicação não-violenta é um livro que comecei a ler por curiosidade e gostei bastante do início, mas por conta de outras leituras acabou ficando parado. Pretendo retomar a leitura em breve, mas vou lê-lo com calma, não tenho nenhuma pressa.


Então é isso, queridos! Estou sumida do blog, mas não parei de ler! :D Estou lendo devagar, mas continuo lendo. Em algum momento conseguirei recuperar o ritmo de antes, acredito!


Bjs! 




20 de julho de 2021

Segredos de um Pecador - Madeline Hunter

 


Literatura norte-americana
Título Original: The Sins of Lord Easterbrook
Tradutora: Flávia Souto Maior 
Editora: Arqueiro
Edição de: 2015
Páginas: 240
Série Os Rothwells - Livro 4 (último da série)

22ª leitura de 2021 (16ª resenha do ano)

Sinopse: Leona Montgomery foi criada na China. Com pai inglês e mãe portuguesa, aprendeu desde cedo a se adaptar aos costumes de outras terras e adquiriu uma cultura e uma sofisticação incomuns às mulheres de seu tempo.

Por isso, quando o pai, já viúvo, morreu, deixando os dois filhos em uma situação financeira difícil, Leona assumiu os cuidados do irmão caçula e os negócios da família.

Trabalhando pela recuperação da Montgomery & Tavares, ela viajou por diversos países, negociou com homens rudes e enfrentou piratas. Recém-chegada a Londres, agora espera fechar parcerias comerciais e dar sequência a uma investigação que o pai não pôde concluir.

Mas estar em Londres significa algo mais. Sete anos atrás, Edmund, um naturalista inglês, deixou Macau à noite, depois de um beijo de despedida que Leona nunca esqueceu, e retornou à Inglaterra.

O que Leona não poderia imaginar era que Edmund na verdade é Christian Rothwell, o marquês de Easterbrook, um homem poderoso envolto em mistérios – e que talvez se beneficiasse com o fim das investigações de seu pai. Dividida entre o dever e a tentação, é na cama do marquês que ela fará suas maiores descobertas.





Logo após terminar esta leitura cheguei à conclusão de que minha relação com a autora nunca será de muitos "altos".rs Numa série de quatro livros, eu gostei do primeiro e do terceiro, detestei o segundo e apenas tolerei o quarto. Considerando a imensa pilha de livros para ler que nunca diminui, a minha experiência com esta série não representa um grande incentivo para que eu siga investindo nos livros da autora. 

O pior é que Segredos de um Pecador é um livro que me encantou durante suas cem primeiras páginas, mas depois desandou completamente com a insistência da autora nas cenas de sexo, que mesmo que não fossem explícitas, eram frequentes, e roubavam espaço para outros acontecimentos num livro de apenas 240 páginas.

Que o casal tinha química e queria estar na cama a cada oportunidade nós leitores já sabíamos e não era necessário mostrar isso o tempo todo, quando existia muito o que aprofundar na relação dos dois, que ficaram sem se ver por sete longos anos e não eram mais os jovens do passado. Ambos tinham mudado bastante e precisavam descobrir se o vestígio de um sentimento de outrora poderia se fortalecer e abrir as portas para o relacionamento que os dois desejavam ter, mas que não acreditavam que mereciam. 

Leona e Christian se conheceram quando ele, atormentado por não conseguir viver consigo mesmo, passou um tempo na China, hospedado na casa do pai da mocinha. À beira de um verdadeiro abismo, de onde nunca conseguiria retornar se caísse, foi graças à ela que ele não se entregou, que lutou contra o que parecia o caminho mais fácil, o alivio tão esperado. Ainda assim, nunca compartilhou com Leona sua verdadeira identidade e após sua partida ela nunca soube se um dia voltaria a encontrá-lo. 

O reencontro ocorre quando Leona, agora no controle dos negócios da família, viaja para a Inglaterra, no intuito de abrir caminhos para a expansão da empresa e conseguir parcerias comerciais importantes. Em uma de suas visitas, acaba sendo vista e reconhecida por Christian que, impactado pelas lembranças de um passado já distante, resolve que não a deixará escapar sem antes finalmente fazê-la sua. O amor e o casamento não fazem parte dos seus planos. Afinal de contas, alguém "amaldiçoado" como ele jamais poderia fazer qualquer mulher feliz. Nem mesmo a única capaz de fazê-lo desejar ter algo mais....

Como eu disse, as cem primeiras páginas do livro me tinham por completo. Eu as devorei e acreditei até que o livro poderia se tornar um dos meus preferidos da série, de tão encantada que eu estava pelo casal. Mas aí tudo desandou e fiquei tão desanimada que simplesmente abandonei a leitura por um tempo e só agora retomei, disposta a encerrar logo a série e seguir em frente.

