20 de abril de 2013

Louca Paixão - Charlotte Lamb

(Título Original: Dark Fever
Editora: Harlequin
Tradutora: Maria Vianna
Edição: Tesouros Harlequin - 2012)


"Eu o desejo", pensava ela, mas no fundo estava arrasada...

Bianca estava aproveitando as primeiras férias após a morte de seu amado marido, três anos antes... Até conhecer Gil Marquez, o dono do hotel onde se hospedou. Ele despertou fortes sentimentos de desejo que nem ela sabia ser capaz de sentir. Então como poderia querer um homem com tal poder de sedução, e, ao mesmo tempo, ter certeza de que estava se apaixonando?


Palavras de uma leitora...


"Mas o tempo não é recuperável: ele flui em uma só direção, como um rio que segue sempre à frente, sem parar, e nunca se consegue nadar contra a corrente. É preciso se deixar levar."


- Grande verdade, não é? Mas ainda assim insistimos em lamentar pelo que se foi. Eu própria vivo fazendo isso. Vivo pensando em coisas que já passaram e sinto falta, saudade... Fecho os os olhos e desejo com todas as minhas forças voltar em algum momento do passado. Para revivê-lo nem que seja só mais uma vez. Mas é impossível voltar. O tempo, como o trecho acima diz, não é recuperável.

"- A vida é mudança, Bianca. Nós mudamos o tempo todo, a cada minuto, a cada dia, a cada ano, tão gradualmente que mal notamos. Quantas vezes você encontrou alguém que conheceu há dez anos e ficou espantada com o quanto a pessoa mudou?- Ele fez uma pausa e completou calmamente: - Você não pode combater o tempo ou a vida, Bianca. Não pode parar o relógio nem fazê-lo andar para trás."

- Infelizmente, a vida é assim. Mudar faz parte, mesmo que a gente não queira isso. E perder também é algo "normal", faz parte da vida. E é preciso seguir em frente, mesmo quando a vontade é simplesmente desistir. É preciso viver com o que restou... Era exatamente isso que Bianca precisava entender, aceitar, mas não queria. Tudo que ela desejava era ter de volta o que se foi. Porém, no dia do seu aniversário de 40 anos sua ficha finalmente caiu e ela percebeu o quanto sua vida estava sendo patética. Olhou em volta e percebeu que estava parada, mas os anos estavam passando e continuariam passando seguisse ela em frente ou não. O tempo não pararia por ela. Não teria piedade. E aí ela acordou, mas isso não significa que ela voltará a viver facilmente. Não enquanto ela continuar se sentindo culpada por estar respirando enquanto o marido está morto, não enquanto ela continuar alimentando a dor causada pela perda, dia após dia...

 Ela havia sido muito feliz. Conheceu, ainda muito jovem, o homem com o qual ficou casada por 20 anos e largou os estudos na faculdade para construir uma família com ele. E eles tiveram dois lindos filhos. Uma menina que agora estava com 19 anos e vivia a própria vida, sem a menor vontade de ter a mãe se metendo em seus assuntos ou saindo ao seu lado. E um menino que agora estava com 15 anos e vivia pelo futebol e apesar de amar a mãe e se achar seu protetor, também ficaria contente se ela ficasse o máximo de tempo possível longe. Bianca sequer podia se lembrar de um só momento no qual não fosse mãe ou esposa. Foi para isso que ela havia se dedicado a vida inteira. Era ao lado de Rob na cama que ela dormira noite após noite. Pelos filhos e por ele, ela vivia. Perdê-lo de repente foi como perder o chão e as estruturas. Ela não tinha mais em quem se apoiar. O lado de Rob na cama agora estava vazio. Ela estava completamente só para enfrentar a vida e terminar de criar os filhos. Era algo simplesmente assustador e muito doloroso. E durante três anos ela viveu como se não vivesse. Só de lembranças, de dor e obrigações. Se algum homem se interessava por ela logo recebia o sinal de que a Bianca mulher, a Bianca que precisava amar e se amada estava morta. Que ela havia morrido com Rob. Mas um sonho... parece ressuscitá-la...

Seu dia de aniversário começou com um sonho para lá de... interessante. Ela sonhou que fazia amor com um homem. No início, acreditou que ele fosse Rob e por isso seguiu aceitando suas carícias, mas logo percebeu que as carícias daquele homem e o rosto sobre o seu, não eram do marido. Seria aquele sonho um anseio de seu corpo, de sua alma? Ou uma espécie de premonição?

Após um desastroso aniversário, os presentes dos filhos e os conselhos de uma amiga que estava cansada de vê-la desperdiçar oportunidades, Bianca, num impulso, resolve tirar 15 dias de férias. Ela pretendia levar os filhos com ela, mas eles tinham suas próprias vidas e seus próprios planos. Sendo assim, pela primeira vez na vida, Bianca viajou sozinha. Para a Espanha, onde pretendia dedicar 15 dias a si mesma. E logo ao chegar, ela encontra todos os motivos para permanecer lá... ou fugir de volta para casa no próximo voo. Esses motivos se encontravam na forma de um homem para lá de lindo, forte, moreno e que mexeu com ela assim que ela o viu, enquanto ele nadava na piscina do hotel. E ele era bem parecido com o homem que fazia amor com ela naquele sonho absurdo...

Quem seria ele? Por que ele mexia tanto com ela? Seria sensato arriscar um romance de férias com um completo desconhecido? E ser sensata a faria feliz ou a manteria presa naquela vida solitária e dolorosa?

"Gil olhou para ela com um brilho nos olhos acinzentados.
- Dormir sozinha não lhe faz bem. Um livro não substitui um homem."

- Atrevido, não?rsrsrs... E também um homem maravilhoso, compreensivo (embora perdesse a paciência com nossa mocinha de vez em quando. Mas também! Até um santo perderia a paciência com ela!rsrsrs...) e que também tinha vivido momentos difíceis. Ainda não tinha conseguido se recuperar do fracasso do casamento e também vivia uma vida solitária. Ele era o dono do hotel no qual ela se hospedou e a primeira vez que a viu, foi quando saiu da piscina e olhou em sua direção, vendo-a olhar para ele pela janela.rsrs... Aquele olhar mexeu muito com ele e ele procurou saber mais sobre ela e, quem sabe, convencê-la a viver alguns momentos de prazer ao seu lado. Mas as coisas fogem do controle e ele acaba se vendo mais envolvido por ela do que gostaria... E isso pode não ser muito bom para sua paz de espírito, já que Bianca estava cheia de traumas e lembranças que a impediam de tentar novamente. 

