9 de julho de 2018

Joia da Coroa - Lynne Graham



“Uma esposa virtuosa é mais valiosa do que os rubis…”

O sheik Raja al-Somari está ciente de que seu dever é sacrificar a própria liberdade pelo bem do país que governa. Porém, ele terá de utilizar táticas mais amenas para conquistar sua noiva… De um dia para o outro Ruby Sommerton deixou de ser uma garota comum, do tipo que fofocava todas as noites com sua companheira de apartamento, e se tornou uma princesa. Agora, ela aguarda ansiosamente pela chegada de seu príncipe dentro de um dos quartos do palácio no deserto. Ruby tem muito a aprender sobre etiqueta real. E ainda mais sobre as noites quentes na companhia de seu marido…



Palavras de uma leitora...



- A última vez que li um livro da minha autora querida foi em outubro do ano passado. O motivo? Já li tudo o que foi publicado dela aqui no Brasil.kkkkkkkk... Até mesmo livros que não foram eu já li.rs O único que eu achava que ainda não conhecia era Joia da Coroa e foi muito bom descobrir isso, pois era a escolha perfeita para começar minha Maratona Romances de Banca

Eu estava preparada para me estressar. Para desejar matar o mocinho... Coisas que geralmente se passam quando lemos algo da Lynne Graham. Muitos de seus mocinhos (não todos, claro) são esganáveis. Cretinos que se fazem de surdos para não ouvir nada do que as mocinhas digam e as acusam de mil coisas que eles imaginam que elas fizeram. Ou seja, é para passar muita raiva. Todavia, nesta história eu encontrei um personagem maravilhoso, que me fez pensar em contos de fadas... Me senti muitíssimo bem enquanto acompanhava o romance entre Ruby e Rafa e estava realmente necessitando demais de uns momentos tranquilos. Precisava de sossego. De uma história leve para passar o tempo e tirar as preocupações da mente. Tenho sentido como se o peso do mundo estivesse sobre os meus ombros e tudo o que eu queria era me sentir bem. Só isso. E o livro foi perfeito. Uma delícia! 

"Seria possível que o futuro de todo um país estivesse nas mãos dela?"

Aos 21 anos, Ruby já tinha enfrentado problemas suficientes na vida para desconfiar de todos os homens e tentar levar a vida de maneira independente e sensata. Não deixando espaço para emoções que a confundissem e a fizessem cometer os mesmos erros que destruíram a vida de sua mãe. Não estava satisfeita com a rotina entediante que levava como recepcionista e sempre estava sem dinheiro para o lazer, mas pelo menos conseguia pagar suas contas. Com o tempo, tudo melhoraria. 

E não foi sem choque que ela recebeu uma visita extremamente inesperada de um homem ligado ao seu passado... como filha de um rei de um país pequeno e distante, parte do mundo oriental. Durante a vida inteira sua família paterna tinha preferido ignorar a sua existência, já que ela era fruto do primeiro e malsucedido casamento de seu pai e tivera o "azar" de não nascer homem. Agora, como o país enfrentava uma séria crise após a morte de todos os herdeiros do trono fosse na guerra ou num acidente de avião, ela passara a ser considerada valiosa. Porque apenas o seu casamento com o herdeiro do país vizinho poderia encerrar um conflito antigo e sangrento e possibilitar a tão sonhada paz para o povo de ambos os países.

"Em sua mente pairava o sofrimento de pessoas simples, cujas vidas tinham sido arruinadas pelo conflito."

Determinada a não se sacrificar por pessoas que nem procuraram saber se ela estava viva ou morta durante todos aqueles anos, que lhe viraram as costas quando sua mãe tentara uma reaproximação, ela se nega terminantemente a aceitar um casamento por conveniência com uma pessoa que nunca sequer tinha visto na vida. Mas Rafa conhecia suas próprias responsabilidades e não desistiria antes de fazê-la entender que era a vida de milhares de pessoas que estava em jogo. 

"Nos últimos anos, vinha se queixando do marasmo que sua vida se tornara e, de repente, via-se confrontada pela verdade daquele velho ditado: Cuidado com o que deseja!"

