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1 de abril de 2014

Um Homem Muito Sensual - Helen Bianchin



Uma simples acompanhante?

Nickos Alessandros precisava de alguém para acompanhá-lo em sua agitada vida social. A linda e sofisticada Michelle seria a pessoa ideal para essa tarefa… temporariamente.
Para Michelle, um relacionamento falso a ajudaria a escapar da perseguição de um playboy. Nickos, porém, era tremendamente sensual, e Michelle começou a ter dificuldade para resistir aos encantos daquele verdadeiro deus grego. Se ela concordasse em participar daquela farsa, será que conseguiria separar fantasia da realidade?



Palavras de uma leitora…

- Sim. Depois de um desaparecimento de um mês, volto a dar notícias de vida.rsrs… E, infelizmente, não com a resenha de um livro marcante.

 “Ele beijou-lhe a mão mais uma vez e fez uma prece de agradecimento a Deus pela sorte que tivera de encontrar aquela mulher. Sua mulher.

Quando se lembrava de que quase não fizera aquela viagem à Austrália, que por um triz poderia ter enviado um de seus funcionários em seu lugar, chegava a sentir um arrepio de horror na alma. Se tivesse ficado em Atenas resolvendo outros problemas, jamais a teria conhecido. E aquilo seria tenebroso.

Como viver a vida toda, como passar uma existência inteira nessa Terra sem nunca experimentar a alegria de tê-la nos braços?

- Uma das coisas que sempre me fizeram suspirar ao ler um livro da Helen Bianchin, era o romantismo dos seus mocinhos. A capacidade que eles tinham de fazer e dizer coisas lindas, românticas, mesmo que fossem simples. Em geral, sempre são mocinhos que fariam tudo pela mulher amada, que muitas vezes não tinham coragem de confessar facilmente o amor que sentiam, mas que nos faziam perceber tal sentimento a cada página virada. Eram sempre os heróis das mocinhas.rsrs… Salvando-as de um ex controlador, obsessivo e doente mental, que não conseguia compreender o fim do relacionamento. E elas eram sempre mocinhas que tinham que enfrentar, com graça e dignidade, a língua afiada das rivais e, certas vezes, até mesmo as tentativas, desesperadas, dessas mulheres para eliminá-las do caminho. Lembro que já li livrinhos nos quais as “rejeitadas” tentavam até matar as pobres mocinhas, o que só fazia com os mocinhos ficassem ainda mais próximos de suas amadas e eles fossem ainda mais felizes. É claro que já li livros ruins da autora. Sejam ruins por serem fracos ou por terem pestes como mocinhos, mas esses livros foram raros.rsrs… A maior parte dos livros que li da autora, foram lindos e se tornaram inesquecíveis. Um Homem Muito Sensual teria entrado para essa lista. Para a lista de inesquecíveis. Se eu o tivesse lido num outro momento. Numa outra época da minha vida.


- Michelle e Nickos se conheceram num jantar entre amigos. Michelle era noiva do filho dos anfitriões, um rapaz um tanto quanto desequilibrado, que achava que Michelle só pertencia e só poderia pertencer a ele. Nickos era o convidado de honra, um homem envolvente e charmoso, que não conseguia tirar os olhos de Michelle e insinuar que existia entre eles mais do que estavam dispostos a admitir no momento. Ele a queria e não fazia questão de esconder isso. Determinado, pôs fim ao relacionamento sufocante que existia entre Michelle e o noivo e a convenceu a entrar numa trama complicada e perigosa… para o coração de ambos. Com o tempo, o que havia começado apenas como um jogo e que evoluiu para desejo, se transformou em amor. Só o que eles não sabiam é se estavam dispostos a encarar tal sentimento e todas as suas consequências. Ou fingir que nada ocorria e, ao fim do jogo, seguir com suas vidas. O que vale mais? Amor ou liberdade? E seria o amor realmente uma prisão?


- Nem sei bem por que comecei a ler esse livro.rsrs… Faz tanto tempo que o estou lendo (sim. Minha situação está tão complicada que estou demorando uma eternidade para ler um livro fininho. Se o livro fosse maior, provavelmente eu terminaria a leitura no próximo ano) que já nem lembro o motivo.kkkk… Mas foi provavelmente por estar sentindo alguma falta dos livrinhos da Helen Bianchin, que, no início da minha vida como leitora, teve papel importante. Era uma das autoras que eu mais amava, perdendo apenas para Lynne Graham, Michelle Reid, Charlotte Lamb e uma ou duas autoras mais. Eu lia seus livros com frequência e me encantava… sonhava acordada com suas lindas e simples histórias de amor, que tinham basicamente a mesma trama, mas que, para mim, eram únicas independente de tudo.rsrs… Sinto falta daquela época… Da época na qual as coisas eram mais simples, até no mundo da leitura. Agora tudo está mais complicado e eu, de certa forma, amadureci como leitora. Algo que é bom e ruim ao mesmo tempo.rs… Bom, porque me abri para outros tipos de histórias, me permiti dar chance aos romances históricos (lembram que houve uma época na qual não suportava históricos?!), aos livros de suspense (que não fossem só do Sidney Sheldon ou Dan Brown), saí do mundo dos livrinhos de banca e entrei no mundo dos livrinhos de livraria. Eu sempre fui uma leitora disposta a encarar novos romances, desde que não fossem romances com temas que me incomodassem além da conta. Sempre gostei de livrinhos mais reais, no entanto, os evitava mais.rsrs… Eu “pertencia” aos romances de banca. Abria pouquíssimo espaço para outros tipos de história, entendem? Tenho a sensação de que isso mudou muito de um ano (ou um pouco mais) para cá. Por diversos motivos… E é bom porque me permiti conhecer ótimas histórias, me encantar, emocionar, sofrer (risos), chorar e sorrir com histórias diferentes, mas incríveis da maneira delas. Aceito com mais “naturalidade” certas histórias e mesmo sofrendo muito com elas, gosto.kkkkk… O que me faz pensar que sou masoquista, é claro. Mas enfim… E ao mesmo tempo, é ruim. Porque sinto uma saudade violenta dos meus livrinhos de banca. Sinto falta daquela simplicidade… Da época na qual eu sentava, em dias chuvosos (ou não) nos quais eu estava em casa, com vários livrinhos perto de mim (na época, muitos deles, eu pegava emprestado com a irmã de uma amiga.) e ficava lendo um após o outro, sorrindo como uma boba e suspirando emocionada.rsrs… Era tudo tão mais simples (pelo menos, no mundo que eu criei, separei, para os livros), tão mais tranquilo… Eu penso que eu “enxergava” muito mais os romances de banca naquela época. Era capaz de compreendê-los melhor, “vivê-los” com maior intensidade. Hoje em dia, sinto como se tivesse me distanciado mais deles e é triste admitir. Mas como eu disse, isso aconteceu por vários motivos e não só por culpa de certos livrinhos de banca que tive o desprazer de ler. Aconteceu por certas decepções que não valem a pena ser mencionadas. Aconteceu porque conheci histórias diferentes e isso provocou certa mudança em mim. Enfim… foram vários os motivos.rsrs… Não amo mais os livrinhos de banca????!!! Claro que amo. Sempre os amarei. Aqueles que li no passado, alguns que conheci nos últimos dois anos e os que ainda conhecerei no futuro (pois não desisti deles). Sobretudo os que são da Lynne Graham e da Candace Camp.rsrsrs… Mas quase já não sou capaz de sentir a ligação que eu sentia antes (pelos da Lynne Graham e Candace Camp ainda sinto!!!!). A magia. Por que estou dizendo isso? Porque não senti por Um Homem Muito Sensual – Helen Bianchin, nem sequer metade do que eu sentia quando lia um livro da autora, no passado. E sei que se eu tivesse lido essa história uns dois anos atrás, seria diferente, entendem? O livro tem tudo que as histórias da autora sempre tiveram. É a mesma trama, que sempre foi capaz de me emocionar no passado. Por isso sei que a culpa não é da história. É minha.



