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27 de março de 2016

Doce Triunfo - Judith McNaught

(Título Original: Tender Triumph
Tradutor: Vitória Paranhos Mantovani
Editora: Best Seller
Edição de: 2000)


Numa sexta-feira, Katie conhece um homem belo, atraente, misterioso. Antes do domingo, suas vidas estariam irremediavelmente transformadas.

Cansado da ferocidade do mundo dos altos negócios, Ramon Galverra diverte-se ao ser tomado por um motorista de caminhão pela linda, independente e solitária Katie Connelly. Escondendo-lhe a condição de magnata, ele faz com que a garota se apaixone perdidamente, testando a sinceridade de seus sentimentos e sua capacidade de superar preconceitos. Um jogo de mão dupla, pois quanto mais envolve sua presa, mais seduzido, apaixonado e vulnerável torna-se Ramon. 

Sempre sustentando a farsa, ele convence Katie a acompanhá-lo a uma pequena fazenda em Porto Rico, onde a pede em casamento. Mas ela guarda um segredo, e da superação dos fantasmas de seu doloroso passado depende sua felicidade ou sua ruína. 


Palavras de uma leitora...


- Do ponto de vista da sinopse, meu resumo da história poderá conter spoilers. Porque a sinopse diz que a Katie guarda um segredo e faz com que isso pareça um dos pontos mais importantes da história, sendo que é algo que nos é revelado logo no início e apenas conhecemos mais detalhes depois. Na realidade, tal "segredo" é responsável pelas inseguranças e medos dela, mas de modo algum é um dos pontos fortes da história, uma vez que a autora sequer fez questão de escrever uma cena na qual existisse uma conversa entre a Katie e o Ramon sobre o assunto. Não me perguntem agora o que achei disso. Digo daqui a pouco.rs

Antes de continuar: como eu disse logo acima, o meu resumo (e também a resenha) da história terá spoiler. Porque tocarei no assunto do "segredo". E não. Não vou contar a história inteira. Tudo bem. Eu vou tentar não contar. 


Katie Connelly, uma jovem independente, bem-sucedida e admirada tanto pelos homens quanto pelas mulheres, sabia bem o que era estar no inferno. Um dia, não muito distante, havia cometido o erro de entregar o seu coração para alguém que parecia ter nascido para ela... que era perfeito, carismático, afetuoso, romântico... até ser contrariado. Durante o tempo de namoro e noivado, ela conheceu apenas o seu lado mais sedutor e irresistível. E mesmo sentindo que ele escondia alguma coisa dela... que a forma como se mostrava não passava de uma máscara, estava apaixonada demais para dar ouvidos ao que pressentia. E pagara um preço altíssimo por isso. As marcas de seu corpo já haviam desaparecido, mas as emocionais ainda se mantinham presentes, vivas e dolorosas. Nunca contara para ninguém tudo o que vivera nos seis meses que passara ao lado dele. E como se não bastasse todo o pesadelo que ele a obrigou a suportar, ainda tivera que vê-lo difamá-la sem piedade ao longo do tempo que durara o processo de divórcio. Sabia que era hora de seguir em frente... de deixar o passado para trás e reconstruir sua vida. David estava morto. Jamais voltaria a lhe machucar. Mas era difícil confiar outra vez, se entregar a alguém quando temia ver-se presa novamente a um casamento destrutivo. E quando aquele homem desconhecido e misterioso cruzara seu caminho e a defendera de um pretendente que não sabia escutar um "não" como resposta, Katie sentiu um medo que jamais havia sentido antes. Porque, ao olhar em seus olhos, percebeu que por ele seria capaz de arriscar tudo. E de entregar-se uma vez mais...

Ramon estava vivendo o pior pesadelo da sua vida. Dedicara-se de corpo e alma aos negócios do pai, entregando como garantia aos bancos até mesmo seus bens pessoais, transformando o que o pai começara num império e tornando-se um homem de negócios temido e respeitado mundialmente. Porém, mais do que a inveja de seus adversários, ele conquistara também a inveja de quem menos poderia esperar: de seu próprio pai. Alguém que o apunhalou pelas costas, tratando de tirar-lhe tudo o que ele um dia possuíra. Agora, seu pai não estava mais vivo e Ramon, após meses lutando, percebia que era hora de reconhecer que havia perdido. Que chegara o momento de desistir e declarar falência. Seu orgulho estava destruído e tudo o que ele queria era poder se refugiar na pequena casa onde um dia vivera, numa fazenda que ele não via há muitos anos... voltaria a sua terra natal e trataria de esquecer que um dia fora alguém e que se transformara em nada. Porém... ao conhecê-la... tudo perde importância. Já não lhe importava ter perdido o mundo se ao menos ele pudesse tê-la. Ainda que para isso ele tivesse que bagunçar toda a sua vida e convencê-la a abrir mão de tudo e partir com ele para Porto Rico. Poucos dias após conhecê-lo

Haveria espaço para o amor numa relação que começara do modo errado? E poderia o amor sobreviver às mentiras, enganos, manipulações e ameaças? 

- Por onde começo?!rs Nem sei. Estou mais do que acostumada com as histórias da minha querida Judith McNaught. Sei bem como seus mocinhos podem ser insuportáveis quando querem e fazer coisas para me tirar do sério e desejar matá-los. E uma vez que perdoei o Clayton, sou capaz de perdoar qualquer traste, digo, mocinho, controlador-possessivo-dominador-que-esqueceu-de-crescer que ela criar. Sério. Qualquer pessoa que tenha sobrevivido ao Clayton é capaz disso.kkkkkkk... E não. O Ramon não é tão irritante assim. Apenas chega perto.rs

- Juro para vocês que eu fui compreensiva e tolerante durante a história quase toda. Cada vez que ele fazia algo que esquentava meu sangue e me fazia respirar fundo, eu tentava justificá-lo, entender que ele tinha princípios, costumes diferentes dos da mocinha e que se ela estava disposta a abrir mão de sua maneira de ser por ele, tudo bem. Escolha dela. Eu deveria aceitar. Mas acontece que as coisas não são bem assim, gente.

- O Ramon foi um egoísta ao conhecer e se apaixonar pela Katie. Não nego nem por um instante que ele a amava. Fui perfeitamente capaz de perceber isso. Ele ficou perdidamente louco por ela, sentindo pela primeira vez uma ternura que jamais havia sentido por mulher alguma e no meio de toda a dor que vinha enfrentando, Katie era como um refúgio, um presente enviado quando ele mais necessitava. Quando estava ao seu lado, ele conseguia esquecer todos os problemas e sorrir novamente. Sim. Eu percebi tudo isso e meu coração se comoveu bastante com o amor que ele sentia por ela. Mas esse amor todo o fez pensar apenas em si mesmo, em suas necessidades, em seu desespero e em momento algum ele parou para pensar no que estava fazendo com a vida dela. 

- Desde o princípio ele mentiu. A fez acreditar que ele era um motorista de caminhão nas horas vagas e um fazendeiro em Porto Rico. Mas essa mentira não foi porque ele achou divertido a confusão dela, como a sinopse afirma. Nada disso. Ele mentiu porque se sentia um fracassado e não queria que a Katie soubesse que se deixara vencer, que era um derrotado. E, ao mesmo tempo que lhe escondia a verdade, tratava de exigir (Sim! Exigir.) que ela sempre fosse sincera, reagindo muito mal cada vez que percebia que ela não contava tudo. E não adiantava a Katie tentar se explicar, porque uma vez que começasse a fazer birra, ele não entendia de razão alguma. Me fazia mesmo pensar em crianças mimadas que se jogam no chão e fazem birra quando não conseguem o que querem. Com crianças tenho toda a paciência. Agora com adultos que se comportam assim nem um pouco. 

- Meus problemas com o Ramon surgiram logo no início, quando ele se apaixonou pela Katie, mas não adiou seus planos de viajar para Porto Rico. Num espaço de pouquíssimos dias, ele queria que ela não só sentisse por ele o mesmo amor que ele sentia, mas que também abrisse mão de toda sua vida, sua casa, sua carreira e viajasse com ele, para se casar e não ser mais do que sua esposa e a mãe dos seus filhos. E ai dela se pretendesse seguir trabalhando! Ele trataria de gritar e ameaçar até que ela sentisse medo o suficiente para voltar atrás. Ele seduziu e manipulou a Katie, fazendo-a tomar uma decisão que não queria. Ela não queria viajar com ele e largar tudo logo após conhecê-lo. Depois de todo o inferno que tinha vivido, tudo que ela queria era ir com calma, conhecê-lo e amá-lo aos poucos, tendo tempo para saber se realmente poderia construir um futuro ao seu lado, se estava pronta para isso. Mas ele não permite. Deixa claro que ou ela larga tudo e vai com ele, ou jamais voltariam a se ver. Nossa mocinha estava apaixonada e ele sabia disso. Por isso o cretino se aproveitava. Ele a amava? Sim. Mas era um amor egoísta. 

