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1 de abril de 2014

Um Homem Muito Sensual - Helen Bianchin



Uma simples acompanhante?

Nickos Alessandros precisava de alguém para acompanhá-lo em sua agitada vida social. A linda e sofisticada Michelle seria a pessoa ideal para essa tarefa… temporariamente.
Para Michelle, um relacionamento falso a ajudaria a escapar da perseguição de um playboy. Nickos, porém, era tremendamente sensual, e Michelle começou a ter dificuldade para resistir aos encantos daquele verdadeiro deus grego. Se ela concordasse em participar daquela farsa, será que conseguiria separar fantasia da realidade?



Palavras de uma leitora…

- Sim. Depois de um desaparecimento de um mês, volto a dar notícias de vida.rsrs… E, infelizmente, não com a resenha de um livro marcante.

 “Ele beijou-lhe a mão mais uma vez e fez uma prece de agradecimento a Deus pela sorte que tivera de encontrar aquela mulher. Sua mulher.

Quando se lembrava de que quase não fizera aquela viagem à Austrália, que por um triz poderia ter enviado um de seus funcionários em seu lugar, chegava a sentir um arrepio de horror na alma. Se tivesse ficado em Atenas resolvendo outros problemas, jamais a teria conhecido. E aquilo seria tenebroso.

Como viver a vida toda, como passar uma existência inteira nessa Terra sem nunca experimentar a alegria de tê-la nos braços?

- Uma das coisas que sempre me fizeram suspirar ao ler um livro da Helen Bianchin, era o romantismo dos seus mocinhos. A capacidade que eles tinham de fazer e dizer coisas lindas, românticas, mesmo que fossem simples. Em geral, sempre são mocinhos que fariam tudo pela mulher amada, que muitas vezes não tinham coragem de confessar facilmente o amor que sentiam, mas que nos faziam perceber tal sentimento a cada página virada. Eram sempre os heróis das mocinhas.rsrs… Salvando-as de um ex controlador, obsessivo e doente mental, que não conseguia compreender o fim do relacionamento. E elas eram sempre mocinhas que tinham que enfrentar, com graça e dignidade, a língua afiada das rivais e, certas vezes, até mesmo as tentativas, desesperadas, dessas mulheres para eliminá-las do caminho. Lembro que já li livrinhos nos quais as “rejeitadas” tentavam até matar as pobres mocinhas, o que só fazia com os mocinhos ficassem ainda mais próximos de suas amadas e eles fossem ainda mais felizes. É claro que já li livros ruins da autora. Sejam ruins por serem fracos ou por terem pestes como mocinhos, mas esses livros foram raros.rsrs… A maior parte dos livros que li da autora, foram lindos e se tornaram inesquecíveis. Um Homem Muito Sensual teria entrado para essa lista. Para a lista de inesquecíveis. Se eu o tivesse lido num outro momento. Numa outra época da minha vida.


- Michelle e Nickos se conheceram num jantar entre amigos. Michelle era noiva do filho dos anfitriões, um rapaz um tanto quanto desequilibrado, que achava que Michelle só pertencia e só poderia pertencer a ele. Nickos era o convidado de honra, um homem envolvente e charmoso, que não conseguia tirar os olhos de Michelle e insinuar que existia entre eles mais do que estavam dispostos a admitir no momento. Ele a queria e não fazia questão de esconder isso. Determinado, pôs fim ao relacionamento sufocante que existia entre Michelle e o noivo e a convenceu a entrar numa trama complicada e perigosa… para o coração de ambos. Com o tempo, o que havia começado apenas como um jogo e que evoluiu para desejo, se transformou em amor. Só o que eles não sabiam é se estavam dispostos a encarar tal sentimento e todas as suas consequências. Ou fingir que nada ocorria e, ao fim do jogo, seguir com suas vidas. O que vale mais? Amor ou liberdade? E seria o amor realmente uma prisão?


- Nem sei bem por que comecei a ler esse livro.rsrs… Faz tanto tempo que o estou lendo (sim. Minha situação está tão complicada que estou demorando uma eternidade para ler um livro fininho. Se o livro fosse maior, provavelmente eu terminaria a leitura no próximo ano) que já nem lembro o motivo.kkkk… Mas foi provavelmente por estar sentindo alguma falta dos livrinhos da Helen Bianchin, que, no início da minha vida como leitora, teve papel importante. Era uma das autoras que eu mais amava, perdendo apenas para Lynne Graham, Michelle Reid, Charlotte Lamb e uma ou duas autoras mais. Eu lia seus livros com frequência e me encantava… sonhava acordada com suas lindas e simples histórias de amor, que tinham basicamente a mesma trama, mas que, para mim, eram únicas independente de tudo.rsrs… Sinto falta daquela época… Da época na qual as coisas eram mais simples, até no mundo da leitura. Agora tudo está mais complicado e eu, de certa forma, amadureci como leitora. Algo que é bom e ruim ao mesmo tempo.rs… Bom, porque me abri para outros tipos de histórias, me permiti dar chance aos romances históricos (lembram que houve uma época na qual não suportava históricos?!), aos livros de suspense (que não fossem só do Sidney Sheldon ou Dan Brown), saí do mundo dos livrinhos de banca e entrei no mundo dos livrinhos de livraria. Eu sempre fui uma leitora disposta a encarar novos romances, desde que não fossem romances com temas que me incomodassem além da conta. Sempre gostei de livrinhos mais reais, no entanto, os evitava mais.rsrs… Eu “pertencia” aos romances de banca. Abria pouquíssimo espaço para outros tipos de história, entendem? Tenho a sensação de que isso mudou muito de um ano (ou um pouco mais) para cá. Por diversos motivos… E é bom porque me permiti conhecer ótimas histórias, me encantar, emocionar, sofrer (risos), chorar e sorrir com histórias diferentes, mas incríveis da maneira delas. Aceito com mais “naturalidade” certas histórias e mesmo sofrendo muito com elas, gosto.kkkkk… O que me faz pensar que sou masoquista, é claro. Mas enfim… E ao mesmo tempo, é ruim. Porque sinto uma saudade violenta dos meus livrinhos de banca. Sinto falta daquela simplicidade… Da época na qual eu sentava, em dias chuvosos (ou não) nos quais eu estava em casa, com vários livrinhos perto de mim (na época, muitos deles, eu pegava emprestado com a irmã de uma amiga.) e ficava lendo um após o outro, sorrindo como uma boba e suspirando emocionada.rsrs… Era tudo tão mais simples (pelo menos, no mundo que eu criei, separei, para os livros), tão mais tranquilo… Eu penso que eu “enxergava” muito mais os romances de banca naquela época. Era capaz de compreendê-los melhor, “vivê-los” com maior intensidade. Hoje em dia, sinto como se tivesse me distanciado mais deles e é triste admitir. Mas como eu disse, isso aconteceu por vários motivos e não só por culpa de certos livrinhos de banca que tive o desprazer de ler. Aconteceu por certas decepções que não valem a pena ser mencionadas. Aconteceu porque conheci histórias diferentes e isso provocou certa mudança em mim. Enfim… foram vários os motivos.rsrs… Não amo mais os livrinhos de banca????!!! Claro que amo. Sempre os amarei. Aqueles que li no passado, alguns que conheci nos últimos dois anos e os que ainda conhecerei no futuro (pois não desisti deles). Sobretudo os que são da Lynne Graham e da Candace Camp.rsrsrs… Mas quase já não sou capaz de sentir a ligação que eu sentia antes (pelos da Lynne Graham e Candace Camp ainda sinto!!!!). A magia. Por que estou dizendo isso? Porque não senti por Um Homem Muito Sensual – Helen Bianchin, nem sequer metade do que eu sentia quando lia um livro da autora, no passado. E sei que se eu tivesse lido essa história uns dois anos atrás, seria diferente, entendem? O livro tem tudo que as histórias da autora sempre tiveram. É a mesma trama, que sempre foi capaz de me emocionar no passado. Por isso sei que a culpa não é da história. É minha.



- Eu gostei do livro. Mas não o amei. Um livro que eu teria amado muito no passado. Quero acreditar que é só uma fase. Que, se der tempo ao tempo, conseguirei recuperar a “ligação” que eu tinha com os livrinhos de banca (sobretudo os mais antigos), mas me entristece muito pensar que isso talvez não ocorra… 

24 de dezembro de 2012

Pedido de Natal - Anne Gracie [Maratona de Banca 2012 - Dezembro]


(Título Original: Gifts of the Season
Editora: Nova Cultural)


Em Dezembro: Natal



O mundo de Ellie se resume à filha que tem. Viúva, pobre e vivendo em um chalé isolado, ela sabe que o futuro não pode ser muito diferente do que o presente. Porém quando o inverno chega, traz consigo um desconhecido que sofreu um grave acidente e perdeu a memória.

Ellie o recolhe em sua casa, e a cada dia que passa começa a achar a presença dele mais e mais reconfortante. E não é só: aquele estranho sem nome começa a entrar devagar em seu coração, fazendo-a ver que a lenha que queima na lareira pode aquecer bem menos do que um coração apaixonado!




Palavras de uma leitora...




— Minha vela do desejo ainda está queimando, mamãe?
Ellie beijou a filha pequena com ternura.
— Sim, querida. Ela ainda não chegou ao fim. Agora, deixe de preocupar-se tanto e tente dormir. A vela está lá embaixo, na janela, no lugar onde você a deixou.
— Brilhando na escuridão para que papai a veja e saiba onde nós estamos.
Ellie hesitou. Quando respondeu, sua voz era rouca.
— Sim, querida. Papai saberá que estamos aqui, seguras e protegidas do frio.
Amy encolheu-se sob os cobertores gastos e a desbotada colcha de retalho que as cobriam.
— E quando o novo dia chegar, ele estará aqui para o café da manhã.
Um nó se formou na garanta de Ellie.
— Não, querida. Papai não vai estar aqui. Você sabe disso.
— Mas amanhã é meu aniversário e você disse que papai viria.
Lágrimas queimavam os olhos de Ellie. Comovida, ela acariciou o rosto encantador e suave da filha.
— Não, querida, eu disse isso no ano passado, e você sabe por que papai não veio naquela ocasião.
Houve um longo período de silêncio.
— Porque no ano passado eu não coloquei uma vela na janela?
A reação de Ellie foi de verdadeiro horror.
— Oh, não! Não, minha querida, juro que você não tem nenhuma responsabilidade no que aconteceu.— Ela tomou a menina nos braços e abraçou-a por um longo momento, afagando seus caracóis sedosos, esperando até que o nó em sua garganta se desfizesse e ela fosse capaz de falar mais uma vez.— Meu bem, seu papai morreu, por isso ele nunca voltou para casa.
— Porque ele não conseguia encontrar o caminho, porque não acendi uma vela na janela para ajudá-lo.



