10 de outubro de 2012

Paixões Desenfreadas - Carole Mortimer


(Título Original: The Tempestuous Flame
Tradutora: Maria Helena Figueiredo
Editora: Nova Cultural)


Ninguém, a nãe ser ela mesma, tinha o direito de escolher seu marido, pensou Caroline, furiosa, quando seu pai sugeriu o nome de Greg Fortnum, um homem que ela nem conhecia. Como resposta, ela se mudou às escondidas para um chalé que eles tinham nas montanhas. Só que não imaginava encontrar-se com André que, a convite de seu pai, também estava hospedado no chalé. Nesse momento começou sua verdadeira aventura: eles passaram uma semana juntos, um escondendo do outro sua verdadeira identidade e ardendo pelo desejo de se possuírem. Quem seria André, aquele homem misterioso, de quem ela nunca ouvira falar?



Palavras de uma leitora...


- Depois de Herança de Ódio -Anne Hampson, eu comecei a leitura desse livro com um pé atrás. Era de uma autora diferente e mesmo assim eu não apostei muito na história. E talvez por isso não tenha me decepcionado.rsrs... Não é um 5 estrelas, mas gostei bastante do livro.

- A história começa quando Caroline Rayner está revoltada com o pai e colocando toda sua revolta para fora. Ela estava indignada, pois seu pai queria que ela se casasse com um homem que ela detestava antes mesmo de conhecer. Esse homem era Greg Fortnum. Ele era um mulherengo, um homem que não levava as mulheres a sério e era temido por ser cruel com seus adversários. Caroline não podia acreditar que seu pai falava sério. Que queria mesmo que ela se casasse com um tipo que jamais iria valorizá-la. Disposta a ir contra a vontade do pai e evitar o homem que desprezava, Caroline fugiu para seu chalé onde pretendia ficar até que Greg Fortnum (que tinha sido convidado pelo seu pai para passar o final de semana com eles) fosse embora. Mas ela fugiu de uma situação complicada para cair em outra.rsrs...

- Depois de chegar no chalé, Caroline resolveu descansar, mas teve seu sossego interrompido pelo barulho da porta de um carro batendo em sua propriedade. Seu primeiro pensamento foi ir até o telefone para pedir socorro, mas o desconhecido entrou em sua casa e acendeu as luzes antes que ela conseguisse fazer o que pretendia. O primeiro encontro não foi dos melhores. Além de confundi-la com uma empregada, o desconhecido ainda a tirou do sério com sua arrogância, sarcasmo, olhares provocadores e seu sorriso irresistível. Embora desejasse odiá-lo por invadir sua casa e roubar sua tranquilidade, aquele estranho atrevido lhe provocou sensações esquisitas, excitantes e angustiantes. Ao perceber isso, Caroline desejou ainda mais fazê-lo ir embora, mas André a provocou, fazendo-a aceitar, por orgulho, dividir a casa com ele. E assim uma relação interessante e divertida começa.

- Gostei bastante da história. Foi muito divertido saber desde o início algo que o casal não sabia.rs... Não é nenhum segredo, mas não falarei sobre isso.rs... Caroline é uma mocinha teimosa, independente e diferente das outras jovens que conhece. Embora as colunas de fofocas tenham sempre uma novidade sobre ela, a Caroline verdadeira está longe daquilo que pensam que ela é. Embora se julgue antiquada, ela não costuma entrar em relacionamentos superficiais e sonha encontrar o homem certo, com quem se case por amor e não por conveniência como a maioria das outras jovens. Ela é um pouco mimada, caprichosa, mas nada que pudesse me irritar. Ela tinha motivos para bater o pé e dar gritinhos de indignação e eu me divertia com suas crises de raiva e seus pensamentos de vingança. Era muito interessante ver o casal se provocando dia e noite e perdendo a paciência um com o outro. Claro que nem tudo foi diversão. Em alguns momentos achei que a autora enrolou muito, em outros achei os diálogos dos dois infantis, sem sentido, mas felizmente não foi o tempo inteiro. 

- André é um mocinho complicado. Eu gostei de seus sorrisos irresistíveis, seus olhares provocadores, seus comentários irônicos, suas perdas de controle, mas... faltou algo. Quando ele se declarou (no final da história) me pareceu algo forçado. O André que eu conheci ao longo da história não seria capaz de dizer o que ele disse no final. Não da forma como ele falou. Ele é um tipo de mocinho frio, distante, mais capaz de mostrar seus sentimentos com toques, carícias ou explosões de raiva. Nunca que ele seria capaz de dizer palavras tão românticas, desesperadas, e se mostraria tão vulnerável diante da mocinha. Aquele não era o André que eu conheci e eu não gostei disso. As palavras foram lindas, mas pareciam vir de outro mocinho. Era como se ele tivesse sido substituído por outro. Achei que a autora estragou um momento que poderia ter sido lindo. Se as palavras fossem ditas com dificuldade ou raiva, até seria mais aceitável. Da forma como foram ditas, não. 

- Achei a história fofa, divertida e leve. Me fez lembrar de outros livros da autora por causa da mania dela de fazer seus mocinhos só conhecerem a verdade sobre as mocinhas no final. rsrs... Mas essa mocinha é muito mais corajosa e determinada do que as outras mocinhas que conheci da autora. E o mocinho é menos idiota do que os outros.rsrs... Não me arrependo de ter lido o livro.

- Dei 3 estrelas a ele no Skoob e recomendo para quem gosta dos livros da autora e daqueles livros conhecidos como "florzinhas". 


Bjs!

8 de outubro de 2012

Selinhos e meme!




Olá, queridos! :)

- Esse selinho precioso foi criado pela querida K-rol do blog Livrinhos com finais felizes. K-rol, muito obrigada mesmo por me considerar digna de recebê-lo! Eu adoro o seu blog e adoro você! :)


Eu o indico para todos os blogs que sigo.







