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18 de novembro de 2016

O Menino da Mala - Lene Kaaberbol e Agnete Friis

(Título Original: Drengen I Kufferten
Tradutor: Marcelo Mendes
Editora: Arqueiro
Edição de: 2013)

Série Nina Borg - Livro 1


“Você adora salvar as pessoas, não é? Bem, aqui está a sua chance.” 

Mesmo sem entender o que sua amiga Karin quer dizer com isso, Nina atende seu pedido e vai até a estação ferroviária de Copenhague buscar uma mala no guarda-volumes. Dentro, encontra um menino de 3 anos nu e dopado, mas vivo. 

Chocada, Nina mal tem tempo de pensar no que fazer, pois um brutamontes furioso aparece atrás do garoto. Será que ela está diante de um caso de tráfico de crianças? Sem saber se deve confiar na polícia, ela foge com o menino e vai à procura de Karin, a única que pode esclarecer aquele absurdo.

Quando descobre que a amiga foi brutalmente assassinada, Nina se dá conta de que sua vida está ameaçada e que o garoto também precisa ser salvo. Mas, para isso, é necessário descobrir quem ele é, de onde veio e por que está sendo caçado.

Neste primeiro livro da série da enfermeira Nina Borg, vendido para 27 países, as autoras Lene Kaaberbøl e Agnete Friis apresentam uma heroína que luta contra seus demônios e busca fazer justiça em meio à crueldade e à indiferença do mundo.




Palavras de uma leitora...



"Do lado de fora, tudo continuava como antes. Do lado de dentro, o mundo havia se acabado."


Ainda que tivesse fugido, ela sentia que seu passado um dia bateria à porta, cobrando uma dívida que ela sabia que jamais conseguiria pagar... 

Construíra um mundo ao redor do seu pequeno Mikas,o filho de três anos que lhe dava motivos para levantar todos os dias e procurar ser tudo aquilo que ele necessitava, mas aquele vazio amargo não a abandonou e nem o passar dos anos puderam tornar a dor mais suportável. Agora, vivendo o pior pesadelo de sua vida, ela não podia deixar de se perguntar se finalmente não estava pagando por seu pecado. Um preço alto demais

"Sentia-se à beira de um abismo, mas não esperava de modo algum que Deus viesse em seu socorro. Pelo contrário. Não acreditava mais em nada daquilo."

Tudo o que ela lembrava era que estava no parquinho com o filho quando uma moça se aproximou e lhe entregou um chocolate. Sabia que havia se levantado e ido para perto de seu bebê, pedindo à mulher que não voltasse a dar doces a ele e então voltara para o mesmo lugar em que estava, com o filho a poucos metros brincando, enquanto ela bebia seu café. E então... a escuridão. 

Quando acordou, estava num hospital, confusa e ferida, com enfermeiras hostis lhe dando ordens e lançando olhares de desprezo, como se ela tivesse cometido algum crime. Só tempos depois lhe contaram que ela tinha sofrido uma queda provocada pelo grande teor de álcool em sua corrente sanguínea. Chocada com o que ouvia, Sigita tentou se defender, mas tudo foi ofuscado pelo pavor que a sufocou ao perceber que Mikas não estava ao seu lado. Que ninguém sabia onde ele estava. 

"Meu coração não está pesado, pensou Sigita. Está no fundo do mar, perdido na escuridão."

- Com a polícia duvidando dela, o marido em outro país agindo como se tudo fosse mais importante que seu filho e a sensação de culpa que insistia em invadir seu coração, ela sabia que estava por conta própria e que precisaria correr contra o tempo e o que quer que fosse para trazer seu filho de volta. Com vida. Seu pecado poderia ser grande, mas não permitiria que seu filho pagasse o preço por ele. Quem quer que tivesse levado seu bebê, teria que devolvê-lo. Não poderia imaginar outra possibilidade. Não poderia viver se não conseguisse recuperar seu filho. 

Com seu mundo indo abaixo e várias perguntas sem respostas, ela ainda está longe de saber tudo o que se esconde por trás do sequestro do filho...


"Como era possível que eles tivessem chegado àquele ponto?"


Tudo que ele mais desejava era dar um lar seguro e feliz à sua esposa...

Fazia mais de dez anos que estavam juntos. Ainda era capaz de lembrar com clareza o dia em que a conheceu e como ela se tornou todo o seu mundo, a realização de um sonho. Faria qualquer coisa para que ela não conhecesse a dor ou a tristeza, para protegê-la de tudo de ruim que existisse fora das paredes da linda casa que partilhavam. Porque quando se ama... qualquer princípio perde importância. E só queremos cuidar de quem amamos... acima de tudo.

Fez a ligação necessária. E pegou o passaporte que o levaria ao seu destino. Naquele momento... não poderia imaginar que algo poderia dar errado. E ameaçar o mundo de conto de fadas que construíra. Não só ameaçar... como destruir por completo. 

Só muito depois perceberia quão frágil sempre foi sua felicidade e como certas escolhas podem afetar diversas vidas. Seria capaz de consertar o estrago? Ou... seria tarde demais?


"Foi preciso que o menino entreabrisse os lábios para que ela se desse conta de que ele ainda estava vivo."

- Ela havia chegado à conclusão que nada mais seria capaz de surpreendê-la. Eram anos de experiência, lidando com refugiados e outras vítimas da violência espalhada pelo mundo. Antes mesmo de se tornar enfermeira, já não possuía nenhuma ilusão em relação às pessoas. Sabia do que o ser humano era capaz. Como vidas podiam ser brutalmente destruídas pela maldade de alguém. E, enquanto muitos preferiam viver a própria vida e ignorar todo o terror que tantas e tantas vítimas viviam diariamente, Nina sabia que jamais encontraria a paz se simplesmente virasse as costas. Não conseguia. A indiferença não fazia parte do seu sangue. 

Ela tinha uma família. Dois filhos que amava mais que tudo na vida, um marido carinhoso que estava sempre ali quando ela mais precisava e um trabalho estável e que, embora não pudesse torná-la rica, permitia que tivessem uma vida confortável e agradável. Mas aquilo nunca lhe bastou. Por isso, agora seu casamento estava em crise e seus filhos mal a viam em casa. Porque ela não podia ser feliz sabendo que do lado de fora existiam pessoas suplicando por ajuda. Uma ajuda que muitas vezes não chegava...

"Então se deu conta de que naquele momento só havia uma coisa a fazer: tirar aquele garoto dali o quanto antes."

Porém, toda a crueldade que ela já presenciara não foi suficiente para prepará-la para aquilo... Quando Karin, a amiga com a qual não tinha nenhum contato há um longo tempo, ligou desesperada, pedindo para que ela buscasse algo no guarda-volume de uma estação ferroviária, Nina soube que ela só podia estar metida em alguma encrenca. Ainda assim, guiada por aquela necessidade de socorrer as pessoas, fizera o que a amiga pediu, encontrando dentro de uma mala comum o corpo desnudo de um bebezinho de aparentemente três ou quatro anos. No início, ele parecia não respirar, mas logo ela percebeu que ele estava vivo, embora inconsciente por causa dos efeitos de alguma droga que utilizaram nele. Chocada e furiosa, sua primeira reação foi chamar a polícia. Mas um instinto mais forte lhe disse que não poderia confiar em ninguém... não enquanto não soubesse o que estava acontecendo. 

E então... um homem cruza seu caminho, não deixando dúvidas de que mataria para ter de volta o que era seu...

Quem seria aquela criança? Possuiria uma família em algum lugar? Seria vítima de tráfico de crianças? Mesmo enquanto formulava todas aquelas perguntas, Nina já sabia que algo bem mais profundo se escondia por trás daquele menino na mala e o desaparecimento e posterior assassinato de sua amiga. Sabia também que sua própria vida estava em perigo. Mas nada no mundo a faria abandonar aquele bebê. No momento, ela era tudo o que ele tinha de seguro...


"Mas a gente não vê muitos finais felizes por aí, né?, perguntava seu lado cético. As coisas raramente terminam do jeito que queremos."


- Fazia mais de dois anos que este livro estava na estante, aguardando eu criar coragem para lê-lo.rs Ele foi presente de aniversário que ganhei da minha tia, que sabe bem como amo ler e sou atraída pelos livros de suspense. Fiquei muito feliz ao tê-lo em minhas mãos e a sinopse me deixou desesperada para lê-lo. Só que o medo foi tão intenso quanto o desejo de lê-lo.kkkkkk... Eu sabia que não era uma história fácil. Ainda mais envolvendo crianças. E não me sentia preparada para encarar um livro assim. Só que na quarta-feira... simplesmente peguei o livro, dizendo para mim mesma que estava na hora de parar de fugir. E quando li as primeiras páginas... o mundo, por várias horas, se resumiu às páginas desta história, ao mundo criado por estas autoras. 