- Foram vários os momentos nos quais o machismo dele era evidente. Ele chegou ao ponto de mandar ela trocar de roupa e fazer com que ela se sentisse uma prostituta só porque estava vestindo um biquíni do qual ele não gostou. Ele ficou furioso porque tinha ciúmes dos outros homens e não queria que eles a vissem com aquele biquíni e por isso ele a fez se sentir uma vagabunda por estar vestindo-o. Ela teve que trocá-lo! Porque ele mandou. Não pediu, gente. Mandou! Vocês não têm ideia de como os meus pensamentos em relação a ele foram bonzinhos nesse momento... Mas a cena que me provocou grande impacto e um choque enorme foi quando ele teve uma discussão feia com a mocinha, após descobrir que ela escondeu algo (realmente insignificante) dele. Ele disse que se ela voltasse a mentir para ele, ele faria com que o ex-marido dela parecesse um santo perto dele. Nessa hora eu pensei que não estava lendo direito. Achei que de repente meus óculos estavam danificados e tive que reler a frase, acreditando de verdade que tinha lido mal. Meu coração se partiu pela mocinha que ficou tão apavorada que disse a verdade... levada pelo puro pânico que sentiu com as palavras dele. Não pude perdoar. Não me interessa que ele não soubesse detalhes do que tinha se passado entre ela e o ex-marido, ele sabia que o desgraçado a tinha agredido. E ao dizer que faria o outro parecer um santo perto dele, a ameaça de agressão fica mais que evidente. Uma agressão que seria pior que a do outro. Isso para mim foi a gota que fez o copo transbordar. Tudo o que aconteceu depois perdeu importância. Eu não o vi mais com os mesmos olhos. Não que eu acreditasse que ele fosse capaz de bater nela. Sei que ele não faria isso. Mas ele estava sempre ameaçando, pressionando, manipulando... fazendo a mocinha se sentir perdida e infeliz. E naquele momento... ela não teve medo dele só pelas lembranças do outro. Teve medo pelas atitudes dele próprio e não houve um só pedido de desculpas por cena tão desagradável. O comportamento do Ramon sempre foi muito machista.. As coisas tinham sempre que ser como ele queria. Ele anulava a personalidade da mocinha. Não houve um só instante, durante a história quase toda (antes do final) em que a Katie tivesse sido apenas feliz. Ela estava sempre insegura, confusa, porque o comportamento dele não lhe dava a segurança que ela precisava para confiar. E ele jamais tentou ser diferente! Ele sequer tentou. Isso para mim é demais. Nem que a história se passasse no século XIX! 

- Não desgostei do livro. Na verdade, foi uma leitura bem fácil, envolvente que nunca sequer pensei em abandonar. Me diverti em alguns momentos, torci pelo casal e justifiquei muito o Ramon, tratando de compreendê-lo e tendo esperanças de que ele acabaria por enxergar o medo que a Katie tinha dele e faria o possível para apagar o passado dela, para afastar aquelas lembranças tão dolorosas... mas isso não acontece. E fiquei decepcionada, não nego. Esperei demais do Ramon. Acreditei que a autora lhe daria a oportunidade de corrigir os erros que ele cometeu com a mocinha, imaginava que ele iria ajoelhar-se e pedir perdão por aquela maldita frase, jurando que tinham sido palavras da boca para fora e que ele não sabia o tipo de ameaça que estava fazendo, que preferia arrancar a própria mão antes de machucá-la e aí choraria com ela pelo passado dela... dizendo que gostaria que o traste do David estivesse vivo para que ele o matasse com suas próprias mãos... Mas tudo isso ficou só na minha imaginação mesmo.rs Quem conhece os livros da Judith sabe que seus mocinhos pedem perdão com paixão, se arrependem de verdade e protagonizam as cenas mais lindas e emocionantes de arrependimento. Até mesmo o Clayton!!!! Lembro que meu coração se partiu em vários pedaços quando ele deixou a Whitney ir... quando preferiu condenar-se a uma vida sem ela do que tê-la ao seu lado à força, depois da forma desprezível como a tinha tratado. Foi uma prova de amor que me deixou em prantos. E aí o Ramon sequer pede perdão. Cadê aquela carinha do WhatsApp para expressar como me senti em relação a ele?! Aquela em que o bonequinho fica olhando pro lado, com os lábios pra baixo. Expressa muito bem o que senti.rs

- A verdade é que esperei muito da história. Justamente por ser fã da autora e conhecer muito bem os seus livros. A história em si é muito boa, mesmo que o final deixe a desejar. Meu maior problema foi o mocinho. Não digo que não cheguei a amá-lo. Pelo contrário, começar a amá-lo foi fácil, fácil. Inevitável. Mas eu não estou cega (pelo menos, não tanto). Não deixei de ver os inúmeros defeitos dele só porque o amo. E não pude perdoá-lo pela forma como ele tratou a Katie e sobretudo aquela frase, aquela ameaça horrível. Enfim...

- Dei 4 estrelas ao livro no Skoob, mas considero a história digna apenas de 3 estrelas. O livro ganhou mais uma estrela pelo meu carinho pela autora, que faz com que eu tente ser mais compreensiva e entender os problemas mentais do mocinho. 

19 de maio de 2014

Desafio do Amor - Lynne Graham

(Título original: Flora's Defiance
Tradutora: Ligia Chabú
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)

2º Livro da Trilogia Gravidez Secreta

As mulheres se atropelavam para dizer “sim” a todos os desejos de Angelo van Zaal... e por isso a orgulhosa Flora Bennett o desafiou ao dizer “não” a seus planos! 

Afinal, ela estava decidida a adotar sua pequena sobrinha, apesar de Angelo estar certo de que teria a guarda da menina. E, ainda que estivesse bravo consigo mesmo por não resistir a Flora, ela o deixou ainda mais arredio por ignorar a atração evidente entre ambos. Para Angelo, deveria haver alguma maneira de fazer Flora obedecer a todos os seus desejos… e de fato havia - mas isso envolveria outra gravidez e mais bebês…



Palavras de uma leitora...


“ - Eu não sou linda – ela lhe disse, relutante em confiar nele ou em qualquer homem.
Angelo de repente sorriu, e o rosto bonito foi iluminado por um brilho que fez o coração dela disparar no momento em que ele abaixou-se ao seu lado na cama.
- Eu acho que você é, e só estou interessado em minha própria opinião.”
                                             
Depois de passar por um período bastante turbulento em sua vida, Flora tinha todos os motivos do mundo para não confiar mais em homem algum. Não tinha uma opinião muito boa sobre eles e decidira fazer todo o possível para mantê-los o mais longe de sua vida e de seu coração. Mesmo que no fundo seu coração e todo o seu ser ansiasse por amor e estivesse em guerra com ela desde que conhecera Angelo van Zaal, o dono dos olhos azuis que a hipnotizavam, do corpo que lhe tirava o fôlego e a fazia desejar mandar toda a prudência para o espaço… e de uma arrogância que a fazia pensar em atacar o objeto mais próximo (e pesado) em sua cabeça. Se todos os homens eram cretinos indignos de confiança, Angelo era o líder deles. Não existia ninguém que conseguisse tirá-la do sério com tanta facilidade como ele fazia. Não havia ninguém que a fizesse comportar-se como uma histérica e ao mesmo tempo a tornasse tão ciente do seu corpo e de suas vontades como ele. Mas Flora jurara que jamais se apaixonaria por alguém como Angelo. Porque não estava disposta a repetir a mesma história de sua mãe. Não queria ver-se presa a um relacionamento destrutivo, fadado ao fracasso desde o início. No entanto, seu coração tinha outros planos. E estava decidido a ignorá-la por completo.

“- A perspectiva de dormir com uma mulher pelo resto da vida o apavorava tanto como uma dose de veneno.”

Angelo não acreditava no amor. Jamais em sua vida havia se apaixonado e não acreditava que isso um dia fosse acontecer. Também não via com bons olhos o casamento e lhe dava pânico imaginar-se a vida inteira dormindo ao lado de uma mesma mulher. Era definitivamente o tipo de vida para a qual ele não havia nascido. Mas quando seu irmão e cunhada morrem em um terrível acidente, ele se vê, de um momento para o outro, com uma linda garotinha de nove meses sob sua responsabilidade e, de repente, já não importava mais o que ele desejava. Tudo passara a girar em torno da sua pequena sobrinha e do que pudesse ser melhor para ela. Algo que o faz rever seus planos para o futuro e coloca Flora, tia da menina, novamente em seu caminho. O que o desestabiliza, irrita e atormenta na mesma proporção em que desperta nele um sentimento que ele não admitiria nem para si mesmo. Um sentimento que vira seu mundo de ponta-cabeça e o faz perceber que tudo que ele tinha não era suficiente. Que no fundo, ele ansiava por mais. Pelo que Flora podia lhe dar. Com Flora a vida era sempre uma montanha-russa, com quedas bastante violentas e que muitas vezes o pegavam desprevenido. Mas, conforme o tempo passa e ela vai penetrando cada vez mais em seus dias (e pensamentos), Angelo começa a se perguntar o que faria quando ela partisse… E se seria possível convencê-la a ficar…


“Angelo suspirou lentamente.
- Que tipo de garantias você está pedindo?
- As óbvias: pare de agir como se você fosse duro como um tijolo! – gritou ela, com raiva. – Você sabe o que estou pedindo! Quão comprometido você estaria para tentar fazer este relacionamento dar certo?
- Eu não vou discutir os bons pontos de relacionamentos – declarou Angelo, fechando outra porta diante do rosto dela.
- Então, fim da conversa. Eu não vou me mudar para Amsterdã para viver com um homem tão imaturo que nem mesmo pode falar sobre o que quer e espera de mim ou de si mesmo!”


