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22 de dezembro de 2012

Fogo Secreto - Johanna Lindsey


(Título Original: Secret Fire)



Na fúria do desejo... eles descobriram o glorioso êxtase do amor.

Ainda que só a tivesse visto rapidamente através da janela de sua carruagem, o jovem príncipe sabia que deveria fazê-la sua...

Poucos minutos depois, lady Katherine Saint John era sequestrada numa rua de Londres como uma prostituta e levada para uma luxuosa mansão... para o prazer de seu admirador.

Porém, o que o príncipe Dimitri encontrou em sua cama foi uma tigresa cativa... consumida por uma ira feroz  pelo "bárbaro" russo que a tinha sequestrado... porém a quem, ao mesmo tempo, desejava com uma ânsia alheia a sua compreensão.




Palavras de uma leitora....



"— É teimosa, porém isso não muda nada. Você ficará... - Levantou uma mão ao ver que ela abria a boca. — Não te recomendo gritar. Do outro lado da porta estão dois guardas que virão de imediato fazê-la calar. Isso seria muito incômodo para você, além de desnecessário. Te darei algumas horas para que volte a pensar no assunto."


- Ele é gentil, verdade? Um "amor"! E esse não é o Dimitri, não. É o pau mandado dele, aquele que faz sempre o que ele quer, independente do fato disso vir a prejudicar alguém. Se o Dimitri ordenasse que ele espancasse uma mulher até a morte, ele sequer pensaria duas vezes. Sem dúvidas, um querido. 

- Ainda não sei bem o que dizer sobre essa história. Ultimamente, a paciência tem estado longe de mim e não creio que a compreensão esteja por perto. Não me sinto nem um pouco compreensiva. E muito menos sinto necessidade de ser. Dimitri não merece.rsrs... Na verdade, ele merece algo bem diferente... 


"— Já disse. Vá e busca outra mulher. 

Vladimir contemplou sombrio seu copo vazio e voltou a enchê-lo. 

— Não posso. Não me disse: "Quero uma mulher esta noite. Traga-me." Apontou para ela e disse: "Essa. Consiga-a." E ela nem sequer é bela, Marusia, salvo por seus olhos. Poderia conseguir-lhe dez ou doze mulheres mais a seu gosto antes desta noite. Ele quer esta. Deve tê-la. 

— Deve estar apaixonada — disse Marusia, pensativa — Essa é a única razão pela qual uma mulher de classe baixa recusaria tal honra. Não existe camponesa na Rússia...

— Isto aqui é Inglaterra. — recordou-lhe  — Talvez aqui pensem de outra maneira.

— Já estivemos aqui antes, Vladimir. Nunca tiveste tal problema. Te digo que ela está apaixonada por alguém. Porém existem drogas que podem fazê-la esquecer, turvar sua memória, torná-la mais disposta...

— Ele acreditará que ela está bêbada — replicou severamente Vladimir. — Isso não lhe agradará de modo algum.

— Ao menos a terá."



- Vocês não entenderam errado. Realmente uma mulher sugeriu que outra mulher fosse drogada, para que um homem a usasse como quisesse e não necessitasse gastar energias desnecessárias, sabe? Imagina quanto tempo o Dimitri gastaria lutando contra a Katherine! Pois se não estivesse drogada, ela lutaria até o último instante e isso não era conveniente. Tudo que o Dimitri queria era uma noite de sexo com a mulher que ele escolheu, independente da vontade da mulher em questão. Por isso o melhor a fazer era drogá-la. E a sugestão veio de outra mulher. O mundo realmente está perdido. Por mim, Dimitri, Marusia, Vladimir, Sonia e mais alguns, podem queimar no quinto dos infernos. São um bando de filhos da pontualidade. Não. Nem isso! São filhos de uma chocadeira!!! Vocês não fazem ideia do quanto eu estou furiosa aqui. E acreditam que eu li resenhas nas quais as pessoas mencionavam que esse livro lembra um conto de fadas??????!!! Então eu nunca li um conto de fadas na minha vida, pois não achei nada parecido com um conto de fadas. Se isso é um conto de fadas... eu li outro tipo de coisa em minha infância.rsrs...



Um pequeno resumo:


Ano de 1844. Século XIX.

Lady Katherine Saint John estava fazendo o que fazia sempre: protegendo os seus. Ou ao menos acreditava que estava fazendo isso. Desde a morte da mãe que ela assumia o papel de senhora da casa e mãe dos irmãos e até mesmo do pai. Tudo estava sempre nas costas dela. E daquela vez não foi diferente. Ela bem que gostaria de fechar os olhos para o que sabia que iria acontecer... Mas não podia. Era sua irmã e era seu dever protegê-la, zelar por seu futuro. Não podia simplesmente deixá-la estragar toda sua vida por causa de um sentimento tão estúpido como o amor. E foi pensando nisso que Katherine pegou emprestada as roupas de sua criada e seguiu Elizabeth, sua irmã caçula, que pretendia fugir com o homem por quem estava apaixonada, jogando toda sua reputação e herança no lixo.

Katherine poderia simplesmente impedir a irmã de sair de casa, mas ela sabia que outras oportunidades surgiriam e Elizabeth acabaria por conseguir escapar. O que ela necessitava era seguir a irmã para ter provas do que ela pretendia fazer e assim, com a consciência tranquila, poder trancá-la numa casa no campo até que arranjasse um marido adequado para ela ou Elizabeth recuperasse o juízo. 


O príncipe Dimitri Petrovich Alexandrov estava furioso. Logo agora que ele finalmente tinha decidido se casar e estava cortejando sua escolhida, sua irmã resolveu provocar um escândalo terrível na Inglaterra, forçando-o a sair da Rússia e ir buscá-la, antes que ela envergonhasse ainda mais a avó materna de ambos. Será que Anastasia não podia ser mais discreta? Por que não agia como ele? Mas não. Teve que ser estúpida o suficiente para ser pega enquanto transava com o marido de uma lady inglesa. Foi um verdadeiro escândalo e agora ele tinha que adiar seus planos para resolver seus problemas.


Dimitri, graças às indiscrições de sua irmã, é obrigado a sair da Rússia para buscá-la e assim, seu caminho acaba cruzando com o de Katherine, que seguia a irmã vestida como uma criada. O desejo sexual é imediato e Dimitri sequer pensa nas consequências ao ordenar que seu criado de confiança consiga para ele exatamente aquela jovem. Independente do preço a ser pago por esse prazer. Ele a queria e não aceitava um não como resposta. E Vladimir, o criado de Dimitri, seguiu ao pé da letra a sua ordem. Conseguiu a jovem. Sequestrando-a. E drogando-a, quando ela se recusou a servir de objeto sexual para o príncipe. 

Aproveitando-se do efeito da droga, Dimitri usa Katherine até que ela, esgotada, adormece. E na manhã seguinte usando de desculpas estúpidas ele a leva para a Rússia, disposto a mantê-la ao seu lado até que seu desejo por ela acabe. 

Só que as coisas nem sempre podem ser como a gente quer. E Katherine não toma conta somente da mente  de Dimitri e o faz desejá-la cada vez mais. Ela também invade seu coração, fazendo-o amaldiçoar o dia em que a conheceu.

Pena que isso não tenha sido exatamente um castigo...


"Vladimir sentiu uma momentânea pitada de piedade. Ela tinha sido verdadeiramente usada. Na habitação fechada, o odor das atividades da noite anterior era nauseante. Por certo, isso era o primeiro a se fazer: deixar que entrasse um pouco de ar puro.

Empurrando, afastou da janela o pesado guarda-roupa, respirando com dificuldade por causa do esforço; logo recebeu com agrado a brisa do amanhecer que entrou pela janela. 

— Obrigada, Vladimir - disse o príncipe, às suas costas.

—Meu senhor! — exclamou Vladimir, voltando-se rapidamente. — Me desculpe. Eu só ia despertá-la e...

— Não faça isso.

— Mas...

— Deixe-a dormir. Ela precisa. E eu desejo ver como ela é quando está em seu perfeito juízo.

— Não... Não o recomendo. — respondeu Vladimir, vacilante. — Não é uma jovem muito agradável.

— Não é? Bem, isso me parece impressionante, considerando o quanto ela foi agradável durante toda a noite. Para dizer a verdade não consigo recordar a última vez que desfrutei tanto."



- Está aí mais um trecho que muito me emociona.rsrs... Dimitri é um mocinho tão cheio de dignidade, tão honrado, que mesmo sabendo que a menina está drogada e que NÃO queria transar com ele, se aproveita completamente da situação. E achando tudo maravilhoso ainda por cima! Ele não a usou uma só vez. Foram várias. E ainda se sentiu incomodado quando Katherine finalmente adormeceu. Na manhã seguinte, ainda achou um absurdo ela não aceitar o valor generoso que ele lhe oferecia pela noite maravilhosa que passou ao seu lado e a considerou uma jovem antipática por ela reclamar tanto e jurar que faria com que seu servo pagasse pelo que tinha lhe feito. O que eu faço com um mocinho desses? Mato, verdade? Mas nem isso seria suficiente. A morte seria um castigo piedoso demais. Ah, não! O Dimitri merecia algo um tanto mais... satisfatório para mim. 


