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21 de agosto de 2016

Tesouro Escondido - Sharon Kendrick

(Título Original: The Ruthless Greek's Return
Tradutora: Angela Monteverde
Editora: Harlequin
Edição de: 2016)


Chamas do passado

Loukas Sarantos já foi guarda-costas dos homens mais poderosos do mundo. Agora, esse grego implacável é um deles. Com sua mais nova aquisição, finalmente conseguirá vingar-se de Jessica Cartwright, a única mulher que ousou abandoná-lo. Como garota-propaganda da joalheria de Loukas, Jessica precisa acatar todas as suas ordens... e ele aproveitará cada segundo para tê-la sob controle. Mas quando a antiga paixão ressurge, Loukas percebe que ela é joia mais preciosa que já vira... e fará de tudo para possuí-la novamente.



Palavras de uma leitora... 


"A dor física não tinha problema, mas a emocional era insuportável. Aprendera que só havia uma maneira de permanecer imune. Não se envolver. Não deixar ninguém chegar perto demais."

- Excelente maneira de se proteger, certo? E também de destinar ao fracasso qualquer relacionamento... 

Após uma infância marcada pela separação dos pais, a morte da mãe e a ida para a casa do pai, que vivia ao lado da mulher que causou a separação e com quem tinha uma filha adorada, Jessica aprendera a esconder seus sentimentos. A jamais demonstrar o que sentia. E a permanecer o mais distante possível de outro ser humano. Não era à toa que passara a ser conhecida como Rainha do Gelo. Mas toda sua força de vontade e reservas não são suficientes para fazê-la resistir ao charme de Loukas e às suas tentativas de envolvê-la. Ela acaba completamente apaixonada por ele e, tempos mais tarde, é invadida por todos os sentimentos que tentara evitar. Pela dor que jamais imaginou voltar a sentir...

Jessica e Loukas iniciam um relacionamento proibido e ainda mais intenso justamente por isso. Ambos tinham seus próprios motivos para ocultar dos demais aquilo que viviam, aquilo que os unia e enlouquecia. Só que tudo termina rápido demais. Deixando um vazio na vida dos dois. E uma amargura que os acompanharia pelos próximos oito anos...

Após a morte do pai e da madrasta num terrível acidente, Jessica acaba responsável pela meio-irmã de 10 anos e a quem ela não acreditava amar. Mas as circunstâncias acabam por aproximá-las e uma na outra... encontram a cura para suas feridas. Jessica perdera tudo que tinha na vida. A mãe, o pai, o tênis que havia sido sua maior paixão durante tanto tempo e... Loukas... o homem para quem entregara não só sua inocência como também seu coração. Em Hannah, ela encontra forças para seguir em frente e recomeçar. Mas quando a irmã parte para seguir seu próprio caminho, Jessica se vê de novo sozinha... tendo que lidar com as lembranças do um dia tivera e da tristeza pelo que poderia ter tido...

"Que pessoa não ficava de vez em quando deitada na cama imaginando como sua vida teria sido se tivesse tomado outro rumo?"

- É quando Loukas reaparece em sua vida, trazendo de volta o passado, fazendo exigências e ameaçando mais que sua segurança... colocando em perigo um coração já destroçado. Seria forte o bastante para não se render à paixão que ainda a consumia? E como esconder que durante todos aqueles anos jamais deixara de amá-lo? Ainda que não tivesse toda a experiência que ele com certeza adquirira ao longo da vida, sabia que Loukas não a procurava para uma conversa amigável. Ele queria vingança. Queria dar o troco pelo que achava que ela havia feito. E ela sabia também que estava na hora de encerrar de uma vez por todas aquela história. Não passaria a vida inteira dependente daquele amor... dependente dele

- Faz muito tempo que li um livro da Sharon Kendrick. E creio que foi por ter sérios problemas com a história. rs Ou mais precisamente: com o mocinho do tal livro. Algo que não acontece com Tesouro Escondido. Embora não seja uma história que tenha me provocado fortes emoções, eu gostei bastante. E não me arrependo de ler. Apenas não leria de novo.kkkkkkk...

- A história entre Jessica e Loukas é complicada. Os dois tiveram uma infância de dor, que marcou profundamente suas vidas e desempenhou grande papel em suas escolhas. Eles tinham pavor de amar. Não queriam voltar a sofrer. Não desejavam que outro ser humano pudesse deixá-los vulneráveis como um dia estiveram. Sofriam justamente por medo de sofrer e eu compreendo muito isso. Posso entender exatamente o que se passava pela mente e o coração dos dois. E lamento que eles tenham causado uma grande bagunça e tanta mágoa um no outro por causa disso.

- Embora tenham se permitido um relacionamento, nunca baixaram por completo suas defesas. Nunca abriram o coração. Só falavam com seus corpos e qualquer conversa pessoal era proibida. Assim, ambos se viam inseguros, sem saber o que tinham e o que esperar. Mesmo assim, quando a relação é descoberta pelo pai de Jessica, que reage muito mal, Loukas a pede em casamento. Sendo imediatamente rejeitado. Então ele vai embora... prometendo a si mesmo que um dia a faria pagar por ter brincado com ele. Por tê-lo usado e descartado como se não significasse nada. Ou seja, ele a culpa por não enxergar que o que eles tinham era forte, que ele a amava. A culpava por ela não ver o que ele próprio jamais permitiu que ela enxergasse. Louco, não é?rsrs Do mesmo modo, a Jessica acreditava ter tomado a decisão correta já que sabia com toda a certeza que para ele não passara de uma aventura, que ele nunca sentiu por ela o amor que ela sentia por ele. Faltou conversa. Faltou confiança. Sobrou dor nessa relação. Mas a verdade é que a separação se fez necessária, pois naquela época nenhum dos dois estava realmente preparado para algo mais sério. Muito menos para um casamento. Não era o momento certo. Por mais dolorosa que a separação tenha sido, foi o melhor. 

- Eu gostei muito deste casal. Fiquei com vontade de bater nos dois? Claro!rs Quis sacudi-los, gritar em seus ouvidos que eles precisavam parar de presumir o que o outro sentia e em certas ocasiões senti ganas de simplesmente desistir dos dois. Já estava ficando sem paciência.rs Porém, embora de modo geral tenha gostado demais deles, a história não me provocou nem metade da emoção que eu imaginava sentir. Não tocou meu coração. Não me fez sorrir ou chorar. E por isso recebeu apenas 3 estrelas. 

7 de janeiro de 2016

Noiva Rebelde - Lynne Graham

(Título Original: Ravelli's Defiant Bride
Tradutora: Angela Monteverde
Editora: Harlequin
Edição de: 2014)

Heranças do Poder 1/3


Uma esposa inesperada!

Cristo Ravelli caminhava pela propriedade irlandesa de seu pai lastimando o dia em que ouviu o nome Brophy. Que o seu pai tenha morrido e deixado um bando de filhos ilegítimos era dificilmente uma surpresa. Mas, para silenciar esse escândalo, Cristo precisava incluir a guardiã de seus irmãos em seus planos. A única preocupação de Belle Brophy era com seus meio-irmãos, que agora estavam sob seus cuidados. Ela faria qualquer coisa para proporcionar a eles a segurança que nunca teve. Então, quando um belo italiano a pede em casamento, ela não recusará. Entretanto, assim que a aliança está em seu dedo, Belle logo descobre que um casamento significa muito mais do que apenas dizer "eu aceito".



Palavras de uma leitora...



- Depois da raiva que Segredos de Amante me provocou, eu comecei esta leitura com os dois pés atrás.rs E a "simpatia" inicial do mocinho só fez eu ter certeza de que detestaria a história e terminaria odiando profundamente quem eu já considerava suposto mocinho. E não tenho nenhuma vergonha de admitir que me enganei. Noiva Rebelde é uma história que devoramos em poucas horas e nos faz recuperar a fé na autora e em seus personagens. Fiquei simplesmente encantada por este casal tão emotivo, apaixonado e divertido. Amar esses dois foi fácil, fácil e não pude deixar de lamentar quando a história chegou ao fim. Será que era pedir demais que tivesse ao menos mais 183 páginas?!rsrs

- Quando Cristo e Belle se conhecem é desejo e ódio à primeira vista. Bem... Não exatamente, pois o ódio é só da parte dela.kkkkkkk Ela sentia verdadeiro desprezo pela família Ravelli, pois um membro desta maldita família havia iludido e magoado sua mãe por mais de 15 anos. Belle era só uma menina de 8 anos quando Mary se apaixonou perdidamente pelo patrão e se entregou a um relacionamento que arruinou sua reputação, destruiu a infância de Belle e fez com que ambas fossem consideradas indignas de conviver com as outras pessoas da pequena cidade na qual moravam. Agora... tanto tempo depois, sua mãe já não estava mais entre eles. Havia falecido pouco tempo depois daquele verme que ela sempre idolatrou e com tivera 5 filhos ilegítimos. Como se não bastasse a dor pela perda da mãe, Belle via-se agora responsável por 5 crianças e com a ameaça de Cristo Ravelli, meio-irmão das crianças por parte de pai, de entregá-las à adoção, pairando sobre sua cabeça...

