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18 de dezembro de 2011

Marcaram novembro 2011:



- Olá, gente!

- Eu sei... Estou um pouco sumida, não é? Mas não abandonei vocês. Em breve publicarei mais resenhas. :)

Hoje estou vindo falar dos livros que mais me marcaram em novembro. Aqueles que vão ficar na memória seja por um bom ou mau motivo. E quando parei para pensar em quais livros mereciam fazer parte deste post, sequer pensei duas vezes. Já sabia quais eram os livros. "Até Você Chegar" poderia fazer parte deste post como livro que marcou positivamente, mas como eu só podia escolher um... "Uma Luz na Escuridão" acabou sendo o escolhido. 

- Por quê?! Quem leu o livro ou minha resenha, sabe: esse livro é muito mais do que marcante. É um livro profundo, com personagens profundos que sofreram muito na vida, mas que não jogaram fora a segunda chance que receberam da vida. Eu sequer posso me imaginar na situação da Maggie ou do Rafe. Creio que não teria forças para suportar tudo que esses dois suportaram. E o que mais marca é que eles continuam sendo pessoas incríveis, completamente dignas de serem amadas, apesar de tudo pelo que passaram. Não foi pouca coisa. Maggie foi estuprada e espancada durante anos e aguentou tudo sozinha para proteger a irmã pequena. Pois ninguém quis socorrê-la. Precisavam de provas para que ela conseguisse tirar a irmã daquele ambiente maldito. E ela não tinha provas. Ela teve que aguentar. Fugir com a irmã não era uma opção, pois ela seria encontrada por aquele sádico e as coisas só seriam piores. Ela pediu ajuda a Deus, mas achou que ele não a estava escutando. Porém, independente de qualquer coisa, Maggie continuou sendo uma pessoa preciosa, uma pessoa que não merecia nem metade do sofrimento pelo qual tinha passado. E foi por isso que ela encontrou o Rafe, verdade? Depois de tudo pelo que passou sem merecer, o Rafe era o presente ideal. Aquele que a completaria. Ninguém mais poderia entendê-la e amá-la como o Rafe. Ninguém mais a aceitaria, com o passado amargo que ela carregava, como o Rafe aceitou. Ninguém mais cuidaria dela como ele cuidou. Ele foi feito especialmente para ela. Eles se mereciam demais. 

"Por favor, Deus, ajuda-me. Quantas vezes tinha chorado na almofada , sussurrando aquelas palavras a um Deus que há muito decidira que não a ouvia?" (página 224) 

- Também nunca conseguirei esquecer essa frase. Sempre que a leio, imagino o sofrimento da Maggie e isso ainda machuca. Só lendo o livro você poderá entender porquê. O livro transborda emoção. Nos atinge de uma forma que não dá para explicar. Ele invade nossas vidas e faz com que amemos esses personagens tão queridos e tão machucados. A Maggie é uma personagem que nunca poderei esquecer. Nunca poderei esquecer o que ela fez pela irmã e o que fez pelo próprio filho. Nunca conseguirei esquecer dela alimentando o filho apesar da fraqueza e da dor insuportável que sentia. Ela é uma verdadeira heroína. Valiosa e inesquecível. 

E o que falar do Rafe? Ai, gente! Daqui a pouco esse post vai se transformar numa segunda resenha do livro...rsrs... Como poderei esquecer esse personagem, gente?! Um homem que tinha sido destruído pela vida. Que tinha perdido tudo. Até a vontade de viver. Respirar era um verdadeiro tormento para ele. Ele só queria esquecer tudo. Ele só queria fingir que aquela vida vazia e terrível não passava de um pesadelo. Que em algum momento ele iria acordar e sua família estaria viva e feliz. Que sua Susan ainda estaria ali. Que seus dois filhos estariam dormindo seguros na cama. Que nada poderia ameaçá-los. Porém, a realidade era outra. Um terrível acidente tinha levado Susan e seus filhos. E eles não voltariam. E a gente sente a dor dele. Pelo menos, conseguimos sentir parte dela. Uma parte pequena, pois só quem passa por algo parecido pode realmente sentir tudo que o Rafe sentia. Mas a parte que conseguimos sentir é quase insuportável. Dói muito ver o Rafe sofrendo. Queremos abraçá-lo, fazer toda aquela dor passar. Mas, felizmente, a Maggie aparece na vida dele para curá-lo daquela dor. Para fazê-lo voltar a viver, pois ele estava mais morto do que qualquer outra coisa. Ele tinha perdido tudo. Tudo mesmo. O que ficou não compensava sua perda. Além de perder a mulher que amava, ele perdeu os filhos. Sua razão de viver. Mas Maggie surge na sua vida, machucada tanto física quanto emocionalmente. Ela precisava dele. E o filho dela também precisava. Enfim... Acho que já é hora de eu parar de falar...rsrsrs...