O que mais valeu nesta história foi rever os personagens dos livros anteriores, principalmente a Alexia e o Hayden, protagonistas do primeiro livro, que mais uma vez aqueceram meu coração. 

O final do livro tinha tudo para ser emocionante, mas foi tão corrido e narrado de maneira trivial que não me provocou nada, exceto alívio por ter chegado ao fim. Uma pena. Principalmente por eu ter amado tanto a história durante quase metade da leitura. :( Isso é o que me deixa mais frustrada. 

Enfim... Mais uma série finalizada! Ainda preciso dar andamento às outras. E tenho que parar de começar séries antes de concluir as que estão pendentes.rs 


30 de junho de 2021

Livros lidos e não resenhados - Primeiro semestre de 2021

 


Literatura Inglesa
Título Original: Wuthering Heights
Tradutor: Ciro Mioranza
Editora: Lafonte
Edição de: 2018
Páginas: 384

13ª leitura de 2021 (releitura)


Sinopse: Um amor proibido que sobrevive ao tempo e a morte, atormentando duas gerações. O Morro dos Ventos Uivantes é um livro intenso com personagens contraditórios. A paixão entra na história como combustível para um enredo recheado de suspense e drama. Adaptado para o cinema por diferentes diretores, o texto de Emily Bronte provoca o leitor o tempo todo com uma atmosfera de desejo onde sentimentos reprimidos, violência e ódio disputam cada linha com emoções delicadas. É uma perfeita tradução da natureza humana. Não espere um romance que provoque suspiros. Esse clássico da literatura inglesa foi feito para arrancar lágrimas.




Quem é que acompanha o blog Emoções à Flor da Pele e não sabe que O Morro dos Ventos Uivantes é minha obsessão???!!!rsrs É o livro que mais reli na vida (já perdi as contas) e venho tentando reler, pelo menos, uma vez a cada ano, em tradução e edição sempre diferentes das que já li. Eu coleciono edições desta história tão intensa e arrebatadora e, como já disse anteriormente, assim como Catherine diz que ela é o Heathcliff, digo que eu sou O morro dos ventos uivantes, tamanha a paixão que sinto por todo o universo presente no livro. Os personagens complexos, o clima, o passar pelas gerações, todo amor e ódio que saltam das linhas e se cravam em nós, nos marcando por dentro, tornando impossível esquecer a montanha-russa que é esta obra tão incrível da minha querida Emily Brontë. 

Todavia, necessito dizer que esta edição da editora Lafonte deixa a desejar. Páginas transparentes (tive que comprar o e-book da mesma edição para conseguir ler, pois no livro físico era muito difícil pra mim), erros bem perceptíveis (como a data de nascimento e a data da morte da autora) e alguns outros erros que aparentemente eram de revisão. O que gostei bastante foi da capa. 

O único motivo para eu não fazer a resenha desta releitura é que já fiz mais de uma resenha sobre a história aqui no blog.rs Já estou ansiosa para ler o livro de novo. E de novo. De novo....kkkkkkkkkk




Editora: Canção Nova
Edição de: 2017
Páginas: 128
17ª leitura de 2021


Sinopse: Este livro é uma preciosa oportunidade para você eliminar sofrimentos, desgostos e complicações de sua vida. Infelizmente, deixamos que os problemas do cotidiano, aliados a questões não resolvidas do passado, tornem a vida pesada e até mesmo triste. Mas não precisa ser assim. 

Sorrir pra vida é uma escolha. É a decisão de, com Deus, retomar o controle e eliminar o lixo emocional que nos torna fracos e doentes. Quando não varremos para longe de nós as ideias e sentimentos estragados que todos os dias entram em nosso íntimo e nos fazem mal, eles sabotam nossas chances de viver bem e ser feliz. 

Tudo o que está dentro de nós, pensamentos e sentimentos, interfere no modo como enfrentamos as dificuldades do dia a dia. Para não desperdiçarmos a vida, precisamos da força e sabedoria do Espírito Santo. 

Você verá que não precisa desistir de seus sonhos só porque as coisas não tomaram o rumo que você esperava. Independente de nossa vontade, a vida não acontece exatamente como planejamos.

Neste livro, você verá que há um jeito de reagir aos aborrecimentos e superá-los sem perder a paz, o bom humor e a alegria. Você encontrará, em cada página, respostas simples e práticas para dissipar as preocupações, o medo, e se libertar de tudo que tem roubado sua alegria de viver. 





