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26 de maio de 2014

Promessa Honrada - Lynne Graham


(Título original: Jess's Promise
Tradutora: Monica Britto
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)


3º Livro da Trilogia Gravidez Secreta


Sedução, negócios… e um bebê por contrato…

Cesario di Silvestri não é apenas rápido com as mulheres, ele é um relâmpago! Depois de poucos minutos em sua presença avassaladora, não há uma que resista a sua sedução… A não ser a tímida veterinária Jessica Martin, que se recusava a virar um mero brinquedo de fim de semana. Mas quando parentes inescrupulosos de Jess roubaram a casa de Cesario, ele passou a ter todas as vantagens para conquistá-la. De início, Cesario iria acariciar a pele macia de Jess… e depois exigir que ela lhe desse um herdeiro!



Palavras de uma leitora…


Depois de uma experiência traumática no primeiro ano de faculdade, Jessica deixara de ser uma adolescente, e mais tarde uma mulher, normal. Abandonara todos os seus gostos, sua personalidade e passara a ser o que a experiência e o medo a tornaram. Nem sombra da menina extrovertida, despreocupada e feliz que havia sido. Tornara-se uma mulher extremamente retraída, insegura e que buscava evitar qualquer contato com o sexo oposto, sempre que percebia que as intenções não eram platônicas. Sua única tentativa de libertar-se das amarras do passado fora quando Cesario, o último homem que imaginaria que se interessaria por alguém como ela, a convidara para jantar. Mas aquela havia sido uma das piores noites da vida de ambos. Após esse único encontro, Jessica passara a evitar cruzar-se com ele pelo caminho, embora cuidasse dos animais de sua propriedade. Durante algum tempo ela conseguira manter a distância que sua mente desejava, mas quando um crime é cometido e Jessica toma conhecimento da relação direta que tal fato tem com Cesario e ela, percebe que mais cedo ou mais tarde terá que reencontrá-lo. E que não estará mais em posição de escapar. Já não terá tal chance.

Cesario nunca havia se preocupado muito com sua vida particular. Passara todo o tempo dedicando-se ao trabalho, construindo seu império e gastando energias extras na cama com mulheres das quais ele não lembraria nem o rosto. A única que o havia tocado de alguma forma não suportara o tratamento insensível que ele lhe dedicava e acabara casando-se com outro. Ele sentira no início a rejeição, porém tal sentimento nem durou muito. Mas agora, aos 33 anos, e diante de acontecimentos inesperados, Cesario percebe que está mais do que na hora de voltar-se para sua própria vida e pensar mais no futuro. De repente, a perspectiva de casar-se e ter filhos já não parecia tão assustadora. Muito pelo contrário. Naquela altura de sua vida, ele daria tudo para ter o que sempre evitara.

E não existiria momento mais oportuno para ter em suas mãos a única mulher que ele sabia que poderia lhe dar o que ele buscava. Ao ver-se diante daqueles olhos suplicantes, o primeiro sentimento que ele experimentara havia sido o gostinho da vingança, pois tempos antes Jessica o havia rejeitado sem sequer uma explicação e tratara de evitá-lo como se ele possuísse alguma praga. Mas depois, outro sentimento começara a tomar conta dele e todos os seus motivos para mergulhar num relacionamento que apenas faria Jessica sofrer no fim,tornaram-se insignificantes. Ele já não buscava mais o que queria e sim o que precisava. E se tinha uma coisa da qual ele precisava mais do que tudo era de Jessica. Apenas necessitava de uma chance de conseguir mantê-la ao seu lado. De salvar seu casamento. Só que para isso seria necessário muito mais do que força de vontade, do que apenas querer. Seria necessário muito, muito mais…

- Não tenho muito o que dizer sobre essa história. Faz já vários dias que terminei de lê-la e não sabia bem a maneira de começar essa resenha. A história não me decepcionou como a primeira. Não. Felizmente, é muito melhor do que Coração Rebelde. Mas não me marcou. Não me provocou nenhum sentimento muito intenso, não significou nada, entende? Foi apenas mais um livro. Que apesar de bem escrito e de possuir uma boa história, um tanto diferente das outras da autora, não é marcante. Não pode ser considerada uma história maravilhosa. É apenas uma boa história. Nada mais.

