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8 de fevereiro de 2015

Adorável Mentirosa - Celeste Bradley

(Título Original: Seducing the Spy
Tradutora: Silvia Lúcia Sardo
Editora: Nova Cultural)

4º Livro da Série Quarteto Real 
(Royal Four/Clube dos Espiões de Elite)

Inglaterra, 1813

Espiões de elite, os Royal Four são insuperáveis em coragem, honra e audácia... 

Conhecido por seus companheiros como Falcão, lorde Wyndham é o mais reservado e misterioso dos quatro. Mas ao conhecer a impetuosa lady Alicia, ele descobre uma alma gêmea à sua altura, uma mulher apaixonada que o fará reconsiderar seu conceito sobre o amor... 

Renegada pela sociedade por causa de um deslize inocente, Alicia Lawrence toma conhecimento dos detalhes de uma conspiração que poderá mudar o destino de seu país, e recorre à única pessoa que acreditará nela: Stanton Horne, lorde Wyndham. 

Fazendo-se passar por amante de Stanton, para surpreender o inimigo, Alicia se vê envolvida numa estranha e sedutora parceria...


Palavras de uma leitora...


- Eu sabia que tinha motivos para temer a história dele...

Foi algo que percebi ao ler o livro anterior, que conta a história de Marcus e Julia. Ao conhecer o famoso Falcão, quarto membro do Royal Four, eu soube que teria problemas com ele. E não estava enganada. Frieza parecia seu nome do meio.

- Pense em alguém intolerante, que não admite a mais insignificante mentira de ser humano algum, antiquado, amante de todos os bons costumes e convenções sociais. Que não aceita a imperfeição e nenhuma fraqueza humana. Alguém mais do que disposto a olhar para um pecador com seu olhar frio, impiedoso e superior e não apenas atirar a primeira, mas também todas as demais pedras. Pensou em alguém assim? Então já sabe quem é Stanton, o Falcão. Não. Eu não tive vontade de atacar algo na cabeça dele. Tive vontade de fazer coisa muito pior.

- Durante boa parte da leitura eu acreditei que estava tendo um pesadelo. Porque é claro que esse mocinho não podia ser da Celeste Bradley. Ela cria alguns mocinhos que sabem ser insuportáveis quando querem, que são intolerantes, arrogantes e tudo o mais, porém o Stanton vai além de tudo isso. Ele se considerava um ser acima dos demais. Alguém perfeito que os outros tinham que seguir como exemplo. Não é à toa que os membros do Royal Four eram seus únicos amigos. E seus empregados temiam até mesmo respirar perto dele. Quem iria querer ter por perto alguém como ele, tão disposto a julgar e condenar?

- Existem pessoas que pensam que Deus pediu a ajuda delas para nos julgar. E Stanton é uma dessas pessoas. Sei que todos nós já julgamos alguém nesta vida. Penso que é normal. Mas também somos capazes de reconhecer que também erramos, que não somos perfeitos. No caso do Stanton, ele se considerava alguém que estava acima de todos. E por causa disso, estava sozinho há mais de dez anos e provavelmente seguiria assim pelo resto da vida se não tivesse se apaixonado por uma mocinha que nunca desistia sem lutar. E que estava disposta a lutar por ele até o último dia de sua vida. Somente alguém como ela seria capaz de suportar um traste como esse.

- Que rumo pode tomar uma história que se passa entre um sr. Perfeição e uma mocinha vista como prostituta por toda a sociedade e tendo que viver isolada de todos por anos, mal indo à rua? Não sei o que a autora pretendia. Fazer o sr. Perfeição mudar seus conceitos, tornar-se mais humano e compreensivo ao se apaixonar por uma "mulher de reputação condenável"? Talvez. É bem provável que ela pretendesse fazer seu mocinho aprender algumas lições sobre a vida e os seres humanos, mas duvido que ele tenha aprendido todas.

- Alicia já havia sentido o gosto da traição. Não uma. Mas várias vezes. Aos 18 anos, ela descobriu que não podia confiar nem em seus próprios pais, pois eles foram os primeiros a arruiná-la e depois lhe virar as costas, como se ela já não fosse nada para eles. Como se estivesse morta. 

Foi um golpe muito difícil, pior do que a traição do homem que ela acreditava que a amava. Ela havia sido criada por aquelas pessoas, os chamara de mãe e pai e nunca seria capaz de esquecer o que eles lhe fizeram. E ela sabia que no dia em que a oportunidade surgisse, os faria pagar com juros todo o mal que lhe causaram... 

Durante cinco anos, ela suportara o ostracismo e vivera mergulhada numa vida de tristeza e miséria, mal tendo o que comer ou vestir. Pagando por ter se apaixonado. E por ter confiado em sua família. Mas, após ouvir uma conversa bastante suspeita e perigosa, sua vida sofre outra drástica mudança... lançando-a novamente no mundo dos nobres hipócritas, que a condenaram por pecados muito mais leves do que os deles. E lhe dando finalmente a oportunidade que ela tanto esperara: de ter a sua vingança. 

Stanton, conhecido como Falcão entre os Royal Four, era um homem que sabia quando uma pessoa estava mentindo. Após anos e mais anos de intensa observação, ele aprendera cada sinal ou expressão que denunciava as mentiras que eram contadas por todos que o cercavam. Um "dom" muito útil quando se é um espião tão importante a serviço de sua pátria. Mas que o fizera manter-se distante das pessoas desde criança. Ele não suportava mentiras, pois era uma pessoa que sempre contava a verdade. Reprovava qualquer comportamento imoral, qualquer falha de caráter... qualquer erro. Não que ele julgasse os outros abertamente, mas um simples olhar era suficiente para afastar qualquer um e fazer essa pessoa se sentir mal consigo mesma. E tudo que ele menos poderia querer em sua vida era ver-se cara a cara com a mulher mais escandalosa que já ousara pisar nos salões da alta sociedade. Durante muitas décadas as pessoas ainda se lembrariam de lady Alicia e sua imoralidade. E ele não queria ver-se associado a ela. Mas também não poderia ignorar suas palavras. Se fosse verdade tudo o que ela dissera, o Príncipe Regente e toda a Inglaterra, estariam em perigo. Somente se fosse verdade... algo que ele ainda não conseguira descobrir, pois com Alicia, ele experimentou uma grande frustração: a incapacidade de saber se ela dizia ou não a verdade...

Disposto a fazer o que fosse preciso para proteger a sua pátria, ele decide fingir que os dois são amantes e assim fazê-la circular por ambientes nos quais pudesse identificar o traidor... expondo-a ao perigo e aos olhares e palavras de desprezo... algo que Alicia poderia suportar. Porém, mais do que isso... Stanton expõe o seu coração, tornando-a vulnerável apenas para fazê-la experimentar uma dor muito pior do que qualquer coisa que ela tenha sentido na vida...

"Pela primeira vez, Stanton sentiu uma pontada de culpa por expor Alicia daquela maneira. Não seria fácil enfrentar a sociedade que a condenara. Ele apertou-lhe a mão. 

- Não tenha medo, Alicia...

Ela o fitou com um brilho beligerante no olhar.

- Eles devem ter medo de mim."

- Nunca direi que não valeu a pena conhecer esta história. Valeu sim. E muito. Porque tive a oportunidade de conhecer Alicia, uma mocinha cruelmente golpeada pela vida, mas que jamais aceitaria permanecer no chão. Era alguém que não importava quantas vezes caísse, sempre se levantaria, ergueria a cabeça e seguiria em frente. Alguém que enfrentava as acusações e o desprezo dos demais de frente e os colocava em seus devidos lugares. Ela me causou uma grande admiração. E respeito. Além de ternura, é claro. Porque por trás de toda essa coragem impressionante, essa garra, vontade de viver e recomeçar, existia uma jovem profundamente machucada, que já não era capaz de confiar em ninguém. Eu senti imensa vontade de protegê-la de todas aquelas víboras e sobretudo do Stanton. Porque ninguém tinha mais poder para feri-la do que ele. Nunca vou considerá-lo digno de alguém como ela. Ele não a merece. A autora pode ter acreditado que sim, mas eu não fui convencida. Amor? Sim. Talvez ele tenha se apaixonado por ela, talvez a tenha amado... mas esse amor jamais foi capaz de impedi-lo de julgá-la, condená-la e tratá-la como qualquer outro cretino trataria. Todas as vezes que ele a tocava, eu sentia uma fúria e um golpe no coração. Porque ele a tratava como se ela fosse a prostituta que a sociedade a considerava. E me doía imenso que a Alicia estivesse disposta a aceitar tal comportamento, por estar perdidamente apaixonada por ele. 