"— Sabia que ela era virgem, Vladimir?

— Não, meu senhor. Teve importância?

— Acredito que para ela, sim. Quanto ia pagá-la? 

Tendo em quanta essa nova informação, Vladimir duplicou o valor que tinha em mente.

— Cem libras inglesas.

Dimitri o olhou de lado.

— Que seja mil... não, duas mil. Quero que ela possa gastar em algumas roupas elegantes."


- Claro... Com dinheiro sempre se resolve tudo, não é? Eu bem que poderia dizer o que ele deveria fazer com esse dinheiro...


- Quando Katherine acorda, na manhã seguinte, e se lembra do que aconteceu, fica furiosa, desejando que Dimitri desapareça de sua frente o mais rápido possível. Ela não está com nenhuma vontade de ser compreensiva e antes que ele a deixe só, jura que fará o servo dele pagar pelo que tinha feito. Como Dimitri estava buscando uma desculpa para mantê-la com ele por mais algum tempo, ao ouvi-la, não pode ficar mais feliz. Era a desculpa perfeita! Como o imperador da Rússia estava prestes a visitar a Inglaterra e um escândalo envolvendo russos não seria bem-vindo, ele precisava afastar a Katherine daquele lugar. Sendo assim, ele ordenou ao Vladimir que a levasse para o barco, pois ela viajaria com eles, evitando assim problemas desnecessários. E Vladimir quase mata a garota. Mais uma vez, seguindo as ordens de Dimitri.

Ele a coloca dentro de um baú e não faz furos na droga do baú, deixando a mocinha ali dentro por tempo quase suficiente para matá-la. Quando ele finalmente se lembra da garota, ela já está desmaiada e quase morta. E o que Dimitri faz com o servo por quase matar uma jovem que teve a infelicidade de ser vista e desejada pelo maravilhoso príncipe???!!! Nada!!!!!!!! Ele não faz absolutamente nada contra a peste do Vladimir. Afinal de contas, Katherine não passava de uma criada (segundo a opinião dele) e Vladimir não tinha feito de propósito. 


- Eu poderia colocar mais trechos aqui e contar toda a história, mas não estou com paciência para isso. Não me agrada falar dessa história e as coisas que eu gostaria de dizer, não seriam educadas, sabe? rsrs... Existem tantos nomes que eu gostaria de usar contra o Dimitri, tantas palavras interessantes... Mas não. Minha educação não permite que eu faça isso aqui.kkkkkk... Por isso, tenho que me contentar em falar somente algumas coisas.

- Para começar, o Dimitri não me agradou desde o primeiro instante. Ele é lindo, tem um sorriso de abalar corações e um charme capaz de deixar as mulheres de pernas bambas, mas também existia algo nele que não me agradava. Talvez fosse o fato de eu já saber que espécie de traste ele era, mas não aposto muito nisso, não. Simplesmente creio que deve ter sido o modo como ele viu as atitudes da Anastasia ou o fato dele pouco se importar pelo fato da Katherine ter sido drogada. Ele a usou de forma tão descarada, sabendo o que tinha sido feito com ela e somente incomodado por achar que não conseguiria dar conta e teria que chamar seus homens para continuar de onde ele tivesse parado, que eu senti muito nojo dele. Literalmente. Deus! Será que eu tenho algum problema por achar um absurdo o que tinham feito? Porque era impressionante que ninguém nessa merda de história enxergava o tamanho do crime que tinha sido cometido contra a Katherine. Eles achavam tudo normal e que ela não tinha sofrido nenhum dano. Como que não tinha sofrido dano? Eles sequer sabiam se ela era casada, se estava apaixonada por alguém e mesmo esse não sendo o caso, ela simplesmente não queria. Será que ninguém ali conhece o significado da palavra "não"?! São imbecis? Inferno, eles não levaram em conta que a droga do corpo era dela e que ninguém tinha o direito de possuí-lo contra a vontade dela!!!!!!!!! E eu achei uma piada o fato deles sequer considerar aquilo um estupro. E o que era se não fosse um estupro????!!! Ela não cedeu, droga! A droga é que a controlou, que a fez perder o controle e deixar de pensar. E foi exatamente por ela não ceder que eles a drogaram, pois o príncipe a queria e iria tê-la por bem... ou por mal. A Katherine não queria aquilo. Se não estivesse drogada, ela lutaria até cansar, então foi um estupro. Ninguém me convence do contrário.


- Foram tantas as coisas que o Dimitri fez contra a Katherine que eu já não sabia mais que nome usar contra ele. Peste, filho da p..., praga dos infernos, filho do cão, filho de chocadeira, maldito desgraçado, traste, lixo, canalha... entre alguns outros que não posso citar aqui... já não eram suficientes. Eu necessitava de mais palavras para ficar satisfeita e não encontrar mais palavras só me deixou mais irritada. Foram muitas as vezes nas quais o mandei para o inferno, de onde ele sequer deveria ter saído. E foram muitas as maneiras que eu imaginei de matá-lo.kkkk... Só que não seria algo rápido, sabe? Não. Não estou tão boazinha assim. Ele teria que sofrer os tormentos do inferno antes de finalmente voltar para lá. E acho que ainda assim eu não ficaria satisfeita.

- Essa praga achava que o mundo, o Sol e as pessoas tinham que girar ao seu redor. Que suas vontades tinham que ser sempre satisfeitas, senão ele se tornava intratável e todos tinham medo sequer de se aproximar dele. Parecia, como a Moniquita disse, uma criança mimada que faz birra quando os pais não fazem o que ele quer. Numa criança eu perdoo isso. Claro que incomoda, mas eu adoro crianças e acho que isso até faz parte. Mas o Dimitri já tinha deixado de ser criança fazia tempo e seus pensamentos não eram nada infantis, suas atitudes eram dignas de um psicopata, e seus ataques de mau gênio simplesmente me irritavam além da conta. Será que ele não enxergava o quanto era ridículo e insuportável? De belo, só tinha a cara e o corpo, no resto simplesmente deixava a desejar. Qualquer mulher que o quisesse, seria somente por sua beleza física e seu desempenho na cama. Ele não tinha verdadeiras qualidades. 


- Uma coisa que achei simplesmente absurda, foi a própria Katherine passar a ver as coisas de forma estúpida. Obra da autora, é claro! Afinal de contas, "isso" é um romance.kkkkkkk... A ideia é que nos apaixonemos pelo casal e que vejamos beleza em tudo, que vejamos tudo como algo muito romântico (sim. Uma piada.kkkkkk...) e que o Dimitri seja o príncipe com o qual qualquer mulher sonharia. Quando a Katherine passou a se achar uma tonta por continuar lutando contra a vontade do Dimitri e colocou na cabeça que qualquer mulher no lugar dela se sentiria honrada por ter aquele Adônis atraído por ela, e que cederia sem pensar duas vezes... eu não sabia se ria, chorava ou atacava minha cabeça contra a parede.kkkkkkkkkkk.... Eu não posso com algo assim, gente! Deus do céu! A questão toda era a beleza dele? Quer dizer que um homem belo e rico pode tudo e deve ser perdoado por atitudes como essa? Se ele fosse feio e pobre aí sim deveria ser condenado?! É o que eu acabo por pensar. Só seria crime se ele fosse feio, ele sendo belo, não é crime algum. Definitivamente... eu não posso com algo assim.rsrs...


- Katherine é uma mocinha complicada. Também não gostei dela no início. A achei muito intrometida e fria e tudo que eu desejava era que ela tomasse conta da sua maldita vida e deixasse a irmã em paz. Ela não acreditava no amor e por isso estava disposta a livrar a irmã de cometer um terrível erro, já que o cara por quem ela estava apaixonada não tinha dinheiro. Tinha perdido toda sua fortuna e estava endividado. O importante para a Katherine era que a irmã fizesse um casamento "adequado" independente do fato de amar ou não o marido. O amor era algo para idiotas e o importante era somente a posição social e fazer o que era adequado, esperado de uma dama. Para mim, uma coisa é uma pessoa não acreditar em algo, outra bem diferente é ela querer que os outros vejam como certo somente o que ela quer e é ainda pior, ela tentar estragar a felicidade da irmã. Eu sei que a intenção dela não era fazer a irmã infeliz, ela somente queria que a irmã fizesse a vontade dela. Ironicamente, a vontade do Dimitri também não era fazê-la infeliz... tudo que ele queria era que ela fizesse a vontade dele. Muito interessante isso.rsrs... Não estou dizendo que achei justo o que aconteceu com ela (se achasse o livro receberia cinco estrelas e entraria para a lista dos preferidos), mas a questão é que os dois são parecidos. Tudo tem que ser como eles querem, senão eles lutam por aquilo e dane-se a vontade dos outros. No fundo, eles formam um lindo par!kkkkk... Se merecem totalmente. 