... Tudo porque ele queria evitar o escândalo que a existência dos meninos provocaria. A adoção seria a solução perfeita para todos. Só que ele jamais poderia imaginar que a mulher que mexera tão intensamente com ele pudesse se tornar uma adversária e tanto no intuito de proteger aqueles que amava...

"- Não ouse se aproximar mais! - avisou.
 - Costuma agir como louca sempre? - perguntou Cristo dessa vez com suavidade, dominando a fúria.
 - Vou levá-lo ao tribunal e forçá-lo a reconhecer as crianças! - replicou Belle com paixão. - Elas têm direitos legais a uma parte dos bens de seu pai, e você nada poderá fazer. E não sou louca."

- Guiada pelo amor que sente pelos irmãos, ela resolve enfrentar Cristo e fazê-lo perceber que ela poderia ser uma grande ameaça para ele...

"- Acalme-se - pediu. - Vamos conversar.
 - Não confio em você! - replicou Belle. - Deixe-me ir embora ou jogo esse vaso na sua cabeça!
 Cristo não compreendeu a própria reação, porque continuou avançando sem prestar atenção na ameaça.
 Belle atirou o vaso na sua direção e se encolheu ante o som de porcelana quebrada sobre o chão de mármore."

- Chocado com o descontrole emocional dela e refletindo sobre o seu comportamento, ele acaba por perceber que existia entre aquela louquinha de cabelos vermelhos e os irmãos uma ligação profunda, que ele jamais teve com ninguém na vida. É então que ele entende que não conseguiria, e nem sequer desejava, tirar as crianças dela. E que ele sentia um desejo louco de usar todo o seu poder de convencimento para fazer dela sua esposa. Não importava que ela já viesse com uma família pronta. E que ele tivesse que se desviar de objetos voadores...

"Não havia nada ali que pudesse atirar na cabeça dele, então encheu um copo com água, deixou o banheiro, e atirou a água no rosto dele.
 Espantado, ele se sentou na cama muito viril e belo, com a pele morena e os cabelos negros em desalinho.
 - Que diabo foi isso? - perguntou, enxugando a água do rosto. 
 - Não ouse nunca mais falar comigo assim, seu cafajeste! - gritou Belle furiosa."

- Por que a autora não faz mais mocinhas como esta?! Belle é perfeita! Corajosa, ousada, explosiva... Capaz de enfrentar o mocinho de queixo erguido e de lhe dizer todas as verdades que ele merece ouvir. Ela podia até derreter em seus braços, mas nem toda a paixão e o amor que pouco a pouco começou a sentir por ele, a impediam de enxergar seus defeitos e arremessá-los em sua cara.kkkk Ela é a alma deste livro, gente. O Cristo se torna um fofo, irresistível, mas ela segue sendo minha personagem preferida desta história.rsrs

- Se recomendo??? Sem nem sequer precisar pensar! É uma história linda, divertida e maravilhosa que é impossível não amar. Bem... Pelo menos esta é a minha opinião. :D 

Que venha o próximo!!! Hora de conhecer a história de Betsy e Nik... 


Trilogia Heranças do Poder

Noiva Rebelde (Belle e Cristo Ravelli
Esposa Decidida (Betsy e Nik)
Por Um Ano Apenas (Ella e Zarif)

15 de abril de 2015

Imagem Real - Lynne Graham

(Título Original: The Billionaire's Trophy
Tradutora: Vera Vasconcellos
Editora: Harlequin
Edição de: março de 2015)

Noivas Desafiadoras 3/4

Em seus braços... e em sua cama?

O que a foto de sua estagiária estava fazendo em um site de acompanhantes? Bastian Christou não sabia se ficava mais surpreso com a vida dupla ou com aquela imagem deslumbrante! Entretanto, o que mais o intriga é o fato de Emmie Marshall ter conseguido esconder tão bem suas curvas. E agora que Bastian terá de encontrar sua ex-noiva, Emmie pode ser a solução perfeita para mantê-la a distância. 

Emmie fica possessa ao ser confrontada por seu chefe, pois não tinha a menor ideia de que sua foto estava na rede. Mas o contrato já havia sido assinado e ele tinha todo o direito de reclamar seu prêmio.


Palavras de uma leitora...


 "A mãe a encarou com olhar desafiador. 
- Você me deve dinheiro e pretendo cobrar."

- Emmie não cansava de se condenar por haver sido tão ingênua. Onde estava com a cabeça quando aceitara o convite de sua mãe? Como pode acreditar que alguém que abandonara as próprias filhas e jamais se arrependera poderia querer restabelecer algum laço com ela agora? Se sua vida se encontrava de cabeça para baixo naquele momento, a culpa era toda sua. E ela não sabia se doía mais ser vista por Bastian como uma mulher que vendia o próprio corpo ou... se o que mais lhe machucava era saber que para a mãe não passava de um objeto que ela poderia usar para enriquecer. 

Durante toda a vida Emmie se sentiu um estorvo. Sabia que não tinha sido desejada pela mãe, sabia que a mãe sequer suportava olhar para ela, que era a filha mais débil, mais tímida, mais inútil que tivera. E depois que sofreu um terrível acidente aos 12 anos, que a deixou condenada a uma cadeira de rodas durante quase toda sua adolescência, seu pai saiu de sua vida e sua mãe entregara as três filhas ao Estado. Se não fosse por Kat, não sabia o que teria sido dela. Se havia conhecido um pouco de amor, foi através da irmã que lutou para dar a elas o lar que não teve. Mas seu acidente cobrou um alto preço: como se não bastassem as marcas que carregaria para sempre em seu corpo, o laço que até então existia entre ela e a irmã gêmea se rompeu, pois Emmie já não era capaz de suportar ver na irmã tudo que ela jamais seria. Não importava se as pessoas a julgariam invejosa ou egoísta, lhe machucava demais estar perto de Saffy e ver o sucesso que a irmã era enquanto ela sempre seria um total fracasso.  

De certa forma, Emmie se desligara das relações familiares e se focara nos estudos, disposta a refazer sua vida da melhor maneira possível, por mais que guardasse mágoas dentro de si que não sabia se um dia seria capaz de superar. Mas uma decepção na época de faculdade, deixou seu coração ainda mais vulnerável e ela passou a ser uma sombra de si mesma, escondendo-se por trás de roupas que detestava, tentando suportar a vida que levava e se convencer que estava satisfeita daquela forma. Que tudo que queria para si era uma carreira de sucesso. Nada mais. Não poderia se permitir desejar nada mais. Ainda que... ao olhar para Bastian esquecesse até o próprio nome e sentisse dentro de si uma ânsia por ser querida, por se sentir especial e amada... nem que fosse apenas uma vez... Será que era pedir demais? Será que realmente merecia pagar um preço tão alto por esse sonho? 

"Os olhos cor de ouro derretido emoldurados pelos cílios longos se fixaram nela. 
- Pare de brigar comigo. Isto é infantil. Eu me desculpei...
- Ele pediu desculpas!- disse Emmie, irônica. - Estou impressionada."

- Ao conhecer Emmie, Bastian sabia que estava pagando por cada um dos seus pecados. Não existia uma só mulher que fosse capaz de insultá-lo, irritá-lo e enlouquecê-lo como ela. Toda tranquilidade que ele planejasse ter naquele final de semana se mostrava cada vez mais distante. Mas ainda assim... e ele não sabia por que diabos... desejava manter aquela fera ao seu lado... precisava da companhia dela. Por mais venenosa que fosse. 

"E aquele era o homem com quem decidira se deitar? Só tinha a lamentar a péssima escolha."

- Eu estava relutando em começar a leitura deste livro. Porque a mocinha da história é aquela "criatura" que surgiu no primeiro livro e torrou minha paciência lá, lembram? Eu peguei uma antipatia muito grande por ela pelas coisas que ela disse para a irmã, mesmo ela não tendo a intenção de ofender nem nada. Mas ela foi tão arrogante, egoísta e insensível que eu quis esganá-la. Só que conhecer a Emmie em sua própria história só me fez recordar duas coisas bastante importantes: nunca julgue precipitadamente uma pessoa. E... toda história possui dois lados. Foi muito fácil julgá-la baseada em poucas palavras e em sua aparente insensibilidade. Mas eu não fazia a menor ideia do que havia por trás daquilo. Do que ela tinha passado antes de voltar para a casa da irmã e desejar encontrar um refúgio ali. 

