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2 de fevereiro de 2013

O Colar de Pérolas - Violet Winspear [Maratona de Banca 2012 - Fevereiro]




Em Fevereiro: Vingança



Os dedos dele, visão de seus olhos cegos, encontraram as pérolas do colar e começaram a acariciar a jóia, rodando pelo pescoço de Melissa. – Eu deveria apertar sua garganta até você não respirar mais... – Apesar do medo que Paul lhe inspirava, ela estremeceu de prazer quando ele, depois destas terríveis palavras, correu os lábios por sua boca, por seu pescoço macio e quente de desejo... Ela nunca sonhara que sua reação ao sentir o corpo de Paul colado ao seu fosse tão excitante, tão paradisíaca! E, enfrentando o perigo, decidiu se casar com esse homem que a odiava.




Palavras de uma leitora...




"-  Os nativos têm um pouco de medo dele, mas também o respeitam. Sang Harimau, é como o chamam.
- Que significa isso?
Melissa pôde sentir as batidas de seu coração sob o leve tecido do vestido. Viera preparada para o calor daquele lugar, mas, nesse momento, sentia gelo correndo por suas veias.
- Tigre Rei – explicou o piloto. – Aquele que vê no escuro, que nada onde nadam os tubarões que não tem medo de nada. Existem na ilha moças que seriam capazes de deitar-se a seus pés, mas ele não as vê com os olhos, nem com o coração. Há uma grande frieza nele, nonya. Uma frieza ardente como a do tigre que caça aquilo que o feriu."


- Ela vivia em agonia há meses, embora sua agonia sequer pudesse se comparar com a que Paul sentia. O desespero por não poder enxergar. Por não poder sequer fazer mais o que ele tanto amava: curar as pessoas. Suas feridas físicas e emocionais através da cirurgia plástica. Com suas mãos, sua habilidade e seu dom, ele conseguia devolver à beleza para as pessoas que tinham sofrido queimaduras e/ou cortes ou tinham nascido deformadas. Ele amava o que fazia. Amava poder devolver o sorriso para aqueles rostos, mas tudo lhe foi arrancado cruelmente por causa da estupidez (ou maldade) de uma maldita enfermeira, que em vez de lhe dar o colírio que ele sempre jogava nos olhos após uma cirurgia, tinha lhe dado um outro líquido... um líquido que o cegou e lhe arrancou todos os sonhos. Embora a desgraçada tivesse sido despedida, ele não podia se sentir satisfeito. Ela o tinha mergulhado no escuro. O tinha feito cair num buraco escuro e sem fim... Sua demissão não era nada se comparada com o que ele pretendia lhe fazer se tivesse a oportunidade de colocar suas mãos nela. Vingança... Uma palavra muito doce e que lhe provocaria imenso prazer. Como ele desejava se vingar! Destruir aquela enfermeira assim como ela tinha destruído a sua vida. Só necessitava de uma oportunidade... Que ele não seria tolo em desperdiçar. 

- Melissa desejava se punir. Ou melhor, desejava ser punida pelo homem que ela amava em segredo há tanto tempo e que ela tinha deixado cego com a sua negligência. Porque era seu trabalho verificar várias vezes se fosse necessário o medicamento que iria aplicar num paciente. E com o colírio não era diferente. Ela deveria ter preparado pessoalmente o que Paul sempre aplicava nos olhos. Ao menos, prestar atenção no cheiro que ela sabia que estava diferente. Se percebeu a diferença no cheiro, por que entregou o copo para ele? Por pura estupidez. Uma estupidez que tinha custado muito caro para Paul. Sua demissão foi mais do que merecida e embora não fosse culpada por inteiro, ela sabia que não tinha sido assim tão injustiçada. Durante os meses que passou no apartamento, ela se condenou e se amaldiçoou, desejando voltar no tempo e se impedir de entregar aquele copo para Paul, mas o que estava feito, feito estava e não havia nada que ela pudesse fazer para mudar as coisas... A não ser se candidatar ao emprego que Paul oferecia. Se candidatar para ser sua secretária e o ajudar a escrever seu livro. Assim, estaria perto do homem que tanto amava e poderia viver numa mistura de céu e inferno. 


- Para conseguir o emprego, Melissa usou um nome falso. Bem... Não necessariamente um nome falso, mas voltou a usar o seu nome de batismo para conseguir o emprego. Como ninguém a conhecia como Melissa Lakeside, ela achou que o melhor seria usar esse nome, pois se soubesse quem ela realmente era, Paul jamais a contrataria. Ela acabou sendo aceita para o cargo de secretária. Como Paul não podia enxergar, ela o enganou, fazendo-o acreditar não só que ela não era a enfermeira causadora de sua desgraça, mas também fingindo que era uma mulher de uns sessenta anos, uma solteirona com idade para ser mãe dele. Com a convivência, como Melissa poderá sustentar tantas mentiras? O que acontecerá quando toda a verdade vier à tona? Ainda haverá tempo para consertar os erros cometidos ou nada poderá aplacar o desejo de vingança de Paul? Nem mesmo... o amor? Ainda haverá lugar para o amor no coração de um homem profundamente ferido? Isso, só o tempo dirá... 


- O que será que ainda posso falar sobre a história?rsrs... Gostei muito do livro. É uma história envolvente, meio mágica até (toda vez que a autora falava daquela ilha, de tradições, dos nativos e outras coisas... eu sentia como se estivesse lendo um conto... um daqueles contos de fadas, sabe.) e bem escrita. Não desejei em momento algum interromper a leitura, mas confesso que fiquei triste com alguns acontecimentos. A cegueira do Paul me entristeceu bastante, pois por causa do erro da Melissa, ele tinha sido privado do que tanto amava: seu trabalho no hospital e teve que passar a levar uma outra vida. Isolado numa ilha. Cercado de luxo, mas carente de vida. Sua vida não tinha mais sentido e ele próprio menciona que se morresse, não faria muita diferença, pois já se sentia morto. Pois sua cegueira era uma espécie de morte. Não tem como isso não tocar a gente. Não que ele fosse um amargurado todo o tempo, mas tinha motivos para ser, não acham? Uma coisa que me perguntei durante a leitura era como eu me sentiria... como eu me sentiria se perdesse a visão e não pudesse mais ler, não pudesse mais olhar para o rosto dos meus anjinhos ou ver aquele céu lindo, daquele azul que tanto me encanta. Se não pudesse mais ver os meus gatinhos brincando ou uma linda flor. Ou o mar. Seria um inferno, sem sombra de dúvidas. Muito cruel. Ao me colocar na pele dele, eu o entendi. Soube que no lugar dele, sequer teria toda a força que ele teve para se manter lúcido. Eu acho que não aguentaria. Admiro muito as pessoas que nasceram sem ver ou perderam a visão por algum motivo e se mantém fortes. Essas pessoas são verdadeiros exemplos de superação. 


- Tanto a Melissa quanto o Paul despertam o nosso amor. A Melissa também despertou a minha compaixão, pois todo aquele amor dela fazia eu me perguntar o quanto ela sofreria quando a verdade tivesse que ser descoberta. Ela não poderia esconder tudo para sempre. Em algum momento, Paul saberia tudo que ela escondia dele e aí... O que aconteceria? Isso me preocupava.rsrs... A relação deles não deixa de ser linda, gente. É muito linda e foi o que me fez dar 4 estrelas ao livro. Não quero falar muitas coisas, pois a história é bem curtinha, mas posso dizer que não me arrependi de ter lido a história. Só o que eu queria era que ela não tivesse tanto sofrimento. Quem conhece a Violet Winspear sabe o quanto ela amava torturar seus mocinhos. Sempre foi o prazer dela, acredito!kkkkkk... E ela não teve um pingo de pena do Paul ou da Melissa. Mas mesmo assim, a história não deixou de ser cativante e eu a recomendo. :) 


- Essa história foi uma indicação da minha querida amiga Carlita! :) Mais uma vez, muito obrigada, flor! Eu gostei muito da história, apesar da autora ser uma sádica.rsrs... O Paul conquistou muito o meu coração e vê-lo sofrer me deixou muito triste, mas valeu a pena ler a história. :)


- Essa foi minha escolha para o tema de fevereiro da Maratona de Banca 2012. Posso dizer que participar dessa maratona foi maravilhoso e que li muitos livros queridos, especiais... Achei a criação da Maratona de Banca uma ideia incrível, pois valoriza os nossos livrinhos que contém sim belas histórias e que podem ensinar tanto quanto os chamados livros de livraria. Para ser sincera, já li livros de banca muito mais especiais e educativos do que certos livros de livraria. E acho ridículo o preconceito que a maior parte das pessoas tem dos nossos livrinhos. Desejo que venha a Maratona de Banca 2013, 2014, 2015 e daí por diante! :D


Querem saber quais livrinhos li ao longo da Maratona de Banca 2012? Segue abaixo a lista completa!


