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29 de janeiro de 2013

O Reverso da Medalha - Sidney Sheldon


(Título Original: Master of the Games
Tradutor: A.B. Pinheiro de Lemos
Editora: Record
Versão de: 2011)


1º Livro da Saga da Família Blackwell


Kate Blackwell é símbolo do sucesso, uma linda mulher que transformou sua herança em império internacional – uma personalidade misteriosa, envolta por milhares de perguntas sem respostas. Detentora de uma posição de destaque entre os poderosos ela é uma sobrevivente, assim como foi seu incansável pai, que arriscou a própria vida para extrair uma fortuna em diamantes da inóspita África do Sul.

Agora, ao comemorar 90 anos, Kate analisa a família que manipulou, dominou e amou: o belo e o grotesco, a serenidade e a loucura, a bondade e a maldade – todas as suas conquistas ao longo da vida. E na extravagante celebração, os fantasmas de Kate a rondam, fantasmas de amigos e inimigos. Lembranças de uma vida de chantagens e assassinatos. Fantasmas de um império fundamentado em pura ambição.

O Reverso da Medalha é um implacável jogo pelo poder, e Kate só joga para ganhar. O mestre Sidney Sheldon constrói mais uma saga emocionante, marcada pelo mesmo estilo que cativou milhões de leitores em todo o mundo e fez dele o mais popular escritor norte-americano.



Palavras de uma leitora...



- ATENÇÃO! Há a possibilidade desta resenha conter spoiler. Se você ainda não leu este livro e não quer saber absolutamente nada de importante sobre a história, NÃO leia esta resenha! Não estou afirmando que terá spoiler, pois não faço a menor ideia do que escreverei (risos), mas há a possibilidade. Por isso, por precaução, NÃO LEIA ESTA RESENHA!!!! 



"Não me sinto com 90 anos, pensou Kate Blackwell. Para onde foram todos os anos? Ela ficou observando os fantasmas que dançavam. Eles sabem. Estavam presentes. Foram uma parte desses anos, uma parte da minha vida."


- É impressionante até onde a ganância, a sede por poder e controle pode levar uma pessoa. Não é surpreendente, apenas impressionante. E o quanto o ódio, a inveja e o desejo por uma vingança sem sentido, podem ser destruidores. Mas nada me surpreendeu nesta história. Não só por eu ter lido A Senhora do Jogo e já conhecer bem a família Blackwell... mas também porque a natureza humana não pode mais me surpreender. Desde o início dos tempos que o ser humano é capaz das piores coisas. Com estranhos ou pessoas do seu próprio sangue. 


- Kate Blackwell, a poderosa dona da Kruger-Brent, um conglomerado que possuía o mundo, está completando 90 anos. Em seu aniversário, ela é invadida pelas lembranças... lembranças de histórias que ouviu sobre o pai que não conheceu, lembranças de épocas boas e tudo que ela teve que fazer para conseguir manter a Kuger-Brent. Tudo que foi preciso fazer. Pessoas que fizeram parte da sua vida e já não estavam mais dançavam em sua festa... Os fantasmas se misturando com os vivos. Teria valido a pena? Todos os sacrifícios? Todas as escolhas e sentimentos dos quais ela teve que abrir mão pela Kruger- Brent? Todas as vidas que se perderam para que o que seu pai construiu, se mantivesse vivo e próspero? Ao olhar para trás e pensando racionalmente, Kate diria que sim. Mas bem lá no fundo, ela ainda lamentava pelas pessoas que perdeu. Pelas pessoas que destruiu. Pessoas que confiaram nela. Pessoas que ela não amou o suficiente para proteger. Kate vivia pela Kruger-Brent. Sempre viveu. E por essa empresa e suas vontades, destruiu a vida daqueles que mais a amaram nesta vida. Mas a Kruger-Brent sobreviveu aos anos, à guerra... E era isso que realmente importava.


"O jantar e o baile estavam agora encerrados, os convidados haviam se retirado e Kate estava a sós com seus fantasmas. Sentou-se na biblioteca, resvalando para o passado. Sentiu-se de repente deprimida. Não restou ninguém para me chamar de Kate, pensou ela. Todos já se foram. O mundo dela encolhera. Não fora Longfellow quem dissera que "as folhas da memória produzem um farfalhar de lamento no escuro?" Ela estaria em breve entrando no escuro, mas não por enquanto. Ainda tenho que fazer a coisa mais importante da minha vida."


- Ao olhar para o passado da Kate, tudo que posso sentir por ela é pena. Nada mais. Nem ódio nem amor. Somente pena. Mas não é por ela que eu mais lamento. Não. Lamento profundamente pelas pessoas que tiveram a infelicidade de cair em seu caminho. 