- Uma coisa que me “impressionou” um pouco nessa história foi o trauma da Jessica, que a impedia de ter qualquer tipo de relacionamento com uma pessoa do sexo oposto. Levando em conta o que ela havia passado (que realmente é de abalar e destruir as estruturas de qualquer mulher) eu esperava outro tipo de reação dela. Eu não esperava que ela se recuperasse tão fácil, se tantos anos tinham se passado e nem mesmo o Cesario a fizera apostar num relacionamento, recuperar sua confiança em si mesma e nos homens. Me pareceu um tanto estranho o modo como ela se recuperou, sem a menor dificuldade. Ainda mais levando-se em conta que ela supostamente estava se casando com ele sob chantagem. Que ela não queria aquele relacionamento. Que ela tinha medo dos homens. Mas enfim…

- Eu gostei desta história. Apesar de algumas coisas terem me desagradado e de outras terem feito eu olhar para o livro com ironia, gostei.rsrs… É uma história bonita, entre duas pessoas que tinham deixado o tempo passar e que só acordaram quando a realização dos seus sonhos parecia quase inalcançável. Jessica passara toda a sua juventude se escondendo dos homens e do mundo por causa de um trauma em seu primeiro ano de faculdade. Afastara-se dos homens e do convívio com qualquer outra pessoa e voltara-se para os seus animais, buscando neles o afeto, a amizade que não se permitia encontrar nas pessoas. Transferira para os seus cachorros amados o amor que gostaria de dar para um filho. Ela se isolou de tal forma que não possuía nenhum amigo. Que não tinha ninguém além dos pais. Quando eu disse mais acima que achei estranha a forma como ela se recuperou tão rapidamente do seu trauma, ao se casar com o Cesario, não foi porque não acreditava que ela possuía um trauma. Na verdade, desde seu aparecimento breve no livro anterior, dava para ver que ela possuía algum problema. O que não me convenceu foi o fato de ela se recuperar milagrosamente, como se não tivesse passado vários anos de sua vida prisioneira de tal medo, de um passado que não a abandonara. Enfim… Cesario dedicara toda sua vida ao tempo presente. Somente seu trabalho, seu império era construído visando alguma espécie de futuro. Mas na vida particular só existia espaço para o presente. Até que algumas coisas ocorrem e ele percebe que é hora de valorizar o que realmente importa, que é hora de abrir espaço em sua vida para seus próprios sentimentos, para as vontades do seu coração. Ele acorda e percebe que quer ser amado. Que quer ter uma família. Que quer dar a um filho tudo que lhe foi negado, que lhe agrada imaginar-se criando uma nova vida e ouvindo-a chamando de pai. Que gostaria de criar tal vida ao lado de Jessica, da mulher que ele não havia se permitido amar no passado. 

Como eu disse, gostei da história. Apesar de não ter chegado a amá-la, não me arrependo de lê-la. E dou quatro estrelas ao livro, pois dar três estrelas seria colocá-lo na mesma categoria que Coração Rebelde e ele é definitivamente muito melhor.rsrs...

Trilogia Gravidez Secreta

3º Promessa Honrada

19 de maio de 2014

Desafio do Amor - Lynne Graham

(Título original: Flora's Defiance
Tradutora: Ligia Chabú
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)

2º Livro da Trilogia Gravidez Secreta

As mulheres se atropelavam para dizer “sim” a todos os desejos de Angelo van Zaal... e por isso a orgulhosa Flora Bennett o desafiou ao dizer “não” a seus planos! 

Afinal, ela estava decidida a adotar sua pequena sobrinha, apesar de Angelo estar certo de que teria a guarda da menina. E, ainda que estivesse bravo consigo mesmo por não resistir a Flora, ela o deixou ainda mais arredio por ignorar a atração evidente entre ambos. Para Angelo, deveria haver alguma maneira de fazer Flora obedecer a todos os seus desejos… e de fato havia - mas isso envolveria outra gravidez e mais bebês…



Palavras de uma leitora...