- Esta história me prendeu desde a primeira página quando a pequena Amy, aquele anjinho de apenas quatro anos, falou para a mãe as coisas que coloquei acima. Eu senti um nó na minha garganta e uma vontade de proteger aquela menina de tamanha ilusão, mas no fundo eu já imaginava que o mocinho da história apareceria justamente no aniversário daquela menina, como um presente, como se aquela vela vermelha que Amy acendeu fosse realmente especial... pudesse fazer milagres. Não acredito que a vela tenha feito algo. Mas a fé daquele anjinho, sim. Quem se negaria a atender um pedido tão especial?! Tudo que ela queria era um pai. Não pedia mais nada. É impossível não se emocionar com isso. 


- Tarde daquela noite, quando Amy já estava na cama, um desconhecido bateu na porta da casa de Ellie, mãe da menina. Ele batia de forma desesperada e Ellie não sabia se deveria ou não atender a porta. Morava num lugar um tanto quanto perigoso e não era recomendável uma mulher sozinha, com uma criança pequena em casa, atender a porta uma hora daquelas. Mas o estranho pediu por socorro, deixando-a cada vez mais nervosa. Seria um truque? Uma forma de fazê-la atender a porta para depois fazer mal para ela e sua filha? Ou aquele desconhecido realmente precisava de ajuda? Antes que Ellie pudesse decidir se abria ou não a porta, um barulho se fez escutar do lado de fora... como se algo tivesse caído. E Ellie tomou sua decisão. Abriu a porta... encontrando um homem ferido e desacordado caído no chão. Sem pensar nas consequências ela o colocou para dentro de casa, sabendo que seria desumano deixar alguém ferido do lado de fora naquele tempo, para morrer de frio ou infecção. E essa simples atitude de amor pelo próximo, mudou toda sua vida. Para melhor, é claro. Muito melhor. Não eram só os sonhos de Amy que estavam prestes a se realizar... mas também os mais profundos desejos do coração de Ellie. Aquele aniversário seria diferente... e o Natal que se aproximava também. Porque milagres... definitivamente acontecem.


- Não é permitido falar muito desta história.rsrs... Ela é tão curtinha, gente, que é possível lê-la em pouquíssimas horas. Se você não estiver fazendo mais nada enquanto lê o livro, é possível até mesmo terminar a leitura em uma hora. É muito curtinha... porém, uma das histórias mais doces e fofas que já li. Aquele livro que acaba por nos lembrar dos contos de fadas que líamos em nossa infância. É um livrinho simples e mágico. Encantador. Me peguei várias vezes suspirando e dando gargalhadas aqui. Foram ótimos os momentos que passei com esse livro. 



— Cubra-se!—  Exigiu ultrajada.
Ouviu um ruído de tecido e virou-se para encará-lo e sentiu que o rosto era tingido por um novo rubor. Ele havia encontrado uma de suas meias e a colocara sobre a parte de seu corpo, justamente a parte que mais a chocara. O restante continuava exposto. Tentou não notar a beleza dos músculos bem definidos e das curvas firmes, mas era difícil ignorar tão perfeita beleza.
Os olhos azuis brilhavam maliciosos e provocantes.
— Assim está melhor, amor?



- Atrevido, verdade?!kkkkk... Um sedutor! Esse mocinho sem nome me divertiu muito aqui. Ele tinha perdido a memória ao ser tão cruelmente ferido na cabeça e quando acordou, acreditou que Ellie fosse sua esposa. Porque a menina, a Amy, não parava de chamá-lo de "papai" e a criança tinha os olhos da mesma cor que os dele. Ele acabou por acreditar que ela era realmente filha dele, embora estivesse um pouco nervoso por não conseguir se lembrar de nada. Quando acorda com a Ellie em seus braços (pois só tinha uma cama naquela casa para adultos e fazia muito frio. Ela não teve outra opção senão dormir na mesma cama que ele... e sabe como é quando dormimos... ela não foi parar nos braços dele de propósito.rsrs...) ele decide acariciá-la para minha completa diversão.kkkkkk... A Ellie aproveita bastante, antes de finalmente acordar, mas depois que percebe o que está acontecendo e que não está de modo algum sonhando, ela quase tem um ataque. Ela desperta pouco antes deles fazerem amor. É uma cena sensual e divertida. Eu adorei! :)


- Uma coisa que me fazia suspirar aqui era ver o mocinho sem nome chamá-la de "amor" (suspiros...). Mesmo depois dela explicar que eles não eram casados e como ele tinha aparecido em sua vida, ele continuou chamando-a de amor.rsrs... E era tão lindo vê-lo fazendo isso. Ele a adorou quase à primeira vista. Para falar a verdade, ele a adorou à primeira vista. Para ele, ela era um anjo, a mulher com quem ele se sentia bem, que parecia se importar com ele e o fazia desejar ter uma família. E ele estava disposto a fazê-la dele assim que recuperasse a memória. Porém... que segredos o retorno da memória dele poderia revelar? Será que depois que sua memória retornasse eles poderiam mesmo ficar juntos? Ou aquele conto de fadas chegaria ao fim?!


- Não posso falar mais, gente! Se fizer isso acabarei contando a história inteira.kkkkkk... Por isso, paro por aqui. Só o que ainda posso dizer é que esses três formam uma família linda, encantadora. Amy é um anjo e Ellie uma guerreira, uma mãe que fazia o possível para preservar a infância da filha e manter a menina segura e alimentada. Elas não tinham quase nada e ainda assim ela dividiu o pouco que tinha com um desconhecido. E o mocinho sem nome é simplesmente encantador. Não dá para não se apaixonar por ele. Impossível!rsrs... Ah! E também me encantava a forma como ele a via como sua Ellie, sua mulher... mesmo sabendo que não era marido dela. Ele simplesmente já a considerava dele. É lindo, gente!


- Esta história foi uma indicação da minha querida amiga, Carlita! Muito obrigada, flor! Eu simplesmente amei esta história! Ela é doce e muito linda. Uma ótima história para se ler perto do Natal. :)


- Pedido de Natal foi minha escolha para o tema de dezembro da Maratona de Banca 2012. Para conhecer as resenhas dos outros participantes, basta clicar AQUI.



Um Feliz Natal para todos os leitores apaixonados por livros! Seja de romance ou qualquer outra coisa. E para você que apenas está passando pelo blog e sequer gosta de ler, eu também desejo um lindo e Feliz Natal! Que o Natal de todos vocês seja melhor do que os dos anos anteriores. Que seja abençoado, cheio de amor, paz, saúde, felicidade, união e tudo de bom! Lembre-se sempre de agradecer ao aniversariante por seu amor e proteção. E lembre-se também que o mais importante nesta vida não são as coisas materiais e sim as pessoas que amamos e os momentos que passamos ao lado delas. Até quem não acredita no amor, sabe no fundo que é impossível viver sem ter alguém que o ame, sem ter alguém para amar. Seja um filho, um companheiro, mãe, pai, irmãos, gatinho, cachorros... o que seja. No fundo, isso é o mais importante. Amar e ser amado. Que não falte amor para ninguém neste Natal e no ano que em breve se iniciará! Que Deus esteja sempre com vocês! :)



Bjs e até breve!


17 de janeiro de 2012

Frutos do Pecado - Lynsey Stevens



Que direito tinha Ryan, aquele irresponsável, de beijar Liv com tanto ardor, até deixá-la tonta, atordoada de desejo?


Quando Ryan foi embora, oito anos atrás, a vida perdeu todo o sentido para Liv. Anestesiada pela dor, ela não sentia mais nada. Nem a vida que começava a se desenvolver em seu ventre, fruto daquele amor que quase a levou à loucura. E não foi fácil acordar para a realidade, organizar a vida sem Ryan, cuidar sozinha dos gémeos, que agora enchiam a sua alma de ternura. Não foi fácil, mas ela conseguiu. E, por mais que seus joelhos tremessem ao ver Ryan de novo, por mais que sua pele se arrepiasse só de sentir o cheiro másculo dele, Liv não ia nem pensar em aceitá-lo outra vez!



Palavras de uma leitora...


- Nem sei por onde começo. Sobre o que falo primeiro... Acho que é melhor fazer um resumo do livro primeiro e depois falar do que senti e sinto pelo livro.rsrs...



Um pequeno resumo:


Tudo começou quando Olívia tinha apenas 6 anos de idade. Ela estava passeando na sua bicicleta nova quando um grupo de vândalos de 12 anos resolveu atormentá-la. Assustada, Olívia começou a chorar e gritar com eles, até que seu herói apareceu. Ele era lindo e corajoso. Derrubou os meninos no chão e os fez fugir como covardes e depois ofereceu seu lenço para que ela limpasse seu rosto manchado de lágrimas. Olívia ficou encantada. Ele era muito gentil, protetor e passou a ser o herói daquela criança.

Depois de salvá-la e emprestar seu lenço, Ryan a acompanhou durante algum tempo e a deixou próxima de casa. E quando Olívia agradeceu, ele disse que ela poderia agradecê-lo com um beijo quando completasse 16 anos. Nenhum dos dois esqueceu a promessa.

Sempre que o via no pátio da escola, o mundo parava para aquela menina. Ela sentia prazer em apenas olhar para ele, acompanhar seus movimentos. O idolatrava e só tinha olhos para ele. Ele era para ela perfeito como o pai, era o irmão que ela queria ter tido e ao mesmo tempo o garoto mais lindo da cidade. Ele era a imagem de todos os príncipes encantados das histórias que ela tinha lido. Não existia, para Olívia, alguém mais perfeito do que o Ryan. E assim, os anos se passaram...

Quando faltava três meses para seu aniversário de 17 anos, Olívia o viu de novo. E aquele encontro marcou o início de uma linda história de amor entre dois jovens, que acabaria por se tornar numa amarga decepção no futuro. Uma ilusão adolescente que marcaria para sempre a vida de Olívia...