- Eu comecei a ler esse livro faz uma semana. Foi num momento de pura raiva. Eu estava furiosa por algumas coisas e nada me acalmava. Tentei me tranquilizar, assistir algum filme, ouvir músicas... mas tudo me irritava ainda mais. Sendo assim, acabei pegando um livro de banca ao acaso. Não fazia parte dos meus planos ler esse livro agora, mas resolvi começar a leitura. Infelizmente, o livro não fez com que eu me acalmasse, mas achei a história interessante e alguns trechos me fizeram refletir. Durante a leitura, eu ri, pensei nas coisas que alguns trechos falavam e senti muito carinho pelo casal da história. Eu entendi a Bianca. Claro que a achei uma boba em alguns momentos, muito covarde e estúpida, mas eu a entendi.rsrs... Não era fácil para ela seguir sem Rob. Não era fácil recomeçar do zero. Ela tinha medo. E mesmo quando conheceu Gil e se sentiu profundamente atraída por ele, o medo permaneceu e em diversos momentos a paralisou. Ela se sentia velha demais para tentar novamente e também se sentia uma traidora. Sentia que ao tentar novamente estaria traindo o marido, que ele sentiria vergonha dela se a pudesse ver, que os filhos dela não aceitariam. Enfim... ela tinha vários motivos em sua mente para não recomeçar. Só que Gil é bastante persistente e não estava com muita vontade de deixar escapar a única mulher com quem ele sentia que as coisas poderiam dar certo. Ele sim estava disposto a arriscar. Tiraria Rob da cabeça dela e a faria construir novas lembranças. Lembranças sobre ele. Sobre eles dois e não sobre o marido falecido e a vida que tiveram juntos. O passado precisava ser enterrado. E ele a ajudaria a fazer isso. Bianca era o que ele próprio necessitava para recomeçar. 


"Mas ela precisava se proteger. Não podia enfrentar mais uma pressão. Ela se sentia como alguém que tivesse se queimado severamente e que não suportasse ser tocada. O mais leve toque poderia fazê-la gritar."


-Eu gostei bastante da história. Não é um livrinho cheio de cenas quentes, desentendimentos e maus-tratos típicos dos livros da série Paixão (porque os mocinhos maltratam sim as mocinhas nesses livros e depois dizem que sempre a amaram até mesmo quando pisavam nelas sem piedade e acreditavam nas víboras das cunhadas, ex-namoradas, secretárias, etc, etc, etc.rsrs... Se bem que sinto falta desses livrinhos.kkkkk...). Na capa da história diz que ele é um Paixão, mas nem parece. Deve ser porque é um Paixão da nova série da editora (Tesouros Harlequin - reedições de histórias que foram originalmente publicadas em 1990.), pois o livro é muito tranquilo, não possui as típicas cenas quentes dos outros livros da série e é muito normal. A história se concentra muito nos personagens principais, em seus sentimentos, o passado e a vida que eles estão vivendo agora. Nada acontece rapidamente e talvez isso possa cansar algumas leitoras, pois a história é devagar quase parando.rsrs... Mas eu gostei bastante. Eu precisava dessa tranquilidade, já que a minha vida está seguindo num ritmo tão rápido que mal respiro.rsrsrs... Foi muito bom acompanhar a vida de Bianca e Gil. Conhecer seus defeitos e qualidades e vê-los, pouco a pouco, irem se envolvendo mais e mais. Uma coisa que me deixou um tanto triste foi o final da história. Isso não significa que o final é triste. É só que... a Charlotte Lamb manteve os pés no chão até demais na hora de escrever esse livro.rsrs... Não digo mais nada!rsrsrs...

- Recomendo a história àqueles que são fãs dos nossos antigos florzinhas. Ou são fãs dessa querida autora que já não está mais entre a gente, mas deixou lindas e preciosas histórias para nos fazerem sonhar acordadas. :) Claro que ela também escreveu livros que me traumatizaram (risos), mas prefiro pensar nas lindas histórias dela que li no passado... Só que não prometo que vocês irão gostar. Como já disse, a história tem um ritmo bem lento e pode não agradar. 

"Ela também tinha medo de ser magoada, mas, às vezes, é preciso dar um salto e mergulhar no escuro."

13 de abril de 2013

Resenha da Carla: Uma Casa de Família - Natasha Solomons


Na primavera de 1938, a ameaça nazi paira sobre a Europa. 

Em Viena, a família Landau vê desaparecer muitos dos seus amigos e teme pela sua segurança. Decidem fugir do país mas não poderão partir juntos. Elise, a filha mais nova, é enviada para Inglaterra, onde a espera um emprego como criada de uma família aristocrática. É a única forma de garantir a sua segurança. Para trás deixa uma vida privilegiada. 

Em Tyneford, ela tenta encontrar o seu lugar na rígida hierarquia da casa. É agora uma das criadas, mas nunca antes trabalhou. Tem a educação e os hábitos da classe alta, mas não pertence à aristocracia. Enquanto areia as pratas e prepara as lareiras, usa as magníficas pérolas da mãe por baixo do uniforme. Sabe que deve limitar-se a servir, mas não consegue evitar o escândalo ao dançar com Kit, o filho do dono da casa. Juntos vão desafiar as convenções da severa aristocracia inglesa numa história de amor que tocará todos os que os rodeiam. 

Em Tyneford, ela vai aprender que é possível ser mais do que uma pessoa. Viver mais do que uma vida. Amar mais do que uma vez. 



Resenha:


«Essa Elise que eu era então, diria que sou uma velha. Mas está enganada. Eu ainda sou ela.»