“ - Eu não sou linda – ela lhe disse, relutante em confiar nele ou em qualquer homem.
Angelo de repente sorriu, e o rosto bonito foi iluminado por um brilho que fez o coração dela disparar no momento em que ele abaixou-se ao seu lado na cama.
- Eu acho que você é, e só estou interessado em minha própria opinião.”
                                             
Depois de passar por um período bastante turbulento em sua vida, Flora tinha todos os motivos do mundo para não confiar mais em homem algum. Não tinha uma opinião muito boa sobre eles e decidira fazer todo o possível para mantê-los o mais longe de sua vida e de seu coração. Mesmo que no fundo seu coração e todo o seu ser ansiasse por amor e estivesse em guerra com ela desde que conhecera Angelo van Zaal, o dono dos olhos azuis que a hipnotizavam, do corpo que lhe tirava o fôlego e a fazia desejar mandar toda a prudência para o espaço… e de uma arrogância que a fazia pensar em atacar o objeto mais próximo (e pesado) em sua cabeça. Se todos os homens eram cretinos indignos de confiança, Angelo era o líder deles. Não existia ninguém que conseguisse tirá-la do sério com tanta facilidade como ele fazia. Não havia ninguém que a fizesse comportar-se como uma histérica e ao mesmo tempo a tornasse tão ciente do seu corpo e de suas vontades como ele. Mas Flora jurara que jamais se apaixonaria por alguém como Angelo. Porque não estava disposta a repetir a mesma história de sua mãe. Não queria ver-se presa a um relacionamento destrutivo, fadado ao fracasso desde o início. No entanto, seu coração tinha outros planos. E estava decidido a ignorá-la por completo.

“- A perspectiva de dormir com uma mulher pelo resto da vida o apavorava tanto como uma dose de veneno.”

Angelo não acreditava no amor. Jamais em sua vida havia se apaixonado e não acreditava que isso um dia fosse acontecer. Também não via com bons olhos o casamento e lhe dava pânico imaginar-se a vida inteira dormindo ao lado de uma mesma mulher. Era definitivamente o tipo de vida para a qual ele não havia nascido. Mas quando seu irmão e cunhada morrem em um terrível acidente, ele se vê, de um momento para o outro, com uma linda garotinha de nove meses sob sua responsabilidade e, de repente, já não importava mais o que ele desejava. Tudo passara a girar em torno da sua pequena sobrinha e do que pudesse ser melhor para ela. Algo que o faz rever seus planos para o futuro e coloca Flora, tia da menina, novamente em seu caminho. O que o desestabiliza, irrita e atormenta na mesma proporção em que desperta nele um sentimento que ele não admitiria nem para si mesmo. Um sentimento que vira seu mundo de ponta-cabeça e o faz perceber que tudo que ele tinha não era suficiente. Que no fundo, ele ansiava por mais. Pelo que Flora podia lhe dar. Com Flora a vida era sempre uma montanha-russa, com quedas bastante violentas e que muitas vezes o pegavam desprevenido. Mas, conforme o tempo passa e ela vai penetrando cada vez mais em seus dias (e pensamentos), Angelo começa a se perguntar o que faria quando ela partisse… E se seria possível convencê-la a ficar…


“Angelo suspirou lentamente.
- Que tipo de garantias você está pedindo?
- As óbvias: pare de agir como se você fosse duro como um tijolo! – gritou ela, com raiva. – Você sabe o que estou pedindo! Quão comprometido você estaria para tentar fazer este relacionamento dar certo?
- Eu não vou discutir os bons pontos de relacionamentos – declarou Angelo, fechando outra porta diante do rosto dela.
- Então, fim da conversa. Eu não vou me mudar para Amsterdã para viver com um homem tão imaturo que nem mesmo pode falar sobre o que quer e espera de mim ou de si mesmo!”