Ele estava lindo e rodeado por garotas. Todas o queriam e ele ainda não tinha tirado ela para dançar. Foi Joel, irmão mais novo de Ryan, quem primeiro notou Olívia. Joel a tirou para dançar e os dois dançaram durante um longo tempo. Depois os dois resolveram pegar um pouco de ar fresco e foi aí que Ryan finalmente se aproximou. Após serem apresentados, Ryan reconheceu o nome dela e também se lembrou imediatamente da promessa feita, quase onze anos antes. E ele fez questão de cobrá-la.

Olívia negou ter lhe prometido qualquer coisa e assim, Ryan resolveu roubar o beijo que queria. Naquele momento, Olívia sentiu que estava sendo marcada por ele e que a partir daquele dia nada seria como antes. E realmente não foi.

Um lindo romance entre dois jovens começou. Um romance que tinha tudo para caminhar para o "felizes para sempre", mas que terminou de forma bem amarga.

Era aniversário de Joel. Ele estava fazendo 21 anos e D.J. Denison, um importante homem de negócios temido e adorado pelas pessoas da cidade, convidou todos para a festa que tinha preparado para o seu filho. E o pai de Olívia e ela também foram convidados. O pai de Olívia sabia sobre os encontros entre Ryan e a filha dele e tinha proibido Olívia de continuar vendo aquele rapaz. Ele era mais velho. Era mulherengo. Não prestava. Só estava se divertindo com ela. Mas Olívia se recusou a ouvi-lo e passou a sair com Ryan, escondida. O pai dela não queria ir naquela festa. Não queria ver sua preciosa e única filha perto daquele rapaz que ele tanto desprezava, mas Olívia acabou convencendo-o. E aquela foi a noite mais linda e mais terrível da vida de Olívia. Uma noite que ficaria marcada para sempre.

Quando o pai dela se afastou, Olívia e Ryan passaram boa parte da noite juntos. E Ryan fez questão de manter os copos dos dois sempre cheios de vinho. Ambos beberam demais e depois sentiram que a casa estava muito quente. Precisavam de ar puro. E por isso, foram para a praia.

Ao chegar lá, Ryan resolveu nadar. Estava insuportavelmente quente e um mergulho só lhes faria bem. Olívia mencionou o fato de nenhum dos dois ter levado roupa de banho, mas Ryan disse que aquilo não seria problema e poderiam nadar sem roupas. É óbvio que aquilo nunca daria certo. E realmente não deu.

Ryan foi o primeiro a entrar na água. Olívia entrou logo depois, dando para si mesma a desculpa de que tinha medo dele acabar se afogando, por estar bêbado. Na água, os dois começaram a brincar como duas crianças... até que seus corpos molhados se tocaram. Envolvidos pelo momento, os dois perderam a noção de tudo. Sabiam que não deveriam ir tão longe ainda, mas foram. O momento foi lindo, mas as consequências foram dolorosas.

Após fazerem amor, ambos adormeceram, sendo acordados pelos seus pais, que estavam loucos à procura deles. Quando finalmente perceberam o que tinha acontecido, as acusações começaram. Olívia só sabia chorar, enquanto seu pai e o pai de Ryan o acusavam e ameaçavam sem piedade. Ele era um monstro. Um sedutor de meninas e tinha que "pagar" pelo que tinha feito. Iria se casar com Olívia. Imediatamente. Mas Ryan ainda não queria se casar. Não estava preparado para enfrentar um casamento tão cedo e tentou dizer aquilo para eles, mas o pai de Olívia partiu para cima dele, sendo interrompido pelo pai de Ryan, que disse que o filho iria se casar com Olívia e que depois poderia simplesmente desaparecer da cidade e do país. Ficou claro, pelas palavras dele, que era isso que ele queria. Que o filho sumisse e ele não tivesse mais que olhar na cara dele. Para D.J., seu filho era somente motivo de desgosto.

Ryan foi tomado pela fúria e aquilo se tornou numa briga entre o pai e ele, onde Olívia estava no meio. Revoltado com o pai, ele fez exatamente o que o pai queria: se casou com Olívia e uma hora depois foi embora, disposto a não voltar.

Olívia ficou muito abalada quando Ryan simplesmente foi embora, sem olhar para trás. Ficou abalada quando ele se foi e não a levou junto, como se tudo que tinham vivido não tivesse nenhum valor. Foi complicado reagir. A depressão ameaçou tomar conta dela e somente a amizade de Joel pôde arrancá-la daquele estado. E ela ainda sofreu um terrível golpe quando se descobriu grávida.

A menina de 17 anos teve que crescer mais rápido do que gostaria e assumir a responsabilidade por dois bebês que não tinham culpa de nada. Que eram vítimas naquela história toda. Mas Olívia conseguiu criá-los e dar-lhes tudo que poderia. Ela amava os filhos, apesar de, ao vê-los, sempre se lembrar de Ryan. Nem todos os oito anos que se passaram, puderam modificar aquelas lembranças e arrancar dela o amor que ainda sentia por ele. Mas Olívia queria recomeçar. Encontrar alguém que a fizesse feliz e quando ela estava prestes a realizar esse desejo, Ryan apareceu, como se voltasse do mundo dos mortos para abalar novamente sua vida. Ele queria outra chance, disse. Queria viver com ela e os gêmeos. Conhecê-los melhor, ser pai deles. Mas será que já não era tarde demais? E será que era realmente isso que Ryan queria... Ou havia mais por trás desse retorno?


- Bem... Quando comecei a ler esse livro estava preparada para odiá-lo. Minha amiga Mónica tinha lido esse livro um tempo atrás e havia odiado profundamente o Ryan e a história. E foi por isso que acabei colocando esse livro na minha lista de leituras. Ela queria saber minha opinião sobre os livros. Como eu veria as coisas, sabe? Se teria a mesma opinião que ela ou não. Ela tinha falado tão mal do Ryan, que eu já sentia uma espécie de desprezo por ele. E comecei a ler o livro odiando-o.rsrs... E algumas atitudes dele, no início, só fortaleceram minha decisão de não gostar dele. Ele simplesmente apareceu, do nada, depois de oito anos e já foi logo achando que a Olívia tinha que aceitá-lo de volta. Era como se os oito anos nunca tivessem existido. Parecia que tudo que ele tinha feito era perfeitamente "normal", sabe? E isso me fez desprezá-lo. Mas quando conheci o passado do Ryan, quando vi como era lindo o relacionamento dele com a Olívia, no passado, comecei a sentir afeto por ele.rsrs... Mas não era um carinho pela pessoa que ele era no presente e sim por quem ele tinha sido no passado. Aquele jovem apaixonado, que se envolveu com a menina "inadequada" (pois o pai não desejava ver o filho unido a uma garota que era filha de pescador.) e continuou vendo-a mesmo sabendo que era errado, que ela era muito jovem (a diferença de idade é de seis anos), tocou meu coração. O achei tão perdido e confuso em alguns momentos, apesar da sua aparente segurança. O modo como ele segurava a Olívia com força algumas vezes, como se temesse perdê-la a qualquer momento. Aquele jovem me conquistou, sabe? E tudo que eu queria era vê-lo consertar o erro que tinha cometido, se arrepender de verdade e recomeçar ao lado de sua família. Eu queria saber que ele tinha sofrido muito por estar longe da Olívia e dos filhos. Queria saber que ele sempre desejou voltar, que foi atormentado durante as noites, que era doloroso ver outras famílias passeando, outras crianças brincando na rua e saber que sequer conhecia os próprios filhos. Eu só queria que ele merecesse meu perdão e que aquele jovem que tinha me conquistado ainda estava presente dentro dele. Que ele ainda amava a Olívia e que a distância quase o tinha destruído. Mas nada disso aconteceu, gente. O Ryan que apareceu, depois de oito anos, não era nem sombra do jovem que tinha sido. Não passava de um homem ambicioso que usou a própria família que tinha abandonado, para conseguir o que desejava.

- Como assim? É simples. Ele só voltou para usar a Olívia e os filhos. Precisava fechar um negócio muito importante e necessitava da imagem de "pai de família" para conseguir isso. Por esse motivo, ele perturbou a vida dos três. Não se importou em usar os próprios filhos. Queria mostrar ao pai que tinha vencido, queria construir algo na ilha que seu pai sempre desejou (e que o Ryan conseguiu comprar, ao mentir dizendo que tinha se reconciliado com a esposa, pois a dona da ilha jamais venderia sua preciosa ilha para um homem irresponsável e que não tivesse compromisso com uma família) e usou as pessoas que precisava usar. Eu suspeitei disso quase no final do livro e quando isso foi confirmado (pois ele não negou e o modo como desviou os olhos da Olívia, só decretou sua culpa), foi um golpe terrível. Eu fiquei muito mais do que decepcionada, sabe? Nem furiosa, foi. Eu fiquei triste, pois eu queria um recomeço para aquele jovem e saber que ele não voltou por amor e sim por interesse, me decepcionou demais. Desejei nunca ter gostado dele. Desejei ter me mantido distante, pois sabia pela minha amiga que ele não prestava. Mas por ter enxergado bondade, amor e vulnerabilidade no jovem do passado, eu acreditei que ele poderia ter se arrependido e voltado por não conseguir mais ficar longe da família. Já o tinha perdoado por ele ter deixado a Olívia, pois ela também foi culpada pela separação. Ela se comportou como uma vítima de tudo, uma inocente que tinha sido seduzida pelo "lobo mau" e isso só contribuiu para aumentar a raiva que o pai do Ryan estava sentindo dele. Ela deixou que todos decidissem o que ela iria fazer e ficou calada, chorando e fortalecendo sua posição de vítima, enquanto o Ryan era acusado por todos. Ela foi uma idiota e só contribuiu para que ele resolvesse deixá-la para trás. Eu tinha perdoado o Ryan por isso. Só ainda não o tinha perdoado por nunca ter procurado pelos gêmeos.