Em março de 1938, dando seguimento às suas pretensões expansionistas, Hitler anexou a Áustria à Alemanha. Algo que ele conseguiu facilmente devido ao apoio do partido nazista austríaco e à passividade da França e do Reino Unido, que não tiveram a firmeza necessária para o demover apesar de Hitler ter violado o Tratado de Versalhes (que proibia expressamente a união da Áustria e da Alemanha). Esta situação alterou por completo a vida dos judeus que viviam na Áustria. Se queriam salvar a própria vida eles não podiam ficar no país.

É durante esta época que a história tem início.

Elise Landau vem de uma família judaica de Viena, é filha de uma cantora de ópera e de um escritor. Ela tem 19 anos e é uma dos muitos judeus que precisaram emigrar para outros países para se colocarem a salvo do nazismo. Margot, irmã de Elise, e o seu marido conseguiram obter vistos de residência nos Estados Unidos e os pais de Elise têm para eles garantida situação idêntica, mas Elise não teve a mesma sorte. E então a família é obrigada a se separar. A Inglaterra aceita acolher refugiados judeus que estejam dispostos a assumir posições como empregados domésticos e Elise aproveita essa oportunidade e se candidata a um emprego de criada. Uma situação temporária até que os pais consigam que ela vá para junto deles nos Estados Unidos.

Acostumada a ser tratada como uma princesa e a ser servida, o seu papel se inverte e a mudança de filha caçula mimada a empregada doméstica é muito brusca e difícil. Porém ela rapidamente se instala nas suas novas funções, caindo de amores pelo seu novo lar, Tyneford. Da mesma forma também não demora muito a que, alheio às diferenças de status, nasça um amor entre ela e Kit, o filho do patrão, o que vai colocá-la numa posição ainda mais delicada. Mas a felicidade de Elise jamais poderá ser completa pois a guerra se insinua no horizonte, além da permanente saudade e preocupação com os familiares que ela deixou para trás. O futuro rapidamente se torna uma incógnita e ela não pode imaginar o quanto a sua vida irá mudar... 

Ao longo de 412 páginas o leitor viaja pelas memórias de Elise - que narra em primeira pessoa e já idosa - conhecendo a sua história de vida. O conjunto de personagens é maravilhoso, desde Elise, passando por Kit, pelo mordomo, a governanta e mais alguns personagens carismáticos. Mas devo dizer que fiquei especialmente encantada pelo Mr. Rivers, o patrão dela, que me fez lembrar o Mr. Rochester (Jane Eyre). Essa história eu recomendo apenas a quem apreciar histórias com uma narrativa lírica, contemplativa e lenta. Também não é uma história cor-de-rosa, convém ressalvar, por mais bela que seja a escrita e apesar de ter alguns momentos bem humorados que me fizeram rir bastante. Para mim foi uma das melhores leituras desse ano.


Carla.

6 de abril de 2013

Resenha da Mónica: Novo Despertar - Fiona Harper




Ellie Bond sofria desde que perdera o marido e a filha em um trágico acidente. Mark Wilder, seu novo chefe, é um excêntrico executivo do mundo da música. Ele tem estilo, riqueza e poder, mas é a compaixão por trás de sua fachada pública que o torna capaz de despertá-la novamente para a vida...




Resenha:



Doce, muito doce!!

Um livro com muita doçura. Que mexeu comigo a cada página. Numa tarde chuvosa sua vida foi completamente mudada e o que lhe era mais caro foi arrancado e tudo que ela tinha como certo, seguro, desapareceu.

Quatro anos depois, ainda se recuperando das sequelas de uma grave lesão cerebral, ela tentava refazer sua vida, dar uma nova direcção e tentar sobretudo superar a ausência dos amados e mais ainda da culpa por seguir viva.

Decidida a seguir a regra do seu amado Sam de que a vida não é para ser desperdiçada, ela busca sua amiga Charlie com a ideia de voltar ao mercado de trabalho. Teria que ser um trabalho especial e que suas limitações permitissem. A memória ficou comprometida, a memória recente inclusive, teve que reaprender a andar, falar, enfim... antes secretária numa grande empresa, mas agora teria que reajustar e o que ela fazia e bem era cozinhar portanto era nisso que ela iria investir.

A mansão era maravilhosa, mas ela estava completamente perdida, eram tantas portas, será que ela seria capaz de encontrar o caminho da cozinha? E se ela se perdesse? Se não conseguisse se lembrar aonde tinha guardado as compras? Será que sua amiga tinha razão e ainda era muito cedo?

Então eis que havia um Mark em seu caminho. Uma mulher afortunada. O Mark é um homem maravilhoso e conseguiu despertá-la novamente para a vida, para o amor.

Eles me fizeram rir e chorar muitas vezes, mas o mais importante que eu levo dessa história é que se é verdade que a vida pode ser dura e muitas vezes injusta, ela também pode na mesma medida ser maravilhosa e nos dar uma segunda oportunidade. A vida é uma benção e que como diria Sam não deve ser desperdiçada. Peço a Deus que me dê tempo e saúde para desfrutar da companhia das pessoas que eu amo. Que me dê sabedoria, sensibilidade para aproveitar cada momento porque tudo passa tão depressa que as vezes não nos damos conta e que a vida é preciosa demais para desperdiçarmos nosso tempo com coisas pequenas e que em momentos como esse vemos que não faz o menor sentido.

Desfrutem desse livro porque vale a pena e sobretudo desfrutem da vida, das pessoas que amamos, porque são nossos bens mais preciosos.




Mónica.

29 de março de 2013

Cavalo de Fogo - Paris - Florencia Bonelli


(Título Original: Caballo de Fuego - Paris
Editora: Porto Editora
Tradutores: Rita Custódio e Àlex Tarradellas
Ano de lançamento: 2012)


Uma poderosa história de amor tendo como pano de fundo o conflito israelo-palestiniano

Matilde Martínez, uma jovem pediatra argentina, viaja até Paris para aprender o idioma antes de partir para o Congo, ao serviço de uma ONG, para ajudar os mais carenciados. Apesar das suas inseguranças, traumas e dramas, a determinação de Matilde é tão forte que nada nem ninguém conseguirá demovê-la de cumprir o seu sonho. 