Alicia não era do tipo que se apaixonava com reservas. Ela se entregava por completo ao sentimento, ao que o seu coração desejava. Sabia que jamais poderia casar ou ter filhos, já que estava totalmente arruinada e homem algum iria querer uma mulher nestas condições. Por isso, aceitava cada momento que pudesse ter com o Stanton, não importando a forma desprezível como ele a tratava. Ela podia suportar isso. O que ela não poderia suportar seria não ter sequer essas lembranças para carregar durante os anos que se seguiriam... e isso partia meu coração. Ele pisava nela e ainda assim ela ia atrás dele. Ainda assim ela tentava compreendê-lo... Ela o amava tanto que seria tanto capaz de matar quanto morrer por ele. E nunca ele valorizou tal sentimento. Sua demonstração de amor, na minha opinião, é totalmente insignificante perto das coisas que ela fez por ele. Ele nunca vai merecê-la. 

- Enfim... Vou dar quatro estrelas ao livro por causa da Alicia. Por causa da sua coragem e do seu amor. Por ela nunca ter se rendido, por ser a grande guerreira que é. Se fosse pelo Stanton, eu sequer me daria ao trabalho de avaliar o livro. Que ele e sua perfeição vão para um planeta bem distante e permaneçam lá! O mais longe possível das minhas vistas! 


1ª parte - Liar`s Club:


2ª parte - Royal Four Club:

Adorável Mentirosa 

6 de fevereiro de 2015

Um Espião em Minha Vida - Celeste Bradley

(Título Original: One Night With a Spy
Tradutora: Susana Vidal
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2009)

3º Livro da Série Quarteto Real 
(Royal Four/Clube dos Espiões de Elite)


Desobedecer às regras pode ser muito arriscado... E também muito prazeroso... 

Após a morte do marido, Julia Barrowby acredita caber a ela por direito ocupar o lugar dele no grupo dos Royal Four. Não será fácil convencer os outros três disso, especialmente porque o misterioso Marcus Ramsay interfere a toda hora. Ele parece ter o dom de adivinhar o que se passa na alma de Julia, satisfazendo, sem nenhum esforço, todos os seus mais secretos anseios...

 Marcus é o próximo na linha de sucessão para fazer parte dos Royal Four e não está disposto a ser preterido por uma mulher, por mais bela e intrigante que ela seja. Obedecendo à ordem de investigar Julia, ele descobre seu diário, repleto de anotações, revelando sua solidão e seus desejos. 

Realizar as fantasias de Julia será a melhor forma de se aproximar dela, mas seduzir aquela mulher fascinante deixará de ser apenas um meio para atingir os fins e se tornará o mais profundo anseio do coração de Marcus.


Palavras de uma leitora...


- Sim. São quase quatro horas da manhã. E provavelmente já serão cinco horas quando eu publicar esta resenha. E sim. Estou morrendo de sono. Mas não conseguirei dormir enquanto não escrever esta resenha. A culpa é toda do livro, claro. 

Eu pretendia apenas ler mais um capítulo do livro antes de dormir. E tinha certeza de que conseguiria fazer isso já que a história não estava me agradando tanto quanto eu esperava. Estava boa, mas não tanto. Então, eu leria mais um capítulo e dormiria sem problemas. Mas acontece que o livro escolheu a madrugada para ficar interessante. E eu não fui capaz de largá-lo. Só após terminar a leitura.rsrsrs... E passei por tantos momentos de raiva e lágrimas.kkkkkk... E olha que eu resolvi ler este livro porque queria rir! Tinha esquecido completamente de que Celeste Bradley, em sua longa série de espiões, é garantia de diversão, mas também de muita raiva. Como pude me esquecer do Liverpool? E do Dalton, com sua séria mania de me irritar? Fora os outros espiões que escolheram este livro para testar muito a minha paciência.

- Existiram momentos nos quais eu me perguntei, totalmente incrédula, como pude um dia amá-los.kkkkkkkk... Não parava de me perguntar: "São eles?! Os mocinhos que amei em suas histórias? Aqueles que conquistaram meu coração, apesar de tudo?!" Eu me perguntei se estava bêbada ao ler a história deles. Ou se eles mudaram para pior com o tempo. Como não tenho o hábito de ingerir bebida alcoólica em excesso e sei que não tinha bebido enquanto lia essas histórias, fico com a segunda opção.rsrs...

- Passei quase três anos longe desta série. Nem consigo acreditar. A última vez que resenhei uma história dela foi em 2012. No mês de abril. Desde então, em meio a tantas histórias que eu precisava conhecer urgentemente, o tempo acabou passando e eu não tive a oportunidade de voltar para a série... até agora. 

"Seu coração, contudo, estava em pedaços. Passarei o resto da vida com um peso na alma por não ter correspondido ao que você esperava de mim, por não ser um homem livre, e, principalmente, por tê-la feito me amar."

- Julia sabia o que tinha sido em seu passado. Um passado que ela não podia apagar e nem queria. Porém, que sempre deveria manter oculto... se não quisesse colocar a perder tudo que lutara para construir... a pessoa que tanto se empenhara em ser e a missão que precisava cumprir, conforme prometera ao marido antes dele morrer. Ela sabia que não seria fácil ser o próximo Raposa do privilegiado e impiedoso Royal Four, o grupo de protetores da Inglaterra... capaz do que fosse preciso para proteger sua pátria. Não importava o que fosse. Ela os conhecia bem... sabia cada um dos seus segredos e suas identidades... toda sua história e seus passos, afinal de contas, havia sido um deles, secretamente, durante três anos. E estava determinada a ser até o último dia de sua vida. A opinião deles ou seus preconceitos não importavam. Eles teriam que engolir o orgulho e aceitar uma mulher no grupo... Não tinham outra opção. Ninguém mais preparado do que ela para ocupar este lugar... ou será que tinham? Bem... ela deveria saber que até mesmo quando jogavam limpo... os membros do Royal Four jogavam sujo. E se eles já haviam deixado mais do que claro que não a queriam entre eles... ela poderia esperar por um jogo muito sujo... e, quem sabe, até mesmo fatal. 

- Marcus mal conseguia conter sua ansiedade. Durante muito tempo esperara pelo momento em que finalmente seria um membro do grupo para o qual estava sendo preparado. Como assistente de seu grande amigo, ele sabia que só poderia fazer parte do grupo no dia em que um dos membros morresse. E claro que ele não desejava a morte de nenhum deles (pelo menos não conscientemente), mas não podia evitar ansiar pelo dia em que seria o Raposa. E assim se sentiria realizado como jamais se sentira em sua vida. E agora que o antigo Raposa morrera, nada o impediria de realizar seu sonho... exceto Julia, a viúva do falecido membro. Que insistia em fazer valer seu direito, como sucessora dele. Mas se Julia era um obstáculo... ele trataria de derrubá-la. Nem que para isso perdesse o próprio coração no processo. E jamais fosse capaz de recuperá-lo...


- Nem sei por onde começar... Ou melhor, sei! Começo me fazendo a seguinte pergunta: Ele fez tudo isso só para me irritar ou estava tendo aulas com o Ethan, de Adorável Trapaceiro (livro também conhecido como Maldito Traidor)?????!!! Eu realmente quero ficar com a primeira opção. Ou acreditar que ele foi um mau aluno. Tudo... menos compará-lo ao Ethan. Não posso fazer tal coisa. 

Eu não quero revelar nenhum spoiler. Mas não posso deixar de dizer que existiram momentos nos quais eu quis mandar um certo mocinho para os quintos de todos os infernos!!!! A raiva que ele me fez passar... E a dor que ele me provocou. Eu pensei que não conseguiria perdoá-lo até o final do livro. Realmente acreditei nisso, pois ele teria que penar para me fazer esquecer tudo que ele fez... Mas no final das contas, ele me conquistou. Porque finalmente soube o que era amar. Ele não foi capaz de esquecer nada que aprendeu com a Julia... inclusive que quando se ama... é por completo. E que o amor... precisa estar acima de todas as coisas. 

"Marcus fitou longamente os olhos marejados de Julia, e partiu. Sentia o peito apertado, como se lhe faltasse o ar nos pulmões. Era parte do castigo que ele merecia. Um castigo por tudo de errado que havia feito."

