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3 de julho de 2018

La Magia de Tu Ser - Johanna Lindsey


4º Livro da Série Malory/Anderson

Amy Malory parece uma jovem tímida e recatada, mas é capaz de mostrar-se tão selvagem como o mais incorrigível de seus primos. Quando algo lhe interessa pode ser audaz e impiedosamente direta, sobretudo na hora de defender sua família. Aos dezoito anos, Amy se sente atraída pelo pretendente mais inapropriado: o atraente Warren Anderson, um capitão americano atormentado pela traição de uma amante infiel... Entre eles nascerá um romance capaz de reavivar as chamas de uma antiga inimizade entre as duas famílias. 



Palavras de uma leitora...



- Será que agora consigo ler a série em ordem?rs Conheci a saga dos Malory em 2013 quando li Amável Tirano, único publicado aqui no Brasil. Ele conta a história de Georgina e James e é o terceiro de uma série de 10 livros. Como sou fã da autora (vocês encontram várias resenhas de seus livros aqui no blog) e curti demais os personagens, o romance deles e suas respectivas famílias resolvi apostar nos outros. Assim, li Só Se Ama uma Vez (primeiro livro, edição de Portugal) e Terna e Rebelde (segundo livro, edição em espanhol) antes de mergulhar em La Magia de Tu Ser

Eu enrolei muito para começar a preparar esta resenha.rsrs Não sabia bem o que dizer. Estava em dúvida se tinha gostado ou não da história.kkkkkkk... Sério! E olha que iniciei a leitura acreditando que passaria ótimos momentos ao lado dos personagens, revendo o James, o Anthony e suas respectivas esposas... Todavia, embora marquem presença no livro quase todo nem eles foram capazes de fazer com que eu desse mais de 3 estrelas. E eu que pensava que o primeiro livro da série seria minha única decepção! 

- Aos dezessete anos de idade, faltando poucas semanas para os tão sonhados dezoito anos, Amy agarra com unhas e dentes sua oportunidade de conquistar o homem pelo qual se apaixonara seis meses antes, quando seu tio James casou-se com Georgina. Ao conhecer os irmãos de sua nova tia, os Anderson, ela sentiu-se imediatamente atraída pelo mais inadequado de todos e também o único que parecia sequer notar a sua existência. Enxergando-o como o homem de sua vida, aguardou impacientemente sua apresentação à sociedade, quando então deixaria de ser obrigada a vestir-se como uma menina, e o nascimento do primeiro filho de Georgina, o que faria os Anderson voltarem à Inglaterra. 

Ela sabia bem o que desejava. Não lhe importava que sua família não se desse bem com os Anderson e que o Warren chegasse a ser inimigo de seu tio. Não dava a mínima para o fato de ele ter deixado claro, quando ela deixou evidente o seu interesse, que jamais se envolveria com ela. Porque Amy tinha decidido que ele seria o seu esposo e faria até o impossível para levá-lo ao altar. Custasse o que custasse.

- Não vou me estender nesta resenha. Irei direto ao ponto.rsrs Embora o livro tenha uma pegada divertida, o que me fez gargalhar em alguns momentos e ficar com um sorriso no rosto ao acompanhar muitos dos diálogos, não foi possível me livrar da sensação de que muita coisa estava errada na história. Que o romance em si não estava acontecendo. E que os protagonistas pareciam coadjuvantes. 

Tecnicamente, a história é sobre Amy e Warren e não sobre os tios dela (Anthony e James) e os irmãos dele (Georgina, Drew e os demais), mas na prática a autora deu um destaque enorme ao Anthony e principalmente ao James e sua Georgina. E os protagonistas chegavam a sair de cena para que eles entrassem o que não foi legal, por mais que eu ame tais personagens. Eles têm suas próprias histórias então eu queria ver os protagonistas de La Magia de Tu Ser em destaque e não seus familiares. Porém, esses nem foram todos os problemas do livro para mim. Existiram piores.rs

Gente, o casal do livro em si não funcionou. Amy é uma mocinha divertida, determinada, muito à frente do seu tempo, mas também muito imatura, o que não é surpreendente considerando sua pouca idade. Mas me incomodou muito a forma como ela se jogava em cima do Warren. Como dizia coisas de maneira descarada, chegando a oferecer-se para ele levá-la para a cama quando bem entendesse. Perseguindo mesmo. Ela só faltou ficar nua na frente dele. O mocinho tem quase quarenta anos de idade e Amy nem dezoito fez ainda. E é ele que tem que ficar se controlando enquanto ela se oferece a cada oportunidade. Ela chega a chantagear, ameaçar. E se ele não faz o que ela quer, ela sai de noite, de madrugada para ser mais precisa, para ir atrás dele, pois talvez dessa vez consiga que ele a leve para a cama. Não interessa que o objetivo dela fosse casamento. A questão não é essa. O problema é a maneira ridícula como ela se comporta. Como se insinua, como dá em cima mesmo de um homem que mal conhece. Com o qual mal tinha falado. Só porque colocou na cabeça que estava apaixonada. Ela não é sedutora. Não está flertando simplesmente. O livro praticamente inteiro ela fica tentando que ele tire a roupa dela. Nem conseguia manter uma conversa normal. Saber mais sobre ele, sobre o homem em si ou fazer com que ele a conhecesse melhor, que enxergasse a pessoa por trás da garota estúpida. Quando tentavam conversar ela já vinha com coisas tipo "Vai me beijar? Posso te beijar?" E não parava nisso, não! Fazia de tudo para que ele não resistisse mais e a possuísse. Ele chega a deixar de visitar a irmã dele, pois a Amy estava hospedada lá. Deixa de passar momentos com a irmã e o sobrinho recém-nascido, numa tentativa de sair do caminho da garota, de fazê-la parar com aquele comportamento inaceitável. E eu fiquei pensando... se fosse o inverso? Se ele estivesse perseguindo ela? Ninguém acharia bonito. Porque a Amy persegue de verdade. Não estou exagerando. E coloca os dois em perigo, pois não está nem aí para o horário e os riscos. Não existe maneira de eu considerar as atitudes dela como aceitáveis. 

- O Warren não é um personagem de todo ruim. Apesar de se deixar manipular pela Amy, eu cheguei a ter pena dele pelo que tinha que suportar. O que realmente me incomodava no personagem era a maneira como ele não sabia resolver os próprios problemas. Não tinha muita atitude, sabe? E nem estou falando da relação dele com a mocinha, mas de outras situações do livro em que ele meio que seguia aquela música que diz "deixa a vida me levar".kkkkkkkk... Ele não encarava nada de frente. E não estou acostumada com esse tipo de mocinho. Prefiro aqueles que são decididos e não deixam a vida ao destino. 