Mas não vi somente coisas negativas na Katherine. Eu adorei seu orgulho e sua coragem. Ela passou por tantas coisas de cabeça erguida e foi tão forte que não pude deixar de admirá-la. Ela me lembrou a Sheila (de A Carícia do Vento) e a Gelina (de A Conquistadora) em alguns momentos. E isso só complicou a situação do Dimitri. O meu ódio por ele só aumentou depois que algumas atitudes da Katherine me fizeram lembrar dessas mocinhas que tanto amo. Se eu já desejava acabar com ele de forma lenta e dolorosa, depois disso esse desejo só aumentou. 

Katherine me fez admirá-la todas as vezes que lutou contra o Dimitri e manteve seu orgulho. Todas as vezes que ela suportou situações humilhantes sem se deixar abater. Ela era pura força, pura coragem e eu gostei muito disso nela. Infelizmente, ela não fez com que eu a amasse, mas sempre que me lembrar dela, lembrarei de sua coragem e seu orgulho. Quanto ao Dimitri... sempre que me lembrar dele, meu dia ficará péssimo.rsrs...


- Bem... Não desejo falar mais nada. E claro, não recomendo a história. Nem se estivesse louca faria isso!kkkkkk.... Para mim, não foi um prazer ler essa "coisa", essa porcaria. Continuo admirando a Johanna Lindsey por sua escrita que sempre me envolve, por seu jeito de escrever a história que simplesmente nos impede de abandonar o livro, por mais ódio que a gente sinta pelo mocinho e pelos romances belíssimos dela que já li, embora tenha passado raiva até mesmo com eles.rsrs... Não será por causa desse livro que deixarei de admirar a autora e que ela deixará de ser uma das minhas autoras queridas. Mas que eu quero distância dos livros dela por um tempo, isso eu quero!kkkkkk... 


- Ah! Uma coisa que não deixarei de dizer, é claro: o livro é digno de uma estrela no skoob = ruim. Se eu fosse levar em conta a escrita da autora, o livro receberia cinco estrelas. E vocês acham isso justo? Acham que o Dimitri merece que o livro dele receba cinco estrelas somente porque admiro o jeito de escrever da autora? É óbvio que não! Isso seria muito injusto, sendo assim eu jamais poderia dar mais de uma estrela para essa história. E ele só recebe uma estrela porque isso significa que a história é ruim!kkkk... Se não fosse por isso, nem uma estrela ele receberia. E... o livro ainda ganhou dois prêmios! :D Passagens só de ida para as listas de: romances que odiei e os piores romances que li. Um ótimo prêmio, verdade? Maravilhoso!kkkkkk...


- Essa história foi uma indicação da minha amiga Moniquita. Calma!!!!! Ela não me enganou!kkkkkk... Ela deixou bem claro que eu odiaria a história. Mas ela queria muito saber minha opinião pela história e depois de uma eternidade, eu finalmente criei coragem (não sei se esse deveria ser exatamente o nome. Acho que "finalmente perdi o juízo" ficaria melhor.rsrsrs...) para ler essa história. 


Gostariam de saber a opinião da Moniquita sobre o livro? Basta ler a resenha dela, clicando AQUI. :)



Querem uma ótima notícia?!kkkkk.... O livro faz parte de uma série! Realmente uma delícia de notícia!rsrs... Só que a série não é exatamente uma série. Apenas todas abordam o mesmo tema: mocinhos que sequestram mocinhas e a tornam suas escravas particulares. Existe um grupo que traduz os livros (já que nenhum deles foi até hoje publicado aqui no Brasil) e já existem cinco livros traduzidos pelos fãs. Para encontrá-los, basta que vocês procurem no Google. :) É fácil de encontrar.

O nome dos livros já traduzidos:

1- Assim Fala o Coração (já resenhado no blog)
2- A Noiva em Cativeiro (já resenhado no blog)
3- Escrava do Desejo
4- Fogo Secreto (link para a resenha da Moniquita)
5- O Amor do Pirata (já resenhado no blog)


Bjs!



11 de maio de 2012

A Noiva Cativa - Johanna Lindsey







(Título Original: Captive Bride
Editora: Zeta Bolsillo)


Série Ladys Escravas e Lordes Tiranos


Amor, perigo e paixão entre as dunas do deserto.

As estrelas brilham na noite do deserto. Tudo é perfeito para o amor. Porém, o terror ameaça Lady Christina Wakefield, que num ato caprichoso e imprudente insistiu em acompanhar seu irmão desde Londres até ao Cairo.

Agora é prisioneira desse desconhecido.

Sequestrada e levada a galope sobre seu veloz cavalo até o acampamento escondido, Christina jurou a si mesma que jamais será sua escrava. Porém, logo perceberá que ele se transformou em seu dono. 




Palavras de uma leitora...


- Pode ter spoiler.

"- Em geral, não explico meus motivos para ninguém, porém creio que em seu caso posso fazer uma exceção. - Fez uma pausa, como para pensar nas palavras que desejava usar. - Christina, a primeira vez que a vi naquele baile em Londres, me dei conta de que a desejava. De modo que tentei do seu modo. Lhe expliquei meus sentimentos e lhe propus casamento. Quando você se negou, decidi tê-la da minha própria maneira e o mais cedo possível."


- Bem... Comecei a ler esse livro porque queria me estressar.rsrs... Queria desejar matar um mocinho. Aí, depois de ler uma resenha minha (Negócios e Prazer - Abby Green) na qual eu dizia que não tinha conseguido o que queria, a Moniquita sugeriu, sutilmente, que eu lesse um livro da Johanna Lindsey. Ela sabe que eu estava fugindo dos livros da autora, pois a Johanna é uma autora muito talentosa, mas bem sádica algumas vezes. Mas como ela queria que eu lesse os livros que ela tinha me indicado da autora resolveu aproveitar a oportunidade.rsrs... Acabei aceitando o conselho dela e escolhi ler "A Noiva em Cativeiro". Além de ser um livro da Johanna é um livro dela com mocinho árabe.kkkk... E a Moniquita tinha me indicado esse livro para saber minha opinião, pois ela odiou a história. Sim. Odiou. Então, eu já imaginava que também fosse odiar o livro. Aliás, creio que eu própria já disse horrores do livro antes mesmo de lê-lo.kkkkk... E afirmei que o odiaria. Resultado? Tive que morder minha língua. Isso que dá falar mal de uma história antes de lê-la. 


"- Me casar!" - disse ele rindo. - Lhe ofereci casamento uma vez. Não voltarei a fazê-lo. Agora que a tenho aqui, não preciso me casar com você! - Se aproximou da jovem e a abraçou. - Agora você é minha escrava, não minha esposa."


- Philip Caxton nasceu no Egito. Seu pai era sheik de uma tribo do deserto e tinha o costume de assaltar caravanas. Num desses assaltos conheceu a mãe do nosso mocinho que era uma jovem inglesa que viajava muito naquela época. Uma dama que jamais se acostumaria com a vida no deserto. Porém, ele ficou apaixonado pela beleza dela e resolveu sequestrá-la. Inicialmente, a moça não aceitou a situação, mas acabou se apaixonando por seu sequestrador. Cinco anos depois, ela já tinha dois filhos com Yasir (Philip e Paul) e já não suportava mais a vida dura do deserto. Aquela vida estava matando-a e ela implorou para Yasir permitir que ela voltasse para sua casa. Por amá-la, ele permitiu que ela voltasse e levasse com ela os filhos dos dois. Antes de ir, a moça prometeu que quando seus filhos fossem adultos falaria com eles sobre o pai. 

Os anos se passaram e Philip finalmente completou vinte e um anos. Ele resolveu ir atrás do pai que mal conhecia e viveu onze anos ao lado dele. Odiava o deserto, detestava aquela vida de assaltos e privações, mas se forçava a viver lá, pois amava seu pai e queria tê-lo por perto. Só voltou à Inglaterra para o casamento de Paul e foi assim que a conheceu. 

Philip havia tratado com frieza todas as damas que tinha conhecido durante os meses que viveu com seu irmão, mas Paul sabia que ele não ficaria imune à beleza de Christina, uma jovem dama do interior que tinha ido passar uma temporada em Londres. O que ele não podia prever é que Philip não só não ficaria imune como também decidiria ter a jovem de qualquer maneira. Fosse por bem ou... por mal. 

- O primeiro encontro dos dois não foi dos melhores.rsrs... Christina tinha ouvido Philip falar mal de todas as jovens que estavam no baile e ficou furiosa. Por isso, quando Philip se aproximou dela, ela o rejeitou sem pensar duas vezes. Ele era um arrogante, abusado, convencido e ela queria distância dele. Porém, seu desprezo só alimentou o interesse de Philip e no dia seguinte ele decidiu pedi-la em casamento.kkkkkkkkkkkk... 