- No primeiro livro, que conta a história da Kat, nós ficamos sabendo logo de cara que a Emmie está grávida. Ela volta para a casa da irmã após passar uma temporada na casa da mãe. Além de deixar claro que está grávida, não há nada que se possa fazer sobre o assunto e que ela vai ter o bebê quer queiram ou não, Emmie também se nega a falar sobre o pai da criança e tudo que se passou. E parece desenvolver um ódio de todos os homens em geral. E a visão que temos dela é de uma mocinha bem amarga que não pensa antes de dizer as coisas. Mas quando finalmente a conhecemos... toda essa ideia se desfaz. 

"Era quase impossível resistir a Bastian, mas havia uma coisa chamada bom senso e estava mais do que na hora de exercitá-lo sobre suas tendências autodestrutivas."

- A história entre Emmie e Bastian começa quando ela vai fazer um estágio temporário em sua empresa e um amigo dele, ao encontrar a foto dela num site de acompanhantes de luxo, resolve partilhar a informação com o nosso mocinho. Que mal consegue acreditar, é claro, já que na empresa Emmie se vestia como um "espantalho" (segundo as palavras dele) e naquela foto estava linda. Chocado e construindo uma ideia dela a partir daquela informação, decide contratar os serviços dela por um final de semana. Tinha que comparecer ao casamento de sua irmã e sua ex-noiva era justamente uma das madrinhas do casamento. Como a situação entre os dois estava "delicada" e ele não queria que a irmã tivesse nenhum aborrecimento nesse dia, decidiu ir acompanhado. Mas como não se sentia preparado para começar relacionamento algum com outra mulher, tinha que ser alguém que não confundisse suas intenções. E quem melhor do que sua linda estagiária? Não havia nada de errado naquilo... Pelo menos era nisso que ele queria acreditar. 

" - Não está acostumado a esperar e eu a me entregar."

- De modo algum eu poderia esperar que fosse me apaixonar por esta história! Isso não tinha sequer passado pela minha cabeça. Eu dei por certo que a odiaria e acabei me surpreendendo de uma forma maravilhosa. Sabe um casal delicioso, que te emociona e te faz rir com extrema facilidade? Emmie e Bastian são exatamente assim. Com eles eu me emocionei e também ri bastante. E me peguei desejando que a história não terminasse. Quanto mais o livro se aproximava do fim, mais desanimada eu me sentia. Eu queria que eles se acertassem, torci muito por eles dois e achei o livro inteiro precioso. E o final fechou a história com chave de ouro. No entanto... eu não quis que acabasse. E ainda sinto uma dorzinha no coração por conta disso. 

- Quando conhecemos o Bastian, queremos matá-lo. Não tem como desejarmos outra coisa. Ele é insuportável, cheio de pré-conceitos e tão sensível quanto uma pedra. Como nós sabemos o que leva a mocinha a aceitar aquele "contrato" e ser acompanhante dele, por mais que ela soubesse que ele a via como prostituta por causa daquela profissão... acabamos por voltar toda nossa raiva na direção dele. É claro que ele não sabia o que nós sabíamos (risos), mesmo assim o detestamos. Só que a Emmie não é o tipo de mocinha que aceita as acusações e ofensas e fica calada ou começa a chorar, sem ter atitude para se defender. De modo algum. Ela tem uma língua afiada e nenhuma paciência com homens como ele. Logo no início faz questão de apontar suas falhas e deixar claro que ele não a impressiona. Que ela o vê com péssimos olhos!rsrs... E o mocinho se sente indignado por conta disso, porque ninguém jamais se atreveu a falar com ele como ela ou zombar dele como ela zombava.rsrs... Mas o mais divertido e tocante nisso tudo é que a partir das "observações" que ela faz sobre ele, o Bastian passa a modificar suas atitudes. E isso realmente me encheu de ternura. O que ele nunca fez com outras mulheres, ele passa a fazer com ela, descobrindo em si uma gentileza que ele próprio não sabia que possuía.kkkkkkkk... E o mais terno é que ele queria que a Emmie notasse que ele estava mudando, mas como nossa mocinha é vingativa e rancorosa fingia não perceber. Eu sentia muita pena dele nesses momentos. 

Por mais curta que a história seja, nós conhecemos profundamente o casal. E o Bastian sofre uma séria transformação ao passar do tempo. Ele dizia para si mesmo que não a amava. Repete e repete a mesma coisa para si mesmo durante quase toda a história, mas nós notamos que ele apenas sente medo de admitir dentro de si um sentimento que o deixaria vulnerável e para o qual ele não se considerava preparado de modo algum. Tanto ele quanto a mocinha tiveram uma infância traumática e ele ainda carregava as marcas dessa época. Não queria amar, entendem? Mas também não podia deixar a Emmie ir embora. A queria em sua vida e se via muito perdido por causa disso. 

"Era certo que havia se equivocado, lhe ferido os sentimentos, sido grosseiro, mas Emmie precisava guardar rancor?"

- Diferente da maioria dos mocinhos da autora, o Bastian sabe reconhecer que cometeu um erro e pedir perdão. Mas acontece que a Emmie não sabe perdoar.kkkkkkkkk... E ela não o deixa esquecer nenhuma de suas palavras ou atitudes. E assim que ele comete um novo erro, ela joga os erros anteriores em sua cara!rsrsrs... Me diverti tanto nesses momentos! A Emmie é impossível e é muito fácil amá-la nesta história! :)

- Toda a raiva que ela me provocou no primeiro livro morreu quando eu li a história dela. Agora posso compreendê-la e saber o que a levou a dizer aquelas coisas que tanto me irritaram. Conforme eu fui conhecendo seus pensamentos e seu passado, e também a forma como ela se sentia quando a comparavam com a irmã, eu senti muita vontade de protegê-la. É uma mocinha que estava com a autoestima totalmente destruída e morrendo de medo até mesmo de sonhar. Se julgava uma pessoa que não merecia nada e mesmo querendo ter a irmã de volta em sua vida, sentia receio de entrar em contato porque era uma relação agridoce. Porque por mais que quisesse o bem da irmã não podia evitar sentir-se ainda pior quando ela estava por perto. Se nós nos colocamos no lugar da Emmie entendemos perfeitamente o que ela sentia. E o quanto aqueles anos foram difíceis para ela. Por mais que eu odeie a mãe dela pelo que fez, por aquela maldita e suja chantagem, não posso deixar de pensar que se não fosse por causa daquilo... a Emmie talvez jamais tivesse se dado uma chance. 

"Sou seu, a qualquer momento que deseje, khriso mou. Não costumo bancar o difícil."

- Como eu estava dizendo (risos), esse casal me divertiu muito! A Emmie tinha uma séria mania de ficar dizendo provérbios e o Bastian que no início ficava ainda mais irritado quando ela fazia isso, aprendeu a devolver da mesma forma. E eu achava esses momentos encantadores! :) Por mais que seja apaixonada pelo casal da primeira história, Emmie e Bastian conseguiram se tornar ainda mais especiais para mim. Foi algo que eu não esperava. Um sentimento inevitável. 

Além de todas as mudanças que o mocinho sofreu e tanto me emocionaram, é muito difícil ver um mocinho da LG reagir de maneira tão fofa a uma notícia de gravidez. A alegria do Bastian foi tão inesperada e deliciosa que o livro ganharia 5 estrelas só por conta disso! :D É uma história simplesmente linda, gente. Que eu amo e que merece muito ser lida! 

" - Eu a amo - murmurou Bastian com uma intensidade tocante. Os olhos dourado-escuros cravados nos dela. - E finalmente entendi o quanto este sentimento pode enriquecer minha vida."


Série Noivas Desafiadoras

Imagem Real
4º Desafiando o Destino

19 de outubro de 2013

Momento de Amar - Lynne Graham


(Título Original: A Ring To Secure His Heir
Tradutora: Angela Monteverde
Editora: Harlequin
Edição de: 2013)

Um imprevisto no plano.

Trabalhar até tarde não é novidade para o magnata Alex. Além disso, essa se tornou a desculpa perfeita para se aproximar da faxineira do escritório, Rosie Gray. Afinal, ele havia prometido a seu padrinho doente que descobriria se sua neta perdida era uma herdeira digna. Rosie fica inebriada com atenção que recebe do executivo misterioso e encantador, e passa uma noite com ele. Entretanto, engravida... Ao tentar encontrá-lo novamente, ninguém na empresa conhece "Alex Kolovos". Existe apenas um Alexius Stravroulakis, o presidente, e ele tem uma proposta magnífica para ela!


Palavras de uma leitora...


"- E se ficar tonta nos degraus de uma escada? Possivelmente cairá. Devo aceitar tal ameaça? Que tipo de homem aceitaria isso nessas condições? - ele exclamou.

- O mesmo homem que fez sexo comigo e foi embora no meio da noite sem uma explicação - retrucou Rosie. - Não finja que é sensível e protetor, porque não é." 


- Quem olhasse para Alex de fora, sem conhecê-lo, diria que ele era um homem sortudo. Que tinha tudo na vida. Que teve tudo desde o princípio, não necessitando trabalhar para ter o que desejasse. Imaginaria sua infância privilegiada e sentiria inveja. Mas ele... Ele sabia o que realmente tivera. Ou melhor, não tivera. Mesmo assim... não admitia nem para si mesmo o quanto aquilo lhe magoara e ainda era capaz de afetar. 