- Jamie McGregor, pai de Kate, havia sido um sonhador. Um sonhador que não apenas sonhou, mas que lutou pelos seus sonhos e mesmo com todas as dificuldades e quantidade de vezes nas quais esteve de frente com a morte, venceu. Conseguiu realizar seus sonhos e construir um império capaz de fazê-lo ter o que desejasse. Ele jogou sujo como um dia jogaram com ele. Ele se vingou. Fez aqueles que se aproveitaram do jovem de 18 anos e que planejaram sua morte, pagarem. Ele sentiu o sabor da vingança e conseguiu mais do que poderia imaginar... mas ainda em vida ele percebeu que não tinha valido a pena. Tinha dado seu sangue por aquele império, tinha passado fome e sede, mas depois de conseguir construí-lo, ele percebeu que faltava algo. Algo que ele tinha perdido no meio do caminho: o amor. A capacidade de amar. Nada do jovem de 18 anos restava nele. Nada. O rapaz que tanto tinha acreditado nas pessoas e na bondade delas, estava morto. Por mais que tentasse, ele não conseguia mais amar. A única pessoa que conseguiu preencher um pouco do vazio que existia dentro dele foi seu filho. O bebê que ele outrora tinha rejeitado tão cruelmente. O bebê que ele sequer quis conhecer. Quando é forçado pela mãe da criança a conhecer o filho, a tê-lo debaixo do seu teto, algo desperta dentro de Jamie. Não imediatamente. Demora ainda. É preciso ele ouvir o choro do bebê, é preciso ele deixar o filho segurar o seu dedo e vê-lo sorrir para ele, corajosamente, para que Jamie perceba. Perceba que aquela criança é sua carne e seu sangue. Que aquela criança precisa dele. Depende dele. E assim, aquele vazio tão doloroso é preenchido. Ao menos em parte. E é justamente esse filho que se torna sua perdição. O amor... Que poder tem o amor, não é mesmo?! Um poder inexplicável. Ele tanto pode te dar motivos para viver, te fazer recomeçar e ser feliz... quanto pode te destruir. Literalmente. O amor que despertou dentro dele... Aquela necessidade de proteger o filho, os sorrisos dele ao longo dos anos, todas as vezes que ele o chamava de papai e os planos e passeios que faziam juntos... A simples existência daquele bebê... acabam significando o fim de Jamie McGregor. As minas não conseguiram matá-lo, nenhum animal selvagem que cruzou o seu caminho, nem a terrível surra encomendada para matá-lo, nem mesmo aquele deserto cruel. Nada. Mas o amor que ele sentia pelo filho, sim. Aquele amor o matou.


- Após a chegada do filho em sua vida, Jamie viveu sete ótimos anos. Anos felizes, preenchidos pela presença do filho. Não se importava com o fato de fazer cada dia da esposa ser um inferno. Não se importava com o fato de suas traições serem como facas destruindo-a por dentro. Só amava aquela criança. Não era capaz de amar a mulher que ele enganou e usou sem piedade. A menina de 17 anos que ele fez com que se apaixonasse por ele, por uma vingança que nada tinha a ver com ela. Ao olhar para ela, Jamie sentia-se indiferente. Ela era necessária somente para o seu filho, mas era dispensável para ele. E ele a traiu durante todos aqueles anos. Anos nos quais Margaret sofreu calada, ainda acreditando que poderia invadir o coração do marido e fazê-lo sentir ao menos um pouco de carinho por ela. Ela passou anos se iludindo... anos desperdiçando a própria vida. Mas se necessário fosse, teria feito tudo de novo. Pois se Jamie não era capaz nem de amar a si mesmo, ela era capaz de amá-lo pelos dois. E sempre estaria ao seu lado. 

- Quando o filho desses personagens tão marcantes (para mim eles são muito mais interessantes do que a Kate) desaparece, o mundo deles vai ao chão. Num instante tudo estava bem. No instante seguinte o filho deles estava desaparecido. E pouco tempo depois, a filha deles, de poucos meses, também desaparece. Jamie sente-se gelar. Margaret se tranca no quarto, recusando-se a falar com os outros ou a abrir os olhos. Era tudo um pesadelo e se ela se mantivesse de olhos fechados, poderia continuar acreditando nisso. Podia ter a ilusão de que seu filho segurava em suas mãos e dizia que estava tudo bem. Ele não estava desaparecido. Não estava sofrendo. Não estava morto. Tudo menos isso. Ela não poderia suportar. Jamie também não poderia suportar que seu filho tão pequeno e tão bom estivesse passando por coisas terríveis nas mãos de pessoas que queriam se vingar de Jamie. Que sequestrassem ele! Que o fizessem sofrer até a morte, mas poupassem o seu filho! Só que as coisas... elas simplesmente nem sempre podem ser como nós desejamos. 

- Receber a notícia da morte de seu filho, provoca um choque terrível em Jamie. Nunca mais ele ouviria a risada daquela criança que tanto o idolatrava. Nunca mais o ouviria chamá-lo de papai. Estava morto. E tinha sofrido uma morte terrível. Por sua culpa. O derrame foi inevitável. A dor acabou com todas as defesas de Jamie. Com toda a sua capacidade de sempre continuar lutando. Ele desiste de lutar e sofre um derrame muito sério, vindo a morrer um ano depois. 

- Margaret, que consegue recuperar ao menos a filhinha de poucos meses com a ajuda de um antigo amigo, passa todo aquele ano cuidando da filha e do marido. Ela não quis enfermeira. Não quis ajuda de ninguém. Ao menos daquela vez, ao menos durante aqueles meses, seria dela que Jamie precisaria. Seria ela que cuidaria de todas as suas necessidades. Até o fim. Ela o amava e cuidar dele pessoalmente fazia a dor diminuir. Jamie morreu ao seu lado. Sem nunca ter recuperado a fala. Sem nunca ter recuperado um só movimento. Era um vegetal. Mas era o amor da sua vida. 