- Quando os filhos dele tinham dois anos de idade, ele ficou sabendo que era pai e em vez de voltar para conhecer os filhos, ele resolveu apenas depositar uma pensão no banco todo mês e continuar levando sua vida de homem de negócios. Não procurou por eles uma única vez. Não ligou, mandou carta. Nada. Era como se os filhos não existissem. Não tivessem nenhum valor para ele e isso pesava muito contra o Ryan. Por isso, eu necessitava enxergar um verdadeiro arrependimento antes de perdoá-lo por não ter procurado pelos filhos. Mas como já disse, ele não se arrependeu. Só voltou porque precisava usar a família que tinha abandonado. Voltou por interesse. Não posso perdoar isso. Não posso perdoar um homem que brincou com os sentimentos dos próprios filhos e os usou como objetos. Não posso perdoar alguém que em momento algum demonstrou amar de verdade aquelas crianças. Já as crianças... amavam tanto o pai, apesar de mal o conhecerem. Ficaram tão felizes por finalmente terem o pai e não serem mais as únicas crianças da escola, que não tinham pai... e o momento no qual elas contam que sabiam que ele era pai delas, foi emocionante demais para mim. No início do livro eu imaginei que fosse odiar toda a história, mas em nenhum momento me passou pela cabeça que eu fosse chorar com o livro em algum momento. Mas chorei como uma boba quando os lábios da Melly tremeram, quando aquela garotinha tentou segurar as lágrimas, a emoção que sentia. Me emocionei quando o Luke perguntou se poderia chamar o Ryan de "papai" e quando o convidou para vê-lo jogar futebol e contou que o pai do amigo dele sempre assistia seu amigo jogar. E quando a Melly jogou os bracinhos em volta do pescoço do pai e pediu um beijo de boa noite, foi demais para mim. Aquelas crianças me tocaram demais e eu jamais poderia perdoar o Ryan por tê-las machucado tanto e não ter se arrependido por isso. Ele não se importou com o que os próprios filhos sentiram durante todos aqueles anos. Não se arrependeu. Não pediu perdão. O carinho que eu sentia pelo jovem que ele foi, se misturou com desprezo e decepção. Terminei a leitura desejando não ter conhecido essa história. Ela é decepcionante. Ryan conseguiu a família de volta sem sequer fazer por merecer. Foi tudo fácil demais. Não mostrou amar de verdade os gêmeos e só "confessou" amar a mocinha na última página do livro. Enfim... Ele me lembra um pouco meu próprio pai. Na verdade, nunca encontrei um "mocinho" tão parecido com o meu pai até agora.

- Não recomendo a história. Acredite, você não irá perder nada se não a ler. Eu dou uma estrela ao livro que significa: ruim.

- Nem dá para acreditar que foi a mesma autora de Uma Vida Marcada quem escreveu essa história. É inacreditável!

- Confira também a resenha da Mónica sobre o livro, clicando AQUI.


Bjs e até breve!

7 de setembro de 2011

Resenha da Mónica: Leilão do Amor - Helen Bianchin


Loukas Andreou é uma força a ser reconhecida nos negócios e na sedução, e o homem com quem Alesha Karsouli precisa se casar, de acordo com o testamento de seu pai.

Relutante, ela se vê forçada a concordar com um casamento apenas no papel, no qual os dois seriam um casal em ocasiões sociais, mas levariam vidas separadas. No entanto, Loukas precisa de uma esposa afetuosa em público, e a única forma de conseguir isso seria conquistá-la...





Resenha:


Leilão do Amor - conta, quer dizer tenta contar, a história de Loukas e Alesha. Bem Alesha é uma herdeira que se confronta com o testamento do pai 2 dias depois da sua morte. No testamento ele exige que ela se case com Loukas, filho de um grande amigo dele, ou teria apenas controle sob 50% da empresa. Alesha estudou administração e começou a trabalhar na empresa em cargos menores e foi crescendo gradualmente e hoje ocupa um importante cargo na diretoria e não quis e tão pouco achou justo abrir mão de tudo que conquistou com seu esforço, então decide aceitar e acatar o testamento do pai. Loukas é um grego tal como conhecemos, com a diferença de que é doce, gentil e sinceramente nada dominador, quer dizer um pouco, mas nem perto do que estamos habituadas a ver em outros mocinhos. Bem nossa mocinha já foi casada e com um tremendo canalha que a maltratou física e emocionalmente a deixando traumatizada. Havia algumas cicatrizes no corpo e uma delas é uma marca de mordida no seio. Então ela fez exigências, quartos separados, vidas separadas e claro que o mocinho não aceitou, concedeu cama separada num quarto conjunto até que ela se sentisse à vontade a compartilhar a cama dele, coisa que não demorou muito.



Meninas, peguei esse livro porque costumo gostar muito dos livros da Helen Bianchin e depois de ler as resenhas tive certeza que havia sido uma boa escolha... Bem pra mim não passaram de 103 páginas de nada, misturada com coisa nenhuma. Mas que droga!!! O livro tinha tudo para ser maravilhoso, mas na minha opinião a autora não conseguiu desenvolver o tema com as emoções que ele merecia. A mocinha tem um trauma que ela superou tão rápido que cheguei a duvidar do tal trauma. Um ex-marido que foi arruinado financeiramente pelo atual como punição por ter tratado a mocinha tão mal. Mas penso que ele deveria ter aparecido na trama, causado algum problema, perturbado um pouco as coisas, talvez assim haveria alguma ação. As narrativas foram tão chatas e entediantes. Para ter uma idéia a autora narrou uma manobra de ré rsrsrsrs... Tipo sem noção rsrsrsrs... e sem importância nenhuma. Se ainda fosse para descrever uma saída furiosa de carro de algum dos personagens, mas nem isso, foi tudo tão morno, um tipo encher linguiça, porque penso que em 30 páginas ela teria contado a mesma coisa, enfim... Mas concordo com todas que disseram que o Loukas é maravilhoso e muito diferente dos mocinhos gregos que estamos habituadas. Eu sinceramente lamento, porque queria muito ter gostado, queria muito ter sentido tudo que vocês resenharam, mas apesar de ter me empenhado muito não fui capaz. Bem vou ali gritar um pouco pra ver se a raiva passa rsrsrsrs...


 
 
 
Mónica

1 de agosto de 2011

Vidas Marcadas - Emma Darcy (Maratona de Banca 2011 - Agosto)




Em Agosto: Emma Darcy


Quem seria aquela garota frágil que invadia intempestivamente seu apartamento, jurando conhecê-lo? Mike a observava perplexo, fascinado. Ouvia pacientemente as acusações, os gritos, os protestos desesperados, achando tudo muito absurdo; como também era absurdo ver um olhar zangado naquele rostinho meigo que inexplicavelmente o atraía tanto. Mike esperava que tudo não passasse de um mal-entendido, quem sabe até um bom pretexto para um romance. Jamais poderia imaginar que esse incidente fosse o início de uma tragédia terrível que iria marcá-los para sempre!




Palavras de uma leitora...




- Dessa vez não escolhi um livro ruim! srsrs... Depois da decepção com o livro do mês de julho, confesso que senti medo de ter escolhido errado de novo! rsrs... Mas, graças a Deus, ler o livro Vidas Marcadas foi fácil, relaxante e delicioso...

- Não irei fazer um resumo separado, pois a história é curtinha e não quero contar muita coisa. Somente o necessário. Ou seja, falarei mais do passado do casal. Deixo vocês descobrirem sozinhos o que acontece no presente. :)



"- Andei magoando você demais, não foi, Jo?

- Por que diz isso? - Não queria que ele percebesse como seu sofrimento a tinha marcado.

- Porque só um machucado muito profundo é capaz de produzir tanto ódio."



- Bem... O livro começa com o reencontro do casal. Por pura coincidência a empresa do Michael, nosso mocinho, precisava da melhor programadora para criar um novo sistema de computadores e treinar a equipe que iria trabalhar com ele. E quem era a melhor? Nossa mocinha, Josephine, mais conhecida como Jo. A mulher que havia confiado nele no passado e acabou perdendo a irmã por causa dessa confiança... E apesar do terrível acidente ter acontecido três anos e três meses atrás, as lembranças ainda estão muito vivas na mente de Jo, e seu ódio pelo mocinho e pelo primo dele ainda é intenso.

Mas o que aconteceu três anos atrás? Qual a participação do mocinho nisso?

Tudo começou com o envolvimento de Carol, irmã da Jo, e Mark, primo do Michael. Aparentemente, Carol havia se apaixonado pelo Mark e tido um relacionamento passageiro com ele. Bem... Passageiro para o Mark, que só usou a garota e depois foi embora sem olhar para trás. A desculpa dele é que nunca havia lhe prometido nada... Enfim... Ao partir, ele disse para Carol que ligaria para ela e a garota não entendeu que aquele era o fim do relacionamento dos dois. Ela acreditou que Mark realmente ligaria para ela e que voltaria, mas nada disso aconteceu. Então, desesperada, Carol confessou para Jo que havia se envolvido com o Mark e que estava grávida. Ela também implorou que a irmã a ajudasse e Jo procurou resolver a situação da melhor forma possível.

E foi assim que ela acabou conhecendo o Michael... Jo havia ido até o apartamento de Mark para ver se alguém lhe dava o endereço fixo dele. E quem a atendeu foi nosso mocinho, que não estava vestindo nada. Tinha apenas uma toalha presa na cintura...rsrs... Enfim... Ele mandou nossa mocinha entrar e ouviu atentamente todas as acusações dela, prometendo fazer o possível para convencer Mark a assumir suas responsabilidades. E logo naquele primeiro encontro algo surgiu entre os dois... Não digo que eles se apaixonaram à primeira vista, mas sentiram uma espécie de atração, sabe? E a mocinha soube que poderia confiar nele. Assim como o Michael soube que ela era a mulher certa, quem ele estava esperando... Naquele dia, eles se despediram com uma promessa no olhar... A promessa de se conhecerem melhor e tentar um relacionamento... Só que no dia seguinte um terrível acontecimento provocou o amargo fim daquela relação que nem havia começado ainda...

Michael foi até o apartamento de Jo, como havia prometido, mas já não era o mesmo da noite passada. Ele havia conversado com o primo e chegado à conclusão de que Jo não passava de uma atriz que estava participando do golpe que Carol queria dar em Mark. E além de insultar as duas, ele, furioso, deixou claro para Carol que Mark jamais se casaria com ela e que era para a garota esquecê-lo. A menina ficou chocada e arrasada, procurando abrigo nos braços da irmã, que, decepcionada com o Michael, tomou a decisão de ordenar que nenhum dos dois (Michael e o primo desgraçado) voltasse a se meter com sua família. Mas Carol não aceitou essa decisão. Seu relacionamento não foi com o Michael, então, não seria dele que ela ouviria que estava tudo acabado, entende? Ela queria que o Mark falasse com ela e não fugisse como um covarde, se recusando a vê-la. Ela queria o endereço dele, para conversar e ouvir da boca dele que estava tudo acabado... Algo que Mark esqueceu de dizer quando partiu sem dizer também que não voltaria. Mas Michael a olhou como se ela fosse um verme e se recusou a lhe dar o endereço. Em seguida, ele foi embora. Só que Carol estava fora de si e correu atrás dele. Jo não conseguiu segurá-la e também não chegou a tempo de impedir a tragédia...

