Mostrando postagens com marcador Erin St. Claire/Sandra Brown. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Erin St. Claire/Sandra Brown. Mostrar todas as postagens

31 de outubro de 2012

Chuvas de Verão - Sandra Brown [Maratona de Banca 2012 - Outubro]


Em Outubro: Reencontro


Durante doze anos, Rink não esqueceu aquela tarde de verão, quando sua boca provou a boca adolescente de Caroline. Agora, ardendo de saudade, quer sentir de novo o aroma do corpo amado, desejado há tanto tempo... Caroline respira com dificuldade, o coração aos saltos. Sente-se tomada pelo desejo de entregar-se por inteiro. Mas é impossível. Caroline tem um terrível segredo para revelar a Rink. Ela é esposa do pai dele! 




Palavras de uma leitora...





"Quando seu pai me pediu em casamento, aceitei. Ele podia me oferecer tudo o que eu sem­pre havia desejado. 

— Um novo sobrenome.

 — Sim.

 — Roupas finas, dinheiro.

— Sim.

— Uma linda casa...

 — A casa que eu sempre amei! 

— E por tudo isso você se vendeu a meu pai! 

— Num certo sentido, sim. — Ela se sentiu suja e precisava justificar-se. — Queria ser a amiga que Laura Jane necessitava. Queria ajudar seu pai.

 — Quer dizer que os seus motivos foram puramente altruístas? 

 — Não — confessou Caroline, baixando os olhos. — Queria morar  no "Retiro". Queria o respeito que, como esposa de Roscoe, todos me dariam."


- Por onde começo? Sinceramente, não sei. Preciso organizar meus pensamentos... Existem coisas que eu não consigo aceitar, gente. Existem coisas que não dá para aceitar. E a mocinha dessa história é uma dessas coisas. Até porque, para mim, ela não passa de uma "coisa" mesmo. E uma coisa que não vale nada. 

- Bem... Acho que essas palavras iniciais já mostram o que penso da mocinha, certo?rsrs... Para mim, ela não é a mocinha da história. Laura Jane, é. Steve é um mocinho. Rink é outro mocinho (maravilhoso, por sinal!rsrs...), mas a Caroline não é uma mocinha. Não a aceito como mocinha de história alguma! Ela sequer deveria existir. Não presta. Não vale absolutamente nada e ainda se acha no direito de se sentir ofendida quando seu passado e seu presente são jogados em sua cara, pela única pessoa que poderia ter o direito de falar alguma coisa. Realmente as pessoas daquela cidade não tinham nada a ver com sua vida. Eu não tenho nada a ver com o que ela tenha feito. Mas o Rink, sim. O Rink tinha todo o direito de desprezá-la por ela ser tão ambiciosa, tão mercenária e hipócrita. E como o Rink não merecia nada do que ela fez, estou muito mais do que disposta de chamá-la de quantas coisas ruins eu quiser. Serve para colocar a raiva para fora, sabe? Estou precisando. 


"Agora, por uma ironia do destino, estava casada com o pai dele! Quando fora pedida em casamento por Roscoe, acreditara que todos os seus sonhos seriam realizados. Teria respeitabilidade e dinheiro; as pessoas que faziam pouco caso dela passariam a tratá-la com deferência."


- Ironia do destino? Então, o destino, cruelmente, a obrigou a se casar com o pai do homem que ela supostamente amava? Claro. Estava escrito. Ela foi apenas uma marionete nas mãos do destino, que adora brincar com as pessoas. Ah, fala sério! Ironia do destino uma ova! Foi tudo escolha dela. Não foi nenhum destino irônico ou cruel que fez aquela escolha. A escolha foi dela. Uma escolha pura e simplesmente por dinheiro. E, claro, respeito. Se casando por dinheiro ela conseguiria todo o respeito do mundo, é óbvio. Não acham?! 