- Eu gostei do livro. Mas não o amei. Um livro que eu teria amado muito no passado. Quero acreditar que é só uma fase. Que, se der tempo ao tempo, conseguirei recuperar a “ligação” que eu tinha com os livrinhos de banca (sobretudo os mais antigos), mas me entristece muito pensar que isso talvez não ocorra… 

24 de dezembro de 2012

Pedido de Natal - Anne Gracie [Maratona de Banca 2012 - Dezembro]


(Título Original: Gifts of the Season
Editora: Nova Cultural)


Em Dezembro: Natal



O mundo de Ellie se resume à filha que tem. Viúva, pobre e vivendo em um chalé isolado, ela sabe que o futuro não pode ser muito diferente do que o presente. Porém quando o inverno chega, traz consigo um desconhecido que sofreu um grave acidente e perdeu a memória.

Ellie o recolhe em sua casa, e a cada dia que passa começa a achar a presença dele mais e mais reconfortante. E não é só: aquele estranho sem nome começa a entrar devagar em seu coração, fazendo-a ver que a lenha que queima na lareira pode aquecer bem menos do que um coração apaixonado!




Palavras de uma leitora...




— Minha vela do desejo ainda está queimando, mamãe?
Ellie beijou a filha pequena com ternura.
— Sim, querida. Ela ainda não chegou ao fim. Agora, deixe de preocupar-se tanto e tente dormir. A vela está lá embaixo, na janela, no lugar onde você a deixou.
— Brilhando na escuridão para que papai a veja e saiba onde nós estamos.
Ellie hesitou. Quando respondeu, sua voz era rouca.
— Sim, querida. Papai saberá que estamos aqui, seguras e protegidas do frio.
Amy encolheu-se sob os cobertores gastos e a desbotada colcha de retalho que as cobriam.
— E quando o novo dia chegar, ele estará aqui para o café da manhã.
Um nó se formou na garanta de Ellie.
— Não, querida. Papai não vai estar aqui. Você sabe disso.
— Mas amanhã é meu aniversário e você disse que papai viria.
Lágrimas queimavam os olhos de Ellie. Comovida, ela acariciou o rosto encantador e suave da filha.
— Não, querida, eu disse isso no ano passado, e você sabe por que papai não veio naquela ocasião.
Houve um longo período de silêncio.
— Porque no ano passado eu não coloquei uma vela na janela?
A reação de Ellie foi de verdadeiro horror.
— Oh, não! Não, minha querida, juro que você não tem nenhuma responsabilidade no que aconteceu.— Ela tomou a menina nos braços e abraçou-a por um longo momento, afagando seus caracóis sedosos, esperando até que o nó em sua garganta se desfizesse e ela fosse capaz de falar mais uma vez.— Meu bem, seu papai morreu, por isso ele nunca voltou para casa.
— Porque ele não conseguia encontrar o caminho, porque não acendi uma vela na janela para ajudá-lo.



- Esta história me prendeu desde a primeira página quando a pequena Amy, aquele anjinho de apenas quatro anos, falou para a mãe as coisas que coloquei acima. Eu senti um nó na minha garganta e uma vontade de proteger aquela menina de tamanha ilusão, mas no fundo eu já imaginava que o mocinho da história apareceria justamente no aniversário daquela menina, como um presente, como se aquela vela vermelha que Amy acendeu fosse realmente especial... pudesse fazer milagres. Não acredito que a vela tenha feito algo. Mas a fé daquele anjinho, sim. Quem se negaria a atender um pedido tão especial?! Tudo que ela queria era um pai. Não pedia mais nada. É impossível não se emocionar com isso. 


- Tarde daquela noite, quando Amy já estava na cama, um desconhecido bateu na porta da casa de Ellie, mãe da menina. Ele batia de forma desesperada e Ellie não sabia se deveria ou não atender a porta. Morava num lugar um tanto quanto perigoso e não era recomendável uma mulher sozinha, com uma criança pequena em casa, atender a porta uma hora daquelas. Mas o estranho pediu por socorro, deixando-a cada vez mais nervosa. Seria um truque? Uma forma de fazê-la atender a porta para depois fazer mal para ela e sua filha? Ou aquele desconhecido realmente precisava de ajuda? Antes que Ellie pudesse decidir se abria ou não a porta, um barulho se fez escutar do lado de fora... como se algo tivesse caído. E Ellie tomou sua decisão. Abriu a porta... encontrando um homem ferido e desacordado caído no chão. Sem pensar nas consequências ela o colocou para dentro de casa, sabendo que seria desumano deixar alguém ferido do lado de fora naquele tempo, para morrer de frio ou infecção. E essa simples atitude de amor pelo próximo, mudou toda sua vida. Para melhor, é claro. Muito melhor. Não eram só os sonhos de Amy que estavam prestes a se realizar... mas também os mais profundos desejos do coração de Ellie. Aquele aniversário seria diferente... e o Natal que se aproximava também. Porque milagres... definitivamente acontecem.


- Não é permitido falar muito desta história.rsrs... Ela é tão curtinha, gente, que é possível lê-la em pouquíssimas horas. Se você não estiver fazendo mais nada enquanto lê o livro, é possível até mesmo terminar a leitura em uma hora. É muito curtinha... porém, uma das histórias mais doces e fofas que já li. Aquele livro que acaba por nos lembrar dos contos de fadas que líamos em nossa infância. É um livrinho simples e mágico. Encantador. Me peguei várias vezes suspirando e dando gargalhadas aqui. Foram ótimos os momentos que passei com esse livro. 



— Cubra-se!—  Exigiu ultrajada.
Ouviu um ruído de tecido e virou-se para encará-lo e sentiu que o rosto era tingido por um novo rubor. Ele havia encontrado uma de suas meias e a colocara sobre a parte de seu corpo, justamente a parte que mais a chocara. O restante continuava exposto. Tentou não notar a beleza dos músculos bem definidos e das curvas firmes, mas era difícil ignorar tão perfeita beleza.
Os olhos azuis brilhavam maliciosos e provocantes.
— Assim está melhor, amor?



