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29 de julho de 2013

Cavalo de Fogo (Congo) - Florencia Bonelli


Trilogia Cavalo de Fogo - Segunda Parte


Ele era um senhor da guerra. Ela lutava pela paz. 

A cirurgiã pediátrica Matilde Martínez viajou de Paris com destino ao Congo guiada por um objetivo: aliviar o sofrimento das crianças castigadas pela violência e pela fome que reinam nesse país africano. Atrás de si, ela deixou uma história de amor complicada, que não consegue esquecer. 

Por sua parte, o soldado profissional, Eliah Al-Saud, chega ao Congo movido por uma ambição: conquistar uma mina de coltan, o mineral mais cobiçado pelos fabricantes de celulares, que lhe renderá grandes benefícios econômicos. Porém, sobretudo, chega ao Congo para recuperar Matilde, quem ele considera a razão de sua vida. Os traumas e segredos que os separaram em Paris seguem latentes e, rodeados por um contexto cruel e carente de justiça, a reconciliação parece impossível. 

No marco da Segunda Guerra do Congo, mais conhecida como Guerra do Coltan, e ameaçados por grupos guerrilheiros muito poderosos, Matilde e Eliah farão de tudo para que o amor triunfe sobre a guerra. 




Palavras de uma leitora...



- Sim. Quatro meses depois de ler Cavalo de Fogo - Paris, eu finalmente consigo continuar a leitura desta trilogia. Mas por que não fiz isso antes? Se amo tanto essa história (como creio que deixei claro com a resenha sobre a primeira parte) por que não segui com a leitura imediatamente após terminar a primeira parte? Por amor. Sim. Exatamente por isso. Eu cheguei a começar a leitura da segunda parte da história, mas as obrigações diárias me roubavam tempo. Quando eu chegava em casa, não tinha tempo para me dedicar de corpo e alma ao livro. Fosse por cansaço ou outras obrigações. E eu não aceitava de modo algum ler aos pingos dessa vez. Estava me estressando. Porque essa história não é como uma história qualquer, que eu posso ler aos poucos. Para ler a trilogia Cavalo de Fogo é necessário mergulhar de corpo, alma, mente e coração. É preciso tempo. E aí... chegaram minhas férias (apenas 10 dias, mas é melhor que nada.kkkkkkk...). E a primeira coisa na qual pensei foi: Eliah e Matilde!!!!!!! Vou poder estar com eles!!!!! Eu quase pulava de felicidade pela casa (na verdade, dei alguns pulos e gritinhos aqui.kkkkkkk...). Era chegada a hora que eu tanto tinha aguardado: o momento de estar novamente com eles. Sentindo tudo com eles. Vivendo tudo com eles. A emoção que eu senti não pode ser descrita. É impossível. Só quem ama muito uma história de amor profunda, inesquecível, arrebatadora como essa, pode me entender. 

- Antes de começar é necessário que eu diga algo: nesta resenha existirá spoiler sobre a primeira parte da história (Cavalo de Fogo - Paris). Quem ainda não leu esse livro, é melhor não seguir lendo a resenha. :) Existirá spoiler também sobre a segunda parte? Não!!!!!! Não quero ser uma estraga-prazeres, desta vez.rsrsrs...


- Livro NÃO recomendado para menores de 18 anos. 



"Sem minha Matilde, não. É simples assim: não vivo sem minha Matilde. Sem ela, só respiro e subsisto."


- Quanta dor uma pessoa pode suportar nesta vida? E aos 16 anos de idade? Matilde não saberia dizer, só sabia que o que sentia era insuportável. Tudo... Tudo estava acabado. Toda a sua vida. Todos os seus sonhos. Destruídos. Por causa de uma doença cruel. Por causa de um câncer em seus ovários. 

Aos 16 anos de idade, Matilde já tinha conhecido o sofrimento. Através do lar desajustado no qual vivia, a tirania da avó, as brigas e o divórcio dos pais, a prisão do pai... Não teve uma infância normal. E a adolescência foi pior ainda. A insegurança e a timidez a dominavam, mas tudo se tornou um verdadeiro inferno quando aquele câncer tomou conta de sua vida, tragando com ele tudo que ela havia sonhado. E sobretudo, o maior sonho da sua vida: o sonho de ser mãe. Ela havia lutado e vencido a doença, mas no final das contas a doença também venceu, pois roubou dela sua razão de viver. Seu maior sonho.

 Para sobreviver ao câncer, Matilde teve que ser submetida a uma cirurgia que lhe tirou os ovários, trompas e útero. Tudo que, segundo os pensamentos dela, a tornavam mulher. Lhe davam sentido. E mesmo depois de todos aqueles anos, a dor ainda era sufocante. Nunca. Nunca ninguém a chamaria de mamãe. Nunca carregaria dentro de seu ventre um bebê. Um fruto de seu amor. Nunca sentiria o que é dar à luz, nunca colocaria o filho para dormir ou o veria dar os primeiros passos. Nunca teria um filho. Nunca saberia o que é ser mãe. Somente uma mulher cujo o sonho de ser mãe lhe é arrancado sem piedade, poderia realmente compreender a sua dor. Poderia entender o vazio que ela sentia em seu interior e o desespero que tomava conta dela. 

Matilde sobreviveu ao câncer e ao sofrimento que a acompanhou (e continua acompanhando) depois que ela soube que seus ovários e útero haviam sido arrancados. Embora fosse uma pessoa insegura e aparentemente vulnerável, carregava dentro de si uma força que nem ela própria sabia possuir. Uma força que a fez continuar e construir novos sonhos. Que a fez lutar, dia após dia, para viver, para superar. Um novo sonho a impulsionou a seguir adiante: ela seria médica. Não tinha vindo a esse mundo à toa. Embora jamais pudesse ter filhos, através dela, da sua dedicação, do seu amor, das suas mãos, vidas seriam salvas. Ela salvaria vidas de pessoas que haviam sido esquecidas por todos. Ela curaria os mais necessitados. Ela não desistiria. E assim, dez longos anos se passam... E ela realiza o seu sonho. Se torna uma brilhante cirurgiã pediátrica e é através de sua profissão, de seu desejo de ajudar os outros, que seu caminho se cruza com o de Eliah Al-Saud, um homem misterioso e perigoso, sedutor, apaixonante...  alguém que poderia lhe levar ao céu, mas também ao inferno. E pela primeira vez em sua vida, Matilde decide arriscar, sem se importar com as consequências. Decide se deixar ser amada. Nem que fosse só uma vez. Uma única vez. Para carregar com ela em sua memória. Pois existia algo em Eliah, alguma coisa que a atraía, que a fazia caminhar para ele mesmo quando toda a razão gritava para ela fugir correndo, mesmo quando toda a razão dizia "não". Existia algo nele... em seu olhar, em seu sorriso, em seu toque, em seu cheiro... que a fazia pensar que de algum modo já o conhecia. Já o amava. Que só ele poderia curá-la. Que só ele poderia livrá-la da dor que a perseguia durante todos aqueles anos, da dor que não a deixava em paz nem por um segundo. Que só em seus braços poderia encontrar a felicidade, o consolo que tanto necessitava. Valeria a pena? Valeria a pena ceder só essa vez? Isso... só o tempo é capaz de dizer...


