Mostrando postagens com marcador Índios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Índios. Mostrar todas as postagens

26 de setembro de 2012

A Montanha dos Mackenzie - Linda Howard [Maratona de Banca 2012 - Setembro]


(Título Original: Mackenzie's Mountain
Tradutora: Deborah Mesquita
Editora: Harlequin)

Em Setembro: HOT

1º Livro da Série Mackenzie


Ruth, uma cidade pequena do Wyoming, está prestes a aprender algumas lições com a nova professora local. Para começar, Mary Elizabeth Porter está decidida a convencer o jovem Joe Mackenzie a voltar para a escola. Mas Joe e seu pai, Wolf Mackenzie, sofrem o preconceito dos habitantes de Ruth por serem metade índios e metade brancos.

Além de todos os obstáculos morais, Mary enfrenta também a natureza inóspita da montanha dos Mackenzie e, em meio a uma forte nevasca, segue para a fazenda deles. No meio do caminho, encontra Wolf. Agora, Mary sabe que também terá de amaciar o coração amargurado de Wolf e ensiná-lo a maior de todas as lições da vida: a capacidade de amar e de se deixar ser amado.




Palavras de uma leitora...



"— Você não precisa se preocupar — disse ele. — Hoje é sábado. Eu só estupro às terças e quintas. — Wolf pensou em jogá-la de volta na neve, mas não podia deixar uma mulher congelar até a morte, mesmo sendo uma mulher branca que obviamente achava que seu toque a contaminaria.

Os olhos de Mary se arregalaram tanto que acabou obscurecendo o resto de suas feições.
— O que há de errado com os sábados?"

- Eu estava há um bom tempo querendo ler este livro, mas também desejava muito conhecer outras histórias que eu sabia que eram maravilhosas e ele acabou tendo que esperar mais um pouco. E eu me arrependo muito por não tê-lo lido antes.rsrs... Mas é sempre assim, sabe? Acabo fazendo esperar mocinhos que eu deveria conhecer o mais rápido possível. E eu queria ter conhecido o meu Wolf antes. :)

"Era uma mulher solteira e solitária. Agora possuía um gato e usava sapatos de solteirona. O quadro estava completo."

- Tudo começa quando Mary resolve sair de Savannah para ir lecionar numa pequena cidade chamada Ruth. Ela tinha 29 anos, já se considerava solteirona e precisava viver um pouco de aventura. Acreditava que encontraria isso na pequena cidade. E estava certa.

"— Não alimente sonhos. Eu a beijei no sábado — murmurou ele com dureza. — Estou há muito tempo sem uma mulher e fiquei...

— Com tesão? — complementou ela.

Wolf ficou chocado ao ouvir aquela palavra tão forte saindo de uma boca tão delicada.

— O quê?

— Tesão — repetiu Mary. — Ouvi alguns de meus alunos dizerem isso. Significa...

— Eu sei o que significa!

— Ah... bem, foi assim que você ficou? Ainda está, pelo que sei.

Ele queria rir. O som quase saiu, mas ele o mudou para uma tosse.

— Sim, ainda estou. Ela pareceu compreensiva.

— Entendo que isso pode ser um problema.

— É difícil para um homem controlar uma ereção nesse caso.

Levou um momento, mas então ela arregalou os olhos e, antes que pudesse evitar, deslizou o olhar pelo corpo dele. Instantaneamente, voltou a erguer a cabeça.

— Ah, estou vendo. Quero dizer... entendo."

- Ao chegar em Ruth, Mary logo percebe algo estranho. O garoto mais inteligente da turma tinha simplesmente abandonado os estudos. O menino era brilhante e não fazia sentido algum para ela aquela decisão. O que será que havia por trás daquilo? Não importava o motivo, ela estava disposta a convencê-lo a voltar. E não aceitaria um "não" como resposta. Outra professora talvez não se importasse, mas Mary amava sua profissão e não assistiria em silêncio enquanto um jovem talentoso jogava todo seu futuro fora. E foi essa decisão que a fez conhecer Wolf Mackenzie, um homem aparentemente rude e ameaçador, ex presidiário, que tinha sido acusado de cometer um estupro. E... era definitivamente um pedaço de mau caminho. Não. "Pior" ainda! Ele era todo o mau caminho.rsrsrs... E embora seu cérebro insistisse para se manter longe de Mary, seu corpo e seu coração estavam mais do que dispostos a desviá-la do bom caminho.rsrsrs... Para complicar ainda mais a situação do meu Wolf e fazê-lo tomar diversos banhos gelados, Mary queria ser desviada.kkkkkkk... Se Wolf era o lobo mau, ela queria ser "a garota da capa vermelha" (isso para não dizer chapeuzinho vermelho.kkkkkk...). E não queria que ninguém a salvasse!rsrs..

"Mary perguntou-se o que Clay pensaria se soubesse que ela não queria ser protegida de Wolf. Tia Ardith diria que Wolf tinha se aproveitado dela, e Mary esperava ansiosamente que ele o fizesse de novo. E logo."

- Viajei aqui, não é? Acho que é porque ainda penso no filme "A Garota da Capa Vermelha" (mentira!rsrs... Foi um impulso!kkkkk...). Bem... Vamos continuar...

- Wolf estava precisando desesperadamente de uma mulher e foi inevitável amaldiçoar a professora sem graça, vestida com roupas horrorosas e com um óculos que ocultava qualquer beleza que ela pudesse ter. Aquela professorinha "ridícula" e precisando de ajuda tinha resolvido atormentá-lo justamente no dia em que ele pretendia passar bons momentos entre... os braços de uma "amiga". Nem se o tivesse castrado ela conseguiria arruinar seus planos como arruinou. E não foi a "falta" de beleza dela que o fez desistir dos seus planos, o desanimou. Muito pelo contrário!

- Estava muito frio. Vários graus abaixo de zero, mas Mary tinha uma missão: ajudar Joe Mackenzie. Forçá-lo a voltar a estudar. Vestida em suas "perfeitas" roupas capazes de afastar o frio, ela entrou em seu carro e foi em direção a montanha dos Mackenzie. Só que antes que conseguisse chegar aonde pretendia, seu carro morreu e ela teve que seguir a pé. Mencionei que estava vários graus abaixo de zero???!!! Pois bem... Mas antes que ela morresse de hipotermia, um homem bem alto (eu pareceria uma formiga perto dele.rsrs...), musculoso, forte, bronzeado, com cabelos e olhos negros e uma sensualidade impactante, foi em seu socorro e a pegou em seus braços, esquentando-a. (suspiros...). Por que coisas assim não acontecem comigo?!kkkkk... Eu não dou sorte!rsrs... Onde estávamos? Sim. Wolf Mackenzie apareceu em seu caminho e a salvou. Ensinando-a certas coisinhas naquele mesmo dia e fazendo-a mandar para o inferno o comportamento apropriado.rsrs...

"Amava-o profundamente, e não havia nada mais moral do que o amor. Quanto ao comportamento apropriado, deu de ombros, mentalmente se despedindo do "apropriado". Ninguém podia ter tudo, afinal."

- O primeiro encontro já nos mostra que esse casal precisava ficar junto. Que eles tinham nascido realmente um para o outro. É sensual e viciante. Quanto mais eu lia mais queria ler e me divertia muito com alguns comentários deles. Mary mexeu com o corpo, nervos e coração do meu Wolf, fazendo-o desejá-la como a nenhuma outra. E quem pensa que era só sexo está muito enganada. 

