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19 de março de 2019

Inimigos no Altar - Melanie Milburne

Título Original: Enemies at the Altar
Tradutora: Ligia Chabú
Editora: Harlequin
Edição de: 2012
Páginas: 152 (eBook Kindle)
Série Irmãs do Escândalo - Livro 2
Onde comprar: Amazon


Sinopse: Uma mulher com quem ele não deveria se casar. Da última vez em que Andreas Ferrante encontrara Sienna Baker, ela ingenuamente achou que poderia seduzi-lo. Embora marcado pelos encantos dela, consequências terríveis atormentavam Andreas. Ter de se casar com ela para garantir sua herança era algo impensável. Siena, por sua vez, se sentia humilhada por ter sido rejeitada por ele no passado. Ser recusada novamente tornaria tudo ainda pior. Ambos teriam muita sorte se conseguissem sobreviver à cerimônia. Mas como existe uma linha tênue entre o amor e o ódio, talvez as centelhas de raiva alimentassem o fogo da paixão na noite de núpcias…


Você começa a ler esta história acreditando que é apenas um romance simples, com alguns desentendimentos, suposto ódio entre o casal, para depois eles confessarem que sempre se amaram e viverem o seu "felizes para sempre", tão típicos destes livros. E aí você se engana completamente.rs

Eu tive apenas uma experiência anterior de leitura de uma obra da Melanie Milburne e pelo que posso recordar também era um romance que fugia um pouco do padrão no que se referia à personalidade dos protagonistas. Mas faz muito tempo que li e por isso não lembro muito da história e não estava tão preparada assim para Inimigos no Altar.

29 de junho de 2018

Um Reino de Sonhos - Judith McNaught (segunda resenha)

(Título Original: A Kingdom of Dreams
Tradutora: Valéria Lamim
Editora: Bertrand Brasil
Edição de: 2018)

1º Livro da Dinastia Westmoreland


Levada à força de um convento, Jennifer Merrick não se rende tão facilmente a Royce Westmoreland, o Duque de Claymore. Conhecido como "Lobo Negro", seu nome desperta terror no coração de seus inimigos. Mas a orgulhosa Jennifer não se deixa abalar pela fama do homem belo e rebelde que a atormenta com sua arrogância. Ela se mantém fiel ao seu propósito... mas só até a noite em que ele a envolve em um poderoso abraço, despertando nela um desejo incontrolável. 



Palavras de uma leitora...



- Nem sei por onde começar... Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que a Judith McNaught é uma das minhas autoras preferidas da vida. Tenho muitas autoras queridas, mas existem aquelas que estão no topo, sabe? Ela foi uma das primeiras a me apresentar os romances de época, quando eu torcia o nariz para esse gênero, pois na verdade tinha muitos receios. Ela entrou na minha vida logo depois da Candace Camp e veio para ficar. Tudo o que eu podia ler dela estava lendo, tivesse ou não sido publicado no Brasil. E foi o que se passou com Um Reino de Sonhos, romance arrebatador que li pela primeira vez em 2011, cerca de sete anos antes da Bertrand Brasil finalmente ouvir os nossos pedidos (já furiosos) de trazer a história para cá. Nós fãs chegamos a fazer abaixo assinado e a editora só sabia prometer. E confesso que cheguei ao ponto de me irritar tanto que não suportava nem mais ouvir falar dessa editora. Somente agora que criou juízo e trouxe os livros da JM novamente é que voltei a olhar com bons olhos para a Bertrand. Até adquiri outros títulos da editora de tão boazinha que fiquei!rs

Lembro com um sorriso no rosto da primeira vez que li a história de Jennifer e Royce e como no final eu era só lágrimas.kkkkkkkk... Foi um dos livros que mais me emocionaram na época. Porque enquanto em outros romances muitas das provas de amor, da intensidade dos sentimentos que envolviam os personagens eram demonstradas com palavras, em Um Reino de Sonhos temos a verdade deles nas ações. É em suas atitudes que vemos a beleza do amor que foi capaz de superar tudo o que podia separá-los. De um amor que surgiu do ódio, do medo, da inimizade. Um amor que eles não queriam. Que não esperavam. Mas precisavam. E como! Sabe quando você conhece dois personagens e tem certeza que nasceram um para o outro, por mais clichê que isso possa parecer? É bem assim. Parece que a vida inteira o Royce esperou pela Jennifer sem nem saber... sem nem imaginar. Ele acordava todos os dias, lutava contra seus adversários, sitiava propriedades, matava inimigos no campo de batalha e em todo o tempo não sabia que seu coração esperava pelo dia em que uma jovem ruiva com os olhos cheios de ódio seria jogada bem aos seus pés e que juntos passariam pelos tormentos do inferno antes de poderem ser realmente felizes. 

- Prometo que não falarei muito, pois já tem uma resenha bem completa sobre o livro no blog, que fiz na época que o li pela primeira vez. Mas agora que revivi todas as emoções, que estive no livro outra vez... vivendo cada instante com o Royce e a Jennifer, rindo e chorando com eles, não poderia de modo algum deixar de falar um pouquinho. Só um pouco, juro!rsrs

Tudo o que ela queria era um reino de sonhos... 

Aos dezessete anos de idade, rodeada pelos muros do convento no qual vivia há cerca de dois anos, Jennifer já sabia o que era sofrimento. O que era sentir na pele o desprezo daqueles a quem mais amava. Pessoas que um dia riram com ela, que a ensinaram a pescar e foram suas cúmplices nas brincadeiras, hoje lhe viravam as costas, não suportando sequer encará-la. E tudo por causa das mentiras de uma mente astuta que desejava vê-la fora de seu caminho. 