- Obviamente, seu pedido foi recusado, mas Philip não aceitava "não" como resposta e decidiu que era hora de parar de fazer as coisas da maneira dela. Se ele a queria, iria tê-la. E o melhor seria fazê-la ir para um lugar onde ela não teria as leis inglesas para protegê-la.

Assim, Philip consegue fazer John (irmão da Tina) e ela irem para o Egito. Logo na primeira noite dela no Cairo, Philip entra em seu quarto e a sequestra. Em poucos dias, eles chegam ao deserto, no acampamento do Philip e é aí que a história realmente começa... rsrs...


- Ok. Não sou fã de histórias com árabes e só isso poderia me fazer fugir do livro. Sim, pode ser um preconceito, mas tenho motivos para não gostar de árabes. Porém, lembram que eu queria me estressar?rsrs... E aí o livro tem duas coisas que eu simplesmente detesto: agressão e estupro. Bem... Algumas pessoas vão considerar estupro. Mas eu não considerei. Não porque eu fiquei louca, mas sim porque o Philip não é violento e a mocinha cedeu completamente. Ela o queria. Algumas pessoas vão considerar estupro porque ela tinha sido sequestrada, porque disse não e tudo começou contra a vontade dela. Mas como pode ser estupro se a mocinha se entregou?! Não se entregou por causa de ameaças e sim porque queria se entregar. Porque o desejava. Não dá para considerá-la uma pobre vítima.rsrs... Em outra época, eu consideraria estupro e não perdoaria, mas creio que estou mudada. Ráfaga, Brandon, Clayton podem provar isso.rsrs... Enfim... E a cena da agressão (três palmadas nas nádegas da Tina) não foi nada traumatizante. Apesar de ter achado desagradável, não odiei o Philip por causa da cena. Não senti graça como ocorreu quando li Um Reino de Sonhos, mas também não desprezei o Philip. A Tina estava implorando por aquilo. Ela provocou demais o Philip e ele até que foi muito bonzinho com ela. Se fosse o Clayton, ela ficaria sem conseguir se sentar por meses.kkkk... 

"- Você é minha, Tina. Ninguém me tira o que é meu."

- Mesmo sem esperar por isso, acabei me apaixonando bem fácil pelo Philip.rsrs... Foi uma surpresa, pois eu tinha a clara intenção de odiá-lo, mas acabei achando-o um fofo.kkkkkk... Não sei explicar direito meus motivos para amá-lo, mas não o achei terrível como algumas leitoras (a maioria, creio) acham. Se comparado com certos mocinhos que já conheci, ele é um anjinho.kkkk... E eu vi amor nele. Ele podia não amar a Tina desde o início, mas se apaixonou por ela e nunca teve intenção de realmente fazê-la sofrer. Como o Clayton e outros mocinhos que conheço, ele simplesmente tinha medo de perder a mocinha que queria para ele. Tinha medo da Tina se casar com outro e resolveu sequestrá-la para só depois conquistá-la.rsrs... Ele não é paciente, entendem? E não pode ser culpado por isso!!! Todos nós temos defeitos.kkkk... Não sei se foi porque li a história em espanhol, mas achei várias cenas muito divertidas. O Philip me fez rir bastante aqui em casa e toda vez que lembro do momento no qual ele perguntou se ela queria tomar banho, sinto vontade de rir de novo. Sem mencionar outras cenas, como o momento no qual ele a vê amamentando o filho deles ou quando ele fica muito feliz por uma tal pessoa decidir ir para o exército. Quando lembro dessa cena em especial, começo a rir como uma boba aqui em casa.rsrs... Achei o Philip um encanto e não entendo por que a Tina demorou tanto para perceber que não deveria reclamar da sorte que tinha tido. Não é toda mocinha que tem a sorte de ser escolhida por alguém tão charmoso e irresistível, não é verdade?rsrs... E ela sequer o merecia!rsrs... No início eu até gostava dela, mas depois que observei uma coisa sobre essa mocinha passei a sentir uma espécie de desprezo por ela. 

- O livro seria digno de cinco estrelas se a história fosse melhor. Infelizmente, foi o primeiro livro que a Johanna Lindsey escreveu e fica óbvio que não é sua melhor história. A autora deixa de falar sobre diversas coisas que agradariam as leitoras. Como posso explicar? Ela corta cenas importantes, entendem? Pula para semanas seguintes, meses seguintes... E não passa o envolvimento que poderia passar. Apesar de eu ter adorado várias cenas entre o casal, realmente achei que poderia ser melhor e eu lamento por isso, pois tenho certeza que se a Johanna pegasse essa história de novo e resolvesse reescrevê-la, seria uma das melhores histórias dela. Essa é minha opinião. E o Philip poderia se tornar um dos melhores mocinhos que já conheci. Pois ele tinha potencial para isso, mas teve a infelicidade de ser escolhido para ser mocinho do primeiro livro da autora.rsrs... Amo o Philip, mas por causa da Johanna, ele não pode fazer parte da minha lista dos mais especiais. Porque ela não lhe deu chance. E ainda por cima ousou deixar o Philip de fora de várias cenas. Ela "apagou" meu mocinho durante várias páginas e eu odiei isso. A história perdeu toda a graça quando isso aconteceu, pois era pelo Philip que eu continuava lendo a história sem pensar em desistir dela. Ele é meu motivo para dar 4 estrelas ao livro. E o livro quase perdeu uma estrela por causa disso. Eu não aguentava mais ter que ler somente sobre a depressão da Tina e o irritante do Tommy. Eu queria o Philip, mas a Johanna resolveu que se eu queria me irritar, não seria ela que impediria isso.rsrs... Então, resolveu colocar algo no livro que satisfizesse meu desejo inicial (que era me estressar, lembram?!rsrs...). 

- Achei certos momentos, lá para o final do livro, dignos de uma novela mexicana. Eu me diverti demais.kkkkkk... Principalmente quando o Tommy disse que desejava morrer. Não pude mais me segurar.rsrs... E fiquei com um sorriso no rosto quando soube que o Philip estava se embebedando. A autora me compensou pelos momentos de estresse. :)


"Tinha que recuperá-la antes do dia do seu casamento ou voltar a sequestrá-la. Preferia suportar seu ódio do que viver sem ela."


- Enfim... Não me arrependo nem um pouco de ter lido esse livro. Achei que a leitura foi deliciosa (graças ao meu Philip, é claro!rsrs) e leria de novo algumas cenas. Não digo que leria o livro inteiro novamente, mas algumas cenas, sim. 


- Muito obrigada pela indicação, Moniquita! :D Sei que você não esperava que eu fosse amar o Philip, mas não vou me desculpar por isso.kkkkkk... 

- No final das contas, indico o livro?! É claro!!! Só saiba que não é o melhor livro da Johanna Lindsey e você corre, sim, o risco de odiar tanto o livro quanto o Philip. 





O livro faz parte de uma série que não é realmente uma série, mas pode ser vista como uma. O nome da série é Ladys Escravas e Lordes Tiranos e segue abaixo os livros que fazem parte dela (a lista pode ser alterada, pois livros novos podem passar a fazer parte dela):




1- Assim Fala O Coração
2- A Noiva Em Cativeiro/A Noiva Cativa
3- Escrava do Desejo
4- Fogo Secreto (resenha da Moniquita)
5- O Amor do Pirata




OBS: não é necessário seguir a ordem, pois não prejudica em nada a leitura. São histórias diferentes e apenas correlacionadas. 




Bjs e até breve!


P.S.: Queridos, lembram que pedi para orarem pelo pequeno Fábio? Infelizmente, ainda não recebi novas notícias sobre ele. Mas assim que tiver, falo com vocês. Agradeço a todos que oraram e/ou têm orado por ele. 

14 de outubro de 2011

Resenha da Mónica: Fogo Secreto - Johanna Lindsey



Na furiosa paixão do desejo,
Eles descobriram o glorioso êxtase do amor.


Quando viu a moça fugazmente do guichê de sua carruagem, o jovem príncipe sabia que devia fazê-la sua.

 
Poucos minutos depois, Lady Katherine Saint John era seqüestrada em uma rua de Londres como uma prostituta e levada a uma suntuosa mansão... para o prazer de seu admirador.

 
Mas o que o príncipe Dimitri achou em sua cama foi uma tigresa cativa... consumida por uma ira feroz para o "bárbaro" russo que a tinha raptado... mas a quem, ao mesmo tempo, desejava com um ânsia alheia a sua compreensão...

 
Depois de uma noite atípica uma paixão selvagem surge, Katherine é raptada e aprisionada, por Dimitri, e levada para Rússia.

Dimitri e Katherine percorrerão um longo caminho através dos mares tempestuosos, ao esplendor dos palácios de ouro em Moscou. Uma paixão que nascerá na Inglaterra e amadurecerá na Rússia. Levando-os definitivamente para a entrega final do maior dos sentimentos, para o poder do amor inegável.
 