- Eu comecei a leitura desta história sem muita esperança.rs… Depois da decepção que tive com a história anterior, estava com um certo receio. Porém determinada a ler a trilogia até o final. O que se provou uma excelente decisão logo que li as primeiras páginas. Assim que iniciei a leitura pude ter certeza de que a Lynne Graham realmente estava num mau momento ao escrever Coração Rebelde. Porque Desafio do Amor é Lynne Graham no seu melhor estilo. E quando digo melhor… quero dizer uma história escrita à semelhança de A Promessa de Volakis (que é a melhor história que a LG já escreveu). A história de Angelo e Flora contém tudo o que o livro anterior não possuía. A paixão que passou há quilômetros de distância da história de Alejandro e Jemima se fez presente neste livro. Em nenhum momento deixei de acreditar no relacionamento que foi surgindo entre Flora e Angelo. A paixão que imediatamente tomou conta deles, assim que se reencontraram. A intensidade. A fúria que um despertava no outro. Se bem que para ser bem sincera, o Angelo era muito mais racional.rsrs… Ele não era de ficar fazendo cena. Mas a Flora… Fiquei até surpresa por não vê-la arremessar algo na cabeça dele. Creio que foi porque não tinha nada muito pesado por perto.rs…

- Flora não tivera o que se pudesse chamar de “infância”. Aquela havia sido a fase mais difícil e traumática de sua vida e se servira de algo, fora para ensiná-la a não confiar jamais em homem algum e lutar para ser independente. Para que jamais ficasse presa a um relacionamento destrutivo, por não ter condições financeiras para se libertar. Ela havia visto sua mãe destruir-se, dia após dia, diante das diversas traições de seu pai, que não ficava satisfeito apenas em ter alguns casos extraconjugais, mas tivera também a necessidade de formar uma nova família, enquanto ainda vivia com a esposa e a filha. Somente anos depois, quando seus pais finalmente se separaram, Flora viera a ter conhecimento de Julie, sua meio-irmã, apenas cinco anos mais nova que ela. Durante a vida inteira Julie tivera que suportar a constante ausência do pai e vê-lo com frequência fazendo compra com a esposa e a filha, e fazer de conta que ele não era seu pai. Fingir que não o conhecia. Quando ambas cresceram e Julie entrou para a faculdade, passou a morar no apartamento da irmã e assim as duas se aproximaram. Mas não o suficiente para que a menina confiasse na irmã e contasse o que de fato se passava com ela. Vivendo seu próprio pesadelo na época, Flora não conseguira perceber a tragédia que se anunciava. Quando finalmente soubera já era tarde demais. Já não havia tempo para salvar sua irmã. Ela já a havia perdido. E para sempre. O que lhe restaura havia sido as lembranças do curto tempo que passaram juntas, das afinidades, da oportunidade que se deram como irmãs. Mas, acima de tudo, lhe restaura Mariska. Sua pequena sobrinha que sobrevivera por um milagre. Que havia sido lançada para fora do carro, sofrendo nada mais que alguns arranhões. Sorte que os pais dela não tiveram…  

Determinada a levar sua sobrinha com ela para a Inglaterra, Flora viaja para a Holanda, mas ao chegar lá percebe que conseguir a guarda de Mariska não seria tão simples como ela pensava. Embora fosse a única parente de sangue que a pequena possuía, a influência de Angelo sob a menina, e todos que haviam acompanhado aquela história, era muito grande e ele possuía maiores chances de vencer nos tribunais do que ela. Além disso, Flora também percebe que a atração que sentira ao conhecer Angelo não passara como ela pensava que ocorreria. Apenas aumentara, ao ponto de ela perder qualquer possibilidade de pensar quando estava perto dele. Ele mexia com ela como homem algum jamais havia mexido. E transformava suas convicções em meras ilusões. Ela sabia que seria loucura acreditar nas promessas daqueles lindos olhos azuis. Que perder-se neles representaria de fato a sua perdição. Sabia que acabaria se machucando. Mas seu coração estava disposto a correr o risco. Talvez se ferisse. Talvez não conseguisse se recuperar das feridas provocadas por aquela paixão. Mas, ao menos uma vez na vida, ela devia dar-se ao direito de amar. Nem que fosse só por um momento.

“- Eu era totalmente independente, até que você entrou na minha vida e insistiu em interferir. Por que isso? Por que não me deixou em paz?
- Baixe seu tom de voz – ordenou Angelo.
- Não! – recusou Flora, sem hesitação, porque gritar com ele era uma forma de extravasar suas emoções, e isso estava lhe fazendo bem.”


- Uma das coisas que mais amei nesta história, é que tudo não surgiu à primeira vista. Nem da parte do Angelo e muito menos da parte da Flora. Eles não se apaixonaram logo que se conheceram. Eles se sentiram atraídos um pelo outro sim, mas não passava disso: atração física. Uma atração violenta, que os impedia de pensar em qualquer outra coisa que não fosse tirar a roupa um do outro o mais rápido possível, mas ainda não existia amor ali. O amor foi surgindo aos poucos e nenhum dos dois saberia dizer quando de fato toda aquela paixão foi se transformando em amor. Só perceberam que se amavam quando a separação se tornou a única alternativa e tal fato lhes provocou muito sofrimento. Só quando passaram a sofrer um pelo outro foi que se deram conta que ali existia amor. Que aquele sentimento doloroso, que os implorava para ignorar todas as mágoas e tentar novamente, se chamava amor. Quando eles mergulham naquele relacionamento é com muitas desconfianças e já prevendo o fim. Para ser mais sincera, eles sequer começam de fato um relacionamento. Eles próprios não saberiam nomear aquele “arranjo” que tinham.rs… Não é que o Angelo não desejasse assumir um relacionamento com a Flora (desde que fosse sem compromisso. Uma relação “aberta”, é claro), o problema estava no fato da nossa mocinha não desejar tal coisa. Por mais que quisesse o nosso mocinho, ela não o queria. Não queria se machucar. Não queria quebrar a cara como a mãe quebrara. Tinha verdadeiro pavor de relacionamentos, embora tivesse sido noiva anos antes. Lhe faltava confiança até para se entregar a um breve caso sem compromisso. Mas quando seu poder de resistência mostra-se insignificante e as coisas se complicam, nossa mocinha mostra que realmente é digna de ser considerada uma mocinha. E que sequer deveria ser uma mocinha da Lynne Graham, pois desde quando elas possuem tanta determinação em lutar pelo direito de se defenderem e de dizer “não” bem na cara dos mocinhos quando eles mereciam isso e muito mais? Flora, por mais vulnerável e perdida que se sentisse em certos momentos, não se deixa intimidar pelas circunstâncias e nem permite que o Angelo governe sua vida. Ela não lhe dá o poder de tomar decisões sérias por ela. Deixa claro desde o início quem é que mandava nela e que essa pessoa de modo algum era ele. Ela era dona do próprio nariz e jamais pedira para ele tentar interferir em sua vida, para começo de conversa. Em alguns momentos ela até relevava certas coisas, deixava o Angelo achar que estava no controle, mas quando ele começava a ficar muito engraçadinho ela puxava o freio e o fazia perceber que não… ela não estava em suas mãos. No momento em que ficar ao lado dele não fosse mais algo que lhe agradasse, ela simplesmente faria suas malas e voltaria para sua própria vida, sem olhar para trás. Por mais que isso a fizesse sofrer. Ela jamais se sujeitaria a um relacionamento sem confiança, onde tivesse que ouvir palavras ferinas e aceitar todo e qualquer comportamento do Angelo. E ele logo percebe que ela não estava de brincadeira. Que com ela seria tudo ou nada. Que se quisesse tê-la, teria que dançar ao som da música dela. E não é que o nosso mocinho começa a gostar bastante desse som? rsrs…


“ – Eu odeio você! – declarou Flora, esforçando-se para enunciar as palavras de rejeição que pareciam vir das profundezas de seu ser. – E estou indo embora.
Quando Flora foi em direção à porta, Angelo subitamente estava lá à sua frente, bloqueando-lhe a passagem.
- Eu não a deixarei partir…
- Eu não estou lhe dando uma escolha.
Olhos azuis a encararam com determinação. Ele deu um passo para mais perto, como se a desafiasse a insistir:
- Eu não permitirei isso!
- Não preciso de sua permissão para deixá-lo, Angelo! – declarou Flora com raiva. – Então, saia do meu caminho e pare de tentar me impedir!”

- Eu posso dizer, sem pensar duas vezes, que adorei esta história. Não é a melhor história da LG, mas chega bem perto. De uns tempos para cá a LG passou a criar mocinhos menos idiotas e mais racionais. Mais dispostos a ouvir o lado das mocinhas (mesmo que só fizessem isso depois de julgá-las e condená-las por seus supostos pecados), a deixar a mente aberta para outras versões dos fatos. O Angelo é assim. Inicialmente, ele me irritou muito por ter julgado a mocinha sem sequer parar para pensar que as coisas não poderiam ser bem como eram, ainda mais levando em conta que ele fazia parte do mundo dos negócios e sabia bem como as coisas funcionavam. Ele me irritou. Cheguei a ter vontade de gritar dentro do ouvido dele para ver se ele realmente tinha algum problema de audição ou era mera teimosia, mas depois, quando o medo de perder a mocinha se tornou grande demais, ele finalmente resolveu "pensar" e "ouvir". Sim. Foi sob pressão, mas pelo menos ele ouviu a mocinha e tentou ver as coisas pelo lado dela.rs... Uma coisa que me divertiu muito nesta história era o fato da mocinha estar quase sempre no controle da situação, por mais que o Angelo não gostasse de receber ordens, muito menos dela. Mas Flora tinha seu próprio jeitinho de fazer as coisas serem como ela queria.rsrs...

- Dei cinco estrelas ao livro porque apesar de ter uma ou duas coisinhas das quais não gostei muito na história, não é nada que a estrague ou tenha me impedido de amá-la. Eu simplesmente adorei o livro e estou ansiosa para ler o último livro da trilogia. :) O primeiro foi uma grande decepção, mas o segundo até me fez esquecer isso.rsrs... Já não me sinto mais com raiva da autora. Já a perdoei por seu "deslize".rsrs...


14 de maio de 2014

Coração Rebelde - Lynne Graham


(Título original: Naive Bride, Defiant Wife
Tradutora: Wilma Fernandes Mathias
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)

1º Livro da Trilogia Gravidez Secreta

Ela havia fugido… e seu marido queria vingança!