Rejeitada pelo próprio pai, que enxergava nela apenas uma fonte de decepções, ela foi trancada no convento, sem saber se um dia sairia dali. Embora fosse duro sentir-se sozinha no mundo, no fundo acreditava que conseguiria transformar-se no orgulho do pai, que seu povo voltaria a amá-la e encontraria um homem capaz de aceitá-la como era e compreendê-la. Alguém que a trataria com gentileza e carinho. E foi num dos seus passeios com a irmã, fora dos terrenos da abadia, após receber uma notícia perturbadora, que sua vida mudou para sempre. Sequestrada em plena luz do dia pelos homens do Lobo Negro, o guerreiro mais temido e odiado em toda a Escócia, ficou dividida entre o medo e o ódio. Se todas as lendas que cercavam aquele nome fossem verdadeiras sua vida seria muito breve. Mas se tinha uma coisa que ela não faria seria desistir sem lutar. 

Após enfurecer seus sequestradores e ser jogada aos pés do seu maior inimigo, Jennifer não pensou e nem esperou antes de deixar claro todo o seu desprezo. E nem considerou a tentativa de suicídio que representava o seu ataque a alguém temido até por seus próprios homens e que era bem mais forte que ela. Sua intenção não era vencê-lo, mas sim perder lutando. E entre mordidas, chutes, tapas e nada de beijos, Royce se viu chocado e profundamente irritado com a única pessoa capaz de se atrever a enfrentá-lo. Não sabia o que diabos seu irmão tinha em mente ao sequestrar aquela bruxa de olhar assassino. Ainda que ela fosse um meio para determinado fim, ele não sabia se realmente valeria a pena tê-la como refém ou se não acabaria era pagando por todos os pecados cometidos naquela e em outras vidas. 

O ódio era mútuo. E nas mãos um do outro eles ainda sentiriam o gosto da dor. Mas o amor não é um sentimento que pede licença. Que se intimida. Ele acontece quando e onde deseja. E não demora a invadir o coração de um guerreiro aparentemente insensível e uma jovem machucada pela vida, mas que não tinha perdido a capacidade de sonhar. 

"Ela havia encontrado outra coisa ali, algo proibido e perigoso para ela, um sentimento que não devia nem podia existir."

- A história começa pelas cenas que antecedem o final. Logo nas primeiras páginas sabemos que um casamento está para acontecer e que a noiva está implorando a Deus para livrá-la daquele destino tão cruel.kkkkkkkk... É uma das cenas mais divertidas para mim. A Jennifer tenta negociar com Deus, pois só um milagre mesmo seria capaz de interromper seu casamento indesejado com o Lobo Negro, nosso querido Royce. Ela estava verdadeiramente apavorada e pelas suas lembranças somos levados de volta ao passado, sete semanas antes, quando tudo começou. E é aí que somos arrebatados por uma das histórias mais belas que já li. 

- Em muitos livros conhecemos personagens que eram supostamente inimigos e que se apaixonaram de maneira inesperada. Mas em Um Reino de Sonhos as coisas não são assim. Aqui não temos uma inimizade boba. Algo fácil de ser superado. Não. Royce é um lorde, mas também o guerreiro mais valioso do rei Henrique, o soberano da Inglaterra, que estava em sérios conflitos com a Escócia, país natal da nossa mocinha. O clã Merrick era fortemente leal ao rei Tiago o que direcionava o ataque do monarca adversário para eles. Em batalhas contra o exército de Henrique, a família de Jennifer já tinha perdido entes queridos e toda a Escócia amaria ver o sangue de Royce escorrer, pois eram pelas mãos dele que seus familiares morriam, não importando para ninguém o fato de ele estar seguindo ordens e de se tratar de uma guerra. 

"E, nesse momento impensável, enquanto segurava a adaga no alto, pronta para atacá-lo, Royce Westmoreland pensou que ela era a criatura mais magnífica que já havia visto; um anjo selvagem, belo e enfurecido, sedento por vingança, com o peito subindo e descendo de fúria enquanto confrontava corajosamente um inimigo mais forte."

- Embora estivesse longe de ser tudo o que seus inimigos diziam sobre ele, Royce não se apaixona pela Jennifer à primeira vista. O que ele sente é muita raiva, pois ela acaba com a paciência dele nos primeiros segundos em que se conhecem.rs As coisas são muito desagradáveis para os dois no princípio e rola agressão, não vou negar. Mas no livro estamos no século XV e Jennifer é prisioneira dele, vinda de uma família inimiga. Outro no lugar do Royce, por mais que nos custe admitir já que estamos no século XXI, teria feito mais que dar um tapa na Jennifer depois da maneira como ela o atacou. E isso para não soltar spoilers e dizer tudo o que ela faz ao longo do tempo em que é mantida como refém dele. Duas dessas coisas poderiam ter decretado a sentença de morte da nossa corajosa mocinha, se seu "algoz" não fosse o temido Lobo Negro. Ela arranca o sangue dele, gente. E de uma forma letal, mas pararei de falar disso senão soltarei um monte de spoilers.kkkkkk... A questão é que em matéria de agressão a Jennifer ganha, sinceramente. Porque em muitos momentos o Royce respirou fundo e se controlou. Tentando entender que ela, como prisioneira, tinha o direito de tentar escapar e, de quebra, querer matá-lo.rs

A relação dos dois é muito tumultuada, mas também é linda. :) De uma forma que nos faz suspirar. Nada é fácil, mas é justamente isso que os faz valorizar ainda mais o sentimento que se constrói. Que os une. Os dois carregam marcas do passado, decepções e ilusões. Têm sonhos que acreditam que não vão realizar. Ambos querem ser amados, querem uma chance de ser felizes. Mas, por causa de dois reis que não estavam nem aí para eles, eram inimigos. Suas famílias se odiavam. Seus povos se desprezavam. E quando percebe que está se apaixonando por ele, Jennifer enfrenta um tipo diferente de dor, algo que ainda não conhecia... porque sabe que precisará escolher entre o homem que ama e sua lealdade para com sua família. Ela não poderia ter os dois. Não mesmo. 