"Não era uma sede por sexo em si, embora tivesse uma forte base sexual. Não queria simplesmente fazer amor. Queria, necessitava fazer amor especificamente com Mary Elizabeth Potter. 

Ele era mestiço, seu espírito era forte e descomplicado, seus instintos eram semelhantes àqueles de seus ancestrais de ambas as raças. Com outras mulheres, tivera sexo; com Mary, se acasalava."

- A autora não nos dá chance para duvidar desse amor. Houve um momento, durante a leitura, no qual fiquei chocada. Foi quando a Mary comentou com ela própria que o Wolf jamais tinha dito que a amava. Por que fiquei tão chocada? Porque eu não tinha percebido isso!rsrs... As atitudes dele "falavam" tanto que para mim era como se ele já tivesse gritado aos quatro ventos que a amava. Ele já tinha deixado mais do que claro que respirava por ela. Que tinha se tornado cativo do que sentia por ela. Que precisava dela para viver. Nesta história não era necessário uma declaração de amor. Mas é claro que o Wolf vai gritar que a ama. :D

"Tinha dado a Mary a chance de jogar seguro, mas ela não aceitara. Ela era sua agora, meu Deus. Que o povo tivesse um ataque!"

- O casal percebe a atração, a química e "algo mais" (amor, amor, amor.rsrs... Nació de tí, nació de mí, de la esperanza. Amor, amor, amor... Nació de Dios, para los dos. Nació del alma.) logo no início, mas é claro que as coisas não serão simples. As autoras sempre gostam de complicar.rsrsrs... Wolf é meio indígena e já sofreu bastante por isso. É até o fato dele ser meio indígena que faz Joe, filho dele, abandonar a escola, mesmo amando estudar. Eles se aceitavam como eram, mas a cidade, não. Pouco depois de chegar em Ruth, Wolf foi preso, gente! O motivo?! Como ele era meio indígena, quando um crime sexual foi cometido, a cidade inteira o culpou. Ele teve que ficar longe do filho que amava e ficou trancado, vivendo num inferno simplesmente porque a cidade era preconceituosa. Acham que perdoei aquela gente? É claro que NÃO!!! Não sou tão compreensiva como a Mary. E é justamente o fato do Wolf ser meio indígena que dificulta a relação dos dois. Mary era professora naquela cidade pequena. Um exemplo para as crianças e adolescentes da cidade. Como vocês acham que as famílias iriam reagir ao descobrir algum tipo de relação entre a Mary e os Mackenzie? Nada bem, óbvio. Mas a Mary tem coragem suficiente para colocar cada intrometido em seu devido lugar. E também vira uma fera quando mexem com seus protegidos. Wolf, que era o homem que ela queria levar para a cama e para o altar (nessa ordem.rsrs...) e Joe, o garoto que ela passou a considerar seu próprio filho quase à primeira vista. É muito bela a relação dos três, gente! Amo demais todos os três! :D

- Como eu disse, Mary é uma mocinha corajosa, protetora e que vai atrás do que quer. Ela não recuou nem quando o Wolf disse que foi condenado por estupro!kkk...

"— Não! Que coisa! Não podemos ser amigos! Quer saber por quê? Porque não posso ficar perto de você sem pensar em despi-la e levá-la para a cama. Oh, céus! Eu nem sei se teria tempo de despi-la! Quero seus seios nas minhas mãos, seus mamilos na minha boca. Quero suas pernas ao redor da minha cintura, seus tornozelos nos meus ombros, ou em qualquer posição, se eu puder entrar em você. — Ele a puxou para mais perto de modo que sua respiração quente roçasse o rosto dela enquanto falava as palavras cruas e sinceras. — Então, minha querida, não há a menor possibilidade de sermos amigos."

- Com certeza! Nunca daria certo.rsrs... Sempre seriam amigos e MUITO mais.rsrs..

Outra coisa que me divertiu foi perceber o quanto a Mary era teimosa e brava. Todos tinham medo do Wolf, mas não ela. E falava o que pensava, do modo que queria:

"Mary ficou ofendida.

— Não. Não sou tão estúpida, e é melhor que você não faça mais uma observação desse tipo, Wolf Mackenzie. Fiz o que achei que tinha de fazer. Sinto muito se você não gostou, mas aí está. Basta."

- Wolf é um dos mocinhos mais incríveis que já conheci. Cavalheiro (eu me derretia quando ele a pegava no colo), doce, carinhoso, compreensivo, protetor. Tinha um jeito ameaçador, mas até quando estava furioso era gentil. Ele é simplesmente um encanto! Ai, gente! Sei que várias meninas o conheceram antes de mim, mas agora que o conheci ele é MEU e eu só divido com a Carlita, a Maria e a Moniquita. Mais ninguém!kkkkkk...

"— Você não está com medo?
— De você? Não. Nunca de você. — O tom era cheio de carinho."

- Se ela sentisse medo dele eu mandaria ela fazer um tratamento psiquiátrico. Wolf é um mocinho que provoca muita coisa na gente, mas não medo.rsrs... 

- A história é linda, emocionante, divertida em alguns momentos, com um toque de suspense (estupros misteriosos passam a acontecer na cidade) e muito fácil de ler. Você pode ter centenas de coisas para fazer e pode dizer para si mesma que vai ler só mais UMA página naquele dia e quando perceber, leu 50, 100 e talvez até tenha lido tudo. Simplesmente porque é quase impossível largar o livro sem terminar a leitura.

- Dei 5 estrelas ao livro e passagem para os preferidos. E não hesito antes de recomendar a história! É leitura obrigatória, gente!

- Este livro foi indicado por duas queridas! :) A Carlita, que vocês já conhecem e já me recomendou vários livros maravilhosos e emocionantes e a Maria que eu acho que vocês ainda não conhecem. Mas eu também já li ótimos livros indicados por ela (exemplo: Uma Luz na Escuridão - Catherine Anderson). Elas estavam ansiosas para que eu lesse este livro e agora posso entender bem o motivo. :D Gracias, queridas! A história é linda e valeu muito a pena lê-la. Agora quero conhecer a história do Joe!rsrs...

- Esta foi minha escolha para o tema de setembro da Maratona de Banca 2012. Se quiser conhecer as resenhas dos outros participantes basta clicar AQUI. E caso queiram saber, sim. O livro é quente.rsrs... Mas não é nada que choque ou seja incomum. É sensual, intenso, lindo. :)

"Eles se movimentaram juntos, o ritmo pontuado pelos trovões, pelo barulho da cabeceira da cama contra a parede, e pelo ruído das molas do colchão. Gemidos e choros baixinhos, carne úmida e músculos tremendo, mãos explorando freneticamente, respiração rápida e difícil, investidas frenéticas e urgentes. Ela absorveu tudo aquilo, sentiu, escutou e sentiu-se consumida pela febre. 

— Wolf! — O tom de questionamento era frenético, as unhas enterradas nos músculos flexíveis das costas dele.

— Não lute contra isso, querida. Libere-se. — Ele estava gemendo, sentindo o próprio orgasmo se aproximar, sobre o qual não tinha mais controle.

 Agarrando-a com firmeza pelos quadris e erguendo-os, ele a penetrou ainda mais fundo."



Série Mackenzie:

1º A Montanha dos Mackenzie
2º Missão Mackenzie
3º O Prazer de Mackenzie
4º O Encanto da Montanha
5º Jogo do Acaso

28 de julho de 2011

O Anjo e o Guerreiro - Karen Kay (Maratona de Banca 2011 - Julho)



Em Julho: Índios



Escolhido para libertar...e para amar!

