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22 de dezembro de 2012

Fogo Secreto - Johanna Lindsey


(Título Original: Secret Fire)



Na fúria do desejo... eles descobriram o glorioso êxtase do amor.

Ainda que só a tivesse visto rapidamente através da janela de sua carruagem, o jovem príncipe sabia que deveria fazê-la sua...

Poucos minutos depois, lady Katherine Saint John era sequestrada numa rua de Londres como uma prostituta e levada para uma luxuosa mansão... para o prazer de seu admirador.

Porém, o que o príncipe Dimitri encontrou em sua cama foi uma tigresa cativa... consumida por uma ira feroz  pelo "bárbaro" russo que a tinha sequestrado... porém a quem, ao mesmo tempo, desejava com uma ânsia alheia a sua compreensão.




Palavras de uma leitora....



"— É teimosa, porém isso não muda nada. Você ficará... - Levantou uma mão ao ver que ela abria a boca. — Não te recomendo gritar. Do outro lado da porta estão dois guardas que virão de imediato fazê-la calar. Isso seria muito incômodo para você, além de desnecessário. Te darei algumas horas para que volte a pensar no assunto."


- Ele é gentil, verdade? Um "amor"! E esse não é o Dimitri, não. É o pau mandado dele, aquele que faz sempre o que ele quer, independente do fato disso vir a prejudicar alguém. Se o Dimitri ordenasse que ele espancasse uma mulher até a morte, ele sequer pensaria duas vezes. Sem dúvidas, um querido. 

- Ainda não sei bem o que dizer sobre essa história. Ultimamente, a paciência tem estado longe de mim e não creio que a compreensão esteja por perto. Não me sinto nem um pouco compreensiva. E muito menos sinto necessidade de ser. Dimitri não merece.rsrs... Na verdade, ele merece algo bem diferente... 


"— Já disse. Vá e busca outra mulher. 

Vladimir contemplou sombrio seu copo vazio e voltou a enchê-lo. 

— Não posso. Não me disse: "Quero uma mulher esta noite. Traga-me." Apontou para ela e disse: "Essa. Consiga-a." E ela nem sequer é bela, Marusia, salvo por seus olhos. Poderia conseguir-lhe dez ou doze mulheres mais a seu gosto antes desta noite. Ele quer esta. Deve tê-la. 

— Deve estar apaixonada — disse Marusia, pensativa — Essa é a única razão pela qual uma mulher de classe baixa recusaria tal honra. Não existe camponesa na Rússia...

— Isto aqui é Inglaterra. — recordou-lhe  — Talvez aqui pensem de outra maneira.

— Já estivemos aqui antes, Vladimir. Nunca tiveste tal problema. Te digo que ela está apaixonada por alguém. Porém existem drogas que podem fazê-la esquecer, turvar sua memória, torná-la mais disposta...

— Ele acreditará que ela está bêbada — replicou severamente Vladimir. — Isso não lhe agradará de modo algum.

— Ao menos a terá."



- Vocês não entenderam errado. Realmente uma mulher sugeriu que outra mulher fosse drogada, para que um homem a usasse como quisesse e não necessitasse gastar energias desnecessárias, sabe? Imagina quanto tempo o Dimitri gastaria lutando contra a Katherine! Pois se não estivesse drogada, ela lutaria até o último instante e isso não era conveniente. Tudo que o Dimitri queria era uma noite de sexo com a mulher que ele escolheu, independente da vontade da mulher em questão. Por isso o melhor a fazer era drogá-la. E a sugestão veio de outra mulher. O mundo realmente está perdido. Por mim, Dimitri, Marusia, Vladimir, Sonia e mais alguns, podem queimar no quinto dos infernos. São um bando de filhos da pontualidade. Não. Nem isso! São filhos de uma chocadeira!!! Vocês não fazem ideia do quanto eu estou furiosa aqui. E acreditam que eu li resenhas nas quais as pessoas mencionavam que esse livro lembra um conto de fadas??????!!! Então eu nunca li um conto de fadas na minha vida, pois não achei nada parecido com um conto de fadas. Se isso é um conto de fadas... eu li outro tipo de coisa em minha infância.rsrs...



Um pequeno resumo:


Ano de 1844. Século XIX.

Lady Katherine Saint John estava fazendo o que fazia sempre: protegendo os seus. Ou ao menos acreditava que estava fazendo isso. Desde a morte da mãe que ela assumia o papel de senhora da casa e mãe dos irmãos e até mesmo do pai. Tudo estava sempre nas costas dela. E daquela vez não foi diferente. Ela bem que gostaria de fechar os olhos para o que sabia que iria acontecer... Mas não podia. Era sua irmã e era seu dever protegê-la, zelar por seu futuro. Não podia simplesmente deixá-la estragar toda sua vida por causa de um sentimento tão estúpido como o amor. E foi pensando nisso que Katherine pegou emprestada as roupas de sua criada e seguiu Elizabeth, sua irmã caçula, que pretendia fugir com o homem por quem estava apaixonada, jogando toda sua reputação e herança no lixo.

Katherine poderia simplesmente impedir a irmã de sair de casa, mas ela sabia que outras oportunidades surgiriam e Elizabeth acabaria por conseguir escapar. O que ela necessitava era seguir a irmã para ter provas do que ela pretendia fazer e assim, com a consciência tranquila, poder trancá-la numa casa no campo até que arranjasse um marido adequado para ela ou Elizabeth recuperasse o juízo. 


O príncipe Dimitri Petrovich Alexandrov estava furioso. Logo agora que ele finalmente tinha decidido se casar e estava cortejando sua escolhida, sua irmã resolveu provocar um escândalo terrível na Inglaterra, forçando-o a sair da Rússia e ir buscá-la, antes que ela envergonhasse ainda mais a avó materna de ambos. Será que Anastasia não podia ser mais discreta? Por que não agia como ele? Mas não. Teve que ser estúpida o suficiente para ser pega enquanto transava com o marido de uma lady inglesa. Foi um verdadeiro escândalo e agora ele tinha que adiar seus planos para resolver seus problemas.


Dimitri, graças às indiscrições de sua irmã, é obrigado a sair da Rússia para buscá-la e assim, seu caminho acaba cruzando com o de Katherine, que seguia a irmã vestida como uma criada. O desejo sexual é imediato e Dimitri sequer pensa nas consequências ao ordenar que seu criado de confiança consiga para ele exatamente aquela jovem. Independente do preço a ser pago por esse prazer. Ele a queria e não aceitava um não como resposta. E Vladimir, o criado de Dimitri, seguiu ao pé da letra a sua ordem. Conseguiu a jovem. Sequestrando-a. E drogando-a, quando ela se recusou a servir de objeto sexual para o príncipe. 

Aproveitando-se do efeito da droga, Dimitri usa Katherine até que ela, esgotada, adormece. E na manhã seguinte usando de desculpas estúpidas ele a leva para a Rússia, disposto a mantê-la ao seu lado até que seu desejo por ela acabe. 

Só que as coisas nem sempre podem ser como a gente quer. E Katherine não toma conta somente da mente  de Dimitri e o faz desejá-la cada vez mais. Ela também invade seu coração, fazendo-o amaldiçoar o dia em que a conheceu.

Pena que isso não tenha sido exatamente um castigo...


"Vladimir sentiu uma momentânea pitada de piedade. Ela tinha sido verdadeiramente usada. Na habitação fechada, o odor das atividades da noite anterior era nauseante. Por certo, isso era o primeiro a se fazer: deixar que entrasse um pouco de ar puro.

Empurrando, afastou da janela o pesado guarda-roupa, respirando com dificuldade por causa do esforço; logo recebeu com agrado a brisa do amanhecer que entrou pela janela. 

— Obrigada, Vladimir - disse o príncipe, às suas costas.

—Meu senhor! — exclamou Vladimir, voltando-se rapidamente. — Me desculpe. Eu só ia despertá-la e...

— Não faça isso.

— Mas...

— Deixe-a dormir. Ela precisa. E eu desejo ver como ela é quando está em seu perfeito juízo.

— Não... Não o recomendo. — respondeu Vladimir, vacilante. — Não é uma jovem muito agradável.

— Não é? Bem, isso me parece impressionante, considerando o quanto ela foi agradável durante toda a noite. Para dizer a verdade não consigo recordar a última vez que desfrutei tanto."



- Está aí mais um trecho que muito me emociona.rsrs... Dimitri é um mocinho tão cheio de dignidade, tão honrado, que mesmo sabendo que a menina está drogada e que NÃO queria transar com ele, se aproveita completamente da situação. E achando tudo maravilhoso ainda por cima! Ele não a usou uma só vez. Foram várias. E ainda se sentiu incomodado quando Katherine finalmente adormeceu. Na manhã seguinte, ainda achou um absurdo ela não aceitar o valor generoso que ele lhe oferecia pela noite maravilhosa que passou ao seu lado e a considerou uma jovem antipática por ela reclamar tanto e jurar que faria com que seu servo pagasse pelo que tinha lhe feito. O que eu faço com um mocinho desses? Mato, verdade? Mas nem isso seria suficiente. A morte seria um castigo piedoso demais. Ah, não! O Dimitri merecia algo um tanto mais... satisfatório para mim. 