"- Acho - sussurrou ela, com o rosto voltado para ele - que a lenda a seu respeito é falsa. Todas as coisas que dizem que você fez... não são verdadeiras - sussurrou, enquanto seus belos olhos sondavam o rosto do conde como se pudessem ver a alma dele."

- Quando comecei a reler esta história nem tive medo de não amar tanto como na primeira vez. Não existia tal possibilidade.rs E toda admiração e o orgulho que sentia da Jennifer se mantiveram. Sei que existem pessoas que a criticam, que acham que ela foi infantil, teimosa, impulsiva. E eu penso bem diferente dessas pessoas, pois o absurdo, na minha opinião, seria ela ceder e aceitar passivamente tudo o que aconteceu. Ela foi sequestrada. Tinha sim o direito de lutar contra o Royce o quanto suas forças permitissem e de tentar fugir de todas as formas possíveis. Era seu direito e o fato de ela exercê-lo não a desmerece aos meus olhos. Muito pelo contrário! É uma mocinha guerreira, pela qual sinto muito carinho. Jennifer era uma mistura fascinante de sensibilidade, romantismo, força, coragem e determinação. Ela podia ser tão delicada quanto uma flor, que não conseguia se proteger das feridas causadas pela família que não sabia amá-la, mas também era pura força e não estava nem aí se seu oponente era maior e mais experiente. Não era escocesa por acaso.rs 

Não que ela não erre. Na verdade, ela comete um erro terrível na reta final da história. A única de suas atitudes que realmente me feriu profundamente, pois atingiu em cheio o nosso mocinho, destroçando-o. E mesmo assim... magoado por ela, se manteve fiel à sua palavra. Disposto... disposto a perder tudo por amá-la. Sim, estou chorando.rs Nenhuma novidade

"Com a voz suave tremendo de emoção, perguntou:
- Jura que nunca levantará a mão contra a minha família?
A resposta do duque foi um sussurro dolorido:
- Sim."

- O Royce para mim é um dos melhores mocinhos da Literatura. Não é do tipo que tem palavras bonitas na ponta da língua ou perde tempo com romantismo. Como ele mesmo disse, é um guerreiro, um soldado. Não um poeta. Não entende dessas coisas, não sabe ficar fazendo elogios e dizendo as coisas belas que as mulheres gostam de ouvir. E isso aumenta o nosso amor por ele, pois suas atitudes com a Jennifer são instintivas. Ele responde ao sentimento sem perceber. Se ela estivesse triste, seu gesto de carinho vinha em resposta. Não podia vê-la magoada. Sabia que ela gostava de vestidos bonitos, então a presenteou com eles. Se ela estava com frio ele a cobria. Se precisava dos seus braços para sentir-se protegida, ali ela poderia estar, ainda que ele estivesse com raiva. Mesmo que o enganassem e o fizessem pensar mal dela, ele não necessitava de provas para perceber que estava errado... que as coisas não eram como pareciam. E quando a possuiu pela primeira vez, quando ainda eram inimigos, não foi com ódio, para humilhá-la ou se vingar. E foi uma das cenas mais lindas do livro. O Royce é incrível. Não dá para desprezá-lo. E ele sequer nos dá motivos para isso. 

- Sei que eu disse que a resenha seria curta, mas... Suspiros!rs Se pudesse ficaria falando deste livro por horas. É minha paixão. Uma história que me fez rir e chorar. E o final... É um dos mais emocionantes, gente! Sempre penso nele como a declaração de amor mais linda. Jennifer se redime do seu erro de uma forma... Nossa! E o que o Royce faz por ela... Só lendo vocês poderão entender. Amo demais estes dois! Eles têm um lugar todo deles no meu coração. 

- Existem resenhas de toda a Dinastia Westmoreland no blog. Não farei uma segunda resenha dos demais livros, que serão relançados pela Bertrand Brasil. Na verdade, Whitney, Meu Amor já foi relançado neste mês de junho e o último livro da série deve chegar nas livrarias nos próximos meses. Um Reino de Sonhos merecia uma segunda resenha não só por ser o meu preferido da trilogia, mas também porque é inédito no Brasil. Sim, a editora nunca antes se deu ao trabalho de publicar a série completa. Veremos se agora passará a fazer isso...

Dinastia Westmoreland

Um Reino de Sonhos (escrito depois de Whitney, Meu Amor, mas a história se passa séculos antes)
Whitney, Meu Amor (o livro mais polêmico da série)
Milagres (conto)