- Atrevido, verdade?!kkkkk... Um sedutor! Esse mocinho sem nome me divertiu muito aqui. Ele tinha perdido a memória ao ser tão cruelmente ferido na cabeça e quando acordou, acreditou que Ellie fosse sua esposa. Porque a menina, a Amy, não parava de chamá-lo de "papai" e a criança tinha os olhos da mesma cor que os dele. Ele acabou por acreditar que ela era realmente filha dele, embora estivesse um pouco nervoso por não conseguir se lembrar de nada. Quando acorda com a Ellie em seus braços (pois só tinha uma cama naquela casa para adultos e fazia muito frio. Ela não teve outra opção senão dormir na mesma cama que ele... e sabe como é quando dormimos... ela não foi parar nos braços dele de propósito.rsrs...) ele decide acariciá-la para minha completa diversão.kkkkkk... A Ellie aproveita bastante, antes de finalmente acordar, mas depois que percebe o que está acontecendo e que não está de modo algum sonhando, ela quase tem um ataque. Ela desperta pouco antes deles fazerem amor. É uma cena sensual e divertida. Eu adorei! :)


- Uma coisa que me fazia suspirar aqui era ver o mocinho sem nome chamá-la de "amor" (suspiros...). Mesmo depois dela explicar que eles não eram casados e como ele tinha aparecido em sua vida, ele continuou chamando-a de amor.rsrs... E era tão lindo vê-lo fazendo isso. Ele a adorou quase à primeira vista. Para falar a verdade, ele a adorou à primeira vista. Para ele, ela era um anjo, a mulher com quem ele se sentia bem, que parecia se importar com ele e o fazia desejar ter uma família. E ele estava disposto a fazê-la dele assim que recuperasse a memória. Porém... que segredos o retorno da memória dele poderia revelar? Será que depois que sua memória retornasse eles poderiam mesmo ficar juntos? Ou aquele conto de fadas chegaria ao fim?!


- Não posso falar mais, gente! Se fizer isso acabarei contando a história inteira.kkkkkk... Por isso, paro por aqui. Só o que ainda posso dizer é que esses três formam uma família linda, encantadora. Amy é um anjo e Ellie uma guerreira, uma mãe que fazia o possível para preservar a infância da filha e manter a menina segura e alimentada. Elas não tinham quase nada e ainda assim ela dividiu o pouco que tinha com um desconhecido. E o mocinho sem nome é simplesmente encantador. Não dá para não se apaixonar por ele. Impossível!rsrs... Ah! E também me encantava a forma como ele a via como sua Ellie, sua mulher... mesmo sabendo que não era marido dela. Ele simplesmente já a considerava dele. É lindo, gente!


- Esta história foi uma indicação da minha querida amiga, Carlita! Muito obrigada, flor! Eu simplesmente amei esta história! Ela é doce e muito linda. Uma ótima história para se ler perto do Natal. :)


- Pedido de Natal foi minha escolha para o tema de dezembro da Maratona de Banca 2012. Para conhecer as resenhas dos outros participantes, basta clicar AQUI.



Um Feliz Natal para todos os leitores apaixonados por livros! Seja de romance ou qualquer outra coisa. E para você que apenas está passando pelo blog e sequer gosta de ler, eu também desejo um lindo e Feliz Natal! Que o Natal de todos vocês seja melhor do que os dos anos anteriores. Que seja abençoado, cheio de amor, paz, saúde, felicidade, união e tudo de bom! Lembre-se sempre de agradecer ao aniversariante por seu amor e proteção. E lembre-se também que o mais importante nesta vida não são as coisas materiais e sim as pessoas que amamos e os momentos que passamos ao lado delas. Até quem não acredita no amor, sabe no fundo que é impossível viver sem ter alguém que o ame, sem ter alguém para amar. Seja um filho, um companheiro, mãe, pai, irmãos, gatinho, cachorros... o que seja. No fundo, isso é o mais importante. Amar e ser amado. Que não falte amor para ninguém neste Natal e no ano que em breve se iniciará! Que Deus esteja sempre com vocês! :)



Bjs e até breve!


1 de novembro de 2011

Voltar a Viver - Sandra Marton (Maratona de Banca 2011 - Novembro)



Em Novembro: Amnésia



"Sobrevivi a quatro anos de casamento com Joanna. Posso agüentar mais alguns meses."

David Adams não queria aceitar a esposa de volta em sua vida. Na verdade, eles estavam a ponto de se divorciar quando Joanna sofrera o acidente. Só porque ela mudara completamente sua personalidade desde então, voltando a ser a adorável garota com quem ele havia se casado, aquilo não significava que David também se apaixonaria novamente! O que estava sentindo por Joanna não passava de desejo. De qualquer forma, mais cedo ou mais tarde, a memória dela iria voltar. E, quando isso acontecesse, aquele casamento de fachada terminaria!




Palavras de uma leitora...



- Bem... Depois da decepção com o livro anterior, eu estava até com um pouco de medo de não gostar dessa história, mas, felizmente, isso não aconteceu. Eu adorei este livro!



- Não é segredo para ninguém que eu amo histórias com os temas casamento em crise e amnésia. E quando junta as duas coisas... A história só pode ser maravilhosa, verdade?


- O livro começa quando Joanna já sofreu o acidente que alterou todos os planos do casal. Ou melhor, adiou um plano em especial: o divórcio. O casamento de Joanna com David estava acabado. Ambos tinham percebido que o melhor seria o divórcio, pois aquela situação era insustentável. Eles não suportavam mais sequer ficar no mesmo ambiente que o outro. Não se amavam mais. Pelo menos, era nisso que David acreditava. Ele chegou a se perguntar se um dia havia amado aquela mulher... E chegou à conclusão de que... não. Ele nunca a tinha amado. Tudo que mais queria era que tudo acabasse e ele não tivesse que voltar a vê-la.


- Joanna estava indo para o Caribe, desesperada, mas digna. Por mais que amasse David com todo o seu coração e tivesse feito o possível para que ele tivesse orgulho em tê-la ao seu lado, para que sua presença não o envergonhasse, já não suportava mais. Fazia tempo que eles tinham deixado de ser marido e mulher. Tudo que precisavam agora era oficializar o divórcio. A dor parecia devorar Joanna, mas ela não imploraria para permanecer ao seu lado. Por anos viveu uma mentira, por anos fingiu ser o que não era só para agradar seu marido. O divórcio, pelo menos, significaria que ela poderia voltar a ser quem realmente era. Sem máscaras. Sem aquelas roupas e aquela casa que ela tanto desprezava. Sem ter que passar seus dias recebendo amigos hipócritas só para agradar David. Por anos ela levou uma vida fútil e completamente inútil. Mas isso tinha chegado ao fim... e era até um alívio. Ela perderia David, mas poderia ser novamente a garota que tinha sido e por quem acreditava que David tinha se apaixonado. Mas estava enganada. Ele nunca a amou. Tudo não passou de um capricho...