Falcão Veloz é o eleito de sua geração para tentar libertar seu clã de uma maldição lançada centenas de anos atrás. A oportunidade de cumprir essa dificil incumbência lhe é mostrada através da estranha visão de uma linda jovem em perigo.

Angelie está fugindo com seu irmão de um perseguidor implacável, e aceita a ajuda do forte e corajoso guerreiro. Falcão Veloz sabe que para romper a maldição ele deverá mostrar clemência para com o inimigo...mas clemência é a última coisa que Angelie encontra no desejo que vê brilhar nos olhos de Falcão Veloz, na paixão que sufoca sua própria alma e inflama seu corpo, e no amor intenso sem o qual ela não poderia mais viver!

 
 
 
Palavras de uma leitora...
 
 
 
- Bem... Eu nem sei o que dizer... Na verdade, acho que sei, sim. Eu me arrependo amargamente de ter lido esse livro! Se arrependimento matasse, o blog precisaria de uma nova blogueira...

- Quando decidi participar da Maratona de Banca 2011 não conhecia muitos livros do tema desse mês: índios. E sequer sabia que tinha livro sobre o tema na minha lista. Então, escolhi o livro ao acaso... Nunca tinha ouvido falar desse livro que escolhi, não encontrei nenhuma resenha sobre o livro, mas idiota do jeito que sou, enviei a lista para a equipe da maratona, com esse livro desconhecido nela. Decidi arriscar, sabe? E simplesmente quebrei a cara.


- Por não conhecer o livro, eu não tive vontade de lê-lo. Confesso: eu estava morrendo de medo do livro. Como não costumo dar muita sorte ao ler um livro que simplesmente "encontrei", tinha quase certeza de que quebraria a cara mais uma vez. Então, eu adiei a leitura desse livro o máximo que pude. Porém, o final do mês chegou rápido demais e eu soube que não tinha como fugir por mais tempo...rsrsrs... Criei coragem e enfrentei o livro, com uma remota esperança do livro ser bom. Só que quem me acompanha no skoob já deve ter visto que o livro recebeu duas estrelas. Ou seja, nem bom ele chegou a ser.

 
- Eu detestei o livro! Não que ele tenha estupro, agressão, traição ou algo similar. Ele não tem nada disso, mas eu quase cheguei a odiar o livro pelo simples fato dele ser chato, confuso em vários momentos e ter personagens completamente superficiais. Eu tentava "enxergar" os personagens, mas era algo impossível. Eu não conseguia me aproximar, sabe? Não conseguia sentir a história, entender os personagens... Nada. Teve cenas que eu tive que ler mais de uma vez para ver se o problema era eu. Se eu tinha perdido alguma coisa... Pulado sem querer alguma cena. Mas quando eu lia as cenas de novo, percebia que não tinha pulado nada e que o problema não estava em mim. E quanto mais eu lia o livro, mais tédio sentia... No começo a leitura até que não estava desagradável. Teve até um combate entre o deus Trovão e uns índios que haviam perdido entes queridos depois de uma tempestade e achei que o livro seria bom por causa disso. Esse toque sobrenatural, místico, fez com que eu achasse que a leitura poderia ser boa. Mas depois daqueles primeiros momentos, o livro foi ficando cada vez mais chato, vazio, carente de emoção. E se tem uma coisa que eu não suporto é um livro vazio. Livro que só tem páginas, mas que no final das contas não nos diz nada, não nos faz sentir droga nenhuma. Acho que faz tempo que não leio um livro tão... vazio. Acho que posso definir o livro como simplesmente vazio. Diz muito, mas acaba não nos dizendo nada. Houve momentos, inclusive, que eu pensei que a mocinha não fosse muito normal.


Vamos lá... Vou tentar explicar um pouco a história...


- O livro começa com o Falcão Veloz (o único personagem mais "humano") ainda criança. Ele estava com dez anos e foi chamado para uma reunião com o xamã, o sábio da sua tribo. Nessa reunião o sábio contou uma história... E como disse, o livro teve graça somente nesse momento. A história que Garra Branca contou foi a seguinte: Muito tempo atrás aconteceu algo que marcou profundamente a vida de sua tribo e das tribos vizinhas. Um acontecimento trágico e que os amaldiçoou "quase" para sempre. Nesse dia, alguns homens da sua tribo haviam ido caçar búfalos e apesar de terem o suficiente para alimentar suas famílias por um bom tempo, eles continuaram matando mais e mais búfalos. O deus Trovão não se alegrou disso e enviou um dos seus filhos, na forma de um pássaro, para proteger os búfalos e impedir os índios de continuar matando. Porém, os homens cometeram um erro terrível... Eles mataram o pássaro que não tinha feito nada contra eles. Um pássaro que só estava tentando proteger os animais... Um pássaro que era nada mais nada menos do que um dos filhos de um deus poderoso. O deus Trovão ficou profundamente ferido e furioso. E eu não o culpo por isso. Era seu filho! Então, ele decidiu que aqueles assassinos iriam pagar por isso e enviou uma grande tempestade sobre a Terra. Uma tempestade violenta e com raios fatais. E um desses raios atingiu e matou a mãe de Garra Branca, que não havia ouvido o filho. O filho lhe havia avisado que ela deveria se abrigar e ela não escutou. Então, foi um alvo fácil. Além de matar Manta Azul, o deus Trovão decidiu que levaria o espírito de mais três mulheres e o fez. Os homens, desnorteados pela dor, decidiram que iriam atacar o deus Trovão e se prepararam para a batalha. Nesse momento a história me prendeu e foi aí que eu acreditei que o livro seria bom... Enfim... Eles ficaram atacando o céu com suas flechas, mas o deus Trovão sequer apareceu durante um bom tempo e simplesmente ficou enviando seus raios e trovões. Só que, cansado daquela batalha sem sentido, ele decidiu perdoar os humanos pela morte do seu filho e enviou seus três filhos restantes na forma de pássaros refletindo o arco-íris (símbolo da paz). Ele acreditou que os humanos ao verem o pedido de paz, desistiriam da guerra. Mas não foi isso que aconteceu. Ao verem os pássaros, aqueles homens, possuídos pela dor, os mataram. E não só isso: se orgulharam do que tinham feito, fato que provocou a total ira daquele deus. Então, o deus Trovão atacou disposto a matar todos eles. Foi aí que o grande Criador decidiu se meter e impedir que o deus Trovão matasse todos eles, incluindo os inocentes. Ele, então, escolheu uma punição melhor... Amaldiçoou aqueles índios e suas famílias, dizendo que eles viveriam, mais não viveriam. Ou seja, estariam condenados à uma existência onde estariam quase mortos. Embora pensassem que estavam vivos, na verdade eles eram mais fantasmas do que qualquer outra coisa e cada vez que fossem dormir e acordassem, uma geração teria passado. Só que havia um modo de acabar com a maldição... A cada cinquenta anos, um menino de cada tribo seria escolhido para ir para o mundo dos vivos e tentar quebrar a maldição. E a única maneira de quebrar a maldição seria mostrando compaixão pelo inimigo. Algo que poderia parecer fácil, mas não era. Falcão Veloz foi um dos escolhidos e foi enviado para o mundo dos totalmente vivos...