Filho de pais jovens e despreocupados, Alex sempre teve tudo o que o dinheiro podia comprar. Os melhores brinquedos, as melhores roupas, os melhores colégios. Mas seus pais não possuíam tempo sequer para lhe dar um abraço ou dizer o quanto ele era importante para eles. Não. Preocupados com as próprias vidas, chegaram ao ponto de excluir o filho definitivamente do convívio com eles, mandando-o para um colégio interno, bem longe de suas vistas, e não tendo sequer a consideração de visitá-lo uma vez por ano. Até mesmo quando a criança era enviada para casa nas férias, nunca podia estar com os pais. Eles eram ocupados demais para isso. E na verdade, não o amavam. 

Mas o garotinho não admitia sequer para si mesmo que sofria com aquilo. Que desejava ser amado. Que desejava receber uma visita, como as outras crianças recebiam. Que desejava sentir o abraço de alguém querido. Sentir que era importante para alguém. E foi somente no padrinho que ele encontrou um pouco do que buscava. Socrates Seferis foi a pessoa mais próxima de uma família que Alex teve. E a ele devia os valores que aprendera ao longo da sua vida. E estava disposto a pagar agora, nem que fosse um pouco, do que recebera. Trazendo para aquele pobre homem a neta que ele nunca conhecera. 

Rosie Gray nunca soube o que era ter uma família de verdade. Ainda bem pequena, aprendera a não contar com o apoio ou a segurança da mãe. E muito menos com o seu amor. Sua mãe nunca se importara realmente com ela e não hesitava ao deixá-la sozinha sem ter o que comer ou vestir. Simplesmente a deixava trancada dentro de casa e ia curtir a juventude com o homem da vez. Até que finalmente lhe arrancaram a guarda de Rosie. Antes que o pior acontecesse. A partir daí, Rosie começou a passar de lar em lar, vendo o que era ter uma família, o que era ser querido por alguém, mas nunca podendo fazer parte daquela realidade. Somente aos doze anos teve para si um pouco do amor de uma mãe. Somente para perdê-la oito anos mais tarde. Mas, sonhadora, ainda acreditava que um dia teria uma família de verdade. E que jamais permitiria que um filho seu sentisse a solidão e a rejeição que ela sentira. 

Aos 23 anos, Rosie trabalhava como faxineira em seu tempo vago, para ter um teto e o que comer enquanto terminava os seus estudos. Não pretendia ser faxineira para sempre, mas não reclamava do trabalho que lhe permitia ter tempo para estudar e alcançar o seu real objetivo na vida. Só não podia imaginar que aquele emprego lhe faria conhecer um homem que lhe mostraria o paraíso para depois partir o seu coração em mil pedaços. Um homem que conseguira desestruturar todo o seu mundo e ameaçar o seu futuro. Um homem que ela jurava que não desejava novamente em sua vida. Mas que não suportava sequer imaginá-lo ao lado de uma outra mulher... Um homem que ela amava e odiava numa mesma medida. Que ela odiava amar. 

"Analisou Rosie enquanto ela conversava animadamente com o obstetra que ele conhecera quando estudante na faculdade. Estava corada, e o entusiasmo aquecia sua voz e seus olhos. Ela queria aquela manchinha de verdade, Alexius percebeu com espanto."

- O padrinho de Alex estava doente. E, quase ao final de sua vida, tinha que admitir para si mesmo uma triste realidade: não existia um só membro em sua família que valesse um só centavo. Todos estavam interessados apenas em seu dinheiro. Para eles, Socrates nada significava. E provavelmente ansiavam com desespero pelo momento no qual ele fecharia de vez os olhos. Sendo assim, Socrates resolvera procurar pela neta de quem ele tinha conhecimento desde sempre, mas que nunca tivera coragem para procurar. No fundo, temia que ela significasse mais uma decepção. E ele definitivamente já tivera a cota necessária de decepções em sua vida. Mas... e se nunca arriscasse? Se morresse sem sequer conhecê-la? Talvez, só talvez, ela conseguisse iluminar o tanto que lhe restava de vida. Foi pensando nisso que Socrates resolvera fazer um pedido para Alex, o afilhado que para ele representava um filho: que ele conhecesse Rosie para analisar o caráter dela e levá-la até ao avô, caso ela fosse uma pessoa decente.

- Alex era ocupado demais para esse tipo de coisa, mas jamais conseguiria recusar um pedido que era tão importante para alguém que lhe dera tanto na vida. Mas o que mais o perturbava nesse pedido não era o tempo que o faria perder. Era a responsabilidade que estava sendo jogada em seus ombros. Não se achava no direito de julgar o caráter de Rosie, sobretudo por não conhecê-la. E sabia que para saber se ela era uma boa pessoa, teria que enganá-la. Fingir ser alguém que não era. E isso o incomodava demais. Pois um dia, pelo laço que ele possuía com o avô dela, ela saberia a verdade e jamais o perdoaria. Tal perspectiva lhe provocara um gosto amargo na boca muito antes dele conhecê-la. Mas quando ele finalmente a conhece... sua mentira se torna um peso insuportável. 

" - Você não quer nosso bebê - acusou.
- Quero você - replicou ele. - E começo a pensar no bebê como um ser unido a você. Não é o suficiente para começar?"

- Eu comecei a leitura dessa história no momento errado da minha vida.rsrs... No começo da história, não consegui me envolver pelos personagens. Estava muito concentrada no que estava me roubando a paz e isso impedia que eu me ligasse à história. Cheguei a pensar em interromper a leitura, pois sabia que o livro só não estava me envolvendo porque eu não estava permitindo isso. Mas, no dia seguinte, um pouco mais tranquila depois de deixar minha mente exausta de tanto pensar em problemas sem solução (na verdade a solução é bem óbvia: pare de se importar, Luna. Mande as pessoas que insistem em te atormentar irem dar uma volta no quinto dos infernos! Finja que elas sequer existem! Fácil falar. Difícil fazer. Mas me fiz uma promessa que estou disposta a cumprir. Por mais que me doa. Doerá muito mais continuar me importando, não acham? Enfim...), eu resolvi me desligar de tudo e me ligar somente ao livro. E deu certo. Eu limpei totalmente a minha mente pelo tempo em que fiquei lendo o livro e assim consegui finalmente ser envolvida pela história e pude compreender os personagens e amá-los como eles eram. Não que tenha sido muito fácil compreender a Dona Rosie (uso a palavra "dona" quando quero dar uma bronca em alguém. A Rosie merecia, no mínimo, uns puxões de orelhas.rsrs...), mas eu tentei. E até consegui não esganá-la. :D 

- Durante a leitura dessa história, confesso que nem me irritei tanto como costumo me irritar com as histórias da minha autora. Esse mocinho sequer me fez passar raiva (a mocinha fez. Ele, não. Tive pena dele.kkkkkkk...), pelo contrário. Eu o achei um fofo, mesmo quando ele dizia tolices em vez de dizer de uma vez o que realmente sentia. Mas eu sabia por que não era fácil para ele demonstrar o que sentia. Ele sequer sabia o que realmente sentia dentro dele. Para uma pessoa saber o que é o amor, ela necessita ter contato com esse sentimento. E ele não teve. Ele não sabia o que era amor por não ter sido amado. Para ele, o que ele sentia não era amor. Não conseguia reconhecer tal sentimento. Achava até mesmo que tal coisa não existia. Que era somente uma palavra. Tanto que quando ele finalmente diz para para a mocinha que a ama (colocando tal declaração como uma pergunta, pois ele não sabe nomear o que sente) eu sinto imensa vontade de pegá-lo no colo e dar um pouco do amor que a mãe dele deveria ter lhe dado. Por isso eu achei essa mocinha bem injusta em diversos momentos. Ele estava lhe oferecendo o que ele nunca tinha oferecido para pessoa nenhuma e mesmo assim ela insistia em rejeitá-lo, pois o achava insensível, cruel e egoísta. Me pergunto como ela o conhecia tão bem se sequer era capaz de lhe dar a oportunidade de ser conhecido por ela. Ela queria tudo de uma vez, queria que ele a amasse, mas não lhe dava a oportunidade de aprender a amá-la. Ela é do tipo que acha que a pessoa tem que amar à primeira vista, entende? Não que eu própria não acredite em amor à primeira vista (acredito!!!), mas nem todas as pessoas amam assim. Muitas vezes, é somente com o tempo. E ele queria isso. Ela é que não permitia tal coisa. E definitivamente não o conhecia. Pois ele não era nada daquilo que ela o acusava de ser. É demonstração de insensibilidade pedir em casamento a mulher que espera seu filho? É crueldade acompanhá-la em sua primeira ultrassonografia? Desejar que ela tenha o melhor atendimento e estar presente sempre que ela precisa? É egoísmo correr para salvar a vida do animalzinho que para ela significava tudo? Caramba, o cachorro até mesmo o tinha mordido! O cachorro o odiava e mesmo assim o mocinho não hesitou em procurar ajuda para ele, pois sabia que a mocinha ficaria destruída se aquele cachorrinho morresse. Até mesmo quando o mocinho a impede de apanhar de um cara obcecado por ela, a idiota insiste em culpá-lo pela situação. Antes ele próprio tivesse lhe dado uma surra, sinceramente! Existiram momentos nos quais eu própria queria agredi-la.kkkkk... 