- Esse meme quem me indicou foi a Ana do blog Seis Milênios. Muito obrigada, querida! :) E me desculpe por ter demorado tanto para postá-lo aqui. Eu o adorei e por isso mesmo estava esperando o momento certo para postá-lo. Não queria responder qualquer coisa. Queria responder com atenção.


Regrinhas: 


1 - Criar um post e responder às perguntas de quem te passou o selinho.
2 - Criar 10 perguntas diferentes e repassar.
3 - Escolher 10 blogs e colocar o link no post.
4 - Avisar os blogs selecionados.


1. Se você pudesse mudar a história de um livro, o que alteraria?

Resposta: Não falarei de um livro só, mas do que costuma me desagradar numa história. Sei que o autor tem o direito de escrever o que quiser, da forma que quiser. Se prefere criar um mocinho que mais parece vilão é um direito dele ou dela, mas não suporto mocinhos que ultrapassam os limites. Existem uns que eu ainda consigo compreender e perdoar, mas existem aqueles que me deixam com um gosto amargo na boca e um sentimento de tristeza, raiva e vontade de matar o infeliz. Já conheci "mocinhos" que estupraram, espancaram e pisaram demais nas mocinhas para no final confessarem que SEMPRE as amaram. Não dá para acreditar nesse tipo de amor, entendem?rsrs... Se a autora quer criar um mocinho-vilão que faça com a mocinha o que bem quiser, pelo menos mostre o amor surgindo aos poucos, sabe? Não só no final. Com uma confissão barata de que ele sempre amou a mocinha, até mesmo quando estava tentando fazer a coitada cometer suicídio ou entrar em depressão profunda. Gosto de livros com mocinhos bandidos. Perdoei o Ráfaga e me apaixonei completamente por ele. :) Porque a autora me convenceu. Apesar de tudo que ele fez de errado e da cena que ainda me provoca náuseas, a autora me convenceu do amor dele. Um amor doentio, que ultrapassa todos os limites, mas amor. Um amor lindo. Rolf, do livro Amor e Vingança, sequer pode ser comparado com o Ráfaga. A autora quis criar um mocinho bandido, medieval, mas exagerou DEMAIS MESMO. O cretino arrastou a mocinha como se ela fosse um cavalo, bateu, humilhou demais, pisou nos sentimentos dela e nunca ficou satisfeito. Mesmo depois de ter feito tudo que queria fazer, mesmo depois de derrotá-la, de esfregar a honra, o orgulho e os sentimentos dela na lama, mesmo depois de pisar e deixar que outros pisassem nela, ele não ficou satisfeito. Ele sempre queria mais. Não pude suportar isso e não aceito até hoje. Se ele fazia tudo aquilo por amar, então eu não quero nem pensar em como ele agiria se não a amasse. Provavelmente a história terminaria com a morte da mocinha. 


2. Qual seu vilão favorito?

Resposta: Que pergunta difícil!rsrs... Favorito?! Bem... Noelle, de O Outro Lado da Meia-Noite do meu querido Sidney Sheldon. Ela é uma mocinha que se torna vilã. E deixa sua marca. Quando se pensa em O Outro Lado da Meia-Noite se pensa em Noelle. Não dá para não pensar nela. Não dá para esquecê-la. É uma vilã muito marcante. 

3. Qual mocinho você mais odeia?

Resposta: Outra pergunta difícil!kkkkkk... Rolf, de Amor e Vingança - Sophia Johnson, ou Tristán, de O Amor do Pirata - Johanna Lindsey? Não sei.rsrs... Deixa eu pensar!rsrs.. O Tristán erra muito e passa a história inteira estuprando a mocinha, mas... o Rolf foi pior. Ele sequer precisou estuprar a Megan. Ele se vingou de uma maneira muito mais dolorosa e nunca o perdoarei. Então, escolho o Rolf. 

4. Qual a melhor capa que você viu na vida?

Resposta: É uma pergunta muito complicada.rsrs... Como posso saber qual é a capa mais linda entre todas as capas que já vi?!kkkk... Minha memória não é assim tão boa.rsrs... Bem... No momento, seria a capa de Um Gosto de Esperança - Susan Mallery, mas para ser mais justa eu teria que colocar todas as capas lado a lado para escolher a mais linda.rsrs... 


5. Qual sua receita culinária e literária favorita?

Resposta: Eu não sei cozinhar nada (Ok. Estou sendo injusta comigo mesma.rsrs... Sei cozinhar poucas coisas.), mas amo bolo de chocolate, bolo de cenoura com cobertura de chocolate, lasanha, sorvete de flocos, etc. Agora... não consigo imaginar o que é uma receita literária. Minha mente está muito lenta hoje.kkkkk... Seria um livro preferido? Se receita literária for isso (no momento não faço ideia do que seja!kkkkk...) eu escolheria O Quarto Arcano - Florencia Bonelli. 


6. Já encontrou alguém na vida e pensou "nossa, essa pessoa poderia ser fulano do livro tal"?

Resposta: Já encontrei homens lindos que me fizeram ficar parada olhando para eles por um bom tempo.rsrs... Mas nenhum que eu acreditasse que poderia ser mocinho de algum livro que eu ame. Não que eles não fossem lindos. Eram! Mas não eram como eu imagino os mocinhos que amo.rsrs... 

7. Se você tivesse a oportunidade de trocar de vida com uma personagem, qual seria?

Resposta: Oh, Deus! Sem pensar duas vezes, eu iria querer ser a Isaura!!! Não que eu quisesse passar por todos os sofrimentos que ela passou... mas eu queria o Roger para mim!kkkkkkkk... Por ele valeria a pena enfrentar o que ela enfrentou. Outras mocinhas que eu gostaria de ser: Elizabeth (Alguém para Amar - Judith McNaught), Jennifer (Um Reino de Sonhos - Judith McNaught), Victoria (Agora e Sempre - Judith McNaught), Micaela (Marlene - Florencia Bonelli) e mais algumas outras.rsrs... Mas se pudesse escolher ser somente uma, seria a Isaura com certeza. Mas só por causa do Roger!kkkkkkk... 