- E eu estou tão furiosa só por que a mocinha não é perfeita? Não. Só por que ela se casou por dinheiro? Também não. Isso poderia pesar contra ela, sim, mas não seria motivo suficiente para eu odiá-la (e sim. Eu a odeio.). O problema maior é que ela se casou por dinheiro, disposta a dar seu corpo em troca, com o pai do homem que ela amava. Isso para mim foi inaceitável. Nojento, é pouco. É... Nem sei que palavra usar, sinceramente. Só de imaginar até que ponto a ambição dela a levou, só de imaginar ela se deixando possuir pelo homem que contribuiu para trazer o homem que ela amava ao mundo, eu sinto nojo. 

- Mas vocês devem estar se sentindo perdidos, não?rsrs... Bem... Vou explicar as coisas e depois volto a explodir. 


- Doze anos antes, Caroline e Rink se conheceram e se apaixonaram. Eram dois jovens, ambos inocentes da maneira deles. Embora fosse maior de idade e já tivesse dormido com um grande número de meninas, Rink ainda conservava a inocência da infância, da adolescência. Os sonhos, sabe? A esperança. E Caroline era aquilo que o seu coração ansiava. Alguém que estava acima da maldade existente no mundo, nas pessoas. Alguém que o amava sem esperar nada em troca. Que só desejava a ele, que, embora não tivesse esperança de um futuro juntos, estava disposta a se entregar de corpo e alma e amá-lo naquele momento... num momento que ficaria na memória, que ela guardaria para sempre, mesmo que o futuro viesse a separá-los. Quanto mais a conhecia, mais a amava, mesmo sabendo que ela era a filha de um bêbado, mesmo sabendo que ela era muito pobre e que o mundo deles não era igual, que ela era menor de idade e aquele relacionamento era um crime. Que havia um abismo entre eles. Mesmo sabendo tudo isso, Rink não se importava. E ele não podia pensar num futuro sem ela. Estava disposto a lutar contra o que quer que fosse para ficar com ela. Queria que ela fosse sua mulher. Queria se casar com ela e realizar todos os seus sonhos. Como ele foi ingênuo, como foi inocente... 

- Aquele sonho maravilhoso, aquele conto de fadas, teve um fim. Um fim bastante amargo, que marcou profundamente a vida de Rink, fazendo-o viver anos de inferno. Fazendo-o ir embora e deixar a garota amada para trás. Mas ele não tinha opção. Bem... Na verdade tinha, mas se para ser feliz ele precisaria sacrificar a felicidade de outra pessoa, ele preferia abrir mão de seus sonhos. Não poderia pagar um preço tão alto pela própria felicidade. Simplesmente não poderia... E então, ele partiu. E enquanto esteve fora, recebeu a notícia de que a garota doce, pura e louca por ele, tinha se casado. Com ninguém mais do que o pai dele. 


- Quando Rink partiu, Caroline ficou arrasada. Se sentia ferida, enganada... Num momento ele jurava amá-la e no outro, estava indo embora, sem sequer tentar se explicar. Sem sequer se despedir dela. Embora se sentisse profundamente magoada, ela continuou com sua vida. Terminou seus estudos e graças à doação generosa de alguém misterioso, conseguiu realizar um dos seus grandes sonhos, que era cursar uma faculdade. 

- Ao voltar para sua cidade natal, depois de terminar os estudos na faculdade, Caroline arrumou um emprego num banco e tentou dar uma vida melhor à mãe, que tanto tinha batalhado para sustentá-la. Mas ter um diploma não era suficiente. Ter um emprego decente e um salário adequado, também não. Ela precisava de mais. Precisava de riqueza, roupas boas (já que a traumatizou usar roupas de segunda mão quando era jovem. Sim. Tudo por causa do trauma, é claro.), precisava da casa que era o castelo dos seus sonhos quando ela era mais nova. E se para ter tudo isso ela precisaria vender o próprio corpo, não seria problema algum. Ela seria respeitava pelo povo. Ela teria tudo que sempre quis. O preço a pagar não era nada especial, verdade? E, quando Roscoe, pai de Rink (deixemos bem claro que ele é pai biológico do Rink. Não é nenhum padrasto. É pai mesmo. De sangue. E ela sabia disso.), a pediu em casamento, ela só não pulou de satisfação porque achou que isso não seria apropriado. Mas é claro que por dentro ela se sentiu vitoriosa. Quem a olharia com desprezo agora? A cidade inteira teria que engoli-la e respeitá-la, certo? De quebra, ela ainda se vingaria do ex-namorado. 