12- O Colar de Pérolas - Violet Winspear


Bjs!

1 de fevereiro de 2013

Amor por Encomenda - Mary Burton


(Título Original: The Perfect Wife
Tradutora: Cecília F. Rizzo
Editora: Nova Cultural
Publicado no Brasil em: 2003)



Manter segredos e contar mentiras não ajudavam o início de um casamento... 

Porém, o que mais poderia fazer uma mulher que fugia de um escândalo? Jenna Winslow indagou-se. Quem haveria de querer uma virgem inexperiente acompanhada por um bebê órfão? Com certeza não seria Rowe Mercer, um fazendeiro austero, um homem de padrões inflexíveis... e atrativos irresistíveis!

Ex-caçador de recompensas, Rowe Mercer tinha passado boa parte da vida enfrentando o perigo. Agora, ansiava por dedicar-se a atividades mais tranquilas. Porém, quando Jenna Winslow, a noiva encomendada pelo correio, chegou, ele se perguntou se suas orações tinham sido realmente respondidas. Afinal, poderia haver um futuro para uma jovem refinada do Leste e um homem com um passado sombrio que merecia ser esquecido?





Palavras de uma leitora...



"O futuro incerto lançava uma sombra sobre sua vida. A criação de Kate pesava unicamente em seus ombros, uma responsabilidade assustadora. Tocou-lhe o rostinho e forçou-se a sorrir.

— Eu te amo, Kate. Não importa o que ele disse, você é minha filha agora e nada jamais mudará isto."



- Jenna estava numa situação muito complicada. Apavorante. Estava sozinha no mundo, quase sem dinheiro e com um bebê para criar. Não tinha ninguém em quem pudesse confiar para tomar conta da sobrinha e nenhum emprego onde pudesse ser aceita. Nada sabia sobre bebês e o futuro mostrava-se muito ameaçador. Precisava fazer alguma coisa. Deus tinha que ajudá-la, pois ela faria o que fosse preciso, mas jamais abriria mão de Kate. Jamais abriria mão da sobrinha que ela amava como filha desde que tinha colocado os olhos pela primeira vez na menina. Jamais abriria mão daquele anjinho que tinha sido rejeitado por todos e só podia contar com ela para protegê-la. Ela faria o que fosse preciso para proteger aquele bebê. Até mesmo se casar com um completo estranho que só conhecia através de cartas. Se aquilo significasse um futuro estável e seguro para sua filha, ela o faria. Porque amava aquela menina mais do que tudo na vida e ela era tudo o que tinha lhe restado neste mundo. Era todo o seu mundo e ela não podia imaginar a vida sem ela. 

Desde nova, Jenna tinha se acostumado a ser colocada sempre em segundo plano. Seus pais não lhe davam atenção e tudo girava em torno de Victoria, da irmã brilhante e lindíssima, que faria um ótimo casamento e seria o orgulho de seus pais. Jenna aprendeu a se voltar para os seus livros e não tinha ressentimento pela irmã. Sabia que não era bela como ela e que a devoção dos seus pais por Victoria era justificável. Seus pais eram sempre uns egoístas e era até um alívio vê-los se dedicar pelo menos a uma das filhas. Só que quando Victoria já estava de casamento marcado com o homem escolhido pelos pais. O marido ideal... as coisas fugiram do controle. Victoria perdeu o controle da situação. Engravidou. De outro homem. 


Seus pais, profundamente furiosos, espancaram a filha e a mandaram para o campo juntamente com Jenna, mentindo para a sociedade ao dizer que a filha tinha viajado para terminar o enxoval. Eles queriam que a garota desse à luz em segredo para que eles pudessem se livrar da criança e casá-la com o marido escolhido, como se nada tivesse acontecido. Só que Victoria morreu no parto e Jenna se recusou a deixá-los se livrar do bebê. Kate jamais iria para um orfanato. Não enquanto Jenna vivesse. Os pais dela, então, resolveram ir embora da cidade e a sociedade em vez de admirar a atitude dela, de proteger a bebê e querer criá-la, a condenou cruelmente, virando-se contra ela, pois ela estava desejando ficar com uma criança que era fruto do mal. Do pecado. Ninguém mais quis saber dela naquele lugar e todas as portas se fecharam para ela. Seu noivo, o homem que ela conhecia há bastante tempo e quem ela acreditava conhecer e amar profundamente, também lhe virou as costas. Se recusou a vê-la ou responder suas cartas enquanto ela não se livrasse do bebê. Mais preocupado com sua reputação do que com o amor que dizia sentir pela noiva, não demonstrou um pingo de compaixão. E quando Jenna soube quais os motivos ocultos que ele ainda tinha para agir assim... quase não suportou a dor. Mais do que nunca, soube que sua única alternativa era ir embora. Ir para longe de tanta hipocrisia e de pessoas que só se importavam com a imagem. Era hora de construir uma nova vida. Num lugar completamente diferente do seu. Uma vida completamente diferente da qual ela sonhava um dia ter. Ela estava aterrorizada, mas sabia que era o melhor. E pensando nisso, ela entrou naquele trem e foi ao encontro do seu futuro marido. 



"— Não me faça gostar de você — murmurou mais para si mesma do que para ele.
Rowe pôs as mãos em seus ombros.
— Isso seria assim tão ruim?
Com a cabeça rodopiando, Jenna fechou os olhos.
— Gostar não fazia parte de nosso acordo.
Com o polegar, Rowe traçou uma linha em volta de seu queixo.
— Estou disposto a renegociar.
— Você é um homem perigoso, Rowe Mercer — ela afirmou, voltando a fítá-lo.
Um sorriso curvou os lábios dele enquanto se inclinava mais para perto. Beijou-a na testa e apanhou o chapéu na cama.
— Apenas de maneira positiva."


- Rowe Mercer sabia o que era sofrer. Desde bem novo. Sequer tinha chegado a conhecer a mãe que o abandonou quando ele era ainda muito pequeno e anos depois, quando tinha apenas dez anos de idade, ele também foi abandonado pelo pai que o deixou numa escola de missionários e nunca mais apareceu.

Não querendo cuidar daquele garoto por muito tempo, os missionários também o rejeitaram quando ele estava apenas no início da adolescência e Rowe teve que trabalhar muito para sobreviver. Foi acolhido pelo pai de Laura, que se tornou sua grande amiga, e durante algum tempo trabalhou para ele. Mas aquela não era a vida que ele desejava para si. Rowe queria conseguir muito dinheiro para ter sua própria fazenda, suas próprias terras e desapareceu, deixando somente um bilhete para o ex patrão. Somente muitos anos depois ele voltou a se encontrar com a amiga e o amigo, que haviam se casado. Naqueles anos em que esteve ausente, Rowe enfrentou o perigo e esteve mais perto da morte do que muitas pessoas já estiveram e sobreviveram para contar a história. Era um caçador de recompensas. Um homem que rastreava bandidos e os matava. Ninguém sabia ao certo quantos homens ele tinha matado na vida e enquanto uns o admiravam, outros o temiam. Mas ninguém sentia por ele o que o próprio Rowe sentia: desprezo. Sentia-se como animal. Não. Pior do que isso. Sentia até mesmo que não possuía alma. Tudo que ele queria era enterrar aquele passado e ter uma família. Ter uma chance de ser feliz, como outras pessoas tinham. Será que era pedir demais? Será que ele era tão mau que não merecia ao menos um pouco de felicidade? Uma mulher e filhos a quem pudesse educar e proteger? Que pudessem preencher seus dias vazios e encher sua casa de risos? Era tudo que ele mais sonhava. A única coisa que desejava. Mas as jovens solteiras da cidade não queriam saber dele. Mantinham-se distante e a única forma de vir a se casar seria encomendando uma esposa por correio. E foi o que ele fez. 