Observação importante: Como não farei outra resenha de Whitney, Meu amor, acho importante mencionar que existem duas versões desse livro e que, pelo que uma menina que já leu a versão publicada em 2018 disse, vocês terão acesso à versão "modificada", a menos polêmica, por assim dizer.rsrs Se minha memória não estiver falhando terrivelmente, o livro de Clayton e Whitney foi o primeiro a ser escrito pela autora e nele existiam duas cenas pesadas e inaceitáveis. O livro foi publicado contendo tais cenas e quem leu a versão mais antiga as enfrentou. Anos mais tarde a autora modificou por completo a primeira cena pesada e alterou o sentido da segunda. Além de ter acrescentado mais capítulos. Lembro que uma vez uma leitora me criticou ao ler minha resenha do livro, dizendo que eu estava meio que mentindo para os leitores ao mencionar cenas que não existiam.rs Porque ela tinha lido a versão de bolso, publicada alguns anos atrás, já contendo as alterações. Enfim... O Clayton que eu conheço é o da versão original. O fato da autora tê-lo "suavizado" depois não muda em nada o que ele fez e o torna o mocinho mais complexo e abusivo dela. Eu vou comprar a versão nova, isso é claro. Porque sou fã incondicional da autora. Mas não irei reler. Eu amo Whitney, Meu Amor. Não estou dizendo o contrário. E perdoei o Clayton, pois ele sofre como um condenado por tudo de mal que faz contra a Whitney, mas não tenho emocional para encarar esse mocinho de novo, gente!kkkkkk... Não agora. Daqui a alguns anos, talvez.rs

16 de junho de 2017

A Força do Destino - Charlotte Lamb


Só um destino muito cruel faria com que Joanne se apaixonasse tão perdidamente por Ben Norris. Primeiro, porque ele nem notava que Joanne existia, empenhado apenas em conquistar sua mãe, Clea, a grande estrela de cinema. Depois, porque Clea era uma mulher vaidosa, que tinha horror a parecer velha, e mantinha a filha à sua sombra. Joanne quase não podia sair de casa, tinha de se vestir e se comportar como uma menina, proibida de crescer. Onde Joanne encontraria forças para rebelar-se contra Clea, assumindo a mulher que despontava dentro dela? Onde buscar coragem para roubar o namorado da própria mãe?



Palavras de uma leitora... 



- Alguém aqui está preparado para um pouco de loucura nesta sexta-feira? Até o dia está um tanto perturbado, pois não decide se fará frio ou calor. Ora uma coisa, ora outra!rs

Confesso que já me diverti muito com o livro que estou prestes a resenhar. A história é tão absurda que houve momentos que eu ria de choque. Só mesmo a Charlotte Lamb para criar algo assim! E por falar nela... Acreditam que fazia mais de quatro anos que eu não lia nada da autora?! Nem eu acredito! Mas, apesar de ser fã dela, evitava seus romances por medo... tive tantas experiências brutais com seus livros que passei a fugir deles. Para o bem da minha saúde mental, é claro!

Ler A Força do Destino não estava em meus planos. Não havia nenhum livro da Charlotte em minha meta de leituras deste ano. Porém, uma leitora muito querida, a Beatriz Solano, me pediu para lê-lo, pois ela terminou a leitura sem entender nada. E como eu a compreendo!kkkkkk... Beatriz, o livro é realmente louco, querida! Mas valeu muito a pena a leitura, pois ri bastante com ele! A autora estava num dia muito criativo, pois desenvolveu diversas personalidades perturbadas nesta história. Dando espaço para cada uma delas nos mostrar "seu valor".rs

- A história começa com uma festa. A mocinha está incorporando o papel do patinho feio que vive à sombra de sua mãe, um belíssimo cisne pelo qual todos os homens morrem de amores. De início, eu já não sabia se simpatizava ou não com a Joanne, nossa protagonista. Apesar do livro ser escrito em terceira pessoa, em vários momentos tive a sensação de que conhecia os outros personagens através dos pensamentos dela, da opinião que ela tinha deles. Que era bastante contraditória, sinceramente. Ela não decidia se invejava ou não a mãe. Se a amava, odiava, se ela tinha sido uma boa ou uma péssima mãe. Até agora não sei ao certo o que a mocinha sentia pela Clea, o tal cisne que ela chamava pelo nome, uma vez que a mãe teria um troço se fosse chamada de outra maneira. No fundo, a própria Joanne não sabia o que sentia. 

- Ela tinha crescido num lar bastante desajustado, ao lado de pessoas que não entendiam que ela não passava de uma criança que necessitava de afeto. Queriam que ela se virasse sozinha, que encarasse as situações como uma adulta, pois a pessoa que merecia todas as atenções ali era Clea. E Joanne tinha a obrigação de viver ao redor da mãe, fosse apenas uma menina ou não! Seu pai se cansara do caos que era a vida familiar quando ela tinha apenas cinco anos. Ele partiu, reconstruindo a própria vida e deixando-a sob a responsabilidade de uma mãe que nada tinha de responsável ou de maternal. Não que Clea fosse agressiva com a filha ou algo do gênero. Ela simplesmente a deixava a cargo de outras pessoas, competindo com a menina por atenção. Porque os outros tinham que cuidar de sua filha, mas ela era quem vinha em primeiro lugar. Sempre! Se qualquer um olhasse com mais atenção para a menina, Clea fazia todo o necessário para voltar a ser o centro do mundo de todos e assim Joanne ia sendo esquecida. 

Naquela festa, apagada como de costume, Joanne tentava se convencer de que estava satisfeita com a vida que levava, embora seus próprios pensamentos nos gritassem que não, que ela já não aguentava mais. Que queria respirar, viver a própria vida e ser vista pelos outros também. Que a enxergassem como ser humano... como mulher. E tais sentimentos apenas se intensificam quando um homem misterioso e irresistível aparece, despertando algo novo em seu interior, mas mal notando sua existência. Porque enquanto ela não era capaz de tirar os olhos dele... ele só tinha olhos para sua mãe. 

E é aí que a história começa... 

