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10 de agosto de 2012

O Lobo e a Pomba - Kathleen E. Woodiwiss


(Título Original: The Wolf And The Dove
Tradutor: Aulyde Soares Rodrigues
Editora: BestBolso)


Inglaterra, 1066. Lideradas por Guilherme, o Conquistador, as forças normandas invadem o território saxão. Erland, lorde de Darkenwald, perde a vida defendendo suas terras e servos. Após o assassinato do pai pelo exército inimigo, a jovem Aislinn e sua mãe são transformadas em escravas pelo cruel Ragnor de Marte. Impotente, ela assiste à destruição de tudo o que lhe é precioso e quando Sir Wulfgar chega para assumir a posição de novo senhor de Darkenwald, o ódio de Aislinn pelos invasores se torna ainda maior. Indiferente ao desprezo dela, o normando decide tomá-la para si, e logo a jovem descobre que seu maior inimigo pode ser o próprio coração.

Autora de mais de 13 best-sellers, Kathleen E. Woodiwiss (1939-2007) revolucionou o romance histórico moderno ao criar personagens inesquecíveis e tramas repletas de paixão.



Palavras de uma leitora...




" - Pensa que é mais capaz do que eles? - zombou ela. Com um movimento da cabeça, indicou Ragnor, que os observava de longe. - Como pretende fazer isso? Ele se valeu da dor física e me violentou. Vai fazer o mesmo?
Olhou para ele com os olhos cheios de lágrimas, mas Wulfgar balançou a cabeça e levantou delicadamente o queixo dela.
- Não, tenho métodos muito melhores para domar uma mulher como você. Onde a dor nada obtém, o prazer pode ser a melhor arma." 

- Sim, como podem perceber pelo trecho acima, ele é arrogante. Se acha!!!rsrs... E também já estava cativado pela mocinha. Era seu escravo, embora ainda não soubesse. Teimoso do jeito que é, nosso Wulfgar vai demorar um pouco (muito) para admitir. Afinal de contas, ele era o senhor, tinha conquistado as terras da Aislinn e já tinha decidido que ela era sua escrava e iria fazer tudo que ele quisesse.kkkk... Sim, nossa Aislinn é tão obediente que tinha que ser acorrentada para não fugir. Tão obediente que virou a mão na cara dele, deixou marcas no peito dele causadas por suas unhas afiadas, declarou seu ódio eterno por ele, gritou, bateu, chutou. Sim, sem sombra de dúvida ela é uma escrava obediente. Ele a domou completamente.kkkk...

" - Bastardo sem nome da Normandia! Em qual esgoto seu pai encontrou sua mãe?" 

- Que gênio!rsrs... Existiram momentos nos quais senti pena do arrogante, mas não muita. Eu me divertia bastante com os diálogos agressivos deles. 

Comecei a ler este livro porque depois de Marlene - Florencia Bonelli e das emoções provocadas pela história e o meu Carlo, as reviravoltas, o amor arrebatador (suspiros...), eu queria ler algo especial. Não queria ler qualquer livro, mas sim um que pudesse me fazer esquecer o tempo, o mundo e viajar para uma época e um mundo diferentes. Acabei pensando em O Lobo e a Pomba que já estava na minha lista há tempos e eu queria muito ler.

Confesso que estava com medo. Além do livro ser medieval e, presumivelmente, violento, com guerras e crueldades aterrorizantes, eu tinha lido Marlene. Tinha conhecido o meu Carlo Varzi. :D Pensei: "Será que o Wulfgar vai sofrer as consequências disso?" Só que senti medo à toa, pois apesar de em alguns momentos ter desejado que o Wulfgar agisse de modo diferente, conhecer o Carlo não me impediu de amar o Wulfgar, entendê-lo e aceitá-lo. O Wulfgar é cativante e não tem como se manter fria, indiferente. Mesmo se eu tivesse desejado permanecer fria, não conseguiria.rsrs... 

" - Wulfgar riu discretamente.
- Não preciso amá-la para dormir com você. Eu a desejo... Isso basta. 
- Não para mim! - exclamou Aislinn, balançando a cabeça furiosa.
Wulfgar riu, sacudindo os ombros.
- Você não é virgem. Que diferença faz mais um homem?"

- Depois desse trecho vocês entenderiam se eu dissesse que em certos momentos quis partir os dentes dele? Pois é. Houve momentos nos quais eu desejei socar a cara dele, quebrar seus dentes ou arrancar sua língua para impedi-lo de zombar da mocinha ou dizer palavras cruéis, mesmo que as vezes ele não percebesse que estava sendo cruel. Quando anotei o número da página num bloco de anotações para na hora da resenha colocá-lo aqui, escrevi da seguinte maneira: Página 58 - ele está querendo ficar sem a língua. Que diferença faz mais um, gente?! Se ela não era mais virgem por que se importava com o fato de ser possuída por outro homem???? Realmente ela não deveria se importar. Nem sequer se todos os homens do Wulfgar quisessem transar com ela. Ela não deveria se importar, afinal de contas não era mais virgem. Sim. Nesse momento eu quis matá-lo. Não acreditei no que estava lendo. Como ele podia ser tão indiferente ao sofrimento da Aislinn? Como podia ser tão frio? Era como se não significasse nada. Como se as mulheres fossem seres incapazes de sentir dor, de sofrer. Como se nós não merecêssemos consideração! A frieza dele conseguiu me chocar, mesmo que eu já tivesse visto atitudes parecidas e até mesmo piores em outros livros. Quem leu A Chama e a Flor, mesmo que tenha odiado o livro, se lembra da frieza do Brandon. Somente nisso os dois se pareciam. Mas o Wulfgar é mil vezes melhor do que o Brandon!kkkk... Sinto muito, Brandon! Mas ele era muito mais digno da Aislinn do que você foi digno da sua amada. 


" - Tome cuidado, jovem. Vou dizer a verdade. Depois de você, virá outra. E mais outra. Nada no mundo pode me prender a uma mulher. Portanto, proteja o seu coração."


- Bem... Pelo menos ele foi sincero.rsrs... Mas é muito engraçado reler os trechos nos quais ele jurava que jamais se casaria, nunca se apaixonaria ou confiaria numa mulher. As coisas entre ele e a Aislinn não começam nada bem e o Wulfgar faz muitas coisas que magoam nossa mocinha e nós leitoras, mas desde o início dava para perceber que Aislinn já o tinha atingido. Ele poderia não amá-la ainda, mas se importava muito mais do que gostaria de admitir. 

" - Oh! - exclamou Aislinn. - Quanta confiança! E eu sou uma entre suas várias prostitutas!

Passando a esponja no peito, ele olhou para ela.

- Digamos, chérie, que até agora é a mais interessante."


- Fiquei furiosa quando li esse trecho, mas ao mesmo tempo tive que rir, gente!rsrs... Era inacreditável a forma como ele conseguia ser extremamente frio, mas sorrir e nos cativar com seu sorriso. Como ele podia agir de maneira indiferente e depois tocar com ternura na mocinha, fazendo nosso coração amolecer.rsrs... Como ele podia ferir seu coração como ninguém e depois fazê-la sorrir e chorar de emoção com atitudes que nós jamais esperaríamos de um homem que gritava aos quatro ventos que odiava as mulheres. Wulfgar é complexo, mas no fundo tem um bom coração e uma alma muito ferida. Ele tinha seus motivos para ser como era. Motivos fortes. Mas mesmo que a época e o passado cooperassem para torná-lo alguém extremamente cruel, ele não conseguia ser esse tipo de homem. Ele tentava ser cruel, fingia não se importar, mas se importava demais. Ele fez muita coisa errada. Acorrentou a mocinha ao pé da cama, a exibiu como sua prostituta, fazendo-a descer a um nível humilhante, entre outras coisas. Não quero colocar aqui tudo que ele faz de ruim, pois isso seria pedir para vocês odiá-lo.rsrs... E isso não é justo. Porque ele não só erra, entendem? Ele não é perfeito. Está longe da perfeição, mas poderia ter sido um verdadeiro monstro e não foi. Ele teve piedade do povo da Aislinn e foi tolerante com duas certas pessoas.rsrs... Não direi quem são essas pessoas, mas outro no lugar dele teria terminado de vez com o problema: teria matado com as próprias mãos ou mandado alguém matá-los. Mas ele pediu ajuda para seu resto de paciência e perdoou.rsrs... Uma atitude em particular dele me pegou totalmente de surpresa. Foi uma surpresa maravilhosa, pois nunca passou pela minha cabeça que ele pudesse fazer aquilo. Só contribuiu para me fazer amá-lo ainda mais. :D

"A despeito do porte ameaçador e do gosto pela luta, aquele homem tinha um coração bastante sofrido. Por isso ele falava rudemente e blasfemava, dizendo que não precisava de ninguém para esconder os próprios sentimentos. Por isso, escolheu a carreira das armas, talvez esperando que seu tormento terminasse na ponta de alguma espada."

- Como eu disse, Wulfgar tinha seus motivos para odiar as mulheres. Quais eram esses motivos? Querem saber? rsrs... Cliquem AQUI para conhecer a resenha da minha amiga Carlita. Foi ela que me indicou essa história maravilhosa e também resenhou o livro aqui. A resenha está linda e eu a adorei. Na resenha, ela faz um ótimo resumo da história e por isso, decidi fazer essa resenha só para falar dos meus sentimentos sobre o livro. Eu recomendaria que vocês conhecessem a resenha dela, pois assim dá para vocês entenderem melhor a história. :) 

" - Não está com medo de mim, está? - perguntou Wulfgar.

Aislinn balançou a cabeça bravamente, fazendo ondular o cabelo longo. 

- Não temo homem algum. Só temo a Deus."