Alejandro Navarro Vasquez, o Conde de Olivares, desejava vingança havia muito tempo… Sua esposa o traíra de uma forma que, pelo código de honra espanhol, era imperdoável. Além do mais, o fim de seu casamento era uma verdade amarga que comprometia toda a vida de Alejandro. Mas finalmente chegara o momento em que sua sede de justiça poderia ser saciada. O detetive particular contratado por Alejandro conseguira apontar o paradeiro de Jemima… E, durante as investigações, descobriu que ela era mãe de uma criança de dois anos! Parecia evidente que se tratava de um resultado de sua vida devassa… Mas isso não seria um problema. Alejandro estava determinado a resolver suas pendências com a esposa fugitiva…


Palavras de uma leitora…


Um casamento apressado, pelos motivos errados. Uma gravidez não planejada. Falta de diálogo. Falta de compreensão. Uma sogra/mãe/madrasta infernal. São só alguns dos elementos que contribuem para o término tempestuoso do casamento entre Jemima e Alejandro.

Tudo que Jemima mais queria da vida era segurança. Encontrar alguém que lhe desse a segurança que ela nunca tinha encontrado na vida. E embora desejasse muito isso, não imaginava que de fato fosse um dia encontrar. Crescera num lar totalmente desequilibrado, vendo seu pai ir para a cadeia diversas vezes e agredir sua mãe toda vez que estava em casa, culpando-a por seus problemas. Sua mãe, para suportar as agressões e a vida infeliz da qual não conseguia se livrar, passava vinte e quatro horas do dia embriagada, negligenciando a única filha. Pouco se importando se a menina teria o que comer ou não.

Como se a vida já não fosse suficientemente difícil do jeito que era, Jemima acaba por perder a mãe ainda na adolescência, ficando totalmente nas mãos de um pai que estava sempre se aproveitando de cada oportunidade para conseguir dinheiro. E por que não utilizar sua bela filha para isso? O dinheiro seria muito mais fácil e menos arriscado. Pelo menos, para ele. Quando Jemima se nega a satisfazer as vontades do pai (trabalhando num “clube” noturno e levando o dinheiro para ele) ele a espanca e depois a expulsa de casa. Poucos anos se passam até que o caminho de Jemima e Alejandro se cruze, quando ela não sonhava mais com a segurança, com a vida que só podia imaginar e que parecia totalmente impossível para alguém como ela.

Embora o que Jemima inicialmente desejasse fosse segurança e não esperasse amor, acaba se apaixonando por Alejandro e por causa dos sofrimentos provocados por tal amor, ela decide abrir mão de tudo e ir para o mais longe possível dele. E assim… dois longos anos se passam até que Alejandro consiga encontrar a esposa fugitiva, dizendo para si mesmo que tudo que deseja é vê-la para discutir o divórcio e pôr um ponto final numa história que nunca deveria ter sequer começado.


- Vocês devem estar pensando neste exato instante: “Mas que resenha é essa?! Que resenha mais fraca e fria! Insuportavelmente chata! Se era para escrever isso antes não tivesse escrito nada!” É mais ou menos o que me passa pela cabeça quando lembro dessa história. E isso reflete na minha resenha (se é que posso chamar isso de resenha), pois quando leio um livro assim de uma autora que tanto significa para mim, me bate uma tristeza e um desânimo enormes. Fico sem saber o que dizer. E sem vontade de dizer, para ser mais sincera. Não me agrada falar mal de nenhum livro. Nunca me agradou. Mas é muito pior quando é um livro de uma autora que eu amo e admiro. Que todos os anos está presente na minha lista de leitura. Que mesmo quando me faz passar muita raiva, segue sendo uma das minhas autoras queridas. Quando terminei a leitura de Coração Rebelde, pensei: “Não. Não é uma história da Lynne Graham. Apenas está levando o nome dela.” E isso não pelo fato do livro realmente não conter os elementos que os livros dela contêm e ser escrito da forma que ela escreve. Na verdade, tudo isso está presente nessa história. Mas uma coisa muito importante conseguiu passar a quilômetros de distância do livro: paixão. Intensidade. Emoção. A “fúria” típica dos mocinhos (e de algumas mocinhas) da autora. Não sei por onde anda a emoção. Tudo que sei é que ela nem sequer passou pela história. Não fez nem questão de fazer uma visitinha breve. O livro é totalmente vazio de toda e qualquer emoção e isso acaba por atingir quem o lê. Eu fiquei me sentindo muito cansada e desanimada enquanto virava uma página após a outra, com a tênue esperança de que fosse melhorar. De que, a qualquer momento, os personagens passassem a ter “vida”. Eu me lembro que uma vez eu comentei numa resenha que “um livro da LG pode ser qualquer coisa, menos chato.” Na época, vários anos atrás já, eu me senti muito ofendida, completamente indignada, quando a menina disse ter achado determinado livro da autora (que eu nem lembro qual era) chato, tedioso. Eu lembro que fiquei de boca aberta, me sentindo particularmente agredida.kkkkkk… Mas não fui mal educada com a menina não, pois sei respeitar certos limites e acredito que todo mundo tem direito de amar, odiar, ou seja o que for, qualquer história e expressar sua opinião livremente. Mas eu fiquei ofendida.kkkkk… E achei que ela não havia realmente dado uma chance para a história, pois nenhum livro da Lynne Graham podia ser considerado chato. Qualquer coisa, mas nunca isso. E agora, infelizmente, chegou a minha vez de dizer algo assim de um livro da minha autora. E sim. Eu estou arrasada. :(

O que me conforta é saber que tal coisa não se tornou uma regra. Essa história foi publicada em 2010 (lá fora. Aqui foi em 2011) e antes de lê-la eu já li livros mais recentes da autora. Livros pelos quais eu me apaixonei perdidamente. :) A autora não deveria estar com muito bom humor quando escreveu Coração Rebelde, mas voltou a ser a minha autora querida (e até se superou) ao escrever A Promessa de Volakis, minha preferida entre todas as histórias que li da LG. 

- E sim. Vou seguir lendo a trilogia Gravidez Secreta.kkkk Quem sabe o segundo livro vale a pena?!rsrs... Da Lynne Graham, eu não desisto. De nenhuma das minhas autoras preferidas eu desisto. :) 

Bjs!


16 de julho de 2013

Tempestade de Verão - Penny Jordan


(Título Original: A STORMY SPANISH SUMMER
Tradutora: Marina Boscato
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)


Unidos pelo dever, atraídos pelo desejo... 

Felicity Clairemont havia viajado à Espanha para reivindicar sua herança. Infelizmente isso significaria gastar seu tempo com o duque Vidal y Salvadores. Afinal, com seu misterioso charme ele sempre deixara claro o que pensava a respeito dela. Na última vez em que Vidal a encontrou, as emoções foram fortes: ele percebeu que a odiava e a desejava na mesma medida. Mas agora sua honra exigia ajudá-la. Quando a verdade sobre a família de Felicity se tornou pública e a atração revelou-se inegável, poderia Vidal admitir o quanto estava errado a respeito dela?



Palavras de uma leitora...


- Nem sei por onde começar...rsrs...Sabe aquele livro entediante? Pois é. Esse livro é exatamente assim. Talvez o problema seja eu (que não tenho estado com muita paciência para certas histórias), mas eu duvido muito disso. Esse livro é simplesmente mais do mesmo. O casal parece ser formado por duas crianças birrentas e mimadas, que ficam fazendo cena por coisas ridículas e não esquecem a porcaria do passado. Eles têm a necessidade de repetir e repetir várias e várias vezes a mesma coisa. É muito irritante. Durante a leitura eu me arrependi amargamente de ter começado a ler essa história. Sinceramente, eu ficaria muito bem se passasse a vida inteira sem conhecer Felicity e Vidal. Acho até que seria mais feliz assim. 


- Felicity odiava profundamente seu lado espanhol da família. Ela havia crescido sem pai, pois sua avó tinha descoberto o romance proibido entre o pai de Felicity e a mãe dela, que não passava de uma pobre babá. Furiosa, a avó despediu a mãe de Felicity e proibiu o pai da menina de entrar em contato com ela. Como era um fraco, que não conseguia enfrentar a mãe adotiva, ele abaixou a cabeça e jamais tentou entrar em contato com a única mulher que havia amado na vida. E que morreu amando. Mesmo ao saber que seu romance com Annabel teve fruto, ele continuou em silêncio. Até o dia de sua morte. Algo que feriu profundamente Felicity, que jamais perdoou a família paterna pelo fato de não ter tido um pai. De jamais ter sentido os braços do pai ao seu redor, de jamais tê-lo ouvido dizer que a amava. Ela só vivia das lembranças que a mãe possuía de seu pai. Mas o que mais havia ferido Felicity foi a experiência detestável que teve aos 16 anos. Por culpa de um membro da sua família paterna. 

Aos 16 anos, Felicity finalmente tomou a coragem de enviar uma das cartas que tinha escrito para o pai. Durante muito tempo ela escrevia para ele, mas jamais antes tinha chegado a enviar alguma das cartas. Até aquele dia. Ela ficou ansiosa, aguardando uma resposta. Que jamais recebeu. O que ela recebeu em troca foi a visita de Vidal, sobrinho do seu pai, que tinha ido até a casa dela só para deixar claro que ela nunca mais deveria tentar entrar em contato com o pai, pois qualquer tentativa seria frustrada. Era para ela colocar na cabeça, de uma vez por todas, que não tinha pai. 

Mas o pior... não foi a mágoa que ela sentiu ao ouvir as coisas que Vidal tinha para lhe dizer por ela ter enviado aquela carta. O pior foi o que veio depois. 

