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27 de janeiro de 2018

O Dia da Caça - James Patterson

(Título Original: Cross Country
Tradutor: Fabiano Morais
Editora: Arqueiro
Edição de: 2011)

Alex Cross está diante do criminoso mais cruel que já enfrentou. 

Quando o detetive Alex Cross é chamado para investigar um caso de assassinato, depara-se com a cena de crime mais terrível que já viu em toda a sua carreira: uma família inteira foi morta dentro de casa. Tudo fica ainda mais chocante quando ele descobre que uma das vítimas é Ellie Cox, sua ex-namorada dos tempos de faculdade. 

Furioso, Cross decide pegar o assassino a qualquer custo

 Logo depois outro crime acontece, novamente envolvendo uma família inteira, só que dessa vez alguns membros dela estavam nos Estados Unidos e outros, na África. A investigação leva a crer que o assassino, conhecido apenas como Tiger, viajou para a Nigéria. Sem hesitar, Cross vai atrás dele. 

O detetive entra numa caçada implacável, numa terra sem lei. 

Ao chegar lá, Cross se vê diante de um terrível cenário de miséria, violência e guerra civil iminente. Sem nenhuma ajuda, ele se envolve numa luta contra a corrupção e contra uma conspiração que parece não ter fronteiras, que pode pôr em risco sua vida e a de todas as pessoas que ele ama.




Palavras de uma leitora...



- Não dá, gente! Simplesmente não dá! Os suspenses do James Patterson não funcionam para mim. E nem se pode dizer que eu não tento. Lutei para chegar até o final deste livro, por mais que quisesse arremessá-lo longe e pegar algo realmente útil para ler. Este livro é uma grande porcaria!

Na última vez que eu li um suspense do autor, nem me dei ao trabalho de resenhar o livro. E considerando que eu sempre faço resenha das histórias que leio, dá para ter uma noção de como o livro era ruim. O nome dele era Eu, Alex Cross. Foi uma enorme decepção e desde então fiquei com pavor de ler outro suspense dele. Prometi para mim mesma que nunca mais perderia meu tempo lendo tais histórias, que tinha muitos livros na lista para ler. Mas aí veio a maratona literária de verão e O Dia da Caça se encaixou bem num dos temas. 

A vontade que eu tenho é de não perder meu tempo fazendo resenha dessa "coisa" que o autor escreveu, mas vou fazer um esforço.rs E desta vez é sério: nunca mais leio outro suspense dele. Para mim já deu! Chega!

"- Você sabe quem eu sou - disse ele - Então sabe como isso vai terminar. Sempre soube. Veja só o que arranjou para você e para sua família. Foi você quem fez isso com eles."

Tudo começa com o assassinato brutal de toda uma família. Assassinos de aluguel invadem uma residência e transformam a casa num grande inferno onde ninguém é poupado nem mesmo as crianças. O crime havia sido encomendado, segundo o líder dos assassinos, por culpa da mãe das crianças, uma escritora que parecia ter mexido com gente importante.  

Após executar a todos os moradores da casa, eles deixam a cena o mais macabra possível, na intenção de passar uma mensagem, um aviso. E então partem para a próxima casa. 

Alex Cross, detetive famoso por solucionar crimes aparentemente impossíveis de serem resolvidos, é chamado para investigar aqueles homicídios e leva um choque quando descobre que uma das vítimas foi sua namorada na faculdade e a primeira mulher que ele amou. 

"Mas eu não imaginava o que estava à minha espera. O assassinato daquela família era muito pior do que eu havia pensado."

Transtornado por ver alguém que também tinha sido uma grande amiga assassinada daquela maneira, ele decide que vai pegar o assassino a qualquer custo, esteja ele onde estiver. E após outras famílias serem executadas, Alex Cross segue o rastro do criminoso, conhecido como Tiger, até a África. 

Logo ao chegar na África, ele é sequestrado e torturado por pessoas que se identificaram como policiais. O que estaria acontecendo? Quem estava por trás de todos aqueles assassinatos? O que levaria um assassino de aluguel a deixar seu país e ir até os Estados Unidos para executar famílias? Alguém importante estava tentando esconder algo... e não hesitaria em matar qualquer um que cruzasse seu caminho. 

"Uma grande piada. É isso que você é, detetive Cross, uma piada."

- Por mais que eu deteste o psicopata deste livro, tenho que concordar com o que ele diz no trecho acima. Também considero o detetive Alex Cross uma grande piada. É o pior detetive que já conheci em todos os meus anos como leitora. Nunca vi um tão patético, tão imbecil e um fracasso total como protagonista. Ele só sobrevive para protagonizar um milhão de outros livros do autor porque o James Patterson assim deseja. Porque a quantidade de porcarias que ele faz ao longo das histórias seriam mais do que suficientes para mandar este "detetive" desta para outra vida. Ele não sabe investigar droga nenhuma, necessita sempre ser salvo por alguém e cai em toda e qualquer armadilha dos vilões da história. E isso porque ele é um ótimo detetive, famosíssimo! Imagina se não fosse! 

O meu maior problema com os suspenses do autor é justamente o Alex Cross. Não o suporto! Não dá para tolerar um protagonista tão estúpido e inútil. E o fato dele narrar as cenas em que aparece só piora as coisas. As cenas do livro que não são narradas por ele são boas, mas quando ele começa a narrar... Minha nossa! É impossível de suportar, sério! Os pensamentos dele são infantis, tem um senso de humor totalmente fora de lugar e que não te dá a menor vontade de rir. É uma tortura ler um livro protagonizado por ele. 

A história tem uma premissa maravilhosa. Toca num tema que muitos autores não se atrevem a mencionar: a situação na África. As guerras civis, a participação de outros países nos conflitos internos, os genocídios, estupros, torturas, assassinatos mais do que cruéis. O uso de crianças para praticarem homicídios... Uma autora que já se atreveu a falar sobre isso foi minha querida Florencia Bonelli no livro Cavalo de Fogo - Congo, uma história que me causou fortes emoções e me fez sofrer imenso com os personagens. Também já vi algo semelhante no filme Diamante de Sangue. Então, o autor tinha um tema muito interessante para desenvolver, estava em suas mãos fazer um ótimo trabalhar e tornar O Dia da Caça mais do que um livro de suspense. Todavia, ele escolheu o Alex Cross como protagonista e destruiu uma história que tinha tudo para ser incrível. E é claro que isso apenas me irritou mais. Ver todo um potencial desperdiçado assim!

Enfim... Foi o pior livro que li neste início de ano. Recebeu duas estrelas no Skoob e provavelmente me livrarei dele. Devo trocá-lo no sebo, tirá-lo de perto de mim o mais rápido possível. Vocês sabem que não sou de me desfazer de livros, para que isso aconteça necessito realmente desprezar muito a história. 