- Aislinn é uma mocinha que nos cativa logo que começamos a leitura. Ela é forte, muito corajosa e determinada. Não se deixava abater pelas coisas terríveis que tinham lhe acontecido. Ela tinha visto sua mãe ser brutalmente espancada, seu pai foi assassinado e ela foi estuprada. Mesmo assim, na manhã seguinte ela estava de pé, altiva e irônica, zombando do Ragnor e desafiando-o sempre que tinha uma oportunidade.kkkkk... Eu odeio o Ragnor até agora, mas confesso que ele até teve muita paciência naquele momento. Nem foi tanta paciência assim.rsrs... Foi mais vergonha por estar na frente do Wulfgar e não conseguir dominar uma mulher.kkkkk... A Aislinn me divertiu muito em vários momentos. Principalmente quando ficava furiosa com o mocinho e começava a agredi-lo fosse fisicamente ou com palavras. Ela entrou para a lista das minhas mocinhas queridas, pois tem uma coragem que impressiona e não desistiu daquilo que queria. Ela foi muito inteligente e fez o mocinho cair aos seus pés. Como eu amei isso!rsrsrs...


" - Tenha cuidado, meu senhor, não se apaixone por mim."


- Eu me divertia muito também quando o Wulfgar tentava convencer a Aislinn de que ela era sua escrava.kkkk... Nossa mocinha começava a sorrir do jeito sarcástico dela e a provocá-lo sem piedade. Ela não se rendia e quando se comportava como escrava era somente para provocá-lo e forçá-lo a perceber que significava muito mais para ele. Que o estava conquistando. Nosso mocinho ficava muito furioso, mas o coitado não conseguia resistir por muito tempo. Chegou a um ponto no qual começou a gritar que ela NÃO era sua escrava!kkkkkkk... Eu gargalhava aqui! Ele fica muito interessante quando está furioso e também quando parece um menino vulnerável sem saber como se comportar perto da Aislinn. Sem saber como tratá-la. 

" - Chérie - murmurou carinhosamente, apertando os dedos dela. - Resolveu então que é capaz de suportar o meu humor?

- Uma vez ou outra, meu senhor, mas não em excesso - disse ela, sorrindo também."


- O que eu faço? Coloco aqui a declaração de amor dele ou não? Acho que não, queridos. Bem... Só vou colocar um pedacinho. Nada mais!

" - Primeiro amor - murmurou ele, docemente. - Amor do meu coração, não me traia nunca. Tome o que eu posso dar e faça disso uma parte de si mesma."

- Para saberem a continuação dessa declaração linda de amor, leiam o livro! :D

- O livro recebeu todas as 5 estrelas do skoob e entrou para a lista dos preferidos. Adorei ler essa história, foi uma experiência inesquecível e não sei se algum outro livro da autora poderá me conquistar tanto. Acho que sempre irei comparar os outros livros da autora com este.kkkk... Recomendo muito a história, mas somente para aqueles que gostam de romances medievais ou dos livros da autora. Também indico para quem leu e amou "A Carícia do Vento" e "Assim Fala o Coração". O Wulfgar lembra tanto o Ráfaga quanto o Rowland, só que ele é mais bondoso do que eles.rsrs... Não é um livro que pode agradar a todos, pois tem crueldade nele. Mas não se preocupem: o Wulfgar nunca machuca a Aislinn de propósito. E nem bate nela. Bem...rsrs... Tirando uns tapas que ele dá nas nádegas dela de vez em quando.rsrsrs...

- Agradeço a querida Carlita pela indicação! Fiquei com medo à toa, amiga! Amei a história! :D


Bjs e até breve!

20 de outubro de 2011

Amor À Primeira Vista - Catherine Anderson




2º Livro da Série Kendrick/Coulter


Catherine Anderson tem um talento incrível para inventar personagens que todas amamos e histórias que nunca mais esquecemos. Com grande ternura, ela capta momentos de paixão e de sofrimento que calam fundo em cada leitora. E leva a literatura romântica até requintes poucas vezes atingidos.


Bastou um olhar para Ryan Kendrick, o rancheiro magnata, se apaixonar perdidamente pela bela Bethany Coutler. Com uma mistura sedutora de ousadia e timidez, de ingenuidade e maturidade, ela partilha a sua paixão pelos cavalos, tem um imenso sentido de humor e pode com um só sorriso animar uma casa inteira. É absolutamente perfeita, em todos os sentidos do termo, excepto num único.


Um acidente sofrido há anos num rodeo deixou-a presa a uma cadeira de rodas. Desde então conheceu tanto as traições como os desgostos de amor, e por isso jurou nunca mais entregar o seu coração a um homem. Admitiu inclusivamente nunca vir a ter uma relação íntima e a ser capaz de conceber um filho. Mas qualquer coisa em Ryan Kendrick a fez de súbito acreditar que talvez todos esses obstáculos pudessem ser ultrapassados. Qualquer coisa que a fez de novo crer num amor para toda a vida.




Palavras de uma leitora...



Eu vejo as perguntas em seus olhos
Eu sei o que está passando pela sua cabeça
Mas você pode estar certa que eu sei qual é o meu papel
Eu ficarei do seu lado ao longo dos anos

Você só chorará lágrimas de felicidade
E apesar dos erros que eu possa cometer
Eu jamais vou partir seu coração

Refrão:


Eu juro
Pela lua e as estrelas do céu
Que eu sempre estarei lá
Eu juro
Que tal como a sombra que caminha ao seu lado
Eu estarei lá
Nos bons e nos maus momentos
Até que a morte nos separe
Enquanto meu coração bater, eu vou te amar
Eu juro

Eu te darei tudo que eu puder
Vou erguer seus sonhos com essas duas mãos
Nós vamos pendurar memórias na parede
E quando seus cabelos estiverem grisalhos
Você não vai precisar perguntar se eu ainda te amo
Porque o avançar do tempo
Não vai envelhecer jamais o meu amor

Refrão

Eu juro
Pela lua e as estrelas do céu
Que eu estarei lá
Eu juro
Que tal como a sombra que caminha ao seu lado
Eu estarei lá
Nos bons e nos maus momentos
Até que a morte nos separe
Enquanto meu coração bater, eu vou te amar
Eu juro

(Música original: I Swear /Tradução: Eu Juro/ Cantor: John Michael Montgomery)



- Bem... Essa música que coloquei logo acima é a tradução de uma música belíssima que o Ryan canta para a Bethany no livro. Quem traduziu a música foi nossa querida amiga, Carla. E eu agradeço muito a ela, pois, como vocês devem saber, eu não entendo inglês.




- Para quem não sabe, nesse mês de outubro, está completando um ano que eu, a Carla e a Mónica nos conhecemos e somos amigas. Nós não nos conhecemos pessoalmente, mas isso não faz a menor diferença, pois a nossa amizade é até mais forte do que a amizade que tenho com amigas que conheço pessoalmente. É uma amizade que começou naturalmente e quando eu menos esperava. Acredito que essas duas amigas maravilhosas foram enviadas por Deus. Elas são presentes de Deus para mim. Não sei se sou digna de tê-las como amigas, mas agradeço muito a Deus por tê-las enviado. Por elas fazerem parte da minha vida. Que esse seja apenas o primeiro de muitos anos de amizade. Amo muito vocês, amigas! Obrigada por serem minhas amigas e por sempre me apoiarem. Por me aceitarem como eu sou. Vocês são preciosas demais para mim. :)




- E para comemorar esse primeiro ano de amizade, nós decidimos ler um livro especial juntas. Escolher um livro que acreditássemos que iria ser especial. A Mónica sugeriu o livro "Amor À Primeira Vista" e nós apostamos nele. E foi uma experiência maravilhosa para nós três. Eu acreditava que o livro seria lindo, mas não tanto... Ele é muito mais do que poderíamos imaginar e tenho certeza absoluta de que você concordará com a gente depois de ler esse livro. É... Porque eu já o recomendo antes mesmo de terminar a resenha! É um livro que você não pode deixar de ler. É a primeira história que leio da Catherine Anderson e ela já ganhou uma fã por isso (a Carla e a Mónica também se tornaram fãs dela, então, ela ganhou três novas fãs...rsrs...).


Sabe aquela história que invade seu coração sem pedir licença? Que te conquista de uma forma que não dá para explicar? Que te envolve, te emociona e faz você desejar que o final jamais chegue? Que faz você chorar de tristeza (pois o sofrimento dos personagens te atinge em cheio e você não consegue ficar indiferente) e alegria? (porque os momentos maravilhosos são tão tocantes que as lágrimas descem naturalmente) Que faz você sorrir e até mesmo gargalhar? (porque apesar de qualquer dor, as pessoas maravilhosas que você encontra ao longo da história conseguem tirar proveito dos piores momentos e rir até delas próprias.). Amor À Primeira Vista é um livro que marca. É aquele livro que te deixa sem palavras, sem fôlego... que faz, inclusive, você pensar na sua vida, nas suas atitudes e agradecer a Deus por tudo que tem. Bethany e Ryan nos ensinam lições valiosas... Jamais na minha vida conseguirei esquecer desses dois. Eles tem um lugar feito especialmente para eles no meu coração. Um lugar só deles.



Um pequeno resumo:


O que você faria se, de um momento para outro, toda sua vida sofresse uma drástica e cruel mudança? Enfrentaria as dificuldades com coragem e determinação? Ou ouviria aqueles que dissessem que você deveria jogar no lixo os sonhos que tinha antes da tal drástica mudança? Como você reagiria se acordasse num quarto de hospital e não sentisse seus dedos dos pés? Suas pernas? Se descobrisse que não poderia mais andar?


Quando sofreu aquele terrível acidente e soube que não poderia mais andar, Bethany também soube, através do seu ex-noivo e de um médico, que teria que abrir mão dos seus maiores sonhos. Casar? Ter filhos? Quem iria querer se casar com uma paraplégica? Uma aleijada que provavelmente sequer conseguiria ter uma vida sexual normal? Ninguém. E o homem que ela acreditava que a amava muito menos...