Michael já havia atravessado a rua e estava prestes a entrar no carro quando ouviu Carol chamá-lo. E o que aconteceu a seguir foi rápido demais... Ela saiu correndo do edifício em que morava e atravessou correndo a rua, sendo atropelada antes de chegar ao outro lado... Eu me emocionei muito nessa cena, pois, apesar do livro ser leve, a cena na qual Carol morre é forte. O carro a pegou em cheio e jogou a menina do outro lado, fazendo ela bater contra um caminhão que estava parado (creio que era um caminhão) e morrer no mesmo instante. No momento em que foi jogada longe e bateu contra o caminhão, ela quebrou o pescoço. Eu achei tudo muito triste... A dor da mocinha, seu choque e a recusa em acreditar que sua irmã estava morta, foi de partir o coração. As duas haviam perdido os pais apenas seis meses antes. Carol podia não ser um "exemplo" de garota, mas só tinha dezoito anos e toda uma vida pela frente. Não havia cometido nenhum pecado tão grave que devesse ser pago com sua morte. Ela era só uma garota e tudo que queria era a droga do endereço do desgraçado com o qual se envolveu. Só isso. Ela morreu por causa de um endereço!

- Enfim... A mocinha ficou arrasada, é claro, e culpou o mocinho e o desgraçado do primo dele pela morte da sua irmã, se recusando a ouvi-lo e mandando ele deixá-la em paz. Depois da morte de Carol, o mocinho tentou fazer Jo ouvir o que ele tinha a dizer sobre a jovem, que ele dizia não valer nada. Não que ele tenha dito isso com todas as letras, mas pretendia. E daqui a pouco eu vou dizer o que a Carol fez de tão grave... A única coisa que me decepcionou no livro foi a cena na qual o próprio desgraçado (mais conhecido como Mark) revela quem era realmente a Carol. Eu não pude suportar aquilo e por causa disso o livro perdeu uma estrela. Mas vamos falar disso daqui a pouco...

- Depois daquela tragédia, Jo e Michael só voltaram a se ver no dia que ela foi escolhida para montar o sistema de computadores e treinar a equipe dele. Ela não sabia que era para ele que iria trabalhar e nem ele sabia disso. O reencontro não foi muito agradável, principalmente porque a mocinha reencontrou o mocinho no mesmo instante em que conhecia o Mark... Então, as lembranças começaram a tomar conta dela e provocou uma pequena briga entre o casal. Enfim... Mas eu disse que não iria falar sobre o presente, sobre o reencontro, certo? rsrsrs... O que posso dizer é que o mocinho é maravilhoso e que dá para ver que ele gosta muito da mocinha. Ele fica furioso em alguns momentos e comete alguns erros, mas a trata com tanto carinho, tanto respeito, afeto que eu me peguei suspirando aqui...rsrsrs... Não há aquelas cenas quentes que costumamos ver em vários livrinhos, mas isso não prejudica em nada a história. Tudo é muito doce, muito romântico, leve... Aquele tipo de romance que você procura para ler quando está cansada de livros com tramas complicadas, pesadas... Ou leu vários romances moderninhos e quer algo mais leve, para relaxar e passar o tempo. É um livro bem docinho e fácil de ler. Eu terminei a leitura em poucas horas e não senti a sensação amarga de tempo perdido, como quando li o livro de julho...rsrs... Pelo contrário, senti que havia aproveitado bem o meu tempo... Enfim... Há muita mágoa entre o casal e não será fácil esquecer o passado e pensar somente neles. Até porque, Mark continua o mesmo canalha de sempre e decidiu que vai seduzir a Jo... E isso complica um pouco as coisas... Pois Jo, além de não querer nada com o Michael pelo que ele fez no passado, também deseja vingança e acaba brincando com fogo... O mocinho é quem mais sofre nessa história, mas eu não culpo a Jo pelo sofrimento dele. Eu entendo perfeitamente o lado dela... Sua irmã estava morta e tudo poderia ter sido diferente se ele não tivesse sido tão cruel e se recusado a lhe dar o endereço do Mark... Os "se" da vida atrapalhavam tudo. Eu gostei muito, muito mesmo do Michael, mas também considerei que ele teve sua parcela de culpa. E não é só o passado que atrapalha, mas também as próprias palavras do mocinho... Enfim... Mas eu disse que não falaria disso! rsrs...

O que mais posso dizer? Eu achei o casal desse livro fofo e consegui sentir as emoções deles, seus sentimentos... Consegui entendê-los e acabei amando-os! rsrsrs... São duas pessoas (para mim, os personagens são sempre pessoas...rsrsrs... ) maravilhosas, que haviam sido marcadas pela vida, mas que mereciam uma chance, mereciam ficar juntos. E eu gostei do final, embora dessa vez tenha sentido muito a falta do epílogo...

E o que foi que aconteceu na história que a fez perder uma estrela?

- O fato do Mark ter virado a vítima da história. O inocente que havia caído numa armadilha, feita por uma vadia que o seduziu. Isso mesmo que vocês entenderam. Durante boa parte do livro, o Mark mostrou que não valia muita coisa. Eu não gostei dele logo de cara. Antes mesmo de saber o que ele tinha feito com a Carol, eu já não gostava dele. Ele parecia o típico personagem que não vale nada. E, inclusive, uma funcionária da empresa, que conhecia perfeitamente tanto ele quanto o Michael, aconselhou a mocinha a manter distância do Mark, pois ele não prestava. Mas aí, a autora, quase no final do livro, o transforma num santo traumatizado por um casamento com uma cobra. Aquilo não me convenceu e eu fiquei chocada quando a mocinha o perdoou e passou a vê-lo como um amigo. Eu fiquei verdadeiramente furiosa, pois aquilo estava totalmente errado! Ele contou sua versão da história, mas a Carol não estava mais viva para se defender. Como saber se ele estava dizendo a verdade??? Ela acreditou na palavra de alguém que não conhecia e passou a ver a irmã como se ela fosse uma "perdida"!!! Ele era um estranho e ela acreditou no que ele disse!!! E mesmo que fosse verdade! Vai me dizer que a Carol o estuprou???? Ela o forçou a ter relaçõe sexuais com ela?! Não! Ele transou com ela porque quis e de inocente não tinha nada. Sem mencionar o fato de que ela era uma menina e ele um homem feito. Não que toda jovem de dezoito anos seja inocente, mas a Carol também não era a vadia que ele "pintou". Ele chegou com a cara mais "lavada" na casa da mocinha e contou sua versão, na qual a Carol o havia seduzido e que, coitadinho, deprimido pela recusa de sua amada (a mulher com quem ele se casou depois e fez da vida dele um inferno) em se casar com ele... o coitadinho aceitou o que ela estava oferecendo. Ele deu a entender que a Carol armou tudo e se aproveitou dele, de sua depressão! Eu posso com uma coisa dessas???!!! Não, não é verdade? Ele transformou a garota numa vadia e ainda disse que ela não era nenhuma inocente e que já havia tido "outros". E eu pergunto: o fato dela não ser virgem quando transou com ele a transforma numa vadia??? A mulher só vale alguma coisa se ela só se envolveu com um homem? Se isso não aconteceu... Se durante a juventude tiver tido outros relacionamentos, ela não presta? E eu me decepcionei muito quando a Jo aceitou a versão dele. Ela não chegou a conhecer o lado da irmã. Como ela mesma disse, a Carol não falava muito da própria vida e não contou para ela como foi a relação com o Mark. Ela só pediu a Jo que a ajudasse a falar com o Mark, quando ele não ligou para ela como havia prometido. Ela não conhecia o Mark e o odiava, mas a acreditou no que ele disse. Não consigo aceitar isso. Para mim e para a senhora que conhece o Mark há muito tempo, ele não passa de um canalha, um desgraçado. Eu queria que ele tivesse ficado com a tal de Barbara, a mulher que o infernizou. Ele merecia ser infeliz, isso sim! E eu não considero a Carol uma santa, mas também não a vejo como uma vagabunda. Não pude conhecê-la direito, mas não foi essa a imagem que ela passou para mim... Eu a considero simplesmente uma ingênua que se meteu com a pessoa errada e acabou pagando caro por isso.

- Tirando esse momento no qual quase odiei o livro, a mocinha, o mocinho e a autora...rsrsrs... O livro é lindo e muito agradável de ler. Como disse, é uma leitura fácil e deliciosa. Um livro que lerei de novo um dia. Ele quase recebeu as cinco estrelas no skoob... Se aquela cena não existisse, com certeza o livro receberia cinco estrelas! A história é muito boa!

- Enfim... E não posso esquecer de dizer que esse livro foi uma indicação da Mónica, que é uma amiga muito querida e também tem um espaço aqui no blog agora. Muito obrigada, Mónica! Demorei, mas finalmente li o livro...rsrsrs...



- É isso! Eu recomendo a leitura! Vale a pena ler, principalmente se você procura um livro leve para passar o tempo.




Conheça os outros participantes da Maratona de Banca 2011, visitando AQUI!

16 de julho de 2011

Resenha da Mónica: Frutos do Pecado - Lynsey Stevens



Que direito tinha Ryan, aquele irresponsável, de beijar Liv com tanto ardor, até deixá-la tonta, atordoada de desejo?


 
Quando Ryan foi embora, oito anos atrás, a vida perdeu todo o sentido para Liv. Anestesiada pela dor, ela não sentia mais nada. Nem a vida que começava a se desenvolver em seu ventre, fruto daquele amor que quase a levou à loucura. E não foi fácil acordar para a realidade, organizar a vida sem Ryan, cuidar sozinha dos gêmeos, que agora enchiam a sua alma de ternura. Não foi fácil, mas ela conseguiu. E, por mais que seus joelhos tremessem ao ver Ryan de novo, por mais que sua pele se arrepiasse só de sentir o cheiro másculo dele, Liv não ia nem pensar em aceitá-lo outra vez!