- Esta foi minha escolha para o quarto tema da Maratona Literária de Verão. Como membro do reino de Galtano (cliquem aqui para entender), meu quarto desafio era: ler um livro que você sempre teve medo de ler. Dá para saber por que escolhi O Dia da Caça, certo?rsrsrs Eu tinha muito medo de ler o livro, pois sabia que ele era protagonizado pelo Alex Cross e que possivelmente odiaria a história. 

Como vocês podem ver, eu pulei o terceiro desafio. Isso porque a minha escolha para o terceiro tema é um livro mais profundo, forte e real. Eu passei esta semana inteira doente, muito mal mesmo e não tinha estrutura física e emocional para ler um livro como esse. Então, eu o pulei. Devo iniciar a leitura dele hoje e não sei se o concluirei antes da meia-noite. A maratona termina hoje, infelizmente. :( Ficar doente estragou meus planos porque me impediu de ler como eu gostaria. Mas enfim... O importante é que estou melhor e posso recuperar o tempo perdido. 

P.S.: Se vocês repararam, várias vezes eu disse que não gosto dos "suspenses" do autor. Deixei isso claro porque quando se trata dos romances dele as coisas são muito diferentes!rsrs Um dos meus livros preferidos de toda a vida é O Diário de Suzana para Nicolas, escrito pelo James Patterson. Ou seja, não tenho problemas com o autor. Sou fã dos seus romances! Tenho problemas apenas com os seus suspenses.rs

24 de julho de 2016

Primeiro Amor - James Patterson e Emily Raymond

(Título Original: First Love
Tradutora: Elaine Cristina Albino de Oliveira
Editora: Novo Conceito
Edição de: 2014)


Um retrato comovente de um verdadeiro amor, que vai tocar o coração de quem tem um primeiro amor todo seu

Axi Moore é uma garota certinha, estudiosa, bem comportada e boa filha. Mas o que ela mais quer é fugir de tudo isso e deixar para trás as lembranças tristes de um lar despedaçado. A única pessoa em quem ela pode confiar é seu melhor amigo, Robinson. Ele é também o grande amor de sua vida, só que ainda não sabe disso.

 Quando Axi convida Robinson para fazer uma viagem pelo país, está quebrando as regras pela primeira vez. Uma jornada que parecia prometer apenas diversão e cumplicidade aos poucos transforma a vida dos dois jovens para sempre. De aventureiros, eles se tornam fugitivos. De amigos, se tornam namorados. Cada um deles, em silêncio, sabe que sua primeira viagem pode ser também a última, e Axi precisa aceitar que de certas coisas, como do destino, não há como fugir. 

Comovente e baseado na própria vida do autor, este livro mostra que, por mais puro e inocente que seja, o primeiro amor pode mudar o resto de nossas vidas.



Palavras de uma leitora...


- Luna, você chorou? Sim. Claro que sim. Afinal de contas, James Patterson é o autor de O Diário de Suzana para Nicolas. Preciso dizer mais alguma coisa?! Quem, em sã consciência, leria um romance dele sem estar preparado para momentos de muitas lágrimas? Penso que está na hora de fugir de seus livros como fujo dos do Nicholas Sparks. Não que sejam histórias ruins. Bem longe disso. São ótimas e inesquecíveis. Mas o grande problema é que me deixam no chão. Me fazem chorar demais e imaginar momentos que a história não teve, entendem? Passei isso com Diário de Uma Paixão, Um Amor para Recordar... e desde então saio correndo na direção contrária sempre que vejo um livro do Nicholas Sparks. Vou acabar fazendo o mesmo com o James Patterson. Para o bem da minha saúde mental.rs

A resenha vai conter spoiler!!!! Bem... Isso se vocês acreditarem que a sinopse em si, a dedicatória do autor no início do livro e as primeiras palavras da protagonista não indicam o que vou dizer abaixo. Na minha opinião, o autor grita desde o início o que vou dizer. Então... não seria de fato spoiler. 


- O ponto positivo deste autor é que ele não te engana. Ele te avisa. Deixa claro desde o princípio que algo bem ruim vai acontecer. A sinopse é uma pista. E o início do livro, quando ele dedica essa história a uma mulher chamada Jane, deixa isso mais do que claro. As primeiras palavras da protagonista da história também nos dizem muito. Ou seja, é como se o James dissesse: "Veja bem: a história não é o romance que você está imaginando ou desejando ler. Vai ter muitos espinhos e um provável final não feliz. É sua escolha seguir lendo ou não. Só não diga que não avisei!". É bem assim. E gosto disso nele. Não gosto de ser pega de surpresa com esse tipo de coisa. Na verdade, detesto. É por isso que, diferente de muitas pessoas, aprecio que me deem spoilers. Para diminuir o impacto de certas cenas. Para me preparar para cenas que partirão meu coração. 

"O hoje, afinal, era tudo o que sabíamos ter."

- Nem sei como começar... Esta história me lembrou vários livros. O Diário de Suzana para Nicolas, A Culpa é das Estrelas, Como Eu era Antes de Você... Eu me peguei revivendo cenas desses livros ao ler certas páginas e isso foi mexendo ainda mais com minhas emoções. Eu já sabia no que a história iria dar. E tinha dia que eu fingia que o livro nem estava por perto, pois assim o casal continuaria sorrindo e feliz... desde que eu não seguisse com a leitura. Quanto mais eu lesse mais próximos eles ficariam da dor. E eu não queria isso. 

"Você pode planejar sua fuga, pode abandonar sua vida e sua família, você pode acelerar por uma pista dupla em um carro roubado. Mas há certas coisas das quais você nunca poderá escapar."

- Cansada do lar despedaçado para o qual era obrigada a voltar todos os dias após as aulas, Axi, uma adolescente de 16 anos, resolve fugir. Algo que ninguém jamais imaginou que poderia sequer passar por sua cabeça. Ela era a certinha, aquela que tirava ótimas notas e tinha pavor de fazer qualquer coisa errada, de quebrar até a mais insignificante regra. Nem ela própria conseguia acreditar que teria coragem de virar as costas para a vidinha que tinha naquele lugar e ir para bem longe. Sem um rumo certo. Sem saber se um dia retornaria. 

Seus pais sofreram uma enorme perda quando ela era ainda bem nova. Sua irmã caçula morrera, vítima de um câncer que destruiu não só a sua vida, mas também de toda a sua família. Incapaz de suportar aquela realidade, sua mãe partiu... sem pensar duas vezes. Sem olhar para trás... para a filha que sobreviveu. Para a menina a quem ela estava dando as costas.