8. Se você tivesse a oportunidade de queimar o pior livro da sua vida, qual seria?

Resposta: Eu já tive a oportunidade, mas uma amiga salvou o livro.kkkkkk... Foi o livro Entre Dois Amores - Janelle Taylor. Mas se eu tivesse Amor e Vingança nas minhas mãos, ele só se salvaria se meu lado sentimental pensasse no quanto a autora ficaria triste se soubesse que eu estava prestes a queimar um livro dela. Eu odeio o livro, mas respeito a autora dele. 

9. O que um livro deve ter para te fazer infinitamente feliz?

Resposta: Uma mocinha corajosa, disposta a enfrentar o mocinho e todos os obstáculos. Mas que também seja sensível e capaz de perdoá-lo. Um mocinho determinado, corajoso, possessivo, ciumento, protetor, completamente louco pela mocinha, capaz de qualquer coisa por ela e que seja do tipo de fazer cenas quando está com ciúmes. Mas sem exagero, é claro.rsrs... Um mocinho como o Roger.kkkkk... Uma história bem escrita e tocante. A história precisa tocar meu coração. Precisa acertar meus nervos, minhas emoções. Precisa me fazer rir ou chorar. Ou as duas coisas.rsrsrs... Eu preciso sentir a história. Se eu não senti-la, não irá me fazer infinitamente feliz. 


10. Há algum livro em cuja realidade você JAMAIS gostaria de viver?

Resposta: Sim. Apesar de amar alguns livros medievais, eu não gostaria de viver o que algumas mocinhas viveram. Por exemplo: Assim Fala o Coração - Johanna Lindsey. A mocinha era muito corajosa. O meu tipo querido de mocinha. Ela chorava, mas enfrentava todo mundo de cabeça erguida. Só que querendo ou não, ela estava totalmente à mercê dos homens da época. Do mocinho, do pai do mocinho, do irmão. Ela não tinha direito à nada. Ela era um objeto e seus sentimentos não deveriam ser levados em consideração. A história acaba sendo linda porque o Rowland se apaixona por ela, mas não foi sempre que ele valorizou ou se importou com os sentimentos dela. De início, a viu como um objeto, sem importância, e não achou que cometeu um crime ao estuprá-la. Para ele, foi algo perfeitamente aceitável. 


Bem... Agora é minha vez de criar 10 perguntas para vocês responderem... Não estou lá muito criativa hoje.kkkkkk...


1- O que você não suporta num mocinho? 
2- Qual a música que combina com seu livro preferido? Aquela música que você ouve e pensa: "Foi feita especialmente para esse livro". 
3- Já perdoou mocinhos levada pelo coração mesmo quando a razão dizia que você não deveria perdoá-los? 
4- Qual livro mais te marcou de modo positivo? Aquele livro que te ensinou muitas lições, que te transformou, que mudou algo dentro de você. 
5- E qual livro te marcou de modo negativo? Aquele livro que só te trouxe sentimentos ruins, deixou um gosto amargo na sua boca e te fez desejar jamais tê-lo lido. 
6- Qual a mocinha que você jamais poderá perdoar? Conte o que ela fez para despertar seu ódio.
7- Qual livro você gostaria de reler, mas ainda não releu por falta de tempo ou qualquer outro motivo? 
8- De qual livro você mandaria eu fugir? Aquele livro que você não recomendaria nem para o seu pior inimigo! 
9- Qual livro você amou, mas nunca pode aceitar o final? Aquele livro que mexeu profundamente com as suas emoções, te conquistou, mas terminou de um modo inaceitável. 
10- Qual livro você me recomendaria? Qual livro você diria para eu ler imediatamente? 



Observe: Eu indico essas perguntas para todos os blogs que sigo e também para a Carlita, Moniquita, Maria, Jessica, Bianca, Laila e para quem mais desejar respondê-las. Eu só gostaria que me avisassem quando responderem, pois estou interessada nas respostas de vocês. :D


Bjs e fiquem com Deus!


6 de outubro de 2012

Herança de Ódio - Anne Hampson


(Título Original: The Laird of Lacharrun
Tradutor: Diogo Borges)


Abandonada pelo noivo, Lorna empregou-se como dama de companhia de lady Lamond, num castelo da Escócia. Desde os primeiros momentos, coisas estranhas começaram a acontecer... A riquíssima senhora instalou Lorna numa estupenda suíte, obrigou-a a receber caríssimas jóias de presente e nunca a chamava para trabalhar! Depois, apresentou-a a Craig, seu jovem e orgulhoso neto. Então, um dia, o rapaz acusou-a de ser uma caçadora de fortuna, uma ladra de heranças! Inocente, Lorna decidiu deixar o emprego. Mas isso era impossível: Craig havia preparado uma armadilha doce e perigosa... Ia conquistar Lorna, casar-se com ela e depois abandoná-la, deixando-a sem amor e na miséria!



Palavras de uma leitora...


- Quem pensa que eu estava passando por um momento masoquista, está certo.rsrs... Eu estava exatamente com vontade de ler algo que me estressasse (não que eu já não estivesse estressada o suficiente) e por isso decidi ler esse livro da Anne Hampson. Gosto do jeito de escrever da Anne Hampson e dos livros que li dela, mas que seus mocinhos conseguem me tirar do sério quando querem, isso conseguem! Só que o Craig não estava com muita vontade de agir como eu queria que ele agisse e talvez por isso, eu tenha ficado mais irritada.kkkkkkkk... 