- Já li tantos livros nesta vida... Muitos romances apaixonantes e inesquecíveis, mas também encontrei no meu caminho histórias brutais, amargas e que arrancaram muitas partes do meu coração. Que deixaram uma sensação de impotência e me arremessaram à vida real, me provocando angústias, lágrimas e uma vontade de gritar e derrubar coisas. Identidade Roubada, No Escuro, Restos Humanos, Se Houver Amanhã, Não Conte à Ninguém e tantas outras histórias que não pintam um mundo colorido... que simplesmente mostram a vida real como ela é, que nos fazem encarar coisas que não queremos ver. Quantas vezes já fingimos não ver... não escutar? Quantas vezes olhamos para o outro lado, desejando apenas viver nossa própria vida e ignorar o que quer de ruim que se esconda por trás de uma porta trancada ou num olhar suplicando por socorro. Somos humanos. Falhamos. Mas ao ver uma notícia cruel na televisão e perceber que existiam pessoas que poderiam ter evitado aquela tragédia e simplesmente viraram para o outro lado e fingiram não ver, não deixo de me perguntar se essas pessoas pelo menos se colocaram no lugar dessas vítimas as quais não socorreram. Se por um momento se colocaram na pele delas, imaginando o que era estar sofrendo enquanto esperavam, ansiavam por uma ajuda que alguém poderia dar e preferiu não fazê-lo. 

- Eram coisas que passavam pela cabeça de Nina. Que a impediam de viver uma vida normal. Não conseguia não se envolver. Enquanto o mundo virava as costas, ela se importava e as pessoas não eram capazes de entender isso. Nem seu marido e muito menos seus filhos, que sentiam a ausência da mãe e nunca sabiam quanto tempo ela passaria fora, socorrendo vítimas de estupro, agressão, bombas ou qualquer outro inferno. Naquele momento, ela fazia parte de um grupo que prestava auxílio aos imigrantes ilegais, que se encontravam num estado de extrema vulnerabilidade, fugindo de uma vida terrível e caindo num país que nem sempre era um refúgio. Mas aquela pequena criança não era um desses casos. Ela não fazia nenhuma ideia de que caso seria... Mesmo assim, ela não o largou onde o achou ou o entregou a alguma autoridade quando todos os seus instintos lhe gritavam para não largar o menino. Cada momento envolvida na história daquela criança destruía mais seu casamento, aumentava a distância entre ela e os próprios filhos, ameaçava sua carreira, liberdade e até mesmo sua própria vida. Mas abandoná-lo estava totalmente fora de questão. Como não admirar alguém assim? Como não amar esta protagonista? :)

- Nina é exatamente o tipo de pessoa que faz tanta falta neste mundo. Alguém com uma força e coragem impressionantes, com qualidades e defeitos como qualquer ser humano, mas que tem consciência dos vários tipos de crueldades presentes no mundo e que tenta fazer sua parte. Ela se envolve de corpo e alma naquilo que acredita, mesmo que isso dificulte tanto sua própria vida e seu relacionamento com a família. E como qualquer outra pessoa, ela também possui seus próprios fantasmas. 

- Este é um livro que mexe com a gente. O suspense nos faz virar cada página temendo o que ainda vai vir e as histórias dos personagens nos fazem refletir e nos questionar sobre o que faríamos se estivéssemos no lugar deles. Eu senti verdadeiro ódio por alguns, compaixão e carinho por outros e uma dolorosa sensação de pena por aqueles outros que tiveram suas vidas destruídas por escolhas equivocadas não só deles, mas também de pessoas que provocaram uma reação em cadeia, derrubando não só a elas mesmas, mas levando com elas aqueles que nada tinham a ver com suas vidas. 

- A história não é imprevisível. Na verdade, antes mesmo da metade conseguimos ter uma grande ideia do que motivou o desaparecimento de um menino, o surgimento de uma criança numa mala numa determinada estação ferroviária, a morte da amiga da Nina e o fato de um assassino frio estar atrás dela e da criança. É fácil juntar as peças e montar o quebra-cabeça. Mas isso não prejudica em nada a leitura. Pelo contrário, quando percebemos o que está se passando, o choque nos faz duvidar daquela explicação ao mesmo tempo que levanta perguntas que poderiam ter diversas respostas diferentes e nenhuma delas seria justa. Mas desde quando a vida é justa, não é?

- Como fã de Lei e Ordem - Unidade de Vítimas Especiais, eu já vi diversas realidades diferentes. A série já está em sua 18ª temporada e eu já vi todos os episódios de todas as temporadas anteriores e estou acompanhando a temporada atual. Nada me surpreende. As pessoas são simplesmente capazes de fazer qualquer coisa. Até mesmo a mais aparentemente boa pode cometer um enorme pecado, um crime em nome do ódio... ou do amor. 

"O homem a fitara com um olhar já distante e opaco. Como se alguém tivesse fechado uma cortina sobre as pupilas. Nina conhecia aquele olhar. Claro que conhecia. Enfermeiras viam pessoas morrendo a toda hora.
 Mas ali era diferente."

- Apesar de ser uma história forte, de várias vidas afetadas e conectadas por escolhas e erros... de vidas destruídas pelos mesmos motivos, a história não é tão pesada quanto poderia ser. E isso é um alívio.rs Comparada com Não Conte a Ninguém, Confie em Mim ou A Lista do Nunca, é bem leve.kkkk Mesmo assim nos causa um impacto e tanto, marcando, nos impedindo de esquecê-la. 

- Nem precisei pensar antes de dar 5 estrelas ao livro e passagem direta para os favoritos! No entanto, não me atrevo a recomendá-lo. Histórias assim... prefiro que vocês simplesmente escolham ler. Não é um livro fácil. Não é mesmo. 

- Eu já tenho o 2º livro da série, que contará histórias diferentes das do primeiro livro, mas envolvendo a enfermeira Nina, que é a protagonista da série. Desejo com todo o meu coração que ela tenha conseguido manter seu casamento. Que a família dela aprenda a entendê-la e apoiá-la ao invés de condená-la por simplesmente se importar. 

30 de junho de 2015

Fuga das Terras Altas - Hannah Howell

(Título original: Highland Hearts
Tradutora: Sulamita Pen
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2006)

Refém do amor... e do desejo!

Tess Delgado suspeitava que seu tio fosse aliado dos traidores que planejavam depor o rei Jaime II. Mas foi somente depois de libertar sir Revan Halyard do calabouço do castelo que ela teve noção da gravidade da intriga e dos extremos de que o tio seria capaz para tirá-la do caminho e reivindicar a herança que, caso contrário, seria dela.

Quando, durante a fuga, Revan raptou Tess, ela acabou se tornando sua aliada... se bem que cautelosa... além de refém. Porque embora Tess relutasse em confiar no guerreiro do rei e em entregar-se ao desejo que ele lhe despertava, ela não podia negar o destino que ambos compartilhavam. E enquanto se lançavam numa fuga alucinada dos traidores, ávidos para aniquilá-los e para usurpar o trono, Tess e Revan arriscariam tudo por amor ao rei, à pátria... e um pelo outro!


Palavras de uma leitora...


- Sabe aquele livro que você nunca deveria ter começado a ler? Que você percebeu que seria uma péssima ideia/leitura antes mesmo de pegá-lo em suas mãos? Pois bem. Fuga das Terras Altas é exatamente este tipo de livro. 

- Eu passei mais de duas semanas me torturando com esta leitura. Fugindo dela o máximo possível, inventando desculpas para sequer me aproximar dela. Existiam momentos nos quais, desanimada (bem próxima do desespero), eu me convencia de que se lesse o livro o mais rápido possível, poderia me ver livre dele e assim poder iniciar a leitura de alguma história que realmente valha a pena. Mas era um castigo tão grande ler sequer uma página, que eu acabava fugindo de novo.rs E só ontem finalmente criei coragem para pegar essa... essa... história

- O que posso dizer? Foi um castigo. Uma tortura. Um tormento. Não tenho sequer palavras.kkkkkkk... Não pude fazer mais do que querer me esganar pelo maldito dia em que vi este livro num sebo e decidi trazê-lo para casa. Pensei que deveria lhe dar uma chance já que sou fã da autora, mas foi uma das ideias mais infelizes que já tive em minha vida. Agora, passará muito tempo antes de eu voltar a tocar num livro da Hannah Howell. Estou traumatizada.rsrsrs

- Não é que a história seja toda ruim. Não chega a tanto. Mas são tantos momentos insuportáveis, de completo tédio, que os bons momentos não chegam a provocar sequer alívio. O casal não é de todo mau, são até fofinhos, mas a história é tão vazia, tão entediante... tão carente da emoção que eu preciso sentir nas histórias, que não consegui sentir afeto por eles. Apenas uma leve simpatia. E pena. Sim. Senti muita pena deles.kkkkk... De mim também, claro. 

