Mostrando postagens com marcador Maratona de Banca 2011. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maratona de Banca 2011. Mostrar todas as postagens

13 de fevereiro de 2012

O Preço da Paixão - Miranda Lee (Maratona de Banca 2011 - Fevereiro)



Em Fevereiro: Título com a palavra Paixão



Jake Winters ainda preserva um ar de bad boy. Só que o adolescente rebelde se transformou em um advogado rico e bem-sucedido de Sidney. E quando Jake volta para a vida de Angelina, ela sente que ele não verá com bons olhos a notícia de que a breve paixão juvenil dos dois a deixou grávida. Ele só quer ter um caso. Será que Angelina vai conseguir se entregar a Jake e ainda assim manter o segredo...?







Palavras de uma leitora...




- E para encerrar a Maratona de Banca 2011, eu escolhi outro livro ao acaso, mas, felizmente, dessa vez não me decepcionei.rsrs... O último livro que eu tinha lido da Miranda Lee, foi uma verdadeira decepção, mas o mesmo não aconteceu com a leitura de "O Preço da Paixão". Achei o livro suave, romântico e mais realista em alguns assuntos. Não digo que foi uma leitura inesquecível, mas foi ótimo para passar o tempo. Eu consegui relaxar com esse livro, rir e até mesmo me emocionar. É o tipo de história que eu estava precisando ler.





Um pequeno resumo:


Jake Winters era um garoto rebelde. A infância ao lado de sua mãe deixou sérias marcas naquele adolescente de 17 anos. Graças às constantes "lições" de sua mãe, Jake se tornou um adolescente que tinha prazer em desafiar o perigo, o mundo e machucar a si mesmo. Aos 17 anos, ele já tinha feito de tudo um pouco. Não obedecia regras. Não pensava no amanhã. Não tinha esperanças... mas tudo mudou quando ele conheceu Angelina Mastroianni.


Jake estava trabalhando na colheita de uvas do vinhedo do pai de Angelina. Não era um trabalho que ele apreciava. Tudo era muito chato e apenas a presença daquela menina conseguia alegrar seus dias. Ela era linda, doce e Jake resolveu que ela seria dele. Seduzir garotas nunca tinha sido um problema. Se ele tinha conseguido antes, com certeza conseguiria de novo. E assim... ele passou a se aproximar de Angelina.


Depois de algumas semanas de conversa, finalmente ele conseguiu o que queria. Mas a experiência não foi tão agradável para os dois. Angelina ficou assustada no último instante e Jake continuou mesmo depois dela parar. Mas o pior veio poucos minutos depois, quando o pai de Angelina os pegou juntos. Antônio não perdeu tempo falando e partiu direto para a agressão, espancando o garoto sem piedade. Depois de achar que ele já tinha apanhado o suficiente, o pai de Angelina resolveu acusar o adolescente, que iria completar 18 anos em breve, de assédio sexual. Jake, um garoto sem família ou alguém que se importasse com ele, não teria a menor chance contra o poderoso Antônio Mastroianni e pela primeira vez, desde que começou a ser um menino revoltado, ele sentiu medo. Não queria ir para a cadeia. Queria viver. Queria uma oportunidade, mas sentiu que tudo estava perdido.

Porém, o relacionamento complicado entre Jake e Angelina, acabou dando a Jake a chance que ele queria. Ao ficar frente a frente com o juiz que decidiria seu destino, Jake ficou ainda mais rebelde. E em vez daquele juiz enxergar nele o criminoso que Antônio via, ele apenas viu um adolescente sozinho, que era muito mais do que aparentava ser. Alguém que tinha sido machucado e assim como um animal ferido, se defendia como podia. Edward viu em Jake um menino que merecia que alguém acreditasse nele e não levou adiante as acusações de Antônio. Resolveu inocentar aquele adolescente e levá-lo para sua casa.

Edward era um homem bem-sucedido, tinha uma esposa maravilhosa, que ele amava mais do que a própria vida, mas não tinha algo que tanto queria: um filho. Dorothy não podia ter filhos e por amá-la tanto, ele jamais teve coragem de dizer o quanto desejava ser pai. Durante anos resolveu trabalhar com jovens que precisavam que alguém os defendesse, mas era a primeira vez que levava um deles para casa. Inicialmente, Dorothy não gostou muito da ideia de ter aquele garoto "estranho" na sua casa, mas com o tempo, amá-lo acabou sendo inevitável. Entre eles surgiu um lado impossível de ser rompido. Edward e Dorothy apostaram em Jake e graças a eles, Jake se tornou um advogado muito importante, que defendia quem precisava, como um dia tinham feito com ele. E assim... 16 anos se passam.

Edward infelizmente os deixou e Dorothy deseja recomeçar em outro lugar. Realizar um dos sonhos de Edward e assim, ambos acabam retornando ao passado de Jake. Dorothy deseja comprar uma propriedade no vale Hunter, o mesmo vale onde Jake conheceu Angelina e assim, um reencontro eletrizante acaba acontecendo. Provando a eles que nem o tempo pode matar um amor verdadeiro. Ao reencontrar Angelina, Jake descobre que nunca a esqueceu. Percebe por que era tão difícil manter um relacionamento... e ao tê-la novamente em seus braços, ele também percebe que ela é a única que o faz pensar em família e casamento. Ele que tinha jurado jamais se casar, passa a sonhar em ter uma vida ao lado daquela mulher que mexeu tanto com ele quando era apenas uma adolescente e continuava mexendo apesar dos anos. Mas... O que acontecerá quando Jake descobrir que aquela única noite com Angelina, 16 anos atrás, o tornou pai? Como Jake irá reagir quando descobrir que tem um filho de 15 anos?





"Um dos melhores advogados devia tirar proveito de seu sangue frio, de jamais deixar as emoções dominarem o pensamento. Mas quantas namorada reclamaram da minha falta de sensibilidade? Do meu egoísmo? Da minha inabilidade de realmente gostar delas, de me comprometer?

Posso ser capaz de defender grandes casos e vencer vereditos, obtendo pagamentos compensatórios de meus clientes, mas não posso manter uma mulher em minha vida por mais do que alguns meses.

E eu me importo?

Não o bastante."




- Bem... Eu achei esta história muito boa. Muito mais humana do que "A Indomada e o Sheik", por exemplo. Jake me conquistou logo que comecei a saber mais sobre ele. Ele é muito diferente de alguns outros mocinhos da série Paixão que conheci. Apesar de gostar de coisas fúteis, ele não é fútil. Como assim? Desde o início percebemos o que tem prioridade para Jake. As pessoas. Ele se importa com as outras pessoas, apesar de se achar egoísta. Ele é humano e defende seus clientes com lógica e... emoção. Como no caso da mulher que estava morrendo de câncer pulmonar, por exemplo. Ele se envolveu muito com aquele caso e conseguiu vencer. Gostei de quando ele decidiu não aceitar a sociedade com aqueles homens que só se interessavam com dinheiro e não se importavam se estavam defendendo um criminoso ou não. Só o dinheiro importava. E gostei ainda mais de como o Jake ficou meio perdido depois de reencontrar a Angelina. De como ele ficava a semana toda desejando ligar para ela e em como só pensou em contar para ela quando conseguiu vencer o caso daquela mulher que estava morrendo. De como ele gostava de almoçar no parque, em vez de num restaurante luxuoso, do modo como correu quando o pai daquele menino saiu com ele da igreja e Jake pensava que ele iria bater no menino, porque a criança não se comportava. Jake é muito sensível e é simplesmente maravilhoso, gente. Eu sorria com as atitudes dele, me divertia com o relacionamento dele com a Angelina. Enfim... Ele me conquistou. Me conquistou por ter aproveitado a chance que recebeu da vida, me conquistou por não ter deixado que seu passado o tornasse uma pessoa fria e cruel, o que realmente poderia ter acontecido. Me conquistou porque eu percebi que quando "seduziu" a Angelina, ele já estava apaixonado por ela. O amor que sentiam naquela época ainda era algo muito novo para os dois e creio que o tempo só serviu para fortalecê-lo. 