- Margaret passou os anos seguintes dedicando-se de corpo e alma à filha e a empresa que seu marido tanto tinha lutado para construir. Ela viveu por eles e quando sua filha completou 18 anos, ela também partiu. Estava preparada para se juntar ao Jamie. Sempre esteve. Desde o dia em que acordou e descobriu que ele estava morto ao seu lado. Desde aquele dia ela ansiava por partir, pois por mais infantil ou estúpido que pudesse parecer, ela sentia a necessidade de saber que ele estava bem, estava sendo bem cuidado. E queria continuar cuidando dele para sempre. 


- Após o enterro da mãe, Kate percebe, pela primeira vez na vida, que todos se foram. Que ela está sozinha. O medo não deixa de tentar derrubá-la, mas ela se volta ainda com mais intensidade para o David. O amigo de seu pai, seu braço direito, que tinha acompanhado o seu crescimento e por quem ela era apaixonada desde pequena. Kate então decide que fará duas coisas em sua vida: fará a Kruger-Brent dominar o mundo e conseguirá David para si. De qualquer maneira. E se preciso fosse jogar sujo para isso e destruir a felicidade de outras pessoas, ela assim o faria. Perder nunca foi uma possibilidade. Ela era uma vencedora. A senhora do jogo. Nunca perderia. 


" - O tempo é como areia numa ampulheta. Escorre rapidamente."


- Eu poderia contar toda a história aqui, mas não acho justo. Nem necessário. É uma história que vale a pena ler? Com certeza e por isso mesmo não darei spoiler sobre tudo. Quando resenhei o livro A Senhora do Jogo (continuação de O Reverso da Medalha) dei bastante spoiler, pelo que lembro. Mas, primeiro: eu precisava desabafar.rsrs... Segundo: achei o livro tão forte, mas tão forte e cruel que achei que vocês mereciam saber o que exatamente os aguardava. Deixei que vocês escolhessem se leriam o spoiler ou não. Mas no caso de O Reverso da Medalha, só dei spoiler sobre Jamie e Margaret. Personagens que me marcaram muito mais do que qualquer outro personagem dessa história. Como diz o seguinte trecho do livro: "Se. Uma palavra de duas letras, sinônimo de inutilidade. O futuro era argila, a ser moldado dia a dia, mas o passado era um leito rochoso, imutável." Mesmo que a palavra "se" seja inútil, na maioria das vezes, não deixei de lamentar pelo que poderia ter sido. Se o pai de Margaret não tivesse agido de forma tão monstruosa com o Jamie e destruído aquele rapaz tão alegre e sonhador, cheio de esperanças e confiança na humanidade, ele e Margaret poderiam ter sido felizes. Não canso de rever na minha mente o primeiro encontro deles, quando ela só tinha 16 anos, se não me engano. A forma como eles se olharam e a promessa de um lindo futuro que existia ali. O pai de Margaret destruiu esse futuro. E isso me encheu de tristeza. Quando retorna, um ano depois, tudo que Jamie deseja é usar Margaret para sua vingança. E ele não se vinga só do pai dela, mas dela também. Uma vingança terrível que causou uma dorzinha em mim também. Que foi dolorosa demais para mim. Margaret nunca mereceu aquilo, mas Jamie estava insensível. Tinha se transformado num homem frio e capaz de ser cruel quando assim o desejava. Ver todos aqueles anos se passarem sem que ele volte atrás, sem que ele lhe peça perdão e tente fazê-la feliz, é bem amargo. Eu me peguei com os olhos cheios de lágrimas pelos dois. E esse amor incondicional que Margaret sentia por ele me causava vontade de sacudi-la e também muita admiração. Eu jamais seria capaz de amar como Margaret o amou. Todos os seus anos de vida, depois de conhecê-lo, foram vividos por ele e pelos frutos daquele amor e ódio que os unia. Quando sua filha esteve pronta para se virar sozinha, ela partiu. Para ir ao encontro dele. Me alegra acreditar que ao menos depois da morte eles puderam se entender. Que puderam estar realmente juntos. Será que é ilusão demais?rsrs... Mas me pergunto quantas vezes, se os mortos realmente puderem nos ver de onde quer que eles estejam, eles devem ter chorado ao olhar para a Kate. Para a filha deles. Para as coisas que ela fez. E para os frutos dela. Acho que Jamie nunca teria construído a Kruger-Brent se soubesse o que o futuro reservava para aqueles que faziam ou fariam parte daquela família... 


- A história O Reverso da Medalha não fala só sobre Jamie e Margaret. Não. Fala de muito mais. Só para vocês terem uma ideia esse livro tem 590 páginas. O autor fala de Jamie e Margaret da página 19 até a 195, só. Depois nós conhecemos a história de outras pessoas. Tudo que a Kate vive e que eu não vou contar e tudo que as pessoas que surgem em seu caminho passam por causa dela. Tudo que a família Blackwell conseguiu construir ou destruir. É uma história que eu não diria que não vale a pena ler. Quem conhece as histórias do SS sabe que sempre vale a pena ler seus livros. E esse livro nem é tão cruel como sua continuação.


