18 de julho de 2020

Histórias de Amor - Rubem Fonseca

Literatura Brasileira
Editora: Companhia das Letras
Edição de: 1997
Páginas: 136


37ª leitura de 2020

Sinopse: O título romântico deste livro dificilmente enganará os leitores de Rubem Fonseca. São histórias de amor, certamente, mas sem o sentimentalismo convencional do gênero. Na ficção aguçada desse grande prosador brasileiro, amor e morte estão sempre presentes. Nestas histórias, de inquientante ambiguidade e humor ferino, um lado claro (humanidade, compaixão, ternura) e outro escuro (angústia, dor) se contrapõem em perturbadora harmonia.




Esta foi minha primeira experiência com as obras do Rubem Fonseca e posso dizer que já estou traumatizada.kkkkk...

Pela sinopse eu já sabia que não encontraria no livro uma coletânea de contos de amor, que de "histórias de amor" o livro não tinha nada.rs Mesmo assim, fiquei em choque, pois de modo algum esperava por personagens e histórias tão... tão... perturbadores.

São ao todo sete contos, sendo o último o mais longo. No primeiro, temos um homem sofrendo uma imensa dor pela iminente morte de seu ente querido, que esteve ao seu lado por quase duas décadas. Esta foi a única história do livro que pude considerar como realmente uma história de amor. Fiquei muito tocada pelo sofrimento do personagem e desejando que a morte não ocorresse, que algo impedisse aquela tristeza, aquele adeus tão definitivo.

Já o segundo conto nos causa um choque e uma revolta enormes. Nele temos uma víbora, uma mulher perversa e vingativa, que pede ao namorado que mate uma criança, porque ela quer fazer a mãe do menino sofrer. Conseguem acreditar em algo assim?! Eu quis entrar na história e acabar com essa desgraçada! Mandá-la para o inferno de onde ela não deveria ter saído!

No terceiro conto temos um pai que decidiu nunca voltar a se casar depois da morte de sua esposa e que mandou a única filha para um colégio interno, no qual ela poderia receber toda a educação e atenção que ele não poderia lhe dar. Ele ia com frequência visitá-la e quando ela se formou e cursou a faculdade, tudo o que ele quis foi que sua filha estivesse ao seu lado por um tempo e depois pudesse se casar e dar a ele o neto que tanto desejava. Este pai havia descoberto que tinha pouco tempo de vida. E queria passá-lo com sua única filha. Só que essa filha tinha planos muito diferentes para sua própria vida...

No quarto conto, um assassino de aluguel é contratado para matar uma mulher. Ele não sabia os motivos, não perguntara. Só deveria fazer seu trabalho e sumir. Nada de muito complicado. Só que... ao conseguir um emprego na casa dela e passar a conviver com aquela atormentada senhora, que estava sendo aterrorizada constantemente e se acreditava louca, ele começa a se sentir incomodado, pois em tudo ela o fazia recordar a mãe que gostaria de ter... É quando ele percebe que precisará tomar uma séria decisão...

No quinto conto dois amigos resolvem se casar, para a alegria de seus familiares que sempre desejaram vê-los juntos. A moça sempre foi apaixonada pelo amigo, já ele só a via como irmã. Após o casamento, mesmo passando a vê-la como mulher e de desejá-la, ele tem grandes dificuldades para fazer amor. O problema não é com outras, mas apenas com ela, o que o deixa bastante confuso e frustrado.

No sexto conto, dois detetives investigam o assassinato de uma adolescente que estudava e morava num colégio de freiras. Ela havia sido estrangulada e o assassino levara a medalha que ela carregava presa a uma corrente no pescoço. O detetive Guedes estava disposto a prosseguir com a investigação e ouvir testemunhas e suspeitos de maneira imparcial e profissional, mesmo que a morte de uma menina de doze anos fosse algo que mexesse com qualquer ser humano. Já o seu parceiro, detetive Leitão, um católico fanático, que julgava e condenava a todos conforme sua visão da religião e de Deus, via um suspeito já como culpado baseado em seus preconceitos e seu fanatismo. Não ouvia nenhuma opinião que fosse diferente da sua. E não tinha nenhum problema em abusar de sua autoridade, inclusive agindo com clara violência. Este conto se concentra no fanatismo religioso, na intolerância religiosa e na violência policial, e isso é mostrado de uma forma que nos provoca muita angústia. Ficamos mais do que chocados com a injustiça que é cometida, com toda a crueldade. Eu fiquei muito abalada.

O sétimo e último conto da coletânea traz um casal que se conheceu por acaso durante uma festa de Ano Novo. De início, sequer confessaram seus nomes verdadeiros. Após aquela noite, se encontravam em segredo, cheios de mistérios, amando o gosto de "proibido" daquela relação. Mas depois de alguns meses aquilo deixou de ser excitante e passaram a querer mais. E conforme começam a confessar seus segredos e descobrem que ambos são casados... percebem que precisam fazer alguma coisa para transformar aquele relacionamento em algo duradouro. Queriam ficar juntos, queriam se casar. O fato de já serem casados era realmente um problema...