Resenha:


ATENÇÃO: toda a resenha terá spoiler. Se não deseja saber mais do que o necessário sobre o livro, não leia essa resenha. Mas saiba também que talvez seja necessário vc saber algumas coisas sobre o livro, para não se decepcionar ao decidir lê-lo. Fique ciente, porém, de que terá spoiler.


Bem, ele a viu da janela da sua carruagem e apesar dela não ser o tipo dele se sentiu atraído. Pediu então a um empregado leal que fizesse uma oferta (dinheiro) para que ela fosse ao palácio. Ela estava vestida como serva, apesar de ser uma lady. Foi a maneira que ela encontrou de sair de casa sem ser vista ou seguida, já que a intenção era se encontrar com a irmã e a impedir de fugir com um homem.

Quando ela é abordada pelo empregado, descarta imediatamente a proposta, mas o empregado temendo a ira do patrão a sequestra. No palácio ela continua se negando, portanto o empregado coloca na bebida dela uma droga.

Quando o príncipe entra no quarto ela já está sob efeito da droga, mas como ela não tem noção do que está acontecendo pede por um médico, o príncipe fica furioso pelo empregado não ter percebido que ela estava doente. Quando sai do quarto para esclarecer, é informado então sobre a droga e o primeiro pensamento dele é "Queria uma diversão e não uma maratona sexual". Ele já havia visto uma mulher na mesma situação e se lembrado de que foram necessários 15 homens para satisfazê-la, então possivelmente teria que apelar para os seus homens já que ele estava muito cansado - Tão querido ele, sem contar com o tipo de lugar que ele frequentava para ter presenciado tal situação, enfim...


Um dos efeitos da droga era o aumento da temperatura do corpo e o aumento da sensibilidade da pele, portanto quanto mais ele a acariciava mais confortável ela se sentia e assim se seguiram as coisas. Para surpresa dele ela era virgem. Ficou a imaginar como poderia uma serva como ela ainda ser virgem, possivelmente não trabalhava numa casa aonde haviam homens jovens, bem pelo jeito as servas eram para todo o tipo de trabalho, bem... ele gostou dela e não conseguiu imaginar compartindo-a com seus homens, então levou adiante a sua maratona sexual e pelo jeito se sentindo um perfeito cavalheiro pela decisão tomada.

Ele ficou fascinado por ela e por isso dormiu na mesma cama, pois gostaria de saber como ela reagiria sem o efeito da droga. O empregado deu a entender que ele só quis facilitar as coisas, mas se ele fosse mesmo um cara digno a teria colocado numa banheira de água fria e não se aproveitado da situação.


Quando ela acordou e entendeu o que havia acontecido fez o maior escândalo, falou da sua ligação com a rainha, falou quem era seu pai, mas dado as roupas dela ninguém acreditou, mas de qualquer forma como ela ameaçou denunciar tanto ele quanto o empregado ele resolveu sequestrá-la, pois um dos irmãos dele estava em negociação com a Inglaterra e não poderia ser prejudicado.

E assim começa todo o sofrimento dela. Primeiro ela é colocada dentro dum báu, sem passagem de ar para que ninguém a visse saindo do palácio. O príncipe não pediu que ela fosse transportada assim, mas também não disse como e como o empregado parecia ter somente 2 neurônios e não gostou dela desde o começo, não ligou muito para os detalhes. A verdade era que ele não entendia como uma serva poderia se recusar as atenções do seu amo e senhor que era como presente para qualquer mulher. aff!!!

 
Apesar de ser pequena, ela passou maus bocados dentro do baú e só quando a esposa do empregado questionou se ele havia feito furos no baú foi que se lembrou da mulher e correu para ver se ainda seguia viva. Quando a tirou do baú ela estava desmaiada e quando recobrou consciência tinha dores horríveis pela falta de circulação sanguínea. O príncipe querido ouviu toda a confusão e assim que viu o que se passava pegou nela ao colo e levou-a para o seu quarto, cuidou dela, é verdade, mas nem uma palavra de recriminação ao emprego, achei isso um absurdo total, enfim...
 
 
Durante toda a viagem ele tentou fazer amor novamente com ela, ainda encantado, mas sempre ouviu não. Ela manteve a postura durante todo o tempo, por isso ele resolveu drogá-la novamente, mas arrependido tentou chegar a tempo de impedir que ela comesse a comida "batizada" mas não chegou a tempo. Muita coisa aconteceu antes disso e ela na verdade já mostrava sinais de estar apaixonada por ele, então apesar de ter ficado muito magoada fez amor com ele novamente. Na manhã seguinte "muito" arrependido e sem poder olhar para ela, pois ele tinha certeza de que o consentimento dela era fruto da droga foi embora sem nada dizer sobre a situação dela a uma tia que vivia na mesma casa e era um horror de mulher .Essa mulher pegou a mocinha no quarto do mocinho e deduziu que ela estava roubando. A mocinha era uma lady e como tal tinha uma postura altiva e não aceitou a afronta da tia e deu um tapa na cara da senhora que reagiu pedindo que ela fosse segurada enquanto apanhava e apanhou muito, tanto que depois passou dois dias com febre alta.

 
A essa altura o mocinho estava em outro país e tentando se libertar das imagens da mocinha resolveu procurar uma noiva adequada e pensava em como manteria a mocinha numa casa grande com todo o luxo e que inclusive adotaria qualquer filhos que eles teriam juntos. Ele é ou não um fofo?... rsrsrsrsrsrs...bem... respira fundo rsrsrsrs... A mocinha consegue fugir e quem a encontra é um dos irmãos dele e qual o primeiro pensamento do sujeito, como vou fazer para ficar ao lado dela durante a longa viagem de volta para casa sem fazer amor com ela? Oh, pelo amor de Deus, o que havia de errado com os homens dessa família? É que não podiam ter o mínimo de respeito por uma mulher serva ou não?


Quando o mocinho volta e vê as marcas da surra nas costas dela, manda a tia sair da sua casa, mas não pensem que foi aos gritos não, foi como muita gentileza e sem nenhuma punição pela maldade dela, afinal de contas uma serva pode apanhar. Ai, Jesus!!! Bem para compensar a mocinha ele a leva para a cidade, a veste com roupas lindas e enquanto isso busca uma esposa, pois com uma serva um príncipe não pode casar.

 
Na noite anterior eles tiveram uma briga, pois ela já sabia estar grávida e como ele mudou a maneira de tratá-la pensou que ele a pediria em casamento. Então sem revelar a gravidez falou sobre casamento e ele disse que nunca poderia se casar com uma serva, que precisaria de uma esposa adequada a sua posição. Claro que ela ficou magoada, só não entendo aonde ela enfiou o raio do amor próprio, porque seguiu com ele para uma festa e foi lá que ela encontrou um amigo do pai dela que a reconheceu de imediato, então ela soube que o pai a estava dando como morta e foi também quando o mocinho soube que ela dizia a verdade.Verdade essa que ele só não descobriu porque não quis, ele tinha o nome dos pais, sabia que ela havia sido dama de companhia da rainha, portanto poderia ter investigado tudo, mas não o fez, pois aonde ficaria o orgulho dele, já que o que ele fez a uma lady seria imperdoável perante a lei inglesa e mesmo a russa?

 
Nesse mesmo momento ele diz que eles vão se casar, mas ela não aceita dizendo que se não era boa o bastante pra ele antes não seria agora também .Bem algumas situações acontecem e ela consegue fugir.Volta para o seu país com um filho nos braços. Enquanto isso o mocinho que tinha um rival na corte russa sofre um atentado ao voltar para casa e fica entre a vida e a morte. Quando recobra a consciência sente a falta da presença da mocinha e quando realmente melhora passa a procurá-la por todos os lados.

 
Um ano depois ele a encontra na casa dela. Ela havia chegado a pouco tempo, pois passou a gestação a trabalhar para uma senhora na Rússia, na intenção de ser encontrada por ele, mas ele, como já disse, estava doente. Bem, eles se reencontram ele fica a saber do filho, reconhece seus erros, confessa seu amor. Mas eu não perdoei não.

Ele deveria ter punido o empregado, a tia, mas não o fez. Ele deveria ter investigado as informações dela, mas não o fez, foi omisso, conivente, covarde e profundamente sem carácter. Acho que ele merecia encontrá-la casada com um homem de verdade e não uma cópia mal feita como ele.

 
 
Mónica

21 de março de 2011

O Amor do Pirata - Johanna Lindsey


Ladys Escravas e Lordes Tiranos


Século XVIII. (1767). Caribe (Saint Martin) / França.


Ela:

Bettina Verlaine, loira de olhos azul-esverdeado, tem 19 anos. Francesa, é fruto de uma aventura extra matrimonial que sua mãe teve com um marinheiro irlandês. Ainda que o marido de sua mãe não o soube-se, trata-a com indiferença por não ser um varão.