- Como eu disse, este livro foi uma surpresa deliciosa. Eu amei os protagonistas desde o início. A mocinha com sua independência e jeito decidido, que sabia o que queria e não abaixava a cabeça para os outros só por eles serem mais "importantes". O mocinho com seu senso de dever, sua paciência e compreensão. Por mais que ele fosse um tanto reservado e o comportamento da mocinha o chocasse, pois era bem diferente das outras mulheres com as quais ele geralmente lidava, ele se importou com a mocinha desde o começo da relação deles. Ainda que as explosões dela o deixassem desnorteado, ele parava para pensar e entendia que realmente não estava fazendo as coisas da maneira correta, que ela precisava do apoio dele. E então procurava agir certo para não magoá-la. Eu o achei maravilhoso! O casamento poderia ser novo para a Ruby, mas era também para ele e acabam tendo que aprender juntos. 

"- Não me chame de 'esposa' de novo - resmungou Ruby, girando o anel no dedo, inquieta - Faz com que eu me sinta uma prisioneira."

- Embora tenha lutado bastante contra o casamento, pois era um absurdo, uma loucura, quando entende a situação do país no qual nasceu, quando percebe que muitas pessoas estavam sofrendo e que sem aquele casamento existia a possibilidade de estourar outro conflito entre aquele e o país do mocinho, ela acaba cedendo, não sem antes estabelecer algumas regras. Como, por exemplo, o fato de ser um casamento de fachada. Apenas no papel. Com prazo para acabar. Ela cumpriria sua obrigação e quando as coisas estivessem em paz, simplesmente entraria com o pedido de divórcio. Bem... ela foi ingênua, mas valeu a intenção.rsrs

- Mesmo tendo amado muito a Ruby, confesso que existiram momentos nos quais ela me estressou. Como quando se ofendeu por ele considerá-la sua esposa. O cara só faltava lhe oferecer a lua, a respeitava e queria vê-la feliz e a outra achava a palavra "esposa" algo ofensivo, inaceitável. É absurdo demais para minha cabeça.rsrs Afinal de contas, ela não foi obrigada. Tinha a opção de dizer não e permanecer firme. Ninguém a amarraria e levaria até o altar. Portanto, uma vez que era sua esposa seria infantilidade dar chiliques por coisas tão insignificantes. E, na verdade, o fato de ele a ver como esposa era o natural, certo? Porque ela era sua esposa, caramba!kkkkkkkk... Queria que ele a visse como o quê?! 

Isso não a torna uma protagonista desagradável. Apenas tinha seus defeitos e erros como qualquer pessoa. E uma coisa nela que a fez ganhar meu coração foi seu carinho por uma garotinha de 3 anos, que ela conheceu durante uma visita oficial ao orfanato. Por conta da guerra, muitas crianças perderam suas famílias e Leyla, que se mantinha distante de qualquer pessoa que visitasse o local, se apegou à Ruby. Ao ponto de ter uma crise de choro quando ela teve que ir embora. Isso fez com que a mocinha passasse a visitar o orfanato todos os dias e desejasse adotar a criança. Acabaram formando um laço. Eu amei a Leyla! Uma menininha carente de amor que escolheu aquela que seria sua mamãe. 

- É uma leitura que recomendo aos fãs da autora e quem gosta de histórias curtas e leves, com um toque de sensualidade (mas que não chega a ser erótico de modo algum) e a garantia de um final feliz. 



Com este livro eu abri a Maratona Romances de Banca, que consiste na leitura de pelo menos um livro de banca por mês, preenchendo os temas escolhidos. O tema de julho é Autora preferida. Em agosto trarei a resenha de um livro sobre Casamento em Crise. Aguarde! E se quiser participar basta escolher seu livro e lê-lo! :) 

Bjs!

7 de julho de 2018

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

(Editora: Abril Cultural
Edição de: 1982)

"Memórias Póstumas de Brás Cubas é um romance original desde a dedicatória: "Ao primeiro verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver' e prossegue na idéia de um autor defunto que, para fugir ao tédio do túmulo, escreve suas memórias."



Palavras de uma leitora...


- Esta é a edição que eu tenho do livro. Adquirida em 2012, quando a instituição de ensino na qual eu fazia um curso de Enfermagem promoveu um incentivo à leitura. Você deixava um livro que não queria mais e poderia levar outro da sua escolha. Nem lembro qual livro eu troquei, mas fiquei muito feliz ao ter em minhas mãos esse exemplar tão bonito. Fiquei completamente apaixonada. E tenho muitos ciúmes dele. Não empresto. Além de ser raro, uma edição de 1982, está bem conservado. Parece que a pessoa cuidou com todo o carinho antes de abrir mão dele. Nunca tive um exemplar antigo que estivesse tão "novo". 