"Todo o sofrimento do passado fora a troco de nada? Não, pensou Kate. Não vou permitir que termine assim. Nem tudo foi desperdiçado. Construí uma dinastia orgulhosa. Um hospital em Cape Town tem o meu nome. Construí escolas e bibliotecas, ajudei o povo de Banda. A cabeça de Kate começava a doer. A sala ia se enchendo lentamente de fantasmas. Jamie McGregor e Margaret, muito bonita, Banda a lhe sorrir. E o querido e maravilhoso David, de braços estendidos. Kate sacudiu a cabeça para desanuviá-la. Ainda não estava pronta. Em breve, pensou ela. Muito em breve."


- Já mencionei que não gosto da Kate? Não a odeio, mas não gosto dela. É verdade que sinto pena dela, mas jamais gostaria de encontrar em meu caminho alguém como ela. Não é uma protagonista capaz de despertar o nosso carinho, o nosso amor. Sabe aquela pessoa que te destrói com um sorriso doce no rosto e palavras suaves? Te destrói sem que você sequer possa perceber de onde surgiu o golpe fatal? Kate é exatamente assim. Ela acaba com você jurando que tudo que fez foi para o seu bem. E o pior é que ela realmente acredita nisso. É doida. Na minha opinião, essa mulher é doente. 



- Quando fiz a resenha sobre A Senhora do Jogo, disse o seguinte: "Eu ainda não li o livro O Reverso da Medalha. A Senhora do Jogo é a continuação dele. Para entender melhor essa "família" eu deveria procurar esse livro pra ler e até tinha intenção de fazer isso em breve, mas agora não tenho mais. Para que vou conhecer melhor essa gente? Já sei o suficiente." Na época em que escrevi isso, realmente não tinha intenção de ler O Reverso da Medalha. Minhas emoções estavam todas à flor da pele. Eu odiava a família Blackwell e tudo que a Kate tinha conseguido criar. Considerava essa família amaldiçoada (e ainda considero) e não queria nunca mais ouvir falar dela. E o que me fez mudar de ideia? A vontade de conhecer todas as histórias criadas pelo meu querido Sidney Sheldon. Não me importa se irei ou não odiar os livros dele que ainda pretendo ler, eu simplesmente quero lê-los. Porque foram escritos por esse autor que eu tanto amo e admiro. Basta um livro ser dele para que eu queira lê-lo. Não me importa capa, título ou sinopse. Mesmo que eles não despertem minha atenção, o fato de ser um livro dele bastará para eu lê-lo. :) 


- É isso, gente. Recomendo a história? Se você for um fã do autor, recomendo sim. Se não for, deixo que você leia por sua conta e risco.kkkkk.... Não será por recomendação minha. Dei cinco estrelas ao livro no skoob sem pensar duas vezes. Apesar de todas as coisas que existem nessa história e que me abalaram de uma forma ou de outra, é um livro digno de 5 estrelas e até de mais estrelas! Um dos melhores livros que eu já li do autor. Seu talento fica evidente nesta história. Ele consegue prender nossa atenção desde a primeira página e não conseguimos largar o livro até terminar a leitura. Eu não consegui.rsrs...


Bjs e até breve! 

22 de dezembro de 2010

A Senhora do Jogo - Sidney Sheldon com participação de Tilly Bagshawe (Desafio de Férias)


A aguardada continuação de um dos maiores sucessos de Sidney Sheldon. No seu bestseller mundial, O reverso da medalha, o autor nos apresentou à glamurosa e manipuladora família Blackwell e sua inesquecível matriarca, Kate. Tilly Bagshawe, autora do elogiado Adorada, retoma a saga dos Blackwell, seus amores, dramas e conspirações desde a década de 1980 até os dias atuais, quando uma nova geração comanda os negócios da família. Tenso e provocativo, A senhora do jogo agradará aos milhões de fãs de Sidney Sheldon e tem tudo para conquistar novas gerações de leitores.


Palavras de uma leitora...

- Tenho tanta coisa para dizer e não sei nem por onde começar... Talvez deva começar dizendo o que senti depois de terminar de ler essa história. Eu terminei de ler o livro era quase meia-noite. Depois de fechá-lo fiquei parada pensando em tudo que os personagens viveram e no quanto eu torci para que a Lexi, o Robert e o Gabe vencessem. Não torci pelo Max porque o prólogo revela que ele morre, senão também teria torcido por ele. Me senti péssima com o final da história. Ao lembrar de cada detalhe, cada sofrimento, perdas e medos, eu comecei a chorar. As coisas não precisavam ter terminado como terminaram. Foi horrível. Uma destruição em massa. Nossa "Senhora do Jogo"? Como sinto compaixão por essa menina. Ela se destruiu durante o jogo. Ninguém precisou destruí-la. Ela mesmo fez isso. Lexi pode até pensar que venceu, mas quem ler o livro até o fim e ver como ele termina, vai perceber que ela nunca vai ser feliz. Seu verdadeiro eu está destruído, acabado. Ela está viva, mas não está, entende? Eu me senti mal em ver no que ela se transformou. Confiei nela durante a história inteira.  Acreditei no seu potencial para vencer, mas ela me decepcionou. Perdeu quem realmente era durante sua luta por vingança. Maldito desejo de vingança! É horrível o que a verdadeira vingança pode fazer com uma pessoa. Ela destrói. Saiu destruindo tudo por onde passava sem piedade. Eu fiquei chocada com o final de cada personagem. E não é só a vingança que tem esse poder destrutivo. A culpa também. Nesse livro culpa e desejo de vingança saem destruindo os personagens. E as destruições são chocantes. As pessoas morrem de maneiras que você não deseja pra ninguém.