Ele:

O Capitão Tristán Matisse, com olhos azuis e uma cicatriz na cara. Sua mãe foi violada e assassinada na França por um nobre espanhol. Dedica-se à pirataria, enquanto tenta vingar-se perseguindo o assassino de sua mãe, que contínua com suas incursões.

Sua história:

Bettina se dirige ao Caribe para reunir-se com seu noivo, um conde. Durante a viagem é seqüestrada por Tristán, que no princípio pensa em pedir um resgate por ela, finalmente decide ficar com ela como sua amante levando-a para sua ilha particular.




Palavras de uma leitora...


Sabe... Antes de falar sobre a história, gostaria de falar de uma coisa que pra mim não fez muito sentido...rsrs... Quando a Bettina fugiu pela segunda vez, eu lembrei de uma música tão linda que não ouvia faz mais de um ano, eu acho. Só que essa música não é ideal para essa história. A música fala de um amor lindo, você sente o amor, a emoção... já a história... bem...rsrs... Enfim... Aí quando a Bettina estava dando à luz e o Tristán escutou o gemido angustiado dela, eu lembrei novamente dessa música. Na verdade, só de uns trechos dela.



Vou colocar aqui só para que vocês saibam qual é. É a música "Só Por Você" cantada pela Marina Elali:


"Ainda lembro do som da chuva lá fora e como eu quis me entender com você. Mas o rancor foi quem falou e eu fui embora... Você nem soube o que eu ia dizer. E nesse instante o que lhe doeu mais... Foi pensar que eu nunca fosse voltar."


- Essa música definitivamente não combina com a história, mas... sei lá... ela indo embora de novo e depois dando à luz no final do livro... por algum motivo que eu desconheço, esse trecho da música invadiu meus pensamentos...rsrs... E eu não resisti e acabei colocando a música pra tocar e estou escutando até agora...rsrs...



*PODE CONTER SPOILER!!!!


- Bem... É muito complicado falar desse livro. Eu ainda não tenho uma opinião totalmente formada. Estou me decidindo ainda. O livro está bem na corda bamba ainda... Tenho somente dois motivos para perdoar o livro e nenhum pra perdoar o mocinho. Está difícil... No final da resenha digo se perdoei ou não o livro. Quanto ao Tristán... Sinto dizer que ele não conseguiu ganhar meu perdão. Na verdade, ele não merecia nem o da mocinha, pois não pediu perdão. Fez de conta que tudo que ele tinha feito era certo. Pela lógica absurda dele, violar não é um crime. Tudo bem... Pela lógica de quase todos os homens da época, (digo "quase" todos, pois quero acreditar que existiam homens bons na época que não pensavam de maneira tão bárbara) uma mulher que fosse "encontrada" por um determinado homem pertencia a esse homem mesmo que a tal mulher já fosse comprometida com outro. A vontade dela não importava. O homem que a "encontrou" tinha direito de fazer o que quisesse com ela, pois ela agora lhe pertencia. Ok. Tudo muito correto pra eles... porém o Tristán, mais do que qualquer outro homem desse livro, tinha motivos mais do que suficientes para NÃO violar a Bettina. Sabe qual é o motivo principal???? A mãe dele foi violada e ele assistiu tudo... Ele viu o sofrimento da mãe e eu não consigo entender ainda como ele pôde fazer o mesmo com a Bettina. E ele perseguia o infeliz que violentou e matou sua mãe. O Tristán passou mais de doze anos perseguindo esse monstro, pois queria vingança. Então... Por quê???? Porque ele não teve piedade da Bettina? E acreditam que ele se julga diferente do principal agressor da sua mãe???!!! Ele acha que é melhor... Explico os motivos daqui a pouco. Mas eu não penso como ele, não. Para mim ele é igual. O fato dele não tê-la matado não o torna menos culpado. Ele pode não ter ferido a mocinha fisicamente, mas atormentou sua mente... e isso pra mim basta para que ele não tenha direito ao perdão. As violações constantes + as humilhações que ele lhe fez passar + a tortura psicológica = mocinho que não tem direito ao meu perdão. Não me convenceu em nenhum momento. Apesar de eu enxergar o amor dele em alguns momentos, não encontrei nenhum motivo para perdoá-lo. Ele podia até realmente amá-la, mas isso não o impediu de humilhá-la e nem o fez abrir mão do seu desejo e deixá-la em paz. Pelo contrário, perdi as contas de quantas vezes ele se aproveitou dela, estuprou mesmo. Ela lutava o quanto podia contra ele e nada fazia ele voltar atrás... Nada! Ele é um miséravel que merecia era ficar a vida inteira sozinho, isso sim!






"Ai, por favor, Tristán, não me faças isto. Lhe peço uma vez mais, por favor, poupa-me desta vergonha! - rogou ela inutilmente."


- Bem... não quero colocar a cena completa. Mas esse é o pedido que a mocinha lhe faz. Ela pede que ele não abuse dela (estou tentando evitar a outra palavra), que lhe poupe. E vocês acham que ele lhe dá ouvidos???!!! Claro que não! Só se importa com seu próprio desejo e que se dane ela! E não pensem que ele agiu com cuidado, não, pois não foi assim. Foi sem violência, sem agressão física, mas foi com fúria, raiva, pois ela disse algo que ele não gostou. E a maioria das vezes foi assim: ela o desafiava e ele agia com raiva... apenas usando-a mesmo. Usando seu corpo e não se importando com o que ela iria sentir. Somente num livro de romance mesmo que a vítima não ficaria traumatizada e ainda iria se apaixonar por seu agressor! Gostaria de saber aonde está o "romance" em ser estuprada. Não é romance! Não há amor no estupro, gente! É violência! Simplesmente isso! Já estou perdendo minha paciência com os livros que colocam estupro como algo aceitável! Quem ama não machuca de propósito, não faz o que o Tristán fez... e o que os mocinhos de vários outros livros que já li fizeram... Isso não é amor... Pelo menos não a forma de amor saudável... é algo absurdo, de uma mente egoísta ou doente. E como o Tristán não é doente, fico com o egoísmo mesmo.


Sabe... Hoje eu não estou com paciência para tolerar esse tipo de coisa, não. Fico pensando no que aconteceu nessa história... nas violações constantes... era todo dia... não sei como a Bettina suportou... E me pergunto o que se passava pela mente da autora. Já falei aqui antes sobre um seriado muito bom que fala das vítimas especiais (o nome do seriado é Law & Order SVU), e esse seriado fala principalmente das vítimas do estupro. Ele passa as emoções das vítimas... e acredite! NÃO são nada boas... Elas não se apaixonam por seus agressores e não desejam passar a vida inteira ao lado deles... Elas sofrem pelo que aconteceu e é impossível que eu venha a achar normal e aceitável num livro de amor algo tão bárbaro. Sei que já perdoei livros que tinham estupro por parte do mocinho. Sei disso. Mas o livro teve algo que me fez perdoá-lo... "O Amor do Pirata" tem? Sim. Tem duas coisas que podem me fazer perdoar o livro, mas não o mocinho como já sabem. Eu quero mais é que o Tristán vá para o inferno! O nome dele deveria ter sido outro, sabe? rsrs... Enfim...


Depois de ler esse livro eu fiquei pensando bastante no tema "estupro" e estou cada vez menos inclinada a ficar perdoando livros que tenham isso. As autoras estão fantasiando o assunto e diminuindo sua importância. Estão fazendo com que seja algo normal quando feito por alguém que as mocinhas amam ou passam a amar depois. E isso é loucura! É absurdo! A pessoa que comete esse crime nos livros (os mocinhos-vilões) deveriam pelo menos pagar de alguma forma. No caso do primeiro livro que li dessa autora "Assim Fala o Coração", o Rowland pelo menos pagou. Ele sofreu e quase perdeu a vida duas vezes, pelo que me lembro. Já o Tristán não pagou de nenhuma forma. Foi tudo muito normal, muito aceitável e acho que foi isso que me deixou mais revoltada: tratar o assunto como algo normal.


Eu, definitivamente, tenho que dar um tempo em livros com esse tema e o tema agressão. Se eu não fizer isso vou lançá-los sem dó nem piedade nas piores categorias do blog. E não irei me importar se é de uma autora que eu goste! Estou sem paciência para esses "assuntos tão normais"... rsrs... Mas acho que agora preciso avançar na explicação sobre o livro, certo? Estou batendo demais na mesma tecla...rsrs...