Eliah Al-Saud é um homem poderoso e sem piedade, descendente da família real saudita. Dono de uma empresa de segurança privada, o negócio serve de fachada a um outro tipo de serviços: de espionagem, segurança e formação de mercenários. 

Desde o seu primeiro encontro que o destino os unirá numa paixão tão intensa e irrefreável que nada poderão fazer para evitar a conspiração crescente que ameaça não apenas o seu amor, mas também as suas vidas. 

No cenário ameaçador e bélico do conflito israelo-palestiniano, Matilde e Eliah viverão uma aventura que os levará a percorrer o mundo e a enfrentar os perigos que cercam todos aqueles que ousam desafiar os impérios dominantes.



Palavras de uma leitora...



- A primeira coisa que fiz depois de terminar de ler esse livro foi ligar o computador e colocar para tocar a música Please Remember. E aí fiquei assistindo o vídeo e lembrando… Lembrei de tantos momentos lindos que as lágrimas mal me deixam enxergar o que estou escrevendo agora. Embora eu tenha lamentado por não ter tido, de fevereiro para cá, muito tempo para o livro do meu Eliah e da minha Matilde, eu sei que esses dois contribuíram para melhorar os meus dias. Amo o que estudo, mas confesso que passo boa parte dos dias estressada.rsrs… Só que quando eu tinha um tempinho e pegava o livro para ler, eu sentia uma espécie de alívio, sabe? Era como se eu pudesse “respirar” de novo. E aí eu me emocionava. Chorava, ria, sentia raiva e diversas outras coisas. No fundo, foi muito bom ter demorado tanto para terminar de ler essa história. Como assim?!rsrsrs… Embora eu não tenha tido oportunidade de me dedicar dias inteiros ao livro (algo que amo fazer. Quando estou lendo um livro especial, não quero parar para nada.kkkkk…), eu passei mais tempo com eles. Estive mais de um mês ao lado deles, vivendo com eles sua história. Quando eu não estava lendo, eles costumavam invadir minha mente. E aí eu ria sozinha ou sentia meus olhos se encherem de lágrimas. E agora… estou mais triste do que estive em qualquer momento da leitura. Porque estou me separando da primeira parte da história deles. Porque é hora de dizer “adeus” para o que eles viveram em Paris e, sinceramente, sou péssima para dizer adeus. Não suporto separações. Até hoje não me recuperei da Depressão Pós-Livro que tomou conta de mim quando terminei a leitura da história do meu Roger. Sem mencionar a falta violenta que sinto da história do Kamal e da Francesca. E ainda tem a história do meu Carlo que também não esqueço. Que também relembro. Mas a FB sempre faz isso com a gente. Ela nos envolve de tal forma, de um modo tão incrível, tão… não sei explicar. Só quem já leu alguma história dela consegue entender isso. É mágico, gente. Doloroso, sim. Mas também apaixonante… Ela nos envolve de uma forma que nos faz sonhar com suas histórias por muito tempo. Que nos faz sentir falta. Muita falta. E quem nunca quis ler um livro que se tornasse tão inesquecível? Uma história que não te abandonasse jamais? Lembro até hoje de como foi ler O Quarto Arcano. De tudo que senti. E são poucos livros que se cravam dessa forma em mim. Já li muitos e muitos livros, mas são poucos os que posso dizer que ainda me invadem a mente. Que permanecem tão profundamente no meu coração. E posso dizer com toda a certeza do mundo que Cavalo de Fogo – Paris será exatamente esse tipo de livro. Nunca o esquecerei. Nunca mesmo. 

- Para quem não se lembra, Aldo Martínez foi o primeiro amor da vida de Francesca (protagonista do livro Lo Que Dicen Tus Ojos) e ela conheceu Kamal Al-Saud graças à traição de Aldo que preferiu a herança da família e abriu mão de Francesca, que não passava da filha da cozinheira na época. Aldo nunca se perdoou por sua estupidez, mas quando o arrependimento veio já era tarde demais. Francesca já não o queria. Outro homem tinha aparecido em sua vida. Alguém que a fez se sentir muito mais viva, perdida e louca do que Aldo alguma vez a fez sentir. Alguém por quem ela daria a vida. Alguém por quem ela abriria mão de tudo, se preciso fosse. Alguém por quem ela enfrentou muito, sofreu muito, perdeu muito… E com quem ela foi muito feliz. Alguém sem o qual ela simplesmente não poderia viver.  


Mesmo inconformado com a decisão de Francesca, Aldo seguiu com sua vida ao lado de uma mulher que ele não amava, mas tinha escolhido como esposa. Com Dolores ele teve três filhas e não poderia imaginar o que o destino reservava para sua caçula… Para um Al-Saud ele perdeu a única mulher que foi capaz de amar. E agora, novamente para um Al-Saud, perderia sua filha mais preciosa. Sim. O destino o detestava.rsrsrs…. 

Francesca ao lado de Kamal também teve filhos. Quatro. Shariar, Alaman, Eliah e Yasmin. E ela também não poderia imaginar o quanto o destino seria irônico. Aquela história que não pôde existir entre Aldo e Francesca… existiria entre seus filhos. Mais forte, arrebatadora e inesquecível do que seria a deles. Aldo e Francesca não estavam destinados um ao outro. Francesca nasceu para Kamal. Mas Matilde… ela nasceu para Eliah. E nada (nem sequer a doença mais cruel) nem ninguém (nem mesmo o terrorista mais perigoso) conseguiria separá-los. Porque não existe no mundo sentimento mais forte, mais capaz de suportar qualquer coisa, do que o amor… 

“ - Eliah – sussurrou-lhe na boca dele. – Estou tão assustada. Tenho tanto medo…
- Porquê?
- Porque nada disto estava nos meus planos. Porque a vida me está a surpreender. Porque tudo acontece muito rápido. Porque és um furacão que está a arrasar com as minhas estruturas. – Calou-se, não sabia como expressar o que, na realidade, a aterrava. – Tenho medo de te dececionar também. E não o suportaria. – Escondeu a cara no ombro dele. – Não sabes nada sobre mim.
- Diz-me tudo, por favor, Matilde. Quero ajudar-te.