- Julia, inicialmente, não passava de uma mocinha muito ingênua. Que me fazia suspirar de frustração, pois eu queria que ela fosse pelo menos metade do que as outras mocinhas da série são (tirando a esposa do Ethan). Porém, com o passar do tempo e de certas coisas que ela foi obrigada a enfrentar, eu percebi que ela era muito mais forte do que aparentava ser. E sem sombra de dúvidas, uma lutadora. Alguém que não desistia fácil e que mesmo desejando se render, jamais o faria. Sei que ela nunca será tão especial para mim como a Clara, a minha querida Rose ou a Olívia, mas ainda assim é uma mocinha que aprendi a admirar e que conseguiu me surpreender... E durante boa parte da história, o Marcus não foi digno de alguém como ela. Apenas quando ele aprendeu a amar, e me mostrou que era sim capaz de mudar por amor, eu pude vê-lo como alguém feito para ela. 

- Não há muito mais que eu possa falar sobre a história sem revelar grandes segredos. Mas vale mencionar que adorei rever a Clara nesta história! :D Uma pena que a Rose não tenha aparecido. E nem meu Collis. O Dalton apareceu, é claro.rsrs... Fazendo besteira como sempre, mas até que desta vez ele se conteve mais. Sim. É um avanço.rsrsrs...

- Mesmo depois de tanto tempo, esta série segue sendo muito especial e querida por mim. E claro que recomendo o livro! Ele não pode ser comparado aos outros livros da série, mas ainda assim é digno de quatro estrelas. Por mais que não seja um cinco estrelas, não é uma história que tenha feito eu me arrepender de ler. É uma história muito bonita, com seus altos e baixos e com protagonistas que precisam aprender juntos o que realmente importa na vida. Eles crescem ao longo da história e nos fazem torcer por eles. :) 

Segue abaixo uma lista com a ordem correta da série. O único livro da série ainda não resenhado aqui é "Adorável Mentirosa". Resenha em breve! :)


1ª parte - Liar`s Club:

Impostor Apaixonado 
O Impostor 
A Espiã Que Me Amava 
Desejo e Sedução 
Adorável Trapaceiro 

2ª parte - Royal Four Club:

O Lorde e a Camponesa 
A Primeira Noite de uma Mulher 
Um Espião em Minha Vida 
4º Adorável Mentirosa 

29 de março de 2013

Cavalo de Fogo - Paris - Florencia Bonelli


(Título Original: Caballo de Fuego - Paris
Editora: Porto Editora
Tradutores: Rita Custódio e Àlex Tarradellas
Ano de lançamento: 2012)


Uma poderosa história de amor tendo como pano de fundo o conflito israelo-palestiniano

Matilde Martínez, uma jovem pediatra argentina, viaja até Paris para aprender o idioma antes de partir para o Congo, ao serviço de uma ONG, para ajudar os mais carenciados. Apesar das suas inseguranças, traumas e dramas, a determinação de Matilde é tão forte que nada nem ninguém conseguirá demovê-la de cumprir o seu sonho. 

Eliah Al-Saud é um homem poderoso e sem piedade, descendente da família real saudita. Dono de uma empresa de segurança privada, o negócio serve de fachada a um outro tipo de serviços: de espionagem, segurança e formação de mercenários. 

Desde o seu primeiro encontro que o destino os unirá numa paixão tão intensa e irrefreável que nada poderão fazer para evitar a conspiração crescente que ameaça não apenas o seu amor, mas também as suas vidas. 

No cenário ameaçador e bélico do conflito israelo-palestiniano, Matilde e Eliah viverão uma aventura que os levará a percorrer o mundo e a enfrentar os perigos que cercam todos aqueles que ousam desafiar os impérios dominantes.



Palavras de uma leitora...



- A primeira coisa que fiz depois de terminar de ler esse livro foi ligar o computador e colocar para tocar a música Please Remember. E aí fiquei assistindo o vídeo e lembrando… Lembrei de tantos momentos lindos que as lágrimas mal me deixam enxergar o que estou escrevendo agora. Embora eu tenha lamentado por não ter tido, de fevereiro para cá, muito tempo para o livro do meu Eliah e da minha Matilde, eu sei que esses dois contribuíram para melhorar os meus dias. Amo o que estudo, mas confesso que passo boa parte dos dias estressada.rsrs… Só que quando eu tinha um tempinho e pegava o livro para ler, eu sentia uma espécie de alívio, sabe? Era como se eu pudesse “respirar” de novo. E aí eu me emocionava. Chorava, ria, sentia raiva e diversas outras coisas. No fundo, foi muito bom ter demorado tanto para terminar de ler essa história. Como assim?!rsrsrs… Embora eu não tenha tido oportunidade de me dedicar dias inteiros ao livro (algo que amo fazer. Quando estou lendo um livro especial, não quero parar para nada.kkkkk…), eu passei mais tempo com eles. Estive mais de um mês ao lado deles, vivendo com eles sua história. Quando eu não estava lendo, eles costumavam invadir minha mente. E aí eu ria sozinha ou sentia meus olhos se encherem de lágrimas. E agora… estou mais triste do que estive em qualquer momento da leitura. Porque estou me separando da primeira parte da história deles. Porque é hora de dizer “adeus” para o que eles viveram em Paris e, sinceramente, sou péssima para dizer adeus. Não suporto separações. Até hoje não me recuperei da Depressão Pós-Livro que tomou conta de mim quando terminei a leitura da história do meu Roger. Sem mencionar a falta violenta que sinto da história do Kamal e da Francesca. E ainda tem a história do meu Carlo que também não esqueço. Que também relembro. Mas a FB sempre faz isso com a gente. Ela nos envolve de tal forma, de um modo tão incrível, tão… não sei explicar. Só quem já leu alguma história dela consegue entender isso. É mágico, gente. Doloroso, sim. Mas também apaixonante… Ela nos envolve de uma forma que nos faz sonhar com suas histórias por muito tempo. Que nos faz sentir falta. Muita falta. E quem nunca quis ler um livro que se tornasse tão inesquecível? Uma história que não te abandonasse jamais? Lembro até hoje de como foi ler O Quarto Arcano. De tudo que senti. E são poucos livros que se cravam dessa forma em mim. Já li muitos e muitos livros, mas são poucos os que posso dizer que ainda me invadem a mente. Que permanecem tão profundamente no meu coração. E posso dizer com toda a certeza do mundo que Cavalo de Fogo – Paris será exatamente esse tipo de livro. Nunca o esquecerei. Nunca mesmo. 

- Para quem não se lembra, Aldo Martínez foi o primeiro amor da vida de Francesca (protagonista do livro Lo Que Dicen Tus Ojos) e ela conheceu Kamal Al-Saud graças à traição de Aldo que preferiu a herança da família e abriu mão de Francesca, que não passava da filha da cozinheira na época. Aldo nunca se perdoou por sua estupidez, mas quando o arrependimento veio já era tarde demais. Francesca já não o queria. Outro homem tinha aparecido em sua vida. Alguém que a fez se sentir muito mais viva, perdida e louca do que Aldo alguma vez a fez sentir. Alguém por quem ela daria a vida. Alguém por quem ela abriria mão de tudo, se preciso fosse. Alguém por quem ela enfrentou muito, sofreu muito, perdeu muito… E com quem ela foi muito feliz. Alguém sem o qual ela simplesmente não poderia viver.  


Mesmo inconformado com a decisão de Francesca, Aldo seguiu com sua vida ao lado de uma mulher que ele não amava, mas tinha escolhido como esposa. Com Dolores ele teve três filhas e não poderia imaginar o que o destino reservava para sua caçula… Para um Al-Saud ele perdeu a única mulher que foi capaz de amar. E agora, novamente para um Al-Saud, perderia sua filha mais preciosa. Sim. O destino o detestava.rsrsrs…. 

