(Título Original: The truth about love and dukes
Tradutora: Thalita Uba
Editora: Harlequin
Edição de: 2018)
Querida Conselheira Amorosa... - Livro 1
Henry Cavanaugh, duque de Torquil, anseia por uma vida ordenada e previsível. Mas era impossível com a família que tinha. Apenas a mãe facilitava a sua vida... até ela se apaixonar por um artista e decidir seguir o conselho amoroso de lady Truelove, largando tudo para seguir os desejos do coração. Agora Henry vai exigir que a mulher mexeriqueira que deu aquele conselho imprudente o ajude a impedir que o nome da sua família acabe na lama.
Irene Deverill é o que a sociedade londrina considera uma ovelha negra: dirige o jornal da família, é uma solteirona e tem orgulho disso! Mas ninguém sabe que ela possui um grande problema nas mãos: o duque de Torquil demanda que ela o ajude a resolver os problemas da sua família. Esse relacionamento forçado fará Irene descobrir que Henry é mais do que um "lírio do campo" e que ele é capaz de despertar nela sentimentos que nunca pensou possuir.
Palavras de uma leitora...
- Não há nada melhor do que ler um livro maravilhoso... Há quem seja viciado em seriados, jogos, novelas, viajar, etc e tal, mas, gente, eu trocaria tudo por um livro. Sempre! Não é à toa que quando minha família quer "abrandar" meu coração após ter aprontado algo me dá livros de presente.kkkkkkkk... Meus familiares criticam o fato de eu passar tanto tempo lendo, mas sempre recorrem ao meu amor pela leitura para deixar meu coração mole. E funciona, claro!kkkkk...
Mas este livro maravilhoso, A Verdade sobre Amores e Duques, não foi um presente da minha família, mas sim uma cortesia da editora Harlequin e uma das minhas maiores apostas de leitura do ano. O único problema é que agora quero ler tudo o que autora já escreveu! Gente, a Laura Lee Guhrke já tem uma nova fã, alguém que vai amar seus livros incondicionalmente até o fim da vida. Sim, essa fã é emotiva, exagerada, irracional muitas vezes e ficou ainda pior depois de ler esta história. Mas como não se apaixonar? Como não enlouquecer com o duque maravilhoso que ela criou e em muitas situações me lembrou o Sr. Darcy de Orgulho e Preconceito?! Eu gritei tanto com alguma cenas, desabafei no WhatsApp com uma amiga, chegando a dizer que o Henry estava me matando com toda sua paixão pela mocinha da história. Eu estava rendida, nada que ele pudesse fazer seria capaz de diminuir o meu amor por ele.
- Vocês sabem que quando recebi o pacote com dois livros enviados pela Harlequin no início deste mês, só tive olhos para o da capa azul. Lembram disso?! Eu mal notei o livro A Verdade sobre Amores e Duques, pois a capa de Amor em Manhattan me arrebatou e me fez iniciar a leitura logo em seguida. Somente depois que terminei de me deliciar com aquele livro que parei para olhar para a história do Henry e da Irene e pensei: "Por que não lê-la agora? Quem sabe não é mais uma história que me deixará apaixonada?" Então me decidi... e foi uma das mais acertadas escolhas de leitura do ano. Foi... inesquecível. Nem sei por onde começar a falar deste livro.
Tudo o que Henry, duque de Torquil, queria era ter uma vida tranquila, perfeitamente organizada, sem grandes aborrecimentos. Mas nada disso era possível, pois junto com o título e todas as propriedades que herdara do pai vieram as obrigações. Ele era responsável pelas irmãs, pela irmão mais novo, pelo cunhado que ficara viúvo há pouco tempo, pelos sobrinhos pequenos e incontroláveis e muitas outras pessoas que dependiam de suas escolhas e proteção. Nunca era possível pensar apenas em si mesmo. Cada passo, cada mínimo erro poderia refletir na vida de muita gente. Assim, desde muito cedo, aprendeu a deixar de lado qualquer emoção e fazer somente aquilo que a sociedade exigia dele. Existia quem o visse como um homem sem coração, severo, intransigente. E ele gostava de ser assim. Somente uma pessoa conhecia o seu passado e o quanto ele pagara caro por um único momento de descuido. E justamente aquela pessoa, quem ele jamais imaginaria que lhe daria qualquer dor de cabeça, o estava colocando à prova como ninguém.