- Dos quatro livros que li, amei dois (Terna e Rebelde e Amável Tirano) e me decepcionei com dois.rs Espero que as coisas melhorem daqui para frente. Não vou desistir da série. Não só porque amo a autora (embora tenha problemas com ela ao ler determinados livros com personagens cretinos), mas também porque sou apaixonada pela família Malory. Tenho toda a intenção de ler todos os livros da série. 


Segundo informações do blog Leituras & Devaneios, os livros que fazem parte dessa série, são:

Série Malory/Anderson & Associados

1-Love Only Once/ 1983 - Trad. Livre: Amar uma só vez (Só Se Ama Uma Vez - em português de Portugal)
Personagens: Regina Ashton & Nicholas Éden

2-Tender Rebel/ 1988 - Trad. Livre: Terna e Rebelde
Personagens: Anthony Malory e Roslynn Chadwick

3–Gentle Rogue/ 1990 - Amável Tirano (Editora Record/ 1994) 
Personagens: James Malory & Georgiana Anderson

4-The Magic of you / 1993 - Trad. Livre: A mágica de seu ser
Personagens: Amy Malory & Warren Anderson

5-Say you Love me/ 1996 - Trad. Livre: Diga que me ama
Personagens: Derek Malory & Kelsey Langton

6-The Present/ 1998 - Trad. Livre: O presente (mais conhecido como “O Marquês e a Cigana”) Este é um conto natalino, onde vislumbramos grande parte dos protagonistas dos livros anteriores, e também conhecemos a história do primeiro Marquês de Haverston Chistopher Malory, com sua cigana Anastasia.

7-A Loving Scoundrel/ 2004 - Trad. Livre: Adorável Safada
Personagens: Jeremy Malory & Danny

8-Captive of my desires/2006 - Trad. Livre: Cativo dos meus Desejos
Personagens: Drew Anderson & Gabrielle Brooks

9-No Choice But Seductions/2008 – Trad. Livre: Sem mais alternativa que a Sedução
Personagens: Boyd Anderson e Katey Tyler

10- Promised to a rogue (That perfect Someone)/2010

Personagens: Richard Allen & Julia Miller

22 de junho de 2017

Doce Amor - Carole Mortimer

(Título Original: Pregnant By The Millionaire
Tradutor: Paulo Pozonoff Jr.
Editora: Harlequin
Edição de: 2017)

Encantada pelo chefe!

Hebe mal pôde acreditar que foi para a cama com seu sensual chefe, mas Nick Cavendish só precisava de alguém com quem passar a noite do aniversário da morte de seu filho. Na manhã seguinte, ele tentou descartá-la como fizera com todas as outras amantes. Contudo, livrar-se de Hebe não seria tão fácil. Afinal, ela está sentindo enjoos matinais... Nick fica feliz por ter uma segunda chance de ser pai. Porém, Hebe está com o coração partido. Ela não quer se casar apenas por obrigação. Será que Nick conseguirá convencê-la de que realmente deseja um futuro a seu lado?



Palavras de uma leitora...


- Será que o problema sou eu, gente?! Será que quase arremessei este livro pela janela porque estou muito estressada e não tive um pingo de paciência com este casal, sobretudo com o imbecil do Nick? Ou o problema é mesmo o livro?

Esta resenha era para ter sido feita ontem. Todavia, eu estava sem internet. Quando saí de casa hoje, a internet ainda não tinha voltado. Desta forma, estou fazendo a resenha no meu momento livre no trabalho. E sim, isso é motivo suficiente para eu estar estressada! 

"O que ela esperava, caramba?! Que ele faria declarações de amor eterno? Que ele diria que não poderia viver sem ela e a convidaria para acompanhá-lo a Nova York?
Droga, isso é a vida real, não um conto de fadas."

- Protagonizando um antigo clichê em que chefe e funcionária se envolvem, Hebe e Nick passam uma noite juntos. Nada indicava que algo assim ocorreria, mas o mocinho estava deprimido e como Hebe estava bem ali na sua frente, ele achou que não existia nada de mais em jantar com ela para depois levá-la ao seu apartamento para uma noite de sexo. Na manhã seguinte: bye bye querida! Sem pensar duas vezes, sem qualquer remorso.

Após quebrar as próprias regras e ir para a cama com seu chefe, Hebe não poderia se sentir pior do que já estava. Teve a ilusão de que ele se interessara por ela como pessoa, mas a atitude de Nick na manhã seguinte só provava que ela tinha sido idiota, que se entregara a alguém que apenas a usou para aplacar o próprio sofrimento. Envergonhada e com o coração em pedaços, ela foi embora sendo tonta o suficiente para ainda acreditar que ele ligaria. Mas Nick não ligou. 

Assim, seis semanas se passam... Ele retorna à Londres no intuito de obter a ajuda de sua sensual funcionária para atrair um artista recluso que ele tinha total certeza que Hebe conhecia. Afinal de contas, tinha provas inequívocas de que ambos tinham sido amantes. Quem melhor do que ela, então, para encontrá-lo? Mas ao rever Hebe... as coisas acabam por seguir um caminho totalmente diferente. Os desmaios e enjoos só poderiam significar uma coisa... E por mais estranho que pudesse parecer, Nick estava disposto a fazer o que fosse preciso para ser pai novamente. Mesmo que para isso tivesse que se casar com alguém em quem não confiava. 

" - Por que você está colocando toda a culpa em mim? Você também não usou proteção alguma!
- Ninguém me disse que eu deveria usar!"

- Sério, gente! Esse foi o pior momento do livro para mim. Foi aí que quase joguei o livro o mais longe possível e estava apenas na página 57. Fiquei tão furiosa! Me perguntei se estava no século XXI ou no século III! Porque o inocente, pobre ingênuo do Nick não sabia que necessitava se proteger ao ter relações sexuais com uma mulher, coitado! Ninguém disse isso para ele, pobrecito! Dá até dó dele, não é mesmo? Utilizando-se de um argumento totalmente estúpido e irritante, o filho da p... jogou toda a culpa da gravidez para cima da Hebe, pois ela era quem deveria se proteger, ele não precisava fazer nada para evitar uma gravidez. Tive realmente vontade de açoitá-lo em praça pública nesse momento. É claro que a mocinha também foi irresponsável, mas ela não engravidou sozinha (eu iria usar uma frase aqui, mas ela é muito inapropriada.rsrs). Ele também era responsável e sua infantilidade em eximir-se da culpa me deixou mais que revoltada. Não tenho nem sequer 1% de paciência com atitudes assim. 