Eliah Al-Saud nunca foi uma pessoa fácil. As brigas com o pai foram frequentes durante a sua infância, pois o pai não conseguia compreender o seu espírito livre, sua rebeldia, sua independência. A única pessoa que era capaz de entendê-lo nesta vida era Francesca, sua mãe. E o trauma que viveu ainda muito jovem, quando sua mãe e sua irmã estiveram prestes a serem sequestradas e ele ficou parado, impotente, o impulsionou a se rebelar mais e mais e o levaram a jurar que nunca mais ficaria numa situação como aquela. Nunca mais ficaria vulnerável ou deixaria sua família desprotegida. Com a ajuda de alguém que enxergou o seu potencial e compreendeu os medos e a raiva presos em seu interior, Eliah se tornou uma arma mortal, alguém que com apenas um golpe poderia mandar uma pessoa para o inferno. Apaixonado por aviões, ele fez parte de algumas guerras, sempre saindo vitorioso. Dentro de um avião, distante da terra, ele se sentia livre e encontrava (será?) a paz que não conseguia encontrar em parte alguma. Existia algo dentro dele, algo que ele nunca foi capaz de controlar, que o fazia desejar se arriscar mais e mais. Que o fazia desejar ir além dos seus limites. Ser livre como ninguém jamais conseguiu ser. Só que na verdade, ele nunca conseguiu isso. Nunca conseguiu realmente encontrar a liberdade que tanto buscava. Fosse dentro de um avião, fazendo manobras arriscadas, atirando contra inimigos na guerra, arriscando sua vida por ideais nos quais não acreditava ou saindo pelas ruas de Paris com seu carro em alta velocidade. Fosse fazendo o que fosse, se arriscando como fosse, Eliah nunca encontrou o que realmente buscava. E será que ele sabia o que sua alma ansiava? O que ele realmente sempre buscou? Seria a liberdade? Ou algo um tanto diferente? 


Aos dezoito anos, resolveu se casar com a amiga de infância. Não importava que dissessem que ainda não era o momento para isso. Ele não quis saber. Casou-se com Samara e encontrou uma nova espécie de inferno para si próprio. Embora amasse Samara, embora tenha desejado aquele casamento, não suportava a prisão que ele significava. Não conseguia ficar em paz com a esposa e as brigas começaram. E foi apenas um passo para as traições... 

Sufocado pelo casamento, Eliah não mediu as consequências (ou se importou com elas) ao começar a trair a esposa. Foram muitas mentiras, muitas traições. Até que um desastre aconteceu. 

Enquanto buscava pelo Eliah, para contar que esperava um filho, Samara sofreu um sério acidente, que acabou com a sua vida e a vida do filho que esperava. Enquanto a esposa e o filho morriam naquele acidente, Eliah se encontrava nos braços de Céline, uma modelo brilhante, e sua amante nas horas vagas. A culpa pela morte da esposa era como um veneno que não o matava, mas tornava sua vida vazia, triste, dolorosa. Era impossível para ele encontrar a felicidade, quando se considerava o assassino da mulher e do filho. E assim, os anos foram passando... 

Eliah fundou, juntamente com seus amigos e parceiros de outros trabalhos, a Mercure, uma empresa de segurança, infalível, que existia para garantir a segurança de quem necessitava e pudesse pagar por isso. Embora fosse essa, aparentemente, a função da empresa, na verdade, ela era apenas uma fachada para algo muito mais perigoso. Embora realmente garantisse a segurança de muitas pessoas importantes (incluindo a segurança de sua própria família), por trás daquela empresa existiam os soldados profissionais, chamados vulgarmente de mercenários. Aqueles que trabalhavam pelo maior valor, acreditassem ou não nos ideais das pessoas para as quais trabalhavam. Aqueles que necessitavam que a guerra existisse para que seu trabalho fosse feito. E o Eliah fazia parte deles. Era um mercenário, embora poucos soubessem disso. 

Para ele não importava o que era politicamente correto. Não se importava com a opinião dos outros e nem sempre conseguia as coisas de maneira limpa em sua vida. Estava satisfeito em viver como vivia. Ou pelo menos, era o que dizia para si próprio... Isso... até vê-la pela primeira vez...

Um senhor da guerra e uma guerreira pela paz... Um mercenário e uma médica. Um homem que provocava mortes e uma mulher que salvava vidas. Poderá existir futuro para eles? Apenas o amor bastará? Ou os traumas dela e os segredos dele destruirão, cedo ou tarde, esse amor? Nesta história, não é somente Matilde que possui feridas, cicatrizes que ainda doem. Não é somente ela que necessita ser salva. Mas ela será capaz de colocar de lado todos os seus princípios por amá-lo? Será capaz de salvá-lo, de curá-lo de feridas que ele próprio não sabe possuir? Ou a escolha dela será bem diferente?

Talvez, com o tempo, ela descubra que nesta vida nem sempre amamos quem queremos amar. Mas sim... quem, por algum capricho dos deuses ou do destino, precisamos amar. E talvez, só talvez, com o tempo, Eliah descubra que nesta vida ninguém é perfeito, que todos temos o direito de cometer erros e aprender com eles. Que todos merecemos uma segunda chance. Até mesmo ele.


"— Matilde, Santo Agostinho dizia: 'Se queres conhecer a uma pessoa, não lhe perguntes o que pensa, mas sim o que ela ama.' E eu te amo, com todas as minhas forças. E por isso, sou uma pessoa melhor. Por te amar, por amar alguém tão bom e puro como você."


- Sabe... eu acredito nessa frase. Penso que as coisas que a pessoa ama podem dizer muito sobre ela. Pelo menos, é bom acreditar nisso.rsrsrs... Durante a leitura do primeiro e do segundo livro dessa história, a Matilde não foi a única que teve que bater de frente com princípios, que teve que ir contra aquilo no que costumava acreditar. Só que, apesar de muitas coisas com as quais tive que me chocar, não tive a menor dificuldade para perdoar ou me coloquei como juíza do Eliah. Eu não sou ninguém para condená-lo por seus pecados quando eu própria sou uma pecadora, verdade? E nem tentei julgá-lo. Não digo que foi porque sou uma pessoa que costuma ter consciência sempre de que não deve julgar os outros (na verdade, existem vezes que, mesmo sem ter intenção, eu esqueço disso e acabo julgando. Horrível admitir, mas é a verdade.), mas sim porque eu amei o Eliah muito antes de conhecê-lo.rsrs... Só as palavras das minhas amigas sobre ele, as coisas que eu ficava sabendo sobre ele... não sei explicar. Apenas posso dizer que foi semelhante ao que eu senti antes de conhecer o Roger. E o Carlo. Aquele amor que você não sabe o motivo de sentir, compreende? Eu o amei e liguei o "dane-se" antes mesmo de conhecê-lo.rsrsrs... Dane-se o passado dele e qualquer coisa que ele tenha feito de errado! Eu não me importo. Meu amor não é condicional. Nunca esperei que o Eliah fosse perfeito. Até porque perfeição não existe e se ele fosse alguém perfeito, não seria real. 


"— Me deixou, sensei.

— Por quê?


Al-Saud levantou os olhos e ficou em silêncio durante alguns segundos, não porque hesitasse em lhe contar o que ocorreu, mas sim porque tentava acomodá-lo em sua mente; na verdade, ainda não compreendia os motivos de Matilde.


— Não sei. — admitiu — Aconteceram coisas terríveis, todas ao mesmo tempo, que a endureceram e a afastaram de mim."



- Em Cavalo de Fogo - Paris, Matilde e Eliah se conheceram quando ambos estavam indo para Paris. Eliah vivia em Paris e estava voltando para lá após sua visita à Argentina, terra de sua mãe. Seu humor não era dos melhores, pois o avião particular dele havia tido um problema que o impedia de viajar nele. Sendo assim, Eliah teve que usar um avião "normal."rsrs... O tipo de avião que as pessoas normais costumam usar. E para piorar ainda mais a situação, só havia vaga na classe executiva. A primeira classe já estava lotada. Ele, Eliah Al-Saud, membro de uma família rica e poderosa, dono de uma empresa de sucesso e podre de rico, iria viajar em classe executiva?! Teria que aparecer uma vaga para ele na primeira classe! Nem que para isso ele tivesse que perturbar o seu cunhado. Porque é claro que existia alguém na família para "ajeitar" as coisas.rsrsrs... Sim! Ele é arrogante e muito exigente, mas isso só aumenta o charme dele. Ele não faz isso por mal, não.rsrs... Só que nem tudo foi tão simples assim. Eliah teria que embarcar e ir para a classe executiva até que a situação fosse consertada e ele pudesse ser transferido para a primeira classe. Mas será que ele vai desejar a transferência? rsrs... 