Não conseguindo lidar com essas duas perdas seguidas, o pai de Axi se afogou no álcool, mal notando a existência dela. Tendo que amadurecer rápido demais e disposta a dar uma chance a si mesma, ela busca em seu melhor amigo um aliado para sua fuga. É então quando tem início a melhor e pior fase da sua vida. A mais linda e mais dolorosa. Uma viagem que ela jamais esqueceria. Que marcaria para sempre a sua vida. 

"Nossa sorte não acabaria. Era o que eu dizia a mim mesma. 
  Mas eram apenas palavras."

- Ao lado de Robinson, seu belo patife, ela viverá a mais louca experiência da sua vida. Correndo riscos, dormindo à luz das estrelas, cantando nas ruas, aprendendo sobre o amor e os maiores privilégios de se viver. Encontrará, pela primeira vez, uma família de verdade... e conhecerá o verdadeiro significado de lar. Mas não será uma experiência fácil... Como uma montanha-russa, a vida tem altos e baixos. E por mais doloroso que possa ser, a verdade é que é preciso aprender a cair. Ou... ao menos... a se levantar depois. 

"Tudo acaba um dia. Tudo."

- Até mesmo a dor, não é verdade? Não. Não é verdade. A dor não acaba. Não todas as dores. A dor de perder alguém muito amado... essa não passa. Podem passar 10, 20, 100 anos... ainda vai dor lembrar e saber que você não tem como ligar para essa pessoa. Que não existe um lugar na Terra no qual possa encontrá-la. A pior coisa em amar alguém é que sua ausência leva um pedaço de nós. E dói demais. Mas ainda assim... amar é a coisa mais linda do mundo. É o sentimento mais mágico e precioso. 

"Salvamos um ao outro, Robinson e eu. Ou, pelo menos, ele me salvou."

- A história começa bem leve, com diversos momentos divertidos. Os protagonistas são dois adolescentes bem humorados e louquinhos, que tudo o que desejam é viver. Sentir a vida. Arriscar, apostar. Ser livres pela primeira vez. Escapar de um mundinho fechado que parecia sufocá-los mais e mais a cada dia. Quem pode culpá-los por suas escolhas? Eu não. Quem me dera ter a metade da coragem deles! Eles são cheios de vida e isso contagia a gente. Nos faz sorrir, desperta um enorme carinho e nos faz torcer muito por eles, ainda que saibamos desde o princípio que o final feliz é improvável. Mesmo assim... nós torcemos. Temos esperança. 

"- Te amo, Axi Moore - ele sussurrou. - O que mais posso dizer?"

- A primeira parte da história parece um romance água com açúcar... daqueles seguros, ótimos para ler numa tarde tranquila. Uma história que não vai te fazer chorar. Doce ilusão. Porque a segunda parte chega golpeando nosso coração e começamos a realmente nos preparar para o inevitável. Ainda assim... uma tênue esperança permanece. 

"E se, ao viver a vida que escolheu, você condenar a si próprio - ou, pior, alguém a quem você ama?"

- Como em O Diário de Suzana para Nicolas, é possível retirar desta história importantes lições. E recordar coisas que o estresse ou a correria do dia a dia nos faz esquecer. A vida é uma só. E está mais do que na hora de aprendermos a viver. Aproveitar cada milésimo de segundo, como a Suzana mesmo diria. Porque o amanhã pode não existir. Temos que agarrar com todas as nossas forças a oportunidade que temos. Viver é um privilégio. Aproveite a chance que você tem. Viva! Apenas viva. 

"Não éramos capazes de conhecer o futuro ou saber quanto tempo ele ia durar. Podíamos apenas escolher ser felizes e viver o agora."

- O livro tem vários trechos marcantes, mas um dos que mais me atingiram foi aquele no qual a Axi diz: "Eu era eu mesma e eu era ele". É um trecho que me levou de volta ao Morro dos Ventos Uivantes, quando a Catherine diz: "Eu sou o Heathcliff". Eu senti a mesma intensidade nas palavras da Axi. A mesma paixão, a mesma certeza. E isso me provocou um nó na garganta. 

"Talvez uma daquelas forças mágicas do universo físico contribuísse para me manter seguindo adiante, não importa a dor que sinto."

- Recomendo a história? Claro que sim! A todos aqueles que querem ler uma linda, simples e encantadora história de amor e coragem de dois jovens que deveriam ter toda uma vida pela frente... que nos ensinam muito. Mas que, infelizmente, deixam nossos corações em pedaços no final. Vale muito a pena ler o livro. Desde que você esteja preparado para a forma como termina. 

"De certo modo, eu sabia que era verdade. Estaríamos juntos para sempre."

20 de abril de 2015

Lua de Mel - James Patterson (e Howard Roughan)

(Título Original: Honeymoon
Tradutora: Cássia Zanon
Editora: Arqueiro
Edição de: 2013)

Uma vida que parece um conto de fadas

Linda, sexy e bem-sucedida, Nora Sinclair é desejada pelos homens e invejada pelas mulheres. E sua vida tem tudo para ficar mais perfeita quando seu namorado, o atraente e rico Connor Brown, pede sua mão em casamento. Mas o que para muitos seria o começo do "felizes para sempre", para Nora é a contagem regressiva para "até que a morte os separe."

Uma sucessão de acontecimentos misteriosos

Coisas muito estranhas ocorrem às pessoas próximas a Nora, principalmente aos homens que entram em sua vida. E isso acaba despertando o interesse do FBI. Sarcástico, malicioso e implacável, o agente John O'Hara é esperto o suficiente para saber que belas fachadas podem esconder grandes perigos. Se há algo de errado com Nora, ele é o homem certo para descobrir. 

Um detetive dividido entre a justiça e a obsessão

Mas a primeira coisa que O'Hara vai aprender é que Nora não seduz os homens, simplesmente. Ela os domina. Quanto mais tempo o agente passa perto dela, mais confuso se sente, até já não ter certeza se ainda está em busca da verdade ou se virou prisioneiro de uma atração que pode ser fatal. 


Palavras de uma leitora...



"Então me dou conta de que talvez nunca venha a saber o que me matou nesta noite. Mas sei com certeza quem foi."

- Nora Sinclair é uma mulher deslumbrante. E fatal. Em todos os sentidos. Sua sensualidade, bom humor e amor à vida atraem os homens como ímãs. Mas por trás de seu rostinho lindo e de toda sua paixão existe uma assassina fria. E cruel. Qualquer homem que cruze seu caminho e desperte seu interesse pode considerar-se com os dias contados. 

"As coisas nem sempre são o que parecem."

- Para Nora, tudo estava indo bem. Perfeito. Connor Brown, seu namorado há vários meses, alguém que a divertia e encantava, tornando cada momento melhor que o outro... a havia pedido em casamento. Mas, para sua profunda, e aparente, tristeza, ele morre uma semana depois de ficarem noivos. Vítima de uma parada cardíaca.

