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8 de agosto de 2015

A Canção de Annie - Catherine Anderson


Annie Trimble vive em um mundo solitário em que ninguém pode entrar nem compreender. Tão delicada e bela como as doces flores da primavera de Oregón, é rejeitada por um povo que interpreta de maneira equivocada sua aflição. Porém, esta crueldade não pode destruir o amor que Annie leva dentro de seu coração. 

Alex Montgomery fica horrorizado ao saber que seu rebelde irmão mais novo abusou de uma indefesa menina com deficiências mentais. Atormentado pela culpa, Alex aceita casar-se com ela e criar o bebê que ela espera como se fosse seu. Porém nunca poderia sonhar que chegaria a amar sua carinhosa, silenciosa e incompreendida Annie - sua infantil inocência, seus femininos encantos e a assombrosa visão que ela tem do mundo - Então se empenha em romper a barreira do silêncio que a rodeia para curar e ser curado pela doce canção de amor de Annie.


Palavras de uma leitora...



"Extasiada, Annie apertou com força as barras de ferro, pensando que, no lugar da música, Deus havia lhe dado os amanheceres. Ainda que surda, podia ouvir a canção em seu coração; e nem por isso era menos comovedora. Bela música feita de luz."

- Presa num mundo de silêncio e dor há 14 longos anos, Annie aprendeu a desligar-se das pessoas que lhe feriam e a perder-se nos bosques ou em qualquer outro lugar onde pudesse ser ela mesma, sem medos ou reservas, onde pudesse estar só e maravilhar-se com as belezas da vida, na companhia dos animais que jamais a maltratavam e de uma natureza que sempre lhe dava as boas vindas. Mas tudo de repente muda quando em um de seus passeios se depara com alguém que não pretendia lhe ferir apenas com palavras como todos que a conheciam ou com surras como seus pais preferiam... Não. Esse alguém estava disposto a lhe fazer um mal muito maior... Aproveitando-se do fato de não existir ninguém que estivesse disposto a protegê-la. 

Violentada por Douglas Montgomery e ferida não só física, mas também psicológica e emocionalmente, Annie sabe que sequer pode gritar ou chorar tudo que sentia dentro de si. E em choque observa enquanto os pais a olham como se ela fosse culpada do que lhe tinha acontecido. Sentindo que de alguma forma realmente havia falhado, como em tudo em sua vida, guarda toda a dor dentro de si... até o dia em que seus pais se livram dela, entregando-a a um desconhecido, lhe virando as costas sem ao menos uma explicação. Afinal de contas, por que se importar com seus sentimentos? Para eles, ela não passava de uma deficiente mental, uma idiota incapaz de compreender o que lhe fosse dito ou sentir qualquer emoção. Não sabiam que a única coisa que ela não podia fazer era ouvir... 

"Ele duvidava de que alguma vez pudesse esquecer a expressão que viu em seu rosto. Não era só medo. O que lhe partiu o coração não foi o gesto de medo, que já esperava, foi a confiança destruída que viu refletida em seus olhos. Como qualquer criança, ela havia confiado em seus pais, e os dois a tinham traído."

- Para Alex, saber que o irmão que ele criara como se fosse um filho tinha abusado de uma jovem que ainda por cima possuía problemas mentais, foi como uma punhalada em seu coração. E ele não pôde evitar o angustiante sentimento de culpa. Porque sabia que todo o amor que sentia por Douglas o fez fechar os olhos para cada um dos seus erros ao longo de vários anos... lhe fez passar as mãos em sua cabeça e sempre perdoar, sem jamais corrigi-lo. Sem fazê-lo perceber que deveria enfrentar as responsabilidades por seus atos. Ele poderia não ser culpado pela maldade que existia no interior daquele jovem que um dia ele pegara nos braços e prometera proteger, mas sabia que se tivesse tido forças suficientes para pará-lo muito antes, aquilo jamais teria se passado com Annie. Ela teria sido poupada de toda aquela dor. 

Agora, determinado a reparar da melhor maneira possível o seu erro, ele decide se casar com ela e ser um pai para o bebê que ela esperava e que, tal como ela, não possuía a culpa de nada. Ao olhar para Annie ele podia enxergar que ela não passava de uma vítima, uma inocente que necessitava de uma chance, de alguém que a salvasse... Mas estaria ele realmente disposto, ou preparado, para salvá-la? Em sua mente existia a necessidade de fugir dela e dos sentimentos que começaram a invadi-lo no momento em que ele a viu, sentada, totalmente alheia às decisões que haviam tomado por ela.... Mas seu coração... já estava perdido. Para sempre. 

"Olhou para trás, recordou os acontecimentos que os aproximaram e acreditou de todo seu coração que uma mão invisível os movera como peças num tabuleiro de xadrez: dispôs as posições que deviam ocupar, manipulou os incidentes e os levou de modo inevitável a um ponto de encontro. Foi o destino? Deus? Alex não sabia. Tampouco lhe importava. Tudo o que importava era aquele momento, e a sensação de que aquilo era maravilhoso e absolutamente perfeito."

- Sabe quando você lamenta muito por algo que deveria ter feito antes e não fez? É o que se passa comigo agora. Lamento demais não ter dado uma chance a esta história anos atrás. Porque eu queria ter me emocionado assim bem antes... queria ter vivido há anos tudo que vivi com o Alex e a Annie. Não sei como pude ter passado tanto tempo sem conhecer a história deles dois. Sem me perder nas páginas deste livro e mergulhar num mundo de música, amor e magia. Dentro de uma história que jamais poderei esquecer.

"Este é o meu bebê. E você é minha. Sentir a vida que cresce dentro de você é como tocar um milagre."

- Quando comecei a ler esta história eu sabia que ela era especial, do tipo que me arrebata e permanece em meu coração por muitos e muitos anos após a leitura. Aquelas que simplesmente marcam. Que se tornam parte da nossa vida. Mas não estava preparada para aquele início angustiante, que me levou ao inferno e me roubou o sono. Que fez com que os meus olhos se enchessem de lágrimas e um nó terrível se formasse em minha garganta. Eu estava preparada para a magia do livro, mas não para a dor. Então, quando percebi qual era o tipo de vida que a Annie tinha levado até conhecer o Alex, fiquei chocada. Um sentimento de imensa revolta tomou conta de mim, porque eu era simplesmente incapaz de aceitar que seres humanos, sobretudo sendo pais dela, fossem capazes de tamanha crueldade. O que os pais da Annie faziam com ela era desumano. Todos os maus-tratos, as surras, a intolerância, a falta de amor e consideração que fizeram parte da vida dessa mocinha me desesperaram. Eu sentia vontade de fazer em pedaços aqueles monstros vindos das profundezas do inferno. Porque aquelas coisas não são dignas de serem chamadas de pais. Não passam de vermes. Trastes egoístas que tratavam a filha pior que lixo. E quando ela é violada pelo irmão do Alex, eles entram em desespero. Mas não pensem que foi pelo fato da filha ter sido agredida de maneira tão cruel, mas sim por causa do escândalo que aquilo poderia provocar e afetar a posição social deles. Não dá para colocar em palavras a fúria que eu senti, gente. E a enorme tristeza por todo sofrimento que essa mocinha teve que suportar. Por esse motivo, não fui capaz de simpatizar muito com o Alex no início... Mas só no início.rsrsrs... Depois, ele ganhou meu coração. Na verdade, o roubou. Sem aviso e sem um pingo de vergonha na cara.kkkkkkkk... Mas como não amar alguém tão humano? Tão sensível e paciente, que sentia um amor tão grande pela Annie e em nome desse amor seria capaz de tudo, até mesmo de abrir mão dela, se isso a fizesse feliz. Mocinhos como o Alex são raros até mesmo nos livros. E quando os encontramos não sabemos se rimos ou choramos. Porque eles são simplesmente apaixonantes e irresistíveis. Lindos de uma maneira que vem de dentro. E que nos enche de uma emoção profunda. 