Receber a notícia de que sua mãe, a duquesa viúva, pretendia se casar com um artista, provocando um escândalo que afetaria a vida de toda a família já seria um choque e tanto. Mas ser informado através de um jornal de fofocas era pior ainda. Ela nem sequer teve a coragem de falar com ele abertamente. Preferiu fugir, deixando nas mãos dele a responsabilidade de amenizar o escândalo e tentar conter o incêndio que ela provocara. Mas claro que ele não suportaria aquilo sozinho. Não mesmo. Descontaria toda sua frustração na maldita atrevida que metera na cabeça de sua mãe, uma mulher respeitável e ajuizada, a ideia louca de fugir por amor, mandando ao diabo tudo o que era conveniente. Ele não poderia matar Irene, como talvez desejasse, mas a faria entender que seus conselhos podiam trazer consequências desastrosas. E que era sua obrigação consertar toda aquela confusão.
O primeiro encontro entre os dois não é dos melhores. Antes de conhecê-lo, Irene se julgava uma mulher bastante serena, gentil e amável, dona de um temperamento fácil, alguém que jamais seria acometida por fortes emoções. Mas bastaram poucos minutos na presença daquele arrogante insuportável para ela sentir, pela primeira vez, o que era desejar esganar outro ser humano. Quem ele pensava que era para entrar em sua casa lhe dando ordens? Dizendo o que ela deveria fazer ou deixar de fazer? E ainda enfatizando quão diferente eram seus mundos e que ela, dona de um jornal, era bem inferior a ele? Ela o chamaria de Sua Graça sim... no dia em que porcos começassem a voar.
"- A senhorita não faz a menor ideia do que significa ser um duque.
- E o senhor não faz a menor ideia de como é trabalhar para se sustentar.
- Nem gostaria de saber.
- Uma declaração que não me surpreende nem um pouco. Pela aparência de suas roupas, o trabalho não lhe cairia bem."
Após toda a troca de ofensas e de ambos deixarem mais do que claro o que pensavam um do outro, Irene acreditou que nunca mais veria aquele homem insuportável em sua frente. Mas isso era apenas o que ela pensava. Porque as artimanhas do duque não demorariam a fazê-la passar duas semanas em sua casa, tendo a ameaça de fechamento do seu jornal pairando sobre sua cabeça. Como não matá-lo? Como passar aquelas duas semanas suportando-o sem que um dos dois acabasse cometendo um crime?rs
"- Um dia desses, Irene, a impertinência será o seu fim.
- Tenho certeza de que o senhor tem razão - respondeu ela, tentando parecer devidamente repreendida. - Mas, francamente, papai, duque ou não o que aquele homem poderia fazer comigo?"
- O que vocês acham que ele poderia fazer?! :D Roubar seu coração, deixá-la loucamente apaixonada por ele, por mais impossível que isso pudesse parecer.rsrs Quando conheci o Henry e vi a forma como ele falou com a mocinha na primeira vez que eles se viram, eu fiquei irritada. Muito. Pensei que estava encarando outro maldito Arthur na minha vida de leitora, mas, graças a Deus, estava enganada.kkkkkkkk... Bastou avançar um pouco mais na leitura para perceber tudo o que este mocinho tão cabeça-dura, arrogante e contido escondia por trás de sua fachada de homem mau. Não demorou para que eu começasse a me lembrar do sr. Darcy e a forma como tanto orgulho e preconceito aproximava e afastava ele da sua amada Elizabeth. Aqui temos algo semelhante. Claro que a história não é igual, mas para ficarem juntos e serem felizes, Irene e Henry precisarão superar seus próprios orgulhos e derrubar, com muita força de vontade, todos os preconceitos que possuem. E são muitos, acreditem! Ela despreza o mundo dele. Jamais desejaria participar de tanta hipocrisia, da sociedade que ele tanto parecia amar. Ele, por sua vez, via com desdém o fato dela ter uma profissão e ainda por cima ser uma feminista assumida, defensora dos direitos das mulheres e do voto feminino. Suas ideias modernas iam na contramão de tudo o que o duque acreditava. Para ele, Irene era perigosa com sua visão absurda de mundo, mas nada disso seria da sua conta se as palavras dela não tivessem "envenenado" sua mãe e abalado o mundo dele.rsrs
"- Meu Deus - disse Irene, engasgada -, seu coração bombeia sangue ou água gelada? Ou talvez o senhor não tenha coração.
Outra faísca de emoção passou por aquele semblante implacável, mas se foi em um instante, varrida para longe com sua resposta gélida.