- Se a Caroline tivesse 15 anos quando se casou com o pai do Rink, eu ainda seria mais tolerante. Era por algo assim que eu esperava. Que ela fosse uma menina perdida e magoada, quando se casou com o Roscoe. Mas não. Ela não era mais uma criança. Já era uma mulher. Já tinha entendimento suficiente. Sabia exatamente o que estava fazendo. Agiu como uma mulher da pior espécie, sabendo perfeitamente o que estava fazendo. E eu não posso aceitar. Nem sequer entender! Para mim, é inexplicável. 

- Gente, vamos ver as coisas da seguinte forma. Você tinha um namorado (a) e o seu relacionamento com essa pessoa não deu certo. Você iria se sentir bem se a pessoa resolvesse se casar com a sua mãe ou seu pai? Se sentiria bem ao imaginar os dois na cama? Transando? Fazendo centenas de coisas que vocês fizeram juntos ou que pensavam em fazer? Não posso nem imaginar algo assim que já me sinto nauseada. E se amasse a pessoa, então, aí é que as coisas seriam insuportáveis, certo? E Caroline supostamente amava o Rink. Se ela não deixasse claro que o amava, isso até seria um atenuante, mas ela amava, então, isso piorava a situação dela. Só tornava ela ainda mais ordinária aos meus olhos. 

- Caroline e Rink voltam a se encontrar somente doze anos depois da separação amarga e o motivo do reencontro é a morte iminente de Roscoe. Como seu pai estava morrendo e mandou chamá-lo para se despedir, Rink resolveu voltar. Mesmo sabendo que seria doloroso demais rever a mulher que ele ainda amava e que agora era sua madrasta. E é aí que a história realmente começa. Quando Rink retorna e o passado volta com ele. Muita coisa ficou sem explicação quando Rink partiu, muita coisa precisava ser colocada para fora e, agora que eram forçados a se ver, a viver na mesma casa, eles precisavam esclarecer tudo. Gritar tudo que sentiam. Se o sentimento do passado poderá se salvar ou se haverá alguma segunda chance, só depois de muitas brigas e muitas verdades ditas aos gritos é que eles poderão saber. 


"—  Você pensava em mim quando fazia amor com meu pai? 

Nada no mundo poderia tê-la ferido tanto. Era pior do que uma punhalada no peito! Caroline soltou um grito de dor e levantou-se.

—  Canalha! Nunca mais se atreva a me dizer uma coisa dessas!

Ele se levantou também e a encarou com ódio.

—  Quero saber! Não teve dor de consciência ao se casar com meu pai, depois que fomos praticamente amantes?

—  Eu queria ser sua, lembra? Foi você quem não quis. — Ela esboçou um sorriso de escárnio. — Não quis correr nenhum risco, não é?

— É verdade. Não queria magoá-la.

—  Mas eu queria que você me magoasse!

Rink rangeu os dentes e sua voz reduziu-se a um murmúrio.

—  Gostaria de tê-la magoado dessa maneira. Queria ser o primeiro homem da sua vida. — Ele deu um passo para a frente. —  Mas para mim você era algo à parte, diferente das outras moças com quem eu andava.

—  Houve muitas?

—  Sim.

—  Antes e depois?

—  Sim.

—  Então, por que censura o meu casamento com Roscoe?"