«Sim? Ajudar-me-ias? Ou partirias assustado?»

- Não sabes o quanto me ajudas ao abraçar-me desta forma. Fazes-me sentir forte quando me abraças. Fazes-me sentir que sou capaz de conquistar o mundo.
- Meu amor, nunca ninguém me tinha dito uma coisa tão bonita. Se aquilo de que precisas é da minha força, dou-ta toda.”

- Às vezes, tudo de que mais precisamos na vida é de uma segunda chance... 

Uma chance de escrever uma nova história. De recomeçar. De deixar nosso antigo livro, o livro do nosso passado, guardado num canto. Sabemos que não podemos destruí-lo. Que mesmo que tentássemos queimá-lo, ele ainda permaneceria intacto. Porque não pode morrer. Porque não pode ser destruído. Mas quem disse que não podemos escrever um livro novo? Tudo que Eliah e Matilde queriam no fundo era isso. Escrever uma nova história. Pois já não suportavam mais viver lembrando da dor, das perdas, do desespero e da culpa que enchiam as páginas de seu passado. Mas no fundo eles também acreditavam que tal coisa não existiria para eles. 

“… Ficou a observá-la, tenso, emocionado, quase a perder o controlo. – O que é que nos está a acontecer, Matilde? O que é isto? Por Deus, o que é isto? 
- Algo tão forte – murmurou ela -, tão forte que pôs a minha vida de pernas para o ar. E o mais irónico é que não me importo nada. Nada, Eliah.”


Era quase o início de um novo ano. Eliah não estava lá muito contente já que seu avião tinha dado problema e ele necessitava estar em Paris no dia seguinte para uma reunião. E para completar, ainda não restavam lugares em primeira classe, no próximo voo que estava para sair com destino a Paris. Seu humor com certeza não era dos melhores. Mas tudo muda no instante em que ele a vê. Não era só a beleza de Matilde, mas existia algo mais nela que o atraía. Que o chamava e já não o fazia se importar tanto em viajar em primeira classe. Só o que queria… era estar ao lado dela. Se amor à primeira vista não existe… então aquilo era apenas o início, a semente de um amor que muito em breve nasceria… E que sim. Viraria o mundo deles de cabeça para baixo. Mas também daria sentido para suas vidas…

Cada um estava viajando para Paris com um motivo em mente. E o amor não fazia parte dos seus planos. Ambos não acreditavam que o amor pudesse surgir em suas vidas. Matilde tinha aberto mão dos seus maiores sonhos aos 16 anos. A dor a tinha feito jogá-los fora. Ela não teve outra escolha. Para continuar sobrevivendo, teve que sonhar sonhos novos e esquecer os antigos. Teve que abrir mão do amor e se dedicar a carreira que se tornou seu incentivo. Seu motivo para viver. Mas durante aquela viagem para Paris, ao lado de Eliah, compartilhando com ele seu amor pela leitura de um livro em especial, compartilhando sorrisos e momentos únicos… ela não pôde evitar o desejo de vê-lo novamente. Só mais uma vez. Para resgatar, apenas por um momento, um sonho em especial. O de ser amada. Porque por nenhum homem antes, nem mesmo pelo ex-marido, ela tinha sentido algo tão forte. Uma ligação tão profunda… Como se de alguma forma ela já o conhecesse…

Ele sequer se julgava capaz de amar novamente. Tinha amado uma vez, ainda muito jovem, e tinha perdido de uma forma muito dolorosa aquela jovem que tanto o amava e tanto tinha procurado por ele no dia de sua morte. A culpa ainda o devorava e sequer se julgava merecedor de amor. Mas isso não o impedia de sentir aquele sentimento tão forte. Aquela vontade de esquecer tudo, todos os compromissos e todo o passado só para estar ao lado dela. Cada momento ao lado de Matilde naquele avião o fez querer vê-la novamente, o fez querer que ela fizesse parte da sua vida e embora ele inventasse mil e uma desculpas para mandar que a seguissem e descobrissem sua morada, ele no fundo sabia que o único motivo verdadeiro é que não podia terminar aquela viagem e nunca mais voltar a vê-la. Isso sequer era uma opção. Precisava vê-la novamente. Precisava dela. Só ela poderia socorrê-lo. Só ela poderia salvá-lo.


“Quando já estavam seguros no carro […] não pôs o motor a trabalhar e ficou a olhar para ela. Desejava pedir-lhe tantas coisas que não se atrevia a pronunciar: «Não vás para o Congo. Não continues a vir aqui, eu ensino-te Francês ou pago uma professora para que te ensine em casa. Em casa. Na nossa casa. Porque a casa da avenue Elisée Reclus é tão minha como tua. Já não é a mesma sem ti, Matilde, meu amor. O que é que me fizeste? Um Cavalo de Fogo ama a sua liberdade, esse é o seu bem mais precioso. Agora estou preso a ti e não me importo.»