- Eu comecei a leitura desta história sem muita esperança.rs… Depois da decepção que tive com a história anterior, estava com um certo receio. Porém determinada a ler a trilogia até o final. O que se provou uma excelente decisão logo que li as primeiras páginas. Assim que iniciei a leitura pude ter certeza de que a Lynne Graham realmente estava num mau momento ao escrever Coração Rebelde. Porque Desafio do Amor é Lynne Graham no seu melhor estilo. E quando digo melhor… quero dizer uma história escrita à semelhança de A Promessa de Volakis (que é a melhor história que a LG já escreveu). A história de Angelo e Flora contém tudo o que o livro anterior não possuía. A paixão que passou há quilômetros de distância da história de Alejandro e Jemima se fez presente neste livro. Em nenhum momento deixei de acreditar no relacionamento que foi surgindo entre Flora e Angelo. A paixão que imediatamente tomou conta deles, assim que se reencontraram. A intensidade. A fúria que um despertava no outro. Se bem que para ser bem sincera, o Angelo era muito mais racional.rsrs… Ele não era de ficar fazendo cena. Mas a Flora… Fiquei até surpresa por não vê-la arremessar algo na cabeça dele. Creio que foi porque não tinha nada muito pesado por perto.rs…

- Flora não tivera o que se pudesse chamar de “infância”. Aquela havia sido a fase mais difícil e traumática de sua vida e se servira de algo, fora para ensiná-la a não confiar jamais em homem algum e lutar para ser independente. Para que jamais ficasse presa a um relacionamento destrutivo, por não ter condições financeiras para se libertar. Ela havia visto sua mãe destruir-se, dia após dia, diante das diversas traições de seu pai, que não ficava satisfeito apenas em ter alguns casos extraconjugais, mas tivera também a necessidade de formar uma nova família, enquanto ainda vivia com a esposa e a filha. Somente anos depois, quando seus pais finalmente se separaram, Flora viera a ter conhecimento de Julie, sua meio-irmã, apenas cinco anos mais nova que ela. Durante a vida inteira Julie tivera que suportar a constante ausência do pai e vê-lo com frequência fazendo compra com a esposa e a filha, e fazer de conta que ele não era seu pai. Fingir que não o conhecia. Quando ambas cresceram e Julie entrou para a faculdade, passou a morar no apartamento da irmã e assim as duas se aproximaram. Mas não o suficiente para que a menina confiasse na irmã e contasse o que de fato se passava com ela. Vivendo seu próprio pesadelo na época, Flora não conseguira perceber a tragédia que se anunciava. Quando finalmente soubera já era tarde demais. Já não havia tempo para salvar sua irmã. Ela já a havia perdido. E para sempre. O que lhe restaura havia sido as lembranças do curto tempo que passaram juntas, das afinidades, da oportunidade que se deram como irmãs. Mas, acima de tudo, lhe restaura Mariska. Sua pequena sobrinha que sobrevivera por um milagre. Que havia sido lançada para fora do carro, sofrendo nada mais que alguns arranhões. Sorte que os pais dela não tiveram…  

Determinada a levar sua sobrinha com ela para a Inglaterra, Flora viaja para a Holanda, mas ao chegar lá percebe que conseguir a guarda de Mariska não seria tão simples como ela pensava. Embora fosse a única parente de sangue que a pequena possuía, a influência de Angelo sob a menina, e todos que haviam acompanhado aquela história, era muito grande e ele possuía maiores chances de vencer nos tribunais do que ela. Além disso, Flora também percebe que a atração que sentira ao conhecer Angelo não passara como ela pensava que ocorreria. Apenas aumentara, ao ponto de ela perder qualquer possibilidade de pensar quando estava perto dele. Ele mexia com ela como homem algum jamais havia mexido. E transformava suas convicções em meras ilusões. Ela sabia que seria loucura acreditar nas promessas daqueles lindos olhos azuis. Que perder-se neles representaria de fato a sua perdição. Sabia que acabaria se machucando. Mas seu coração estava disposto a correr o risco. Talvez se ferisse. Talvez não conseguisse se recuperar das feridas provocadas por aquela paixão. Mas, ao menos uma vez na vida, ela devia dar-se ao direito de amar. Nem que fosse só por um momento.

“- Eu era totalmente independente, até que você entrou na minha vida e insistiu em interferir. Por que isso? Por que não me deixou em paz?
- Baixe seu tom de voz – ordenou Angelo.
- Não! – recusou Flora, sem hesitação, porque gritar com ele era uma forma de extravasar suas emoções, e isso estava lhe fazendo bem.”


