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5 de junho de 2018

Lançamento Harlequin - junho/2018: As Filhas da Noiva - Susan Mallery (resenha)

(Título Original: Daughters of the Bride
Tradutora: Carolina Caires
Editora: Harlequin
Edição de: junho/2018)


COURTNEY É A IRMÃ DESASTRADA. 

Ela pode não ter uma vida tão organizada quanto a das irmãs, mas é excelente em guardar segredos. Principalmente sobre seu caso tórrido com um produtor musical. Courtney não imaginou que ao planejar o casamento da própria mãe sua vida secreta viria à tona, mudando completamente a imagem que sua família tinha dela. 

SIENNA É A IRMÃ DESAPEGADA.

Quando Sienna é surpreendida na frente da mãe e das irmãs por um pedido inesperado de casamento, ela acaba dizendo sim, mas sem muita convicção. Sienna já passou por dois noivados que fracassaram. Como fazer planos para o futuro, se ela nem tem certeza de que realmente merece o namorado?

RACHEL É A IRMÃ CÍNICA.

Ela sempre acreditou que o amor era para sempre... até o seu divórcio. Com a proximidade do casamento da mãe, seu ex-marido ressurge e começa a provar que mudou e que o relacionamento pode ter uma segunda chance. Porém, para que eles possam recomeçar, Rachel terá que reconhecer algumas verdades incômodas sobre o seu casamento. Ela precisa escolher entre seu próprio orgulho ou o tão desejado "felizes para sempre".



Palavras de uma leitora...



- As Filhas da Noiva, da diva Susan Mallery, é o mais novo lançamento da Harlequin Books Brasil. E eu estava tão ansiosa para ler o livro que não aguentei esperar: assim que recebi meu exemplar lindo e maravilhoso interrompi o que estava lendo (Segredos de Uma Noite de Verão) e iniciei logo em seguida a leitura desta história. Eu estava um tanto descontrolada, confesso.kkkkkk Fazia um tempo que não lia nada da minha autora e queria demais mergulhar outra vez em seus romances que tanto me envolvem. O que posso fazer se amo o que ela escreve?! :D

Desta forma, nem deu tempo de fazer o post de lançamento do mês antes de ler o livro e preparar a resenha. A leitura veio antes de tudo.rs Eu devorei a história! E olha que estava num momento difícil, encarando um final de semana agitado e para esquecer. O livro me arrancou risadas, me fez refletir e emocionou quando tudo o que meu ânimo pedia era para ficar deitada na fossa.rs É por isso que eu digo que um bom livro é capaz de curar qualquer coisa. :)

Me senti tão conectada às personagens, principalmente à Courtney! Isso é o que mais amo nos livros da Susan: sua capacidade de criar personagens humanas, que encaram situações comuns da vida e nos provocam aquele sentimento de identificação. Nós sabemos o que elas estão sentindo porque passamos por momentos parecidos. Dificuldades com a família, relações de amizade, problemas na escola/faculdade/trabalho, amores que terminam porque o dia a dia se interpõe... Você nunca encontra perfeição nos personagens da autora. Eles são reais. Gente como a gente. Ninguém é mocinho ou vilão. São pessoas tentando levar a própria vida da melhor forma possível. Que erram e acertam. Caem e levantam. Que têm dúvidas, medos, mágoas, sonhos, esperanças... É apaixonante mergulhar num livro dela. É sempre uma experiência incrível. 

- Rachel, Sienna e Courtney são três irmãs completamente distintas, adultas e bem resolvidas... nem tanto assim. Cada uma lidou de uma maneira com o choque sofrido na infância quando perderam o pai e seu lar quase simultaneamente. Agora, vinte e quatro anos depois, se organizam para auxiliar a mãe nos preparativos para o seu casamento. Após ter passado mais de duas décadas sozinha, Maggie finalmente encontrou o homem perfeito para curtir sua melhor fase. Estava mais do que na hora de deixar o passado e todos os obstáculos que enfrentou para trás e aproveitar os presentes que a vida ainda lhe reservava. 

É justamente nesse momento que o passado de Rachel resolve retornar com força. Não que seu ex-marido tenha realmente deixado de fazer parte de sua vida quando se divorciaram, quase dois anos antes. Afinal de contas, tinham um filho juntos e precisavam levar as coisas de maneira amigável ainda que a mágoa pela traição continuasse marcando-a e impedindo-a de seguir em frente. Mas Greg estava diferente. Nem parecia o homem que preferia curtir com os amigos ao invés de ajudá-la na criação do filho. Não parecia o mesmo que destruiu seu coração ao deitar-se com outra mulher. Ele parecia ter amadurecido... quando já era tarde demais. 

"Ela o amou muito, e Greg a traiu."

Embora a mudança de comportamento do homem que ainda abalava suas estruturas fosse um choque para Rachel foi somente após ouvir uma conversa humilhante que ela tomou a coragem necessária para voltar a pensar em si mesma. Greg estava bem. Lindo e maravilhoso como sempre. Mas... e ela? Era justo largar-se, esquecer de si mesma por causa da decepção estúpida que ele lhe causou? Tinha que aprender a se amar. E o resto... o tempo trataria de acertar. Inclusive seu coração...

"Ele tinha sido seu primeiro namorado, sua primeira vez, seu primeiro tudo."

 Estava acostumada a culpar Greg pelo fim de tudo. Foi ele quem traiu. Foi ele quem jogou fora dez anos de casamento. Mas... será que era a única vítima nessa história toda? O noivado da mãe a faz repensar a própria vida e suas escolhas... e ter Greg mais próximo... metendo-se em seu caminho e fazendo-a encarar o que não queria. Teria a força necessária para lhe dar uma segunda chance? Seguir seu coração? Ou a raiva falaria mais alto?

- Sienna não se lembrava com tristeza dos momentos que passou no bangalô da amiga de sua mãe quando perderam tudo. Tinha apenas seis anos na época e todos eram legais com ela. Assim, tirando alguns momentos desagradáveis da sua adolescência, cresceu independente, confiante em si mesma e desapegada como as irmãs não conseguiam ser, o que a fazia se sentir bem diferente delas e de certa forma distante. Tinha um relacionamento complicado com a caçula e embora já tivesse ficado noiva duas vezes não se sentia disposta a dar o passo necessário para transformar o noivado em casamento. E quando seu atual namorado decide surpreendê-la com um pedido de casamento... não é nada bom o que ela sente. Porque sempre que estava em seus braços queria estar em qualquer outro lugar. Seu toque não lhe provocava nada. Ele podia ser um ótimo partido, o cara ideal para sua vida, mas... faltava algo. Talvez um amor do passado. 

"Ela simplesmente ficou se olhando e se perguntando por que ninguém mais via os muros que se formavam ao redor de seu coração."

Será que no fundo não tinha medo? De não encontrar a pessoa certa? De cometer o erro de se contentar com alguém que estava simplesmente ali, mas que não a fazia se sentir amada? Estava confusa. E só gostaria de ter dito "não". 

- Courtney já estava acostumada a ser a ovelha negra da família, a fracassada, a incapaz. Tinha apenas três anos quando seu pai morreu e não guardava nenhuma lembrança dele ou dos momentos que passaram em família. Tudo o que recordava era que sua mãe nunca estava presente quando ela precisava. Concentrada em se reerguer e comprar uma casa para a família, para que deixassem de viver de favor na propriedade da amiga, Maggie não tinha tempo para lidar com os problemas de sua caçula. Por isso, mal percebeu que ela enfrentava problemas de aprendizagem e quando a menina repetiu de série duas vezes simplesmente considerou que ela tinha algum retardo mental, que não era tão brilhante como suas outras meninas. Assim, somente aos dez anos de idade o déficit de aprendizagem de Courtney foi diagnosticado. E mesmo que depois ela tenha feito de tudo para fazer sua mãe se orgulhar dela, Maggie nunca percebeu. 

"Mas era difícil ser mais quando as pessoas que deveriam te dar amor insistiam em te ver como menos."

Cansada de tudo, ela foi embora de casa aos dezoito anos, disposta a seguir a própria vida. Acabou encontrando em seu antigo refúgio da infância um trabalho como camareira. No hotel de Joyce, a melhor amiga de sua mãe e quem as tinha abrigado tantos anos antes. Mesmo com as relações com a família estremecidas, ela encontrou em Joyce uma amiga verdadeira, uma mãe mais presente do que a sua jamais tinha sido. E com o passar dos anos a relação entre as duas apenas se fortaleceu... provando que família é muito mais que uma união por laços de sangue. 

Ainda que o passar dos anos a tenha levado a fazer as pazes com a mãe e que sua relação com Rachel fosse bastante próxima, não tinha coragem de revelar seu segredo. Não ainda. Não tão perto do casamento. Aguardaria o término dos dois semestres seguintes e então mostraria que tinha conseguido. Que não era mais a incapaz que insistiam em ver. 

É quando ela menos espera que Quinn surge em seu caminho. O neto de Joyce. O famoso produtor musical, que há anos deixara a cidade pequena para construir seu próprio espaço no mundo. Agora ele regressava como se nunca tivesse partido. E parecia considerar Courtney seu novo projeto. Seria tolice cair em suas garras, com certeza. Não importava o quanto ele a olhasse... ou as sensações que despertava em seu corpo. Mas por que ele parecia lê-la como ninguém? Por que compreendia o que sua própria família não entenderia? Sentia que poderia confiar nele, entregar-se... e isso era assustador. 