Porém, quando Joanna está atravessando a rua, indo para o aeroporto e abandonando de vez seu casamento, um táxi, que estava vindo em alta velocidade, a pega de raspão... mas ao cair, ela bate a cabeça com força, perdendo a consciência e... a memória. É a partir daí que tudo muda...


- David quer que Joanna saia o mais rápido possível da sua vida, mas não tem coragem de abandonar a esposa no momento que ela mais precisava. Jô não tinha ninguém além dele. Precisava dele e por mais que seu advogado e Morgana insistissem para que ele deixasse Joanna numa clínica especializada e começasse o processo de divórcio, alegando que ela era incapaz... David sabia que jamais poderia fazer isso. Ele não amava a mulher fria, interesseira e fútil na qual sua esposa tinha se transformado, mas ainda amava, mesmo contra sua vontade, a garota ingênua, selvagem e amorosa que ela tinha sido. Sua cigana, que amava tanto a vida e não ligava a mínima para dinheiro, status, poder. Ao olhar para Joanna, frágil e perdida naquela cama de hospital, ele pôde se lembrar daquela garota e tudo que mais queria era poder tê-la de volta. Será que isso era tão impossível como parecia? Ou a amnésia de Joanna poderia operar um milagre? Poderia trazer aquela garota de volta?


- Bem... Eu achei lindo o modo como esse casal recuperou aquele casamento que estava mais do que perdido. Eles sim tinham sérios problemas. Já li livros de casamento em crise e/ou amnésia que não me convenceram muito. Livros nos quais os casais não tinham realmente problemas sérios. Ou a amnésia do personagem não fazia muito sentido. Mas nesse livro tudo faz sentido e os problemas são mais do que sérios. E o mais importante: eles realmente não sabiam o que tinham feito para o casamento chegar àquele ponto, mas queriam outra chance. Eles queriam recomeçar. Eu achei isso muito importante. David e Joanna me pareceram bem reais e humanos. Joanna não sabia quase nada sobre seu casamento. Seu passado era um mistério para ela e David às vezes a assustava, mas no fundo ela sabia que amava aquele homem. E mesmo acreditando que ele a queria fora da sua vida, ela decidiu salvar aquele casamento. E eu entendo os momentos de confusão da Joanna. Ela estava com amnésia e tinha que acreditar nas palavras das pessoas para entender seu passado. Uma pena que ela tenha acreditado na pessoa errada...


- O David foi perfeito, apesar de qualquer imperfeição...rsrsrs... Eu me apaixonei por esse homem, gente! Logo quando ele visitou a Joanna no hospital e a tratou com tanta ternura, tanto amor, apesar de estar fervendo de raiva...rsrs... Ele consolando-a, não ligando a mínima para o que aquele advogado estúpido ou a "melhor amiga" da sua esposa tinha para dizer. Ele ouvia o que os outros diziam, mas não se deixava levar por aquilo. Ele não podia deixar Joanna e não deixaria. Eu achei isso muito, muito incrível, pois aquelas pessoas sabiam usar as palavras. O advogado dele chegou a dizer que ele queria ser feito de bobo de novo, mas David não é um homem que ligue para a opinião dos outros. Rico, importante, conhecido e adorado por muitos, mas ele não ligava para aquele mundo. Não é como aqueles mocinhos arrogantes, sabe? Para os quais a imagem é tudo. David é muito diferente... Ele é incrível! rsrsrs... E eu adorei o modo como ele falou com aquela jornalista filha de uma boa mãe (pois não é justo ofender a mãe pelo comportamento da filha...rsrsrs...)...kkkkkkkk... Ai, aquele momento foi muito bom...rsrs... Eu não quero contar tudo sobre a história, mas também posso citar como o David foi perfeito quando viu a esposa chorando por ele deixá-la naquela clínica "perfeita e confortável", mas desconhecida e solitária para ela. Os médicos tinham dito que ela precisava de repouso e tranquilidade e ele próprio acreditava que não poderia tratá-la como ela precisava. Ele tinha que trabalhar, ele queria distância dela. Enfim... Mas, depois que ela já estava uma semana naquele lugar, e ele foi visitá-la... Joanna contou como passava seus dias, tentando esconder a tristeza que sentia por estar ali, mas não conseguiu enganá-lo. Ela chegou a pedir para ele tirá-la de lá, mas ele a convenceu de que o melhor seria ela permanecer lá, para que ficasse boa logo (da amnésia). E o que ele fez de tão maravilhoso? Dizer isso foi maravilhoso? Não!rsrs... Ele entrou no carro e foi embora... Mas não conseguiu esquecer o quanto Joanna estava pálida e com o olhar triste... também não pôde tirar da cabeça o fato de os olhos dela estarem úmidos. Estava escuro, ele tentou se convencer. Estava imaginando coisas, ela estava feliz, estava bem, aquilo era o melhor... Mas ele voltou. Para tirá-la de lá, sabe? Por mais que acreditasse desprezar a esposa, o David foi muito carinhoso com ela em vários momentos. Não lembro de um só instante no qual ele a tenha tratado mal. Até quando ela o magoava, ou quando ela perdeu o controle... Por mais que agisse até com sarcasmo, ele no fundo não queria magoá-la. Como ele ama aquela mulher, gente! Sua cigana. Enfim... Acho que é melhor eu parar antes que conte até como o livro termina...rsrs...


- Não contei muita coisa, apesar da história ser curtinha... Eu acredito que o casal teve sim culpa pela quase destruição do casamento, mas eles próprios consertaram seus erros e recomeçaram. Acho que jamais cometerão erros iguais. Eles aprenderam a lição. Posso imaginar perfeitamente o que passou pela cabeça do David quando a viu naquela cama de hospital, quando ela acordou. O modo como ele agiu, me fez pensar que ele imaginou o seguinte: "Eu poderia tê-la perdido. Para sempre.". As ações deles poderiam ter tido uma consequência fatal.


- Recomendo sim esse livro. O achei totalmente digno das cinco estrelas do skoob. É um livrinho para passar o tempo. Não é inesquecível, mas eu o leria de novo sem pensar duas vezes. Depois de ter lido o livro daquele maldito traidor, eu necessitava ler um livrinho assim.