Enfim... Dei 2 estrelas ao livro no skoob. E isso porque estou muito generosa hoje. :D

22 de janeiro de 2013

O Rapto da Gêmea - Donna Fletcher


(Título Original: The Bewitching Twin
Tradutora: Nancy Alves
Editora: Nova Cultural
Publicado no Brasil em: 2008)



Escócia, 1559

Bem tarde, numa fria noite da Escócia, Aliss é chamada à cabeceira de um clérigo adoentado. De repente, suas mãos são atadas e ela é erguida sobre o ombro de alguém, raptada por Rogan, do clã Wolf!

As habilidades de cura de Aliss são lendárias, e Rogan precisa delas para salvar seu clã, que está sendo assolado por uma terrível epidemia. Contudo, a última coisa que ele poderia esperar era que aquela jovem encantadora ousasse desafiá-lo. Aliss se recusa a obedecer às ordens de Rogan, até que ele promete levá-la de volta a seu povo, assim que ela cumprir sua incumbência. No entanto, cada momento de êxtase ao lado de Aliss só intensifica o desejo de Rogan. Logo os papéis se invertem, e ele passa a ser o cativo naquele jogo de sedução. Mas quando Aliss finalmente descobrir o verdadeiro motivo de sua captura, Rogan conseguirá provar que seu sentimento é sincero, ou aquele amor será destruído para sempre?...



Palavras de uma leitora...



- Tenho mesmo que fazer essa resenha?!rsrs... Claro, pois sempre preciso dizer para vocês o que achei de uma história. Mas confesso que está aí um livro que eu não sinto lá muita vontade de resenhar.rsrs... 

- Não é que a história seja ruim, gente. Não é isso. Só que ela é chata.kkkkk... O início até é interessante, mas depois as coisas ficam tão tediosas que eu levei um mês para terminar de ler a história. Nem foi por falta de tempo. Mas sim de vontade. Tudo que eu queria era me livrar do livro.rsrs... 

- Aliss era uma curandeira. Querida pelo seu povo e muito apegada à sua irmã gêmea, Fiona (do livro O Segredo das Gêmeas, Clássicos Históricos Especial - edição 274). Era quase uma santa e, para muitos, possuía o poder da cura. Foram poucos os que ela não conseguiu salvar. Sua vida se resumia à curar e ser protegida por sua irmã. Estava presa num mundinho fechado e não queria sair dele. Não queria marido nem filhos, mas uma profecia antiga dizia que se ela e sua irmã não se casassem, a destruição cairia  sobre o clã delas e sobre um outro clã. Todos estariam condenados. 

Fiona já estava casada e era feliz ao lado de Tarr. Só faltava Aliss. Seu cunhado lhe concedeu o direito de escolher o próprio marido, mas tudo que ela queria era ignorar aquela profecia e continuar vivendo sua vida, sem ter que obedecer a marido algum. Só que o destino tinha outros planos...

Um erro tinha sido cometido. Um erro terrível. E o nascimento e casamento de Aliss e Fiona deveria consertá-lo. 

Rogan, o terrível "lobo", inimigo do clã de Aliss e do de seu cunhado Tarr, já os havia atacado antes, mas não tinha conseguido o que queria. O que buscava. Necessitava. Então, ele decidiu fazer com que aquilo que ele necessitava caísse em uma armadilha e fosse parar em suas mãos. 

- Aliss foi acordada no meio da noite, quando o clérigo mandou chamá-la, pois estava "às portas da morte". Aliss achava que o caso dele não era tão grave assim, mesmo assim se levantou e foi até a choupana dele. Mas em vez de um clérigo doente, aquele homem não passava de um inimigo e amarrou e amordaçou Aliss, antes de sequestrá-la. 

- Aliss já estava desesperada, mas seu pânico aumentou quando outros homens se aproximaram. Ela não entendia a necessidade de todos aqueles homens para sequestrar uma só mulher e nem o motivo de a terem sequestrado. Então, uma voz em sua cabeça gritou para ela fugir e foi o que ela fez. 

Só que antes de ir muito longe, os homens a encontraram e ela se viu, finalmente, cara a cara com o Lobo. O homem perverso que tinha provocado um grande estrago no clã do marido de Fiona. 


O que ele queria dela? Por que a sequestrara? Ele dizia necessitar de uma curandeira para livrar seu povo de uma terrível epidemia. Mas seria esse o real motivo? Somente seu poder de cura? Com tantas curandeiras por aí, por que justamente ela? E qual a necessidade de sequestrá-la? Ele não poderia simplesmente pedir a sua ajuda? As respostas só virão com o tempo... Respostas que poderão machucar muita gente. 


"Numa noite de lua cheia, duas meninas nascerão; com seu nascimento, as trombetas soarão; olhos verdes, cabelos cor de fogo. Se não se casarem por amor, advirá a destruição; pois o amor abrirá as portas para a paz, e juntos, ambos para sempre reinarão."



- Bem... O que mais posso falar sobre esse livro? Ele tinha potencial para ser bom. O início é muito interessante e me fez imaginar que a história seria maravilhosa. As primeiras coisas que a autora falou sobre esse lobo me fez imaginar que ele era o meu tipo de mocinho.rsrs... E ele até é um fofo. Compreensivo, paciente... até demais. Demais mesmo!kkkkkk... Ele nem lutava pelo que queria! Aff! Era tão bobinho e bonzinho que eu me cansei dele antes da metade do livro! Ele não tinha atitude! Nada! E a Aliss era uma chata!kkkkk... Oh, mocinha para dar nos nervos!rsrs... Quando ela começou com aquela ideia de que ele tinha que provar o seu amor por ela e ficou ainda mais insuportável eu desejei atacar o livro no lixo. É sério. A tentação foi grande.kkkk... Mas por respeito à autora e aos livros, eu não fiz isso. Controlei minha irritação. E tive que ter muita força de vontade para terminar de ler a história, já que ainda precisei aturar a Fiona, o Tarr e o Raynor, irmão das duas. Se a Aliss e o Rogan já eram insuportáveis, quando esses outros apareciam era um inferno.rsrs... Queria que a Nova Cultural tivesse transformado esse livro num livro bem fininho.kkkkk... Eu não suportava mais continuar lendo-o! Por isso demorei tanto para terminar a leitura. Me batia um desânimo sempre que eu olhava para o livro.kkkkkkk... Lê-lo foi um castigo. 

- E o tal motivo para o Rogan ter sequestrado a Aliss? É fácil de descobrir o motivo, depois que o Rogan fala sobre a própria vida. Aí, a gente junta as peças e descobre. Mas a autora só revela tudo no final. Tornando tudo mais chato, pois se os personagens da história fossem um pouco mais inteligentes, teriam descoberto tudo desde o princípio. E aquela profetiza?????!!! Ela deve ser parente da Aliss, pois é tão chata e estúpida quanto ela! Ninguém nessa história vale a leitura.rsrs... 

- Dei 3 estrelas ao livro no skoob, por bondade.rsrs... Só que hoje não estou muito boazinha e olhando para trás, para tudo que li, cheguei à conclusão de que é injustiça dar tantas estrelas ao livro. Mudei de ideia e agora o livro é digno somente de 2 estrelas. E NÃO RECOMENDO!!!


Bjs e até breve! :) 

22 de dezembro de 2012

Fogo Secreto - Johanna Lindsey


(Título Original: Secret Fire)



Na fúria do desejo... eles descobriram o glorioso êxtase do amor.

Ainda que só a tivesse visto rapidamente através da janela de sua carruagem, o jovem príncipe sabia que deveria fazê-la sua...

Poucos minutos depois, lady Katherine Saint John era sequestrada numa rua de Londres como uma prostituta e levada para uma luxuosa mansão... para o prazer de seu admirador.

Porém, o que o príncipe Dimitri encontrou em sua cama foi uma tigresa cativa... consumida por uma ira feroz  pelo "bárbaro" russo que a tinha sequestrado... porém a quem, ao mesmo tempo, desejava com uma ânsia alheia a sua compreensão.




Palavras de uma leitora....



"— É teimosa, porém isso não muda nada. Você ficará... - Levantou uma mão ao ver que ela abria a boca. — Não te recomendo gritar. Do outro lado da porta estão dois guardas que virão de imediato fazê-la calar. Isso seria muito incômodo para você, além de desnecessário. Te darei algumas horas para que volte a pensar no assunto."


- Ele é gentil, verdade? Um "amor"! E esse não é o Dimitri, não. É o pau mandado dele, aquele que faz sempre o que ele quer, independente do fato disso vir a prejudicar alguém. Se o Dimitri ordenasse que ele espancasse uma mulher até a morte, ele sequer pensaria duas vezes. Sem dúvidas, um querido. 