"Courtney conhecia o perigo. O amor doía. Sempre. Todos os tipos de amor."

- Quando iniciei a leitura já sabia que o livro se tornaria um dos meus preferidos. Às vezes isso acontece. Sentimos uma ligação profunda com uma história antes mesmo de lê-la. Mas ainda assim eu não imaginava que fosse amar tanto praticamente todos os personagens do livro, com suas qualidades e defeitos, com sua humanidade tão tocante. Eu quis matar alguns? Claro! Os mesmos que eu amava insistiam em me tirar do sério em alguns momentos, mas faz parte. Amar não significa não sentir raiva.rs Todavia, de modo geral, eu simplesmente me apeguei a eles. E curti imensamente cada instante. 

Das três irmãs, a Courtney é minha preferida por tudo o que ela passou e conseguiu construir sozinha. Foi a que mais sofreu, quem mais sentiu a ausência da mãe. Quem enfrentou dificuldades que não compreendia e só podia contar com o apoio de uma irmã que era apenas seis anos mais velha que ela. A infância dela foi um pesadelo e foi bem fácil entender o que a levou a ir embora... E me orgulha imenso a volta por cima que ela deu. Foi a personagem da qual me senti mais próxima e por quem mais torci. Ela era tão espontânea mesmo que desejasse não ser percebida pelos outros. Mesmo que fosse insegura tinha uma energia capaz de contagiar, uma vontade de viver e uma forma simples de ver as coisas. É fácil amá-la. Não é à toa que o Quinn fica rendido. E por falar em Quinn... Meu Deus do céu! Que homem!kkkkkk... A relação que se constrói entre ele e a Courtney é belíssima de se ver. Era a pessoa certa para fazê-la enxergar o próprio valor. Para protegê-la e respeitá-la. Para fazê-la sentir-se livre. O relacionamento dos dois é delicioso de acompanhar. Sabe aquela pessoa que te coloca para cima, que não tenta te sufocar, cortar suas asas e sentir-se superior? Quinn era o tipo de homem com quem uma mulher poderia contar. Alguém que a ouviria quando ela precisasse. Que escutaria até mesmo as palavras que ela não tivesse coragem de colocar para fora. E que sempre a incentivaria a ser tudo o que ela desejasse. A seguir seus próprios sonhos. Um homem assim é o que todas nós merecemos, sem dúvidas. :D Eu quero alguém assim para mim! Suspiros...

E necessito dizer que quando os dois estavam juntos eram quentes.rsrs E as cenas eram belas. Simplesmente belíssimas. 

"Queria que Greg ficasse. Queria se ajeitar ao lado dele no sofá e assistir a um filme. Ou conversar. Queria que a beijasse e abraçasse, e então a levasse escada acima e fizesse amor com ela."

- Se eu for falar tudo o que amei nesse livro a resenha não terminará nunca.rsrs Porque gostaria de falar tanta coisa... É muito amor que sinto por essa história. E preciso comentar que também fiquei muito envolvida pela história de Rachel e Greg. Embora eu seja bem intolerante com traição e ache que ele merecia era passar o resto da vida sozinho para aprender a ser fiel.rs No fundo, não conseguia odiá-lo. Está aí algo que a Susan consegue com facilidade: que compreendamos os personagens. Existe muita coisa entre esses dois. Todo um passado juntos, toda uma vida. Se conheciam como ninguém. E a verdade é que não houve apenas um culpado pelo fim. Um casamento é feito por duas pessoas e por mais que o Greg tenha errado feio e eu não concorde com tudo o que ele disse para ela (por mais que algumas coisas fossem verdades), acabei por querer que eles se acertassem. Porque não estavam felizes. Nenhum dos dois seguiu em frente. Ficaram parados no ponto em que se separaram.  

"Tenho saudades do que éramos juntos."

- Sienna foi a protagonista que mais me provocou raiva em determinados momentos do livro. A maneira como ela tratava a Courtney me enfurecia. E eu a considerava uma metida, que se achava demais.rs Todavia, isso mudou. Porque, por mais incrível que pareça, quando a Courtney mais necessitou de um apoio familiar ela foi a primeira a estender a mão, a primeira a oferecer seu apoio, me mostrando que às vezes não conhecemos todos os os lados... vemos apenas uma parte da pessoa e a julgamos por isso. Sienna cresce muito como mocinha. E nos surpreende bastante. No fim, eu a amava também.kkkkkk... Mas se tem uma coisa que desejei foi que ela mandasse aquele noivo dela para o inferno. #Prontofalei. Sempre que eu o via pensava em psicopata.kkkkkkk

Por falar nisso, vale a pena comentar também o trabalho maravilhoso que a Sienna fazia. Era uma pessoa complicada? Sim.rs Mas também era alguém que se importava e abraçava a causa do seu trabalho com unhas e dentes. Ela trabalhava para uma ONG que ajudava mulheres vítimas de violência doméstica. E não ficava gritando isso aos quatro ventos para mostrar que pessoa incrível ela era. De modo algum. Mostrava para os outros era seu lado difícil.rs O lado humano, que se importava com as pessoas, só quem era bem próximo conhecia. E as pessoas que ela tinha ajudado, claro. :)

- O que mais posso dizer?! Que recomendo MUITO esta história! Que se fosse vocês largaria tudo (e foi exatamente o que eu fiz) e leria este livro. Dei 5 estrelas no Skoob porque era o limite. Mas se pudesse teria dado 10, 100, 1000. Sim! Porque merece mesmo! E porque amo demais! E vocês sabem que quando amo é com força. :D 

Termino deixando uma cena linda:

"Courtney se recostou nele.
- Eu precisava chorar, e nenhum homem quer lidar com essas coisas. 
- Eu posso lidar com qualquer coisa que estiver acontecendo com você. - Beijou-a de novo. - Na próxima vez, quero estar presente. Não importa a hora."


*Este livro foi recebido em parceria com a editora Harlequin.  

28 de agosto de 2015

Revelações do Amor - Susan Mallery

(Título original: Her Last First Date
Tradutora: Gracinda Vasconcelos
Editora: Harlequin
Edição: julho de 2015)

Trilogia Positivamente Grávida 3/3


Há doze anos, Crissy Phillips deu à luz um filho, e, apesar de tê-lo entregado para a adoção, jamais o esquecera. Agora, a convite da família adotiva, ela tem a oportunidade de fazer parte da vida de Brandon. Crissy queria dedicar-se completamente à criança, mas Josh Daniels, o tio do menino, atrai sua atenção. Desde a morte da esposa, ele não se interessara por outra mulher. Apenas Crissy conseguira se aproximar e tocar seu coração. Tudo parecia perfeito, até ela descobrir que engravidara novamente… 



Palavras de uma leitora...


"Doze anos atrás, conseguira a liberdade que ansiava, mas a que preço?"

- Aos 17 anos de idade, prestes a terminar o ensino médio, Crissy resolveu ter sua primeira experiência sexual, mas tudo que ela não poderia esperar é que fosse ficar grávida, que seu namorado sequer pensaria em se casar com ela e que ele ainda fugiria de toda e qualquer responsabilidade. Totalmente apavorada, sabendo que se ficasse com aquele bebê teria que desistir de todos os sonhos que alimentara, ela buscara apoio nos pais para entregar o filho à adoção. Na época, parecera-lhe a decisão certa... encontrar para aquele bebê inocente um lar, com pais que o amassem e o criassem de forma segura. E quando conheceu Abbey e Pete soube que estava diante de um casal que daria ao seu filho tudo o que ela não poderia dar. E o entregou. Depois seguira em frente, recusando-se a voltar a vê-lo. Recusando-se a reconhecer que tinha tido um filho e que o rejeitara. Mas a dor que a consumira em silêncio jamais a abandonou. Com frequência, os pais do menino lhe mandavam fotos e cartas e a convidavam, ano após ano, para conhecê-lo pessoalmente. E durante doze anos, Crissy jurara que jamais cederia. Até que algo em seu interior falou mais forte e ela tomou a decisão que sabia que lamentaria. A decisão de finalmente enfrentar seu passado, seus erros, sua dor e saber o que perdera. Ver o menino que um dia carregara em seu ventre, que optara por perder e que jamais poderia recuperar...

"Ela o vira em pessoa apenas uma vez antes. Cerca de 13 anos atrás, em uma manhã de quinta-feira quando a enfermeira lhe entregara um pequeno bebê, enrolado em uma manta, para segurar.
Crissy lembrou-se de ter recusado e apontado para uma chorosa, mas exultante, Abbey.
- Aquela é a mãe dele - afirmara convicta do que estava dizendo.
Mas ainda continuava com a mesma convicção?"