Francesca ao lado de Kamal também teve filhos. Quatro. Shariar, Alaman, Eliah e Yasmin. E ela também não poderia imaginar o quanto o destino seria irônico. Aquela história que não pôde existir entre Aldo e Francesca… existiria entre seus filhos. Mais forte, arrebatadora e inesquecível do que seria a deles. Aldo e Francesca não estavam destinados um ao outro. Francesca nasceu para Kamal. Mas Matilde… ela nasceu para Eliah. E nada (nem sequer a doença mais cruel) nem ninguém (nem mesmo o terrorista mais perigoso) conseguiria separá-los. Porque não existe no mundo sentimento mais forte, mais capaz de suportar qualquer coisa, do que o amor… 

“ - Eliah – sussurrou-lhe na boca dele. – Estou tão assustada. Tenho tanto medo…
- Porquê?
- Porque nada disto estava nos meus planos. Porque a vida me está a surpreender. Porque tudo acontece muito rápido. Porque és um furacão que está a arrasar com as minhas estruturas. – Calou-se, não sabia como expressar o que, na realidade, a aterrava. – Tenho medo de te dececionar também. E não o suportaria. – Escondeu a cara no ombro dele. – Não sabes nada sobre mim.
- Diz-me tudo, por favor, Matilde. Quero ajudar-te.

«Sim? Ajudar-me-ias? Ou partirias assustado?»

- Não sabes o quanto me ajudas ao abraçar-me desta forma. Fazes-me sentir forte quando me abraças. Fazes-me sentir que sou capaz de conquistar o mundo.
- Meu amor, nunca ninguém me tinha dito uma coisa tão bonita. Se aquilo de que precisas é da minha força, dou-ta toda.”

- Às vezes, tudo de que mais precisamos na vida é de uma segunda chance... 

Uma chance de escrever uma nova história. De recomeçar. De deixar nosso antigo livro, o livro do nosso passado, guardado num canto. Sabemos que não podemos destruí-lo. Que mesmo que tentássemos queimá-lo, ele ainda permaneceria intacto. Porque não pode morrer. Porque não pode ser destruído. Mas quem disse que não podemos escrever um livro novo? Tudo que Eliah e Matilde queriam no fundo era isso. Escrever uma nova história. Pois já não suportavam mais viver lembrando da dor, das perdas, do desespero e da culpa que enchiam as páginas de seu passado. Mas no fundo eles também acreditavam que tal coisa não existiria para eles. 

“… Ficou a observá-la, tenso, emocionado, quase a perder o controlo. – O que é que nos está a acontecer, Matilde? O que é isto? Por Deus, o que é isto? 
- Algo tão forte – murmurou ela -, tão forte que pôs a minha vida de pernas para o ar. E o mais irónico é que não me importo nada. Nada, Eliah.”


Era quase o início de um novo ano. Eliah não estava lá muito contente já que seu avião tinha dado problema e ele necessitava estar em Paris no dia seguinte para uma reunião. E para completar, ainda não restavam lugares em primeira classe, no próximo voo que estava para sair com destino a Paris. Seu humor com certeza não era dos melhores. Mas tudo muda no instante em que ele a vê. Não era só a beleza de Matilde, mas existia algo mais nela que o atraía. Que o chamava e já não o fazia se importar tanto em viajar em primeira classe. Só o que queria… era estar ao lado dela. Se amor à primeira vista não existe… então aquilo era apenas o início, a semente de um amor que muito em breve nasceria… E que sim. Viraria o mundo deles de cabeça para baixo. Mas também daria sentido para suas vidas…

Cada um estava viajando para Paris com um motivo em mente. E o amor não fazia parte dos seus planos. Ambos não acreditavam que o amor pudesse surgir em suas vidas. Matilde tinha aberto mão dos seus maiores sonhos aos 16 anos. A dor a tinha feito jogá-los fora. Ela não teve outra escolha. Para continuar sobrevivendo, teve que sonhar sonhos novos e esquecer os antigos. Teve que abrir mão do amor e se dedicar a carreira que se tornou seu incentivo. Seu motivo para viver. Mas durante aquela viagem para Paris, ao lado de Eliah, compartilhando com ele seu amor pela leitura de um livro em especial, compartilhando sorrisos e momentos únicos… ela não pôde evitar o desejo de vê-lo novamente. Só mais uma vez. Para resgatar, apenas por um momento, um sonho em especial. O de ser amada. Porque por nenhum homem antes, nem mesmo pelo ex-marido, ela tinha sentido algo tão forte. Uma ligação tão profunda… Como se de alguma forma ela já o conhecesse…

Ele sequer se julgava capaz de amar novamente. Tinha amado uma vez, ainda muito jovem, e tinha perdido de uma forma muito dolorosa aquela jovem que tanto o amava e tanto tinha procurado por ele no dia de sua morte. A culpa ainda o devorava e sequer se julgava merecedor de amor. Mas isso não o impedia de sentir aquele sentimento tão forte. Aquela vontade de esquecer tudo, todos os compromissos e todo o passado só para estar ao lado dela. Cada momento ao lado de Matilde naquele avião o fez querer vê-la novamente, o fez querer que ela fizesse parte da sua vida e embora ele inventasse mil e uma desculpas para mandar que a seguissem e descobrissem sua morada, ele no fundo sabia que o único motivo verdadeiro é que não podia terminar aquela viagem e nunca mais voltar a vê-la. Isso sequer era uma opção. Precisava vê-la novamente. Precisava dela. Só ela poderia socorrê-lo. Só ela poderia salvá-lo.


“Quando já estavam seguros no carro […] não pôs o motor a trabalhar e ficou a olhar para ela. Desejava pedir-lhe tantas coisas que não se atrevia a pronunciar: «Não vás para o Congo. Não continues a vir aqui, eu ensino-te Francês ou pago uma professora para que te ensine em casa. Em casa. Na nossa casa. Porque a casa da avenue Elisée Reclus é tão minha como tua. Já não é a mesma sem ti, Matilde, meu amor. O que é que me fizeste? Um Cavalo de Fogo ama a sua liberdade, esse é o seu bem mais precioso. Agora estou preso a ti e não me importo.»


- Eu não sei bem o que dizer. Além de não querer revelar certos segredos da história ainda me encontro sem palavras, como sempre acontece quando leio um livro especial. É sempre algo que não se pode colocar em palavras. Algo que apenas conseguimos sentir e sentimos com tanta intensidade. Eu só fico lembrando e tentando transmitir para vocês o que sinto, mas é impossível. As palavras são insignificantes para passar para vocês o que sinto. Só lendo vocês podem sentir o mesmo. Só lendo podem entender do que estou falando. Cada momento nessa história, desse casal, é único. Não esqueço sequer os momentos iniciais quando eles estão no avião. Quando ele cuida dela quando ela fica enjoada, como eles ficam acordados conversando e como a separação, ao fim da viagem, foi uma súplica por um segundo encontro. Por uma outra oportunidade. E o interessante é que ambos queriam fugir daquele sentimento. Porque existiam traumas, cicatrizes e feridas ainda abertas. Porque o passado sabe ser bem cruel. Ele não nos deixa em paz. Não nos deixa descansar e esquecer coisas que faríamos de tudo para esquecer. Ao mesmo tempo que vivia momentos lindos com o Eliah, o passado invadia a mente de Matilde e as lembranças e a falta de esperança num futuro, a entristeciam. Em breve ela teria que viajar para o Congo, para seguir com sua missão como cirurgiã pediátrica. Existiria um lugar para Eliah em seu futuro? Ou melhor, existiria um lugar para ela no futuro de Eliah? Porque o presente, o agora, era delicioso. Mágico. Mágico porque ela fazia de conta que ele poderia ser eterno. Porque não precisava dividir com ele seu passado, não queria dividir aquilo. Queria manter os fantasmas longe e viver aquele conto de fadas. Porque só queria amá-lo e amá-lo e que os dias se congelassem. Que não passassem. Porque o futuro era terrivelmente ameaçador. Porque no passado teve que travar uma guerra tão terrível que ainda no futuro teria que carregar as consequências dela… Eu acompanhei cada momento desse casal sabendo já como seria o fim dessa primeira parte da história deles (é uma trilogia). Então, cada momento lindo tinha um significado ainda mais intenso, era ainda mais especial. Não é sempre que saber como termina uma história tem vantagens, mas no caso dessa história teve sim. Porque eu conhecia o fim então me emocionava mais com cada cena. Eu me envolvia mais e os entendia mais. Não sei explicar, mas foi isso que aconteceu.rsrs… Antes mesmo da história terminar, eu já era invadida pelas lembranças de momentos que eles viveram e já chorava.kkkkkk…  A primeira noite de amor foi linda. Cada sorriso, o presente que a Mat deu para ele no dia do seu aniversário… Aquele presente em especial, então, quase acabou comigo. Eu sabia o significado dele. 