- Ainda não sei bem o que dizer sobre essa história. Ultimamente, a paciência tem estado longe de mim e não creio que a compreensão esteja por perto. Não me sinto nem um pouco compreensiva. E muito menos sinto necessidade de ser. Dimitri não merece.rsrs... Na verdade, ele merece algo bem diferente... 


"— Já disse. Vá e busca outra mulher. 

Vladimir contemplou sombrio seu copo vazio e voltou a enchê-lo. 

— Não posso. Não me disse: "Quero uma mulher esta noite. Traga-me." Apontou para ela e disse: "Essa. Consiga-a." E ela nem sequer é bela, Marusia, salvo por seus olhos. Poderia conseguir-lhe dez ou doze mulheres mais a seu gosto antes desta noite. Ele quer esta. Deve tê-la. 

— Deve estar apaixonada — disse Marusia, pensativa — Essa é a única razão pela qual uma mulher de classe baixa recusaria tal honra. Não existe camponesa na Rússia...

— Isto aqui é Inglaterra. — recordou-lhe  — Talvez aqui pensem de outra maneira.

— Já estivemos aqui antes, Vladimir. Nunca tiveste tal problema. Te digo que ela está apaixonada por alguém. Porém existem drogas que podem fazê-la esquecer, turvar sua memória, torná-la mais disposta...

— Ele acreditará que ela está bêbada — replicou severamente Vladimir. — Isso não lhe agradará de modo algum.

— Ao menos a terá."



- Vocês não entenderam errado. Realmente uma mulher sugeriu que outra mulher fosse drogada, para que um homem a usasse como quisesse e não necessitasse gastar energias desnecessárias, sabe? Imagina quanto tempo o Dimitri gastaria lutando contra a Katherine! Pois se não estivesse drogada, ela lutaria até o último instante e isso não era conveniente. Tudo que o Dimitri queria era uma noite de sexo com a mulher que ele escolheu, independente da vontade da mulher em questão. Por isso o melhor a fazer era drogá-la. E a sugestão veio de outra mulher. O mundo realmente está perdido. Por mim, Dimitri, Marusia, Vladimir, Sonia e mais alguns, podem queimar no quinto dos infernos. São um bando de filhos da pontualidade. Não. Nem isso! São filhos de uma chocadeira!!! Vocês não fazem ideia do quanto eu estou furiosa aqui. E acreditam que eu li resenhas nas quais as pessoas mencionavam que esse livro lembra um conto de fadas??????!!! Então eu nunca li um conto de fadas na minha vida, pois não achei nada parecido com um conto de fadas. Se isso é um conto de fadas... eu li outro tipo de coisa em minha infância.rsrs...



Um pequeno resumo:


Ano de 1844. Século XIX.

Lady Katherine Saint John estava fazendo o que fazia sempre: protegendo os seus. Ou ao menos acreditava que estava fazendo isso. Desde a morte da mãe que ela assumia o papel de senhora da casa e mãe dos irmãos e até mesmo do pai. Tudo estava sempre nas costas dela. E daquela vez não foi diferente. Ela bem que gostaria de fechar os olhos para o que sabia que iria acontecer... Mas não podia. Era sua irmã e era seu dever protegê-la, zelar por seu futuro. Não podia simplesmente deixá-la estragar toda sua vida por causa de um sentimento tão estúpido como o amor. E foi pensando nisso que Katherine pegou emprestada as roupas de sua criada e seguiu Elizabeth, sua irmã caçula, que pretendia fugir com o homem por quem estava apaixonada, jogando toda sua reputação e herança no lixo.

Katherine poderia simplesmente impedir a irmã de sair de casa, mas ela sabia que outras oportunidades surgiriam e Elizabeth acabaria por conseguir escapar. O que ela necessitava era seguir a irmã para ter provas do que ela pretendia fazer e assim, com a consciência tranquila, poder trancá-la numa casa no campo até que arranjasse um marido adequado para ela ou Elizabeth recuperasse o juízo. 


O príncipe Dimitri Petrovich Alexandrov estava furioso. Logo agora que ele finalmente tinha decidido se casar e estava cortejando sua escolhida, sua irmã resolveu provocar um escândalo terrível na Inglaterra, forçando-o a sair da Rússia e ir buscá-la, antes que ela envergonhasse ainda mais a avó materna de ambos. Será que Anastasia não podia ser mais discreta? Por que não agia como ele? Mas não. Teve que ser estúpida o suficiente para ser pega enquanto transava com o marido de uma lady inglesa. Foi um verdadeiro escândalo e agora ele tinha que adiar seus planos para resolver seus problemas.


Dimitri, graças às indiscrições de sua irmã, é obrigado a sair da Rússia para buscá-la e assim, seu caminho acaba cruzando com o de Katherine, que seguia a irmã vestida como uma criada. O desejo sexual é imediato e Dimitri sequer pensa nas consequências ao ordenar que seu criado de confiança consiga para ele exatamente aquela jovem. Independente do preço a ser pago por esse prazer. Ele a queria e não aceitava um não como resposta. E Vladimir, o criado de Dimitri, seguiu ao pé da letra a sua ordem. Conseguiu a jovem. Sequestrando-a. E drogando-a, quando ela se recusou a servir de objeto sexual para o príncipe. 

Aproveitando-se do efeito da droga, Dimitri usa Katherine até que ela, esgotada, adormece. E na manhã seguinte usando de desculpas estúpidas ele a leva para a Rússia, disposto a mantê-la ao seu lado até que seu desejo por ela acabe. 

Só que as coisas nem sempre podem ser como a gente quer. E Katherine não toma conta somente da mente  de Dimitri e o faz desejá-la cada vez mais. Ela também invade seu coração, fazendo-o amaldiçoar o dia em que a conheceu.

Pena que isso não tenha sido exatamente um castigo...


"Vladimir sentiu uma momentânea pitada de piedade. Ela tinha sido verdadeiramente usada. Na habitação fechada, o odor das atividades da noite anterior era nauseante. Por certo, isso era o primeiro a se fazer: deixar que entrasse um pouco de ar puro.

Empurrando, afastou da janela o pesado guarda-roupa, respirando com dificuldade por causa do esforço; logo recebeu com agrado a brisa do amanhecer que entrou pela janela. 

— Obrigada, Vladimir - disse o príncipe, às suas costas.

—Meu senhor! — exclamou Vladimir, voltando-se rapidamente. — Me desculpe. Eu só ia despertá-la e...

— Não faça isso.

— Mas...

— Deixe-a dormir. Ela precisa. E eu desejo ver como ela é quando está em seu perfeito juízo.

— Não... Não o recomendo. — respondeu Vladimir, vacilante. — Não é uma jovem muito agradável.

— Não é? Bem, isso me parece impressionante, considerando o quanto ela foi agradável durante toda a noite. Para dizer a verdade não consigo recordar a última vez que desfrutei tanto."



- Está aí mais um trecho que muito me emociona.rsrs... Dimitri é um mocinho tão cheio de dignidade, tão honrado, que mesmo sabendo que a menina está drogada e que NÃO queria transar com ele, se aproveita completamente da situação. E achando tudo maravilhoso ainda por cima! Ele não a usou uma só vez. Foram várias. E ainda se sentiu incomodado quando Katherine finalmente adormeceu. Na manhã seguinte, ainda achou um absurdo ela não aceitar o valor generoso que ele lhe oferecia pela noite maravilhosa que passou ao seu lado e a considerou uma jovem antipática por ela reclamar tanto e jurar que faria com que seu servo pagasse pelo que tinha lhe feito. O que eu faço com um mocinho desses? Mato, verdade? Mas nem isso seria suficiente. A morte seria um castigo piedoso demais. Ah, não! O Dimitri merecia algo um tanto mais... satisfatório para mim. 


"— Sabia que ela era virgem, Vladimir?

— Não, meu senhor. Teve importância?

— Acredito que para ela, sim. Quanto ia pagá-la? 

Tendo em quanta essa nova informação, Vladimir duplicou o valor que tinha em mente.

— Cem libras inglesas.

Dimitri o olhou de lado.

— Que seja mil... não, duas mil. Quero que ela possa gastar em algumas roupas elegantes."


- Claro... Com dinheiro sempre se resolve tudo, não é? Eu bem que poderia dizer o que ele deveria fazer com esse dinheiro...