" - Seria diferente com você. Vai ser a mãe de meu filho. - E com um gesto súbito a fez cair de novo sobre o travesseiro e espalmou seu ventre. - Aí dentro está o meu filho. 

Surpresa com a raiva e o gesto dele, Rosie saltou da cama como se uma mola a impelisse, agarrou a camisola e começou a se vestir com mãos trêmulas. 

- Isso não significa que é meu dono. 

- Claro que sim! - resmungou Alexius com raiva. - E se acha que vou ficar de lado e esperar que se envolva com outro homem, está muito enganada!"

- E falando nas injustiças dessa mocinha (pois sim. Por mais que eu tenha aprendido a compreendê-la, em certos momentos é claro, tenho que admitir que ela sabe ser bem injusta), a declaração dela (num trecho mais acima) de que o mocinho não queria o bebê era totalmente falsa. Ele nunca disse que não queria aquele bebê. Ela achava que lia os pensamentos dele. E até mesmo quando ele dizia uma coisa, ela fingia que não o ouvia só para vir com suas acusações estúpidas. Até mesmo ficou toda mal humorada somente porque ele chamou o bebê (que ainda não era sequer chamado de bebê pelo próprio médico. Tinha poucas semanas) de "manchinha". O que diabos ela queria? Disse para ele, anteriormente, que queria sempre que ele fosse sincero com ela. Mas quando ele é sincero e diz o que viu, ela se sente ofendida. Posso com uma coisa dessa?! O que ela preferia? Que ele dissesse que conseguia "enxergar" o bebê e identificar até mesmo a cor dos olhos dele? Que até mesmo vira o bebê sorrir e dizer que os amava?! Ah, fala sério! Nunca conseguirei compreender totalmente essa desmiolada.kkkkkk... E apoio totalmente a atitude do mocinho, quase no final da história. Ele já estava cansado, oras! Estava na hora de conseguir o que queria. Quer ela quisesse, quer não. Se fosse esperar até que ela admitisse que realmente o queria, chegaria à terceira idade. E ainda assim ela continuaria sendo teimosa! A tola ainda achava que eles tinham que ter um relacionamento de ficar segurando as mãos e dando selinhos, quando estava grávida de um filho dele!kkkkk... Definitivamente, ela não joga com o baralho todo.kkkkkkk... Mas o mocinho a ama mesmo assim. Confesso que sinto pena dele.rsrsrs... 


" - Amo você, Alex. Amei desde o início - murmurou Rosie com meiguice e dignidade, por fim abandonando a atitude defensiva. - Seria difícil me perder. 

Ele a fez se levantar do sofá em que sentara e a apertou de encontro ao peito. 

- Preciso de você... Não gosto do mundo sem você. Será isso o amor?"


- Posso dizer, sem pensar duas vezes, que adorei essa história! A Lynne Graham finalmente aprendeu a não fazer mocinhos ogros. Não que eu não ame muitos dos mocinhos-vilões da autora (amo, sim! E tem uns que amo demais!), mas estou apreciando esses mocinhos mais dispostos a amarem, menos ignorantes e surdos. Os de antigamente sequer pareciam possuir audição quando se tratava das mocinhas. Eram incapazes de ouvir qualquer coisa que elas dissessem. E as acusavam de tudo que conseguiam imaginar. Acreditavam no pior inimigo das mocinhas e não tinham piedade ao humilhá-las diante de quem quer que fosse. Os que estou conhecendo atualmente não são assim. Eles até podem acusá-las (o que o Alex não faz), mas pelo menos permitem que a dúvida penetre a cabeça deles e param para pensar. "Será que realmente estou certo? Será que não cometi um erro ao julgá-la?" Eles se permitem duvidar de suas verdades. Dão uma chance para as mocinhas. As escutam!!!! Isso ainda representa uma grande surpresa para mim.kkkkkk... Nunca imaginei que os mocinhos dessa autora encontrariam a audição. :D 

- A única coisa que me impediu de dar cinco estrelas para essa história, foi o fato de não ter conseguido me envolver pelo início da história. Mas vocês já conhecem o motivo. Acredito que a culpa não foi do livro. Foi do dia difícil que tive. Meu humor estava muito péssimo. Se a culpa fosse do livro, eu creio que sequer teria me envolvido pelo resto da história. Mas pelo contrário. Me envolvi completamente e a amei. Creio que vocês não se arrependeriam de ler essa história. Pelo menos, eu não me arrependi. :D Cada vez mais amo essa minha autora tão querida. :)


" - Como ousa pensar que voltarei com você? 
- É lá que pertence... em minha casa comigo - informou Alexius com simplicidade. 
- Você me largou! - repetiu ela aos gritos.
Alexius fez de conta que não ouvia e murmurou:
- Quero-a de volta a minha casa. De volta para mim."

15 de outubro de 2013

Duplo Segredo - Lynne Graham


(Título Original: The Secrets She Carried
Tradutora: Rosa Peralta
Editora: Harlequin
Edição de: 2013)

As cinzas da paixão.

Os lençóis pegavam fogo durante o tórrido romance entre Erin Turner e Cristophe Donakis. Mas as esperanças de um dia ser presenteada com um anel de noivado se tornaram cinzas quando Cristo, sem a menor cerimônia, a expulsou de sua cama, deixando-a sozinha e desamparada nas frias ruas de Londres. Anos depois, o passado retorna com toda a força em uma reunião de trabalho. Basta um leve traço do perfume caro de Cristo para ela reconhecê-lo de imediato. Cristo está convicto de que Erin lhe roubou algo, e a fará pagar por isso, da maneira que ele quiser... Mas mal sabe ele que Erin está prestes a revelar dois segredos com os quais ele não esperava!


Palavras de uma leitora... 



"Erin pegou o telefone, o sangue solidificando como gelo nas veias. Mas choramingar era algo que ela não fazia mais. Demostre fraqueza e as pessoas cairão sobre você como abutres. Ela não era mais a mulher de três anos atrás. Entretanto, ainda que estivesse mais forte, não havia o que ela pudesse fazer para contornar aquela situação, pois Cristo a colocara em um beco sem saída, sem dar a ela outra escolha a não ser proteger a todo custo aqueles que ela amava." 


- Voltar a ver Cristophe era algo que Erin desejava e temia com a mesma intensidade. Três anos antes havia quebrado todas as suas regras e ignorado a razão ao se envolver com ele. Ela sabia que não deveria ceder às investidas dele. Conhecia sua reputação, sabia que ele era um mulherengo e que as mulheres nada significavam para ele fora da cama. Sabia que seu mundo era totalmente diferente do dele e que jamais significaria mais do que uma boa companheira de cama. Mesmo assim ela havia se deixado levar. Não tinha conseguido resistir ao sorriso travesso dele ao vencê-la na natação, não conseguira resistir ao seu olhar profundo e às suas histórias engraçadas. Não pôde resistir aos seus beijos, ao seu toque e aos sentimentos que ele despertava dentro dela. E por não resistir... ela ainda pagava um alto preço.

"A mente de Cristo foi invadida por centenas de lembranças do tempo que passaram juntos. Ele lembrou-se dela girando na chuva, com um guarda-chuva. Ela preferia ficar em casa assistindo a DVDs do que frequentar boates, mas os filmes de terror, que ele amava, causavam pesadelos nela. Ele aprendeu a não se importar em ser usado como uma manta protetora no meio da noite. Eles haviam praticamente vivido juntos nos fins de semana que ele estava em Londres. O jeito bagunceiro inato dele a deixava louca, enquanto a paixão dela por pizza o fez enjoar. Agora ele se perguntava o quanto realmente a conhecera."

- Ao ver Erin pela primeira vez naquela piscina, Cristophe sentira uma mistura de admiração e desejo. E querer mais do que os breves momentos que compartilhavam na água foi inevitável. Aos poucos ela foi conquistando um espaço que até então nenhuma mulher conseguira ocupar antes. Lenta, mas intensamente ela foi tornando-o dependente do seu sorriso, do seu olhar, do seu corpo, das suas manias, da sua vida... Toda vez que estavam longe um do outro ele não conseguia parar de pensar nela e ansiar por tê-la novamente em seus braços... dormir e acordar novamente ao seu lado. Esses sentimentos eram muito novos para Cristophe e o deixavam confuso. Não sabia como expressar o que sentia, como dizer para ela que se importava. Mais do que gostaria de se importar. Não sabia como dizer que a amava e queria que aquele relacionamento não chegasse ao fim. E o medo também tornara-se uma barreira. Além de não saber como mostrar que a amava, Cristophe temia a vulnerabilidade que tal revelação provocaria.