- Enfim... Conseguiram entender? Até aí, ok, certo? Bem... Quando a história realmente começa, ele já tem vinte e oito anos e ainda não conseguiu libertar seu povo. Porém, num belo dia, o Criador resolve lhe dar uma ajudinha (se é que posso chamar isso de ajuda, já que penso que ele poderia ter se dado melhor sem ela.). Lhe mostra dois jovens, uma moça e um rapaz, fugindo de algo e lhe diz que ele tem que ir até um Forte onde irá encontrar esses dois jovens. Falcão Veloz vai até lá... e a história começa a andar para trás...rsrsrs... Ou seja, acredito que o problema do livro foi o aparecimento do tal Anjo. Deixa eu explicar... Os dois jovens são irmãos. O rapaz se chama Julian e a moça, Angelie, mais conhecida como Anjo. Confesso, eu não gostei da Angelie. Mas tenho meus motivos para isso... Sei que ela estava em perigo e coisa e tal, mas isso não lhe dava o direito de ser tão... provocadora, sabe? E nem tão chata. Confusa! Cada vez que ela abria a boca para falar... Oh, não! Às vezes, ela nem precisava falar... Só seus pensamentos bastavam para fazer com que eu me sentisse perdida. Por exemplo, quando ela decide que está apaixonada pelo mocinho!kkkkkkk... Não, eu preciso rir para não gritar de frustração. Eu ainda não consegui entender em que momento isso ocorreu...rsrs... Num momento, eles eram dois estranhos e ela não gostava muito dele, num outro momento, ela já havia lhe contado toda sua vida e estava apaixonada por ele. E não só isso. Como se uma força sobrenatural estivesse lhe puxando, ela vai para os braços dele, completamente apaixonada e lhe suplicando que faça amor com ela. Segundo ela, foi mesmo uma força sobrenatural que a fez perder o controle...rsrs... Eu, nesse momento, parei para respirar fundo. Lembro que cheguei a fechar os olhos e comecei a rir!kkkkkkkkkkk... Não era de alegria e nem porque estava achando graça da situação. Não. Eu estava rindo de mim mesma. Estava rindo da idiota que fui e do quanto estava pagando por não ter escolhido um livro conhecido para ler. Ler esse livro foi uma punição!rsrsrs... Um enorme castigo. Mas vamos continuar... Como se não bastasse isso, a tal cena deles juntos é totalmente confusa! Meu Deus! Creio que eu nunca li algo assim... Em vez de passar a cena direito, a autora coloca a mocinha para pensar!!!! Ela só poderia querer me castigar mesmo. No momento que os pensamentos da mocinha começam, a cena fica uma confusão só... É difícil até de explicar... Bem... Ela estava pensando mais ou menos assim. "Isso é amor? Será? Talvez? Bem... Se não fosse, estava perto disso... Era um presente, algo maravilhoso"... e blá, blá, blá... enquanto ela fala, a cena passa e ninguém sabe que ela está passando...kkkkkkk... Não consigo explicar! rsrs... A autora em vez de colocar as palavras dela e passar a cena, os toques, as carícias... ela coloca somente a mocinha para tentar criar uma poesia, entende? Eu adoro poesias, mas a dela era bem ruim... Maravilhoso! Um presente! Incrível! Oh! kkkkkkkkkkkkkk... Mas o que era isso?????? A cena em si não passava, entende? Ok. A autora, de vez em quando, tentava ser boazinha e nos mostrava que eles estavam se beijando e que ela estava nos braços dele... Mas depois ela perdia o foco e colocava aquela chata para pensar!!!! Foi uma cena que eu tive que ler mais de uma vez para tentar compreendê-la... Mas não consegui. Não tinha emoção nenhuma. Não era nada "real", entende? A gente não consegue sentir o que as palavras querem que a gente sinta... Bem... A não ser que elas quisessem nos causar tédio e vontade de abandonar o livro... Se os objetivos da autora eram esses, ela conseguiu provocar o primeiro (tédio) e quase o segundo (abandono do livro). Eu fiquei muito tentada a abandonar o livro. Só não fiz isso porque não ficaria em paz comigo mesma se não postasse o livro desse mês. Meu lado responsável não permitiu que eu abandonasse a história. Enfim... Para completar tudo, quando eu estava lá na frente, desejando desesperadamente que a história acabasse, a mocinha decide afastar o mocinho dela (e eu me pergunto: Quem disse que eles estavam próximos??? "Aquilo" era próximo??? Aquilo era envolvimento??? Não para mim!!!) e pensou em dizer para ele (pausa de novo: ela pensou! Toda vez que ela pensa o livro piora!!! rsrsrs...) que só havia entregado sua inocência, feito amor com ele como forma de pagamento por um favor. Ok. O problema não está no fato dela pensar em dizer isso... O problema é que eu pensei que havia enlouquecido, perdido a capacidade de raciocinar quando li isso! Sério! Eu parei, chocada! Por quê???? Pelo amor de Deus, em que parte eles haviam feito amor????? Que cena??? Quando isso aconteceu??? Na cena em que ela estava no colo dele? Mas não passou a cena!!! E sequer a autora tinha dado a entender que eles tinham feito amor!!! Que ele tinha chegado a possuí-la, entende? Então, quase perdendo o resto da minha paciência em voltei na cena. Continuei sem enxergar o tal momento.... Já li autoras cortarem a cena, mas nunca nos deixarem perdidas sem saber se aconteceu ou não... Enfim... Então refleti: Quando a mocinha pensou: "puro êxtase", ele havia feito amor com ela? Havia lhe tirado a inocência? Ok, então. Voltei para a cena que tinha interrompido para "enxergar" a tal cena de "amor". Continuei lendo e prestando total atenção no livro (minha forma de tentar não me perder... mas acabei fracassando,já que o livro conseguiu novamente me fazer pensar que talvez estivesse com algum problema para raciocinar...) e a mocinha disse o que pretendia para o mocinho. Aí ele menciona que eles tinham feito amor e estavam casados. Ela disse que eles não estavam. E ele disse que estavam!!! E eu mais uma vez senti vontade de gritar! Enfim... Aí, o mocinho fala em gravidez e pergunta se ela gostaria que os filhos nascessem fora do casamento. Aí, eu pensei: então, eles realmente tinham feito amor naquela cena confusa. Ok, então... Continuei lendo e me aproximando do final... Aí, aconteceu algo que me fez desejar bater em mim mesma... Durante uma outra tempestade o casal fez amor pela primeira vez... Isso mesmo que vocês entenderam!!! Eles só estavam querendo me aborrecer ou fazer eu procurar um hospital psiquiátrico com urgência! Disseram que fizeram amor naquela droga de cena confusa, ele falou na possibilidade dela ficar grávida e no final das contas eles não tinham feito amor. Embora tenham dito que sim. Ou seja, a intenção era clara como água: me enlouquecer! Simples assim! E para completar, quando eles finalmente fazem amor a cena carece de qualquer emoção... Não nos faz suspirar... Exceto de desgosto. Tão fria, tão vazia... A cena me deixou ainda mais decepcionada. Estressada. Irritada comigo mesma!