Nunca imaginei que as histórias do Rubem Fonseca eram tão... intensas. Eu não estava preparada para tudo o que encontrei nestes contos, mas a leitura valeu a pena sim. A escrita dele é envolvente, quando começamos a ler não conseguimos parar, mesmo que as histórias nos provoquem certo incômodo. 



-> DLL 20: Um livro de contos


13 de julho de 2020

Flores para Algernon - Daniel Keyes

Literatura norte-americana
Título Original: Flowers for Algernon
Tradutora: Luisa Geisler
Editora: Aleph
Edição de: 2018
Páginas: 288

36ª leitura de 2020

Sinopse: Uma cirurgia revolucionária promete aumentar o QI do paciente. Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual severa, é selecionado para ser o primeiro humano a passar pelo procedimento. O experimento é um avanço científico sem precedentes, e a inteligência de Charlie aumenta tanto que ultrapassa a dos médicos que o planejaram. Entretanto, Charlie passa a ter novas percepções da realidade e começa a refletir sobre suas relações sociais e até o papel de sua existência. 
Delicado, profundo e comovente, Flores para Algernon é um clássico da literatura norte-americana. A obra venceu o prêmio Nebula e inspirou o filme Os Dois Mundos de Charlie, ganhador do Oscar de Melhor Ator, um musical na Broadwaye homenagens e referências em diversas mídias.




Eu tinha ouvido falar muito sobre este livro, mas de modo algum poderia imaginar que ele me marcaria tanto. Que me destroçaria. Que me faria pensar em tantas coisas...

Não sei como falar de tudo o que sinto, do quanto fui impactada pelo Charlie e a história dele. Como chorei até não ter mais forças. Quando nos colocamos no lugar deste protagonista sentimos sua dor em nossa pele, sentimos como se tudo aquilo estivesse acontecendo em nossa vida. E é simplesmente horrível. 

"[...] inteligência e educação sem doses de afeto humano não valem droga nenhuma."

Charlie Gordon é um homem de 32 anos com uma deficiência intelectual grave, que desde os 15 anos trabalhava como faxineiro na padaria de um amigo de seu tio. Muito esforçado, sonhava em aprender a ler e escrever, algo que nunca tinha conseguido, e por isso buscou se matricular em aulas especiais voltadas para adultos com problemas de aprendizado, que lutavam para aprender o máximo que pudessem. 

Inocente como uma criança, acreditava ter muitos amigos entre seus colegas de trabalho e não percebia o desprezo, a zombaria e os ataques deles, enxergando tudo como uma "brincadeira", incapaz de notar a maldade daqueles que tanto admirava e tinha como sua família. Não conseguia recordar o seu passado. Esquecia logo em seguida muito do que aprendia; em suas próprias palavras "não sabia pensar", não lembrava como tinha chegado naquela padaria na qual trabalhava há dezessete anos e nem quem eram os seus pais, se estavam vivos ou mortos, onde moravam... Nada. Seu passado era como uma página manchada, na qual todas as informações tinham sido cobertas com tinta. 

Por conta de seu esforço em aprender a ler e escrever, mesmo com inúmeras dificuldades, foi escolhido como o primeiro ser humano a ser submetido a uma cirurgia que prometia "tornar a pessoa inteligente". Os cientistas envolvidos no experimento viam que as vantagens, as chances de sucesso eram muito maiores que os riscos e tinham quase total confiança que daria certo. 

"Depois da operasão vou tentar ser esperto. Vou tentar com toda minha força."

Fascinado com a promessa de ser tão esperto quanto as outras pessoas e com isso fazer mais amizades, Charlie aceita ser usado naquela experiência, mesmo que também sentisse medo. A cirurgia acaba sendo um grande sucesso, possibilitando que ele vá muito além de simplesmente aprender a ler e escrever. Sua inteligência supera as expectativas. Quanto mais o tempo passa, mais inteligente, excepcional ele se torna, ao ponto de ser considerado um gênio. Mas... tudo na vida tem um preço. 

29 de junho de 2020

A Morte de Ivan Ilitch - Lev Tolstói


34ª leitura de 2020

Sinopse: Obra do escritor russo Liev Tolstói, publicada em 1886, retrata a história de um juiz de instrução bem posicionado socialmente que fica doente de uma hora para outra. Ao se confrontar com a morte, Ivan Ilitch começa a perceber o vazio de uma vida baseada em aparências. Sua percepção se amplia à medida que observa a reação à doença da família e dos colegas de trabalho, para quem ele havia se tornado um estorvo a ser evitado. A narrativa, célebre pela profundidade que atinge em menos de cem páginas, é um acerto de contas de Ivan Ilitch consigo mesmo, quando se vê na mais absoluta solidão. Considerada por muitos literatos a mais perfeita novela da literatura universal, A morte de Ivan Ilitch ganha versão em HQ pelas mãos do quadrinista Caeto (premiado por Memória de elefante), com base na tradução de Boris Schnaiderman.