As inseguranças de Erin, o ciúme e possessividade de Cristophe foram apenas uns dos motivos para o fim daquele relacionamento, pouco tempo antes de completar um ano que estavam juntos. Foi um final inesperado e bastante amargo. Para ambos. Algo que os amadureceu e machucou na mesma medida. Algo que os impediu de seguir em frente não importando o passar dos anos. E agora, três anos depois daquele fim amargo, Erin e Cristophe voltam novamente a se encontrar. Para acertar o que não puderam resolver no passado. E, quem sabe, tentar mais uma vez. Afinal de contas, tempo, mentiras, segredos e nem mesmo uma suposta traição, conseguiram destruir o que sentiam um pelo outro. Pelo contrário. Todas as adversidades apenas serviram para fazê-los enxergar que por trás do rancor, da mágoa e das palavras ferinas, o amor que sentiam estava bem mais forte do que antes. Forte o suficiente para acabar de uma vez por todas com todos os mal-entendidos. Mas... forte o suficiente para enfrentar duas revelações bombásticas? Mesmo que sejam revelações, no fundo (bem no fundo, é claro.rsrs...), encantadoras? rsrs... 

"- Você não pode comprar os hotéis de Sam - disse ela com firmeza e em voz baixa, as palavras saindo por entre os dentes. - Não quero trabalhar para você de novo.
- Acredite, também não quero você na minha folha de pagamento - proferiu Cristo de forma sucinta."

- Belo reencontro, não?rsrs... Sem sombra de dúvidas. Mas sempre ouvi dizer que cão que ladra não morde e no caso desse nosso mocinho é realmente verdade. Por trás desse aparente desprezo existiam sentimentos que ele daria tudo para evitar, sobretudo o desejo de abraçá-la e impedi-la de decepcioná-lo novamente e ir embora. Ele queria odiá-la. Por tudo que achava que ela lhe tinha feito. Mas não conseguia. Não era capaz de obrigar-se a feri-la, magoá-la, por mais que tentasse.

"Erin arfava, esforçando-se para se recompor tão rapidamente quanto ele. Os olhos de ametista estavam escuros de tanta emoção e não conseguiam esconder o ódio que ela sentia.

- Meu não quer dizer nunca - retrucou ela, trêmula. - Deixe-me em paz, fique longe de mim e pare de me ameaçar."

- Diferente da maior parte das mocinhas da autora, Erin não começa a chorar e se lamentar, considerando-se uma pobre vítima, diante da ameaça do seu ex. Além de ficar profundamente furiosa e indignada com a chantagem suja dele (como se não ansiasse por fazer logo o que ele "exigia".rsrs...), nossa mocinha também impõe as próprias regras e ainda lhe dá um banho que ele nunca será capaz de esquecer nesta vida.rsrs...

"Cristo lançou-lhe um olhar inflexível.
- Eu não acredito em você.
Ao ouvir aquela declaração, Erin simplesmente pegou a garrafa de vinho e a derramou sobre a cabeça dele, olhando com satisfação como o líquido dourado caía em cascata sobre o cabelo preto e aquele lindo rosto masculino. Assustado, Cristo esbravejou em grego e arrancou a garrafa da mão dela.
- Você ficou louca? - vociferou ele sem acreditar no que ela fizera.
Isenta de qualquer culpa, Erin o assistiu secar o rosto com um guardanapo.
- Eu devia estar louca quando me envolvi com você."

"- Você me traiu, e eu descobri... Aceite isso - aconselhou Cristo, entrando no chuveiro totalmente despreocupado com a nudez bronzeada. Mas, de fato, ele nunca tinha sido tímido. - É uma história antiga. Não tente ressuscitá-la.
- Eu devia ter batido em você com a garrafa."

- Estou desde domingo tentando fazer a resenha desta história. E o que me impediu foi uma dor de cabeça que insiste em não me deixar em paz. Neste exato instante não me sinto muito bem, mas percebi que esperar a dor de cabeça ir para o quinto dos infernos não é o mais aconselhável. Se eu continuasse esperando, acabaria não fazendo a resenha desta história e isso era algo que sequer era uma opção. Não poderia deixar de falar de uma história que, na minha opinião, é uma das melhores histórias que já li da minha querida autora. :) Uma história que me estressou (claro. Isso era inevitável.rsrs...), divertiu e apaixonou na mesma medida. Mesmo agora, dois dias depois de ter terminado de lê-la, continuo pensando nesse casal tão lindo e cabeça-dura. Tudo poderia ter se resolvido bem fácil entre eles se não tivessem guardado todas as suas dúvidas e medo para si mesmos. Mas o medo de tornarem-se vulneráveis ao revelar coisas que os constrangiam, falava mais alto. Sem mencionar o enorme orgulho que os dois possuíam (e continuam possuindo...)

"- Eu não vou desaparecer.
- Você vai se queimar se continuar me importunando - advertiu Erin. O pequeno rosto parecia inabalado, mas escondia toda a raiva que sentia. - Saia da minha vida ou você vai se arrepender.
- Não, eu não vou. Eu raramente me arrependo de alguma coisa - proferiu Cristo, visivelmente saboreando a situação. - Você tem medo de que eu estrague o seu futuro com Morton? Desculpe, koukla mou. Eu estarei fazendo um favor a ele. Você é tóxica.
Erin cerrou os punhos.
- Acho que você sentirá o efeito tóxico com mais força depois que isso acabar."

- Para Erin não foi fácil seguir em frente depois que seu relacionamento com Cristophe chegou ao fim. E não somente porque a dor que a invadiu foi profunda demais, mas também porque pouco tempo depois da separação ela descobriu que estava grávida, algo que a assustou e desesperou. Ela não estava preparada para ser mãe. Muito menos sem a ajuda de Cristophe. Com o fim do relacionamento, ela achou que era correto pedir demissão do emprego, pois não podia continuar trabalhando para ele. Não suportaria vê-lo depois da forma como ele a deixou. Porém, ao descobrir a gravidez, ela resolveu ir atrás dele. Procurá-lo, pois não tinha feito aquele bebê sozinha e precisava da ajuda dele. Engolindo o orgulho, ela tentou entrar em contato com ele, mas descobriu que Cristophe tinha proibido que qualquer ligação ou carta dela lhe fosse repassada. Ele não queria nem ouvir falar dela e assim Erin viu-se completamente só. Mas não ficou parada lamentando-se por sua sorte. Não. Ela lutou, pois agora não era responsável somente por si mesma. Colocaria um teto digno sobre a cabeça dos filhos que esperava (sim. gêmeos. Sorte maior ninguém tem.kkkk...) e lhes daria o que ela própria não tivera. E o que prometeu para si mesma, ela cumpriu. Ver Cristophe depois de imaginar onde ele estaria cada vez que ela batera uma ultrassonografia, sentira os filhos se mexerem ou chorara temendo não conseguir criá-los, foi um golpe doloroso para Erin. Sim. Ela tinha desejado vê-lo novamente, estar mais uma vez em seus braços, ouvi-lo pedir perdão por tudo que lhe tinha feito, mas também esperava nunca mais ter que colocar os olhos nele. 

"- Naquela época... - começou Cristo um tanto hesitante enquanto observava os músculos tensos nas costas delgadas dela e um pedaço vulnerável da nuca exposto pela cabeça curvada. - Eu não estava exatamente em contato com meus sentimentos.
- Não estou certa se você tinha algum... acima da cintura - especificou Erin, trêmula."

