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27 de dezembro de 2024

Leituras concluídas em 2024 - Parte 1



Olá, queridos!


Este, sem sombra de dúvidas, não foi um dos meus melhores anos de leitura. Consegui ler 20 livros, mas só fiz a resenha de dois. Algo que não quero que se repita em 2025: minha intenção é resenhar todos os livros que vier a ler no próximo ano ou, pelo menos, a maioria. Eu gosto de conversar sobre as histórias. Gosto de tentar passar para a resenha um pouco de tudo o que vivi durante o tempo que passei ao lado de cada livro. Quero retomar esse hábito que sempre me fez tão bem. 

Mas vamos aos livros lidos em 2024!





Os Abismos foi meu primeiro contato com a escrita da autora Pilar Quintana, muito conhecida aqui no Brasil pelo livro A Cachorra, que ainda não li. Ele me impactou muito por abordar o tema da depressão, visto pelo olhar de uma filha, uma criança que tem que lidar com a depressão da mãe, sem encontrar em ninguém qualquer apoio. É um livro muito forte e sensível. Se tornou um dos meus favoritos da vida. Link para a resenha aqui. 

A princesa salva a si mesma neste livro, da querida Amanda Lovelace, foi uma releitura que eu estava necessitando muito fazer. Adoro os livros da autora! Suas poesias me reconectam comigo mesma e me fazem ansiar por viver, por ser tudo o que posso ser. 

A garota dos olhos azuis, de Karin Slaughter, foi um livro que doeu muito. Quem acompanha o blog sabe que admiro muito a escritora e que um dos livros que mais me impactaram nesta vida foi Flores Partidas, um thriller sobre violência contra as mulheres na sua forma mais cruel. Em A garota dos olhos azuis, temos a oportunidade de conhecer melhor a Julia, uma estudante de 19 anos, pouco antes do seu sequestro e morte. É um livro que dói muito por sabermos o que acontece com ela em Flores Partidas. Então cada página virada nos enche de tristeza, de desespero por não podermos mudar tudo o que iria acontecer com ela. Foi um livro que me deixou arrasada. 




A cor púrpura, de Alice Walker, é um livro que também aborda o tema da violência contra a mulher. Ele fala ainda sobre racismo e estruturas de poder social e político. Um livro que nos machuca, revolta, enfurece... Eu senti uma confusão de sentimentos ao longo da leitura e não consegui experimentar o mesmo alívio sentido por outros leitores ao término da história. O final é bonito, mas não chega a compensar os personagens por tudo o que eles passaram. 

Noite na taverna, de Álvares de Azevedo, é um clássico da literatura brasileira que aborda o tema da violência contra a mulher de um jeito que nos provoca um imenso desejo de acabar nós mesmos com os criminosos presentes na história. Aqui temos um grupo de amigos que, bêbados, resolvem confessar seus crimes uns aos outros, como se estivessem falando do tempo, como se não existisse nada de errado no que fizeram. É revoltante!

A alegria espera por você, de Upile Chisala, é um livro de poemas muito bonito, que nos faz querer acreditar em dias melhores. Tenho um outro livro da escritora aqui e pretendo lê-lo logo nos primeiros meses do próximo ano. 




O pássaro de fogo e outros contos é uma coletânea de contos de fadas russos bem diferentes do que conhecemos por contos de fadas.rs Apesar de ter considerado algumas histórias bem estranhas, de modo geral eu gostei bastante do livro. 

Evguiêni Oniéguin, de Aleksandr Púchkin, nos traz uma história toda contada em versos, que foi maravilhosa de acompanhar. O livro aborda questões existenciais, a linha tênue entre o bem e o mal, relacionamentos tóxicos, amizades falsas, entre outros assuntos também muito importantes. Eu não esperava gostar tanto da história e que ela me fizesse refletir sobre tantas coisas! Recomendo!

Mário e o mágico, foi meu primeiro contato com a escrita do Thomas Mann. Apesar de ser um livro curto, é bem denso, abordando o tema do fascismo. A história nos causa um incômodo muito grande desde as suas primeiras páginas, quando nos apresenta um cenário em que as pessoas estão dominadas por uma ideologia excludente e nociva. O livro nos causa um impacto significativo e um medo em relação ao futuro. Pode o passado um dia se repetir por inércia das pessoas? A verdade é que vemos tal passado muito presente em vários países atualmente e guerras que não deveriam estar acontecendo enquanto a comunidade internacional não faz nada de decisivo para acabar com um derramamento de sangue que não possui justificativa.