Sete anos mais tarde, com sua vida inteira muito bem resolvida, Felicity leva um choque quando um membro da sua família paterna entra em contato com ela. Seu pai havia falecido e, para sua completa surpresa, ela era mencionada no testamento dele. Junto com esse aviso, veio outro: ela não precisaria ir até a Espanha para reclamar a herança. Tudo seria acertado através dos advogados e ela poderia continuar levando sua vida normalmente, sem o inconveniente de uma viagem indesejada. Em outras palavras: mesmo com o testamento do pai, o reconhecimento tardio, ela ainda não era digna sequer de colocar os pés na Espanha. Furiosa com isso, Felicity decide largar tudo e viajar, somente para provocar Vidal, alguém que ela odiava profundamente desde os 16 anos e culpava por todos os seus problemas. 

O reencontro não é muito bom. Nenhum dos dois tinha esquecido o episódio de sete anos atrás (quando Vidal a viu na cama com um rapaz e deixou claro que tipo de mulher, ou menina, a considerava por isso. Um tipo de mulher, que na opinião dele, valia menos que lixo), nem o ódio que juravam sentir um pelo outro. E por esse motivo mesmo que eles não demoram muito para ir para a cama. Afinal de contas, que forma melhor de se vingar de Vidal do que fazendo-o enlouquecer de desejo por ela só para provar o quanto ele estava equivocado no passado?! 

- A história é muito chata, gente.rsrsrs... No início, tem até graça quando Felicity diz algumas verdades para o Vidal. Mas depois eles ficaram voltando tão frequentemente ao assunto e ela sempre dizia as verdades para depois cair aos pés dele, como uma idiota, que eu fiquei bastante entediada e torcendo com intensidade para chegar ao final da história. É o mesmo de sempre: mocinho tem uma opinião equivocada sobre a mocinha, a humilha até dizer chega por causa disso (se bem que o Vidal não é tão cretino como outros mocinhos que já conheci. Ele é mais "tranquilo".rsrs...), depois transa com ela, a humilha um pouco (muito) mais e no final diz que sempre a amou e era exatamente por isso que a maltratava.rsrs... Fim de papo. Sinceramente, eu não estou num humor para isso.rsrs... 

- Como podem ver, detestei a história e não a recomendo de modo algum. Se vocês quiserem arriscar a leitura, tudo que posso desejar é que tenham boa sorte!rsrs... E que tenham muita paciência também, é claro.rsrs...


Bjs!

12 de janeiro de 2012

O Porto das Tormentas (O Quarto Arcano 2) - Florencia Bonelli


O Quarto Arcano - 2ª Parte


Em O Porto das Tormentas, segundo e último volume de O Quarto Arcano, Florencia Bonelli dá continuidade à história de Roger Blackraven e Melody Maguire, com que os leitores se familiarizaram em O Anjo Negro.

Depois de abandonar Buenos Aires, Blackraven chega às costas brasileiras com os seus primos Marie e Luís Carlos, filhos de Luís XVI e Maria Antonieta, cujas vidas estão em perigo. Aí irá encontrar velhos companheiros de aventuras: o padre jesuíta Malagrida e Adriano Távora, sempre disponíveis para o ajudar nas situações mais difíceis. O domínio de Napoleão sobre a Europa é cada vez mais apertado e obriga os ingleses a procurar na América do Sul novos mercados - comandada pelo almirante Beresford, a invasão inglesa está iminente...

Novos personagens e novos cenários acompanham as aventuras do Escorpião Negro desde a costa americana até à velha Europa. O Porto das Tormentas é um romance repleto de acção: conspirações, assassinatos e abordagens em alto mar fazem desta leitura uma experiência quase cinematográfica.





Palavras de uma leitora...


" - Estamos juntos, Isaura - Pegou-lhe na mão e entrelaçou os dedos nos dela. - Os fantasmas do passado não existem. Somos livres e estamos unidos como as conchas de uma ostra. Somos invulneráveis, tu e eu. Nada receies, meu amor. Eu estou ao teu lado, nada de mau acontecerá. Confia em mim, Isaura. Confia em mim."

- Estou triste... Me separar d`O Quarto Arcano é doloroso. Enfrentamos tantos momentos juntos... Foram tantos momentos de alegria, tristeza, angústia, dor, amor, paixão, violência, raiva, ódio, perdão, compaixão... Esse livro me provocou uma mistura de sentimentos. Odiei com todas as minhas forças e amei de forma igual. Rejeitei, perdoei. Chorei, sorri. Me angustiei em tantos momentos... Já sinto falta.rsrs... Acabei de ler essa história, mas já sinto muitas saudades. Não queria que acabasse. Sei que é loucura, mas quando um livro mexe tanto com a gente, abala tanto nossos sentimentos, nós não queremos que ele acabe... Mas de uma coisa eu tenho toda a certeza do mundo: essa separação não é definitiva. Embora eu tenha fechado o livro, embora não possa acompanhar o que Roger e Isaura ainda enfrentarão, eu não vou dizer adeus de forma definitiva. Um dia lerei essa história novamente. Um dia irei reviver todas essas emoções... Mas não é somente por isso que não direi adeus: é porque eu sempre vou levar essa história no meu coração. Sempre mesmo. Ela tem um espaço feito especialmente para ela. Nunca li uma história como essa... Ela é única e o Roger é o mocinho mais maravilhoso que tive o privilégio de conhecer. Como posso dizer adeus? É impossível. Não dá.

"-Oh, Roger perdoa-me! - suplicou Melody, agarrada ao seu pescoço. E ele, que nos últimos meses se debatera entre o ressentimento e o amor, pensou que nada justificava a angústia da sua doce Isaura. Nesse momento, não teve a menor dúvida de que a amava de um modo demente, obsessivo, que a amaria sempre, até ao fim dos seus dias, porque acabava de compreender que era capaz de lhe perdoar qualquer coisa, a mais vil, a mais baixa.

- Perdoa-me - insistia Melody. E ele, emocionado, nem sequer conseguia articular uma palavra.

- Basta, Isaura, não me peças perdão.

- Preciso de te ouvir dizer que me perdoas. Fui dura contigo. Acusei-te injustamente. Desconfiei de ti. Como estou envergonhada! - Escondeu o rosto no peito de Blackraven, agarrando-se a ele com o ímpeto de quem teme o precipício. - Diz que me perdoas!

- Perdoo-te - acedeu ele, os lábios pousados sobre a sua cabeça e a voz entrecortada. - Haveria alguma coisa que eu não te perdoasse, meu amor?" (páginas 101 e 102)

- Alguém aqui se lembra da música "Te Extraño, Te Olvido, Te Amo"? Creio que já falei dela aqui em algum momento. Lembro sobretudo do seguinte trecho: "He perdido todo, hasta la identidad, y si lo pidieras más podría dar, es que cuando se ama nada es demasiado. Me enseñaste el límite de la pasión y no me enseñaste a decir adiós. He aprendido ahora que te has marchado..." A partir do trecho "Me enseñaste...", a música não é totalmente de acordo com a história desse casal. É verdade que o Roger não ensinou a Isaura a dizer adeus, porém ele também não ensinou o limite da paixão, pois a paixão deles não conhece limites. Mas esse trecho me faz lembrar da dor desse casal, sabe? Sabe quando você ama de forma tão doentia, tão forte, violenta, que depende demais da pessoa amada? Assim é o amor deles. Se um morresse, eu acredito que o outro não conseguiria continuar. Se amam de uma forma que ninguém pode explicar. É um amor que não conhece limites... Não há limites para nada. Eles se entregam totalmente a esse amor. E que se danem as consequências!!!rsrsrs... Porém, elas podem ser muito dolorosas...

Como duas pessoas que se amam tanto poderiam viver separadas? Como seria a vida delas se isso acontecesse? E por que estou falando de separação?! Bem...

Para quem não leu "O Anjo Negro - O Quarto Arcano", que conta a primeira parte dessa história, tenho que dar um aviso muito importante: essa resenha irá ter spoiler. Falarei de coisas que aconteceram no primeiro livro e também falarei de algumas coisas (embora, poucas) que aconteceram nesse segundo livro. Por isso, quem não gosta de spoiler, deve parar por aqui.

Quem leu "O Anjo Negro", sabe: Isaura e Roger terminaram o livro separados. Enquanto Isaura permaneceu no Rio da Prata, Roger fez uma longa viagem para colocar em segurança seus primos Marie e Luís XVII (Sim. Os filhos de Luís XVI e Maria Antonieta). Ele e Isaura tinham tido uma séria e terrível discussão, na qual Isaura o acusou de coisas que ele não fez, levada pelo fato de Bernabela a ter envenenado com palavras cruéis e chocantes. Mas... Peraí! Quem é Bernabela para começo de conversa? Que tal um pequeno resumo? Vamos começar do início...


Um pequeno resumo:

Isaura Maguire não teve uma vida fácil e toda sua tristeza começou quando sua mãe morreu de forma totalmente inesperada. Num instante, ela estava bem e no outro, estava morrendo. Isaura não sabia que aquele era apenas o início de toda a sua dor...

Tudo começou quando Enda e seu filho, Paddy, foram morar com a família de Isaura. Segundo Enda, ela e seu filho não tinham sequer o que comer e precisavam da ajuda de Fidelis, pai de Isaura. Mas ninguém sabia que Enda tinha assassinado o próprio marido, que era irmão de Fidelis, para poder ir atrás do cunhado, por quem ela sempre foi apaixonada. Uma bruxa poderosa, ela não recuou quando soube que Fidelis tinha casado e tinha três filhos. Ela queria Fidelis e destruiria quem fosse necessário para conseguir o que queria. E o primeiro passo era se livrar de Lastenia, mãe de Isaura.

Durante algum tempo Enda fez bruxaria para se livrar de Lastenia, mas ela tinha um espírito que se recusava a se dobrar à vontade de Enda. Nenhuma bruxaria foi capaz de acabar com a vida da mãe de Isaura. E foi por isso que, muito furiosa, Enda aproveitou a chance que tinha "caído dos céus".

