12 de dezembro de 2014

Uma Nova Chance (Parte I) - Hillary Lancaster (novidades para 2015)





Alix Shulman tem tudo o que qualquer pessoa desejaria para si: fama, dinheiro, uma excelente profissão e reconhecimento além dos limites de Edimburgo.

Aos 23 anos é uma mulher atraente, perspicaz e determinada e faz da empresa onde trabalha o lugar mais invejado por outras revistas. Sua ambição e ceticismo a tornam ainda mais notável, ainda que as pessoas a sua volta, principalmente Sétmy, a alertem para os prazeres da vida. Afinal, como alguém pode ser feliz apenas com riquezas materiais? Ainda que falem e repitam, Alix não se importa. Ela é feliz e tem uma força e autoconfiança inabaláveis. Para ela, seu trabalho a satisfaz mais do que qualquer outra coisa. Mas seus colegas de trabalho não pensam o mesmo dela; ela trata todos com desdém. Alix não precisa deles; é o que pensa. Mas será que um dia viria a precisar? De qualquer um deles? E sua chefe? Por que ela deixa Alix no controle de tudo mesmo sabendo como se comporta? E por que Alix não pensa em mais nada para ocupar seu tempo que não o trabalho já que tem tanto para si? Ela não se faz essas perguntas, mas certos acontecimentos farão com que muito mais que esses simples questionamentos lhe venham atormentar.

E no rumo da vida, Alix aprenderá que existem muito mais coisas com que se importar antes que o essencial lhe seja percebido tarde demais. E antes que perceba, Alix estará envolta em teias invisíveis e marcantes de sua própria vida que ela vai entender – por mais incompreensível que seja – que não pode controlar. 

E enquanto tempo e destino brigam e a devoram, Alix vai lutar contra o sentimento dentro dela mesma e fugir daquilo que ela mais teme.



- Posso dizer, com toda a sinceridade, que um dos meus principais motivos para resolver apostar nesta história, é esta sinopse. Depois de lê-la, senti que despertava em mim uma necessidade de conhecer esta história mais profundamente, de saber o que se passou com a Alix para torná-la uma pessoa assim e para fazê-la se fechar no trabalho e trancar a porta para que ninguém tivesse a oportunidade de se aproximar. Quero conhecer a Alix... sua vida. Sua história. E descobrir qual é esta nova chance que será dada... e a quem será dada. Espero que não seja tarde demais para nada na vida desta mocinha, que ela possa agarrar as chances que a vida ainda está disposta a lhe dar... porque sou fã dos finais felizes e penso, ainda que eu não a conheça, que ela merece seu final feliz. Como todos nós. :)

Uma Nova Chance me promete algo... desde que tive contato com sua sinopse pela primeira vez. Tenho por esta história a mesma sensação que costumo ter antes de ler certos livros especiais que já encontrei em meu caminho. Livros que me marcaram e que nunca esquecerei.  Espero estar certa, espero que esta história venha invadir minha vida e ficar. Estou mais do que ansiosa para ter a oportunidade de ler este livro! :D

Uma Nova Chance é o primeiro livro escrito por Hillary Lancaster, uma autora nacional que acredita que sonhos podem se realizar, sobretudo se lutamos para que eles se realizem. Algo no que, eu creio, todos deveríamos acreditar... O lançamento do livro está previsto para início de 2015 e será publicado pela Editora Deuses. 

Gostariam de conhecer um pouco mais da Hillary? Ela aceitou falar um pouquinho mais de si mesma, seus gostos e o que Uma Nova Chance representa para ela. Hillary, muito obrigada por dividir um pouco mais de você com a gente! E desejo desde já que você faça muito sucesso e realize seus sonhos! Que esta seja a primeira de muitas e lindas histórias! 


Você sempre gostou de escrever?

Antes mesmo de existir! (risos) Desde os sete anos, rabiscava poesias, frases e pequenos textos nas capas dos cadernos e apostilas e qualquer coisa era motivo para escrever. Sempre foi como se as palavras possuíssem uma magia que me atraísse a desenhá-las.

O que a fez escrever este livro? Houve algo que a inspirou, um livro, uma música, alguém...?

Não há um motivo; simplesmente eu precisava escrevê-la. Veio de forma espontânea demais, natural demais. Foi como se ela estivesse adormecida há muito tempo, apenas esperando a hora certa de despertar. Tudo surgiu de forma simples e fácil, a história criou vida própria em minhas mãos.

O que este livro significa para você?

Esse Livro significa que sonhos são reais e sempre há esperança e força em si mesma. Ele é parte de mim, parte da minha essência, e representa uma magia que quase todos os seres humanos parecem ter esquecido existir. É uma história que exprime verdade e pureza, crueldade e mentira; esse livro representa para mim as várias faces humanas. Para mim é mais que apenas um livro; ele representa fé, persistência e luta e acima disso: ele me faz sentir orgulho do reflexo que vejo todas as manhãs quando encaro o espelho.  

Como está sendo o processo de produção da história?

