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4 de dezembro de 2020

A Soma de Todos os Beijos - Julia Quinn


Literatura norte-americana
Título Original: The Sum of All Kisses
Tradutoras: Ana Rodrigues e Maria Clara de Biase
Editora: Arqueiro
Edição de: 2017
Páginas: 272
Quarteto Smythe-Smith - Livro 3

68ª leitura de 2020 (59ª resenha do ano)

Sinopse: Um brilhante matemático pode controlar tudo… A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada e os olhares de reprovação de toda a sociedade. Não que ele se importe com o que pensam dele. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo. 


Lady Sarah nunca foi descrita como uma pessoa contida… Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é “dramática” – seguida de perto por “teimosa”. Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo. 


Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro, eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões. E, quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras. 

 


Mais de um ano se passou desde que li o segundo livro desta série. Com tantos livros para ler e tantos desafios dos quais resolvi participar (risos), algumas séries acabaram ficando incompletas e estou considerando ter como meta principal finalizá-las nos próximos meses. Vamos ver se consigo!rsrs

Em Uma Noite Como Esta, segundo livro do Quarteto Smythe-Smith, conhecemos a apaixonante história de Anne e Daniel e até agora segue sendo minha história preferida da série! Nela ficamos sabendo da grande besteira que Daniel e seu amigo Hugh fizeram, ao brigarem durante um jogo (quando ambos tinham bebido demais) e resolvido duelar. Nenhum dos dois tinha intenção de realmente atirar no outro, mas Hugh se distraiu e a arma disparou, atingindo o ombro de Daniel. Este, por sua vez, em choque, também deixou a arma disparar, mas o resultado foi mais dramático: o tiro atingiu a perna de Hugh, deixando-o à beira da morte por hemorragia e danificando para sempre a perna lesionada. 

Como Daniel teve o azar do pai do Hugh ser um homem completamente desequilibrado, teve que fugir do país, pois o indivíduo jurou que não descansaria enquanto não o matasse. Mesmo longe da Inglaterra e de sua família amada, Daniel vivia constantemente em perigo, pois o pai de Hugh era tão louco que mandou assassinos atrás dele. Sim, o mocinho da história anterior viveu grandes aventuras.rs

Uma Noite como Esta inicia com o retorno de Daniel, depois que Hugh vai atrás dele e diz que já não há necessidade para ele seguir fugindo, que conseguiu convencer o pai a parar com a perseguição. É quando ele conhece Anne, que também possuía seu próprio passado dramático e também estava fugindo. O amor surge de forma intensa e incontrolável. Só sabiam que precisavam ficar juntos, não importando diferença de classe social (Anne era governanta das primas de Daniel) ou os perigos que os ameaçavam. A história é linda, linda, linda! Minha preferida sem pensar duas vezes!

Então... Em A Soma de Todos os Beijos, conhecemos mais profundamente o Hugh, que marcou presença no livro anterior, e Sarah, prima de Daniel e de Honoria (esta aqui é a protagonista do primeiro livro). Os acontecimentos da outra história repercutem nesta, pois o pai do protagonista segue vivo e sendo louco, bem como Hugh ainda não conseguiu se perdoar por ter dado início a toda essa perturbação na vida do amigo... Do mesmo modo, Sarah, que é muito próxima dos primos e também foi atingida pelas consequências do duelo, não está disposta a facilitar a vida dele, pois jurou que jamais o perdoaria e faria questão de fazê-lo sentir todo o remorso merecido pela m*rda que vez. 

Sabe aquela coisa de inimigos que se apaixonam?!rsrs Sarah e Hugh não são exatamente inimigos, mas quase isso.kkkkk... Dramática como as mocinhas das minhas amadas novelas mexicanas (eu ri tanto com ela!), no seu primeiro encontro com o Hugh após o duelo, ela deixou mais do que claro o quanto a existência dele era um prejuízo para todo ser humano. E como ele tinha destruído a vida dela. É um encontro muito engraçado e depois disso, ambos chegaram à conclusão de que se odiavam profundamente. E preferiam ignorar a existência um do outro. 