" - Você é religiosa?

- Acredito na existência de Deus, sim.


Piscou-lhe o olho.- Está a ver? Já temos uma coisa em comum. Eu também sou crente. Mas mesmo que não fosse, acho que acreditaria nalguma coisa. Para algumas pessoas, é o universo. Para outras, é um poder superior. Independentemente disso, estou convencido de que há alguma coisa, chame-lhe destino ou Deus ou guardião ou atracção da Lua, que intervém na nossa vida. As coisas acontecem por uma razão. 

-Aonde é que quer chegar?

Os seus olhos azuis sustentaram os dela." (página 126)" 

- Acho que Deus olhou para baixo e decidiu que eu tinha coisas melhores para fazer do que fazer meu cérebro em pickles com whisky.  - O sorriso desapareceu e a expressão dos seus olhos tornou-se solene. - Eu não podia passar sem a Susan e os meus filhos, Maggie. Por alguma razão, era a altura de eles irem e não havia nada que eu pudesse fazer para o impedir. Vivi com as recordações, sentindo-me zangado e desamparado e inútil... e a perguntar a mim mesmo pelo menos umas mil vezes por que diabo não tinha morrido também. Agora, acho que sei. Posso fazer a diferença para si, para o Jaimie e para a Heidi, uma menina que sequer conheço." (página 127)




E qual livro marcou negativamente???!!! 





- Só lembrar desse livro já me irrita. Lê-lo foi um tormento e eu fiquei muito mais do que decepcionada com a Lynne Graham. Ela é uma das minhas autoras mais queridas. Eu adoro os livros dela, com mocinhos que se acham Deus, humilham a mocinha, mas no final acabam quebrando a cara e percebendo que além de serem apenas mortais ainda são completamente tontos. Porém, ao criar o livro "Fogo Eterno" a Lynne Graham exagerou. Além de criar a pior mocinha que ela poderia criar (nenhuma mocinha da LG é tão insuportável quanto a Billie), ela ainda criou um mocinho totalmente sem moral. Nenhum dos dois vale nada, sabe? O Alexei é um mulherengo egoísta que só pensa em si próprio. E a Billie vive em função do Alexei. Nada mais importa para ela. Ele é o seu único amor e quando teve que escolher entre o filho e o Alexei, escolheu ficar com o Alexei. Ela rejeitou o filho desde o início e o deixou quando o Alexei mandou ela deixar. Eu a odeio. Odeio de verdade. Para mim, ela não passa de uma vadia que não merecia ser mãe. Não sabe ser mãe. Fez todos acreditarem que aquele bebê não era dela. E ela não tinha fortes motivos para agir como agiu. Ela teve vergonha do bebê, por ele ter nascido fora de um casamento. Por ela ser mãe solteira. O que as pessoas que a conheciam iriam pensar se soubessem que aquele bebê era dela? Iriam dizer que ela era igualzinha a mãe, verdade? A mãe dela que estava sempre com um homem diferente e que também teve uma filha sem ser casada. Iriam dizer que ela era uma cópia perfeita da mãe. E ela não queria isso, por esse motivo escondeu que o filho era dela. Rejeitou o próprio filho por não suportar lidar com as consequências dos próprios atos. Ela não vale um centavo. Por isso combina com o Alexei. Nasceu exclusivamente para ele. 