 Minha nossa! Está sendo... maluco! Quero dizer, para mim isso tudo ainda é meio surreal, porque até algum tempo atrás isso estava nos meus sonhos maiores e agora... ele está criando vida “diante de meus olhos”. Para mim está sendo um processo de assimilação dupla, porque ao mesmo tempo em que estou louca para pegá-lo nas mãos, fico imaginando se estou realmente acordada. Mas é um momento incrível e acredito que todas as histórias vão ter essa sensação de “primeiro livro”. Quanto a segunda parte,  já está pronta, então vocês não vão sofrer muito para esperar a continuação de “Uma Nova Chance”.  E acreditem, está bem emocionante.

Quase todos os livros que leio, de uma forma ou de outra, me ensinam lições que jamais esquecerei... Poderia dizer uma lição que você queira ensinar através da sua história... algum tema de reflexão? 

“Uma Nova Chance” é uma história que carrega várias lições, porque é uma trama que envolve vários personagens em muitas perspectivas. Mas há algo que eu quis mostrar que era exatamente: não é porque desejamos algo, que aquilo deve ser tudo em nossas vidas. Há mais e muito a ser visto e escutado, tocado e vivenciado, e não podemos nos dar ao luxo de perder isso. Quero que quando vocês lerem essa história, que vivenciem e sintam cada emoção e sentimento que experimentei enquanto escrevia; que a leitura os leve para longe de tudo por aquele breve momento e que seja um instante único. Só quero que as pessoas enxerguem que não é tarde para ir em frente com aquele sonho que muitas guardaram no fundo mais mórbido de seus corações e que estamos tendo chances a todo o momento, mas que precisamos viver e aproveitar para poder agarrá-las. E que nunca, jamais, é tarde demais.

Cite:

Um livro preferido...

Isso é MUITO difícil; não tem como escolher só um, porque todos são especiais. Mas... Trilogia de Tinta, Cemitério dos Livros Esquecidos, Sherlock Holmes, Alice no País das Maravilhas... Todos!

Uma música preferida...

Crazy – Aerosmith e Guardian – Alanis Morissette

Um filme...

Avatar; Frozen; Enrolados; Entrevista com o Vampiro...

Uma frase...

São muitas, mas uma das melhores é: “Deem-me um pedaço de papel e um instrumento para escrever, e eu mudarei o mundo” – Friedrich Nietzsche


P.S. “Uma Nova Chance; Parte I” é uma história onde a própria escrita transmite a personalidade das personagens e dessa forma, molda cada uma delas. Ao longo da narrativa, você percebe a evolução nítida delas.


Que tal dar uma olhadinha no Book Trailer? Eu adorei! 



Quer entrar em contato com a Hillary? Basta acessar um dos links abaixo (ou todos eles!rs):


5 de dezembro de 2014

Votos Forçados - Lynne Graham


(Título Original: A Vow Of Obligation
Tradutora: Ingrid Guimarães
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)

Casamentos Ordenados 3/3

Ela arrumava a cama dele. Mas agora iria ajudá-lo a desarrumá-la!

Com o intuito de salvar a reputação de uma amiga de trabalho, Tawny tinha como missão roubar o laptop de Navarre Cazier. Porém, ao ser pega em flagrante, seu rosto ficou mais vermelho do que suas madeixas ruivas. Não havia dúvidas de que seria demitida sumariamente. Mas Cazier a surpreendeu com uma proposta inusitada... Fingir ser sua noiva a fim de cessar as intermináveis fofocas acerca de sua vida. 

Seduzir mulheres ricas sempre fora uma tarefa fácil para ele, mas convencer Tawny a colocar sua aliança se tornara mais do que um desafio!



Palavras de uma leitora...


- "Ela arrumava a cama dele. Mas agora iria ajudá-lo a desarrumá-la!" Lendo isso eu penso: ainda bem que não escolho as histórias baseada puramente em sinopses. Porque se escolhesse... passaria a quilômetros de distância do livro após ler a frase acima. E assim perderia a oportunidade de ler uma história incrível, que tornou o meu dia muito mais leve e divertido. E sim. Ainda estou absurdamente chocada com isso. Afinal de contas, não tinha mais a menor esperança de amar algum livro desta trilogia, que me frustrou desde o princípio. Por conta disso, fiquei totalmente surpresa ao me pegar grudada ao livro, rindo como uma boba com o humor fascinante da Tawny e deliciada com os gestos românticos e irresistíveis do MEU Navarre. Sim! Ele já entrou direto para a lista dos meus mocinhos! :D

"Uma batida soou na porta.
- Atenda. - disse a ela. 
-Diga por favor - respondeu, desafiando-o. - Você está me pagando, mas ainda pode ser educado.

Não acreditou naquilo.
- Sou muito bem educado.
- Não, não é... Já vi como trata sua equipe. Faça isso, faça aquilo... Por que ainda não fez isso? Por favor e obrigado não constam...
- Abra a maldita porta! - disse, perdendo a paciência.
- Não é apenas rude, é também ameaçador - declarou Tawny, indo abri-la."