- E antes de terminar, um conselho: cuidado com as amizades. Minha mãe já me disse certa vez que nosso pior inimigo é aquele que finge ser nosso amigo. Contra o inimigo nós estamos "armados". Dificilmente daríamos ouvidos a um inimigo, alguém que a gente sabe, claramente, que nos odeia. Mas... e alguém que a gente pensa ser nosso amigo? Alguém que finge se importar com a gente e fazer as coisas somente para o nosso bem? No livro "Voltar a Viver", um casamento quase chega ao fim pela confiança na pessoa errada. E uma história tão simples e suave, nos ensina uma lição: cuidado com as amizades. Nem todos que se dizem nossos amigos, realmente o são. Já vi algo assim em vários livros. Mas não foi só com os livros e com os conselhos da minha mãe que eu aprendi a ter mais cautela, que eu aprendi essa lição. Eu tive que aprender na prática. Senti na pele o que a confiança na pessoa errada pode causar. Enfim... Hoje em dia, posso contar nos dedos quem são realmente meus amigos. Não confio mais em qualquer um. Acredito que aprendi a lição. Eu acredito muito na amizade. Para mim amizade é algo muito especial. Um dos sentimentos mais lindos que existem no mundo, quando verdadeiro. Minha mãe um dia assistiu um filme terrível e baseado numa história real, sobre uma menina que foi assassinada pela "melhor amiga", que fingia ser amiga dela, mas tudo que desejava era ser a outra. Minha mãe vira e volta fala desse filme, pois ela nunca cansa de me dar conselhos (e eu dou graças a Deus por isso). O nome do filme, segundo ela se lembra, é "Amizade Perigosa". Enfim... Por que estou falando isso tudo? Sei lá... Me deu vontade de repassar um conselho e isso não custa nada. Por isso peço: pense nos amigos que tem... Pense em todos em quem você confia... Eles são realmente seus amigos? Acho que a gente, bem lá no fundo, sabe bem quem são nossos amigos. Eu fui idiota, pois quando olho para trás percebo que os sinais sempre estiveram ali. Enfim... E deixo as seguintes palavras para você: tome muito cuidado com quem você permite visitar sua casa, seu lar, conviver com a sua família, conhecer seus segredos, seus problemas, sonhos, planos... Outra coisa que minha mãe já me disse, e que a mãe dela disse para ela, é que a inveja é mais eficaz do que a macumba mais "poderosa". E eu acredito nisso. Assim como acredito no bem e que existem pessoas que fazem o bem, também acredito que há quem faça o mal. Mas eu tbm acredito que essas coisas só pegam se a pessoa deixar. Nós sempre devemos cuidar, com o máximo de carinho, daquilo que Deus nos deu. A família, os amigos (verdadeiros), a realização dos nossos sonhos, tudo isso é presente de Deus. Cuide de sua família, cuide dos seus verdadeiros amigos e tire da sua vida aqueles que não são seus amigos. Afaste-os! Enfim... Acho que às vezes temos que fazer aquilo que sentimos vontade de fazer. Senti vontade de deixar essas palavras aqui. Espero que elas sirvam para alguma coisa. Não são conselhos meus. São conselhos que me deram e que eu tenho seguido de uns tempos para cá. É o tipo de conselho que não faz mal, acredite.


- O tema da Maratona de Banca de novembro é amnésia. Um tema que eu simplesmente amo. E para conferir as resenhas dos outros participantes, clique AQUI.


- E do que eu já estava esquecendo???!! De dizer que esse livro foi indicação de uma amiga querida! Quem me indicou esse livro foi a Mónica. Acredito que já faz vários meses que ela indicou esse livro e eu o escolhi para ler para a Maratona de Banca. Não me arrependi. Obrigada pela indicação, Mónica! :)


Bjs!

24 de agosto de 2011

Sempre Te Amei - Diana Palmer


19º Livro da Série Homens do Texas

2º Livro da Série Irmãos Hart



"Jamais permitirei que uma mulher more no meu coração"

Eram as palavras de Simon Hart, texano, alto, teimoso, gênio insuportável e coração de pedra. Ele jurara que se manteria para sempre afastado de relacionamentos amorosos. Mas todo homem tem uma fraqueza, e a sua era a bela e sedutora Christina Beck;

Simon rotulara a brilhante socialite como uma conquistadora sem escrúpulos, com uma arrogante conduta a respeito do casamento, até que descobriu que ela secretamente reservara todo o seu amor para ele.

 
Contra a sua vontade, Simon tornou-se prisioneiro da gloriosa presença de Christina, e cada gesto dela o tocava como uma doce e bem-vinda carícia. Entretanto, sabia que a recatada virgem não renderia suas noites a ele... a não ser que Simon se tornasse seu amado!





Palavras de uma leitora...



"Simon sentiu como se uma faca tivesse penetrado seu peito. Pela expressão de Christina, ela estava sendo sincera.


- Entendi.


- Não, acho que não entendeu, Simon. Você é como uma droga. Eu estava viciada. Venho me recuperando, mas até pequenas doses são perigosas para meu restabelecimento."






- Bem... Seis meses depois de ler o primeiro livro dessa série, eu resolvi ler o segundo. Daqui a seis meses eu leio o terceiro e daí por diante...rsrs... Calma, gente! É brincadeira. Pretendo terminar de ler essa série ainda esse ano. Além do mais, a Diana Palmer é minha meta de leitura...rsrs...


- Confesso que o livro não será inesquecível para mim. Não. Eu realmente gostei dele. A leitura foi muito agradável, leve, prazerosa, mas depois de ler "Whitney, Meu Amor" e "Herdeiros do Desejo", eu esperava ler outro livro bem intenso, muito emocionante. Achei que esse livro teria aquela intensidade que costumo ver em muitos livros, mas ele é leve, doce, fofo. Vocês não devem estar entendendo. Eu não gosto de livros doces, leves, fofos?! Claro que gosto, mas é que o livro é apenas isso. Ele não tem nada que o torne inesquecível, apesar de eu ter gostado muito de lê-lo. É um livro para passar o tempo. Delicioso, mas não inesquecível. Um três estrelas, entendem? Aquele livro que você não se arrepende de ter lido, mas também não pretende ler novamente.


- A história começa quando John, ex-marido de Christina, morre, vítima de um terrível acidente. Simon, nosso mocinho (super fofo, teimoso e inseguro) foi melhor amigo do John e culpa Christina pela morte do ex-marido dela. Segundo ele, ela é culpada, pois pediu o divórcio um mês depois do casamento. Simon acredita que a depressão causada pelo abandono de Christina levou seu amigo a decidir trabalhar em algo tão arriscado e que por esse motivo ela era culpada. Foi ela que matou o amigo dele e por isso Simon a desprezava. Quem leu o primeiro livro dessa série talvez diga que tem algo errado, pois Tira (Christina nesse segundo livro) é amiga do Simon. Eles são amigos e não se desprezam nada. Bem... Ele "fingia" ser amigo dela. Enquanto era gentil e amigo por fora, por dentro a odiava. Ela era a última mulher que ele gostaria de ter por perto. Uma falsa. Egoísta. Fria. Bem... Ele podia até fingir essa amizade, mas eu não penso que ele chegou a desprezá-la um dia. O Simon não chega nem perto de um mocinho que pode me desagradar. Ele é fofo, romântico, carinhoso. Um doce maravilhoso. Até quando é mau ele é bom...rsrs... Por mais que faça algo errado, ele se arrepende rapidamente e vai atrás da nossa mocinha para consertar as coisas. Gostei muito dele, do seu jeito inseguro (coisa que não gosto em todo personagem) e da forma como ele se arrependia rápido e ficava com a consciência pesada. Ele gostava muito da Tira até mesmo quando achava que a odiava. Creio que ele tinha medo de se aproximar muito dela. Se escondia atrás desse suposto desprezo, pois a amava e tinha medo de ser rejeitado. Para quem não leu o primeiro livro e por isso não sabe quem é o Simon e por que ele teria medo... Ele é o irmão Hart que sofreu um sério acidente no passado e perdeu um braço, fato que o atormenta até hoje. No dia do acidente, ele havia descoberto que sua esposa, Melina, que ele pensava que o amava, o traía e não só isso... Ele também havia descoberto que ela fez um aborto de um filho que poderia ser dele. Além do trauma que todos os cinco irmãos tem por causa de quem foi a mãe deles (uma vagabunda, insensível e egoísta), Simon ainda carregava o trauma causado por seu casamento infeliz e a perda do braço. Depois do acidente, ele nunca mais se envolveu com outra mulher. Tinha vergonha de não ter um braço, se desprezava por isso e tentava esconder esses sentimentos atrás de uma máscara de arrogância e segurança. No fundo ele era um menino ferido temendo sofrer outra rejeição. E ser rejeitado por quem amamos é doloroso e ele não queria sofrer isso novamente. Então, tentava convencer o próprio coração de que a desprezava. Mas quem ler o livro vai descobrir que isso não é verdade logo no início do livro. O Simon finge muito mal....rsrsrs...