- Bem... Segundo a sinopse o livro se passa no século XVIII. Conta a história de uma jovem de 19 anos que estava indo para Saint Martin para se casar com seu prometido. Naquela época, era o responsável pela jovem (pai, irmão tutor...) que escolhia seu futuro marido. E com Bettina não foi diferente, apesar de todas as súplicas da mãe dela. Ela cresceu ouvindo que esse dia iria chegar e que ela teria que aceitar seu destino. Iinclusive, foi enviada para um convento onde aprendeu tudo que deveria saber para ser uma boa esposa... enfim... Ela estava resignada. Tinha decidido que iria fazer o possível para amar seu futuro marido e seguiu seu destino... mas aí um infeliz que soube que um tal barco levava uma jovem muito bonita, resolveu alterar totalmente a vida de Bettina... Agora ela não seria violada por um marido desconhecido... ia ser violada por um pirata desconhecido. Bem... Acho que se o livro merece ser salvo é somente por causa da Bettina. Ela tem coragem mesmo quando tem medo...rsrs... Não é tola como algumas mocinhas. Não! Ela lutou! Lutou muito contra o mocinho e quase o matou (eu adoraria que ela tivesse conseguido... bem... somente se ela conseguisse escapar antes que aquele Jules acabasse com ela). Ela não se apaixonou logo de cara pelo homem que usava seu corpo. O amor dessa mocinha na verdade só apareceu depois que ela engravidou e eu acredito que o motivo tenha sido a gravidez mesmo...rsrs... Bem... A Bettina odiou verdadeiramente o Tristán. Eu fiquei admirada! E sabe o que prova seu ódio? Os olhos dela. Quando está infeliz, assustada ou furiosa, os olhos da Bettina ficam verdes. Quando está feliz e amando... seus olhos ficam azuis... São mutantes de verdade. E os olhos dessa mocinha passaram a maior parte do livro verdes. E se isso não fosse prova suficiente, temos suas ações.


Quando foi sequestrada pelo Tristán e soube por ele próprio qual seria seu destino, ela ficou furiosa e o odiou. Também decidiu que lutaria o quanto pudesse contra ele, mas o sujo miserável a privou disso também, pois ameaçou a vida de supostos prisioneiros para poder fazê-la não lutar. Ele disse que se ela lutasse, ele deixaria sua tripulação assassinar os tais prisioneiros. Não existia prisioneiro nenhum, mas a Bettina não sabia disso. Ela acreditava que o Tristán tinha levado para seu barco os homens que estavam no barco que levava a Bettina para Saint Martin. E o Tristán foi muito convincente e covarde. Ele disse coisas horríveis para fazê-la ceder. Disse que seus homens eram cruéis (como a Bettina podia saber que não era totalmente verdade???? Eles eram piratas!!!) e que gostavam de se divertir enquanto matavam suas vítimas... Ele falou que eles fariam assim: arrancariam uma orelha, depois a outra, os dedos, os pés... Cruel, certo? Demais! A mocinha ficou horrorizada e cedeu por medo. Quem ler a cena verá que foi por medo. Ela não teve opção. Mas quando soube que ele mentiu, ela o atacou com verdadeira fúria... Aquilo sim era ódio! Ela pegou um punhal e se ele não segura com força seu braço, teria morrido naquele instante. Ela foi com tudo, disposta a matá-lo mesmo. Gostei disso. Essa é uma atitude normal dada as circunstâncias. Quem pode culpá-la por querer matar o homem que fez "aquilo" com ela? Ninguém. Aí... Quando não conseguiu matá-lo, ela continuou atacando-o. E houve um momento no qual o atingiu na cabeça e ele caiu inconsciente... Ela pensou que ele estava morto. E o que ela fez? O que uma pessoa normal faria dada as circunstâncias...rsrs... Tentou fugir! Eu achei aquilo realmente de acordo com a situação dela. Ela não se importou se ele estaria morto ou não, pois verdadeiramente o odiava. Ela só se importou em escapar do seu tormento. Ele procurou aquilo.


Houve momentos nos quais a Bettina agrediu o Tristán e teve aqueles também nos quais ela o denunciou, embora não tenha obtido o que desejava: que ele fosse preso ou executado pelo que fez. Mas ela denunciou. Agiu! O denunciou quando fugiu pela primeira vez e depois o denunciou duas vezes quando fugiu pela segunda vez. Mas ninguém fez nada para puni-lo. Mas ela agiu e isso bastou para que ela ganhasse meu respeito. Se eu decidir perdoar o livro será por causa da Bettina.



Um pequeno resumo:


Ela sabia que um dia "aquilo" aconteceria e por isso não se surpreendeu quando seu pai lhe informou que ela se casaria em breve. A única coisa que a deixou alterada foi saber que teria que ir pra muito longe de sua mãe. Ela não queria deixar a França, mas não tinha escolha e por isso resolveu aceitar seu destino e começar a preparar o enxoval.


Um mês depois, Bettina já seguia para a ilha onde vivia seu futuro marido... toda sua vida havia ficado pra trás. Sua mãe, seu país amado, sua casa... sua triste infância. Mas ela não estava perdendo muito mesmo. Não havia encontrado felicidade na casa onde vivia e sua mãe, que era a única pessoa que ela não queria deixar pra trás, a visitaria sempre que possível. Talvez ela até pudesse encontrar felicidade ao lado de seu futuro marido. Talvez pudesse até amá-lo... Estava disposta a tentar.

Bettina passou um mês no mar e durante aquele tempo ocorreu algo que a deixou profundamente traumatizada: um dos marinheiros que estava no barco, entrou em seu camarote, segurou seus ombros com força e ficou olhando pra ela... ela gritou quando o viu entrar e isso alertou o capitão do barco... e aí veio o momento traumatizante... Aquele homem foi cruelmente açoitado quase até a morte. Ela não suportou assistir e passou mal... daquele momento em diante passou a ter um medo terrível do açoite.

Quando estava quase chegando ao seu destino, Bettina foi surpreendida pelo inesperado: um barco pirata resolveu atacar seu barco. Ela ouviu horrorizada, de seu camarote, o momento no qual o barco inglês venceu. Poucos minutos depois, ela era prisioneira do capitão Tristán Matisse.

Bettina ficou em estado de choque. Não sabia o que pensar e sentia um medo terrível. Mas seu medo e sua fúria aumentaram no instante em que ela soube quais eram os planos de Tristán.

Ela estava disposta a perder lutando, mas Tristán não estava com vontade de lutar contra ela e por isso usou de ameaças para fazê-la se render. Bettina cedeu, mas jurou que um dia ele pagaria por todo mal que estava lhe fazendo... e ao descobrir que ele havia mentido somente pra conseguir o que queria, Bettina arriscou a própria vida disposta a acabar com ele...

A partir desse momento, muita coisa ainda acontece... Tristán continua ameaçando e usando Bettina, nossa heroína consegue escapar duas vezes e volta a ser capturada... Com o passar da história é ainda mais humilhada por ele... E no meio de tanta crueldade e sofrimento... há lugar para o amor???!!!


- Bem... Meu resumo foi bem pequeno, pois já falei demais...rsrs... Contei muita coisa mesmo, mas não quero contar exatamente tudo... Existe um momento no qual o Tristán resolve humilhar a Bettina de uma outra maneira, mas eu não vou dizer qual foi. E esse é um dos motivos que me fazem não acreditar que a Bettina passou a amá-lo depois. A autora pode ter tentado nos fazer acreditar nisso, mas eu acredito em outra coisa...rsrs... Eu e a Monica até estávamos falando dessa doença esses dias... e é o que eu acho que se aplica no caso da Bettina. Acho que ela ficou doente... Já ouviram falar da Síndrome de Estocolmo???!!! É quando vítimas de sequestro, estupro, víolências domiciliares, entre outros... passam a sentir afeto por seus carrascos, agressores... Definitivamente, a autora dessa vez não me convenceu. No caso do livro "Assim Fala o Coração", eu cheguei a acreditar que a Brigitte realmente passou a amar o Rowland, mas no caso da Bettina, não. Ela lutou muito contra ele e agiu verdadeiramente contra ele... mas com o passar do tempo e as constantes palavras de sua mãe e da  Madeleine (elas diziam que ela tinha que aceitar as coisas como eram, que tinha que "aproveitar" a situação, que o Tristán tinha direito de fazer o que fazia... É um aburdo, não é???!!!), a Bettina foi se acostumando... quando descobriu que estava grávida foi que ela "admitiu" (não acredito nisso, não...rsrs...) que tinha se apaixonado pelo Tristán. Mas há um momento no livro que explica essa súbita paixão da Bettina... Esse momento envolve cárcere privado e outras "coisas". Não vou falar das outras coisas, pois vou deixar vocês se chocarem quando lerem...rsrs... Eu não gostei nada do que ele fez. Bem... Depois que a Bettina escapa pela segunda vez e o monstro a encontra, ele decide puni-la de outra forma. A prende dentro do camarote por duas semanas. Ela não podia ter contato com outras pessoas. Durante essas duas semanas ela só teve contato com o Tristán, sabe? Se ela quisesse conversar ou desabafar teria que ser com ele. Não pôde ver sua mãe nem a Madeleine ou qualquer outra pessoa... só ele. Acho que a intenção do Tristán era mesmo deixá-la dependente dele. Era impossível ela não se apegar. Houve um momento que a própria Bettina disse que tinha "fome" de companhia. Que precisava falar com alguém... E com quem ela falou????!!! rsrs.... Existia outra pessoa?! Não. Só ele. Quando chegou novamente na ilha, ele a prendeu por mais uma semana. Por isso eu acredito que o afeto da Bettina é resultado dessa doença.