- Tawny sabia que estava numa terrível encrenca. E realmente isso era tudo que ela mais precisava na sua vida, naquele momento. Disso não tinha dúvidas! Mas ela não era do tipo que se lamentava por conta dos problemas. Se a vida lhe dava limões, ela os espremia e tomava azedo mesmo, para depois fazer piada sobre o assunto. Afinal de contas, a vida era curta demais para tanto estresse e drama. E não seria porque estava prestes a ser demitida e presa que ela iria entrar em pânico. E muito menos deixar de se divertir às custas do francês lindo e mal humorado, que seguia fascinando-a mesmo depois da frase "Vou chamar a polícia." Talvez ela fosse meio louca, conclusão a qual Navarre já chegara, mas a verdade é que não era o tipo de pessoa que acreditava que não existia saída para os problemas. Era corajosa, independente, bem humorada e louca o suficiente para saber que a saída existia... embora não fosse possível vê-la... ainda. 

" - Não me responda - advertiu-a enquanto Jacques entrava, curioso ao ouvir aquela última frase.
- É um alvo muito tentador - disse Tawny.
- Controle a tentação. Se não puder fazer o que mandam, não será de grande serventia.
- Por acaso ouço um chicote estalar acima da minha cabeça? - Ela olhou para cima."

- Em toda sua vida, Navarre jamais encontrara uma mulher como Tawny. Embora tivesse chegado à conclusão de que ela certamente não jogava com o baralho todo, havia algo nela que o prendia. Que o fazia admirá-la e desejar passar mais tempo com ela, ainda que soubesse que ela era uma ladra e uma mercenária, cuja lealdade possuía um preço. No entanto, nada disso o impedia de ficar mais e mais atraído conforme ia conhecendo-a e de desejar, em seu íntimo, que em toda aquela farsa que construíram juntos, existisse um fundo de verdade...

- Tawny, que nunca antes tinha tido realmente uma amiga, ficara tocada quando Julie, a recepcionista do hotel no qual ela trabalhava como camareira para completar sua renda, oferecera sua amizade sem pedir nada em troca e ainda por cima a ajudara no momento em que ela mais necessitava. E quando a amiga, desesperada, lhe pedira para entrar no quarto de Navarre e pegar seu laptop "emprestado" para que pudesse apagar umas fotos comprometedoras, Tawny soube que precisava fazê-lo... porque possuía uma dívida com a amiga e não podia lhe virar as costas quando ela mais precisava. Além disso, depois do que Julie lhe contara, Navarre havia caído muito em seu conceito e merecia uma pequena lição, para deixar de ser tão depravado ao ponto de tirar fotos nuas de uma mulher e depois se recusar a apagá-las, mesmo após ela implorar para que ele o fizesse. No final das contas, ele pedira por aquilo e tal constatação aliviava sua consciência. 

Só que após ser pega em flagrante e de perceber o quanto havia sido estúpida por acreditar numa amizade que havia sido falsa desde o início, Tawny sentiu que recebia mais um golpe em sua vida. Só que não era o tipo de pessoa que simplesmente desistia. Se a vida lhe derrubava, ela se erguia novamente, levantava a cabeça e seguia em frente... sempre. E, ao ouvir a proposta que Navarre lhe fazia, em troca de não mandá-la para a cadeia, ela acabou por perceber que realmente existiam males que vinham para o bem...

Tudo que Tawny necessitaria fazer, para não ser presa, seria fingir ser noiva de Navarre durante um curto período de tempo. Um emprego pelo qual seria muito bem paga e que permitiria que ela continuasse pagando as despesas da avó, que era sua motivação para arranjar aquele trabalho como camareira. Ela sabia que era muito mais fácil arrumar os quartos de um hotel do que trabalhar para Navarre, porém pela avó valia o sacrifício.rsrsrs... Ainda que fizesse parte do seu trabalho suportar as constantes demonstrações de afeto que seu "noivo" recebia de uma mulher, cujo anel de noivado no dedo de Tawny não inibia...

"Uma noiva de verdade, refletiu ironicamente, teria vontade de atirar nela e enterrá-la ali mesmo."

- Com o convívio, o que era apenas uma atração intensa por parte dos dois, acaba por se transformar em algo muito mais profundo, que nenhum deles estava disposto a reconhecer. Era muito mais fácil levar aquele relacionamento como um jogo, um caso que logo chegaria ao fim... do que encarar as emoções tumultuantes que os invadiam e os faziam ansiar por algo que mais parecia uma ilusão. Eram de mundos diferentes. E Tawny era uma prova viva de que homens como ele jamais queriam algo sério com mulheres como ela. E não estava disposta a entregar seu coração para que o mesmo fosse feito em pedaços. Não. Não permitiria que tal coisa acontecesse. Mas uma coisa que ela ainda não sabia... é que o coração é muito desobediente e que quase sempre ama justamente quem não queremos amar... 