- Teria ela realmente forças para levar adiante aquela decisão? Conseguiria ver o filho sem que isso a destruísse? O ouviria chamar outra pessoa de "mamãe" sabendo que um dia tivera aquele direito e o recusara? E o mais importante: algum dia conseguiria olhar para trás e ver o quanto estava jovem e perdida? Conseguiria perdoar a menina que um dia fora e que desistira da parte mais importante de si mesma? Durante doze anos se castigara, incapaz de perdoasse. Só ansiava por saber se um dia conseguiria... Porque disso dependia sua felicidade. Porque somente assim poderia recomeçar. 

"Tinha a sensação de que parte dele morrera com a esposa. [...] Entretanto era exatamente o que ele queria. Uma vida sem emoção, sem sentimento. Porque se apaixonar e depois perder Stacey quase o matara. Não estava disposto a correr esse risco outra vez. Por ninguém."

- Quatro anos atrás, ele havia perdido a sua vida. Por mais que respirasse, no fundo, ele sabia que estava morto. Que morrera no dia em que Stacey partiu, levada por um câncer que a consumia desde criança. Não importava o quanto sua família e amigos insistissem para que ele seguisse em frente, para que a deixasse ir, sabia que sempre a amaria. Que só haveria lugar em seu coração para ela, que nenhuma mulher jamais conseguiria mexer com seus sentimentos... até conhecê-la. Ele havia sido encarregado pelo irmão e pela cunhada de facilitar as coisas para que Crissy conhecesse o filho que um dia abandonara. Embora eles fossem pessoas bondosas e ingênuas demais, animadas com a possibilidade de provocar aquele encontro, Josh tinha suas reservas. Não sabia o que de fato Crissy pretendia e estava disposto a proteger sua família. Mas tudo mudou depois que ele a viu pela primeira vez. Algo aconteceu ali. Algo que ele não se atrevia a nomear... algo que talvez estivesse prestes a tirá-lo de sua zona de conforto e bagunçar todo o seu mundo. Mas fosse o que fosse, ele afastaria. Porque não voltaria a amar. Nunca.

Mas... haveria possibilidade de lutar contra o coração?

- Ainda estou muito emocionada. Tudo que eu não poderia esperar ao iniciar a leitura desta história era chorar.rs Eu tinha fortes esperanças de gostar muito do livro, mas não imaginava que seria tanto e que um terrível nó insistiria em permanecer em minha garganta durante a toda leitura. Mas me apaixonei por este livro desde o princípio e conforme fui lendo... este amor apenas aumentou. E os sentimentos que me invadiram me levaram às lágrimas uma e outra vez e assim até o final. Mas foi delicioso. Uma experiência única. Que eu não me importaria de viver novamente. 

"Aquele era o seu filho. O seu bebê. Doze anos atrás, ela o colocara no mundo. Ele estava vivo porque ela o gerara em seu ventre. A informação era surpreendente e difícil de acreditar". 

- A Crissy mexeu demais com minhas emoções. Desde a primeira página. Eu tinha muitas reservas, afinal de contas, ela abandonara o filho. O entregara à adoção e depois cortara toda e qualquer ligação com ele, como se ele nunca tivesse existido. Pelo menos, isso aconteceu na teoria. Não precisamos nem avançar muitas páginas para percebermos que na prática ela vivia com a lembrança do filho, que por mais que ela dissesse para si mesma que não o amava e que nunca pensara nele, isso não passava de uma grande mentira. Ela deixara de viver durante 12 anos por causa do que fizera. Nunca conseguiu manter um só relacionamento. Se dedicava de corpo e alma à carreira, mas sua vida pessoal era um desastre. Uma solidão enorme, um total vazio. E isso me tocou profundamente. A dor da Crissy podia ser sentida por nós. Ao acompanharmos seus pensamentos, sua vida, sentimos as lágrimas escorrerem por nossos olhos. Não pude me manter indiferente. E torci para que a vida lhe desse uma segunda chance. Para que ela fosse capaz de fazer as pazes com o passado e vir a ter um espaço na vida do Brandon, vir a ser amada por ele. E vista, quem sabe, como uma segunda mãe. Ela era muito jovem e estava muito assustada quando descobriu que estava grávida. Talvez tenha tomado a decisão errada... Levando em conta o fato de que ela não foi capaz de superar aquilo, com certeza havia tomado a decisão errada. Mas não era justo pagar a vida inteira por isso. Ela não merecia tal coisa. E claro que fiquei mais do que feliz quando o Josh, tio do menino, foi entrando em seu caminho... Primeiro como alguém em quem ela poderia se apoiar, buscar forças... e depois como algo mais.... Muito mais...

"Havia algo em Josh Daniels que a fazia pensar que talvez, apenas talvez, tudo fosse dar certo."

- É muito fácil para nós leitoras nos apaixonarmos pelo Josh. Ele simplesmente não parece real.rsrs... Sério, gente. É a perfeição em forma de homem. Irresistível. Não saberia dizer se ele é o bom ou o mau caminho completo. Talvez uma mistura dos dois.kkkkkkk... Só sei que me apaixonei perdidamente por ele. Ele é um ser humano maravilhoso, um oncologista pediátrico, que se envolvia profundamente com cada um dos seus pequenos pacientes. Que lutava por eles e acreditava em milagres. E que, mesmo possuindo seus próprios fantasmas, foi muito mais do que um amante para a Crissy, muito mais do que um namorado, amigo... ele foi realmente como sua outra metade, entendem? Eles se completavam. Precisavam um do outro. Para se curarem e para ser felizes. 

"Estava ali porque precisava dela. Tê-la a seu lado o fazia se sentir vivo. Ela era riso e luz e ele estava cansado de viver na escuridão."


- A escrita sensível desta autora quase sempre me impressiona. Embora Cinderela por Uma Noite tenha sido uma leitura decepcionante, nunca pude esquecer a trilogia As Irmãs Keyes e por isso sou muito fã da autora, sempre disposta a dar uma chance aos seus livros, sempre ansiando por conhecer outras histórias escritas por ela. Seus livros são humanos. Com personagens humanos, com qualidades e defeitos, que estão bem longe da perfeição e que são cativantes justamente por isso. Porque somos capazes de nos sentir próximos deles. Porque eles muitas vezes sentem o que nós sentimos. É essa sensibilidade e simplicidade incríveis que tornam suas histórias impossíveis de esquecer. 

- Segundo informações da internet, o livro Revelações do Amor é o 3º da trilogia Positivamente Grávida. Têm como protagonistas as melhores amigas da Crissy. 

Positivamente Grávida

1- Amor Delicado (Noelle e Dev)
2- Promessa de Amor (Rachel e Carter)
3- Revelações do Amor (Crissy e Josh)

*Atualizado dia 29/08/15. Graças à Mônica Monte eu soube que o segundo livro da trilogia já foi publicado aqui sim, ao contrário do que eu pensava. E olha que o livro já estava na minha lista de futuras leituras!kkkkkkk... Mas eu não sabia que ele fazia parte da série.rs Muito obrigada, Mônica! :)

16 de julho de 2014

Cinderela por uma Noite - Susan Mallery



Quando ocorreu um blackout em Grand Springs, Colorado, o alto executivo Jonathan Steele vivia uma noite movimentada. Primeiro, seu meio-irmão chantagista e sua cunhada são assassinados. Depois, Cynthia Morgan – aliás, “Cinderela” – ingere o veneno destinado a ele. Em 36 horas a vida de Jonathan muda para sempre, e ele se torna o responsável por seu sobrinho recém-nascido. Agradecida por ter sido salva, Cynthia se oferece para cuidar do bebê como babá temporária. Agora, Jonathan tem um novo desafio pela frente: resistir ao desejo de não ser mais um homem solteiro...



Palavras de uma leitora...


- Para Jonathan Steele, família é uma invenção do diabo. E ele não dizia tal coisa baseado em pré-julgamentos. Não. Muito pelo contrário. Em sua vida, tivera experiências suficientes para torná-lo um especialista no assunto. E ele podia afirmar, sem sombra de dúvidas, que a instituição familiar era uma invenção demoníaca. Algo criado apenas para atormentar a vida dos seres humanos. Não era à toa que ele se recusava terminantemente a ter esposa e filhos. Não cairia em tal armadilha. Estava muito bem em sua casa vazia, tendo como única companhia ele mesmo. Não tinha a menor intenção de permitir-se apaixonar por alguma mulher. Em sua vida, já tivera sua cota de sofrimento. Estava vacinado. 

Só que tudo muda radicalmente após uma festa... em que ele a conhece. Sua Cinderela. Uma jovem simples que o vê como um herói e que acaba, acidentalmente, ingerindo um veneno que havia sido preparado para ele. Nessa noite, toda a vida de Jonathan muda de maneira irreversível e ele passa a ser invadido por sentimentos que nunca desejou ou se julgou capaz de sentir. Ao vê-la entre a vida e a morte por sua causa, algo muito forte lhe rouba a paz e como se isso não fosse suficiente para fazê-lo se sentir no inferno, ele recebe três outras notícias terríveis: Seu único irmão tinha contrato um assassino de aluguel para matá-lo e assim ficar com tudo que era dele. Seu irmão e sua cunhada tinham sido assassinados naquela mesma festa. E... para fechar com chave de ouro: ele ganhara automaticamente a responsabilidade por um bebê que sequer conhecia. Seu sobrinho. Ele não precisava de mais nada em sua vida. Mas como toda desgraça sempre chama mais desgraça...rsrsrs... De repente, o silêncio e o vazio de sua casa é preenchido por vozes e gritos de crianças que o adoram e a instituição criada pelo diabo ameaça tragá-lo e fazer para sempre parte da sua vida. Para seu completo desespero.