- Mas nosso "querido" mocinho depois aceita muito bem a gravidez. Não que aceitasse a mãe do bebê, mas queria ser pai. Mais do que tudo. Queria ter a chance de criar uma criança novamente, pois tinha sofrido uma perda terrível no passado e viu naquele novo bebê uma oportunidade de recomeçar. Tudo bem. Eu me comovi, senti compaixão pela perda dele, mas nada me fez simpatizar com a criatura que é esse suposto mocinho. Porque ele faz a Hebe se sentir mal desde o instante em que conta para ela que a mocinha está grávida. Sim, é ele quem dá a notícia. Como já tinha convivido com uma mulher grávida antes e Hebe era totalmente ingênua em relação a isso, ele percebeu os sintomas primeiro. No dia em que a reencontrou, após seis semanas fingindo que ela não existia. E então... ele se comporta como um canalha, ora a acusando das coisas que ele imaginava ora querendo forçá-la a se tornar sua esposa. E depois ameaçando tirar a criança dela se ela não fizesse exatamente o que ele queria. Não dá para tolerar isso! Antes mesmo da metade do livro eu já estava cansada até mesmo de ouvir o nome "Nick". Só isso já fazia meu sangue esquentar.

- Pouco me importam seus motivos! Ele fez a garota ficar atormentada desde o primeiro dia. Ficou pressionando, infernizando, ignorando totalmente o fato de que a usou como se ela não valesse nada e depois se valendo do sexo para, triunfante, fazê-la enxergar que eles tinham tudo para dar certo juntos. Fala sério! Se ser bom na cama era a única qualidade que ele possuía, a Hebe tinha tudo para escolher como marido alguém muito melhor. Ele era totalmente dispensável. Mas não! Se sentia a última coca-cola do deserto e ficava furioso porque a Hebe, sendo a golpista que ele acreditava que ela era, não queria facilitar as coisas. É claro que ela só poderia querer mais dinheiro, segundo os pensamentos da mente distorcida dele. Não tive paciência. Foi impossível!

E não pensem que o Nick foi meu único problema. Também desejei sacudir a mocinha da história, por ser tão passiva, por não colocá-lo em seu devido lugar. Ela reclamava um pouco, mas acabava fazendo tudo o que ele queria. Não tinha personalidade. Ou melhor, se anulava totalmente quando estava perto dele. No fim das contas, merecia o Nick. Foram feitos um para o outro. 

- Não estou dizendo que o livro é ruim. Os livros da Carole Mortimer nunca são, pois ela é uma autora maravilhosa, mesmo quando seus personagens nos tiram do sério. O que estragou o livro para mim foram os protagonistas desta história. O Nick é tão idiota e cretino que seu arrependimento, quase no final do livro, não me provocou nada. Pelo contrário, fiquei ainda mais furiosa!kkkkkkkkkk... 

Uma coisa que eu sim gostei foi do romance entre dois personagens que na verdade quase não aparecem, mas têm grande importância. Na verdade, a Claudia sequer aparece no livro, infelizmente. Eu queria ter conhecido mais profundamente a sua história. :( 

E algo bastante divertido é que também tenho dúvidas da existência da tal colega de apartamento da Hebe.rsrs A mocinha falava dela, mas a garota nunca apareceu. 

- Na resenha de Vingança Arriscada, disse que leria um lançamento da Carole Mortimer. Porém, embora Doce Amor seja um dos lançamentos de 2017 da Harlequin, ele na verdade é uma reedição de uma história já publicada em 2009 aqui no Brasil. Só que eu ainda não tinha lido. 

Bem... Agora irei ler Cuco, da autora Julia Crouch, minha escolha para o tema deste mês do Desafio 12 Meses Literários. Me desejem sorte! Vou precisar!kkkkkkkkk... 

18 de julho de 2015

Escândalo - Candace Camp


Um desconhecido apareceu à porta de Priscilla. Ao que tudo indicava, alguém tinha tentado matá-lo, mas não era capaz de se lembrar de nada. Assim, ela rebatizou-o com o nome John Wolfe.
Priscilla sempre fora um modelo de perfeição, a filha responsável e a irmã carinhosa que colocava a família em primeiro lugar. Desse modo, ninguém desconfiava do surpreendente segredo que ocultava... nem do desejo que sentia em todo o seu corpo por aquele estranho.

Um homem sem passado, uma mulher com um segredo... seu amor só podia ser... escandaloso.



Palavras de uma leitora...



- Por mais livros que Priscilla já tivesse lido em sua vida nunca imaginara um dia estar em sua casa e ser surpreendida pela chegada de um estranho, nu, que não conseguia passar um minuto sem desmaiar. E que ainda por cima não era capaz de recordar sequer o próprio nome. Era toda a aventura que ela sempre ansiara e acreditara não ser possível viver na vida real. Por isso estava mais do que disposta a ajudá-lo... e aproveitar cada instante. 

Mas a medida que o tempo passa sem que se tenha nenhuma pista do passado de John e ele se faz mais e mais presente na vida de Priscilla, ela começa a perceber que mais do que aventuras, seu coração ansiava por algo mais. Seu coração ansiava por amor... por uma vida ao lado daquele homem. Fosse ele quem fosse... 

Porém, seguidas tentativas de assassinato os faz perceber que antes de entregarem-se ao amor que sentiam necessitariam primeiro descobrir que segredos se ocultavam no passado de John... e se seria algo capaz de uni-los ou separá-los para sempre. 


- Há anos que eu venho desejando ler esta história. Sabia da existência dela antes mesmo de um outro livro da autora ser relançado aqui com o título de Escândalo. São duas histórias completamente distintas e eu sempre tive curiosidade para conhecer esta aqui. Que não entendo o motivo de jamais ter sido publicada no Brasil. Enfim... Mas a dificuldade para encontrar a história em português me desanimava e só agora decidi lê-la em espanhol mesmo. Apenas não poderia esperar a vida inteira que alguma editora resolvesse publicá-la. 

- A história começa quando um desconhecido bate à porta da casa de Priscilla, à noite, completamente nu, ferido e sem memória. Ele suplica por sua ajuda antes de cair inconsciente. Comovida pela vulnerabilidade dele e animada por todo aquele mistério, ela se empenha em cuidar dele e eles acabam por se apaixonar. A relação deles é muito fofa e divertida.rs... John, que é como ela decidiu chamá-lo já que ele próprio não sabia seu nome, é um desmemoriado encantador que fascina a mocinha e nós leitoras. E combina bastante com a Priscilla, que é uma mocinha independente, que faz somente o que quer e sonha viver grandes aventuras. Mas... apesar de ter gostado muito do livro e não ter me arrependido de lê-lo, achei que faltou alguma coisa... algo que o tornasse tão maravilhoso quanto os outros livros da autora. Algo sempre presente em seus livros, mas totalmente ausente na história de John e Priscilla.