***


Que homem mais canalha!!! Abandona a mulher uma hora depois do casamento.Quando 2 anos depois descobre que ela teve gêmeos passa a depositar dinheiro numa conta todos os meses como se estivesse fazendo um grande favor. Mas só dá as caras 8 anos depois e ainda acha que ela deve recepcionar o sujeito com flores e velas, bem até poderia ser flores e velas desde que houvesse um caixão também com ele dentro.Que sujeito ordinário!!! Que ódio dele e mais ainda dela por ter perdoado o sujeito, francamente quando será que vai existir um livro em que o final seja a mocinha ficando com alguém que realmente vale a pena e a respeita enquanto o mocinho canalha fica vendo a distância a felicidade dela? Quem souber de algum livro assim por favor me diga o nome, porque francamente ás vezes tenho vergonha de ser mulher depois que leio algumas coisas. Pronto desabafei e agora me sinto melhor.





Encontre-me no: SKOOB

 

8 de março de 2011

Uma Vida Marcada - Lynsey Stevens (Maratona de Banca 2011 - Março)


Março: "Nem Tudo é Perfeito"- Cicatrizes


Alguns disseram que tinha sido o destino. Outros, a vontade de Deus. Mas nenhuma explicação diminuía a agonia de Jo. Devia haver algum motivo além de sua compreensão para ela sobreviver ao horrível acidente que matara seu marido e seu filhinho. E de que adiantava viver, se estava sozinha e com o rosto marcado por uma cicatriz? Nunca mais poderia voltar aos palcos. Nem queria. Seu único desejo era se esconder do mundo. Por isso, tinha ido se isolar naquela praia. Que não era tão isolada como imaginava. Havia Sam, a menininha carente de afeto. Havia Jake, o tio de Sam. E os dois invadiram a vida de Jo, exigindo amor. Só que ela não tinha coragem de amar. Não ousava mais ser feliz.



Palavras de uma leitora...


"Não temos motivos para acreditar que acontecerá de novo, mas, se houver outra fatalidade, enfrentaremos o problema juntos. É um risco que todos temos que correr.



- Jake, acho que não sou bastante forte para me arriscar novamente.


- Sou bastante forte por nós dois."




"Não importa o que o destino reservou para nós, vamos enfrentar tudo juntos. Teremos altos e baixos, mas os altos serão tantos, que os baixos não terão grande significado."



 
 
- Bem... Eu sabia porque não poderia ler esse livro agora: lágrimas. Pois é... Mas como sou teimosa, ontem durante a noite, resolvi ler esse livro. Chorei, sim. Impossível não se emocionar. Mas não me arrependo. Ler esse livro foi uma experiência maravilhosa e deu um aperto no coração quando ele, infelizmente, chegou ao fim. Gostaria que não tivesse terminado. E com certeza lerei esse livro de novo um dia. E ele será inesquecível!
 
- A sinopse nos diz basicamente o que aconteceu na vida da Jo: um acidente terrível marcou seu rosto com uma cicatriz, lhe arrancou o marido... e o filho. Acho que pior do que não poder ter filhos é ter e perder, não é? Nesse livro a Joelle enfrentou a pior dor que o ser humano pode enfrentar, que é a dor de perder alguém amado. Mas na verdade ela não "enfrentou" nada. Ela desistiu. Deixou aquela dor terrível tomar conta dela, entrou em depressão, ficou internada no hospital cheia de sedativos para não se machucar ou machucar outra pessoa... ela não queria continuar. Só queria sofrer sozinha, sem pensar no passado e sem esperanças de ter um futuro. Eu simpatizei muito com a Joelle e a entendi. Quem já enfrentou uma grande dor é incapaz de julgar a mocinha por ter desistido. E eu ainda a achei bem forte. Ela não pensou em suicídio, pelo que pude perceber... ela simplesmente não tinha forças pra recomeçar. Estava parada no tempo, a vida passando e ela ficando onde estava. É tão triste vê-la sofrendo, ver o livro falando de sua dor, seus pesadelos, sua sensação de culpa... E vc fica desejando que ela saía logo daquela situação, que volte a sorrir e seja feliz. Felizmente, ela encontra Samantha e o tio da menina, Jake. Outras duas pessoas marcadas por tragédias, mas que estavam dispostas a estenderem as mãos para que ela pudesse recomeçar com eles. É lindo demais! Impossível não se sensibilizar com todos eles. Todos os três são especiais... até mesmo o Jake, apesar da estupidez que ele fez no início, aquela maldade terrível... eu o odiei naquele momento, mas consegui perdoá-lo bem fácil. É difícil não amá-lo...rsrs...
 
- O que mais posso falar sobre esse livro? É uma história de dor, amor e superação... Joelle não recomeça de uma hora pra outra. Ela enfrenta momentos de muita dor, até mesmo depois de conhecer Samantha e Jake. E acho que principalmente depois disso. Conhecer Samantha provocou muita dor na Jo, pois a fez lembrar do filho que ela perdeu sem merecer... do seu lindo bebezinho. E ela sentiu raiva. Muita raiva. E houve um momento no qual ela pensou mais ou menos assim: "por que essa criança feia está viva se o meu bebezinho lindo morreu?" Não são bem essas palavras, mas é quase a mesma coisa. Ela enfrenta um momento de raiva. Mas passa logo. Aos poucos ela percebe que aquela criancinha também estava sofrendo e mais tarde descobre que ela não era a única pessoa do mundo que havia perdido alguém amado: Samantha tinha assistido a morte dos pais.
 
Mas antes de continuar farei um pequeno resumo.
 
 
 
Um pequeno resumo:
 
 
Mais tarde ela soube que seu medo era justificável...
 
Joelle tinha tudo que poderia querer da vida: uma carreira brilhante, um marido que a amava e o filho que era sua razão de viver. Não poderia desejar mais nada da vida. Tinha tudo e por isso temia. Ela sabia que ninguém poderia ser tão feliz e não pagar por isso. Ela tinha um medo terrível de saber como pagaria... mas não podia imaginar que seria daquela forma...
 
Era noite... a estrada estava molhada, Mike estava aborrecido, ela também estava irritada e seu filhinho, Jamie, estava cansado. A tensão dentro do carro era terrível e ela nem poderia dirigir a palavra ao Mike que era motivo pra ele gritar. E ela estava nervosa.
 
O tempo foi passando, ela pediu para o Mike voltar, mas ele se recusou. Jamie acordou de um cochilo e deixou o ursinho querido cair. Pediu para a mãe pegá-lo e Jo teve que tirar o cinto de segurança para fazer isso. No momento que ela se inclinou para pegar o ursinho... um carro, vindo em alta velocidade, se chocou com seu carro, fazendo ele capotar. Por estar sem o cinto de segurança, Jo foi jogada para longe do carro e ficou horas inconsciente. Ao acordar, sua mente se recusava a admitir a verdade, mas seu coração sabia: em questão de segundos, ela havia perdido toda sua vida.
 
O tempo passou... Jo ficou meses no hospital e durante semanas ela se recusou a acreditar nas mortes de Mike e Jamie. Se negava inclusive a admitir que os conhecia. Mas ela foi forçada a encarar a realidade no momento que, por engano, uma mulher com uma criança carregando um ursinho entrou no seu quarto. Naquele momento todas as lembranças voltaram e ela entrou fundo na depressão, chegando a ter que viver durante um bom tempo com a ajuda de sedativos, pois era um perigo para si mesma e os outros.
 
Após sair do hospital, ela passou a viver com sua irmã de criação, mas não recomeçou. Sobreviveu durante todos aqueles meses até que, cansada daquela situação, resolveu ir pra casa de praia da irmã com a desculpa de que iria escrever um livro.
 
Lá, ela se entregou ainda mais à solidão, mas isso não durou muito. Uma garotinha, enfrentando seus próprios fantasmas, procurou em Jo a mãe que havia perdido de modo tão terrível e foi, pouco a pouco, ajudando Joe a sair de vez do seu mundinho isolado.
 
Ela não queria amar aquela garotinha. Não podia. Não queria sair da depressão, não queria nada... somente ficar como estava, sozinha. Mas os céus se recusaram a atender seu pedido e como se não bastasse somente aquela criança para ajudá-la, Jake Mashall também surgiu em sua vida. Só que diferente daquele pequeno anjo que foi abalando seu mundo lentamente, Jake chegou como um furacão, bagunçando tudo... forçando-a a reagir.
 
Será que ela terá forças pra recomeçar... agora? Será que Samantha e Jake serão capazes de lhe mostrar que ela não sobreviveu por acaso? Que ainda tinha muito o que viver?
 
 
- Esse livro já me marcou...rsrs... Eu chorei ao ver a Jo sofrendo, ri muito com suas brigas com o Jake, seu desejo de ficar longe e não conseguir...rsrs... Foi tudo muito lindo e emocionante. O livro é emocionante do começo ao fim.
 
- Como disse, simpatizei com a Joelle e a entendi. Todos nós seres humanos já passamos por momentos de dor e é impossível não sentir compaixão por essa mocinha. Eu me senti próxima dela, da Sam e do Jake. Todos eles marcados pela dor. Eu amei os três! Até mesmo o Jake...rsrs... Tudo bem que no início eu o odiei. Ele não deveria ter feito o que fez. Foi tão terrível... Mas ele não fez de propósito, sabe? Não sabia porque ela escondia o rosto. Se soubesse jamais teria agido de modo tão cruel. E depois ele pede desculpa...rsrs... E a conquista! Ele luta por ela (do modo dele, é claro...rsrs...), faz chantagem emocional (risos), mas a consegue. Consegue tirá-la da depressão, consegue fazê-la aceitar e esquecer a cicatriz que marca o lado esquerdo do seu rosto e consegue fazê-la aceitar se casar com ele, é claro. Sou uma fofoqueira, não? :) Mas vcs me amam mesmo assim... Enfim...rsrs... Eu me apaixonei por esse livro e o amarei pra sempre! E é claro que recomendo essa história a todos, mas deixo algo bem claro: preparem os lenços, pois vão chorar. Se você é do tipo que se emociona com filmes, livros... vai chorar ao ler essa história. É impossível resistir. A história toca profundamente a gente e... é maravilhoso ler esse livro. Eu gostaria até que ele fosse muito mais longo. Achei que poderia ter mais história...rsrs... Me separar da Joe, da Sam e do Jake foi doloroso, sabe? Eu me apeguei muito a eles.
 
- Não tenho mais o que falar do livro. Dizer que ele é lindo, eu já disse. Enfim... é isso. LEIA esse livro! Não deixe de lê-lo de jeito nenhum! Seria um crime se vc deixasse de ler essa história tão incrível, apaixonante, inesquecível! E eu não poderia ter escolhido livro melhor pra iniciar a Maratona de Banca 2011, certo?
 