Para saber mais claramente porquê odeio esse livro, confira minha resenha sobre ele. Infelizmente, me incomoda voltar a falar desse livro. 

Enfim... É isso. Até breve! :)

Bjs!

5 de novembro de 2011

Marcou outubro 2011:





- Bem... Esse é um livro muito complicado, para dizer o mínimo. Ao olhar para a lista dos livros que li em outubro, eu passei por dois livros que deveriam fazer parte desse post (Amor À Primeira Vista - Catherine Anderson... Como livro que marcou positivamente. E Adorável Trapaceiro - Celeste Bradley... Como livro que marcou negativamente.) e queria muito falar dos dois aqui, mas de todos os livros que li em outubro, "A Menina Que Roubava Livros" foi o que mais marcou... Das duas maneiras, ainda por cima. Ele marcou tanto positiva quanto negativamente...


"Sim, lembro-me dela com frequência, e num de meu vasto sortimento de bolsos guardei sua história para contar. É uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa - uma tentativa que é um salto gigantesco - de me provar que você e sua existência humana valem a pena.


Aqui está ela. Uma dentre um punhado.
A menina que roubava livros.
Se quiser, venha comigo. Vou lhe contar uma história.
Vou lhe mostrar uma coisa."

 - Por que marcou de modo positivo? Porque o amor, a esperança, o apoio que as pessoas da rua Himmel deram uns aos outros foi marcante. Os personagens mais especiais para mim, dessa história, foram: Liesel, Rudy, Max, Hans e Rosa. Eles tiveram o azar de viver no lugar errado na época errada, mas eles não se renderam. Eles não pediram aquela guerra. Eles não apoiavam Htiler e tudo que queriam era viver a vida deles em paz e ter esperança de um amanhã. As atitudes da Liesel ao longo da história (como o momento no qual ela vai até aquele judeu, oferecer, confirmar sua lealdade mesmo sabendo que poderia pagar por aquilo. E ela paga. Foi chicoteada por sua atitude.) me marcaram profundamente. Sempre que pensar nessa história irei lembrar de quando ela foi até o judeu, vou lembrar de quando ela leu, no porão, para aquelas pessoas desesperadas, quando leu, pacientemente, para aquela mulher que estava destruída por ter perdido seu filho, quando beijou os lábios do Rudy mesmo sabendo que era tarde demais para qualquer coisa... E só ao lembrar desses momentos, eu sinto um doloroso nó na garganta. Mas são marcas boas. Marcas que simplesmente jamais irão sair. Também lembrarei demais das atitudes do Rudy... Lembrarei a vida inteira de quando ele deu pão aos judeus. Ele próprio estava faminto, mas quis dividir o pouco que tinha com aqueles homens que haviam sido condenados injustamente. Lembrarei também de quando ele colocou seu ursinho junto daquele piloto que estava morrendo. Naquele momento, Rudy estava oferecendo seu apoio, sua companhia enquanto o homem partia. Era como se ele dissesse que aquele homem não estava sozinho nos seus últimos instantes de vida. E também lembrarei, é claro, de quando ele se jogou em cima da Liesel para impedi-la de morrer nas mãos daqueles monstros. Liesel estava descontrolada e só queria ajudar aquele judeu, mas Rudy não poderia suportar vê-la sendo machucada por aquela gente sem coração, por aqueles soldados de Hitler.... Nunca, nunca mesmo, esquecerei desses momentos. São lindas lembranças que levarei comigo sempre.

 
"Os rostos sofredores de homens e mulheres esgotados estendiam-se para eles, implorando não tanto ajuda - já haviam ultrapassado essa fase -, mas uma explicação. Apenas alguma coisa que diminuísse aquela perplexidade."


