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4 de agosto de 2015

Amante do Poder - Penny Jordan

(Título original: The Power of Vasilii
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)

Rivais Russos 2/2

Ele tem o poder de protegê-la tornando-a sua amante!

Laura Westcotte é a única candidata adequada para a vaga de assistente do magnata Vasilii Demidov. Apesar de ser forçado a contratar Laura, ele é cínico demais para confiar em uma mulher, ainda mais se tratando de uma com reputação tão questionável... 

Desesperada por emprego, Laura sabe que deve impressionar seu novo patrão, de temperamento frio e difícil. No entanto, não é a assustadora e impiedosa fama de Vasilii que a aterroriza, e sim a eletrizante atração que ele desperta nela. E quando Laura perceber que está correndo um grande perigo, já estará à mercê de Vasilii!


Palavras de uma leitora...


- Ela o amava desde os 14 anos, quando o viu pela primeira vez no colégio em que ela e a irmã dele estudavam. Naquela época ele não a notou, sequer lançou um olhar em sua direção, mas ela alimentou aquele sentimento com o passar dos anos, idolatrando o homem que construíra em sua mente, se impedindo de viver um relacionamento porque no fundo ainda esperava que um milagre o fizesse se interessar por ela. Ele era seu sonho e ela ainda não era capaz de abrir mão dele. 

Agora, dez anos mais tarde, e com a carreira correndo sérios riscos após um terrível escândalo, Laura sabe que o emprego que Vasilii lhe oferecia era sua única chance de salvar-se da ruína. Mesmo que estar ao lado dele fosse quase um tormento. Por saber que enquanto ela o amara em segredo durante tanto tempo, tudo que ele sentia por ela era desprezo...

- Para Vasilii, Laura seria a última pessoa que ele gostaria de ter como assistente pessoal. Ainda que fosse temporária. Porque tudo que ele sabia sobre ela lhe despertava uma forte repulsa. Ela era o tipo de mulher que ele sempre quis manter à distância, pois não conhecia o significado da moral e da responsabilidade, fazendo sempre o que fosse preciso para satisfazer seus próprios interesses. Mas embora tivesse uma péssima opinião sobre ela, Laura era a única que poderia ajudá-lo a ganhar um contrato que ele vinha batalhando para conseguir há mais de um ano. Ele só não sabia se no final das contas valeria a pena... Ou se pagaria um preço muito alto por contratá-la... Talvez perdendo o próprio coração... E tendo que encarar seu maior medo: de voltar a amar...

- Uma coisa que me deixa muito furiosa é quando uma história tem tudo para ser maravilhosa, mas acaba passando bem longe disso. A história entre Laura e Vasilii tinha muito potencial, mas eu não consigo entender como a autora pôde se perder tanto ao ponto de tornar a história completamente vazia, repetitiva e superficial.  Era para falar de um amor de uma mulher que se apaixonou cedo demais e jamais teve coragem para confessar seus sentimentos... e de um homem que lutava contra o amor, porque tinha medo de voltar a a perder. Tinha medo de entregar seu coração outra vez e acabar perdendo essa pessoa. Algo que ele não suportaria. Mas o livro acabou por falar apenas em atração sexual, no desejo que eles sentiam sempre que se viam e os fazia esquecer de qualquer coisa. O livro foi só isso: interesse sexual. O tempo inteiro falando da mesma coisa e naquele "chove e não molha" que me cansou antes mesmo da metade do livro. A autora não desenvolveu a história e muito menos os personagens, deixando-os imaturos e fúteis quando nós sabemos que eles poderiam ser muito mais. Que eles poderiam ter sido bem diferentes. 

- Acabei foi por me estressar muito com esta história. Chegando à conclusão de que apenas desperdicei meu tempo, que escolhi muito mal a minha leitura de um livro da autora. Sei que ela possui histórias maravilhosas e apaixonantes, mas Amante do Poder com certeza NÃO é uma delas. 

- Dei 3 estrelas ao livro porque a história não chega a ser ruim. Mas não recomendo.

2 de agosto de 2015

Plano de Mestre - Penny Jordan

(Título original: The Most Coveted Prize
Tradutora: Marcela Pache 
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)

Rivais Russos 1/2

Sua mais recente aquisição…

O oligarca russo Kiryl Androvonov tem um único rival: o bilionário Vasilii Demidov. Por sorte, Vasilii tem um calcanhar de Aquiles: a jovem, superprotegida e meia-irmã Alena... O principal plano de Kiryl é seduzir Alena e, depois de saciado, usá-la para chantagear Vasilii e conseguir o contrato que tornaria seus negócios um grande império. O magnata russo nem cogita perder a oportunidade, já que este acordo tem a possibilidade de ser o mais bem-sucedido do século... No entanto, Alena também é tudo o que ele mais cobiça. Como ela agirá ao descobrir a crueldade com que Kiryl a tem usado?…



Palavras de uma leitora...


"Então, não era um estranho no final das contas, mas seu verdadeiro amor. Logo que ela desse a mão... a si mesma, para Kiryl, sabia que seria para sempre."

- Crescendo sob a superproteção do irmão, nunca estando um só instante do seu dia sozinha, Alena não estava preparada para encarar a realidade da vida e muito menos para lidar com os sentimentos intensos que uma simples troca de olhar com Kiryl lhe provocava. Para ela, tudo era novo... como a primeira paixão de uma adolescente, que ela na verdade não tivera a oportunidade de vivenciar antes. Era a primeira vez que se apaixonava... e estava amando aquela experiência. Seu coração só faltava sair pela boca e ela sabia que precisava estar com ele... Sabia que amá-lo era o seu destino. E quando Kiryl correspondeu aos seus sentimentos... ela se sentiu no céu. Haveria algo mais maravilhoso do aquilo? Do que aquela relação tão perfeita e completa? Do que ouvir as palavras doces que saíam da boca do seu amado e sentir suas carícias? Ah, mas como o amor poderia machucar! E isso era algo que Alena não tardaria a descobrir..

"Não significava nada como pessoa. Era simplesmente uma peça de xadrez para ser usada e descartada."

- Para Kiryl, a doce e ingênua Alena era muito importante... mas não pelos motivos que ela imaginava. Sua importância estava no fato de ela ser a irmã querida de seu rival, alguém que ele precisava vencer para conseguir o contrato dos seus sonhos... aquilo pelo que ele vinha lutando há anos... a vingança contra um homem que já nem existia mais. A vingança contra o seu pai. E se para concretizar seus planos ele precisaria fazer em pedaços o coração de alguém inocente, ele não hesitaria. Se ela era estúpida o bastante para acreditar em suas palavras de amor e em todas as suas falsas promessas, então, talvez merecesse sair machucada. Porque no mundo dos negócios não há espaço para compaixão. E em seu coração muito menos. Na verdade, fazia anos que ele já não tinha um coração...

- Eu tinha esquecido o quanto certos mocinhos da Penny Jordan são capazes de esquentar meu sangue... e me fazer querer quebrar algo na cabeça deles. E Kiryl com certeza é um deles. Cruel, insensível, mostrando ser exatamente filho do pai dele. Alguém que para conseguir o que deseja não se importa em pisar nos outros, em destruir os sentimentos das outras pessoas. A insensibilidade desse mocinho me chocou. Porque tudo desde o princípio foi um jogo para ele... parte do seu plano. Ele não poderia nem usar a desculpa de que não iludiu a mocinha. Muito pelo contrário! Ele a iludiu desde o início! Procurou saber tudo sobre ela para poder derrubar suas defesas, para poder seduzi-la e enganá-la... para brincar com seus sentimentos por uma estúpida vingança contra alguém que já estava morto!!! Na minha opinião, estava mais do que na hora do Kiryl crescer. Não passa de um infantil, egoísta, com gelo nas veias! Seu suposto arrependimento tardio não me comoveu. Não foi suficiente. A relação deles não passou de uma farsa, de um jogo sujo. E de desejo. Nada mais. Poderia ter sentimentos da parte da mocinha, mas da parte dele não acredito nem por um instante! 

- A Alena não passa de uma menina que se apaixona pela primeira vez e se entrega de corpo e alma ao sentimento. Ela não sabia nada da vida, não tinha uma mãe para orientá-la e o irmão em vez de prepará-la para o mundo, preferia escondê-la, tornando-a ainda mais vulnerável. Foi muito fácil para o mocinho enganá-la. Ela acreditava totalmente em suas palavras, faria qualquer coisa que ele quisesse... estava realmente em suas mãos. E eu o desprezei ainda mais por isso. Ela era tola, mas era só uma menina e eu só pude lamentar por ela. Merecia muito mais do que alguém como aquele traste. Eu queria que aquela experiência a fizesse amadurecer, mandá-lo para o quinto dos infernos e se apaixonar por alguém realmente digno dela. 