Este é um livro sobre o qual não sei falar... Me surpreendeu tão positivamente! Significou tanto para mim em maio, quando eu estava vivendo um período de muita tristeza, de angústias e motivos para não sorrir... Minha edição do livro está toda coberta de marca texto!rsrs Eu marquei quase todas as páginas e usei muito post-it também. 

É um daqueles livros que quero levar para a vida. Reler quando sentir que preciso de forças para sorrir, que preciso de "ânimo", de reencontrar-me comigo mesma e com Deus. 

"Não esmoreça diante das dificuldades, senão elas ficam mais difíceis. Elas são como um inimigo que nos bate com mais força quando a gente abaixa a cabeça e ameaça desistir."

Quero ler todos os livros do autor! Espero que suas obras não me decepcionem em nenhum momento, como acabei me decepcionando com um livro do Augusto Cury. Mas penso positivo e acredito que aprenderei muito com os livros do Márcio Mendes. 






Literatura Infantojuvenil
Editora: Martins Fontes
Edição: 2010
Páginas: 260
19ª leitura de 2021

Sinopse: Matilda adorava ler. Passava horas na biblioteca, lendo um livro atrás do outro. Mas, quanto mais ela lia e aprendia, mais aumentavam seus problemas. Os pais viam televisão o tempo todo e achavam muito estranho uma menina gostar tanto de ler. A diretora da escola achava Matilda uma fingida, pois ela não acreditava que uma criança tão nova pudesse saber tantas coisas. A história de Matilda até que poderia ser triste. Mas Roald Dahl conta as coisas de um jeito tão absurdo e exagerado, inventa tantas travessuras e aventuras malucas, que tudo acaba ficando engraçado.





Matilda é aquele tipo de história leve para lermos quando tudo o que desejamos é relaxar. Quando queremos apenas sorrir e sonhar um pouco ao lado de um livro que não vá nos deixar em prantos. Isso não quer dizer que apenas coisas boas acontecem na história dessa pequena leitora, mas Matilda é uma menina tão forte e determinada que até nas piores situações nos faz rir com suas travessuras e suas pequenas "vinganças" contra os adultos que tentam torná-la triste (e nunca conseguem).

Filha de pais negligentes e que se sentem ofendidos por ela ser inteligente e gostar de livros, a menina se cria praticamente sozinha até os cinco anos de idade, o que acaba por fazê-la amadurecer rápido demais, transformando-a numa criança "adulta". Embora ela brincasse como outras crianças de sua idade, seu cérebro era muito avançado, seus pensamentos e forma de procurar soluções para lidar com injustiças eram maduros demais. E nem mesmo quando conhece a senhorita Mel, professora que percebe sua inteligência e a coloca sob sua proteção, Matilda deixa de estar por si mesma. 

Isso porque a senhorita Mel não era uma pessoa que conseguisse se impor diante de outras pessoas. Se alguém tentasse dominá-la, facilmente conseguiria. Na verdade, é Matilda quem precisa "salvar" a professora e não o inverso.rs São vários os temas "tristes" abordados nesta história aparentemente leve, mas o autor cria um universo de magia e exagero que torna as situações engraçadas, ainda que no fundo elas não sejam. 

Eu gostei muito do livro e quis adotar Matilda como filha!rs Apesar de já fazer bastante tempo que vi o filme pela última vez, achei várias situações bem parecidas com o livro, o que me faz considerar que a adaptação é bem fiel à história em sua essência. 


Além destes livros, eu também reli no primeiro semestre do ano O Sobrinho do Mago, de C. S. Lewis, livro que faz parte de As Crônicas de Nárnia. Pretendo reler todos os livros da série, pois até hoje eu não concluí a resenha e quero até o final do ano, se Deus quiser, publicar a resenha completa sobre os sete livros. 




4 de junho de 2021

Jogos do Prazer - Madeline Hunter



Literatura norte-americana
Título Original: Secrets of Surrender
Tradutora: Beatriz Horta
Editora: Arqueiro
Edição de: 2014
Páginas: 240
Série Os Rothwells - Livro 3


16ª leitura de 2021 (15ª resenha do ano)


Sinopse: A bela Roselyn Longworth já aceitou seu destino. Depois que o irmão fraudou o banco em que era sócio e fugiu do país levando o dinheiro dos clientes, suas finanças ficaram arruinadas, assim como suas chances de conseguir um bom casamento. Por isso foi fácil acreditar nas falsas promessas de amor de um visconde. Mas a desilusão não demorou a chegar: quando Rose não se sujeitou a seus caprichos na cama, o nobre se vingou leiloando-a durante uma festa em sua mansão. Ela acredita que o destino lhe reserva um fim trágico. Ainda mais ao ser arrematada por Kyle Bradwell, um homem que venceu na vida pelo próprio esforço, mas não é bem-vindo nos círculos mais exclusivos. Mas a jovem é surpreendida pela atitude dele, que a trata com um respeito e uma gentileza que ela não recebia desde antes do escândalo envolvendo o irmão. Quando Rose finalmente descobre o que está por trás do comportamento de Kyle, é tarde demais: já foi fisgada pelo homem que conhece seus segredos mais íntimos.