- Enfim... Depois de tudo, o livro vai chegando mais e mais perto do final e finalmente chega o momento do mocinho libertar seu povo da maldição. O que era um objetivo no início do livro, também não foi desenvolvido. Só apareceu no final. A grande... incrível cena da libertação do povo dele!kkkkkkkkkkkkkkk... Eu não acreditei no que estava lendo! "Aquilo não estava acontecendo comigo! Não! Era brincadeira, só podia ser..." Esses foram uns dos meus pensamentos. E lembro que eu falei com a Carla e com a Mónica, depois de terminar a leitura, que aquilo não "colava" nem em romance sobrenatural. A cena foi rápida e confusa como "quase" todo o livro e a forma como o povo foi liberto foi surreal demais para mim. Eu, que tenho uma queda por História, mitologia, lendas... não consegui deixar de achar a cena uma completa droga. Uma porcaria. Já li coisas "fantásticas" na minha vida, mas isso ultrapassou o limite para mim. Precisava de mais ali, entende? Precisava de algo que fizesse algum sentido. Foi confuso, rápido e louco! rsrsrs... E o mocinho que parecia morto, no momento seguinte já estava de pé e bem... Eu sequer pude sentir pela morte dele. Não pelo fato dele estar vivo no instante seguinte, mas sim porque a cena foi tão rapida e confusa que eu não consegui sentir nada. A cena não nos faz sentir nada. A não ser choque. Eu fiquei chocada. Um livro que estava andando para trás conseguiu fechar com chave enferrujada, com defeito, sei lá o que foi aquilo! rsrs... Que coisa mais louca, gente! E a autora termina o livro assim:


"Contam que a profecia de Garra Branca tornou-se realidade. Pois Falcão Veloz e Angelie viveram o restante de suas vidas muito felizes. Mas talvez seja esse o modo natural das coisas que, como os sábios nos contam através dos tempos, todas as pessoas boas e corajosas encontram afinal a verdadeira benção".


- E ponto final. Ok, gente! Talvez vocês já tenham lido em algum outro post que eu disse que comecei a ler em 2008. Mas deixa eu explicar uma coisa: em 2008 eu comecei a ler livros de romances. Mas antes eu lia!!! Só que não eram livros assim, entende? Não eram livros assim. Eu lia História, pois sempre gostei muito de História, mitologia, lendas... Eu já li várias lendas, até mesmo aquelas de terror. Conheço alguns deuses da mitologia grega... Enfim... O que quero dizer: não é a prmeira vez que eu leio algo que fale de deuses e tenha toque sobrenatural. E eu gosto do tema. Apesar de só acreditar num único Deus, isso não me impede de sentir fascínio pelas lendas maravilhosas que contaram através dos tempos. E eu sempre consegui imaginar o cenário e sentir as cenas, compreende? Para mim, não basta ler. Eu preciso sentir aquilo que está escrito. Preciso "enxergar" além do que os personagens dizem que sentem. O livro precisa ser mais do que está escrito no papel. Não sei se estou conseguindo explicar. Até as lendas, por mais curtas e simples que possam ser, conseguem me atingir. Elas me fazem viajar para aquele "mundo" e imaginar tudo que está escrito, sentir a cena inteira, os mesmos sentimentos dos personagens... Tudo. Pode ser uma história de uma página! Eu não fico indiferente!!! Mas esse livro... A única cena que me prendeu, foi a da guerra entre os índios e o deus Trovão. Depois daquele o momento tudo foi confuso e vazio. Sem sentido nenhum... Sei lá... É confuso até explicar. Depois que terminei de ler o livro desejei me esganar por ter sido tão idiota! Por ter lido algo tão ruim. E o livro só recebeu duass estrelas por causa do início e do Falcão Veloz. Ele é um pouco mais vivo do que os outros personagens. Só um pouco, mas junto com a cena do início, mereceu as duas estrelas. Tornando o livro, pelo menos, regular.


- A Angelie é irritante e maluca. No pior sentido. Eu não sabia se desejava sacudi-la ou levá-la urgentemente ao psiquiatra. E os outros personagens só ocupam o livro. Enfim... Concluindo: para mim... Lembre-se que é uma opinião totalmente pessoal... Para mim, o livro é vazio, sem sentido... uma droga. Não recomendo. Somente para quem quiser se aborrecer e perder tempo. Mas é claro que você pode ler o livro e acabar tendo uma opinião totalmente diferente. Já amei livros que outras pessoas odiaram e odiei livros que foram os preferidos de outras pessoas. Gosto é algo muito complicado, como vocês sabem. Mas se você veio aqui buscar minha opinião sobre o livro e quer saber se eu recomendo ou não. Eu digo com todas as letras: NÃO RECOMENDO!!!




- Acho que é isso... Até a próxima! :)

1 de maio de 2011

Feitiço Branco - Bronwyn Williams


1º Livro da Série Cabo Hatteras


Kinnahauk fitava incrédulo a criatura pálida e frágil deitada na areia. Então era aquela a virgem que o Grande Espírito lhe prometera trazer do outro lado das águas? A marca feita a fogo na testa da moça branca confirmava a profecia.

 
Temerosa, Bridget examinou o magnífico selvagem seminu que tinha diante de si. Com certeza ela estava longe das colônias inglesas e do fazendeiro com quem prometera se casar. Seria possivel que tivesse escapado de morrer queimada como feiticeira na Inglaterra apenas para cair prisioneira de um índio de olhos dourados?

 
Fugir era o único pensamento claro na mente atordoada de Bridget enquanto Kinnahauk apertava os punhos com força e erguia os olhos para o céu que começava a escurecer. Só podia ser um castigo dos Deuses!





Palavras de uma leitora...

 


Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite
me guia de dia e seduz

 
Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
ter o céu como fundo
ir ao fim do mundo e voltar

 
Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço!
O que é que me deu?
para gostar tanto assim
de alguém como tu

 
Eu gostava que olhasses
para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo
Um olhar em segredo
Só para eu te abraçar

 
O primeiro impulso é sempre o mais justo
É mais verdadeiro
E o primeiro susto
Dá voltas e voltas
Na volta redonda de um beijo profundo

(Música: Foi Feitiço/Cantor: André Sardet)

 
 
- O que posso dizer? Que essa história é uma das mais lindas que já li? Que eu me emocionei demais com ela? Que já sinto uma saudade enorme dela? Nunca a esquecerei, gente! O livro é mágico... romântico, doce... com momentos de intensa angústia, mas com uma história de amor tão forte que me fez suportar todos aqueles momentos torturantes só para ter o prazer de ver eles juntos no final... Só para ler o "felizes para sempre" desse casal tão apaixonante. Eu não tenho palavras suficientes para descrever o Kinnahauk... Um dos mocinhos mais inesquecíveis que já conheci ao longo do meu tempo como leitora... Ele é simples, amoroso, humilde, arrogante quando quer, carinhoso, com um coração tão puro, tão precioso... Ele é todos os melhores adjetivos juntos... Ele é T-U-D-O e eu o amo com todo o meu coração...rsrs...
 
E houve um momento que eu me emocionei muito... Isso aconteceu quando ele a reencontrou no final... quando pensou aquelas palavras tão simples e tão valiosas. Claro que colocarei essas palavras aqui só para vocês sentirem um gostinho da história. Mas antes vou falar da música que coloquei acima... A Monica me enviou essa música tem alguns dias, mas eu só baixei ontem... Aí, coloquei ela para tocar e achei que a música era perfeita para a história... Ela é cantada com simplicidade, beleza, amor, faz vc sonhar acordada e... é mágica! Tão mágica quanto essa linda história de amor... Por isso, recomendo para quem costuma ler ouvindo música, que ouça essa música tão linda ao ler o livro "Feitiço Branco"... É uma combinação perfeita!
 