- Nesse mês, o tema da maratona de banca é "Nem Tudo é Perfeito". As participantes poderiam escolher livros nos quais os personagens tivessem qualquer tipo de deficiência: cicatrizes, paralisia, deficiência visual, mental etc, etc. Eu escolhi cicatrizes e pensei logo nesse livro que minha querida amiga Carla me indicou faz já algum tempo. Demorei muito pra ler o livro, mas foi até bom. Esse era o livro perfeito para o tema do mês. :)
 

18 de dezembro de 2010

Coração Insensível - Helen Bianchin



Marisa Maxton e seu irmão mais novo Tony estavam sozinhos no mundo, e a vida não era fácil. A última gota foi quando Tony se meteu em problemas sérios. Quando Cesare Gianelli de repente entrou em cena e ofereceu sua ajuda, Marisa ficou grata em aceitá-la. Mas havia uma condição - Cesare queria que ela casasse com ele. Ela rapidamente se apaixonou por seu novo marido, mas ele deixou claro que tudo o que ele queria era uma dona de casa competente. Será que ela poderia esperar encontrar a felicidade ao lado dele?



Palavras de uma leitora...

- Serei breve... O que eu, basicamente, tenho a dizer é que não gostei do livro. Sei que a Helen Bianchin é uma ótima escritora. Normalmente, gosto de suas histórias. A maioria das suas histórias (maioria. Não todas, pois dois de seus livros já foram para a categoria "romances que odiei"...rsrs) são relaxantes. Histórias suaves para vc ler para passar o tempo, relaxar... Mas essa história me irritou pelo simples fato de ser chata.

- O livro até que começa bom com o primeiro encontro deles no momento que o pneu do carro dela fura e ela não consegue trocá-lo sozinha.... Peraí... Eu conheço essa história! rsrs... Quem leu "Para Viver um Grande Amor" (categoria romances que odiei) vai perceber que o livro começa quase igual...rsrs... O primeiro encontro é quando o penu fura, aí depois a mocinha fica sabendo que depende do bom samaritano sarcástico para solucionar seus problemas. Mas pelo menos o livro não é totalmente igual ao outro. Ainda bem! Senão esse livro ganharia uma passagem só de ida vocês sabem para onde...rsrs.... Enfim... O livro não começa ruim, mas depois... Eu larguei o livro e fui fazer outras coisas... E fiquei assim, lia algumas linhas e parava, pedindo paciência aos céus para não abandonar a leitura. E finalmente consegui acabar de lê-lo... com a sensação de tempo perdido.

- O livro fala basicamente de tabaco. Pendura tabaco, retira tabaco.... Mocinha cozinha para o mundo inteiro, faz todos os afazeres da casa sozinha (conta só com a boa vontade de uma amiga para ajudá-la de vez em quando), ainda tem que aprender a pendurar tabaco...rsrs... Aí o mocinho quase nunca pode ajudá-la, pois está trabalhando na plantação de tabaco (acho que isso... é plantação, né? Nem lendo o livro eu entendi como funciona....rsrs). Eles tiveram uma discussão porque ela não sabia limpar e congelar patos... Nem eu sei! rsrs... Quando ela pediu para ele ajudá-la a matar as aves, ele não pôde, pois também não gostava de fazer isso... Aí uma boa samaritana chega e resolve o problema... E o livro é isso: o cotidiano de fazendeiros. Sem emoção. Sem romance. Sem nada que prenda a atenção do leitor...

- O casal passa o livro inteiro como estranhos que trabalham juntos. Quando fazem amor pela primeira vez, o livro corta a cena e só passa que a mocinha chorou depois. Não me pergunte o motivo, pois não sei....rsrs... E quando a mocinha engravida e o livro melhora um pouquinho... A autora mata o bebê! Aí a mocinha entra em depressão.... E o livro é essa chatice toda...


- NÃO recomendo.

14 de dezembro de 2010

Semente do Amor - Emma Darcy



Ele quer seu bebê, e lhe fará sua noiva!

Para a professora Erin Lavelle, o belo bilionário Peter Ramsey era como um príncipe encantado. Mas, após dois dias maravilhosos, a relação terminou. Peter pensava que Erin fosse uma mulher diferente... até descobrir que ela escondia um segredo. Então, sete meses depois, ele fica sabendo que ela está grávida. Agora, há apenas uma forma de garantir a segurança da criança: o casamento. O príncipe encantado está de volta... para exigir que Erin se torne sua rainha!


Palavras de uma leitora...


- 5º lugar na lista de melhores autoras...

- Bem... Essa autora não podia está ocupando esse lugar por acaso e se foi tão bem votada era porque de alguma forma ela conquistou o coração das leitoras... E descobri o motivo! rsrsrs... Suas histórias são muito belas, doces e inesquecíveis... Essa, pelo menos, é...

- Antes de ler esse livro eu já havia lido um outro livro da autora. Foi o livro Refém do Amor. O livro é muito agradável, mas não se pode comparar com esse. Essa história tem mais magia do que a outra e eu adorei.

- É aquela história suave para passar o tempo e sonhar com o príncipe encantado...rsrs... A Erin encontrou o dela. Um homem multimilionário, cínico e que não acreditava no amor. Ela o transformou em outra pessoa e o fez encontrar a felicidade. Juntos tiveram um filhinho e viveram felizes para sempre.

- E sabem de uma coisa muito interessante? Erin é escritora! Eu adorei isso. Adorei ver um livro que acompanhasse o trabalho de uma escritora. Erin é uma famosa escritora de histórias infantis. Suas histórias cativam tanto o público infantil quanto o adulto e ela leva felicidade, através de suas histórias, às crianças enfermas, com doenças terminais e à todas as crianças em geral. Achei isso muito lindo e admirável. Ela merece todo sucesso que fez... Porém, é justamente a fama como escritora que a fez duvidar do amor. Não é que ela não acreditasse no amor. Ela só não acreditava que esse amor podia existir na vida dela. Para ela. Não acreditava que alguém pudesse aceitá-la como ela era. Na sua opinião, o homem que a quisesse como esposa tentaria impedi-la de continuar a escrever, não se adaptaria com sua necessidade de tempo e espaço. Mas Peter não era como os outros homens que ela conheceu... Só que ela não sabia disso.


Um pequeno resumo:

Erin havia tido uma infância infeliz e solitária. Quando ela tinha sete anos seus pais se separaram e ela ficou completamente sozinha no mundo. Já não podia contar com seu pai para nada. Ele só fazia o que era conveniente para ele. Como professor de língua inglesa, só se interessava pelo mundo da literatura e era todo atenções se Erin necessitava dele para isso. Se ela precisava dele para ensiná-la literatura. Ela só existia para ele nesses momentos. Depois, ela nem ousasse procurar por ele para ajudá-la em outros assuntos, pois só receberia rejeição. Sua mãe ficou com sua guarda só porque não tinha escolha e vivia reclamando por isso e tentando empurrá-la para o pai... Assim...Erin cresceu sabendo que só podia contar consigo mesma e viveu durante muitos anos isolada do mundo, vivendo ao lado de suas fiéis e únicas amigas: as histórias infantis que criava.

Em pouco tempo seu talento como escritora passou a ser reconhecido internacionalmente e ela se tornou uma escritora muito famosa e querida. As crianças a adoravam. Os adultos admiravam seu talento. Porém, os homens que ela conheceu com o passar dos anos, não se agradavam de seu sucesso. Não queriam ter ao lado uma mulher que ofuscasse o brilho deles e nenhum relacionamento nunca deu certo. Até...

Ela conhecer o homem do sorriso...

Logo no primeiro encontro fizeram amor e viveram dois intensos dias de paixão, mas o fim veio no momento que Peter soube que ela era escritora. Erin achou que a raiva dele se devia ao fato dela ser famosa  e não entendeu que o real motivo era que ele se sentia magoado por ela ter escondido uma parte tão importante de sua vida. Ele se sentia traído por essa falta de confiança.

Mas por falta de diálogo, Erin pegou suas coisas e partiu, magoada, mas decidida a não vê-lo mais. Era o fim da fantasia. E o coração de ambos ficou em pedaços.

Porém, uma gravidez inesperada muda toda a história...

- Como disse, eu adorei a história. É leve, doce, sensual e muito romântica. Eles se envolveram rápido demais, porém a escritora desenvolveu bem a história de amor do casal e tirou a ideia de algo "vulgar". Foi romântico... Foi lindo! rsrs... Eu amei. Achei que o casal nasceu um para o outro e que demoraram até demais para se conhecerem....rsrs... Gostei bastante deles.

- Não há um enredo complexo... A história se desenvolve de forma natural e não provoca estresse. É aquela história para relaxar e se apaixonar. É puro romantismo.

- Esse livro me foi indicado pela Monica e eu indico para todos. Até para quem não gosta dos livros da autora, mas gosta de uma história doce.

19 de novembro de 2010

Véu de Intrigas - Helen Bianchin



Ela era amante, mãe, esposa... mas seria uma mulher amada?

Durante o dia, Lisane Deveraux é uma advogada de sucesso com uma carreira em plena ascensão. A noite, ela é amante do sexy milionário Zac Winstone, um homem de causar inveja.Porém, a vida perfeita de Lisane está prestes a virar de cabeça para baixo quando surge uma gravidez inesperada. Ela e Zac jamais planejaram se casar, mas agora ele insiste que ela seja sua esposa... para o bem do futuro herdeiro e de sua bela amante.Mas ela sabe muito bem que Zac a está pedindo em casamento apenas pelo bebê. E que sentimentos mais profundos nunca farão parte do acordo.

Será Lisane capaz de suportar tamanha provação para proteger seu filho? Ou será que o coração de Zac finalmente será derretido?


Palavras de uma leitora...


- 3º lugar na lista de melhores autoras...

- Contra tudo que imaginei, eu gostei muito dessa história. E estou surpresa por isso, pois já estava preparada para detestá-la...rsrsrs... Mas não. Eu amei esse livro e me atrevo a dizer que é um dos melhores que li dessa autora. Incrível, né?

- Eu tinha lido uma resenha no skoob que dizia que quem salvava o livro era o Zac e que a Lisane era cabeça dura. Eu não achei nada disso. Gostei dos dois. Não achei a Lisane cabeça dura, não. Entendi sua insegurança e acho que ficaria pior do que ela se estivesse na mesma situação. Achei até que ela foi corajosa, determinada e que cedeu fácil à proposta de casamento. Não estou criticando ela ter cedido. Até achei que ela foi muito corajosa, como eu disse. Assumir essa responsabilidade naquelas circunstâncias não é muito fácil. Ela depositou sua confiança nele e ele valorizou a fé dela. Achei esse casal maravilhoso! rsrs...