Quando Bethany estava ainda no hospital, foi traída de uma das piores formas que uma pessoa pode ser traída. Como se não bastasse toda a dor física e emocional que ela estava sentindo, ainda teve que sofrer mais aquele golpe. De um modo cruel, ela descobriu que sua melhor amiga e o homem que ela acreditava ainda ser seu noivo, estavam casados. As pessoas que ela acreditava se importarem com ela e que a estavam visitando com toda "preocupação" estavam também a enganando. Quando soube daquilo, o pouco brilho que ainda restava no rosto de Bethany, se apagou. Era como se a vida tivesse acabado para ela. Sentia-se como um fardo para sua família, tinha perdido o privilégio de andar, o noivo, a melhor amiga e a possibilidade de ser mãe. Seu cirurgião tinha sido bastante claro. Ela não conseguiria levar uma gravidez adiante. O mais provável seria que ela abortasse naturalmente toda vez que engravidasse. E além do mais, segundo ele, uma paraplégica nunca deveria ser mãe. Seria uma benção não poder ser! (Como????!!!! Necessito dizer que desejei matá-lo com minhas próprias mãos?! Claro que não, certo?!).


Quantas outras pessoas conseguem seguir em frente depois de tantos golpes? Quantas conseguem ser verdadeiramente felizes? Não muitas...


E a família dela ainda tentou... Alguns médicos acreditavam que Bethany pudesse voltar a andar. Ela passou por três cirurgias até que as esperanças finalmente se esgotassem. Seu pai usou todos os seus recursos para ajudar a filha de dezoito anos a voltar a andar, mas foi tudo em vão. Depois que perceberam que não havia mais jeito e tudo que poderiam fazer seria aprender a conviver com a deficiência da filha/irmã, sua família quis colocá-la dentro de uma caixinha de cristal. Queriam protegê-la, cuidar dela... mas Bethany partiu para Portland para se recuperar da última cirurgia e lá conheceu pessoas que passaram por uma situação como a dela. Ela passou a viver num apartamento de acordo com sua deficiência, arrumou um emprego, mas não encontrou a felicidade. Como poderia? Sua vida já não tinha sentido nenhum. Imagine-se perdendo tudo que vc mais ama, todos os seus sonhos e saberá exatamente, ou aproximadamente, o que Bethany sentia... Tudo que ela poderia fazer seria aceitar sua situação e fingir para todos que estava bem. Sofrer sozinha. E foi o que ela fez...


... E assim, oito longos anos se passam...




Ryan Kendrick estava furioso. Já fazia dois dias que ele aguardava ansioso a chegada das suas partes e nada delas ainda... Será que ninguém naquela loja podia entender que um homem necessita das suas partes?! A falta que as suas partes lhe faziam era tanta, que ele entrou na loja soltando fumaça e louco para descontar sua ira em alguém... e ele caminhou determinado até sua vítima em potencial... só para levar um choque ao olhar pela primeira vez em seus olhos...


Existe realmente amor à primeira vista? Se alguém tivesse lhe perguntado algo assim instantes antes, ele teria dito que, baseado nas experiências dos seus familiares, existe, mas que algo assim jamais aconteceria com ele. Até instantes antes... porque depois de olhar pela primeira nos olhos da bela moça sentada atrás daquele balcão, ele soube que ela era a mulher da sua vida. Bastou um olhar. Um simples olhar para ele saber que estava completamente perdido. Tinha chegado o momento de abandonar sua vida de mulherengo e encarar as maravilhas (e as dores) do verdadeiro amor. Só que as coisas não seriam muito fáceis.


A mulher da vida dele, sua outra metade, aquela com quem ele desejava viver até seu último suspiro, era paraplégica e não pretendia facilitar as coisas para ele. Ela havia sido profundamente machucada pela vida e pelas pessoas. Não queria sofrer mais uma vez. Arriscar seu coração uma vez mais era tudo que ela menos queria na vida. Já tinha arriscado antes e a dor da traição ainda era forte. Para que passaria por tudo aquilo de novo? Bethany estava cansada de sofrer. Tudo que ela queria era paz... Será que era pedir demais?!


Porém um Kendrick apaixonado sabe ser paciente... ou não. Ele a queria e mostraria para a moça de olhos da cor de amores-perfeitos que o destino dela era ao seu lado. Deficiência alguma seria impedimento para a felicidade dele. Ele só poderia ser feliz ao lado dela e não deixaria que a teimosia da sua futura esposa colocasse tudo a perder.


Até encontrá-la, Ryan sentia-se profundamente solitário. Mesmo tendo uma família amorosa e seus animais de estimação, ele se sentia sozinho... sua vida era vazia. Mas foi só olhar para aquela mulher de olhar lindo e triste para perceber que era dela que estava precisando. Era por ela que esperava...


Mas será que um ex-mulherengo, um homem perfeito fisicamente e acostumado a se envolver com mulheres perfeitas e experientes pode ser realmente feliz ao lado de uma mulher paraplégica, uma mulher que dependeria tanto dele? Ou será que com o tempo, que após a novidade passar... ele acabaria sentindo o peso da responsabilidade e todo aquele amor chegaria ao fim?


Porém, o amor verdadeiro pode mesmo chegar ao fim?



Ele estalou os dedos:
— As minhas partes.
— As suas partes? Ele riu-se:
— Quero saber onde raio é que elas estão.
Uma expressão de travessura passou pelo rosto dela.
— Perdeu as suas partes e acha que sou eu quem as tem? A maioria dos vaqueiros que eu conheço guarda as suas partes com mais cuidado do que um banco.

Ryan atirou a cabeça para trás e soltou uma gargalhada. A tensão que lhe prendera os músculos do pescoço e dos ombros durante toda a manhã desaparecera milagrosamente.

— Espero que não tenha algum encontro fantástico para sábado à noite — acrescentou ela. — Um vaqueiro que não sabe das suas par tes pode dar por si numa situação muito embaraçosa.

Ele endireitou a aba do chapéu.

— Ora bem, minha querida, isso depende. O que é que você faz no sábado à noite?

Foi a vez de ela se rir. Um som rico e musical que o percorreu como uma vaga de calor.

— Costumo evitar vaqueiros que não sabem onde têm as respectivas partes.

— Se sair comigo, garanto-lhe que as encontro num instante.


- E foi assim que tudo começou. As tais partes são umas peças que o Ryan tinha encomendado e estavam atrasadas. Ele necessitava desesperadamente daquelas peças para consertar um equipamento e por isso estava furioso. Mas foi só olhar para a Bethany para que ele se esquecesse de toda a irritação...rsrsrs...


- Estou pensando aqui no que ainda posso contar do livro sem revelar demais. É uma história muito bem escrita, uma história que a autora não teve pressa para terminar e muita coisa acontece, mas não é justo contar para vocês tudo... Tenho que pensar no que ainda posso falar... Difícil...rsrsrs...


- Como vocês já sabem nossa mocinha é paraplégica e já adianto logo: nenhum milagre vai acontecer para fazê-la voltar a andar. Não contem com isso. No início do livro a autora é clara ao falar que deseja mostrar algo diferente nesse romance. Ela disse que já tinha lido vários romances com mocinhos e mocinhas perfeitos fisicamente... e embora não tivesse nada contra isso, queria escrever um romance onde pudesse mostrar que uma pessoa com limitações físicas, deficiências também pode encontrar o amor e ser a protagonista de uma história de amor. Deficiência não é crime. E não são só as pessoas "perfeitas" fisicamente que merecem ser felizes, certo? Catherine Anderson quis mostrar isso para nós e eu adorei. Me apeguei muito a Bethany e não só por ela ter sofrido tanto na vida injustamente, mas sim também porque ela é uma pessoa maravilhosa. Adorei essa mocinha. Sua força, sua coragem... porque é necessário ter muita força e muita coragem para seguir em frente depois de tantos golpes. Tem que ter coragem para sofrer sozinho, sabiam? Bethany queria poupar as pessoas que amava e aguentou toda sua dor sozinha... é preciso ter coragem para isso, pois tudo que mais queremos quando estamos sofrendo é consolo... é nos jogarmos nos braços de alguém que amamos e ouvir que tudo vai passar. Não sei como ela suportou... Não sei como ela suportou fingir tanto. E fiquei muito, muito feliz pelo Ryan ter sido o escolhido de Deus, do destino, da vida para a Bethany. Ele é tão sensível... Tão homem de verdade, sabe? Aquele tipo de pessoa que consegue ver além das palavras, que consegue sentir a dor das outras pessoas, das pessoas que ele amava. Com o Ryan não adiantava a Bethany dizer que estava tudo bem... que ela não estava sofrendo, que ela entenderia se ele não pudesse isso ou aquilo... Com ele não adiantava ela forçar uma risada. Ele percebeu que muitos dos sorrisos dela apareciam quando tudo que ela mais queria era chorar. Ele via além do que ela queria mostrar. Ele foi feito sob medida para ela. Se alguém merecia um homem como o Ryan, esse alguém sempre foi a Bethany.



— Querida, não. Ouve-me. Estás-me a ouvir?

Ela gemeu e quase se engasgou, tentando conter os soluços.

— Eu amo-te! — disse ele com ferocidade. — Se não pudermos ter filhos, adoptamos.

— Não é a m-mesma coisa! Não para um homem. E posso não ser aprovada. Tu devias ter uma família. Nasceste para ser pai. Bastou-me ver-te com o T-bone para saber isso. Tens tanto amor para dar.
— Querida, nós vamos ter uma família. Queres uma dúzia de filhos? Muito bem. Podemos recorrer a uma agenda privada. Já comecei a sondar para saber quais são as de confiança. E quem é que disse que não era a mesma coisa? Sou capaz de amar filhos adoptados tanto como se fossem meus.

— Dizes isso agora. O que é que vais sentir quando fores mais velho?

— Exactamente o mesmo. Se não posso ter filhos contigo, não os quero ter com mais ninguém. Posso ser um pai solteiro e adoptar sem ti, mas nunca haverá outra mulher. Tu és a tal.