- Lembram do que eu disse sobre os dois livros anteriores serem carentes de emoção? Pois bem. Creio que toda a emoção que fugiu desses livros veio parar direto nesta história!rsrs... Porque uma coisa que realmente não faltou ao livro foi emoção, paixão, sentimentos. Eu comecei a leitura da história hoje e em pouquíssimo tempo já havia terminado. Lembro claramente de ter dito, ao virar a última página: "Já acabou? Não acredito!" E fiquei realmente decepcionada por conta disso.kkkkkk... Não queria que o livro acabasse. Por mim, todas as páginas que a autora usou para escrever a história das irmãs da Tawny, poderia ter usado para escrever a história dela e do Navarre. Porque 183 páginas é muito pouco! :( Embora a autora tenha talento o suficiente para conseguir escrever uma belíssima, e completa, história em poucas páginas, eu fiquei com um gostinho de quero mais... Simplesmente porque amei este casal e a história deles! E não queria de modo algum deixá-los. :( 

Eu estava com um humor terrível quando coloquei o livro na bolsa antes de sair de casa hoje. E fiquei ainda mais estressada depois de tomar um banho de chuva (risos), pois choveu tanto que o guarda-chuva não deu conta. Cheguei ao meu destino ensopada e morrendo de frio e peguei o livro acreditando que apenas me estressaria mais. No entanto, mesmo tendo certeza absoluta de que não existia a menor chance deste livro salvar a série, eu precisava me ocupar lendo algo, qualquer coisa, pois estava prestes a perder totalmente a minha paciência hoje.kkkkkkkkk... E o livro, para minha completa surpresa, conseguiu me fazer rir e até gargalhar em certos momentos, me encantando e fazendo o dia de repente ficar muito bonito. :) 

- A primeira coisa que notei ao iniciar a leitura deste livro, foi que o livro tinha muito mais ritmo, "fôlego" do que os outros livros da série e que a Tawny era meio doidinha, muito divertida e descontraída, do tipo de pessoa que sempre olha para a vida vendo o que de melhor ela tem a oferecer em vez de ficar pensando em coisas que a entristeçam. Não que ela não seja capaz de ficar triste ou chorar e na verdade ela chora em alguns momentos (embora tente esconder isso do Navarre), porém ela não se deixar abater pelas adversidades e logo recupera seu bom humor de novo. Ela é uma pessoa simples, da qual é impossível não gostar. Eu já a amava e desejava ser sua amiga muito antes de ser conquistada também pelo Navarre. Já considerava o livro maravilhoso por contar com uma mocinha incrível, criada com todo carinho e atenção pela autora. Uma mocinha que em momento algum me decepcionou. Muito pelo contrário! Quanto mais a conhecia, mais me surpreendia e a admirava. E claro que isso poderia significar um problema para o Navarre, já que eu me considerava protetora dela e estava disposta a esganar qualquer um que se atrevesse a magoá-la. Mas o Navarre foi feito sob medida para ela e também não me decepcionou. Pelo contrário! Me fez suspirar aqui com a maneira linda de amá-la e de tentar conquistar seu coração. Ele comete erros? Sim! Como todo ser humano. E não era muito experiente nos assuntos do coração, portanto não sabia bem como agir. Mas ele tenta. E reconhece quando está errado. Sabe pedir perdão e tentar novamente. Eu o achei totalmente digno de alguém como ela e a autora até fez eu me esquecer da minha frustração com os outros livros. Com Votos Forçados ela voltou a me encantar com uma história que ela soube transformar numa verdadeira joia. :) É Lynne Graham no seu melhor estilo!

"- De que maneira eu o atingi?
- De todas as maneiras que uma mulher pode atingir um homem. Primeiro no meu corpo, depois na mente e, finalmente, em meu coração"

- Eu poderia dizer muita coisa, mas não quero contar a história toda.rsrsrs... Tudo que eu disse é apenas o princípio. Certas coisas vão se passar entre o casal. Desentendimentos, brigas, momentos que me deixaram com o coração partido (que crueldade eles dois sabem colocar em suas palavras!)... Enfim... E ambos me encantaram com a maneira como conseguiam lidar com os problemas que haviam entre eles... e a Tawny me divertiu demais no final da história.kkkkkkk... Mas não posso seguir falando. :D Tenho que permitir que vocês conheçam o livro por si mesmos! E espero sinceramente que o amem tanto como eu amo!  :) 

- Vale mencionar que a Beatriz e o Sergios, protagonistas de Acordo no Altar, aparecem nesta história. E até possuem uma participação importante, que me fez gostar um pouco mais deles dois.rsrsrs... Zara também apareceu e Vitale foi apenas mencionado (pelo que pude perceber). Mas falando da participação da Zara... eu preferia que ela não tivesse aparecido.kkkkk... No segundo livro eu quis que ela aparecesse, mas me arrependi amargamente quando ela finalmente apareceu neste livro aqui. A autora não parece ser muito fã de sua própria personagem, sinceramente. Porque sempre tem que colocá-la como uma imbecil, incapaz de fazer algo certo. A Zara é sempre muito fraca e impulsiva e senti vontade de esganá-la quando ela não percebeu que ninguém a tinha chamado para se meter onde não devia. Ela devia ter seguido cuidando de sua própria vida! Sinceramente! Como ela me irritou naquele momento! Sei que ela não fez por mal, mas foi impossível não me irritar. Enfim...