“- Fi-lo para que nunca te esqueças da nossa história. 
- Jamais poderia esquecê-la. É impossível. Para além disso, vou ter-te sempre ao meu lado para a recordar.
Matilde não respondeu, e ele sentiu um instante de medo profundo; a sensação alojou-se-lhe na nuca; doeu-lhe o pescoço, ardeu-lhe o estômago.
[…]
- Eliah, quero que saibas que eu guardo comigo cada momento que passámos juntos. Cada momento. São um tesouro para mim.
Ele assentiu, incapaz de proferir uma palavra.”


- E naquele instante ele também soube o que o presente significava. Só que às vezes preferimos negar para nós mesmos algo. Preferimos fingir que não percebemos. Preferimos ter esperanças. E às vezes… a vida é simplesmente muito cruel, não acham? Ela nos joga no chão, mata nossos sonhos e acha que temos que fazer o melhor com o que restou. Ela nos desafia a continuar vivendo depois de ela nos ter destruído. É o que ela faz com Eliah e Matilde. Até mesmo consigo ver a vida empinando o nariz, olhando para os dois por cima (sim. Não sou muito normal. Consigo imaginar essas coisas.kkkkkkk…) e dizendo “quero ver vocês continuarem agora.” Só que um Cavalo de Fogo, não desiste nunca. E mesmo atormentado pelo passado, pela culpa e qualquer outro sentimento infernal e paralisador, meu querido Eliah não estava nada disposto a deixar o amor da sua vida escapar. E quando a vida pensar que venceu… ele terá uma surpresinha para ela.  :D

- Estou sendo lógica, racional?! Não respondam!rsrsrs… Não quero dizer claramente tudo que acontece nessa história e muito menos revelar os segredos dos dois, gente. São coisas que deixarei para a resenha sobre Cavalo de Fogo – Congo, segundo livro dessa história. Assim como fiz ao falar da história do Roger. Deixei para revelar segredos da primeira parte da história, ao resenhar sobre a segunda.rsrsrs… E também não quero contar com todas as letras como a primeira parte da história termina. Deixo dito pela metade, ok?rsrsrs… 

“Vou proteger-te, Matilde, vou fazê-lo sempre. Com a minha vida, meu amor, com a minha vida.
- Não – sussurrou ela -, com a tua vida não quero.”

- Perfeição… algo que não existe em nenhum mocinho ou mocinha dessa autora. Pelo contrário. Principalmente ao criar seus mocinhos, a FB sempre nos desafia a não amá-los. É como se ela dissesse: “Eles são exatamente assim. Não adianta vocês inventarem desculpas para eles ou fingirem que eles não são tal como são. Mas eu desafio vocês a não amá-los. Não os amem se são capazes.” Roger Blackraven. Alguém lembra de como ele era antes de conhecer a Isaura? Mulherengo, vingativo, dono de escravos, alguém que muitos temiam. Alguém que não tinha piedade dos seus inimigos e não mostrava compaixão por quase ninguém. Alguém que se casou com a primeira esposa por vingança. Alguém que tinha sido até mesmo negreiro. Carlo? Carregava alguns assassinatos em seu passado e lucrava como proxeneta. Lucrava em cima do trabalho das prostitutas que ofereciam seu corpo em troca de um dinheiro que dividiam com ele. Kamal é o mais “perfeito” entre eles, mas também não é a santidade em forma de pessoa. Arrancou Francesca de um lugar com o qual ela já estava acostumada, como se aquilo não tivesse muita importância. Como se fosse correto arrancá-la de seu mundo e lançá-la no dele. Num mundo tão diferente do dela e tão impiedoso. Tão capaz de acabar com ela. E Eliah? Os “defeitos” dele vocês conhecerão na resenha do segundo livro, como já disse.rsrs… Mas o que quero dizer é que apesar de tudo e do quanto a nossa mente pode dizer que não devemos amar esses mocinhos, acaba sendo inevitável. Incrível como em outros mocinhos eu teria criticado tantas coisas, mas neles não consigo. A autora os torna reais, com defeitos terríveis e qualidades que tocam profundamente o nosso coração. Porque embora eles façam coisas reprováveis, amam de uma forma impressionante e são capazes de qualquer coisa pela amada deles. Nunca esquecerei de como o Roger caiu de joelhos ao lado da Isaura naquela igreja e disse que faria qualquer coisa por ela. Pode não ter muito significado para quem não leu a cena, mas para mim tem um significado enorme. E também nunca esquecerei de quando ele viu as cicatrizes que marcavam o corpo dela e chorou. Não pelas cicatrizes. Mas pela dor por trás delas. Porque ali, ao vê-las, ele soube, teve uma ideia do que Isaura sofreu. Do quanto o seu passado foi terrível. As lágrimas dele fizeram meu coração “sangrar”, pois quando amamos alguém, gente, não queremos que a pessoa sofra. Não suportamos saber que ela sofreu. E ainda mais um sofrimento como aquele da Isaura. Toda vez que o Carlo se sentia indigno da Micaela e achava que merecia as atitudes dela, eu queria protegê-lo. Eu sabia o quanto ele a amava e também sabia os tormentos do inferno que ele próprio viveu. E porque se tornou o que tinha se tornado. Quando o vi gritando por ela em uma cena em particular, senti uma dor profunda, como se aquilo tivesse acontecido comigo. E tudo que pude desejar era que aquilo não tivesse acontecido, pois ele não merecia aquele sofrimento. Não me importa o que digam, Carlo não merecia aquilo. Fosse proxeneta ou não. Eu o amo como ele é e, ele é digno de amor mesmo sendo como é. Desde quando só as pessoas perfeitas merecem ser amadas? Se fosse assim ninguém mereceria amor ou felicidade, pois de perfeitos não temos nada. Não é verdade? Quem disser que é perfeito está mentindo descaradamente, pois a perfeição anda bem longe de todos nós seres humanos. É uma verdade bem verdadeira. Enfim… E o Kamal? Quando ele viu o que tinham feito com sua amada, quando ela sangrou ainda em seus braços… Deus! Aquela dor não pode ser explicada. Foi um momento bem impactante. Até mesmo seu momento de oração e súplica a Deus. Não amo esses mocinhos à toa. Os amo, pois embora tenham feito coisas reprováveis em suas vidas, a autora sempre me dá motivos para amá-los. Porque não há forma de não amar alguém que ama de forma tão intensa, tão violenta, tão entregue. Alguém que abriria mão da própria vida sem pensar duas vezes se isso garantisse a vida de quem eles tanto amam. Quando Eliah disse que protegeria a Mat com a sua vida eu não tive dúvidas. Ele abriria mão de qualquer sonho, de qualquer coisa por ela. Porque ele só precisava dela. De nada nem ninguém mais. De que adiantariam os outros sonhos, as outras coisas, se ela não fizesse parte da sua vida? Se ela não estivesse ali para que ele compartilhasse, vivesse tudo com ela? Perderiam qualquer valor. E ver as lágrimas que escorreram dos olhos dele naquele momento acabaram comigo, gente. Como acabaram! Eu amo demais a Mat, queridos, mas naquele momento eu quase a odiei. Ninguém, nem mesmo ela, tem o direito de fazê-lo sofrer tanto. 


“- Não regresses. – Embora o tenha pronunciado com cuidado, Matilde apercebeu-se da angústia na sua voz. – Fica comigo.”


- Assim como qualquer outro mocinho da autora que eu já tive o privilégio de conhecer, Eliah ama de forma bem intensa. O que acaba por machucá-lo em alguns momentos e rendem belas cenas de ciúmes, que me arrancaram gargalhadas. Bastava alguém olhar para a Mat, para ele já querer acabar com a raça do infeliz. E o Roy… desgraçado do ex-marido da Mat, deu muita sorte por ele não matá-lo.rsrsrs… Mas claro que ele sofreu o peso da ira do meu Eliah. E não foi só por ciúmes (só em parte.rsrsrs…). Mat tinha que se vestir de forma provocante só para os olhos dele, usar perfume provocante apenas para ele, só ele podia senti-la perfumada daquele jeito. Mais ninguém.kkkkkkk... Não suportava a possibilidade de perdê-la para outro. Embora nunca tenha dependido de ninguém em sua vida, embora amasse a sua liberdade e odiasse que se metessem em sua vida, com a Mat era diferente. Desde o primeiro instante ele soube que ela era sua mulher e dependia dela. Sua independência ou liberdade, perdiam importância quando estava com ela. Não queria mais independência. Não existia mais independência. E a liberdade já tinha ido para o inferno há muito tempo.rsrs... Ser livre sem Matilde? Que tipo de liberdade seria essa? Não. Ele estava preso a ela. E queria permanecer assim para sempre. 