- Não. Vocês não estão imaginando coisas. Ela realmente fez essa pergunta. E achava que tinha todo o direito de se sentir ofendida por ele censurar seu casamento com o pai dele. Afinal de contas, ele teve muitas mulheres antes e depois dela, não é? Mas... Uma delas foi a mãe da Caroline????????!!! A resposta é óbvia: NÃO. Ela é a "coisa" nessa história. Não ele. É ela que faria qualquer coisa por dinheiro, inclusive trair os próprios sentimentos. Não ele. Pelo contrário. Ele abriu mão de tudo e lutou para conquistar tudo que tinha. Ela não quis fazer o mesmo. Capacidade ela tinha, mas optou pelo caminho mais fácil.


- O que eu penso da história? O que eu penso da vadia da Caroline, vocês já sabem. Mas o que penso da história? Não posso considerar bela a história que existe entre Rink e Caroline. O passado deles foi lindo, mágico, mas o que ela fez depois estragou tudo. Ele cometeu erros no passado? Na minha opinião não, pois como ele disse, ela não acreditaria nele. Sequer tenho dúvidas disso. Ela não acreditaria. Ele simplesmente perderia seu tempo falando. Ela sim cometeu erros gravíssimos e imperdoáveis, na minha opinião. Ela eu não perdoo. Se ela dependesse do meu perdão, estaria tramada (nem sei se essa palavra se encaixa, mas a outra opção não seria muito educada.rsrs...). Quanto ao Rink, não tenho nada para perdoar. Ele fez o que podia fazer, diante das circunstâncias. E foi muito nobre. Nunca fingiu, nunca sacrificou nada inutilmente. Por motivo fútil. Tudo que fez, teve motivos compreensíveis para fazer. E achei lindo o amor dele por uma pessoa que ele não tinha a menor obrigação de amar. Por ele, eu daria cinco estrelas ao livro. Ele merecia isso. Mas a história não é só sobre ele, gente. Infelizmente, a vaca da Caroline faz parte do livro e é uma das protagonistas. Se ela não fizesse parte da história, tudo seria maravilhoso. Até o vilão poderia ficar. Ela não poderia. Se desaparecesse da história misteriosamente, eu não me importaria nem um pouco. Pelo contrário! Faria até uma festa! Ela estragou tudo!!!!!!! Nunca perdoarei essa "coisa" por isso! Ela me dá nojo. 

- Como eu disse, a história seria ótima sem a ordinária. O Rink merecia alguém melhor do lado dele. Um homem tão maravilhoso, tão lindo (e não estou falando da beleza exterior, embora ele também seja belíssimo por fora.rsrs...), que ama desse modo tão incondicional, merecia alguém digna dele. Não aquela imitação mal feita. A mocinha do livro anterior que li da autora, também era complicada, mas valia mil vezes mais do que a escolhida para essa história. 


- As partes que mais gostei nessa história, eram aquelas nas quais Laura Jane e Steve apareciam. :) Fiquei encantada pela história deles e com eles sim eu suspirava e torcia muito pelos dois. Dois encantos, duas pessoas que se amavam além de tudo. É tão mágico o amor entre os dois. Tão puro... Por eles, eu também daria cinco estrelas ao livro, gente. Mas só se a Caroline não fizesse parte do livro, como já disse. :(

- Laura Jane é a irmã caçula do Rink. Uma jovem de vinte e dois anos, mas com a mente inocente de uma criança. Ela tem uma deficiência mental, mas é algo que não afeta sua capacidade de amar. A mente dela pode ter problemas, mas seu coração sabe o que quer e corre atrás disso. É muito lindo! Eu queria ler uma história só sobre os dois. Tenho certeza de que seria linda e entraria para a lista das minhas histórias preferidas! Só os poucos momentos que a autora nos dá sobre eles, já encanta e faz com que a gente os adote, queira protegê-los de tudo e de todos. São poucos que amam como eles se amam. Caroline deveria aprender algo com eles. Mas nem os anos que passou ao lado daquela menina a fizeram aprender lições valiosas. Não que a garota não estivesse disposta a ensiná-la, mas a ordinária não é o tipo de pessoa disposta a aprender coisas que realmente valem a pena. É realmente lamentável. 