- Era uma história que tinha tudo para ser um verdadeiro conto de fadas (foi justamente o fato da mocinha ser uma espécie de Cinderela que me fez querer ler a história), mas que passou bem longe disso e se tornou uma leitura extremamente cansativa e chata. Por mais que eu entendesse o Jonathan e seus dramas, eu achei que foi tudo muito exagerado. Em alguns momentos eu acreditei que ele necessitava de um psiquiatra e estava até pensando em recomendá-lo algum. Mas em outros momentos o que eu sentia era que ele precisava que a mocinha atacasse algo em sua cabeça (com bastante força até ouvir algo se partir) e que depois o deixasse sem pensar duas vezes. Ele sabia ser um canalha. E ainda conseguia culpar a mocinha por isso, mostrando-se como um coitado que avisou para ela não se envolver com ele. O Jonathan era muito engraçadinho. Sua boca dizia uma coisa, mas suas mãos diziam algo bem diferente. Ele queria a mocinha longe dele, mas era o primeiro a se aproximar, aproveitando-se bastante do fato de tê-la em sua casa, trabalhando para ele. Não gostei muito desse mocinho. Perdi foi a minha paciência com ele.

- E o que falar da mocinha?! Deus! Nem eu sou tão tonta como ela. A Cynthia conseguiu esquentar o meu sangue, de tanta raiva. Ela é bem o tipo de mocinha no qual o cara sapateia em cima com a maior facilidade. E a imbecil segue sorrindo como se nada tivesse acontecido. Não importava o que o mocinho fizesse, ela estava sempre ali para agradá-lo. Não era boa, era burra isso sim. As mocinhas de antigamente (da autora Lynne Graham) até eram estúpidas, mas até elas conseguiam ter mais atitude do que essa mocinha. Sabiam gritar sua raiva, atacar algo na cabeça dos mocinhos, ir embora, mandá-los para o inferno. Mas a Cynthia nem tentava! Tudo estava sempre muito bem para ela. Só sabia se lamentar e depois abrir sorrisos para o mocinho. Era definitivamente tudo que eu precisava para ficar irritada. Se essa era a intenção da história, então tenho que lhe dar os parabéns. 

Enfim... Depois de ler a trilogia As Irmãs Keyes da autora Susan Mallery, eu esperava muito do livro Cinderela por uma Noite. A trilogia das três irmãs que tentam se reaproximar depois de vários desentendimentos, ao mesmo tempo que buscam o amor para suas vidas, é maravilhosa. Amo os três livros. Por isso me decepcionei muito com esse livro. Não foi nada do que eu esperava.

5 de outubro de 2012

Um Gosto de Esperança - Susan Mallery


(Título Original: Sweet trouble
Tradutora: Ana Rodrigues
Editora: Harlequin)


3º Livro da Trilogia As Irmãs Keyes

Lar... doce lar?

Jesse Keyes finalmente cresceu de verdade… Com um emprego fixo e mãe de um garotinho superagitado, ela agora está em uma posição muito melhor do que 5 anos atrás, quando saiu de Seattle grávida e incompreendida por quase todas as pessoas que conhecia. 

Mas havia chegado a hora de voltar para casa e enfrentar seus medos e culpas. Só que suas irmãs, Claire e Nicole, não parecem muito confiantes em relação à nova Jesse, adulta e responsável. Ainda por cima Matt, o pai de Gabe, deixa claro que não tem a menor intenção de vê-la novamente, apesar do forte desejo que ainda sentem quando estão próximos. 

Jesse está confusa, não sabe se poderá consertar os erros cometidos. Por outro lado, percebe que ainda é possível reconquistar Matt. E esse é todo o incentivo de que precisa para se animar outra vez!



Palavras de uma leitora...



"- Estou indo embora - disse Jesse, antes que Nicole pudesse perguntar por que ela estava ali. Não posso mudar nada aqui. Não posso consertar nada. E não quero mais ser a vilã da história, por isso estou indo embora."

"- Vai ser problema meu quando você voltar, e nós duas sabemos que é isso o que vai acontecer.

Jesse encarou a irmã por um longo tempo.

- Você pensa que sabe tudo a meu respeito. Pensa que sabe quem eu sou, mas está errada. Não sabe de nada, e estou cansada de brigar com você, Nicole. Não consigo desapontá-la mais. Isso me magoa muito. Você não acredita em mim, mas é verdade. Nunca quis que as coisas fossem desse jeito. Por favor, não tente me encontrar.

E, dizendo isso, Jesse se virou e se foi."

Observe: ESSES TRECHOS FORAM RETIRADOS DO LIVRO UM GOSTO DE AMOR, SEGUNDO LIVRO DA TRILOGIA.

- E cinco anos se passaram... Tempo demais, não acham? Mas foi necessário. Jesse precisava desse tempo para amadurecer, para deixar surgir a pessoa que ela realmente era. Nicole, Claire, Matt... todos eles precisavam desse tempo, embora eu lamente pelo que perderam. E lamento principalmente por Nicole, Jesse e Matt. 

"- Não! Eu não vou embora até que você me escute. Até que você entenda.

- Entenda o quê? Que enquanto você ia para a cama comigo, fingia se importar comigo, também estava andando com Drew? E com quem mais, Jesse? Com quantos outros caras? Não estou pedindo um número total. Duvido que você consiga contar tão alto. Mas, vamos dizer, nos últimos dois meses. Menos de cem? Menos de vinte? Me dê apenas uma ideia aproximada.

Jesse chorou mais, odiando as palavras dele e a distância que via em seus olhos."

"- Eu não estou interessado - disse Matt. - Não há nada que você possa dizer que vá fazer com que eu me importe. Uma vez vagabunda, sempre vagabunda. Todo mundo estava certo a seu respeito."

- Palavras cruéis, não acham? Foram ditas para machucar e machucaram profundamente. Naquele instante Jesse viu seus sonhos, suas esperanças, serem destruídos. Por Matt ela tinha mudado. Por ele tinha conseguido dar uma chance a si mesma, parou de se destruir, e agora ele estava jogando seu passado em sua cara, usando tudo que ela tinha lhe confessado para machucá-la. Jesse sentiu como se algo tivesse morrido dentro dela e foi impossível continuar ali. Não só na casa dele, escutando suas palavras afiadas. Mas na cidade. Perto daqueles que tinham lhe julgado e lhe virado as costas. Ela precisava respirar. Sentia-se sufocada, apavorada e ferida. Fugir não era uma opção, mas a única coisa que poderia fazer. Não era masoquista. Não ficaria ali, sendo julgada e agredida só porque seus agressores acreditavam estar certos e no direito de atormentá-la. Ela não suportava mais. 

- Jesse não chegou a conhecer Claire. Quando ela nasceu, Claire já tinha ido embora e seus pais só pensavam na filha prodígio, que se tornaria famosa, mundialmente conhecida. Não se preocuparam com a bebê recém-nascida. Era como se ela não existisse. Mas uma pessoa notou e se preocupou com a bebê. E não demorou muito para se tornar a mãe que Jesse não teve. Não porque sua mãe biológica estivesse morta. Pelo contrário. Ela estava bem viva, mas preocupando-se unicamente com Claire e esquecendo a existência de Nicole e Jesse.

Nicole só tinha seis anos, mas amou a irmã caçula à primeira vista. Cuidava dela, dava-lhe o amor que ela necessitava receber e aos doze anos, quando sua mãe resolveu viajar para ficar com Claire, Nicole abandonou de vez o papel de irmã e assumiu o de mãe. Era jovem demais. Uma menina ainda, mas abandonou sua infância, seus sonhos e viveu por Jesse e a confeitaria da família. Ela fez o seu melhor. Se dedicou de corpo e alma à menina que tanto amava, deu-lhe tudo que podia, mas, como todos os pais, também cometeu erros. 

Embora amasse Nicole e soubesse que era amada por ela, existiam momentos nos quais Jesse não suportava sequer ficar perto de Nicole. Desejava ficar o mais longe possível. Dos seus olhares reprovadores, das suas palavras afiadas e da certeza de que tinha destruído a infância da irmã. Da certeza de que jamais conseguiria pagar pelo sacrifício que a irmã tinha feito. Embora não fosse sua intenção, Nicole deixou mais do que claro que tinha se sacrificado. Que tinha feito tudo por Jesse. Que tinha desistido da própria infância para que Jesse fosse criança. Eram palavras ditas de modo amargo, pois Nicole precisava desabafar. E desabafou com a pessoa errada, contribuindo muito para tornar Jesse uma adolescente rebelde que caminhava a passos largos para a própria destruição. 