- Não é que a história não seja boa. Pelo contrário. Quanto mais eu lia mais queria ler. A história flui naturalmente, nos fazendo rir e adorar os protagonistas. Mas faltou magia. Faltou aquele toque que faz as histórias da autora especiais. Por esse motivo, não dei 5 estrelas ao livro. Porque é uma história boa, mas não especial. Não é inesquecível. No entanto, segue sendo uma história bonita e que vale a pena ler. :)

7 de julho de 2013

Um Estranho no Espelho - Sidney Sheldon


(Título Original: A Stranger in the Mirror
Tradutora: Ana Lúcia Deiró Cardoso
Editora: Círculo do Livro
Edição de: 1976)


Hollywood, a grande fábrica de ilusões. É na capital mundial do cinema que o jovem comediante Toby Temple fez de tudo para conseguir colocar seu nome no lugar mais alto dos letreiros luminosos. Uma posição que não se alcança apenas com talento, mas à custa de muito trabalho sujo, sexo por interesse e intrigas nos bastidores. Bem-sucedido, mas solitário, ele se apaixona por Jill Castle, uma candidata a estrela que se submetia aos desejos mais pervertidos dos produtores em troca de pequenos papéis. Um segredo que Toby ignora, e que ameaça a sua sonhada felicidade.
(Sinopse retirada do site Saraiva.)


Palavras de uma leitora...


- Sim. Estou num período Sidney Sheldon. Matando a saudade.rsrs... Mas penso que depois desse, darei um tempo. SS direto não é saudável. Muita angústia, nervos à flor da pele, são prejudiciais quando em excesso. E a Jill me provocou tamanha raiva que eu desejei atacar o livro pela janela ou dá-lo para os meus gatos comerem. Não fiz isso por dois motivos: o primeiro (e principal) é que o SS é o MEU autor. E nunca destruiria um livro dele. O segundo motivo é que eu acho pecado, um crime imperdoável, a destruição de um livro, de uma história. Sendo assim, meus gatos ficaram só na vontade. Tenho certeza de que o Alejandro, principalmente, teria transformado o livro num banquete. Ele considera meus livros seus inimigos mortais. Os odeia profundamente.rsrsrs...

Mas vamos falar da história agora. E caso estejam se perguntando se haverá spoiler, a resposta é... SIM!!! Não quer spoiler? Fuja correndo dessa resenha!rsrs... É que simplesmente preciso muito desabafar. E me controlar é impossível. É algo que independe da minha vontade, compreendem? Lo siento! :)

Valerá a pena se apaixonar? Ou, às vezes, o melhor que podemos fazer é fechar nosso coração para qualquer tipo de amor? Penso que... às vezes... amar é algo venenoso. Que nos mata por dentro, lentamente... Ou nos destrói antes que possamos saber de onde partiu o golpe.

Frida estava apaixonada. Queria muito que seu pai aceitasse o pedido de casamento que Paul havia feito. Mas ela sequer precisaria ter se preocupado já que o pai dela desejava livrar-se de sua presença fazia já bastante tempo. Ele nem pensou duas vezes. Entregou sua filha para o jovem aprendiz de açougueiro e ainda aumentou o dote, pois assim o jovem casal deixaria a Alemanha para ir viver na América e ele, ficaria livre da filha para sempre, que é o que realmente queria. 

Frida casou-se com Paul cheia de sonhos, acreditando ser amada pelo marido. Mas não demorou muito para ela cair na real. Na noite de núpcias Paul já mostrou o quanto a "amava" e com o tempo a menina amorosa e sonhadora acabou por se transformar numa mulher amargurada e controladora. Cansada de ver o marido destruindo o seu dote e sua paz de espírito, Frida resolve assumir as rédeas da situação. Com o sucesso na área financeira ela passou a controlar tudo e todos à sua volta. E percebeu que precisava de um novo projeto: um filho. Ela engravidou e teve um menino, que era exatamente o que desejava. Toby Temple seria o que ela não conseguiu ser, realizaria os sonhos dela e a levaria para uma vida de fama e fortuna. Ela não sabia como... só o que sabia era que seu filho havia nascido para brilhar e fazê-la brilhar. Era destino.

Toby cresceu com essa certeza, sabendo que seria uma pessoa muito importante e não demorou muito para que todos descobrissem como. Além do rosto de anjo, Toby possuía o dom de fazer as pessoas rirem até não aguentarem mais. Ele podia contar a piada mais ridícula ou mais ofensiva do mundo, ainda assim fazia as pessoas se acabarem de rir. E conforme foi crescendo mais talentoso foi ficando. Inclusive entre as garotas que o adoravam e se entregavam sem reservas. Fossem solteiras ou... não. E com isso a fama de Toby entre os lençóis também cresceu. Ao ponto de uma jovem tímida e cristã também desejar... "experimentá-lo". Só que essa não teve a sorte (ou inteligência) de sair ilesa. Acabou engravidando e metendo os dois em sérios problemas. O pai da jovem, indignado e furioso, queria metê-lo na cadeia, pois a idade da garota transformava aquela relação em algo proibido e Toby podia ser preso como estuprador. Não importava se ela quis, implorou ou pediu por mais. Só que se ele se casasse com a menina, o pai perdoaria sua "ofensa". Toby, amedrontado, aceitou. Odiava a ideia de ter que se prender a alguém e jogar todos os seus sonhos fora. Mas ele nem deveria ter se preocupado. Sua mãe jamais permitiria que seu filhinho querido caísse numa "armadilha" (pois é claro que ele não tinha nada a ver com aquela gravidez. Somente o... "amigo" dele) e já tinha arranjado o jeito perfeito de fazer aquilo não acontecer. 

Assim que chegaram em casa, Frida começou a arrumar as coisas do filho. Toby iria embora. Para Hollywood. Estava na hora de Deus cumprir a promessa que lhe havia feito. 

Josephine Czinski parecia ter sido amaldiçoada antes mesmo de nascer. Havia perdido o pai no dia do seu nascimento e ela própria quase morrera, presa ao útero da mãe. Havia ficado por tempo demais sem oxigenação no cérebro e o médico quase a declarara morta, mas no último instante seu coração voltou a bater. Uns diriam que ela sobrevivera por um milagre. Outros diriam que foi graças ao demônio. Sua mãe pertencia ao segundo grupo. 