- Só teve uma coisa que a "coisa" fez que eu gostei. Não direi o que é, mas acontece no final. Infelizmente, não foi suficiente para me fazer esquecer tudo que ela tinha feito e seus motivos para fazer o que fez. 


- Recomendo a história? Sim. Não deixo de recomendar, pois o problema pode ser eu.kkkkkk... Hoje não é exatamente o melhor dia da minha vida e os momentos podem afetar nossa leitura, como já sabemos. Talvez tenha sido isso, não sei. E além do mais, vale a pena conhecer o Rink e o casal adorável formado pela Laura Jane e o Steve. O único problema é a Caroline. Ignorem-a e amarão a história! :D Podem fingir que a mocinha é outra. Se eu estivesse com paciência hoje, poderia ter imaginado outra mocinha no lugar dela e isso poderia ter diminuído minha revolta. 


- Essa história foi uma indicação da minha querida amiga Carlita. Ela me avisou que eu poderia não gostar da mocinha.rsrsrs... Eu pensei que independente do que ela disse, eu pudesse gostar da mocinha, mas ela estava certa. Realmente não é meu tipo preferido de mocinha e não consegui engoli-la. Foi impossível. Flor, eu teria amado o livro se não tivesse odiado tanto a suposta mocinha da história. Não me arrependo de ter lido o livro, pois amei conhecer o Rink, a Laura Jane e o Steve. :) Por eles, eu dei três estrelas ao livro. Se não fosse a Caroline, o livro teria recebido cinco estrelas. Mas ela estragou tudo, amiga. Não pude suportá-la.kkkkkk... A vontade que eu tinha era de eu mesma arrancar a ordinária da história pelos cabelos! Em muitos momentos, senti vontade de bater nela.kkkkk... Ainda estou sentindo.rsrs... 


- Essa foi minha escolha para o tema desse mês da Maratona de Banca 2012. Para conhecer as resenhas dos outros participantes, clique AQUI.


Bjs e até breve!

23 de outubro de 2010

Uma Sombra Dentro da Noite/Paixão Explosiva - Erin St. Claire/Sandra Brown

Por amor, Cage traiu o próprio irmão!

O sonho de Cage: ter Jenny nos braços e dar a ela todo prazer do mundo! Cage Hendren é um homem indomável, incompreendido por todos. Esconde um segredo, um sonho impossível que o acompanha desde a adolescência: o amor infinito que tem por Jenny Fletcher. Por mais que esse amor seja um sonho impossível, nada o impede que a deseje de maneira desesperada; nada o impede que nas noites solitárias imagine tê-la nos braços, delirante de prazer, e faça amor com ela alucinadamente. Isso tudo, porém, são fantasias loucas de um homem apaixonado que nunca se realizarão. Jenny é noiva do irmão dele e breve, muito breve, irá se casar!



A descoberta do prazer e da paixão selvagem!

Generosa, Jenny Fletcher punha em segundo lugar os seus próprios sonhos e necessidades, e em primeiro os de seu noivo, Hal, um homem mais comprometido com uma causa do que com ela. Na véspera de sua viagem para a América Central, ele lhe deu o que Jenny mais queria na vida... uma noite de paixão. Foi seu último presente.Cage Hendren constratava em tudo com o irmão, Hal. Ovelha negra da família, ele só tinha ternura por Jenny. Mas ela sempre o achara selvagem e implacável demais... até que Cage lhe mostrou o lado selvagem que ela mesma não sabia que tinha dentro de si. E agora que fora desemcaminhada.... já não podia mais voltar atrás!

 
Palavras de uma leitora...
 