Quem acompanha o blog sabe que me apaixonei pela escrita do Machado de Assis ao conhecer seus contos. Embora eu tivesse esse exemplar de Memórias Póstumas de Brás Cubas/Dom Casmurro, foi somente no ano passado, ao comprar Contos Escolhidos, uma reunião de diversos contos do autor, que fiquei completamente envolvida por ele e desejando ler os seus romances. Foi nesse momento que despertei para os seus livros.rs

- Minha primeira aposta foi o tão famoso Dom Casmurro, de 1899/1900, que até os dias atuais causa tantos debates, estudos e polêmicas. Afinal de contas, Capitu traiu ou não traiu o Bentinho?! Vocês podem conferir minha opinião acessando a resenha aqui. Acabou se tornando uma das minhas histórias preferidas da vida, ainda que eu tenha desejado matar o Bento e o considere parte da escória do mundo. Um lixo. Um dos piores vermes. Sim, penso muito bem do personagem.rs

Eu deveria ter iniciado a leitura de Memórias Póstumas de Brás Cubas em junho, pois ele preenchia o Desafio Mensal e o Desafio Literatura Nacional. Todavia, foi impossível. Somente no dia 1º deste mês dei o pontapé inicial na leitura e apenas nos dias 05 e 06 eu consegui de fato lê-lo. Levei dois dias para concluí-lo, o que me surpreende considerando o quanto a história é arrastada. Tudo acontece lentamente. Sabe aquilo de "devagar quase parando"? É bem assim.kkkkkk... E se você pensa que o autor não tinha consciência disso te digo que ele fez de propósito. 

"Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; [...] Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; [...]"

- E quem é o autor destas memórias? Brás Cubas, claro! Não seria o Machado de Assis.rsrs A originalidade desta narrativa não me era desconhecida, pois ouvi falar imenso da história quando estava no colégio, muitos anos atrás. Lembro que nas provas perdia um tempo fascinada com os trechos selecionados em cima dos quais trabalharíamos. Eu lia e relia, muito envolvida mesmo. Mas te digo que se eu tivesse me deixado levar pelo fascínio que tais trechos despertavam, com tão pouca idade, provavelmente teria odiado este livro. Aquela, definitivamente, não era a época certa para lê-lo. Não seria capaz de compreender nada. Porque é um livro "difícil". E entendo quem considere chato ou o pior livro que já leu (li alguns comentários do tipo). Realmente entendo porque, além de ser arrastado, o autor (Brás Cubas) viaja tanto em certos momentos que é necessária muita atenção para chegar ao núcleo do que ele quer dizer com tantas divagações. 

"Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte."

- Aos 64 anos de idade, Brás Cubas expirou vítima de uma pneumonia malcuidada. Foi em agosto de 1869. Ele culparia não a pneumonia em si, mas um bendito emplasto que o distraiu e o fez tratar a doença como se nada fosse. Estava concentrado demais em seu projeto para perder tempo com a própria saúde. Daí que acabou morrendo. 

Muito entendiado com a morte no túmulo, sem nada para fazer, resolveu escrever suas memórias. Um meio de passar o tempo. E sem saber se começava pelo início ou fim, acabou por nos mostrar como partiu para só então voltar no tempo... e nos apresentar a sua vida. Infância, adolescência, juventude, velhice. Sem muitos filtros. Tão bem expôs sua personalidade dúbia e cínica que não é surpreendente terminarmos a leitura detestando-o. Ele não me provocou nada de empatia. Está se tornando um hábito odiar os protagonistas do Machado de Assis (vide o que aconteceu quando conheci o Bento). São seres humanos normais, com qualidades e defeitos... muitos defeitos, na verdade. Mas são pessoas que podemos encontrar no nosso dia a dia. Um tipo que gostamos de ver longe. Quanto mais longe melhor. 

Ao iniciar por sua morte, o autor menciona que umas nove ou dez pessoas estavam presentes quando da sua partida. Entre elas, três mulheres. Sua irmã e sua sobrinha e... uma terceira mulher. Ele cria meio que um mistério em torno de sua identidade, mas não demora a "soltar" quem era a que padecia mais, que mais sofria por perdê-lo. Não seria spoiler algum dizer quem era a criatura. 