— Isso é um disparate. Não estás a falar a sério.

— Oh, mas estou. — Ryan virou a cara contra o cabelo dela. — Estou a ser sincero, Bethany. Do fundo do coração.

— Mesmo que eu não te possa dar bom sexo?

— Só o saberemos depois de experimentarmos. Talvez seja fantástico, talvez não. Havemos de encontrar uma forma, alguma coisa que nos dê prazer a ambos.

— E por que motivo havias tu de te contentar com isso?

— Contentar? Bethany, eu amo-te. Fui até ao fim de um monte de becos sem saída, à tua procura. Nenhuma dessas mulheres teve algum significado para mim. Só tu. Não estou a contentar-me, que raio. Se eu pudesse ter qualquer mulher no mundo, escolhia-te a ti.

— Não ouviste nada do que eu disse? As pessoas como eu tem uma vida emprestada. Riscos de saúde, coisas que não podemos evitar! Pode aparecer-me um coágulo para a semana e eu morro. E lá ficavas tu, com uma dúzia de filhos adoptados e sem mulher para te ajudar a criá-los. NÃO! EU não era capaz de te fazer uma coisa dessas. Não!

Ryan apertou-a contra si, receando perdê-la se a largasse.

— Bem, então, fica comigo até para a semana, pelo menos — murmurou ele com a voz entrecortada. — Deixa-me ter esses sete dias. Talvez tenha sorte e haja mais uma semana depois dessa, e outra ainda. Deixa-me ter o que for possível. Fica comigo enquanto puderes. Eu deixo-te partir quando Deus te levar e fico agradecido por todos os segundos que Ele me der, mas não te posso deixar partir assim.


- Terminei de ler esse livro ainda no domingo. Faltava exatamente um minuto para segunda-feira quando li a última linha do livro e ainda hoje consigo me emocionar com essa cena. As coisas que o Ryan fez pela Bethany, toda a paciência, todas as mudanças que provocou no rancho para que ela pudesse se locomover por lá. Ele preparou tudo para que ela pudese circular livremente pela casa e por toda a propriedade. Pensou na possibilidade de adotar filhos, pois embora quisesse ser pai, ele só queria filhos se fosse com ela. Como ele disse, ela era a tal, a escolhida. A mulher que ele estava esperando. Mas não pensem que ele não teve medo. Claro que teve. É humano e como todo humano também tem medo. Quando percebeu, na primeira vez em que a viu, que ela era paraplégica ele sentiu vontade de fugir. Não. Ela não podia ser para ele. A sua mulher ideal era paraplégica?! Alguém que sempre dependeria mais dele do que qualquer outra mulher?! Alguém também imperfeita para ser esposa de um rancheiro?!


— Amo-te. Não podes alterar isso, Bethany. Não há nada a fazer. E se fugires de mim, destróis a minha vida. És capaz de viver com esse peso na consciência?

- Um homem perfeito tanto no físico quanto no caráter. Uma mulher maravilhosa, boa e linda, porém prisioneira de uma cadeira de rodas. Será que uma relação entre os dois pode mesmo dar certo? Sim... só que para isso nosso casal terá que enfrentar alguns problemas. Os fantasmas do passado da mocinha são uns deles. Mas apenas uns... eles ainda terão que enfrentar outros problemas. E adianto que um deles é bastante angustiante. Do tipo de roubar seu fôlego e te deixar com os nervos à flor da pele. Eu fui pega de surpresa quando aquele momento chegou e fiquei muito nervosa. Parecia mentira que aquilo estava acontecendo... Bem... Mas não vou dizer o que é que acontece de tão angustiante, só posso dizer que você precisa se preparar bastante antes de ler aquela cena. Prepare o lenço também, é claro. Mas o lenço já tem que estar preparado bem antes, pois existem outras cenas dignas de lágrimas, tanto de tristeza como de alegria. Também não leia esse livro em lugares movimentados, pois além das cenas que nos fazem chorar, o livro é recheado de cenas engraçadas...rsrsrs... A autora nunca quis criar uma história pesada e acredito que foi por isso que ela criou personagens tão bem-humorados. Que conseguem rir deles mesmos, que falam coisas tão engraçadas...rsrs... Eu chorei com essa história, mas também ri muito. Foi uma leitura realmente deliciosa. E não é só o nosso casal protagonista que é maravilhoso. O Jake, irmão mais velho da nossa mocinha é um pedaço de mau caminho e participa bastante da história. As cenas nas quais ele aparece são sempre maravilhosas. Ele é parecido com o Ryan. Claro que não é tão perfeito como ele, mas chega próximo. Tenho certeza de que a mulher que o tiver como marido será muito sortuda. Só espero que ela seja digna dele. Os pais do Ryan também são outras pessoas incríveis. Me diverti muito com os comentários da mãe do nosso mocinho e achei fantástico o modo como o pai dele conquistou a mãe do Ryan...rsrsrsrs... Esses Kendrick realmente não dão a menor chance das suas queridas escaparem. Se eles as querem, eles as tem. E elas com certeza não necessitam reclamar. São sortudas demais.


E como não falar do Rafe? Ai, ai, ai... Eu também já o amo! rsrs... Não tanto quanto amo o Ryan, mas ele já conquistou meu coração. Jamais vou esquecer a conversa interessante que ele teve com o Ryan...kkkkkkk... O que ele falou sobre a relação dele com a Maggie me divertiu demais...rsrsrs... Mas também não esquecerei de como ele disse o que o Ryan precisava ouvir, mesmo que não quisesse ouvir, naquele momento... Quando o Ryan cismou em ser um idiota. Entendo o Ryan, como entendo a Bethany, mas achei que ele foi muito injusto durante aquelas semanas. Ela errou sim, mas custava tanto ele se colocar mais uma vez no lugar dela? Claro que ele acaba se colocando. É forçado pelo destino, mas eu gostaria que ele tivesse demorado menos tempo para fazer isso...rsrsrs... Meu Ryan é maravilhoso, mas como todo homem (mulher também, eu sei...rsrs... Tbm sou idiota algumas vezes), sabe ser um idiota às vezes. :)


- Além das cenas engraçadas, emocionantes e dignas de lágrimas. Há também algo interessante...rsrs... Jovens menores de 18 anos que também leem meu blog, prestem atenção! Como eu começo? rsrs... Bem... Não é aconselhável que vocês leiam esse livro, entendem? Sabem por quê? Ai, gente! Isso vai acabar provocando o efeito contrário. Bem... Esse livro é também bastante quente. Não chega a ser vulgar, mas eu não deixaria minha irmã ler. Não que eu conseguisse proibir se ela realmente quisesse ler. Mas com tantos livros que vocês podem ler, não acho muito aconselhável vocês lerem esse livro. Ele é lindo, lindo, lindo, não vou negar. Mas também é bastante adulto, compreendem? Espero que sim. Nenhuma cena é vulgar, é quente do tipo adulto (demais), mesmo assim as cenas são emocionantes, românticas e dignas até de lágrimas. Esse casal sabe tornar cada momento especial.


- Acredito que esse seja o livro mais quente que já li, mas eu amei cada cena, cada detalhe e até essas cenas. Na verdade, adorei essas cenas! Lindas! Quentes, mas belíssimas. E quando o Ryan chora.... Deus meu, a emoção toma conta da gente. Não dá para ficar indiferente, não dá para não sentir que aqueles dois se amam demais. E é por isso que essas cenas de amor são lindas... Exatamente por isso. Por terem amor. Não é algo só da carne, sabe? Não faziam sexo. Eles faziam amor. Isso tornava tudo perfeito. De fazer suspirar. Amei!


— Encará-la de uma forma racional foi a única maneira de não perder o juízo. Sabias que a ira é a emoção mais fácil de sentir para os seres humanos e, quando perdemos as nossas faculdades, é a última a desaparecer? É por isso que as pessoas com demência muitas vezes se tornam violentas, porque nas fases finais tudo o que lhes resta são sentimentos de raiva impulsivos. O sorriso de Bethany esbateu-se e ela olhou-o nos olhos. Já passei por lá, só conseguia sentir raiva. Não quero voltar a sentir-me assim. A amargura e a ira afectam todas as partes da nossa vida. Eu só quero ser feliz e tirar o máximo partido de tudo. Temos de aceitar e seguir em frente. Termos pena de nós próprios e procurarmos culpados apenas destrói o que restou.

- Como já sabem, eu recomendo e MUITO esse livro (exceto para quem é menor de idade). Essa história é muito linda e emocionante. Do tipo inesquecível. Jamais poderei esquecê-la. Já se tornou uma das minhas queridas. Amo esse livro com todo o meu coração!



- Uma observação não muito boa: o livro não foi publicado no Brasil. Nenhum livro dessa série foi. O bom é que vc pode lê-lo em português de Portugal. Não é difícil, gente. Eu achei muito bom ler em português de Portugal. Claro que tive dificuldades com as palavras desconhecidas, mas contei com a ajuda de duas pessoas que conhecem bem esse português (a Carlita que é portuguesa e a Mónica que já viveu durante um tempo em Portugal, adorou e adotou o país.).

"Algumas das maiores histórias de amor não tinham um final feliz simplesmente porque não tinham fim. Continuavam para sempre, até à eternidade."


Palavras da Carla e da Mónica sobre o livro:


Carla: "Eu conheci essa autora com o livro "Mais Perto do Céu" e, apesar de ter gostado dele, não achei um livro fantástico, em virtude tb de ter encontrado nele algumas falhas. Mas com esse a autora se redimiu totalmente. A história é maravilhosamente romântica, fala de amor incondicional, de superação, tem diálogos bastante engraçados e as famílias Coulter e Kendrick são duas famílias muito especiais. O mocinho, Ryan, é completamente indescritível. Não há palavras que o descrevam como ele merece. Não serei a primeira dizer isso mas ele me lembrou bastante o Patrick O' Casey de Lição de Ternura (Sandra Canfield).