"Naquele momento, Alex aceitou com a inteligência o que seu coração estava lhe dizendo há mais de duas semanas. Estava apaixonado por ela. Incrível e perdidamente apaixonado. Annie lhe parecia muito doce e preciosa como para resistir. Se isto era libidinoso... se era um pecado imperdoável... bom, pois então ele estava perdido."

- No início eu senti muita raiva do Alex. Uma raiva que vinha da decepção, sabe. Porque eu estava esperando que ele fosse louco pela mocinha desde o início. Que a defendesse com unhas e dentes antes mesmo de conhecê-la.rs Sei que foram expectativas um tanto irracionais, mas quem já leu Amor à Primeira Vista e Uma Luz na Escuridão talvez consiga compreender a minha loucura.rs O fato é que eu esperava um amor e uma proteção que apenas poderia surgir depois que ele já estivesse na vida dela e não antes. E quando eu finalmente pude entender isso, deixei de lado minhas reservas e minha raiva irracional e pude conhecê-lo de verdade, entender o que se passava dentro dele... as emoções conflitantes... a confusão que os sentimentos que ele sentia pela Annie começou a provocar dentro dele. Pude entender porque ele fugia dela... porque tinha se afastado no momento em que nossa mocinha mais lhe necessitava. Pude entender também o que o levou a não fazer em pedaços o irmão quando soube o que ele tinha feito. E confesso que quando ele finalmente se explica... quando permite que enxerguemos sua alma, é impossível segurar as lágrimas. O Alex é um sonho... Alguém feito sob medida para uma mocinha tão especial e preciosa como a Annie. Alguém que a completava e a amava como ninguém. 

"Ela havia levado alegria a sua vida, uma alegria que superava e muitos todos os seus sonhos; um doce e maravilhoso júbilo que lhe fizera sentir que a existência valia a pena."

- Não dá para colocar em palavras tudo que sinto por este livro e por este casal tão maravilhoso, tão perfeito e apaixonante. Só posso dizer que jamais serei capaz de esquecê-los. Que assim como tenho outras histórias lindas guardadas como tesouros em meu coração, A Canção de Annie também já possui um lugar igual. Não importa quanto tempo irá se passar. Eu sempre me lembrarei deles e de todos os sentimentos que eles despertaram dentro de mim. Há livros que a gente simplesmente ama. De uma forma intensa. 

"Nunca deixou Annie saber que, às vezes, ao olhá-la, imaginava como seria vazia sua vida sem ela."

- Uma história que merece muito mais do que 5 estrelas e que todos que ainda não leram deveriam correr para compensar o tempo perdido. Porque não ler esta história é como cometer um grande pecado contra si mesmo. É se privar de um enorme privilégio. Assim como O Quarto Arcano dividiu minha vida em antes e depois, o mesmo se passa com esta história. Existe a Luna de antes de A Canção de Annie e a de depois, entende? Porque livros como este nos transformam. Nos fazem enxergar a vida de uma outra maneira. De uma maneira muito melhor. 

"Era muito fácil amar a uma mulher o suficiente para viver com ela toda uma vida. Amá-la o suficiente para deixá-la em liberdade era algo completamente diferente."

Uma música que me faz pensar neste casal. :)



"A canção de Annie, e agora também a sua, mágicas notas que só eles podiam ouvir."

14 de junho de 2013

Resenha da Mónica: Amor à Primeira Vista - Catherine Anderson



Bastou um olhar para Ryan Kendrick, o rancheiro magnata, se apaixonar perdidamente pela bela Bethany Coutler. Com uma mistura sedutora de ousadia e timidez, de ingenuidade e maturidade, ela partilha a sua paixão pelos cavalos, tem um imenso sentido de humor e pode com um só sorriso animar uma casa inteira. É absolutamente perfeita, em todos os sentidos do termo, excepto num único.

Um acidente sofrido há anos num rodeo deixou-a presa a uma cadeira de rodas. Desde então conheceu tanto as traições como os desgostos de amor, e por isso jurou nunca mais entregar o seu coração a um homem. Admitiu inclusivamente nunca vir a ter uma relação íntima e a ser capaz de conceber um filho. Mas qualquer coisa em Ryan Kendrick a fez de súbito acreditar que talvez todos esses obstáculos pudessem ser ultrapassados. Qualquer coisa que a fez de novo crer num amor para toda a vida.




Resenha:


Nunca mais vou me esquecer desse livro e já sinto tanta saudade dessa família, desse casal. Uma mulher tão especial só poderia ter como companheiro um homem especial e o Ryan é isso e um pouco mais. Estou em estado de graça e suspirando.

Foi um turbilhão de emoções do começo ao fim. Risos e lágrimas caminharam lado a lado e em determinados momentos pensei que não aguentaria a avalanche de emoções, mas sobrevivi para recomendar o livro vivamente, tenho certeza que ninguém ficará indiferente a essa linda história de amor.

Dei ao livro 5 estrelas porque é o limite, mas pra mim uma constelação ainda não seria o bastante.



Mónica.

16 de março de 2013

Resenha da Mónica: Uma Luz na Escuridão - Catherine Anderson





Poucos autores escrevem histórias comoventes e de inesgotável ternura como Catherine Anderson. As suas personagens partilham com o leitor a esperança de encontrar o amor perfeito de uma vida inteira.

No intuito de por a salvo a sua vida e a do seu bebé, das mãos de um padrasto violento, Maggie Stanley, arrisca tudo numa fuga desesperada passando de um perigo para outro ainda maior.

Desde a trágica morte da mulher e dos filhos, Rafe tornou-se num pobre vagabundo que lentamente afoga as suas mágoas no álcool. Assim que conhece Maggie, Rafe pressente que vão envolver-se em problemas. E quando Maggie é subitamente atacada por um grupo de vagabundos, Rafe, por compaixão, decide salvar a jovem mãe e o seu filho. Maggie está simultaneamente grata e preocupada com o seu novo protector. Na extrema solidão, na fase mais sombria que jamais viveu, a compaixão de um desconhecido, muito atraente mas pobre como ela, surge como uma luz na escuridão e proporciona-lhe o conforto e o carinho que sempre desejou e nunca teve. Rafe é bem mais do que aquilo que parece. É um homem enigmático e secreto, que poderia dar a Maggie o céu e a terra, não fora a circunstância de ter jurado a si próprio viver sozinho o resto da sua vida. Para sua surpresa, também Rafe descobre que pela primeira vez, desde há muito tempo, alguém necessita da sua ajuda e está determinado em não os desapontar. É que às vezes o amor surge sem aviso prévio e transforma o mundo mais frio e desapiedado num verdadeiro paraíso. E um homem a quem quase tudo foi roubado, uma mulher que perdeu até mesmo a capacidade de sonhar, e a criança desprotegida que de ambos necessita, podem tornar-se a mais improvável e a mais fabulosa das criações: uma família.




Resenha: 


Esse livro é especial de tantas maneiras que nem sei por onde começar... O Rafe é do tipo uau!!!! Só não vou dizer que foi feito e depois a receita foi jogada fora porque dessa massa também saiu o Ryan, irmão do Rafe, que também é Uau!!! Uau!!!! rsrsrsrs.

O Rafe perdeu sua esposa e seus dois filhos de 3 anos e seis meses num acidente de carro e desde então segue uma vida de vagabundo literalmente aonde faz um bico aqui e ali atrás de dinheiro para a próxima garrafa, mas quando ele põe seus lindos olhos na Maggie tudo muda. Sinceramente não sei quem salvou quem porque os dois eram carentes de tantas coisas que não sei quem necessitava mais do outro. Um livro para  nunca mais esquecer. Não tinha chegado a 10 linhas e já havia chorado. É impossível não se comover, não se envolver com a dor deles e como bônus ainda podemos voltar a entrar pela casa da família Kendrick que é uma família do tipo especial. Esses meninos são mesmo filhos dos seus pais. Vocês vão encontrar magia, humor, ternura, amor, cumplicidade, companheirismo... Um verdadeiro oásis para os nossos corações.



Mónica. 