- Eu não sei bem o que dizer. Além de não querer revelar certos segredos da história ainda me encontro sem palavras, como sempre acontece quando leio um livro especial. É sempre algo que não se pode colocar em palavras. Algo que apenas conseguimos sentir e sentimos com tanta intensidade. Eu só fico lembrando e tentando transmitir para vocês o que sinto, mas é impossível. As palavras são insignificantes para passar para vocês o que sinto. Só lendo vocês podem sentir o mesmo. Só lendo podem entender do que estou falando. Cada momento nessa história, desse casal, é único. Não esqueço sequer os momentos iniciais quando eles estão no avião. Quando ele cuida dela quando ela fica enjoada, como eles ficam acordados conversando e como a separação, ao fim da viagem, foi uma súplica por um segundo encontro. Por uma outra oportunidade. E o interessante é que ambos queriam fugir daquele sentimento. Porque existiam traumas, cicatrizes e feridas ainda abertas. Porque o passado sabe ser bem cruel. Ele não nos deixa em paz. Não nos deixa descansar e esquecer coisas que faríamos de tudo para esquecer. Ao mesmo tempo que vivia momentos lindos com o Eliah, o passado invadia a mente de Matilde e as lembranças e a falta de esperança num futuro, a entristeciam. Em breve ela teria que viajar para o Congo, para seguir com sua missão como cirurgiã pediátrica. Existiria um lugar para Eliah em seu futuro? Ou melhor, existiria um lugar para ela no futuro de Eliah? Porque o presente, o agora, era delicioso. Mágico. Mágico porque ela fazia de conta que ele poderia ser eterno. Porque não precisava dividir com ele seu passado, não queria dividir aquilo. Queria manter os fantasmas longe e viver aquele conto de fadas. Porque só queria amá-lo e amá-lo e que os dias se congelassem. Que não passassem. Porque o futuro era terrivelmente ameaçador. Porque no passado teve que travar uma guerra tão terrível que ainda no futuro teria que carregar as consequências dela… Eu acompanhei cada momento desse casal sabendo já como seria o fim dessa primeira parte da história deles (é uma trilogia). Então, cada momento lindo tinha um significado ainda mais intenso, era ainda mais especial. Não é sempre que saber como termina uma história tem vantagens, mas no caso dessa história teve sim. Porque eu conhecia o fim então me emocionava mais com cada cena. Eu me envolvia mais e os entendia mais. Não sei explicar, mas foi isso que aconteceu.rsrs… Antes mesmo da história terminar, eu já era invadida pelas lembranças de momentos que eles viveram e já chorava.kkkkkk…  A primeira noite de amor foi linda. Cada sorriso, o presente que a Mat deu para ele no dia do seu aniversário… Aquele presente em especial, então, quase acabou comigo. Eu sabia o significado dele. 


“- Fi-lo para que nunca te esqueças da nossa história. 
- Jamais poderia esquecê-la. É impossível. Para além disso, vou ter-te sempre ao meu lado para a recordar.
Matilde não respondeu, e ele sentiu um instante de medo profundo; a sensação alojou-se-lhe na nuca; doeu-lhe o pescoço, ardeu-lhe o estômago.
[…]
- Eliah, quero que saibas que eu guardo comigo cada momento que passámos juntos. Cada momento. São um tesouro para mim.
Ele assentiu, incapaz de proferir uma palavra.”


- E naquele instante ele também soube o que o presente significava. Só que às vezes preferimos negar para nós mesmos algo. Preferimos fingir que não percebemos. Preferimos ter esperanças. E às vezes… a vida é simplesmente muito cruel, não acham? Ela nos joga no chão, mata nossos sonhos e acha que temos que fazer o melhor com o que restou. Ela nos desafia a continuar vivendo depois de ela nos ter destruído. É o que ela faz com Eliah e Matilde. Até mesmo consigo ver a vida empinando o nariz, olhando para os dois por cima (sim. Não sou muito normal. Consigo imaginar essas coisas.kkkkkkk…) e dizendo “quero ver vocês continuarem agora.” Só que um Cavalo de Fogo, não desiste nunca. E mesmo atormentado pelo passado, pela culpa e qualquer outro sentimento infernal e paralisador, meu querido Eliah não estava nada disposto a deixar o amor da sua vida escapar. E quando a vida pensar que venceu… ele terá uma surpresinha para ela.  :D

- Estou sendo lógica, racional?! Não respondam!rsrsrs… Não quero dizer claramente tudo que acontece nessa história e muito menos revelar os segredos dos dois, gente. São coisas que deixarei para a resenha sobre Cavalo de Fogo – Congo, segundo livro dessa história. Assim como fiz ao falar da história do Roger. Deixei para revelar segredos da primeira parte da história, ao resenhar sobre a segunda.rsrsrs… E também não quero contar com todas as letras como a primeira parte da história termina. Deixo dito pela metade, ok?rsrsrs… 

“Vou proteger-te, Matilde, vou fazê-lo sempre. Com a minha vida, meu amor, com a minha vida.
- Não – sussurrou ela -, com a tua vida não quero.”