Ocorre que com a volta de Daniel e seu iminente casamento com Anne, Sarah é obrigada a estabelecer uma relação "agradável" (ou fingir) com Hugh, pois seu primo e ele recuperaram a amizade perdida e todos querem que o mocinho se sinta bem durante os eventos que antecedem o casamento dos protagonistas do segundo livro. Honoria, então, encarrega Sarah de fazer companhia para o Hugh.kkkkkkkkkk Claro que ela não sabia que os dois quase tinham se matado meses antes, mas... Enfim...rs É óbvio que isso não dará muito certo.... Os dois correrão sérios riscos de se apaixonar! :D

Eu confesso que estava com muitas saudades das histórias da Julia Quinn! Porque mesmo contendo alguns dramas, são histórias leves, divertidas, do tipo que nos deixam sorrindo. Eu estava irritada com o fato da Arqueiro publicar um livro da autora atrás do outro (ainda estou irritada), pois isso acaba provocando uma overdose de histórias dela, o que pode fazer o leitor enjoar e isso não é desejado. Mas o que decidi é que eu própria vou controlar as doses que leio dos livros dela.kkkkkkkk... Depois deste aqui vou ler o quarto (e último) da série, mas darei um intervalo de alguns meses antes de finalizar a leitura de uma outra série dela que está em aberto no blog: a série Os Rokesbys (li os dois primeiros e preciso ler os demais). Justamente porque amo a autora e não quero de modo algum enjoar dos livros dela. Por isso, é saudável dar um tempo entre as histórias. 

Mas voltemos à Sarah e ao Hugh, os inimigos que irão se apaixonar.rs Eu me diverti muito com esses dois, em alguns momentos chegava a gargalhar e isso me fez bem. Todavia, nem tudo são rosas... existem os espinhos, claro. Que se manifestam na culpa que o Hugh sente, a tristeza por não ser mais o mesmo homem de antes (não pode andar normalmente e sim mancando, não pode dançar, cavalgar, carregar uma mulher no colo etc) e ainda o psicopata do pai dele, que deveria estar na prisão e não circulando normalmente entre as pessoas. 

O casal terá que enfrentar alguns problemas para ficarem juntos, mas queridos, este é um livro da Julia Quinn! Final feliz garantido! Não importa o que aconteça, o casal sempre é feliz no final. A autora ama os seus leitores.rs Não quer que fiquemos em lágrimas ao fechar um livro dela. 

Eu não tenho nada a criticar no livro. Mas existiu sim uma coisa que me impediu de dar cinco estrelas e favoritá-lo. Achei que demorou muito para o casal ter uma conexão maior, que a história ficou tempo demais girando em torno do passado e das reservas deles e foram poucas páginas de real aproximação. O final é maravilhoso, mas o fato de tantas páginas terem sido perdidas na história sem que fossem dedicadas a momentos deles dois juntos, me fez tirar uma estrela. :( O que de modo algum torna a história ruim. É linda e divertida. Sarah e Hugh nos conquistam por completo e torcemos muito pelos dois. 

Foi muito bom reencontrar a Honoria e o Marcus, bem como meu casal querido: Anne e Daniel. Esta série é preciosa e já sinto uma certa tristeza, pois o próximo livro é o último.


-> DLL 20: Um livro de capa azul


Quarteto Smythe-Smith

1- Simplesmente o Paraíso (Honoria e Marcus)
2- Uma Noite como Esta (Anne e Daniel)
3- A Soma de Todos os Beijos (Sarah e Hugh)
4- Os Mistérios de Sir Richard (Iris e Richard)


14 de janeiro de 2019

Uma Noite como Esta - Julia Quinn


Anne Wynter pode não ser quem diz que é...

Mas está se saindo muito bem como governanta de três jovenzinhas bem-nascidas. Seu trabalho é bastante desafiador: em uma única semana ela precisa se esconder em um depósito de instrumentos musicais, interpretar uma rainha má em uma peça que pode ser uma tragédia ou, talvez, uma comédia - ninguém sabe ao certo - e cuidar dos ferimentos do irresistível conde de Winstead. Após anos se esquivando de avanços masculinos indesejados, ele é o primeiro homem que a deixa verdadeiramente tentada, e está cada vez mais difícil para ela lembrar que uma governanta não tem o direito de flertar com um nobre. 

Daniel Smythe-Smith pode estar em perigo...

Mas isso não impede o jovem conde de se apaixonar. Quando ele vê uma misteriosa mulher no concerto anual na casa de sua família, promete fazer de tudo para conhecê-la melhor, mesmo que isso signifique passar os dias na companhia de uma menina de 10 anos que pensa que é um unicórnio. 