- Mas antes de continuar, preciso avisar que minha resenha pode ter spoiler. Nada que eu escreva pode chegar aos pés de como esse livro realmente é. Só quem lê-lo vai saber. Mas se você pretende ler o livro de olhos fechados (sem saber nada sobre ele) como eu fiz, não leia essa resenha. Não vou contar tudo que acontece nem como o livro termina, mas vou contar algumas coisas. Ok?

- Eu ainda não li o livro O Reverso da Medalha. A Senhora do Jogo é a continuação dele. Para entender melhor essa "família" eu deveria procurar esse livro pra ler e até tinha intenção de fazer isso em breve, mas agora não tenho mais. Para que vou conhecer melhor essa gente? Já sei o suficiente. Nesse livro nem os bonzinhos vencem. Pelo contrário, são os primeiros a partir. Os que ficam, se transformam em outras pessoas. Mudam completamente. E se você não se apegar ao que eles foram e entender o que muitos deles sofreram, vai odiá-los com todo o seu coração. Eu cheguei a odiar o pai do Robert e da Lexi. Ele fez coisas horríveis. Quase matou os próprios filhos e eu cheguei a dizer, durante o histórico de leitura no skoob, que se ele morresse eu não sentiria a menor falta. Mas retiro o que eu disse. Eu sinto muito por esse homem. Ele perdeu a mulher que mais amava na vida, sua doce Alexandra (Lexi recebeu o nome de Alexandra em homenagem a mãe), para a morte. Alexandra era a única Blackwelll boa. Parece que ela também sofreu bastante antes de se casar com o Peter. Ela foi casada com outro homem antes e conheceu o Peter durante uma consulta com ele. Ele era psiquiatra. Acho que isso nos diz algo sobre o que ela deve ter passado, né? Mas aí alguém matou o marido dela (sei quem foi, mas não vou dizer) e ela se casou com o Peter. Viveu feliz durante mais de dez anos, mas morreu ao dar à luz ao segundo filho do casal, que foi nossa pequena Lexi. A morte da Alexandra é horrível. Foi um dos momentos que senti vontade de chorar. Ela deu sua vida pela da filha. Entendo a dor do Peter. Deve ter sido horrível ver o amor da vida dele sangrar até morrer, bem na sua frente, e não poder fazer nada. Ele perdeu a vida junto com ela, sabe? Saiu daquele hospital uma outra pessoa. Uma pessoa destruída que quase levou seus filhos juntos... Mas não posso nem dizer que o Robert e a pequena Lexi venceram. Talvez o Robert tenha encontrado um pouco de paz ao renunciar a maldita herança dos Blackwell, mas há traumas que permanecem para sempre. Ele não perdoou o pai e nem a si próprio no final das contas. Só tento imaginar na minha cabeça que pelo menos ele encontrou a felicidade.

- Mas antes de continuar é melhor deixar vocês conhecerem um pouco dos personagens principais, né? Assim vocês podem entender melhor o que ainda vou dizer.


Robert Blackwell Templeton: viveu feliz até os dez anos de idade, ao lado da mãe e do pai. Muito apegado a mãe, estavam sempre juntos. Peter se orgulhava do laço de amor incrível entre mãe e filho. A vida deles era perfeita e outro bebê estava chegando apenas para completar a felicidade. Mas quando o pai de Robert voltou para casa, sua mamãe não estava com ele. Apenas a pequena Lexi voltou. Sua mamãe não e ele soube naquele momento que estava sozinho no mundo. Não chorou. A dor era tão grande que ele não tinha forças nem para chorar. Seu bálsamo foi a pequena Lexi, a irmãzinha da qual ele cuidou com todo seu amor. Ao está com ela, ele se sentia próximo da mãe. Prometeu a sua mãe que cuidaria da Lexi sempre, mas não conseguiu cudar nem de si mesmo. Ele sentia a cada dia que seu pai o odiava. Na mente de seu pai, Robert havia roubado momentos preciosos que ele poderia ter tido com a esposa. Ele queria esses momentos e culpava Robert por não tê-los, por isso, passou a desprezar o filho e se dedicar a mimar a menina que nem teve a oportunidade de conhecer a mãe. Robert sofreu calado durante anos, mas seu comportamento foi sofrendo significativas mudanças com o passar do tempo. Foi expulso de todos os colégios no qual estudou e se envolveu com bebidas e drogas... Mas também não conseguiu sentir desejo por nenhuma mulher. Na adolescência, tentava lutar contra isso, mas não conseguiu. Ainda adolescente, desiste e vira homossexual. Renuncia a amaldiçoada herança da família Blackwell e decide seguir sua pópria vida. E é justamente quando ele parte, que Lexi vive o pior pesadelo de sua vida. A culpa e o amor pela irmã faz Robert fazer um trato com Deus: se Lexi sobrevivesse, ele pararia de beber e largaria as drogas. Seu pedido foi atendido e ele cumpriu sua promessa.