Inconsolável, ela provoca a simpatia e compaixão de todos. Ou quase todos. Como noiva de um milionário, ela não levava nada. Portanto, seria a última pessoa a querê-lo morto. Certo? Mas nem tudo é o que parece...

E, de repente, o azar que Nora tem com os homens desperta o interesse do FBI. E de alguém mais...

A partir daí um jogo bastante perigoso tem início. No qual só haverá um ganhador. Mas... quem

Com o tempo aprendemos que toda escolha provoca uma consequência. E que... não existe crime perfeito.

- Sabe quando uma história te ganha pela capa? Foi exatamente o que se passou quando vi Lua de Mel pela primeira vez. Não que a capa possa ser considerada bonita, mas me atraiu. E após ler as primeiras páginas, tive a certeza: precisava desesperadamente desta história. Adquiri o livro em 2013 e fiquei aguardando o momento certo para lê-lo, pegando o livro diversas vezes em minhas mãos e resistindo à vontade quase incontrolável de mergulhar em suas páginas. 

Portanto, não poderia estar mais eufórica quando finalmente pude iniciar a leitura. E minha decepção também não poderia ser maior. 

- Foi por essa... história que eu tanto esperei?! Não que seja ruim, porém é tudo o que eu definitivamente não esperava. 

É um livro que consegue nos prender até a última página. Não queremos abandoná-lo de modo algum.. Quanto mais lemos mais queremos ler. Os autores criaram um bom mistério, pois embora saibamos desde o princípio que Nora é uma serial killer, existe muita coisa que não sabemos. E é exatamente aí que está a atração do livro, é isso que nos faz seguir em frente: queremos saber o que tornou Nora a maluca que ela é. Qual foi o seu passado, quem é esse misterioso Turista e qual ligação pode haver entre ele, uma mala e Nora. 

- Não podemos negar que temos ainda muita curiosidade em saber quem venceria no final. Nora, o agente do FBI que se vê preso em suas teias... Ou quem sabe aquela misteriosa outra pessoa?

Só que logo somos capazes de prever o final. E nos perguntamos de que realmente valeu o tempo que dedicamos a esta leitura. Ao menos, foi isso o que eu me perguntei.

- Como eu disse, o livro não chega a ser ruim. Ele consegue ser envolvente, até. Mas os autores se ocuparam tanto criando uma história convincente e um mistério que nos prendesse, que acabaram por esquecer totalmente de desenvolver seus personagens. Sobretudo Nora e John O'Hara. Algo que não dá para simplesmente deixar passar. E além disso, criaram expectativas que não foram capazes de satisfazer. E, para completar tudo, o final foi todo o anticlímax que faltava! Por que... o que diabos foi aquilo?!

- Em resumo, posso dizer que senti uma total ausência de emoção e personalidade nos personagens. O livro, apesar de apelar para minha curiosidade e me envolver por conta disso, em quase todos os momentos não passou de "palavras escritas." Carentes de tudo aquilo que realmente torna um livro maravilhoso.

- Todos os personagens são superficiais. Eu até poderia perdoar algo assim nos coadjuvantes, mas nos principais?! Vai além do que eu aceitaria. Só pude lamentar por tudo que a história poderia ser e não foi. A trama tinha enorme potencial, mas acabou fazendo de tudo apenas para me decepcionar. 

- Enfim... Dou 3 estrelas ao livro. Porque, para mim, é apenas isso. Um bom livro. Nada mais. 

7 de novembro de 2013

O Beijo da Morte - James Patterson

Título Original: Kiss the Girls
Tradutor: Luiz A. De Araújo
Editora: Best Seller
Edição de: 1995

“Um suspense que não se consegue parar de ler” – Sidney Sheldon

Um rito de sedução…
Que sempre termina em morte!

Alex Cross, de Na Teia da Aranha, está de volta.
Neste novo romance de James Patterson, o detetive-psicólogo sai à caça não de um, mas de dois assassinos seriais. Casanova e Cavalheiro Caller, assim se autodenominam.
Agem em lugares diferentes, usam métodos diferentes, mas há entre ambos uma macabra semelhança: suas vítimas, belas universitárias, são mortas com inimagináveis rituais de horror. E, desta vez, Cross tem de ser rápido. Sua sobrinha foi sequestrada por um deles e pode ser assassinada a qualquer momento! 


Antes de abrir o último romance de Patterson, certifique-se de que dispõe de algumas noites livres para a leitura.
É o tipo do terrível talento que faz com que seguremos o livro com força e nos sobressaltemos ao menor ruído na casa.” – Oakland Press




Palavras de uma leitora…


Estudantes desaparecidas. Todas mulheres. Uma praga que se abatera sobre a comunidade, e ninguém fora capaz de fazer nada para detê-la. Ninguém conhecia a cura.”

- O pânico já havia tomado conta da população. Vários sequestros. Três homicídios parecidos tirados de um filme de terror. Cruéis. Aterrorizantes. A polícia encontrava-se perdida, sem uma pista sequer do assassino que estava sequestrando e matando com uma frequência cada vez maior. Até mesmo o FBI já tinha entrado no caso, mas o tempo passava e eles continuavam muito longe de uma solução. Tudo que sabiam sobre aquele assassino cruel é que se autodenominava Casanova. O grande amante. Aquele que amava as mulheres. Que sentia um amor tão grande por elas que não hesitava em matá-las. Das maneiras mais terríveis possíveis. 

“Primeiro, eu me apaixono por uma mulher. Depois, simplesmente a tomo para mim.”

- Alex Cross, psicólogo-detetive, pai de dois filhos pequenos, viúvo que ainda sofria a morte da mulher amada, estava seguindo sossegadamente com sua vida. Tinha acabado de ajudar a polícia a pegar um serial killer que assassinava crianças, e, sinceramente, não estava com a menor vontade de enfrentar outro assassino em série nem tão cedo. Mas sua vontade transforma-se totalmente quando ele chega em casa e recebe uma notícia que o faz perder o chão: sua sobrinha Naomi Cross, universitária de 22 anos, estava desaparecida. Há quatro dias. Um caso que já era assustador por envolver alguém que ele tanto amava, torna-se insuportável quando a polícia começa a suspeitar que ela possa ser mais uma vítima do psicopata Casanova. Agora, Alex precisa correr contra o tempo e as hostilidades policiais para libertar sua sobrinha, antes que seja tarde demais. O que ele não sabe é que Casanova tem um interesse particular por ele. Uma vontade irresistível de mostrar-se mais inteligente e poderoso do que o detetive especialista em prender psicopatas. Alex ainda não sabe, mas está na mira de Casanova. Marcado para morrer. Naomi era apenas a isca, mas isso não significava que ela sairia dessa com vida. Casanova, o grande amante, estava louco para beijá-la. O último beijo. O beijo da morte.