Matilde embarcaria no mesmo avião que Eliah. Ela viveu toda sua vida na Argentina, mas agora estava indo para Paris para um curso intensivo antes de seguir caminho para o Congo, onde trabalharia para as Mãos que Curam, curando crianças vítimas de meningite, cólera, malária, tiros, bombas, fome, estupro, mutilação... Graças ao seu pai, ela e a amiga tinham conseguido vaga para a classe executiva, embora para Matilde isso pouco importasse. Tudo que ela desejava era chegar logo em Paris e de lá seguir o mais rápido possível para o Congo. Havia esperado muito tempo para isso e mal via a hora de finalmente realizar o seu sonho. 
Ao embarcarem, para surpresa de Eliah, seu lugar era exatamente ao lado do lugar da jovem que havia chamado a sua atenção na sala de espera. E de repente, a classe executiva tinha se tornado muito interessante. Era preferível descansar na primeira classe ou conhecer melhor a mulher que o tinha atingido em algum lugar que ele ainda não conseguia identificar, momentos antes? Isso não necessita de resposta.rsrs...


- A atração inicial se tornou algo muito mais profundo com o passar do tempo. Ao se despedir dela, ao saírem daquele avião, Eliah sentiu que era necessário revê-la. E ele não pôde evitar provocar situações que os fizesse se encontrar. Mas sequer havia necessidade disso já que o destino desses dois havia se unido muito, muito tempo antes... antes mesmo deles nascerem... 

- Com muita insistência e guiado por um sentimento que nunca tinha sentido em sua vida, Eliah consegue derrubar as defesas de Matilde que resolve se entregar de corpo e alma ao que Eliah a fazia sentir... que decide arriscar seu coração pela primeira vez na vida. Ambos mergulham de corpo e alma numa relação intensa, complexa e recheada de altos e baixos. Uma relação que ao mesmo tempo que os curava, os machucava. Que ao mesmo tempo que os levava ao céu, os fazia terem uma queda violenta em direção ao inferno. Porque havia muita coisa entre eles... Muita dor, muitos segredos, muitas mentiras, muitos traumas... e eles não tinham a força necessária, naquele momento, para vencer tudo que estava contra eles. Para superar todos os problemas, para suportar todas as dores. A cura era um processo mais longo do que eles poderiam imaginar. E ela provocaria muita dor... Então, sem outra opção, Eliah e Matilde se separam ao final do primeiro livro. Uma separação que não parte somente o coração deles, mas também o de nós leitoras que não conseguimos entender o porquê daquilo e não sabemos exatamente na direção de quem atirar os nossos insultos e nossa frustração.rsrs... Até que percebemos que eles estão sofrendo tanto (porque são dois idiotas teimosos e orgulhosos) que não necessitam do nosso castigo. Já estavam se castigando o suficiente. 


"Soy culpable, ya lo sé. Y estoy arrepentido, te pido... Imagíname sin tí, y regresarás a mi. Sabes que sin tu amor, nada soy. Que no podré sobrevivir. Imagíname sin tí. Cuando mires mi retrato. Si algo en tí, queda de mí. Regresa por favor."



- Não é fácil ver uma relação tão linda e tão cheia de sentimentos chegar ao seu fim, da forma que chegou. E como se não bastassem todas as mentiras e segredos que preencheram essa relação, ainda vemos mais mentiras serem ditas ao final. Porque na verdade, Matilde, principalmente, não era capaz de abrir seu coração da forma que desejava que o Eliah abrisse. Ela exigia tantas verdades dele, exigia tanto que ele dividisse sua alma, seus pensamentos, tudo com ela, quando ela própria não tinha coragem para fazer o que exigia. Sabia desde o princípio que não seguiria adiante com ele, mas não pôde ser sincera, não jogou limpo. Quem era ela para exigir algo do Eliah, quando ela própria não podia cumprir o que exigia? É muito irônico. E hipócrita também.

Quando o romance entre Eliah e Matilde tem início, ele também já tem data marcada para terminar. Embora a Matilde tenha aceitado se arriscar pela primeira vez na vida, embora ela tenha aceitado o Eliah de corpo e alma e tenha se apaixonado perdidamente por ele... ela ainda possuía traumas... traumas que não era capaz de dividir com ele. Traumas que não desejava dividir com ele. Sua infertilidade, a doença que a afetou aos 16 anos e provocou um estrago à longo prazo, a impedia de fazer o que ela realmente desejava: estar com o Eliah para sempre. Por isso, mesmo enquanto gemia de amor em seus braços, mesmo enquanto dividia sua vida com ele, vivia na mesma casa e, aparentemente, compartilhava tudo, ela sabia que quando o momento de viajar para o Congo chegasse, ela diria adeus ao Eliah. Para sempre. Não existiria futuro para eles. Era impossível. Mas não foi algo que ela quis compartilhar com ele. Ela sabia que a relação teria fim com a viagem. Ele, não. 

- Se aproveitando da oportunidade que surgiu (quando revelações chocantes sobre o passado do Eliah são feitas, pela irmã dela), ela rompeu com ele e embarcou no avião que a afastaria definitivamente (Até parece!!!rsrsrs...) dele, mas não sem antes dizer mais mentiras. Mas apesar de reconhecer os erros que a Matilde cometeu, eu a compreendo e não a considero a única culpada pelo fim da relação. 

- É incrível como o passado às vezes não pode ser tão facilmente sepultado, não é? Sim. É incrível e terrível também. Algo que aconteceu tão antes do Eliah ter conhecido a Matilde se volta contra ele e contribui (bastante) para a separação inevitável. Porque a mulher com quem o Eliah traía a esposa... a mulher que continuou fazendo parte da vida dele mesmo após a morte da esposa, era irmã da Mat. Como??????!!! Sim. Por uma ironia do destino (o destino adora se divertir às nossas custas, já perceberam?) o Eliah havia conhecido e se envolvido com a irmã da única mulher que ele seria capaz de realmente amar nesta vida. E isso era algo que não podia ficar enterrado. Era algo que sairia à luz em algum momento, quisesse ele ou não. Porque Celia (não gosto de chamá-la de Céline. Celia é seu nome verdadeiro e ela odeia esse nome. Por isso fico satisfeita em chamá-la de Celia.rsrs...) não era uma mulher qualquer, uma estranha. Ela era irmã da Matilde e imaginá-los na cama não seria a coisa mais agradável do mundo para a Mat. Até porque Celia era tudo que ela não conseguia ser: extrovertida, despreocupada, deslumbrante e possuía o que ela não possuía... a capacidade de gerar uma criança. Saber que o homem que ela amava havia traído a esposa com a Celia e que durante anos manteve um relacionamento (na verdade não foi bem um relacionamento. Foi algo puramente carnal. Era sexo. Mas nada.) com ela foi um golpe duro demais para a Mat. Como se não bastasse descobrir isso (da forma mais dura possível), no mesmo dia, Celia resolve revelar ao Eliah o segredo que Matilde mantinha trancado a sete chaves... a doença que ela teve e suas consequências. E o momento, gente, é de partir o coração de qualquer um. :( Ao me colocar no lugar da Matilde eu pude sentir, um pouquinho, da dor dela. E compreendê-la não foi difícil. 

" - Desviou o olhar para Juana e Matilde. - Sabem com quem é que o Eliah estava na tarde em que Samara morreu? Estava na cama comigo!

Al-Saud lançou-se sobre ela, agarrou-lhe nos ombros e sacudiu-a. Matilde deu um grito e tentou intervir. Juana deteve-a. 