Recomendo esse livro a todas as românticas de plantão. Não vão se arrepender!"



Mónica: "Nunca mais vou me esquecer desse livro e já sinto tanta saudade dessa família, desse casal. Uma mulher tão especial só poderia ter como companheiro um homem especial e o Ryan é isso e um pouco mais. Estou em estado de graça e suspirando. Foi um turbilhão de emoções do começo ao fim, risos e lágrimas caminharam lado a lado e em determinados momentos pensei que não aguentaria a avalanche de emoções, mas sobrevivi para recomendar o livro vivamente, tenho certeza que ninguém ficará indiferente a essa linda história de amor.  Dei ao livro 5 estrelas porque é o limite, mas pra mim uma constelação ainda não seria o bastante."


- Se deseja ouvir a música do casal do livro, clique AQUI. Ou AQUI


Informações da Carlita sobre a série:


Série Completa:



Série Kendrick/Coulter


1. Uma Luz na Escuridão
2. Amor à Primeira Vista
3. O Domador de Paixões
4. Mais Perto do Céu
5. Olhos Brilhantes
6. O Sol da Minha Vida


Falta publicar esses:

7. Summer Breeze (2006)
8. Sun Kissed (2007)
9. Morning Light (2008)
10. Star Bright (2009)
11. Early Dawn (2010)


Bjs!




Atualizado: 29/10/2011



- Tenho que pedir perdão por uma coisa. Este livro "Amor À Primeira Vista" além de ter sido escolhido para leitura de um ano de amizade entre eu, a Carlita e a Mónica, foi também indicação de duas amigas do blog: a Jaque e a Maria Quinto. Meninas, peço perdão por não ter dado os créditos antes. Só hoje eu dei uma olhada com atenção na lista de indicações e foi aí que percebi que vocês tinham me indicado este livro. Desculpem-me, ok? Prometo não esquecer mais...rsrs... Como vocês perceberam, eu amei este livro! Ele é lindo, emocionante e inesquecível. Obrigada pela indicação!


14 de setembro de 2011

Véu de Lágrimas - Emilie Rose


3º Livro da Trilogia Vale Tudo no Amor


Lucas havia supostamente morrido 11 anos antes, no dia de seu casamento com Nadia, em um acidente. Então, quem poderia ser aquele homem do lado de fora da cobertura dela em Dallas, afirmando ser o noivo que ela amara? E por que a alegria de Nadia ao descobrir que Lucas estava vivo subitamente se transformou em medo ao perceber a frieza em seu olhar? Afinal, no passado ele jurou amá-la e honrá-la. Mas sua nova promessa era de vingança.






Palavras de uma leitora...




"Querida leitora,


Às vezes somos postas a prova pela vida quando menos esperamos. Na época em que sugeri o tema deste romance, não imaginava o quanto a vida imitaria a arte e que eu vivenciaria as experiências de minha heroína de diversas maneiras. Mas as provas impostas pela vida podem não ser tão ruins assim. Cada desafio traz em si um crescimento, normalmente para a melhor, ainda que as etapas do processo sejam por vezes difíceis. Quando o mundo de Nadia vira pelo avesso, ela tem duas opções: desistir de tudo ou enfrentar a situação. E a escolha dela é a mesma que devemos fazer nos momentos de crise. Observar Nadia reconstruir-se e descobrir sua força interior foi inspirador para mim. Por isso, espero que se a vida te desafiar, você esteja à altura da ocasião.


Boa leitura!


Emilie Rose."






- Quando comecei a ler esse livro, não fiquei indiferente. Senti raiva. Da mocinha da história. Eu me perguntava se alguém poderia ser tão fútil quanto a Nadia. E quando fui avançando na leitura, comecei a me perguntar se a intenção do casal era me matar. Talvez, por algum motivo desconhecido, eles me odiassem. E aí, o livro sofreu alguns pequenos "acidentes"...rsrs... Para diminuir um pouco minha raiva, eu joguei o livro duas vezes no chão. Podem julgar uma atitude infantil. Mas eu tinha meus motivos. E ainda fui "generosa" já que minha vontade era lançar o livro na parede.


- Quem está acompanhando minhas resenhas sobre essa trilogia sabe que, pouco antes de morrer, o pai de Rand, Mitch e Nadia colocou alguns absurdos no seu testamento. Motivo? Já disse antes, mas não custa nada repetir: tentar se reconciliar com Deus, para garantir uma vaga no céu. Depois de ter feito até o impossível para destruir a vida dos seus filhos, ele achou que poderia consertar as coisas ao colocar aqueles absurdos no testamento e depois escrever algumas cartas que deveriam ser entregues aos filhos, depois que eles cumprissem as tarefas que o cretino do pai havia escolhido para cada um. E só para lembrar:


A obrigação do Rand, do livro Risco da Paixão, era assumir a presidência da empresa da família e voltar a contratar Tara, sua ex-amante, como assistente pessoal. Motivo? O pai dele queria consertar dois graves erros: infernizar a vida do filho quando ele ainda era criança e depois ter terminado de destruir o relacionamento dele com Tara, que havia sido pega saindo do quarto do pai de Rand por volta da meia-noite e com a aparência de alguém que havia acabado de fazer sexo.


A obrigação de Mitch era procurar o filho ilegítimo de um ano do pai e mantê-lo na mansão da família por um ano. Simples? Nem tanto já que a tia do menino, Carly Corbin, jamais aceitaria ficar longe do seu pequeno. Quem leu a resenha do livro Desejo Lavrado (o único livro que AMEI dessa trilogia) sabe que Carly não passou por pouca coisa na vida. E tudo que ela viveu a tornou uma pessoa mais forte, que não se deixaria ser humilhada mais uma vez. Carly dificulta muito a vida e os planos de Mitch.


E finalmente: a obrigação de Nadia era viver por um ano numa cobertura que o pai tinha em Dallas. Ela não poderia trabalhar, ter motorista particular, cozinheira, empregada e nem sair após a meia-noite. Ela teria que ficar em casa de meia-noite até às seis horas da manhã. Também não poderia fazer festas e ver as amigas fúteis que possuía. Além de tudo isso, ela teria que conseguir se manter com uma pensão de dois mil dólares. Algo que ela achou um absurdo, já que gastava muito mais do que aquilo num vestido de noite.


O que aconteceria se um deles falhasse? Simples. Todos perderiam toda a herança, que passaria para o maior inimigo do pai deles, pelo preço de um dólar. Tudo que eles tinham seria vendido por um dólar.


Os irmãos de Nadia não haviam falhado, mas ela poderia colocar tudo à perder...


- Bem... Resumi um pouco as coisas e acho que já expliquei um pouco porque desprezei a Nadia. Ela era fútil. Passava as noites fora com pessoas que só se importavam com o que vestiam e ainda por cima se embriagava, segundo o livro. Como se não bastasse, ela queria que os irmãos resolvessem todos os seus problemas. Se tinha uma dificuldade, corria para os irmãos para que eles resolvessem tudo por ela. Isso é o que o livro nos diz. Eu não podia gostar de uma pessoa que não se importava com nada e nem com ninguém. E que tudo que fazia pelos outros, era para seu próprio bem e não os dos outros. Nas primeiras 80 páginas, essa é a imagem que temos da Nadia. A imagem de alguém que não possuía conteúdo. Que era apenas capa. Mas será que vocês já sentiram que algo aconteceu e me fez passar a ver suas atitudes de uma forma totalmente diferente?! rsrs... Pois é. Mas aviso: A PARTIR DAQUI, TERÁ SPOILER. SE NÃO QUISER SABER MAIS DO QUE O NECESSÁRIO, NÃO CONTINUE LENDO ESSA RESENHA. DEPOIS NÃO DIGA QUE NÃO AVISEI!!! :)


- Eu acreditava que a Nadia sempre havia sido essa pessoa fútil. Que sempre foi uma pessoa mimada e egoísta. Só que... depois que ela reencontra seu marido, que estava supostamente morto, conhecemos quem realmente era a Nadia. E confesso: eu me senti muito mal. Porque, eu a pré-julguei, não procurei ver além das suas atitudes, mesmo já sabendo que ela havia perdido um filho, no mesmo acidente no qual acreditava ter perdido o marido. Eu conhecia sua infância desde o livro Risco da Paixão e não procurei enxergar o que a autora já tinha me mostrado: aquela imagem fútil era falsa. Uma tentativa de defesa. Uma tentativa desesperada de não procurar o caminho mais fácil. E quando me permiti ver além das aparências, me senti uma completa tola e até mesmo insensível. Reconheço que sou uma pessoa sensível até demais. Mas parece que eu tinha esquecido disso. E quando a Nadia disse algo para o Lucas, no momento que ela sentia que seu mundo desabava mais uma vez sobre a sua cabeça, eu senti vontade de chorar. Como pude ser tão cega?! Como pude não enxergar a dor dessa mocinha???!!! Não vou inventar desculpas para meu pré-julgamento, pois não existe. Admito meu erro. Eu, que sempre tento ver além das aparências, só enxerguei a capa da Nadia. Não fui em busca do seu conteúdo.