- Dei 3 estrelas ao livro e isso porque estou muito boazinha. Espero não voltar a ver o Kiryl no segundo livro da série. Eu não mereço isso. 

29 de setembro de 2014

Um Marido... E Um Bebê? - Penny Jordan


(Título Original: The Blackmail Baby
Tradutora: Elizabeth A. Bueno
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2002)


MAIS DE TRÊS MILHÕES DE DÓLARES... PARA DORMIR COM O MARIDO... E TER UM FILHO DELE!?

O que Maggie mais queria na vida era ser a esposa de Patrick Barrington! Mas no dia do casamento, uma chocante revelação mudou tudo, e ela fugiu da vida de seu marido...

Quatro anos mais tarde, ao saber que Maggie precisava de dinheiro, Patrick fez uma proposta ultrajante: mais de um milhão de dólares se ela voltasse para ele... e mais outro milhão e um pouco mais se ela desse à luz um filho seu!



Palavras de uma leitora...


- As coisas colocadas da maneira como estão na sinopse não são lá muito agradáveis, certo? Claro que não. Mas acontece que a história não aconteceu exatamente assim. Não era uma questão de dinheiro em troca do corpo e de um filho. Era mais uma questão de agarrar qualquer oportunidade que tivesse para ter de voltado aquilo que ela havia deixado para trás. Que ela tinha abandonado quatro anos antes... Mais que tudo, era pedir uma segunda chance. 

" - Acho que o odeio, Patrick - sussurrou, trincando os dentes. Depois, se corrigiu: - Não, eu sei que o odeio."

Maggie mal poderia recordar um momento de sua vida em que Patrick não estivesse. Desde que ela era criança, ele estivera presente, ensinando-a andar de bicicleta... preenchendo os seus dias e tornando-a totalmente dependente dele. De seu sorriso, de seu abraço, de sua companhia. E foi mais do que natural para ela se apaixonar... de uma forma que não conseguia ocultar de ninguém, muito menos dele. Mas seu amor não parecia correspondido, já que Patrick fazia o possível para ignorar o que ela tão inocentemente lhe oferecia. Até a morte de seu pai... quando para todos parecia apropriado um casamento entre os dois, embora Maggie tivesse apenas dezoito anos. Todos esperavam que Patrick retribuísse a confiança que o pai de Maggie depositara nele ao longo dos anos, casando-se com ela e tornando-se seu protetor. 

Porém, poucos instantes após o casamento, ao ouvir algo que fizera em pedaços o seu coração, Maggie fugiu. Para longe da casa que a madrasta decidira vender, para longe das lembranças do tempo em que era feliz ao lado dos seus pais, para longe de seu país e, sobretudo, para bem longe de Patrick, pois ela sentia que se passasse mais um só segundo ao seu lado, acabaria não suportando. Porque nenhuma dor poderia se comparar com a que ela sentira após descobrir que ele não passava de uma grande mentira. Que tudo que ela tinha compartilhado com ele não passou de uma ilusão. Apenas isso... uma ilusão... que ela teria amado viver para sempre...

"Patrick virou-lhe as costas e ficou olhando a escuridão da noite pela janela do quarto.

- Pode me odiar o quanto quiser, mas, mesmo assim, vai me dar um filho, Maggie."


- Agora... quatro anos depois... quando ela acreditara que tinha conseguido matar todo o amor que sentia por ele... Patrick reaparece em sua vida, exigindo aquilo que ela lhe negara. E se Maggie fosse bem sincera consigo mesma, admitiria que esperara, ao longo de todo aquele tempo, que ele fizesse exatamente isso. Que estivesse disposto a recuperá-la, custasse o que custasse. Ela tinha a chance de recusar... poderia pegar um avião e voltar para sua vida tranquila e segura, ao lado das crianças que ela tanto amava... ou poderia ficar... e ter aquilo que só tivera em seus sonhos... A escolha era sua. 

- Eu não gostei muito da sinopse desta história, porque se fosse por ela eu nem leria o livro. Li o livro apenas por ser da Penny Jordan e posso dizer que não me arrependi. A história é tão querida como a que li recentemente. Tem aquela mesma simplicidade dos livrinhos que tanto preencheram os meus dias no passado. E o Patrick me fez lembrar de vários outros mocinhos da PJ. :D Os de verdade, sabe? Não aqueles ogros que ela sabia criar às vezes.rsrs...

O amor do Patrick pela Maggie é lindo e fiquei muito triste por todo o tempo que eles perderam pelas mentiras e intrigas de uma pessoa que qualquer um poderia perceber que não valia absolutamente nada. Não pude deixar de considerar a Maggie uma grande imbecil por ter dado ouvido às mentiras daquela mulher. Mas eu até a compreendo. A outra conhecia bem a nossa mocinha. Sabia exatamente o que dizer para magoá-la e colocar dúvidas em sua cabeça. Era especialista em manipular as pessoas. E fez o próprio Patrick se condenar, por dizer a coisa errada e no momento errado, fortalecendo as mentiras que ela havia contado para a Maggie. O coitado sequer sabia o que tinha feito. Quando percebeu... já era tarde demais. 

Mas a verdade é que nenhum dos dois estava preparado para um casamento, quatro anos antes. Por mais que se amassem, estavam inseguros e confusos. Com muito medo de um relacionamento mais sério. Patrick se sentia culpado por amá-la, achava que ela era muito jovem e que merecia a chance de viver antes de se prender a ele. Ainda que deixá-la livre pudesse significar perdê-la. E Maggie, apesar de amá-lo, era realmente muito jovem e imatura, facilmente influenciável e de modo algum preparada para as responsabilidades que assumiria ao se casar com ele. Eu tive a sensação de que ela sempre tinha desejado fugir... e que apenas se aproveitou da oportunidade que apareceu para fazê-lo. Ambos estavam apavorados e precisavam crescer antes de ficar juntos. Aqueles quatro anos foram essenciais para eles adquirirem a maturidade necessária. 

Enfim... Eu adorei a história e fiquei torcendo para que aquela víbora acabasse se dando mal, depois de todo veneno que tinha distribuído. Mas as autoras insistem em esquecer-se de punir os vilões. É uma mania que elas têm.rs 

Achei que o livro tinha que terminar exatamente como terminou. Foi um final perfeito. :)

14 de setembro de 2014

Tua Esposa, Teu Destino - Penny Jordan


(Título Original: The marriage demand
Tradutora: Maria Luiza Felizardo
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2002)

AMOR, HONRA E... VINGANÇA!

O milionário Nash Connaught sabia alguma coisa sobre Faith que poderia custar a ela seu emprego. E a ameaçava com esse obscuro segredo... Ele nunca pretendera recorrer a chantagem para levá-la para a cama ... Mas a tentação que os dois sentiam era forte demais ...

Faith era virgem ... até então. A reação de Nash foi insistir em casar-se com ela. Mas seria por respeito que faria isso?
Ou seu gesto não passava de uma estratégia para se vingar do que acontecera dez anos antes?



Palavras de uma leitora...


"Era assustador o poder que um único evento tinha de mudar o destino de uma pessoa."


- Aos quinze anos de idade, numa das fases mais lindas e complicadas da vida de uma pessoa, Faith passou por situações que nem sequer uma mulher adulta enfrentaria com facilidade. Como se já não bastasse toda a confusão que fazia parte da sua vida, ela se viu de repente sozinha, num orfanato, desprezada e invejada pelas colegas, longe de casa, do que ela tinha como certo e seguro. Sua mãe havia adoecido seriamente e necessitava ser operada. Não havia ninguém que pudesse cuidar de Faith durante o período em que a mãe estivesse hospitalizada e por isso a única opção foi deixá-la naquele orfanato. Uma decisão que marcaria para sempre a vida de Faith...

Apavorada e deprimida pelas mudanças bruscas que estavam ocorrendo em sua vida e preocupada com a possibilidade de nunca mais ver a mãe, Faith fazia todo o possível para ignorar a implicância e ameaça das outras meninas, que a odiavam porque ela era inteligente, esforçada e bonita. Mas foi durante uma excursão que sua vida realmente mudou. E para sempre. 