- Chega! Cala-te, Céline! Porque é que vieste? Quero que te vás embora e que não voltes!

- Larga-me! Estás a magoar-me!

- Estou farto de ti!

- Claro! Farto de mim! Não era o que dizias quando fazíamos amor e me juravas que ias deixar a tua mulher porque não podias viver sem mim?

Al-Saud não se atreveu a a olhar na direção de Matilde. O lamento que a ouviu proferir foi suficiente para saber que a sua felicidade estava à beira do abismo." (Cavalo de Fogo - Paris, página 557)

" - Para que é que ias querer ao teu lado uma mulher que não te podes dar filhos?

- Não!

O grito de Matilde perturbou Al-Saud. Virou-se para olhar para ela e reconheceu na sua expressão o pânico mais cru e visceral que recordava ter visto; nem sequer durante o ataque à porta da escola de línguas parecia tão fora de si. Sem se virar para Céline, com os olhos postos em Matilde, perguntou-lhe:

- O que é que queres dizer com isso de não me poder dar filhos?"

"- Do facto de a minha querida irmãzinha não ser uma mulher completa. Do facto de estar vazia porque lhe tiraram os genitais. Não tem ovários nem útero nem trompas nem nada. Tiraram-lhe tudo aos dezasseis anos devido a um cancro feroz.

Al-Saud ouvia o pranto de Matilde sem o registar de maneira consciente, porque estava concentrado nas palavras de Céline. Um golpe nas costas não o teria deixado tão atordoado como aquela revelação. 

- Estás a mentir - disse, como numa exalação.

- Não, não estou a mentir. Pois não, Matilde?

Matilde viu, através do véu de lágrimas, que Céline se aproximava, e teve medo dela. O seu corpo irradiava uma força perigosa e desapiedada. Al-Saud meteu-se no seu caminho e impediu-a de continuar a avançar. 

- Não te aproximes dela. Se não queres que dê cabo de ti, é melhor que te vás embora agora mesmo." (Cavalo de Fogo - Paris, páginas 558 e 559)


- Como eu disse a separação foi inevitável e a culpa não estava apenas de um lado. A culpa foi de ambos. Mas haverá chance para a reconciliação? O amor que nasceu aos poucos, começando com aquela primeira troca de olhares, terá sido capaz de resistir aos traumas e revelações feitas? E se sim, será capaz de suportar mais segredos, mais mentiras? Será capaz de suportar o que a vida ainda reserva para eles?... Será capaz de superar o Congo? Bem... Isso vocês só saberão se lerem Cavalo de Fogo - Congo, pois spoilers desse segundo livro eu disse que não daria. Minhas revelações se resumiriam, como eu disse, ao primeiro livro.rsrs...E pretendo cumprir a minha promessa. :D


"— Matilde - sussurrou ele, com ardor. — Meu Deus... Por que preciso tanto de você?  — e não pronunciou em voz alta, mas também se perguntou:

Por que o que tem a ver com você vem com uma quota tão grande de angústia? Por que me transformo no que não sou quando se trata de você?"


- Um reencontro intenso espera por eles nesta segunda parte de uma história linda, arrebatadora, que nos rouba o coração sem pedir licença. Que nos transforma e nos preenche sem que consigamos perceber quando exatamente isso aconteceu. Uma história intensa e profunda como poucas. Uma história que não se resume a uma simples história de amor. Que vai bem além disso e se crava dentro de nós de uma forma impossível de se remover. De uma forma que não desejamos remover, por mais que alguns momentos machuquem. Um reencontro que provocará lágrimas aos olhos daqueles que aguardaram com desespero para vê-los juntos novamente. Mas... significará esse reencontro um recomeço? Bem... acho melhor vocês não começarem a leitura dessa história com a esperança de ver as coisas se solucionarem de forma simples. Muito ainda vai acontecer, gente. E nossos mocinhos precisarão estabelecer prioridades e deixar de lado muitas coisas se realmente desejarem estar juntos. Nem sempre basta somente amar, não importa o tamanho desse amor. Não existe relação sem confiança, sem respeito. E recheada de segredos e mentiras, muito menos. A insegurança, o medo e outras barreiras que eles levantam de forma tão inconsciente, podem ser os maiores perigos que esses dois enfrentarão no Congo. E olha que uma guerra está prestes a estourar nessa continuação da história.rsrs... 

- Já escrevi muito, não é?!rsrsrs... E ainda sinto que não foi suficiente. Tudo que eu queria ao começar a escrever essa resenha era fazê-los desejar ler a história também, era fazê-los quererem conhecer o Eliah, a Mat e a história de amor deles. Porque apesar do passado do Eliah e das coisas que vocês podem pensar sobre ele por causa de algumas revelações que fiz aqui, ele é um dos melhores mocinhos que tive o prazer de conhecer. Sei que ele cometeu erros, mas eu também cometi muitos erros na minha vida dos quais me arrependo amargamente. E tenho certeza que todos neste mundo cometeram os seus erros. Porque a imperfeição faz parte de nós. Não existe perfeição. Isso é fato. E penso que não devemos pagar para sempre por erros que cometemos lá atrás, erros pelos quais já pagamos bastante e que nos causaram arrependimentos. Penso que não é justo o Eliah ser condenado e ele próprio continuar se condenando por algo que não tem volta, quando existe uma beleza dentro dele que ele procura ocultar, por não ser achar digno de amor. Por não se achar merecedor de felicidade. Por não acreditar que exista alguém que possa realmente amá-lo. Se você ler essa história com a mente aberta, se estiver disposta a olhar para o Eliah sem pré-conceitos será capaz de ver o que eu vi e será capaz de amá-lo de uma forma intensa e incondicional. Será capaz de se emocionar e de chorar toda vez que ele chorar, de sorrir sempre que ele sorrir, de querer pegá-lo no colo e protegê-lo de qualquer coisa.rsrs... De defendê-lo com unhas e dentes também.rsrs... Acho que não importa o quanto eu tente transmitir pra vocês o que sinto por ele, não serão capazes de sentir se não lerem. Precisam ler a história se quiserem conhecer o Eliah e a Matilde. Se quiserem viver uma história mágica com eles. Uma história que apesar de ser mágica, possui toques de realidade capazes de nos fazer questionar Deus, de fazer com que nos revoltemos de forma intensa e de provocar lágrimas que vêm direto do coração. Principalmente nesse segundo livro cujo cenário é um Congo recheado de conflitos raciais, rivalidades sangrentas, fome, violência e todo tipo de miséria. Durante a leitura dessa história, não vou te enganar, você presenciará coisas que lhe deixará de boca aberta e uma raiva que você não saberá na direção de quem lançar. Mas acredite: no final das contas, não se arrependerá de ter lido uma só cena, de ter deixado de fazer o que quer que seja para estar com eles. Eu me sinto triste por ter terminado de ler o livro (e só Deus sabe quando conseguirei ler a terceira e última parte da história), pois me separar novamente do Eliah e da Mat dói. Dói muito. Mas também me sinto feliz, pois foi precioso cada instante que estive com eles. Porque tudo valeu a pena. :) 

- Acho que é o momento de eu parar, não concordam?rsrs... Sequer há necessidade de eu dizer com todas as letras se recomendo ou não a história!kkkkkkkk... O que eu penso é que quem ainda não leu esse livro, está perdendo muito. Minha vida é muito melhor depois que conheci os livros da Florencia Bonelli. Para mim, mesmo que existam autoras sensacionais que eu própria tive a oportunidade de conhecer, não existe uma autora capaz de me encantar e emocionar tanto, como a Florencia Bonelli. Os livros dela mexem demais comigo. 


"Tua vida... Tua vida... é minha vida. Não... Não quero nada mais."


"— Te amo de um modo que não é bom para mim, muito menos para você. Às vezes penso que é uma obsessão que acabará com nós dois."