A mãe de Isaura adorava preparar comidas com cogumelos e sabia separar os inofensivos dos venenosos. Por isso, quando avistou aqueles cogumelos, ficou muito contente e ajudou sua cozinheira a prepará-los. Aproveitando sua grande chance, Enda lançou pedaços de um cogumelo venenoso no prato de Lastenia, provocando-lhe uma morte lenta e dolorosa.

Porém, isso não foi suficiente para que Fidelis passasse a vê-la como mulher. Por mais que ela insistisse, ele continuava a se manter distante e isso só foi aumentando o ódio dela. Todo aquele amor, com o tempo, se transformou num ódio violento e Enda já não pensava mais em tê-lo como marido. Queria vê-lo morto e que tudo que tinha sido dele, passasse a ser seu (a herdade Bella Esmeralda). Usando de veneno, Enda matou Fidelis lentamente. Isaura, Tomás e Jimmy perderam em pouco tempo o pai e a mãe e já não tinham ninguém que pudesse protegê-los da maldade daquela mulher e do seu filho, Paddy, que era obcecado por Isaura.

Para conseguir ter Bella Esmeralda, Enda e Paddy precisavam livrar-se de Tomás (já que o pequeno Jimmy era doente e não teria muito tempo de vida mesmo) e convencer Isaura a se casar com Paddy. Livrar-se de Tomás foi fácil: bastou acusá-lo de roubo. Porém, antes que a polícia o prendesse, Isaura conseguiu alertá-lo e ele acabou fugindo... deixando ela e Jimmy para trás. E como para a justiça de Capella del Señor, Tomás sempre seria um fugitivo da Justiça, eles não se preocuparam. O próximo passo era "convencer" Isaura a se casar com Paddy. Só que nem tudo era tão fácil.

Embora fosse uma jovem suave e boa, Isaura tinha um espírito forte, determinado. Assim como sua mãe, ela também não se dobrava. E ela se recusou a aceitar Paddy como marido, o que enfureceu demais o rapaz que passou a usar de violência para humilhá-la e fazê-la ceder. Tapas, surras, humilhações... ele fez de tudo para fazê-la ceder, mas Isaura aguentou tudo e de modo algum aceitou se casar com um homem que ela tanto desprezava. Assim, num ataque de fúria, Paddy a marcou como sua propriedade: com o mesmo ferrete que marcava os escravos, ele marcou Isaura em três lugares nos ombros, fazendo-a desmaiar. E a partir daí, as coisas só pioraram.

Numa determinada noite, quando Paddy entrou em seu quarto, com a intenção de a violar, Isaura reagiu, atingindo-o e acreditando tê-lo matado. Assustada, ela pegou seu irmão Jimmy e fugiu daquele lugar, usando todas as suas forças e orações para mantê-los vivos...

Isaura encontrou abrigo na casa de Madame Odile, uma prostituta que não pensou duas vezes antes de dar abrigo a ela e ao pequeno Jimmy. Na casa daquela boa mulher, tendo como amigas outras prostitutas, Isaura foi feliz. Isaura era católica e sabia que não deveria se misturar com aquelas mulheres, mas nenhuma pessoa a tinha ajudado de forma tão desinteressada como Madame Odile e aquelas meninas. Madame Odile foi para Isaura uma mãe e a ela, Isaura devia a própria vida. Ela e Jimmy estavam muito fracos quando aquela boa mulher lhes estendeu a mão.

E por obra do destino, ela acabou cruzando o caminho de Béatrice e Víctor, indo parar na casa de Roger Blackraven, com quem ela viveria a mais linda e inesquecível história de amor. Com quem ela viveria momentos de pura angústia, mas o único com quem ela poderia encontrar a felicidade...

Roger Blackraven era um libertino. Um homem que era dono tanto de terras quanto de escravos e tinha muitas mulheres sem ser fiel à nenhuma delas. Fidelidade para com amantes, não fazia parte do seu vocabulário. E ele também não tinha nenhum problema em se envolver com mulheres casadas. Mesmo que fosse mulheres casadas de seus sócios...

Violento. Cruel. Justo. Ameaçador. Espião. Pirata. Implacável... Amante Insaciável. Roger era tudo isso e muito mais. E ninguém era louco o bastante para desafiá-lo. Ele não tinha pena de destruir seus inimigos. Não sentia remorsos. Não era capaz de amar. Ou pelo menos, não se julgava capaz... Não acreditava que seria capaz de encontrar uma mulher que o fizesse baixar suas defesas e se entregar de corpo e alma. Uma mulher que fosse capaz de invadir seu coração e se recusar a sair. Alguém que se tornasse importante demais para ele, que se tornasse tão importante quanto o ar que ele respirava. Que fosse sua força, mas também sua maior fraqueza. Alguém que ele amasse tanto, que vivesse temendo perder. Se alguém tivesse lhe dito que um dia ele encontraria uma mulher que se tornaria mais importante do que qualquer outra coisa, uma mulher que ele amaria sem limites, Roger teria rido até não aguentar mais. Mas ele encontrou.... e ela se chamava Isaura Maguire.

Quando falou com aquela jovem pela primeira vez, Roger sentiu uma mistura de fúria e admiração. Fúria, porque estava mais do que claro que ela o desprezava (por ele ser inglês, mulherengo e dono de escravos... entre outras coisas...) e admiração porque nenhum homem teve coragem de falar com ele como aquela jovem falou. De desafiá-lo tão claramente e de modo tão orgulhoso. Isaura enfurecia-o, fazia-o desejar estrangulá-la, mas ao mesmo tempo ia invadindo seu coração, fazendo-o desejar protegê-la e amá-la até fazê-la desfalecer. Isaura foi tomando conta da sua vida, do seu coração sem pedir licença e ele, tão forte e tão temível, não era capaz de lutar contra os sentimentos que começava a sentir por ela. Rapidamente, Isaura se tornou tudo para ele. E ele tinha medo de amá-la assim. Nunca teve tanto medo na sua vida, quanto passou a ter depois que se apaixonou por ela. Ele sabia que se a perdesse, não conseguiria mais viver. Se a perdesse, perderia também todas as suas forças. Precisava de Isaura. Precisava do seu amor mais do que tudo. Ele poderia perder qualquer coisa e qualquer pessoa e por mais doloroso que fosse, conseguiria continuar vivendo. Mas não poderia perder Isaura. Se a perdesse, morreria. Fato.

Ao lado de Isaura, Roger Blackraven, enfrentou muitas coisas em "O Anjo Negro - O Quarto Arcano". No primeiro livro, ambos enfrentaram momentos de dor e desespero, amor e alegria. Viveram momentos intensos, de pura paixão... e também enfrentaram uma separação dolorosa no final do livro... Separação essa que só intensificou o amor que eles já sentiam. Uma separação que foi necessária para fazê-los confiar mais e terem certeza de que realmente necessitavam do outro para viver. Os setenta dias de separação são terríveis para Isaura e Roger, mas em "O Porto das Tormentas - O Quarto Arcano", a história deles dois continua e um lindo e ao mesmo tempo doloroso reencontro se aproxima...


- Quem é Bernabela Valdez e Inclán? Ela era esposa de Alcides Valdez e Inclán, sócio de Roger. Alcides conhecia muitos segredos do nosso mocinho, assim como o Roger também conhecia os seus podres. Só, que além disso, Bernabela também era amante de Roger. Isso mesmo que vocês entenderam. Bernabela e Roger foram amantes. O Roger não se importou com o fato de fazer sexo com a mulher de seu sócio. Mas ele paga por esse erro no final do primeiro livro, quando Bernabela envenena Isaura com suas palavras e provoca a separação do casal, e paga também quando, por causa de seu envolvimento com Bernabela, La Cobra passa a conhecer sua verdadeira identidade e torna-se numa ameaça para Isaura, que passa a correr sérios riscos (mas sobre La Cobra eu falo depois). Bernabela revela à Isaura que Roger foi casado antes e que era suspeito de ter matado a própria mulher, levado pelos ciúmes (pois a pegou na cama com seu melhor amigo, Simon Miles). Ela também revela algo que abala profundamente Isaura e a faz recusar-se a ouvir as explicações do marido: que ele tinha sido negreiro. Isaura é uma pessoa que defende a liberdade e sentiu na pele o quanto a vida dos escravos é cruel (pois ela foi feita escrava pelo próprio primo, Paddy, que a fez passar por humilhações terríveis e a marcou com o mesmo ferro que se marcava os escravos). Ela é defensora dos escravos e por isso é conhecida como "Anjo Negro". Saber que o homem que ela amava e com quem era casada, tinha sido negreiro, a decepcionou muito e a fez lançar sobre ele várias acusações... incluindo uma que o fere muito e o faz viajar sem se despedir dela. Que o faz deixá-la para trás. Mas Bernabela não é somente a viúva de Alcides (pois ele morreu no primeiro livro), ex-amante de Roger e a mulher que envenenou Isaura com palavras... Ela também é uma mulher muito perigosa, que assassinou o próprio marido e tinha intenções de acabar com a vida de Isaura, pois só assim ela conseguiria ter o Roger de volta. Bernabela juntamente com Ágata e Enda, irá perturbar muito a paz do nosso casal (e a de nós leitoras tbm). Principalmente, Enda. Ela é uma das vilãs mais perigosas dessa história e está aguardando pacientemente o momento certo de acabar com Roger e Isaura. Mas... Por quê? Só por que ela deseja Bella Esmeralda? Não. Ai, gente! Vou revelar mais segredos do primeiro livro...rsrsrs...