Observação: Tive que dividir o post em duas partes porque o blog não permite que eu coloque o nome de todos os autores na parte de "marcadores", por ter um limite de caracteres. 


8 de fevereiro de 2023

Leituras concluídas - Janeiro/2023

 
Olá, queridos!

Janeiro foi um mês de poucas leituras... Li dois livros de poesia da Amanda Lovelace, que me fizeram refletir sobre minhas próprias decisões e o rumo que estou tomando em minha vida. 

Iniciei a leitura de um romance maravilhoso chamado Vida em Leilão, que infelizmente ainda não consegui concluir. E, acreditem, li um livro sobre mulheres assassinas... um livro de não ficção. Mulheres assassinas da vida real, que provocavam destruição por onde passavam. 

Por último, apostei num thiller nacional que me atraiu desde que vi a capa pela primeira vez: O Homem de Palha, mas esta leitura não funcionou. Acabei abandonando. Não sei se um dia voltarei a lhe dar uma chance. Talvez sim, pois, como sabem, eu detesto abandonar uma leitura. 

E este post é para falar um pouco sobre as leituras que finalizei em janeiro, mas não resenhei. 




Literatura norte-americana
Título Original: Break your glass slippers
Tradutora: Debora Fleck 
Editora: Leya
Edição de: 2021
Páginas: 152 (e-book)

Sinopse: Amanda Lovelace, autora dos best-sellers e premiados livros A princesa salva a si mesmo neste livro e A bruxa não vai para a fogueira neste livro, está de volta com sua mais nova e aguardada série "Você é o seu próprio conto de fadas".

Nesse primeiro volume, ela dá uma nova e moderna interpretação à versão tradicional da história da Cinderela e fala de como não devemos dar ouvidos àqueles que não veem o nosso valor, mesmo que, às vezes, essa pessoa sejamos nós mesmas. Os poemas deste livro abordam temas contemporâneos como autoaceitação, relacionamentos tóxicos, assédio sexual, transtornos alimentares, mas falam principalmente de dar a volta por cima e de perceber que somos a personagem mais importante da nossa história e podemos construir o nosso próprio final feliz.

Com seus versos simples e diretos, que já arrebataram milhares de fãs em todo o mundo, Amanda Lovelace se dirige às mulheres, questionando e transformando papéis que fazem parte do imaginário feminino há muitas gerações, como o do príncipe encantado, com o qual viveremos felizes para sempre, e o da fada madrinha, que nos concederá todos os nossos desejos.






Literatura norte-americana
Título Original: Shine your icy crown
Tradutora: Debora Fleck
Editora: Leya
Edição de: 2021
Páginas: 160 

Sinopse: Nesse segundo volume, ela usa o universo simbólico desses contos para falar do gelo que, às vezes, precisamos construir ao redor de nós mesmas e das irmandades que nos dão força e não nos deixam desistir. É uma história de como não deixar a sociedade limitar o seu potencial e de como tomar o poder sobre a sua própria vida nas mãos. Os poemas deste livro abordam temas contemporâneos como autoaceitação, relacionamentos tóxicos, assédio sexual, transtornos alimentares, automutilação e suicídio, mas falam principalmente de dar a volta por cima e de perceber que você não precisa de um rei para ser rainha.

Com seus versos simples e diretos, que já arrebataram milhares de fãs em todo o mundo, Amanda Lovelace se dirige às mulheres, questionando e transformando ideias nas quais, por muito tempo, elas foram forçadas a acreditar: que não podem se proteger sozinhas e que precisam de alguém ao seu lado para mostrar ao mundo o valor que têm.




Estes livros eu finalizei logo no início de janeiro... Já tinha lido outros livros de poesia da autora antes e apreciado demais, todavia nenhum me impactou tanto quanto quebre os seus sapatinhos de cristal. Eu estava no ônibus, indo para o trabalho quando resolvi lê-lo. Lembro da surpresa diante de alguns textos... Como se tivessem sido escritos para mim. Como se fossem tudo o que eu necessitava ler para "acordar". Só que ainda não acordei totalmente, já que repito os mesmos erros vezes e outras. Porque é muito difícil mudar...

Faça a sua coroa de gelo brilhar também me envolveu e "falou comigo", mas não bagunçou tanto as minhas emoções como o outro. Ainda assim, recomendo muito! Amanda Lovelace é uma autora que podemos ler sem medo; não acredito que um dia irei me decepcionar com algum dos seus escritos. Ela é fantástica! 