" - E por isso você acha que está se redimindo de todas as suas faltas? - A dor que ela exibia nos olhos despedaçou o coração de Lucas. - Naquele acidente, eu perdi tudo o que possuía de mais sagrado: o homem que eu amava, o nosso filho e a chance de engravidar outra vez. - Ela suspirou antes de prosseguir: - Um mês depois, eu descobri que minha mãe tinha tirado a própria vida, em vez de ficar ao meu lado e me amar. Ela me abandonou como se eu não representasse nada na vida dela. Da mesma forma que você. Por isso, eu lhe digo que já perdi tudo o que eu tinha de maior importância. Coisas que o dinheiro não pode comprar. Por isso, não venha me falar de jogo ou de luta. Eu sobrevivi e lutei. E não fiz outra coisa a não ser seguir o jogo da vida. Porque eu precisava fazer isso ou acabaria como a minha mãe. E, acredite, houve dias em que eu considerei que a morte seria minha melhor opção. Eu achava que não tinha mais nenhum motivo para viver. - Ela deu um sorriso amargo. - Talvez o fato de saber que eu passei 11 anos desejando ter morrido com você naquele carro não signifique muito para a sua consciência. Você me perguntou por que eu não prossegui com os estudos de moda, como eu desejava. Agora eu vou lhe contar a verdadeira razão. Eu pouco me importava com a faculdade que estivesse cursando, porque eu não tinha intenção de me graduar. Passava a maior parte do tempo tentando encontrar coragem suficiente para acabar com a minha vida."


- Talvez muitos digam que suicídio, ou pensar em suicídio, é coisa de alguém que não tem coragem de lutar pela vida. Que é fraco. Bem... eu não discordo, mas também não concordo. Odeio Romeu e Julieta, porque ambos se suicidaram. Não posso considerar aquilo uma história de amor, pois além disso o livro ainda é muito fraco e os personagens não pareciam se amar tanto assim (opinião totalmente pessoal). Porém, nenhum de nós tem o direito de julgar alguém que cometeu um suicídio ou pensou em cometer. Pois somente quem passa por uma determinada situação, sabe o que sentiu ao passar por ela. Se não passamos por algo não podemos dizer que agiríamos de forma diferente. E também, o que você pode suportar não significa que outra pessoa pode suportar também. Ninguém é igual. Não é uma lição que eu aprendi ao ler o livro. Eu já tinha aprendido isso com a própria vida, mas parece que eu sofri uma amnésia temporária. Enfim... Não estou dizendo que você tem que concordar com, aceitar, a atitude de alguém. É só que... não temos direito de julgar ninguém. Falar é fácil, não? Mas, na prática, as coisas não acontecem bem assim....




- O que você faria se sua vida virasse pelo avesso? Todos nós temos coisas, ou pessoas, que são importantes para nós. O que você faria se as perdesse? Nadia perdeu tudo que tinha de mais precioso na vida. Era o dia do seu casamento. Um dia que deveria ser de imensa felicidade, mas acabou se transformando num dia marcado pela tragédia. Por causa de um descuido, ela acabou distraindo o marido, Lucas Stone, enquanto ele dirigia o carro. E acabou assim, provocando um terrível acidente. Nadia ficou seriamente ferida e entrou em coma. Quando acordou, descobriu que não tinha mais uma vida. Tudo não passava de um vazio... pois ela havia perdido o homem que amava, o filho que esperava e a possiblidade de voltar a engravidar. Como tinha sofrido uma hemorragia, e não parava de sangrar, os médicos se viram obrigados a lhe tirar o útero, roubando assim seu maior sonho... que era ser mãe. Nadia não quis mais viver e pensou seriamente em terminar de uma vez por todas com sua vida. Mas lhe faltou coragem e ela resolveu passar a fugir das lembranças.


Durante o dia, ela se matava de trabalhar. E a noite, saía com amigas que estavam mais preocupadas com a aparência do que com a amizade dela. Mas isso era bom. Pois tudo que Nadia queria era não sentir nada. Era sobreviver até o dia que Deus resolvesse levá-la. Até o dia que Ele decidisse que ela já tinha sofrido demais e era hora de partir. Nadia passou a viver com uma "máscara" em seu rosto. Escondendo quem ela realmente era. Bebeu, se feriu assim, e passou a brincar com os homens. Usá-los e depois jogar fora. Aquela não era mais ela... Mas ela não se importava, pois ser ela machucava demais. Ela queria fugir da dor. Mas quando seu pai morreu e ordenou aquilo no testamento, Nadia teve a oportunidade de corrigir seus erros e voltar a ser quem realmente era. Além disso, ela também teve a oportunidade de ser tornar uma pessoa melhor. E fico feliz por ela não ter desperdiçado essa segunda chance.


- Falando do Lucas agora... Antes de dizer qualquer coisa: eu o entendo, mas não perdoo. Aprendi a perdoar na vida real, mas quando leio um livro as coisas são funcionam bem assim...rsrs... Não senti necessidade e nem vontade de perdoar o Lucas. Realmente entendo que ele estava preocupado com o futuro da família dele. Mas Nadia também era sua família e ele não pensou nela. Aceitou os dois milhões de dólares que o pai dela lhe deu para que ele não procurasse por ela (eles já eram casados) e seguiu com sua vida, como se ela e o filho que ambos perderam, jamais tivessem existido. Posso entender o amor que ele sentia pela família e que ele se sentiu dividido, mas não posso perdoar sua escolha. Ele a abandonou. Deixou ela enfrentar aquela dor terrível sozinha. Ele foi cruel e ambicioso. Um traidor. Ele escolheu o caminho mais fácil. Simples assim. Em vez de lutar com suas próprias forças, possibilidades, ele preferiu usar o dinheiro que o pai da Nadia o ofereceu. Ele a trocou por dinheiro. E apesar dele ter "consertado" seu erro no final, eu não posso perdoá-lo. Tenho que ser sincera. Confessei que errei ao pré-julgar a Nadia, mas quanto ao Lucas... vocês podem até achar que ele não tinha opção, mas eu penso diferente e acredito que se lesse esse livro novamente, teria a mesma opinião. Ele tinha opção sim. Mesmo que passasse por dificuldades. Ele tinha a opção de manter a dignidade e lutar pelo amor deles. Tinha que pelo menos ter dado a Nadia a opção de escolher ficar ao lado dele diante das dificuldades ou não. Aí sim eu poderia entendê-lo. Mas ele foi covarde. Jogou o amor dela fora como se não fosse importante. Acreditou na palavra de um homem que o odiava e faria qualquer coisa para vê-lo longe da Nadia. Ele sequer foi atrás dela para saber se ela estava realmente bem. Não. Ele lhe virou as costas e jamais voltou atrás. O reencontro não é provocado por ele. Por algum tipo de arrependimento da parte dele. Quem provoca o reencontro é o cretino do pai da Nadia, 11 anos depois da separação. Enfim...


- Enfim... É isso. E quantas estrelas o livro vai receber? Três. Apesar da história até ser boa, não é um livro que eu lerei de novo. Não tenho a menor intenção de voltar a ler esse livro...rsrs... Eu acabei gostando da Nadia, depois de ter passado a ver além das aparências. Mas não gostei do Lucas e não vi além da aparência dele, pois ele não tem nada além...rsrsrs... Eu não o suporto. Fato. E não enxerguei amor da parte dele. Foi muito fácil ele se aproveitar do amor da Nadia. E seria até uma espécie de vingança. Um prêmio que ele não merecia. E a atitude dele no final não me comoveu nem um pouquinho sequer. Ah, fala sério! Fazer aquilo foi fácil demais. Ele mesmo disse que estando casados, tudo que era de um... era de outro. Então, ele não abriu mão de nada. Sabia que comoveria a Nadia... Não saiu perdendo. Continuou possuindo aquilo do que, supostamente, abriu mão. Para mim, ele não passa de uma capa. Não tem conteúdo. É ambicioso e falso.


- A parte mais linda desse livro para mim... é aquela na qual passa o casamento do meu casal querido...rsrs... Carly e Mitch. Fiquei muito feliz porque a autora fez questão de mostrar o casamento deles. Eu me emocionei de novo! rsrs... O único livro, dessa trilogia, que eu realmente amei e mexeu com minhas emoções, foi Desejo Lavrado. E ele é o único livro dessa trilogia que eu recomendo. Você não perderá nada se não ler Risco da Paixão e Véu de Lágrimas...rsrs...



Faz parte da trilogia:




Risco da Paixão
Desejo Lavrado
Véu de Lágrimas


Bjs e até a próxima!

25 de julho de 2011

Um Reino de Sonhos - Judith McNaught



1º Livro da Série Westmoreland


O destino não poderia ter traçado um futuro pior para as duas moças da nobreza escocesa. Pior do que serem raptadas por um temível guerreiro inglês, foi descobrir que o inglês é um homem sucinto e amigável. Quando uma delas fica doente, ele permite libertá-la em troca dos favores da outra, Jennifer. Ela não tem dúvida em sacrificar sua honra para salvar a vida de sua irmã. Indevidamente, entre Jennifer e o implacável guerreiro surge um intenso amor alheio ao combate entre seus respectivos clãs. Mas a vida pedirá um acerto de conta aos irrefletidos amantes.






Palavras de uma leitora...



"- No que pensava enquanto olhava pela janela?

- Eu... não estava pensando. - respondeu ela, ruborizando.
- O que fazia então? - perguntou Royce, em tom de curiosidade.
Ela esboçou um sorriso melancólico e voltou a cabeça para a janela.
- Estava... falando com Deus - respondeu. - Tenho esse costume.
Assombrado, Royce perguntou:
- De verdade? E o que ele te disse?
- Acredito que me disse: "De nada"
- Por quê? - perguntou ele com um sorriso.
Jenny o olhou nos olhos e respondeu com solenidade:
- Por você."

 
- E, acreditem, Jenny tinha motivos para agradecer. Embora eu adore essa mocinha e ache que ela mereceu muito o homem que Deus lhe deu... Deus teve muita misericórdia dela e foi bem bonzinho, viu! Pois ela rejeitou teimosamente seu presente...rsrs... Várias vezes. Ela não queria e chegou até a implorar a Deus que não permitisse que ela se casasse com "aquele homem" (Royce)...rsrs... Querem ver? Acompanhem algumas das suas orações e também as respostas de Deus:



"Senhor, se fores fazer algo para deter este matrimônio, terá que fazê-lo já, pois dentro de cinco minutos será muito tarde. Certamente mereço algo melhor que este matrimônio à força com um homem que me roubou a virgindade. Sabe que não a entreguei voluntariamente."