- Perfeição… algo que não existe em nenhum mocinho ou mocinha dessa autora. Pelo contrário. Principalmente ao criar seus mocinhos, a FB sempre nos desafia a não amá-los. É como se ela dissesse: “Eles são exatamente assim. Não adianta vocês inventarem desculpas para eles ou fingirem que eles não são tal como são. Mas eu desafio vocês a não amá-los. Não os amem se são capazes.” Roger Blackraven. Alguém lembra de como ele era antes de conhecer a Isaura? Mulherengo, vingativo, dono de escravos, alguém que muitos temiam. Alguém que não tinha piedade dos seus inimigos e não mostrava compaixão por quase ninguém. Alguém que se casou com a primeira esposa por vingança. Alguém que tinha sido até mesmo negreiro. Carlo? Carregava alguns assassinatos em seu passado e lucrava como proxeneta. Lucrava em cima do trabalho das prostitutas que ofereciam seu corpo em troca de um dinheiro que dividiam com ele. Kamal é o mais “perfeito” entre eles, mas também não é a santidade em forma de pessoa. Arrancou Francesca de um lugar com o qual ela já estava acostumada, como se aquilo não tivesse muita importância. Como se fosse correto arrancá-la de seu mundo e lançá-la no dele. Num mundo tão diferente do dela e tão impiedoso. Tão capaz de acabar com ela. E Eliah? Os “defeitos” dele vocês conhecerão na resenha do segundo livro, como já disse.rsrs… Mas o que quero dizer é que apesar de tudo e do quanto a nossa mente pode dizer que não devemos amar esses mocinhos, acaba sendo inevitável. Incrível como em outros mocinhos eu teria criticado tantas coisas, mas neles não consigo. A autora os torna reais, com defeitos terríveis e qualidades que tocam profundamente o nosso coração. Porque embora eles façam coisas reprováveis, amam de uma forma impressionante e são capazes de qualquer coisa pela amada deles. Nunca esquecerei de como o Roger caiu de joelhos ao lado da Isaura naquela igreja e disse que faria qualquer coisa por ela. Pode não ter muito significado para quem não leu a cena, mas para mim tem um significado enorme. E também nunca esquecerei de quando ele viu as cicatrizes que marcavam o corpo dela e chorou. Não pelas cicatrizes. Mas pela dor por trás delas. Porque ali, ao vê-las, ele soube, teve uma ideia do que Isaura sofreu. Do quanto o seu passado foi terrível. As lágrimas dele fizeram meu coração “sangrar”, pois quando amamos alguém, gente, não queremos que a pessoa sofra. Não suportamos saber que ela sofreu. E ainda mais um sofrimento como aquele da Isaura. Toda vez que o Carlo se sentia indigno da Micaela e achava que merecia as atitudes dela, eu queria protegê-lo. Eu sabia o quanto ele a amava e também sabia os tormentos do inferno que ele próprio viveu. E porque se tornou o que tinha se tornado. Quando o vi gritando por ela em uma cena em particular, senti uma dor profunda, como se aquilo tivesse acontecido comigo. E tudo que pude desejar era que aquilo não tivesse acontecido, pois ele não merecia aquele sofrimento. Não me importa o que digam, Carlo não merecia aquilo. Fosse proxeneta ou não. Eu o amo como ele é e, ele é digno de amor mesmo sendo como é. Desde quando só as pessoas perfeitas merecem ser amadas? Se fosse assim ninguém mereceria amor ou felicidade, pois de perfeitos não temos nada. Não é verdade? Quem disser que é perfeito está mentindo descaradamente, pois a perfeição anda bem longe de todos nós seres humanos. É uma verdade bem verdadeira. Enfim… E o Kamal? Quando ele viu o que tinham feito com sua amada, quando ela sangrou ainda em seus braços… Deus! Aquela dor não pode ser explicada. Foi um momento bem impactante. Até mesmo seu momento de oração e súplica a Deus. Não amo esses mocinhos à toa. Os amo, pois embora tenham feito coisas reprováveis em suas vidas, a autora sempre me dá motivos para amá-los. Porque não há forma de não amar alguém que ama de forma tão intensa, tão violenta, tão entregue. Alguém que abriria mão da própria vida sem pensar duas vezes se isso garantisse a vida de quem eles tanto amam. Quando Eliah disse que protegeria a Mat com a sua vida eu não tive dúvidas. Ele abriria mão de qualquer sonho, de qualquer coisa por ela. Porque ele só precisava dela. De nada nem ninguém mais. De que adiantariam os outros sonhos, as outras coisas, se ela não fizesse parte da sua vida? Se ela não estivesse ali para que ele compartilhasse, vivesse tudo com ela? Perderiam qualquer valor. E ver as lágrimas que escorreram dos olhos dele naquele momento acabaram comigo, gente. Como acabaram! Eu amo demais a Mat, queridos, mas naquele momento eu quase a odiei. Ninguém, nem mesmo ela, tem o direito de fazê-lo sofrer tanto. 


“- Não regresses. – Embora o tenha pronunciado com cuidado, Matilde apercebeu-se da angústia na sua voz. – Fica comigo.”


- Assim como qualquer outro mocinho da autora que eu já tive o privilégio de conhecer, Eliah ama de forma bem intensa. O que acaba por machucá-lo em alguns momentos e rendem belas cenas de ciúmes, que me arrancaram gargalhadas. Bastava alguém olhar para a Mat, para ele já querer acabar com a raça do infeliz. E o Roy… desgraçado do ex-marido da Mat, deu muita sorte por ele não matá-lo.rsrsrs… Mas claro que ele sofreu o peso da ira do meu Eliah. E não foi só por ciúmes (só em parte.rsrsrs…). Mat tinha que se vestir de forma provocante só para os olhos dele, usar perfume provocante apenas para ele, só ele podia senti-la perfumada daquele jeito. Mais ninguém.kkkkkkk... Não suportava a possibilidade de perdê-la para outro. Embora nunca tenha dependido de ninguém em sua vida, embora amasse a sua liberdade e odiasse que se metessem em sua vida, com a Mat era diferente. Desde o primeiro instante ele soube que ela era sua mulher e dependia dela. Sua independência ou liberdade, perdiam importância quando estava com ela. Não queria mais independência. Não existia mais independência. E a liberdade já tinha ido para o inferno há muito tempo.rsrs... Ser livre sem Matilde? Que tipo de liberdade seria essa? Não. Ele estava preso a ela. E queria permanecer assim para sempre. 

“- Será sempre assim entre nós – arquejou Al-Saud em francês, ainda dentro de Matilde. Só sei que esta loucura que começou em mim no dia em que te conheci morrerá comigo.”

- Necessito dizer que recomendo essa história? Só não recomendo para quem é menor de idade (assim como também não recomendo O Quarto Arcano! Para menores de idade, não!), mas para as outras pessoas que amam uma linda história de amor, intensa, cheia de altos e baixos, momentos lindos e impactantes, cenas de amor para lá de emocionantes, eu recomendo e como recomendo! Não é uma história que não deva ser lida, sabe? É aquele tipo de história que precisamos ler. Que é um privilégio, um presente, ler. Estou triste porque terminei a leitura dessa primeira parte. Muito triste, nostálgica e cheia de vontade de chorar. Mas também estou feliz. Feliz porque foi maravilhoso ler essa história. Foi lindo passar esse tempo ao lado deles. E feliz também porque não acabou. Apenas terminou a primeira parte. Muito ainda vai acontecer nos dois próximos livros. Ainda viverei muitas aventuras ao lado do meu casal tão querido e complicado. :D E ainda irei rever também Francesca e Kamal outras vezes, algo que simplesmente amei nesse livro. Vê-los mesmo que não fosse em tantos momentos, foi um presente também. O amor deles deu frutos preciosos e o Eliah é o mais precioso de todos os filhos deles, para mim. :) Alaman é uma gracinha e Yasmin é tolerável, mas Eliah é especial.rsrsrs… Vale comentar também que ainda conhecemos algumas histórias paralelas. Como a que Yasmin vai viver com Sándor, alguém que também conseguiu um lugar no meu coração, pois ele é todo um charme.rsrs… E ainda tem a história entre Juana e um dos melhores amigos do Eliah. Juana é a amiga querida da Mat, alguém que esteve com ela em todos os momentos fosse para consolar, rir com ela ou fazê-la cair na real. Juana é uma graça e merecia uma história toda dela também. Assim como Diana (uma personagem que também carrega sua cota de dor) e Leila, irmã de Diana e Sándor. Leila é uma personagem que desperta muito o nosso instinto protetor. Foi lindo ver o quanto ela progrediu nessa história. Foi lindo vê-la renascer das cinzas.