- Encontrei esse livrinho numa banca no centro da cidade há umas duas semanas. Ele está bastante velho e eu só o trouxe porque gostei da capa e é um florzinha que dificilmente eu voltaria a encontrar. Já li vários florzinhas na minha vida e bateu uma saudade na hora em que o vi. Mas não pretendia lê-lo agora, não. Só que ontem bateu uma saudade do passado, de momentos que se foram, mas ficaram guardados no coração e acabei lembrando também do primeiro romance que li. Que foi justamente um Sabrina. Não um antigo, mas Sabrina de qualquer forma.rsrs... E como eu também queria me irritar com um mocinho, achei que era o momento apropriado para lê-lo.rsrs... 


- A história começa quando a pobrezinha da Lorna, uma jovem inocente e apaixonada por um canalha, ambicioso e egoísta, está toda triste, quase morrendo pelos cantos porque seu amado resolveu romper o noivado com ela. Ela era enfermeira e tinha se apaixonado por um dos médicos mais lindos e queridos do hospital. Seu amor era correspondido... até o momento no qual uma jovem herdeira se interessou por ele e ele viu nisso sua chance de enriquecer. Não pensou duas vezes antes de terminar com a Lorna e deixar claro que aquilo era o melhor para os dois. Só que o filho da pontualidade tinha um amor tão grande por si mesmo, que ainda se sentia desconfortável diante da ideia do hospital ficar sabendo o que ele tinha feito. Não queria ser visto como um canalha e resolveu fazer com que Lorna fosse para longe, inventando mentiras e fazendo-a cair numa armadilha, diretamente nos braços de um homem que a odiava antes mesmo de conhecê-la.

Depois de perceber que não era querida nem pelos tios com os quais vivia há cinco anos, Lorna resolveu seguir o conselho do ex-noivo e viajou para a Escócia para ser enfermeira particular de uma senhora que tinha sido internada no hospital no qual ela trabalhava pouco tempo antes. A senhora tinha se apegado à Lorna e desejou tê-la sempre por perto, para o caso de precisar novamente de cuidados. Lorna ainda estava em choque pelo término do noivado e por ter descoberto que seus tios somente fingiam amá-la e por isso (ou porque é estúpida mesmo) não percebeu que tinha algo muito estranho em toda aquela situação. Somente quando chega na Escócia e passa a morar com a senhora "delicada, simpática e doente", é que ela percebe que algo muito errado está acontecendo e que ela está apenas sendo usada como instrumento de vingança numa briga familiar. E mesmo assim, a imbecil continua morando na casa e se deixa cair numa armadilha. É o tipo de pessoa que não enxergaria o perigo nem se ele batesse em sua cara e gritasse para ela desaparecer antes que fosse tarde. Não sabem a vontade que eu senti de bater nessa garota! Ela é tonta além do limite. 

- Bem... A história seria interessante se eu a lesse numa outra época.rsrs... Uns três anos antes. Sei que teria amado a história se não tivesse mudado de uns anos para cá. Se não tivesse conhecido outros tipos de romances, outros tipos de mocinhos. Ainda gosto dos florzinhas, mas não esse tipo que li. Com uma mocinha tão insuportavelmente estúpida e um mocinho que só procura se entender com a mocinha nas últimas páginas. Faltava duas páginas e meia para a história terminar quando eles descobriram que se amavam loucamente e que deveriam ficar juntos para o resto da vida deles. Eles agiram de modo tão infantil que não acreditei muito que o Craig tinha 30 anos. Mas... se eu queria me estressar, se queria justamente um mocinho machista e com comportamentos estúpidos, por que não gostei do livro? Porque o Craig não me convenceu. Porque nada na história me convenceu. O Craig é mais de falar do que de fazer e não vi um relacionamento de verdade entre ele e a Lorna. Ele fingiu tanto no início que para mim, fingiu até o fim. Nada foi convincente. Nada foi real para mim. Foi... decepcionante. 



- Eu não diria que vocês não devem apostar na história. Meu humor não está muito bom hoje e talvez isso tenha contribuído para tornar a história tão sem graça para mim. Estou sem paciência hoje e talvez tenha sido isso.kkkkkk... Ainda pretendo ler outro florzinha hoje.rsrs...


Bjs!

5 de outubro de 2012

Um Gosto de Esperança - Susan Mallery


(Título Original: Sweet trouble
Tradutora: Ana Rodrigues
Editora: Harlequin)


3º Livro da Trilogia As Irmãs Keyes

Lar... doce lar?

Jesse Keyes finalmente cresceu de verdade… Com um emprego fixo e mãe de um garotinho superagitado, ela agora está em uma posição muito melhor do que 5 anos atrás, quando saiu de Seattle grávida e incompreendida por quase todas as pessoas que conhecia. 

Mas havia chegado a hora de voltar para casa e enfrentar seus medos e culpas. Só que suas irmãs, Claire e Nicole, não parecem muito confiantes em relação à nova Jesse, adulta e responsável. Ainda por cima Matt, o pai de Gabe, deixa claro que não tem a menor intenção de vê-la novamente, apesar do forte desejo que ainda sentem quando estão próximos. 

Jesse está confusa, não sabe se poderá consertar os erros cometidos. Por outro lado, percebe que ainda é possível reconquistar Matt. E esse é todo o incentivo de que precisa para se animar outra vez!



Palavras de uma leitora...



"- Estou indo embora - disse Jesse, antes que Nicole pudesse perguntar por que ela estava ali. Não posso mudar nada aqui. Não posso consertar nada. E não quero mais ser a vilã da história, por isso estou indo embora."

"- Vai ser problema meu quando você voltar, e nós duas sabemos que é isso o que vai acontecer.

Jesse encarou a irmã por um longo tempo.

- Você pensa que sabe tudo a meu respeito. Pensa que sabe quem eu sou, mas está errada. Não sabe de nada, e estou cansada de brigar com você, Nicole. Não consigo desapontá-la mais. Isso me magoa muito. Você não acredita em mim, mas é verdade. Nunca quis que as coisas fossem desse jeito. Por favor, não tente me encontrar.

E, dizendo isso, Jesse se virou e se foi."

Observe: ESSES TRECHOS FORAM RETIRADOS DO LIVRO UM GOSTO DE AMOR, SEGUNDO LIVRO DA TRILOGIA.