- Eu gostei muito desse casal. Confesso que o Cristophe me aborreceu muito no início da história, com aquela ideia de vingança e suas conclusões precipitadas, mas conforme fui conhecendo mais profundamente os pensamentos dele e suas lembranças, eu percebi que ele apenas estava ferido e disposto a se aproveitar de qualquer oportunidade para estar novamente com a mulher que nunca tinha deixado de amar. Sabia que não podia chegar simplesmente, depois de tanto tempo, e dizer que a queria de volta. Ele necessitava de uma desculpa. E se aproveitou da pior, é claro.rsrs... Mesmo assim, apesar de ele levar a chantagem adiante e ficar surdo para qualquer coisa que Erin dissesse, eu não o condenei. Se ele desse ouvido às verdades que Erin lhe dizia, não poderia aproveitar-se da situação em que a colocou para tê-la de volta. Ele se forçou a não ouvi-la. Só depois que se "vingou" (uma vingança que a Erin também apreciou bastante) é que ele resolveu pensar nas coisas que ela lhe tinha dito. Eu me apaixonei por ele porque apesar de ele ser um arrogante, eu enxerguei os sentimentos que ele fazia questão de ocultar até mesmo dele próprio e vi o quanto ele tentou não perder aquela segunda chance de ter uma vida ao lado de Erin. Ele nunca a considerou inferior (algo que outros mocinhos da autora fazem) e ainda se sentiu culpado por chantageá-la, mesmo acreditando que ela o tinha traído no passado. Mesmo assim, mesmo dizendo para si mesmo que a odiava, ele se sentiu culpado e isso para mim foi muito importante. Sem mencionar o fato dessa "vingança" ter sido muito particular: em nenhum momento ele a humilhou publicamente e no fundo eu não acredito que ele fosse realmente contar o que jurou que contaria caso ela não fizesse o que ele queria. Nunca vi um mocinho da autora tão louco pela amada como o Cristophe. Quando fica sabendo sobre as crianças, ele não tem aqueles típicos ataques de outros mocinhos da LG. Muito pelo contrário! O comportamento dele me surpreendeu e agradou muito. Mas não vou contar exatamente como ele reagiu.rsrs... Já estou falando até demais. :) 

- Esta é uma história que eu recomendo sem pensar duas vezes! Se não é a melhor história que já li da minha querida Lynne Graham, é com certeza uma das melhores! Eu me apaixonei perdidamente por esse casal e torci a cada instante para que eles se entendessem sem que mais sofrimentos viessem. E além disso também me diverti muito com as coisas que a Erin dizia para ele.rsrs... Não foi somente ao pai que a pequena Nuala puxou. Parte do temperamento explosivo da filhinha deles, vem da nossa mocinha.rsrs... 

17 de agosto de 2013

Noiva de Verdade - Lynne Graham


(Título Original: BRIDE FOR REAL
Tradutora: Monica Britto
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)


A Promessa de Volakis - Segunda Parte



A promessa entre eles havia sido quebrada, porém, ambos não estavam preparados para acontecimentos inesperados… 

Tally Spencer, uma garota comum e sem experiência com relacionamentos, e Sander Volakis, um magnata grego e de grande beleza, em princípio não teriam nada em comum, a não ser uma atração incrível. Porém, em poucas semanas Sander considera que fora traído ao ser obrigado a se casar com Tally. Quando ambos pensam que o casamento apressado tinha acabado, tiveram de se encontrar novamente, e logo cederam à paixão. Entretanto, Sander possui fortes razões para desejar sua mulher de volta, enquanto Tally esconde um segredo terrível…



Palavras de uma leitora...



" [...] Não quero ser seu melhor amigo, moli mou. [...] Quero ser seu amante, seu marido, o pai de seu segundo filho - Sander declarou."


- A Lynne Graham dessa vez conseguiu se superar. Eu sempre soube que a autora tinha potencial para escrever uma história mais cativante, mais humana, com personagens que enfrentassem dramas mais reais, mais tocantes, mas é a primeira vez que leio um livro da autora (e olha que já li muitos e muitos livros dela) no qual ela usou esse potencial. Todas as outras histórias da autora, que eu li, tinham os mesmos elementos e nada disso me impedia de continuar lendo suas histórias, mesmo passando muita raiva com certos personagens. Mas foi uma surpresa deliciosa ler uma história diferente. Voltada mais para o lado emocional dos personagens e as crises que eles tiveram que enfrentar em seu relacionamento. Crises reais. Com as quais acabamos por nos envolver e que nos fazem amar ainda mais esse casal tão único, tão especial. Se vocês ainda não sabem, essa história (A Promessa de Volakis) é a melhor e mais querida história que já li da autora. Acho que nenhuma outra história da LG conseguirá chegar aos pés dessa. :)


E antes de continuar: se você ainda não leu Amor Traído, que é a primeira parte dessa história, não siga lendo a resenha. Terá spoiler sobre o primeiro livro. 


" - A única coisa sensata que eu fiz na vida foi me casar com você - Sander murmurou trêmulo, tentando recuperar a respiração."


- Em Amor Traído, Sander e Tally se conheceram durante um final de semana na casa de uma amiga de família. Um final de semana que tinha tudo para ser entediante, até o momento no qual os olhares deles se cruzaram. A partir desse momento, muita coisa aconteceu e culminou num casamento marcado por segredos e ressentimentos. 

- Quando nosso casal se casa no primeiro livro, o motivo não é o amor. Durante seu relacionamento com Sander, Tally quis assumir a responsabilidade pelo método contraceptivo e mesmo temendo confiar numa mulher para tratar de tais assuntos, Sander, pela primeira vez na vida, quis dar um voto de confiança e deixou que Tally fizesse o que planejava. Ela procurou um médico e passou a tomar pílula, abrindo assim mão do preservativo. Só que com as preocupações com os meses finais de seu curso e outras coisas na cabeça, Tally cometeu erros que resultaram numa gravidez indesejada. Uma gravidez que, dadas as circunstâncias e o segredo que ela fez questão de ocultar dele, Sander não poderia acreditar que foi acidental. 

Quando Tally lhe revelou o ocorrido, ele ficou furioso, pois acreditou que a única mulher na qual ele tinha confiado, não passava de uma golpista, que tinha resolvido lhe aplicar um dos golpes mais antigos do mundo. Profundamente decepcionado, e cheio de um outro sentimento que não conseguia nomear, ele deixou claro que a partir daquele momento não queria mais vê-la em sua frente e que todo e qualquer assunto referente à gravidez deveria ser resolvido com seus advogados. Chocada pela reação de Sander, Tally quis fazê-lo perceber que a estava julgando erroneamente, mas Sander não queria mais sequer ouvi-la. Ela o havia traído. E o tinha prendido numa situação que ele nunca esperava estar: na situação de ser pai. 

Acontece que Tally também tinha um pai, mesmo que fosse um pai que só tinha arcado com responsabilidades financeiras (porque tinha sido obrigado pelos tribuinais) até aquele momento e jamais tenha procurado fazer parte da vida da filha. Esse pai não queria que o escândalo da gravidez de Tally manchasse sua reputação (a reputação dele, não dela) e por isso resolveu usar de chantagem para "convencer" o Sander a se casar com a filha dele. Se aproveitando do momento de crise pelo qual o império da família de Sander passava, ele conseguiu o que queria. 

Sander não estava contente com a situação. Não queria ser pai. E muito menos marido. Por isso, foi com muito ressentimento que ele pediu a Tally em casamento, acreditando no fundo, que ela tinha lhe preparado uma armadilha com a ajuda do pai. 

Só que durante seu casamento com a Tally (um casamento um tanto complicado e distante) ele começou a conhecê-la melhor e apreciar a vida ao lado dela. Gostava do seu sorriso, do seu carinho, de como ela deixava a casa aconchegante e como parecia precisar dele, amá-lo. Só que o ressentimento não foi esquecido e num momento de discussão, Sander lhe revelou toda a verdade. Revelou que só tinha se casado com ela por causa da chantagem do pai dela. Pega totalmente desprevenida por essa revelação, Tally se sentiu profundamente humilhada e ainda mais rejeitada do que já se sentia. Nesse momento ela percebeu que tudo era uma farsa. Que sua vida ao lado de Sander não passava de uma mentira e que a melhor solução era simplesmente pegar suas coisas e partir. Como ela poderia ficar ao lado de um homem que não queria nem ela e nem o bebê que ela esperava? 

Mas Sander não poderia permitir que as coisas terminassem daquela forma. Embora tenha começado aquele casamento da forma errada, não queria voltar para sua vida de solteiro. O que inicialmente o irritava era o sentimento de obrigação, de ter feito aquilo por causa de uma chantagem. Se revoltava por se sentir preso. Mas no momento que percebeu que aquela vida era realmente a vida que ele queria, o sentimento foi passando e ele não poderia mais imaginar os seus dias sem a presença de Tally. Sem seus beijos, seu carinho, sua alegria de viver... seu amor. O amor que ele sabia que ela sentia por ele e que ele nunca tinha dito corresponder. 

Então, indo atrás dela, nosso mocinho a convence a lhe dar uma segunda chance. E o casal consegue viver ótimos meses juntos. Meses de profunda cumplicidade, amor e felicidade. Até que uma tragédia acontece. 


(Se não quer saber que tragédia é essa, mesmo que vá ser revelada nas primeiras páginas dessa segunda história, NÃO siga lendo a resenha!!!!!!!!)




"[...] Por um instante, ele lembrou-se da tristeza pela perda do menino que não conseguira dar ao menos uma respirada depois de nascer. Lembrou-se daqueles terríveis minutos enquanto os médicos trabalhavam freneticamente no esforço de salvar a vida que já estava perdida. Lembrou-se do terrível silêncio quando seu filho não emitira nenhum som e, para terminar, ele ficara despedaçado quando viu Tally em soluços, incrédula. Lembrou que tentara ser forte para ela, o que basicamente significara não chorar a seu lado enquanto se perguntava insanamente se a atitude morna que demonstrara quando soube que seria pai não havia causado de alguma forma aquela tragédia."