Desde pequena Josephine era atormentada por dores de cabeça terríveis, dores essas que a faziam sentir vontade de bater com a cabeça em algo. Dores que faziam sua mãe acreditar que a filha estava sendo castigada por Deus por ser má, perversa, pois nenhum exame acusava nada. Todos davam o mesmo resultado: normal. Sendo assim, além das dores infernais, que a impediam de dormir e a faziam gritar, Josephine ainda foi obrigada a suportar o fanatismo religioso da mãe, que a obrigava a assistir cultos aterrorizantes onde as pessoas diziam coisas horríveis e faziam coisas horríveis, em nome de Deus, é claro. Segundo eles. 

Os de fora, diriam que ela teve uma infância normal. Mas somente ela sabia o sofrimento que suportava desde bebê. E ainda por cima existiam as famílias do petróleo. As famílias ricas para as quais a mãe dela trabalhava. A beleza da pequena criança havia feito as mães do petróleo resolverem permitir que a menina convivesse com seus filhos, participasse das festas deles e até comemorasse os aniversários com eles. A menina vivia em dois mundos totalmente diferentes e tudo aquilo era demais para sua cabeça. Era como se ela possuísse duas vidas, fosse duas pessoas diferentes. 

Mesmo sendo levada para o mundo das famílias ricas, ninguém nunca permitia que ela se esquecesse de sua origem. Se esquecesse que só estava ali por caridade. Permitiam que ela participasse até mesmo dos concursos de beleza, pagavam para ela participar, mas nunca permitiam que ela ganhasse, mesmo que ela fosse a menina mais linda da região. Era sempre a filha de alguém importante que ganhava. Nunca ela. Os mesmos amigos que brincaram com ela quando criança, foram aqueles que lhe viraram as costas quando a menina foi ficando mais e mais bela. Aquilo era uma afronta, uma ofensa terrível e ela acabou por se excluída definitivamente do mundo deles... ou não. Não podemos esquecer de David Kenyon. 

David havia ido estudar fora e quando finalmente voltou, Josephine já estava com 17 anos. Nessa época, ela trabalhava como garçonete e ansiava por uma vida diferente, longe daquele lugar, longe das privações e da mãe fanática. Isso tudo até David voltar. Ela já se sentia atraída por ele no passado, mas quando o reviu... aqueles sentimentos se intensificaram ao ponto de ela só pensar nele. Entre os dois surgiu um sentimento muito bonito e forte. David não se importava com a situação financeira de Josephine nem com o fato dela ser uma simples garçonete. Ele a amava e queria se casar com ela. Só que as coisas nem sempre são como a gente quer.

A influência de outras pessoas, de pessoas muito poderosas e manipuladoras, faz com que o jovem casal se separe e David se case com uma outra menina. Alguém que "combinava" mais com ele. Josephine, destroçada por dentro e sentindo novamente as dores que sempre a perseguiam, vai embora da cidade. Disposta a não voltar nunca mais. Tudo que ela queria era uma nova vida. Um reconheço. Longe de quem um dia ela tinha sido. Ao partir, ela assume uma nova identidade. Jill Castle. Uma jovem que via em Hollywood a sua chance de brilhar. Mas... será que ela realizará os seus sonhos? Conseguirá realmente brilhar? Se sim... qual será o preço? Ela estaria disposta a fazer qualquer coisa (até mesmo vender sua alma ao diabo) para conseguir o que queria? E a pagar qualquer preço? Nunca podemos esquecer que... o preço pode ser alto demais. E as consequências... terríveis. 

É em Hollywood que os caminhos de Toby Temple e Jill Castle se cruzarão. De uma forma que mudará para sempre a vida deles dois... 

- O quê???????!!! Cadê o spoiler???????!!! rsrs... Eu contei muita coisa, não contei?!rsrs... Só que achei que não teria muita graça contar tudo. Existem coisas que são necessárias descobrir lendo. E hoje não estou com vontade de ser uma completa estraga-prazeres.rsrsrs...

"Era uma grande história de amor, mas era muito mais do que isso: continha todos os elementos do drama e da tragédia clássica gregos."

- Eu gostaria de comentar sobre muitas coisas, mas para isso teria que revelar mais do que o necessário, por isso... Falarei somente o necessário.rsrs...

- Durante boa parte do livro eu desprezei Toby Temple. Pelo filho que ele deixou para trás e jamais procurou saber se estava vivo ou morto, passando fome ou não. Pela forma como ele chegou aonde chegou, a quantidade de pessoas que ele manipulou em sua vida e a forma como sabia ser cruel. Ele era um filho da pontualidade. Não valia um centavo. E não. Suas piadas não me divertiam nem um pouco. Não sei o que tanto as pessoas viam de engraçado nelas. Eu não enxergava a graça. E quando ele zombava ou manipulava as pessoas que tinham lhe estendido as mãos, que gostavam verdadeiramente dele, eu tinha vontade de surrá-lo. Como ele era arrogante e cretino! E não se importava com ninguém além dele próprio. Mas as coisas começaram a mudar... no momento em que Jill apareceu em sua vida. 

- E o que eu penso da Jill? Também a desprezei? Vamos começar falando da Josephine. Eu admirava aquela garotinha. Tão inocente e corajosa, suportando bravamente as dores torturantes, sonhando com uma vida melhor. Ela era uma princesa que não merecia a quantidade de sofrimento que suportava. E muito menos a traição do homem no qual confiou. Eu queria proteger aquela criança, salvá-la da mãe louca, daqueles cultos terríveis, daquelas famílias que a viam como um bichinho de estimação que tiravam de suas vistas quando se cansavam, da traição do David. Eu ainda a via como a criança assustada que não tinha ninguém que realmente se importasse com ela. E durante muito tempo eu me preocupei com a Jill e torci por ela (lembram de A Senhora do Jogo? Sim. O mesmo tipo de decepção), desejei vê-la vencer, vê-la ser feliz. Até mesmo quando ela fez coisas degradantes eu ainda acreditava que ali, em algum lugar, a Josephine ainda existia e que em algum momento ela apareceria. Mas ela não apareceu. Nunca. E respondendo a pergunta inicial: sim. Eu desprezei a Jill. E jamais a perdoarei por ter matado a Josephine. 

- Apesar da quantidade de coisas que me deixaram angustiada e arrasada, é uma história que vale a pena ser lida. Talvez não para todos, mas quem é fã do SS talvez goste da história. Eu gostei bastante, pois como todo livro do meu autor, esse também é bem escrito e viciante. Não conseguimos abandonar a história enquanto não chegamos ao seu final. Quanto mais lemos mais queremos ler.