"De dois grandes namorados, de duas paixões sem freio, nada mais havia ali, vinte anos depois; havia apenas dois corações murchos, devastados pela vida e saciados dela, não sei se em igual dose, mas enfim saciados."

Não seria spoiler, mas não revelarei seu nome. Deixo que descubram lendo. Basta dizer que tal personagem foi importante na vida do autor, nosso detestado Brás Cubas, todavia, não tanto ao ponto de ter realmente lutado por ela. Foi o proibido que a tornou parte de sua vida. Foi o perigo que o fez querê-la durante tanto tempo. Não acredito em amor sincero de sua parte. Como uma música que ouço tocar em vários lugares eu diria que era mais um "amor falso". Conveniente por ser desafiador. Por representar uma aventura. Mas não digo também que sinto pena da tal mulher. Considero os dois farinha de um mesmo saco. Feitos um para outro, sem dúvida.rs Eram dois hipócritas. 

"De manhã, antes de do mingau, e de noite, antes da cama, pedia a Deus que me perdoasse assim como eu perdoava aos meus devedores; mas entre a manhã e a noite fazia uma grande maldade."

- Não é possível sequer gostar da criança que o nosso narrador personagem foi. Era um menino criado com bastante liberdade por um pai que achava "bonitinho" o seu comportamento deplorável. Que não achava errado ele agredir os escravos (a história se passa numa época em que a escravidão ainda existia) por não fazerem suas vontades e que estava sempre disposto a dar tudo o que o garoto quisesse. Enfim... Seu estrago começou ainda na infância. E a mãe, apesar de existir, via o marido como um herói, seu deus na Terra, e não fazia nada para corrigir a criança. De todos os parentes com os quais o personagem teve contato, apenas uma tia não tinha paciência para suas birras e lhe dava umas lições. Mas, como ele mesmo disse, quase não teve contato com essa tia. 

Há inclusive um episódio terrível, quando já adulto, o protagonista reencontra um antigo escravo, que recebeu a alforria de seu pai muitos anos antes, para revolta do nosso "querido" Brás. Ele reencontra essa pessoa num momento de violência, uma vez que seu ex-escravo, agora homem livre, espancava outro ser humano. Acontece que o Prudêncio (acho que era esse o nome dele) se sentia muito bem em ter seu próprio escravo, já que era livre. E descontava no pobre infeliz tudo o que tinha sofrido. Isso fez o Brás lembrar do que fazia com ele no passado e entender que ele fazia o mesmo como forma de vingança, mesmo que indireta. Achei simplesmente insuportável tal cena. 

"Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirta que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contrate dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos, a disfarçar os rasgões e os remendos [...] Mas, na morte, que diferença! que desabafo! [...] Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há platéia."

- Como eu disse, o defunto autor (ele diz que não é um autor defunto, mas sim um defunto autor) não filtra nada de sua própria personalidade. Uma vez que já está morto não há perigo algum em contar os seus defeitos, falar francamente do que foi ou deixou de ser. Expõe sua hipocrisia, seu interesse, sua inveja, cobiça, seu cinismo, embora algumas vezes tente se defender, por um instinto natural. É difícil gostar dele. Bem fácil desprezá-lo. 

Fazendo uma análise de toda a leitura, não posso dizer que existiram muitos personagens dos quais eu tenha gostado. A "querida" do Brás Cubas caminha lado a lado com ele pela minha antipatia. O Quincas Borba é tão perturbado que nem mesmo pena eu consegui sentir. Sei que o autor (Machado de Assis) tem um livro publicado com esse título, mas não sei se fala do mesmo personagem, uma vez que a história do Quincas Borba tem um ponto final neste livro. Enfim... Mas duas personagens chegaram a despertar minha compaixão e aumentaram minha raiva pelo protagonista. Uma delas foi a pobre Eugênia. Jovem muito inocente que se apaixonou pela pessoa errada, mesmo sabendo disso. O fim dela me deixou revoltada. A outra personagem foi a Dona Plácida. O passado dessa mulher foi muito triste. Sem muita opção, como meio de sobrevivência, ela aceitou fazer parte de algo que reprovava e caiu bem na lábia do Brás. Chegou a se apegar a ele, vendo como um filho. Mas o muito egoísta só agia por interesse. Sempre. Não considero bondade alguma o que ele fez por ela. Tudo era baseado no seu amor próprio, que era o único amor capaz de sentir. Mas essa senhora... a vida foi injusta demais com ela. E seu fim também me partiu o coração. 

"Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."

Memórias Póstumas de Brás Cubas é um livro "diferente", mas que em síntese nos apresenta as memórias de um protagonista, suposto autor do livro, que após morrer resolveu escrever como passatempo. Através de suas palavras conhecemos um pouco da vida de outros personagens (lembrando que é tudo do ponto de vista dele, o que não é confiável), de pessoas que cruzaram seu caminho, umas permanecendo atá o fim outra seguindo viagem também. Tem uma narrativa difícil, mas eu já estou acostumada com os livros do Machado de Assis, então, depois das primeiras páginas tudo acaba fluindo naturalmente. Todavia, pode sim ser considerado cansativo, entediante. Eu não achei. Gostei bastante, até. Só não fui com a cara da maioria dos personagens.rs

4 de julho de 2018

Tudo o que li... em junho/2018



- Olá, queridos!

Como ocorre desde abril deste ano, junho foi mais um mês no qual não consegui assistir nada. Nem sequer um filme. :( É algo muito triste, pois sinto falta das minhas séries amadas, especialmente de Lei e Ordem - SVU, cuja 19ª temporada ainda não consegui terminar de ver. Enfim... 

Em junho consegui ler 5 livros, restando pendente a leitura do clássico Memórias Póstumas de Brás Cubas, que faz parte do Desafio Mensal e Desafio Literatura Nacional e que comecei a ler somente no atual mês.rs

- O Morro dos Ventos Uivantes foi relido para o projeto Leitura Coletiva. Várias blogueiras se uniram para colocar em prática esse desafio e cada momento foi delicioso! A leitura durou quatro semanas encerrando em 10/06. E se vocês pensam que acabou estão muito enganados! Vem mais leitura coletiva por aí! Já começamos a nos organizar e ainda este mês publicarei o post sobre o novo livro escolhido e como será feita a inscrição daqueles que quiserem ler com a gente. :D 




As Filhas da Noiva foi minha leitura da parceria com a editora Harlequin. Como sou fã incondicional da Susan Mallery, assim que recebi o livro larguei tudo o que estava lendo e mergulhei nesta história. Foi maravilhoso! Amei demais! Já se tornou um dos meus livros preferidos do ano. 

Falando em histórias apaixonantes, também dei muita sorte com a leitura de Segredos de uma Noite de Verão, livro escolhido tanto para o Desafio Mensal quanto para o Desafio 12 Meses Literários. É romance de época e é da Lisa Kleypas. Só podia ser uma experiência incrível, não é mesmo?! :) Já estou louca para continuar lendo a série!




La Magia de Tu Ser foi minha última leitura do mês passado. Era para ter sido lido em maio, mas como não consegui adiei para o mês seguinte. Faz parte do Desafio Mensal e foi o primeiro livro lido em espanhol este ano. As coisas estão tão corridas que pouco tenho treinado o meu espanhol e pretendo incluir mais leituras nesse idioma nos próximos meses. Eu tinha como hábito, algo que fazia parte do meu cotidiano, ler, assistir novelas, ouvir músicas, ver filmes em espanhol. Só que tudo está muito louco neste ano de 2018 e nem músicas, que eu não passava um só dia sem ouvir, estou conseguindo mais escutar. Não dá tempo, acredita?! Isso tem que parar! Preciso me organizar de um jeito a encaixar tudo de novo. 

Um Reino de Sonhos foi outro livro que li novamente. Minha primeira e inesquecível experiência com a história ocorreu em 2011, quando a Bertrand Brasil nem sonhava em publicá-la aqui. Agora que a editora finalmente criou juízo e trouxe essa maravilha para o país eu tive que reler! Seria impossível resistir! E tenho o meu exemplar belíssimo na estante. Judith McNaught é diva! Se fizer um top 5 de autoras mais amadas ela, sem sombra de dúvidas, estará entre elas. 