O orfanato providenciou uma visita a uma mansão próxima e Faith fez parte do grupo que teve permissão para visitá-la. Enquanto os outros não viam a hora de ir embora, Faith ficou encantada com cada obra de arte, com cada detalhe fascinante do lugar, e assim chamou a atenção do proprietário, um senhor que enxergou nela muito mais do que qualquer pessoa tinha enxergado. Alguém que a compreendia e parecia saber o que se passava no interior daquela menina. Sensibilizado por sua história, decide convidá-la para passar o verão com ele e seu afilhado. Um convite que a surpreendeu e a fez fugir do inferno no qual ela estava vivendo. Mas os dias de profunda felicidade que ela viveu naquele lugar... logo se transformaram num terrível pesadelo. E assim... dez longos anos se passaram. Até que o destino decidiu que era hora de ela desenterrar aquele passado... e acertar tudo que havia ficado pendente. 

"Era impossível decidir qual das emoções a atingia com mais intensidade, se a raiva ou a dor."

Ela é agora uma mulher independente, madura, realizada em sua profissão, mas as marcas daquele passado ainda eram capazes de impedi-la de seguir em frente. Ela ainda pensava nele... no homem para o qual havia entregado o seu coração e que o fizera em pedaços. Na pessoa em quem ela confiara e acreditara que a ajudaria no momento em que ela mais precisava. Mas ele havia sido o primeiro a lhe virar as costas... e Faith não sabia se um dia seria capaz de esquecer... 

"Um turbilhão de sensações invadiu seu peito. Tinha medo de imaginar o que mais Nash estaria disposto a revelar e sabia que a situação o divertia, que o grande prazer daquele homem era vê-la sofrer. Se possível, destruí-la."

Nash agora estava de volta... Disposto a cobrar uma dívida que ele acreditava que ela possuía. Disposto a destruir tudo aquilo que ela levara anos para construir. Ele queria vingança e não descansaria enquanto não a fizesse sofrer o mesmo que ele havia sofrido por sua causa. Mas... por trás de todo esse ódio, de todo esse rancor, existe algo muito mais profundo e intenso. Um sentimento que ele negara muitas vezes ao longo de sua vida. Mas que permanecia ali.... dentro do seu coração. 

O destino estava lhes dando mais uma chance... Seriam eles capazes de aceitá-la? Ou o orgulho e o ressentimento acabariam por matar de uma vez aquele amor que já havia sido tão machucado?


- Eu li essa história em poucas horas. Na viagem de ida e volta dentro do ônibus.rsrs... É uma história curtinha e adorável, que matou a saudade que eu sentia desses romances. Que me levou de volta a uma outra época da minha vida. Uma época da qual eu sinto bastante falta.

 Ler esse livro foi uma experiência incrível, que me fez viajar e lembrar... Lembrar de muitas e muitas coisas. Durante a leitura, vários outros livrinhos da série Bianca, Sabrina, Julia, Florzinhas, passaram pela minha cabeça. Vários livros da própria Penny Jordan, uma autora que carrego no coração e que sempre sofrerei por sua partida. Por uns instantes, era como se eu estivesse de volta ao passado... à época em que esses livrinhos me fizeram tanta companhia. Aos momentos em que eles foram meus melhores amigos e eu era incapaz de me desgrudar deles.rsrsrs... Enfim... Creio que estou meio melancólica hoje.kkkkk... Mas quem não sente saudades de bons momentos, de lindas histórias? Eu sinto. Por mais que belas, profundas e marcantes histórias ainda estejam me esperando... por mais que eu ainda tenha muitas histórias maravilhosas para conhecer... sinto saudades daquelas que conheci. Daquelas que fazem parte de mim de uma maneira ou de outra. Eu queria simplesmente reviver aqueles momentos. 

Mas vamos voltar ao livro...rsrsrs... Como eu disse, é uma história adorável, um romance simples, mas encantador por essa simplicidade. A história de duas pessoas que se apaixonaram no momento errado e que se separaram de uma maneira muito triste, cada um carregando muita mágoa do outro, acreditando que o outro lhe traiu, que apenas se aproveitou da confiança depositada, do amor que havia sido dado. Faith era apenas uma menina de quinze anos quando se apaixonou por Nash, um jovem alguns anos mais velho que ela. Abalada por todas as mudanças que tinham ocorrido em sua vida, ela estava vulnerável e apaixonada, querendo encontrar em Nash a segurança, o amor que ela tanto buscava. Um amor que era correspondido, embora ela não soubesse. Desde o momento em que Nash havia conhecido aquela menina, algo intenso tinha começado a provocar uma grande confusão dentro dele, mas ele não se permitia admitir o que sentia. Não ainda. Não enquanto ela fosse tão jovem e tão inexperiente. Não poderia aproveitar-se do momento pelo qual ela estava passando. Seus planos eram esperar... esperar que o tempo passasse, que Faith crescesse e se tornasse a mulher que ele sabia que ela se tornaria. Só que muita coisa acontece e cada um segue por um lado... só que um reencontro era inevitável.rsrsrs... E é justamente aí que a história começa. Quando o destino os coloca novamente num mesmo caminho.

- Não vale a pena contar certas coisas, porque a história é bem curta e se eu falasse mais, acabaria por contar todo o livro.kkkkkkkk...Enfim... Eu amei a leitura. Porque ela me provocou lembranças maravilhosas. E também porque a história em si é muito bonita, romântica e doce. Do jeitinho que eu estava precisando.kkkkkkkk...


16 de julho de 2013

Tempestade de Verão - Penny Jordan


(Título Original: A STORMY SPANISH SUMMER
Tradutora: Marina Boscato
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)


Unidos pelo dever, atraídos pelo desejo... 

Felicity Clairemont havia viajado à Espanha para reivindicar sua herança. Infelizmente isso significaria gastar seu tempo com o duque Vidal y Salvadores. Afinal, com seu misterioso charme ele sempre deixara claro o que pensava a respeito dela. Na última vez em que Vidal a encontrou, as emoções foram fortes: ele percebeu que a odiava e a desejava na mesma medida. Mas agora sua honra exigia ajudá-la. Quando a verdade sobre a família de Felicity se tornou pública e a atração revelou-se inegável, poderia Vidal admitir o quanto estava errado a respeito dela?



Palavras de uma leitora...


- Nem sei por onde começar...rsrs...Sabe aquele livro entediante? Pois é. Esse livro é exatamente assim. Talvez o problema seja eu (que não tenho estado com muita paciência para certas histórias), mas eu duvido muito disso. Esse livro é simplesmente mais do mesmo. O casal parece ser formado por duas crianças birrentas e mimadas, que ficam fazendo cena por coisas ridículas e não esquecem a porcaria do passado. Eles têm a necessidade de repetir e repetir várias e várias vezes a mesma coisa. É muito irritante. Durante a leitura eu me arrependi amargamente de ter começado a ler essa história. Sinceramente, eu ficaria muito bem se passasse a vida inteira sem conhecer Felicity e Vidal. Acho até que seria mais feliz assim. 


- Felicity odiava profundamente seu lado espanhol da família. Ela havia crescido sem pai, pois sua avó tinha descoberto o romance proibido entre o pai de Felicity e a mãe dela, que não passava de uma pobre babá. Furiosa, a avó despediu a mãe de Felicity e proibiu o pai da menina de entrar em contato com ela. Como era um fraco, que não conseguia enfrentar a mãe adotiva, ele abaixou a cabeça e jamais tentou entrar em contato com a única mulher que havia amado na vida. E que morreu amando. Mesmo ao saber que seu romance com Annabel teve fruto, ele continuou em silêncio. Até o dia de sua morte. Algo que feriu profundamente Felicity, que jamais perdoou a família paterna pelo fato de não ter tido um pai. De jamais ter sentido os braços do pai ao seu redor, de jamais tê-lo ouvido dizer que a amava. Ela só vivia das lembranças que a mãe possuía de seu pai. Mas o que mais havia ferido Felicity foi a experiência detestável que teve aos 16 anos. Por culpa de um membro da sua família paterna. 

Aos 16 anos, Felicity finalmente tomou a coragem de enviar uma das cartas que tinha escrito para o pai. Durante muito tempo ela escrevia para ele, mas jamais antes tinha chegado a enviar alguma das cartas. Até aquele dia. Ela ficou ansiosa, aguardando uma resposta. Que jamais recebeu. O que ela recebeu em troca foi a visita de Vidal, sobrinho do seu pai, que tinha ido até a casa dela só para deixar claro que ela nunca mais deveria tentar entrar em contato com o pai, pois qualquer tentativa seria frustrada. Era para ela colocar na cabeça, de uma vez por todas, que não tinha pai. 