- Dei 5 estrelas ao livro sem sequer pensar duas vezes! :D E uma coisa que não consigo entender é a classificação dele no Skoob. :( Desejo de Vingança possui uma média de 3.6 estrelas; Acordo no Altar possui uma média de 3.7 estrelas; e Votos Forçados, que é realmente o único livro que vale a pena nesta trilogia (na minha opinião, é claro!!!!) tem uma média de apenas 3.8 estrelas. E dos três é o menos favorito e desejado no Skoob. :( Até o epílogo do livro é completo, a mocinha tem toda a personalidade que faltou nas outras mocinhas, o mocinho é incrível como os outros nunca conseguiram ser e no entanto o livro não é tão querido. Bem... não importa! Ele tem todo o meu amor e proteção! Eu o amo muito e isso é suficiente. :) Apesar disso... vou seguir torcendo para que o livro seja muito conhecido por outros leitores e receba todo o amor que merece! :D

Trilogia Casamentos Ordenados

3º Votos Forçados

1 de dezembro de 2014

Acordo no Altar - Lynne Graham


(Título Original: A Deal at the Altar
Tradutora: Ana Resende
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)

Casamentos Ordenados 2/3


Ela fizera uma proposta indecente!

Sergios Demonides conseguira sobreviver à vida miserável nas ruas de Atenas e se tornara um poderoso bilionário. Ele pensava já ter vivido as experiências mais inusitadas, até o dia em que Beatriz Blake invadiu seu escritório e o pediu em casamento! Simples, orgulhosa e independente, Beatriz é bem diferente das mulheres glamourosas que costumam enfeitar a cama de Sergios. No entanto, ele não precisa de outro troféu, e sim de uma mãe para os filhos de seu falecido primo. Beatriz, a herdeira ignorada, e Sergios, o homem indomado, deverão chegar a um acordo pré-nupcial. Mas ela se esquece de ler as letras miúdas, e nelas está escrito que como marido e mulher também deverão dividir a mesma cama! 


Palavras de uma leitora... 


"- E o que acontece se eu me humilhar e ele recusar a oferta?
- Você terá que rezar para que ele diga sim - respondeu Monty Blake, recusando-se a perder as esperanças, - Afinal, apenas dessa maneira sua mãe continuará a viver com o conforto que tem há tantos anos.
- Eu tenho uma novidade para o senhor. A vida em uma cadeira de rodas não é confortável.
- E a vida sem segurança financeira será menos confortável ainda - devolveu o pai, determinado a ter a última palavra."

- Depois que sua irmã se envolvera num escândalo com Vitale Roccanti, pondo fim aos planos de Monty Blake, de ver sua linda filha casada com Sergios Demonides (o que garantiria a ele o negócio dos seus sonhos), Beatriz se viu de repente numa grande armadilha. O pai que nunca se preocupara com o fato de ela estar viva ou morta e que sempre fizera questão de não vê-la como filha, resolveu que caberia à ela salvar os negócios da família. E que a única maneira de ela fazer tal coisa seria pedindo Sergios em casamento. 

Beatriz jamais desfrutara dos privilégios que o dinheiro de seu pai poderia proporcionar. Sempre fora independente, aceitando sem reclamar o fato de que sempre seria invisível para um pai que só valorizava um filho quando via nele alguma forma de lucrar. Porém, ela não construíra uma carreira capaz de proporcionar à mãe o conforto que ela necessitava desde que sofrera um acidente que a deixara presa a uma cadeira de rodas. Emilia teve que suportar o desprezo do marido e o inevitável divórcio após o acidente. E como "gratidão" por ela ter aceitado o divórcio sem problemas, Monty Blake a presenteara com uma casa adaptada às necessidades dela... casa essa que ele nunca colocou no nome dela. E que agora ele pretendia usar para chantagear a filha e convencê-la a fazer exatamente o que ele queria. Caso contrário, ele colocaria a mãe dela na rua. Beatriz jamais desampararia sua mãe, mas era ciente de que não possuía condições financeiras para dar a ela o conforto ao qual ela se acostumara e que era o mínimo que poderia ter depois de todos os golpes que sofrera. Por esse motivo, aceitou fazer a vontade do pai, ainda que soubesse que estaria apenas se expondo ao ridículo. Afinal de contas, Sergios Demonides era bonito e rico o suficiente para ter a mulher que desejasse. Não necessitava de um acordo com Beatriz, no qual certamente sairia perdendo... ou não?

Quando Beatriz apareceu em seu escritório, Sergios já imaginava que ela tivesse ido até ali para interceder por seu pai. Só que jamais passara pela sua cabeça que a séria e reservada mulher, professora do ensino fundamental, seria capaz de ousar tanto ao ponto de pedi-lo em casamento. Nem em seus mais excêntricos sonhos isso era possível. E ele, que jamais ficava sem palavras por causa de ninguém, se viu realmente atordoado. Mas não demorou a perceber as vantagens que tal proposta lhe daria...

"Uma esposa como funcionária? Era um novo olhar sobre o papel tradicional que lhe agradava. Sempre um homem de negócios, ele rapidamente percebeu as vantagens de um arranjo como aquele. Uma esposa remunerada respeitaria os limites dele ao mesmo tempo em que se esforçaria em agradá-lo, pensou. Haveria pouco espaço para emoções confusas e desentendimentos em um acordo tão prático."