- E cinco anos se passaram... Tempo demais, não acham? Mas foi necessário. Jesse precisava desse tempo para amadurecer, para deixar surgir a pessoa que ela realmente era. Nicole, Claire, Matt... todos eles precisavam desse tempo, embora eu lamente pelo que perderam. E lamento principalmente por Nicole, Jesse e Matt. 

"- Não! Eu não vou embora até que você me escute. Até que você entenda.

- Entenda o quê? Que enquanto você ia para a cama comigo, fingia se importar comigo, também estava andando com Drew? E com quem mais, Jesse? Com quantos outros caras? Não estou pedindo um número total. Duvido que você consiga contar tão alto. Mas, vamos dizer, nos últimos dois meses. Menos de cem? Menos de vinte? Me dê apenas uma ideia aproximada.

Jesse chorou mais, odiando as palavras dele e a distância que via em seus olhos."

"- Eu não estou interessado - disse Matt. - Não há nada que você possa dizer que vá fazer com que eu me importe. Uma vez vagabunda, sempre vagabunda. Todo mundo estava certo a seu respeito."

- Palavras cruéis, não acham? Foram ditas para machucar e machucaram profundamente. Naquele instante Jesse viu seus sonhos, suas esperanças, serem destruídos. Por Matt ela tinha mudado. Por ele tinha conseguido dar uma chance a si mesma, parou de se destruir, e agora ele estava jogando seu passado em sua cara, usando tudo que ela tinha lhe confessado para machucá-la. Jesse sentiu como se algo tivesse morrido dentro dela e foi impossível continuar ali. Não só na casa dele, escutando suas palavras afiadas. Mas na cidade. Perto daqueles que tinham lhe julgado e lhe virado as costas. Ela precisava respirar. Sentia-se sufocada, apavorada e ferida. Fugir não era uma opção, mas a única coisa que poderia fazer. Não era masoquista. Não ficaria ali, sendo julgada e agredida só porque seus agressores acreditavam estar certos e no direito de atormentá-la. Ela não suportava mais. 

- Jesse não chegou a conhecer Claire. Quando ela nasceu, Claire já tinha ido embora e seus pais só pensavam na filha prodígio, que se tornaria famosa, mundialmente conhecida. Não se preocuparam com a bebê recém-nascida. Era como se ela não existisse. Mas uma pessoa notou e se preocupou com a bebê. E não demorou muito para se tornar a mãe que Jesse não teve. Não porque sua mãe biológica estivesse morta. Pelo contrário. Ela estava bem viva, mas preocupando-se unicamente com Claire e esquecendo a existência de Nicole e Jesse.

Nicole só tinha seis anos, mas amou a irmã caçula à primeira vista. Cuidava dela, dava-lhe o amor que ela necessitava receber e aos doze anos, quando sua mãe resolveu viajar para ficar com Claire, Nicole abandonou de vez o papel de irmã e assumiu o de mãe. Era jovem demais. Uma menina ainda, mas abandonou sua infância, seus sonhos e viveu por Jesse e a confeitaria da família. Ela fez o seu melhor. Se dedicou de corpo e alma à menina que tanto amava, deu-lhe tudo que podia, mas, como todos os pais, também cometeu erros. 

Embora amasse Nicole e soubesse que era amada por ela, existiam momentos nos quais Jesse não suportava sequer ficar perto de Nicole. Desejava ficar o mais longe possível. Dos seus olhares reprovadores, das suas palavras afiadas e da certeza de que tinha destruído a infância da irmã. Da certeza de que jamais conseguiria pagar pelo sacrifício que a irmã tinha feito. Embora não fosse sua intenção, Nicole deixou mais do que claro que tinha se sacrificado. Que tinha feito tudo por Jesse. Que tinha desistido da própria infância para que Jesse fosse criança. Eram palavras ditas de modo amargo, pois Nicole precisava desabafar. E desabafou com a pessoa errada, contribuindo muito para tornar Jesse uma adolescente rebelde que caminhava a passos largos para a própria destruição. 

Magoada com Nicole. Sentindo-se culpada por ter roubado a infância da irmã e ressentida por Nicole jogar isso tantas vezes na sua cara, Jesse cometeu inúmeros erros assim que entrou na fase mais perigosa e complicada da sua vida. Foi só entrar na adolescência para ela experimentar álcool e drogas. E não demorou muito para ela descobrir os garotos. Em pouco tempo (e vou usar as palavras dela) ela se tornou a vagabunda da escola. Trocava de ficante (porque eles não eram seus namorados) como a maioria das mulheres (usando mais uma vez as palavras dela) troca de calcinha. Ela queria ferir Nicole e usou o próprio corpo para isso. Ela própria não saberia dizer com quantos garotos transou. Quantos erros cometeu... Não saberia dizer quanta dor sentia. Não saberia explicar por que doía tanto se sentir tão vazia e suja... tão indigna do amor de qualquer homem. Não acreditava que alguém poderia amá-la. Ela tinha usado os garotos. Os tinha usado para ferir a irmã, mas também tinha sido usada. Ela só dava o que eles queriam, ouvia palavras de amor da parte deles somente porque eles achavam necessário dizer isso para levá-la para a cama. O sexo era escondido, rápido e sujo. Nenhum deles se importou com ela. Nenhum deles enxergou além da aparência. Só queriam seu corpo e só receberam isso dela. 

Mas Jesse queria mais. Estava cansada de querer machucar a irmã, estava cansada de se machucar. Nunca conseguia fazer algo dar certo em sua vida. Estava se destruindo e enxergava isso, mas não sabia o que fazer. Não sabia como consertar as coisas. Ninguém nunca tinha acreditado que ela fosse capaz de chegar a algum lugar. Ninguém nunca acreditou nela, apostou nela. E ela não tinha motivação para mudar. Porém, num determinado dia, ela encontrou. Encontrou justamente aquilo que seu coração, com tanto desespero, buscava. 