"— Sabia que ela era virgem, Vladimir?

— Não, meu senhor. Teve importância?

— Acredito que para ela, sim. Quanto ia pagá-la? 

Tendo em quanta essa nova informação, Vladimir duplicou o valor que tinha em mente.

— Cem libras inglesas.

Dimitri o olhou de lado.

— Que seja mil... não, duas mil. Quero que ela possa gastar em algumas roupas elegantes."


- Claro... Com dinheiro sempre se resolve tudo, não é? Eu bem que poderia dizer o que ele deveria fazer com esse dinheiro...


- Quando Katherine acorda, na manhã seguinte, e se lembra do que aconteceu, fica furiosa, desejando que Dimitri desapareça de sua frente o mais rápido possível. Ela não está com nenhuma vontade de ser compreensiva e antes que ele a deixe só, jura que fará o servo dele pagar pelo que tinha feito. Como Dimitri estava buscando uma desculpa para mantê-la com ele por mais algum tempo, ao ouvi-la, não pode ficar mais feliz. Era a desculpa perfeita! Como o imperador da Rússia estava prestes a visitar a Inglaterra e um escândalo envolvendo russos não seria bem-vindo, ele precisava afastar a Katherine daquele lugar. Sendo assim, ele ordenou ao Vladimir que a levasse para o barco, pois ela viajaria com eles, evitando assim problemas desnecessários. E Vladimir quase mata a garota. Mais uma vez, seguindo as ordens de Dimitri.

Ele a coloca dentro de um baú e não faz furos na droga do baú, deixando a mocinha ali dentro por tempo quase suficiente para matá-la. Quando ele finalmente se lembra da garota, ela já está desmaiada e quase morta. E o que Dimitri faz com o servo por quase matar uma jovem que teve a infelicidade de ser vista e desejada pelo maravilhoso príncipe???!!! Nada!!!!!!!! Ele não faz absolutamente nada contra a peste do Vladimir. Afinal de contas, Katherine não passava de uma criada (segundo a opinião dele) e Vladimir não tinha feito de propósito. 


- Eu poderia colocar mais trechos aqui e contar toda a história, mas não estou com paciência para isso. Não me agrada falar dessa história e as coisas que eu gostaria de dizer, não seriam educadas, sabe? rsrs... Existem tantos nomes que eu gostaria de usar contra o Dimitri, tantas palavras interessantes... Mas não. Minha educação não permite que eu faça isso aqui.kkkkkk... Por isso, tenho que me contentar em falar somente algumas coisas.

- Para começar, o Dimitri não me agradou desde o primeiro instante. Ele é lindo, tem um sorriso de abalar corações e um charme capaz de deixar as mulheres de pernas bambas, mas também existia algo nele que não me agradava. Talvez fosse o fato de eu já saber que espécie de traste ele era, mas não aposto muito nisso, não. Simplesmente creio que deve ter sido o modo como ele viu as atitudes da Anastasia ou o fato dele pouco se importar pelo fato da Katherine ter sido drogada. Ele a usou de forma tão descarada, sabendo o que tinha sido feito com ela e somente incomodado por achar que não conseguiria dar conta e teria que chamar seus homens para continuar de onde ele tivesse parado, que eu senti muito nojo dele. Literalmente. Deus! Será que eu tenho algum problema por achar um absurdo o que tinham feito? Porque era impressionante que ninguém nessa merda de história enxergava o tamanho do crime que tinha sido cometido contra a Katherine. Eles achavam tudo normal e que ela não tinha sofrido nenhum dano. Como que não tinha sofrido dano? Eles sequer sabiam se ela era casada, se estava apaixonada por alguém e mesmo esse não sendo o caso, ela simplesmente não queria. Será que ninguém ali conhece o significado da palavra "não"?! São imbecis? Inferno, eles não levaram em conta que a droga do corpo era dela e que ninguém tinha o direito de possuí-lo contra a vontade dela!!!!!!!!! E eu achei uma piada o fato deles sequer considerar aquilo um estupro. E o que era se não fosse um estupro????!!! Ela não cedeu, droga! A droga é que a controlou, que a fez perder o controle e deixar de pensar. E foi exatamente por ela não ceder que eles a drogaram, pois o príncipe a queria e iria tê-la por bem... ou por mal. A Katherine não queria aquilo. Se não estivesse drogada, ela lutaria até cansar, então foi um estupro. Ninguém me convence do contrário.


- Foram tantas as coisas que o Dimitri fez contra a Katherine que eu já não sabia mais que nome usar contra ele. Peste, filho da p..., praga dos infernos, filho do cão, filho de chocadeira, maldito desgraçado, traste, lixo, canalha... entre alguns outros que não posso citar aqui... já não eram suficientes. Eu necessitava de mais palavras para ficar satisfeita e não encontrar mais palavras só me deixou mais irritada. Foram muitas as vezes nas quais o mandei para o inferno, de onde ele sequer deveria ter saído. E foram muitas as maneiras que eu imaginei de matá-lo.kkkk... Só que não seria algo rápido, sabe? Não. Não estou tão boazinha assim. Ele teria que sofrer os tormentos do inferno antes de finalmente voltar para lá. E acho que ainda assim eu não ficaria satisfeita.

- Essa praga achava que o mundo, o Sol e as pessoas tinham que girar ao seu redor. Que suas vontades tinham que ser sempre satisfeitas, senão ele se tornava intratável e todos tinham medo sequer de se aproximar dele. Parecia, como a Moniquita disse, uma criança mimada que faz birra quando os pais não fazem o que ele quer. Numa criança eu perdoo isso. Claro que incomoda, mas eu adoro crianças e acho que isso até faz parte. Mas o Dimitri já tinha deixado de ser criança fazia tempo e seus pensamentos não eram nada infantis, suas atitudes eram dignas de um psicopata, e seus ataques de mau gênio simplesmente me irritavam além da conta. Será que ele não enxergava o quanto era ridículo e insuportável? De belo, só tinha a cara e o corpo, no resto simplesmente deixava a desejar. Qualquer mulher que o quisesse, seria somente por sua beleza física e seu desempenho na cama. Ele não tinha verdadeiras qualidades. 


- Uma coisa que achei simplesmente absurda, foi a própria Katherine passar a ver as coisas de forma estúpida. Obra da autora, é claro! Afinal de contas, "isso" é um romance.kkkkkkk... A ideia é que nos apaixonemos pelo casal e que vejamos beleza em tudo, que vejamos tudo como algo muito romântico (sim. Uma piada.kkkkkk...) e que o Dimitri seja o príncipe com o qual qualquer mulher sonharia. Quando a Katherine passou a se achar uma tonta por continuar lutando contra a vontade do Dimitri e colocou na cabeça que qualquer mulher no lugar dela se sentiria honrada por ter aquele Adônis atraído por ela, e que cederia sem pensar duas vezes... eu não sabia se ria, chorava ou atacava minha cabeça contra a parede.kkkkkkkkkkk.... Eu não posso com algo assim, gente! Deus do céu! A questão toda era a beleza dele? Quer dizer que um homem belo e rico pode tudo e deve ser perdoado por atitudes como essa? Se ele fosse feio e pobre aí sim deveria ser condenado?! É o que eu acabo por pensar. Só seria crime se ele fosse feio, ele sendo belo, não é crime algum. Definitivamente... eu não posso com algo assim.rsrs...


- Katherine é uma mocinha complicada. Também não gostei dela no início. A achei muito intrometida e fria e tudo que eu desejava era que ela tomasse conta da sua maldita vida e deixasse a irmã em paz. Ela não acreditava no amor e por isso estava disposta a livrar a irmã de cometer um terrível erro, já que o cara por quem ela estava apaixonada não tinha dinheiro. Tinha perdido toda sua fortuna e estava endividado. O importante para a Katherine era que a irmã fizesse um casamento "adequado" independente do fato de amar ou não o marido. O amor era algo para idiotas e o importante era somente a posição social e fazer o que era adequado, esperado de uma dama. Para mim, uma coisa é uma pessoa não acreditar em algo, outra bem diferente é ela querer que os outros vejam como certo somente o que ela quer e é ainda pior, ela tentar estragar a felicidade da irmã. Eu sei que a intenção dela não era fazer a irmã infeliz, ela somente queria que a irmã fizesse a vontade dela. Ironicamente, a vontade do Dimitri também não era fazê-la infeliz... tudo que ele queria era que ela fizesse a vontade dele. Muito interessante isso.rsrs... Não estou dizendo que achei justo o que aconteceu com ela (se achasse o livro receberia cinco estrelas e entraria para a lista dos preferidos), mas a questão é que os dois são parecidos. Tudo tem que ser como eles querem, senão eles lutam por aquilo e dane-se a vontade dos outros. No fundo, eles formam um lindo par!kkkkk... Se merecem totalmente. 