- Depois de um casamento desastroso, que ainda lhe provocava amargas lembranças, tudo que Sergios menos queria era voltar a se casar. Já conhecia bem os "prazeres" do casamento e de modo algum desejava prová-los novamente. Mas no momento em que se tornara responsável por três crianças pequenas, tudo mudara. Ele já não podia pensar apenas em si mesmo e sabia que após perder os pais de maneira tão brusca e trágica, tudo que aquelas crianças menos precisavam era da inconstância de um lar no qual só teriam contatos com babás ao longo de seu crescimento. Elas precisavam de uma mãe e ele não poderia negar-lhes isso. Por esse motivo, casar-se com Beatriz lhe pareceu um negócio bastante lucrativo...

... Mas, logo após o casamento, para Sergios já não parecia tão vantajoso aquele acordo e ele estava disposto a fazer o que fosse preciso para alterá-lo... 

" - Você é muito nervosa, Beatriz. E precisa de um homem como eu para aprender a relaxar. 
Bee ergueu-se ainda segurando a toalha.
- Não quero relaxar. Estou muito satisfeita do jeito que sou. 
Sergios soltou a respiração e falou:
- Se quiser, você pode engravidar. Nós já temos três crianças... que diferença faria mais uma?"

- Creio que ter esperanças no que se refere a esta série foi um grande erro. Esta história conseguiu ser ainda menos cativante do que a primeira. Não posso dizer que me decepcionei, pois na realidade eu não tinha muitas expectativas. Afinal de contas, já conhecia o casal através da história anterior. E nunca fui muito com a cara do Sergios.rsrs... Da Beatriz eu até gostava e dela sim eu esperava mais. Não a condeno por ter feito o que o pai queria, embora achasse que não era sua única alternativa.rsrsrs...  E na maior parte do livro, eu gostei dela. E ela ganhou minha admiração pela dignidade com que agiu num momento muito complicado, mas teve momentos nos quais achei que ela não teve personalidade e permitiu que o Sergios fizesse o que bem entendesse com ela e com o casamento deles. Além de ter realmente pensado em fazer algo que não queria, só para agradá-lo. Ela começou a deixar de pensar nela, deixar de valorizar-se para viver em função das vontades dele, para fazer com que sua vida girasse em função dele. E tive a sensação de que se o Sergios não tivesse tomado a decisão de mudar, ela aceitaria viver num casamento infeliz, só para não perdê-lo. Era como se ela levasse em consideração o que ele disse: 

"Vamos manter as coisas desse jeito. Eu digo a você o que quero, e você trata de cumprir."

- Ao que parece, ela tinha a intenção de obedecê-lo. Porque até quando se manifestava contra, era de uma maneira pouco determinada, convincente. Enfim... 

O Sergios eu já considerava um egoísta desde o primeiro livro, quando o conheci através da Zara. Ele me passava a ideia de uma pessoa que não enxergava nada além de si mesmo e que estava disposto a fazer o que fosse preciso, e a magoar quem necessitasse magoar, para realizar seus desejos e estar sempre satisfeito. O remorso dele sobre o casamento anterior não me convenceu. E o pouco que ele falou sobre a relação com a primeira esposa foi o bastante para confirmar a ideia que eu tinha sobre ele. Seu passado triste não me comoveu, pois ele era calculista o suficiente para saber exatamente o que fazia e não era seu passado que influenciava nisso. A relação dele com as crianças apenas contribuiu para me fazer detestá-lo ainda mais. Claro que reconheço que ele tentou mudar, ser mais presente na vida das crianças. Só que mais uma vez ele estava pensando só nele. Nos seus interesses. E até quando tentou salvar o casamento, foi pensando nele mesmo. Então... nada significou. Ele não me convenceu. Terminei a leitura sem acreditar nem por um segundo no grande amor dele pela Beatriz. 

Mas o pior de tudo não foi o Sergios. E sim a falta de emoção que há nesta história. Não existe no livro nem metade da intensidade que costuma existir nas histórias da minha autora. Nenhum personagem salva o livro, e muito menos o casal. Não dá para enxergar emoção por parte de nenhum deles e livros "vazios" não me agradam. Não quero ler só palavras escritas num papel. Quero emoção, paixão, intensidade nas histórias. Algo que passou bem longe deste livro...

- Vale mencionar que a Zara e o Vitale nem sequer apareceram nesta história.rsrs... A terceira irmã, filha de um relacionamento extraconjugal, fez uma breve aparição na qual não deu para perceber nada sobre ela. Mas a Zara e o Vitale, que eu esperava realmente ver, nem compareceram ao casamento. 


Trilogia Casamentos Ordenados

2º Acordo no Altar (Beatriz e Sergios)
3º Votos Forçados (Tawny e Navarre)

15 de novembro de 2014

E Foi Assim... - Fernanda Brum


O que fazer quando você é golpeado pela vida de uma forma muito cruel?

De repente, a família dos sonhos se encontra em pedaços, e relacionamentos cada vez mais conturbados passam a compor a música do seu coração. E, quando menos se espera, seus maus hábitos - antes raros, usados para diversão ou para fuga - tornam-se vícios arraigados.

Será que há alguma solução para recuperar alguém desacreditado da vida? Algo que não produza somente um efeito anestésico?