Quando Jenna respondeu ao seu anúncio, ele mal conseguiu acreditar. Mesmo acreditando que aquilo não daria em nada, ele respondeu à sua carta e logo eles estavam acertando as coisas para o casamento. Ele sabia que ela era viúva (?) e possuía uma filha, mas não se importava. Amaria aquela criança como sua e daria a Jenna a segurança que ela tanto ansiava. Só não lhe prometia amor, mas faria o possível para que ela fosse feliz ao seu lado. 

Ao vê-la pela primeira vez, Rowe mal pode acreditar em seus olhos. Aquela jovem tão linda e tão frágil era sua futura esposa? Não. Aquilo só podia ser um sonho. Mas se fosse... ele não desejava acordar.





"— Se sou autoritário é porque tento mantê-la em segurança. Não quero perder você, Jenna." 


- Suspiros... O que posso falar sobre essa história? Eu odeio isso.rsrs... Odeio me arrepender por não ter lido um livro antes. Sempre fica aquela sensação de que eu deveria ter conhecido a história antes, pois ela merecia isso, mas eu adiei por ser uma completa estúpida. E foi o que eu senti logo que comecei a leitura dessa história. Senti que ela era especial antes mesmo de eu ler metade da primeira página. E fiquei com raiva por ter adiado tanto a leitura dela. :( Mas como não adiantava chorar pelo leite derramado (ou a leitura adiada) eu continuei a leitura, amando cada instante. Sabe aquele livrinho que você pega para ler e não deseja largar? Aquele livrinho tão doce que alegra até o dia mais chuvoso e triste? Que enche de açúcar o seu dia? Esse livrinho é assim. Doce e fofo como poucos. Um livrinho que sei que quando invadir meus pensamentos colocará um sorriso no meu rosto no mesmo instante. Jenna, Rowe e a nossa pequena Kate sabem bem o que é uma história de amor. Uma bela história de amor.

- Jenna me conquistou desde o princípio. Senti muita compaixão por aquela jovem tão perdida e desesperada e que mesmo assim permanecia calma e tinha esperanças. Ela sabia que sua vida podia ser um pesadelo se ela ficasse com a sobrinha, mas não pensou duas vezes. Seu coração jamais a perdoaria se ela abandonasse aquele bebê. Se ela entregasse a pequena para adoção somente porque era o que a sociedade  desejava. Como aquilo podia ser a vontade de Deus? Como um ser tão pequeno e frágil podia ser tão cruelmente rejeitado? Jenna não abriu mão da menina e enfrentou todos por ela. Fugiu sim de Alexandria. Mas não por ser covarde. Mas sim porque Kate jamais poderia ser feliz naquele lugar. Cresceria ouvindo piadas e sendo ignorada pelas outras crianças. Carregaria para sempre o pecado da mãe e nunca encontraria a felicidade se ficasse ali. Pensando nela, Jenna partiu. Ao encontro de um completo estranho, mas da única pessoa que estava disposta a lhe estender a mão. Essa atitude me causou muita admiração e foi impossível não amar essa mocinha. Cada vez que ela sorria para aquela pequena ou lhe dava banho, ou conversava com ela, eu sentia meu coração derreter. O livro é cheio de momentos doces e fofos, gente. Não dá para evitar os sorrisos enquanto lemos essa história. É aquele tipo de história que lhe dá paz. E enche seu coração de amor. Depois de "O Reverso da Medalha" ler um livro tão cheio de sentimentos, era tudo que eu necessitava. 



- O que posso falar sobre o Rowe? Existe um trecho da história que tem tudo a ver com o que sinto quando conheço um mocinho que não é menos do que especial. O trecho diz o seguinte: "As emoções mais profundas eram as mais difíceis de se traduzir por palavras." E esse trecho é muito verdadeiro, principalmente no que diz respeito ao meu Roger.rsrs... Mas também é perfeito para o que sinto pelo Rowe. Não dá para colocar em palavras. Lamentei muito por seu passado e amaldiçoei aqueles pais que foram muito adultos para fazê-lo, mas não foram responsáveis e nem tinham amor suficiente no coração para ficar com ele. Na verdade, nada de amor tinham! O rejeitaram sem olhar para trás. E o fato de dizerem que a mãe dele era muito nova não me comove. Ela optou por dar à luz ao filho. Será que era tão difícil assim amá-lo? Nós mulheres possuímos o instinto materno. Aquele instinto que nos faz dar a vida por um filho sem hesitar. O que essa mulher possuía? Acredito que ela devia ter gelo nas veias, pois poderia ao menos arranjar um lar adequado para a criança em vez de deixá-la com um homem que o desprezava. Mas não. Ela simplesmente lhe virou as costas. Não posso perdoar tal coisa e espero que ela tenha sofrido bastante. Quanto ao pai dele... que queime no fogo do inferno! Nada menos do que isso!!! 

Ver o Rowe se sentindo tão pouco para a Jenna partia meu coração, gente. Eu sabia que ele era especial, mas ele não sabia disso. Se sentia sujo e tinha muita vergonha de seu passado. Achava que a Jenna era muito mais do que ele merecia e mesmo não tendo o menor jeito com as palavras, ele odiava quando ela estava infeliz e achava que ela nunca deveria ter respondido ao seu anúncio. Sabiam que o fato do Rowe não ter jeito com as palavras também contribuiu para ele invadir meu coração?rsrs... Pois é. É que ele não agia de modo rude por mal. Ele só não sabia como dizer as coisas e acabava magoando a mocinha, mas era humilde o bastante para se desculpar. E também tinha uma sensibilidade capaz de saber quando ela precisava dele ou quando simplesmente precisava ficar sozinha com seus pensamentos. Rowe é perfeito. E um pai maravilhoso. Enquanto o verdadeiro pai da Kate a odiava, Rowe a amou desde o primeiro instante. Não tem como não se emocionar ao vê-lo com essa pequena nos braços. E vê-lo fazendo planos para o futuro dela.rsrs... Ele aceitou de forma natural um bebê que não era seu. E isso porque ele se julgava um homem mau. Imagina se fosse bom!rsrsrs... Isso é ser humano. É ter amor suficiente para não rejeitar um ser tão inocente e tão necessitado de proteção. Aquela gente que tanto quis que essa menina tivesse morrido com a mãe, não merece ser chamada de gente. De seres humanos. São vermes. Lixo. 


- Eu recomendo muito a leitura dessa história. Não creio que alguém possa se arrepender de lê-la. Não é aquele tipo de livro cheio de dramas, reviravoltas, altos e baixos. Não. É uma história doce para quando suas emoções já sofreram o suficiente com os livros intensos e necessitam de uma folga. :) É um livro para quando você quer algo suave, que só lhe dê paz e tranquilidade. Vale todas as cinco estrelas do skoob. 


- Foi uma história indicada por duas amigas queridas: a Carlita e a Moniquita. :) Um livro que demorei demais para ler e que me arrependo por isso. Muito obrigada pela indicação, flores! :D É uma história do tipo que eu sentia falta. Me lembrou bastante anos atrás, quando eu comecei a ler romances. Me lembrou alguns livrinhos especiais de banca que eu tive o privilégio de ler e dos quais sinto muita falta. 


- E era para ser o livro do tema da Maratona de Banca de janeiro. :( Só que eu deixei para o último instante, gente, e infelizmente não consegui fazer a resenha no prazo. Foi a primeira vez que isso aconteceu e eu fiquei muito triste. Mas não deixaria de resenhar o livro por isso. O tema de janeiro da Maratona de Banca foi livro com a palavra AMOR no título. Para conhecer as resenhas dos participantes, basta clicar AQUI


Bjs!