- Mais uma vez agradeço a Carlita pelo privilégio de ler uma história dessa autora. :D Esse livro tão especial foi um presente dessa minha amiga querida. Um presente muito valioso, flor, não só por ser um livro da Florencia Bonelli, mas sim porque foi um presente que você me deu. Assim como guardo o livro do Kamal com tanto carinho por ter sido um presente da Moniquita. Além de eles serem preciosos por si só, são valiosos porque são partes de vocês. :)

- Queridos, vocês sabem o quanto eu amo músicas, não é? Acho que são minha segunda paixão (a primeira são os livros.rsrs…), seguida de perto por novelas e filmes. E várias músicas invadiram minha mente durante a leitura dessa história. Entre elas: Só Hoje – Jota Quest, Solitario y Solo – Alejandro Fernandez, No Me Compares – Alejandro Sanz (versão que ele canta com a Ivete Sangalo), Cama e Mesa (regravação cantada pelo Tiaguinho) e claro, a música deles: Please Remember. Entre elas eu escolhi colocar aqui a Cama e Mesa e Please Remember, ok? Mas eu recomendo todas essas. E a Problemas da Ana Carolina também. Ontem numa conversa com as meninas (Carlita e Moniquita) a Moniquita comentou que essa música também lembra a história desse casal. E é verdade. Além de ser uma música linda, também é uma recomendação para vocês ouvirem lendo essa história. :)

Please Remember (só que a letra está em espanhol. Mas a música é em inglês.rsrs... Só que eu quis colocar a letra em espanhol, que é a que está no vídeo)

El tiempo…
A veces simplemente
Se nos va de las manos…
Y tu estás en el ayer.
Junto a los recuerdos.

Yo…
Siempre pensaré en ti y sonreiré. 
Y seré feliz por el tiempo…
Que te tuve junto a mi.

A pesar de que nos vamos
Por caminos separados…
No olvidaré, nunca olvidaré…
Los recuerdos que creamos.

Por favor recuerda,
Por favor recuerda…
Que yo estaba allí para ti…
Y tu estaba allí…
Para mi…
Por favor recuerda…
Nuestros momentos juntos.
El tiempo era nuestro
Y éramos salvajes…
Y libres.

Por favor recuerda, 
Por favor recuerdame. 

Adiós…
No hay una palabra más triste.
Y es triste alejarse,
Solo con los recuerdos. 
Quién puede saber lo que podría haber pasado?
Dejarémos atrás una vida,
Un momento…
Nunca lo sabrémos. 

Y como reímos y sonreímos…
Y como este mundo era tuyo e mío…
Y como ningún sueño estaba fuera del alcance…
Yo estaba para ti, tu estabas para mí…
Tomábamos cada día y lo hacíamos brillar…
Escribimos nuestros nombres en el cielo…
Andábamos tan rapido, tan libremente… 
Te tenía a ti, tu me tenías a mi. 
Por favor recuerda… 


Cama e Mesa

Eu quero ser sua canção, eu quero ser seu tom
Me esfregar na sua boca, ser o seu batom
O sabonete que te alisa embaixo do chuveiro
A toalha que desliza no seu corpo inteiro
Eu quero ser seu travesseiro e ter a noite inteira
Pra te beijar durante o tempo que você dormir
Eu quero ser o sol que entra no seu quarto adentro
Te acordar devagarinho, te fazer sorrir

Quero estar na maciez do toque dos seus dedos
E entrar na intimidade desses seus segredos
Quero ser a coisa boa, liberada ou proibida
Tudo em sua vida

Eu quero que você me dê o que você quiser
Quero te dar tudo que um homem dá pra uma mulher
E além de todo esse carinho que você me faz
Fico imaginando coisas, quero sempre mais

Você é o doce que eu mais gosto
Meu café completo, a bebida preferida e o prato predileto
Eu como e bebo do melhor e não tenho hora certa
De manhã, de tarde, à noite, não faço dieta

Esse amor que alimenta minha fantasia
É meu sonho, minha festa, é minha alegria
A comida mais gostosa, o perfume e a bebida
Tudo em minha vida

Todo homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe, o que dá e recebe

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher
Ele faz desse amor sua vida
A comida, a bebida, na justa medida


E a minha amiga Moniquita pediu que eu também colocasse para vocês a letra da música Problemas. Então, segue abaixo a letra. Prestem atenção ainda mais no trecho em destaque, que é especial para o casal. :) Me fez pensar muito em algo importante que acontece com eles. Sim. O Eliah mudaria seus sonhos, para continuar com a Mat (suspiros...). Ele abriria mão de qualquer sonho, de qualquer coisa por ela...


Problemas


Qualquer distância entre nós
Virou um abismo sem fim
Quando estranhei sua voz
Eu te procurei em mim
Ninguém vai resolver
Problemas de nós dois

Se tá tão difícil agora
Se um minuto a mais demora . .
Nem olhando assim mais perto
Consigo ver porque tá tudo tão incerto.

Será que foi alguma coisa que eu falei ?
Ou algo que fiz que te roubou de mim ?
Sempre que eu encontro uma saída
Você muda de sonho e mexe na minha vida

O meu amor conhece cada gesto seu
Palavras que o seu olhar só diz pro meu
Se pra você a guerra está perdida
Olha que eu mudo os meus sonhos,
Pra ficar na sua vida!

Se tá tão difícil agora
Se um minuto á mais demora . .
Nem olhando assim mais perto
Consigo ver porque tá tudo tão incerto.

Será que foi alguma coisa que eu falei ?
Ou algo que fiz que te roubou de mim ?
Sempre que eu encontro uma saída
Você muda de sonho e mexe na minha vida

O meu amor conhece cada gesto seu
Palavras que o seu olhar só diz pro meu
Se pra você a guerra está perdida
Olha que eu mudo os meus sonhos,
Pra ficar na sua vida!


Bjs e até breve! :)

Topo