- Eu já havia lido livros sobre índios antes. Me lembro de ter lido dois. Entre Dois Amores da autora Janelle Taylor e O Guarani do autor José de Alencar. A história da Janelle eu odiei. O Navarro, que era metade índio, havia sofrido muito na vida e ainda cometeu a estupidez de se apaixonar por aquela "coisa" chamada Jessica, que na primeira oportunidade o trocou por outro... Enfim... Eu não tinha nada contra os índios antes da história e nem depois... Porém, a história me fez sentir um pouco de receio, sabe? Não por causa do Navarro, que era índio, mas sim por medo das outras histórias com índios não terem final feliz...rsrsrs... Vai entender... Bem... Mas li a história do Peri e da Cecília, criada pelo José de Alencar e achei o livro muito fofo. Com uma história boa, leve e fácil de ler... Mesmo assim ainda não era suficiente para fazer eu me apaixonar por histórias com índios... Mas depois desse livro...rsrs... Depois de conhecer o Kinnahauk, livros sobre índios marcarão presença no blog! rsrs... Só lendo vocês podem entender o porque...
 
Nada, absolutamente nada do que diga pode transmitir um pouquinho sequer da beleza desse livro, da sua magia... Ainda estou vendo a história na minha mente... ainda posso sentir o amor lindo que existe entre a Bridget e o Kinnahauk. E sabe de uma coisa? Eu sempre costumo começar a ler outro livro, no mesmo dia, quando termino um. Mas hoje não posso fazer isso, pois não conseguirei me ligar na outra história... "Feitiço Branco" me enfeitiçou e creio que não sairá da minha mente nem tão cedo... Hoje ficarei "sonhando" com a história até dormir...rsrs...
 
 
- Hoje estou enfretando um grande desafio ao fazer a resenha desse livro. Estou sem palavras! rsrs... Me sinto com uma responsabilidade muito grande nas mãos... Quero falar do livro e fazê-las sair correndo atrás dele, quero que se apaixonem como eu me apaixonei... quero que sintam a magia da história, o amor... Quero que vocês sintam um pouco do que eu estou sentindo, mas não sei como fazer isso. E fico triste, pois sei que nada do que eu disser será suficiente... Mas vou tentar... Começando pelo trecho que falei:
 
 
"Kinnahauk não contou tudo que TausWicce lhe dissera [...]
 
Ouvindo, ele sentiu o próprio coração morrer mil vezes...
 
No entanto, mesmo diante de tudo aquilo, a Voz que Fala Silenciosamente dissera a Kinnahauk que sua oquio ainda estava viva. Mas por quanto tempo? Quanto uma mulher frágil como ela era capaz de aguentar, antes de perder a razão?
 
Ele se resignara a levar o que sobrasse de Bridget de volta para a aldeia, onde cuidaria dela pelo resto de seus dias. Talvez futuramente ainda arranjasse uma esposa, pois um homem precisa de filhos. Mas nenhuma outra mulher teria seu coração, pois o coração só é dado uma vez. E o seu fora dado a Bridget Abbott.
 
Só quando Bridget puxou a mão, Kinnahauk percebeu que lhe apertava os dedos brutalmente. Inclinando a cabeça num gesto que nada tinha de altivo, ele se desculpou:
 
- Acho que muitas luas vão se passar antes que eu possa dormir sem segurar você com força, em meus braços. Vou seguir você por toda parte como um animalzinho domesticado até que se canse de ver o meu rosto"
 
 
- Eu achei esse trecho muito belo e me emocionei muito. Talvez vocês não entendam porque ele é tão especial para mim agora, mas ao lerem a história irão entender... Ele se passa quando o Kinnahauk recupera sua amada... Ela havia enfrentado coisas horríveis e eu cortei algumas partes do trecho, pois não quero contar o que ela passou... São coisas horríveis... Muito ruins mesmo e já quero deixar vocês cientes disso, mas não vou contar o que foi. Também não quero contar toda a história... rsrs... Só vou contar o essencial... Enfim... Essa cena tão linda, quando o Kinnahauk, ainda sentindo a dor que tomou conta dele quando soube o que sua Bridget havia passado e estava passando, pensou que a queria de volta de qualquer maneira, se passa quase perto do final da história... Nesse trecho ele lembra do que havia prometido a si mesmo: que a traria de volta de qualquer maneira. Não importava o seu estado... Ele sabia que ela poderia ter perdido a razão, que poderia estar irremediavelmente ferida, mas não se importava... Sofreria muito se isso acontecesse, sofreria por ela... mas iria querê-la apesar de tudo... iria cuidar dela até a morte... e eu não pude aguentar a emoção dessa cena. Tanto amor... Sabe quando você pode sentir a emoção da cena? Parece loucura, mas eu senti "a cena"... E estou aqui interrompendo a resenha o tempo todo e lembrando de cada parte que coloco aqui...rsrs... Se vocês pudessem me ver agora... Pensariam que sou de outro planeta...kkkkk....
 
- Enfim... Mas vocês precisam de um pequeno resumo, certo? :)
 
 
 
Um pequeno resumo:
 
 
Ela não pôde acreditar no que estava acontecendo... Desesperada, com o coração se partindo em mil pedaços, Bridget correu para perto da multidão que cercava sua mãe, tentando impedi-los de concluir o que planejavam...
 
Aquilo só podia ser um pesadelo do qual ela acordaria a qualquer momento. Aquelas pessoas, as quais sua mãe havia ajudado um dia, não estavam tentando matá-la. Não... Aquilo não podia ser real... Mesmo assim, bem no fundo, Bridget sabia que era realidade e a angústia tomou conta dela. Com lágrimas escorrendo pelo rosto ela lutou o quanto pôde para salvar sua mãe. Mas suas forças não foram suficientes para vencer todas aquelas pessoas que gritavam que sua mãe era uma feiticeira e estavam tentando matá-la afogada. Sua pobre mãe havia perdido a voz poucos dias antes e nem ao menos podia gritar por socorro. Mas Bridget gritou, com todas as forças dos seus pulmões ela gritou por ajuda, clamou pela piedade daquela gente e pela misericórdia divina... Mas nada foi suficiente. Nada os fez parar e no momento em que sentiu seu coração se rasgar ao meio, ela percebeu que sua mãe não se debatia mais na água... percebeu que estava sozinha no mundo e já não teve mais forças para lutar.
 
Não satisfeitos pelo assassinato cruel que tinham cometido, aquelas pessoas que tiveram suas vidas salvas pela mãe de Bridget um dia, decidiram que ela também deveria ser condenada à morte, pois tinha o sangue de bruxa correndo nas veias. Eles a agrediram e marcaram sua testa à fogo, colocaram nela a marca que a identificava como bruxa e a levaram para a prisão... onde ela ficaria até o julgamento no qual seria condenada à forca ou à fogueira.
 
Lá, Bridget enfrentou momentos de muita dor, atormentada pelas lembranças da vida que havia tido, da mãe que não pôde salvar e sentindo que já não tinha motivos para viver... sentindo que a qualquer momento sua vida também chegaria ao fim. Lá, ela reencontrou amigos que também haviam sido presos injustamente e lá também os perdeu... viu-os morrer bem na sua frente...E se perguntou se também terminaria assim. Sentia fome, sede e dor por todas as partes, suas forças estavam chegando ao fim e doía muito... Doía muito pensar que sua vida terminaria daquela maneira... Porém, Bridget voltou a sentir esperanças quando aqueles estranhos chegaram na prisão.
 