24 de dezembro de 2012

Pedido de Natal - Anne Gracie [Maratona de Banca 2012 - Dezembro]


(Título Original: Gifts of the Season
Editora: Nova Cultural)


Em Dezembro: Natal



O mundo de Ellie se resume à filha que tem. Viúva, pobre e vivendo em um chalé isolado, ela sabe que o futuro não pode ser muito diferente do que o presente. Porém quando o inverno chega, traz consigo um desconhecido que sofreu um grave acidente e perdeu a memória.

Ellie o recolhe em sua casa, e a cada dia que passa começa a achar a presença dele mais e mais reconfortante. E não é só: aquele estranho sem nome começa a entrar devagar em seu coração, fazendo-a ver que a lenha que queima na lareira pode aquecer bem menos do que um coração apaixonado!




Palavras de uma leitora...




— Minha vela do desejo ainda está queimando, mamãe?
Ellie beijou a filha pequena com ternura.
— Sim, querida. Ela ainda não chegou ao fim. Agora, deixe de preocupar-se tanto e tente dormir. A vela está lá embaixo, na janela, no lugar onde você a deixou.
— Brilhando na escuridão para que papai a veja e saiba onde nós estamos.
Ellie hesitou. Quando respondeu, sua voz era rouca.
— Sim, querida. Papai saberá que estamos aqui, seguras e protegidas do frio.
Amy encolheu-se sob os cobertores gastos e a desbotada colcha de retalho que as cobriam.
— E quando o novo dia chegar, ele estará aqui para o café da manhã.
Um nó se formou na garanta de Ellie.
— Não, querida. Papai não vai estar aqui. Você sabe disso.
— Mas amanhã é meu aniversário e você disse que papai viria.
Lágrimas queimavam os olhos de Ellie. Comovida, ela acariciou o rosto encantador e suave da filha.
— Não, querida, eu disse isso no ano passado, e você sabe por que papai não veio naquela ocasião.
Houve um longo período de silêncio.
— Porque no ano passado eu não coloquei uma vela na janela?
A reação de Ellie foi de verdadeiro horror.
— Oh, não! Não, minha querida, juro que você não tem nenhuma responsabilidade no que aconteceu.— Ela tomou a menina nos braços e abraçou-a por um longo momento, afagando seus caracóis sedosos, esperando até que o nó em sua garganta se desfizesse e ela fosse capaz de falar mais uma vez.— Meu bem, seu papai morreu, por isso ele nunca voltou para casa.
— Porque ele não conseguia encontrar o caminho, porque não acendi uma vela na janela para ajudá-lo.



- Esta história me prendeu desde a primeira página quando a pequena Amy, aquele anjinho de apenas quatro anos, falou para a mãe as coisas que coloquei acima. Eu senti um nó na minha garganta e uma vontade de proteger aquela menina de tamanha ilusão, mas no fundo eu já imaginava que o mocinho da história apareceria justamente no aniversário daquela menina, como um presente, como se aquela vela vermelha que Amy acendeu fosse realmente especial... pudesse fazer milagres. Não acredito que a vela tenha feito algo. Mas a fé daquele anjinho, sim. Quem se negaria a atender um pedido tão especial?! Tudo que ela queria era um pai. Não pedia mais nada. É impossível não se emocionar com isso. 


- Tarde daquela noite, quando Amy já estava na cama, um desconhecido bateu na porta da casa de Ellie, mãe da menina. Ele batia de forma desesperada e Ellie não sabia se deveria ou não atender a porta. Morava num lugar um tanto quanto perigoso e não era recomendável uma mulher sozinha, com uma criança pequena em casa, atender a porta uma hora daquelas. Mas o estranho pediu por socorro, deixando-a cada vez mais nervosa. Seria um truque? Uma forma de fazê-la atender a porta para depois fazer mal para ela e sua filha? Ou aquele desconhecido realmente precisava de ajuda? Antes que Ellie pudesse decidir se abria ou não a porta, um barulho se fez escutar do lado de fora... como se algo tivesse caído. E Ellie tomou sua decisão. Abriu a porta... encontrando um homem ferido e desacordado caído no chão. Sem pensar nas consequências ela o colocou para dentro de casa, sabendo que seria desumano deixar alguém ferido do lado de fora naquele tempo, para morrer de frio ou infecção. E essa simples atitude de amor pelo próximo, mudou toda sua vida. Para melhor, é claro. Muito melhor. Não eram só os sonhos de Amy que estavam prestes a se realizar... mas também os mais profundos desejos do coração de Ellie. Aquele aniversário seria diferente... e o Natal que se aproximava também. Porque milagres... definitivamente acontecem.


- Não é permitido falar muito desta história.rsrs... Ela é tão curtinha, gente, que é possível lê-la em pouquíssimas horas. Se você não estiver fazendo mais nada enquanto lê o livro, é possível até mesmo terminar a leitura em uma hora. É muito curtinha... porém, uma das histórias mais doces e fofas que já li. Aquele livro que acaba por nos lembrar dos contos de fadas que líamos em nossa infância. É um livrinho simples e mágico. Encantador. Me peguei várias vezes suspirando e dando gargalhadas aqui. Foram ótimos os momentos que passei com esse livro. 



— Cubra-se!—  Exigiu ultrajada.
Ouviu um ruído de tecido e virou-se para encará-lo e sentiu que o rosto era tingido por um novo rubor. Ele havia encontrado uma de suas meias e a colocara sobre a parte de seu corpo, justamente a parte que mais a chocara. O restante continuava exposto. Tentou não notar a beleza dos músculos bem definidos e das curvas firmes, mas era difícil ignorar tão perfeita beleza.
Os olhos azuis brilhavam maliciosos e provocantes.
— Assim está melhor, amor?



- Atrevido, verdade?!kkkkk... Um sedutor! Esse mocinho sem nome me divertiu muito aqui. Ele tinha perdido a memória ao ser tão cruelmente ferido na cabeça e quando acordou, acreditou que Ellie fosse sua esposa. Porque a menina, a Amy, não parava de chamá-lo de "papai" e a criança tinha os olhos da mesma cor que os dele. Ele acabou por acreditar que ela era realmente filha dele, embora estivesse um pouco nervoso por não conseguir se lembrar de nada. Quando acorda com a Ellie em seus braços (pois só tinha uma cama naquela casa para adultos e fazia muito frio. Ela não teve outra opção senão dormir na mesma cama que ele... e sabe como é quando dormimos... ela não foi parar nos braços dele de propósito.rsrs...) ele decide acariciá-la para minha completa diversão.kkkkkk... A Ellie aproveita bastante, antes de finalmente acordar, mas depois que percebe o que está acontecendo e que não está de modo algum sonhando, ela quase tem um ataque. Ela desperta pouco antes deles fazerem amor. É uma cena sensual e divertida. Eu adorei! :)


- Uma coisa que me fazia suspirar aqui era ver o mocinho sem nome chamá-la de "amor" (suspiros...). Mesmo depois dela explicar que eles não eram casados e como ele tinha aparecido em sua vida, ele continuou chamando-a de amor.rsrs... E era tão lindo vê-lo fazendo isso. Ele a adorou quase à primeira vista. Para falar a verdade, ele a adorou à primeira vista. Para ele, ela era um anjo, a mulher com quem ele se sentia bem, que parecia se importar com ele e o fazia desejar ter uma família. E ele estava disposto a fazê-la dele assim que recuperasse a memória. Porém... que segredos o retorno da memória dele poderia revelar? Será que depois que sua memória retornasse eles poderiam mesmo ficar juntos? Ou aquele conto de fadas chegaria ao fim?!


- Não posso falar mais, gente! Se fizer isso acabarei contando a história inteira.kkkkkk... Por isso, paro por aqui. Só o que ainda posso dizer é que esses três formam uma família linda, encantadora. Amy é um anjo e Ellie uma guerreira, uma mãe que fazia o possível para preservar a infância da filha e manter a menina segura e alimentada. Elas não tinham quase nada e ainda assim ela dividiu o pouco que tinha com um desconhecido. E o mocinho sem nome é simplesmente encantador. Não dá para não se apaixonar por ele. Impossível!rsrs... Ah! E também me encantava a forma como ele a via como sua Ellie, sua mulher... mesmo sabendo que não era marido dela. Ele simplesmente já a considerava dele. É lindo, gente!