“- Será sempre assim entre nós – arquejou Al-Saud em francês, ainda dentro de Matilde. Só sei que esta loucura que começou em mim no dia em que te conheci morrerá comigo.”

- Necessito dizer que recomendo essa história? Só não recomendo para quem é menor de idade (assim como também não recomendo O Quarto Arcano! Para menores de idade, não!), mas para as outras pessoas que amam uma linda história de amor, intensa, cheia de altos e baixos, momentos lindos e impactantes, cenas de amor para lá de emocionantes, eu recomendo e como recomendo! Não é uma história que não deva ser lida, sabe? É aquele tipo de história que precisamos ler. Que é um privilégio, um presente, ler. Estou triste porque terminei a leitura dessa primeira parte. Muito triste, nostálgica e cheia de vontade de chorar. Mas também estou feliz. Feliz porque foi maravilhoso ler essa história. Foi lindo passar esse tempo ao lado deles. E feliz também porque não acabou. Apenas terminou a primeira parte. Muito ainda vai acontecer nos dois próximos livros. Ainda viverei muitas aventuras ao lado do meu casal tão querido e complicado. :D E ainda irei rever também Francesca e Kamal outras vezes, algo que simplesmente amei nesse livro. Vê-los mesmo que não fosse em tantos momentos, foi um presente também. O amor deles deu frutos preciosos e o Eliah é o mais precioso de todos os filhos deles, para mim. :) Alaman é uma gracinha e Yasmin é tolerável, mas Eliah é especial.rsrsrs… Vale comentar também que ainda conhecemos algumas histórias paralelas. Como a que Yasmin vai viver com Sándor, alguém que também conseguiu um lugar no meu coração, pois ele é todo um charme.rsrs… E ainda tem a história entre Juana e um dos melhores amigos do Eliah. Juana é a amiga querida da Mat, alguém que esteve com ela em todos os momentos fosse para consolar, rir com ela ou fazê-la cair na real. Juana é uma graça e merecia uma história toda dela também. Assim como Diana (uma personagem que também carrega sua cota de dor) e Leila, irmã de Diana e Sándor. Leila é uma personagem que desperta muito o nosso instinto protetor. Foi lindo ver o quanto ela progrediu nessa história. Foi lindo vê-la renascer das cinzas.

- Mais uma vez agradeço a Carlita pelo privilégio de ler uma história dessa autora. :D Esse livro tão especial foi um presente dessa minha amiga querida. Um presente muito valioso, flor, não só por ser um livro da Florencia Bonelli, mas sim porque foi um presente que você me deu. Assim como guardo o livro do Kamal com tanto carinho por ter sido um presente da Moniquita. Além de eles serem preciosos por si só, são valiosos porque são partes de vocês. :)

- Queridos, vocês sabem o quanto eu amo músicas, não é? Acho que são minha segunda paixão (a primeira são os livros.rsrs…), seguida de perto por novelas e filmes. E várias músicas invadiram minha mente durante a leitura dessa história. Entre elas: Só Hoje – Jota Quest, Solitario y Solo – Alejandro Fernandez, No Me Compares – Alejandro Sanz (versão que ele canta com a Ivete Sangalo), Cama e Mesa (regravação cantada pelo Tiaguinho) e claro, a música deles: Please Remember. Entre elas eu escolhi colocar aqui a Cama e Mesa e Please Remember, ok? Mas eu recomendo todas essas. E a Problemas da Ana Carolina também. Ontem numa conversa com as meninas (Carlita e Moniquita) a Moniquita comentou que essa música também lembra a história desse casal. E é verdade. Além de ser uma música linda, também é uma recomendação para vocês ouvirem lendo essa história. :)

Please Remember (só que a letra está em espanhol. Mas a música é em inglês.rsrs... Só que eu quis colocar a letra em espanhol, que é a que está no vídeo)

El tiempo…
A veces simplemente
Se nos va de las manos…
Y tu estás en el ayer.
Junto a los recuerdos.

Yo…
Siempre pensaré en ti y sonreiré. 
Y seré feliz por el tiempo…
Que te tuve junto a mi.

A pesar de que nos vamos
Por caminos separados…
No olvidaré, nunca olvidaré…
Los recuerdos que creamos.

Por favor recuerda,
Por favor recuerda…
Que yo estaba allí para ti…
Y tu estaba allí…
Para mi…
Por favor recuerda…
Nuestros momentos juntos.
El tiempo era nuestro
Y éramos salvajes…
Y libres.

Por favor recuerda, 
Por favor recuerdame. 

Adiós…
No hay una palabra más triste.
Y es triste alejarse,
Solo con los recuerdos. 
Quién puede saber lo que podría haber pasado?
Dejarémos atrás una vida,
Un momento…
Nunca lo sabrémos. 

Y como reímos y sonreímos…
Y como este mundo era tuyo e mío…
Y como ningún sueño estaba fuera del alcance…
Yo estaba para ti, tu estabas para mí…
Tomábamos cada día y lo hacíamos brillar…
Escribimos nuestros nombres en el cielo…
Andábamos tan rapido, tan libremente… 
Te tenía a ti, tu me tenías a mi. 
Por favor recuerda… 


Cama e Mesa

Eu quero ser sua canção, eu quero ser seu tom
Me esfregar na sua boca, ser o seu batom
O sabonete que te alisa embaixo do chuveiro
A toalha que desliza no seu corpo inteiro
Eu quero ser seu travesseiro e ter a noite inteira
Pra te beijar durante o tempo que você dormir
Eu quero ser o sol que entra no seu quarto adentro
Te acordar devagarinho, te fazer sorrir

Quero estar na maciez do toque dos seus dedos
E entrar na intimidade desses seus segredos
Quero ser a coisa boa, liberada ou proibida
Tudo em sua vida

Eu quero que você me dê o que você quiser
Quero te dar tudo que um homem dá pra uma mulher
E além de todo esse carinho que você me faz
Fico imaginando coisas, quero sempre mais

Você é o doce que eu mais gosto
Meu café completo, a bebida preferida e o prato predileto
Eu como e bebo do melhor e não tenho hora certa
De manhã, de tarde, à noite, não faço dieta

Esse amor que alimenta minha fantasia
É meu sonho, minha festa, é minha alegria
A comida mais gostosa, o perfume e a bebida
Tudo em minha vida

Todo homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe, o que dá e recebe

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher
Ele faz desse amor sua vida
A comida, a bebida, na justa medida


E a minha amiga Moniquita pediu que eu também colocasse para vocês a letra da música Problemas. Então, segue abaixo a letra. Prestem atenção ainda mais no trecho em destaque, que é especial para o casal. :) Me fez pensar muito em algo importante que acontece com eles. Sim. O Eliah mudaria seus sonhos, para continuar com a Mat (suspiros...). Ele abriria mão de qualquer sonho, de qualquer coisa por ela...


Problemas


Qualquer distância entre nós
Virou um abismo sem fim
Quando estranhei sua voz
Eu te procurei em mim
Ninguém vai resolver
Problemas de nós dois

Se tá tão difícil agora
Se um minuto a mais demora . .
Nem olhando assim mais perto
Consigo ver porque tá tudo tão incerto.

Será que foi alguma coisa que eu falei ?
Ou algo que fiz que te roubou de mim ?
Sempre que eu encontro uma saída
Você muda de sonho e mexe na minha vida

O meu amor conhece cada gesto seu
Palavras que o seu olhar só diz pro meu
Se pra você a guerra está perdida
Olha que eu mudo os meus sonhos,
Pra ficar na sua vida!

Se tá tão difícil agora
Se um minuto á mais demora . .
Nem olhando assim mais perto
Consigo ver porque tá tudo tão incerto.

Será que foi alguma coisa que eu falei ?
Ou algo que fiz que te roubou de mim ?
Sempre que eu encontro uma saída
Você muda de sonho e mexe na minha vida

O meu amor conhece cada gesto seu
Palavras que o seu olhar só diz pro meu
Se pra você a guerra está perdida
Olha que eu mudo os meus sonhos,
Pra ficar na sua vida!