29 de março de 2013

Cavalo de Fogo - Paris - Florencia Bonelli


(Título Original: Caballo de Fuego - Paris
Editora: Porto Editora
Tradutores: Rita Custódio e Àlex Tarradellas
Ano de lançamento: 2012)


Uma poderosa história de amor tendo como pano de fundo o conflito israelo-palestiniano

Matilde Martínez, uma jovem pediatra argentina, viaja até Paris para aprender o idioma antes de partir para o Congo, ao serviço de uma ONG, para ajudar os mais carenciados. Apesar das suas inseguranças, traumas e dramas, a determinação de Matilde é tão forte que nada nem ninguém conseguirá demovê-la de cumprir o seu sonho. 

Eliah Al-Saud é um homem poderoso e sem piedade, descendente da família real saudita. Dono de uma empresa de segurança privada, o negócio serve de fachada a um outro tipo de serviços: de espionagem, segurança e formação de mercenários. 

Desde o seu primeiro encontro que o destino os unirá numa paixão tão intensa e irrefreável que nada poderão fazer para evitar a conspiração crescente que ameaça não apenas o seu amor, mas também as suas vidas. 

No cenário ameaçador e bélico do conflito israelo-palestiniano, Matilde e Eliah viverão uma aventura que os levará a percorrer o mundo e a enfrentar os perigos que cercam todos aqueles que ousam desafiar os impérios dominantes.



Palavras de uma leitora...



- A primeira coisa que fiz depois de terminar de ler esse livro foi ligar o computador e colocar para tocar a música Please Remember. E aí fiquei assistindo o vídeo e lembrando… Lembrei de tantos momentos lindos que as lágrimas mal me deixam enxergar o que estou escrevendo agora. Embora eu tenha lamentado por não ter tido, de fevereiro para cá, muito tempo para o livro do meu Eliah e da minha Matilde, eu sei que esses dois contribuíram para melhorar os meus dias. Amo o que estudo, mas confesso que passo boa parte dos dias estressada.rsrs… Só que quando eu tinha um tempinho e pegava o livro para ler, eu sentia uma espécie de alívio, sabe? Era como se eu pudesse “respirar” de novo. E aí eu me emocionava. Chorava, ria, sentia raiva e diversas outras coisas. No fundo, foi muito bom ter demorado tanto para terminar de ler essa história. Como assim?!rsrsrs… Embora eu não tenha tido oportunidade de me dedicar dias inteiros ao livro (algo que amo fazer. Quando estou lendo um livro especial, não quero parar para nada.kkkkk…), eu passei mais tempo com eles. Estive mais de um mês ao lado deles, vivendo com eles sua história. Quando eu não estava lendo, eles costumavam invadir minha mente. E aí eu ria sozinha ou sentia meus olhos se encherem de lágrimas. E agora… estou mais triste do que estive em qualquer momento da leitura. Porque estou me separando da primeira parte da história deles. Porque é hora de dizer “adeus” para o que eles viveram em Paris e, sinceramente, sou péssima para dizer adeus. Não suporto separações. Até hoje não me recuperei da Depressão Pós-Livro que tomou conta de mim quando terminei a leitura da história do meu Roger. Sem mencionar a falta violenta que sinto da história do Kamal e da Francesca. E ainda tem a história do meu Carlo que também não esqueço. Que também relembro. Mas a FB sempre faz isso com a gente. Ela nos envolve de tal forma, de um modo tão incrível, tão… não sei explicar. Só quem já leu alguma história dela consegue entender isso. É mágico, gente. Doloroso, sim. Mas também apaixonante… Ela nos envolve de uma forma que nos faz sonhar com suas histórias por muito tempo. Que nos faz sentir falta. Muita falta. E quem nunca quis ler um livro que se tornasse tão inesquecível? Uma história que não te abandonasse jamais? Lembro até hoje de como foi ler O Quarto Arcano. De tudo que senti. E são poucos livros que se cravam dessa forma em mim. Já li muitos e muitos livros, mas são poucos os que posso dizer que ainda me invadem a mente. Que permanecem tão profundamente no meu coração. E posso dizer com toda a certeza do mundo que Cavalo de Fogo – Paris será exatamente esse tipo de livro. Nunca o esquecerei. Nunca mesmo. 

- Para quem não se lembra, Aldo Martínez foi o primeiro amor da vida de Francesca (protagonista do livro Lo Que Dicen Tus Ojos) e ela conheceu Kamal Al-Saud graças à traição de Aldo que preferiu a herança da família e abriu mão de Francesca, que não passava da filha da cozinheira na época. Aldo nunca se perdoou por sua estupidez, mas quando o arrependimento veio já era tarde demais. Francesca já não o queria. Outro homem tinha aparecido em sua vida. Alguém que a fez se sentir muito mais viva, perdida e louca do que Aldo alguma vez a fez sentir. Alguém por quem ela daria a vida. Alguém por quem ela abriria mão de tudo, se preciso fosse. Alguém por quem ela enfrentou muito, sofreu muito, perdeu muito… E com quem ela foi muito feliz. Alguém sem o qual ela simplesmente não poderia viver.  


Mesmo inconformado com a decisão de Francesca, Aldo seguiu com sua vida ao lado de uma mulher que ele não amava, mas tinha escolhido como esposa. Com Dolores ele teve três filhas e não poderia imaginar o que o destino reservava para sua caçula… Para um Al-Saud ele perdeu a única mulher que foi capaz de amar. E agora, novamente para um Al-Saud, perderia sua filha mais preciosa. Sim. O destino o detestava.rsrsrs…. 

Francesca ao lado de Kamal também teve filhos. Quatro. Shariar, Alaman, Eliah e Yasmin. E ela também não poderia imaginar o quanto o destino seria irônico. Aquela história que não pôde existir entre Aldo e Francesca… existiria entre seus filhos. Mais forte, arrebatadora e inesquecível do que seria a deles. Aldo e Francesca não estavam destinados um ao outro. Francesca nasceu para Kamal. Mas Matilde… ela nasceu para Eliah. E nada (nem sequer a doença mais cruel) nem ninguém (nem mesmo o terrorista mais perigoso) conseguiria separá-los. Porque não existe no mundo sentimento mais forte, mais capaz de suportar qualquer coisa, do que o amor… 

“ - Eliah – sussurrou-lhe na boca dele. – Estou tão assustada. Tenho tanto medo…
- Porquê?
- Porque nada disto estava nos meus planos. Porque a vida me está a surpreender. Porque tudo acontece muito rápido. Porque és um furacão que está a arrasar com as minhas estruturas. – Calou-se, não sabia como expressar o que, na realidade, a aterrava. – Tenho medo de te dececionar também. E não o suportaria. – Escondeu a cara no ombro dele. – Não sabes nada sobre mim.
- Diz-me tudo, por favor, Matilde. Quero ajudar-te.

«Sim? Ajudar-me-ias? Ou partirias assustado?»

- Não sabes o quanto me ajudas ao abraçar-me desta forma. Fazes-me sentir forte quando me abraças. Fazes-me sentir que sou capaz de conquistar o mundo.
- Meu amor, nunca ninguém me tinha dito uma coisa tão bonita. Se aquilo de que precisas é da minha força, dou-ta toda.”

- Às vezes, tudo de que mais precisamos na vida é de uma segunda chance... 

Uma chance de escrever uma nova história. De recomeçar. De deixar nosso antigo livro, o livro do nosso passado, guardado num canto. Sabemos que não podemos destruí-lo. Que mesmo que tentássemos queimá-lo, ele ainda permaneceria intacto. Porque não pode morrer. Porque não pode ser destruído. Mas quem disse que não podemos escrever um livro novo? Tudo que Eliah e Matilde queriam no fundo era isso. Escrever uma nova história. Pois já não suportavam mais viver lembrando da dor, das perdas, do desespero e da culpa que enchiam as páginas de seu passado. Mas no fundo eles também acreditavam que tal coisa não existiria para eles. 