- Esta história foi uma indicação da minha querida amiga, Carlita! Muito obrigada, flor! Eu simplesmente amei esta história! Ela é doce e muito linda. Uma ótima história para se ler perto do Natal. :)


- Pedido de Natal foi minha escolha para o tema de dezembro da Maratona de Banca 2012. Para conhecer as resenhas dos outros participantes, basta clicar AQUI.



Um Feliz Natal para todos os leitores apaixonados por livros! Seja de romance ou qualquer outra coisa. E para você que apenas está passando pelo blog e sequer gosta de ler, eu também desejo um lindo e Feliz Natal! Que o Natal de todos vocês seja melhor do que os dos anos anteriores. Que seja abençoado, cheio de amor, paz, saúde, felicidade, união e tudo de bom! Lembre-se sempre de agradecer ao aniversariante por seu amor e proteção. E lembre-se também que o mais importante nesta vida não são as coisas materiais e sim as pessoas que amamos e os momentos que passamos ao lado delas. Até quem não acredita no amor, sabe no fundo que é impossível viver sem ter alguém que o ame, sem ter alguém para amar. Seja um filho, um companheiro, mãe, pai, irmãos, gatinho, cachorros... o que seja. No fundo, isso é o mais importante. Amar e ser amado. Que não falte amor para ninguém neste Natal e no ano que em breve se iniciará! Que Deus esteja sempre com vocês! :)



Bjs e até breve!


30 de novembro de 2012

Agora Seremos Felizes - Penny Jordan [Maratona de Banca 2012 - Novembro]





(Título Original: Second-best husband
Editora: Nova Cultural)


Em Novembro: Penny Jordan


Primeiro vem o amor, depois o casamento.

Não há nada mais patético que uma secretária apaixonada pelo chefe, especialmente se ele acabou de anunciar seu noivado com outra mulher. Infeliz, Sara não tinha esperanças de emendar seu coração partido. Mas Stuart Delaney sabia que poderia ajudá-la... Sabia tudo sobre a dor de desejar algo além de seu alcance. Era bonito, carismático e sedutor, mas, assim como Sara, seus sonhos de casamento, família e filhos ainda não haviam se realizado. Sara, ao ter Stuart insistentemente ao seu lado, sentiu uma onda de desejo perturbá-la de modo assustador... Mas mais surpreendente ainda foi a súbita proposta de casamento que ele lhe fez!




Palavras de uma leitora...



- Último dia do mês... E só agora estou fazendo a resenha do livro escolhido para o tema desse mês da Maratona de Banca 2012.rsrsrs...

- Confesso que eu acreditei que não fosse conseguir resenhar sobre esse livro. Além de ter deixado a resenha para a última hora, eu também deixei a leitura do livro para o último momento.kkkkk... Estava no trânsito desesperada, pensando em como faria para conseguir terminar de ler o livro e resenhá-lo antes da meia-noite. Eu tinha deixado para ler hoje quase o livro inteiro.kkk... Faltava mais da metade para eu ler e como ultimamente estou lendo com uma lentidão impressionante, achei que seria impossível terminar hoje até mesmo a leitura de um livro curtinho como esse. Mas a leitura flui fácil e quando vi já tinha terminado de ler a história. E aí pude respirar com mais tranquilidade.rsrsrs...


 "Teria realmente desperdiçado um precioso tempo de vida? Todos aqueles anos amando Ian, esperando e querendo... haviam sido apenas perda de tempo?

Não se estivesse preparada para aprender com os erros, reconhecendo a auto destruição de tudo o que havia feito e prevenindo-se contra a possibilidade de repetir as mesmas atitudes."


Sara havia sofrido uma terrível decepção. Estava com o coração partido por descobrir que o homem para quem ela tinha dedicado dez anos de sua vida, não era o que ela pensava. E mais. Além de descobrir que o homem amado estava muito longe da perfeição que ela idealizou, também descobriu que ele pretendia se casar. Mesmo sabendo o que Sara sentia por ele. Mesmo tendo alimentado, ano após ano, aqueles sentimentos. O golpe foi terrível, mas, masoquista como só ela consegue ser, Sara colocou na cabeça que continuaria trabalhando para Ian, sendo sua secretária e administrando tudo sozinha como sempre tinha feito. Pois Ian precisava dela. Ela não podia abandoná-lo só porque ele tinha pisado em seus sentimentos e zombado dela com a futura esposa. Não. Ela era uma profissional e continuaria fazendo seu trabalho de cabeça erguida. Vendo Ian à distância e sofrendo ao vê-lo com outra como sempre tinha feito cada vez que ele resolvia ter algum relacionamento amoroso. O que acontecia com frequência. Ela sempre tinha aguentado tudo calada. E continuaria aguentando. Esse era seu destino, pois jamais conseguiria amar alguém como amava Ian... Também sentem vontade de matá-la?rsrs... Fiquem tranquilos. Essa vontade de assassiná-la vai passar. Sara acaba por criar juízo. Não imediatamente... Mas também não se pode ter tudo na vida.rsrs... Nem sempre as coisas são como desejamos.

Embora estivesse disposta a continuar sofrendo, como uma tonta, por alguém que não a merecia, as coisas não acontecem como Sara desejava. Ela até podia desejar continuar bancando a tola masoquista, mas Anna, futura esposa de Ian, a queria bem longe dele e fez questão de usar o veneno ideal para atingir Sara e fazê-la fugir para sua cidade natal, em busca de conforto e um lugar para lamber suas feridas. Anna tinha conseguido destruir por completo a autoestima de Sara e ela se sentia quase um lixo. Tudo que desejava era o abraço carinhoso e compreensivo dos pais, era passar um tempo com eles até ter coragem de voltar para Londres e encarar a realidade: tinha amado durante dez anos um homem que sequer existia, estava com 29 anos e permanecia virgem e, o principal, ainda não tinha realizado o maior sonho de sua vida: ter sua própria família. Um marido e filhos. E depois das palavras da cobra, o sonho se tornava cada vez mais impossível de ser realizado.

Ao voltar para sua cidade natal, Sara recebe uma notícia desanimadora: seus pais não estavam em casa. Tinham viajado para visitar a filha mais velha, que estava dando à luz ao terceiro filho e sendo assim, Sara não poderia sequer chorar no colo dos pais. Só que nem tudo é tão ruim assim...

Essa notícia é dada por Stuart Delaney, o novo vizinho de seus pais. Um homem que causa um impacto em Sara logo à primeira vista e desperta nela sentimentos confusos, excitantes e aterrorizantes ao mesmo tempo. A presença de Stuart mexia com todo seu corpo e fazia seu cérebro perder a capacidade de pensar com clareza. Existia algo nele... Algo que ela não conseguia explicar, mas fazia com que ela sentisse coisas que jamais havia sentido por Ian. E embora esteja mais do que disposta a lutar contra sentimentos tão intensos e desconhecidos, Sara não terá a menor chance. Stuart não tem a menor intenção de deixá-la escapar e se esconder atrás de uma ilusão. Ele a quer... E não vai sossegar enquanto não conseguir o que deseja: uma vida ao lado de Sara. Filhos e a certeza de ser amado por ela. Conseguiria arrancar Ian da mente dela. Ou ele não se chamava Stuart...


"Nunca um homem a tocara daquela maneira como preâmbulo de contatos mais íntimos. Jamais experimentara a tensão sexual proveniente da consciência de que as mãos masculinas passariam a deslizar por todo seu corpo, alcançando partes ocultas e sensíveis que jamais haviam sido tocadas por alguém.

Incapaz de controlar-se, cravou os olhos nos lábios de Stuart e uma sensação incômoda percorreu seu corpo, abalando as defesas que havia construído ao longo dos anos. Trêmula, se deu conta de uma tensão crescente que ameaçava adquirir vida própria em seu interior, tomando seu sistema nervoso e eliminando todas as possibilidades de controle."