Bjs e até breve! :)

9 de abril de 2012

A Primeira Noite de Uma Mulher - Celeste Bradley

(Título Original: Surrender to a Wicked Spy
Editora: Nova Cultural
Tradutora: Susana Vidal)

2º Livro da Série Quarteto Real (Royal Four/Clube dos Espiões de Elite)


Inglaterra, 1813

Um homem com um segredo...

Dane Calwell é tudo o que Olívia poderia esperar de um marido. Atraente, charmoso, afável e até um pouco misterioso. Lembrar da noite de núpcias a faz corar de timidez. No entanto, ela se pergunta com o quê, afinal, Dane se ocupa durante todo o dia. As reuniões secretas com desconhecidos, as estranhas idas e vindas... Tudo aquilo a deixa desconfiada e temerosa. Será que seu adorado marido está envolvido em algo perigoso?

 Dane sabe que a mulher com quem se casou há poucos dias é aprumada, bem-nascida e extremamente cativante. Mas acaba de descobrir que Olívia também é a criatura mais curiosa que já conheceu. Geralmente as mulheres não se preocupam em saber o que o marido faz durante o dia. Por que será que Olívia vive se intrometendo em questões que não lhe dizem respeito? Ele até acha a curiosidade dela algo divertido, encantador e um pouco sensual. Mas quando ela começa a chegar perto demais da missão na qual ele está envolvido, Dane precisa detê-la antes que corra o risco de perder sua linda esposa para sempre!


Palavras de uma leitora...


- Faz muito tempo desde que fiz resenha de um livro dessa série, não? Nem tanto assim. A última vez que resenhei um livro dessa série foi em outubro passado. E foi sobre o livro Adorável Trapaceiro (também conhecido como Maldito Traidor), cujo protagonista era o Etê, um canalha que a autora, durante um surto momentâneo, decidiu que servia para ser mocinho nessa série. Só posso acreditar que ela não estava num bom dia quando decidiu isso. Deveria estar muito irritada e resolveu irritar as suas leitoras também. Bem... Mas como ela criou essa série maravilhosa, cujo único livro ruim até agora é o do Etê, eu posso perdoá-la.rsrs... 

- Para quem ainda não sabe, a Celeste Bradley criou uma série enorme (que possui nove livros) e a dividiu em duas partes. A primeira chamada de Clube dos Impostores e a segunda de Quarteto Real. A primeira parte é composta pelos seguintes livros (todos já resenhados aqui): Impostor Apaixonado (Simon e Agatha), O Impostor (Dalton e Clara), A Espiã Que Me Amava (James e Phillipa), Desejo e Sedução (Collis e Rose), Adorável Trapaceiro/Maldito Traidor (Ethan/Etê e Jane). A segunda parte é composta pelos outros quatro livros e somente o primeiro dela foi resenhado aqui (O Lorde e a Camponesa - Nathaniel e Willa). O segundo vou resenhar agora e os outros tentarei até o final de maio. Se der, ainda em abril. :)

- Vou fazer um breve resumo da série: a série fala sobre a vida dos espiões que lutam, entregando toda sua vida e tempo, em favor do seu país. Da Inglaterra. A lealdade deles não pertence tanto assim ao rei, mas sim ao país. E se tiverem que eliminar pessoas e o próprio rei para proteger o país, eles são capazes de fazer isso. Tanto que tiraram do poder o antigo rei, colocando no lugar dele George IV, o atual príncipe regente. Mas não pensem que são pessoas ruins (não os amaria se eles fossem monstros. Heathcliff é uma exceção, não esqueçam.rsrs...). São homens que tem um imenso amor pela Inglaterra e costumam colocá-la acima dos seus próprios interesses. E é aí que entra o romance. A autora achou interessante deixar nossos mocinhos confusos e resolveu colocar o amor na vida deles, algo que eles evitavam. No fundo, não passam de solitários desejando ardentemente serem amados, mas lutando contra qualquer possibilidade de amor, pois a Inglaterra tinha que vir em primeiro lugar. Uma esposa jamais poderia estar acima da Inglaterra. E a autora faz todos os seus mocinhos (menos o Ethan, pois ele é um traidor completo. Tanto do país quanto dos amigos e do seu suposto amor) ficarem divididos entre a lealdade ao país e a lealdade à mulher amada. Eles são testados pela autora e alguns deles tomam decisões que nos irritam num primeiro momento. Mas eles sempre acabam fazendo a escolha certa no final. Simon, por exemplo, me irritou bastante quase no final da história dele. Cheguei ao ponto de torcer pelo Dalton, mesmo tendo um sério problema com ele desde que ele duvidou da minha querida Rose (lembram que comecei a leitura pelo quarto livro da primeira parte da série?rsrs... O livro da Rose e do meu Collis TDB) e a deixou ser humilhada. Eu estava furiosa com ele, mas o Simon conseguiu me enfurecer ainda mais. Se pudesse, teria entrado no livro e gritado no ouvido dele para ver se ele acordava. Enfim... E então, também temos problemas com o Dalton que era fiel demais ao país e em muitos momentos parecia um completo insensível, frio, com o coração feito de pedra. Não que ele fosse cruel, mas parecia não possuir compaixão dentro de si. Como se a palavra "Pátria" fosse a única coisa digna de amor e fidelidade. Mas quando ele se envolve com a Clara, acabamos percebendo que ele podia ser um completo idiota, mas não era insensível como queria que a gente acreditasse. Fácil foi amar e não se aborrecer com o Jamie e meu querido Collis. Nathaniel também foi mais fácil.rsrs... Embora quase tenha cometido um crime no livro dele. Quase tenha feito algo contra a Willa que poderia condená-lo. Enfim... É uma série maravilhosa que nos conquista logo de cara. Depois que li o livro do Collis, demorei um pouco para saber que o livro fazia parte de uma série, mas quando comecei a lê-la não desejei que ela chegasse ao final. Agora faltam apenas dois livros para eu terminar de lê-la e não estou muito contente.rsrs... É uma série que me conquistou e tornou a Celeste Bradley uma das minhas autoras mais amadas. 

- Agora é hora de falar da história deste livro. É hora de falar do Dane e da Olívia. Como posso começar? Bem... O Dane faz parte do Quarteto Real que comanda os Impostores. Ele mais três outros nobres são os homens mais poderosos da Inglaterra. Até mais poderosos do que o próprio príncipe regente. São eles que decidem o destino dos acusados de traição (que pode ser a morte), controlam o príncipe, estão por trás das investigações e interrogatórios dos suspeitos e proteção contra invasores franceses. Eles são os líderes. O apelido do primeiro líder desse Quarteto é Cobra (Nathaniel), do segundo é Leão (nosso Dane), do terceiro é Falcão e do quarto Raposa. Ao mergulharem nesse jogo perigoso cujo objetivo é proteger a Inglaterra, eles sabiam que não poderiam colocar nada acima do país. Nem suas próprias vidas. Se torturados, deveriam preferir a morte do que revelar segredos sobre o país. Se a mulher de algum deles fosse sequestrada e ameaçada de morte, mais uma vez eles deveriam escolher o país. É claro que ao se apaixonarem, eles logo percebem qual escolha fariam numa dessas situações.rsrs... O país não deixa de ser importante, mas é impossível colocar a amada em segundo plano.rsrs... E felizmente, com o Dane não foi diferente, embora eu quase o tenha matado por causa da sua teimosia e desconfiança. A vida da Olívia correu sérios riscos por causa da sua mania de colocar o cérebro para descansar nos momentos nos quais ele deveria usá-lo. Sua mania de ver traição em tudo (até num poema de amor!!!!) também me irritou bastante. Mas no fundo, bem lá no fundo, ele é um bom mocinho.rsrs... 

- A história desse arrogante, cabeça-dura e da nossa querida mocinha (um tanto louca) começa quando a mãe da Olívia a joga no rio Tâmisa justamente quando Dane passava por ali. No desespero para conseguir um marido para a filha, ela arriscou a vida da garota só para fazer Dane notá-la. Como um cavalheiro de verdade, ele se lança no rio para salvar a Olívia. Só que é nossa mocinha que acaba salvando-o.rsrsrs... A Olívia era uma excelente nadadora e depois do susto inicial decidiu sair daquele rio antes que ficasse congelada. É quando o mocinho pula para salvá-la, mas acaba ficando preso, graças às botas novas que estava usando.rsrs... É aí que nossa mocinha tem que voltar para salvá-lo. Logo após aquele primeiro e inusitado encontro, Dane decide pedir a mocinha em casamento. Ou melhor, decide acertar os detalhes do casamento com o pai dela, sem sequer perguntar se ela queria se casar com ele. A desculpa que ele dá para si mesmo é que tinha que pedi-la em casamento antes que outro o fizesse. Nesse ponto ele agiu como o Clayton e me irritou um pouco. Mas tudo bem. Pouco tempo depois, eles estão casados. O mocinho não se deu ao trabalho sequer de cortejá-la antes de do casamento. Apenas lhe enviava jóias como se isso bastasse. Um minuto da sua atenção? Não poderia dar, pois tinha assuntos mais importantes (Inglaterra). Tudo bem de novo. Ele não foi um estúpido porque queria ser. Era inevitável.rsrs... Faz parte da sua personalidade. 