Sei que eu não estou aparecendo com a mesma frequência de antes, que passo a impressão de estar um tanto negligente com o blog, mas isso não é verdade. Meu amor por este cantinho segue sendo imenso. Escrever aqui alimenta minha alma, provoca um quentinho no meu coração. Ler e falar de livros é uma das maiores paixões da minha vida! Estou sempre cercada de livros, mesmo nos dias em que não consigo ler. Mas só ter livros por perto já me conforta, faz eu me sentir bem. Eu NUNCA vou abandonar o blog. Pode acontecer de a vida me fazer ficar ausente por semanas e semanas, mas nunca irei abandonar o meu cantinho querido. 

O Emoções à Flor da Pele é parte de mim. Escrevo aqui há mais de 11 anos. O blog acompanhou minha imaturidade e o longo e complexo processo de amadurecimento. Tanta coisa aconteceu ao longo dos anos! Tanta coisa mudou... Acredito que eu tenha evoluído bastante como pessoa e como leitora também... Mas sempre terei muito a aprender e os livros são ótimos professores! Eu mudei bastante... Não me vejo mais na menina que um dia sentou e resolveu criar este cantinho. Aquela menina ficou para trás, cresceu. E não foi nada fácil! Crescer não é fácil para ninguém. 

Muitos dos livros que li ao longo de todos os meus anos como leitora... Se os lesse hoje em dia, possivelmente discordaria do que sentia por eles no passado. É bem provável que não os visse com os mesmos olhos, com a mesma tolerância... Mas assim é a vida. Nós mudamos, nossa maneira de ler e analisar os livros também muda e isso é muito bom. Quando leio algumas resenhas minhas antigas eu sorrio encantada (quando é o caso) ou fico chocada com algumas emoções bem intensas que certas histórias me provocavam.kkkk Por isso o blog é tão importante para mim: além de ser o meu cantinho literário, guarda muito de mim. De todas as minhas fases de leitora. 


"Abrace-me, querida amiga. Logo estarei morta para vocês duas, e não suporto pensar nisso."


Quando conheci a Roselyn no livro As Regras da Sedução, eu já senti uma vontade enorme de ler sua história. Queria até mesmo pular o segundo livro e ir direto para Jogos do Prazer (os títulos dos livros desta série são HORRÍVEIS!), mas apelei para toda minha disciplina para não fazer isso.rs Eu queria muito saber como seria a história da moça que ao se iludir com um homem que se mostrou um verdadeiro canalha, acabou sendo vendida num leilão, contra sua vontade. Roselyn teve o azar de ter como irmãos dois homens irresponsáveis e que desprezavam completamente as leis, e por culpa deles, ela e a irmã mais nova acabaram se vendo numa situação de extrema vulnerabilidade, numa época em que mulheres desprotegidas se tornavam alvo fácil de abusos, em que a sociedade fechava os olhos para as canalhices dos homens e responsabilizava, sem hesitar, as mulheres por delitos cometidos por eles e não por elas. 

Ao descobrir o que seus irmãos tinham feito, a maneira como tinham roubado as economias de dezenas de pessoas que confiaram no banco que eles administravam, Roselyn sentiu uma profunda dor e a certeza de que a vida não tinha mais nada de bom a lhe oferecer. Qualquer chance que ela tivesse de fazer um bom casamento estava encerrada para sempre, pois nenhum homem toleraria ter o seu nome associado ao da irmã de criminosos. 

Embora o marido de sua prima Alexia (protagonista do primeiro livro) tenha lhe oferecido certa proteção, para que ela não se visse sem nada, Roselyn se recusou a aceitar. Não seria um peso na vida de ninguém. Daria um jeito de se sustentar... Mesmo que para isso tivesse que descer ao nível de se tornar a amante de um nobre. 