"Mas foi muito difícil começar. Difícil e angustiante. Ninguém podia compreender o que ela passara. Sentia-se tão sozinha, sem a mãe para confortá-la, e com um pai que a condenava.


Antônio Mastroianni não falou com ela até o dia em que Alex nasceu. Até o dia em que segurara a mão de Angelina durante o parto e, finalmente, notara que ela não era somente a filha que o desapontara, mas um ser humano que ia passar momentos muito difíceis sozinho.

Depois disso, a situação melhorou entre eles, mas nada mudaria o fato de ela ter se tornado mãe solteira aos 16 anos. Quando Alex nasceu, ela já tinha saído da escola e perdido todos os colegas. Quando voltou do hospital, ficava sozinha em casa com o bebê chorando, com cólicas, e seu pai tentava ajudar, mas não levava o menor jeito. Algumas vezes, ela teve vontade de gritar com toda força.

Em vez disso, simplesmente sentava-se e chorava com Alex."


- Eu não sei o que teria acontecido se o pai da Angelina não tivesse reagido como reagiu. Mas acho que ele foi muito cruel com aquele adolescente. Já ouviram dizer que as aparências podem enganar? Em vários casos, é verdade. Tudo bem que o Jake era muito rebelde, mas talvez, se ele tivesse lhe dado uma chance, tivesse acreditado nele como aquele juiz acreditou, a separação de tantos anos não tivesse acontecido e Angelina não tivesse ficado sozinha para criar Alex. Eles eram dois adolescentes que se sentiram atraídos um pelo outro. Eram muito jovens e não cometeram nenhum crime verdadeiro. Se apaixonaram e talvez, se Antônio não tivesse espancado Jake e o acusado, com o passar do tempo, as coisas só melhorassem entre eles. Antônio poderia ter apostado no Jake, mas preferiu fazer a filha sofrer, só porque Jake não era "adequado". Não concordo com a atitude dele. Ele só atrapalhou as coisas e fez a própria filha infeliz. Enfim...


- Eu gostei muito desta história e a acho totalmente digna de 5 estrelas. Ela não é aquela história que mexe muito com nossas emoções e se torna inesquecível, mas é linda e merece cinco estrelas. Ótima para quem deseja ler um livro leve. Recomendo a história. :)

Confira as resenhas dos outros participantes da Maratona de Banca 2011, clicando
AQUI. No mês de fevereiro, o tema é livro com a palavra Paixão no título. Bem... Foi muito bom participar dessa maratona, apesar da falta de tempo e de não ter pensado direito ao escolher alguns livros. rsrs...


Bjs!


14 de janeiro de 2012

Alana, a Bruxa - Samantha James (Maratona de Banca 2011 - Janeiro)


Em Janeiro: Históricos


Inglaterra, 1066

A bruxa e o guerreiro ...

Filha ilegítima do lorde da Fortaleza de Brynwald, Alana foi criada na floresta, reverenciada e temida como a curandeira do vilarejo. Alana resiste como pode aos brutais invasores normandos e corajosamente enfrenta seu líder, Merrick de Normandia, porém logo se vê à mercê do poderoso guerreiro, que faz dela sua prisioneira...

Orgulhoso e possessivo, Merrick reluta em reconhecer a crescente atração que sente pela atrevida Alana, mas por mais que ela tente escapar ou o desafie com palavras cortantes e um comportamento indiferente, ele sempre consegue trazê-la de volta aos seus braços. Pouco a pouco, a disputa e o rancor se transformam em uma paixão incontrolável, e quando a traição e a intriga levam Alana a ser capturada por malvados saqueadores dinamarqueses, Merrick sabe que fará o possível e o impossível para salvar e resgatar a dona do seu coração...



Palavras de uma leitora...


Eu quase abandonei a leitura deste livro. Só não o fiz por dois motivos: primeiro, porque detesto deixar algo incompleto, não ler um livro até o fim, sabe? Segundo, porque era uma resenha para a Maratona de Banca.


Ler este livro foi uma experiência muito estressante. Eu li cada página, desejando com todas as minhas forças que o final do livro chegasse logo. Ficava até mesmo contando as páginas.rsrsrs... Só queria ficar livre dele. Depois de ler um livro maravilhoso, que me emocionou demais, me fez rir e chorar, me tocou profundamente... ler "Alana, a Bruxa" foi uma verdadeira tortura. Um pesadelo, até.kkkkkkkk....

 
- Tudo começou com os sonhos esquisitos da Alana. Ela era vista como uma bruxa pelo seu povo, pois tinha visões estranhas, que muitas vezes se tornavam reais. As pessoas a temiam e odiavam. E além de ser excluída por causa dessas visões, era também rejeitada por ser filha bastarda do senhor daquele povo. Alana passou a vida inteira praticamente sozinha, contando com as migalhas da atenção do pai e o amor falso da filha legítima dele. O pai dela fez questão de que todos soubessem que ela era filha dele (filha ilegítima) e mesmo sendo casado, manteve a mãe dela como uma "prisioneira", pois jurava amá-la. Aquele amor egoísta só fez mal para a mãe de Alana, que nunca encontrou a felicidade e era vista como uma prostituta pelo seu povo e tinha que suportar ver o homem que ela amava, passar com a esposa e fingir que sequer a via. Quando isso acontecia, a mãe de Alana passava horas chorando sozinha, mas não conseguia se libertar do amor que sentia por aquele homem que só a usava e fazia infeliz.


Anos depois, a mãe de Alana acabou falecendo e a menina passou a contar somente com o afeto de um senhor que a tratava como filha e protegia como podia. Porém nada nem ninguém pôde protegê-la quando os normandos invadiram Brynwald, mataram seu pai, a mulher dele e todos que tentaram defender o que era deles. Muito sangue foi derramado, muitas famílias foram destruídas, e pessoas perderam tudo que tinham. Alana ficou arrasada com tudo aquilo e jurou odiar tudo que era normando. Além de sentir muito medo deles. Por isso, não poderia ficar mais apavorada quando sonhou com um cavaleiro que a perseguia e que ela sentia que tinha um papel importante na sua vida. No sonho, aquele homem erguia sua espada para matá-la... E com aquele sonho, tudo começou... Uma história de amor e ódio que poderia ser boa...