- Logo na noite de núpcias, o casal tem uma espécie de problema. Ou melhor, o mocinho tem um problema. Problema que ele sabia possuir, mas teve medo de contar para a mocinha para ela não fugir correndo dele.rsrs... Como posso explicar? Ele decide não consumar o casamento, pois não tem coragem de forçar a mocinha a suportar o seu "problema". Como posso explicar de novo?! Bem... A mocinha diz que nosso Dane  parece um viking. Ele é muito alto, forte... enorme. Seu corpo é enorme. Tudo nele é enorme, entendem? Se não entenderam, vão ficar sem entender, pois este é um blog público e até pré-adolescentes passam por aqui. Então... Bem... O importante é que o problema do mocinho é tão grande que o casal acaba precisando da ajuda de certas coisas para preparar a mocinha para suportá-lo. E aí o livro fica muito engraçado. Por causa de uma notícia no jornal, a mocinha acaba indo parar na "casa" de uma certa "dama" da sociedade e se mete em grandes confusões por causa disso. Essa dama lhe dá de presente uma caixa que iria ajudá-la a solucionar os problemas entre ela e o marido. Achei muito engraçado. Ri demais com esse livro.rsrs... Só que... Algo sobre o que tinha nessa caixa me deixou um pouco aborrecida. Apesar daquilo ter realmente aproximado mais o casal, houve um momento no qual aquele negócio me irritou. Porque algo sobre aquilo provocou um momento nada romântico. Não vou entrar em detalhes, mas posso dizer que não achei que realmente era necessário aquilo. Achei que o Dane deveria deixar de ser tão cuidadoso e agir logo!rsrs... Seria melhor do que aquilo, sabe? Mesmo assim, não deixei que aquele momento estragasse um livro que para mim já era digno de cinco estrelas desde o início.

- Adorei o Dane. Apesar dele ter testado minha paciência algumas vezes com sua arrogância, teimosia e desconfiança sem limites, ele acabou conquistando o meu coração. Para mim, ele chega a ser pior do que o Dalton. Não. Ele não é frio. Só que é muito "nobre" em alguns momentos (no péssimo sentido. O que estou tentando dizer é que ele pensa que as pessoas comuns não são gente, em certos momentos. Não porque ele queira ser assim. Como disse, a estupidez nasceu com ele.) e desconfiado. É verdade que ele tem motivos para desconfiar, certas vezes, mas até o amigo dele e a mocinha do livro anterior (Willa), perderam a paciência com eles. Até seus criados se revoltaram! O próprio príncipe regente perdeu a paciência por causa da sua desconfiança absurda! Não fui a única.rsrs... O Dane realmente sabe exagerar, mas ele é tão fofo!kkkkkkk... O coitado não é assim porque quer. Ele tenta evitar, mas carrega a marca de algo que aconteceu no passado. Algo que o fez perder de certa forma a confiança nos seres humanos em geral. O que aconteceu foi sério e muito triste. Quando o Dane ajoelhou naquela biblioteca e quando confessou seus segredos, achando que a Olívia estava dormindo, eu senti muita vontade de consolá-lo. Sabe... Nós, seremos humanos, temos uma terrível mania de esperar a perfeição daqueles que admiramos. Queremos que essas pessoas sejam santas. Que não errem nunca. E quando elas erram, nós ficamos magoados e ofendidos. Mas se olharmos para nós mesmos, iremos ver que não somos perfeitos. Erramos também. Se o Dane tivesse enxergado isso no passado, não teria condenado tão severamente alguém que ele tanto amava. Lamento por ele, pois até hoje ele carrega a culpa pelo seu severo julgamento. E lamento pela pessoa que ele condenou. Mas não condenem o Dane, gente. Ele não é ruim. Só é idiota.

- A Olívia é uma graça!rsrs... Uma das mocinhas mais divertidas que a Celeste já criou. Ela faz a gente dar gargalhadas durante a leitura e também desperta nosso carinho. É muito boa, generosa e completamente apaixonada pelo mocinho. Seu amor é muito belo e sua entrega me causou admiração. Enquanto ele era pura desconfiança, Olívia confiava nele de olhos fechados. Não a vi só como uma mulher completamente apaixonada pelo marido, mas também como uma espécie de mãe para ele.rsrs... Tão compreensiva, tratava ele com tanto cuidado... Ela acabou ganhando meu carinho e amizade desde o início e eu me aborrecia demais quando o mocinho acabava magoando ela. Nesses momentos, eu realmente sentia vontade de bater nele. Uma pena que o melhor amigo, Marcus, não o tenha feito. Ele bem que merecia.

- Outra coisa que me aborreceu no livro foi a falta de um pedido de perdão decente. O Dane podia não ser idiota por escolha própria, mas a mocinha passou por situações muito difíceis, graças a teimosia dele e o mínimo que ele podia fazer era se desculpar de forma decente. Ele até se desculpa, mas achei que ele deveria  sofrer um pouco, ser castigado, sabe?rsrs... E pedir perdão de uma forma melhor. Isso não aconteceu, infelizmente. Também senti falta de um epílogo, mas como a série ainda não terminou, espero encontrar o casal nos próximos livros e saber mais sobre um certo personagem que surgiu e pelo qual eu sentia carinho desde que a Olívia começou a se lembrar dele. Ele não tem o próprio livro, por isso, espero pelo menos que a autora fale um pouco dele nos outros livros da série.rsrs... 

- Agora, gostei demais do fato do casal não se amar desde o início. Deu para perceber que o amor surgiu com o tempo. Eles se gostavam, sentiam carinho um pelo outro, mas o amor veio com o tempo. Com o dia a dia, conforme eles foram se conhecendo melhor e assim, se aproximando cada vez mais. A história passa em pouco tempo, mas nem parece.rsrs... Também adorei a primeira noite de amor do casal!rsrs... Mas achei que, depois de todo aquele sofrimento para finalmente conseguir fazer amor, o casal deveria fazer amor mais vezes.rsrs... Só aconteceu uma vez! Isso não foi justo!rsrs... 

- O livro é leve, divertido, romântico e muito fofo. Porém, a autora sabe bem como falar de coisas sérias. Fiquei um pouco nervosa com os acontecimentos finais. Até lembrei de um livro da Judith McNaught. Creio que foi no livro Um Amor Maravilhoso, que a mocinha passou por uma situação parecida com a da Olívia. A autora me roubou um pouco o fôlego, pois quando eu pensava que tudo tinha ficado "calmo" surgiam mais problemas e a mocinha sofria mais. Por culpa do Dane, é claro! Mas tudo bem... Como disse, a idiotice era um problema que nasceu com ele. 

- O livro recebeu cinco estrelas no Skoob e mesmo tendo enfrentado alguns problemas com certas coisas no livro e com o próprio mocinho, não achei que ele merecia menos. Merece sim as cinco estrelas. Se pudesse dar dez estrelas, também daria. É um dos meus favoritos. :)


Ordem correta das duas séries:


1ª parte - Liar`s Club:


Impostor Apaixonado - CH 453 - séc. XIX, 1813
O Impostor - CH 424 - séc. XIX, 1813
A Espiã Que Me Amava - CH 435 - séc. XIX, 1813
Desejo e Sedução - CH 446 - séc. XIX, 1813
Adorável Trapaceiro - CH 427 - séc. XIX, 1813


2ª parte - Royal Four Club:

O Lorde e a Camponesa - CH 445 - séc. XIX, 1813
2º A Primeira Noite de uma Mulher - CH 402 - séc. XIX, 1813
3º Um Espião em Minha Vida - CH 414 - séc. XIX, 1810
4º Adorável Mentirosa - CH 393 - séc. XIX, 1813



Bjs e até breve!
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