"Ao observar tudo isso, Liesel teve certeza de que aquelas eram as mais pobres almas ainda vivas. Foi o que escreveu sobre elas. Seus rostos macilentos esticavam-se pela tortura. A fome os devorava, enquanto eles seguiam em frente, alguns olhando para o chão, para evitar as pessoas que ladeavam a rua. Alguns lançavam olhares súplices para os que tinnham ido observar sua humilhação, esse prelúdio de sua morte. Outros imploravam que alguém, qualquer um, desse um passo à frente e os tomasse em seus braços.


Ninguém o fez."


- Mas um livro tão profundo, pesado e que narra uma história que se passa na Alemanha nazista não poderia ter só lindos momentos... não poderia deixar somente boas lembranças. Existem recordações muito desagradáveis e que por isso marcaram de modo negativo. Nunca poderei esquecer do momento no qual a Liesel viu que seu irmão tinha morrido, ou quando a mãe dela teve que entregá-la para que ela não morresse... Também não esquecerei de quando a Liesel viu aquele judeu sofrendo... E uma das cenas que sempre estarão na minha memória... A cena que sempre me trará dor ao lembrar... É a cena na qual a rua Himmel é atacada. Nossa! Esse momento é muito marcante e de um modo nada positivo. Provoca muita dor na gente. Mexe demais com nossas emoções. Sempre conseguirei escutar o barulho das bombas explodindo durante aquela guerra, as pessoas gritando de dor física e emocional, o choro dos pais que perderam seus filhos, dos filhos que perderam seus pais... Foi uma época cruel e muita gente inocente morreu por causa da obsessão de um monstro. De vários monstros. Muitas famílias foram destruídas... muita gente pagou um preço alto demais por um crime que sequer tinha cometido. Enfim... Esse livro não é fácil... Nada fácil. Ele nos faz refletir e também nos faz pensar naquela época tão cruel e nas pessoas que tanto sofreram sem merecer. É um livro que te marca. Das duas formas.


Bjs!

3 de novembro de 2011

Marcaram setembro 2011:





- Olá, gente!


- Eu sei... Este post está mais do que atrasado...rsrsrs... Podem me perdoar por isso? Os últimos meses tem sido complicados. Não tenho tido tempo para ler a quantidade de livros que lia antigamente, entre outras coisas...  Então, eu acabei dando prioridade para as resenhas e atrasei o post dos livros que marcaram. :(


- Bem... Mas vamos ao que interessa. Por que esse livro marcou positivamente o mês de setembro? Apesar de contar uma linda história de amor, de personagens que erram e aprendem errando (como o Mitch, que cometeu vários erros e não amou a Carly logo à primeira vista), de um casal que aprende a se amar depois de uma convivência meio forçada, pois nenhum dos dois queria as coisas como elas eram... O livro não me marcou por isso...rsrsrs.... Penso com carinho nessa história, penso com carinho no Mitch que foi estúpido em alguns momentos, mas aprendeu a lição... Mas quando penso nesse livro, o que mais me emociona, o que ainda pode me atingir apesar de já fazer algum tempo que li o livro... é a dor que a mocinha sentiu por uma atitude desesperada que tomou na adolescência. O que me marcou foi a dor da Carly por ter sido obrigada a abrir mão do que lhe era mais precioso. E isso não dá para esquecer. A Carly se tornou uma mocinha muito especial para mim e eu me tornei fã da Emilie (apesar da decepção com os outros dois livros que li dela) porque essa autora conseguiu me tocar ao mostrar o passado da Carly, ao mostrar o sofrimento dela por ter aberto mão da filha que amava. Ela estava desesperada, confusa e sozinha. Não queria ver a filha passar fome, não queria que a menina tivesse um futuro ruim e por isso abriu mão da criança. E ela não conseguiu esquecer aquilo. Foi atormentada durante muitos anos pelo fantasma da lembrança. Ela queria outra chance, queria se aproximar, encontrar a filha... E toda aquela angústia, toda aquela dor, simplesmente conseguiu me marcar...


"... Eu perdi tudo. Meus amigos. Meu lar. A confiança dos meus pais.

 
Uma lágrima escorreu pela face dela. Carly secou-a. Lágrimas não resolviam nada. Chorara um oceano 12 anos atrás sem benefício algum.