 
- Alguém aqui tem o telefone da Sandra Brown? Preciso encomendar um homem como o Cage feito especialmente para mim... Eu preciso, gente! Estou apaixonada!!! Esqueçam o que eu disse sobre amar os outros mocinhos. Somente o Cage tem meu coração... Se a Sandra Brown não puder providenciar um homem como ele pra mim, vou pedir a Deus. Ele sim terá que providenciar um Cage pra minha vida. Por que todos os homens não podem ser como o Cage??!! O mundo seria tão melhor... Não é justo que só a Jenny seja tão sortuda! Isso não é justo!...rsrsrsrs...kkk...
 
- Nem sei por onde começar... Esse é um livro que nenhuma leitora deve deixar de ler. É obrigatória essa leitura! Só sinto pena dos maridos das mulheres casadas...rsrsrs...
 
- Essa história é mais linda do que a de Titanic, na minha opinião. Essa sim é uma história de amor inesquecível... Faz muito tempo que não leio uma história tão especial, tão mágica, tão perfeita.... Inesquecível, realmente. Dá vontade de chorar de felicidade só em lembrar dela.
 
- A história já começa linda e não perde o foco em nenhum momento... A emoção está presente em cada página, cada palavra, cada olhar. Nem todas as emoções são agradáveis, é claro. O livro tem bastante drama, mas isso só o deixa mais lindo. As únicas pessoas que odiei nessa história foram Bob e Sara (os pais de Cage e Hal). Esses dois estúpidos, egoístas e fanáticos conseguiram me tirar do sério! O arrependimento deles veio tarde demais pro meu gosto e eu não senti piedade nenhuma deles. Eles sim mereciam morrer! Mas antes de falar mais alguma coisa, irei fazer o "um pequeno resumo".
 
Acham que encontrei essa história por acaso? Não. E tenho que agradecer a nossa amiga Carla por me proporcionar o prazer e a felicidade de conhecer a história desse casal. Muito obrigada, Carla!
 
Um pequeno resumo:
 
A vida inteira ele foi desprezado. Seus pais não o amavam e não o queriam. Ele era a ovelha negra, o filho que nunca deveria ter nascido... e o pior é que eles eram, supostamente, cristãos e pregavam o amor e o perdão ao próximo... Mas eles achavam que Cage era o único que não merecia esses dois sentimentos e o excluíram de suas vidas. A dor e a mágoa foram corroendo pouco a pouco o coração daquela criança, daquele adolescente e depois, daquele homem.... Até o momento que ele achou que não era digno de amor e resolveu ser exatamente o que seus pais pensavam que ele era... e colocou assim, diversas vezes, a própria vida em risco: fumando, bebendo até cair, dirigindo em altíssima velocidade... e por aí vai.
 
Só que Cage não era mau ou egoísta como seus pais e outros moradores da cidade viviam gritando aos quatro ventos. Não. Cage era bom e se importava com os outros, mas não tinha mais coragem de mostrar seu verdadeiro eu.... Somente uma pessoa tinha o privilégio de vê-lo tal como ele era e essa pessoa era Jenny Fletcher.
 
Ele a amava desde o dia em que ela foi morar na sua casa, aos quatorze anos. Os pais dela haviam morrido num terrível acidente e os pais de Cage adotaram Jenny como se fosse filha deles. Cage tinha dezoito anos na época e já havia conhecido muito do desprezo, da dor e da rejeição, mas Jenny o fez conhecer sentimentos especiais e que não machucavam tanto. Ela o fez conhecer, acima de tudo, o amor... Ela o ensinou a beleza de amar... Mas, como sempre, ele não era digno de nada que era bom... e Jenny foi escolhida para ser esposa de Hal, seu irmão mais novo. Aquela foi a pior dor que Cage já sentiu: a de perder seu grande amor.
 
O tempo foi passando... Cage foi pro exército, para a faculdade e depois passou a viver em sua própria casa, construindo o seu futuro e vendo cada vez menos seus pais, seu irmão e... Jenny. Mas ele nunca conseguiu esquecê-la. E era por isso que se afastava. Por ela. Para não fazê-la sofrer.
 