“… Ficou a observá-la, tenso, emocionado, quase a perder o controlo. – O que é que nos está a acontecer, Matilde? O que é isto? Por Deus, o que é isto? 
- Algo tão forte – murmurou ela -, tão forte que pôs a minha vida de pernas para o ar. E o mais irónico é que não me importo nada. Nada, Eliah.”


Era quase o início de um novo ano. Eliah não estava lá muito contente já que seu avião tinha dado problema e ele necessitava estar em Paris no dia seguinte para uma reunião. E para completar, ainda não restavam lugares em primeira classe, no próximo voo que estava para sair com destino a Paris. Seu humor com certeza não era dos melhores. Mas tudo muda no instante em que ele a vê. Não era só a beleza de Matilde, mas existia algo mais nela que o atraía. Que o chamava e já não o fazia se importar tanto em viajar em primeira classe. Só o que queria… era estar ao lado dela. Se amor à primeira vista não existe… então aquilo era apenas o início, a semente de um amor que muito em breve nasceria… E que sim. Viraria o mundo deles de cabeça para baixo. Mas também daria sentido para suas vidas…

Cada um estava viajando para Paris com um motivo em mente. E o amor não fazia parte dos seus planos. Ambos não acreditavam que o amor pudesse surgir em suas vidas. Matilde tinha aberto mão dos seus maiores sonhos aos 16 anos. A dor a tinha feito jogá-los fora. Ela não teve outra escolha. Para continuar sobrevivendo, teve que sonhar sonhos novos e esquecer os antigos. Teve que abrir mão do amor e se dedicar a carreira que se tornou seu incentivo. Seu motivo para viver. Mas durante aquela viagem para Paris, ao lado de Eliah, compartilhando com ele seu amor pela leitura de um livro em especial, compartilhando sorrisos e momentos únicos… ela não pôde evitar o desejo de vê-lo novamente. Só mais uma vez. Para resgatar, apenas por um momento, um sonho em especial. O de ser amada. Porque por nenhum homem antes, nem mesmo pelo ex-marido, ela tinha sentido algo tão forte. Uma ligação tão profunda… Como se de alguma forma ela já o conhecesse…

Ele sequer se julgava capaz de amar novamente. Tinha amado uma vez, ainda muito jovem, e tinha perdido de uma forma muito dolorosa aquela jovem que tanto o amava e tanto tinha procurado por ele no dia de sua morte. A culpa ainda o devorava e sequer se julgava merecedor de amor. Mas isso não o impedia de sentir aquele sentimento tão forte. Aquela vontade de esquecer tudo, todos os compromissos e todo o passado só para estar ao lado dela. Cada momento ao lado de Matilde naquele avião o fez querer vê-la novamente, o fez querer que ela fizesse parte da sua vida e embora ele inventasse mil e uma desculpas para mandar que a seguissem e descobrissem sua morada, ele no fundo sabia que o único motivo verdadeiro é que não podia terminar aquela viagem e nunca mais voltar a vê-la. Isso sequer era uma opção. Precisava vê-la novamente. Precisava dela. Só ela poderia socorrê-lo. Só ela poderia salvá-lo.


“Quando já estavam seguros no carro […] não pôs o motor a trabalhar e ficou a olhar para ela. Desejava pedir-lhe tantas coisas que não se atrevia a pronunciar: «Não vás para o Congo. Não continues a vir aqui, eu ensino-te Francês ou pago uma professora para que te ensine em casa. Em casa. Na nossa casa. Porque a casa da avenue Elisée Reclus é tão minha como tua. Já não é a mesma sem ti, Matilde, meu amor. O que é que me fizeste? Um Cavalo de Fogo ama a sua liberdade, esse é o seu bem mais precioso. Agora estou preso a ti e não me importo.»


- Eu não sei bem o que dizer. Além de não querer revelar certos segredos da história ainda me encontro sem palavras, como sempre acontece quando leio um livro especial. É sempre algo que não se pode colocar em palavras. Algo que apenas conseguimos sentir e sentimos com tanta intensidade. Eu só fico lembrando e tentando transmitir para vocês o que sinto, mas é impossível. As palavras são insignificantes para passar para vocês o que sinto. Só lendo vocês podem sentir o mesmo. Só lendo podem entender do que estou falando. Cada momento nessa história, desse casal, é único. Não esqueço sequer os momentos iniciais quando eles estão no avião. Quando ele cuida dela quando ela fica enjoada, como eles ficam acordados conversando e como a separação, ao fim da viagem, foi uma súplica por um segundo encontro. Por uma outra oportunidade. E o interessante é que ambos queriam fugir daquele sentimento. Porque existiam traumas, cicatrizes e feridas ainda abertas. Porque o passado sabe ser bem cruel. Ele não nos deixa em paz. Não nos deixa descansar e esquecer coisas que faríamos de tudo para esquecer. Ao mesmo tempo que vivia momentos lindos com o Eliah, o passado invadia a mente de Matilde e as lembranças e a falta de esperança num futuro, a entristeciam. Em breve ela teria que viajar para o Congo, para seguir com sua missão como cirurgiã pediátrica. Existiria um lugar para Eliah em seu futuro? Ou melhor, existiria um lugar para ela no futuro de Eliah? Porque o presente, o agora, era delicioso. Mágico. Mágico porque ela fazia de conta que ele poderia ser eterno. Porque não precisava dividir com ele seu passado, não queria dividir aquilo. Queria manter os fantasmas longe e viver aquele conto de fadas. Porque só queria amá-lo e amá-lo e que os dias se congelassem. Que não passassem. Porque o futuro era terrivelmente ameaçador. Porque no passado teve que travar uma guerra tão terrível que ainda no futuro teria que carregar as consequências dela… Eu acompanhei cada momento desse casal sabendo já como seria o fim dessa primeira parte da história deles (é uma trilogia). Então, cada momento lindo tinha um significado ainda mais intenso, era ainda mais especial. Não é sempre que saber como termina uma história tem vantagens, mas no caso dessa história teve sim. Porque eu conhecia o fim então me emocionava mais com cada cena. Eu me envolvia mais e os entendia mais. Não sei explicar, mas foi isso que aconteceu.rsrs… Antes mesmo da história terminar, eu já era invadida pelas lembranças de momentos que eles viveram e já chorava.kkkkkk…  A primeira noite de amor foi linda. Cada sorriso, o presente que a Mat deu para ele no dia do seu aniversário… Aquele presente em especial, então, quase acabou comigo. Eu sabia o significado dele. 


“- Fi-lo para que nunca te esqueças da nossa história. 
- Jamais poderia esquecê-la. É impossível. Para além disso, vou ter-te sempre ao meu lado para a recordar.
Matilde não respondeu, e ele sentiu um instante de medo profundo; a sensação alojou-se-lhe na nuca; doeu-lhe o pescoço, ardeu-lhe o estômago.
[…]
- Eliah, quero que saibas que eu guardo comigo cada momento que passámos juntos. Cada momento. São um tesouro para mim.
Ele assentiu, incapaz de proferir uma palavra.”