 
- Pior de tudo, perdi o direito de ver minha preciosa garotinha crescer. Não sei nem o nome dela. Nunca verei seu sorriso ou ouvirei sua risada. Não escovarei seus cabelos ou secarei suas lágrimas. Nunca poderei dizer-lhe o quanto a amo e o quanto doeu desistir dela. Mas foi a escolha certa a fazer. Portante, fiz. - Um soluço escapou de sua garganta."


- Eu não sei o que faria se, aos 16 anos de idade, tivesse passado pelo mesmo que a Carly passou. Acredito que seria egoísta demais para abrir mão de uma filha minha. Não creio que conseguiria. Mas não julgo a Carly pelo que ela fez. Entendo perfeitamente sua decisão. E a decisão dela no final do livro é também muito tocante. Ainda machuca lembrar do sofrimento da Carly, saber que ela jamais poderá ser a mãe da filha que trouxe ao mundo... Saber que ela jamais irá esquecer aquela criança e que sempre sentirá o vazio deixado por sua ausência. Ela encontrou o homem ideal, gente, tem o sobrinho para criar, pode ter outros filhos, mas jamais irá esquecer sua menina. Isso é fato.
 
 
 
E qual livro marcou NEGATIVAMENTE? Por incrível que pareça, é um livro da mesma autora...rsrsrs...
 
 




- Por causa desse livro, eu quase não li o segundo livro da trilogia (o livro Desejo Lavrado). "Risco da Paixão" é um dos livros mais fracos que já li e por isso não vou esquecê-lo, infelizmente. Por causa dele, apesar de já ser fã da autora, sempre irei ficar com um pé atrás quando for ler seus livros. Amei Desejo Lavrado, mas não gostei dos outros dois livros que li dela. A história de Rand e Tara, que abre a trilogia, é fraca demais. Vazia. Sem sentido. E algumas coisas não ficam explicadas em momento algum. Uma das coisas mais marcantes é a marca no pescoço da mocinha. Se ela realmente não teve nada com o pai do mocinho, eu gostaria de saber como aquela marca apareceu, já que não foi o mocinho que a causou. Enfim... Eu me arrependo demais por ter lido esse livro. Preferia não tê-lo lido nunca.


- Bem... Em breve digo quais livros marcaram outubro 2011. :)

5 de setembro de 2011

Marcou agosto 2011:





"... Continuou deitado ao lado da única mulher que já amara, incapaz de consolá-la e de reconquistá-la.

Olhando para o teto, lembrou-se de como a vira horas atrás, fingindo reger um grupo alegre de músicos de faz-de-conta. Como pudera magoá-la tanto, se apenas o que sempre quisera fora mimá-la e protegê-la? No entanto, tirara-lhe brutalmente a inocência. Mas perdera mais do que ela, porque acabara de perder a única coisa que realmente quisera possuir: o afeto da linda jovem ao seu lado. E ela, agora, o odiava.

Recordou todas as coisas vulgares e contundentes que lhe dissera no coche e ali mesmo, naquele quarto. As palavras degradantes, os toques que a feriram desfilaram implacáveis por sua mente, provocando dor profunda; então ele se puniu, pensando, tornando a pensar em tudo o que fizera e dissera para magoá-la.

Quase ao amanhecer, Whitney virou-se, adormecida, deitando-se de costas. Inclinando-se sobre ela, Clayton afastou as mechas de cabelo castanho-avermelhado coladas nas faces macias. Então, ficou olhando-a dormir, porque sabia que seria a última vez que a teria a seu lado em uma cama."

"... As árvores curvaram-se, suspirando ao vento, como que fazendo uma reverência a Whitney, quando ela saiu para a claridade do dia triste e cinzento como a alma dele..."

"... Chegando ao último degrau, Whtiney parou, e Clayton, por um momento, pensou que ela fosse olhar para cima e vê-lo. Como se sentisse que estava sendo observada, ela ergueu o queixo com altivez, sacudiu os cabelos, desceu o último degrau e, andando majestosamente, foi até o coche e entrou, sem olhar para trás.