Pois bem. Confesso que não estou muito animada enquanto faço essa resenha. Nem sei o que dizer sobre este livro. Chato ainda é pouco. Nem o início do livro é interessante. Desde o começo dá para perceber que as coisas só vão caminhar mal, pois falta emoção. Falta "vida" nesta história. E eu já disse aqui que não suporto ler um livro vazio. Eu fico muito aborrecida, mesmo. Quero "sentir" o livro e quando há uma barreira entre o livro e eu, fico revoltada. Se não consigo sentir a história e nem as emoções dos personagens, não consigo vê-los como pessoas, o livro não significa nada para mim. Vira perda de tempo lê-lo. E para mim, ler este livro foi perder tempo. Só serviu para me estressar. E o pior é que a história poderia ser boa. Não sei se a culpa foi de quem traduziu. Chego a suspeitar de que talvez tenha sido culpa da tradutora tbm, embora não ache que seja "somente" dela. Uma coisa que tenho que comentar e que quase sempre deixo passar, é a quantidade de erros que tinha neste livro. E eram erros que dava para ver que foi por pura falta de atenção. Parecia que a pessoa tinha feito tudo de qualquer maneira. Existia até uma frase que não tinha absolutamente nada a ver com o trecho do livro. Estava escrito algo como: "Sei que você está com fome", quando dava para ver que era para estar escrito: "Sei que você está furioso". Não gostei disso. Sem mencionar outros erros que estão espalhados pelo livro. Confesso que costumo não me aborrecer muito com isso, mas dessa vez estava exagerado demais. Eram muitos erros. Na minha opinião, quem revisou esse livro não estava com a menor vontade de fazer isso. Lembrando que é a minha opinião.rsrs...

 
- Enfim... Eu acredito que a história poderia ter sido boa. O tema é interessante, só faltou desenvolver isso. Colocar um pouco mais de sentimento nesta história. Um pouco não. Muito, pois não tem nenhum. A história é totalmente vazia. Chata. Entediante. O mocinho é um fraco na maior parte do livro. Fala, fala, e fala... e nunca faz nada. Nem sequer sabe defender de forma decente a mulher que ele estava "amando". Quando um soldado (dele) chicoteou a Alana, pois todos acreditavam que ela tinha destruído a Casa de Deus, o Merrick só mandou o covarde sair da frente dele. Não fez nada contra o homem. Pelo amor de Deus! Alguém que ama nunca teria o sangue tão frio. Nunca deixaria as coisas como o Merrick deixou. Diga-me, se alguém agredisse, cruelmente, alguém que você ama, você simplesmente mandaria a pessoa sumir da sua frente???? As costas da Alana ficaram em carne viva, gente! Não acredito que alguém que amasse agiria como o Merrick agiu. Ele foi muito frio. E olha que ele era um guerreiro normando! E a história se passa no século XI!!!!!!!!! Como um guerreiro daquela época poderia permitir que alguém agredisse uma protegida sua?! Alguém que ele amava? Não dá para entender.

- Alana é uma idiota. Os pensamentos dela são idiotas e as atitudes piores ainda. Não a achei a pessoa corajosa que a sinopse indica e que o Merrick afirma que ela é. Não achei nada. Ela cedeu muito fácil, na minha opinião e só ficou fazendo charme na maior parte do tempo. Fazendo gracinha, sabe?rsrsrs... Enfim... Na minha opinião, Alana é uma das mocinhas mais fracas que tive o desprazer de conhecer. Ela chega a ser mais insuportável do que o Merrick. Eu não aguentava mais vê-la "pensando", "falando" ou "brigando" com o Merrick. Eu cheguei a pensar que enlouqueceria a qualquer momento.

E a quantidade de vezes que as palavras "normando" e "saxã" apareceram nesta história????????!!!! Meu Deus! Eu senti vontade de puxar meus próprios cabelos! Gritar de tanta raiva que eu já estava sentindo. Cada vez que essas palavras apareciam, eu tinha que respirar fundo. Elas foram repetidas várias e várias vezes e aquilo deu nos nervos, gente! Fiquei tentada à arremessar o livro longe!


Em resumo: o livro é chato, vazio, sem vida. Os personagens são fracos e infantis. A história não vale a pena. Dou duas estrelas. E isso por causa da cena na qual a mocinha dá à luz. Senão nem duas estrelas este livro receberia.


- Confira as resenhas dos outros participantes da Maratona de Banca, clicando AQUI.


Bjs e até breve! :)

5 de dezembro de 2011

Doce Conquista - Julia James (Maratona de Banca 2011 - Dezembro)


Em Dezembro: Contemporâneo


Quatro anos antes, Sophie entregara seu coração a Nikos. O que ela não sabia era que Nikos tomaria sua virgindade e a deixaria em seguida... Agora, sem saber a quem recorrer e em busca de dinheiro, Sophie aceitou um emprego que não teria cogitado normalmente. Mas, justo em sua primeira noite, as coisas saem do controle quando ela desastrosamente esbarra com... Nikos. Ele fica furioso com a maneira como ela está se sustentando e sabe que precisa impedi-la imediatamente. Mas o único meio de fazê-lo é mantê-la por perto e pagar por seu tempo.



Palavras de uma leitora...


- Bem... Nem sei por onde começar... Talvez deva começar dizendo que sou uma estúpida.rsrsrs... Na hora de escolher os livros da maratona de banca, deveria estar com os neurônios danificados ou eles tinham viajado para algum lugar distante e ainda não tinham retornado. Não sei. De qualquer forma eu fui muito tonta ao colocar na lista da maratona certos livros. Eu deveria ter escolhido somente livros que me indicaram. Assim correria menos riscos de me decepcionar. Mas eu fiz isso? Claro que não! E nem sei o motivo.rsrsrs... Creio que foi estupidez mesmo. Enfim... Depois dessas palavras vocês já imaginam que "Doce Conquista" não me conquistou, certo?

Durante a leitura desse livro eu pensei em muitas coisas. Maneiras de bater na mocinha, acabar com raça do mocinho, "conversar" com a autora, acabar com o livro... E cheguei às seguintes conclusões: Primeira: com tanta coisa na cabeça, não valia a pena me estressar com essa história. Era melhor eu terminar logo de lê-la e fingir que ela nunca existiu. Segunda: ou a autora não estava inspirada ou escreveu esse livro por pura obrigação. Ela não queria criar essa história. Ainda não li muitos livros da autora. Somente dois. Três com esse. Mas os outros dois livros que li era bons. Não eram marcantes, mas a leitura dos dois foi fácil e agradável. Gostei dos livros. Diferente desse que não é agradável e me deixou morrendo de tédio. Eu sentia um desânimo enorme toda vez que pegava o livro para ler mais algumas páginas. Ia dormir e desejava intensamente que o livro desaparecesse e todos os ebooks dele virassem fumaça. (???) Assim não poderia terminar de ler o livro e ficaria muito feliz por isso. Seria maravilhoso!

Mas como nem tudo é como a gente quer, o livro não desapareceu enquanto eu dormia e eu tive que lutar contra a vontade de abandonar a leitura. A tentação era muito grande, mas eu sabia que precisava ler esse livro para a maratona de banca. Enfim...