Alexandra Blackwell Templeton (conhecida como Lexi): não conheceu a mãe. Sempre soube que sua mãe havia morrido ao tê-la e cresceu sendo mimada pelo pai que transferiu todo seu amor para ela. Não era só seu nome que era igual ao da mãe. Lexi era a própria imagem da Alexandra. E poderia ter sido como a mãe no caráter e personalidade também, mas diversos fatores contribuíram para torná-la a mulher fria e loucamente desejosa de vingança. Além de ser mimada, aos quatro anos Lexi viu o próprio pai, bêbado, apontar uma arma para a cabeça de seu irmão, Robert, e logo em seguida para a cabeça dela também. Escutou a arma disparar e não atingi-la porque a empregada lutou com o patrão e acabou sendo a atingida. Ela gravou as palavras do pai. Seu pai disse que Robert deveria ser punido por ter roubado a Alexandra dele e tentar fazer o mesmo com a Lexi. E isso ficou gravado na cabeça da menina de quatro anos, que passou a decapitar a cabeça das bonecas, punindo-as por terem feito algo errado. Na sua cabecinha de criança, já estava plantada a semente da vingança... E o terrível pesadelo que ela viveu aos oito anos, marcou pra sempre a sua vida. No mesmo dia que Robert decide finalmente partir para não voltar, Lexi é sequestrada no próprio quarto e jogada dentro da mala de um carro. Vivendo trancada durante mais de onze dias, sua mente fica confusa e amendrontada, mas o pior vem quando o homem da máscara de porco abusa de seu corpo de criança. Lexi nunca sentiu tanta dor, mas também nunca sentiu um desejo de vingança tão intenso. Sua mente registrou o que aconteceu e também o que ela tinha que fazer: se vingar. Punir o homem da máscara de porco. No dia do resgate, uma explosão acontece. Dois dos homens que a sequestraram tentam tirá-la de lá com vida, mas ela se recusa a partir. Não queria sair de lá viva sem antes pegar o porco. E quando ela está caminhando a procura dele, a explosão a envolve e por um milagre e a bondade de um policial, ela sobrevive. Não sofre queimaduras, mas perde a audição por causa da explosão. Quando está no hospital, tem uma crise, na qual grita como se a estivessem matando... E depois disso, passam-se oito longos anos. Todos pensam que a menininha que havia sido tão covardemente ferida, estava lidando bem com a situação, mas só ela sabia que as coisas não era bem assim. Aos 16 anos de idade, ela contrata um detetive para encontrar o porco. Sua mente dizia que ele ainda não havia sido encontrado pelos policiais porque era ela quem deveria encontrá-lo e puni-lo. E ela estava disposta a fazer isso. Também aos 16 anos, durante sua festa de aniversário, ela decide ter relações sexuais com o garoto mais popular da escola. Estava determinada a gostar de sexo. Não queria que o porco vencesse e faria de tudo para não dar essa glória pra ele. Mas logo após ela e o garoto terem relações, ela começa a gritar sem controle. E foi naquele momento que ela decidiu o que iria fazer para gostar de sexo e vencer o porco. Ela decidiu que iria ter relações com o maior número de homens que conseguisse e de todas as formas que pudesse. E assim faz... Durante a faculdade, faz as maiores loucuras que consegue: sexo com todos os homens e até mulheres da faculdade, bebidas, drogas...

Com o passar dos anos, ela para de agir assim. Se apaixona por Max (seu primo, filho da Bruxa Eve) e vive com ele intensas noites de paixão. Mas ao ser duplamente traída por ele e perder a presidência da Kruger-Brent após ele divulgar suas fotos e filmagens da época da faculdade, Lexi decide fechar seu coração definitivamente para o amor e passa a nutrir um ódio destruidor. Ódio que não destrói só ela, mas passa a destruir as pessoas que a cercam...

A menina na qual confiei e pela qual torci, estava perdida para sempre....