Há alguma decisão a ser tomada para que, de fato, as marcas mais profundas e doloridas se transformem em música para os ouvidos, a ponto de uma pessoa passar a ser como um "bom perfume" - exalando paz, cura e fé para quem a seguir?

Neste livro, a cantora e pastora Fernanda Brum, expõe, sem rodeios, as próprias experiências de vida para que você saiba que a resposta para as perguntas acima é "Sim". 


Palavras de uma leitora...


"Eu caí num buraco negro, como se estivesse sendo puxada para baixo com todas as minhas lembranças, como um filme rodado ao contrário, como um álbum de fotografias passado em velocidade máxima diante dos meus olhos, de traz para frente."


- Quando eu era menina, por iniciativa própria entrei numa igreja. Foi num momento muito difícil da minha vida. Naquele mesmo ano eu tinha perdido aquela que eu considerava minha mãe, a avó que me criara desde que eu era uma bebê. Quem tanto me tinha amado. Quem me ensinara a me importar com as outras pessoas, a nunca pensar só em mim mesma. Perdê-la foi um golpe e tanto. Que até hoje não superei. Eu já tinha ouvido falar de Deus antes (através da minha avó) e naquele ano não estava muito feliz com Ele. Muito pelo contrário! Ele me tinha tirado o chão e me deixara por conta própria. Eu não queria que minha avó fosse a estrela que mais brilhasse no céu. Não. Eu queria que ela fizesse chocolate quente para mim e sentasse ao meu lado para assistir nossas novelas. Eu estava com o meu coração de menina todo feito em pedaços. Mas naquele ano de tantas perdas e mudanças, uma noite, enquanto andava pela rua, passei em frente a uma igreja. Eu ia passar direto. Estava com minha irmã e um primo. Tínhamos que comprar algo e voltar. Sem pausas no caminho. Mas eu parei. Porque a música que vinha lá de dentro era tão linda que quando o rapaz que estava na porta da igreja me convidou para entrar, eu entrei. Não. Não fiz parte daquela igreja. Só estive lá uma vez. Mas aquela música me atingiu... abriu uma porta. 

Tempos depois, passei a frequentar uma igreja com minha mãe. E uma das minhas melhores lembranças daquela época são as músicas da Fernanda Brum. As letras falavam sempre o que eu precisava ouvir, ou o que queria dizer para Deus e não era capaz. Na época, eu não tinha nenhum CD dela e nada sabia de internet. Pegava o CD Quebrantado Coração emprestado e ficava ouvindo, repetindo várias vezes as mesmas músicas. Copiava as músicas num caderno e quando não estava com o CD, tentava cantar, pois precisava dessas músicas. Ele é por Mim, Marcas, Espírito Santo, O Amor que Cura, Lembranças de Jesus marcaram minha vida e eu acredito que de alguma forma, através delas, Deus foi fechando minhas feridas, que até então sangravam. E tem sido assim desde então... As canções dela são canções que curam, que fazem as lágrimas que tanto precisamos derrabar em certos momentos, rolarem. Vem me Consolar, Em Tua Presença, Cura-me, Coração que Sangra, e tantas outras... 

Eu conhecia a minha própria dor. E amava ouvir as canções dela, assistir os DVD`s... Sabia o bem que me causavam. O quanto eram capazes de me aproximar de Deus e me lavar por dentro, cicatrizar... E da vida da Fernanda Brum eu só conhecia a dor com relação aos filhos que ela perdeu. Seis gestações. Apenas dois bebês nasceram. Mas eu não conhecia tão profundamente esses momentos. Essa parte tão triste da vida dela. Não tinha nem noção do quanto ela sofreu na vida, do quanto perdeu... do tanto que a magoaram... do quanto duvidaram dela, dos momentos em que ela tentou sufocar a dor da sua vida com o álcool. Eu a via como alguém que compreendia a dor das outras pessoas e curava o sofrimento delas através das suas canções. A conhecia como alguém que viveu por duas vezes o milagre de dar à luz, embora muitos achassem já praticamente impossível. A conhecia como alguém que me ajudou muito através de suas músicas. Somente ao ler "E foi assim..." eu pude conhecê-la como pessoa. Uma pessoa normal, com qualidades e defeitos, com momentos de sofrimento e vitórias. Alguém que até mesmo quando tocava os corações das pessoas com suas palavras, estava vivendo uma intensa angústia, pedindo a Deus socorro. Suplicando que Ele se lembrasse dela. 

"No ano de 2001 muitas coisas ainda aconteceriam. Eu não tinha a menor ideia do quanto aprenderia a chorar, do quanto a vida ainda me quebraria. Eu era de ferro, não chorava, não me lamentava, seguia a passos firmes. Destemida, nunca percebi as muralhas que pulei, os desertos que atravessei, e durante muito tempo me considerei um soldado calçado com botas de couro, mas com bolhas de sangue nos pés. Um dia teria que tirar as botas e tratar as feridas do caminho."