- Bem... Agora preciso falar sobre o livro. Mas não irei me demorar muito. Perder mais algum tempo com esse livro é tudo que menos quero.

Tudo começou quatro anos antes. Nikos estava indo até a casa do pai de Sophie para falar sobre negócios. A empresa do pai de Sophie estava à beira da falência e Nikos poderia oferecer a salvação que a empresa precisava. Quando ele estava chegando de carro, viu uma linda menina atravessando a rua. Ele se apaixonou à primeira vista e mal conseguiu desviar os olhos dela durante o jantar na casa do pai dela. Eles se envolveram, mas depois de algumas palavras da mocinha, que nunca deveriam ser ditas, tudo acabou.

" - Ah, Nikos! Meu querido Nikos! Estou tão feliz... tão maravilhosamente feliz! Não consigo acreditar que aconteceu mesmo... não consigo acreditar que está tudo bem. É como um conto de fadas!

Ela o beijou, seus olhos como joias.

- Podemos nos casar agora, não podemos? E tudo será maravilhoso! Você e eu, juntos! Para sempre! Lindo, lindo, lindo! E o papai também ficará bem, porque sei que você vai salvar a empresa dele e tudo vai ficar bem de novo.

Ele parou. Podia sentir aquilo acontecendo.

- O que você disse?

Sophie o encarou, os olhos ficando de súbito velados.

- Sinto muito! Ah, sinto muito, Nikos! Não devia ter dito isso, eu sei. Mas tenho estado tão preocupada com ele, e agora estou tão aliviada por não ter de me preocupar, afinal de contas, e...

Ele não a deixou terminar. Ríspido, afastou-se. Para longe do abraço dela." (página 290)


- Duas palavras resumem o que a mocinha é: infantil e burra. Os dois tinham acabado de fazer amor pela primeira vez e uma das primeiras frases dela é sobre o fato de que ele poderá salvar a empresa do pai dela agora! Ela deu a entender que tinha ido para a cama com ele, pela salvação da empresa do pai dela. E no final do livro ela ainda admite que realmente fez aquilo pela empresa do pai. Embora amasse o Nikos, ela não decidiu seduzi-lo somente por esse amor... ela fez aquilo também pela empresa do pai. É como se ela acreditasse que a única maneira de manter o Nikos ao lado dela e salvar a empresa, seria fazendo amor com ele. Depois disso, ele "não poderia" deixá-la. Se sentiria obrigado a ficar com ela, entende? Ela não fez aquilo porque acreditou que era o momento certo para se entregar. Ela fez porque acreditou que era a única maneira de prendê-lo. E todas as atitudes da mocinha no passado tinham uma quantidade enorme de infantilidade. Ela era muito criança e embora tenha amadurecido um pouco, quatro anos depois, continua sendo tão burra quanto antes. Ela é aquele tipo de pessoa que caça a morte a cada dia. Parece não ter noção do perigo e faz as coisas sem pensar nas consequências. Confesso que gosto mais dela do que do Nikos e que entendo, mais ou menos, o motivo dela ter decidido ser acompanhante paga de um estranho, mas isso não me impede de achá-la uma tonta que deveria ser sacudida para acordar. Ela é tão ingênua, sabe? E deixa os outros guiá-la para onde quer que for. Ela permitiu que o pai a mimasse e a deixasse dentro de uma caixa de cristal, longe do mundo, trancada num mundinho cor-de-rosa, sem nada que a ameaçasse. Quis estudar música, algo que eu acho lindo. O problema de tudo é ela ter se deixado ser tão protegida. Isso, em algum momento da vida dela, a atrapalharia. Causaria sérios problemas. Porque, em algum momento da nossa vida, nós temos que encarar algum tipo de desafio, problema e em algum momento chegaria a vez dela. E ela não estaria preparada para enfrentar o desafio. E foi o que aconteceu. Ao dizer aquelas coisas impensadas, ela afastou o Nikos dela e com isso perdeu o chão, pois não tinha mais o homem que amava e nem a salvação para a empresa do pai.

Por causa disso, o pai dela acabou sofrendo um infarto e por causa de mais burrices dela, acabou sofrendo também um derrame. E foi para ajudar no tratamento do pai, que ela acabou se tornando acompanhante.

"A familiar onda de vergonha e amargura a atravessou. Deus, qual seria o limite entre a ingenuidade e a burrice?" (página 216)

- A Sophie não enxergaria esse limite nem se ele batesse no rosto dela. Ela o ultrapassou diversas vezes. É tão tonta que me irrita só falar dela. Como disse, não chego a não gostar da Sophie e até a entendo e a acho corajosa, mas ela é tão burra que chega a ser irritante, gente. E os pensamentos dela também são tão ingênuos que eu preferia que ela sequer pensasse. Se era para pensar em algo inúil, usasse a cabeça para outras coisas... Como bater na parede com ela, por exemplo.

E o Nikos? Não sei bem o que dizer sobre ele. Por algum motivo que ainda não ficou muito claro para mim, eu não fui com a cara dele...rsrsrs... Senti um desprezo enorme por ele durante a leitura inteira. Achei que ele se aproveitou muito bem da situação. Como assim? No passado, quando a Sophie e ele se conheceram, ele, tão inteligente e desconfiado como é, deveria ter percebido que a atração imediata que a Sophie demonstrou ter por ele, poderia ser uma armadilha para convencê-lo a salvar a empresa do pai dela. Ele deveria ter desconfiado de que ela o estava seduzindo como uma forma de fazê-lo salvar a tal empresa. Na minha opinião, ele fez amor com ela, desconfiando desde o início. Ele simplesmente se aproveitou do fato e eu o desprezo por isso. Pois ele a usou e em seguida a jogo fora, sem pensar duas vezes. Não quis falar com a garota, deixá-la explicar o que ela queria dizer (embora ela não tivesse muitas explicações que pudessem salvá-la). Ele se aproveitou das palavras tolas dela para cair fora. Claro, né? Ele só queria ter um caso e depois dela mencionar casamento, é claro que ele se aproveitaria da primeira desculpa para cair fora. Essa é imagem que o Nikos me passou. Nem por um segundo eu acredito que ele a amou à primeira vista. Se a autora queria nos convencer desse tal amor, cometeu algum erro, pois não me convenceu e acredito que também não convenceu muitos outros leitores que tiveram o desprazer de ler esse livro. Para mim, o que o Nikos sentiu pela Sophie foi puro desejo. Ele a quis e se aproveitou da situação financeira do pai dela, para tê-la. Para mim, ele sabia que a Sophie em algum momento usaria o corpo para prendê-lo e ele se aproveitou disso.