- Uma das coisas que mais amei nesta história, é que tudo não surgiu à primeira vista. Nem da parte do Angelo e muito menos da parte da Flora. Eles não se apaixonaram logo que se conheceram. Eles se sentiram atraídos um pelo outro sim, mas não passava disso: atração física. Uma atração violenta, que os impedia de pensar em qualquer outra coisa que não fosse tirar a roupa um do outro o mais rápido possível, mas ainda não existia amor ali. O amor foi surgindo aos poucos e nenhum dos dois saberia dizer quando de fato toda aquela paixão foi se transformando em amor. Só perceberam que se amavam quando a separação se tornou a única alternativa e tal fato lhes provocou muito sofrimento. Só quando passaram a sofrer um pelo outro foi que se deram conta que ali existia amor. Que aquele sentimento doloroso, que os implorava para ignorar todas as mágoas e tentar novamente, se chamava amor. Quando eles mergulham naquele relacionamento é com muitas desconfianças e já prevendo o fim. Para ser mais sincera, eles sequer começam de fato um relacionamento. Eles próprios não saberiam nomear aquele “arranjo” que tinham.rs… Não é que o Angelo não desejasse assumir um relacionamento com a Flora (desde que fosse sem compromisso. Uma relação “aberta”, é claro), o problema estava no fato da nossa mocinha não desejar tal coisa. Por mais que quisesse o nosso mocinho, ela não o queria. Não queria se machucar. Não queria quebrar a cara como a mãe quebrara. Tinha verdadeiro pavor de relacionamentos, embora tivesse sido noiva anos antes. Lhe faltava confiança até para se entregar a um breve caso sem compromisso. Mas quando seu poder de resistência mostra-se insignificante e as coisas se complicam, nossa mocinha mostra que realmente é digna de ser considerada uma mocinha. E que sequer deveria ser uma mocinha da Lynne Graham, pois desde quando elas possuem tanta determinação em lutar pelo direito de se defenderem e de dizer “não” bem na cara dos mocinhos quando eles mereciam isso e muito mais? Flora, por mais vulnerável e perdida que se sentisse em certos momentos, não se deixa intimidar pelas circunstâncias e nem permite que o Angelo governe sua vida. Ela não lhe dá o poder de tomar decisões sérias por ela. Deixa claro desde o início quem é que mandava nela e que essa pessoa de modo algum era ele. Ela era dona do próprio nariz e jamais pedira para ele tentar interferir em sua vida, para começo de conversa. Em alguns momentos ela até relevava certas coisas, deixava o Angelo achar que estava no controle, mas quando ele começava a ficar muito engraçadinho ela puxava o freio e o fazia perceber que não… ela não estava em suas mãos. No momento em que ficar ao lado dele não fosse mais algo que lhe agradasse, ela simplesmente faria suas malas e voltaria para sua própria vida, sem olhar para trás. Por mais que isso a fizesse sofrer. Ela jamais se sujeitaria a um relacionamento sem confiança, onde tivesse que ouvir palavras ferinas e aceitar todo e qualquer comportamento do Angelo. E ele logo percebe que ela não estava de brincadeira. Que com ela seria tudo ou nada. Que se quisesse tê-la, teria que dançar ao som da música dela. E não é que o nosso mocinho começa a gostar bastante desse som? rsrs…


“ – Eu odeio você! – declarou Flora, esforçando-se para enunciar as palavras de rejeição que pareciam vir das profundezas de seu ser. – E estou indo embora.
Quando Flora foi em direção à porta, Angelo subitamente estava lá à sua frente, bloqueando-lhe a passagem.
- Eu não a deixarei partir…
- Eu não estou lhe dando uma escolha.
Olhos azuis a encararam com determinação. Ele deu um passo para mais perto, como se a desafiasse a insistir:
- Eu não permitirei isso!
- Não preciso de sua permissão para deixá-lo, Angelo! – declarou Flora com raiva. – Então, saia do meu caminho e pare de tentar me impedir!”