Essas foram minhas leituras de junho. Consegui manter o mesmo número de livros lidos em maio e isso já me deixa muito feliz. Para conferir as resenhas basta clicar aqui

3 de julho de 2018

La Magia de Tu Ser - Johanna Lindsey


4º Livro da Série Malory/Anderson

Amy Malory parece uma jovem tímida e recatada, mas é capaz de mostrar-se tão selvagem como o mais incorrigível de seus primos. Quando algo lhe interessa pode ser audaz e impiedosamente direta, sobretudo na hora de defender sua família. Aos dezoito anos, Amy se sente atraída pelo pretendente mais inapropriado: o atraente Warren Anderson, um capitão americano atormentado pela traição de uma amante infiel... Entre eles nascerá um romance capaz de reavivar as chamas de uma antiga inimizade entre as duas famílias. 



Palavras de uma leitora...



- Será que agora consigo ler a série em ordem?rs Conheci a saga dos Malory em 2013 quando li Amável Tirano, único publicado aqui no Brasil. Ele conta a história de Georgina e James e é o terceiro de uma série de 10 livros. Como sou fã da autora (vocês encontram várias resenhas de seus livros aqui no blog) e curti demais os personagens, o romance deles e suas respectivas famílias resolvi apostar nos outros. Assim, li Só Se Ama uma Vez (primeiro livro, edição de Portugal) e Terna e Rebelde (segundo livro, edição em espanhol) antes de mergulhar em La Magia de Tu Ser

Eu enrolei muito para começar a preparar esta resenha.rsrs Não sabia bem o que dizer. Estava em dúvida se tinha gostado ou não da história.kkkkkkk... Sério! E olha que iniciei a leitura acreditando que passaria ótimos momentos ao lado dos personagens, revendo o James, o Anthony e suas respectivas esposas... Todavia, embora marquem presença no livro quase todo nem eles foram capazes de fazer com que eu desse mais de 3 estrelas. E eu que pensava que o primeiro livro da série seria minha única decepção! 

- Aos dezessete anos de idade, faltando poucas semanas para os tão sonhados dezoito anos, Amy agarra com unhas e dentes sua oportunidade de conquistar o homem pelo qual se apaixonara seis meses antes, quando seu tio James casou-se com Georgina. Ao conhecer os irmãos de sua nova tia, os Anderson, ela sentiu-se imediatamente atraída pelo mais inadequado de todos e também o único que parecia sequer notar a sua existência. Enxergando-o como o homem de sua vida, aguardou impacientemente sua apresentação à sociedade, quando então deixaria de ser obrigada a vestir-se como uma menina, e o nascimento do primeiro filho de Georgina, o que faria os Anderson voltarem à Inglaterra. 

Ela sabia bem o que desejava. Não lhe importava que sua família não se desse bem com os Anderson e que o Warren chegasse a ser inimigo de seu tio. Não dava a mínima para o fato de ele ter deixado claro, quando ela deixou evidente o seu interesse, que jamais se envolveria com ela. Porque Amy tinha decidido que ele seria o seu esposo e faria até o impossível para levá-lo ao altar. Custasse o que custasse.

- Não vou me estender nesta resenha. Irei direto ao ponto.rsrs Embora o livro tenha uma pegada divertida, o que me fez gargalhar em alguns momentos e ficar com um sorriso no rosto ao acompanhar muitos dos diálogos, não foi possível me livrar da sensação de que muita coisa estava errada na história. Que o romance em si não estava acontecendo. E que os protagonistas pareciam coadjuvantes. 

Tecnicamente, a história é sobre Amy e Warren e não sobre os tios dela (Anthony e James) e os irmãos dele (Georgina, Drew e os demais), mas na prática a autora deu um destaque enorme ao Anthony e principalmente ao James e sua Georgina. E os protagonistas chegavam a sair de cena para que eles entrassem o que não foi legal, por mais que eu ame tais personagens. Eles têm suas próprias histórias então eu queria ver os protagonistas de La Magia de Tu Ser em destaque e não seus familiares. Porém, esses nem foram todos os problemas do livro para mim. Existiram piores.rs