Mas não vi somente coisas negativas na Katherine. Eu adorei seu orgulho e sua coragem. Ela passou por tantas coisas de cabeça erguida e foi tão forte que não pude deixar de admirá-la. Ela me lembrou a Sheila (de A Carícia do Vento) e a Gelina (de A Conquistadora) em alguns momentos. E isso só complicou a situação do Dimitri. O meu ódio por ele só aumentou depois que algumas atitudes da Katherine me fizeram lembrar dessas mocinhas que tanto amo. Se eu já desejava acabar com ele de forma lenta e dolorosa, depois disso esse desejo só aumentou. 

Katherine me fez admirá-la todas as vezes que lutou contra o Dimitri e manteve seu orgulho. Todas as vezes que ela suportou situações humilhantes sem se deixar abater. Ela era pura força, pura coragem e eu gostei muito disso nela. Infelizmente, ela não fez com que eu a amasse, mas sempre que me lembrar dela, lembrarei de sua coragem e seu orgulho. Quanto ao Dimitri... sempre que me lembrar dele, meu dia ficará péssimo.rsrs...


- Bem... Não desejo falar mais nada. E claro, não recomendo a história. Nem se estivesse louca faria isso!kkkkkk.... Para mim, não foi um prazer ler essa "coisa", essa porcaria. Continuo admirando a Johanna Lindsey por sua escrita que sempre me envolve, por seu jeito de escrever a história que simplesmente nos impede de abandonar o livro, por mais ódio que a gente sinta pelo mocinho e pelos romances belíssimos dela que já li, embora tenha passado raiva até mesmo com eles.rsrs... Não será por causa desse livro que deixarei de admirar a autora e que ela deixará de ser uma das minhas autoras queridas. Mas que eu quero distância dos livros dela por um tempo, isso eu quero!kkkkkk... 


- Ah! Uma coisa que não deixarei de dizer, é claro: o livro é digno de uma estrela no skoob = ruim. Se eu fosse levar em conta a escrita da autora, o livro receberia cinco estrelas. E vocês acham isso justo? Acham que o Dimitri merece que o livro dele receba cinco estrelas somente porque admiro o jeito de escrever da autora? É óbvio que não! Isso seria muito injusto, sendo assim eu jamais poderia dar mais de uma estrela para essa história. E ele só recebe uma estrela porque isso significa que a história é ruim!kkkk... Se não fosse por isso, nem uma estrela ele receberia. E... o livro ainda ganhou dois prêmios! :D Passagens só de ida para as listas de: romances que odiei e os piores romances que li. Um ótimo prêmio, verdade? Maravilhoso!kkkkkk...


- Essa história foi uma indicação da minha amiga Moniquita. Calma!!!!! Ela não me enganou!kkkkkk... Ela deixou bem claro que eu odiaria a história. Mas ela queria muito saber minha opinião pela história e depois de uma eternidade, eu finalmente criei coragem (não sei se esse deveria ser exatamente o nome. Acho que "finalmente perdi o juízo" ficaria melhor.rsrsrs...) para ler essa história. 


Gostariam de saber a opinião da Moniquita sobre o livro? Basta ler a resenha dela, clicando AQUI. :)



Querem uma ótima notícia?!kkkkk.... O livro faz parte de uma série! Realmente uma delícia de notícia!rsrs... Só que a série não é exatamente uma série. Apenas todas abordam o mesmo tema: mocinhos que sequestram mocinhas e a tornam suas escravas particulares. Existe um grupo que traduz os livros (já que nenhum deles foi até hoje publicado aqui no Brasil) e já existem cinco livros traduzidos pelos fãs. Para encontrá-los, basta que vocês procurem no Google. :) É fácil de encontrar.

O nome dos livros já traduzidos:

1- Assim Fala o Coração (já resenhado no blog)
2- A Noiva em Cativeiro (já resenhado no blog)
3- Escrava do Desejo
4- Fogo Secreto (link para a resenha da Moniquita)
5- O Amor do Pirata (já resenhado no blog)


Bjs!



7 de setembro de 2012

Em Nome do Desejo - Lynne Graham

(Título Original: Ruthless Magnate, Convenient Wife
Tradutora: Wilma Fernandes Mathias
Editora: Harlequin)


2º Livro da Trilogia Noivas Grávidas


O bilionário russo Sergei Antonovich era conhecido por ter sempre atrizes e modelos estonteantes ao seu redor. Mas nenhuma delas parecia ser uma noiva adequada. Desse modo, como ele poderia realizar o grande desejo de sua avó e lhe dar um bisneto? Havia somente uma alternativa: encarar o desafio como um negócio. Sem emoção, com um contrato que possibilitaria a Sergei o acordo perfeito: uma mulher para casar, para lhe dar um filho… e ser esquecida para sempre!



Palavras de uma leitora...



- Ainda estou surpresa.rsrs... Apesar de amar muito minha autora querida, eu começo a ler seus livros com um pé atrás.kkkkkk... Principalmente depois de Fogo Eterno. E eu não esperava muito da trilogia Noivas Grávidas. Além da decepção com alguns livros da autora, essa trilogia não recebeu boa pontuação no skoob e eu fiquei cautelosa, já me preparando para não gostar da série. Mas até agora, não está sendo uma decepção. Pelo contrário.

- Apesar de ter sentido que faltou algo no livro Feitiço do Deserto, achei que a série começou bem. Mas fui surpreendida ao ler o segundo livro. Pois ele não é apenas bom para mim. Um livro digno de 4 estrelas porque eu leria novamente (como é o caso do primeiro). Não. O livro é muito mais do que isso. Conseguiu me conquistar totalmente e se tornar um dos meus preferidos da autora. Até a mocinha foi uma surpresa!rsrsrs... E o que falar do Sergei?! Realmente ele foi criado pela LG?!kkkkk... Não sei se consigo acreditar nisso.rsrs...

- Tudo começa por causa da Alexa, a irmã gêmea e calculista da nossa protagonista. Alexa é uma excelente atriz e conseguiu me enganar perfeitamente e por isso nem me dou ao trabalho de considerar a Alissa estúpida por ter acreditado nela.rsrs... A imagem inicial que eu tive da Alexa, embora não fosse perfeita, também não era terrível. Eu percebi que a Alexa era interesseira, mas acreditava realmente que ela se importava com a família. E também com a irmã. Caí direitinho.kkkk... Ainda estou furiosa por causa disso.rsrs...

- Bem... Como eu estava falando, tudo começou por causa da Alexa, que se ofereceu como candidata para um emprego completamente absurdo. Um famoso magnata russo estava em busca de uma esposa temporária, que deveria cumprir todas as exigências de um contrato absurdo e lhe dar um filho. Qual é a parte mais absurda desse contrato? Casamentos por conveniência já não são novidade, certo? Mas o contrato tinha uma cláusula especial: a mulher que aceitasse se casar com ele, teria que entregar o filho para ele após o nascimento do bebê e desaparecer para sempre da vida deles. Em troca, ela receberia uma fortuna em dinheiro. 

- Alexa se oferece para ser a esposa temporária, bem ciente de todas as exigências e recebe muito dinheiro como adiantamento pelo seu futuro serviço. Acontece que ela não foi muito sincera com os advogados do Sergei, esquecendo de informar um pequeno detalhe: que estava usando a identidade de outra pessoa e que tinha falsificado a assinatura dessa pessoa para assinar o contrato. 

Alexa, queria se candidatar para o emprego, mas havia uma exigência que a impedia: o grau de escolaridade. Somente eram aceitas mulheres que possuíssem grau superior e Alexa não tinha isso. Mas a bobinha da sua irmã, que a vida inteira foi explorada por ela, tinha. E usar a identidade dela seria só um detalhe. Jogar a responsabilidade pelas suas ações nas costas da irmã era outra coisa que não merecia importância. Por isso, já ciente de que não cumpriria o contrato, Alexa o assinou, pegou o adiantamento e depois teve a cara de pau de inventar um monte de mentiras para forçar a irmã a salvá-la mais uma vez na vida. E assim, Alissa, é lançada no mundo de Sergei, sem saber no que estava se metendo. Tudo que ela sabia era que teria que ser esposa temporária daquele homem que mexeu com ela logo no primeiro encontro, fazendo-a sentir um misto de desejo e raiva. Vontade de esbofeteá-lo e ao mesmo tempo se deixar ser beijada por ele. Alissa não fazia ideia do que dizia o contrato. E nem que era sua obrigação gerar uma criança e depois abandoná-la. Se soubesse, nada no mundo a faria se casar com Sergei. Nem mesmo a atração imediata que sentiu por ele.

"Por um momento, ele se deparou com uma incoerência gritante em suas próprias exigências: não queria uma esposa que fosse do tipo que fizesse qualquer coisa por dinheiro e, ao mesmo tempo, desejava uma mulher disposta a abrir mão do próprio filho no momento em que ele já estivesse cansado do teatro da família perfeita para agradar Yelena."

"Se ela fosse do tipo fútil, ele teria a oportunidade de cancelar o contrato antes que fosse tarde demais."