- Jesse já não sabia mais o que fazer. Não tinha rumo, nenhum plano para o futuro, nenhum objetivo. Estava com 22 anos e vivendo na casa da irmã, trabalhando sob o comando de Nicole e sendo impedida de desenvolver suas próprias ideias, mesmo que o negócio da família também fosse seu. Jesse queria fazer algo que lhe desse prazer, mas passou tanto tempo empenhada em se destruir, que não sabia sequer por onde começar. Mas um garoto tímido, mal vestido, com uns óculos horrorosos no rosto e a típica aparência de um nerd viciado em computadores, lhe deu aquilo que ela precisava. Um motivo para viver e acreditar em si mesma. 

Ele estava prestes a cometer o maior erro da sua vida e Jesse sentiu vergonha por ele. Ela assistiu tudo e quando ele saiu abatido daquela cafeteria, Jesse, num impulso, foi atrás dele e se ofereceu para mudar toda a sua vida. Para ajudá-lo a mostrar seu potencial. E ela cumpriu o prometido. Transformou o nerd desajeitado e tímido, num homem irresistível e confiante, o sonho de toda mulher. Mas ela perdeu seu coração no processo. O que começou como um projeto, uma chance de fazer algo certo pela primeira vez em sua vida, acabou se tornando muito mais. Ela passou a ter ciúmes das mulheres que entravam na vida dele, que desejavam conquistá-lo. Ela o queria. Ela estava se apaixonando por ele, mas sabia que seria impossível tê-lo. Ele não a merecia. Era lindo tanto por fora quanto por dentro, um cavalheiro, sempre gentil com as mulheres, sempre tratando-as com consideração. Ela não poderia querer que ele ficasse com ela, que não passava de uma qualquer. Matt estava completamente fora do seu alcance e ela teria que assistir enquanto ele conhecia outras mulheres, teria que suportar em silêncio quando ele falasse delas, dos momentos que passou com elas... e, o mais terrível, teria que assistir calada quando ele conhecesse a mulher certa. Quando se apaixonasse por ela, se casasse e construísse a própria família. Embora soubesse que ficaria feliz por ele, ela também sabia que seu coração ficaria em pedaços. 

"Jesse se virou e o pegou observando-a. Havia alguma coisa na expressão dele que ela nunca vira antes.

- Matt?

- Acho que não havia percebido até agora - falou ele lentamente.

- Percebido o quê?

- Que em algum momento, ao longo do caminho, me tornei mais do que um projeto para você. Quando isso mudou?

Jesse ficou gelada por dentro, incapaz de se mover, mal conseguia respirar. Ali estava, a única coisa que ela quisera evitar. Aquele momento de humilhação total. Porque Matt já não era mais um pobre nerd que precisava de ajuda. Era másculo e capaz. Era um homem por quem ela se sentia desesperadamente atraída. Emocionalmente, ele poderia esmagá-la como a um inseto."

- Bem... Como vocês sabem, o primeiro livro da série começa quando Jesse entra em contato com Claire, pedindo que a irmã, que ela mal conhecia, voltasse para Seattle, pois Nicole iria fazer uma cirurgia e precisaria de ajuda. A própria Jesse não poderia ajudar, pois tinha sido expulsa de casa após ter sido pega na cama com o marido de Nicole. Ninguém esperou que ela se explicasse, ninguém acreditou que poderia haver outra explicação para aquilo além da óbvia. Ao longo do primeiro livro, Jesse aparece poucas vezes. A ideia que a gente tem dela é de que ela é uma menina imatura, que não pensa muito nas consequências. Aliás, não pensa nada. Essa é a ideia que temos dela no primeiro livro. No segundo livro, Jesse volta a aparecer e mais uma vez percebemos que ela não é muito madura, embora também se dê para notar que ela não é má. Apenas... está perdida. Completamente perdida. Quando ela se encontra com o Matt, vai até a casa dele esperando que o homem que tinha dito que a amava a ouvisse e acreditasse nela, a gente sofre por ela, mesmo não a conhecendo direito ainda. O Matt é muito cruel com ela e joga o passado da Jesse em sua cara, se aproveitando daquilo que ela tinha lhe confessado, se aproveitando da confiança que ela tinha depositado nele. Achei isso muito cruel, mas também entendo o lado do Matt. Jesse tinha sido pega na cama com o marido da irmã. Ela estava completamente nua da cintura para cima e Drew estava com a mão em seu seio. Não havia dúvidas do que estava se passando, certo? Qualquer pessoa interpretaria a cena da mesma forma: ambos estavam tendo um caso. E iriam transar se Nicole não os tivesse interrompido. Nenhuma pessoa acharia que as coisas não eram bem assim. É claro que Nicole e Matt tinham todo o direito de se sentirem traídos e de expulsarem Jesse de suas vidas. 

No terceiro e último livro da trilogia, finalmente vemos o que realmente se passou. Desde o início. Desde quando Jesse conheceu Matt e conhecemos também o passado da Jesse através da própria Jesse. E tudo muda. Eu não consegui ver a Jesse desse terceiro livro da mesma forma que vi nos outros dois. Quando ela volta, cinco anos depois, ela é uma mulher madura, inteligente, responsável e disposta a consertar o passado. A fazer as pazes com ele. Mas a Jesse de cinco anos antes não era necessariamente uma jovem imatura, irresponsável ou coisa parecida, entendem? Tudo bem. Ela cometeu inúmeros erros. Errou mais do que a maioria dos jovens erra, mas era porque estava magoada. Estava ferida. A adolescente pode ter sido infantil, estúpida, mas a jovem de 22 anos, não era assim. A gente enxerga a alma da Jesse, coisa que não conseguimos fazer nos outros dois livros, e percebemos que ela tinha noção de cada coisa que fazia, que estava arrependida dos erros que tinha cometido e que só queria um motivo, uma ajuda, apoio para recomeçar. Através da visão da Claire e da Nicole nos outros livros, não conseguimos notar isso. A autora não nos permite perceber isso. Enfim...