- Durante a leitura desse livro eu fui me surpreendendo. Por quê?! Porque estava gostando do livro!kkkkkkkkkk... A Carlita tinha avisado que eu provavelmente não iria gostar muito da mocinha e eu pensei que isso poderia afetar o livro. Então, comecei a leitura achando que o livro iria receber umas duas ou três estrelas, por causa da mocinha. Achei que não fosse sentir nada de especial pelo livro. Mas eu estava enganada.rsrs...

- Apesar da Sara conseguir ser insuportável em certos momentos (principalmente quando ela não para de repetir o nome do Ian!), até que não a odiei.rsrs... Não. Ela não chegou a despertar meu ódio. Eu até a xinguei em alguns momentos (foi inevitável, gente), mas ódio eu não senti por ela, não. Até que passei a sentir carinho por ela.kkkkkk... Por mais tonta que a Sara seja, eu consegui entendê-la em alguns momentos. Não sua obsessão pelo Ian, mas sim seu medo de acreditar novamente em outro homem. E sua necessidade de ter filhos. Ela estava até mesmo disposta a arriscar um casamento sem amor, pois a necessidade de ter filhos era forte demais. Ela precisava ser mãe. Ela precisava ter sua própria família, ouvir um bebê seu chamá-la de "mamãe" e eu entendo bem essa necessidade. Sendo assim, não pude odiá-la. :D Sorte a dela, pois eu estava bem disposta a odiá-la.rsrrs... Sara não se tornou minha mocinha preferida, mas eu passei a torcer por ela. Passei a desejar que ela acordasse e percebesse que estava sofrendo à toa. Que tinha bem perto um homem disposto a realizar todos os seus sonhos, ser pai dos seus filhos e amá-la até o último dia da sua vida. O que mais ela poderia querer?! Ela tinha tudo ali!!! Sendo oferecido a ela! Felizmente ela acordou. Demorou, mas até que nem tanto quanto eu imaginava. Eu pensava que ela só fosse acordar na última página.kkkkk... Mas acontece bem antes disso.


"... em seguida, abraçou-a com carinho, confortando-a como se fosse uma criança assustada. Em silêncio, obrigou-a a levantar-se e puxou-a de encontro ao peito, fazendo-a recostar a cabeça em seu ombro.

Como se fosse a atitude mais natural do mundo, Sara aninhou-se em seus braços e deu vazão ao pranto que ameaçava sufocá-la."

"Stuart abraçou-a com mais força, como se quisesse absorver um pouco da sua dor."


- O que falar do Stuart??? (suspiros...) É impossível não se apaixonar por ele. Assim como a Sara, somos vítimas de seu feitiço logo à primeira vista. Ele causa um impacto e conforme vamos conhecendo-o vamos nos apaixonando cada vez mais por ele. A cena em que ele abraça a Sara com todo aquele carinho e a consola, é uma das cenas mais queridas, mais lindas. Eu me emocionei com a beleza, o amor que existia na cena. Outro homem talvez se comportasse de forma diferente, por causa do motivo das lágrimas da Sara, mas o Stuart não se sentiu ofendido pela atitude dela. A primeira coisa que ele fez depois de descobrir o que a deixava tão triste, foi abraçá-la. Abraçá-la como somente quem ama sabe abraçar. Sabe aquele abraço que faz você derramar todas as lágrimas que estavam presas? Que faz você colocar toda a dor que te sufocava para fora? Foi esse o abraço do Stuart. Eu achei a cena simplesmente linda. Fofa e tocante.

Stuart é um daqueles mocinhos da PJ que sempre consegue me tocar. Eu sentia saudades deles. Já me decepcionei muito com a autora, já li livros terríveis escritos por ela. Livros que me deixaram com vontade de brigar seriamente com ela e perguntar o que ela tinha bebido antes de escrever aquelas "coisas". Mas também já li livros muito lindos e especiais escritos por essa autora tão querida. E são esses livros que a tornaram tão especial para mim. Eu também morria de medo de ler outra história da PJ. Não por temer encontrar um traste, uma praga como mocinho, mas sim... porque seria a primeira vez que leria algo dela depois de sua morte. E não me sentia tão preparada assim. É doloroso imaginar que nesse mesmo mês, ano passado, ela ainda estava viva. É doloroso saber que agora ela não está mais aqui. Quantas histórias será que ela ainda planejava escrever? Quantas histórias ficaram inacabadas e quantos personagens perderam a chance de ganhar vida? Quando a Penny Jordan faleceu não foi mais um ser humano que se foi. Foi uma estrela que perdemos. Uma estrela que voltou para o céu. Sinto muita falta dela. Ainda é difícil acreditar que ela realmente partiu. Mas me alegra saber que ela será eterna. Ela pode ter escrito livros capazes de deixar qualquer leitora indignada e com vontade de nunca mais ler nada escrito por ela, mas escreveu MUITOS livros especiais. Muitos livros com mocinhos que tocam nosso coração e nos emocionam. Histórias que nos fazem suspirar e sonhar acordadas. Belos romances. Essas histórias a tornam eterna. Ela nunca será esquecida. 


Stuart é um mocinho que nos conquista sem realmente desejar isso. Como posso explicar? Ele não se esforça para ser especial. Ele é especial. Ele me conquistou fazendo as coisas mais simples. Porque eu conseguia enxergar todo o amor e a dedicação por trás daqueles gestos. E ele fazia tudo em silêncio. Ele não ficava dizendo para a Sara o que sentia. Ele mostrava. Ele é maravilhoso, gente! O tipo de mocinho que eu necessitava no momento.rsrs... Depois do mocinho de Segredos Perigosos, ele é tudo que eu precisava para continuar acreditando nos meus queridos romances. Ainda existem mocinhos de verdade. E não imitações terríveis como alguns... rsrs...

Essa história foi uma indicação da minha querida amiga Carlita. Dessa vez amei a história apesar da mocinha, amiga! :) Ainda estou surpresa!kkkkk... Mas a história é exatamente o que eu queria e não esperava encontrar no momento. Foram livrinhos como esse que fizeram eu me apaixonar pelos romances de banca. Já li certas coisas que... Nem sei que palavra usar!kkkkkkk... Foi ótimo matar a saudade dos livrinhos especiais. Dos livrinhos de verdade. :) Gracias!


- Recomendo a história?! É claro!rsrs... Dei cinco estrelas ao livro no skoob, pois ele merece. E ele ainda ganhou passagem para os favoritos. :D


Em novembro o tema da Maratona de Banca 2012 foi Penny Jordan. Para conhecer a resenha dos outros participantes, clique AQUI.


Bjs e até breve!

31 de outubro de 2012

Chuvas de Verão - Sandra Brown [Maratona de Banca 2012 - Outubro]


Em Outubro: Reencontro


Durante doze anos, Rink não esqueceu aquela tarde de verão, quando sua boca provou a boca adolescente de Caroline. Agora, ardendo de saudade, quer sentir de novo o aroma do corpo amado, desejado há tanto tempo... Caroline respira com dificuldade, o coração aos saltos. Sente-se tomada pelo desejo de entregar-se por inteiro. Mas é impossível. Caroline tem um terrível segredo para revelar a Rink. Ela é esposa do pai dele! 




Palavras de uma leitora...





"Quando seu pai me pediu em casamento, aceitei. Ele podia me oferecer tudo o que eu sem­pre havia desejado. 

— Um novo sobrenome.

 — Sim.

 — Roupas finas, dinheiro.

— Sim.

— Uma linda casa...

 — A casa que eu sempre amei! 

— E por tudo isso você se vendeu a meu pai! 

— Num certo sentido, sim. — Ela se sentiu suja e precisava justificar-se. — Queria ser a amiga que Laura Jane necessitava. Queria ajudar seu pai.

 — Quer dizer que os seus motivos foram puramente altruístas? 

 — Não — confessou Caroline, baixando os olhos. — Queria morar  no "Retiro". Queria o respeito que, como esposa de Roscoe, todos me dariam."