- Pausa para eu falar, gente! rsrsrs... Acreditam que ela pensou que mentindo para Deus conseguiria que ele tivesse piedade dela e impedisse o casamento??? Pois é, já que essa afirmação de que não entregou voluntariamente não é tão verdadeira. É uma verdade pela metade, entendem? Mas vamos continuar... Ela estava desesperada!



"Por acaso não tentei lhe servir sempre muito bem? Não lhe obedeci sempre?"


"Nem sempre, Jennifer - ressonou a voz de Deus em sua mente."


"Bem, quase sempre. Assisti a missa todo dia, exceto quando estive doente, coisa que acontecia muito poucas vezes. E rezava minhas orações toda manhã e toda noite. Bom, quase toda noite, exceto quando dormia antes de terminá-la. E fazia um verdadeiro esforço para ser tudo o que as boas irmãs da abadia desejavam que fosse. Sabe muito bem o quanto tentei! Senhor, se me ajudar a escapar disto jamais voltarei a ser caprichosa e impulsiva."


"Isso eu não acredito, Jennifer - ressonou em tom de dúvida a voz do Senhor."


"Sinceramente, eu juro, Senhor - replicou ela com toda seriedade, tentando chegar a um acordo. - Faria tudo o que desejasse. Retornaria diretamente à abadia, dedicaria toda minha vida à oração e..."
 
 
- Nesse momento ela ouve que o contrato matrimonial foi assinado e interrompe a oração por alguns segundos...rsrsrs... É hora do sarcedote ser chamado. Ela ainda não desistiu. Acredita que pode entrar em um acordo com Deus e conseguir que ele envie um anjo para salvá-la. Acham que ela tem motivos para temer se casar com o Lobo Negro? Eu acho que não e daqui a pouco explico porquê. Vamos ler o trecho no qual ela perde as esperanças.



"Meu Deus, por que me faz isto? Não vai permitir que isto aconteça, não é verdade?"


"Sim, Jennifer, permitirei."

 
 
- Como podem ver, não adiantou ela orar. Deus não estava disposto a aceitar que ela rejeitasse seu tão generoso presente, embora no momento ela considerasse uma maldição. Mas será que eles se casam? Bem, sim, mas antes disso muita coisa acontece e... depois também, é claro. Principalmente, por culpa da mocinha. Enfim... Eu perguntei se vocês achavam que ela tinha motivos para ter medo de se casar com o Lobo Negro. E também disse que eu achava que ela não tinha motivos para ter medo e falei que iria dizer porquê. Bem... Por que teria? Ela simplesmente iria se casar com o inimigo da sua família, que havia matado o demônio do seu irmão e desejava matar o seu pai também. Nada demais, certo? Além disso ele era simplesmente o homem mais temido em toda Escócia e até mesmo na Inglaterra. Também conhecido como o próprio demônio e por torturar, matar suas vítimas e beber o sangue delas depois. Não. Ele não era vampiro, mas parecia ter uma queda especial por sangue. É motivo para ela ter medo? Claro que não! Ah! Eu esqueci de dizer que ele a havia sequestrado e ela havia feito esse mesmo homem, seu futuro marido, o Lobo Negro bebedor de sangue, de bobo ao conseguir fugir dele e ainda feri-lo com sua própria adaga. Ela realmente não tinha nenhum motivo para ter medo desse casamento. Principalmente porque o Lobo, amavelmente, lhe dirigiu um olhar de ódio durante a cerimônia....rsrsrs... Ainda não consigo entender o motivo dela ter ficado tão aflita, desesperada e ter tido uma conversa tão interessante com Deus...rsrs... Qualquer uma no lugar dela teria feito outra coisa: cometido suicídio.



- Bem... Antes de continuar, vou fazer um pequeno resumo da história. Prometo, tentar não revelar demais.




Um pequeno resumo:

Tudo que ela queria era um reino de sonhos...

 
Jennifer não teve uma infância exatamente feliz, mas ela só descobriu o que era sofrer quando seu pai voltou a se casar. A nova esposa do seu pai já tinha quatro filhos quando eles se casaram e dois deles não passavam de demônios disfarçados de gente. Alexander, o mais velho, mesmo sabendo que herdaria aquilo que era de Jenny por direito e assumiria o clã que era dela, estava disposto a fazer com que todos lhe virassem as costas. E agiu sem a menor piedade.


Ele começou a levantar calúnias contra ela até o ponto de acusá-la de matar a melhor amiga, afogada.


Ferida pela acusação cruel e injusta e vendo aqueles que um dia a amaram, seu povo, lhe olhando com desprezo e sequer lhe dirigindo mais a palavra, Jenny não pensou nas consequências e resolveu desafiar o infeliz para uma justa no campo de honra. Mesmo com a negação de Alexander, ela resolveu brigar com ele no campo, nem que fosse disfarçada de homem e conseguiu derrotá-lo... Mas pagou um alto preço...


Seu pai, ao ver o enteado e todo seu povo humilhado pela atitude de Jennifer, decidiu trancafiá-la num convento por tempo indeterminado.


Mesmo ferida com a atitude do pai, Jennifer, que o amava e não enxergava seu verdadeiro caráter, resolveu aceitar humildemente seu destino, acreditando que um dia seu pai lhe tiraria daquele lugar, e passou a fazer o possível para se tornar a filha perfeita...


Dois anos se passaram e finalmente seu pai voltou a procurá-la, disposto a tirá-la daquele lugar... se ela aceitasse trocar aquela prisão por um casamento de conveniência. O que Jennifer, para agradá-lo, aceitou.


Porém, naquele mesmo dia, atormentada pelo futuro terrível que a esperava ao lado de um homem que ela odiava e tinha idade para ser seu pai, Jennifer não sentiu vontade de voltar para os muros da abadia e sua irmã, vendo seu desespero, resolveu levá-la para dar um passeio... E foi assim que o destino deles se cruzou... para sempre.


Royce Westmoreland estava cansado daquela vida. Cansado de tantas batalhas, tanto sangue, dor e mortes. O terrível Lobo Negro só queria um pouco de paz e distância daquele cenário sangrento. Ele já havia falado com Henrique, o rei da Inglaterra, que iria parar. Mas antes disso precisava enfrentar uma última batalha... contra o clã Merrick, da Escócia, o clã de Jennifer.


Naquela época, Escócia e Inglaterra estavam em guerra e o clã Merrick era um dos clãs inimigos mais poderosos... Porém, não o suficiente para derrrotar o Lobo Negro. E Royce sequer precisava lutar muito para derrotá-los. Somente a lenda que cercava seu nome e sua vida era suficiente para aterrorizar seus inimigos e fazê-los serem derrotados antes mesmo que o Lobo os atacasse. Mas Royce não queria mais guerra, tinha nojo daquelas batalhas e o medo das pessoas o feria, embora ele não deixasse transparecer e foi quase com alívio, que ele aceitou a solução que seu irmão arranjou para evitar aquela última batalha: o sequestro das filhas do chefe do clã Merrick.


E foi assim que o encontro eletrizante entre Jennifer e Royce aconteceu... Um encontro inusitado, marcado por ódio, vingança e desespero... Eles são inimigos e se odeiam, mas contra toda a sua vontade, algo mais profundo, mais forte do que qualquer ódio ou vingança, começa a nascer entre eles... Algo forte demais... Mais forte do que o terrível Lobo Negro. Algo contra o que Royce não poderá lutar...


Ninguém é forte suficiente para lutar contra o amor... E ele não é a exceção. Ambos pediram, mesmo que inconscientemente, um motivo para viver, uma esperança, uma nova vida... E Deus resolveu lhes dar um presente. Um presente que eles recusarão no início, um presente que lhes causará mais dor do que eles um dia puderam sentir. Algo que irá machucar muito, mas a única coisa que eles precisam para ser feliz...


A vida inteira Jenny desejou um reino de sonhos, desejou ser amada pelo pai e pelo povo que ela, por direito, deveria governar... Deus não lhe dará exatamente o que ela pediu... O que ele reservou para ela é muito mais do que ela poderia imaginar... Mas tudo na vida tem um preço e para ser feliz Jenny terá que abrir mão de algo que lhe é muito importante... Ela terá que escolher entre a felicidade ao lado de Royce ou a lealdade para com seu povo, sua família. Não será uma escolha fácil e ela correrá o risco de destruir com as próprias mãos toda a possibilidade de ser feliz.


A vida de Royce, do homem que ela ama e odeia ao mesmo tempo, será colocada em suas mãos. A vida ou a morte dele dependerá de sua escolha...

 
- Bem... Acho que nenhum livro que eu venha a ler da autora poderá ser tão lindo, tão emocionante quanto o livro Alguém Para Amar. Aquele livro é único, especial demais e é até pecado comparar algum livro com ele. Já viram declarações de amor tão lindas, profundas e tocantes como as que há naquele livro? Eu não estou lembrada de nenhuma que pode se comparar com aquela e no livro "Um Reino de Sonhos", também não existe nenhuma que possa ser comparada... Mas há algo diferente e tão tocante quanto, nesse livro... Atitudes. A prova de amor que ambos deram no final da história. Foi uma cena angustiante demais, emocionante e de partir o coração, mas foi uma declaração de amor sem necessidade de palavras. Ambos haviam errado e estavam pagando um alto preço por esses erros, mas se amavam e tentaram mostrar esse amor da forma que podiam, naquele momento. E foi lindo... Me fez lembrar da declaração de amor do casal do livro Alguém Para Amar. E os fãs daquele livro podem julgar que eu estou louca, mas a declaração de amor sem palavras de Jennifer e Royce foi tão linda quanto aquela. Foi única. Diferente, mas muito emocionante. Me emocionou tanto quanto as palavras de Elizabeth e Ian. Foi difícil controlar as emoções... Se eu não soubesse que os livros da autora sempre tem final feliz (pelo menos não ouvi falar de nenhum que não tenha) e que a Carla jamais me indicaria um livro com final infeliz, sem ao menos me avisar...rsrs... Eu teria entrado em desespero naquele momento. Royce provou a Jennifer que a amava de uma forma inesperada para todos aqueles que o conheciam. Sua prova de amor foi muito dolorosa tanto para ele quanto para nós leitoras... Mas foi linda. Linda demais. Eu consegui "vê-lo" daquela forma, ali, naquele lugar por ela... Fazendo aquilo por amá-la e implorar o seu perdão e o seu amor da única forma que podia. Ele havia cometido um erro, ao agir por impulso, um erro que os separou e acreditou que fazendo aquilo poderia ter seu perdão. Mas quais seriam as consequências? Do que adiantava receber o perdão se não pudesse desfrutar disso ao seu lado, ao lado da mulher que amava? Mas é isso que emociona mais... O Lobo Negro, temido por muitos, incapaz de sentir piedade por qualquer pessoa, estava fazendo o que ninguém podia imaginar... Sacrificando tudo. Absolutamente tudo por ela... pela mulher que ele amava.