Ben Norris tinha contas do passado para acertar... Cerca de vinte anos atrás, sua infância e seu lar tinham sido destruídos por uma mulher sedutora e ardilosa que enredou seu pai, transformando o casamento dele num inferno, apenas para fugir com outro depois... deixando para trás pura destruição. Ben tivera que ver, dia após dia, sua mãe afundar-se cada vez mais no álcool e seu pai viver pelas lembranças da atriz que havia amado e perdido. E, com a morte da mãe, ele jurou que iria vingar-se da mulher que acabara com sua vida: Clea Thorpe, a famosa atriz... a mulher da qual ele não conseguia tirar os olhos naquele momento. Todavia, não se deixaria levar por sua beleza e feitiço... Tinha seus próprios planos para ela... E no meio de tanto ódio e vingança quem ele estaria disposto a destruir no processo? Até onde ele estaria disposto a ir para conseguir o que desejava?

- Nem sei bem por onde começar...rsrs Não quero contar o livro inteiro, mas é bem provável que tenha que revelar certas coisas para fazer vocês entenderem a loucura desta história. 

Como eu disse antes, Joanne estava cansada de viver à sombra da mãe. E é algo bastante compreensível, pois no lugar dela eu já teria dado bye, bye  há muito tempo. Quanto mais eu conhecia a Clea mais repulsa ela me causava. Com uma mãe como aquela nossa mocinha não necessitava de inimigo algum. E se ela demorasse tempo demais para acordar acabaria tendo a vida destruída pela mulher que deveria protegê-la e amá-la, mas que estava apenas preocupada em vencer a filha em tudo. Em ser sempre mais que ela e impedir que qualquer homem a enxergasse. 

Na festa em questão, que dá início aos dramas e reviravoltas desta história, Joanne estava presente apenas como uma empregada, alguém que deveria garantir que tudo corresse bem, que os convidados fossem bem servidos e se sentissem confortáveis. Sua mãe era quem escolhia suas roupas e maquiagem, não admitindo que Joanne se vestisse como a mulher que era aos vinte anos. Ela deveria sempre aparentar ser uma menina, impedida de crescer. E, para não desagradar a mãe, a mocinha fazia todas as suas vontades. Porém, quando Ben cruza seu caminho e a faz sentir coisas que ela jamais tinha sentido antes, ela começa a se revoltar mais e mais com aquela situação, desejando ser vista por ele... querendo que ele a notasse e desejasse. Que a amasse. Por isso, lhe dói muito quando ele também se sente enfeitiçado pela mãe dela, sendo outro de seus tantos admiradores e sequer percebendo que Joanne estava ali, bem perto dele. Será que ela não tinha o direito de gostar de ninguém na vida e ter tal sentimento retribuído? Será que todos os homens pelos quais ela se interessasse sempre iriam preferir a sua mãe? 

A partir daquele dia, Ben se torna presença constante em sua casa, pois sua mãe, interessada no dinheiro que ele poderia investir em seu novo filme, o instiga cada vez mais, disposta a fazer o que fosse necessário para tê-lo aos seus pés. E ela era bastante esperta, não dá para negar. De todas as personagens desta história, Clea é a mais marcante. Ela conseguia fazer um ótimo papel de vítima, sendo sedutora quando queria, mas também sabendo ser uma menina inocente, uma mulher frágil, uma mãe dedicada.... tudo o que o momento pedisse. Não tenho dúvidas de que ela era uma ótima atriz!rsrs E se o Ben não a odiasse tanto, acredito que ele teria ficado preso em sua armadilha, sendo mais um que ela usaria da forma que quisesse. 

Mas a mocinha da história também acontece. Como nosso mocinho atormentado tinha fortes motivos para odiar a Clea, isso faz que em algum momento ele acabe por notar a Joanne, o que o surpreende e perturba, claro. De início, ele a via como uma menina, sentindo pena por ela ter crescido num ambiente como aquele, mas não perdendo seu tempo em lançar-lhe um segundo olhar. Todavia, seus caminhos acabam por viver se cruzando por conta da aproximação dele com sua mãe. E assim, ele tem a oportunidade de ver que ela era bem mais do que mostrava... e que começava a incendiá-lo por dentro. Amar não estava em seus planos. Muito menos a filha de Clea. Desta forma, ele encontra na atração que começa a sentir por Joanne um plano B, caso o primeiro não desse certo. 

Estão conseguindo acompanhar ou já se sentem perdidos?kkkkkk... Eu própria tenho que tentar manter os pensamentos organizados para não me perder!kkkkk.... Ben vai atrás de Clea por vingança. Na tentativa de destruir a vida dela como ela tinha destruído o seu lar e a vida de sua mãe. Clea decide usar o Ben para conseguir o que ela desejava. Joanne se sente muito atraída por Ben, ele é o primeiro homem a provocar seus sentimentos, a fazê-la desejar ser mulher e não apenas uma menina. E, embora ela não tivesse nada a ver com o que os dois pretendiam, acaba por ser a mais atingida. 

Vocês lembram que tudo começa por causa do pai do Ben? Por que Clea e ele viveram um romance no passado? Pois bem. Quando descobre que o filho foi atrás da mulher que ele nunca conseguiu esquecer (a vida dela era pública, então tudo era publicado nos jornais), Jeb decide aparecer e o plano A do nosso mocinho vai para o espaço!kkkkkk... Jeb conhecia o filho que tinha e os rancores que ele guardava. Assim, resolve aparecer para impedi-lo de machucar sua querida e, ao mesmo tempo, aproveita a chance para tentar reconquistá-la. Algo que ele vai conseguir fácil, fácil, é óbvio! 

- Furioso pela intromissão do pai, Ben sente-se no direito de descontar toda sua frustração na Joanne, não apenas porque ela era seu plano B, como também porque estava atraído por ela e revoltado por ela ter percebido que era mulher e passado a se comportar como tal, não mais se escondendo na imagem de menina.kkkkkkk... Sim, todos eles necessitam de um tempo no manicômio!kkkkkkkk... 