- Voltemos ao assunto... Depois da morte de John se passa algum tempo, Christina continua correndo atrás de Simon (e ele é o único que não percebe isso), volta para a faculdade, se passam mais alguns anos e chega ao tempo atual. Christina sempre amou o Simon. Ela sentia uma atração muito forte por ele quando nosso mocinho ainda era casado, assim como ele também sentia por ela. Mas como ele era casado, ambos sabiam que era uma relação proibida e Simon a empurrou para John, tentando fugir da tentação que ela representava. O casamento não deu certo por motivos que não irei revelar. Simon sofreu o acidente, Tira foi a única que ele permitiu que ficasse mais próxima. Ela foi vê-lo no hospital, não olhou para ele com repulsa por ele ter perdido o braço e creio que eles realmente se tornaram amigos, embora o Simon negasse isso para si próprio. Enfim... Mas não irei contar o passado deles todo e nem o presente, pois é um livro curtinho e eu posso acabar falando demais. O que posso dizer é que, no presente, Tira está cansada de tentar. Ela tentou ser a amiga ideal, tentou fazê-lo notá-la, mas parecia que ela era invisível para ele. E ela havia perdido anos de sua vida vivendo somente em função de Simon. Cansou. E por isso decidiu se afastar. É a partir daí que Simon começa a "acordar". Ele diz desprezá-la, mas não quer a distância...rsrs... Entre eles se desenvolve uma relação muito bonita, fofa, deliciosa de acompanhar. Eles formam um casal muito bonito e eu gostei de várias atitudes do Simon. O quanto ele foi fofo em vários momentos. Ele só me irritou depois da primeira vez do casal...rsrs... Não por causa da primeira vez em si, mas sim porque ele ficou falando muitas vezes a mesma coisa. No lugar da Tira eu não tentaria consolá-lo e sim gritaria com ele. Poxa, ela não era surda! Já tinha ouvido aquilo várias vezes e entendia como ele se sentia... Não havia necessidade dele ser tão irritante...rsrsrs... Mas tudo bem. Isso faz parte da personalidade dele que tanto me agradou. O jeito inseguro dele faz a gente desejar cuidá-lo...rsrs... Mas chega de falar do casal. Já falei demais, certo?


- Então vamos falar do que agora? Dos irmãos Hart, claro! Eles voltaram a me divertir, gente! Quem leu o primeiro livro sabe da mania deles por biscoito e todas as loucuras que eles fazem por isso. É algo muito divertido. Não consigo entender essa mania, mas aceito, pois todos nós temos nossas "obsessões". A deles é biscoito. Ainda sinto pena da nossa pobre Dorie (do primeiro livro)... Eles não tiveram um pingo de compaixão dela. Por causa dos biscoitos foram capazes de acusar a coitada de algo que ela não fez só para a arrastarem (algemada) de volta...rsrsrs... Não podiam ficar sem os biscoitos e os dela eram maravilhosos...kkkkkkk.... Se o Corrigan não sabia mantê-la por perto, eles conseguiriam! Meninas, eles chegaram a preparar todo o casamento antes mesmo de informar aos noivos. Eles trataram de uni-los só por causa de biscoitos!kkkkkkkkk... E nesse livro temos mais um episódio engraçado que eu não vou contar. Mas posso dizer que o Léo é obrigado a ficar, literalmente, de joelhos! Foi uma cena maravilhosa e que me fez rir muito. Estou ansiosa para ler o livro desse estúpido! rsrsrs... Mas parece que a história dele é a última da série :(


- Além de me divertir com os loucos por biscoitos, eu tbm achei graça de um ratinho muito traquinas que infernizou a vida da Tira...rsrs... Claro que eu não acharia graça se ele estivesse morando na minha casa, mas como esse não era o caso, eu me diverti. A coitada chegou a pegar uma pistola para tentar assassinar o rato!kkkkkk... Ela fez o que pôde, mas vou contar um segredo: o livro encerra com mais uma travessura desse ratinho. Nada foi capaz de detê-lo. Ela fez de tudo, mas ele continua vivinho da Silva...rsrs...


- Enfim... Quem me indicou esse livro foi a querida Mónica que vocês já conhecem (claro!). Agradeço muito a ela pela indicação. Acredito que todos os livros da DP que estão na minha lista foram indicados. Pela Mónica, Carla, acredito que pela Pamela tbm e ainda por outras leitoras... Muita gente gosta dessa autora. Mas eu confesso: ainda não sou fã dela...rsrs... Preciso ler um livro maravilhoso, inesquecível da autora. Só assim poderei me tornar sua fã. Até agora não vejo motivos para ela ser tão querida (não me batam!!!!) rsrsrs... Os dois livrinhos que li dela são agradáveis (Coração Desafiado é o melhor até agora), com histórias interessantes, românticas e leves, mas nada tão... intenso. Eu gosto de histórias intensas. Com brigas, reviravoltas, muita paixão... Claro que gosto das leves, mas minhas autoras preferidas são aquelas que escrevem histórias cheias de paixão...rsrs...



Livros que fazem parte da série Irmãos Hart:


1- Coração Desafiado
2- Sempre Te Amei
3- Estações do Amor
4- Feitiço do Amor
5- Nas Mãos do Destino


*Meninas, quem quiser informações completíssimas sobre a série Homens do Texas só precisa visitar o blog da Suelen, clicando em: Romantic Girl 
 
Bjs!