Eu lembro claramente que comecei a gritar de incredulidade quando tudo aquilo começou. Antes mesmo do sacrifício do Royce, a atitude impulsiva da Jenny causou um grande abalo. Eu sabia que ela faria aquilo, como gosto de spoiler, a Carla praticamente me contou o que se passaria naquela cena... E mesmo assim eu não conseguia acreditar. Não senti raiva dela, pois no fundo a entendia pelo que tinha acontecido antes daquilo. Mas fiquei revoltada. Sua atitude feriu muito o Royce e como eu já o amava com todo o meu coração... também me feriu. Mas ela nos recompensa por aquele momento de estupidez. Ela recompensa o Royce, no último instante, por seu sacrifício em nome do amor que sentia por ela... Enfim... Não irei contar aqui o que é que cada um faz no final da história, mas posso dizer que, para mim, foi tão lindo, emocionante e tocante quanto as declarações de amor de Elizabeth e Ian.


- Bem... Acho que já perceberam que esse se tornou um dos meus livros preferidos, certo? rsrs... Eu A-M-O esse livro! Amo o Royce TDB e muito mais e também amo a Jennifer, pois ela também é maravilhosa. Esse é um daqueles livros que ninguém deveria deixar de ler e que eu achei perfeito. Até as cenas dramáticas acabaram por ter um objetivo no final das contas. Houve uma cena muito dolorosa que eu considerei desnecessária, mas que depois de ler a história e ficar pensando nela, acabei considerando que foi até essencial para causar aquele impacto emocionante no final. A autora precisava de um certo drama, um motivo forte para provocar a separação do casal. Algo que a gente não considerasse no final que não era motivo para o casal se separar e, consequentemente, não necessitaria da cena final... Ela precisava de algo muito forte e, como adorei aquela declaração de amor sem palavras, acabei achando que a cena que provocou aquilo foi sim necessária...rsrsrs... Amo quando um livro me provoca fortes emoções. Gosto de ser tocada pela história, sabe? E esse livro me tocou. Já sei que jamais poderei esquecê-lo.


- A história começa com o casamento do casal e as orações que Jennifer faz a Deus durante a cerimônia de casamento...rsrsrs... De início a gente não entende muito, mas aí a mocinha começa a se lembrar dos acontecimentos que a levaram a conhecê-lo e nós começamos a entender como tudo levou àquele casamento e o desespero dela...rsrs... O irmão mais novo de Royce, o tal Lobo Negro temido por todos, descobriu que as filhas do clã que Royce pretendia atacar, estavam vivendo numa abadia e aproveitou que elas faziam um passeio... e resolveu sequestrá-las e levá-las para Royce decidir o que faria com elas. E é aí que começa algo muito interessante nessa história: a comédia romântica...rsrs... Apesar de alguns momentos de profunda angústia, essa história é a mais divertida que eu já li da Judith. E eu adorei! O primeiro encontro deles não é, digamos, do mais agradável. A primeira coisa que nossa leoa, mais conhecida como Jenny, faz ao conhecê-lo é... agredi-lo e xingá-lo! rsrs... E foi isso que chamou a atenção de Royce para ela. Foi a admiração que fez ele ter interesse por ela e daí surgiu o amor proibido e impossível.

 
"No momento em que a capa caiu para trás, Jenny lançou um punho com toda a sua força contra o gigante escuro e demoníaco que se encontrava diante dela, golpeando-o no queixo.



Brenna desmaiou.


- Monstro - gritou Jenny. - Bárbaro! - dispôs-se a golpear de novo, mas uma mão enorme se fechou sobre seu punho obrigando-a a manter o braço no alto. - Diabos! - Falou sem deixar de lutar ao mesmo tempo em que dirigia uma potente pernada contra sua virilha. - Seguidor de Satanás! Violador de inoc...!


- Que demônios! - rugiu Royce Westmoreland. Adiantando-se, segurou à moça pela cintura e a levantou no ar, sutentando-a por um braço de distância. Foi um engano. A bota de Jenny o alcançou diretamente na entre perna."

 
- Como podem ver, não foi um começo fácil... E muito mais acontece. Jenny não o ama à primeira vista. Longe disso! Ela o odeia e tem medo dele, mas depois de algum tempo de convívio, ela passa a conhecê-lo e questionar todas as coisas horríveis que diziam sobre ele. Claro que ela sente na pele que para tudo há limites, mas descobre que ele não era o monstro que todos pensavam. Até porque, se fosse, ela não viveria para contar a história, já que ultrapassou o limite do tolerável várias vezes...rsrs... Há momentos de agressão física, mas nada muito grave. Não por parte do mocinho, pelo menos. As agressões mais violentas partiram da mocinha...rsrs... Ela chegou ao ponto de tentar matá-lo, o que só o fez se apaixonar ainda mais por ela. Vai entender...rsrs..



A noite de amor deles é uma das mais lindas que eu já li... O Royce é maravilhoso, terno, carinhoso, compreensivo. Embora tenha "forçado" a situação, naquele momento já dava para perceber o quanto ela lhe era importante. Ele a chantageou para fazê-la se render, mas a tratou como se ela fosse... sua vida, tudo que ele tinha de mais precioso. É linda, linda, linda! Uma das cenas mais belas do livro. Uma delas, pois existem várias outras. E como disse, há muita comédia nessa história. Até mesmo no dia que eles se casam...rsrsrs... Mas não irei contar o que acontece nas cenas engraçadas. Deixo vocês descobrirem. Mas além do casal mais maluco que eu tive o prazer de conhecer, existem outros dois personagens que nos fazem rir muito. A tia Elinor, que é a tia tagarela da mocinha. E o Arik, que é, digamos, o guardião do mocinho e que praticamente não fala. Não porque ele não possa falar. Ele simplesmente prefere ficar em silêncio e parecendo uma estátua. Imaginem o que pode acontecer quando Elinor passa a ter um certo interesse por aquele ser tão estranho...rsrs... Um mudo e uma tagarela. As cenas dela provocando-o nos rendem boas risadas. Enfim... Não irei contar a história toda, mas posso dizer que haverá alguns altos e baixos nesse livro, momentos de angústia, desespero, ódio, dor, mas também momentos que nos farão rir, se emocionar, chorar com eles... Há muitos momentos preciosos nesse livro. E esse casal é simplesmente perfeito! Feitos realmente um para o outro. E uma coisa que eu achei interessante: Royce não acreditava em Deus, ao contrário de Jenny, que até conversava com o Deus dela. E depois de passar por uma situação desesperadora, o Royce faz algo simples e que também me tocou. Não direi o que é, claro.

 
"Ela dirigiu um sorriso melancólico e em tom estranhamente triste, disse:



- Não se tratava de um reino real, com terras e castelos, mas sim de um reino de sonhos, um lugar onde as coisas fossem como eu desejava que fosse.


Uma lembrança longamente esquecida cruzou pela mente de Royce que, se inclinou sobre a balaustrada e olhou, imitando Jennifer, para as montanhas."


- É impossível não se apegar ao casal dessa história. Se nos colocarmos no lugar deles percebemos que eles estavam sofrendo muito e tentavam esconder isso. Mas quando eles se conhecem e passam a gostar um do outro, vão revelando pouco a pouco quem realmente são. Jennifer não era tão forte como tentava parecer, embora realmente fosse orgulhosa...rsrs.. E Royce... As pessoas diziam que ele era um monstro? Ele simplesmente não desmentia o que diziam e não deixava transparecer o quanto o medo das pessoas, incluindo as crianças e aqueles que dependiam de sua proteção, o magoava. Mas Jennifer, ela vê além das aparências e consegue enxergar sua alma. Sem dúvidas, ela era a mulher ideal para ele. Ela mudou sua vida. Completamente. Ela fez tudo ter sentido... Lendo o livro, vocês verão o quanto ela transformou a vida dele. E ele não foi egoísta... A recompensou por tudo, dando sentido para a vida dela também. Como disse, foram feitos um para o outro. Se completam.



- Enfim... Não tenho nada para criticar na história. Em nenhum momento senti vontade de abandonar o livro, pelo contrário, senti aquilo que sempre sinto quando leio um livro especial: saudade antes da hora. Antes mesmo do livro chegar ao fim, eu já estava sentindo saudade... De tudo, até dos momentos angustiantes. É um livro que com certeza lerei de novo! Eu recomendo a história. Para todos.


- Essa história me foi recomendada por duas leitoras. A Carla que vocês já conhecem e que é uma amiga muito querida e a Gisele Melo, que eu conheci no skoob e que também parece ser fã da Judith. Agradeço muito as duas! Adorei a história! Só estou com um pouco de medo da história da Whitney...rsrs... Parece ter uma espécie de Jason sem paciência na história da pobre Whitney. Mas como o Jason se tornou um dos meus queridos... rsrs...


- Bem... É isso! Até a próxima! :)
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