Gabe McGregor: durante toda sua vida ele ouviu seu pai gritar seu ódio pela família Blackwell. Eles eram parentes dessa família, mas não ficaram com nada. Eram a parte pobre. A revolta do seu pai e o ódio irracional (irracional porque há um motivo relevante para eles não terem ficado com nada) do mesmo foram direcionados para sua mãe, que sofreu as consequências disso. Gabe assistia ela ser constantemente agredida e após a morte do pai, quando ele tinha 16 anos, decide sair de casa para tentar vencer na vida. Mas ao chegar na cidade grande em busca de emprego, ninguém lhe dá uma chance. Todos fecham as portas para ele. Desesperado, ele encontra refúgio nas drogas e passa a enganar mulheres mais velhas para ser sustentado por elas. Com o passar do tempo, Gabe se torna totalmente escravo das drogas e perde a noção de quem é. Desorientado pela heroína, ele invade uma casa e após bater quase até matar no dono da casa, ele é preso e condenado há muitos anos de prisão. Lá dentro, por se sentir um fracassado e pensar que não vai poder mais se drogar, ele tenta suicídio e por pouco não consegue. Depois disso, ele conhece um médico e um amigo de cela dispostos a fazê-lo se livrar do vício e um outro, o ensina como funciona o mundo dos negócios. Essa mesma pessoa que o ensina sobre os negócios, o convence a se livrar do advogado e pedir ajuda a algum amigo para pagar um advogado de verdade para ele. Gabe faz isso. Escreve para todos que conheceu, embora não tivesse esperança que fossem ajudá-lo. Mas ajudam. Todas as mulheres que ele um dia roubou e enganou, lhe enviam dinheiro e uma delas contrata o melhor advogado para ele. Gabe sai da prisão disposto a pagar todos que ele devia. E vai para a África fazer fortuna como um dia o fundador da Kruger-Brent fez. Demoram anos, mas ele consegue. Vence, paga quem devia, se conserta, casa com uma mulher maravilhosa e tem dois lindos filhos. Sua vida estava perfeita. Mas após uma tragédia aterrorizante, ele perde a vontade de viver e começa a se destruir aos poucos... Mas é nos braços da pessoa que ele menos imaginava, que ele encontra um motivo para viver... Porém não sabe que essa mesma pessoa e o amor intenso que ele sente por ela, podem condená-lo a uma vida de muito sofrimento. Ele se apaixonou novamente. Só que dessa vez ( e sinto muito dizer isso) ele se apaixonou pela pessoa errada. Seria melhor que ele terminasse sozinho.


Max Blackwell Webster: seu nascimento foi planejado pela bruxa da sua mãe, a maldita Eve e o único objetivo era ser seu vingador. Eve era má e se torna vítima de sua própria maldade. Ela é chantageada para se casar com o renomado cirurgião, KeithWebster e o mesmo, temendo perdê-la, a engana e opera disposto a desfigurar todo seu rosto. Contaminado por um amor doentio, Keith acha que um dia ela vai entender que fez aquilo "por amor", pra não perdê-la para alguém que não a merecia. Porém ele não sabia que assinou sua sentença de morte ao se casar com ela. Prisioneira dentro da própria casa, Eve engravida disposta a fazer do fruto do seu corpo, seu vingador. E desde que o menino é um bebê, ela o contamina sem piedade. Pressionado pela mãe que tanto amava, Max faz coisas horríveis... E quando adulto, trai a Lexi, embora a amasse na época. Ele a amava de verdade e isso, mais o que ele fez na infância, destroem seu cérebro. É como se todos os fusíveis queimassem de uma só vez e ele enlouquece. Nessa época, ele está casado com uma mulher que o ama e luta para salvá-lo, e já tem dois filhos gêmeos. Mas a culpa destruidora o leva a loucura e ao suicídio. E sua morte é terrível.

- Bem... Acompanharam, né? E essa é a destruição apenas dos principais. Não coloquei de todos aqui. Mas nada que eu disse pode prepará-los para a realidade do livro. É tudo muito horrível. Eu vi cada um caindo sem poder fazer nada para mudar. E sabe o que mais machuca? Saber que a realidade crua está relatada nessa história de ódio, vingança e ambição. Acontecimentos horríveis, como o estupro da Lexi, o vício nas drogas, a prostituição, e assassinatos de pessoas inocentes... Basta eu ligar a televisão para ver, basta eu ouvir um rádio ou ler um jornal. Até mesmo digitar no google algumas palavras. É a realidade mostrada de forma transparente. Sem palavras que amenizem alguma situação. Sem fantasia. Nesse livro, o autor nos mostra o lado mais escuro da vida, das pessoas... Durante a leitura o livro grita o que a vingança pode fazer com as pessoas, o que ódio é capaz de fazer... A culpa, a obsessão, a riqueza, as drogas, a prostituição (a pequena Lexi se prostituiu).

- Odiar essa história? Impossível. É a realidade, por mais cruel que seja. Não é um livro que eu vá reler um dia, mas é um livro que me ensinou muito através de cada personagem. Acho que nunca conseguirei esquecer nenhum deles. Suas histórias de vida conseguiram me ensinar bastante, entre essas coisas, a aprender a perdoar. Não é fácil perdoar gente, mas ontem, após terminar de ler essa história e sentir por esses personagens, eu pensei em cada pessoa que um dia me magoou e perdoei todos eles. Sei que perdoei, pois sinto que perdoei. Ou seja, lutei para aprender a perdoar durante anos, e depois de ler esse livro e ver o que cada personagem fez um contra o outro e contra eles mesmo, eu liberei o perdão. E agora me sinto leve, sabe? Me sinto melhor. A principal lição que aprendi com esse livro foi a perdoar. A segunda, e não menos importante, foi que a vida é muito curta e que não sei o que pode acontecer amanhã. Tenho que dá valor as pessoas que amo agora e não amanhã, pois ele pode não existir. Antigamente eu dizia "eu te amo" com mais frequência, mas a correria do dia-a-dia e a insegurança, me fizeram deixar de dizer palavras tão simples, importantes e que não vão me machucar se eu disser.