O problema é que Daniel tem um inimigo que prometeu matá-lo. Mesmo assim, no momento em que vê Anne ser ameaçada, ele não mede esforços para salvá-la e garantir seu final feliz com ela. 



Palavras de uma leitora...


- Eu estou tão encantada com esta história... tão perdidamente apaixonada por tudo no livro que nem sei se conseguirei controlar minhas emoções para escrever uma resenha, no mínimo, coerente.rs Estou muito feliz por ter feito uma aposta tão perfeita

Era para estar lendo Vox e O Menino do Pijama Listrado, duas leituras fortes que resolvi enfrentar este mês. E realmente estava lendo ambos os livros, sendo que o segundo já estou quase terminando. Todavia, são leituras que me deixam tão angustiada e à beira das lágrimas o tempo todo que decidi aliviar um pouco as coisas intercalando com um romance de época. A cada capítulo lido dos livros citados eu leria dois capítulos de Uma Noite como Esta.kkkkkk... Acontece que nada saiu como o planejado e no momento em que iniciei a leitura deste livro foi impossível largá-lo.rsrs

"[...] Daniel a fitou do outro lado da mesa e não foi sua beleza que viu. Foi seu coração. Sua alma. E teve a profunda sensação de que sua vida nunca mais seria a mesma."

Era muito bom estar de volta ao seu lar. Por conta de um desafio proposto numa noite de bebedeira e estupidez, Daniel quase assassinara um homem (pior ainda, um amigo), mesmo que tudo não tivesse passado de um acidente. Todavia, era fato que se não estivesse participando de um duelo nada daquilo teria acontecido. Embora Hugh assumisse sua parcela de culpa e não quisesse a cabeça de Daniel como vingança, o mesmo não se poderia dizer de seu pai, que jurara que o mataria, não importava o quanto ele fugisse e se escondesse. Porque o tiro que quase tirou a vida de Hugh o deixou com a perna seriamente lesionada e com dores que provavelmente o acompanhariam pelo resto da vida. Sem outra alternativa para se livrar dos homens contratados pelo pai de seu amigo para matá-lo, Daniel foi embora do país. E viveu por três longos anos fugindo, nunca podendo permanecer por muito tempo em um lugar, pois a sede de vingança daquele homem não tinha fim. Até que, inesperadamente, o amigo foi ao seu encontro, e jurou que ele poderia regressar. Que seu pai desistira da vingança. Poderia ser uma armadilha, é claro, mas Daniel desejava tanto rever sua família, até mesmo suas barulhentas primas, que não parou para pensar em nada. 

Regressou justamente na noite de apresentação do quarteto Smythe-Smith, formado por quatro de suas primas solteiras, mas casadouras, condenadas a se apresentarem (ainda que sem talento) até que se casassem ou morressem, o que viesse primeiro. Mas algo definitivamente estava errado, pois ele tinha certeza que a jovem sentada ao piano não possuía laços de sangue com ele. E graças a Deus por isso, pois no momento em que olhou para ela soube que estava perdido. 

"[...] Esse beijo... Eu o desejo com um fervor que abala a minha alma. Não tenho ideia de por que o desejo, mas foi o que senti no instante em que a vi ao piano, e isso só aumentou desde então."

Ele sabia que seus mundos eram diferentes. Que não deveria ir atrás dela. Que o correto seria deixá-la em paz. Ainda que ela talvez pertencesse a uma boa família era governanta na casa de sua tia, enquanto ele era um conde, destinado a fazer um bom casamento. Mas que importância tudo aquilo poderia ter diante dos sentimentos que o invadiam quando a olhava, quando escutava o seu riso, quando sentia a sua respiração? A queria mais que tudo. Não importava o destino, o futuro, nem o que se escondia no passado dela... que Anne lutava com tanto afinco para manter oculto. Fosse o que fosse... eles poderiam superar. Ou não?

"Mas ele a conhecia. Não conhecia o passado dela, nem seus segredos, mas a conhecia."

- Eu optei por não revelar nada sobre o passado da Anne, pois me pareceu que seria spoiler, já que a autora demora um certo tempo para soltar todas as informações. Então, era para fazer suspense e não posso estragar isso.rs Mas posso dizer que esta leitura não foi tão leve quanto eu imaginava que seria, já que o que se esconde no passado da nossa querida mocinha é algo capaz de nos provocar revolta e vontade de matar certas personagens. Só que como temos um mocinho tão apaixonante e disposto a tudo pela mulher amada acabamos por perceber que o passado não importava mais, por mais doloroso que tenha sido, e que o destino, de uma forma ou de outra, a tinha empurrado na direção dele. Do meu amado Daniel. 