27 de outubro de 2012

O Domador de Paixões - Catherine Anderson



3º Livro da Série Kendrick/Coulter/Harrigan




Molly Wells é uma mulher que arrasta consigo muitos segredos. Só ela sabe o motivo que
a levou a roubar um valioso puro-sangue ao ex-marido e a empreender com ele uma viagem de
centenas de quilómetros, através do Oregon, para o levar ao rancheiro Jake Coulter, um
conhecido domador de cavalos. Ou a razão por que chega ao rancho deste sem emprego, sem
dinheiro e com um medo horrível do ex-marido, que ameaça ainda controlar-lhe a vida. Molly
está disposta a quase tudo para salvar Sonora Sunset, e nem sequer se apercebe que é ela própria
quem precisa de salvar-se… e muito menos que Jake é o homem que pode dar-lhe aquilo de que
ela necessita.

Ao acolher Molly no seu rancho, Jake suspeita que pode estar a dar guarida a uma ladra.
Mas algo naquela mulher corajosa e ao mesmo tempo vulnerável o toca particularmente. Anseia
assim por dar-lhe a maior dádiva que alguma vez poderá conceder – um lar, o seu afecto e a
partilha do resto da sua vida. Mas até que ela se sinta suficientemente forte para aceitar tudo o
que lhe deseja proporcionar, a única coisa que Jake pode oferecer-lhe é a sua disponibilidade
paciente, a força para a ajudar a fazer frente aos seus inimigos e a promessa de a amar para
sempre.


Palavras de uma leitora...



O cara que pensa em você toda a hora
Que conta os segundos se você demora
Que está todo o tempo querendo te ver
Porque já não sabe ficar sem você

E no meio da noite te chama
Pra dizer que te ama
Esse cara sou eu

O cara que pega você pelo braço
Esbarra em quem for que interrompa seus passos
Que está do seu lado pro que der e vier
O herói esperado por toda mulher

Por você ele encara o perigo
Seu melhor amigo
Esse cara sou eu

O cara que ama você do seu jeito
Que depois do amor você se deita em seu peito
Te acaricia os cabelos, te fala de amor
Te fala outras coisas, te causa calor

De manhã você acorda feliz
Num sorriso que diz
Que esse cara sou eu
Esse cara sou eu

Eu sou o cara certo pra você
Que te faz feliz e que te adora
Que enxuga seu pranto quando você chora
Esse cara sou eu
Esse cara sou eu

O cara que sempre te espera sorrindo
Que abre a porta do carro quando você vem vindo
Te beija na boca, te abraça feliz
Apaixonado te olha e te diz
Que sentiu sua falta e reclama
Ele te ama
Esse cara sou eu


(Música: Esse Cara Sou Eu/Cantor: Roberto Carlos)



- Quem conhece essa música?! :D Quem assiste "Salve Jorge" provavelmente conhece. É a música escolhida como tema de Theo e Morena, os protagonistas da novela. Apesar de não costumar assistir as novelas da Globo, por enquanto, estou amando essa novela.

- Bem... Esses dias, enquanto ouvia essa música na rádio Nativa, pensei em O Domador de Paixões e percebi que a música não só combinava com Theo e Morena, mas também tinha sido escrita para o Jake e a Molly. O Jake é tão louco pela Molly que me vinham imagens dele na cabeça enquanto o Roberto Carlos cantava, em vez de imagens do Theo da novela. Acabou que a música se tornou dele, para mim. Não é mais da novela, não.kkk...


"A vida não pára. Por vezes, temos de arranjar forças para a enfrentar e apenas o conseguimos fazer, procurando no mais profundo do nosso ser a fé e a confiança perdidas."


- Antes de começar essa resenha, eu parei para pensar na história. Em cada parte que ficou guardada, cada momento desde o início. Pensei bastante e cheguei numa conclusão, mas vocês só irão conhecê-la no final da resenha.rsrs...


Como essa frase é verdadeira, não é? A frase que coloquei logo acima, retirada do livro. A vida não pára. Nós podemos parar, desistir, mas o relógio continuará seu trabalho, o dia se transformará em noite, existirão dias de sol e outros de chuva. Pessoas irão nascer e outras irão morrer. O tempo inteiro. Nada irá parar por mais que você deseje que isso aconteça. Por mais que você tenha parado por vontade própria ou não. Por mais que você tenha desistido. A vida continua, mesmo sem você. É assim. Simplesmente assim, por mais triste que seja. E foi o que aconteceu com a Molly.


De um momento para outro, ela tinha perdido o controle da própria vida. Seu pai e melhor amigo, seu protetor desde o seu nascimento, aquele que a entendia como ninguém e a defendia com unhas e dentes... estava morto. Vítima, supostamente, de uma tristeza profunda que o forçou a cometer suicídio. Ela foi a primeira a encontrá-lo e naquele momento seu mundo veio à baixo. Era como uma casa que não pode ficar de pé sem suas estruturas, como um bebê que necessita do calor do útero da mãe para se desenvolver e nascer saudável. Como um corpo que sem alimento, enfraquece. Molly perdeu sua estrutura. Aquilo que a mantinha de pé, mesmo que sua vida fosse um inferno há dez anos. Aquele que tornava doce os dias mais amargos. E ela ficou indefesa. Não simplesmente porque se recusasse a reagir, mas porque se aproveitaram do fato dela estar desprotegida, sem alguém que fosse em seu socorro, para destruí-la. Sabem aqueles covardes que atacam pelas costas, pois sabem que se atacarem abertamente serão derrotados? Foi exatamente assim que Rodney, marido de Molly, atacou. Como um covarde.


"Ela levantou de novo o queixo, apenas a ligeira tremura do lábio inferior a traía. No seu rosto os olhos eram grandes manchas de âmbar iluminadas pelo luar, mas agora a única coisa que Jake via neles era sofrimento. Um sofrimento tão profundo que ultrapassava as próprias lágrimas."


Com a morte do pai de Molly, foi fácil para Rodney manipular tudo ao seu favor. E o primeiro passo foi fazer todos acreditarem que a Molly estava enlouquecendo. Que a morte do pai tinha afetado sua mente, ao ponto dela se tornar um perigo para os outros e para si mesma. Uma pessoa que deveria ficar trancada numa clínica psiquiátrica, para tratamento. E como perfeito ator, ele virou contra ela qualquer pessoa que pudesse tentar defendê-la. Tanto o tio quanto a mãe de Molly acreditaram em Rodney e sua própria mãe apoiou a decisão de interná-la, deixando-a lá sofrendo, sendo maltratada, tendo todos os seus direitos como ser humano, ignorados. Cláudia a abandonou tão rapidamente, esqueceu tão rapidamente dela e do falecido marido, chegando ao ponto de se casar logo em seguida, que Molly começou a suspeitar que tudo tinha sido armado. Que Rodney não fazia nada sozinho. E a dor foi ainda mais terrível. Como que a mulher que a tinha criado, que tinha estado com ela nos momentos ruins, que tinha cuidado dela todas as vezes que ela ficou doente, podia se virar dessa forma contra ela? Podia abandoná-la? E como o homem com quem ela tinha dividido dez anos da sua vida, para quem ela tinha se dedicado de corpo e alma, podia ser tão cruel? Ser maltratada por um estranho poderia doer, marcar, ferir profundamente. Mas ser maltratada por pessoas que ela amava... era simplesmente destruidor. Sequer se podia medir o tamanho da dor que ela sentia. Uma dor pior do que  a de uma ferida aberta. A dor do vazio.


"Dentro dela não havia feridas a sangrar que necessitassem de ser curadas. Apenas existia vazio, um vazio horrível."


- Molly passou momentos terríveis dentro daquele manicômio. Gritar por socorro foi uma das suas primeiras reações e só contribuiu para acreditarem ainda mais que ela era mesmo uma louca. Mas quem não gritaria? Que ser humano, ao se ver preso dentro de um manicômio sem ser louco, não gritaria? É uma reação perfeitamente normal. Mas as outras pessoas não pensaram assim. Ninguém a escutava. Ninguém levava em conta suas palavras e sua dor. Ninguém a respeitava como pessoa. E ela realmente passou a acreditar que iria enlouquecer. Como sair dali? Como sair daquele inferno se as pessoas que a deveriam proteger estavam contra ela? Se sua própria família tinha armado contra ela? Não existia chance, verdade? O melhor seria se conformar. Desistir. Mas a vida sempre apronta das suas. E a ajuda pode vir de onde menos esperamos.


"Por vezes, aqueles que inicialmente parecem ser os nossos piores inimigos acabam por se tornar os nossos maiores amigos."


- O médico que inicialmente também acreditou na loucura de Molly resolveu ouvi-la, resolveu ajudá-la e conseguiu tornar seus dias melhores, chegando a convencer um juiz a permitir que ela se divorciasse de Rodney, alegando que Molly só tinha ficado doente por causa dele. Embora aquele divórcio fosse algo frágil, pois Molly estava internada e foi considerada legalmente incapaz, Molly saiu um pouco das garras de Rodney, embora ele ainda fosse seu tutor legal. Mas ao sair da clínica, ao receber alta graças ao seu médico, ela não teve que voltar para a casa dele. Seu médico queria que ela voltasse para a sociedade e provasse que era capaz o suficiente para cuidar da própria vida. Mas Molly estava sob observação e de modo algum poderia cometer algum erro enquanto estivesse passando por aquele período. Um erro e ela seria trancada de novo. E consequentemente, Rodney ganharia. Só que o aviso entrou por um ouvido e saiu pelo outro.rsrs...


- Ao receber a notícia de que seu ex-marido estava para sacrificar um cavalo que ela adorava, Molly não pensou duas vezes. Pegou o carro, um reboque e raptou o cavalo, levando-o para bem longe do ex-marido, para um lugar onde os chicotes e a arma dele não pudessem atingir o animal. Onde o cavalo receberia socorro. O levou até Jake Coulter. O encantador de cavalos. O homem que tinha o dom de conquistar até mesmo os cavalos mais rebeldes e/ou maltratados.

"Molly sabia o que era sentir-se encurralada e impotente. O estremecimento de terror, a sensação profunda de ultraje e o pânico claustrofóbico que tornava a respiração quase impossível."

- Entre Molly e aquele animal existia uma ligação. Os dois quase tinham sido destruídos pelo mesmo homem. Ambos tinham sentido na pele a sua crueldade. Ambos tiveram seus direitos negados. E também tinham dado tudo de si por alguém que jamais ficaria satisfeito.


"Era incapaz de explicar porque se preocupava tanto com um cavalo. Sabia apenas que a afinidade que sentia com o animal desafiava toda a razão. Talvez isso se devesse ao facto de ambos quase terem sido destruídos pelo mesmo homem, embora de modo diferente. Se não conseguisse salvar o cavalo, conseguiria salvar-se a si própria?"


- E é graças a esse cavalo que Molly conhece o homem que irá marcar profundamente a sua vida. E irá salvá-la de um destino cruel. Aquele que escreverá com ela uma nova história.


"— Estamos muito longe da cidade. Pensei que podia estar inquieta. Não me conhece de lado nenhum e se eu tivesse más intenções era capaz de estar metida num grande sarilho.

Molly tentou molhar os lábios e esforçou-se por engolir, mas a sua boca estava tão seca que parecia cortiça.
— Muito obrigada por me chamar a atenção para isso. Agora já tenho mais uma coisa com que me preocupar."


- Me apaixonar pelo Jake foi fácil, fácil. Na verdade, eu já o amava. Desde que o conheci em Amor à Primeira Vista. Ele é o irmão querido e super protetor da Bethany e marca presença no livro da irmã. Estava louca para ler a história dele, queria vê-lo mostrando todo seu encanto em sua própria história e encontrando o amor como sua irmã tinha encontrado. Ele era tão maravilhoso que eu já o considerava um mocinho querido. E como o mês de outubro é muito especial (pois é o mês no qual completam dois anos que eu conheço e sou amiga das minhas queridas Carlita e Moniquita) eu decidi ler a história dele agora. E, claro, juntamente com as minhas melhores amigas nesta vida. :) Eu queria que o Jake fizesse parte desse mês. Que o tornasse ainda mais marcante. E valeu a pena? O Jake desse livro é o mesmo da história anterior? Claro que não. Ele é ainda melhor. :D


"— Todas as criaturas têm instintivamente medo de alguma coisa. — Jake olhou pensativo para ela. — A única forma de vencer o medo é enfrentá-lo uma e outra vez até conseguirmos olhar sem temor para o que antes nos assustava."


- Com o Jake do meu lado eu enfrentaria todos os meus medos.kkkkk... Quem é que sentiria medo de alguma coisa com um homem tão maravilhoso do seu lado? Um homem que te amasse incondicionalmente e estivesse ali, para te colocar de pé se você caísse? E te carregar em seus braços se você não tivesse forças nem para se manter de pé? Só uma louca sentiria medo estando ao seu lado, só uma louca pensaria em fugir de um homem tão especial. E é por isso que eu comecei a duvidar da sanidade mental da mocinha.kkkkkkk...

"Ela mordiscou a parte interior do lábio e disse:
— O medo nem sempre é infundado. Por vezes, aquilo que receamos poderá fazer-nos mesmo muito mal se não o evitarmos. — Arrependeu-se imediatamente do que tinha dito. E ainda mais arrependida ficou quando olhou para ele e descobriu que a examinava com a testa franzida.
— Por vezes — disse ele suavemente —, não há a menor razão para ter medo. Se temer uma coisa e não a enfrentar, nem que seja uma só vez, como poderá saber se o seu temor é verdadeiro ou imaginário?"

- A vida tinha machucado bastante a Molly. Tinha pisado e esmagado todos os seus sonhos, a tinha feito desprezar a si própria e entrar em desespero, mas ao menos colocou em seu caminho um homem capaz de fazê-la renascer das cinzas. Alguém disposto a lutar por ela, a defendê-la com unhas e dentes e construir com ela novos sonhos. A sonhar com ela e tornar esses sonhos realidade. 

"A única coisa que lhe interessava era o facto de ela estar ali, de a poder envolver nos seus braços e a proteger, se fosse necessário. Ela era tudo o que ele sempre tinha desejado. Absolutamente tudo."
"— Promete-me uma coisa.

— O quê?

— Que nunca te irás embora sem me avisares, aconteça o que acontecer.
— Se me for embora, aviso-te — disse ela solenemente.
— Prometes-me?
— Prometo. Pelo menos, informo-te antes de partir.
E, nessa altura, ele iria fazer tudo o que lhe fosse possível para a impedir, pensou cheio determinação."

 - O Jake é simplesmente maravilhoso, gente. Eu adorava vê-lo olhando para ela com todo aquele carinho, vendo além de tudo. Enxergando sua alma. Adorava a forma cheia de ternura como ele a tratava, o cuidado para não magoar os sentimentos dela e a capacidade de pedir perdão de modo simples e sincero ao cometer erros. Amava vê-lo morrendo de ciúmes e quase ameaçando de morte os empregados, que trabalhavam no rancho.rsrs... Ele é compreensivo como poucos e estava sempre disposto a ouvir a Molly antes de qualquer outra pessoa. A cuidar dela. Protegê-la de qualquer coisa desde o menor até o maior perigo. Ele daria a vida por ela e isso ficou claro para mim. Enxerguei o que a autora quis nos mostrar. Recebi a mensagem. Uma mensagem linda.


"Molly tentou desviar o olhar, mas não foi capaz, e os seus olhos inundaram-se de lágrimas.

— Eu amo-te — sussurrou ele. — Acho que te amei desde o primeiro momento em que te vi, Molly querida. E sempre que olhar para ti, irei ver a mulher que amo. Não interessa se és perfeita ou não. Para mim sê-lo-ás sempre, e é isso que conta. Mesmo daqui a muitos anos, quando estiveres velha e engelhada, ver-te-ei com o coração e não com os olhos. Quando amamos alguém, as imperfeições não existem, e mesmo que as vejamos, achamo-las bonitas."


- Eu compreendi que a autora quis nos fazer ver que o amor enxerga além das aparências. Que não importa se você está abaixo do peso, se é magra, se está acima do peso, se é gorda, alta ou baixa, morena, loura ou ruiva. Se é branca, negra, amarela ou o que quer que seja. É bela como é e tem o direito de amar e ser amada. Foi uma mensagem linda e, na minha opinião, ela escolheu o casal perfeito para transmitir essa mensagem. Nunca esquecerei a cena da árvore, quando o Jake mostrou à Molly porque a amava. Para mim a cena da árvore é uma das mais lindas cenas da história. Porém... O que vem depois disso é de matar, gente.

- A gente continua a leitura, passa pela primeira cena de amor do casal e chega num determinado capítulo que simplesmente nos choca. Depois de nos transmitir essa mensagem a Catherine Anderson quase consegue estragar tudo. Quase consegue nos fazer abandonar a leitura do livro de tanta raiva que a gente sente. E sabe o que me deu mais raiva? Meu Jake, que sempre teve vida própria, que sempre foi maravilhoso, teve seu direito de agir como ele próprio, roubado pela autora. Foi como se naquele momento, ela decidisse impedi-lo de continuar sendo ele próprio, como se ela decidisse controlá-lo e falar por ele. E acredite, ela fez um péssimo trabalho. Eu queria o Jake ali. E ela me roubou o meu mocinho. Até agora sinto raiva da autora por isso. Ela marcou negativamente uma história que era linda. Que tinha conseguido me tocar, que me divertia e me emocionava. Era como se ela tivesse ficado revoltada e decidido estragar o que estava perfeito. Sabe quando um artista faz um desenho maravilhoso e depois, considerando que a obra não ficou boa, joga tinta em cima para desfazer tudo? Para manchar e estragar tudo???!!! Foi o que a Catherine Anderson fez. Eu me senti ferida, pois eu nunca imaginaria que ela tivesse a coragem de fazer isso com o Jake, que já tinha mostrado o seu valor muito antes de ter sua própria história. Ela nunca me convenceria que era o Jake que estava agindo daquela forma. Alguns leitores podem não achar o início do tal capítulo tão terrível assim, mas, para mim, a autora cometeu um erro gravíssimo, manchando uma história que ela jamais deveria manchar. E é por isso que não posso dar 5 estrelas ao livro. Por isso que ele perdeu o direito de fazer parte dos meus preferidos. A culpa não é do Jake e nem da Molly e sim da autora. Não sei o que se passou pela cabeça dela naquele instante, só sei que a cena foi de péssimo gosto. A conclusão na qual eu disse que cheguei, no início da resenha, é que a história não poderia ganhar 5 estrelas, mesmo contendo cenas lindas, frases sábias e tocantes, trechos maravilhosos. Eu não poderia esquecer a mancha que está na história e a marca tanto, então, não me sentiria bem dando 5 estrelas ao livro.

"Uma dor lancinante oprimiu-lhe a cabeça, e a sensação gelada que tinha no coração alastrou a todo o corpo. Onde é que tu estás, Molly? O que é feito de ti? Aquela vozinha assustadora que troçara tantas vezes dela quando se olhava ao espelho, não se calava dentro da sua cabeça enquanto fitava os olhos de Jake Coulter. Vislumbrou os seus antigos sonhos já mortos naquelas profundezas azuis e teve vontade de fugir dele. Mas não podia. O rancho de Jake tinha-se tornado no seu único santuário."

- Eu adorei não só o Jake, mas também minha querida Molly. Imaginar o inferno no qual ela viveu causava um aperto no meu coração e eu só queria que ela tivesse uma chance de ser feliz, ao lado de alguém que a valorizaria e a amaria independente de qualquer coisa e a protegeria daqueles que estavam dispostos a destruí-la. Para mim, o Jake foi feito sob medida para ela. Embora o Rafe e o Ryan sejam tão perfeitos, maravilhosos, quanto o Jake, eu não conseguiria ver a Molly com um deles. Ela foi feita para o Jake e ele foi feito para ela. Simples assim. "O cara que pega você pelo braço. Esbarra em quem for que interrompa seus passos. Que está do seu lado pro que der e vier. O herói esperado por toda mulher..." Esse cara é o Jake. "Por você ele encara o perigo. Seu melhor amigo." Esse cara é o Jake. :D "Eu sou o cara certo pra você. Que te faz feliz e que te adora. Que enxuga seu pranto quando você chora." Esse cara é simplesmente o Jake, gente. Posso ver claramente ele falando essas coisas para a Molly. :)

- Recomendo a história?! Mas é claro! Apesar do que a autora fez e o quanto ela conseguiu me estressar com isso, Jake e Molly merecem ser conhecidos por todas nós, leitoras apaixonadas por belas histórias de amor. :D Não me arrependo nem um pouco de ter lido essa história. Ela é linda e eu fico feliz por tê-la conhecido.

Os dois primeiros livros dessa série também já foram resenhados aqui:


Uma Luz na Escuridão (Rafe e Maggie)
Amor à Primeira Vista (Ryan e Bethany)



Carlita e Moniquita,

Mais uma vez eu agradeço a Deus por vocês fazerem parte da minha vida e por serem amigas tão especiais. Sempre que passo por um momento difícil penso que não estou sozinha, que além de ter minha família tenho vocês, que sempre estão comigo, me apoiando, me dando forças, me fazendo rir ou chorar de alegria. Não quero perdê-las jamais. Desejo que vocês sempre façam parte da minha vida. Não sou perfeita. Pelo contrário. Sou imperfeita demais e sei que não sou digna da amizade de vocês. Mas agradeço a Deus por tê-las colocado na minha vida. Só Ele sabe o quanto eu precisava de vocês naquela época e o quanto continuo precisando.

Mesmo que meus dias sejam corridos, mesmo que vocês vivam em outro continente, eu sempre estarei com vocês. E sei que vocês sempre estarão comigo.

Num mundo tão cruel, onde quase ninguém mais sabe o significado do amor e da amizade, eu fico muito feliz por ter encontrado vocês, por vocês existirem. Meus dias são melhores e sou uma pessoa melhor por ser amiga de vocês.

Amo vocês, flores!


Bjs!

24 de novembro de 2011

Uma Luz na Escuridão - Catherine Anderson


1º Livro da Série Kendrick/Coulter


Poucos autores escrevem histórias comoventes e de inesgotável ternura como Catherine Anderson. As suas personagens partilham com o leitor a esperança de encontrar o amor perfeito de uma vida inteira.

No intuito de por a salvo a sua vida e a do seu bebé, das mãos de um padrasto violento, Maggie Stanley, arrisca tudo numa fuga desesperada passando de um perigo para outro ainda maior.

Desde a trágica morte da mulher e dos filhos, Rafe tornou-se num pobre vagabundo que lentamente afoga as suas mágoas no álcool. Assim que conhece Maggie, Rafe pressente que vão envolver-se em problemas. E quando Maggie é subitamente atacada por um grupo de vagabundos, Rafe, por compaixão, decide salvar a jovem mãe e o seu filho. Maggie está simultaneamente grata e preocupada com o seu novo protector. Na extrema solidão, na fase mais sombria que jamais viveu, a compaixão de um desconhecido, muito atraente mas pobre como ela, surge como uma luz na escuridão e proporciona-lhe o conforto e o carinho que sempre desejou e nunca teve. Rafe é bem mais do que aquilo que parece. É um homem enigmático e secreto, que poderia dar a Maggie o céu e a terra, não fora a circunstância de ter jurado a si próprio viver sozinho o resto da sua vida. Para sua surpresa, também Rafe descobre que pela primeira vez, desde há muito tempo, alguém necessita da sua ajuda e está determinado em não os desapontar. É que às vezes o amor surge sem aviso prévio e transforma o mundo mais frio e desapiedado num verdadeiro paraíso. E um homem a quem quase tudo foi roubado, uma mulher que perdeu até mesmo a capacidade de sonhar, e a criança desprotegida que de ambos necessita, podem tornar-se a mais improvável e a mais fabulosa das criações: uma família.




Palavras de uma leitora...


Meu coração, sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar

E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

Hoje eu sei, eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais, muito além
Do tempo do vendaval

Nos desejos
Num beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal

(Música: Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim/Cantora: Ivete Sangalo)


- Esta música é linda, não é verdade?! Sim. Ela é emocionante. Fazia um tempo que eu não a ouvia, mas a Carlita a enviou como uma música que combina muito com o casal do livro. E tenho que concordar com ela. Ouvindo essa música, eu pensei bastante no primeiro encontro do casal. No modo como o Rafe lutou contra o inevitável. Contra os sentimentos que começaram a surgir logo que ele olhou nos olhos da Maggie. Lembro de como ele quis se desligar daquela mulher desamparada e que não tardaria a ser vítima dos outros vagabundos que estavam naquele trem. Ele não queria se meter. Não queria se envolver com ela, mas quando percebeu, os miseráveis já estavam caídos no chão...rsrsrs... Fosse ou não vagabundo como os outros, ele jamais assistiria uma mulher ser atacada e não faria nada. E quando ele teve a Maggie envolvida em seus braços, já estava mais do que perdido. Ou será que acabava de se reencontrar?

Um homem que tinha perdido tudo e desejava morrer... Uma mulher maltratada durante anos pela vida e por um animal que sequer deveria ser chamado de ser humano... Duas pessoas machucadas. Duas pessoas sem esperança. Um homem lutando desesperadamente para nunca mais ficar sóbrio. Nunca mais sentir aquela dor terrível que tomava conta dele quando lembrava de sua família. Uma mulher lutando desesperadamente para não perder seu bem mais precioso que tentavam arrancar dela: seu filho. Por obra de Deus, do destino ou da vida, eles acabam se encontrando quando mais precisavam de alguém que os entendesse e dissesse que tudo ficaria bem. Alguém que os abraçasse e arrancasse toda a dor. Rafe ainda não sabia, mas uma segunda chance estava lhe sendo oferecida. Um recomeço. Uma oportunidade de voltar a amar. Maggie ainda não sabia, mas todas as suas orações não tinham sido em vão. Deus jamais deixa de escutar um filho seu. E nada nesta vida acontece por acaso...


Um pequeno resumo:


Rafe Kendrick tinha uma vida perfeita. Ele não precisava de mais nada na vida. Tinha tudo que precisava para viver e se sentia o homem mais feliz do mundo. Sua família era seu bem mais precioso e cada momento com ela era único. Susan era a mulher por quem ele se apaixonou ainda no Ensino Médio e tê-la ao seu lado, compartilhando sonhos e criando seus filhos, era quase mágico. Quando a viu pela primeira vez, ele soube que sempre amaria aquela mulher. Mesmo antes de começar a namorar com ela, ele nunca lhe foi infiel. Nunca foi infiel aos sentimentos que nutria por ela. Queria se casar com sua Susan. Queria ter uma vida ao seu lado. Para sempre.

 Eles se casaram e viveram anos maravilhosos juntos. Deste amor nasceram duas crianças lindas. Um menino e uma menina. Desde o primeiro instante, Rafe soube que nenhum sentimento, nada que pudesse ter sentido antes podia se comparar com o que sentia por seus filhos. Eram partes dele e ele queria curtir cada momento, desde trocar as fraldas até colocar para dormir. Porém o destino cruelmente lhe roubou tudo que ele mais amava na vida. Lhe tirou o chão. Toda felicidade e esperança. Lhe tirou sua família. E Rafe se viu sem forças para continuar, para seguir em frente... Ele tinha perdido sua razão de viver e desejava com todo seu coração ter ido junto. Houve momentos nos quais ele realmente pensou em acabar com a dor que insistia em matá-lo lentamente. Houve momentos nos quais ele pensou em acabar com o resto de vida que o destino lhe deixou. Queria ir para junto da sua família. Queria estar com eles onde quer que eles estivessem. Mas algo o impedia de apertar o gatilho da arma e acabar com tudo de uma vez. Algo o impedia... Rafe não teve coragem de se matar, porém também não suportava aquele tormento... As lembranças dos momentos bons que viveu ao lado de sua mulher e filhos. E também não suportava lembrar daquele dia terrível... Do dia que viu toda sua vida despencar e morrer instantaneamente. Ele não suportou viver na casa onde as lembranças estavam tão presentes... Onde tinha vivido tantos momentos marcantes. Ele não suportava sequer respirar. Cada respiração era um tormento. Era como tocar numa ferida ainda aberta. E foi por isso que ele fugiu. Ele não aguentava mais sofrer. Não aguentava mais nada. Se não podia morrer, pelo menos podia enfurecer o destino o suficiente para que ele próprio decidisse levá-lo.

Quando a dor ficou ainda mais intensa, Rae deixou um bilhete para o irmão e foi embora. Deixando sua casa, seu irmão e seus pais preocupados para trás. E ele não voltou. Por dois longos anos viveu como um mendigo, um vagabundo que só pensava na próxima garrafa de bebida. Durante a maior parte daqueles dois anos, ele viveu bêbado, fugindo e ao mesmo tempo procurando a dor da qual tanto fugia. Mas toda sua vida sofre uma drástica e maravilhosa mudança no dia que ele encontra aquela linda mulher sozinha e assustada. Um único olhar foi o suficiente para fazê-lo ter a sensação de que estava se afogando e só ela poderia salvá-lo...

Maggie não sabia o que era paz desde o dia que seu pai morreu, quando ela tinha apenas 14 anos de idade. A partir daquele dia, sua vida se transformou num terrível pesadelo do qual ela não tinha esperança de acordar. Mas tudo ficou ainda pior quando ela fez vinte e um anos...

Com a morte do marido, a mãe de Maggie sofreu um ataque cardíaco que deixou sequelas em seu cérebro. O ataque fez com que ela voltasse a ter a mente de uma criança. Embora fosse uma mulher adulta com duas filhas para criar, ela deixou de ter a capacidade de fazê-lo e se envolveu com um homem perigoso, que a seduziu e enganou. Eles se casaram e Helen jamais soube o que se passava dentro de sua própria casa.

Quando Maggie fez vinte e um anos, o padrasto dela decidiu deixar de apenas desejá-la. Ela era dele. Sempre tinha sido e sempre seria. E tinha chegado o momento de possuir o que era seu por direito.

Usando de tortura física e psicológica, Lonnie faz Maggie se submeter à sua vontade e atormenta sua vida durante três longos anos. Anos nos quais Maggie desejou não sobreviver após mais uma agressão. Anos nos quais ela desejou dormir e não acordar mais. Porém, o que era terrível fica ainda pior quando ela acaba engravidando...

Após Maggie dar à luz ao bebê que era fruto de uma relação doentia, Lonnie decide dar a criança para adoção e só precisava da assinatura de Maggie para isso. Ele já tinha preparado os papéis e ela só precisava assinar. Porém, independente de toda dor que suportou cada vez que Lonnie a procurou durante as noites, ela amava seu filho e nunca na vida abriria mão dele. Só que sua recusa em assinar aqueles papéis, provoca a fúria de Lonnie e ele a espanca quase até a morte.

Mesmo sem forças, Maggie aproveita sua única oportunidade de escapar e foge com seu filho. E é assim que ela o encontra... Nos braços de Rafe ela se sentia segura. Em seus braços podia acreditar que tudo ficaria bem e que ela merecia ser amada. Nos braços dele ela encontrou motivos para voltar a sonhar...

Mas será que fugir do passado é a melhor solução? É o suficiente para nunca mais ter que enfrentá-lo? Ou em algum momento da nossa vida ele pode voltar? Talvez sim. Talvez não. Porém, independente de qualquer coisa, Rafe e Maggie enfrentarão juntos todos os obstáculos que a vida colocar em seu caminho. Eles já tinham ido ao inferno e voltaram. Sabiam bem o que era estar ali. O amor os libertou e eles não permitiriam que louco algum ameaçasse sua felicidade...


"- Juro por Deus que ainda hoje penso que a Susan se virou para olhar para mim. Numa fracção de segundo, sabe? Mas nos meus pesadelos, essa fracção de segundo dura uma eternidade. Tudo o que consigo ver é o terror no rosto dela e aquele olhar suplicante nos olhos dela. E em todos os sonhos tento alcançá-los, mas sinto-me como se estivesse a correr por melaço da altura das minhas ancas e nunca lá chego a tempo." (página 70)

 

- Não dá para colocar em palavras o modo como esse livro me marcou. Não encontro palavras para expressar como ele mexeu com minhas emoções. Como as abalou. E quando eu li o trecho que coloquei acima, senti meu coração se partindo pelo Rafe e por tudo que ele tinha perdido. Se tinha alguém que não merecia passar por todo aquele tormento, esse alguém era o Rafe. O modo como a família do Rafe morreu foi terrível e saber que a lembrança daquele dia o atormentava tanto e que ele se culpava pelo que tinha acontecido, é, no mínimo, doloroso. O filho mais velho dele tinha apenas três anos de idade. E a menininha tinha seis meses. Morrer daquela forma foi injusto demais. A morte deles foi simplesmente injusta. Eu não consigo entender essa coisa de destino. Não o acho muito justo, sabe? Porque nada neste mundo vai me convencer que foi justo duas crianças inocentes morrerem para que outra criança fosse salva. Que a Susan tinha sido escolhida para viver um tempo com o Rafe e depois ter sua vida roubada, sem merecer, para que outra mulher fosse salva do inferno no qual vivia. Não havia necessidade, gente. Se o destino da Maggie era ao lado do Rafe, a Susan e os filhos não precisavam morrer para que isso acontecesse. O Rafe poderia perceber simplesmente que não amava mais a Susan e os dois poderiam se separar amigavelmente. Ela poderia encontrar outra pessoa e ser feliz. As crianças tinham que continuar com vida. Mas as coisas não são simples, verdade? E a vida não é justa...
 
 
" - Promete-me, Rafe. Quero a tua palavra de honra de que encontrarás outra pessoa para amar.
 
Na altura, achou que ela estava a ser parva. Eram ambos jovens e estavam de boa saúde. Ele tinha-se rido e tinha-lhe despenteado o cabelo, salientando a possibilidade de poder fazer um casamento insensato. Susan tinha-lhe dirigido um olhar de censura. - Da primeira vez, fizeste uma boa escolha - recordou-lhe. - Voltarás a fazer. Quando encontrares a pessoa certa, Rafe, saberás. Olhar-lhe-ás para os olhos, acontecerá uma coisa mágica e saberás que é a pessoa certa." (página 79)
 
- As coisas que o Rafe diz sobre a Susan, me fazem pensar que ela foi uma pessoa maravilhosa e deixou saudades nos corações de todos que conhecia quando partiu. E o que ela disse para o Rafe só fez com que eu tivesse certeza absoluta disso. Ela pode não ter tido que enfrentar os tormentos que a Maggie enfrentou, mas eu tenho certeza de que ela agiria como a Maggie se tivesse sofrido o mesmo que ela. Susan foi uma mãe maravilhosa e uma esposa que amava o marido com todo seu coração. E o seu amor por ele era tão grande, que ela não quis prendê-lo ao amor que sentia por ela quando ela partisse. De alguma forma, Susan sabia que seu momento estava chegando e quis libertar Rafe antes de ir. Ai, queridos! Só lembrar disso faz com que eu volte a me emocionar. Como eu disse, esse livro mexeu comigo e não foi só por causa da linda história de amor entre a Maggie e o Rafe. Enfim... Independente da certeza que o Rafe tinha de que a Susan ficaria feliz se soubesse que ele voltou a amar, ele não queria amar novamente. Amar significava ficar vulnerável. Era arriscar o coração novamente. Era dar ao destino outra chance de destruí-lo. Rafe já tinha dores suficientes para suportar. Se envolver com aquela mulher misteriosa e ferida e com aquele lindo bebê que ele amou assim que pegou nos braços... era desejar sofrer mais. Porém, o coração de Rafe não quis saber. Mesmo com uma parte mutilada, aquele coração ainda era capaz de amar incondicionalmente e tinha coragem de arriscar. Um raio não cai duas vezes na mesma árvore. Essa era sua esperança...
 
 
"Por favor, Deus, ajuda-me. Quantas vezes tinha chorado na almofada , sussurrando aquelas palavras a um Deus que há muito decidira que não a ouvia?" (página 224)





- Existem muitas coisas nesta vida que não consigo entender. Mortes de pessoas inocentes, principalmente, me fazem perguntar coisas para Deus e temer até mesmo as respostas. Ao mesmo tempo que não entendo não quero entender. Compreendem isso? Se recebemos o que merecemos, logicamente nenhuma criança deveria morrer, pois nenhuma criança merece isso. E quando eu soube de todas as coisas terríveis que a Maggie suportou durante anos, não pude deixar de me perguntar o que ela fez para merecer aquilo. Só que não era bem uma pergunta. Eu sabia que ela não tinha feito nada. Eu sabia que aquela jovem já tinha sofrido demais com a morte do pai que amava e a doença da mãe e ela jamais na vida fez algo para merecer toda aquela tortura. Eu queria uma explicação, mas creio que nunca entenderei. Enfim... Porém, de uma coisa eu tenho certeza e sempre terei. Existe um Deus e Ele nunca deixa de escutar um filho. Jamais. Eu posso não entender um número enorme de coisas, mas acredito na existência de um Deus justo e que não deixa de escutar o pedido de um filho desesperado. Sei que Ele ouviu a Maggie (já estou trazendo a história para a vida real..rsrs...) e ao chegar ao final do livro, também vi que Ele fez justiça. Quando a Maggie pediu, tantas vezes a ajuda dEle, Deus já estava planejando o modo de ajudá-la. Nunca irei acreditar que Ele provocou a morte da Susan e das crianças, mas como li certa vez no livro "A Cabana", Deus costuma usar situações ruins para tirar algo bom disso. Ele usa um acontecimento terrível, por mais que não o tenha provocado, para ajudar alguém que precisa de ajuda. Acredito que Ele fez isso. Acredito que usou a morte da Susan e das crianças para salvar a Maggie. Nunca irei entender a morte deles, mas tbm não acredito que Deus as tenha provocado. Enfim... O ponto é: por mais que pensemos que Deus não nos ouve quando pedimos a ajuda dEle, quando imploramos por isso... Ele sempre ouve. Deus não ignora um pedido sincero, desesperado. E Ele jamais fica de braços cruzados.  


" - Você é religiosa?


- Acredito na existência de Deus, sim.


Piscou-lhe o olho.


- Está a ver? Já temos uma coisa em comum. Eu também sou crente. Mas mesmo que não fosse, acho que acreditaria nalguma coisa. Para algumas pessoas, é o universo. Para outras, é um poder superior. Independentemente disso, estou convencido de que há alguma coisa, chame-lhe destino ou Deus ou guardião ou atracção da Lua, que intervém na nossa vida. As coisas acontecem por uma razão.


-Aonde é que quer chegar?


Os seus olhos azuis sustentaram os dela." (página 126)




" - Acho que Deus olhou para baixo e decidiu que eu tinha coisas melhores para fazer do que fazer meu cérebro em pickles com whisky.  - O sorriso desapareceu e a expressão dos seus olhos tornou-se solene. - Eu não podia passar sem a Susan e os meus filhos, Maggie. Por alguma razão, era a altura de eles irem e não havia nada que eu pudesse fazer para o impedir. Vivi com as recordações, sentindo-me zangado e desamparado e inútil... e a perguntar a mim mesmo pelo menos umas mil vezes por que diabo não tinha morrido também. Agora, acho que sei. Posso fazer a diferença para si, para o Jaimie e para a Heidi, uma menina que sequer conheço." (página 127)


- Cortei uma parte deste trecho porque acredito que ainda não revelei nesta resenha algo que não quero contar...rsrsrs... Claro que vocês devem adivinhar que isso acontece, mas não quero contar demais...rsrs... Falei do padrasto da Maggie, mas sobre a história de amor da Maggie e do Rafe, o modo como as coisas acontecem para eles, como é a relação... isso eu não contei, certo? Disse como eles se conhecem, mas não contei cada momento da relação. Mas posso dizer algo: no momento que vocês começarem a ler este livro, não vão conseguir parar. Será impossível. Deixem os lenços preparados, preparem seus corações e não estejam perto de muita gente. Vocês irão rir, chorar, se emocionar demais. Esse casal penetra nos nossos corações sem pedir licença. A dor deles nos marca e nos faz sofrer também e os momentos de felicidade também nos contagiam. Eu me peguei chorando e rindo com eles. Me apaixonei pelo Rafe, pela pessoa maravilhosa que ele sempre foi, pelo homem que colocava as necessidades e os sentimentos das pessoas amadas bem acima do que ele próprio queria. O modo como ele tratou a Maggie, a maneira como ele a amou... tudo isso me marcou e não conseguirei esquecer. É impossível. A minha vida inteira lembrarei dessa história, desse casal. E a Maggie? Eu a admiro demais. Não sei se teria suportado tudo que ela suportou. Acho que não. Ela foi muito forte e não suportou pouca coisa, não. Seu tormento era tanto físico quanto psicológico. O doente que a atormentou durante tanto tempo fez questão de jogar toda a culpa para cima dela, fez questão de confundi-la e deixá-la ainda mais ferida. O que ele fez com ela não merece o perdão de ninguém e com certeza não tem o perdão de Deus. A Maggie se sacrificou por quem amava e uma pessoa que faz o que ela fez é muito mais do que valiosa. Merece toda a felicidade do mundo e eu fico muito feliz por ela ter encontrado o Rafe. Ele era o tal. Sua outra metade. Amo demais o Ryan, mas o Rafe era para a Maggie. Ele a fez recomeçar. Ele a fez amar. Mostrou o quanto ela era especial e a ensinou a confiar nele. Tudo... Cada momento dos dois juntos nesse livro é precioso. Apaixonante. Recomendo demais essa linda história de amor e superação. Essa linda história de recomeço. Me sinto muito feliz por ter tido a oportunidade de ler esse livro e agradeço muito a Maria Quinto e a Mónica pela indicação dessa história. Meninas, muito obrigada por indicarem essa história! Ela é muito mais do que preciosa. Não existe palavra para expressar o quanto essa história é mágica. Marcante. Gracias! :D




" - Em relação à Susan e ao amor que lhe tinha - prosseguiu. - Isso é outra coisa de que precisamos de falar. Uma parte do meu coração pertencerá sempre a ela e aos miúdos. - A voz ficou enrouquecida. - Não seria grande homem nem o meu amor valeria grande coisa  se conseguisse enterrar as pessoas de quem gosto e esquecê-las. Mas entenda, por favor, que as minhas recordações deles não têm nada a ver com o que sinto por si e pelo Jaimie. A Susan já cá não está, os miúdos já cá não estão. A vica continua. Um homem pode amar e amar profundamente mais do que uma vez. - Os olhos dele ficaram toldados de ternura enquanto a estudava. Amo-a a si, actualmente." (página 191)




" - Diz-me lá outra vez - sussurrou ela. - Que o Lonnie não tem importância.


Ele estreitou-a nos braços.


- Não tem importância. Nunca teve nem nunca terá. Amo-te, Maggie. Não há nada, nada, que possas dizer-me que alguma vez me faça deixar de te amar. A sério." (página 265)


- Recentemente, queridos leitores, li um livro que queria mandar para o inferno. Lembram dele? É da minha autora querida, Lynne Graham. Pois bem. Ao ler essa história de amor tão preciosa, não pude deixar de comparar as atitudes do Rafe com as atitudes do Alexei. Eles são muito diferentes. O Rafe realmente é digno de ser chamado de homem. Ele sabe ser homem, sabe amar. É impressionante o modo como o Rafe aceitou a Maggie e o filho dela (que não era filho dele!!!) sem sequer saber muito sobre a vida dela. Ele a amava e isso bastava. Como ele disse, ela poderia ter dormido com um time de futebol inteiro, por exemplo, e isso não mudaria nada. Não importava o que ela tivesse feito no passado. Ele sabia como ela era naquele momento, com ele e sabia que a amava. O passado não importava e o fato do Jaimie não ser filho biológico dele, não alterava em nada o modo como ele amava aquele bebê. O Rafe amou aquela criança como se fosse dele, sabe? Era o filho dele, mesmo sem ser biológico e ele mesmo afirma isso. Era seu filho. E quem leu minha resenha sobre Fogo Eterno sabe qual é a principal diferença entre o Rafe e o Alexei: o Rafe amava o Jaimie mesmo que o menino não fosse seu e o Alexei JAMAIS aceitaria o filho de outro homem. O Alexei é um cachorro que seria capaz de pisar na Maggie sem dó nem piedade se ela tivesse cruzado o caminho dele. Se o destino a odiasse tanto e tivesse reservado o Alexei para ela. Misericórdia! Graças a Deus isso não aconteceu! Aquele pedaço de cavalo, sem moral e egoísta não mereceria nunca alguém como a Maggie. Enfim... Enquanto o Rafe aceitava a mulher amada como ela era e com o passado que tinha... O Alexei se achava Deus e condenava sem sequer deixar a pessoa se explicar. Era tão egoísta que mandou a mulher que ele dizia amar escolher entre o filho e ele. Sem sombra de dúvidas, foi maravilhoso ler Uma Luz na Escuridão logo depois de ter lido aquela "coisa" chamada de história de amor que a LG escreveu. Uma Luz na Escuridão tirou o gosto amargo que o outro livro deixou. Não significa que eu deixei de odiar o outro livro, mas estou muito feliz, leve e sonhadora depois de ter lido o livro do "MEU" Rafe...rsrsrs.... Bem... O Rafe não é só meu. A Maria Quinto e a Mónica o viram antes de mim, mas sei que elas são boazinhas e dividem...rsrsrs... E a Carlita, que começou a ler o livro comigo, mas terminou antes, também divide. :D Não perguntei ainda, mas sei que sim.kkkkkkk...


- Já deixei bem claro que recomendo e MUITO este livro, certo? Creio que vocês, apaixonados e apaixonadas por romances, não devem deixar de ler este livro. É muito mais do que uma história de amor, gente. É único. Perfeito, sim. Tem quem diga que não existe história perfeita, mas este livro é perfeito apesar de qualquer imperfeição que possa ter. A mensagem que ele nos passa é para ser guardada no coração para sempre. E a Catherine Anderson com certeza já tem uma nova fã. Desde que li Amor à Primeira Vista. Espero com todo o meu coração não me decepcionar nunca com um livro dela. Desejo que ela sempre escreva histórias assim... Lindas, reais e mágicas.


E termino a resenha deixando a letra de outras duas músicas que combinam com esse casal. Quem me indicou as músicas foi a Mónica e eu sou apaixonada pela primeira (música: Eu Sei Que Vou Te Amar). Ela é simples e linda. Dá um nó na garganta toda vez que a ouço.


Eu sei que vou te amar

Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

(Música: Eu Sei Que Vou Te Amar/Cantor: Ivan Lins)




Eu nem sonhava

Te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol
No meu peito...
Quero acordar
Te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Com sua ajuda
Tranqüila e serena
Vou aprendendo
Que amar vale a pena...
Que essa amizade
É tão gratificante
Que esse diálogo
É muito importante...
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Eu nem sonhava
Te amar desse jeito...(5x)


(Música: Êxtase/Cantor: Guilherme Arantes)
 
Série Completa:



Série Kendrick/Coulter


1. Uma Luz na Escuridão
2. Amor à Primeira Vista
3. O Domador de Paixões
4. Mais Perto do Céu
5. Olhos Brilhantes
6. O Sol da Minha Vida


Falta publicar esses:


7. Summer Breeze (2006)
8. Sun Kissed (2007)
9. Morning Light (2008)
10. Star Bright (2009)
11. Early Dawn (2010)

Bjs!
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