Eles foram até lá para oferecer uma saída para algumas presas. Elas poderiam trocar a "vida" na prisão pelo casamento com fazendeiros que viviam nas Américas. Muitas delas aceitaram e Bridget nem pensou duas vezes... E a partir daquele momento ela voltou a acreditar que saíria daquela, que voltaria a ser feliz...
 
Porém, durante a viagem para sua nova Terra, Bridget foi jogada no mar, num dia de tempestade... e foi parar numa Terra estranha, cheia de selvagens... Ela estava muito ferida e insconciente... E foi assim que Kinnahauk a encontrou...
 
Quatorze anos antes, ele havia tido uma visão. Seu Deus havia dito que na época do ganso branco, chegaria para ele uma oquio vinda do outro lado do mar... Ela levaria sua marca na testa e ele deveria tomá-la para si, espalhando nela sua semente... e dessa união nasceria um filho que guiaria seu povo pelo caminho do sol poente.... E Kinnahauk esperou... Durante quatorze anos ele esperou pela mulher prometida. Sua mulher. Linda, perfeita e escolhida para ele. Ele não tomou para si uma primeira esposa, pois sabia que deveria aguardá-la... Mas ficou revoltado quando viu aquela criaturinha feia, fedorenta, magricela e quase morta jogada na praia. Ele não quis acreditar que ela poderia ser a sua tão aguardada oquio... mas a marca na testa não deixava dúvidas... Era ela! E ele sentiu o desânimo tomar conta de si... O que havia feito? O que havia feito de tão errado para merecer aquilo???!!! Ele sabia que um "presente" daquele só podia ser castigo dos deuses e que naquele momento eles deveriam estar rindo dele. Naquela criatura, era capaz da sua semente nem sequer germinar...
 
E a partir desse momento começa uma intensa, engraçada, angustiante e apaixonante história de amor. Marcada por reviravoltas e momentos de muita dor... Bridget e Kinnahauk terão que enfrentar muitas coisas antes de finalmente poder serem felizes juntos... Mas cada dor, cada lágrima derramada valerá a pena... Pois no fim, eles estarão juntos... cumprindo a profecia e prontos para enfrentar quantas tempestades ainda vierem... E eles jamais desistiriam, pois o amor que os unia lhes daria as forças necessárias para enfrentar o que quer que fosse...
 
 
- Bem... Fiz o resumo da melhor forma que podia. Sem revelar tudo, mas explicando o necessário. Pelo resumo, vocês perceberam que a mãe da Bridget foi assassinada pelo seu próprio povo e que ambas foram acusadas de bruxaria. A história se passa no século XVII, ano de 1681. E naquela época, pessoas que tivessem conhecimentos sobre ervas e curassem as outras pessoas com elas, corriam o risco de ser acusadas de bruxaria caso acontecimentos "estranhos" passassem a acontecer. A mãe da Bridget havia sido uma mulher muito boa e que tinha um grande conhecimento sobre ervas medicinais. E ela usava essas ervas quando era necessário para aliviar a dor de alguém e até livrar da morte. E teve uma vez que ela chegou a impedir que uma garotinha, que estava com a garganta fechada, morresse. Ela era muito "respeitada" e "querida" pelo seu povo... Até... o dia em que várias coisas "estranhas" começaram a acontecer. Pelo que me lembro, o leite de uma vaca, pertencente a um fazendeiro, secou (sendo que ela já estava muito velha), uma mulher ficou manca, estava sem chover por muito tempo e a mãe da Bridget havia tido uma infecção na garganta que a deixou sem voz... Através da influência de uma mulher que tinha muita inveja da mãe de Bridget, as pessoas enlouqueceram e querendo culpar alguém, acusaram a pobre Anne de bruxaria. Não satisfeitos só em acusar, eles se juntaram para tirá-la da própria casa e a arrastaram até um lago onde a mataram afogada. A cena é horrível e é logo no início do livro. Ver a Bridget implorando, pedindo que alguém ajudasse sua mãe, lutando com todas as suas forças e perguntando por que Deus as havia abandonado... é de partir o coração. A cena é muito triste e olha que é só o início do sofrimento dessa mocinha... Depois disso ela ainda passa por muita coisa. Eu não desejaria para o meu pior inimigo o que ela passou. Talvez desejasse para a Lontra Cinzenta ou para a Sudie que foram responsáveis por grande parte da dor dessa mocinha... Enfim... Aquelas malditas sim mereciam passar por aquilo!!!... Ah! E não posso esquecer dos malditos que mataram a mãe da Bridget... Para eles eu também desejaria um sofrimento igual ou até pior!


- Quando a Bridget aceita se casar com um americano e viaja para as colônias junto com as outras presas, mas acaba "caindo" no mar e indo parar em Croatoan... começa a parte engraçada e linda do livro...rsrs... O início do relacionamento desses dois é hilário. E a revolta do Kinnahauk fez eu me divertir muito!

Quando pensava na sua oquio, na sua mulher prometida, ele a imaginava uma linda e perfeita mulher. A mulher ideal (risos). Ela seria alta, esbelta, com a pele morena, olhos negros e cabelos negros e lisos. E vocês não sabem o quanto ele estava ansioso por sua chegada. Mas quando ele para na frente da mocinha e vê a marca na testa dela... o coitado fica revoltado. Se arrepende amargamente de ter perdido tanto tempo esperando pela mulher prometida! Por "aquilo" não valia a pena esperar!rsrsrs...



"A marca de fogo? Não! Não podia ser. Ela era inglesa, com a pele da cor de carangueijo cozido e pintada como ovo de carriça. E os cabeços dela mais pareciam a grama morta do inverno do que as asas brilhantes do melro. Alta e bonita? Ela não tinha carne suficiente nem para cobrir os malditos ossos. Na verdade, ele nunca vira uma criatura tão digna de pena. [...]


Apertando os punhos com toda força, ele ergueu os olhos para o céu, que começava a escurecer. Como poderia uma criatura daquelas ser a mãe de seus filhos? Sua semente provavelmente nem viria à tona, por uma mulher como ela."


- A última parte é a que considero mais engraçada...rsrs... Mas acreditam que apesar de tudo, de considerá-la feia e odiar a cor de sua pele, ele começou a sentir carinho por ela? À sua maneira, ele a respeitou e cuidou dela... Claro que houve momentos em que ela desejou que ele nem se desse ao trabalho, mas...rsrs... Uma cena que achei muito engraçada também foi quando ele deu banho nela esfregando-a com terra. A garota estava cheia de dor, mas ele queria tirar o fedor de peixe podre dela e achou que estava fazendo aquilo pelo seu próprio bem... E até estava, mas a coitada já havia enfrentado dor demais e não precisava daquele banho naquele momento. Bem... o fedor que saía dela dizia que precisava, mas as dores no corpo dela diziam que não, entende? rsrs... Mas a parte mais engraçada é quando ele precisa tirar as próprias roupas para banhá-la... E mesmo enquanto ele estava revoltado por causa da oquio que haviam escolhido para ele e dizia para si mesmo que a desprezava... seu "corpo" dizia outra coisa! rsrs... Ele pensava uma coisa, mas seu "corpo" pensava de uma forma totalmente diferente...


E era tão lindo vê-lo cuidando dela... Ele a tocava com carinho, se importava com ela, com sua saúde e detestava vê-la infeliz. Houve momentos em que o livro narrou que o coração dele se apertava quando a via chorando. E ele não sabia como agir. Não sabia como fazê-la feliz. Mas com o tempo, um laço foi se formando entre os dois e eles passaram a pensar um no outro com muita frequência, chegando a se tornar amigos... o que evoluiu rapidamente para algo mais profundo.