"Mas ela balançou a cabeça quase violentamente e um estranho choro engasgado escapou de sua garganta. 
E quase partiu o coração de Daniel ao meio."

- Daniel e Anne me conquistaram desde o início, com seu humor tão natural, com os olhares que trocavam, por mais que ela fizesse um enorme esforço para recordar todos os motivos pelos quais não poderia se envolver com ele. A ternura e a cumplicidade que havia entre os dois, os momentos em que brincavam com as crianças das quais a Anne cuidava (e eram primas dele), como se eles próprios voltassem a ser crianças nesses momentos... os beijos tão apaixonantes e que pareciam dizer mais do que as palavras conseguiriam. A forma como ele nunca se sentiu superior ou quis se aproveitar da condição dela. Como a protegia e provocava... Como a amava antes mesmo de descobrir que o que sentia era amor. Tudo foi gradual e ao mesmo tempo intenso. Não amá-los era impossível. Os dois roubaram o meu coração. 

"Era aquilo que significava o amor? Sofrer mais pela dor de outra pessoa do que pela nossa?"

- A participação de personagens secundários também foi importante na história, principalmente do Hugh e das crianças. O Hugh me encantou com sua personalidade um tanto reservada e louca (sim, as duas coisas) e fiquei torcendo para que ele tivesse sua própria história na série, por isso saí correndo para olhar a estante e ver se o personagem aparecia como mocinho no livro três. Dito e certo! :D Ele é o protagonista de A Soma de Todos os Beijos e estou mais do ansiosa para mergulhar em sua história. Ele será o par romântico da Sarah, prima do Daniel, e até sinto um pouco de pena dele.kkkkk... É que acho a Sarah um tanto fria e penso que o Hugh terá muitos problemas com ela.rs Será que ele sobreviverá?!rs

Já entre as crianças eu preciso destacar as participações de Harriet e Frances. A primeira é uma menina que decidiu que seria dramaturga e escreve histórias hilárias.rsrs Foram muitos momentos de riso com as histórias dela.rs Já a pequena Frances conquistou por completo o meu coração com seu amor pela Anne. E ela vai ser essencial neste livro. Sem ela as coisas seriam muito mais complicadas. A autora bem que poderia escrever a sua história. :)

"Ela estava com a respiração ofegante, obviamente assustada, mas ainda assim, quando os olhares dos dois se encontraram...
Eu amo você.
Foi como se ela tivesse dito as palavras em voz alta."

- Este livro é perfeito para os apaixonados por uma bela história de amor. No momento que começamos a lê-lo é impossível parar. Esquecemos de comer, de dormir, de fazer qualquer outra coisa que não seja mergulhar por completo na história. O teto poderia desabar sobre nossas cabeças que nem perceberíamos.rsrs Recomendo MUITO! Não irão se arrepender. 


Quarteto Smythe-Smith

2- Uma Noite como Esta
3- A Soma de todos os Beijos
4- Os Mistérios de Sir Richard



Esta foi minha escolha para a categoria ler um romance de época de um autor best-seller, do Desafio Romance de Época, criado pela blogueira do Livros Encantos

14 de janeiro de 2018

Simplesmente o Paraíso - Julia Quinn

(Título Original: Just Like Heaven
Tradutora: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Edição de: 2017)


Honoria Smythe-Smith sabe que, para ser uma violinista ruim, ainda precisa melhorar muito...

Mesmo assim, nunca deixaria de se apresentar no concerto anual das Smythe-Smiths. Ela adora ensaiar com as três primas para manter essa tradição que já dura quase duas décadas entre as jovens solteiras da família. Além disso, de nada adiantaria se lamentar, então Honoria coloca um sorriso no rosto e se exibe no recital mais desafinado da Inglaterra, na esperança de que algum belo cavalheiro na plateia esteja em busca de uma esposa, não de uma musicista.

Marcus Holroyd foi encarregado de uma missão...