- Quando Katherine acorda, na manhã seguinte, e se lembra do que aconteceu, fica furiosa, desejando que Dimitri desapareça de sua frente o mais rápido possível. Ela não está com nenhuma vontade de ser compreensiva e antes que ele a deixe só, jura que fará o servo dele pagar pelo que tinha feito. Como Dimitri estava buscando uma desculpa para mantê-la com ele por mais algum tempo, ao ouvi-la, não pode ficar mais feliz. Era a desculpa perfeita! Como o imperador da Rússia estava prestes a visitar a Inglaterra e um escândalo envolvendo russos não seria bem-vindo, ele precisava afastar a Katherine daquele lugar. Sendo assim, ele ordenou ao Vladimir que a levasse para o barco, pois ela viajaria com eles, evitando assim problemas desnecessários. E Vladimir quase mata a garota. Mais uma vez, seguindo as ordens de Dimitri.

Ele a coloca dentro de um baú e não faz furos na droga do baú, deixando a mocinha ali dentro por tempo quase suficiente para matá-la. Quando ele finalmente se lembra da garota, ela já está desmaiada e quase morta. E o que Dimitri faz com o servo por quase matar uma jovem que teve a infelicidade de ser vista e desejada pelo maravilhoso príncipe???!!! Nada!!!!!!!! Ele não faz absolutamente nada contra a peste do Vladimir. Afinal de contas, Katherine não passava de uma criada (segundo a opinião dele) e Vladimir não tinha feito de propósito. 


- Eu poderia colocar mais trechos aqui e contar toda a história, mas não estou com paciência para isso. Não me agrada falar dessa história e as coisas que eu gostaria de dizer, não seriam educadas, sabe? rsrs... Existem tantos nomes que eu gostaria de usar contra o Dimitri, tantas palavras interessantes... Mas não. Minha educação não permite que eu faça isso aqui.kkkkkk... Por isso, tenho que me contentar em falar somente algumas coisas.

- Para começar, o Dimitri não me agradou desde o primeiro instante. Ele é lindo, tem um sorriso de abalar corações e um charme capaz de deixar as mulheres de pernas bambas, mas também existia algo nele que não me agradava. Talvez fosse o fato de eu já saber que espécie de traste ele era, mas não aposto muito nisso, não. Simplesmente creio que deve ter sido o modo como ele viu as atitudes da Anastasia ou o fato dele pouco se importar pelo fato da Katherine ter sido drogada. Ele a usou de forma tão descarada, sabendo o que tinha sido feito com ela e somente incomodado por achar que não conseguiria dar conta e teria que chamar seus homens para continuar de onde ele tivesse parado, que eu senti muito nojo dele. Literalmente. Deus! Será que eu tenho algum problema por achar um absurdo o que tinham feito? Porque era impressionante que ninguém nessa merda de história enxergava o tamanho do crime que tinha sido cometido contra a Katherine. Eles achavam tudo normal e que ela não tinha sofrido nenhum dano. Como que não tinha sofrido dano? Eles sequer sabiam se ela era casada, se estava apaixonada por alguém e mesmo esse não sendo o caso, ela simplesmente não queria. Será que ninguém ali conhece o significado da palavra "não"?! São imbecis? Inferno, eles não levaram em conta que a droga do corpo era dela e que ninguém tinha o direito de possuí-lo contra a vontade dela!!!!!!!!! E eu achei uma piada o fato deles sequer considerar aquilo um estupro. E o que era se não fosse um estupro????!!! Ela não cedeu, droga! A droga é que a controlou, que a fez perder o controle e deixar de pensar. E foi exatamente por ela não ceder que eles a drogaram, pois o príncipe a queria e iria tê-la por bem... ou por mal. A Katherine não queria aquilo. Se não estivesse drogada, ela lutaria até cansar, então foi um estupro. Ninguém me convence do contrário.


- Foram tantas as coisas que o Dimitri fez contra a Katherine que eu já não sabia mais que nome usar contra ele. Peste, filho da p..., praga dos infernos, filho do cão, filho de chocadeira, maldito desgraçado, traste, lixo, canalha... entre alguns outros que não posso citar aqui... já não eram suficientes. Eu necessitava de mais palavras para ficar satisfeita e não encontrar mais palavras só me deixou mais irritada. Foram muitas as vezes nas quais o mandei para o inferno, de onde ele sequer deveria ter saído. E foram muitas as maneiras que eu imaginei de matá-lo.kkkk... Só que não seria algo rápido, sabe? Não. Não estou tão boazinha assim. Ele teria que sofrer os tormentos do inferno antes de finalmente voltar para lá. E acho que ainda assim eu não ficaria satisfeita.

- Essa praga achava que o mundo, o Sol e as pessoas tinham que girar ao seu redor. Que suas vontades tinham que ser sempre satisfeitas, senão ele se tornava intratável e todos tinham medo sequer de se aproximar dele. Parecia, como a Moniquita disse, uma criança mimada que faz birra quando os pais não fazem o que ele quer. Numa criança eu perdoo isso. Claro que incomoda, mas eu adoro crianças e acho que isso até faz parte. Mas o Dimitri já tinha deixado de ser criança fazia tempo e seus pensamentos não eram nada infantis, suas atitudes eram dignas de um psicopata, e seus ataques de mau gênio simplesmente me irritavam além da conta. Será que ele não enxergava o quanto era ridículo e insuportável? De belo, só tinha a cara e o corpo, no resto simplesmente deixava a desejar. Qualquer mulher que o quisesse, seria somente por sua beleza física e seu desempenho na cama. Ele não tinha verdadeiras qualidades. 


- Uma coisa que achei simplesmente absurda, foi a própria Katherine passar a ver as coisas de forma estúpida. Obra da autora, é claro! Afinal de contas, "isso" é um romance.kkkkkkk... A ideia é que nos apaixonemos pelo casal e que vejamos beleza em tudo, que vejamos tudo como algo muito romântico (sim. Uma piada.kkkkkk...) e que o Dimitri seja o príncipe com o qual qualquer mulher sonharia. Quando a Katherine passou a se achar uma tonta por continuar lutando contra a vontade do Dimitri e colocou na cabeça que qualquer mulher no lugar dela se sentiria honrada por ter aquele Adônis atraído por ela, e que cederia sem pensar duas vezes... eu não sabia se ria, chorava ou atacava minha cabeça contra a parede.kkkkkkkkkkk.... Eu não posso com algo assim, gente! Deus do céu! A questão toda era a beleza dele? Quer dizer que um homem belo e rico pode tudo e deve ser perdoado por atitudes como essa? Se ele fosse feio e pobre aí sim deveria ser condenado?! É o que eu acabo por pensar. Só seria crime se ele fosse feio, ele sendo belo, não é crime algum. Definitivamente... eu não posso com algo assim.rsrs...


- Katherine é uma mocinha complicada. Também não gostei dela no início. A achei muito intrometida e fria e tudo que eu desejava era que ela tomasse conta da sua maldita vida e deixasse a irmã em paz. Ela não acreditava no amor e por isso estava disposta a livrar a irmã de cometer um terrível erro, já que o cara por quem ela estava apaixonada não tinha dinheiro. Tinha perdido toda sua fortuna e estava endividado. O importante para a Katherine era que a irmã fizesse um casamento "adequado" independente do fato de amar ou não o marido. O amor era algo para idiotas e o importante era somente a posição social e fazer o que era adequado, esperado de uma dama. Para mim, uma coisa é uma pessoa não acreditar em algo, outra bem diferente é ela querer que os outros vejam como certo somente o que ela quer e é ainda pior, ela tentar estragar a felicidade da irmã. Eu sei que a intenção dela não era fazer a irmã infeliz, ela somente queria que a irmã fizesse a vontade dela. Ironicamente, a vontade do Dimitri também não era fazê-la infeliz... tudo que ele queria era que ela fizesse a vontade dele. Muito interessante isso.rsrs... Não estou dizendo que achei justo o que aconteceu com ela (se achasse o livro receberia cinco estrelas e entraria para a lista dos preferidos), mas a questão é que os dois são parecidos. Tudo tem que ser como eles querem, senão eles lutam por aquilo e dane-se a vontade dos outros. No fundo, eles formam um lindo par!kkkkk... Se merecem totalmente. 

Mas não vi somente coisas negativas na Katherine. Eu adorei seu orgulho e sua coragem. Ela passou por tantas coisas de cabeça erguida e foi tão forte que não pude deixar de admirá-la. Ela me lembrou a Sheila (de A Carícia do Vento) e a Gelina (de A Conquistadora) em alguns momentos. E isso só complicou a situação do Dimitri. O meu ódio por ele só aumentou depois que algumas atitudes da Katherine me fizeram lembrar dessas mocinhas que tanto amo. Se eu já desejava acabar com ele de forma lenta e dolorosa, depois disso esse desejo só aumentou. 

Katherine me fez admirá-la todas as vezes que lutou contra o Dimitri e manteve seu orgulho. Todas as vezes que ela suportou situações humilhantes sem se deixar abater. Ela era pura força, pura coragem e eu gostei muito disso nela. Infelizmente, ela não fez com que eu a amasse, mas sempre que me lembrar dela, lembrarei de sua coragem e seu orgulho. Quanto ao Dimitri... sempre que me lembrar dele, meu dia ficará péssimo.rsrs...