Magoada com Nicole. Sentindo-se culpada por ter roubado a infância da irmã e ressentida por Nicole jogar isso tantas vezes na sua cara, Jesse cometeu inúmeros erros assim que entrou na fase mais perigosa e complicada da sua vida. Foi só entrar na adolescência para ela experimentar álcool e drogas. E não demorou muito para ela descobrir os garotos. Em pouco tempo (e vou usar as palavras dela) ela se tornou a vagabunda da escola. Trocava de ficante (porque eles não eram seus namorados) como a maioria das mulheres (usando mais uma vez as palavras dela) troca de calcinha. Ela queria ferir Nicole e usou o próprio corpo para isso. Ela própria não saberia dizer com quantos garotos transou. Quantos erros cometeu... Não saberia dizer quanta dor sentia. Não saberia explicar por que doía tanto se sentir tão vazia e suja... tão indigna do amor de qualquer homem. Não acreditava que alguém poderia amá-la. Ela tinha usado os garotos. Os tinha usado para ferir a irmã, mas também tinha sido usada. Ela só dava o que eles queriam, ouvia palavras de amor da parte deles somente porque eles achavam necessário dizer isso para levá-la para a cama. O sexo era escondido, rápido e sujo. Nenhum deles se importou com ela. Nenhum deles enxergou além da aparência. Só queriam seu corpo e só receberam isso dela. 

Mas Jesse queria mais. Estava cansada de querer machucar a irmã, estava cansada de se machucar. Nunca conseguia fazer algo dar certo em sua vida. Estava se destruindo e enxergava isso, mas não sabia o que fazer. Não sabia como consertar as coisas. Ninguém nunca tinha acreditado que ela fosse capaz de chegar a algum lugar. Ninguém nunca acreditou nela, apostou nela. E ela não tinha motivação para mudar. Porém, num determinado dia, ela encontrou. Encontrou justamente aquilo que seu coração, com tanto desespero, buscava. 

- Jesse já não sabia mais o que fazer. Não tinha rumo, nenhum plano para o futuro, nenhum objetivo. Estava com 22 anos e vivendo na casa da irmã, trabalhando sob o comando de Nicole e sendo impedida de desenvolver suas próprias ideias, mesmo que o negócio da família também fosse seu. Jesse queria fazer algo que lhe desse prazer, mas passou tanto tempo empenhada em se destruir, que não sabia sequer por onde começar. Mas um garoto tímido, mal vestido, com uns óculos horrorosos no rosto e a típica aparência de um nerd viciado em computadores, lhe deu aquilo que ela precisava. Um motivo para viver e acreditar em si mesma. 

Ele estava prestes a cometer o maior erro da sua vida e Jesse sentiu vergonha por ele. Ela assistiu tudo e quando ele saiu abatido daquela cafeteria, Jesse, num impulso, foi atrás dele e se ofereceu para mudar toda a sua vida. Para ajudá-lo a mostrar seu potencial. E ela cumpriu o prometido. Transformou o nerd desajeitado e tímido, num homem irresistível e confiante, o sonho de toda mulher. Mas ela perdeu seu coração no processo. O que começou como um projeto, uma chance de fazer algo certo pela primeira vez em sua vida, acabou se tornando muito mais. Ela passou a ter ciúmes das mulheres que entravam na vida dele, que desejavam conquistá-lo. Ela o queria. Ela estava se apaixonando por ele, mas sabia que seria impossível tê-lo. Ele não a merecia. Era lindo tanto por fora quanto por dentro, um cavalheiro, sempre gentil com as mulheres, sempre tratando-as com consideração. Ela não poderia querer que ele ficasse com ela, que não passava de uma qualquer. Matt estava completamente fora do seu alcance e ela teria que assistir enquanto ele conhecia outras mulheres, teria que suportar em silêncio quando ele falasse delas, dos momentos que passou com elas... e, o mais terrível, teria que assistir calada quando ele conhecesse a mulher certa. Quando se apaixonasse por ela, se casasse e construísse a própria família. Embora soubesse que ficaria feliz por ele, ela também sabia que seu coração ficaria em pedaços. 

"Jesse se virou e o pegou observando-a. Havia alguma coisa na expressão dele que ela nunca vira antes.

- Matt?

- Acho que não havia percebido até agora - falou ele lentamente.

- Percebido o quê?

- Que em algum momento, ao longo do caminho, me tornei mais do que um projeto para você. Quando isso mudou?

Jesse ficou gelada por dentro, incapaz de se mover, mal conseguia respirar. Ali estava, a única coisa que ela quisera evitar. Aquele momento de humilhação total. Porque Matt já não era mais um pobre nerd que precisava de ajuda. Era másculo e capaz. Era um homem por quem ela se sentia desesperadamente atraída. Emocionalmente, ele poderia esmagá-la como a um inseto."

- Bem... Como vocês sabem, o primeiro livro da série começa quando Jesse entra em contato com Claire, pedindo que a irmã, que ela mal conhecia, voltasse para Seattle, pois Nicole iria fazer uma cirurgia e precisaria de ajuda. A própria Jesse não poderia ajudar, pois tinha sido expulsa de casa após ter sido pega na cama com o marido de Nicole. Ninguém esperou que ela se explicasse, ninguém acreditou que poderia haver outra explicação para aquilo além da óbvia. Ao longo do primeiro livro, Jesse aparece poucas vezes. A ideia que a gente tem dela é de que ela é uma menina imatura, que não pensa muito nas consequências. Aliás, não pensa nada. Essa é a ideia que temos dela no primeiro livro. No segundo livro, Jesse volta a aparecer e mais uma vez percebemos que ela não é muito madura, embora também se dê para notar que ela não é má. Apenas... está perdida. Completamente perdida. Quando ela se encontra com o Matt, vai até a casa dele esperando que o homem que tinha dito que a amava a ouvisse e acreditasse nela, a gente sofre por ela, mesmo não a conhecendo direito ainda. O Matt é muito cruel com ela e joga o passado da Jesse em sua cara, se aproveitando daquilo que ela tinha lhe confessado, se aproveitando da confiança que ela tinha depositado nele. Achei isso muito cruel, mas também entendo o lado do Matt. Jesse tinha sido pega na cama com o marido da irmã. Ela estava completamente nua da cintura para cima e Drew estava com a mão em seu seio. Não havia dúvidas do que estava se passando, certo? Qualquer pessoa interpretaria a cena da mesma forma: ambos estavam tendo um caso. E iriam transar se Nicole não os tivesse interrompido. Nenhuma pessoa acharia que as coisas não eram bem assim. É claro que Nicole e Matt tinham todo o direito de se sentirem traídos e de expulsarem Jesse de suas vidas. 

No terceiro e último livro da trilogia, finalmente vemos o que realmente se passou. Desde o início. Desde quando Jesse conheceu Matt e conhecemos também o passado da Jesse através da própria Jesse. E tudo muda. Eu não consegui ver a Jesse desse terceiro livro da mesma forma que vi nos outros dois. Quando ela volta, cinco anos depois, ela é uma mulher madura, inteligente, responsável e disposta a consertar o passado. A fazer as pazes com ele. Mas a Jesse de cinco anos antes não era necessariamente uma jovem imatura, irresponsável ou coisa parecida, entendem? Tudo bem. Ela cometeu inúmeros erros. Errou mais do que a maioria dos jovens erra, mas era porque estava magoada. Estava ferida. A adolescente pode ter sido infantil, estúpida, mas a jovem de 22 anos, não era assim. A gente enxerga a alma da Jesse, coisa que não conseguimos fazer nos outros dois livros, e percebemos que ela tinha noção de cada coisa que fazia, que estava arrependida dos erros que tinha cometido e que só queria um motivo, uma ajuda, apoio para recomeçar. Através da visão da Claire e da Nicole nos outros livros, não conseguimos notar isso. A autora não nos permite perceber isso. Enfim...

- Depois de ser pega na cama com o marido da irmã, Jesse não perdeu só Nicole, a casa e o emprego na confeitaria. Ela também perdeu o homem por quem tinha se apaixonado, o homem que tinha lhe dado motivos para mudar, para ser uma pessoa melhor. O homem... que a tinha engravidado. 

- Sim. Jesse vai embora de sua cidade natal, esperando um filho de Matt. Ela não fugiu escondendo esse fato dele. Não. Ela deixou bem claro que estava esperando um filho dele antes de partir. Ela esperou que Matt se importasse com o bebê, que exigisse que ela ficasse por causa do bebê, mas as coisas não foram assim.

"Jesse agarrou o braço dele. 

- Matt, me escute. O filho é seu! Mesmo que me odeie, precisa tomar conta dele. Não estou mentindo. Posso provar. Assim que o bebê nascer faremos o teste de DNA.

Ele a encarou por um longo tempo, então se soltou das mãos dela e foi até a porta.

- Você não está entendendo, não é? Eu não me importo, Jesse. Você não é nada para mim além de um arrependimento. Não acredito que esse bebê seja meu e, mesmo se for, não quero ter um filho com você. Não quero ter nada a ver com você. Nunca. Quero que vá embora. Nunca mais quero vê-la de novo. Por motivo algum.

O que mais a assustou foi a calma com que Matt falou, o modo fácil como as palavras saíam da boca dele para rasgar a alma dela em pedaços.

Jesse abaixou os olhos, meio que esperando ver seu corpo rasgado e sangrando, mas toda a dor era por dentro.

- Matt, por favor - ela implorou.

Ele abriu a porta e ficou olhando para fora.