Gente, o casal do livro em si não funcionou. Amy é uma mocinha divertida, determinada, muito à frente do seu tempo, mas também muito imatura, o que não é surpreendente considerando sua pouca idade. Mas me incomodou muito a forma como ela se jogava em cima do Warren. Como dizia coisas de maneira descarada, chegando a oferecer-se para ele levá-la para a cama quando bem entendesse. Perseguindo mesmo. Ela só faltou ficar nua na frente dele. O mocinho tem quase quarenta anos de idade e Amy nem dezoito fez ainda. E é ele que tem que ficar se controlando enquanto ela se oferece a cada oportunidade. Ela chega a chantagear, ameaçar. E se ele não faz o que ela quer, ela sai de noite, de madrugada para ser mais precisa, para ir atrás dele, pois talvez dessa vez consiga que ele a leve para a cama. Não interessa que o objetivo dela fosse casamento. A questão não é essa. O problema é a maneira ridícula como ela se comporta. Como se insinua, como dá em cima mesmo de um homem que mal conhece. Com o qual mal tinha falado. Só porque colocou na cabeça que estava apaixonada. Ela não é sedutora. Não está flertando simplesmente. O livro praticamente inteiro ela fica tentando que ele tire a roupa dela. Nem conseguia manter uma conversa normal. Saber mais sobre ele, sobre o homem em si ou fazer com que ele a conhecesse melhor, que enxergasse a pessoa por trás da garota estúpida. Quando tentavam conversar ela já vinha com coisas tipo "Vai me beijar? Posso te beijar?" E não parava nisso, não! Fazia de tudo para que ele não resistisse mais e a possuísse. Ele chega a deixar de visitar a irmã dele, pois a Amy estava hospedada lá. Deixa de passar momentos com a irmã e o sobrinho recém-nascido, numa tentativa de sair do caminho da garota, de fazê-la parar com aquele comportamento inaceitável. E eu fiquei pensando... se fosse o inverso? Se ele estivesse perseguindo ela? Ninguém acharia bonito. Porque a Amy persegue de verdade. Não estou exagerando. E coloca os dois em perigo, pois não está nem aí para o horário e os riscos. Não existe maneira de eu considerar as atitudes dela como aceitáveis. 

- O Warren não é um personagem de todo ruim. Apesar de se deixar manipular pela Amy, eu cheguei a ter pena dele pelo que tinha que suportar. O que realmente me incomodava no personagem era a maneira como ele não sabia resolver os próprios problemas. Não tinha muita atitude, sabe? E nem estou falando da relação dele com a mocinha, mas de outras situações do livro em que ele meio que seguia aquela música que diz "deixa a vida me levar".kkkkkkkk... Ele não encarava nada de frente. E não estou acostumada com esse tipo de mocinho. Prefiro aqueles que são decididos e não deixam a vida ao destino. 

- Dos quatro livros que li, amei dois (Terna e Rebelde e Amável Tirano) e me decepcionei com dois.rs Espero que as coisas melhorem daqui para frente. Não vou desistir da série. Não só porque amo a autora (embora tenha problemas com ela ao ler determinados livros com personagens cretinos), mas também porque sou apaixonada pela família Malory. Tenho toda a intenção de ler todos os livros da série. 


Segundo informações do blog Leituras & Devaneios, os livros que fazem parte dessa série, são:

Série Malory/Anderson & Associados

1-Love Only Once/ 1983 - Trad. Livre: Amar uma só vez (Só Se Ama Uma Vez - em português de Portugal)
Personagens: Regina Ashton & Nicholas Éden

2-Tender Rebel/ 1988 - Trad. Livre: Terna e Rebelde
Personagens: Anthony Malory e Roslynn Chadwick

3–Gentle Rogue/ 1990 - Amável Tirano (Editora Record/ 1994) 
Personagens: James Malory & Georgiana Anderson

4-The Magic of you / 1993 - Trad. Livre: A mágica de seu ser
Personagens: Amy Malory & Warren Anderson

5-Say you Love me/ 1996 - Trad. Livre: Diga que me ama
Personagens: Derek Malory & Kelsey Langton

6-The Present/ 1998 - Trad. Livre: O presente (mais conhecido como “O Marquês e a Cigana”) Este é um conto natalino, onde vislumbramos grande parte dos protagonistas dos livros anteriores, e também conhecemos a história do primeiro Marquês de Haverston Chistopher Malory, com sua cigana Anastasia.

7-A Loving Scoundrel/ 2004 - Trad. Livre: Adorável Safada
Personagens: Jeremy Malory & Danny

8-Captive of my desires/2006 - Trad. Livre: Cativo dos meus Desejos
Personagens: Drew Anderson & Gabrielle Brooks

9-No Choice But Seductions/2008 – Trad. Livre: Sem mais alternativa que a Sedução
Personagens: Boyd Anderson e Katey Tyler

10- Promised to a rogue (That perfect Someone)/2010

Personagens: Richard Allen & Julia Miller
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