- Bem... Não desejo falar mais nada. E claro, não recomendo a história. Nem se estivesse louca faria isso!kkkkkk.... Para mim, não foi um prazer ler essa "coisa", essa porcaria. Continuo admirando a Johanna Lindsey por sua escrita que sempre me envolve, por seu jeito de escrever a história que simplesmente nos impede de abandonar o livro, por mais ódio que a gente sinta pelo mocinho e pelos romances belíssimos dela que já li, embora tenha passado raiva até mesmo com eles.rsrs... Não será por causa desse livro que deixarei de admirar a autora e que ela deixará de ser uma das minhas autoras queridas. Mas que eu quero distância dos livros dela por um tempo, isso eu quero!kkkkkk... 


- Ah! Uma coisa que não deixarei de dizer, é claro: o livro é digno de uma estrela no skoob = ruim. Se eu fosse levar em conta a escrita da autora, o livro receberia cinco estrelas. E vocês acham isso justo? Acham que o Dimitri merece que o livro dele receba cinco estrelas somente porque admiro o jeito de escrever da autora? É óbvio que não! Isso seria muito injusto, sendo assim eu jamais poderia dar mais de uma estrela para essa história. E ele só recebe uma estrela porque isso significa que a história é ruim!kkkk... Se não fosse por isso, nem uma estrela ele receberia. E... o livro ainda ganhou dois prêmios! :D Passagens só de ida para as listas de: romances que odiei e os piores romances que li. Um ótimo prêmio, verdade? Maravilhoso!kkkkkk...


- Essa história foi uma indicação da minha amiga Moniquita. Calma!!!!! Ela não me enganou!kkkkkk... Ela deixou bem claro que eu odiaria a história. Mas ela queria muito saber minha opinião pela história e depois de uma eternidade, eu finalmente criei coragem (não sei se esse deveria ser exatamente o nome. Acho que "finalmente perdi o juízo" ficaria melhor.rsrsrs...) para ler essa história. 


Gostariam de saber a opinião da Moniquita sobre o livro? Basta ler a resenha dela, clicando AQUI. :)



Querem uma ótima notícia?!kkkkk.... O livro faz parte de uma série! Realmente uma delícia de notícia!rsrs... Só que a série não é exatamente uma série. Apenas todas abordam o mesmo tema: mocinhos que sequestram mocinhas e a tornam suas escravas particulares. Existe um grupo que traduz os livros (já que nenhum deles foi até hoje publicado aqui no Brasil) e já existem cinco livros traduzidos pelos fãs. Para encontrá-los, basta que vocês procurem no Google. :) É fácil de encontrar.

O nome dos livros já traduzidos:

1- Assim Fala o Coração (já resenhado no blog)
2- A Noiva em Cativeiro (já resenhado no blog)
3- Escrava do Desejo
4- Fogo Secreto (link para a resenha da Moniquita)
5- O Amor do Pirata (já resenhado no blog)


Bjs!



30 de junho de 2012

Divino Tormento - Mary Jo Putney


(Título Original: Uncommon Vows
Tradutor: Arthur Max Rodrigues de Oliveira
Editora: Nova Cultural)



Lorde Adrian, conde de Shropshire, sabia que lady Meriel de Vere o estava enganando. Majestosa na floresta real, com seu falcão pousado no braço, ela corajosamente proclamava ser uma plebeia galesa, e não uma nobre normanda. Adrian, contudo, contemplou extasiado os cabelos negros como as asas de um corvo e os desafiadores olhos azuis, ouviu suas mentiras, e sentiu uma paixão intensa e primitiva roubar-lhe todo o bom-senso... 

Em um irrevogável lance do destino, Adrian deu ordens para que aquela beldade fosse trancafiada na torre de seu castelo, jurando que iria seduzi-la até que ela lhe contasse a verdade e se entregasse a ele, com beijos tão sequiosos quanto os seus... Meriel, porém, jamais cederia. Morreria se preciso fosse... Esse foi o seu juramento... Até que um inesperado arroubo de impetuosidade envolve Adrian e Meriel numa rede de tormentos que poderá pôr em risco o mais sublime dos amores... 




Palavras de uma leitora...




"Desde o primeiro momento em que a vi, senti que ela era... uma parte de mim que faltava. Que eu jamais conheceria a paz novamente se ela não estivesse por perto."


- Eu estava com medo de escrever essa resenha. Neste exato instante, ainda me sinto insegura. Simplesmente porque é muito difícil falar de um livro que mexeu tanto com o meu coração e arriscaria dizer, tocou até mesmo minha alma. "Divino Tormento" não é um livro qualquer. Não é simplesmente mais um romance. É um livro muito mais especial do que eu imaginaria que ele seria quando comecei a lê-lo. É... sublime. Arrebatador. É o que eu sinto e não consigo colocar em palavras. 



"— Não sou seu carcereiro.
Ela ergueu as sobrancelhas escuras.
— O que é então?
— Talvez eu seja seu destino."



- Não estava nos meus planos ler este livro. Eu nem lembro de ter ouvido falar dele antes. Mas dando uma olhada nos blogs que me são queridos, encontrei uma resenha que me arrebatou e o modo como a blogueira falava do livro, as coisas que ela dizia sobre ele, me fizeram ter certeza absoluta de que eu deveria esquecer todos os outros livros e ler aquele. Que eu precisava daquele livro, entende? Foi um sentimento muito intenso. Algo meio ilógico.rsrs... Eu não sabia por que, mas o livro me "chamava". Sim. Isso talvez seja uma prova de que não sou normal, mas eu nem quis pensar. Comecei a ler o livro. E não demorou muito para eu descobrir por que precisava tanto daquela história. 




"— O que sinto por você não é simples luxúria — disse ele, suavemente. — Para mim você é única e insubstituível, e não a deixarei partir."


- Vocês acreditam em amor à primeira vista? Sei que não é algo em que é fácil acreditar, mas eu sou o tipo de pessoa que acredita em amores que surgem à primeira vista. Quando duas pessoas estão destinadas (também acredito em destino? Às vezes.rsrs...) a se amar é muito possível que elas sintam essa conexão após a primeira troca de olhares. Ou talvez antes. Talvez antes mesmo de se olharem, pelo simples fato de estarem próximas, essas pessoas sintam que existe algo profundo, incompreensível entre elas. Talvez não percebam no primeiro momento que aquilo é amor, mas depois de um tempo, ao olhar para trás, não terão a menor dúvida. Foi o que aconteceu entre Adrian e Meriel. Bastou um simples encontro, um breve momento, para ambos sentirem que pertenciam um ao outro. Adrian não lutou contra essa certeza incompreensível. Ele soube que nunca conseguiria esquecê-la, mesmo se jamais voltasse a vê-la e não era forte o suficiente para lutar contra algo que, no fundo, ele desejava com desespero. Afinal de contas, ele sempre soube que algo faltava em sua vida. E nem mesmo todos os anos dedicados ao Senhor, conseguiram preencher aquele vazio. Mas Meriel, sim, lutou contra esse sentimento. Com todas as suas forças. Era um sentimento que surgiu quando ela menos esperava, que ela não sabia que desejava. Que surgiu num momento em que ela estava extremamente vulnerável. Ela não podia aceitá-lo. Como poderia aceitar o amor que vinha de uma pessoa que a tinha privado de toda a sua liberdade? Que a tinha trancafiado como um passarinho numa gaiola? Ela não podia amá-lo. Ele, para ela, era um monstro. Um anjo caído, que desejava governar sozinho e não tinha a menor piedade de quem quer que fosse. Ao olhar para Adrian, Meriel via o perigo. E corria na direção oposta.


"Mas se o conde fosse um anjo, devia ser um dos anjos caídos de Lúcifer, pois não enxergava nele compaixão ou bondade. Sua intensidade mascarada era mais assustadora que a brutalidade óbvia, e sentiu a garganta seca de medo."


Um pequeno resumo:


Século XII, 1137. Idade Média. 


Adrian sabia que aquela era a escolha certa. Não havia outra opção. Que maneira melhor de dominar sua natureza brutal, violenta e assassina, do que se entregando completamente a Deus? Se tornando monge e passando o resto de sua vida longe do mundo real? Mas no fundo, havia a dúvida. A vontade de desistir. Desistir de lutar tanto contra si mesmo e acreditar. Acreditar que, mesmo sendo mau, tinha o direito de amar e ser amado. Esse era um dos desejos mais secretos de seu coração. O desejo de casar e ter sua própria família. Casar por amor e servir a Deus de outra forma. Mas ele tinha medo. Tinha medo do próprio sangue, de si próprio. E sozinho, jamais conseguiria tomar a decisão de apostar em si mesmo. Mas uma interferência do destino... o obriga a sair de seu mundinho tranquilo e seguro.