Resumindo tudo: esse foi o pior livro que eu já li dessa autora. A Julia James perdeu várias páginas do livro falando de nada. E várias outras, falando de um mesmo momento. Quando ela não estava narrando coisas que não eram importantes, estava se demorando demais em narração sobre um mesmo assunto, um mesmo momento. O livro acabou e o personagens não saíram do mesmo lugar. É como se a história não tivesse vida, os personagens não tivessem vida. A história é totalmente carente de emoções. E isso estressa demais, pois a gente não consegue sentir o que os personagens talvez quisessem passar. Acho que a história poderia ter sido boa se a autora soubesse desenvolvê-la. Faltou demais nessa história. Faltou a emoção, faltaram diálogos, envolvimento entre os personagens. Até a noite de amor deles, depois de quatro anos separados, foi carente de emoções. O livro não consegue nos atingir. Para mim, foi como se tivesse uma barreira entre o livro e eu. Eu não conseguia "enxergá-lo", entende? Não conseguia ver além das palavras no papel. Eram como palavras vazias de qualquer significado, como palavras jogadas fora, uma história jogada fora. A história é totalmente vazia e entediante e eu lamento tê-la lido. Não acrescentou nada. Só serviu para me estressar.


O tema da Maratona de Banca neste mês é romance contemporâneo e vcoê pode conferir as resenhas dos outros participantes clicando AQUI


E você também pode ler a resenha que a Mónica fez sobre esse livro clicando AQUI. A resenha dela está bem mais completa do que a minha, fala mais sobre o livro, conta mais da história. Eu não estou com paciência para falar mais nada sobre o livro...rsrsrs... Quero começar a ler um livro maravilhoso e esquecer que li esse. Recomendo que quem quiser saber mais sobre o livro, leia a resenha dela.


Sei que tenho estado muito ausente ultimamente, mas expliquei meus motivos no post Aviso Importante. Infelizmente, ultimamente o tempo não tem sido meu aliado. :(


Bjs!

1 de novembro de 2011

Voltar a Viver - Sandra Marton (Maratona de Banca 2011 - Novembro)



Em Novembro: Amnésia



"Sobrevivi a quatro anos de casamento com Joanna. Posso agüentar mais alguns meses."

David Adams não queria aceitar a esposa de volta em sua vida. Na verdade, eles estavam a ponto de se divorciar quando Joanna sofrera o acidente. Só porque ela mudara completamente sua personalidade desde então, voltando a ser a adorável garota com quem ele havia se casado, aquilo não significava que David também se apaixonaria novamente! O que estava sentindo por Joanna não passava de desejo. De qualquer forma, mais cedo ou mais tarde, a memória dela iria voltar. E, quando isso acontecesse, aquele casamento de fachada terminaria!




Palavras de uma leitora...



- Bem... Depois da decepção com o livro anterior, eu estava até com um pouco de medo de não gostar dessa história, mas, felizmente, isso não aconteceu. Eu adorei este livro!



- Não é segredo para ninguém que eu amo histórias com os temas casamento em crise e amnésia. E quando junta as duas coisas... A história só pode ser maravilhosa, verdade?


- O livro começa quando Joanna já sofreu o acidente que alterou todos os planos do casal. Ou melhor, adiou um plano em especial: o divórcio. O casamento de Joanna com David estava acabado. Ambos tinham percebido que o melhor seria o divórcio, pois aquela situação era insustentável. Eles não suportavam mais sequer ficar no mesmo ambiente que o outro. Não se amavam mais. Pelo menos, era nisso que David acreditava. Ele chegou a se perguntar se um dia havia amado aquela mulher... E chegou à conclusão de que... não. Ele nunca a tinha amado. Tudo que mais queria era que tudo acabasse e ele não tivesse que voltar a vê-la.


- Joanna estava indo para o Caribe, desesperada, mas digna. Por mais que amasse David com todo o seu coração e tivesse feito o possível para que ele tivesse orgulho em tê-la ao seu lado, para que sua presença não o envergonhasse, já não suportava mais. Fazia tempo que eles tinham deixado de ser marido e mulher. Tudo que precisavam agora era oficializar o divórcio. A dor parecia devorar Joanna, mas ela não imploraria para permanecer ao seu lado. Por anos viveu uma mentira, por anos fingiu ser o que não era só para agradar seu marido. O divórcio, pelo menos, significaria que ela poderia voltar a ser quem realmente era. Sem máscaras. Sem aquelas roupas e aquela casa que ela tanto desprezava. Sem ter que passar seus dias recebendo amigos hipócritas só para agradar David. Por anos ela levou uma vida fútil e completamente inútil. Mas isso tinha chegado ao fim... e era até um alívio. Ela perderia David, mas poderia ser novamente a garota que tinha sido e por quem acreditava que David tinha se apaixonado. Mas estava enganada. Ele nunca a amou. Tudo não passou de um capricho...


Porém, quando Joanna está atravessando a rua, indo para o aeroporto e abandonando de vez seu casamento, um táxi, que estava vindo em alta velocidade, a pega de raspão... mas ao cair, ela bate a cabeça com força, perdendo a consciência e... a memória. É a partir daí que tudo muda...


- David quer que Joanna saia o mais rápido possível da sua vida, mas não tem coragem de abandonar a esposa no momento que ela mais precisava. Jô não tinha ninguém além dele. Precisava dele e por mais que seu advogado e Morgana insistissem para que ele deixasse Joanna numa clínica especializada e começasse o processo de divórcio, alegando que ela era incapaz... David sabia que jamais poderia fazer isso. Ele não amava a mulher fria, interesseira e fútil na qual sua esposa tinha se transformado, mas ainda amava, mesmo contra sua vontade, a garota ingênua, selvagem e amorosa que ela tinha sido. Sua cigana, que amava tanto a vida e não ligava a mínima para dinheiro, status, poder. Ao olhar para Joanna, frágil e perdida naquela cama de hospital, ele pôde se lembrar daquela garota e tudo que mais queria era poder tê-la de volta. Será que isso era tão impossível como parecia? Ou a amnésia de Joanna poderia operar um milagre? Poderia trazer aquela garota de volta?


- Bem... Eu achei lindo o modo como esse casal recuperou aquele casamento que estava mais do que perdido. Eles sim tinham sérios problemas. Já li livros de casamento em crise e/ou amnésia que não me convenceram muito. Livros nos quais os casais não tinham realmente problemas sérios. Ou a amnésia do personagem não fazia muito sentido. Mas nesse livro tudo faz sentido e os problemas são mais do que sérios. E o mais importante: eles realmente não sabiam o que tinham feito para o casamento chegar àquele ponto, mas queriam outra chance. Eles queriam recomeçar. Eu achei isso muito importante. David e Joanna me pareceram bem reais e humanos. Joanna não sabia quase nada sobre seu casamento. Seu passado era um mistério para ela e David às vezes a assustava, mas no fundo ela sabia que amava aquele homem. E mesmo acreditando que ele a queria fora da sua vida, ela decidiu salvar aquele casamento. E eu entendo os momentos de confusão da Joanna. Ela estava com amnésia e tinha que acreditar nas palavras das pessoas para entender seu passado. Uma pena que ela tenha acreditado na pessoa errada...