Quando aquele visconde tão elegante demonstrou interesse por ela, foi fácil mentir para si mesma. Fingir que existia afeto, que ele estava apaixonado... Entregou sua inocência para alguém que a via apenas como objeto, mas mentiu para si mesma o quanto foi possível... Porém, no momento de encarar a verdade, o golpe foi forte demais. Porque por mais que no fundo soubesse que ele nada sentia por ela, jamais imaginou que ao ser contrariado ele seria cruel ao ponto de vendê-la a quem pagasse mais, que seria capaz de arriscar a integridade física e a vida dela daquela maneira. Desprotegida no meio de homens que não se importavam se ela não queria participar daquele espetáculo horroroso, ela foi salva por quem menos esperava. Pelo único homem ali que não era "nobre". O único que se importou com o desespero em seus olhos. 

Kyle não estava em boas condições financeiras. Também fora seriamente atingido pelo golpe financeiro que os irmãos de Roselyn deram em seus clientes. Mas não poderia assistir insensível ao sofrimento dela sem fazer algo para protegê-la daqueles vermes que se consideravam acima de tudo. E a única maneira de salvá-la seria dando o lance mais alto, algo que poderia levá-lo direto à falência. 

Quem diria que o pior dia da vida daquela mulher lhe permitiria conhecer o homem que roubaria o seu coração e estaria com ela nos momentos mais importantes? O amor, às vezes, aparece nas ocasiões mais improváveis...

Eu terminei a leitura deste livro com um sorriso no rosto e o coração leve, algo que sempre acontece quando leio um romance daqueles que me fazem suspirar. Kyle é um mocinho digno de ser considerado herói de uma história de amor e Roselyn tem toda minha admiração por sua força e reencontro. Pela maneira como volta a amar a si mesma. A história deles dois me encantou e uma determinada cena que a autora criou para aquecer o coração de nós leitores deixou meus olhos cheios de lágrimas de felicidade. Ela foi perfeita no que fez! Porque depois daquela cena horrível na qual a Roselyn foi vendida por aquele lixo de homem, nós merecíamos uma cena que a recompensasse. Uma cena que compensasse sua humilhação pública e todo sofrimento interior que aquela maldade lhe provocou. Algo que empurrasse aquela lembrança para bem longe. E eu amei tanto a maneira que a autora encontrou de fazer isso por sua mocinha e por nós também!

Roselyn era uma mocinha que precisava ser salva. De muitas maneiras. Sabe quando uma pessoa está numa situação tão ruim que necessita de alguém que lhe estenda a mão, que esteja ao seu lado e a faça acreditar de novo? Nossa mocinha não se amava mais, não acreditava em mais nada de bom e por isso foi fácil para aquele lixo envolvê-la e usá-la. Porque ela achava que merecia aquilo. Porque tinha deixado de se importar com a própria vida, não se valorizava mais. Por crimes que não eram dela, ela estava se condenando. Então, Kyle realmente precisava salvá-la, não só do pesadelo daquela noite, mas de um futuro de sofrimento. Porque através dos olhos dele, de uma pessoa que estava presente em um momento tão humilhante, ela pode voltar a se ver. E saber que tinha valor sim! Que aquele momento não a definia, que ter sido amante de um verme como aquele visconde não a definia. Que ela era uma mulher incrível e que precisava voltar a ter amor por si própria. 

Está enganado quem pensa que por ter dado o lance mais alto e tirado a Roselyn dali, o Kyle exigiu algo pela fortuna que pagou. Ele era um homem de caráter e mesmo que a desejasse não iria querê-la naquelas condições, pois sabia respeitar uma mulher. E sabia que Roselyn estava numa situação desfavorável e que ele estaria se aproveitando da maneira mais vil. Ele pagou pela liberdade dela e não esperava ser "recompensado" de nenhuma maneira. A tirou dali para levá-la para a segurança da casa da prima e então cada um seguir o próprio caminho... Se viessem a ficar juntos, seria numa situação honrada e não daquele jeito. 

Claro que várias coisas vão acontecer para juntar o casal e depois para provocar problemas na relação, como em todos os romances. E eu amei todos os momentos! Amei a maneira como se construiu tanto a relação física quanto a emocional. Com ele, ela aprende que pode ser livre na cama, que não será julgada, que possui direitos. Havia uma conexão muito forte entre os dois mesmo antes de descobrirem que se amavam. Havia respeito e entrega de ambos os lados, o que tornava as cenas de amor bem bonitas, mesmo que um tanto explícitas. A construção do relacionamento deles é bem convincente. É um romance no qual eu não tive dúvidas do amor que os unia. E apreciei demais esta leitura!

Assim sendo, o único livro da série até agora que não me agradou foi o segundo, que é totalmente dispensável!rs Tanto o primeiro quanto o terceiro vale a pena! E só me resta ler o quarto livro, protagonizado pelo marquês Christian, um homem muito excêntrico e cheio de mistérios...rs



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