" Você é a minha própria alma Bridget Abbott"

 
- Uma das cenas mais lindas do livro é quando eles fazem amor... Nossa! A cena é perfeita e o Kinnahauk é tão... tão maravilhoso! A Bridget sem dúvida nenhuma era uma sortuda. Talvez por isso ela tenha passado por tanta coisa... Era porque no fim ela seria muito bem recompensada...rsrs... Mas creio que já estou falando demais, não é? Não quero entrar em muitos detalhes. De jeito nenhum irei contar as maldades que farão com a Bridget, pois vocês podem desejar não ler o livro...rsrs... Eu disse para a Carla que se ela tivesse me contado as barbaridades que iriam acontecer antes de eu me apaixonar pelo livro, eu teria dado um tempo na leitura dele. Não digo que eu abandonaria, mas não teria coragem de avançar. Por isso, prefiro não contar o que exatamente acontece com ela. Quero que vocês leiam o livro, pois sei que se apaixonarão por ele e nada será capaz de fazê-las abandonar a história depois disso! A história é rica, preciosa... nos faz viajar por um mundo mágico, onde conhecemos um pouco da cultura dos índios da época, suas crenças, costumes... e é muito fofo ver o Kinnahauk descobrindo o amor. Ele detestava o povo da Bridget, pois os ingleses haviam levado somente dor e morte para seu povo e ele não queria de jeito nenhum se unir a ela mesmo que fosse sua oquio. Mas o amor vai surgindo contra a vontade dele e nosso amado mocinho acaba se rendendo. Quem luta mais um pouco é a Bridget e ela precisa levar um grande susto para poder admitir para si mesma que estava apaixonada por ele. O susto é mesmo muito grande e a coitada passa por mais um momento de dor... Mas é o próprio Kinnahauk que chega para consolá-la...rsrs... Depois ela também se rende. Bem... só que ela luta um pouquinho mais quando está na ouke dele e percebe que eles não "combinavam"...kkkkkkkkkkkkkkkk....


- Enfim... o que mais posso dizer? Houve algum momento no qual detestei o Kinnahauk? Não!!!! Ele conquistou meu coração e em nenhum momento fez algo capaz de me fazer desprezá-lo. Ele é um sonho! É a encarnação do homem ideal e eu queria um índio desses para mim... Mas não podemos ter tudo que desejamos, não é? rsrs... É uma pena! Bem... Mas a Bridget sim chegou a me irritar uma vez. Ela quis virar uma Ever na vida! Confiou na inimiga!!! Como pode alguém cometer tamanha tolice? E sofreu muito por isso! Tudo poderia ter sido diferente, mas ela foi covarde nesse momento. Preferiu desistir e prejudicou a própria vida. Mas ela pagou por isso. Até demais... Enfim... Mas eu admiro muito essa mocinha. Ela tinha tanta força, tanta coragem e apesar de tudo pelo que passou, não deixou de acreditar na vida, no amor e nem nas pessoas. Ela não se tornou uma pessoa amargurada nem cruel... Ela era tão boa que me fazia ter vontade de protegê-la... Já o Kinnahauk eu não quis proteger, não! Queria era ser protegida por ele! rsrs... Ele era tão forte que combinava perfeitamente com o papel de herói... Como disse, um sonho (suspiros...).


- Eu ainda quero falar mais um pouco, mas creio que essa resenha já está longa o suficiente e há coisas que não podem ser ditas... E sei que minha resenha não chegou nem perto de transmitir a magia do livro. Mas eu recomendo o livro para todos! Creio que qualquer pessoa que ler esse livro com o coração ficará apaixonada por ele. É uma das histórias de amor mais preciosas que já li e sinto uma saudade enorme dela. Se eu pudesse começaria a lê-la toda de novo agora mesmo... mas não posso fazer isso. Porém, como hoje não lerei mais nenhum livro, creio que lerei de novo os trechos mais preciosos...rsrs... Ao som da música "Foi Feitiço", é claro.


- E não posso deixar de dizer que esse livro foi uma indicação da Carla, que é uma amiga muito preciosa. Muito obrigada, Carla! Graças a você tive a oportunidade de ler algo tão lindo! E nem preciso dizer que o livro é maravilhoso, não? Já disse isso! rsrs... Nunca esquecerei esse livro...


- E é mais uma série que começo sem ter completado as outras...rsrs... E eu nem sei quais os outros livros que fazem parte da série! :D

7 de setembro de 2010

O Guarani - José de Alencar



Esta história de amor e aventura se passa há quatrocentos anos, quando o Brasil ainda era uma colônia de Portugal. Num cenário que é o verdadeiro paraíso, próximo a matas verdejantes, vive Cecília, a linda heroína do romance, loira e de olhos azuis. Filha de um fidalgo português, ela leva uma existência quase de princesa, protegida pela família. O herói do livro é Peri, um índio guarani alto, forte e bom. Ele tem adoração pela moça, e os dois são muito amigos. Mas uma série de acontecimentos coloca em perigo a vida de Cecília e de Peri.


Palavras de uma leitora...

-Demorei bastante tempo para ler esse livro. Motivo? Preconceito contra os livros de autores brasileiros. Mas o meu preconceito não foi totalmente sem motivo: eu li, há algum tempo, o livro "A Escrava Isaura" de Bernardo Guimarães e detestei a história. Por isso, coloquei na mente que iria detestar qualquer livro de autor brasileiro. Mas estava enganada. Eu amei o livro "O Guarani".

Um pequeno resumo:

A história se passa no início do século XVII, quando o Brasil estava sendo colonizado pelos portugueses.
Naquela época, a religião dominante era a cristã e o que a lei dos católicos dizia era certo e respeitado por todos. Assim... Brancos não podiam se misturar com índios, sobretudo, se eles não eram cristãos.

Porém, uma amizade muito bonita e pura nasceu entre o índio Peri e o fidalgo Dom Antônio. Peri havia salvo a vida de Cecília, filha de Dom Antônio, e por isso se tornou amigo dele.

Peri vinha de uma tribo muito supersticiosa e após ter uma visão, acreditou que sua missão era ser escravo de Cecília e protegê-la da morte.

No início, Cecília fica com medo de Peri, pois acredita que os índios são maus. Mas, pouco a pouco, seu coração bom começa a abrir espaço para Peri e entre eles nasce uma sólida, engraçada e profunda "amizade".

Mas nem tudo é tão perfeito assim: há um homem muito mau que planeja abusar de Cecília e matar toda sua família. Como se não bastasse, Dom Diogo, irmão de Cecília, mata, por acidente, uma índia da tribo, de canibais, aimoré.

Agora, Peri e a família de Cecília terão que lutar contra dois poderosos inimigos: os aventureiros rebeldes, liderados pelo homem que quer Cecília, e os canibais.

Preparem-se para muitas e tristes perdas... Nessa briga nem todos sairão vivos e pessoas queridas irão partir.

-Pontos positivos? A história é muito bem escrita e com um romantismo esquecido hoje em dia. As paixões não são egoístas e tudo é muito puro e bonito.

-Pontos negativos? Há muitas mortes e um final indesejado. Acho que todos gostariam de saber como termina a história entre Peri e Cecília. Sem contar que as mortes de Dom Álvaro e Isabel foram desnecessárias. Eu queria que eles pudessem ser felizes. Além do mais, Isabel já havia sofrido muito na vida.
Topo