- O David foi perfeito, apesar de qualquer imperfeição...rsrsrs... Eu me apaixonei por esse homem, gente! Logo quando ele visitou a Joanna no hospital e a tratou com tanta ternura, tanto amor, apesar de estar fervendo de raiva...rsrs... Ele consolando-a, não ligando a mínima para o que aquele advogado estúpido ou a "melhor amiga" da sua esposa tinha para dizer. Ele ouvia o que os outros diziam, mas não se deixava levar por aquilo. Ele não podia deixar Joanna e não deixaria. Eu achei isso muito, muito incrível, pois aquelas pessoas sabiam usar as palavras. O advogado dele chegou a dizer que ele queria ser feito de bobo de novo, mas David não é um homem que ligue para a opinião dos outros. Rico, importante, conhecido e adorado por muitos, mas ele não ligava para aquele mundo. Não é como aqueles mocinhos arrogantes, sabe? Para os quais a imagem é tudo. David é muito diferente... Ele é incrível! rsrsrs... E eu adorei o modo como ele falou com aquela jornalista filha de uma boa mãe (pois não é justo ofender a mãe pelo comportamento da filha...rsrsrs...)...kkkkkkkk... Ai, aquele momento foi muito bom...rsrs... Eu não quero contar tudo sobre a história, mas também posso citar como o David foi perfeito quando viu a esposa chorando por ele deixá-la naquela clínica "perfeita e confortável", mas desconhecida e solitária para ela. Os médicos tinham dito que ela precisava de repouso e tranquilidade e ele próprio acreditava que não poderia tratá-la como ela precisava. Ele tinha que trabalhar, ele queria distância dela. Enfim... Mas, depois que ela já estava uma semana naquele lugar, e ele foi visitá-la... Joanna contou como passava seus dias, tentando esconder a tristeza que sentia por estar ali, mas não conseguiu enganá-lo. Ela chegou a pedir para ele tirá-la de lá, mas ele a convenceu de que o melhor seria ela permanecer lá, para que ficasse boa logo (da amnésia). E o que ele fez de tão maravilhoso? Dizer isso foi maravilhoso? Não!rsrs... Ele entrou no carro e foi embora... Mas não conseguiu esquecer o quanto Joanna estava pálida e com o olhar triste... também não pôde tirar da cabeça o fato de os olhos dela estarem úmidos. Estava escuro, ele tentou se convencer. Estava imaginando coisas, ela estava feliz, estava bem, aquilo era o melhor... Mas ele voltou. Para tirá-la de lá, sabe? Por mais que acreditasse desprezar a esposa, o David foi muito carinhoso com ela em vários momentos. Não lembro de um só instante no qual ele a tenha tratado mal. Até quando ela o magoava, ou quando ela perdeu o controle... Por mais que agisse até com sarcasmo, ele no fundo não queria magoá-la. Como ele ama aquela mulher, gente! Sua cigana. Enfim... Acho que é melhor eu parar antes que conte até como o livro termina...rsrs...


- Não contei muita coisa, apesar da história ser curtinha... Eu acredito que o casal teve sim culpa pela quase destruição do casamento, mas eles próprios consertaram seus erros e recomeçaram. Acho que jamais cometerão erros iguais. Eles aprenderam a lição. Posso imaginar perfeitamente o que passou pela cabeça do David quando a viu naquela cama de hospital, quando ela acordou. O modo como ele agiu, me fez pensar que ele imaginou o seguinte: "Eu poderia tê-la perdido. Para sempre.". As ações deles poderiam ter tido uma consequência fatal.


- Recomendo sim esse livro. O achei totalmente digno das cinco estrelas do skoob. É um livrinho para passar o tempo. Não é inesquecível, mas eu o leria de novo sem pensar duas vezes. Depois de ter lido o livro daquele maldito traidor, eu necessitava ler um livrinho assim.


- E antes de terminar, um conselho: cuidado com as amizades. Minha mãe já me disse certa vez que nosso pior inimigo é aquele que finge ser nosso amigo. Contra o inimigo nós estamos "armados". Dificilmente daríamos ouvidos a um inimigo, alguém que a gente sabe, claramente, que nos odeia. Mas... e alguém que a gente pensa ser nosso amigo? Alguém que finge se importar com a gente e fazer as coisas somente para o nosso bem? No livro "Voltar a Viver", um casamento quase chega ao fim pela confiança na pessoa errada. E uma história tão simples e suave, nos ensina uma lição: cuidado com as amizades. Nem todos que se dizem nossos amigos, realmente o são. Já vi algo assim em vários livros. Mas não foi só com os livros e com os conselhos da minha mãe que eu aprendi a ter mais cautela, que eu aprendi essa lição. Eu tive que aprender na prática. Senti na pele o que a confiança na pessoa errada pode causar. Enfim... Hoje em dia, posso contar nos dedos quem são realmente meus amigos. Não confio mais em qualquer um. Acredito que aprendi a lição. Eu acredito muito na amizade. Para mim amizade é algo muito especial. Um dos sentimentos mais lindos que existem no mundo, quando verdadeiro. Minha mãe um dia assistiu um filme terrível e baseado numa história real, sobre uma menina que foi assassinada pela "melhor amiga", que fingia ser amiga dela, mas tudo que desejava era ser a outra. Minha mãe vira e volta fala desse filme, pois ela nunca cansa de me dar conselhos (e eu dou graças a Deus por isso). O nome do filme, segundo ela se lembra, é "Amizade Perigosa". Enfim... Por que estou falando isso tudo? Sei lá... Me deu vontade de repassar um conselho e isso não custa nada. Por isso peço: pense nos amigos que tem... Pense em todos em quem você confia... Eles são realmente seus amigos? Acho que a gente, bem lá no fundo, sabe bem quem são nossos amigos. Eu fui idiota, pois quando olho para trás percebo que os sinais sempre estiveram ali. Enfim... E deixo as seguintes palavras para você: tome muito cuidado com quem você permite visitar sua casa, seu lar, conviver com a sua família, conhecer seus segredos, seus problemas, sonhos, planos... Outra coisa que minha mãe já me disse, e que a mãe dela disse para ela, é que a inveja é mais eficaz do que a macumba mais "poderosa". E eu acredito nisso. Assim como acredito no bem e que existem pessoas que fazem o bem, também acredito que há quem faça o mal. Mas eu tbm acredito que essas coisas só pegam se a pessoa deixar. Nós sempre devemos cuidar, com o máximo de carinho, daquilo que Deus nos deu. A família, os amigos (verdadeiros), a realização dos nossos sonhos, tudo isso é presente de Deus. Cuide de sua família, cuide dos seus verdadeiros amigos e tire da sua vida aqueles que não são seus amigos. Afaste-os! Enfim... Acho que às vezes temos que fazer aquilo que sentimos vontade de fazer. Senti vontade de deixar essas palavras aqui. Espero que elas sirvam para alguma coisa. Não são conselhos meus. São conselhos que me deram e que eu tenho seguido de uns tempos para cá. É o tipo de conselho que não faz mal, acredite.


- O tema da Maratona de Banca de novembro é amnésia. Um tema que eu simplesmente amo. E para conferir as resenhas dos outros participantes, clique AQUI.


- E do que eu já estava esquecendo???!! De dizer que esse livro foi indicação de uma amiga querida! Quem me indicou esse livro foi a Mónica. Acredito que já faz vários meses que ela indicou esse livro e eu o escolhi para ler para a Maratona de Banca. Não me arrependi. Obrigada pela indicação, Mónica! :)


Bjs!