Mas o pior... não foi a mágoa que ela sentiu ao ouvir as coisas que Vidal tinha para lhe dizer por ela ter enviado aquela carta. O pior foi o que veio depois. 

Sete anos mais tarde, com sua vida inteira muito bem resolvida, Felicity leva um choque quando um membro da sua família paterna entra em contato com ela. Seu pai havia falecido e, para sua completa surpresa, ela era mencionada no testamento dele. Junto com esse aviso, veio outro: ela não precisaria ir até a Espanha para reclamar a herança. Tudo seria acertado através dos advogados e ela poderia continuar levando sua vida normalmente, sem o inconveniente de uma viagem indesejada. Em outras palavras: mesmo com o testamento do pai, o reconhecimento tardio, ela ainda não era digna sequer de colocar os pés na Espanha. Furiosa com isso, Felicity decide largar tudo e viajar, somente para provocar Vidal, alguém que ela odiava profundamente desde os 16 anos e culpava por todos os seus problemas. 

O reencontro não é muito bom. Nenhum dos dois tinha esquecido o episódio de sete anos atrás (quando Vidal a viu na cama com um rapaz e deixou claro que tipo de mulher, ou menina, a considerava por isso. Um tipo de mulher, que na opinião dele, valia menos que lixo), nem o ódio que juravam sentir um pelo outro. E por esse motivo mesmo que eles não demoram muito para ir para a cama. Afinal de contas, que forma melhor de se vingar de Vidal do que fazendo-o enlouquecer de desejo por ela só para provar o quanto ele estava equivocado no passado?! 

- A história é muito chata, gente.rsrsrs... No início, tem até graça quando Felicity diz algumas verdades para o Vidal. Mas depois eles ficaram voltando tão frequentemente ao assunto e ela sempre dizia as verdades para depois cair aos pés dele, como uma idiota, que eu fiquei bastante entediada e torcendo com intensidade para chegar ao final da história. É o mesmo de sempre: mocinho tem uma opinião equivocada sobre a mocinha, a humilha até dizer chega por causa disso (se bem que o Vidal não é tão cretino como outros mocinhos que já conheci. Ele é mais "tranquilo".rsrs...), depois transa com ela, a humilha um pouco (muito) mais e no final diz que sempre a amou e era exatamente por isso que a maltratava.rsrs... Fim de papo. Sinceramente, eu não estou num humor para isso.rsrs... 

- Como podem ver, detestei a história e não a recomendo de modo algum. Se vocês quiserem arriscar a leitura, tudo que posso desejar é que tenham boa sorte!rsrs... E que tenham muita paciência também, é claro.rsrs...


Bjs!

30 de novembro de 2012

Agora Seremos Felizes - Penny Jordan [Maratona de Banca 2012 - Novembro]





(Título Original: Second-best husband
Editora: Nova Cultural)


Em Novembro: Penny Jordan


Primeiro vem o amor, depois o casamento.

Não há nada mais patético que uma secretária apaixonada pelo chefe, especialmente se ele acabou de anunciar seu noivado com outra mulher. Infeliz, Sara não tinha esperanças de emendar seu coração partido. Mas Stuart Delaney sabia que poderia ajudá-la... Sabia tudo sobre a dor de desejar algo além de seu alcance. Era bonito, carismático e sedutor, mas, assim como Sara, seus sonhos de casamento, família e filhos ainda não haviam se realizado. Sara, ao ter Stuart insistentemente ao seu lado, sentiu uma onda de desejo perturbá-la de modo assustador... Mas mais surpreendente ainda foi a súbita proposta de casamento que ele lhe fez!




Palavras de uma leitora...



- Último dia do mês... E só agora estou fazendo a resenha do livro escolhido para o tema desse mês da Maratona de Banca 2012.rsrsrs...

- Confesso que eu acreditei que não fosse conseguir resenhar sobre esse livro. Além de ter deixado a resenha para a última hora, eu também deixei a leitura do livro para o último momento.kkkkk... Estava no trânsito desesperada, pensando em como faria para conseguir terminar de ler o livro e resenhá-lo antes da meia-noite. Eu tinha deixado para ler hoje quase o livro inteiro.kkk... Faltava mais da metade para eu ler e como ultimamente estou lendo com uma lentidão impressionante, achei que seria impossível terminar hoje até mesmo a leitura de um livro curtinho como esse. Mas a leitura flui fácil e quando vi já tinha terminado de ler a história. E aí pude respirar com mais tranquilidade.rsrsrs...


 "Teria realmente desperdiçado um precioso tempo de vida? Todos aqueles anos amando Ian, esperando e querendo... haviam sido apenas perda de tempo?

Não se estivesse preparada para aprender com os erros, reconhecendo a auto destruição de tudo o que havia feito e prevenindo-se contra a possibilidade de repetir as mesmas atitudes."


Sara havia sofrido uma terrível decepção. Estava com o coração partido por descobrir que o homem para quem ela tinha dedicado dez anos de sua vida, não era o que ela pensava. E mais. Além de descobrir que o homem amado estava muito longe da perfeição que ela idealizou, também descobriu que ele pretendia se casar. Mesmo sabendo o que Sara sentia por ele. Mesmo tendo alimentado, ano após ano, aqueles sentimentos. O golpe foi terrível, mas, masoquista como só ela consegue ser, Sara colocou na cabeça que continuaria trabalhando para Ian, sendo sua secretária e administrando tudo sozinha como sempre tinha feito. Pois Ian precisava dela. Ela não podia abandoná-lo só porque ele tinha pisado em seus sentimentos e zombado dela com a futura esposa. Não. Ela era uma profissional e continuaria fazendo seu trabalho de cabeça erguida. Vendo Ian à distância e sofrendo ao vê-lo com outra como sempre tinha feito cada vez que ele resolvia ter algum relacionamento amoroso. O que acontecia com frequência. Ela sempre tinha aguentado tudo calada. E continuaria aguentando. Esse era seu destino, pois jamais conseguiria amar alguém como amava Ian... Também sentem vontade de matá-la?rsrs... Fiquem tranquilos. Essa vontade de assassiná-la vai passar. Sara acaba por criar juízo. Não imediatamente... Mas também não se pode ter tudo na vida.rsrs... Nem sempre as coisas são como desejamos.

Embora estivesse disposta a continuar sofrendo, como uma tonta, por alguém que não a merecia, as coisas não acontecem como Sara desejava. Ela até podia desejar continuar bancando a tola masoquista, mas Anna, futura esposa de Ian, a queria bem longe dele e fez questão de usar o veneno ideal para atingir Sara e fazê-la fugir para sua cidade natal, em busca de conforto e um lugar para lamber suas feridas. Anna tinha conseguido destruir por completo a autoestima de Sara e ela se sentia quase um lixo. Tudo que desejava era o abraço carinhoso e compreensivo dos pais, era passar um tempo com eles até ter coragem de voltar para Londres e encarar a realidade: tinha amado durante dez anos um homem que sequer existia, estava com 29 anos e permanecia virgem e, o principal, ainda não tinha realizado o maior sonho de sua vida: ter sua própria família. Um marido e filhos. E depois das palavras da cobra, o sonho se tornava cada vez mais impossível de ser realizado.

Ao voltar para sua cidade natal, Sara recebe uma notícia desanimadora: seus pais não estavam em casa. Tinham viajado para visitar a filha mais velha, que estava dando à luz ao terceiro filho e sendo assim, Sara não poderia sequer chorar no colo dos pais. Só que nem tudo é tão ruim assim...

Essa notícia é dada por Stuart Delaney, o novo vizinho de seus pais. Um homem que causa um impacto em Sara logo à primeira vista e desperta nela sentimentos confusos, excitantes e aterrorizantes ao mesmo tempo. A presença de Stuart mexia com todo seu corpo e fazia seu cérebro perder a capacidade de pensar com clareza. Existia algo nele... Algo que ela não conseguia explicar, mas fazia com que ela sentisse coisas que jamais havia sentido por Ian. E embora esteja mais do que disposta a lutar contra sentimentos tão intensos e desconhecidos, Sara não terá a menor chance. Stuart não tem a menor intenção de deixá-la escapar e se esconder atrás de uma ilusão. Ele a quer... E não vai sossegar enquanto não conseguir o que deseja: uma vida ao lado de Sara. Filhos e a certeza de ser amado por ela. Conseguiria arrancar Ian da mente dela. Ou ele não se chamava Stuart...