- Por onde começo? Sinceramente, não sei. Preciso organizar meus pensamentos... Existem coisas que eu não consigo aceitar, gente. Existem coisas que não dá para aceitar. E a mocinha dessa história é uma dessas coisas. Até porque, para mim, ela não passa de uma "coisa" mesmo. E uma coisa que não vale nada. 

- Bem... Acho que essas palavras iniciais já mostram o que penso da mocinha, certo?rsrs... Para mim, ela não é a mocinha da história. Laura Jane, é. Steve é um mocinho. Rink é outro mocinho (maravilhoso, por sinal!rsrs...), mas a Caroline não é uma mocinha. Não a aceito como mocinha de história alguma! Ela sequer deveria existir. Não presta. Não vale absolutamente nada e ainda se acha no direito de se sentir ofendida quando seu passado e seu presente são jogados em sua cara, pela única pessoa que poderia ter o direito de falar alguma coisa. Realmente as pessoas daquela cidade não tinham nada a ver com sua vida. Eu não tenho nada a ver com o que ela tenha feito. Mas o Rink, sim. O Rink tinha todo o direito de desprezá-la por ela ser tão ambiciosa, tão mercenária e hipócrita. E como o Rink não merecia nada do que ela fez, estou muito mais do que disposta de chamá-la de quantas coisas ruins eu quiser. Serve para colocar a raiva para fora, sabe? Estou precisando. 


"Agora, por uma ironia do destino, estava casada com o pai dele! Quando fora pedida em casamento por Roscoe, acreditara que todos os seus sonhos seriam realizados. Teria respeitabilidade e dinheiro; as pessoas que faziam pouco caso dela passariam a tratá-la com deferência."


- Ironia do destino? Então, o destino, cruelmente, a obrigou a se casar com o pai do homem que ela supostamente amava? Claro. Estava escrito. Ela foi apenas uma marionete nas mãos do destino, que adora brincar com as pessoas. Ah, fala sério! Ironia do destino uma ova! Foi tudo escolha dela. Não foi nenhum destino irônico ou cruel que fez aquela escolha. A escolha foi dela. Uma escolha pura e simplesmente por dinheiro. E, claro, respeito. Se casando por dinheiro ela conseguiria todo o respeito do mundo, é óbvio. Não acham?! 

- E eu estou tão furiosa só por que a mocinha não é perfeita? Não. Só por que ela se casou por dinheiro? Também não. Isso poderia pesar contra ela, sim, mas não seria motivo suficiente para eu odiá-la (e sim. Eu a odeio.). O problema maior é que ela se casou por dinheiro, disposta a dar seu corpo em troca, com o pai do homem que ela amava. Isso para mim foi inaceitável. Nojento, é pouco. É... Nem sei que palavra usar, sinceramente. Só de imaginar até que ponto a ambição dela a levou, só de imaginar ela se deixando possuir pelo homem que contribuiu para trazer o homem que ela amava ao mundo, eu sinto nojo. 

- Mas vocês devem estar se sentindo perdidos, não?rsrs... Bem... Vou explicar as coisas e depois volto a explodir. 


- Doze anos antes, Caroline e Rink se conheceram e se apaixonaram. Eram dois jovens, ambos inocentes da maneira deles. Embora fosse maior de idade e já tivesse dormido com um grande número de meninas, Rink ainda conservava a inocência da infância, da adolescência. Os sonhos, sabe? A esperança. E Caroline era aquilo que o seu coração ansiava. Alguém que estava acima da maldade existente no mundo, nas pessoas. Alguém que o amava sem esperar nada em troca. Que só desejava a ele, que, embora não tivesse esperança de um futuro juntos, estava disposta a se entregar de corpo e alma e amá-lo naquele momento... num momento que ficaria na memória, que ela guardaria para sempre, mesmo que o futuro viesse a separá-los. Quanto mais a conhecia, mais a amava, mesmo sabendo que ela era a filha de um bêbado, mesmo sabendo que ela era muito pobre e que o mundo deles não era igual, que ela era menor de idade e aquele relacionamento era um crime. Que havia um abismo entre eles. Mesmo sabendo tudo isso, Rink não se importava. E ele não podia pensar num futuro sem ela. Estava disposto a lutar contra o que quer que fosse para ficar com ela. Queria que ela fosse sua mulher. Queria se casar com ela e realizar todos os seus sonhos. Como ele foi ingênuo, como foi inocente... 

- Aquele sonho maravilhoso, aquele conto de fadas, teve um fim. Um fim bastante amargo, que marcou profundamente a vida de Rink, fazendo-o viver anos de inferno. Fazendo-o ir embora e deixar a garota amada para trás. Mas ele não tinha opção. Bem... Na verdade tinha, mas se para ser feliz ele precisaria sacrificar a felicidade de outra pessoa, ele preferia abrir mão de seus sonhos. Não poderia pagar um preço tão alto pela própria felicidade. Simplesmente não poderia... E então, ele partiu. E enquanto esteve fora, recebeu a notícia de que a garota doce, pura e louca por ele, tinha se casado. Com ninguém mais do que o pai dele. 


- Quando Rink partiu, Caroline ficou arrasada. Se sentia ferida, enganada... Num momento ele jurava amá-la e no outro, estava indo embora, sem sequer tentar se explicar. Sem sequer se despedir dela. Embora se sentisse profundamente magoada, ela continuou com sua vida. Terminou seus estudos e graças à doação generosa de alguém misterioso, conseguiu realizar um dos seus grandes sonhos, que era cursar uma faculdade. 

- Ao voltar para sua cidade natal, depois de terminar os estudos na faculdade, Caroline arrumou um emprego num banco e tentou dar uma vida melhor à mãe, que tanto tinha batalhado para sustentá-la. Mas ter um diploma não era suficiente. Ter um emprego decente e um salário adequado, também não. Ela precisava de mais. Precisava de riqueza, roupas boas (já que a traumatizou usar roupas de segunda mão quando era jovem. Sim. Tudo por causa do trauma, é claro.), precisava da casa que era o castelo dos seus sonhos quando ela era mais nova. E se para ter tudo isso ela precisaria vender o próprio corpo, não seria problema algum. Ela seria respeitava pelo povo. Ela teria tudo que sempre quis. O preço a pagar não era nada especial, verdade? E, quando Roscoe, pai de Rink (deixemos bem claro que ele é pai biológico do Rink. Não é nenhum padrasto. É pai mesmo. De sangue. E ela sabia disso.), a pediu em casamento, ela só não pulou de satisfação porque achou que isso não seria apropriado. Mas é claro que por dentro ela se sentiu vitoriosa. Quem a olharia com desprezo agora? A cidade inteira teria que engoli-la e respeitá-la, certo? De quebra, ela ainda se vingaria do ex-namorado. 

- Se a Caroline tivesse 15 anos quando se casou com o pai do Rink, eu ainda seria mais tolerante. Era por algo assim que eu esperava. Que ela fosse uma menina perdida e magoada, quando se casou com o Roscoe. Mas não. Ela não era mais uma criança. Já era uma mulher. Já tinha entendimento suficiente. Sabia exatamente o que estava fazendo. Agiu como uma mulher da pior espécie, sabendo perfeitamente o que estava fazendo. E eu não posso aceitar. Nem sequer entender! Para mim, é inexplicável. 

- Gente, vamos ver as coisas da seguinte forma. Você tinha um namorado (a) e o seu relacionamento com essa pessoa não deu certo. Você iria se sentir bem se a pessoa resolvesse se casar com a sua mãe ou seu pai? Se sentiria bem ao imaginar os dois na cama? Transando? Fazendo centenas de coisas que vocês fizeram juntos ou que pensavam em fazer? Não posso nem imaginar algo assim que já me sinto nauseada. E se amasse a pessoa, então, aí é que as coisas seriam insuportáveis, certo? E Caroline supostamente amava o Rink. Se ela não deixasse claro que o amava, isso até seria um atenuante, mas ela amava, então, isso piorava a situação dela. Só tornava ela ainda mais ordinária aos meus olhos. 