“Iniciara-se um jogo de gato e rato. Seu jogo; suas regras. Por enquanto, era ele quem ditava as regras.”

- Kate, médica residente do primeiro ano, é uma mulher dedicada a profissão e sempre simpática com todos. Existe algo nela que a diferencia das outras e faz até mesmo as jovens e competitivas residentes, gostarem dela. Ela não se importa muito com a aparência e sente sempre um secreto desejo de desobedecer regras e desafiar as convenções do hospital universitário. Nas horas vagas pratica caratê e dedica-se à leitura. É linda, mas profundamente solitária. Tinha perdido as pessoas que mais amava na vida e por isso temia novos envolvimentos. Não queria apegar-se para depois perder. Meses antes havia tido um turbulento término de relacionamento com um homem que não aceitava sua maneira de ser. Rebelde, corajosa, teimosa e fascinante… ela é a próxima vítima de Casanova. Sua “peça” mais valiosa. A que Casanova mais ama. Sua inteligência, beleza e rebeldia atraem Casanova, mas poderão também significar a tão aguardada queda do grande amante. Morrer não fazia parte dos planos de Kate. E ela estava mais do que disposta a lutar por sua vida…

“– Qual é a outra hipótese? – perguntei.
- A outra é que se trata de dois homens. Mas não estão simplesmente em contato, estão competindo. Uma competição pavorosa, Alex. Talvez um jogo medonho que inventaram.”

- Como se a polícia de Chapel Hill, Carolina do Norte, já não estivesse suficientemente perdida, Los Angeles começa a ser aterrorizada por assassinatos macabros, provocados com extrema violência. Mulheres belíssimas são brutalmente violentadas, mutiladas e assassinadas. Só que diferente de Casanova, o maníaco de Los Angeles, que se autodenomina Cavalheiro Caller, não pretende manter-se oculto. Diariamente, ele conta, com detalhes, todos os seus crimes, através de um jornal local. Ele adora a fama e o pânico que seus relatos provocam nas pessoas. O medo o alimenta e intensifica sua crueldade. E Alex Cross quase enlouquece quando em um de seus relatos diários, Cavalheiro Caller menciona Naomi. Sua sobrinha desaparecida. O que diabos estava acontecendo ali? Haveria realmente dois assassinos seriais ou somente um que era capaz de cometer seus crimes de costa a costa? Cavalheiro Caller e Casanova seriam a mesma pessoa? Se sim, como ele conseguia estar em dois lugares ao mesmo tempo? Mas... o mais importante: no caso de dois assassinos... como o Cavalheiro Caller sabia tanto sobre Naomi se ela estava nas mãos de Casanova? Ao longo das investigações, coisas terríveis serão descobertas, marcando para sempre as pessoas daquelas cidades. Não importa quanto tempo se passará... os pesadelos... jamais passarão. Ficarão como cicatrizes, marcas de uma época macabra, de muitas e dolorosas perdas.

"[...] Aquela noite... sussurrava para mim como se já fôssemos amantes. Dizia que me amava. Parecia... sincero."

- Talvez você esteja pensando assim: "Sei que nunca li essa história, mas tenho a sensação de que a conheço." Pelo menos, foi o que eu pensei quando li a sinopse dessa história. Eu fiquei com aquela sensação de que conhecia a história e quando finalmente houve um estalo em minha mente, eu percebi: tinha assistido um filme que contava uma história muito parecida. O filme Beijos que Matam. Conforme fui lendo a história pude ter absoluta certeza de que realmente se tratava da mesma história. O filme, no caso, foi inspirado no livro, criado tendo como base a história. Na verdade, é a mesma história!rsrs...  E posso dizer sem hesitar que tanto o livro quanto o filme são maravilhosos. Pelo menos, na minha opinião. Eu adorei os dois e não sei dizer de qual gosto mais.rsrsrs... É muito difícil escolher. :)

" - Gosto da ideia de Vossa existência, meu Deus - sussurrou enfim. - Por favor, goste da ideia de um pouco de paz para mim."

- Kate é sem sombra de dúvidas uma guerreira. Uma mulher que suportou os tormentos do inferno num lugar que parecia esquecido por Deus. E que mesmo assim não desistiu de viver, de lutar, de reconquistar aquilo que tinha direito e lhe tinha sido roubado: sua liberdade, sua vida. É muito triste acompanhar certas cenas... ver a sua dor, as suas lágrimas e a sua vontade de viver, até mesmo quando isso parece impossível. Lembro do quanto foi angustiante para mim ver, sem poder fazer nada, as coisas acontecerem com ela e ninguém chegar para socorrê-la. Ninguém descobrir aquele lugar e libertá-la daquele verdadeiro inferno. Sempre costumo me colocar no lugar das personagens, para compreendê-las e imaginar o que eu faria se estivesse no lugar delas. É algo que faço com todos os livros que leio. E ao me colocar no lugar da Kate, eu me senti muito mal. Eu sabia que no lugar dela não teria tido nem sequer metade da força e da coragem que ela teve. Eu teria preferido desistir, infelizmente. Seria melhor do que suportar aquelas coisas. Mas ela não foi a única personagem dessa história pela qual lamentei e que admirei. Não. Existiram várias outras personagens, várias outras vítimas daqueles monstros. Muitas delas, pelo que vocês podem ver pela própria sinopse da história, fatais. Nem todas sobrevivem. E não direi para vocês se a Kate faz parte das vítimas fatais ou não. Só o que posso dizer é que ela jamais desistiu. Jamais se rendeu. Sempre teve fé, esperança e coragem para lutar por sua vida, por uma vida que não pertencia ao Casanova, embora ele pensasse isso. 