- Neste livro, a Fernanda Brum nos conta um pouco da sua história. Da sua vida. Desde o princípio, desde a sua infância. Ela decide dividir com a gente um pedaço grande dela, falando de seus erros e acertos, dos momentos nos quais tentou se anestesiar, se afastar de tudo. Fingir que não sentia. Fingir que não se importava. Fala do período em que esteve afastada da casa de Deus. Não me parece que algum dia ela tenha estado afastada de Deus. Pelo que pude conhecer dela através deste livro, diria que ela apenas viveu um período de tanta dor, de tanta mágoa, que apenas se afastou do caminho que conhecia. Do seu caminho. Mas jamais esteve longe de Deus. Nem mesmo quando esteve prestes a se deixar destruir pelo álcool. 

"Rasgada ao meio é uma outra palavra que pode expressar, um pouco, a situação em que eu me encontrava. Eu estava congelada por fora, fazendo um bom papel diante da família, mas emocionalmente não tinha mais por onde sangrar."

- Apesar do fato de ela geralmente descrever certos momentos de dor de maneira "leve", com um toque de humor, existem momentos nos quais ela coloca toda sua alma nas palavras, lembrando de tantos momentos tristes que ela viveu e que a fizeram até mesmo deixar de acreditar que existiria amor neste mundo para ela. Ao voltar para o seu caminho, ela decidiu dedicar-se de corpo e alma a Deus, à missão que ela acreditava possuir. O amor não fazia parte dos seus planos. Depois de tantas decepções e traições, não queria voltar a entregar seu coração. Ele estava fechado. Protegido contra novos sofrimentos. Mas acontece...rsrsrs... que um certo alguém já tinha cruzado o seu caminho algumas vezes. Apesar de em nenhuma dessas vezes eles terem se apresentado, ela o notou o suficiente para se lembrar de que o tinha encontrado naquele, naquele e naquele outro momento.kkkkkk... A história dela com o Emerson é linda. Foi uma das melhores partes do livro. Uma das partes mais emocionantes. Saber como eles se apaixonaram, como começaram a fazer parte um da vida do outro... tudo que enfrentaram para se casar, para construir tudo do nada... e as perdas. O quanto perderam. O quanto sofreram cada vez que ela perdia um novo bebê. E como não desistiram de acreditar em Deus. De confiar nEle. Como passaram por aquela dor sem perder a fé e o amor. 

"Os dias piores ainda viriam, e eu não tinha a menor ideia disso. Como sempre, eu me mantinha alheia a tudo, dormente, para não quebrar, não fragilizar meu coração."

"Emerson e eu nos abraçamos em nosso banheiro e choramos alto. O medo estava em nossos olhos."

- Ler este livro foi uma experiência única. Eu queria conhecer um pouco mais desta cantora, compositora, pastora e missionária incrível, que eu tanto admiro. E ao ler a história a dela, eu pude perceber que ela tanto compreendia da dor humana porque tinha sentido tudo na própria pele, porque passou por momentos que muitos não suportariam passar. Ao assistir o DVD "Cura-me", por exemplo, eu nunca poderia imaginar o que ela estava vivendo enquanto cantava, sorria e falava de Deus. O que ela estava enfrentando naquele mesmo dia, durante a gravação do DVD. O medo que sentia enquanto subia naquele palco... no lugar dela eu nunca teria a mesma força. A mesma fé. De modo algum. 

- Foram incríveis os momentos que passei ao lado deste livro. O tanto que absorvi dele, o tanto que aprendi e me emocionei. Porque não é possível ler certas partes sem se emocionar. Ficar indiferente é totalmente impossível. Não dá.

"Enquanto costurava, me derramei aos pés do meu Senhor dizendo: 'Meu Jesus, somos só nós dois agora. O Senhor me conhece e sabe o que eu tenho contigo. Se não queres mais me dar filhos, fecha a minha madre. Eu não quero mais filhos da minha carne, pela minha vontade; quero gerar segundo o seu sonho. Se o Senhor tiver alguém aí no céu para me confiar, por favor, Jesus, eis-me aqui!' Chorei sobre as cortinas por muitas horas... aflita, derrotada. Levantei-me resignada. Eu precisava reagir, seguir, não podia passar a vida sobre aquelas cortinas. E mais uma vez coloquei meus pés ensanguentados nas botinas da vida, amarrei bem amarrado e não quis mais olhar."

- Recomendo este livro para todos aqueles que quiserem conhecer um pouco mais da Fernanda Brum, da sua história. E, sobretudo, recomendo para aqueles que acreditam. Se você não acredita em certas coisas, espirituais, não acredito que vá gostar do livro, que vá sentir por ele o mesmo que eu senti. No entanto, creio que mesmo assim você deveria dar uma chance ao livro. Apenas uma chance. Uma oportunidade dele te atingir como me atingiu. :)

Lembre-se: não é uma ficção. Não é uma história criada por nenhum escritor de romances ou algo do gênero. É uma história real. Uma autobiografia. Contada de maneira simples, pessoal. Por alguém que abriu a sua vida, sua alma, seu coração... suas lembranças. 

Em Tua Presença

Ele Escolheu os Cravos

Espírito Santo

Dá-me Filhos


- O prefácio deste livro é escrito pela Eyshila, melhor amiga da Fernanda Brum. Quem canta ao lado dela músicas belíssimas sobre amizade, no CD Amigas vol. 1 e vol. 2. 


Vou te Levar

Canção para minha Amiga
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