- Sabe o que é mais irônico nisso tudo? Nosso querido mocinho (realmente ele é um querido, gente!) colocou um monte de exigências e regras, deixando claro o tipo de mulher que queria como esposa. Um tipo capaz de entregar o próprio filho e ir embora, em troca de dinheiro. Porém, ele ao mesmo tempo queria que essa mulher fosse sensível o suficiente para se importar com a avó dele, e tivesse uma personalidade aceitável, digamos. Ele queria que essa pessoa fosse o completo oposto do que ele próprio exigia, sabe? Quando viu as entrevistas feitas pelos seus advogados, e percebeu como a suposta Alissa era (lembrando que quem foi entrevistada foi a Alexa), ele pensou seriamente em não seguir adiante com aquilo.rsrs... Porque na realidade ele queria outro tipo de mulher. Ele sempre quis outro tipo de mulher!kkkkk... Uma mulher boa, sensível, agradável, que não se vestisse de forma vulgar, que fosse mais aberta, transparente e se tornasse ao menos sua amiga. O que eu acho tão estranho não é ele querer se casar com uma mulher assim, mas sim querer que essa mesma mulher (sensível, boa, sincera, romântica, amorosa) tivesse coragem de entregar o filho para ele após uma separação amigável. Ele não foi muito coerente. Foi contraditório.rsrs... Na verdade, eu entendo o Sergei. Ele conheceu três tipos de mulheres em sua vida e conviveu com elas, o que acabou por marcá-lo. 

- Primeiro foi sua mãe. Uma mulher que só vivia embriagada e não ligava nem um pouco para ele. Se ele estava bem ou não. Vivo, se alimentando, se precisava de carinho ou qualquer outra coisa. Aquela mulher só pensava no próximo copo de álcool. 

- Depois ele conheceu sua avó, uma mulher bondosa e amorosa, que pacientemente suportou seu temperamento e crises de rebeldia, sempre pronta para consolá-lo e guiá-lo no caminho certo, para que ele conseguisse muito mais do que poderia sonhar. Ela foi muito importante na vida dele.

- E aí, ele conheceu sua primeira esposa, quando ainda era bastante jovem. Num impulso se casou com ela, se arrependendo amargamente logo depois. A esposa dele, horrorizada ao se descobrir grávida e temendo perder suas formas perfeitas, não hesitou em fazer um aborto, privando-o da oportunidade de ser pai. Tudo somente por causa do físico perfeito dela que não podia ser ameaçado por uma criança! E a atitude dela também contribuiu para torná-lo o homem que ele é quando começamos a leitura do livro. 

- Quando percebe o quanto a avó que ele tanto ama está frágil, já bastante idosa, ele resolve que é sua obrigação lhe dar o que ela mais desejava na vida e ainda não tinha recebido: um bisneto. Yelena sonhava em ver seu neto casado com uma boa moça e com um filho nos braços. Era tudo que ela precisava para ser feliz na vida. Foi isso que motivou Sergei a contratar uma esposa.rsrs... 

- Mas, embora não confiasse mais nas mulheres, o fato de ter sido criado desde os treze anos por Yelena o fazia querer confiar, sabe? Ele ficava com um pé atrás, mas no fundo desejava encontrar a mulher certa. Na minha opinião, o Sergei é um dos mocinhos mais humanos que a LG já criou e é muito fácil gostar dele. Não que ele não seja insuportável em certos momentos, mas fica evidente o carinho que ele sente pela mocinha e quando ele passa a amá-la, não há como duvidar disso. As coisas não aconteceram com a rapidez do primeiro livro e o Sergei foi incrível!rsrs... Ainda me sinto chocada ao lembrar o quanto ele foi dedicado à mocinha, até mesmo quando tinha todos os motivos do mundo para não confiar nela. Eles tiveram momentos de brigas, o Sergei disse coisas terríveis para ela, mas a gente acaba não dando importância, pois sabe que ele disse da boca para fora, entende? Eu tive certeza disso. Ainda mais, porque ele tinha feito algo que arrebatou meu coração momentos antes de começar a ofender a mocinha.rsrs... Não direi o que foi, mas a Lynne Graham fez com que eu ficasse orgulhosa. Sou muito fã dela, mas estava tão aborrecida com a autora que já não tinha esperanças de ler um romance dela que fosse capaz de me arrebatar. O livro não deixa de ter futilidades (a autora faz questão de dizer que até no celular que o Sergei deu para a Alissa existem diamantes de verdade.rsrs...), mas a história, na minha opinião, é uma das melhores dela. O que foi um choque.kkkkkk... 

"Sergei a observou com assombro. Alissa parecia tão emotiva e aquilo contradizia o perfil psicológico apresentado pelo advogado encarregado da seleção das candidatas. Constrangido e emocionado ao mesmo tempo, Sergei subitamente a ergueu nos braços.

— O que está fazendo? — ela gritou com surpresa enquanto enlaçava o pescoço másculo para conseguir se equilibrar.

— Acho que é chamado de apoio psicológico. Não tenho certeza. Não é algo que costumo fazer — ele confidenciou e depois se sentou na beirada da cama, mantendo-a aninhada em seu colo."

- Eu fiquei apaixonada por essa história e não me canso de dizer que estou surpresa. Porque estou!kkkkkkkk... Já li tantos livros da Lynne Graham nesta vida e é tão difícil encontrar mocinhos como o Sergei que não pude deixar de ficar chocada por encontrar esse tipo de mocinho da autora num livro atual, sabe? O livro é de 2009! Se fosse um livro mais antigo da autora... Os mais antigos são os melhores dela. Ela nunca mais escreveu histórias tão lindas e inesquecíveis como as antigas e eu não imaginava que chegaria a consider um livro atual da autora tão bom quanto um antigo. Mas Em Nome do Desejo conseguiu isso. Estou torcendo aqui para pensar o mesmo do próximo livro. É sobre um grego, gente!kkkk... Só de pensar nisso... kkkkk... 

- Eu recomendo muito a história! :) Não ouso recomendar para todos, pois é Lynne Graham!rsrs... Mas recomendo para as pessoas que estão acostumadas e apreciam os livros dela e de autoras como: Michelle Reid, Helen Bianchin, Penny Jordan, Sara Craven, Chantelle Shaw, Carole Mortimer... No skoob, dei 5 estrelas ao livro com direito a passagem para os favoritos. 

- Esse livro foi indicado já há bastante tempo pela Isa Moreira, uma leitora que também é apaixonada por romances. Isa, me perdoe pela demora em ler o livro e te agradeço muito por ter me indicado um livro tão adorável da minha querida autora! :) Isso me deixou muito feliz! Muito obrigada mesmo!

- Bem.. É isso, queridos. Agora vou começar a ler o terceiro e último livro da série e conhecer a Lindy e o Atreus. Lembrando que o que liga essas histórias é a amizade entre três jovens que dividiram um apartamento quando viviam em Londres. Graças a isso, o casal do primeiro livro apareceu no segundo. Só espero que a Alissa e o Sergei apareçam no próximo. :D

- Esqueci de dizer uma coisa!rsrs... Apesar da Alissa ser bastante ingênua, gostei muito dela, pois ela mostrou ter personalidade desde o início e teve coragem de desafiar o Sergei. E seus desafios não foram sem motivos. Apesar da atração que sentia por ele, ela se manteve firme no primeiro encontro e ainda ousou imitar as atitudes dele, provocando-o demais.rsrs... Foi fácil gostar dela também. 

- Também adorei o cachorrinho que apareceu na história e ganhou o coração do casal, provocando um diálogo que me divertiu.rsrs... 


Trilogia Noivas Grávidas:

Feitiço do Deserto (Elinor e Jasim)
Em Nome do Desejo (Alissa e Sergei)
Marcados pela Paixão (Lindy e Atreus)

13 de novembro de 2011

Fogo Eterno - Lynne Graham



TEMPO DE AMAR

 
Quando sua assistente pessoal pediu uma licença prolongada, causou um enorme inconveniente ao bilionário grego Alexei Drakos. Ele contava com Billie Foster para tudo, desde administrar sua vida até se livrar de suas namoradas. Mal sabia Alexei que Billie se afastara para ter o bebê dele! Na verdade, ele sequer se lembrava da tórrida noite que tiveram e não fazia ideia de que ela estava grávida! Com Billie ausente, havia algo faltando para Alexei. Quando ela retorna, ele precisa lhe oferecer algo especial para fazê-la ficar... Quem sabe uma aliança de casamento... ainda que de conveniência?

 

TEMPO DE PERDOAR

 
O bebê de Billie nasceu, mas ela não contou a Alexei sobre o filho deles. No entanto, quando retorna à Grécia e ele lhe propõe um casamento de conveniência, ela sabe que precisa se arriscar para ficar com o homem que ama. Mas, na noite de núpcias, Alexei se surpreende ao descobrir que sua esposa não é virgem... e essa é apenas a primeira das revelações chocantes neste turbulento casamento.




Palavras de uma leitora...