- Uma coisa na qual não pude deixar de pensar é que existem muitas "pessoas" (que eu considero monstros) como o Casanova ou Cavalheiro Caller espalhadas por esse mundo. É a realidade sobre a qual não queremos pensar. Eu própria não gosto de ficar pensando nisso, mas existe, gente. Pouco tempo atrás mesmo eu vi uma reportagem na TV sobre um cativeiro que tinha sido descoberto. No mínimo, três mulheres foram resgatadas. Mulheres que estavam lá, sofrendo só Deus sabe o que (prefiro sequer imaginar), há muitos anos. E ninguém as tinha socorrido. Só agora. Depois de tantos e tantos anos... Recentemente também, assisti uma reportagem relembrando um crime terrível que aconteceu há mais de dez anos e que resultou na morte de uma jovem que tinha toda uma vida para a frente. Que deveria ter sonhos, planos... vontade de fazer tantas coisas. Uma vida que foi roubada de uma forma bastante cruel. Porque ela não apenas morreu. Ela foi estuprada e torturada antes disso. Quantas outras mulheres não passaram pelo mesmo? Quantas outras mulheres estão passando por algo assim neste exato momento? Não há algo que possamos fazer por elas se não sabemos onde elas estão. Tudo que posso pedir é que Deus tenha misericórdia e as salve. E também posso agradecer a Deus por todos os livramentos que Ele dá para mim e também para muitas outras mulheres. Tudo que podemos fazer é agradecer a Deus pela proteção e pedir que Ele continue nos livrando. O mundo no qual vivemos é muito cruel. É um fato. Não há mais forma de tornar esse mundo um lugar melhor. O mal já foi feito. Não há retorno. E eu gosto de ler esse tipo de história, sabe? Apesar de todos os pesadelos que provoca (há duas noites eu acordei gritando.kkkkkkk... Por causa da história. Porque tive um pesadelo bem terrível), eu sempre paro para refletir... Sempre relembro as lições que aprendi nesta vida e valorizo mais o que tenho. Principalmente as pessoas que fazem parte da minha vida e com as quais dividi tantos momentos bons. A vida é muito frágil, gente. As coisas podem mudar de um instante para o outro. Só Deus pode impedir tal mudança. Não é agradável pensar em coisas assim, mas é a vida. De vez em quando é bom provocar em si mesmo esse choque, dar uma sacudida em nós mesmos para ver se acordamos.rsrs... Lendo essa história eu me lembrei muito de Identidade Roubada - Chevy Stevens. Lembrei sobretudo de quando ela pensa na mãe dela, quando está presa naquele lugar horrível, e na discussão idiota que tinham tido momentos antes. O quanto ela quis voltar atrás... Enfim... Não deveria ser necessário vivermos momentos difíceis para valorizarmos os momentos bons e as pessoas que amamos, não é verdade? Mas, no geral, é somente nesses momentos que realmente valorizamos o que temos...

- Recomendo essa história? Sem pensar duas vezes!rsrs... Mas não dei cinco estrelas ao livro, não.rsrs... Eu adorei a história, a achei incrível e a leria toda novamente, sem nenhum tédio. Mas além do fato de eu não ter gostado muito do detetive que investiga os crimes (e é um dos protagonistas da história), eu não pude deixar de notar certas "falhas". Não achei que seria muito justo com os outros suspenses que li, dar cinco estrelas para essa história. A história em si, a trama, merece cinco estrelas. Mas as falhas e o detetive Alex Cross, me impedem de dar essas cinco estrelas. Por isso o livro fica com quatro estrelas e passagem para os preferidos. :)

Eu recomendaria que quem pretende ler o livro, veja o filme primeiro. Na minha opinião, a leitura torna-se mais apaixonante assim. :) Depois de ler essa história senti imensa vontade de assistir o filme novamente.kkkkkk... E acho que farei exatamente isso, só necessito encontrá-lo, é claro. Porque das vezes que assisti foi na TV; espero consegui-lo em alguma locadora dessa vez.rsrs....

14 de março de 2012

O Diário de Suzana Para Nicolas - James Patterson



Depois de quase um ano juntos, o poeta Matt Harrison acaba de romper com Katie Wilkinson. A jovem editora, que não tinha qualquer dúvida quanto ao amor que os unia, não consegue entender como um relacionamento tão perfeito pôde acabar tão de repente. 

Mas tudo está prestes a ser explicado. No dia seguinte ao rompimento, Katie encontra um pacote deixado por Matt na porta de sua casa. Dentro dele, um pequeno volume encadernado traz na capa cinco palavras, escritas com uma caligrafia que ela não reconhece: “Diário de Suzana para Nicolas”. 

Ao folhear aquelas páginas, Katie logo descobre que Suzana é uma jovem médica que, depois de sofrer um infarto, decidiu deixar para trás a correria de Boston e se mudar para um chalé na pacata ilha de Martha’s Vineyard. Foi lá que conheceu Matt. E lá nasceu o filho deles, Nicolas.

 Por que Matt teria lhe deixado aquele diário? Agora, confusa e sofrendo pelo fim do relacionamento, é nas palavras de outra mulher que Katie buscará as respostas para sua vida. 

O diário de Suzana para Nicolas é uma história de amor que se constrói ao virar de cada página. Cada revelação é mais uma nuance sobre seus personagens. Cada descoberta é um fio a mais a ligar vidas que o destino entrelaçou. 


Palavras de uma leitora...



"Esta é uma história de amor, Nicolas, minha, sua e do papai! Ela conta como a vida pode ser boa quando se está com a pessoa certa. Fala de como é necessário aproveitar cada instante com essa pessoa especial. Cada milésimo de segundo" [Página 189. Suzana para Nicolas]


- Não sei como começar a escrever esta resenha. Não sei como começar a falar deste livro. É um livro muito difícil de resenhar. Não só por ser muito profundo e emocionante, mas também porque esconde um segredo que só deve ser revelado no final da história. Juro que vou tentar falar da história sem revelar demais. Prometo que vou tentar. 


- Eu me interessei por este livro quando li uma resenha muito bonita no blog Livros e Distrações. A querida Beli conseguiu fazer eu me arrepender de ter visto este livro nas Lojas Americanas certa vez e não ter comprado. Porém, eu ainda tentei me controlar. Como minha lista de leituras para este ano já estava fechada e eu já tinha muitos livros para ler, prometi para mim mesma que iria segurar a vontade de ler este livro. Prometi que aguardaria até o início do ano que vem. E o que aconteceu para me fazer ler o livro logo? Falei dele para uma amiga.rsrs... Contei sobre a resenha que tinha lido e ela mencionou ter visto um filme parecido. O que ela fez? Comprou o livro e leu. Percebeu ser a mesma história e me emprestou para eu ler.kkkkkk... Ela sabia que eu não adiaria mais a leitura, pois fico incomodada quando algo que não é meu está comigo, entendem? Se for um filme eu tenho que ver logo para devolver. Se for um livro, irei adiar tudo para lê-lo e devolver antes que a pessoa possa sentir muita falta dele. Não me agrada ficar com o que não é meu. Enfim... E assim, eu acabei adiando outras leituras para finalmente encarar o livro. 