E aí aumenta o drama e sofrimento na vida da nossa mocinha. Aproveitando uma oportunidade de ouro e a ingenuidade da Joanne, ele a atrai para um "passeio" de lancha, convidando-a para um chá com um amigo dele. Sério, eu fiquei impressionada com a inocência estúpida desta mocinha! Ela era a única pessoa que o conhecia de verdade. A única para quem ele tinha confessado suas intenções, o ódio violento que sentia da mãe dela e dito com todas as letras o quanto desprezava as duas e queria destruí-las. Mas como ele meio que pediu "desculpas", ela achou que não teria nada de mau em ir passear com ele. Existe alguém mais imbecil?! 

Ela resiste um pouco, mas acaba se deixando levar por ele... quando dá por si, está trancada no "quarto" dele num iate. Sim, literalmente trancada, pois ele passou a chave na porta. Claro que ele estava dentro do quarto também. Vocês já podem imaginar o que ele pretendia. Quem conhece a autora já está até acostumada com coisas assim. Joanne resolve gritar por socorro, mas só falava inglês e francês e a única pessoa presente no iate, além dos dois, era um empregado que só falava grego e que mesmo que a entendesse não a ajudaria. 

Bancando uma daquelas vítimas de filmes de terror ou suspense, que ficam tentando fazer o maníaco ficar falando enquanto pensam num jeito de escapar ou fazê-lo mudar de ideia, Joanne deixa o Ben desabafar toda sua revolta, seus planos e blá blá blá.rsrs Eu não sabia se sentia pena dela ou se ria, para ser sincera. Era tudo tão patético e absurdo que eu própria já estava perturbada!kkkkkkkk... Os argumentos do Ben para estar se comportamento daquela maneira eram muito estúpidos. Cheguei à conclusão que ele tinha nascido com todos os parafusos fora de lugar.

Depois pensei: vamos ter aqui um revival de Paixão Diabólica ou Noites de Tortura (dois "romances" da mesma autora). Mas a autora conseguiu me surpreender! O que foi bom! Sinceramente, não estava preparada para tal estresse. Até aquele momento eu ainda não tinha odiado o Ben, apesar de ter desejado atacar algo em sua cabeça em algumas ocasiões. Eu não queria começar a desprezá-lo de verdade. Mas eu só não odiei o Ben por causa da Joanne, porque pela primeira vez na vida ela usou o cérebro para uma atitude que me fez dar gargalhadas aqui. Não contarei o que ela faz, é claro. Já falei demais!rsrs

- O livro, tendo como ponto de partida aquela situação no iate, dá uma reviravolta e tanto, seguindo por um novo rumo. E aí eu confesso que já não sabia o que pensar. Não tinha mais ideia de como a história terminaria. Lembrei do livro Fascinação e comecei a ficar nervosa, temendo que o livro tivesse o mesmo final. Não que em Fascinação o fim não tenha sido justo. Mas eu não queria algo como aquela história. 

- Se vocês pensam que toda a confusão e loucura do livro param por ali, estão muito enganados! Muitos outros absurdos acontecem e acabamos por nos sentir bem tontos, como se alguém tivesse nos girado e girado. Ainda me sinto meio tonta, gente!rs

- Não consegui acreditar numa cena em particular protagonizada pelos pais da Joanne e seus respectivos companheiros. Não sei se já conseguiram perceber que a Clea é uma sedutora, uma vadia qualquer que gosta que TODOS os homens a amem e desejem. Ela quer sempre se sentir a poderosa. Assim, durante uma reunião familiar, quando estava acompanhada pelo Jeb (que naquela altura já tinha se casado com ela), ela decidiu flertar abertamente com seu ex-marido, que estava acompanhado pela esposa. Além do Jeb ter se feito de idiota, como se não estivesse vendo o que a Clea fazia, a esposa do pai da Joanne, ficou calada, aguentando toda a situação. Mas isso não é o pior! O mais chocante é que depois que o momento passa, ela e a Clea viram "amiguinhas". Ela simplesmente se aproxima da Clea e ambas começam a conversar sobre moda e a Ângela percebe que JULGOU DE MANEIRA EQUIVOCADA a Clea, que ela não era a pessoa que imaginava. Isso só pode ser brincadeira, certo? A vagabunda tenta seduzir o marido dela, na frente de todos, e ela acredita que a julgou mal! Que ela era uma boa pessoa, apenas incompreendida! Fala sério! Eu já estava quase me internando num hospício! 

- Mas, acreditem, coisas mais loucas acontecem! Como a relação destrutiva entre a Clea e a Joanne. Numa altura do livro, mesmo tendo percebido que a filha estava interessada no Ben e já estando casada com o pai dele, a Clea tenta seduzir o Ben! Isso mesmo que vocês entenderam. Fazendo papel de mulher frágil e desamparada, ela tenta levá-lo para a cama. E o que a mocinha da história faz depois? A perdoa!!! E quase pede perdão à mãe por tê-la impedido de transar com o homem que ela amava! Não! Não estou brincando! Isso realmente acontece!

O mais desesperador, que nos faz desejar puxar nossos cabelos, é que o pai do Ben sabia que sua esposa estava tentando seduzir o seu filho. Que ela necessitava ter o Ben aos seus pés. E ele lida muito bem com isso!kkkkkkkkk... Como se fosse perfeitamente normal sua esposa querer "pegar" seu filho.kkkkkkkk... São ou não todos doentes neste livro? Sem sombra de dúvidas! 