- Vá embora."


"Matt jurara que o passado dela não importava, que estaria com ela não importava o que acontecesse. E mentira, deixando-a em um vazio que a assombraria pelo resto da vida."


- Jesse foi embora grávida e sem dinheiro. Sem saber o que fazer da sua vida e como cuidar do filho que teria que criar sozinha. Ela estava ferida e apavorada. Já tinha chorado tudo que conseguiria chorar, mas as lágrimas não iriam solucionar seus problemas. Não faria o dinheiro aumentar, o combustível permanecer no seu carro, sua irmã e seu ex namorado perdoá-la. Não mudaria nada. Não consertaria coisa alguma. Mas talvez aliviasse um pouco a sua dor. 

- Quando toda sua família e o homem que roubou seu coração lhe viraram as costas, Jesse ficou sozinha, abandonada, mas a ajuda veio de quem ela menos poderia esperar. De um estranho. De um senhor que nunca a tinha visto na vida, mas que percebeu seu desespero e algo mais que as pessoas que ela amava jamais conseguiram perceber. Ou quiseram perceber. Aquele homem acolheu Jesse como uma filha, uma neta. Lhe deu um emprego, ouviu sobre seu passado sem condená-la, a ajudou a encontrar um lugar para morar e lhe deu apoio quando Gabe nasceu. Graças àquele homem que não tinha motivo algum para ajudá-la, Jesse conseguiu seguir em frente, conseguiu puxar de dentro de si a força que necessitava para criar o filho que era totalmente dependente dela. Estudou, trabalhou muito e conseguiu se virar. E fez um ótimo trabalho. Ela não fez o que Nicole esperava que ela fizesse. Não voltou rastejando, destruída para pedir abrigo a irmã. Não. Ela conseguiu vencer. Não ficou rica nem nada, mas conseguiu construir uma vida adequada para ela e o filho. Sem jamais pedir nada para aqueles que lhe viraram as costas. 

- Mas precisava voltar. Precisava de uma vez por todas fazer as pazes com seu passado. Precisava também dar a Gabe o que ele tanto lhe pedia: a chance de conhecer o pai. E assim... Jesse retorna. Cheia de medo e esperança. Desejando ser recebida de braços abertos por aqueles que ela ainda amava. 

- Bem... É triste ver a Jesse imaginando, desejando ser recebida com afeto, abraços e beijos. É triste, pois nós sabemos que isso não vai acontecer. O tempo não pode consertar tudo e não mudou a opinião que a Nicole e o Matt tinham dela. Se Jesse foi bem recebida por alguém, foi por Claire e Sid, um funcionário da confeitaria. Nicole não facilitou nem um pouco as coisas para ela, embora no fundo desejasse abraçar a irmã e impedi-la de partir novamente. Vocês sabem como a Nicole é.rsrs... Facilitar as coisas para quem ela ama não é sua especialidade. Isso porque ela também tinha medo de ser machucada novamente. Não tinha nada a ver com ódio. Foi por amar a Jesse que ela não a recebeu de braços abertos e fez questão de complicar bastante a sua vida.rsrsrs... Acho que a Nicole nunca vai mudar. Porém, eu a amo mesmo assim.kkkkk... É minha preferida! 

- Eu já contei demais sobre o passado da Jesse, embora tenha me controlado para não falar muito de como foi o namoro dela com o Matt. Quando lerem esse livro, vocês acompanharão essa relação linda e que acabou de modo tão amargo. Enfim... Não quero falar muito de como foram as coisas depois da volta da Jesse. Só posso dizer que esse livro, para mim, é o melhor da série. Aquele que mais me cativou e do qual sentirei mais falta. Além de mostrar a relação da Jesse com o filho e com Matt, a autora também fez questão de tornar a Claire e Nicole bem presentes no livro e foi uma delícia vê-las na história. Elas foram muito importantes no livro e quando a Nicole e a Jesse se reconciliaram foi um momento inesquecível. Que trouxe lágrimas aos meus olhos e uma vontade enorme de convencer a autora a fazer mais livros sobre as três.kkkkkk... Eu não me importaria se a série fosse mais longa. É uma série linda demais, entendem? Não consigo aceitar que acabou. Estou sentindo muita falta e já peguei os três livros e os abracei, como se assim pudesse manter a história comigo.rsrs... Continuo pensando nas três histórias, mas o livro mais marcante é o terceiro. Posso dizer que a autora fechou a trilogia com chave de ouro. O final é maravilhoso! Não. Maravilhoso é pouco!rsrs...

- Nesta história, nós também revemos o Hawk que continua bastante convencido.kkkkk... Me diverti nos momentos em que ele apareceu. Não canso de dizer que ele foi feito sob medida para a Nicole. Nenhum homem jamais a amaria e a faria tão feliz como o Hawk. Ele é perfeito para ela e lhe deu três bebês lindos para ocuparem seus dias e a fazerem ter aquilo que ela tanto ama: responsabilidade.rsrs... Ela reclama tanto do quanto sempre teve que ser responsável, mas adora isso.kkkk... E agora tem três filhos pelos quais é responsável. Ela não poderia ser mais feliz do que é.rsrs... Mas ainda acho que ela terá mais filhos.kkkkkkkkkk... 

- Odiei o Matt? Com toda a certeza. Não direi meus motivos, mas ele fez questão de despertar meu ódio em alguns momentos. E demorou. Demorou bastante para ele conquistar meu coração. Quase terminei o livro odiando-o. Eu o entendia, gente. Realmente entendia. Mas há um limite para tudo e o Matt o ultrapassou. Uma coisa é querer ferir a Jesse, outra coisa bem diferente é agir do modo como ele agiu. Ele se salvou por pouco.rsrs... Mas a Susan Mallery é especialista em nos fazer ver o lado de todos os seus protagonistas. Eu vi o lado do Matt e vi seu arrependimento sincero. E além do mais, ele não ficou só no arrependimento. Ele lutou para consertar as coisas e foi muito bom acompanhar isso. Como se não fosse suficiente para me fazer perdoá-lo, o amor que surgiu entre ele e o filho, arrebatou meu coração. Sim. Ele errou. Feio. Muito, muito feio. Mas se arrependeu e mudou. Na verdade, parou de usar máscaras e deixou vir à tona quem ele realmente era, conquistando meu coração. Precisei perdoá-lo.rsrsrs... Geralmente demoro mais do que as mocinhas para perdoar esses mocinhos estúpidos. Mas nesse caso, eu o perdoei primeiro.kkkkkkk... A Jesse demorou um pouco mais para perdoar o homem da vida dela. Ela é muito mais parecida com a Nicole do que gostaria de ser.rsrs... 

"- Hoje, com Gabe, no parque, ele tropeçou e caiu. Foi como se eu estivesse caindo, pior até porque não me importaria de me machucar, mas não queria que nada de mal acontecesse a ele. Eu o levantei do chão rapidamente, mas naquela fração de segundo morri mil vezes."

"Matt carregou-o de volta para o carro. Gabe o agarrava como se nunca mais fosse soltá-lo. Matt abraçou-o com força, jurando para si mesmo que protegeria aquela criança a qualquer preço. Tomaria conta dele. Emoções desconhecidas lutavam por espaço em seu coração [...]"


- A história é muito linda gente e eu a recomendo MUITO. Tenho certeza de que irão amá-la e pensar nela durante um bom tempo. Toda a trilogia é deliciosa, preciosa, mas o terceiro livro é o melhor. A ordem de preferência fica assim: Um Gosto de Esperança, Um Gosto de Amor, Um Gosto de Vida. Mas minha mocinha preferida é a Nicole, seguida de perto pela Jesse. Claire é um encanto e eu também a amo muito, mas não posso negar que Nicole se tornou minha querida. :) É a verdade. E por pura coincidência, meu mocinho preferido da série é o Hawk.kkkkkkk... A diferença é que ele não é seguido de perto pelo Matt.rsrs... Não. Em segundo lugar vem o Wyatt, marido da Claire. Matt fica em último lugar.rsrsrs... Não que eu não o ame, mas é que eu prefiro o convencido do Hawk.rsrs... 


Trilogia As Irmãs Keyes:

Um Gosto de Vida (Claire)
Um Gosto de Amor (Nicole)
Um Gosto de Esperança (Jesse)


Uma música para ouvir durante a leitura da história:


Tal como una hoja que se lleva el viento me dejé llevar
me encerraste en un beso
y no supe escapar
hoy que no te tengo
desde la distancia te puedo jurar

Que te extraño en mis sueños
que me dueles aun más
es tan difícil comprender
que nuestros mundos sean tan diferentes

Como duele, no verte cada madrugada
Sentir como te extraña el alma
Haber tenido tanto
y no tener nada

Como duele, sentir el corazón vacío
Saber cuanto te necesito
Y ver que sigue entre tu y yo
Una barrera de amor

Solo enloqueciendo, dejaría un momento de pensar en ti
le haces falta a mi cuerpo para sobrevivir
no es posible comprender
que nuestros mundos sean tan diferentes

Como duele, no verte cada madrugada
sentir como te extraña el alma
haber tenido tanto y no tener nada
y duele... sentir el corazón vacío

Sentir cuanto te necesito
y ver que sigue entre tu y yo una barrera de amor

Y duele cada vez más... que no estás...
que de mi vida te vas

Como duele, sentir el corazón vacío
saber cuanto te necesito
y ver que sigue entre tu y yo
una barrera de amor 

[Música: Barrera de Amor/Cantora: Noelia]

P.S.: Essa música me faz pensar muito na história de Jesse e Matt. O quanto eles eram diferentes, o quanto o mundo deles era diferente, a dor que ambos sentiram com a separação e a barreira que os separava. Tudo que estava entre os dois, separando-os. E apesar de tudo, eles ainda se amavam. Ainda precisavam estar juntos para serem felizes. O amor que existe entre eles é muito lindo, muito forte e eu não poderia duvidar dele. Eles se amam mais do que gostariam de se amar. 