- Eu posso dizer, sem pensar duas vezes, que adorei esta história. Não é a melhor história da LG, mas chega bem perto. De uns tempos para cá a LG passou a criar mocinhos menos idiotas e mais racionais. Mais dispostos a ouvir o lado das mocinhas (mesmo que só fizessem isso depois de julgá-las e condená-las por seus supostos pecados), a deixar a mente aberta para outras versões dos fatos. O Angelo é assim. Inicialmente, ele me irritou muito por ter julgado a mocinha sem sequer parar para pensar que as coisas não poderiam ser bem como eram, ainda mais levando em conta que ele fazia parte do mundo dos negócios e sabia bem como as coisas funcionavam. Ele me irritou. Cheguei a ter vontade de gritar dentro do ouvido dele para ver se ele realmente tinha algum problema de audição ou era mera teimosia, mas depois, quando o medo de perder a mocinha se tornou grande demais, ele finalmente resolveu "pensar" e "ouvir". Sim. Foi sob pressão, mas pelo menos ele ouviu a mocinha e tentou ver as coisas pelo lado dela.rs... Uma coisa que me divertiu muito nesta história era o fato da mocinha estar quase sempre no controle da situação, por mais que o Angelo não gostasse de receber ordens, muito menos dela. Mas Flora tinha seu próprio jeitinho de fazer as coisas serem como ela queria.rsrs...

- Dei cinco estrelas ao livro porque apesar de ter uma ou duas coisinhas das quais não gostei muito na história, não é nada que a estrague ou tenha me impedido de amá-la. Eu simplesmente adorei o livro e estou ansiosa para ler o último livro da trilogia. :) O primeiro foi uma grande decepção, mas o segundo até me fez esquecer isso.rsrs... Já não me sinto mais com raiva da autora. Já a perdoei por seu "deslize".rsrs...


14 de maio de 2014

Coração Rebelde - Lynne Graham


(Título original: Naive Bride, Defiant Wife
Tradutora: Wilma Fernandes Mathias
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)

1º Livro da Trilogia Gravidez Secreta

Ela havia fugido… e seu marido queria vingança!

Alejandro Navarro Vasquez, o Conde de Olivares, desejava vingança havia muito tempo… Sua esposa o traíra de uma forma que, pelo código de honra espanhol, era imperdoável. Além do mais, o fim de seu casamento era uma verdade amarga que comprometia toda a vida de Alejandro. Mas finalmente chegara o momento em que sua sede de justiça poderia ser saciada. O detetive particular contratado por Alejandro conseguira apontar o paradeiro de Jemima… E, durante as investigações, descobriu que ela era mãe de uma criança de dois anos! Parecia evidente que se tratava de um resultado de sua vida devassa… Mas isso não seria um problema. Alejandro estava determinado a resolver suas pendências com a esposa fugitiva…


Palavras de uma leitora…


Um casamento apressado, pelos motivos errados. Uma gravidez não planejada. Falta de diálogo. Falta de compreensão. Uma sogra/mãe/madrasta infernal. São só alguns dos elementos que contribuem para o término tempestuoso do casamento entre Jemima e Alejandro.

Tudo que Jemima mais queria da vida era segurança. Encontrar alguém que lhe desse a segurança que ela nunca tinha encontrado na vida. E embora desejasse muito isso, não imaginava que de fato fosse um dia encontrar. Crescera num lar totalmente desequilibrado, vendo seu pai ir para a cadeia diversas vezes e agredir sua mãe toda vez que estava em casa, culpando-a por seus problemas. Sua mãe, para suportar as agressões e a vida infeliz da qual não conseguia se livrar, passava vinte e quatro horas do dia embriagada, negligenciando a única filha. Pouco se importando se a menina teria o que comer ou não.

Como se a vida já não fosse suficientemente difícil do jeito que era, Jemima acaba por perder a mãe ainda na adolescência, ficando totalmente nas mãos de um pai que estava sempre se aproveitando de cada oportunidade para conseguir dinheiro. E por que não utilizar sua bela filha para isso? O dinheiro seria muito mais fácil e menos arriscado. Pelo menos, para ele. Quando Jemima se nega a satisfazer as vontades do pai (trabalhando num “clube” noturno e levando o dinheiro para ele) ele a espanca e depois a expulsa de casa. Poucos anos se passam até que o caminho de Jemima e Alejandro se cruze, quando ela não sonhava mais com a segurança, com a vida que só podia imaginar e que parecia totalmente impossível para alguém como ela.