No meio da noite, Adrian recebe uma notícia que abala seu autocontrole. Algo que o faz desejar vingança e ter sede por sangue. Algo que o faz tomar a decisão que precisava...

Sua família estava morta. Seu pais, seus irmãos, cunhada e sobrinhos. Seus criados. Todos. Assassinados. A ambição e crueldade de um bandido, tinha matado até mesmo mulheres e crianças. Seu pai e seus irmãos tinham lutado bravamente até a morte. Mas não tiveram a menor chance. Tinham sido enganados, caíram numa armadilha e ninguém pôde sobreviver ao incêndio. 

Adrian não tinha ainda nem dezesseis anos quando foi transformado em guerreiro e herdeiro de seu pai. Seu mundo seguro tinha ficado para trás e ele jurou, naquela mesma noite e diante de Deus, que vingaria sua família. Que reconstruiria Warfield e caçaria seu inimigo até ao inferno se fosse preciso. E o mataria. Mesmo que isso custasse a sua vida. 


Século XII, 1143.


Meriel deveria se sentir feliz. Afinal de contas, era uma sorte que sendo a caçula de cinco irmãos, seu pai ainda tivesse dinheiro suficiente para pagar o dote necessário para ela entrar para o convento. Era tudo que ele poderia fazer por ela e Meriel deveria se sentir grata. E estava. Em poucos dias, faria os votos que a prenderiam para sempre ali. Prender? Realmente deveria encarar seu destino como uma prisão? 

Embora lutasse contra aquela sensação, Meriel sentia que estava sufocando. Que ser freira não era o que seu coração desejava. Mas ela só teve certeza absoluta disso após vê-lo pela primeira vez...


Ela estava voltando do povoado, após ter cumprido suas tarefas, quando percebeu uma emboscada. Seu coração desejou avisar os homens que estavam caminhando para uma cilada que poderia lhes custar a vida, mas o vento e a distância jamais permitiriam que o aviso chegasse. E ela teve que assistir, impotente, a guerra mortal que não demorou a começar. Embora soubesse que era perigoso continuar ali, parada assistindo, não conseguiu desviar os olhos e nem correr enquanto podia. Ela só fugiu para o convento, quando o líder do grupo que tinha caído na armadilha, assumiu o controle da situação. Só aí, ela despertou e percebeu que precisava correr de volta para a segurança.

Mais uma vez o destino resolveu interferir e Meriel foi forçada a rever aquele homem naquele mesmo dia. E foi esse encontro, quando os dois estavam muito mais próximos do que ela poderia desejar, que a fez tomar sua decisão. Não tinha nascido para ser freira. Embora soubesse que o mundo era um local perigoso, pronto para tragar quem arriscasse viver nele, ela sabia que se sentiria muito menos perdida e sufocada vivendo nele do que dentro dos seguros muros do convento. 

E foi essa decisão que provocou, cinco anos depois, o reencontro inevitável. 

- Meriel adorava o ar livre. Passear sozinha com sua querida égua e seu falcão-peregrino, após cumprir suas obrigações. Já fazia cinco anos que ela tinha tomado a decisão de sair do convento e nunca se arrependeu. Vivia feliz no feudo de seu irmão, Alan, e não podia desejar mais nada da vida. Ou talvez, não soubesse que desejava.

Ela tinha saído para outro de seus passeios e dessa vez não permitiu que ninguém a acompanhasse para protegê-la. Não pretendia se afastar muito e nenhum perigo existia entre seu povo. 

Porém, durante o passeio, seu falcão-peregrino acabou entrando na floresta proibida. A floresta real, onde somente o rei Stephen e a imperatriz Matilda, ou nobres autorizados por eles, poderiam caçar. Caçar ilegalmente ali poderia significar ser seriamente punido. Meriel sentiu medo ao se aproximar daquele lugar, mas não podia deixar seu falcão ali. E por isso, ela acabou entrando. Selando para sempre o próprio destino. 


"Ao observar aquela garota magra e de cabelos negros embaraçados, Adrian sentiu algo sombrio e perigoso remexer lá no fundo de si. Ele a desejava com a mesma intensidade selvagem que sentia quando estava lutando por sua vida."


Foi naquela floresta que eles se reencontraram. Adrian não a reconheceu, mas sentiu algo profundo e violento. E soube, naquele instante, que não poderia deixá-la partir. Que não poderia deixá-la desaparecer sem fazer nada. Por isso, tomado por aquele sentimento perturbador e se aproveitando de uma acusação injusta de caça ilegal, ele ordena que seus homens a levem para o castelo e a prende na torre, deixando claro que ela só tinha duas opções. Ser sua prisioneira... ou sua amante.  


"— E sendo uma caçadora ilegal, moça, agora você pertence a mim, para fazer com você o que eu quiser."


- Desesperada, Meriel jura que jamais entregará seu corpo. Que se quisesse tê-la, Adrian teria que usar a força e subjugá-la. E a partir daí, uma guerra fria se inicia. Uma guerra que pode ser muito mais perigosa e trazer mais dor do que eles poderiam imaginar. 



"— Escreva minhas palavras, milorde. Pode me estuprar, pode me matar, pode destruir meu corpo de mil formas, mas não terei valor algum para você depois disso. — Baixou a voz e disse num sussurro: — E juro sobre o túmulo de minha mãe que não me fará ceder."


- Esse é um dos trechos mais marcantes para mim. Não por mostrar o quanto Meriel era corajosa, capaz de desafiar um homem que tinha a vida dela em suas mãos, mas por outros motivos. Não direi por que, pois estaria revelando um segredo da história. Mas posso dizer que esse trecho, esse desafio, trará muito sofrimento aos leitores do livro. Pelo menos, foi o que aconteceu comigo. Ainda me lembro do que senti pouco tempo depois da Meriel dizer isso. Durante várias páginas do livro, após esse trecho, eu me derramei lágrimas. Foi impossível manter o controle. Foi impossível ver meu casal querido sofrendo tanto e ficar indiferente. Não consegui. Chorei com eles. Sofri com eles. Me desesperei com eles. E cheguei a acreditar que nada mais poderia dar certo. Achei tudo muito chocante e inesperado. Nunca poderia imaginar que algo como aquilo pudesse acontecer. Mas eu sabia que o amor do Adrian era violento, obsessivo. Desde o início eu soube que se ele perdesse o controle, as consequências poderiam ser sérias demais. Eu sabia que um amor como aquele poderia destruir os dois. Sabia que ele poderia ir longe demais... Mas nada pôde me preparar para o momento. Eu sofri muito, mas não se compara ao sofrimento dos dois. Principalmente, ao sofrimento do meu querido Adrian. 


"Ela é como... uma doença no meu sangue."

- Não dá para explicar o que sinto pelo Adrian. Sempre que penso nele sinto meus olhos se encherem de lágrimas. Dizer que sinto afeto por ele, carinho, que o amo com todo o meu coração ainda seria pouco. É muito mais do que isso. Sempre soube que ele não era um mocinho qualquer. Logo no início, pouco tempo depois de conhecê-lo, eu soube que ele iria me atingir. Que iria me roubar o ar e o coração. E que eu choraria por ele. Que desejaria pegá-lo no colo e protegê-lo dele mesmo. Abraçá-lo e dizer que tudo iria passar e que ele não era o monstro que acreditava ser. Adrian mexeu demais com as minhas emoções. Nunca pude considerá-lo um mocinho cruel. Ele era teimoso, tinha machucado a Meriel, tinha roubado sua liberdade e a estava sufocando, mas em nenhum momento ele quis lhe fazer mal. Não. Tudo que ele fazia era por amar demais e não ter forças suficiente para deixá-la voar livremente. Ele não podia deixá-la voar para longe dele. Isso significaria sua destruição e era impensável. Então, ele cortou suas asas e a afastou de tudo que ela amava. A privou da companhia de qualquer pessoa. A impediu, inclusive, de se distrair enquanto estava trancada naquele quarto. Adrian acreditava que a solidão a faria se voltar para ele e isso mexeu muito com o meu coração. Ele não queria o mal dela, queridos. Tudo que ele queria era o seu amor. Se não tivesse contato com outras pessoas, ela aceitaria mais facilmente sua presença, sua aproximação e com o tempo, viria a amá-lo. Era nisso que Adrian acreditava. Então, ele a deixava trancada por dias e depois se aproximava para convidá-la para algum passeio. Eu não lembro de ter sentido raiva dele.rsrs... Ele  a estava machucando sem perceber, mas sua intenção não era essa. Sei. Não é desculpa.rsrs... Já mandei outros mocinhos para o inferno por menos, mas... Não pude fazer o mesmo com o Adrian. Não pude julgá-lo e nem condená-lo. Não tinha esse direito. Ninguém tinha (já deu para perceber que o Adrian tem a minha proteção? Que o defenderei de quem tentar crucificá-lo?rsrs...). Eu vi todo o amor que ele sentia por ela. Sua necessidade de ser amado por ela. E antes mesmo de eu perceber, ele já tinha conquistado meu coração. A partir daí, fiquei perdida. 