Há um momento, quando algo importante acontece, que TODOS ficam com medo da reação da Clea. Porque a pobrezinha iria sofrer! Porque ela teria toda a razão em sentir-se ultrajada, coitada! A família ficou toda pisando em ovos, tentando proteger a florzinha delicada deles e eu quis esganá-los! É simplesmente absurdo demais para minha cabeça!

- Porém, confesso que eu até gostei do livro!kkkkkkkk... Ele mexeu com meus pensamentos, me deixou muito confusa e chocada, conseguiu me provocar uma reação, além de ter me feito rir com tanta loucura e só por isso já valeu a pena. Mas outro ponto positivo é que, apesar de também não serem normais, Ben e Joanne conseguem construir algo mesmo que nada pudesse parecer que ia dar certo. E o Ben reconhece os seus erros, enxerga com outros olhos suas atitudes do passado. E luta pelo que quer. 

- Eu acreditei no amor deles. Era tudo muito complicado, confuso, eles próprios estavam completamente perdidos no meio de suas histórias familiares, mas se apaixonaram sim. A Joanne se tornou a vida dele. Ele a amou mesmo não desejando isso. Só queria que a história tivesse girado mais em torno dos dois, que existisse mais romantismo, mais cenas deles dois juntos e menos Clea. 

- Recomendo ou não a história? Deixo que vocês escolham ler ou não, sem indicação minha!rsrs Não é um romance apaixonante nem nada do gênero. Achei um livro inteligente pela maneira que construiu a personalidade, o caráter dos personagens. A autora trabalhou bastante a construção psicológica de seus personagens, mas acabou por tudo girar em torno disso. Eu queria mais romance entre o casal protagonista, queria que a história fosse mais sobre eles dois. Infelizmente, não é assim. 

3 de novembro de 2016

Destinos Cruzados - Kathie DeNosky

(Título Original: The Cowboy's Way
Tradutora: Cydne Losekann
Editora: Harlequin
Edição de: 2015)


O despertar da paixão!

T.J. Malloy não pensou duas vezes antes de salvar uma mulher com um bebê de uma enchente violenta e abrigá-los em seu rancho. Até perceber que Heather Wilson era a vizinha com a qual tinha uma contenda. Mas não havia como ignorar o quanto era bela, e também seu desespero pelo tipo de ajuda que só um cowboy como ele poderia oferecer. Conforme o volume da água
aumentava, o desejo entre os dois se tornava mais forte… E T.J. fará o que for preciso para Heather ficar ao seu lado!




Palavras de uma leitora...



- Creio que é outra autora que eu ainda não conhecia. Mas, ao contrário da primeira história deste livro, esta sim vale a pena. :)


Heather e T.J antipatizaram logo à primeira vista. O cavalo dela insistia em invadir a propriedade de T.J, se relacionando com todas as suas éguas como se estivesse em seu direito, o que enfurecia bastante o nosso mocinho, que ia devolver o cavalo sempre com uma quase irresistível vontade de estrangulá-la. E assim... dois longos e tumultuados anos se passaram. Heather jamais consertava a cerca, o cavalo seguia se divertindo e T.J. já não suportava sequer ouvir o nome de sua vizinha. Até que...

... após as celebrações de Natal, T.J. encontra uma mulher em apuros na tempestade e, educado para jamais abandonar qualquer ser humano nessas condições, ele vai até seu carro oferecer ajuda... é quando percebe que a sorte não estava a seu favor, pois a mulher "desamparada" era justamente sua insuportável vizinha. E, embora fosse tentador virar as costas como se nada tivesse acontecido (risos), ele lhe oferece abrigo, descobrindo que ela era mãe de um bebê adorável e que ambos estavam doentes. 

A breve convivência é mais do que suficiente para que ele perceba que tudo o que pensava sobre ela era equivocado e que, por um motivo que ainda não era capaz de compreender, sabia que faria de tudo para proteger ela e o filho, mesmo que ela lutasse com todas as suas forças para mantê-lo o mais longe possível. 

O que quer que existisse entre eles... nosso mocinho não estava disposto a renunciar. Aquela mulher faria parte de sua vida, e o filho dela também seria seu filho. Era uma promessa. 


- Eu amei esta história! Leve, fofa, divertida e com aquele "algo" que nos faz lembrar com carinho de um livro, sabe. Apreciei cada instante de leitura, torcendo muito para que o T.J. derrubasse as defesas desta mocinha teimosa e mostrasse que sempre estaria ao seu lado. Que ela já não tinha nenhum motivo para ter medo. Suspiros...

- A vida foi bastante dura com este casal. Ambos passaram por momentos de muita dor. Momentos que os marcaram. Porém, enquanto o T.J. fez de tais sofrimentos lições para seguir adiante e jamais perder as esperanças, nossa mocinha construiu defesas ao seu redor, mantendo todos distantes para não se machucar outra vez. Mas ele... com toda sua paciência e charme consegue conquistá-la. Não é fácil, mas ele consegue.kkkkkkk... 


- É um livrinho sem maiores complicações. Ideal para lermos para passar o tempo, num dia chuvoso ou em qualquer outro momento. :) Eu recomendo!!! 

- Fiquei me perguntando se os irmãos do mocinho teriam suas próprias histórias. Vou procurar. Adoraria saber como se desenrola o romance entre o Jason e a Mariah. 

7 de janeiro de 2016

Noiva Rebelde - Lynne Graham

(Título Original: Ravelli's Defiant Bride
Tradutora: Angela Monteverde
Editora: Harlequin
Edição de: 2014)

Heranças do Poder 1/3


Uma esposa inesperada!