- Confesso. Eu morria de medo dele. A Beli disse que quem gostava das histórias do Nicholas Sparks poderia ler este livro. Gostaria do livro.kkkkk... Sim. Eu gosto das histórias do autor depressão, mas morro de medo delas. As evito o máximo que posso. Ao mesmo tempo que quero ler novas histórias do autor, fujo delas, compreendem? Porque o Nicholas Sparks é um autor que escreve de uma forma tão sentimental, que você quase entra em depressão depois que termina de ler suas histórias. Ele faz com que a gente chore pelos personagens, pelas injustiças de algumas coisas, por nossas escolhas... Ele mexe demais com nosso emocional. E o James Patterson, autor do livro que estou resenhando agora, fez o mesmo ao criar esta história. Ele soube bem como mexer com a gente. Como fazer a gente se apegar aos personagens dele, só para nos destruir no final. O final é infeliz????!!! Eu disse que tentaria não revelar muito, não foi? Mas vou dizer uma coisa: o final NÃO é infeliz. Como?! Então por que o autor nos "destrói" no final?! Só lendo vocês vão saber. 


"Foi durante meu período de recuperação que um amigo me contou a história das cinco bolas. Nunca se esqueça desta história, Nicky. Ela é muitíssimo importante.
É o seguinte.
Imagine que a vida seja uma brincadeira em que você fica fazendo malabarismo com cinco bolas. As bolas se chamam trabalho, família, saúde, amigos e integridade. Você está mantendo todas as bolas no ar e um dia finalmente se dá conta de que o trabalho é uma bola de borracha. Se você a deixar cair, ela vai pular de volta. As outras quatro bolas - família, saúde, amigos e integridade - são feitas de vidro. Se você deixar cair alguma, ela vai ficar arranhada, ou lascada ou vai se quebrar de vez. 
Depois de compreender a lição das cinco bolas, você terá começado a atingir o equilíbrio na sua vida. 
Nicky, eu finalmente compreendi." [Páginas 23 e 24]


- O livro conta a história de Suzana Bedford,  uma mulher super dedicada ao trabalho. Ela era médica numa cidade grande e passava boa parte do tempo no trabalho. Se dedicava de corpo e alma aos seus pacientes. Tinha vezes que mal dormia. Porém, toda essa dedicação custou um preço muito alto. Com apenas 35 anos de idade, enquanto passeava, Suzana acabou sofrendo um infarto. Ao sobreviver naquele dia, ela teve uma chance de recomeçar e foi o que fez.




"Eu vinha dando voltas e mais voltas sem chegar a lugar algum, vivia no limite. Alguma coisa em minha vida acabaria não aguentando essa rotina. Infelizmente, foi meu coração." [Página 27]


- Suzana saiu daquela cidade e voltou para o interior. Para o lugar de onde veio. Ela não aguentava mais o estresse da cidade, não aguentava mais toda aquela pressão. Ou jogava tudo fora ou certamente iria morrer. Seu coração tinha sobrevivido uma vez. Será que aguentaria novamente? 


E é assim que ela conhece o homem que mudaria sua vida. O pintor de casas e poeta nos tempos vagos. O homem mais sensível que já tinha cruzado o seu caminho. O único com quem ela realmente se sentia em paz. Suzana tinha acabado de ser abandonada pelo homem com quem ela pretendia se casar, o homem que fazia parte da sua vida há quatro anos, pelo simples fato de talvez não poder ter filhos. Depois do infarto, uma gravidez era um sério risco. E o antigo namorado dela não estava disposto a encarar a situação. Além do mais, ele disse que já estava apaixonado por outra. Suzana ainda estava se recuperando do infarto quando recebeu essa informação. Foi um golpe. Mas ela não teve medo de confiar no Matt. Não teve medo de começar uma história com ele, pois sentia que ele era diferente. Eles eram muito parecidos. Assim como ela, Matt era feliz com coisas simples. Ele gostava de coisas simples. Amava olhar para um céu estrelado, ouvir uma bela música, dançar... viver. O namoro começou de forma natural e em pouco tempo, eles souberam que estavam destinados um ao outro. Matt a pediu em casamento e ela aceitou. Desta união nasceu o pequeno Nicolas, para quem Suzana decide escrever o diário contando toda sua história. A história de Nicolas, Suzana e Matt. Uma história de amor. 


"Todas as manhãs, sem falta, Matt se vira para mim quando acordamos, me beija e sussurra em meu ouvido. 'Temos o hoje, Suzana. Vamos levantar e ver nosso menino." [Página 158]


- É através das palavras de Suzana que nós começamos a entender esta história. Não. Não é uma leitura fácil. Quando entregou o diário para Katie, Matt avisou (através de um bilhete) que não seria fácil suportar algumas partes. Ele estava certo. Não foi fácil para Katie e também não é fácil para nós. 




"Coisas ruins acontecem às vezes, Nicolas. Lembre-se sempre disso, mas lembre também que é preciso seguir em frente de alguma maneira. 
A gente levanta a cabeça, olha para alguma coisa bonita, como o céu ou o mar, e segue em frente, caramba." [Página 93]




"É tão estranho", eu disse. "Tudo pode estar indo perfeitamente bem e então um dia, bum, somos apanhados de surpresa... um maldito e mísero golpe que nem tivemos a chance de ver." [Página 152]




- Mas o livro também conta a história de Katie, uma editora de Nova York, que venceu o medo de ir para a cidade grande e foi em busca do seu sonho. Ela era apaixonada por livros desde criança. Lia tudo que pegava nas mãos. Simplesmente adorava ler e por isso resolveu ser editora. Mas qual é a ligação entre Nicolas, Suzana, Matt e Katie? O amor das duas mulheres pelo mesmo homem. 


"Katie abaixou a cabeça quando terminou de ler o diário encadernado em couro e o colocou sobre o banquinho de madeira ao lado da banheira. Sentiu o corpo estremecer.
Então começou a soluçar e viu que suas mãos tremiam. Estava perdendo o controle e isso não era algo que acontecesse com frequência. Ela era uma pessoa forte, sempre fora. Sussurrou as palavras que ouvira uma vez na igreja do pai em Asheboro, na Carolina do Norte:


- Senhor, oh, Senhor, onde o Senhor está? 