"- Não! - gritou ela, e tratou de sair da cama, mas num segundo ele estava sobre ela.



- Será sensata, ou quer remendar seu vestido pela terceira vez amanhã? - perguntou ele.


- Vai pro inferno! - gritou ela furiosamente.


Bettina começou a lutar, mas as mãos de Tristán imobilizaram seus pulsos. Levantou-as acima de sua cabeça, deixando-a indefesa exceto as pernas, que estavam travadas por suas saias. O peso dele a paralisou, e de repente Bettina se sentiu sufocada. Seguiu ofegando por liberar-se, mas ouvia Tristán rir.


- Você ri!


Então Bettina gritou, com um uivo ensurdecedor de fúria, mas Tristán cobriu sua boca com a sua. Quando Bettina virou a cabeça para o outro lado para evitar os lábios dele, ele soltou suas mãos e reteve seu rosto, machucando os lábios com um beijo brutal, no entanto, afastou seus lábios dos dela e gritou de dor quando ela afundou suas unhas em suas costas.


- Vai pro diabo, maldita gata! - grunhiu. Reteve seus pulsos com uma mão e com a outra lhe arrancou o vestido até a cintura. Olhando-a friamente, observou a expressão cheia de terror da moça enquanto terminava de rasgar seu vestido. Depois rompeu o suave tecido de sua anágua até que a nudez da moça apareceu à vista. Tristán levantou as pernas da moça sobre seus ombros e as sustentou assim com seus fortes braços. Penetrou nela cruelmente e violou seu corpo com fúria.


Quando terminou, seu agastamento diminuiu. Deixou-a livre e se acomodou a seu lado sem se importar que ela recomeçasse seus ataques. Mas ela ficou ali estendida olhando o teto. Nem sequer se moveu quando ele a cobriu com o cobertor. [...]

Bettina lhe voltou as costas e deixou que as lágrimas silenciosas corressem por suas faces."

- Pois é! rsrs... estou fazendo de propósito. Só estou colocando aqui os motivos pelos quais o mocinho-monstro merece desprezo. Não vou colocar nada que ele fez de bom, pois não foi suficiente pra mim...rsrs... Ele teve seus momentos de "bondade", mas nem chega perto de compensar todo mal que ele fez pra Bettina. Ele destruiu sua vida e a deixou doente (não acredito que ela passou a amá-lo!!! Nada pode me convencer...rsrs...). Ele realmente passou a amá-la? Talvez sim. Não me importa... rsrs... Tudo bem! A cena na qual ele pede pra ela ficar no sofá com ele já que não poderiam dormir no mesmo quarto (o motivo é uma longa história que tem a ver com um segredo que não quero revelar), me convenceu do amor dele. Naquela época a gravidez dela já estava bem avançada e ele não podia violá-la (lá vem eu de novo! Mas não vou chamar "aquilo" de fazer amor), mesmo assim ele queria tê-la bem perto. Me convenceu do seu amor, mas não me deu motivos que fossem suficientes para perdoá-lo. Infelizmente, essa é a verdade. Tenho que ser sincera, certo? Pois bem... Acreditei no amor dele, NÃO acreditei no amor da mocinha (era doença!!!) e...  NÃO PERDOEI O LIVRO!!! Sinto muito de verdade. Mas não dá. Não encontrei romance nesse livro. O que mais há é estupro, humilhação, o sofrimento da mocinha... não posso perdoar. Realmente fico triste por isso. Não é mentira. Se vocês pensam que eu gosto de mandar algum livro pra categoria "romances que odiei", estão muito enganados. Eu não gosto. Quando criei essa categoria foi quando encontrei aqueles livros que ultrapassaram os limites e com esse acontece isso. Para mim, ultrapassou. Excesso de violação. Aquilo durou quase o livro inteiro. Só houve três vezes nas quais ele não a violou. E eu perdi a conta de quantas vezes foi estupro. Foram muitas mesmo.

- Não tenho nada contra a autora. Realmente gosto do trabalho dela e ainda pretendo ler outros livros da Johanna, mas esse ultrapassou o limite pra mim. Não deu pra eu aceitar as coisas que aconteceram nesse livro.

- Se alguém já leu esse livro e não concorda comigo, pode colocar sua opinião livremente nos comentários. Não me importo. Mas minha opinião não muda, ok? Bem... Não recomendo o livro. Mas essa é minha opinião pessoal e talvez você leia o livro e ache que eu exagerei, enxergue o romance que eu não enxerguei, entre outras coisas... Isso pode realmente acontecer, pois gosto é algo muito complicado. Ninguém é igual. Tem também a questão da época na qual o livro se passa... eu tentei considerar, mas acabei não suportando o que o Tristán fez...rsrs... Não deu, gente!

- Esse livro foi uma indicação da Monica. Eu havia lido uns pequenos trechos do livro e depois o deixei de lado. A Monica o leu e pediu que eu lesse o livro, pois queria saber minha opinião...Vocês já conhecem minha opinião, certo? rsrs... Bem... Não posso dizer que essa foi uma leitura agradável, pois não foi...rsrs... Mas eu fui avisada! Já sabia o que me esperava.

E deixo pra vocês também a opinião da Monica sobre o livro. É tão bom quando eu sei que não sou a única a detestar algum livro....kkkk.... Assim eu sei que não fiquei maluca...rsrs...

"estou lendo o livro que vc mencionou Amor de Pirata, odeio esse homem com todas as minhas forças.Que homem asqueroso.Deus como ele foi capaz de tanta maldade.Olha ele merecia sofrer muito.Estou chocada, o mais espantoso é que segundo a autora a mãe dele foi violada e morta e por isso ele busca pelo homem que fez isso e faz o mesmo? Deus do céu,que vontade de matá-lo com minhas próprias mãos.



Estou na parte em que ela foge e ele tem um pesadelo com a forma como morreu seu pai e foi violada e morta a sua mãe.Interessante a pergunta dele,será que não terei paz ? Deus ele acha que tem direito a ter paz,no que ele é melhor que os homens que violaram e mataram a sua mãe.Não aprendeu nada? Não entendeu que aquilo foi cruel? Que homem odioso.


O amor dele me convenceu,entretanto não posso perdoa-lo,não mesmo,me sinto tão irritada desde que comecei a ler esse livro que tive uma crise de enxaqueca como não tinha há muito tempo,nossa acho que me alterei mais do que o normal e não me pergunte porque,pois não sei te dizer,simplesmente me aborreceu demais saber que uma mulher era violada constantemente por um homem,ainda mais por saber que esse homem buscava um outro por fazer a mesma coisa a sua mãe.Fiquei ansiosa quando ouvi Batisda perguntar se por acaso ele era melhor do que ele já que fez o mesmo com Bettina,achei um cúmulo ele responder que ele era diferente por que não matou a seu marido,porque a manteve com ele,porque não a compartilhou,porque não a matou,porque ela estava grávida do filho dele e porque iria casar com ela.Será mesmo que ele pensa que estava fazendo um grande favor a ela.E francamente não sei se estou num mau momento,mas não consigo aceitar que uma mulher se apaixone por um homem como esse,simplesmente não posso aceitar,eu teria me jogado do primeiro penhasco.Que ódio!!! E como as coisas eram aceitas naquela época,Deus a mulher era mesmo de segunda classe,porque ninguém a defendia,tudo parecia completamente normal.São dois pesos e duas medidas,ela seria açoitada até a morte por ter supostamente matado ao homem que a violou continuamente.Mais o tal homem era quase um herói por tomar aquilo que era segundo ele fruto do seu roubo.Deus não posso aceitar isso,acho que nem nascendo de novo sou capaz."


- Eu esqueci de explicar porque o Tristán se julgava melhor do que o homem que violou e matou sua mãe, mas a Monica explicou nesses trechos o motivo. Perceberam qual é? Vou destacar aqui: "ele era diferente por que não matou a seu marido, porque a manteve com ele,porque não a compartilhou,porque não a matou,porque ela estava grávida do filho dele e porque iria casar com ela". Segundo o cafajeste, ele era melhor por esses motivos.


E vou colocar aqui a mesma informação que coloquei na resenha do livro "Assim Fala o Coração":

O livro faz parte de uma série que não é realmente uma série, mas pode ser vista como uma. O nome da série é Ladys Escravas e Lordes Tiranos e segue abaixo os livros que fazem parte dela (a lista pode ser alterada, pois livros novos podem passar a fazer parte dela):


1-Assim Fala O Coração


2-A Noiva Em Cativeiro


3-Escrava do Desejo


4-Fogo Secreto


5-O Amor do Pirata.


OBS: não é necessário seguir a ordem, pois não prejudica em nada a leitura. São histórias diferentes e apenas correlacionadas.

















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