- Depois de ser pega na cama com o marido da irmã, Jesse não perdeu só Nicole, a casa e o emprego na confeitaria. Ela também perdeu o homem por quem tinha se apaixonado, o homem que tinha lhe dado motivos para mudar, para ser uma pessoa melhor. O homem... que a tinha engravidado. 

- Sim. Jesse vai embora de sua cidade natal, esperando um filho de Matt. Ela não fugiu escondendo esse fato dele. Não. Ela deixou bem claro que estava esperando um filho dele antes de partir. Ela esperou que Matt se importasse com o bebê, que exigisse que ela ficasse por causa do bebê, mas as coisas não foram assim.

"Jesse agarrou o braço dele. 

- Matt, me escute. O filho é seu! Mesmo que me odeie, precisa tomar conta dele. Não estou mentindo. Posso provar. Assim que o bebê nascer faremos o teste de DNA.

Ele a encarou por um longo tempo, então se soltou das mãos dela e foi até a porta.

- Você não está entendendo, não é? Eu não me importo, Jesse. Você não é nada para mim além de um arrependimento. Não acredito que esse bebê seja meu e, mesmo se for, não quero ter um filho com você. Não quero ter nada a ver com você. Nunca. Quero que vá embora. Nunca mais quero vê-la de novo. Por motivo algum.

O que mais a assustou foi a calma com que Matt falou, o modo fácil como as palavras saíam da boca dele para rasgar a alma dela em pedaços.

Jesse abaixou os olhos, meio que esperando ver seu corpo rasgado e sangrando, mas toda a dor era por dentro.

- Matt, por favor - ela implorou.

Ele abriu a porta e ficou olhando para fora.

- Vá embora."


"Matt jurara que o passado dela não importava, que estaria com ela não importava o que acontecesse. E mentira, deixando-a em um vazio que a assombraria pelo resto da vida."


- Jesse foi embora grávida e sem dinheiro. Sem saber o que fazer da sua vida e como cuidar do filho que teria que criar sozinha. Ela estava ferida e apavorada. Já tinha chorado tudo que conseguiria chorar, mas as lágrimas não iriam solucionar seus problemas. Não faria o dinheiro aumentar, o combustível permanecer no seu carro, sua irmã e seu ex namorado perdoá-la. Não mudaria nada. Não consertaria coisa alguma. Mas talvez aliviasse um pouco a sua dor. 

- Quando toda sua família e o homem que roubou seu coração lhe viraram as costas, Jesse ficou sozinha, abandonada, mas a ajuda veio de quem ela menos poderia esperar. De um estranho. De um senhor que nunca a tinha visto na vida, mas que percebeu seu desespero e algo mais que as pessoas que ela amava jamais conseguiram perceber. Ou quiseram perceber. Aquele homem acolheu Jesse como uma filha, uma neta. Lhe deu um emprego, ouviu sobre seu passado sem condená-la, a ajudou a encontrar um lugar para morar e lhe deu apoio quando Gabe nasceu. Graças àquele homem que não tinha motivo algum para ajudá-la, Jesse conseguiu seguir em frente, conseguiu puxar de dentro de si a força que necessitava para criar o filho que era totalmente dependente dela. Estudou, trabalhou muito e conseguiu se virar. E fez um ótimo trabalho. Ela não fez o que Nicole esperava que ela fizesse. Não voltou rastejando, destruída para pedir abrigo a irmã. Não. Ela conseguiu vencer. Não ficou rica nem nada, mas conseguiu construir uma vida adequada para ela e o filho. Sem jamais pedir nada para aqueles que lhe viraram as costas. 

- Mas precisava voltar. Precisava de uma vez por todas fazer as pazes com seu passado. Precisava também dar a Gabe o que ele tanto lhe pedia: a chance de conhecer o pai. E assim... Jesse retorna. Cheia de medo e esperança. Desejando ser recebida de braços abertos por aqueles que ela ainda amava. 

- Bem... É triste ver a Jesse imaginando, desejando ser recebida com afeto, abraços e beijos. É triste, pois nós sabemos que isso não vai acontecer. O tempo não pode consertar tudo e não mudou a opinião que a Nicole e o Matt tinham dela. Se Jesse foi bem recebida por alguém, foi por Claire e Sid, um funcionário da confeitaria. Nicole não facilitou nem um pouco as coisas para ela, embora no fundo desejasse abraçar a irmã e impedi-la de partir novamente. Vocês sabem como a Nicole é.rsrs... Facilitar as coisas para quem ela ama não é sua especialidade. Isso porque ela também tinha medo de ser machucada novamente. Não tinha nada a ver com ódio. Foi por amar a Jesse que ela não a recebeu de braços abertos e fez questão de complicar bastante a sua vida.rsrsrs... Acho que a Nicole nunca vai mudar. Porém, eu a amo mesmo assim.kkkkk... É minha preferida! 

- Eu já contei demais sobre o passado da Jesse, embora tenha me controlado para não falar muito de como foi o namoro dela com o Matt. Quando lerem esse livro, vocês acompanharão essa relação linda e que acabou de modo tão amargo. Enfim... Não quero falar muito de como foram as coisas depois da volta da Jesse. Só posso dizer que esse livro, para mim, é o melhor da série. Aquele que mais me cativou e do qual sentirei mais falta. Além de mostrar a relação da Jesse com o filho e com Matt, a autora também fez questão de tornar a Claire e Nicole bem presentes no livro e foi uma delícia vê-las na história. Elas foram muito importantes no livro e quando a Nicole e a Jesse se reconciliaram foi um momento inesquecível. Que trouxe lágrimas aos meus olhos e uma vontade enorme de convencer a autora a fazer mais livros sobre as três.kkkkkk... Eu não me importaria se a série fosse mais longa. É uma série linda demais, entendem? Não consigo aceitar que acabou. Estou sentindo muita falta e já peguei os três livros e os abracei, como se assim pudesse manter a história comigo.rsrs... Continuo pensando nas três histórias, mas o livro mais marcante é o terceiro. Posso dizer que a autora fechou a trilogia com chave de ouro. O final é maravilhoso! Não. Maravilhoso é pouco!rsrs...