- Entre os momentos difíceis que Roger e Isaura enfrentam no primeiro livro, está o rapto de Isaura. Paddy não morreu após ter sido ferido por ela, e após algum tempo e a ajuda de Bernabela, consegue encontrá-la e raptá-la, fazendo-a sofrer novamente em suas mãos. Porém, eu já disse aqui: Roger não tem pena dos seus inimigos. Se tiver que matá-los, ele mata. E jamais devem mexer com sua Isaura. Ele encontra nossa mocinha justamente no momento em que Paddy a está forçando e o mata sem pensar duas vezes. A cena é terrível, mas eu não senti pena do Paddy. Pelo contrário. Ele pediu desesperadamente por aquilo, no momento em que sequestrou e maltratou a Isaura. E não condenei meu Roger. Não poderia!rsrs... Confesso que até gosto quando ele dá um "jeitinho" em seus inimigos. Nem sempre matando... ele também dá um "jeitinho" neles de outras formas.rsrs... Mas eu gosto, pois eles são verdadeiros monstros que só fazem mal aos outros. Enfim... E quem é La Cobra? Bem, quem ele realmente é, sua identidade verdadeira, seu nome, eu não seria louca de contar!rsrs... Vocês iriam desejar me bater se eu fizesse isso!rsrs... Prometo que não conto. Podem continuar lendo a resenha tranquilamente (embora a vontade de contar seja enorme!kkkkkkk...). Bem... Mas ele é um sicário, um assassino contratado para descobrir quem é o Escorpião Negro e matá-lo. E se vocês prestaram atenção na sinopse desse livro, coisa que eu não fiz quando a li pela primeira vez e que por isso fiz perguntas estúpidas para minha amiga, Carlita (sim. Se ela lembra das perguntas que fiz a ela, sabe que elas foram estúpidas.rsrs... Se eu tivesse relido a sinopse, conheceria as respostas que pedi a ela.), sabem que nosso amado Roger também é o Escorpião Negro, o espião mais poderoso da Inglaterra. Napoleão Bonaparte queria ver esse espião morto e por esse motivo, La Cobra foi contratado. Não direi como esse sicário descobre a identidade do Roger, mas como disse, é graças ao envolvimento dele com Bernabela. Quem mandou se envolver com uma mulher casada???!!!rsrsrs... É nisso que dá. Mas eu senti demais pelo meu Roger quando ele pagou por esse erro. Não merecia sofrer tanto, gente. Eu sofri muito com ele também. O amo e sempre que ele sofria, eu também sofria. Foi uma leitura bem intensa. E angustiante em vários momentos. Enfim... La Cobra me assusta. Ele é o único capaz de encontrar e enfrentar o Escorpião Negro e eu adianto que, vocês que pretendem ler essa série, devem se preparar. Esse sicário irá nos causar muitos problemas. Espero que vocês tenham coração forte, pois as emoções serão muito intensas. Serão momentos de verdadeiro desespero. Principalmente nesse segundo livro. Não direi o que La Cobra irá fazer, mas posso dizer que fiquei muito abalada. E não se esqueçam da cúmplice de La Cobra, ela é muito mais venenosa do que parece...


- Falei muito, não? Eu sei... Mas como evitei explicar certas coisas no primeiro livro, quis explicá-las agora. É uma forma de reviver a história também... Quanto mais falo, mais lembro e mais saudades sinto. Meu coração está sentindo demais o fim dessa história. Tenho vontade de não parar de falar sobre ela. Vontade de não me separar, entende? Coitado do próximo livro que lerei. Ele não tem a menor chance de se tornar num querido.... Enfim...



"- Desejei com tanto desespero este reencontro - confessou. - Que foi que me fizeste, Isaura, que já não sou o mesmo homem? Vais acabar comigo se não me amares como eu te amo, deste modo doentio. Às vezes penso que estás a dar cabo de mim. Será uma vingança? Quero ver-te louca por mim. Louca, louca! Quero que sofras por mim como eu sofri por ti. Como foram estes meses de separação? Um inferno, como os meus? Diz-me!"



" - Quero que sofras, que me supliques que te ame, quero que me jures que sou o único, o primeiro e o último." (página 141)


" - És minha? Diz-me. É só de mim que gostas, não é verdade? É só a mim que amas?


- Sim, mil vezes sim, sou tua e de mais ninguém. Sim, só tu és importante para mim, só te amo a ti, meu doce marido.


A resposta convenceu-o. Sorriu-lhe de uma forma que fez com que o coração de Melody disparasse de novo." (página 147)


" - Estou aqui, Isaura, ao teu lado. Não sentes a minha presença? Sou o teu porto seguro, a tua força. Ultrapassaremos esta perda, meu amor. Juntos iremos conseguir. Viveremos cada momento, os primeiros serão difíceis, mas estarei junto de ti para absorver a tua dor e depois, a pouco e pouco, percorreremos o caminho da resignação. Juntos. Confia em mim, meu amor. Um dia, verás, deixa de doer tanto como agora. Prometo-te." (página 161)



 
- É impossível reler estes trechos sem me emocionar. Gosto de relê-los e ao mesmo tempo que eles fazem com que eu me sinta em paz, eles me fazem sofrer, pois dá mais saudades, entende? Enfim... São trechos profundos e que mostram um pouquinho do amor que há entre Roger e Isaura. Não direi como estes dois irão se reencontrar, mas posso dizer que a cena é digna de lágrimas. Muitas lágrimas. O amor que existe entre estes dois é tão forte que o Roger voltou quando Isaura mais precisava. Exatamente quando ela mais precisava dele. Nossa mocinha estava muito mal e precisava do seu porto seguro, precisava do Roger. Posso dizer, que nós iremos perder alguém e que é por isso que a Isaura sofrerá demais. Eu não queria que a Florencia Bonelli matasse essa personagem. Fiquei furiosa com ela por causa disso... mas é exatamente no momento que a Isaura estava perdendo alguém que tanto amava, que o Roger voltou. A cena é muito emocionante. Doeu demais ver a dor da Isaura, mas também senti muita alegria por vê-los juntos novamente. Eles tinham que enfrentar aquele momento juntos, sabe? A Isaura não aguentaria se o Roger não estivesse com ela, mantendo-a em pé, sendo sua força e pegando-a nos braços quando ela já não conseguia mais se manter de pé. Foi lindo e emocionante vê-lo ao lado dela, abraçando-a, cuidando dela... se despedindo da pessoa que a estava deixando. Meus olhos se enchem de lágrimas quando lembro daquele momento...



 
" - Merecia que me deixasses como fizeste, eu sei, mas quando te foste embora... Bem, foi a situação mais difícil de toda a minha vida. A mais dura, entendes? Porque não te tinha ao meu lado para suportar o meu destino. Contigo encaro qualquer desafio, não tenho medo de nada. Nunca imaginei que estar longe de ti pudesse ser tão doloroso. Durante a tua ausência, perguntava-me todas as manhãs: 'Será hoje que volto a vê-lo?' E quando Somar voltava para casa, Roger, e eu lhe perguntava com o olhar se havia alguma carta tua, alguma notícia tua e ele abanava negativamente a cabeça, porque não havia nada, o meu coração sangrava de dor."



"A misericórdia de Deus existe, Roger. Ele conduziu-te até junto de mim no momento em que as minhas forças estavam a chegar ao fim. Meu amor! Não me deixes nunca mais! Roger, por amor de Deus, não voltes a deixar-me. Ama-me, ama-me sempre. Ama-me loucamente como eu te amo a ti." (página 143)




- A separação foi dolorosa, não só para o casal, mas também para mim, porém eu tenho que admitir que ela foi necessária. Porque fortaleceu os dois, entende? E eles precisavam disso para enfrentar o que ainda estava por vir... e não era pouco. É o que eu disse, vocês precisarão preparar o coração de vocês antes de ler essa história. E principalmente, antes de ler "O Porto das Tormentas". Os golpes vêm quando menos esperamos. E existirão muitas surpresas desagradáveis. Uma delas me deixou profundamente revoltada. Eu senti tanto ódio, mas tanto... que seria capaz de acabar com a raça daquela pessoa se ela estivesse na minha frente. Minha mocinha querida sofreu demais por causa daquela pessoa, e tudo que eu queria era ver a infeliz morta. Enfim...


" - Amo-te, Isaura. Não, o que me liga a ti é mais do que amor. Não sei o que é. Não sei como explicá-lo." (página 277)


" De certo modo, aquela experiência era tão nova para Blackraven como para Melody, pois, apesar de ter ido para a cama com muitas mulhres, a verdade é que Roger nunca experimentara a fusão de corpos e almas que ocorria quando possuía a mulher naquela rendição cega, totalmente liberta de suspeitas, e aí residia o segredo da grande diferença que tornava novo um acto que lhe era tão familiar. Depois de se retirar do corpo de Melody, continuavam fortemente unidos.