Mas o destino lhe dá a oportunidade de ter, finalmente, a mulher da sua vida e, embora seja errado, ele não joga fora essa oportunidade. A aproveita com todo o prazer...
 
O irmão de Cage e noivo de Jenny, Hal, estava de viagem marcada para Monterico, um lugar muito perigoso e que estava em guerra. Hal acreditava que havia recebido "um chamado de Deus" e que tinha o poder de salvar as pessoas de lá... Com sua fé (estupidez) ele foi para Monterico e encontrou a morte. Em vez de salvar alguém, ele prejudicou mais vidas e provocou mais mortes...
 
Na noite anterior à viagem sem volta de Hal, Jenny implora para que ele não vá e pede que ele faça amor com ela... Mas Hal, apesar de chegar a desejar Jenny, permanece fiel aos seus princípios e foge da tentação... Deixando Jenny profundamente magoada no quarto.
 
E o Cage não suporta ver sua amada sofrendo e entra no quarto para consolá-la, mas acaba fazendo amor com ela...
 
E após essa noite de amor... A vida de todos irá mudar...para sempre.
 
- Essa história ganhou um lugar especial no meu coração. Nada que o Cage fazia me fazia odiá-lo. Nem cheguei sequer a me irritar com ele. Ele é o meu sonho...rsrs... Ele é tudo!
 
Bem... Tenho que explicar um pouco sobre o que realmente aconteceu na primeira noite de amor deles. É que foi meio complicada. Por exemplo, a Jenny não sabia com quem estava fazendo amor...kk... Ela pensava que quem a estava tocando era Hal e se entregou completamente... E o Cage não fez nada para corrigir o engano. Pelo contrário, ele se aproveitou bastante da situação...
 
O quarto estava às escuras quando Cage entrou no quarto de Jenny, apenas alguns minutos depois da saída de Hal. Jenny estava inconsolável pela rejeição que sofreu do noivo e, minutos mais tarde, quando aquele homem entrou em seu quarto ela quis acreditar que era Hal voltando para se desculpar e atender seu pedido. E assim... Cage e Jenny acabam fazendo amor.
 
Olha... O Cage ficou se culpando muito depois, pois acreditava que o que tinha feito não merecia perdão. Ele havia tocado a mulher amada sem a permissão dela e isso, na sua opinião, era violar, estuprar... Mas eu não consegui ver as coisas como ele viu. Na minha opinião, aquela foi uma das cenas mais lindas de amor do livro. Nunca poderia considerar o que ele fez como estupro. E tenho certeza que, mesmo que soubesse, conscientemente, que era o Cage, a Jenny teria feito amor com ele mesmo assim. Ela sempre o amou. Simplesmente não conseguia enxergar isso. Ele não a machucou, ele não a tocou para se vingar dela ou de outra pessoa... nem a humilhou depois por causa daquela noite. Então, estupro está descartado. Ele seria incapaz de fazer algo para ferir a Jenny. Ele sim sabe o que é amar e as mocinhas dos outros livros precisam urgentemente que ele dê umas aulas aos outros mocinhos...
 
- Eu me sensibilizei bastante com a história e, principalmente, com o Cage. A história de vida dele me tocou e eu quis ter tido a oportunidade de cuidar dele quando ele era criança...rsrs... Ele despertou meus instintos maternos...rsrs... Eu quis pegá-lo no colo quando ele chorou, quando foi ferido pelos próprios pais, tão humilhado, rejeitado... Ele não merecia tanto sofrimento. E os pais de Cage ganharam meu ódio eterno. Eles não eram dignos de nenhum dos filhos que tiveram. Não mereciam ter filhos, pois não sabem amar. E se julgam os santos, os perfeitos! São uns estúpidos, isso sim! Eu odeio esses dois monstros! Eles sim poderiam ter desaparecido da história. Não me arrependo de dizer isso. Eu queria que eles tivessem morrido no lugar do Hal. Pode parecer cruel, mas de crueldade eles entendem bastante. Se fosse por eles o Cage já teria morrido há muito tempo. E foram eles que ajudaram na morte do filho preferido. Eles, mesmo inconscientemente, provocaram a morte do Hal.
 