Porém não se sente tão confortável com a tarefa. Ao deixar o país, seu melhor amigo, Daniel, o fez prometer que vigiaria sua irmã Honoria, impedindo que a moça se casasse com pretendentes inadequados. O problema é que ninguém lhe parece bom o bastante para ela. Aos olhos de Marcus, um marido para Honoria precisaria conhecê-la bem (de preferência, desde a infância, como ele), saber do que ela gosta (doces de todo tipo) e o que a aflige (como a tristeza pelo exílio de Daniel, que ele também sente). Será que o homem ideal para Honoria é justamente o que sempre esteve ao seu lado afastando todo e qualquer pretendente?

Com seu estilo inteligente e divertido, Julia Quinn enfim apresenta ao público o Quarteto Smythe-Smith, o terrivelmente famoso e adoravelmente desafinado grupo musical que conquistou os leitores antes mesmo que as cortinas se abrissem para ele.



Palavras de uma leitora...


- A última vez que eu tinha lido um livro da minha querida Julia Quinn foi em janeiro do ano passado, a história que encerrou a série Os Bridgertons, uma das minhas séries mais amadas. E eu até sabia do lançamento, ainda em 2017, dos livros do Quarteto Smythe-Smith, mas com tantos livros que necessitava comprar, a série infelizmente não poderia ser uma prioridade. :(

E não é surpreendente que, menos de um mês depois de comprar os dois primeiros (e ganhar de presente os outros dois), eu esteja resenhando Simplesmente o Paraíso.rsrs Não posso ter livros da autora em casa que eu acabo passando-os na frente de outras histórias. Impossível resistir!

- Quem leu os livros dos Bridgertons certamente esbarrou neste quarteto musical. Eram as mais famosas (e desastrosas) musicistas da Inglaterra, apresentando-se todos os anos para horror da sociedade. Ninguém podia entender como elas ousavam se apresentar ano após ano. Será que eram surdas? Que não percebiam que torturavam a todos os convidados e assassinavam as músicas? Toda vez que eu as via serem mencionadas nos livros, era sempre num momento doloroso para os personagens.rsrsrs E eu chegava a me encolher, pois a descrição deles era tão precisa que era como se eu própria estivesse escutando. 

Mas confesso que, fora isso, não notava muito as meninas que se apresentavam. Para mim, eram como personagens que a autora apenas colocava na história dos protagonistas, para preencher alguma cena, mas sem serem importantes de fato. Jamais passou pela minha cabeça que a autora fosse escrever uma série sobre elas. Todavia, quando soube do lançamento dos livros, tive muita curiosidade. Seria interessante conhecer as mocinhas por trás daquelas apresentações. Entender, pelo menos, por que elas não paravam.rs

- Honoria e Marcus, protagonistas deste livro, se conheciam desde crianças. Desde quando ela tinha seis anos e ele, doze. Sendo filho único de um conde frio que só via nele um herdeiro para dar continuidade ao nome da família, Marcus foi um menino muito solitário. Até ser enviado para o colégio e conhecer Daniel, irmão de Honoria. Uma amizade forte surgiu entre os dois garotos e Marcus passou a aproveitar cada convite que recebia para passar as férias com sua família. Com o tempo passou a se sentir parte daquele mundo, daquele lar. 

" - Marcus - disse Honoria. Ela se virou para fitá-lo, mas também para dar as costas ao irmão. - Gostaria de tomar um chá de bonecas comigo?
Daniel abafou o riso.
- Levarei minhas melhores bonecas - informou a menina, muito séria. 
Santo Deus, tudo menos isso.
- E haverá bolos - acrescentou ela, em uma vozinha formal que assustou o rapaz."

E aquele foi o início de tudo. Como era a caçula dos irmãos, havendo uma grande diferença de idade entre eles, Honoria também era uma criança solitária, desesperada por atenção. Assim, sempre que o irmão e o melhor amigo dele estavam em casa, ela os seguia para todas as partes, não importando o quanto Daniel tentasse evitá-la. Ainda que os meninos fossem grosseiros com ela, pois ela definitivamente sabia ser uma peste, Honoria seguia insistindo. Com o passar dos anos, e sua presença sempre constante, Marcus poderia dizer sem hesitar que a conhecia. Bem demais para o seu próprio gosto. 

Anos mais tarde, quando Daniel precisou fugir às pressas do país, Marcus se viu responsável por Honoria como jamais imaginou que estaria. Seu amigo, antes de partir, o fez jurar que cuidaria dela, que assumiria o seu lugar na vida de sua irmã, para garantir que ela faria um bom casamento. Ele assumiu sua obrigação com determinação, embora não fizesse ideia do quanto seria difícil cumprir sua missão... Sobretudo, quando os olhos dela, seu riso contagiante, sua tagarelice encantadora e a maneira como ela parecia enxergar a alma dele começam a fazê-lo questionar se ele próprio não seria o marido ideal. 