"Numa mesa de cozinha com tampo de mármore, estava um lindo bolo de casamento de seis camadas, e no topo delicados bonequinhos feitos de açúcar, representando um noivo e uma noiva.
Alguém tinha esmagado a cabeça da noiva.

'Foi naquele momento', Dessard costumava dizer aos clientes, no seu bistro, 'que eu soube com certeza que alguma coisa terrível estava para acontecer."

16 de julho de 2012

O Outro Lado da Meia-Noite - Sidney Sheldon


(Título Original: The Other Side Of Midnight
Tradutora: Ana Lucia Deiró Cardoso
Editora: Record)


A sensual Noelle é uma famosa atriz que sai dos bairros pobres de Marselha para o sucesso no cinema. A americana Catherine é uma profissional bem-sucedida mas totalmente insegura com os homens. O que duas mulheres tão diferentes poderiam ter em comum?

O piloto e herói de guerra Larry Douglas, por quem as duas se apaixonam, formando um triângulo amoroso que desperta o ódio e o desejo de vingança do magnata grego Constantin Demiris, um homem que não esquece nem perdoa. 

De Washington a Atenas, passando pela Paris ocupada pelos exércitos nazistas, O outro lado da meia-noite é uma fascinante história de amor e ódio, paixão e terror.



Paris, Washington e a lendária Atenas são o cenário de um terrível jogo no qual uma jovem americana torna-se a grande presa. A inocente Catherine Alexander acaba de cometer o maior erro de sua vida: apaixonar-se pelo piloto Larry Douglas. Mas ela não imaginava que o herói de guerra tivesse deixado para trás uma mulher decepcionada com suas promessas não cumpridas. Agora, Noelle Page, atriz francesa em ascensão, usará de todos os artifícios possíveis para impedir a felicidade do casal. Para isso, ela se envolve com Constantin Demiris, um poderoso magnata grego, e começa a planejar uma terrível vingança.



Palavras de uma leitora...



"Você acha que nossa vida é determinada no momento em que nascemos? 

- Até certo ponto. Recebemos corpos, nosso lugar de nascimento e nossa posição na vida, mas isso não significa que não podemos mudar. Podemos nos tornar aquilo que quisermos."



- Faz algumas horas que terminei a leitura deste livro. Depois de chegar ao grande final, fiquei um bom tempo pensando e resolvi terminar de passar para o caderno os trechos mais marcantes do livro (que são vários). Estava também criando coragem para escrever essa resenha e pensando no que eu deveria ou não contar. 

Quando se lê esse tipo de livro tem que se tomar cuidado com cada palavra escrita. Se não quiser falar demais. Eu realmente não quero revelar mais do que o essencial. Acho que vale a pena vocês descobrirem certas coisas sozinhos.rsrs...

Por isso, aviso: O Outro Lado da Meia-Noite possui uma continuação. Ela se chama Lembranças da Meia-Noite. Se você ainda não leu o primeiro livro, não leia uma só palavra que estiver escrita no segundo. Nem mesmo a sinopse, introdução. Nada! Senão, vai saber mais do que o necessário e vai ficar muito aborrecido com isso. 


"Sabia que precisava sobreviver, pois agora tinha um objetivo: estava cheia de ódio, profundo e causticante, que consumia tudo sem deixar lugar para mais nada. Era uma fênix vingadora, surgindo das cinzas das emoções que Larry Douglas extinguira, e não descansaria enquanto não o destruísse. Não sabia como nem quando, mas tinha certeza de que um dia o conseguiria."


- Até onde uma mulher ferida, destruída por promessas não cumpridas, com o coração feito em pedaços por ter acreditado nas mentiras de um homem para o qual se entregou de corpo e alma, é capaz de ir por vingança? O passar do tempo é mesmo capaz de curar qualquer coisa? Até mesmo destruir o desejo de vingança de uma mulher traída? O tempo pode mudar as pessoas? Ou ninguém é capaz de mudar? Todos nós sempre seremos o que somos hoje ou fomos no passado? 


"- Você acha que tudo tem preço, Noelle?

- É claro - disse ela com naturalidade. - Tudo pode ser comprado e vendido."


- Noelle Page era uma jovem belíssima. Sua beleza impressionava as pessoas que a conheciam. Era o orgulho de seu pai e ele a protegia como ninguém. Sempre lhe disse que ela era uma princesa e merecia o melhor que a vida pudesse lhe oferecer. Que não deveria desperdiçar sua beleza com os rapazes que conhecia. Que merecia mais. Noelle o idolatrava. Achava que era a pessoa mais importante da vida de seu pai e que ele daria a vida por ela se preciso fosse. Não havia ninguém mais no mundo para ela do que o seu herói. Mas ela sequer poderia imaginar as intenções por trás dos cuidados de seu pai. Se soubesse, teria escapado antes que fosse tarde demais...

Inteligente, esforçada e bela, Noelle já estava cansada do colégio. Queria trabalhar. Ocupar seu tempo com algo que lhe agradasse e disse ao pai que desejava ser modelo. Ele a ouviu atentamente e logo depois, Noelle tinha o que desejava. Começou a trabalhar como modelo e ingenuamente, caiu numa terrível armadilha.

Seu pai tinha um único objetivo para ter preservado a beleza de Noelle, a mantido longe de todos os rapazes interessados em seu corpo: dinheiro. Ele sabia que uma beleza como a de Noelle poderia acabar com todos os seus problemas financeiros e quando a filha disse que queria ser modelo, ele soube que tinha chegado a hora. Tinha chegado a hora dela pagar por todos os anos de proteção. 


Num determinado dia, no qual a esposa de seu chefe estava fora, seu chefe a agarrou e Noelle, resistiu, deixando bem claro que não seria como as outras modelos. Não seria um brinquedo nas mãos dele. Pouco tempo depois, o pai de Noelle apareceu na loja e ela pensou, aliviada, que ele tinha sentido de alguma forma que ela corria perigo e tinha ido lá para salvá-la. Mas estava enganada.

Seu pai ficou muito furioso quando soube que ela tinha recusado a tão gentil oferta de seu patrão e Noelle, chocada, não podia acreditar no que ouvia, não podia entender a atitude do seu herói. Será que ele não tinha entendido nada? Ao tentar se explicar, Noelle apanhou pela primeira vez do homem que tanto admirava. E aquele foi só o primeiro dos vários tapas que ela receberia naquele dia. 