 
O copo de conhaque que Clayton segurava estilhaçou-se em sua mão, e ele olhou impassível para o sangue que começou a escorrer-lhe dos dedos. "



- Olá, queridas (os)!


- Antes de qualquer coisa, eu peço perdão por estar demorando vários dias para aparecer. Antigamente eu resenhava vários livros por semana, mas recentemente tem sido impossível. Estou cheia de obrigações que preciso cumprir, responsabilidades e não dá para eu aparecer sempre. Mas não abandonei vocês e tenho tentado resenhar pelo menos um livro por semana. Ler tem sido uma tarefa complicada, pois as vezes não posso dedicar sequer uma hora do meu dia à leitura. Mas, se Deus quiser, conseguirei dar meu jeito e me organizar direitinho para que as resenhas voltem a ter a mesma frequência de antes...rsrs...


Bem... Nem preciso falar sobre esse livro, certo?! Deseja ler um livro intenso? Que vai mexer muito com as suas emoções e te deixar angustiada do começo ao fim? Pode escolher esse livro. Ele com certeza vai te "abalar", mas no final você se verá completamente apaixonada pela história, pelo casal maravilhoso que a Judith criou com tanto cuidado e carinho e não conseguirá esquecê-la. É impossível esquecer esse livro. Ele te toca. Te cativa. Não dá para fugir das lembranças, não dá para ser indiferente. Esse livro marca. E de forma maravilhosamente positiva, é claro! rsrs...


- Por que marcou de modo positivo? Porque quando lembro dessa história, desse casal, fico suspirando e sonhando acordada. Não que eu deseje um homem como o Clayton. Com certeza não!kkkkkkk... Não daria certo nunca. Tenho um gênio pior do que o da Whiney. Quando provocada, é claro! Enfim... Mas o amor desse casal é intenso, verdadeiro, arrebatador. Há muito ciúme sim. O Clayton é possessivo demais. Violento quando se sente ferido. Não só com atitudes. Mas tbm com palavras. Ele sabe ferir. Quando se sente ferido, ele fere também. E machuca muito nossa mocinha. Mas ninguém pode dizer que não há amor entre eles. Há, sim! Muito. Um amor que nos toca de uma forma que não dá para explicar. A gente sofre com o casal, fica torcendo para que eles parem de ser tão teimosos e confessem o que sentem e assim, possam ser felizes. Mas isso demora. E nós sofremos bastante...rsrs... Mas tudo vale a pena. Cada emoção. Cada momento de angústia. Tudo torna a leitura mais deliciosa. A gente acaba se envolvendo muito com a Whitney e o Clayton. Eles se tornam nossos amigos. Conhecemos tanto eles, somos tão envolvidos, que quando o Clayton comete um erro indesculpável, tudo que queremos é que eles possam ter outra chance. É que parem de sofrer! Eu me emocionei demais com a cena do estupro. Foi muito dolorosa, pois não foi só a querida Whitney que sofreu. O Clayton errou, mas pagou caro por seu erro. Seu sofrimento nos abala muito. Eu desejei tanto poder protegê-lo. Fazer alguma coisa para que ele não sofresse mais... Ele foi muito cruel, é verdade. Mas provou que amava a Whitney ao deixá-la partir. Talvez alguns pensem que isso não é uma prova de amor. Mas leia o livro e mudará de opinião. Eu não esperava aquela atitude do Clayton. Foi totalmente inesperada e realmente tocante. Tinha que acontecer. Ele precisava abrir mão dela, pois assim ela poderia voltar para os seus braços por livre e espontânea vontade. Sem chantagens. Sem dinheiro envolvido. Somente eles. O amor que sentiam um pelo outro. Enfim... É melhor eu parar por aqui, senão farei outra resenha sobre o livro...rsrsrs...


- E o livro que marcou de modo negativo?! Qual foi???!!! NENHUM!!!!!!!!! Graças a Deus! Felizmente não li livros desprezíveis em agosto. Espero que o mesmo aconteça agora em setembro. No momento, quero distância de livros ruins! Creio que quero sempre, mas existem uns que precisarei ler...rsrs...