Literatura Russa
Título Original: Smiert Ivana Ilitcha
Tradutor: Irineu Franco Perpetuo
Editora: Folha de São Paulo
Edição de: 2016
Páginas: 80
35ª leitura de 2020

Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura #4

Sinopse: Célebre por romances monumentais como Anna Kariênina e Guerra e paz, o conde russo Lev Nikoláievitch Tolstói era também um mestre da narrativa curta, como fica evidente em A morte de Ivan Ilitch, que Paulo Rónai considerava "a mais perfeita e a mais vigorosa" de todas as novelas. Tolstói utiliza a agonia de um jurista bem-sucedido para refletir sobre questões filosóficas como o sentido da vida e a inevitabilidade da morte, e sua opção por uma linguagem simples e direta não deve ser confundida com falta de elaboração literária. Na opinião de Vladímir Nabókov, "ninguém na década de 1880 escrevia assim na Rússia", e a novela pode ser vista como precursora do modernismo russo, mesclando "toques de fábula", uma "entonação terna e poética" e um "tenso monólogo mental", no qual Tolstói aplica a técnica de fluxo de consciência. Despojamento vocabular e sofisticação estilística se unem em uma narrativa profunda e poderosa.





Como eu tinha que ler uma HQ para o Desafio Literário Livreando 2020 e escolhi A Morte de Ivan Ilitch, decidi que eu poderia ler também o texto integral, pois nunca dou preferência para uma adaptação. Sempre prefiro o texto completo e me sentiria muito incomodada se ficasse só com a HQ, até porque eu tenho o livro físico e é uma história com menos de 100 páginas.

Ironicamente, levei quatro dias para terminar a leitura da HQ e poucas horas para ler o texto integral.kkkkkk Isso provavelmente se deve ao fato de eu não ter o hábito de apostar em histórias em quadrinhos e a leitura me causou certa estranheza; eu queria voltar ao meu "normal" e ficava abandonando o livro o tempo todo. Só avancei na leitura da HQ quando peguei o texto integral para ler. Só assim é que deu certo.rs

"A história pregressa da vida de Ivan Ilitch era a mais simples e corriqueira, e a mais terrível."

O livro nos traz a história de Ivan Ilitch, um juiz de quarenta e cinco anos que se vê, de repente, diante da morte. Ele sempre manteve o total controle da própria vida, batalhando para chegar onde desejava, para se ver rodeado de pessoas importantes, para se sentir parte de um círculo social que ele tanto admirava. Mesmo com altos e baixos, tinha chegado a alcançar parte do que tanto sonhara e vivia a "fachada" ideal. Até que... um gosto "estranho" na boca e uma dor na lateral da barriga começa a incomodá-lo.

O que, inicialmente, ainda não era uma dor intensa nem nada, começa a se agravar. E com isso vem o mau humor. Tudo o irritava, tudo o tirava do sério. Não conseguia mais se concentrar direito no trabalho ao qual tanto se dedicara por quase duas décadas... nem mesmo seu jogo preferido era capaz de acalmá-lo. A dor estava ficando insuportável. E o médico que ele consultara não deixara claro se o que tinha era grave, se era possível levá-lo à morte. Só que ele estava ficando tão mais debilitado com o passar dos dias, que passou a te certeza da morte, mesmo que isso o levasse ao completo desespero.

Consultar outros especialistas se transformou em necessidade. Precisava de uma segunda, terceira, quarta... quantas opiniões fossem! Até mesmo buscara um homeopata. Mas todos os tratamentos sugeridos (cada médico dizia uma coisa e passava um tratamento diferente) não provocaram nenhuma melhora. Ele sentia a morte cada vez mais perto... até mesmo podia vê-la. Ela parecia determinada a levá-lo. Não importava quantos médicos buscasse ou quais tratamentos seguisse... a sua hora havia chegado.

"Não existirei, e o que existirá? Nada existirá. E para onde vou quando não existir mais?"

Quando a história começa, Ivan Ilitch já está morto. Isso não é spoiler para ninguém. Está na primeira página. Seus "amigos" ficam sabendo do ocorrido através do jornal. E o que eles sentem? Tristeza pela morte do amigo querido? Não mesmo! Eles ficam um tanto empolgados... porque a morte de Ivan Ilitch representaria transferências e promoções. Alguém ficaria com o cargo dele, agora desocupado. E aquele que ficasse no lugar dele também deixaria uma posição anterior vaga... Então, tudo gira em torno disso entre os amigos do falecido. Ninguém ali gostava dele de verdade.

Algo semelhante também ocorre em sua casa. Ele não se casara por amor. Passara boa parte da sua vida ao lado de uma mulher que desprezava e que parecia nutrir sentimentos semelhantes por ele. Um casamento de conveniência que se transformou em completa frieza com o passar dos anos. Nem mesmo se respeitavam. Assim, ela não lamentou com sinceridade a perda. Pensava apenas no que conseguiria tirar do governo em razão da morte de seu marido. Sua filha mais velha estava prestes a se casar e começar a própria família e seu filho caçula era o único que parecia sentir de verdade a sua morte.

Esta leitura nos provoca angústia por conta da agonia do protagonista. