1º Livro da Série Família Birmingham
"A chama e a flor" é uma história de amor entre uma camponesa irlandesa (Heather) e um violento e auto-suficiente capitão ianque (Brandon), tendo como pano de fundo o submundo da poderosa Londres do século XVIII e os sonhos e mazelas de uma sociedade em formação numa América feudal."
Uma tentativa de estupro marca para sempre a vida de Heather.
Ao ver-se acuada por seu agressor, fere-o de morte. Horrorizada, foge e começa a vagar pelas ruas de Londres.
Acaba em um navio, onde o capitão, confundindo-a com uma prostituta, abusa dela.
Após algum tempo, Heather descobre que está grávida, e o capitão do navio deseja reparar a desonra tomando-a por esposa.
Após algum tempo, Heather descobre que está grávida, e o capitão do navio deseja reparar a desonra tomando-a por esposa.
Pouco a pouco o inicial receio entre ambos dá espaço ao afeto, e amadurece a semente do amor.
Entretanto, o passado espreita, disposto a dar um golpe fatal a seus sonhos.
Palavras de uma leitora...
- Eu comecei a ler esse livro por pura curiosidade.rsrs... Tinha lido um comentário muito engraçado sobre ele no skoob e senti vontade de conhecer o tal "psicopata".kkkkkk... Essa palavra que a menina usou para descrever o mocinho, me fez lembrar de algo que eu tinha dito sobre o Clayton (de Whitney, Meu Amor) e eu cheguei a chorar de tanto rir.rsrs... Aí, não resisti e tive que conhecer o Brandon. Eu até esperava odiá-lo, mas isso não aconteceu. Talvez eu não esteja no meu normal ultimamente, mas achei esse mocinho bem mais suave do que outros que conheci (bem mais suave do que o Clayton e o Ráfaga, por exemplo.). É verdade que ele se comporta como um verdadeiro canalha no início do livro. Ele realmente estuprou a mocinha e mais de uma vez. Três no total. O que ele fez foi marcante e muito cruel. A mocinha sofreu, gritou, chorou e nada o fez parar. Ele ainda teve a cara de pau de brincar com algo que era muito sério. De fingir que o que fez não tinha importância, que não era grave. Ele se desculpou com a sua consciência ao dizer que acreditava que ela fosse prostituta, mas nada justifica. O que ele fez foi nojento e desumano. Ele não teve um pingo de piedade da mocinha, apesar de não ter agido com violência. Deu pouca importância ao que ela sentiu. Na verdade, não deu importância alguma. Suas lágrimas não o comoveram e ele ainda zombava da dor dela. É algo realmente capaz de esquentar nosso sangue, nos fazer desistir da leitura e odiar demais o mocinho. Mas... Se a cena é realmente tão revoltante e não há desculpas para a atitude do mocinho... Por que então eu o perdoei e acabei me apaixonando por ele?rsrs... Talvez porque eu tenha ficado louca. Não sei explicar. É só que depois de ter conhecido alguns mocinhos bem complicados e ter lido o livro do Roger (apesar do Roger jamais ter estuprado ou agredido a Isaura), eu estava disposta a conhecer o mocinho melhor antes de formar uma opinião sobre ele. E quase imediatamente ele ganhou meu coração.rsrs... É um tipo de carinho que não dá bem para explicar, pois o Brandon é complicado demais e é muito difícil entendê-lo. Acredito que numa outra época, alguns meses antes, eu sequer procuraria entendê-lo. Acredito que ele não teria a menor chance comigo e eu não teria paciência com as suas oscilações de humor... e suas brincadeiras irritantes. Do modo como ele brinca com tudo e mais um pouco. O Brandon é verdadeiramente irritante em vários momentos. Seu sorrisos debochados seriam capaz de esquentar demais o meu sangue no passado. Mas no caso desse livro, esse modo de levar as coisas, zombar de assuntos importantes, só me irritou demais realmente uma vez. Quase no final do livro. Achei que ele tinha ultrapassado o limite naquele momento. Que deixou escapar uma oportunidade valiosa de consertar um pouco o que tinha feito antes. Mas ele não fez isso. Levou na brincadeira mais uma vez e foi aí que eu realmente me aborreci seriamente com ele. Apesar de amá-lo, em momento algum eu esqueci o estupro. Só que eu vi nele algo além daquele canalha que tinha feito o que fez, entende? Não me "apeguei" ao estupro, não deixei que aquele ato condenasse o livro inteiro, antes de eu terminar de lê-lo. Acreditei que o mocinho merecia uma chance de mostrar que tinha o seu valor, apesar de qualquer coisa. Gente, não estou diminuindo o que ele fez. Não estou dizendo que foi certo e que não era importante. Nada disso. O que ele fez foi muito mais do que errado. A mocinha realmente não queria nada com ele. Ela realmente lutou, ela realmente sofreu e tudo que queria era distância dele. Eu não esqueci nada disso. Mas já que tinha perdoado outros mocinhos que tinham cometido esse crime gravíssimo, acreditei que ele também merecia uma chance de me mostrar que não era um monstro e continuei a leitura. Acabei me apegando muito ao mocinho.rsrs... Sim. Eu realmente me apaixonei por um mocinho que tinha cometido estupro e apesar de já ter perdoado algo assim antes, eu fiquei até um pouco chocada. Ainda mais porque ele não pagou pelo que fez. Nada que tenha passado, foi realmente um castigo. Se ele sofresse como o Clayton sofreu por exemplo, eu ainda não me sentiria culpada por tê-lo perdoado. Como é que é?! rsrs... Sim. Me sinto um pouco culpada por ter perdoado o Brandon. Porque se eu for bem sincera, ele não pagou pelo erro e nem procurou pedir perdão. Ele fez de conta que nunca tinha feito nada e zombou demais das coisas. Mas, se eu também for ser sincera o perdoei porque enxerguei que toda aquela zombaria era um modo de se defender de seus próprios erros. Um modo de procurar aliviar a consciência. Acredito que ele tinha inclusive medo de pedir perdão, por não saber como a mocinha reagiria diante de tudo. Negar para si próprio que tinha cometido o erro, era uma forma de se defender dele. A maior parte das vezes nas quais o Brandon sorriu daquele modo irritante, ele estava procurando se proteger de algo. Da fascinação que estava sentindo pela mocinha, do seu terrível crime, do amor que ele estava começando a sentir por ela... Não é correto fazer o que ele fazia. Se proteger, negando os fatos. Mas era uma característica dele e eu procurei entendê-lo. Além disso vi muita ternura no Brandon, amor, nos sorrisos carinhosos, nos olhares, no modo como ele ficava pensativo algumas vezes enquanto a observava. Na forma como tocava seus cabelos, na alegria que sentia quando ela sorria. Eu enxerguei amor nele. E o vi inclusive muito vulnerável diante desse sentimento inesperado. Ele não queria amá-la. Não queria se importar com ela, mas aconteceu. Aquela jovem que ele tanto tinha ferido, invadiu seu coração e ele não sabia nem o que fazer, como se aproximar dela. Aí, ficava irritado e dizia coisas que não queria dizer. Eu vi o Brandon como um menino teimoso e perdido em muitos momentos.rsrsrs... Houve momentos nos quais desejei protegê-lo de toda aquela confusão. Enfim... Ele me conquistou, gente. E não foi escolha minha. Simplesmente aconteceu.
Um pequeno resumo:
A história começa quando os pais da mocinha já faleceram e ela está com 17 anos. Ela vive com uma tia que é o demônio em forma de gente e já não aguenta mais tanto sofrimento. Ser surrada sempre que sua tia deseja, humilhada e explorada. Como se sequer fosse um ser humano. A tia da mocinha a odiava por ela ser tão bela como a falecida mãe. Ela tinha inveja da mocinha e por isso vivia maltratando-a dia e noite e todo aquele sofrimento, aquele inferno já durava dois anos. Tudo que a mocinha queria era ter uma oportunidade de sair daquele lugar. De recomeçar longe de tudo aquilo.
E quando o irmão da sua tia apareceu, disposto a levá-la com ele para Londres e lhe arrumar um emprego como professora de uma escola para senhoritas, Heather viu nele um anjo enviado para salvá-la. Confiante, ela partiu acreditando que a partir daquele momento nada mais seria igual. E realmente não foi. Heather saiu de um inferno para cair em outro ainda pior.
Ao chegarem em Londres, William finalmente mostrou suas garras. Tentou violentar a mocinha e num momento de desespero, ela pegou uma faca para se defender. Durante a luta, ele acabou conseguindo se apoderar da faca e quando a mocinha conseguiu se soltar das mãos dele, ele caiu... por cima da faca.
Desesperada e em choque, Heather fugiu sem olhar para trás. Fugiu sem saber para onde e o que fazia. Tudo parecia um pesadelo e ela só queria acordar. Estava com medo de tudo e acreditava que a qualquer momento a polícia iria encontrá-la e acusá-la de ter matado aquele homem. Por isso, quando dois homens se aproximaram, parecendo estar justamente a procura dela, Heather ficou tão assustada, que sequer resistiu. Acreditava que era a polícia e que estavam levando-a até o juiz, que iria decidir seu destino. Condená-la por um crime que ela sequer tinha cometido. Mas quem iria acreditar nela? Quem iria acreditar que aquele verme simplesmente caiu por cima da faca?
Aqueles dois homens, levaram Heather até o camarote de Brandon. Ele tinha acabado de chegar em Londres e depois de tanto tempo no mar, sem companhia feminina, precisava "aliviar" suas necessidades. Fazer sexo com alguma mulher, independente de quem fosse. Desde que fosse mulher e estivesse limpa...
Quando seus dois criados se aproximaram com Heather, ele sequer perdeu tempo. A luta da mocinha não foi nenhum impedimento para ele. Pelo contrário. Ele chegou a rir dos seus esforços, acreditando ser um jogo para excitá-lo ainda mais. E quando a possuiu e descobriu que ela era virgem, não sentiu um pingo de remorso. Continuou até saciar seus desejos e depois a deixou chorando.
Quando descobriu que ela era virgem e que estava apenas perdida, sua única preocupação foi com o fato dela pertencer a alguma família importante e ele acabar condenado por tê-la violentado. Mas quando ela esclarece que era pobre e não tinha quem se importasse com ela, Brandon fica aliviado e mais do que disposto a continuar violando-a. E comete o crime mais duas vezes, antes da mocinha finalmente conseguir escapar.
Heather, tomada pelo pânico e o ódio, conseguiu fugir daquele lugar e resolveu voltar para a casa da sua tia, mesmo sabendo que continuaria sofrendo ali. Mas qualquer coisa era melhor do que ter que suportar as coisas que Brandon fazia com ela. Do que ter que suportar toda aquela dor e humilhação.
Depois de muitas semanas, a tia de Heather acaba descobrindo que ela está grávida e ela se vê forçada a contar o que lhe tinha acontecido. Ou pelo menos, parte do que aconteceu. E a partir daí, um reencontro nada agradável se aproxima. Brandon, que nunca tinha sido forçado a fazer nada em sua vida, se vê obrigado a se casar com a mocinha, se não quiser apodrecer na prisão ou inclusive ser condenado à morte.
E um casamento por obrigação, onde as duas pessoas não queriam estar casadas só pode começar e terminar mal, não é? Ou será que não?
- Bem... Em resumo posso dizer que gostei muito desse livro apesar do início nauseante. Brandon não se arrependeu. Ou pelo menos, não quis admitir que tinha errado. Como posso dizer? Ele negou para si mesmo que tinha cometido algo de errado e por isso, em momento algum, pediu perdão a mocinha pelo que tinha feito. Tudo ficou por isso mesmo. Como se ele nunca tivesse feito nada, porém eu o perdoei. Sei que parece loucura, mas eu senti que podia perdoá-lo independente do que ele fez. Lhe dei outra chance e não posso dizer que me arrependi. Na minha opinião, apesar da falta de pedido de perdão e o modo como ele a tratou inicialmente, ele merece perdão. Não é um mocinho perfeito. Sequer posso dizer que ele é perfeito apesar de qualquer imperfeição.rsrs... Não é. Está muito longe disso, mas eu o amo mesmo assim e achei o relacionamento entre o casal, após o casamento, muito fofo. Tinha sim momentos em que eu desejava esganar o mocinho e até mesmo a mocinha, mas gostei muito de como as coisas ficaram depois do início. Do modo como Brandon precisou resistir, de como eles foram se conhecendo mais e se aproximando. Eu cheguei a rir muito com algumas cenas... algumas loucuras e diálogos desse casal. Me apaixonei por eles. Torci por eles e até acho que eles mereciam uma história melhor do que essa. Mereciam uma história bem melhor, pois apesar da história ser muito boa, a autora pecou pelo excesso.
A Kathleen exagerou demais nessa história, gente. A beleza impactante da mocinha (todos os homens a desejavam. TODOS. Quase paravam de respirar quando ela passava e queriam violentá-la.rsrs...), o excesso de narração inútil (a autora não precisava narrar tudo que narrou), chegando ao ponto de cansar o leitor... e o mais importante para mim: a forma como ela terminou a história. Queridos leitores, tenho que ser sincera com vocês, apesar de desejar que leiam o livro...rsrsrs... O final é ridículo. Eu não sabia se ria ou chorava.kkkk... Não tenho nem palavras para explicar o quanto achei tudo aquilo chocante, ridículo, desnecessário. Não sei no que ela estava pensando quando decidiu que o livro tinha que terminar como terminou, mas... Enfim..rsrs...
- Recomendo a leitura? Sim. Apesar dos exageros e do início cruel, não é um livro ruim. Não me arrependi de lê-lo, me diverti muito com ele, achei o casal adorável e o Brandon conquistou totalmente meu coração. Amo demais esse mocinho complexo e teimoso.rsrs... Só por ele eu seria capaz de reler o livro. E o livro não perdeu uma estrela por causa dele. Apesar de ter ficado muito furiosa com ele quase no final da história, por ele ter jogado fora uma oportunidade única de se explicar, de pedir perdão e encarar as coisas de maneira séria, o livro perdeu uma estrela porque teve muitas falhas. A soma de tudo fez com que eu considerasse que o livro não era digno de cinco estrelas. Apesar disso, ele está entre os favoritos.
- Sabiam que o Brandon me fez lembrar de uma música que minha irmã vive escutando?rsrs.. Não posso dizer que sou fã dessa música, apesar dela ter uma letra muito bonita. Mas é que eu não acredito no arrependimento que a música tenta passar, sabe? Não acredito que houve o arrependimento citado, mas lembrei da música.rsrs.. Ela é muito linda, sim. Só tenho problemas com ela por não acreditar que o cara se arrependeu.kkk...
Os trechos dos quais o Brandon me fez lembrar:
"Eu não vou ficar aqui
Vendo a gente se perder
Eu não posso admitir
Que um de nós tem que sofrer
Eu errei não vou negar
Mas perdoa por favor
Dá uma chance em nome do amor"
"Eu to pedindo desculpa por quê não cumpri meu papel
Desesperado, arrependido, pelo amor de Deus
Vida me dá mais uma chance minha vida
Não me abandone amor ainda
Tô tão envergonhado do que eu fiz
Por nada, não vou deixar de amar você por nada
Você é minha luz, a minha estrada
Eu vou lutar pra te fazer feliz!"
- Eu gostaria que o Brandon tivesse se desculpado, que tivesse ficado desesperado, arrependido. Que suplicasse o perdão da mocinha, que implorasse para ela não abandoná-lo, que dissesse pelo menos o que o cantor disse: "Tô tão envergonhado do que eu fiz." Não posso dizer que não fiquei chateada com ele por causa disso. Eu fiquei. Mas o amo, apesar de não achá-lo perfeito. Apesar de ver que ele pode ser um completo canalha algumas vezes. Enfim...
Bjs e até breve!