"Nunca um homem a tocara daquela maneira como preâmbulo de contatos mais íntimos. Jamais experimentara a tensão sexual proveniente da consciência de que as mãos masculinas passariam a deslizar por todo seu corpo, alcançando partes ocultas e sensíveis que jamais haviam sido tocadas por alguém.

Incapaz de controlar-se, cravou os olhos nos lábios de Stuart e uma sensação incômoda percorreu seu corpo, abalando as defesas que havia construído ao longo dos anos. Trêmula, se deu conta de uma tensão crescente que ameaçava adquirir vida própria em seu interior, tomando seu sistema nervoso e eliminando todas as possibilidades de controle."


- Durante a leitura desse livro eu fui me surpreendendo. Por quê?! Porque estava gostando do livro!kkkkkkkkkk... A Carlita tinha avisado que eu provavelmente não iria gostar muito da mocinha e eu pensei que isso poderia afetar o livro. Então, comecei a leitura achando que o livro iria receber umas duas ou três estrelas, por causa da mocinha. Achei que não fosse sentir nada de especial pelo livro. Mas eu estava enganada.rsrs...

- Apesar da Sara conseguir ser insuportável em certos momentos (principalmente quando ela não para de repetir o nome do Ian!), até que não a odiei.rsrs... Não. Ela não chegou a despertar meu ódio. Eu até a xinguei em alguns momentos (foi inevitável, gente), mas ódio eu não senti por ela, não. Até que passei a sentir carinho por ela.kkkkkk... Por mais tonta que a Sara seja, eu consegui entendê-la em alguns momentos. Não sua obsessão pelo Ian, mas sim seu medo de acreditar novamente em outro homem. E sua necessidade de ter filhos. Ela estava até mesmo disposta a arriscar um casamento sem amor, pois a necessidade de ter filhos era forte demais. Ela precisava ser mãe. Ela precisava ter sua própria família, ouvir um bebê seu chamá-la de "mamãe" e eu entendo bem essa necessidade. Sendo assim, não pude odiá-la. :D Sorte a dela, pois eu estava bem disposta a odiá-la.rsrrs... Sara não se tornou minha mocinha preferida, mas eu passei a torcer por ela. Passei a desejar que ela acordasse e percebesse que estava sofrendo à toa. Que tinha bem perto um homem disposto a realizar todos os seus sonhos, ser pai dos seus filhos e amá-la até o último dia da sua vida. O que mais ela poderia querer?! Ela tinha tudo ali!!! Sendo oferecido a ela! Felizmente ela acordou. Demorou, mas até que nem tanto quanto eu imaginava. Eu pensava que ela só fosse acordar na última página.kkkkk... Mas acontece bem antes disso.


"... em seguida, abraçou-a com carinho, confortando-a como se fosse uma criança assustada. Em silêncio, obrigou-a a levantar-se e puxou-a de encontro ao peito, fazendo-a recostar a cabeça em seu ombro.

Como se fosse a atitude mais natural do mundo, Sara aninhou-se em seus braços e deu vazão ao pranto que ameaçava sufocá-la."

"Stuart abraçou-a com mais força, como se quisesse absorver um pouco da sua dor."


- O que falar do Stuart??? (suspiros...) É impossível não se apaixonar por ele. Assim como a Sara, somos vítimas de seu feitiço logo à primeira vista. Ele causa um impacto e conforme vamos conhecendo-o vamos nos apaixonando cada vez mais por ele. A cena em que ele abraça a Sara com todo aquele carinho e a consola, é uma das cenas mais queridas, mais lindas. Eu me emocionei com a beleza, o amor que existia na cena. Outro homem talvez se comportasse de forma diferente, por causa do motivo das lágrimas da Sara, mas o Stuart não se sentiu ofendido pela atitude dela. A primeira coisa que ele fez depois de descobrir o que a deixava tão triste, foi abraçá-la. Abraçá-la como somente quem ama sabe abraçar. Sabe aquele abraço que faz você derramar todas as lágrimas que estavam presas? Que faz você colocar toda a dor que te sufocava para fora? Foi esse o abraço do Stuart. Eu achei a cena simplesmente linda. Fofa e tocante.

Stuart é um daqueles mocinhos da PJ que sempre consegue me tocar. Eu sentia saudades deles. Já me decepcionei muito com a autora, já li livros terríveis escritos por ela. Livros que me deixaram com vontade de brigar seriamente com ela e perguntar o que ela tinha bebido antes de escrever aquelas "coisas". Mas também já li livros muito lindos e especiais escritos por essa autora tão querida. E são esses livros que a tornaram tão especial para mim. Eu também morria de medo de ler outra história da PJ. Não por temer encontrar um traste, uma praga como mocinho, mas sim... porque seria a primeira vez que leria algo dela depois de sua morte. E não me sentia tão preparada assim. É doloroso imaginar que nesse mesmo mês, ano passado, ela ainda estava viva. É doloroso saber que agora ela não está mais aqui. Quantas histórias será que ela ainda planejava escrever? Quantas histórias ficaram inacabadas e quantos personagens perderam a chance de ganhar vida? Quando a Penny Jordan faleceu não foi mais um ser humano que se foi. Foi uma estrela que perdemos. Uma estrela que voltou para o céu. Sinto muita falta dela. Ainda é difícil acreditar que ela realmente partiu. Mas me alegra saber que ela será eterna. Ela pode ter escrito livros capazes de deixar qualquer leitora indignada e com vontade de nunca mais ler nada escrito por ela, mas escreveu MUITOS livros especiais. Muitos livros com mocinhos que tocam nosso coração e nos emocionam. Histórias que nos fazem suspirar e sonhar acordadas. Belos romances. Essas histórias a tornam eterna. Ela nunca será esquecida. 


Stuart é um mocinho que nos conquista sem realmente desejar isso. Como posso explicar? Ele não se esforça para ser especial. Ele é especial. Ele me conquistou fazendo as coisas mais simples. Porque eu conseguia enxergar todo o amor e a dedicação por trás daqueles gestos. E ele fazia tudo em silêncio. Ele não ficava dizendo para a Sara o que sentia. Ele mostrava. Ele é maravilhoso, gente! O tipo de mocinho que eu necessitava no momento.rsrs... Depois do mocinho de Segredos Perigosos, ele é tudo que eu precisava para continuar acreditando nos meus queridos romances. Ainda existem mocinhos de verdade. E não imitações terríveis como alguns... rsrs...

Essa história foi uma indicação da minha querida amiga Carlita. Dessa vez amei a história apesar da mocinha, amiga! :) Ainda estou surpresa!kkkkk... Mas a história é exatamente o que eu queria e não esperava encontrar no momento. Foram livrinhos como esse que fizeram eu me apaixonar pelos romances de banca. Já li certas coisas que... Nem sei que palavra usar!kkkkkkk... Foi ótimo matar a saudade dos livrinhos especiais. Dos livrinhos de verdade. :) Gracias!


- Recomendo a história?! É claro!rsrs... Dei cinco estrelas ao livro no skoob, pois ele merece. E ele ainda ganhou passagem para os favoritos. :D


Em novembro o tema da Maratona de Banca 2012 foi Penny Jordan. Para conhecer a resenha dos outros participantes, clique AQUI.


Bjs e até breve!

1 de outubro de 2011

Amor Traiçoeiro - Penny Jordan



3º Livro da Série Doce Vingança/Sedução



Numa viagem de negócios à bela cidade de Praga, Beth conheceu Alex Andrews, um homem amável e sedutor...


E Beth suspeitou do amor repentino que Alex passou a sentir por ela...

Ela aprendeu a lição depois da humilhante experiência que teve com um homem que a enganou, e não estava disposta a acreditar nas mentiras de outro homem. A partir de agora, chega de romantismo; já está na hora de dar aos homens um pouco do seu próprio remédio.

 
 
Palavras de uma leitora...

 

Cuando estoy contigo crece mi esperanza
Vas alimentando el amor de mi alma
Y sin pensarlo el tiempo me robó el aliento
Qué será de mí si no te tengo?