1 de agosto de 2011

Vidas Marcadas - Emma Darcy (Maratona de Banca 2011 - Agosto)




Em Agosto: Emma Darcy


Quem seria aquela garota frágil que invadia intempestivamente seu apartamento, jurando conhecê-lo? Mike a observava perplexo, fascinado. Ouvia pacientemente as acusações, os gritos, os protestos desesperados, achando tudo muito absurdo; como também era absurdo ver um olhar zangado naquele rostinho meigo que inexplicavelmente o atraía tanto. Mike esperava que tudo não passasse de um mal-entendido, quem sabe até um bom pretexto para um romance. Jamais poderia imaginar que esse incidente fosse o início de uma tragédia terrível que iria marcá-los para sempre!




Palavras de uma leitora...




- Dessa vez não escolhi um livro ruim! srsrs... Depois da decepção com o livro do mês de julho, confesso que senti medo de ter escolhido errado de novo! rsrs... Mas, graças a Deus, ler o livro Vidas Marcadas foi fácil, relaxante e delicioso...

- Não irei fazer um resumo separado, pois a história é curtinha e não quero contar muita coisa. Somente o necessário. Ou seja, falarei mais do passado do casal. Deixo vocês descobrirem sozinhos o que acontece no presente. :)



"- Andei magoando você demais, não foi, Jo?

- Por que diz isso? - Não queria que ele percebesse como seu sofrimento a tinha marcado.

- Porque só um machucado muito profundo é capaz de produzir tanto ódio."



- Bem... O livro começa com o reencontro do casal. Por pura coincidência a empresa do Michael, nosso mocinho, precisava da melhor programadora para criar um novo sistema de computadores e treinar a equipe que iria trabalhar com ele. E quem era a melhor? Nossa mocinha, Josephine, mais conhecida como Jo. A mulher que havia confiado nele no passado e acabou perdendo a irmã por causa dessa confiança... E apesar do terrível acidente ter acontecido três anos e três meses atrás, as lembranças ainda estão muito vivas na mente de Jo, e seu ódio pelo mocinho e pelo primo dele ainda é intenso.

Mas o que aconteceu três anos atrás? Qual a participação do mocinho nisso?

Tudo começou com o envolvimento de Carol, irmã da Jo, e Mark, primo do Michael. Aparentemente, Carol havia se apaixonado pelo Mark e tido um relacionamento passageiro com ele. Bem... Passageiro para o Mark, que só usou a garota e depois foi embora sem olhar para trás. A desculpa dele é que nunca havia lhe prometido nada... Enfim... Ao partir, ele disse para Carol que ligaria para ela e a garota não entendeu que aquele era o fim do relacionamento dos dois. Ela acreditou que Mark realmente ligaria para ela e que voltaria, mas nada disso aconteceu. Então, desesperada, Carol confessou para Jo que havia se envolvido com o Mark e que estava grávida. Ela também implorou que a irmã a ajudasse e Jo procurou resolver a situação da melhor forma possível.

E foi assim que ela acabou conhecendo o Michael... Jo havia ido até o apartamento de Mark para ver se alguém lhe dava o endereço fixo dele. E quem a atendeu foi nosso mocinho, que não estava vestindo nada. Tinha apenas uma toalha presa na cintura...rsrs... Enfim... Ele mandou nossa mocinha entrar e ouviu atentamente todas as acusações dela, prometendo fazer o possível para convencer Mark a assumir suas responsabilidades. E logo naquele primeiro encontro algo surgiu entre os dois... Não digo que eles se apaixonaram à primeira vista, mas sentiram uma espécie de atração, sabe? E a mocinha soube que poderia confiar nele. Assim como o Michael soube que ela era a mulher certa, quem ele estava esperando... Naquele dia, eles se despediram com uma promessa no olhar... A promessa de se conhecerem melhor e tentar um relacionamento... Só que no dia seguinte um terrível acontecimento provocou o amargo fim daquela relação que nem havia começado ainda...

Michael foi até o apartamento de Jo, como havia prometido, mas já não era o mesmo da noite passada. Ele havia conversado com o primo e chegado à conclusão de que Jo não passava de uma atriz que estava participando do golpe que Carol queria dar em Mark. E além de insultar as duas, ele, furioso, deixou claro para Carol que Mark jamais se casaria com ela e que era para a garota esquecê-lo. A menina ficou chocada e arrasada, procurando abrigo nos braços da irmã, que, decepcionada com o Michael, tomou a decisão de ordenar que nenhum dos dois (Michael e o primo desgraçado) voltasse a se meter com sua família. Mas Carol não aceitou essa decisão. Seu relacionamento não foi com o Michael, então, não seria dele que ela ouviria que estava tudo acabado, entende? Ela queria que o Mark falasse com ela e não fugisse como um covarde, se recusando a vê-la. Ela queria o endereço dele, para conversar e ouvir da boca dele que estava tudo acabado... Algo que Mark esqueceu de dizer quando partiu sem dizer também que não voltaria. Mas Michael a olhou como se ela fosse um verme e se recusou a lhe dar o endereço. Em seguida, ele foi embora. Só que Carol estava fora de si e correu atrás dele. Jo não conseguiu segurá-la e também não chegou a tempo de impedir a tragédia...

Michael já havia atravessado a rua e estava prestes a entrar no carro quando ouviu Carol chamá-lo. E o que aconteceu a seguir foi rápido demais... Ela saiu correndo do edifício em que morava e atravessou correndo a rua, sendo atropelada antes de chegar ao outro lado... Eu me emocionei muito nessa cena, pois, apesar do livro ser leve, a cena na qual Carol morre é forte. O carro a pegou em cheio e jogou a menina do outro lado, fazendo ela bater contra um caminhão que estava parado (creio que era um caminhão) e morrer no mesmo instante. No momento em que foi jogada longe e bateu contra o caminhão, ela quebrou o pescoço. Eu achei tudo muito triste... A dor da mocinha, seu choque e a recusa em acreditar que sua irmã estava morta, foi de partir o coração. As duas haviam perdido os pais apenas seis meses antes. Carol podia não ser um "exemplo" de garota, mas só tinha dezoito anos e toda uma vida pela frente. Não havia cometido nenhum pecado tão grave que devesse ser pago com sua morte. Ela era só uma garota e tudo que queria era a droga do endereço do desgraçado com o qual se envolveu. Só isso. Ela morreu por causa de um endereço!

- Enfim... A mocinha ficou arrasada, é claro, e culpou o mocinho e o desgraçado do primo dele pela morte da sua irmã, se recusando a ouvi-lo e mandando ele deixá-la em paz. Depois da morte de Carol, o mocinho tentou fazer Jo ouvir o que ele tinha a dizer sobre a jovem, que ele dizia não valer nada. Não que ele tenha dito isso com todas as letras, mas pretendia. E daqui a pouco eu vou dizer o que a Carol fez de tão grave... A única coisa que me decepcionou no livro foi a cena na qual o próprio desgraçado (mais conhecido como Mark) revela quem era realmente a Carol. Eu não pude suportar aquilo e por causa disso o livro perdeu uma estrela. Mas vamos falar disso daqui a pouco...