- Bem... Confesso que não sinto muita vontade de fazer essa resenha. Hoje, toda hora que vinha fazer a resenha, acabava desistindo...rsrs... As coisas que talvez diga aqui (ainda não sei ao certo o que vou dizer, mas sei que não será bom) irão me atingir bastante, pois a Lynne Graham é minha autora amada. Falar mal de um livro dela é uma tortura...rsrs... Porém, eu tbm não conseguiria falar bem de um livro que detestei. Enfim... Depois de Passado Que Condena eu acreditava que nunca mais iria mandar outro livro da minha autora para a lista de romances que odiei. Mas estava enganada. A Lynne se esforçou bastante para me decepcionar outra vez...

- Ultimamente minhas autoras queridas têm estado dispostas a me aborrecer além do tolerável. Recentemente mandei um livro da Celeste Bradley (Adorável Trapaceiro/Maldito Traidor) para a lista de romances que odiei. O livro não teve chance alguma de salvação. É sem dúvida nenhuma um livro que eu gostaria de ter mandado com uma passagem só de ida para o inferno. Mas não podemos fazer tudo que queremos, então, tive que me conformar enviando o tal livro para a lista de romances odiados. Mais recente ainda, eu me recusei a escrever o suficiente sobre um livro da Judith McNaught (uma autora sensacional que escreve livros que nos emocionam demais, mas que errou feio ao escrever Milagres). Eu não quis exagerar na resenha e sabia que se continuasse escrevendo, era isso que iria acontecer. Enfim... Falar mal de um livro de uma autora da qual não somos fãs, é fácil. Mas falar coisas ruins de um livro de uma autora querida, é uma tortura. Não é segredo para ninguém aqui que a Lynne é uma das minhas autoras mais preciosas e eu perdoo muitas coisas dos mocinhos dela que não perdoaria num livro da Violet Winspear, por exemplo. Quem conhece os livros da LG, sabe: seus mocinhos são canalhas na maior parte do tempo. Se a história se passar em 365 dias, o canalha será um verme surdo e sem cérebro funcionando até o 364º dia. E ainda irá aprontar um pouco mais nas últimas 23 horas e cinquenta minutos. Aí, se achando completamente leve por ter pisado bastante na mocinha, ele, num momento de profunda reflexão, (faltando dez minutos para completar os 365 dias), irá perceber que sempre a amou e que TUDO QUE FAZIA ERA POR AMÁ-LA!!!! Aí, ele vai dizer que a ama com todo o seu coração... Em alguns casos pode dizer que estava perdido antes de encontrá-la e que não pode imaginar sua vida sem seu capacho... Perdão! Não era isso que eu queria dizer...kkkk... No lugar de capacho, ele dirá que não imagina sua vida sem seu amor...rsrsrs... Eles pisam nas mocinhas, fazem chantagens, se vingam, humilham em privado e publicamente também... Se recusam a enxergar a verdade que está batendo na cara deles. Não têm porcaria de cérebro em funcionamento quando é para pensar no que realmente se deve (Posso citar o que a Carlita mesmo percebeu no livro Passado Que Condena: como que uma mocinha sem moral e que não gostava do mocinho iria permanecer virgem por dez anos depois de se separar dele????!!!! E se não tivesse tido que se humilhar para o mocinho, seria provável que ela morresse virgem. Se não era dele, não seria de ninguém e ponto final.rsrsrs...), têm sérios problemas de audição, mas somente quando a mocinha cansa de ser acusada e decide gritar todas as verdades para eles. Aí, nesses momentos eles parecem estarem com algo bloqueando o ouvido deles. Não escutam! É como se as mocinhas estivessem falando com as paredes! E confesso: esse problema de audição é uma das coisas que mais me irritam nos mocinhos-vilões da Lynne. Não lembro se já comentei aqui, mas quando leio cenas assim eu sempre penso que se fosse comigo, eu puxava o miserável pelos cabelos e gritava dentro do ouvido dele. Não tenho paciência para tanto!kkkkk.... Enfim... E quando acreditam que ainda não fizeram o bastante, que as mocinhas ainda precisam sofrer mais, eles decidem ameaçar tirar os filhos delas. E não é que o cachorro do Alexei decidiu incluir esta estupidez na lista de coisas ruins que iria fazer? Pois bem... Não é à toa que esse livro já tem passagem só de ida para a lista de odiados. Mas fiquem tranquilos, esse não é o único motivo. Um dos motivos mais fortes para esse livro ir para aquela lista... A gota que fez o copo transbordar veio da suposta mocinha. O Alexei pode ser um verme, um lixo que eu nunca iria querer ter como marido, mas a mocinha é uma ordinária que não nasceu para ser mãe. Aquela sem vergonha, filha da pontualidade, é a pior mocinha da LG que eu tive o desprazer de conhecer. Maldita seja aquela tonta! Se ela estivesse na minha frente eu... (respira fundo, Luna). Se eu fosse uma assistente social, tirava o menino dela. Se o Alexei e o bebê (filho da maldita) estivessem se afogando e ela só pudesse salvar um... Tenho certeza absoluta de que ela correria para salvar o Alexei e deixaria o filho morrer. Ela poderia perder tudo, menos o Alexei. O Alexei era o ar dela. O filho???!! Ah, não era nada de tão importante! Miserável! Sinto vontade de mandá-la para a forca! (respira fundo de novo, Luna!!!) Alguém aqui já escutou aquela música da Shakira na qual ela diz que morra o último poeta, que seja contaminada toda a água do planeta, que tudo de ruim aconteça... Mas que "ele" fique? Ele, no caso, é o amado dela. Vou colocar um trecho aqui...rsrs...

Que se destruyan en el mundo los placeres
Y que se escriba hoy una ultima canción

Pero que me quedes tú y me quede tu abrazo
Y el beso que inventas cada día
Y que me quede aquí después del ocaso
Para siempre tu melancolía
Por que yo (yo) si (si) que dependo de tí
Y si me quedas tú
Me queda la vida

 
Que desaparezcan todos los vecinos
Y se coman las sobras de mi inocencia
Que se vayan uno a uno los amigos
Y acribillen mi pedazo de conciencia
Que se consuman las palabras en los labios
Que contaminen todo el agua del planeta
O que renuncien los filántropos y sabios
Y que se muera hoy hasta el último poeta

(Música: Que Me Quedes Tú/Cantora: Shakira)

- kkkkkk... Não me entendam mal, eu gosto muito dessa música. A conheço faz uma semana, creio, e gosto bastante dela. Confesso que na primeira vez que a escutei, a achei estranha, mas depois entendi...kkkkkk... Enfim... Mas eu lembrei da música quando li uma cena bem desagradável. Aí, pensei assim: Se a mocinha pudesse mudaria um trecho da música. No lugar de "Y que se muera hoy hasta el último poeta, pero que me quedes tú...", ela diria: "Y que se muera hoy hasta mi hijo, pero que me quedes tú...". Aquela maldita podia até "amar" o filho, mas desde que nunca precisasse escolher entre ele o Alexei. Se tivesse que fazer uma escolha, queridos leitores, ela escolheria o Alexei. Ela podia perder tudo, absolutamente tudo... menos ele. E eu não posso aceitar isso. Aquilo não é mãe. É uma cópia muito malfeita! Não sei o que a LG tinha na cabeça quando decidiu que aquela ordinária servia para ser mocinha. Aquela garota é muito mais do que tonta... Enfim... Mas vamos continuar. Por etapas, certo? Começo por onde? Deixa eu pensar... rsrsrs...

"- Eu não quero seu conselho! - Billie gritou em grego.

- Fique à vontade - murmurou Alexei sedosamente. - Mas certifique-se de manter a calcinha no lugar." (página 25)

- Necessito comentar sobre esse trecho? Não, verdade? Mas vou dizer uma coisa: se ele tivesse dito a última frase para mim, perderia todos os dentes da boca. Podia até ser um conselho, mas era o modo totalmente inadequado de dá-lo. Do jeito que meu sangue ferve por causa de mocinhos assim, tenho certeza de que se fosse comigo o cretino iria apanhar. Não sou uma pessoa agressiva, mas tenho certeza de que seria se encontrasse na vida alguém como o Alexei.

"A equipe de Alexei era toda de funcionários masculinos, e Billie foi assiduamente ignorada até a primeira vez em que ele lhe telefonou no meio da noite, para que ela o ajudasse com uma pequena crise, e os funcionários descobriram então que tinham de contatar Alexei através dela. Mais tarde naquela semana, com o 'gelo' quebrado, ela perguntou para um dos homens por que eles a excluíam tanto.

Panos lhe deu um olhar sem graça.