30 de setembro de 2012

Um Gosto de Amor - Susan Mallery


(Título Original: Sweet spot
Tradutora: Ana Rodrigues
Editora: Harlequin)

2º Livro da Trilogia As Irmãs Keyes


Se ela tivesse uma vida mais de pecadora do que de santa…

 “Responsabilidade” deveria ser um dos sobrenomes de Nicole Keyes. Afinal, não é todo mundo que se dispõe a sacrificar a própria vida para comandar a confeitaria da família e educar Jesse, a irmã caçula. Mas agora que Claire, sua gêmea, está alegremente casada enquanto Jesse deixa para trás o jeito de menina da casa ao lado para se tornar uma femme fatale, a superconfiante Nicole cansou de colocar as necessidades dos outros antes das suas!

 Até Hawk entrar na sua vida. Ao lado do ex-jogador de futebol americano Nicole sente o gosto da liberdade que sempre buscou. Hawk parece conhecer de cor o caminho para seu coração, mas ela não vai deixá-lo se aproximar demais a ponto de parti-lo. Porém, é claro que se o passado dele continuar vivo no presente, ela não terá muita escolha… 



Palavras de uma leitora...



"Nicole já vira aquele sorriso antes.

Oh, não nele especificamente. Aquele era o sorriso que Pierce Brosnan, no papel de James Bond, costumava usar para extrair informações de secretárias levemente ofegantes. Também era o sorriso que o ex-marido dela usara, mais de uma vez, para sair de alguma encrenca. Nicole não poderia estar mais imune àquele sorriso nem se ela mesma houvesse inventado a vacina."


- Está aí outro mocinho que se existisse na vida real eu sequestraria e levaria para uma ilha deserta. Queria ter ele e outros mocinhos todos para mim, longe dos olhares de mulheres que desejassem roubá-los de mim, sabe?rsrs... Será que desejar algo assim vai me impedir definitivamente de ir para o céu algum dia?!kkkkkkk... Amo e desejo para mim tantos mocinhos que começo a considerar isso um pecado.kkkkkkkk... Mas se for, vou continuar pecando.rsrs...

"Ele é solteiro e gosta de namorar. Os rumores dizem que é um verdadeiro cavalheiro em público e um animal selvagem na cama. Dizem que ele tem fôlego para horas..."

- Interessante, verdade?rsrs...  Esse é Eric Hawkins, um ex-jogador de futebol americano, famoso e atual treinador de futebol de uma escola secundária. Homem capaz de roubar o fôlego de qualquer mulher e fazê-las terem fantasias para lá de interessantes envolvendo-o, é também um homem maravilhoso, que criou a filha sozinho desde que ela tinha 12 anos. Também é um ótimo treinador, acredita e dar forças aos jovens que, de certa forma, estão sob sua responsabilidade. Ficar imune a ele é impossível. Somente Nicole poderia se dar ao trabalho de tentar se convencer que era a exceção. A tolinha não sabia que era a que possuía menos defesa contra o vírus. Mas é muito divertido vê-la tentando. Se ela foi vacinada, a vacina não fez efeito. 

"Os olhos dele estavam muito escuros, como se pudessem absorver a luz do salão. Nicole teve a estranha sensação de que poderia se perder naqueles olhos, o que demonstrava que ela já passara do estágio de estar faminta e começava a ter alucinações por causa da queda de açúcar no sangue.

- Você está segurando a minha mão.

Hawk deu um risinho torto.

- Isso é tudo o que eu posso fazer no meio de tanta gente, mas quando estivermos sozinhos as coisas vão esquentar."

- E esquentam mesmo, gente!rsrs... Até agora, esse é o livro mais quente e sensual da trilogia. Esse casal não tem um pingo de vergonha. O que só torna a história melhor, não acham? Hawk é exatamente o que Nicole precisava para curar seu coração ferido e dividir a vida inteira com ela. Também realizar um dos seus maiores sonhos. Por mais idiota que o Hawk consiga ser às vezes (Sim. Ele consegue ser pior do o Wyatt, de Um Gosto de Vida, quando quer ser idiota. Houve momentos em que não desejei atacar algo na cabeça dele. Desejava era quebrar seus dentes. Mas a raiva não durava muito.rsrs...), ele era perfeito para a Nicole. Feito sob medida para ela e eu não poderia ficar mais contente com a autora por causa disso. No fundo, eu tinha um pouco de medo da autora ser injusta com a Nicole. Depois de tudo que ela passou na vida, eu não aceitaria um mocinho qualquer para ela. Ele teria que ser, no mínimo, perfeito e felizmente a autora pensava igual. Sabe aquele mocinho perfeito apesar de qualquer imperfeição? Hawk é assim. Ele erra, possui vários defeitos (um deles é acusar antes de ouvir a pessoa. Ou fingir que não ouviu nada do que a pessoa disse e tratá-la mal só para aliviar sua raiva), tem um ego do tamanho do mundo (não é exagero.rsrs...), mas reconhece seus erros e pede perdão. E recompensa a pessoa de um jeito que a faz esquecer por que estava com raiva dele.rsrs... Também é muito protetor e nos diverte por causa disso. É um daqueles mocinhos que a gente percebe que foi feito com o maior cuidado, sabe? Que a autora teve toda uma preocupação ao criar. Ele é um sonho, gente! E não pude evitar desejar encomendar um assim para mim. 


"Virou-se para Nicole. - Confia em mim?

- Não.

- Mas deveria - falou Hawk - Sou muito confiável.

- Nem pagando."

"- Estou surpresa que você precise sair com outras pessoas. - disse Nicole, por fim. - Seu ego já não lhe faz companhia o bastante?

- Ele não me mantém aquecido à noite.

- Talvez deva tentar uma boneca inflável aquecida.

- Preferiria ter você."


Para quem talvez não se lembre ou ainda não tenha lido o primeiro livro, Nicole é a irmã "megera".rsrs... A emotiva, sempre disposta a tratar quem não lhe agrada com sarcasmo e intolerância. Ela se sentiu profundamente ferida quando sua irmã gêmea, Claire, foi embora aos seis anos de idade, deixando-a para trás. Nem o passar dos anos a fez se recuperar da perda e quando sua mãe também desejou partir, quando ela só tinha 12 anos de idade, a sensação de rejeição só aumentou. O que tinha de errado com ela? Por que todas as pessoas que ela amava precisavam deixá-la? Por que não podiam amá-la e permanecer ao seu lado? Como se não bastasse, Nicole também teve sua infância roubada, pois precisou se dedicar à confeitaria da família e criar a irmã caçula que era apenas seis anos mais nova do que ela. Na verdade, Nicole criava Jesse desde que a irmã tinha nascido, pois a mãe e o pai estavam muito mais preocupados em falar da filha prodígio (Claire), que era concertista e estava no caminho certo para se tornar famosa. Nenhum dos dois se deu ao trabalho de olhar para as outras duas filhas e enxergar que as coisas não estavam bem. Que eles estavam contribuindo para desastres futuros. Que estavam se esforçando para destruir a vida de quem deveriam amar. Eles não enxergaram. Na minha opinião, mal se lembravam de que tinham outras duas filhas além de Claire. E o golpe feriu profundamente o coração de Nicole, deixando uma marca que doía a cada batida. 

Ela fez o seu melhor. Continuou seus estudos, se dedicou à confeitaria e à irmã caçula e nem se deu ao trabalho de tentar construir os próprios sonhos. Se resignar talvez fizesse com que doesse menos. Quando Drew apareceu em sua vida, ela achou que aquela seria sua única chance de tentar construir a própria família. Se recusasse a proposta de casamento mesmo não estando lá muito apaixonada por ele, se arrependeria amargamente, pois nenhum outro homem iria querer se casar com ela. Ela não era capaz de despertar o amor de ninguém. Tinha era que ficar satisfeita por Drew aparecer em sua vida. Ou não? Nicole ainda não sabia que aquela escolha sim era um erro. Um erro que lhe provocaria muitas lágrimas e a separação entre ela e a irmã que ela criava como filha.

O casamento acabou pouco depois de começar. Nicole não demorou a perceber que nunca poderia ser feliz com Drew. Ela não o amava. Não existia nada em comum entre eles. Mas mesmo assim, o golpe doeu. A traição machucou. Ela nunca poderia esperar por aquilo.