Em choque e prestes a passar mal, Noelle se viu viajando com seu chefe. Passou três dias com ele num hotel, onde foi violada e humilhada. Um ódio intenso tomou conta dela e, furiosa, ela decidiu que não seria usada por mais ninguém em sua vida. Usaria o corpo ao seu favor e não contra ela e antes que aqueles três dias terminassem, ela já sabia o necessário para conquistar tudo que queria na vida. 

Quando seu chefe a levou de volta para casa, Noelle conseguiu enganá-lo e escapou para Paris, disposta a recomeçar. Porém, embora ela se acreditasse esperta, era muito mais ingênua, inocente do que poderia imaginar ou desejar na vida. E voltou a cair em uma armadilha. 

Desesperada, faminta e sem ter o que comer ou onde dormir, Noelle foi salva por um gentil cavalheiro, quando ela já acreditava estar perdida. Ele era tudo que qualquer menina poderia desejar. O príncipe encantado com o qual qualquer jovem sonharia. Com ele, ela se sentia uma princesa.

"Quando estava com ele, Noelle era alguém. Larry lhe devolvera a fé nos homens, ele era seu mundo"

"Pensou na traição de seu pai, concluindo que errara ao igualar todos os homens a ele e a Lanchon. Agora sabia que também havia homens como Larry Douglas e que para ela jamais existiria algum outro."

- Porém, mais uma vez ela estava caindo em uma armadilha. Larry era um conquistador, um homem que sentia prazer em seduzir e depois abandonar as mulheres por onde passava. Infelizmente, Noelle tinha cruzado o seu caminho e ele não pôde resistir ao desejo de acrescentá-la à sua lista.

O fato de Noelle não ter ninguém e estar desesperada, aguardando por um salvador, facilitou as coisas para ele. Ele foi exatamente aquilo que ela precisava que ele fosse. E quando ele se cansou dela, simplesmente a abandonou, jurando que voltaria em uma semana para se casar com ela.

Noelle, inocente e apaixonada, acreditou nas promessas dele. Mas Larry jamais voltou. E o que seu pai e o homem que a possuiu pela primeira vez não conseguiram fazer, Larry fez: destruiu toda a sua vida. Fez em pedaços aquela jovem que apenas estava começando a viver.


"... o que ela desejava mais que tudo no mundo era ser especial, era vir a ser lembrada, se tornar alguém e nunca, nunca, nunca morrer."


"Catherine descobrira nos livros de Thomas Wolfe a própria imagem da suave nostalgia que encontrava em si mesma, mas a sua era a nostalgia de um futuro que ainda não existira, como se algum dia, em algum lugar, ela tivesse vivido uma vida maravilhosa que agora ansiava viver outra vez."


- Catherine Alexander também adorava o pai e aguardava ansiosa sua volta toda vez que ele precisava viajar. Embora seu pai não fosse muito presente, ela sabia que ele a amava e lhe entristecia vê-lo sonhando, fazendo planos e nunca conseguindo realizar aquilo que desejava. Durante boa parte de sua vida ela teve que se mudar para outras casas e outras escolas. Não costumava parar num lugar e desejava muito mais do que aquilo. Não sabia ao certo o que queria da vida, só sabia que não queria ser um sonhador que jamais conseguia realizar os próprios sonhos como seu pai... e nem uma pessoa apagada como sua mãe. E ela sabia que o primeiro passo para uma mudança de vida era a faculdade. 

Se os anos de colégio não foram bons para Catherine, embora ela fosse muito inteligente e esforçada, quando entrou para a faculdade as coisas não melhoraram muito. Cathy nunca tinha tido amigos, era tímida e sempre chegava ao colégio novo depois que as aulas já tinham começado. Mantinha-se afastada das outras crianças que só se aproximavam dela para zombar dela cruelmente. Também não se dava bem com os professores e foi o seu bom humor, sua capacidade para fazer piada de tudo, que impediu que seus anos fossem ainda piores.

Na faculdade, ela era a nerd e nenhum garoto se aproximava dela. Cathy pensava que deveria ser a única virgem na faculdade e até mesmo no país. E estava determinada a mudar aquilo. 

Porém, ela não conseguiu. Embora no fundo desejasse ser como as outras garotas, que "ficavam" simplesmente sem se importar muito com quem transavam, Cathy não conseguia. Ela queria mais do que aquilo. Mais do que transar com o cara mais cobiçado da faculdade num hotel barato e nojento. Mais do que ser apenas mais uma conquista de alguém. Ela queria encontrar alguém que se importasse com ela. Que a amasse e desse a vida por ela se fosse preciso. Que lhe desse filhos e segurança. Que fosse como os mocinhos dos livros que ela lia. 

Cathy, convencida por uma colega de faculdade, resolveu sair de Chicago, abandonar a faculdade e tentar a vida em Washington. Era arriscado, mas Cathy resolveu tentar a sorte e sua inteligência a fez conquistar muito mais do que tinha sonhado.

Só que se apaixonar pela pessoa errada poderia destruir tudo aquilo que ela tanto tinha lutado para ter. Poderia jogar todos os seus sonhos e conquistas fora. Poderia destruir tudo. 


"Encontrou o olhar de Larry e foi como se já fosse seu amante, como se já tivessem estado juntos, como se devessem ficar juntos - e ela sabia que aquilo era uma loucura. Ele parecia um ciclone, uma força da natureza, e qualquer mulher tragada pelo redemoinho seria destruída."


- Bem... Como a sinopse mesmo disse, esta é uma história de "amor e ódio, paixão e terror". Quem conhece os livros do autor sabe que ele não tem pena dos seus personagens. E que ele é o mais real possível em seus romances. As suas histórias, as atitudes dos seus personagens, estão muito próximas da realidade. Não existe nenhum mocinho ou mocinha em seus romances que não seja capaz de fazer algo de errado. Não existe divisão entre o bom e o mau. Todos que são bons são capazes de fazer algo ruim e todos os que são maus são capazes de fazer algo bom. Nem tudo é preto e branco. Nenhum personagem é perfeito. E se apegar a eles pode abalar bastante as nossas emoções. Mexer com os nossos nervos. 

- Como sabem, Noelle foi traída. Mais de uma vez. Foi traída pelo homem que a criou e quem ela idolatrava. Foi traída por outro homem ao chegar em Paris e quando conheceu o Larry, teve sua alma destruída. A traição de Larry destrói a menina inocente que conhecíamos, a transforma numa mulher cruel e vingativa, capaz de qualquer coisa para conseguir aquilo que deseja. E ela desejava somente uma coisa: se vingar de Larry Douglas. Destruí-lo assim como ele a tinha destruído.