 

Si no estás conmigo se me escapa el aire, corazón vacío
Estando en tus brazos sólo a tu lado siento que respiro
No hay nada que cambiar, no hay nada que decir
Si no estás conmigo quedo entre la nada, me muero de frío
Ay! cuanto te amo, si no es a tu lado pierdo los sentidos
Hay tanto que inventar, no hay nada que fingir
Me enamoré de tí

Eres lo que yo más quiero, lo que yo soñaba
Eres mi rayo de luz a cada mañana
Y sin pensarlo el tiempo me robó el aliento
Qué será de mí si no te tengo?

Si no estás conmigo se me escapa el aire, corazón vacío
Estando en tus brazos sólo a tu lado siento que respiro
No hay nada que cambiar, no hay nada que decir
Si no estás conmigo quedo entre la nada, me muero de frío
Ay! cuanto te amo, "corazón salvaje" pierdo los sentidos
Hay tanto que inventar, no hay nada que fingir
Me enamoré de ti

(Música: Me Enamoré de Ti/ Cantor: Chayanne)



- Já falei desta música aqui antes? Não estou lembrada, mas o que sei é que essa música foi feita para esse casal. Combina perfeitamente com eles. Quando o Alex começou a dizer aquelas coisas belas e cheias de sentimentos, eu lembrei dessa música...rsrs... É ele confessando seu amor pela Beth, gente! Quem conhece essa música sabe que ela é linda... e quem não conhece, precisa conhecer. É bela demais. Enfim...

- O que posso falar desse livro? Estou com um pequeno problema... por causa da história o livro merece três estrelas. Porém, o fato de ter o Alex TDB como protagonista torna o livro digno de cinco estrelas.kkkkkk...

- Antes de qualquer coisa, esse livro não foi publicado aqui no Brasil. Pelo menos, tudo indica que não. Ele foi publicado em Portugal, mas também não está disponível para compra. Então, quem quiser ler o livro terá que ler em espanhol ou inglês, infelizmente. Espero que ele esteja disponível em português logo. Como não entendo nada de inglês, eu li em espanhol. Vocês se lembram que eu comecei a ler uma série chamada Doce Vingança/Sedução? A série sobre quatro amigas que acabam tendo problemas com um mesmo homem, ou melhor, com o mesmo rato? O nome do cretino era Julian Cox. Então... Eu havia lido quase todos os livros da série... só faltava um. Justamente esse. E como eu também precisava treinar meu espanhol, resolvi parar de adiar e ler logo o livro. Isso pode ter contribuído para o livro não ser tão bom para mim. Porém, eu não estou apostando muito nisso...rsrs... Acho que a culpa é mais do livro, sabe? Pois eu senti a emoção do Alex. Pude sentir a verdade nas suas palavras, me emocionei cada vez que ele apareceu na história... me apaixonei perdidamente por ele... tanto que gostaria de encomendar um homem assim para mim. Eu simplesmente o queria só para mim...rsrsrs... Então, eu senti emoção. Me peguei suspirando várias vezes aqui... sonhando acordada com esse mocinho tão... tudo. Ele já é inesquecível para mim, gente! É quase impossível encontrar homens como o Alex por aí... (suspiros). Bem... Voltando a falar sobre a história... Eu não a achei muito boa. Simplesmente achei que faltou muito nesse livro. A autora criou um prsonagem intenso e apaixonante, mas não criou uma história digna dele. Achei que ele merecia muito mais. E também achei que ele não merecia uma mocinha tão fraca, apagada como a Bethany. Não. Não estou falando isso porque queria ele para mim...rsrs... Já me apaixonei por muitos mocinhos e na maioria das vezes achei as mocinhas perfeitas para eles. Posso citar como exemplo meu Royce do livro Um Reino de Sonhos. A Jennifer foi feita especialmente para ele. São lindos juntos e embora eu o ame com todo o meu coração, tenho certeza de que ela era a única que poderia fazê-lo feliz. Só que nesse livro da Penny Jordan, a mocinha é completamente sem sal. Ela não tem vida. Vive se lamentando e fazendo tolices. Todo mundo precisa resolver seus problemas para ela. Ela não sabe conduzir sua vida sozinha. E além de fazer burrices que afetam somente ela... ela faz coisas que podem afetar outras pessoas também. A tolice final dela foi difícil de engolir. Eu senti raiva dela. E achei que ela merecia sofrer um pouquinho para aprender a ser mais responsável. Mas quem disse que ela aprende? Não. Ela não aprende nada. E precisa da ajuda dos familiares do Alex para poder acordar e finalmente enxergar que ele a ama! Ai, gente! A Bethany me irritou bastante. Acho que o livro poderia ser muito melhor se ela não fosse a protagonista. Poderia ter sido qualquer uma das outras três mocinhas (Kelly, Ana ou Andrea) menos ela.

- O livro começa com o desespero da Bethany. Ela está perdida, pois cometeu a tolice de comprar peças de cristal (enfeites, taças...) através da indicação de uma cigana (e ela sabia que a maior parte dos ciganos que viviam na República Checa trabalhavam para criminosos e estavam ilegalmente no país). As peças que a tal cigana havia lhe mostrado eram perfeitas... maravilhosas. Mas as que chegaram para ela, quando a Bethany voltou para a Inglaterra... não eram tão maravilhosas assim. Pelo contrário. Eram horríveis... e ela jamais conseguiria vender aquilo. E como tinha gastado tudo que possuía e ainda feito dívidas para pagar por aquelas peças... ela estava completamente arruinada. Teria que fechar o negócio. Um negócio que não era só dela. Também era da sua melhor amiga, Kelly. Mas ela não tinha pensado nisso. Mais uma vez na vida, cometeu tolices que poderiam afetar outras pessoas. Ela tinha se deixado enganar mais uma vez... E o pior é que "ele" lhe havia avisado. Alex Andrews... O homem no qual ela não quis acreditar. O homem que se apaixonou perdidamente por ela e fez o possível para ajudá-la... o mesmo homem que ela rejeitou tão cruelmente. Ele a avisou várias vezes. Pediu que ela não fizesse aquilo, mas ela não se importou e além de rejeitar sua ajuda, também rejeitou o amor que ele lhe oferecia e a promessa do futuro que ela sempre desejou ter. Ela acreditou que ele era como Julian Cox e como não queria ser tola mais uma vez (embora tenha acabado sendo) resolveu desprezá-lo. Enfim... É assim que o livro começa. Bethany havia viajado para Praga com a intenção de se recuperar do que sofreu nas mãos do Julian Cox. E antes de continuar... Para saber exatamente o que foi que ela passou, vocês precisariam ler o primeiro livro da série, pois neste aqui as coisas não ficam muito claras. Por exemplo, não menciona que a Bethany tentou se matar... é um fato que só é mencionado, com todas as letras, no primeiro livro. Pelo que lembro, ela tomou "acidentalmente" alguns comprimidos. O Julian Cox é um completo canalha. Tudo que ele ama na vida é o dinheiro e como acreditava que a Bethany iria herdar uma grande fortuna logo, ele resolveu iludi-la e fingir que ela era sua vida. A pediu em casamento logo e nossa mocinha caiu completamente na armadilha dele... A Bethany queria ser amada e por mais que a razão dissesse que tinha algo de errado com aquele homem, o coração dela não quis escutar. Ela não o amava realmente, mas precisava ser amada, entendem? Enfim... Ele a pediu em casamento, nossa mocinha aceitou... Mas... O desgraçado "pegou" uma presa mais fácil e resolveu deixar a Bethany de lado, arruinando a reputação dela no processo. Ela não suportou e quase conseguiu acabar com a própria vida. Ela nega, mas eu penso com a Kelly (amiga dela)... Ela tentou suicídio sim.

- Bem... Voltando a falar do início do livro... Depois que a Bethany recebe as peças e se desespera, ela começa a pensar cada vez mais no Alex e no que viveu ao seu lado... Ela sente sua falta embora queira negar, deseja muito tê-lo ao seu lado novamente e aí... nós, leitoras, somos levadas para o passado...rsrsrs... A autora nos faz acompanhar cada detalhe da viagem que a Bethany fez à Praga. E eu confesso: depois que isso aconteceu, eu fiquei com muita vontade de abandonar o livro. Achei chato, entediante... E só melhorou quando o Alex finalmente apareceu. Ele é a única coisa boa que existe nesse livro. E não é só bom... Ele é maravilhoso! Enfim...rsrsrs... A Penny Jordan achou necessário nos mostrar como o casal se conheceu, mas eu penso que ela cometeu algum erro. Não agradou, sabe? Eu realmente gosto de acompanhar o envolvimento dos personagens... Mas ela sequer mostrou o reencontro do casal primeiro. A história quase inteira se passa no passado. A autora só volta para o presente quando o livro já está acabando... E é com o reencontro do casal. A Bethany ainda reluta um pouco, mas depois que um familiar do Alex vai lhe dizer umas verdades, ela acorda e vai ao seu encontro. Ponto final. Existe um epílogo, mas não nos diz muito. Seria dispensável já que é tão curto. Eu achei a história muito fraca, tenho que admitir. A autora já fez histórias muito melhores. Faltou muito nesse livro. A autora começa no presente, vai para o passado... perde um bom tempo falando do que a Bethany viu em Praga, os pontos turísticos e quase não passa o envolvimento do casal. São poucas as cenas deles juntos. E eu achei isso muito injusto. O meu Alex não merecia isso. Ele merecia uma história de verdade. Daquele tipo que nos faz suspirar. E a PJ sabe criar histórias assim.