2 de outubro de 2011

O Valor do Sonho - Michelle Reid (Maratona de Banca 2011 - Outubro)



Em Outubro: Casamento por Conveniência


O magnata italiano Luciano De Santis é um homem de tirar o fôlego: ele tem poder, sucesso e um efeito arrasador sobre as mulheres. Agora Luc precisa de uma noiva, e resolveu que Lizzy Hadley será sua esposa. Ela caiu na armadilha e foi alvo de sua chantagem, e ele sabe que Lizzy não pode recusar sua proposta. No entanto, ainda há uma condição que ela desconhece: como esposa, precisará lhe dar um herdeiro...





Palavras de uma leitora...


 

Si es la lluvia de todos los días

que ha aumentado su nivel
ya la musica no tiene el mismo
efecto que solía tener.


Tal vez haya vivido tanto
en tan poco y tan corto tiempo
que no sé ni que idioma hablo
ni que velas cargo dentro
de este entierro.


Siento que no tengo fuerzas ya
para saltar y agarrar el sol
y por más que yo lo intente
no me escucho ni mi propria voz.


Ya no sé si es vivido diez mil días
o un día diez mil veces
y te sumo a mi historia
queriendo cambiar las pérdidas
por creces.


Te necesito, te necesito, mi amor
donde quiera que tú estés
me hace falta tu calor
Te necesito, te necesito, mi amor
porque eres parte de mí
te necesito aquí
e es que no sé vivir sin ti
no he aprendido...


Y me encuentro así perdida
como una aguja en un pajar
como arenas movedizas
me sumerjo
entre mi soledad.

(Música: Te Necesito/ Cantora: Shakira)



- Pois é. Essa música combina um pouco com esse casal. Principalmente esta parte: " Te necesito, te necesito, mi amor. Donde quiera que tú estés me hace falta tu calor. Te necesito, te necesito, mi amor. Porque eres parte de mí, te necesito aquí e es que no sé vivir sin ti. No he apredido..." Na verdade toda a música combina...rsrs... Quando houve uma certa briga entre eles, eu lembrei dessa música... achei perfeita para eles.




- Felizmente, não me decepcionei novamente com um livro que escolhi para a Maratona de Banca. Esse livro é uma delícia de ler e eu apreciei cada instante. Me aborreci em alguns momentos, é claro. É um livro da Michelle Reid e ela adora nos estressar ao fazer seus mocinhos-vilões tomarem algumas atitudes, mas nada que fizesse meu sangue ferver. Eu achei o Luc até bastante sensível...rsrs... Se comparado com alguns outros mocinhos da autora. Ele é muito arrogante em vários momentos, mas quando lembro desses momentos não sinto tanta raiva assim. A arrogância dele combina bastante com sua pessoa. Faz parte do seu charme, entendem? Resumindo: eu amei o Luc! rsrs... Achei ele perfeito do jeito que é. Não tiraria nada desse personagem. Tudo faz dele o pedaço de mau caminho que é... E até entendo bastante a mocinha. Como ela poderia resistir se ele é irresistível?!



Um pequeno resumo:


Ela não queria viajar... Amava a amiga, mas sabia que não deveria ter aceitado ser sua madrinha de casamento. Sabia que não poderia ficar perto dele... Do noivo de sua melhor amiga. E por que não poderia? Simplesmente porque não conseguiria ficar longe do seu pescoço... e de todo o resto.


Tudo começou quando ela o conheceu ainda na Inglaterra. Havia sido convidada para o jantar realizado pela família de sua amiga para que o Luc pudesse conhecer os amigos da noiva. E quando seus olhares se cruzaram... todo o resto deixou de existir. Elizabeth sentiu coisas que não desejava... coisas que jamais tinha sentido. Ela sabia que tinha que lutar contra aquilo. Sabia que não poderia ceder... ele era o noivo da sua melhor amiga... Mas quando ele a olhava ela se sentia derreter... sequer conseguia pensar e lhe doía saber que ele era o noivo da Bianca... que ele havia escolhido a outra como esposa. Era irracional sentir dor, ciúmes, mas não conseguia evitar. Por isso desejou ter ficado na Inglaterra. Mas Bianca insistiu para que ela fosse... queria a melhor amiga ao seu lado naquele momento tão importante e Elizabeth nunca conseguia lhe negar algo. Bianca era sua única amiga... a pessoa que esteve com ela, quando ela foi enviada para aquele colégio, longe de toda a família para que o escândalo que sua mãe provocou não pudesse alcançá-la... E isso piorava tudo... Como ela tinha coragem de desejar o noivo da sua melhor amiga?


Uma semana antes do casamento, Luc organizou uma festa na Itália e Elizabeth foi obrigada a comparecer... Na festa ela conheceu Vito, primo de sua melhor amiga, e o homem que Bianca escolheu para acompanhá-la e protegê-la durante a festa. Vito era simpático e ela apreciou sua companhia... não percebendo que ele estava tentando embebedá-la o tempo todo. Ele foi enchendo seu copo e ela foi bebendo, tentando afastar Luc dos seus pensamentos e se concentrar em Vito que era um homem livre e estava interessado nela. E quando Luc se aproximou e a tirou para dançar... ela já estava completamente embriagada... já não tinha nenhum controle sobre o próprio corpo e atitudes... e foi ali que tudo começou...




Luc também a desejava... desde o instante em que a viu pela primeira vez. Ele sentiu que aquela era a mulher da sua vida, embora tenha lutado contra os sentimentos que ameaçavam tomar conta dele. Ele deveria se casar com Bianca, esse era o combinado. Um casamento por interesses... sem amor. Ambos sabiam disso e aceitavam bem a situação. Mas quando Luc viu Elizabeth pela primeira vez começou a sentir vontade de não seguir com aquele casamento... vontade de tomá-la para si e fazer dela sua esposa... Um casamento por interesses já não o atraía tanto assim...


Eles começaram a dançar e Elizabeth se deixou levar pela música. O álcool fez com que ela perdesse todas as suas inibições e quando percebeu... estava... bem... beijando, provando o pescoço dele...




E no dia seguinte uma série de acontecimentos faz com que sua vida sofra uma grande reviravolta...


A mãe de sua "melhor amiga" bate em seu quarto, desesperada, para avisar que Bianca havia fugido com o irmão da Elizabeth. Ela estava se encontrando secretamente com o Matthew e naquela madrugada havia decidido que não queria mais se casar com o Luc... porém, incapaz de enfrentar sua fúria, resolveu fugir em vez de terminar as coisas pessoalmente. Ela lhe deixou uma carta e a Elizabeth se viu obrigada a entregá-la.


Ela foi até a ilha para a qual ele havia ido e lhe contou o que sua amiga tinha feito... só que Luc já sabia de tudo e encontrou a solução perfeita para todos os seus problemas. Ele não queria fazer papel de bobo diante de todo o mundo e como também desejava a Elizabeth... decidiu que ainda se casaria no próximo sábado... Apenas não seria com a mesma noiva...