Bjs!

7 de agosto de 2011

Marcou julho 2011:





- Olá, gente!


- Eu sei... Esse post está super atrasado, mas o motivo disso é que eu pensava que já o tinha publicado....rsrsrs... Então, peço perdão pelo atraso! Vocês entendem que eu pensei no livro escolhido e acabei achando que já tinha falado dele aqui, certo? Perdão!


- Bem... Dessa vez aconteceu algo diferente. Sempre escolho um livro que marcou positivamente, ou seja, aquele que nunca esquecerei por ter algo muito positivo nele. Algo que simplesmente me marcou e de modo maravilhoso. E, quando existe, também escolho um livro que marcou de modo negativo, ou seja, aquele livro que nunca esquecerei por ter algo forte na história e que me marcou, mas não de modo agradável. Enfim... Só que dessa vez não falarei de um livro que marcou de modo negativo... separado. Entenderam? Não? Vou explicar. O livro escolhido marcou das duas formas! rsrsrs... Algo que não lembro de ter acontecido antes comigo... Bem.. Vou explicar por que o livro "A Carícia do Vento" marcou das duas formas.


- Por que marcou de modo positivo?


"- Não. - A mão cobriu-lhe os lábios. - Mesmo quando estiver pesada da gravidez, será bonita. - A voz era baixa e rouca, o veludo negro dos seus olhos fitando profundamente os dela. - Lembra-se daquela vez em que tentou fugir, em meio ao temporal, e depois sentou-se diante do fogo, para se aquecer? Fiquei olhando para você, ali, enrolada no cobertor com que a envolvi. A luz do fogo iluminava os seus cabelos, e imaginei-a sentada ali, a barriga quase distendida, esperando um nenê. Naquele momento senti um desejo como nunca sentira antes. Pensei em satisfazê-lo, possuindo-a. Mas possuí-la uma vez era como beber a água do mar. Descobri que tinha que ter mais do que o seu corpo. Queria o seu pensamento, coração e alma. Eu a amo, querida, como jamais amei outra mulher."

 "Ráfaga inspirou fundo, um lampejo de dor nos olhos.

 
- Não tenho o direito de lhe pedir que compartilhe dessa vida comigo. Posso oferecer-lhe tão pouco, e você me dá tanto!


- Só o que quero é o seu amor. Já tive todo o resto. Não significaria coisa alguma sem você. Sei disso. Precisa me acreditar. 


- Só sei que não posso deixá-la partir - declarou ele, apertando-a rudemente contra si, enquanto baixava a boca para atender ao convite dos seus lábios."


- Bem, quem já leu esse livro pode responder as perguntas que vou fazer: É possível esquecer o Ráfaga? Você conseguiu? Ou durante muito tempo ele teve um lugar especial no seu coração e nos seus pensamentos? Durante vários momentos do seu dia-a-dia você pensou nele, na sua história? No que teria acontecido no seu passado para transformá-lo no homem que era? Pensou? Ainda pensa? Ou talvez também tenha pensado no quanto o amor dele pela Sheila era forte.... Tão forte que o fez arriscar a própria vida ao atirar contra o cavalo dela, tentando impedi-la de fugir dele. Pois ao atirar contra o cavalo, que seguia em alta velocidade e estava bem distante, ele poderia ter atingido a mulher amada... e assim ele teria condenado a própria vida. Um amor tão forte que fez com que ele não conseguisse fugir da lei sem ela... Tão profundo e intenso, que o fez arriscar a própria liberdade para buscá-la. Mas para ele não foi nenhum risco, pois não existiria liberdade e nem vida sem ela. Ele precisava dela como precisava do ar para respirar.... Esse livro me marcou de modo positivo por causa desse amor. Esse amor forte, selvagem e até mesmo doentio. Esse amor que machucou muito os dois, mas que era tudo que eles precisavam para viver. Jamais poderei esquecer a história de amor de Ráfaga e Sheila. Até hoje, mais de duas semanas depois de eu ter lido o livro, essa história ainda invade meus pensamentos... Ainda me pego pensando nesse casal. Nunca poderei esquecer a dor do Ráfaga, seu desespero para fugir daquela vida vazia, solitária... O modo como buscou socorro nos braços da Sheila... Sei que ele foi cruel, selvagem em alguns momentos, mas meu coração o entendeu e conseguiu perdoá-lo. Não posso culpá-lo por ter aproveitado sua única chance de fugir da dor. Não posso culpá-lo por ter preferido sofrer com ela aquela punição terrível do que permitir que ela saísse da sua vida. Assim como invadiu o coração da Sheila sem sequer pedir licença... ele fez o mesmo com o meu. Me conquistou e conseguiu um lugar muito especial no meu coração. Podem se passar vários anos, mas eu jamais esquecerei essa história.