- Concluindo: não recomendo a leitura. Não vale a pena. Creio que é dispensável. A não ser que você queira ler a série inteira ou conhecer o Alex. Confesso que não fiquei tão revoltada por ter lido esse livro, pois a presença do Alex nele tornou tudo suportável, sabe? rsrsrs... Ele é um sonho. Ele o mau caminho inteiro. Se eu estivesse no lugar da Bethany jamais seria tão idiota como ela foi. Como ela pôde rejeitar um homem como esse?! O TDB estava lhe oferecendo tudo que ela sempre quis. Dava para ver que ele era sincero e estava completamente apaixonado... Mas a tola o rejeitou. Desprezou o único homem que não quis se aproveitar da sua ingenuidade, vulnerabilidade. O único que perdoava suas falhas e a compreendia. E o Alex foi muito compreensivo. A Bethany fazia comentários cruéis e cheios de veneno e ele suportava tudo, tentando ver além daquilo que ela mostrava. Ele ficou furioso algumas vezes, mas logo depois ele resolvia se controlar, pois a queria... a amava e acreditava que com paciência e amor conseguiria curá-la do estrago que o outro homem provocou dentro dela. O Alex foi simplesmente perfeito. Outros não teriam a paciência que ele teve. E, falando sinceramente, a Bethany não o merecia. Se vocês soubessem que eu acho que ela merecia...rsrsrs... Não é o Julian Cox! rsrs... É um mocinho da Johanna Lindsey que eu "amo" com todo o meu coração. :D Será que alguém adivinha qual é????!!!


- Me decidi. O livro irá ganhar três estrelas. O Alex é perfeito, mas a história não. Infelizmente, não merece mais do que três estrelas. Porém, posso afirmar, com absoluta certeza, que o Alex tem um lugar reservado no meu coração. Jamais vou esquecê-lo.


"- Aprecie-o - Alex lhe disse em voz baixa, como se soubesse o que estava pensando e sentindo. - O apetite para a comida é como o apetite para o amor... feito para ser saboreado e apreciado. É assim que quero fazer o amor com você. - lhe disse com voz rouca. - Lenta e profundamente, para que cada carícia seja uma festa para os sentidos."

 
" - Apenas nos conhecemos. - protestou, sussurrando.

- Sei que te desejo. - lhe respondeu Alex. - Sei que te amo; e sei que teu corpo estremece de desejo quando o acaricio."

 
 
Faz parte da série Doce Vingança/Sedução:


3º Amor Traiçoeiro

 
Bjs e até a próxima!




















5 de fevereiro de 2011

Tardes de Espanha - Penny Jordan



O casamento de Diana com Ruy Silvadores - um nobre espanhol sensual e riquíssimo - tinha sido um fracasso. Vítima da trama diabólica da mãe de Ruy que queria vê-lo casado com sua protegida Carmelita, Diana retorna a Inglaterra levando o recém nascido Jamie e o ódio de seu marido. Três longos anos se passaram. Três longos anos de tortura e saudade. E ela resolve voltar a Espanha para rever seu único amor. Ao chegar ao palácio dos Silvadores, onde fora amada e desprezada, Diana deparou-se com uma terrível realidade. Ruy estava paralítico e parecia odiá-la ainda mais. Estaria tudo perdido ou ainda haveria uma esperança?



Palavras de uma leitora...


"- Sim, querida... é um pequeno indício do inferno, não acha? Esse contato da pessoa amada sobre as nossas feridas. Esta noite amada, cada um de nós será o bálsamo para o coração e a alma do outro, e você amanhecerá entre os meus braços... E assim continuará a ser, pelo resto das nossas vidas."


- Finalmente! rsrs... Prometi que iria ler esse livro faz uns trezentos anos... Não. Não faz todo esse tempo, mas faz alguns meses...rsrs... Estava sempre adiando a leitura dele, pois tinha que ler livros da Sandra Canfield e coisa e tal... Mas o motivo principal era que eu estava com um pouco de medo do livro...rsrs... Quando a Carla me indicou o livro ela disse que tinha gostado muito da história e me indicou como livro no qual o mocinho tinha alguma deficiência... Enfim... Mas a mistura de deficiência física e mocinho criado pela Penny Jordan me assustou um pouco (muito)...rsrs... Por quê? Eu adoro essa autora de verdade, mas por causa de algumas decepções que tive com ela fico com um pé atrás. É que eu estou tentando evitar as histórias dela que possam ser agressivas e façam com que eu me aborreça muito com ela. Eu não lembro direito do que a Carla falou desse livro, mas acho que ela disse que o mocinho era maravilhoso. E foi só por ter certeza de que ela me avisaria se tivesse algo que me irritasse demais na história (agressão, estupro, traição...) que eu decidi finalmente ler o livro. E sabe de uma coisa? Não sei porque fiquei com tanto medo. A história é muito bonita, leve, romântica mesmo com as brigas do casal. Não me arrependi de ler o livro e gostei bastante da história. Fiquei ansiosa à toa! rsrs...

- Bem... Seria uma mentirosa se falasse que não me irritei com a história. Claro que me irritei! É Penny Jordan! Mesmo quando faz histórias maravilhosas a autora coloca algo para esquentar um pouco nosso sangue. Como, no caso desse livro, dois idiotas que ficaram quase quatro anos separados por acreditar de cara no que os outros falaram. Foi só fulano de tal dizer isso e aquilo para o casal se separar sem nem ao menos dar chance para explicações. Mas sabe quem mais me irritou? A mocinha! Tive vontade de socar a Diana! Ela bem que merecia. Muito estúpida! Eu perdi as contas de quantas vezes o nome Carmelita foi mencionado por ela. Ela vivia repetindo esse nome sem parar e ficava tirando conclusões precipitadas. Nunca ouviu o marido dizer que amava a outra nem que pretendia se casar com essa Carmelita, mas na cabeça da mocinha ele era louco por essa tal Carmelita ao ponto de não procurar o filho por causa dessa mulher. Tive! Tive muita vontade de esmurrar a Diana! Ela bem que mereceu sofrer um pouco para aprender a não dar ouvidos ao que os outros diziam. Tinha que pelo menos ter enfrentado o marido em vez de fugir como uma covarde ainda privando o Ruy de acompanhar o crescimento do filho. Ela foi uma idiota e eu não gostei muito dela durante boa parte do livro. Achei ela fraca e tola! Sempre chorando como uma coitadinha. Por que não enfrentou o marido? Ele não queria ouvi-la? Gritasse até ele ficar surdo, então! Mas tinha que ter feito algo... Aquela posição de mártir me tirou do sério, mas ela sofreu e isso amenizou muito a raiva que eu sentia dela...rsrs... Talvez essa revolta venha do fato de eu ter gostado muito do mocinho e ter achado muito injusto o sofrimento dele. Estava na cara que ele a amava e nunca fez nada que justificasse as dúvidas dela. Eu fiquei imaginando o que ele deve ter sentido ao saber que sua esposa fugiu com o filho recém-nascido sem ao menos deixá-lo conhecer a criança. Eu fiquei com uma raiva tão grande da mocinha...rsrs... Ela não tinha direito nenhum de fazer isso. Eu a entendo tbm. Sei que ela deve ter se sentido muito confusa e magoada com as coisas que a cobra da sogra dela e a vadia da Carmelita disseram, mas mesmo assim ela não tinha direito de afastar a criança do pai. Ele não fez nada para merecer essa atitude, sabe? Nada! Foi crueldade da parte dela. E ela tinha mais era que livrá-lo da paralisia mesmo! E aturar o tratamento cruel dele enquanto ele estava preso àquela cadeira de rodas por culpa dela!