Usando de chantagens, ele consegue convencer Elizabeth a se casar com ele... e a partir daí começa uma intensa e complicada história de amor. Elizabeth se sente atraída por ele... mas não aceita ter sido a segunda opção. Não aceita ter sido usada por ele sem que ele levasse em consideração os seus sentimentos e por isso ela não quer ceder... E com o passar do tempo ela descobre que não apenas o deseja... Percebe que seus sentimentos vão muito além disso e não se vê capaz de suportar uma relação na qual não passa de um objeto sexual e um troféu que Luc deseja exibir ao mundo...


Mas será que é realmente isso que ela significa para ele?


- Bem... Quem aqui não sabe que casamento por conveniência ou casamento em crise é um dos meus temas favoritos?! Um casamento por conveniência é quase sempre um casamento em crise e nesse livro não foi diferente. Eles estiveram sempre a ponto de se separar. Aquele casamento tinha tudo para não dar certo, pois Elizabeth estava muito ressentida, magoada e o Luc não sabia usar as palavras. Sempre que falava o que sentia... falava da forma errada e magoava ainda mais a nossa mocinha. Até mesmo quando tentava consertar o que tinha dito, ele não se saía muito bem...rsrs... Mas eu não posso culpá-lo. Ele jamais tinha se envolvido com uma mulher como a Elizabeth. Alguém sensível e que não pensava na conta bancária dele. Alguém que só queria ser amada. Ele não sabia como lidar com ela. Mas ele se esforça bastante e eu gostei disso. Gostei de como ele tentou fazê-la feliz... de como não queria magoá-la. Apesar de ser insuportavelmente possessivo e arrogante, ele sempre pensou nela. Até quando a forçou a se casar, se eu pensar bem. Apesar de toda chantagem, ele foi mais sensível do que muitos outros mocinhos dessa autora. Eu o desprezei por ele ter feito nossa mocinha ser a errada diante do mundo. O mundo, graças ao Luc, ficou vendo nossa mocinha como a destruidora daquele futuro casamento, mas a verdade não era bem essa. Não foi ela quem causou a separação. A Bianca não prestava e estava enganando o Luc. Ela jamais quis o Luc, tudo que queria era a fama que teria sendo esposa dele. A riqueza, o poder... Quem ela "amava" mesmo (se é que aquela garota é capaz de amar alguém) era o irmão da Elizabeth. Se a Bianca não tivesse feito o que fez, nossa mocinha teria se afastado do Luc, mesmo deejando ser a escolhida para se casar com ele. Ela teria fugido, pois não teria coragem de arruinar a felicidade da amiga.


- Gostei muito da Elizabeth. Realmente a achei fraca em muitos momentos. Achei que ela deixava que as pessoas fizessem dela o que bem queriam, principalmente a Bianca. Eu não teria suportado o que ela suportou. Teria me afastado daquela cobra que se dizia sua amiga, mas a humilhava tanto na frente dela quanto por trás. A Bianca fazia questão de inventar histórias sobre a Elizabeth e humilhá-la diante do Luc, mas nossa mocinha pensava que nada era de propósito. Ela estava cega ou não queria enxergar. Não sei... Creio que ela pensava dever algo para a Bianca, porque a outra foi um tipo de ajuda quando ela foi enviada para um colégio distante da família, quando tinha doze anos. A mãe dela tinha provocado um escândalo ao se envolver com um homem casado e nossa mocinha foi perseguida na escola. Para protegê-la, seu pai a mandou para longe e a Bianca foi a única pessoa que a ajudou. Mas por isso ela tinha que aceitar ser humilhada pela outra? Será que ela não via que a menina que a Bianca tinha sido não existia mais? Que a garota de doze anos tinha se transformado numa mulher egoísta e até mesmo cruel? Acredito que a Bianca realmente foi sua amiga... mas na infância. Depois, eu penso que a Bianca ficou dependente da amizade da Elizabeth. É assim que vejo as coisas. Pois embora humilhasse a Elizabeth, a Bianca queria tê-la por perto. Não só para "encobrir" a relação dela com o Matthew, mas também porque dependia da fidelidade da nossa mocinha. Porque a Elizabeth era a única tola que não queria enxergar o quanto ela era uma pessoa vazia. Falsa e egoísta. Mas apesar da nossa mocinha se deixar levar tão fácil... de permitir que as outras pessoas a usassem, eu gostei muito dela. Achei ela perfeita para o Luc e também gostei de como ela tinha uma obsessão pelo pescoço dele...rsrsrs... Ela não pode ver aquele pescoço que pensa logo em voar para cima do mocinho.kkkkkkkkkk... Isso é muito divertido e tornou o livro mais leve e engraçado. A leitura foi mesmo deliciosa e até divertida.




- E eu amei o Luc. Ele tem algo que o torna irresistível e não é só sua beleza...rsrs... Claro que o livro diz que ele tem uma beleza de tirar o folêgo, mas vai além disso. Creio que ele amou a mocinha muito antes de perceber. Ele chegou a arriscar a própria reputação para impedir que ela fosse mais magoada. Claro que ele a feriu quando a chantageou, pois fez que o próprio pai da nossa mocinha a visse com desprezo... mas essa não tinha sido sua intenção. Ele queria tê-la e não queria esperar nem mais um instante. Não sabia esperar...rsrs... Então, agiu sem pensar nas consequências. Também era orgulho e não quis admitir que não tinha feito as coisas exatamente da maneira correta... mas eu gostei dele, pois, ainda no dia do casamento, ele fez algo que me emocionou. Alguns podem considerar uma atitude insensível, mas eu achei super sensível. Ele expulsou, de maneira delicada, o pai da nossa mocinha da festa...rsrs... Ele viu quando aquele egoísta a tratou com desprezo e não suportou que alguém magoasse a Eliza. E quando nossa mocinha fica arrasada acreditando que o pai tinha deixado a festa, de livre e espontânea vontade, sem se despedir dela... nosso mocinho confessa que o expulsou. E quando ela pergunta o motivo... Ele diz que o pai dela a estava magoando e que ele tiraria da vida dela tudo que pudesse magoá-la. Eu achei lindo! rsrs... Claro que nossa mocinha não viu as coisas dessa forma. E ela peguntou se ele também sairia da vida dela já que a magoava...rsrsrs... Enfim... Mas é hora de eu parar de falar. Não vale contar a história toda!


- Eu amei o livro. É curto e fácil de ler. E apesar de ter muitas cenas ousadas, digamos, isso não estraga a história. Os dois são assim e não vejo nada de errado nisso. São ousados e maravilhosos juntos. Amei os dois! :) O livro é totalmente digno de cinco estrelas.


- Agradeço muito a Mónica pela indicação. Valeu muito a pena ler esse livro e é um romance que eu com certeza lerei novamente.




- Enfim... Essa foi minha escolha para a Maratona de Banca do mês de outubro e eu recomendo muito a leitura. Quem gosta dos livros da Michelle Reid, vai amar essa história. E quem gosta de romances sobre casamento por conveniência, casamento em crise, também vai adorar a história. Não posso dizer que todos vão apreciar a leitura, pois gosto é algo complicado demais...rsrs...




Bjs e até a próxima!
Topo