Cristo Ravelli caminhava pela propriedade irlandesa de seu pai lastimando o dia em que ouviu o nome Brophy. Que o seu pai tenha morrido e deixado um bando de filhos ilegítimos era dificilmente uma surpresa. Mas, para silenciar esse escândalo, Cristo precisava incluir a guardiã de seus irmãos em seus planos. A única preocupação de Belle Brophy era com seus meio-irmãos, que agora estavam sob seus cuidados. Ela faria qualquer coisa para proporcionar a eles a segurança que nunca teve. Então, quando um belo italiano a pede em casamento, ela não recusará. Entretanto, assim que a aliança está em seu dedo, Belle logo descobre que um casamento significa muito mais do que apenas dizer "eu aceito".



Palavras de uma leitora...



- Depois da raiva que Segredos de Amante me provocou, eu comecei esta leitura com os dois pés atrás.rs E a "simpatia" inicial do mocinho só fez eu ter certeza de que detestaria a história e terminaria odiando profundamente quem eu já considerava suposto mocinho. E não tenho nenhuma vergonha de admitir que me enganei. Noiva Rebelde é uma história que devoramos em poucas horas e nos faz recuperar a fé na autora e em seus personagens. Fiquei simplesmente encantada por este casal tão emotivo, apaixonado e divertido. Amar esses dois foi fácil, fácil e não pude deixar de lamentar quando a história chegou ao fim. Será que era pedir demais que tivesse ao menos mais 183 páginas?!rsrs

- Quando Cristo e Belle se conhecem é desejo e ódio à primeira vista. Bem... Não exatamente, pois o ódio é só da parte dela.kkkkkkk Ela sentia verdadeiro desprezo pela família Ravelli, pois um membro desta maldita família havia iludido e magoado sua mãe por mais de 15 anos. Belle era só uma menina de 8 anos quando Mary se apaixonou perdidamente pelo patrão e se entregou a um relacionamento que arruinou sua reputação, destruiu a infância de Belle e fez com que ambas fossem consideradas indignas de conviver com as outras pessoas da pequena cidade na qual moravam. Agora... tanto tempo depois, sua mãe já não estava mais entre eles. Havia falecido pouco tempo depois daquele verme que ela sempre idolatrou e com tivera 5 filhos ilegítimos. Como se não bastasse a dor pela perda da mãe, Belle via-se agora responsável por 5 crianças e com a ameaça de Cristo Ravelli, meio-irmão das crianças por parte de pai, de entregá-las à adoção, pairando sobre sua cabeça...

... Tudo porque ele queria evitar o escândalo que a existência dos meninos provocaria. A adoção seria a solução perfeita para todos. Só que ele jamais poderia imaginar que a mulher que mexera tão intensamente com ele pudesse se tornar uma adversária e tanto no intuito de proteger aqueles que amava...

"- Não ouse se aproximar mais! - avisou.
 - Costuma agir como louca sempre? - perguntou Cristo dessa vez com suavidade, dominando a fúria.
 - Vou levá-lo ao tribunal e forçá-lo a reconhecer as crianças! - replicou Belle com paixão. - Elas têm direitos legais a uma parte dos bens de seu pai, e você nada poderá fazer. E não sou louca."

- Guiada pelo amor que sente pelos irmãos, ela resolve enfrentar Cristo e fazê-lo perceber que ela poderia ser uma grande ameaça para ele...

"- Acalme-se - pediu. - Vamos conversar.
 - Não confio em você! - replicou Belle. - Deixe-me ir embora ou jogo esse vaso na sua cabeça!
 Cristo não compreendeu a própria reação, porque continuou avançando sem prestar atenção na ameaça.
 Belle atirou o vaso na sua direção e se encolheu ante o som de porcelana quebrada sobre o chão de mármore."

- Chocado com o descontrole emocional dela e refletindo sobre o seu comportamento, ele acaba por perceber que existia entre aquela louquinha de cabelos vermelhos e os irmãos uma ligação profunda, que ele jamais teve com ninguém na vida. É então que ele entende que não conseguiria, e nem sequer desejava, tirar as crianças dela. E que ele sentia um desejo louco de usar todo o seu poder de convencimento para fazer dela sua esposa. Não importava que ela já viesse com uma família pronta. E que ele tivesse que se desviar de objetos voadores...

"Não havia nada ali que pudesse atirar na cabeça dele, então encheu um copo com água, deixou o banheiro, e atirou a água no rosto dele.
 Espantado, ele se sentou na cama muito viril e belo, com a pele morena e os cabelos negros em desalinho.
 - Que diabo foi isso? - perguntou, enxugando a água do rosto. 
 - Não ouse nunca mais falar comigo assim, seu cafajeste! - gritou Belle furiosa."

- Por que a autora não faz mais mocinhas como esta?! Belle é perfeita! Corajosa, ousada, explosiva... Capaz de enfrentar o mocinho de queixo erguido e de lhe dizer todas as verdades que ele merece ouvir. Ela podia até derreter em seus braços, mas nem toda a paixão e o amor que pouco a pouco começou a sentir por ele, a impediam de enxergar seus defeitos e arremessá-los em sua cara.kkkk Ela é a alma deste livro, gente. O Cristo se torna um fofo, irresistível, mas ela segue sendo minha personagem preferida desta história.rsrs

- Se recomendo??? Sem nem sequer precisar pensar! É uma história linda, divertida e maravilhosa que é impossível não amar. Bem... Pelo menos esta é a minha opinião. :D 

Que venha o próximo!!! Hora de conhecer a história de Betsy e Nik... 


Trilogia Heranças do Poder

Noiva Rebelde (Belle e Cristo Ravelli
Esposa Decidida (Betsy e Nik)
Por Um Ano Apenas (Ella e Zarif)
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