- Mais cedo ou mais tarde, as funcionárias do sexo feminino acabam na cama com Alexei - contou ele relutantemente. - E isso nos deixa desconfortáveis. Depois de uma ou duas semanas, Alexei sempre transfere essa pessoa do escritório principal para outro trabalho. Nós conhecemos o esquema. Quatro mulheres já entraram e saíram desse seu cargo num curto período de tempo." (página 31)

- Como é que é???!!! Leram bem o trecho acima? Vocês ainda duvidam do fato de que eu seria capaz de agredi-lo?! Não brinco. Falo muito sério. A Billie pode inventar um milhão de desculpas para esse tipo de comportamento do Alexei, mas ele perdeu todo o respeito que eu poderia vir a sentir por ele. Ele não respeita o próprio ambiente de trabalho. Não me interessa se as funcionárias se esfregaram em cima dele ou pularam em sua cama (com ele na cama), ele não colocou limites, então, era porque não os queria. Sabia muito bem o que estava fazendo. Não era nenhuma criancinha. Se queria transar com todas as suas funcionárias por que não resolveu ser dono de um bordel? Ser dono de um lugar assim combina mais com ele. Aí, ele poderia dormir com todas e eu não veria nada de mal nisso. Bem... porém o livro não escaparia da lista para onde vai. E se ele realmente fosse dono de um lugar assim o livro seria feito em pedaços sem eu pensar duas vezes. Nem o fato de ser da LG o salvaria! Espero que ela nunca use uma droga forte o suficiente para fazê-la colocar algo assim num livro dela. Gente, juro que nunca mais eu leria algo dela, se lesse um livro no qual o mocinho fosse dono desse tipo de lugar. Mas vamos continuar...

"Durante o segundo mês em que ela estava trabalhando lá, ele passou a noite no seu iate com duas modelos gêmeas, Katia e Kerry, que mal podiam articular uma sentença inteligente entre elas." (página 31)

"- Leve-as às compras - Alexei instruiu Billie na manhã seguinte, dando-lhe um cartão de crédito. - E não olhe as etiquetas de preços.

Billie viajou para a praia de lancha com as duas louras dando risadinhas. E, enquanto as escoltava para as butiques exclusivas, foi obrigada a ouvir sobre as habilidades sexuais de Alexei na cama." (página 32)

- Sinceramente, gente, quanto mais trechos releio dessa porcaria, mais aborrecida eu fico. Por Deus! Ou eu tenho um sério problema, vivo em outro planeta, ou a atitude do mocinho está abaixo de qualquer decência. Não é ser puritana, gente! Mas ele ultrapassou os limites do aceitável. Não me interessa o que as pessoas façam das suas vidas na vida real, ou como elas se comportam entre quatro paredes (se têm relações com duas pessoas ao mesmo tempo, com duas irmãs na mesma noite...), mas num livro eu não tolero. Lynne Graham não costuma colocar esse tipo de coisa e ela sabe muito bem disso! Não sei que porcaria ela tomou, só sei que isso afetou drasticamente esse livro! Qual é o problema com as autoras ultimamente?! Pelo amor de Deus! Transar com duas mulheres que são irmãs na mesma noite é nojento! E sabe o que é mais nojento? Ele virar para a mocinha no final da porcaria da história e dizer que sempre a amou! Eu sequer acredito que ele passou a amá-la depois e nunca acreditaria que ele a amava enquanto um sem número de mulheres passavam por todas as camas de todas as casas dele! No final desse lixo vocês acreditam que o desgraçado teve a coragem de se achar muito bonzinho por ter se livrado de todas as tais camas? Eu gostaria de dizer do que ele deveria ter se livrado, mas minha educação não permite. E o fato de adolescentes tbm lerem o blog tbm me impede de falar a tal palavra, mas creio que vocês entenderam. A Lynne ultrapassou os limites para mim. Depois desse livro vou precisar de vários meses antes de ter coragem de ler outro livro dela. Ela é minha autora amada, mas me decepcionou. Nenhum livro que li dela teve um mocinho tão sem moral e uma mocinha tão sem instinto materno quanto nesse livro.

E sabem o que o cretino fez depois que a mocinha falou, indignada, que não era para ele colocá-la numa posição na qual tivesse que ouvir outras mulheres falando da perfomance sexual dele? Acompanhem:

"Alexei a olhou por um momento, então caiu na gargalhada.

- Qual foi a minha nota? Recebi zero ou fui considerado um herói?" (página 32)

- Sem comentários. Se eu falar alguma coisa sobre isso... (Mais uma vez, Luna! Respire fundo! Uma. Duas. Três. Quatro. Cinco. Respira de novo! Não vale a pena perder o controle por causa desse livro. Não faz bem para sua saúde.)

" - Você sabe que isso é errado. Sabe que gosta muito mais de mim como funcionária do que como alguém que compartilhe sua cama - disse ela fervorosamente.

- Mas tê-la preenchendo as duas funções poderia ser incrível - replicou Alexei com convicção. - Eu reduziria o número de outras mulheres." (página 61)

- Sem necessidade de comentários.

- Bem... Vou tentar (como podem ver: tentar) explicar algumas coisas antes de colocar um trecho totalmente fatal aqui.

O livro começa quando a mocinha já "fugiu" para ter o filho que estava esperando do Alexei. Ela trabalhava como assistente pessoal dele há alguns anos e era louca por ele. Não me pergunte o que ela viu dentro dele. No seu interior. Algo de bom, sabe? Que a fizesse amá-lo. Mas o amor é irracional... Enfim... Na noite após o funeral dos pais do Alexei, o cretino resolveu beber além da conta e transar com a mocinha. Ela sequer pensou muito. Aquilo era tudo que ela sempre quis. Aí, depois de transar com ela (não vou dizer fazer amor, porque não acredito nem por um segundo no amor dele.) e de tomarem banho juntos, ele acaba sofrendo um acidente que o faz perder a memória. Mas claro que não foi a memória de toda sua vida! A única coisa que ele esqueceu foi que fez sexo com ela!kkkkkkkk... Para que a LG colocou meu tema favorito nesse livro? Só para me irritar ainda mais! Mas que droga! Aquilo não convenceu nem um pouco sequer! A amnésia soou falsa. Sem sentido. Se era causada por um trauma, a morte dos pais, ele deveria ter esquecido de mais coisas. Como por exemplo, a morte dos pais. Mas esquecer somente os momentos que passou com a Billie foi totalmente falso. Eu já estava muito mais do que furiosa e não tinha lido nem 100 páginas de um livro com 311 páginas! Enfim... Depois da mocinha se preocupar com a saúde dele e chamar um médico, ele fica revoltado e pouco tempo depois recomeça o namoro com sua paixão da juventude. Sim. Além de esquecer que tinha transado com a mocinha, ele recomeçou o namoro com outra mulher, um amor do passado dele. Fica claro que ele tbm fez sexo com a tal da Calisto e ainda passou quase um ano com a tal mulher. O filho da Billie nasce, completa alguns meses e ele ainda está com a Calisto. Mas vou parar de falar do Alexei agora. É a vez de falar da sem vergonha da mocinha.

- Primeiro de tudo: para mim, ela não passa de uma idiota que merece o homem que arranjou para a própria vida. A Lynne pode ter feito as páginas finais do livro transbordarem mel, mas nada me convence de que o Alexei vai ser fiel a Billie. Fidelidade (uma única mulher em sua vida) não faz parte do dicionário dele. Ele não se satisfaz somente com uma. Segundo: esconder do mundo que aquela criança linda e necessitada do amor da mãe era filho dela fez eu vê-la como um lixo, um nada, em forma de gente. Ela teve vergonha do filho desde o início. Não. Ela não escondeu o fato de ser mãe da criança para proteger o Alexei ou o filho. Ela só pensou nela. No que os vizinhos pensariam dela! Depois que o menino nasceu ela fez todos acreditarem que o menino era filho da tia dela. Rejeitou aquele menino e falo sinceramente quando digo que ela não parecia amar aquela criança como se fosse filho dela. Ela podia até gostar do mocinho. Mas é como gostamos dos filhos dos nossos amigos, por exemplo. Achamos os bebês umas gracinhas, pegamos no colo e brincamos com eles, mas não somos capazes de amá-los tanto quanto a mãe dos bebês os amam. Billie era incapaz de sentir amor materno. Não digo que ela não amava a criança. Só digo que não era aquele amor incondicional que só uma mãe de verdade sente. E terceiro: o fato da mocinha escolher o Alexei no lugar de preferir ficar com o filho me fez desejar acabar com a raça dela! Eu senti um ódio violento dessa vadia miserável naquele momento! Como ela teve coragem de fazer aquele tipo de escolha! Praga infeliz! Eu queria que ela desaparecesse do livro! Seu sentimento de culpa era muito fraco. Seu suposto amor era ridículo. Aquilo sequer merecia ter o filho maravilhoso que tinha! Não merecia ter filhos! Aquela peste! Queria poder entrar na droga desse livro somente para ensinar algumas coisas para aquela coisa. Nunca na vida poderei perdoá-la pelo que fez. Ela não vale nada.

" - Vou me vestir.

- Não. - Alexei fechou a mão em torno do braço delgado e a puxou de volta. - Não será necessário. O carro está parado lá fora. Alguém virar até aqui e fará suas malas.

Billie paralisou na soleira da porta do toalete.

- E quanto a Nicky?

O corpo musculoso roçava de leve o dela, mas enrijeceu-se mediante a pergunta.

- Ele continua aqui.