- E por que marcou de modo negativo???!!!


" - Não, não pode me condenar àquilo! - exclamou, tentando soltar-se dele.


Ele a sacudiu com força, uma vez.

 
- É a única lei que é sagrada para nós. Protege nossa liberdade e o risco da descoberta. Não posso mudá-la.
 - Mas sou sua mulher. Sem dúvida... - tentou argumentar Sheila.

 
- Uma regra não pode existir para uma pessoa e não valer para outra. - Ráfaga interrompeu-a. - Ou é cumprida, ou é abolida.
 Ele a abraçou, apertando-a contra si, apoiando a sua cabeça no peito dele. Ela tremia violentamente, consumida por um medo gelado."
 "Enquanto ela tremia incontrolavelmente, ele a envolveu num abraço ainda mais apertado, como que tentando absorver um pouco do seu medo. Sheila fechou os olhos, sentindo o frio do pavor congelar o sangue nas veias.

 - Quando? - sussurrou.
 Ráfaga não precisou perguntar o que ela queria dizer.

 
- Esta manhã. Agora. - respondeu, com ar sombrio.
 Sheila enterrou o rosto na camisa, os nervos contraídos.


- É melhor assim, não há tempo de remoer o assunto.


- Você sabia, não é? - As palavras revelavam uma amargura terrível. - Sabia ontem à noite. Laredo também. E Consuelo sabia, hoje cedo. Todos sabiam.


- É, sabíamos.


- E você só me contou agora. - acusou Sheila.

 
- Todos sabiam a penalidade pelo que você havia feito. Você não sabia. Não vi motivo para substituir a sua ignorância por medo."


"- Odeio-o por isso. - declarou Sheila, a voz trêmula.


- Sí. E vai me odiar mais antes do fim do dia. - Bateram à porta. A cabeça de Sheila virou-se bruscamente na direção do som, o coração parando de bater por uma fração de segundo.


- Está na hora. - anunciou Ráfaga, friamente.


Um grito abafado escapou da garganta dela. Tentou soltar-se dele, debatendo-se para fugir, mas ele a segurou com facilidade."



- Quem leu minha resenha, provavelmente, adivinhou o motivo sem precisar de ajuda...rsrs... A cena de tortura. Assim como não poderei esquecer as cenas lindas do livro, o amor do casal... Também não poderei esquecer essa cena. Aquela tortura horrível e que nos causa náuseas. Assim como sempre irei lembrar dos momentos agradáveis do livro, também lembrarei da cena de tortura. Foi uma cena que me revoltou, fez com que eu própria me sentisse ferida... Foi quase insuportável ler aquilo. Ver que ele permitiu que fizessem aquilo com a mulher que ele amava. A mulher que somente fugiu porque o amava demais e sentia medo daquele sentimento. Alguém que, como eu já disse, poderia ter uma vida muito diferente e abriu mão de tudo por ele. Eu senti muito ódio do Ráfaga nesse momento. Eu cheguei a desejar matá-lo com minhas próprias mãos. Enfim... É melhor eu parar por aqui. Não gosto de lembrar dessa cena. É uma verdadeira tortura.



- Bem... É isso! :)





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