- Eu não achei que o Hal merecia a morte, não. Eu queria que ele tivesse vivido, pois não era uma má pessoa ou algo assim. Eu fiquei revoltada com sua ingenuidade e seu fanatismo cego, mas claro que ele não era o principal responsável por ser assim. Seus pais que encheram sua cabeça com ideias absurdas e fanáticas e o fizeram pensar que era feito de aço. Que somente sua fé seria suficiente para salvar as pessoas da guerra. Só que a banda não toca assim e ele não é um personagem bíblico. Uma coisa é acreditar em Deus, outra bem diferente é ficar fanático e doente. Com ideias absurdas e suicidas! Como o Cage mesmo falou: Deus nos deu a capacidade de raciocinar. Se eles tivessem usado essa capacidade, o Hal não teria morrido em vão. Eles mataram o próprio filho.
 
Bem... Mas vamos falar do Cage e da Jenny...
 
Eles sofrem muito mesmo quando estão juntos, pois a culpa não os deixa serem felizes. Cage se culpava pela noite de amor que teve com Jenny sem que ela soubesse que fazia amor com ele. E Jenny se culpava por estar amando o Cage quando o Hal estava morto.
 
Apesar disso, eles estão sempre juntos, se amando e se apoiando. Sempre que um precisa, o outro vem em socorro.
 
- Uma das cenas mais lindas é quando a mãe de Cage grita a Deus que queria que ele tivesse levado o Cage no lugar do Hal. O que tem de beleza nisso? Nada. A beleza vem quando Cage sai profundamente ferido da sala e entra no carro. Jenny corre atrás dele e entra no carro antes que ele saia em alta velocidade. Nesse momento os dois ficam muito próximos e o Cage começa a agir como louco: dirige em alta velocidade, começa a tomar bebida alcoólica, fuma, grita... Ele faz de tudo para fazer a Jenny odiá-lo e deixá-lo sozinho... Mas ela fica com ele. Não o deixa sofrer sozinho. Ele fica furioso e a beija com fúria, machucando seus lábios e tentando fazê-la sentir medo... Mas a Jenny não recua, não o deixa mesmo assim.... Quando ele percebe o que fez, sai do carro e começa a chorar de soluçar... E até eu senti vontade de chorar nesse momento... Tinha muita emoção, muita realidade na cena. Eu via o sofrimento de um homem muito ferido, que já não aguentava mais tanto sofrimento e queria a chance de ser amado. Será que era pedir demais? E a coragem da Jenny, o seu amor... fizeram a cena ficar inesquecível. Foi um momento muito bonito.
 
A Sandra Brown usou muito talento ao criar essa história. Ela colocou a dose certa de cada elemento e não fez nada ficar faltando... Provocou emoções fortes e não ficou devendo nada à realidade. Essa é uma história muito real e qualquer um pode se identificar com algo ou alguém. Não há perfeição nos personagens. Ninguém é santo. Todos erram e a construção do Cage foi incrível. Ele é rebelde, fuma cigarro, se embriaga, dirige como se tivesse caçando sua própria morte, sorri, chora, ama, odeia... Sente. Ele é muito humano e está muito longe da perfeição, mas tenho certeza que se tornou o personagem favorito de muita gente. E, dentre todos os mocinhos que já conheci ao longo da minha jornada como leitora, Cage Hendren é o que ocupa o primeiro lugar da minha lista de mocinhos favoritos. Ninguém melhor do que ele para ocupar esse lugar. Até hoje não encontrei um mocinho tão digno dessa colocação.
Topo