- Só fiz amor contigo - confessou-lhe, dando seguimento à sua linha de pensamento, num tom tão agitado que Melody não entendeu o que queria dizer. - Só contigo fiz amor." (página 284)


" - Ouve bem, Isaura. Ninguém deveria confiar em mim, a não ser tu. Contigo, dispo-me de todas as máscaras e baixo a guarda, mostro-me tal como sou, sem artíficios nem artimanhas. Por isso tens tanto poder sobre mim, porque tens ao alcance da mão a possibilidade de me destruir, porque chego a ti desarmado. Confia em mim, meu amor - suplicou-lhe. - Confia em mim, Isaura. Não falo de ânimo leve quando te digo que, se tu não confiares em mim, se tu não me amares como eu te amo, perco todas as forças." (página 507)




- Meu Roger não é perfeito. Pelo contrário. Ele está muito longe da perfeição. É capaz de matar sem sentir um pingo de remorso, punir escravos por atos que ele considera inaceitáveis... Foi negreiro, se casou com a primeira mulher por vingança e fez da vida dela um inferno (mas não considerem a Victoria uma vítima nessa história. Ela não era nenhuma inocente). Ele fez coisas na vida que não considero aceitáveis, mas sequer necessitava perdoá-lo. Não tinha o que perdoar, entende? Por mais que ele tivesse feito algo de errado e eu tenha me aborrecido com ele em alguns momentos, eu o amo tanto que tudo se torna insignificante. Não fiquei cega para seus erros, mas era incapaz de julgá-lo. Ele não merecia ser julgado por mim. E quem sou eu para julgar alguém, verdade? Enfim... Meu Roger pode não ser perfeito, mas é o mocinho mais maravilhoso que conheci. O que mais amo. Ele é tudo e muito mais. Não dá sequer para explicar o que ele é e o que eu sinto por ele. Ele me deixa perdida, confusa... Fez com que eu me apaixonasse por ele, sem sequer saber ao certo em que momento isso aconteceu.kkkkk... É o meu pirata mais amado. Meu cigano, que assim como Ráfaga, esteve perdido, em busca de algo que sequer sabia o que era. Ele não imaginava que estava em busca da Isaura, que estava procurando por ela, esperando-a, necessitando tê-la ao seu lado. A Isaura mudou a vida do meu Roger e sempre irei admirá-la por isso. Ele sofreu tanto, sabe? Vocês nem tem noção do que ele passou, pois tentei contar pouco sobre o Roger... Sobre como foi a vida dele. É verdade que ele também se envolveu com mulheres casadas e isso é muito errado, mas a Isaura o transforma. Quando se apaixona por ela, ele sequer sente vontade de ser infiel. É até divetido vê-lo rejeitando as oferecidas.rsrsrs... O Roger é único, sabe? Tão forte, tão perigoso e violento, mas capaz de chorar ao ver a amada sofrendo. Ver meu mocinho querido chorando foi muito doloroso para mim. Ao ler esse livro, vocês irão entender meus motivos. Sempre que seus olhos se enchiam de lágrimas eu me emocionava demais e desejava pegá-lo no colo e consolá-lo. Não soltá-lo mais. Protegê-lo de tudo e de qualquer dor. Era terrível ver meu Roger sofrendo, gente. Era insuportável. Vocês não têm noção do quanto ele é especial para mim. E quando ele chorou nos braços da Isaura, foi muito. Foi muito para mim... Nunca um mocinho me tocou tanto. Já conheci mocinhos especiais... Mas ninguém como o Roger. Ele é único. O Rolf iria querer que um buraco se abrisse no chão para esconder sua cabeça se ele conhecesse o Roger. Sentiria vergonha do homem terrível que é. No momento que o Roger olhasse para ele, o Rolf não se sentiria homem. Se sentiria o verme que é. O Roger sim é homem. Ele sim sabe amar. Nunca faria mal para a mulher amada, nunca humilharia a Isaura como o Rolf humilhou a Megan. Eu sinto vergonha dos mocinhos cruéis que conheci. Ainda mais agora que conheço o Roger. Roger é possessivo (e muito), capaz de perder a paciência e o controle, mas nenhum ataque de fúria o faria machucar a Isaura. Ela é sua vida. Ele seria capaz de se matar, antes de magoá-la. Só lendo esse livro vocês irão entender do que estou falando. Aí vocês vão conhecer esse Roger tão especial e verão como é impressionante o amor que ele sente pela Isaura. Esse amor ninguém no mundo seria capaz de destruir. Todas as víboras do mundo poderiam se juntar para separar esse casal, mas não sairiam vitoriosas. É algo sólido demais, sabe? Nem a morte pode colocar fim nesse amor. Nada pode. Só Deus poderia, porém Deus não pensaria duas vezes antes de abençoar um amor tão lindo e poderoso. Se esse casal existisse na vida real, tenho certeza que Deus iria abençoá-lo e ficar muito feliz. Deus valoriza muito o amor. E Roger e Isaura sabem bem o que é amar.



 
" - A cabeça e o coração nem sempre estão de acordo, Amy. Eu sei porque, quando conheci o Roger, a minha cabeça mandava que o odiasse. Sim, compreendo o seu espanto, mas, do meu ponto de vista, Roger encarnava tudo o que eu devia odiar. É inglês, pertence à raça de gente que torturou o meu pai até o deixar quase morto, pertence à nação que oprimiu com crueldade os meus ancestrais e que obrigou o meu pai a abandonar a sua amada Irlanda. Além do mais, precedia-o uma fama de mulherengo, libertino e tirano que me aterrorizava. O meu coração, no entanto, ansiava pelo seu amor. Sabia que, se me rendesse à paixão que ele despertava em mim, estaria a atraiçoar a memória do meu pai e dos meus irmãos. Lutei em vão para não o amar. Amava-o e não conseguia escondê-lo. Entreguei-me a ele cheia de medo e enfrentei o meu irmão, briguei com ele. O Roger tinha passado a ocupar o primeiro lugar na minha vida. Não voltaria atrás. E todos os dias, ao acordar, agradeço a Deus, o ter-me dado coragem para me unir a ele, pois descobri com o tempo que é um homem muito diferente de tudo o que se diz a seu respeito. Cometeu erros no passado, sim, mas quem não os cometeu? Caber-me-á a mim julgá-lo? Não, claro que não. Agora penso apenas na felicidade que partilhamos no presente e peço a Deus que nos mantenha unidos no futuro." (página 318)



- E quem é a Isaura para mim? Um anjo. Sim. E um anjo que não tenta ser um. Eu nunca conheci uma mocinha tão boa como a Isaura. Ela não tenta ser boa, mas é, entende? A maneira como ela trata as outras pessoas, como sofre por elas... é impossível não amarmos essa mocinha também, gente. Ela foi feita especialmente para o Roger. Era a única capaz de tocá-lo tanto e onde ninguém foi capaz de tocar. Ela é forte, corajosa, guerreira. Enfrentou muitas coisas na vida, mas dentro dela permanecia a bondade e a coragem de enfrentar ainda mais. De lutar por aqueles que amava. Ela sofria com a rejeição das "damas decentes", mas nem por isso tentava ser o que não era. Ela ajudou muitas pessoas ao longo desses dois livros e também sofreu por ajudá-las. Fez o Víctor, um menino de oito anos na época (acredito que ele tinha oito anos), que nunca tinha sido capaz de sorrir antes, sorrir e até gargalhar. Por causa dela, os ataques de epilepsia diminuíram e ele se tornou um menino feliz. Ela transformou totalmente El Retiro e as pessoas que ali viviam. Até na Inglaterra ela continuou sendo o famoso "Anjo Negro" e conquistou pessoas que queriam rejeitá-la por ela ser tão "estranha". Ela é especial. Por isso o Roger a encontrou. Ele merecia uma mulher tão especial como ela. Ela foi feita para ele. Um presente. Que ele sequer pensou em recusar.


- É necessário eu dizer se recomendo ou não esta história???!!!rsrsrs... É claro que recomendo! Muito. Muito mais do que muito, gente!rsrs... Vocês vão amá-la! É claro que irão chorar e lamentar muito a morte de algumas pessoas. Sim. Pessoas queridas nos deixarão neste segundo e último livro da série. E deixarão muitas saudades. Preparem o coração! Mas não teremos só perdas. Nos emocionaremos com os sacrifícios de Elisea, pela forma como ela aguenta muitas coisas para ficar ao lado do homem que ama (nosso querido Servando, que conquistou meu coração no primeiro livro) e novos casais também irão nos conquistar: Somar e Miora, Isabella di Bravante e Gabriel Malagrida, Galo Bandor e Amy... Não posso dizer que o romance entre María Virtudes (acho que é esse o nome dela.rsrs...) e Diogo Coutinho me encantou, mas não é pelos motivos que quem leu esse livro imagina... apesar do romance entre eles ser um pouco chocante. Não me encantou, porque eu detesto o Diogo desde o início do primeiro livro e não encontrei motivos para perdoá-lo. Ele pode não ser como a Bernabela, mas aprontou demais e não vi arrependimento. Mas se a amada dele o ama... O que eu posso fazer? Acho que ela merecia alguém melhor, mas... tenho que admitir que com ela, ele até é alguém decente.



- Eu não esqueceria de mais uma vez agradecer a Carlita, que me indicou esses livros e também me deu os dois de presente. Como mencionei na resenha do primeiro livro, esses livros não foram publicados no Brasil e foi graças a Carla que eu pude lê-los. Muito obrigada, minha amiga! Se não fosse por você, eu não conheceria meu Roger. Nem quero imaginar como seria minha vida sem ele!rsrs... Ele agora faz parte da minha vida e eu o amo demais.
 
 
" - O que vamos fazer Roger?



- E existe alguma outra coisa que possamos fazer com este amor a não ser senti-lo? - Melody negou com a cabeça. - O nosso amor é tão forte, Isaura, que chega a meter medo, eu sei. E embora tenha tentado dominá-lo, sujeitá-lo à minha vontade, fracassei sempre. Rendo-me. É a força mais poderosa com a qual tive de me confrontar. Amemo-nos, meu amor, amemo-nos e que Deus tenha piedade de nós." (página 637)


 
E antes de terminar... Um trecho do final de "O Anjo Negro - O Quarto Arcano"



"O amor faz passar o tempo. O tempo faz passar o amor.


De pé, junto ao parapeito do barco que o afastava da sua mulher, com o olhar nublado, fixo na imensidão do Atlântico, Roger Blackraven interrogou-se se aquelas palvras seriam certas. 'O amor não é eterno', zombava a sua alma incrédula, 'mais tarde ou mais cedo, morrerá.' 'Se morrer', respondeu o seu coração, ' é porque não era amor.' E nesse momento, Roger teve a certeza de que a sua história com Melody ainda não tinha terminado." (página 544)


Confira também a resenha do primeiro livro clicando, AQUI

Bjs!



















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