- Numa determinada noite, Nicole estava passando pelo quarto de Jesse e escutou um barulho. A porta não estava trancada e ela resolveu ver o que estava acontecendo... e pegou o marido na cama com a irmã. Ela poderia ter tentado acreditar nas explicações de Jesse se Drew não estivesse acariciando o seio da garota quando ela entrou no quarto. Jesse estava só de calcinha e nada mais. E a cena era íntima demais. Não deixava dúvidas. Furiosa e profundamente ferida, ela expulsou os dois da sua casa e da sua vida. Mas dia após dia pensava na irmã e desejava tê-la de volta. Desejava voltar no passado e consertar seus prováveis erros. Desejava que Jesse fosse diferente ou ao menos se arrependesse para que pudesse voltar. E dia após dia ela também desejava ter o que Claire tinha. Não que ela tivesse inveja da irmã. Se fosse inveja, era aquele tipo de inveja boa. Tudo que ela queria era ter alguém que a amasse como Wyatt amava Claire e também desejava sentir em seu interior o crescimento de um bebê. Do seu próprio bebê. Será que era pedir demais? Era desejar demais da vida? Não. Definitivamente não.

- Hawk surge em sua vida no dia em que um adolescente tenta assaltá-la. O garoto não estava atrás de dinheiro. Simplesmente entrou na sua confeitaria e tentou roubar alguns doces. Provocando a irritação de Nicole. Até mesmo um adolescente pretendia enganá-la? Ela poderia não ter dado um jeito em Jesse e Drew, mas faria aquele garoto pagar por ser mais um que tentava lhe passar a perna. E pensando assim, ela o derrubou no chão e chamou a polícia. Só que em vez da polícia, um homem não muito vestido e profundamente sexy apareceu, com aquele sorriso descarado no rosto e promessas nos olhos capazes de a fazerem ruborizar e necessitar de um banho frio o mais urgente possível. Sim. Estava certo quem disse para se tomar cuidado com o que deseja, pois isso pode se realizar.rsrs... Mas Nicole não estava lá muito arrependida.

"- Quer pular as preliminares e ir direto para a cama? - perguntou Hawk.

Ela ergueu a bengala.

- E que tal eu simplesmente acertar você com isto?

- Não gosto muito de sentir dor. Você gosta? Devo me oferecer para lhe dar umas palmadas?

Mesmo na luz difusa do estacionamento, Hawk viu que ela ruborizava.

- Não - disse Nicole entre os dentes. - Não posso acreditar que você disse isso.

- Estou apenas tentando descobrir do que você gosta, para ver o que posso providenciar.

- Você se acha muito galante, mas não é.

- Claro que sou.

- Vá embora.

- Você não quer isso de verdade.

- Quero, sim - afirmou Nicole.

- Então prove. Essa é a sua chance. Vou beijá-la. Estou lhe avisando, assim você terá bastante tempo para entrar no carro e ir embora. Posso até contar até dez se você quiser. Para lhe dar a dianteira. - Hawk voltou a tocar o rosto de Nicole, e deslizou o polegar até seu lábio inferior. - Não tenho problema algum em admitir que você me atrai. Gosto de me sentir atraído por você."


- Você fugiria? Eu correria, mas na direção dele.rsrs... Só que essas coisas nunca acontecem comigo. Oh, azar!kkkkkkk... Nicole tenta resistir, mesmo desejando com todas as suas forças se deixar levar pelo charme dele e simplesmente deixar as coisas acontecerem. Mas ela não acreditava que fazer sexo casual com um estranho fosse a atitude mais sensata para tentar recomeçar. 

Mas a compaixão de sua irmã gêmea, de seu melhor amigo e dos funcionários que a conheciam desde sempre, acabou por levá-la na direção do Hawk. Ela estava cansada da compaixão dos outros. Não lhe agradava ser digna de pena. Pelo contrário. A irritava e a fazia desejar gritar. A melhor forma de acabar com tudo aquilo, seria assumir um relacionamento com alguém. De preferência um homem sexy, alto, musculoso e aparentemente mais do que disposto a levá-la para a cama. E é pensando nisso, que ela resolve fazer um acordo com Hawk. Seria sua gatinha sexy particular, quando, onde e como ele quisesse se... em troca, ele fingisse ser seu namorado publicamente. Como não era nenhum bobo, Hawk aceitou.rsrs...

"O coração de Nicole saltava no peito.

- Então você concorda?

- Sim. Quando você vai passar a ser a minha... como você disse? Oh, sim. Quando vai se tornar minha gata sexy particular?

O alívio tinha um gosto doce. E foi imediatamente seguido por uma antecipação sexual e por um calor entre as pernas de Nicole.

- Quando você quiser.

- Posso estar em sua casa em vinte minutos - ele falou.

- Estarei esperando.

- Pode esperar nua?

- Se for importante para você...

- É."


- O que começa como um acordo bastante conveniente, não demora a se transformar em algo muito mais profundo, embora o casal demore um pouco para descobrir isso. A relação deles é muito quente (as coisas pegam fogo quando eles fazem amor!rsrs...) e linda. Não é algo somente de cama, mesa, sofá e qualquer outro lugar que eles acharem adequado. Não. Vai além. Há muito carinho entre eles. O Hawk se envolve muito com a Nicole, embora não desejasse voltar a se casar. Tinha perdido seu único amor e a mulher que tinha dividido doze anos de sua vida com ele. Ela teve câncer e o deixou, depois de tudo que eles tinham passado para ficar juntos. Depois de enfrentarem tudo que estava contra eles, um maldito câncer a levou, deixando-o responsável por uma menina de 12 anos. Ele gostava de ficar com outras mulheres, embora não tenha tido muitas namoradas depois de Serena, sua falecida esposa. Mas nenhuma poderia substituí-la. Casar-se novamente estava fora de questão. Mas ele fica cada vez mais dependente de Nicole. Dos seus beijos, do seu corpo, do seu sorriso. Quando estava longe dela, sentia falta até das brigas e desejava fazer as pazes. Não suportava magoá-la e sentia vontade de matar qualquer cara que ousasse se aproximar dela, inclusive o melhor amigo e cunhado dela. E não tinha nem sequer percebido ainda que o acordo se perdeu entre o amor que começou a surgir dentro dele. Como um idiota que ele faz questão de ser às vezes, é claro que ele não vai aceitar isso exatamente numa boa.rsrs...

- A história é linda, gente! Tem diversos momentos que nos provocam risos e vontade de chorar. Acho que vocês sabem que eu gosto demais da Nicole (até agora é a irmã Keyes que eu mais amo) e doía vê-la magoada ou triste por alguma coisa. Mas eu também me divertia com suas palavras sarcástica e suas tentativas de ser durona. Concordo com o Hawk quando ele diz que por dentro ela é uma manteiga derretida. É verdade. Nicole pode ser difícil e também cometeu muitos erros na vida, inclusive no que diz respeito à Jesse, mas não é má. É apenas humana. Não foi justo nada que ela sofreu e eu estava ansiosa para vê-la feliz. Podem considerar spoiler, mas terei que contar: ela consegue!!!! :D Consegue realizar seu maior sonho. Ela engravida do Hawk. :) Mas o livro termina antes do bebê nascer. O que me faz necessitar ter uma conversinha com a Susan Mallery. Eu queria ver o nascimento tanto do bebê da Claire quanto da Nicole e da Jesse (as três estão grávidas.kkkkkkk...Até a cadelinha que a Nicole adotou engravida nesta história!), mas parece que isso não será possível já que quando a história da Jesse começa já se passaram cinco anos. Mas espero ver a Claire e a Nicole muito presentes no terceiro livro e a tão aguardada reconciliação entre elas e a Jesse. Eu não odeio a Jesse e estou torcendo muito por ela. Nada é o que parece ser e ela merece uma chance de mostrar que merece ser tão amada quanto Claire e Nicole. Estou um pouco preocupada com a Jesse. O Matt, que será o par romântico dela no terceiro livro e era seu namorado na época da confusão com o marido da Nicole, já mostrou que não está muito disposto a perdoá-la e tenho medo de acabar odiando-o profundamente. Tenho uma suspeita que eu espero que não se confirme. Pelo bem do Matt.rsrs... 

- Um Gosto de Amor é um livro que vocês com certeza irão amar ler! É ainda mais delicioso do que o primeiro livro e arrebata nossos corações logo depois das primeiras páginas. Apostei nesta série e não me arrependi. Ela se tornou ainda mais especial do que eu imaginava e eu a recomendo MUITO. É um romance não só para passar o tempo, gente! É aquele tipo de livro que conquista um lugar próprio em nossos corações. E ele conquistou meu coração. :) Não irei esquecê-lo! Não irei esquecer nenhum livro dessa trilogia, tenho certeza.

- Vocês também vão amar conhecer o Raoul, o jovem que tenta roubar aqueles doces. Não falarei dele, pois quero que vocês se surpreendam e amem ainda mais uma personagem que merece o nosso amor. :)


Trilogia As Irmãs Keyes:

Um Gosto de Vida (Claire)
Um Gosto de Amor (Nicole)
3º Um Gosto de Esperança (Jesse)


Bjs!


P.S.: Para quem gosta de ler ouvindo música, eu recomendaria a música Imbranato do cantor Tiziano Ferro
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