- E naquele instante ele também soube o que o presente significava. Só que às vezes preferimos negar para nós mesmos algo. Preferimos fingir que não percebemos. Preferimos ter esperanças. E às vezes… a vida é simplesmente muito cruel, não acham? Ela nos joga no chão, mata nossos sonhos e acha que temos que fazer o melhor com o que restou. Ela nos desafia a continuar vivendo depois de ela nos ter destruído. É o que ela faz com Eliah e Matilde. Até mesmo consigo ver a vida empinando o nariz, olhando para os dois por cima (sim. Não sou muito normal. Consigo imaginar essas coisas.kkkkkkk…) e dizendo “quero ver vocês continuarem agora.” Só que um Cavalo de Fogo, não desiste nunca. E mesmo atormentado pelo passado, pela culpa e qualquer outro sentimento infernal e paralisador, meu querido Eliah não estava nada disposto a deixar o amor da sua vida escapar. E quando a vida pensar que venceu… ele terá uma surpresinha para ela.  :D

- Estou sendo lógica, racional?! Não respondam!rsrsrs… Não quero dizer claramente tudo que acontece nessa história e muito menos revelar os segredos dos dois, gente. São coisas que deixarei para a resenha sobre Cavalo de Fogo – Congo, segundo livro dessa história. Assim como fiz ao falar da história do Roger. Deixei para revelar segredos da primeira parte da história, ao resenhar sobre a segunda.rsrsrs… E também não quero contar com todas as letras como a primeira parte da história termina. Deixo dito pela metade, ok?rsrsrs… 

“Vou proteger-te, Matilde, vou fazê-lo sempre. Com a minha vida, meu amor, com a minha vida.
- Não – sussurrou ela -, com a tua vida não quero.”

- Perfeição… algo que não existe em nenhum mocinho ou mocinha dessa autora. Pelo contrário. Principalmente ao criar seus mocinhos, a FB sempre nos desafia a não amá-los. É como se ela dissesse: “Eles são exatamente assim. Não adianta vocês inventarem desculpas para eles ou fingirem que eles não são tal como são. Mas eu desafio vocês a não amá-los. Não os amem se são capazes.” Roger Blackraven. Alguém lembra de como ele era antes de conhecer a Isaura? Mulherengo, vingativo, dono de escravos, alguém que muitos temiam. Alguém que não tinha piedade dos seus inimigos e não mostrava compaixão por quase ninguém. Alguém que se casou com a primeira esposa por vingança. Alguém que tinha sido até mesmo negreiro. Carlo? Carregava alguns assassinatos em seu passado e lucrava como proxeneta. Lucrava em cima do trabalho das prostitutas que ofereciam seu corpo em troca de um dinheiro que dividiam com ele. Kamal é o mais “perfeito” entre eles, mas também não é a santidade em forma de pessoa. Arrancou Francesca de um lugar com o qual ela já estava acostumada, como se aquilo não tivesse muita importância. Como se fosse correto arrancá-la de seu mundo e lançá-la no dele. Num mundo tão diferente do dela e tão impiedoso. Tão capaz de acabar com ela. E Eliah? Os “defeitos” dele vocês conhecerão na resenha do segundo livro, como já disse.rsrs… Mas o que quero dizer é que apesar de tudo e do quanto a nossa mente pode dizer que não devemos amar esses mocinhos, acaba sendo inevitável. Incrível como em outros mocinhos eu teria criticado tantas coisas, mas neles não consigo. A autora os torna reais, com defeitos terríveis e qualidades que tocam profundamente o nosso coração. Porque embora eles façam coisas reprováveis, amam de uma forma impressionante e são capazes de qualquer coisa pela amada deles. Nunca esquecerei de como o Roger caiu de joelhos ao lado da Isaura naquela igreja e disse que faria qualquer coisa por ela. Pode não ter muito significado para quem não leu a cena, mas para mim tem um significado enorme. E também nunca esquecerei de quando ele viu as cicatrizes que marcavam o corpo dela e chorou. Não pelas cicatrizes. Mas pela dor por trás delas. Porque ali, ao vê-las, ele soube, teve uma ideia do que Isaura sofreu. Do quanto o seu passado foi terrível. As lágrimas dele fizeram meu coração “sangrar”, pois quando amamos alguém, gente, não queremos que a pessoa sofra. Não suportamos saber que ela sofreu. E ainda mais um sofrimento como aquele da Isaura. Toda vez que o Carlo se sentia indigno da Micaela e achava que merecia as atitudes dela, eu queria protegê-lo. Eu sabia o quanto ele a amava e também sabia os tormentos do inferno que ele próprio viveu. E porque se tornou o que tinha se tornado. Quando o vi gritando por ela em uma cena em particular, senti uma dor profunda, como se aquilo tivesse acontecido comigo. E tudo que pude desejar era que aquilo não tivesse acontecido, pois ele não merecia aquele sofrimento. Não me importa o que digam, Carlo não merecia aquilo. Fosse proxeneta ou não. Eu o amo como ele é e, ele é digno de amor mesmo sendo como é. Desde quando só as pessoas perfeitas merecem ser amadas? Se fosse assim ninguém mereceria amor ou felicidade, pois de perfeitos não temos nada. Não é verdade? Quem disser que é perfeito está mentindo descaradamente, pois a perfeição anda bem longe de todos nós seres humanos. É uma verdade bem verdadeira. Enfim… E o Kamal? Quando ele viu o que tinham feito com sua amada, quando ela sangrou ainda em seus braços… Deus! Aquela dor não pode ser explicada. Foi um momento bem impactante. Até mesmo seu momento de oração e súplica a Deus. Não amo esses mocinhos à toa. Os amo, pois embora tenham feito coisas reprováveis em suas vidas, a autora sempre me dá motivos para amá-los. Porque não há forma de não amar alguém que ama de forma tão intensa, tão violenta, tão entregue. Alguém que abriria mão da própria vida sem pensar duas vezes se isso garantisse a vida de quem eles tanto amam. Quando Eliah disse que protegeria a Mat com a sua vida eu não tive dúvidas. Ele abriria mão de qualquer sonho, de qualquer coisa por ela. Porque ele só precisava dela. De nada nem ninguém mais. De que adiantariam os outros sonhos, as outras coisas, se ela não fizesse parte da sua vida? Se ela não estivesse ali para que ele compartilhasse, vivesse tudo com ela? Perderiam qualquer valor. E ver as lágrimas que escorreram dos olhos dele naquele momento acabaram comigo, gente. Como acabaram! Eu amo demais a Mat, queridos, mas naquele momento eu quase a odiei. Ninguém, nem mesmo ela, tem o direito de fazê-lo sofrer tanto. 


“- Não regresses. – Embora o tenha pronunciado com cuidado, Matilde apercebeu-se da angústia na sua voz. – Fica comigo.”


- Assim como qualquer outro mocinho da autora que eu já tive o privilégio de conhecer, Eliah ama de forma bem intensa. O que acaba por machucá-lo em alguns momentos e rendem belas cenas de ciúmes, que me arrancaram gargalhadas. Bastava alguém olhar para a Mat, para ele já querer acabar com a raça do infeliz. E o Roy… desgraçado do ex-marido da Mat, deu muita sorte por ele não matá-lo.rsrsrs… Mas claro que ele sofreu o peso da ira do meu Eliah. E não foi só por ciúmes (só em parte.rsrsrs…). Mat tinha que se vestir de forma provocante só para os olhos dele, usar perfume provocante apenas para ele, só ele podia senti-la perfumada daquele jeito. Mais ninguém.kkkkkkk... Não suportava a possibilidade de perdê-la para outro. Embora nunca tenha dependido de ninguém em sua vida, embora amasse a sua liberdade e odiasse que se metessem em sua vida, com a Mat era diferente. Desde o primeiro instante ele soube que ela era sua mulher e dependia dela. Sua independência ou liberdade, perdiam importância quando estava com ela. Não queria mais independência. Não existia mais independência. E a liberdade já tinha ido para o inferno há muito tempo.rsrs... Ser livre sem Matilde? Que tipo de liberdade seria essa? Não. Ele estava preso a ela. E queria permanecer assim para sempre. 

“- Será sempre assim entre nós – arquejou Al-Saud em francês, ainda dentro de Matilde. Só sei que esta loucura que começou em mim no dia em que te conheci morrerá comigo.”