- Quem já leu minhas resenhas sobre os livros "Ao Melhor Concorrente" e "Para Viver um Grande Amor", sabe que não gostei desses dois livros. E são livros da Helen Bianchin. Antes desses livros eu sempre lia seus livros quando queria relaxar, ler algo doce, leve e cheio de romantismo... Mas depois de ler esses dois livros, passei a ficar sempre com um pé atrás. Sempre que leio um livro dela... Fico cautelosa, esperando pelo pior. Dessa forma, estou preparada para qualquer coisa. Tudo bem. Podem dizer que não sou da mesma maneira com os livros da LG, mas tenho uma explicação para isso: LG nunca coloca estupro ou agressão por parte do mocinho em seus livros (pelo menos não nos livros que já li). Sabe... Depois que leio pela primeira vez algo assim em um livro, fico pra sempre cautelosa ao ler outro livro da mesma autora. Mas adoro a Helen Bianchin. Adoro a maioria dos livros que já li dessa autora, pois ela tem um jeito de escrever que encanta e te prende. A maioria dos seus livros são leves, doces e românticos... As falas do mocinho sempre convincentes... E Véu de Intrigas se encaixa nessa categoria. Por isso amei essa história.


Um pequeno resumo:

Ela saiu de sua cidade natal para recomeçar. Queria deixar para trás o que era impossível resolver. Saiu de Sidney e foi para Brisbane em busca de uma nova vida e lá encontrou o amor.

Inteligente, talentosa e determinada, Lisane se formou em Direito e se tornou uma advogada respeitada e admirada. E foi nos corredores de um tribunal que ela o encontrou e não pôde mais deixar de pensar nele.

Zac era um bem sucedido advogado criminalista, vindo de uma família nobre de juizes e promotores. Implacável nos tribunais, ele tinha a capacidade de reduzir um ser humano à nada. Idiota era aquele que ousasse desafiá-lo. Mas também era um amigo maravilhoso e um amante inesquecivel. E com sua determinação e charme, ganhou a bela e jovem advogada para si.

Lisane e Zac se davam muito bem e raramente brigavam. Quem quer que os visse diria que foram feitos um para o outro, mas também sabiam que essa não seria a "verdade". Para todos, Lisane era apenas uma "companheira de cama" agradável para Zac passar o tempo, pois a única que poderia ser sua esposa era Allegra Fabrisi, uma bela advogada filha de um juiz muito importante e amigo da família de Zac. Allegra, incrivelmente bela e poderosa, estava mais do que disposta a ser esposa de Zac.

Lisane e Zac não tinham um relacionamento. Estavam "juntos", mas não havia um nome que definiria o que eles eram um para o outro. Amantes? Talvez... Não viviam juntos e só o que dividiam eram maravilhosas e apaixonantes noites de "sexo". Lisane aceitava bem a situação. Amava Zac e no fundo acreditava que ele também a amava. Não tinha esperança de dividir o futuro com ele e muito menos de ser a escolhida para ser sua esposa. Mas não queria pensar nisso. Só queria viver o agora ao lado do único homem que a fazia se sentir mulher e uma mulher amada.

Mas uma gravidez totalmente inesperada acaba com a segurança de Lisane e sua crença no amor de Zac. Ela já não sabia o que pensar nem o que fazer. Temia a atitude dele, embora soubesse que ele jamais seria capaz de magoá-la. Mas não sabia o que esperar. Sempre acreditou que no final ele ficaria com a bela Allegra, que era querida e desejada pela família dele. E uma notícia arrasadora, exibida em um jornal, a faz terminar com Zac.

Mas Zac não aceita a decisão dela. Jamais a deixaria partir de sua vida; mesmo que não houvesse a gravidez. Ele a amava e queria dividir sua vida com ela. Ela era a única mulher que ele escolheria como esposa. A única capaz de tocar seu coração.

E para não pressioná-la nem magoá-la, Zac lhe propõe um acordo: viverem na mesma casa por um mês e deixar o destino decidir o que será daquela relação. Embora ele já soubesse que não existiria vida sem ela.


- O Zac é um mocinho maravilhoso e apaixonante. Nunca fez nada para magoar nossa mocinha e sempre procurou fazê-la feliz. Ele conquistou meu coração...rsrs... Houve um momento que ele disse que se eles estivessem num tribunal, (brigando pela criança) a reduziria a frangalhos. A Lisane, corajosa e orgulhosa, perguntou porque ele não fazia isso. Sabe o que ele fez? A beijou de uma forma apaixonante e disse que não fazia isso por ela... Só por ela. Em outras palavras, jamais teria coragem de fazer algo que a fizesse sofrer, pois a amava. Eu achei muito lindo. Realmente amei esse casal.

- A Lisane é o tipo de mocinha que mais gosto. Corajosa, determinada... Pode estar passando pelo que for, nunca vai se curvar. Ela enfrenta o que tiver que enfrentar, até mesmo um homem apontando uma navalha para ela e totalmente disposto a  matá-la... rsrs... Tudo bem. Ela foi parar no hospital e por pouco não perdeu a vida, mas poderia ser pior...rsrs... A rival tentou intimidá-la? Sim, mas ela não se deixou abater. Não cedeu terreno. E olha que ela ainda não tinha a garantia de ser esposa dele. E no caso dela, não teria ficado muito chateada se ela tivesse recuado. Ela não era nada mais do que "companheira de cama" (odeio essa expressão, mas ela é usada pela mocinha). Pelo menos, era o que ela achava. Quando a mocinha já é esposa do mocinho e ele não facilita para a rival (alguns mocinhos da LG tem mania de facilitar, mesmo "sem querer") não fico lá muito contente quando a mocinha deixa a outra intimidá-la, não.

O livro é muito bom e gostei também da família do Zac, que apesar de querer Allegra como nora, em momento algum maltratou a Lisane. Pelo contrário. Souberam respeitar a decisão do Zac e mostraram carinho público pela Lisane. Mostraram à todos que ela era bem vinda à família. Adorei essa atitude.

O que não gostei no livro e nunca irei gostar em livro algum, foram algumas palavras ditas pelo mocinho e pela mocinha...rsrs... Sei que tem gente que não acha nada demais e as palavras nem foram ditas de modo ofensivo. Foi um modo "carinhoso" de chamar a pessoa...rsrs... O Zac, quando eles estavam em momentos íntimos, chamou a Lisane de devassa, safada... E quando mandou ela mordê-lo, ela disse: "Quer que eu me transforme de menina devassa em uma cadelinha?". Não achei nada legal. Sei que existem pessoas que não acham nada de errado nesse tipo de linguagem quando se está em momentos íntimos com alguém e eu também não acho errado as outras pessoas gostarem disso.. Eu não gosto...rsrs... O que não achei legal foi esse tipo de linguagem no livro. É dispensável. E esse é um dos motivos de eu não gostar de livro hot demais. Alguns exageram. Mas, felizmente, isso não se repete depois. Lisane, Zac, querida, querido, amor... São palavras usadas depois...rsrs... Bem melhor, né?

Enfim... Eu adorei o livro, o casal, a história, quase tudo...rsrs... Recomendo o livro.

"- Saber que você carrega nosso filho é um presente maravilhoso. Para ambos. Um presente que eu nunca negaria - acrescentou ele com ternura. - Mas é você que importa para mim, mais do que ninguém ou qualquer coisa no mundo. Você é o amor da minha vida. É tudo para mim. - Zac observou o rosto dela transformar-se pelo impacto de suas palavras. Havia alegria e amor naqueles lindos olhos azuis! - Sem você não há luz nem calor. Não há nada! - Ele nunca tinha dito aquilo, nem uma vez... - Como você podia não saber? - A voz dele era rouca de emoção. - Todas as vezes que fizemos amor... foram com meu coração, minha alma... tudo que sou. [...] Por você, somente você."


Atualizado: 22/11/2010   18:57 h

Olá! Estou totalmente sem tempo e tenho mil e uma coisas para fazer, mas não poderia deixar de vim até aqui para inocentar a Helen Bianchin. Do que estou falando? Quem já leu essa resenha sabe que não gostei nada de algumas "palavras" ditas pela mocinha e pelo mocinho, né? Até falei que desejava que isso não se repetisse mais nos livros da autora. Acontece que a Helen não é responsável por essas palavras. Como assim? O idioma original do livro é o inglês, certo? E nós o lemos em português e para que isso fosse possível foi necessário uma tradução. E o responsável, segundo o livro que tenho, por essa tradução foi Eugênio Barros.

Bem... Quem leu o livro em inglês e corrigiu essas frases desagradáveis do livro, foi a nossa amiga Carla que enviou um comentário para essa resenha nos fornecendo as frases certas.

"- Minx. (isso significa algo como "sua abusadora", "sua atrevida", etc). Em momento algum diz que ele sussurrou isso de olhos fechados. A tradutora inventou! Ele diz apenas essa palavra.



Depois a tradutora continua (e aqui não tenho nada a dizer)


"Ela irrompeu numa risada convulsiva. Tinha sido Zac quem a ensinara a relaxar totalmente e aproveitar o sexo da melhor maneira possível. Receber e dar prazer numa troca total de carícias, sem reservas e sem inibições."


Então ele diz:


- Bite me (me morda)


E ela responde "Now, there´s a thought" (Que significa "ora aí está uma boa ideia", ou "não é nada má ideia" )


Como é que disso ela concluiu que a mocinha disse isso:


"Quer que eu me transforme de menina devassa em uma cadelinha?"


Meu Deus, isso é deturpar completamente o texto. A gente ainda fica pensando mal do casal e mal da autora. Eu fico me perguntando quantas vezes as tradutoras inventarão texto que não existe e acabam fazendo com que a gente odeie um personagem ou a história toda por causa de um pedaço mal contado??


Então em resposta a ela ele pergunta:
- Promises, huh? (Isso é uma promessa?) E a tradutora traduz por "Não me maltrate"- gemeu ele
A minha alma está parva!
Pelo menos com isso a reputação da autora ficou salva. Agora essa tradução deixou muito a desejar.




- Bem... Agora vocês sabem que a autora Helen Bianchin nada teve a ver com isso. Culpem o tradutor. Eugênio é nome de homem, né? rsrs... A não ser que tenha errado na hora de colocar o nome tbm.
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