Billie girou. Os olhos verdes angustiados procurando os dele.

- Não posso fazer isso. Ele é meu filho, minha responsabilidade.

- Poderá visitá-lo... quando eu não estiver por perto. - Alexei deixou escapar um suspiro. - Cobrirei todas as despesas dele. Poderá ter as melhores babás, todos os luxos...

- Não pode me pedir para escolher entre os dois! - exclamou Billie, consternada com a diabólica barganha que ele tentava lhe impringir.

Desapiedados olhos dourados a encararam.

- Por enquanto essa é a proposta, e a escolha é sua." (páginas 212 e 213)

- Fico me perguntando o que seria daquele menino se o Alexei realmente não fosse o pai dele. Mas sequer necessito me fazer tal pergunta. A criança teria todo o luxo, mas não poderia ter a mãe, pois o Alexei não aceitaria viver no mesmo lugar que o filho da mocinha. Ele não aceitaria o filho de outro. Mesmo que fosse de uma relação que a mocinha tivesse antes de se casar com ele. Ele não estava disposto a ser pai de um filho que não fosse dele. E a Billie teria escolhido ficar ao lado do Alexei. Como escolheu naquele momento. Ela ficou se sentindo "culpada", mas só voltou para o lado do filho quando o Alexei a rejeitou de novo. Um homem que fala para a mãe de uma criança algo como o que o Alexei falou para a Billie, não é digno sequer de ter uma família. Um homem que manda a mãe de uma criança fazer aquele tipo de escolha não vale nada. É egoísta demais para enxergar algo além dos seus próprios interesses. O que vocês acham que eu faria se um canalha virasse para mim e pedisse para eu escolher entre ele e um filho meu? Não só o mandaria para o inferno, mas ele teria que passar um tempo no hospital antes. Para mim, a Billie vale a mesma coisa que o Alexei: NADA.

- Enfim... Cansei de falar sobre esse livro, gente. Ele me aborrece demais. Preciso parar. Ainda tinha mais coisas para dizer, mas vou resumir dizendo que no final o livro transborda mel, mas a autora não foi capaz de salvar seu casal querido. Já conheço a Lynne. Sei que ela transforma seus mocinhos em santos no final e estava preparada para aquela "doçura", todo aquele amor e blá, blá, blá. Ela não me convenceu. Esse livro é da LG, mas eu gostaria de mandá-lo para os quintos dos infernos! Parabéns, Lynne Graham! Você conseguiu me decepcionar de uma forma que me faz desejar ler seus livros de novo só daqui há vários anos. Só espero que tome mais cuidado da próxima vez ou corre o risco de perder uma fã.

- Queridos leitores, vocês já sabem, certo? Eu não recomendo essa história. Sinceramente, vocês podem até ler esse livro, mas saibam que eu jamais disse aqui que o recomendava. Existem pessoas que gostaram do livro. E não acho as pessoas loucas por isso. Claro que não. A Lynne é muito talentosa. Ela sabe bem como criar um bom final. E gosto tbm é algo complicado. As pessoas não precisam odiar os mesmos livros que eu...rsrs...



16 de outubro de 2010

Rede de Sedução/O Preço de Amar - Penny Jordan


À meia-luz do luxuoso quarto do castelo, os olhos cor de safira espelhando medo e uma ansiedade profunda, Hope esperava Alexei Serivace, que viria completar uma cruel vingança contra seu pai, sir Henry Stanford. Sabia que aquele homem iria possuí-la sem remorsos, tirar-lhe a inocência resguardada nos longos anos que passara no convento, apenas para satisfazer sua enorme sede de punir o causador da desgraça de sua família. Mas Alexei não queria apenas subjugar seu corpo virgem. Desejava submetê-la a deliciosas carícias jamais experimentadas, dominá-la com sua excitante virilidade, escravizá-la com sua paixão avassaladora, e depois proclamar ao mundo: "Essa mulher me pertence. Farei dela o que bem entender!"





Ao conhecer Alexei Serivace, Helen (Hope) descobrira que o mundo podia ser seu desde que pagasse o preço. A vingança fora o desejo ardente de Alexei, e Helen (Hope), seu meio para atingi-la. Agora ele estava de volta, disposto a viver de novo a paixão que um dia os unira. Helen (Hope) sabia que bastaria uma palavra daquele homem para cair outra vez nos braços de Alexei, mas trataria de certificar-se de que, caso reatassem o romance, seria ele quem teria de pagar o preço!




Palavras de uma leitora...


- Alguém aqui já assistiu aquele seriado Law & Order: SVU (Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais)??? Eu assisto sempre que posso.... É um seriado muito interessante... Meus personagens favoritos desse seriado são: a promotora de justiça, Alexandra Cabot e, os detetives: Elliot Stabler e Olivia Benson.

O que são as "vítimas especiais??? Leia:

"No sistema judiciário criminal, crimes de caráter sexual são considerados especialmente hediondos. Na cidade de Nova Iorque, os dedicados detetives que investigam esses terríveis delitos são membros de um esquadrão de elite, conhecido como a Unidade de Vítimas Especiais".

- Já sabem quem são, né? São as pessoas que foram estupradas, violadas, violentadas, desonradas... Seja lá o nome que for! Os personagens representam pessoas que sofreram uma das piores violências que existem e posso garantir pra vocês que elas não acharam nem  um pouco romântico terem sido estupradas.

Então eu pergunto: O QUE AS AUTORAS (não todas) VÊEM DE ROMÂNTICO NO ESTUPRO????

- É inaceitável uma coisa dessa! Como a maravilhosa escritora Penny Jordan teve coragem de destruir, com as próprias mãos, uma história que tinha tudo para ser linda? Como ela pôde fazer isso???!!! O livro é maravilhosamente bem escrito, desperta emoções fortes... Tem um enredo envolvente... Mas o estupro manchou a história e estou com raiva até agora por isso...

- Eu li esse livro por indicação de uma leitora e amiga, a Monica. Não. Eu não fui iludida. Ela me avisou desde o início que havia odiado o livro e que não perdoou o mocinho-vilão/desgraçado da história. Ela me indicou o livro para saber o que eu acharia dele. Acho que vocês já perceberam o que eu acho, né? Se eu pudesse entrar no livro e fosse a encarregada de punir o Alexei... Adivinhem como eu o puniria??!!! Duas palavras: Lorena Bobbit.

A Monica disse que uma outra excelente forma de punição é se a mocinha não ficasse com ele no final da história. Se ela encontrasse outra pessoa, se casasse com essa pessoa e quando Alexei fosse ver o filho que teve com ela, tivesse que presenciar todo o amor existente entre o casal e sofresse pelo que perdeu por causa da sua estupidez.

- Eu estou revoltada até agora. Colocar esse elemento num romance é o cúmulo do absurdo! Eu aceitaria muito bem se o trauma não fosse causado pelo mocinho da história. Se fosse um vilão e o estupro fosse acrescentado para dramatizar mais a história, como no caso do livro Audácia, eu aceitaria numa boa. Mas o mocinho da história? O herói? E ainda por cima ele foi escolher uma das mais vulneráveis mulheres que existe. A garota foi criada num convento! Tinha acabado de fazer 18 anos e não conhecia nada do mundo. Nem sequer tinha tido permissão para sair do convento durante todos os 18 anos de sua vida lá. Nunca havia recebido nem um selinho na boca. Era inocente! Inocente...

- Confesso que mesmo depois de ler sobre a parte do estupro, de acompanhar todas as maldades do mocinho... Eu ainda não havia decidido se o perdoaria ou não. Só decidi que não posso perdoá-lo quando a história terminou. Eu tinha dito para mim mesma e para a Monica que dependeria de muitas coisas para eu me decidir... E eu cheguei a conclusão de que o mocinho não sofreu o suficiente para ser perdoado. Ele teria que sofrer, literalmente, os tormentos do inferno na Terra para eu poder perdoá-lo. Ele sofreu, sentiu dor, se culpou, emagreceu e ficou abatido por todo o mal que fez contra a Hope. Ficou derrotado. Mas ele precisaria sofrer mil vezes mais para ser digno de perdão. Ele destruiu a vida de uma menina inocente que não merecia sofrer metade do que sofreu. E ele não tinha nenhuma desculpa viável para ter agido assim... A irmã dele havia se deitado com o pai de Hope de boa vontade e acho que ele foi muito mais homem do que o Alexei, pois não teve que se rebaixar ao ponto de forçar uma mulher...

- Ele machucou demais aquela criança, gente! E foi muito além do fato de tê-la violentado. Não. Ele torturou a mente e o coração daquela menina... E depois ainda vinha com lições de moral! Ele é louco! Tinha que ser internado num hospital psiquiatra. Só um doente pode ter coragem de agir dessa forma e ainda mais com uma criança. Ela era uma criança. E ele mesmo admitiu isso centenas de vezes. Não passava de uma menininha solitária com corpo de mulher. E ele a fez amadurecer de uma forma que eu não desejo pra ninguém. E se alguém fizesse isso com uma filha minha... Ou até mesmo com minhas primas (três crianças que trato como se fossem minhas próprias filhas)... Iria desejar nunca ter nascido! Ah, se ia!