- Por causa de um problema com a placenta, o filho de Sander e Tally nasceu morto. Tally conseguiu manter todos os nove meses de gravidez, mas seu corpo, por algum motivo desconhecido, não conseguiu dar ao bebê tudo que ele necessitava, todos os nutrientes e no final da gravidez o bebê acabou morrendo antes do parto. Quando Tally saiu do trabalho de parto, seu bebê não respirava. Ele não respirou uma vez sequer fora do útero. E essa tragédia significou também o fim do casamento deles. 

- Enquanto Tally estava mergulhada em sua própria dor, chorando todos os dias, se alimentado mal e não aceitando falar com ninguém (muito menos com o marido), Sander enfrentava uma dor e uma culpa terríveis não encontrando o apoio que gostaria de encontrar. Ele acaba se voltando para o trabalho, pois percebe, ainda no dia da morte do filho, que havia perdido juntamente com o filho, a mulher que ele amava. Ele sabia que Tally o estava excluindo de sua vida. Ainda assim, recorrendo a um fio de esperança, ele tenta se aproximar dela, tenta consolá-la, mas cada tentativa é muito mal recebida. Tally não queria sequer que o Sander se aproximasse dela. Ela o culpava, de certa forma, pelo ocorrido, pois ele não tinha desejado essa gravidez. Porque ele tinha se casado com ela por obrigação. Então, na cabeça dela, ele não estava sofrendo. Ela não procurou sequer saber se estava certa ou errada. Ela simplesmente julgou que só ela sofria e por isso, queria distância dele. Quando Sander sugeriu que ela deveria procurar um médico, ela teve um ataque. Quando ele falou que eles poderiam tentar outra criança, a crise foi muito pior. E ele já havia sido proibido de tocá-la. Ela não admitia nenhum toque. Qualquer tentativa era vista como algo terrível, quase como se ele a quisesse estuprar. Ela estava totalmente cega para qualquer coisa que não fosse a sua dor e o Sander se encontrava totalmente perdido, sofrendo sem ter ninguém para consolá-lo. Desesperado por não conseguir tirar Tally daquela situação, por não conseguir trazê-la de volta. E o golpe ao vê-la indo embora de vez não poderia ser pior... 


- Agora, mais de um ano depois, os dois estão prestes a concluírem o processo de divórcio. Mas não esqueceram um ao outro. Ainda se amam e só precisam de uma desculpa para deixarem de lado o orgulho e se entregarem ao que realmente sentem... Sander, tão perto de perder de vez qualquer ligação com sua esposa, percebe que não quer o fim daquele casamento. Que não pode admitir tal coisa. Ele, então, resolve atrair Tally para a casa na qual eles tinham vivido tantos momentos felizes, para convencê-la a lhe dar uma terceira chance. Dessa vez, ele estava disposto a fazer qualquer coisa para mantê-la ao seu lado. Perdê-la não era uma opção.

Mas o que ele faria se soubesse que sua força de vontade não bastará para salvar esse casamento? Que segredos terríveis podem acabar de vez com o que ele tenta restaurar? Que erros do passado nem sempre permanecem no passado? O que ele faria? Eu diria que, ainda assim, ele não desistiria sem lutar.


" - Foi você que me ensinou a querer aquele bebê - ele confidenciou com tristeza. - Eu o quis porque você o queria. Nunca me ocorreu que algo pudesse dar errado e, quando aconteceu, senti muita culpa, porque nunca tinha pensado em nosso filho como uma pessoa real. Você estava tão desesperadamente infeliz e eu não podia ajudá-la. Isso fez eu me sentir um inútil."


- Imagina o que é ler um livro da LG no qual o mocinho seja mais humano! No qual o mocinho saiba sentir raiva, mas ainda assim deixar os olhos abertos para enxergar a verdade. Um livro no qual o mocinho sabe ouvir, ver, raciocinar, se arrepender, pedir perdão, tentar novamente... arriscar, sem usar de chantagens. Tentar recomeçar sua vida com a mocinha apenas usando o seu amor e as atitudes que esse sentimento pode lhe provocar (que são sempre maravilhosas!rsrs...)?!!!???!!! Eu fiquei de queixo caído com as atitudes do Sander. Claro que já vi essas atitudes em outros mocinhos, mas nunca num mocinho da LG. Existem mocinhos da LG que são menos cretinos do que outros, mas o Sander é único. Como ele não tem. Ele ouvia a mocinha, ele sabia enxergar a verdade... ele sabia amar, gente. Nós percebemos o amor nascendo antes mesmo que o próprio Sander perceba. Nós sabemos que ele a ama, mesmo quando ele próprio não consegue reconhecer esse sentimento. E ficamos encantadas vendo-o lutando tanto para mantê-la ao seu lado. Não que ele seja um mocinho perfeito. Ele não é. Comete erros. Alguns nos estressam bastante, mas na maior parte das vezes, conseguimos compreendê-lo. Eu diria que o Sander é perfeito apesar de qualquer imperfeição! :D Ele me deixou completamente apaixonada por ele. E cada momento de leitura valeu a pena. Eu apreciaria reler toda essa história novamente. Dá vontade, sabe? É uma história tão bonita e tão diferente das outras histórias da autora (pelo menos na minha opinião) que não há forma de não nos apaixonarmos por ela. Eu fiquei torcendo pelo casal, torcendo para que as coisas dessem certo entre eles, para que outras tragédias não ocorressem. Eu me comovia com a dor deles e sorria como uma boba quando o Sander fazia algo fofo. :) Eu amei ler essa história! Já está entre as melhores do ano para mim! 


- O que posso dizer sobre a Tally? Não a condenei. Por nenhuma atitude dela. Embora eu tenha ficado irritada e muito triste com certas coisas que ela fez, eu a compreendi. Só quem perde um filho sabe realmente a dor que isso significa. Eu posso apenas tentar imaginar e só fazendo isso eu já pude compreendê-la. É verdade que ela errou ao excluir o Sander da forma que fez, mas cada pessoa tem sua forma de sofrer e aquela era a dela. Sua dor era muito grande e ela não suportava aquilo. Tinha esperado com muita ansiedade por aquele bebê. Tinha preparado o quartinho dele, decorado tudo para recebê-lo e voltar para casa sem o filho foi insuportável. Ao ponto dela acordar à noite, acreditando ter escutado o choro do filho. Como se ele estivesse ali. :( Foi tudo muito duro para ela e talvez aquela separação tenha sido necessária. Para o bem dos dois. Para que eles ficassem mais fortes. E amadurecessem mais. Estivessem mais preparados para realmente assumir um relacionamento a dois. Uma vida juntos. Existiram outros momentos nos quais as atitudes da Tally me deixaram muito triste, mas a compreendi novamente. Não sei como reagiria no lugar dela. Foi uma situação muito complicada e ela era humana. Isso também me encantou muito: ver que a Lynne teve todo o cuidado de criar uma mocinha humana, capaz de sentir coisas ruins e ter atitudes imperfeitas. Ela reagiu de forma bastante real, mas superou os próprios sentimentos e soube reconhecer que estava sendo irracional. Que tinha que superar mais aquela dor e fazer o melhor, seguir em frente da melhor forma. Não dá para mudar o passado, verdade? Então temos que seguir, apesar dele. É a vida. Ficar lamentando o que já tinha acontecido só lhe traria sofrimentos desnecessários. 


- Como eu disse, adorei a história. E me apaixonei completamente por esse casal! :D Eles já possuem um lugar especialmente para eles no meu coração. Gostaria muito de revê-los em outras histórias da autora. :)


- Uma coisa que eu não poderia deixar de comentar: a autora, depois de escrever uma história tão linda como esta, quis me irritar.rsrsrs.... Sim. Ela deve gostar de esquentar meu sangue, pois quando eu estava tão feliz, me encantando com a história de Sander e Tally, a autora me surpreendeu de uma forma bem desagradável. Querem saber como???????!!! A autora simplesmente revelou, assim como quem não quer nada, que o Sander é amigo do Alexei Drakos. Quem?! Quem é Alexei? Ah, ninguém especial! Ele é só o mocinho de Fogo Eterno, a história da autora que eu mais detesto nesta vida.rsrsrs... Conseguem ver a ironia nisso tudo?! O mocinho da LG que eu mais amo é amigo do mocinho que eu mais odeio! É ou não é algo para me irritar? A autora estava pensando em mim quando resolveu colocar tal informação na história. Eu realmente poderia passar sem essa notícia. Fiquei muito irritada com a Lynne. Ela não podia fazer isso comigo!kkkkkkkkkk... De qualquer forma, isso não estragou em nada a minha leitura. Eu jamais permitiria que o desgraçado do Alexei afetasse o meu amor pelo Sander. :)


" - 'Para sempre' soa bonito para mim. - Sander a envolvia com tanta força que ameaçava prender a respiração dela. - Quero você para sempre."

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