"— Jesus Cristo — disse arfante numa prece desesperada. — Meu bom Jesus, ajude-me.


As palavras não aliviaram sua loucura. Convulsivamente ele se virou, agarrou o baú ao pé da cama e arremessou-o contra a parede de pedra com toda a sua força, os músculos retesando-se ao limite, e soltou um urro angustiado e sem sentido. As tiras de metal se partiram e o baú se arrebentou num estrondo, caindo no chão, e as roupas coloridas voaram sobre o junco.

A destruição aliviou um pouco de seu tumulto interno, mas não o bastante, nem perto disso. Adrian olhou nos olhos azuis de Meriel, arregalados de choque e terror.

— Perdoe-me — sussurrou ele. — Perdoe-me, falcãozinho."


- Já conheci diversos mocinhos que fizeram mal as mocinhas que amavam. Mas foram poucos aqueles capazes de se arrepender e pedir perdão. E foram poucos os que me emocionaram tanto ao se arrependerem. Estou aqui em lágrimas novamente.kkkkk... Eu me lembro de tudo que o Adrian sofreu e ainda sinto uma dorzinha no coração por causa disso, mesmo depois de ter terminado a leitura. Mesmo depois de saber que tudo terminou bem no final. Mas não consigo evitar me sentir mal por ele ter sofrido, entende? Porque ele errou. Sim. Errou feio, mas não merecia pagar tão caro. Achei seu castigo injusto demais. Mocinhos que fizeram coisas piores, pagaram menos. E uns nem pagaram! E ele... que a amava com toda sua alma, que daria sua vida por aquela mulher, tinha pagado um preço muito alto por algo que merecia um castigo menor. Eu senti que a vida foi muito injusta com ele. E disso sim senti raiva. Muita raiva. Algo que só aumentou o desprezo que sinto por supostos mocinhos que tratam as mocinhas como se elas fossem lixo e depois são perdoados sem sequer pedirem perdão de forma decente. Dizer que eu fiquei furiosa com tudo que o Adrian sofreu, seria pouco. O Adrian foi um dos mocinhos pelos quais eu mais sofri. Um dos que mais me fizeram derramar lágrimas. 


"Liberte-a.

Um calafrio cortante acompanhava as palavras, atravessando seu corpo e abrigando-se em sua alma."


- Não sei dizer ao certo o que tem de tão especial no Adrian. Só sei que o amo demais e que ele é totalmente digno do amor de nós leitoras. Ele é... único, sabe? Lutava tanto contra si mesmo. Desejava tanto o amor de Meriel e ao mesmo tempo se considerava um monstro. Um ser humano que só tinha maldade dentro de si e precisava lutar contra essa "realidade". Ele acreditava nisso por causa da loucura que o tomava toda vez que ele estava numa batalha. Ele não conseguia enxergar que tinha um lado bom. E que esse lado, todo o amor que ele tinha dentro de si, era mais forte do que qualquer coisa. 

"— Eu vou me redimir, ma petite. Por tudo que lhe fiz."


- É raro eu ver um mocinho prometer não mais machucar a mocinha e realmente cumprir a promessa. É difícil conseguir sentir tanto amor num mocinho. Mas o Adrian, sempre cumpria suas promessas. E mais importante do que sua alma, sua vida e sua felicidade, era Meriel. Se para ela ser feliz, ele precisasse morrer, ele não pensaria duas vezes antes de se entregar ao inimigo e deixar o outro matá-lo. Meriel era o ar  que ele respirava. Sua amada. Sua razão de viver. Não pude resistir a tanto amor. E a Meriel, coitadinha, também não conseguiu resistir por muito tempo.rsrs... 


"Nos últimos meses, aprendera muito sobre medo e coragem, sobre paixão e raiva, sobre as sombrias e misteriosas profundezas da alma humana. Havia perdido a inocência em vários sentidos, e percebeu como estava protegida na vida que tinha anteriormente."



- O que eu posso dizer sobre a Meriel? Assim que a conheci, pensei que ela era um anjo. Uma mocinha incapaz de sobreviver na Idade Média e em qualquer outra época. Acreditava que nem no século atual ela conseguiria sobreviver. A julgava uma pessoa muito frágil, que precisava ser protegida, senão iria cair e se partir em vários pedaços. E em parte, eu estava certa. Meriel não tem a metade da força que Whitney (Whitney, Meu Amor), Sheila (A Carícia do Vento), Victoria (Agora e Sempre) ou Gelina (A Conquistadora) tiveram. Não sobreviveria ao que Isaura (O Quarto Arcano) sobreviveu, mas também é uma querida. Um anjinho que nós queremos proteger, sabe? E teve coragem suficiente para voltar atrás. Para parar de lutar contra algo que ela desejava. Que precisava com desespero. Senti raiva dela em certos momentos da leitura, é claro.rsrs... Ela magoou muito o meu Adrian. Fez ele comer o pão que o diabo amassou, mas também foi impossível não perdoá-la. Acabei adotando-a também.rsrs...


- Já falei demais, não é? Mas já estou acabando.rsrs... E não contei os segredos da história! Consegui ficar com a boca calada (só aqui, é claro. A Carlita e a Moniquita tiveram que aguentar meu desabafo, coitadas. Isso que dá serem minhas amigas.rsrs...), mas só porque não quero ser uma estraga-prazeres. A vontade que eu tenho é de contar a história inteira. Falar dela até me cansar (algo que não aconteceria nem tão cedo!). Dizer tudo que acontece e tudo que cada cena me fez sentir. Mas vocês merecem conhecer a história sozinhos. Só peço que não demorem muito!kkkk... Quer um conselho? Largue o que estiver lendo (se a leitura não estiver sendo muito agradável) e corra atrás de "Divino Tormento". Você não irá se arrepender, pode ter certeza. 


- O pano de fundo dessa história é a guerra entre o rei Stephen e a imperatriz Matilda. O rei Henrique I antes de morrer fez seu povo jurar aceitar Matilda como herdeira do trono. Apesar de ter outros filhos, Matilda era a única legítima e Henrique queria que ela o sucedesse. Mas a traição de Stephen fez com que Matilda perdesse o trono e ele assumisse seu lugar. Na verdade, ele roubou o trono dela, fazendo assim com que a Inglaterra fosse dividida e uma guerra de anos se iniciasse. E  é no meio dessa guerra, que se passa a história de Adrian e Meriel. Adrian era aliado da imperatriz Matilda e Meriel, apoiava o rei Stephen.  


- Como disse no início da resenha, foi graças a resenha de uma blogueira querida que eu decidi ler esse livro. Foi a resenha da Tonks do blog Romances in Pink. Para conferir a resenha dela, basta clicar AQUI.


- Dei cinco estrelas ao livro no Skoob porque não podia dar mais. Mas o livro é digno de mais do que isso. Nem mil estrelas ainda seria suficiente para mim. É um dos livros mais especiais que eu já li. E eu recomendo sem pensar duas vezes! 


Bem... É isso. Durante a leitura do livro, quando já estava chegando ao final, pensei numa música e acabei considerando-a perfeita para a história.rsrs... É a música "Si Yo Fuera Tu" de Servando y Florentino. Recomendaria que, quem gosta de ouvir músicas enquanto lê, ouvissem essa música durante a leitura do livro. :)


"— Eu a amo desde o momento em que a vi, Meriel, não apenas porque aos meus olhos você é linda, mas porque preenchia alguma necessidade profunda e dolorida da minha alma. Acho que foi porque você era tão inteiramente você mesma. E tão livre. Tão livre quanto seu próprio falcão. — Adrian se interrompeu olhando para o outro lado, as linhas do corpo rígidas. — O abade William diz que frequentemente matamos o que mais amamos, e ele tem razão. Sendo homem e sendo um tolo, tentei enjaulá-la, prendê-la a mim, destruir o que mais amava em você."


— “Eu dormia, mas meu coração estava desperto” — disse ele baixinho, também citando o Cântico dos Cânticos. — “É a voz do meu amado que me chama, dizendo: Abra-se para mim, minha querida, minha pomba, minha companheira.”


"— O que há em meu coração é amor. — Meriel pegou a mão dele e beijou-o na ponta dos dedos. — “Eu sou do meu amado, e meu amado é meu.”


"— “Beija-me com os beijos da tua boca, que teu amor é melhor que o vinho.”


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