- Enfim... Não odiei a história e foram poucos personagens que ganharam meu desprezo. Lexi, Robert, Gabe e Max, ganharam minha compaixão. Sinto pelo que aconteceu com eles e gostaria que tivesse sido diferente. Quando lembrar da pequena Lexi nessa história, lembrarei do que ela foi e não no que se transformou. E se eu pudesse escolher um final diferente para ela, seria um fnal feliz no qual ela teria desistido da vingança e teria sido feliz para sempre ao lado do mesmo homem com o qual se casou e teve a filhinha. Embora no livro ela tenha se casado e tido uma filha, ela não teve final feliz. Ela se transformou numa pessoa vingativa, amargurada e egoísta demais para ser capaz de ser feliz. Nunca será. E isso me deixa triste, pois ela tinha tudo para ter construído um futuro melhor. Mas preferiu se destruir... E sabe? No final das contas o império Blackwell caiu, virou cinzas... Do que adiantou? Ela não venceu.

- Recomendo esse livro a quem gosta desse tipo de história. Não vou dizer nem que recomendo aos fãs do autor, pois nunca li um livro dele que terminasse com a destruição da personagem principal. Nos três livros anteriores que li desse autor, os personagens principais saem vitoriosos de alguma forma no final. Nesse, não aconteceu isso.

E para quem não conhece os livros do autor, mas quer ler esse livro ou algum outro, deixa eu dizer uma coisa: esse autor escrevia histórias maravilhosas e transparentes, reais (pelo menos as que eu li foram) e exatamente por terem um toque de realidade crua, sua histórias tem palavreado vulgar. Não é algo que eu goste de ver nos livros que normalmente leio, mas já estou acostumada com isso nos livros do Sidney. Mas para você que não está, deixo essa informação para que não fique chocado (a).

- E o que dizer da autora que continuou o livro? Não sei em que parte ela começou ou se escreveu a história toda baseada no que o autor pretendia criar, mas o livro prende no prólogo e durante boa parte da história... Porém, em um determinado momento a história cai na monotonia e fica sem sal durante umas vinte ou trinta páginas... Mas, felizmente, pega o ritmo de novo com o relacionamento entre Lexi e o Max e segue prendendo a atenção do leitor até o final. Ela é uma boa escritora.... Mas espero que não faça outra continuação dessa história. No final da história, pode parecer que ainda vai existir uma continuação, mas eu não quero isso...rsrs... Ela é uma escritora muito boa, talentosa, mas não é o Sidney Sheldon. Tenho certeza que ela vai fazer sucesso escrevendo suas histórias. Mas a família Blackwell foi criação do Sidney Sheldon e deve permanecer assim. Pois é. Sou ciumenta com os autores que gosto. Cada autor é único e ainda não estou muito contente com o fato da Tilly continuar algo do Sidney. Sei lá... Eu sou complicada mesmo. Mas deve ter alguém que pense o mesmo....rsrs...Às vezes um autor é especial para nós e não queremos ver ninguém fazendo sombra no nome dele... Tenho diversos autores que são especiais para mim e penso da mesma forma pra todos eles. São úncos. Tilly pode ter continuado de forma talentosa a história do Sidney, mas essa história é dele e não dela.

- Bem... O blog Emoções à Flor da Pele irá entrar de férias no final do dia de hoje e voltará só no dia 06/01/11. Já sinto saudades de vocês, mas não estou abandonando-os. É só que não terei tempo nenhum para resenhar e nem para ler. Vai ser um desafio resistir a tentação de parar alguns minutos para ler...rsrs... Mas também sei que não terei nem esses minutos..rsrs... Comentários que enviaram ontem (ainda não publiquei), vou publicar e responder hoje. Quem comentar até as oito horas da noite de hoje, ainda terá seu comentário publicado e respondido. Passou desse horário, o blog já estará de férias e somente no dia 06/01 voltarei, publicarei e responderei os comentários enviados após o horário que falei. Vcs entendem, né? É por pura falta de tempo.

Como disse no aviso que coloquei no blog, emails ainda serão respondidos. Pode não ser na hora, mas responderei.

- É isso, gente... Desejo à todos um Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Que vocês possam realizar seus sonhos nesse ano que vai se iniciar, que tenham muita felicidade, amor e paz. Que seja um ano de vitórias e não de tristeza.

Amo muito todos vocês! Estão no meu coração!

Carla, Monica, Lulu, Renata, Bruna, Laila, Pamela, Carol, fico muito feliz por ter a amizade de vocês. Quando criei o blog jamais imaginei que pudesse fazer amizades preciosas através dele. Mas hoje tenho vocês e as guardo no meu coração. Muito obrigada por existirem!

Um beijo grande à todos que leem o blog, todas as amigas que fiz através dele... Enfim... à todos! rsrs... Já sinto muita, mas muita saudade...

Fiquem com Deus. Que Ele os guarde e proteja. E não se esqueçam de convidar o aniversariante para a festa de Natal. O Natal simboliza o nascimeno de Jesus Cristo e essa festa é para ele. Divirtam-se, curtam, mas não se esqueçam de agradecê-lo por estarem vivos. Ele nos ama muito e deu sua vida por nós. Se fez carne e sofreu no nosso lugar. Eu sou grata por isso. E amo muito o Deus que fez isso por mim e por você também.
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