"- Eu estava olhando para você - disse ele, tão baixo que Honoria não teve certeza de ter ouvido. - Estava olhando só para você."

- A história entre esses dois é realmente muito fofa, deliciosa de acompanhar! É lindo ver uma amizade de infância se transformar aos poucos num sentimento mais forte até que os dois descubram que estão apaixonados. Que há tempos deixaram de ver-se apenas como amigos. O amor não surge num rompante, nada semelhante a "à primeira vista". Na verdade, até demora. Sempre existiu afeto entre eles, mesmo nos momentos em que ela poderia jurar que o odiava. Mas quando eles se reencontram de verdade (porque quando se viam nas temporadas sociais só se falavam educadamente) e têm a oportunidade de realmente conversar como no passado, as coisas começam a mudar. Devagar e de uma forma convincente. É possível enxergar como as coisas aconteceram, os olhares que foram se tornando mais significativos, os sentimentos que os surpreenderam. É muito bonito ver o desenvolver das coisas. E eu nem precisei torcer pelo casal, pois não existia nada contra eles... só o que precisavam era de tempo para descobrir que tinham nascido um para o outro. :)

"- Por favor, não morra - sussurrou ela."

- Acredito que realmente descobrimos o quanto amamos uma pessoa quando nos vemos diante da possibilidade de perdê-la. É algo assim que se passa com a mocinha desta história. Ela sabia que amava o Marcus. Que ele era um grande amigo, alguém que ela considerava parte de sua família. Porém, é só quando algo muito ruim acontece com ele e tudo indica que talvez ele não resista, que ela percebe... que nota que sua vida não seria a mesma sem ele. Que não suportaria. Que Marcus era seu porto seguro, parte do seu coração. Seria aquilo amor? Estaria apaixonada por ele? 

"Ainda sentia o beijo dela. Sua boca ainda pulsava com o toque dos lábios dela. 
Honoria ainda estava com ele.
E Marcus tinha a estranha sensação de que sempre estaria."

- Fiquei tão envolvida pela história dos dois que devorei o livro inteiro em menos de 24 horas. Comecei a leitura no final da noite passada e na tarde de hoje já havia terminado. Considerando as horas que parei para dormir, tomar banho, comer, concluí a leitura em pouquíssimas horas mesmo.kkkkkkkk... Foi realmente uma leitura muito prazerosa, divertida e fofa! Honoria e Marcus formam um casal que vale a pena conhecer. É um livro recomendado para aqueles momentos em que só queremos relaxar, esquecer um pouco do mundo e das leituras pesadas. Quando tudo o que queremos é apreciar uma bela história de amor com a garantia de final feliz. 

- Não posso deixar de mencionar que me deixou muito feliz rever Colin Bridgerton! :D Como sempre, ele estava causando com aquele sorriso irônico e irresistível, que tinha a clara intenção de fazer com que os pretendentes de certas damas o desafiassem para um duelo.rsrs E o que falar de lady Danbury? Sempre com sua bengala ameaçadora, disparando frases ferinas e dando uma de casamenteira.rsrs Eu sentia falta dela, confesso.kkkkkkk...

"Ele a amava.
Ele a queria.
Ele precisava dela."

- Como eu disse, recomendo muito a história! E só não começo a ler o segundo da série neste exato instante, porque preciso seguir em frente com a maratona literária. E por falar nisso...

Esta foi minha escolha para o primeiro tema da Maratona Literária de Verão. Como membro do reino de Galtano (cliquem aqui para entender), meu primeiro desafio era: ler um livro de um autor popular. Restam três desafios e dois extras! Sigam me desejando sorte! :D

Na verdade, estou muito feliz, queridos. Eu tinha como meta mensal ler pelo menos dois livros. Já li quatro e se tudo correr bem, até o final de janeiro terei lido uns oito. Se seguir assim nos próximos meses terei lido quase 100 até o final do ano. Seria realmente maravilhoso! Suspiros...


Quarteto Smythe-Smith

1- Simplesmente o Paraíso
2- Uma Noite como Esta
3- A Soma de todos os Beijos
4- Os Mistérios de Sir Richard
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