- Caroline e Rink voltam a se encontrar somente doze anos depois da separação amarga e o motivo do reencontro é a morte iminente de Roscoe. Como seu pai estava morrendo e mandou chamá-lo para se despedir, Rink resolveu voltar. Mesmo sabendo que seria doloroso demais rever a mulher que ele ainda amava e que agora era sua madrasta. E é aí que a história realmente começa. Quando Rink retorna e o passado volta com ele. Muita coisa ficou sem explicação quando Rink partiu, muita coisa precisava ser colocada para fora e, agora que eram forçados a se ver, a viver na mesma casa, eles precisavam esclarecer tudo. Gritar tudo que sentiam. Se o sentimento do passado poderá se salvar ou se haverá alguma segunda chance, só depois de muitas brigas e muitas verdades ditas aos gritos é que eles poderão saber. 


"—  Você pensava em mim quando fazia amor com meu pai? 

Nada no mundo poderia tê-la ferido tanto. Era pior do que uma punhalada no peito! Caroline soltou um grito de dor e levantou-se.

—  Canalha! Nunca mais se atreva a me dizer uma coisa dessas!

Ele se levantou também e a encarou com ódio.

—  Quero saber! Não teve dor de consciência ao se casar com meu pai, depois que fomos praticamente amantes?

—  Eu queria ser sua, lembra? Foi você quem não quis. — Ela esboçou um sorriso de escárnio. — Não quis correr nenhum risco, não é?

— É verdade. Não queria magoá-la.

—  Mas eu queria que você me magoasse!

Rink rangeu os dentes e sua voz reduziu-se a um murmúrio.

—  Gostaria de tê-la magoado dessa maneira. Queria ser o primeiro homem da sua vida. — Ele deu um passo para a frente. —  Mas para mim você era algo à parte, diferente das outras moças com quem eu andava.

—  Houve muitas?

—  Sim.

—  Antes e depois?

—  Sim.

—  Então, por que censura o meu casamento com Roscoe?"


- Não. Vocês não estão imaginando coisas. Ela realmente fez essa pergunta. E achava que tinha todo o direito de se sentir ofendida por ele censurar seu casamento com o pai dele. Afinal de contas, ele teve muitas mulheres antes e depois dela, não é? Mas... Uma delas foi a mãe da Caroline????????!!! A resposta é óbvia: NÃO. Ela é a "coisa" nessa história. Não ele. É ela que faria qualquer coisa por dinheiro, inclusive trair os próprios sentimentos. Não ele. Pelo contrário. Ele abriu mão de tudo e lutou para conquistar tudo que tinha. Ela não quis fazer o mesmo. Capacidade ela tinha, mas optou pelo caminho mais fácil.


- O que eu penso da história? O que eu penso da vadia da Caroline, vocês já sabem. Mas o que penso da história? Não posso considerar bela a história que existe entre Rink e Caroline. O passado deles foi lindo, mágico, mas o que ela fez depois estragou tudo. Ele cometeu erros no passado? Na minha opinião não, pois como ele disse, ela não acreditaria nele. Sequer tenho dúvidas disso. Ela não acreditaria. Ele simplesmente perderia seu tempo falando. Ela sim cometeu erros gravíssimos e imperdoáveis, na minha opinião. Ela eu não perdoo. Se ela dependesse do meu perdão, estaria tramada (nem sei se essa palavra se encaixa, mas a outra opção não seria muito educada.rsrs...). Quanto ao Rink, não tenho nada para perdoar. Ele fez o que podia fazer, diante das circunstâncias. E foi muito nobre. Nunca fingiu, nunca sacrificou nada inutilmente. Por motivo fútil. Tudo que fez, teve motivos compreensíveis para fazer. E achei lindo o amor dele por uma pessoa que ele não tinha a menor obrigação de amar. Por ele, eu daria cinco estrelas ao livro. Ele merecia isso. Mas a história não é só sobre ele, gente. Infelizmente, a vaca da Caroline faz parte do livro e é uma das protagonistas. Se ela não fizesse parte da história, tudo seria maravilhoso. Até o vilão poderia ficar. Ela não poderia. Se desaparecesse da história misteriosamente, eu não me importaria nem um pouco. Pelo contrário! Faria até uma festa! Ela estragou tudo!!!!!!! Nunca perdoarei essa "coisa" por isso! Ela me dá nojo. 

- Como eu disse, a história seria ótima sem a ordinária. O Rink merecia alguém melhor do lado dele. Um homem tão maravilhoso, tão lindo (e não estou falando da beleza exterior, embora ele também seja belíssimo por fora.rsrs...), que ama desse modo tão incondicional, merecia alguém digna dele. Não aquela imitação mal feita. A mocinha do livro anterior que li da autora, também era complicada, mas valia mil vezes mais do que a escolhida para essa história. 


- As partes que mais gostei nessa história, eram aquelas nas quais Laura Jane e Steve apareciam. :) Fiquei encantada pela história deles e com eles sim eu suspirava e torcia muito pelos dois. Dois encantos, duas pessoas que se amavam além de tudo. É tão mágico o amor entre os dois. Tão puro... Por eles, eu também daria cinco estrelas ao livro, gente. Mas só se a Caroline não fizesse parte do livro, como já disse. :(

- Laura Jane é a irmã caçula do Rink. Uma jovem de vinte e dois anos, mas com a mente inocente de uma criança. Ela tem uma deficiência mental, mas é algo que não afeta sua capacidade de amar. A mente dela pode ter problemas, mas seu coração sabe o que quer e corre atrás disso. É muito lindo! Eu queria ler uma história só sobre os dois. Tenho certeza de que seria linda e entraria para a lista das minhas histórias preferidas! Só os poucos momentos que a autora nos dá sobre eles, já encanta e faz com que a gente os adote, queira protegê-los de tudo e de todos. São poucos que amam como eles se amam. Caroline deveria aprender algo com eles. Mas nem os anos que passou ao lado daquela menina a fizeram aprender lições valiosas. Não que a garota não estivesse disposta a ensiná-la, mas a ordinária não é o tipo de pessoa disposta a aprender coisas que realmente valem a pena. É realmente lamentável. 


- Só teve uma coisa que a "coisa" fez que eu gostei. Não direi o que é, mas acontece no final. Infelizmente, não foi suficiente para me fazer esquecer tudo que ela tinha feito e seus motivos para fazer o que fez. 


- Recomendo a história? Sim. Não deixo de recomendar, pois o problema pode ser eu.kkkkkk... Hoje não é exatamente o melhor dia da minha vida e os momentos podem afetar nossa leitura, como já sabemos. Talvez tenha sido isso, não sei. E além do mais, vale a pena conhecer o Rink e o casal adorável formado pela Laura Jane e o Steve. O único problema é a Caroline. Ignorem-a e amarão a história! :D Podem fingir que a mocinha é outra. Se eu estivesse com paciência hoje, poderia ter imaginado outra mocinha no lugar dela e isso poderia ter diminuído minha revolta. 


- Essa história foi uma indicação da minha querida amiga Carlita. Ela me avisou que eu poderia não gostar da mocinha.rsrsrs... Eu pensei que independente do que ela disse, eu pudesse gostar da mocinha, mas ela estava certa. Realmente não é meu tipo preferido de mocinha e não consegui engoli-la. Foi impossível. Flor, eu teria amado o livro se não tivesse odiado tanto a suposta mocinha da história. Não me arrependo de ter lido o livro, pois amei conhecer o Rink, a Laura Jane e o Steve. :) Por eles, eu dei três estrelas ao livro. Se não fosse a Caroline, o livro teria recebido cinco estrelas. Mas ela estragou tudo, amiga. Não pude suportá-la.kkkkkk... A vontade que eu tinha era de eu mesma arrancar a ordinária da história pelos cabelos! Em muitos momentos, senti vontade de bater nela.kkkkk... Ainda estou sentindo.rsrs... 


- Essa foi minha escolha para o tema desse mês da Maratona de Banca 2012. Para conhecer as resenhas dos outros participantes, clique AQUI.


Bjs e até breve!

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