Mas antes de falar mais... Vou fazer o "um pequeno resumo" (com spoiler)

Um pequeno resumo:

Ela estava lá naquele convento desde que tinha 8 anos de idade. Chegou lá como uma criança assustada, sozinha e carente. Foi arrancada do mundo que conhecia e trancada dentro daquele lugar, onde as meninas eram preparadas para serem boas esposas. Mas Hope não conhecia o próprio destino. Não sabia o que seria dela, pois seu pai nunca havia dito. Seu pai... Como desejou dia e noite que ele a amasse e cuidasse dela. Que a tirasse de lá. Mas nem as férias ele queria passar ao seu lado e eram raras as vezes em que o via. Ele também não lhe dava permissão para passar as férias com as amigas do convento, que sempre iam  passar essa época com suas famílias. Não. Ele queria que o mundo não a alcançasse. Queria que ela permanecesse pura de corpo e espírito, para depois vendê-la à um homem cruel e deixar que ele a destruísse... Mas os planos dele, cuidadosamente arquitetados, vão por água à baixo depois que ele tem a coragem de usar e jogar no lixo Tanya Serivace, a irmã do conde Alexei Serivace. Mas não foi só o fato de usar Tanya que provocou o intenso ódio de Alexei.... Não. O que o fez querer destruir Sir Henry Stanford foi o suicídio de Tanya, que estava grávida....

Alexei decidiu que iria matar Sir Henry, mas depois, ao tomar conhecimento dos planos que ele tinha para Hope, decidiu que a melhor forma de acabar com seu inimigo, seria destruir os planos dele... E é aí que ele decide raptar a garota do convento e torná-la sua prisioneira e prostituta (sim, prostituta. Era nisso que ele queria transformá-la, embora o infeliz tenha a coragem de negar)...

Alexei chegou no convento com uma procuração falsificada de Sir Henry, onde ele permitia que Alexei levasse Hope do convento, supostamente, para entregar à ele (Henry) depois que ele chegasse na França. Ele iludiu a garota e a fez fazer tudo que ele queria, desde a mudança na roupa ao corte de cabelo. Ele queria que ela tivesse a aparência de uma mulher... Talvez para não se sentir tão culpado ao violentá-la.

Quando Hope finalmente descobre a verdade, já é tarde demais, pois ela está presa no castelo de Alexei. E ninguém iria ajudá-la. Ele não sente pena dela. Nem lhe dá alguns dias para se acostumar com a violenta mudança que aconteceu em sua vida e com a ideia de que ele iria fazê-la dele. Nada disso! Como se não bastasse todo o choque causado pela revelação do que ele prentedia fazer, ele ainda tem coragem de possuí-la naquela mesma noite. E acredita que o infeliz ainda teve coragem de dizer que não pretendia machucá-la?

Naquela noite maldita, Hope ficou profundamente apavorada... Um estranho que odiava seu pai iria invadir o seu corpo.... Como ele queria que ela não ficasse com medo???!!! 

Alexei não tem consideração pelo medo e fraqueza dela. Embora tenha sido gentil e tentado arrancar uma resposta dela, ele não teve piedade ao vê-la lutar com todas as suas forças. A possuiu com gentileza, porém ela não estava nada preparada para recebê-lo e isso provocou muita dor nela, fazendo-a gritar e chorar muito.

Hope ficou traumatizada, chegando a quase desmaiar. Teve que tomar um tranquilizante pra dormir. Sua mente rejeitava com todas as forças o que tinha lhe acontecido... Ela nunca imaginou que pudesse se sentir tão ferida.

O tempo passa e Hope continua como prisioneira de Alexei. A liberdade dela viria no dia que viajassem ao Caribe e o pai dela soubesse que Hope era a vagabunda (como o pai dela a chama e outras pessoas tbm) de Alexei. Só depois disso Alexei deixaria Hope finalmente livre.... Mas Hope estava profundamente apaixonada pelo homem que a estava destruindo...

Se sofria quando não o amava, o sofrimento de Hope aumentou muito quando passou a amá-lo. Saber que o homem que a tratava de maneira tão cruel era o mesmo que possuía o seu coração.

Ela pensava em fugir... Ir pra longe... Para algum lugar onde ele não pudesse feri-la. Mas a gota que faz o copo transbordar vem no dia que, guiado pelo ciúme, Alexei a violenta mais uma vez... só que dessa vez com a intenção de machucar e humilhar.

Hope o deixa, sabendo que estava esperando um filho dele e que o amava com todo o coração. Ela vai embora disposta a recomeçar do zero...

E é aí que o sofrimento de Alexei começa....

- Bem... O único momento que realmente senti piedade do Alexei, foi quando ele implorou que ela o fizesse companhia quando ele estava com enxaqueca. Foi quando ele disse "Eu preciso de você." Mas essa piedade não durou muito tempo, pois o Alexei, como sempre, faz questão de estragar tudo.

- Sabe uma das coisas que mais me deixaram furiosa? Foi que o Alexei tinha tudo para ser um dos meus personagens favoritos. Ele tinha um enorme potencial para ser uma boa pessoa... Mas preferiu deixar vir à tona seu lado mais cruel. Até quando estava sofrendo ele insistia em agir de forma cruel com a Hope, ferindo-a com palavras, e ferindo tbm a si próprio. Eu não posso nem dizer que ele amava somente a si, pois não é verdade. Ele não amava nem a si próprio. Se torturava, alimentando os piores sentimentos... Falava palavras bonitas, às vezes... Palavras sábias. Mas não colocava em prática nada do que dizia. Mesmo amando com todas as forças a menina que ele estava destruindo, ele não parou. Não pôs um ponto final em tudo aquilo... Ele a tratou de forma odiosa na última noite que passaram juntos antes dela partir, mesmo amando-a. Ele nunca a odiou, mas não soube amar. Poderia amá-la com todo o seu coração. Reconheço. Ele não sentiria tanta dor se não a amasse. Mas ele não soube amar.

- Eu não julguei a Hope por voltar para ele no final, embora ele não merecesse alguém tão especial como ela. Eu a entendi depois que ela pensou em como estaria sua vida daqui há vinte anos... Ela sabia que nunca encontraria a felicidade sem ele. Era um fato. Talvez ela vivesse toda sua vida com outra pessoa, alguém que a tratasse com todo carinho e consideração... E quando sua vida estivesse acabando... Qaundo estivesse prestes a partir... Pensasse somente nele. Em tudo que viveu com ele, em todo mal que ele lhe fez e em todo amor que ainda sentia por ele e se arrependesse de não ter ficado ao seu lado. Do que adiantaria ela manter seu orgulho se nunca seria feliz com outra pessoa? Não é justo alguém como ela viver toda uma vida em vão... Se ela só poderia ser feliz ao lado dele... Eu não sou ninguém para dizer que ela agiu errado. Tudo que eu queria era que a Hope fosse feliz, pois ela merecia e muito.

- Sabe um dos momentos que mais odiei o Alexei? Foi quando a Hope estava dando à luz e gritou por ele. Eu não consegui me segurar. Achei essa parte muito forte. E o odiei com todas as minhas forças por fazer tanto mal àquela menina.

- Não posso colocar esse livro na lista dos livros que odiei porque a Hope e o casal formado pela Bianca e o Dale salvaram o livro. Amei esses três personagens e isso me impede de classificar esse livro como "romance que odiei".

E termino a resenha deixando algumas frases bonitas e outras tristes do livro:

"Console-me com maçãs, pois estou doente de amor" (Hope lê a parte da bíblia que fala da canção de Salomão)

"O meu amado está em mim como um cacho de Chipre nas vinhas de Engedi" (recitado por Alexei)

"- Só os muito jovens acreditam que a vida nos dá algo sem cobrar. Pegue o que você quer, dizem os deusses. Pegue... e pague por isso."

" - O que eu poderia dizer? - Hope alegrou-se com a escuridão, que o impedia de vê-la. - Nada, a não ser que você mentiu. Pode ser que existam pessoas que me julgarão por mim mesma, como você disse, Alexei, mas ainda não encontrei nenhuma. Sir Henry, Hal, os pais de Hal... Todos me julgaram em relação a você. Eu mereci o que você acaba de me fazer. Seria esse o veredicto, se eu tentasse levá-lo a julgamento por ter me violentado, não é? - Ela riu com amargura. - Até você me julga, sabendo a verdade. Aposto que teria acreditado que não fiz amor com Hal, depois de apenas dois encontros, se eu não tivesse dormido com você. Eu sou o que permiti que você fizesse de mim, e não posso me defender. As freiras me ensinaram que temos que pagar por todos os nossos crimes, omissões e pecados, mas as mulheres pagam um preço mais alto que os homens...

"- Não, Hope, quem sente sou. Por ter feito o que fiz, por ter sido tão idiota a ponto de lhe dar motivos para fugir de mim."

"-Agora quem precisa de você sou eu. Só para ficar perto, Hope. Eu preciso de você."
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