Enfim... Mas antes de continuar... Por que a autora foi colocar esse nome num mocinho tão maravilhoso?! Eu detesto esse nome! Tive que fingir que o mocinho tinha outro nome...rsrs... É que meu avô tem o mesmo nome do mocinho e ele não vale um centavo, sabe? Por isso achei uma ofensa contra o mocinho fazê-lo se chamar assim (risos). Ok... Vamos continuar!

- Bem... Mas é claro que eu não inocento totalmente o mocinho apesar de ter achado que ele não mereceu que a mocinha fugisse levando o filho que ele nem pôde conhecer... Fiquei me perguntando durante a leitura porque ele não foi atrás da mocinha nem que fosse para ameaçar tirar a criança dela se ela não voltasse pra ele! Não entendi há quanto tempo ele estava paralítico. Não lembro de ter lido sobre isso no livro, mas acho que fazia pouco tempo. Ou seja, ele podia ter ido atrás da mocinha, não podia?! E não foi por que motivo? Outro covarde! rsrs... O orgulho insuportavelmente masculino não deixou! Aí ele ficou sofrendo e xingando ela sozinho..rsrs... Ninguém merece! E mesmo se ele já estivesse paralítico na época podia ter ido atrás dela mesmo assim. Não foi por causa de um orgulho que só servia para atrapalhar. Mas eu gostei tanto dele, gente! rsrs... Eu me divertia com os ataques de ira dele. Dava para perceber que todas as suas atitudes eram provocadas por uma dor muito grande. Ele sofreu muito com a fuga da Diana. Ele a amava muito e ao pensar que ela havia levado o filho que ele colocou nela com tanto amor e ainda havia fugido com um amante... quase o destruiu. Eu senti compaixão por ele. E quando o filho vai aprender a andar de cavalo? Ele não podia ensiná-lo, pois estava paralítico e ao vê-lo sofrer tanto por causa disso eu me emocionei muito. Era tão injusto, sabe? Enfim... Ele vivia atacando a Diana verbalmente e às vezes apertava os pulsos, braços dela para fazê-la sentir dor. Eu não gostei muito disso, não, mas não levei muito em conta. Ele dizia que ela deveria agradecer por poder sentir dor, coisa que ele já não podia, segundo ele... Eram essas palavras ditas com tanta dor que me tocavam. Dava para sentir o sofrimento dele e isso fez com que eu o perdoasse por tudo. Ele se sentia impotente e achava que a mocinha tinha voltado por interesse ou piedade. Aquilo o feria muito.


Um pequeno resumo:

Ela era jovem e inocente quando o conheceu. Não conhecia nada do mundo ou da vida. E ao vê-lo, se apaixonou perdidamente sem medo ou reserva. Ele era seu herói e ela soube, no momento em que o olhou, que ele seria seu único amor.

Ela havia viajado para Espanha de férias e foi lá que o conheceu. Ele era mais velho que ela, mais experiente, mas Diana não se importou com nada. Eles começaram a namorar e em pouco tempo Ruy a pediu em casamento. Ela não pôde recusar e ao se tornar esposa dele se sentiu a mulher mais feliz do mundo... Porém...

Os problemas não tardaram a aparecer... Logo após o casamento, Diana descobriu que além de ser rico, Ruy também era um conde e acima de tudo, era filho de uma mulher orgulhosa que faria de tudo para anular o casamento "escandaloso" do filho com uma mulher tão insignificante como Diana. O pesadelo de Diana começou logo após ser apesentada a mãe de Ruy e ser cruelmente rejeitada por ela. Aquele tratamento humilhante foi o primeiro grande golpe que ela sofreu, mas o tempo lhe trouxe ainda mais sofrimento...

Os meses foram passando e Diana foi se sentindo cada vez mais infeliz. Ela descobriu que estava grávida o que acabou por enfurecer ainda mais a sogra que pretendia anular seu casamento. E movida pelo desespero, a sogra de Diana e Carmelita lançaram o golpe final: fizeram Diana acreditar que Ruy estava tendo um caso amoroso com Carmelita enquanto ela estava dando à luz ao filho de ambos.

Se sentindo profundamente ferida e já não suportando mais tanta pressão, Diana pegou o filho e fugiu para Inglaterra sem ao menos deixar o marido se explicar.

Os anos passaram e os dois continuaram sofrendo cada um do seu lado, sem ter coragem de se enfrentarem para terminar de uma vez com todo aquele tormento. Mas após receber uma carta na qual era convidada a voltar para Espanha, finalmente chega o momento de por todas as cartas na mesa... Mas o que Diana não sabe é que Ruy já não é o mesmo homem pelo qual ela se apaixonou. Ruy agora está condenado a uma cadeira de rodas e está disposto a fazê-la sofrer tanto ou mais do que ele estava sofrendo...

Ambos estão muito magoados, mas não tem coragem de confessar o que sentem um para o outro. Como será que eles conseguirão resolver seus problemas? Será que mesmo depois de tanta mágoa e da paralisia do Ruy ainda há tempo para um amor que nasceu de forma tão natural e que estava apenas adormecido? Mas é claro que há! Enquanto houver amor... sempre haverá tempo...

- Bem... Acho que eu justifiquei um pouco a mocinha durante o 'um pequeno resumo'...rsrs... Como disse, eu entendo os motivos dela. Deve ter sido um inferno aturar o desprezo da sogra e ouvir da vadia da Carmelita que seu marido não a amava, que só se casou com ela para causar ciúmes na outra... Deve ter sido difícil saber que Carmelita era a queridinha de todos enquanto ela nunca seria aceita, pois não a consideravam digna do Ruy. E o jeito do Ruy lhe dá tempo para aprender a amá-lo não ajudou muito. Pelo que eu entendi, o mocinho não a procurava porque queria que ela aprendesse a amá-lo aos poucos... Era como se ele não quisesse forçá-la a assumir de vez um relacionamento íntimo com ele. Ele se casou com ela, pois não suportava tê-la longe, mas queria lhe dá tempo depois que estivessem casados. Essa lógica dele é muito estúpida, mas....rsrs... Foi seu jeito de amá-la, de mostrar que se importava com os sentimentos dela. Não queria cobrar nada dela... Enfim... Mas essa atitude contribuiu para que a mocinha pensasse que ele não gostava dela. E ajudou a mãe dele e a sonsa da 'queridinha' a plantarem a semente da dúvida em Diana. Ele facilitou um pouco, sim, mesmo sem querer. Tinha que ter sido mais presente, tinha que mostrar mais o quanto a amava... Ele não passou muita segurança... Enfim... A culpa da separação foi dos dois. Eu continuo achando que a mocinha foi muito cruel ao levar o bebê sem ao menos deixá-lo conhecer a criança... Isso o feriu muito. Mas a culpa foi dos dois. Se tivessem confiado mais um no outro, se tivessem demonstrado o quanto se amavam... intrigas de ninguém conseguiria separá-los. Houve muita falta de confiança e sem confiança nenhum casamento sobrevive...

- Eu gostei muito do livro. Amei o mocinho apesar do jeito agressivo dele...rsrs... Era tudo causado pela dor, por isso eu o perdoei. E também gostei da mocinha, apesar dela não ser minha preferida. Ela não é má e age um pouco em alguns momentos. Pelo menos no início do livro ela fez algo que eu adorei. Sabe o quê? Deu um tapa na cara do mocinho! Ele havia implorado por aquilo! rsrs... Eu gostei dela, sim... Apesar de tê-la achado muito tola eles mereciam ficar juntos no final. Ela o amava com todo o coração e não fez nada por mal tbm. Não sabia que ele a amava (claro que não sabia! como saberia se ele não disse???!!!) e não se afastou com o propósito de feri-lo.

- Enfim... Como já disse, esse livro foi uma indicação da Carla, que é amiga minha e do blog! Muito obrigada, Carla! Foi muito bom ler esse livro! Não me arrependi nem um pouco. Foi até divertido...rsrs...

E recomendo o livro aos fãs da autora! Não recomendo à qualquer um, pois tem gente que não gosta da autora... Enfim... Mas acho que tbm é uma ótima escolha para quem quer arriscar. Mas só se essa pessoa já está acostumada com mocinhos que são meio agressivos... Não estou falando daqueles que batem, não. Estou falando de agressões verbais.

- Bem... É isso! Ainda não sei qual o próximo livro que irei ler... mas acho que irei escolher um de alguma autora nova... Até a próxima!

Bjs!
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