Jamais imaginaria o efeito perturbador que aquelas páginas poderiam ter sobre ela. É claro que não havia sido apenas o diário que a deixara tão confusa e tensa.
Não, não havia sido apenas o diário de Suzana para Nicolas.
A imagem de Suzana lhe veio à cabeça. Katie a vira em sua casa tão singular na Beach Road, em Martha`s Vineyard.
Então pensou no pequeno Nicolas aos 12 meses de idade, com olhos azuis absolutamente brilhantes.
E, por fim, visualizou Matt.
Pai de Nicolas. 
Marido de Suzana.
E ex-namorado de Katie.
O que ela pensava de Matt agora? Poderia algum dia perdoá-lo?" [Páginas 7 e 8]


- Não é uma história complicada. É uma história que realmente poderia acontecer. Profunda, tocante, perturbadora. Antes mesmo de chegar ao final do livro é impossível condenar o Matt. Porque a gente percebe que ele é uma pessoa maravilhosa. Em seus poemas nós enxergamos sua alma. Em cada atitude. A forma como ele olha para Suzana, a forma como olha para a Katie, para o Nicolas. Nós enxergamos seu amor. E quando ele chora, nós sentimos vontade de chorar também. Matt é marcante. Nicolas é um anjo. Katie é especial e tão digna do Matt quanto Suzana. Mas é Suzana a personagem mais marcante desta história. É ela que mexe profundamente com a gente. Nos ensina grandes lições, como a das cinco bolas. De maneira simples, ela constrói um espaço só seu em nossos corações. Nos faz pensar em nossa vida, nossas atitudes e escolhas. Fez com que eu tomasse uma séria decisão. Suzana se tornou minha amiga. Minha grande amiga. Aquela que tem os melhores conselhos, que te faz seguir em frente. Eu nunca poderei esquecê-la. Levarei suas lições sempre comigo. Ela agora é parte de mim. Minha conselheira, minha amiga. Assim como o Roger é meu mocinho preferido, acima de todos. Suzana é minha mocinha preferida, acima de todas as outras. 




"Mas ela fez com que eu me desse conta, mais do que nunca, de quanto somos vulneráveis, de como viver pode ser igual a andar na corda bamba: um passo em falso e caímos. O simples fato de ver aquela pobre mulher hoje e de me lembrar de quanto temos sorte me deixou sem ar. 
Ah, Nicky, às vezes eu gostaria de poder guardar você em um lugar seguro, como uma relíquia preciosa. Mas o que é a vida se não a vivermos? Acho que sei bem disso.
Lembro-me de um ditado que minha avó costumava usar: um hoje vale dois amanhãs." [Página 143]


- Quando eu terminei de ler este livro estava na rua. No meio de várias pessoas. E apesar de ter tentado com todas as minhas forças segurar as lágrimas, foi mais forte do que eu. Não pude me controlar. Não pude evitar as lágrimas que queriam sair. Minha garganta doía com a força que eu fazia para me controlar, mas foi impossível. As pessoas provavelmente pensaram que sou maluca. Mas quer saber de uma coisa? Eu não me importo. Até pouco tempo atrás, detestava o fato de ser muito sensível, me emocionar com facilidade. Às vezes choro só de olhar para o céu cheio de estrelas. Antes não gostava disso. Achava que era ser muito estúpida, mas depois de conhecer Suzana, não me importo mais. Eu quero as coisas simples da vida. Quero continuar me emocionando ao ler um livro, ver um filme, uma novela. Olhando para o céu, para o mar. Quero continuar sentindo a vida. Suzana me ensinou muito e eu nunca irei esquecer suas lições. Não é uma sorte ser tão sensível? Não é uma sorte conseguir, hoje em dia, ainda se emocionar com pequenas coisas? Conseguir rir ou chorar com pequenas coisas? Não é uma sorte? "Não é uma sorte?" é uma frase que Suzana usa bastante enquanto escreve o diário para o filho, sua razão de viver. É uma frase que o Matt também passa a usar depois de ficar completamente louco por ela. E até a própria Katie usa. Mas vocês devem estar pensando... Katie não é rival de Suzana? Então deveria odiá-la, certo? E quem pode odiá-la? É impossível odiar alguém como a Suzana. A pessoa precisa ser muito cruel para desprezá-la. Só uma pessoa verdadeira má pode odiar alguém como ela. E Katie não é uma pessoa má. Ela é muito boa. Tudo que é criança a adora. Seus animais de estimação também.rsrs... Ela também é uma pessoa incrível e nem enxerga isso. Coloca defeitos em si mesma, mas é maravilhosa. Tanto que não pôde odiar a Suzana, por mais que quisesse.




" - Sabe o que é estranho, mãe? Eu gosto da Suzana. Droga. Sou uma idiota. Eu deveria odiá-la, mas não consigo." [Página 107]


- O livro recebeu todas as cinco estrelas no Skoob. É totalmente digno delas. Eu não poderia colocar defeito neste livro. Um livro que mexeu tanto comigo e me ensinou tanto, jamais poderia ser digno de menos estrelas. Ele merecia até mais. Porém... Eu o recomendo?! Bem... É complicado. Tenho medo de arriscar recomendar este livro para alguém. Ele é muito profundo. Realmente acredito que todos deveriam conhecer a história de Nicolas, Suzana, Matt e Katie, mas creio que existem momentos para ler um livro como este. Não é um livro que deve ser lido em qualquer momento. Vou te dizer uma coisa: você vai chorar ao lê-lo. Você vai sofrer com ele. Vai desejar xingar a vida e ao mesmo tempo abraçá-la. Vai reclamar do quanto ela é injusta e ao mesmo tempo irá dizer que é uma sorte poder vivê-la. Você vai se emocionar demais. Não vou mentir. Vai sofrer muito. Mas se acha que está preparado para lê-la no momento, arrisque. Não estou recomendando absolutamente nada!rsrs... Vocês decidem. Leiam o livro se quiserem. E quando quiserem. Vou deixar claro mais uma vez: não arrisquem ler o livro por causa da minha indicação, pois não estou indicando nada. Não me responsabilizo por nada!rsrs... 


- Duas músicas servem para esta história: "El privilegio de amar" - Mijares y Lucero. E "Nada es para siempre" - Luis Fonsi. 


"Nadie sabe qué podrá pasar mañana.
Quiero amarte hoy
Quiero abrir todas las puertas de mi alma.


Te quiero hoy
Quiero abrirle al corazón una ventana.
Esto es amor
Y es tan grande que no cabe en mis palabras
Quiero amarte hoy, quiero amarte hoy
Por si no hay mañana".


- Hoje o blog está completando dois anos de vida. :D Peço perdão por mais uma vez não ter conseguido pensar em nada para comemorar esta data que é tão especial para mim. Este blog é parte de mim, parte da minha vida. Do que sou. Nele escrevo o que penso, o que sinto. É meu cantinho, onde posso ser livremente quem realmente sou. E eu amo falar sobre livros. Amo demais colocar em palavras o que senti durante a leitura, mostrar para vocês o quanto tal livro é especial... ou o quanto ele é uma porcaria.rsrs... Enfim... Vocês não fazem ideia do quanto eu amo este lugar. E agradeço muito a vocês que estiveram comigo durante esse tempo. Vocês que fazem parte deste espaço, comentando, me enviando emails, sendo meus amigos. Me apoiando. É graças a vocês que este blog completou outro ano. Foram vocês que o mantiveram vivo. Sem vocês, este blog teria durado pouquíssimo tempo. Muito obrigada pelo carinho, queridos! :)




Bjs!
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