Título Original: Lady Killers: Deadly Women Throughout Hustory
Tradutores: Daniel Alves da Cruz e Marcus Santana
Editora: Darkside Books 
Edição de: 2019
Páginas: 384

Sinopse: Mulheres letais, inteligentes e manipuladoras. Prepare-se para realizar uma investigação ao lado da DarkSide Books e sua divisão Crime Scene. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais - perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz. Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê completo sobre a vida de catorze mulheres que deixaram rastros de corpos por onde passaram. Uma obra fundamental para os fãs de criminologia que querem compreender a mente de assassinas que são horrivelmente - e essencialmente - humanas.





Apesar de gostar de livros de não ficção e de ter acompanhado por muito tempo o canal Investigation Discovery, não estava nos meus planos mergulhar num livro de crimes reais no momento. Mas ele foi a sugestão de leitura de uma das minhas amigas do trabalho para o nosso grupo de leituras coletivas e resolvi arriscar. Acreditei que os crimes cometidos por essas mulheres possuíam alguma "justificativa", sabe... Crimes por legítima defesa... Por algum motivo... atenuante. Mas, em sua maioria, elas eram simplesmente más. Cruéis. 

Este livro, escrito pela Tori Telfer, reúne as histórias de quatorze assassinas em série, que matavam pelo prazer de matar. De acabar com várias vidas. Não sei dizer qual a pior entre elas. Aquelas que matavam crianças e bebês foram as que mais me provocaram revolta. Matavam os próprios filhos, os próprios pais, irmãos... Enfim... Vai demorar um tempo até me recuperar de tudo o que encontrei neste livro. Além das quatorze assassinas, no final do livro ainda tem uma seção dedicada a falar de outras víboras. 

É um livro pesado e te faz pensar na maldade que existe aí fora... pelo mundo. 



8 de novembro de 2021

Livros lidos e não resenhados - Setembro e Outubro de 2021




Literatura norte-americana
Título Original: The princess saves herself in this one
Tradutora: Izabel Aleixo
Editora: Leya
Edição de: 2017
Páginas: 201 (Prime Reading)

24ª leitura de 2021

Sinopse: Amor e empoderamento em versos que levam os contos de fada à realidade feminina do século XXI

A princesa salva a si mesma neste livro, de Amanda Lovelace, é comparado ao fenômeno editorial Outros jeitos de usar a boca, de Rupi Kaur, com o qual compartilha a linguagem direta, em forma de poesia, e a temática contemporânea. É um livro sobre resiliência e, sobretudo, sobre a possibilidade de escrevermos nossos próprios finais felizes. Não à toa A princesa salva a si mesma neste livro ganhou o prêmio Goodreads Choice Award, de melhor leitura do ano, escolha do público.

Esta é uma obra sobre amor, perda, sofrimento, redenção, empoderamento e inspiração. Dividido em quatro partes ("A princesa", "A donzela", "A rainha" e "Você"), o livro combina o imaginário dos contos de fada à realidade feminina do século XXI com delicadeza, emoção e contundência. Amanda, aclamada como uma das principais vozes de sua geração, constrói uma narrativa poética de tons íntimos e cotidianos que acolhe o leitor a cada verso, tornando-o cúmplice e participante do que está sendo dito.




Eu li este livro na semana em que perdi meu avô materno para a Covid-19. Depois de mais de uma semana intubado no CTI, ele foi embora. Foi para junto de Deus. Mas a dor da perda, e de perder desta forma, é grande. 

Em A princesa salva a si mesma neste livro, a autora fala muito sobre perda e por eu estar vivendo um período de luto, os textos acabaram me atingindo com muita força. Ao mesmo tempo em que a leitura era "fácil" por fluir bem, era extremamente dolorosa. Existiram momentos nos quais parecia que a dor era física e não apenas emocional. Machucava dentro de mim. 

Os poemas não falam apenas de dor, também falam de amizade, amor, empoderamento, recomeço... Mas o que mais absorvi deles foi o que representaram no meu momento de vulnerabilidade, de tristeza... Foram textos que me marcaram. 


Esta é uma leitura que realizei em setembro. Dos oito livros que li de lá para cá, este foi o único que não resenhei. O motivo não foi só sentir que não poderia expressar tudo o que o livro provocou em mim, mas também porque era muito recente a perda do meu avô e eu não conseguia escrever... Foi um período muito difícil.


*Este tipo de post é dedicado aos livros que li em 2021 e por algum motivo não resenhei.




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