- Meu coração, srta. Deverill, não é da sua conta.
- Graças a Deus - resmungou ela."
- É fascinante acompanhar a troca de farpas entre esses dois, principalmente porque o duque é um homem reservado, que não suporta demonstrar os próprios sentimentos e luta sempre para manter uma fachada impassível. Ele gosta de manter distância. Irene, por outro lado, não perderia nenhuma oportunidade de provocá-lo e tirá-lo do sério.rs Quanto mais austero o duque conseguisse ser pior seria a provocação dela e não é em todos os momentos que ele consegue manter a calma, acreditem!kkkk Amo vê-lo perder o juízo! Suspiros...
Conforme avançamos na leitura, conhecemos o outro lado do Henry... aquele que ele esconde até de si mesmo. Ao forçar a mocinha a ficar em sua casa por duas semanas a intenção dele era que ela aproveitasse esse tempo para convencer sua mãe a voltar atrás e não se casar com o tal artista interesseiro. Porque ele culpava Irene pela decisão de sua mãe. Mas isso, na verdade, meus queridos, era pura mentira! Ele estava apenas se enganando. A verdade é que quando conheceu nossa mocinha modernista e sem papas na língua, ele ficou encantado e aproveitou a menor desculpa para tê-la por perto... ainda que jurasse até a morte que não foi assim.rs Irene poderia até irritá-lo, mas ele não conseguia ficar longe dela. Era impossível. Ia além de tudo o que ele pudesse suportar.
"- Se existe alguém que testa os seus limites, provavelmente sou eu.
- Sim - reconheceu ele, desviando o olhar e pegando a taça de vinho. - De maneiras que a senhorita sequer pode imaginar."
E quando todo o sentimento dele vem à tona... Bye, bye reserva e todo o gelo nas veias! Quem diria que aquele homem todo sério pudesse ser capaz de tão... fortes emoções? O título do meu blog descreveria com perfeição como ficaram as emoções do mocinho após aceitar em seu coração que a amava. Que não imaginaria a vida ao lado de outra mulher.
"Henry, ela descobriu, era tão frio quanto um incêndio. Quem diria?"
- Verdade, quem diria?!rsrs É lindo acompanhar a maneira como os sentimentos surgem entre os dois e como vão se transformando até chegar ao amor. À primeira vista eles se odeiam. Todavia, ainda ali algo aconteceu no interior do nosso mocinho, algo que o levou a armar para que a mocinha ficasse em sua casa, não importam quantas desculpas ele inventou para convencer a si mesmo que seus motivos foram outros. A gente sabe que ele quis ficar bem perto dela. E conforme eles vão convivendo Irene não desperta apenas sua irritação, mas também seu instinto protetor. Porque ele não suportava que alguém se atrevesse a deixá-la constrangida ou dizer palavras ofensivas para ela... e sua cunhada sentiu na pele o que era ser a causa de sua fúria. Como eu amei a cena em que ele colocou a cobra da Carlotta em seu devido lugar!
"Você se entranha, Irene, nos alicerces da minha existência."
- Como eu disse, as coisas entre o casal não serão fáceis. Mesmo após eles se renderem ao que sentem. Cada um tem seus próprios ideais, seus princípios e opiniões sobre o que é certo ou errado. As ideias políticas e revolucionárias de Irene serão um desafio e tanto para o relacionamento entre os dois, bem como o lado conservador e tradicional do Henry provocará sérios choques de opiniões. Mas nada, absolutamente nada, é capaz de deter o sentimento cada vez mais forte que os une, o amor que os arrebata e confunde. Querem ler uma linda e divertida história de amor? Apostem com tudo neste livro! E ainda serão presenteados com uma das declarações de amor mais lindas que já li! Sério, gente! A cena na qual o Henry abre o coração por inteiro... Minha nossa! Eu não sabia se gritava, ria, chorava ou fazia tudo isso ao mesmo tempo!kkkkkk... Que cena, meu Deus! Só digo uma coisa: ela estava lá triste e de repente pegou uma carta nas mãos... o choque de ler aquelas palavras a deixou trêmula, gelada e emocionada, quase não respirava... então escutou a voz dele... Olhou para cima e lá estava ele... o que vem a seguir... Vocês não podem perder esta leitura! É belíssima! Vou sonhar com o final deste livro! Vou ter sonhos maravilhosos! :)
*Este livro foi recebido em parceria com a editora Harlequin.