"A motivação de Noelle era muito simples: tudo o que fazia se destinava a Larry Douglas."

"Ele a observara por um longo instante, percebendo que, de algum modo estranho, Noelle estava doente, que alguma emoção morrera dentro dela ou jamais existira e que ninguém jamais a teria."


- E Noelle não tem pressa. Lentamente, ela planeja sua vingança até que conhece Constantin Demiris. 


"Eles nunca suspeitaram (os repórteres) de que, sob a superfície, Demiris fosse um matador, um demolidor, que atacava, por instinto, a veia jugular."

"Lembrava-se de todas as afrontas que sofrera, e aqueles que tinham o azar de incorrer em sua inimizade recebiam o troco multiplicado por cem. Jamais chegavam a perceber isso, pois a mente matemática de Demiris fazia da retribuição exata um jogo, preparando com paciência armadilhas elaboradas, tecendo  teias complexas que finalmente apanhavam e destruíam suas vítimas."


- O relacionamento entre Larry e Noelle no passado, guia a vida de Noelle e afeta o futuro de todos os protagonistas dessa história: a própria Noelle, Larry, Catherine e Constantin. Todos acabam envolvidos num perigoso jogo no qual, como a sinopse diz, a nossa querida e inocente Cathy torna-se a grande presa. Ela não tinha nada a ver com aquela história, mas acaba muito envolvida.


"Madame Piris olhou-a dentro dos olhos e havia alguma coisa no olhar da velha que fez Catherine ficar gelada. 

- Vá para casa.

Catherine engoliu em seco.

- Aqui é minha casa.

- Volte para o lugar de onde você veio."


" - Por quê? - perguntou Catherine, com uma sensação de horror começando a envolvê-la. - O que está errado? 

A velha sacudiu a cabeça. A voz estava rouca e ela sentia dificuldade para dizer as palavras.

- É tudo em volta de você. 

- O que é? 

- Vá embora! - Havia uma urgência na voz da mulher, um tom alto, estridente e penetrante como o gemido de um animal ferido. Catherine podia sentir o cabelo na nuca começando a se arrepiar.

- A senhora está me assustando - gemeu ela. - Por favor, diga-me o que está errado.

A velha sacudiu a cabeça de um lado para o outro, com os olhos nervosos.

- Vá embora antes que apanhe você."


- Na minha opinião, depois de "Se Houver Amanhã", este é o melhor livro do querido SS que eu já tive a oportunidade de ler. O livro é eletrizante e quando vamos nos aproximando do final as coisas tomam um rumo que não é esperado. E olha que eu já sabia como o livro iria terminar! Ou melhor, sabia parte do final. Não tudo. Eu senti meu coração acelerar enquanto lia as cem últimas páginas do livro. As coisas acontecem de forma impressionante e sim, assustadora. Muito assustadora.rsrs... Eu fiquei chocada. 


- Essa é a história de quatro pessoas que são afetadas por erros do passado. Há muito ódio e desejo de vingança nesse livro. Há uma carga emocional muito grande. Nós acabamos sendo atingidos por todos os protagonistas do livro. Todos eles nos tocam. Seja de uma forma boa, ruim ou ambas. Fui muito atingida pela história da Noelle, por tudo que lhe aconteceu e tudo que ela foi capaz de fazer. Gostaria de dizer mais, mas assim estaria revelando coisas essenciais, então, não posso falar muito dela. Outra personagem que abalou os meus nervos foi a querida Cathy. Ela não é perfeita. Mas também não estava tão longe assim disso. Durante a história, ela era humana, cometia erros, mas era uma pessoa incrível. E foi difícil, muito difícil para mim vê-la fazendo escolhas erradas. Sabe quando você sabe que a pessoa vai cometer um grave erro e tenta evitar, mas não pode fazer nada? Eu passei por isso.rsrs... Ela se tornou uma querida, mas infelizmente não tem a força que a Tracy, de Se Houver Amanhã, tinha. 


"Contemplando aquela figura de cera no caixão, dentro de um simples vestido preto de gola branca, Catherine pensava no desperdício que fora a vida de sua mãe. Para que vivera? Aquelas antigas sensações de Catherine voltaram a penetrá-la, a ambição de ser alguém, de deixar gravada sua passagem pelo mundo, para não terminar seus dias numa anônima sepultura, sem ninguém saber nem se importar com o fato de que Catherine Alexander vivera, morrera e retornara ao pó."

"Ela ia até a praia, a alguns quarteirões de distância, e andava pela areia, seu corpo magro parecendo criar asas com as rajadas de vento. Passava horas a fio contemplando o inquieto lago cinzento, sentindo um anseio desesperado de algo que não sabia definir. Desejava alguma coisa com tal intensidade que às vezes mergulhava numa dor insuportável."


- Os livros do SS são reais até demais para o meu gosto.rsrs... Mas eu sou louca por eles e mesmo sofrendo com seus personagens e por eles, mesmo desejando matar alguns e lamentando profundamente por outros, mesmo tendo que suportar aquela sensação desagradável que suas histórias deixam, eu quero ler todos os livros que ele escreveu.kkkkk... Os livros dele são fortes, mas viciantes. O Outro Lado da Meia-Noite mexeu bastante comigo, com os meus nervos, as minhas emoções, mas não me arrependo nem um pouco de tê-lo lido.rsrs... E hoje mesmo pretendo começar a leitura de Lembranças da Meia-Noite. A história ainda não terminou. Estou ansiosa para saber como ela termina. 


- O livro recebeu cinco estrelas porque não posso dar mais estrelas no Skoob e entrou para a lista de preferidos. É uma história impressionante, cruel, fria, arrebatadora, inesquecível. Eu recomendo para quem gosta de romances policiais, de suspense ou é fã do Sidney Sheldon. Mas prepare-se para fortes emoções!!! Não é um livro fácil. 


"Só havia lugar para um homem no pensamento de Noelle, e esse homem era Larry Douglas.

... sentia o ódio fervilhar dentro de si, sufocando-a tanto que mal podia respirar, e junto com o ódio havia algo mais, algo que não conseguia identificar."


Bjs!


Atualizado: 07/09/2012. 


Queridos, só relendo a lista de livros que me foram indicados percebi que não tinha dito aqui quem me indicou esse livro do Sidney Sheldon. Sim. Foi falta de atenção da minha parte! :( 

Esse livro foi uma indicação da Eidiellen, uma leitora do blog. Faz já algum tempo que ela me indicou essa maravilhosa história do meu querido autor. Muito obrigada pela indicação, querida! E peço perdão por ter esquecido de dizer que você tinha me indicado a história. Eu amei o livro! :)
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