- Depois daquela tragédia, Jo e Michael só voltaram a se ver no dia que ela foi escolhida para montar o sistema de computadores e treinar a equipe dele. Ela não sabia que era para ele que iria trabalhar e nem ele sabia disso. O reencontro não foi muito agradável, principalmente porque a mocinha reencontrou o mocinho no mesmo instante em que conhecia o Mark... Então, as lembranças começaram a tomar conta dela e provocou uma pequena briga entre o casal. Enfim... Mas eu disse que não iria falar sobre o presente, sobre o reencontro, certo? rsrsrs... O que posso dizer é que o mocinho é maravilhoso e que dá para ver que ele gosta muito da mocinha. Ele fica furioso em alguns momentos e comete alguns erros, mas a trata com tanto carinho, tanto respeito, afeto que eu me peguei suspirando aqui...rsrsrs... Não há aquelas cenas quentes que costumamos ver em vários livrinhos, mas isso não prejudica em nada a história. Tudo é muito doce, muito romântico, leve... Aquele tipo de romance que você procura para ler quando está cansada de livros com tramas complicadas, pesadas... Ou leu vários romances moderninhos e quer algo mais leve, para relaxar e passar o tempo. É um livro bem docinho e fácil de ler. Eu terminei a leitura em poucas horas e não senti a sensação amarga de tempo perdido, como quando li o livro de julho...rsrs... Pelo contrário, senti que havia aproveitado bem o meu tempo... Enfim... Há muita mágoa entre o casal e não será fácil esquecer o passado e pensar somente neles. Até porque, Mark continua o mesmo canalha de sempre e decidiu que vai seduzir a Jo... E isso complica um pouco as coisas... Pois Jo, além de não querer nada com o Michael pelo que ele fez no passado, também deseja vingança e acaba brincando com fogo... O mocinho é quem mais sofre nessa história, mas eu não culpo a Jo pelo sofrimento dele. Eu entendo perfeitamente o lado dela... Sua irmã estava morta e tudo poderia ter sido diferente se ele não tivesse sido tão cruel e se recusado a lhe dar o endereço do Mark... Os "se" da vida atrapalhavam tudo. Eu gostei muito, muito mesmo do Michael, mas também considerei que ele teve sua parcela de culpa. E não é só o passado que atrapalha, mas também as próprias palavras do mocinho... Enfim... Mas eu disse que não falaria disso! rsrs...

O que mais posso dizer? Eu achei o casal desse livro fofo e consegui sentir as emoções deles, seus sentimentos... Consegui entendê-los e acabei amando-os! rsrsrs... São duas pessoas (para mim, os personagens são sempre pessoas...rsrsrs... ) maravilhosas, que haviam sido marcadas pela vida, mas que mereciam uma chance, mereciam ficar juntos. E eu gostei do final, embora dessa vez tenha sentido muito a falta do epílogo...

E o que foi que aconteceu na história que a fez perder uma estrela?

- O fato do Mark ter virado a vítima da história. O inocente que havia caído numa armadilha, feita por uma vadia que o seduziu. Isso mesmo que vocês entenderam. Durante boa parte do livro, o Mark mostrou que não valia muita coisa. Eu não gostei dele logo de cara. Antes mesmo de saber o que ele tinha feito com a Carol, eu já não gostava dele. Ele parecia o típico personagem que não vale nada. E, inclusive, uma funcionária da empresa, que conhecia perfeitamente tanto ele quanto o Michael, aconselhou a mocinha a manter distância do Mark, pois ele não prestava. Mas aí, a autora, quase no final do livro, o transforma num santo traumatizado por um casamento com uma cobra. Aquilo não me convenceu e eu fiquei chocada quando a mocinha o perdoou e passou a vê-lo como um amigo. Eu fiquei verdadeiramente furiosa, pois aquilo estava totalmente errado! Ele contou sua versão da história, mas a Carol não estava mais viva para se defender. Como saber se ele estava dizendo a verdade??? Ela acreditou na palavra de alguém que não conhecia e passou a ver a irmã como se ela fosse uma "perdida"!!! Ele era um estranho e ela acreditou no que ele disse!!! E mesmo que fosse verdade! Vai me dizer que a Carol o estuprou???? Ela o forçou a ter relaçõe sexuais com ela?! Não! Ele transou com ela porque quis e de inocente não tinha nada. Sem mencionar o fato de que ela era uma menina e ele um homem feito. Não que toda jovem de dezoito anos seja inocente, mas a Carol também não era a vadia que ele "pintou". Ele chegou com a cara mais "lavada" na casa da mocinha e contou sua versão, na qual a Carol o havia seduzido e que, coitadinho, deprimido pela recusa de sua amada (a mulher com quem ele se casou depois e fez da vida dele um inferno) em se casar com ele... o coitadinho aceitou o que ela estava oferecendo. Ele deu a entender que a Carol armou tudo e se aproveitou dele, de sua depressão! Eu posso com uma coisa dessas???!!! Não, não é verdade? Ele transformou a garota numa vadia e ainda disse que ela não era nenhuma inocente e que já havia tido "outros". E eu pergunto: o fato dela não ser virgem quando transou com ele a transforma numa vadia??? A mulher só vale alguma coisa se ela só se envolveu com um homem? Se isso não aconteceu... Se durante a juventude tiver tido outros relacionamentos, ela não presta? E eu me decepcionei muito quando a Jo aceitou a versão dele. Ela não chegou a conhecer o lado da irmã. Como ela mesma disse, a Carol não falava muito da própria vida e não contou para ela como foi a relação com o Mark. Ela só pediu a Jo que a ajudasse a falar com o Mark, quando ele não ligou para ela como havia prometido. Ela não conhecia o Mark e o odiava, mas a acreditou no que ele disse. Não consigo aceitar isso. Para mim e para a senhora que conhece o Mark há muito tempo, ele não passa de um canalha, um desgraçado. Eu queria que ele tivesse ficado com a tal de Barbara, a mulher que o infernizou. Ele merecia ser infeliz, isso sim! E eu não considero a Carol uma santa, mas também não a vejo como uma vagabunda. Não pude conhecê-la direito, mas não foi essa a imagem que ela passou para mim... Eu a considero simplesmente uma ingênua que se meteu com a pessoa errada e acabou pagando caro por isso.

- Tirando esse momento no qual quase odiei o livro, a mocinha, o mocinho e a autora...rsrsrs... O livro é lindo e muito agradável de ler. Como disse, é uma leitura fácil e deliciosa. Um livro que lerei de novo um dia. Ele quase recebeu as cinco estrelas no skoob... Se aquela cena não existisse, com certeza o livro receberia cinco estrelas! A história é muito boa!

- Enfim... E não posso esquecer de dizer que esse livro foi uma indicação da Mónica, que é uma amiga muito querida e também tem um espaço aqui no blog agora. Muito obrigada, Mónica! Demorei, mas finalmente li o livro...rsrsrs...



- É isso! Eu recomendo a leitura! Vale a pena ler, principalmente se você procura um livro leve para passar o tempo.




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