- Nesta história, nós também revemos o Hawk que continua bastante convencido.kkkkk... Me diverti nos momentos em que ele apareceu. Não canso de dizer que ele foi feito sob medida para a Nicole. Nenhum homem jamais a amaria e a faria tão feliz como o Hawk. Ele é perfeito para ela e lhe deu três bebês lindos para ocuparem seus dias e a fazerem ter aquilo que ela tanto ama: responsabilidade.rsrs... Ela reclama tanto do quanto sempre teve que ser responsável, mas adora isso.kkkk... E agora tem três filhos pelos quais é responsável. Ela não poderia ser mais feliz do que é.rsrs... Mas ainda acho que ela terá mais filhos.kkkkkkkkkk... 

- Odiei o Matt? Com toda a certeza. Não direi meus motivos, mas ele fez questão de despertar meu ódio em alguns momentos. E demorou. Demorou bastante para ele conquistar meu coração. Quase terminei o livro odiando-o. Eu o entendia, gente. Realmente entendia. Mas há um limite para tudo e o Matt o ultrapassou. Uma coisa é querer ferir a Jesse, outra coisa bem diferente é agir do modo como ele agiu. Ele se salvou por pouco.rsrs... Mas a Susan Mallery é especialista em nos fazer ver o lado de todos os seus protagonistas. Eu vi o lado do Matt e vi seu arrependimento sincero. E além do mais, ele não ficou só no arrependimento. Ele lutou para consertar as coisas e foi muito bom acompanhar isso. Como se não fosse suficiente para me fazer perdoá-lo, o amor que surgiu entre ele e o filho, arrebatou meu coração. Sim. Ele errou. Feio. Muito, muito feio. Mas se arrependeu e mudou. Na verdade, parou de usar máscaras e deixou vir à tona quem ele realmente era, conquistando meu coração. Precisei perdoá-lo.rsrsrs... Geralmente demoro mais do que as mocinhas para perdoar esses mocinhos estúpidos. Mas nesse caso, eu o perdoei primeiro.kkkkkkk... A Jesse demorou um pouco mais para perdoar o homem da vida dela. Ela é muito mais parecida com a Nicole do que gostaria de ser.rsrs... 

"- Hoje, com Gabe, no parque, ele tropeçou e caiu. Foi como se eu estivesse caindo, pior até porque não me importaria de me machucar, mas não queria que nada de mal acontecesse a ele. Eu o levantei do chão rapidamente, mas naquela fração de segundo morri mil vezes."

"Matt carregou-o de volta para o carro. Gabe o agarrava como se nunca mais fosse soltá-lo. Matt abraçou-o com força, jurando para si mesmo que protegeria aquela criança a qualquer preço. Tomaria conta dele. Emoções desconhecidas lutavam por espaço em seu coração [...]"


- A história é muito linda gente e eu a recomendo MUITO. Tenho certeza de que irão amá-la e pensar nela durante um bom tempo. Toda a trilogia é deliciosa, preciosa, mas o terceiro livro é o melhor. A ordem de preferência fica assim: Um Gosto de Esperança, Um Gosto de Amor, Um Gosto de Vida. Mas minha mocinha preferida é a Nicole, seguida de perto pela Jesse. Claire é um encanto e eu também a amo muito, mas não posso negar que Nicole se tornou minha querida. :) É a verdade. E por pura coincidência, meu mocinho preferido da série é o Hawk.kkkkkkk... A diferença é que ele não é seguido de perto pelo Matt.rsrs... Não. Em segundo lugar vem o Wyatt, marido da Claire. Matt fica em último lugar.rsrsrs... Não que eu não o ame, mas é que eu prefiro o convencido do Hawk.rsrs... 


Trilogia As Irmãs Keyes:

Um Gosto de Vida (Claire)
Um Gosto de Amor (Nicole)
Um Gosto de Esperança (Jesse)


Uma música para ouvir durante a leitura da história:


Tal como una hoja que se lleva el viento me dejé llevar
me encerraste en un beso
y no supe escapar
hoy que no te tengo
desde la distancia te puedo jurar

Que te extraño en mis sueños
que me dueles aun más
es tan difícil comprender
que nuestros mundos sean tan diferentes

Como duele, no verte cada madrugada
Sentir como te extraña el alma
Haber tenido tanto
y no tener nada

Como duele, sentir el corazón vacío
Saber cuanto te necesito
Y ver que sigue entre tu y yo
Una barrera de amor

Solo enloqueciendo, dejaría un momento de pensar en ti
le haces falta a mi cuerpo para sobrevivir
no es posible comprender
que nuestros mundos sean tan diferentes

Como duele, no verte cada madrugada
sentir como te extraña el alma
haber tenido tanto y no tener nada
y duele... sentir el corazón vacío

Sentir cuanto te necesito
y ver que sigue entre tu y yo una barrera de amor

Y duele cada vez más... que no estás...
que de mi vida te vas

Como duele, sentir el corazón vacío
saber cuanto te necesito
y ver que sigue entre tu y yo
una barrera de amor 

[Música: Barrera de Amor/Cantora: Noelia]

P.S.: Essa música me faz pensar muito na história de Jesse e Matt. O quanto eles eram diferentes, o quanto o mundo deles era diferente, a dor que ambos sentiram com a separação e a barreira que os separava. Tudo que estava entre os dois, separando-os. E apesar de tudo, eles ainda se amavam. Ainda precisavam estar juntos para serem felizes. O amor que existe entre eles é muito lindo, muito forte e eu não poderia duvidar dele. Eles se amam mais do que gostariam de se amar. 

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