Embora o que Jemima inicialmente desejasse fosse segurança e não esperasse amor, acaba se apaixonando por Alejandro e por causa dos sofrimentos provocados por tal amor, ela decide abrir mão de tudo e ir para o mais longe possível dele. E assim… dois longos anos se passam até que Alejandro consiga encontrar a esposa fugitiva, dizendo para si mesmo que tudo que deseja é vê-la para discutir o divórcio e pôr um ponto final numa história que nunca deveria ter sequer começado.


- Vocês devem estar pensando neste exato instante: “Mas que resenha é essa?! Que resenha mais fraca e fria! Insuportavelmente chata! Se era para escrever isso antes não tivesse escrito nada!” É mais ou menos o que me passa pela cabeça quando lembro dessa história. E isso reflete na minha resenha (se é que posso chamar isso de resenha), pois quando leio um livro assim de uma autora que tanto significa para mim, me bate uma tristeza e um desânimo enormes. Fico sem saber o que dizer. E sem vontade de dizer, para ser mais sincera. Não me agrada falar mal de nenhum livro. Nunca me agradou. Mas é muito pior quando é um livro de uma autora que eu amo e admiro. Que todos os anos está presente na minha lista de leitura. Que mesmo quando me faz passar muita raiva, segue sendo uma das minhas autoras queridas. Quando terminei a leitura de Coração Rebelde, pensei: “Não. Não é uma história da Lynne Graham. Apenas está levando o nome dela.” E isso não pelo fato do livro realmente não conter os elementos que os livros dela contêm e ser escrito da forma que ela escreve. Na verdade, tudo isso está presente nessa história. Mas uma coisa muito importante conseguiu passar a quilômetros de distância do livro: paixão. Intensidade. Emoção. A “fúria” típica dos mocinhos (e de algumas mocinhas) da autora. Não sei por onde anda a emoção. Tudo que sei é que ela nem sequer passou pela história. Não fez nem questão de fazer uma visitinha breve. O livro é totalmente vazio de toda e qualquer emoção e isso acaba por atingir quem o lê. Eu fiquei me sentindo muito cansada e desanimada enquanto virava uma página após a outra, com a tênue esperança de que fosse melhorar. De que, a qualquer momento, os personagens passassem a ter “vida”. Eu me lembro que uma vez eu comentei numa resenha que “um livro da LG pode ser qualquer coisa, menos chato.” Na época, vários anos atrás já, eu me senti muito ofendida, completamente indignada, quando a menina disse ter achado determinado livro da autora (que eu nem lembro qual era) chato, tedioso. Eu lembro que fiquei de boca aberta, me sentindo particularmente agredida.kkkkkk… Mas não fui mal educada com a menina não, pois sei respeitar certos limites e acredito que todo mundo tem direito de amar, odiar, ou seja o que for, qualquer história e expressar sua opinião livremente. Mas eu fiquei ofendida.kkkkk… E achei que ela não havia realmente dado uma chance para a história, pois nenhum livro da Lynne Graham podia ser considerado chato. Qualquer coisa, mas nunca isso. E agora, infelizmente, chegou a minha vez de dizer algo assim de um livro da minha autora. E sim. Eu estou arrasada. :(

O que me conforta é saber que tal coisa não se tornou uma regra. Essa história foi publicada em 2010 (lá fora. Aqui foi em 2011) e antes de lê-la eu já li livros mais recentes da autora. Livros pelos quais eu me apaixonei perdidamente. :) A autora não deveria estar com muito bom humor quando escreveu Coração Rebelde, mas voltou a ser a minha autora querida (e até se superou) ao escrever A Promessa de Volakis, minha preferida entre todas as histórias que li da LG. 

- E sim. Vou seguir lendo a trilogia Gravidez Secreta.kkkk Quem sabe o segundo livro vale a pena?!rsrs... Da Lynne Graham, eu não desisto. De nenhuma das minhas autoras preferidas eu desisto. :) 

Bjs!


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