- Necessito dizer que recomendo essa história? Só não recomendo para quem é menor de idade (assim como também não recomendo O Quarto Arcano! Para menores de idade, não!), mas para as outras pessoas que amam uma linda história de amor, intensa, cheia de altos e baixos, momentos lindos e impactantes, cenas de amor para lá de emocionantes, eu recomendo e como recomendo! Não é uma história que não deva ser lida, sabe? É aquele tipo de história que precisamos ler. Que é um privilégio, um presente, ler. Estou triste porque terminei a leitura dessa primeira parte. Muito triste, nostálgica e cheia de vontade de chorar. Mas também estou feliz. Feliz porque foi maravilhoso ler essa história. Foi lindo passar esse tempo ao lado deles. E feliz também porque não acabou. Apenas terminou a primeira parte. Muito ainda vai acontecer nos dois próximos livros. Ainda viverei muitas aventuras ao lado do meu casal tão querido e complicado. :D E ainda irei rever também Francesca e Kamal outras vezes, algo que simplesmente amei nesse livro. Vê-los mesmo que não fosse em tantos momentos, foi um presente também. O amor deles deu frutos preciosos e o Eliah é o mais precioso de todos os filhos deles, para mim. :) Alaman é uma gracinha e Yasmin é tolerável, mas Eliah é especial.rsrsrs… Vale comentar também que ainda conhecemos algumas histórias paralelas. Como a que Yasmin vai viver com Sándor, alguém que também conseguiu um lugar no meu coração, pois ele é todo um charme.rsrs… E ainda tem a história entre Juana e um dos melhores amigos do Eliah. Juana é a amiga querida da Mat, alguém que esteve com ela em todos os momentos fosse para consolar, rir com ela ou fazê-la cair na real. Juana é uma graça e merecia uma história toda dela também. Assim como Diana (uma personagem que também carrega sua cota de dor) e Leila, irmã de Diana e Sándor. Leila é uma personagem que desperta muito o nosso instinto protetor. Foi lindo ver o quanto ela progrediu nessa história. Foi lindo vê-la renascer das cinzas.

- Mais uma vez agradeço a Carlita pelo privilégio de ler uma história dessa autora. :D Esse livro tão especial foi um presente dessa minha amiga querida. Um presente muito valioso, flor, não só por ser um livro da Florencia Bonelli, mas sim porque foi um presente que você me deu. Assim como guardo o livro do Kamal com tanto carinho por ter sido um presente da Moniquita. Além de eles serem preciosos por si só, são valiosos porque são partes de vocês. :)

- Queridos, vocês sabem o quanto eu amo músicas, não é? Acho que são minha segunda paixão (a primeira são os livros.rsrs…), seguida de perto por novelas e filmes. E várias músicas invadiram minha mente durante a leitura dessa história. Entre elas: Só Hoje – Jota Quest, Solitario y Solo – Alejandro Fernandez, No Me Compares – Alejandro Sanz (versão que ele canta com a Ivete Sangalo), Cama e Mesa (regravação cantada pelo Tiaguinho) e claro, a música deles: Please Remember. Entre elas eu escolhi colocar aqui a Cama e Mesa e Please Remember, ok? Mas eu recomendo todas essas. E a Problemas da Ana Carolina também. Ontem numa conversa com as meninas (Carlita e Moniquita) a Moniquita comentou que essa música também lembra a história desse casal. E é verdade. Além de ser uma música linda, também é uma recomendação para vocês ouvirem lendo essa história. :)

Please Remember (só que a letra está em espanhol. Mas a música é em inglês.rsrs... Só que eu quis colocar a letra em espanhol, que é a que está no vídeo)

El tiempo…
A veces simplemente
Se nos va de las manos…
Y tu estás en el ayer.
Junto a los recuerdos.

Yo…
Siempre pensaré en ti y sonreiré. 
Y seré feliz por el tiempo…
Que te tuve junto a mi.

A pesar de que nos vamos
Por caminos separados…
No olvidaré, nunca olvidaré…
Los recuerdos que creamos.

Por favor recuerda,
Por favor recuerda…
Que yo estaba allí para ti…
Y tu estaba allí…
Para mi…
Por favor recuerda…
Nuestros momentos juntos.
El tiempo era nuestro
Y éramos salvajes…
Y libres.

Por favor recuerda, 
Por favor recuerdame. 

Adiós…
No hay una palabra más triste.
Y es triste alejarse,
Solo con los recuerdos. 
Quién puede saber lo que podría haber pasado?
Dejarémos atrás una vida,
Un momento…
Nunca lo sabrémos. 

Y como reímos y sonreímos…
Y como este mundo era tuyo e mío…
Y como ningún sueño estaba fuera del alcance…
Yo estaba para ti, tu estabas para mí…
Tomábamos cada día y lo hacíamos brillar…
Escribimos nuestros nombres en el cielo…
Andábamos tan rapido, tan libremente… 
Te tenía a ti, tu me tenías a mi. 
Por favor recuerda… 


Cama e Mesa

Eu quero ser sua canção, eu quero ser seu tom
Me esfregar na sua boca, ser o seu batom
O sabonete que te alisa embaixo do chuveiro
A toalha que desliza no seu corpo inteiro
Eu quero ser seu travesseiro e ter a noite inteira
Pra te beijar durante o tempo que você dormir
Eu quero ser o sol que entra no seu quarto adentro
Te acordar devagarinho, te fazer sorrir

Quero estar na maciez do toque dos seus dedos
E entrar na intimidade desses seus segredos
Quero ser a coisa boa, liberada ou proibida
Tudo em sua vida

Eu quero que você me dê o que você quiser
Quero te dar tudo que um homem dá pra uma mulher
E além de todo esse carinho que você me faz
Fico imaginando coisas, quero sempre mais

Você é o doce que eu mais gosto
Meu café completo, a bebida preferida e o prato predileto
Eu como e bebo do melhor e não tenho hora certa
De manhã, de tarde, à noite, não faço dieta

Esse amor que alimenta minha fantasia
É meu sonho, minha festa, é minha alegria
A comida mais gostosa, o perfume e a bebida
Tudo em minha vida

Todo homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe, o que dá e recebe

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher
Ele faz desse amor sua vida
A comida, a bebida, na justa medida


E a minha amiga Moniquita pediu que eu também colocasse para vocês a letra da música Problemas. Então, segue abaixo a letra. Prestem atenção ainda mais no trecho em destaque, que é especial para o casal. :) Me fez pensar muito em algo importante que acontece com eles. Sim. O Eliah mudaria seus sonhos, para continuar com a Mat (suspiros...). Ele abriria mão de qualquer sonho, de qualquer coisa por ela...


Problemas


Qualquer distância entre nós
Virou um abismo sem fim
Quando estranhei sua voz
Eu te procurei em mim
Ninguém vai resolver
Problemas de nós dois

Se tá tão difícil agora
Se um minuto a mais demora . .
Nem olhando assim mais perto
Consigo ver porque tá tudo tão incerto.

Será que foi alguma coisa que eu falei ?
Ou algo que fiz que te roubou de mim ?
Sempre que eu encontro uma saída
Você muda de sonho e mexe na minha vida

O meu amor conhece cada gesto seu
Palavras que o seu olhar só diz pro meu
Se pra você a guerra está perdida
Olha que eu mudo os meus sonhos,
Pra ficar na sua vida!

Se tá tão difícil agora
Se um minuto á mais demora . .
Nem olhando assim mais perto
Consigo ver porque tá tudo tão incerto.

Será que foi alguma coisa que eu falei ?
Ou algo que fiz que te roubou de mim ?
Sempre que eu encontro uma saída
Você muda de sonho e mexe na minha vida

O meu amor conhece cada gesto seu
Palavras que o seu olhar só diz pro meu
Se pra você a guerra está perdida
Olha que eu mudo os meus sonhos,
Pra ficar na sua vida!


Bjs e até breve! :)

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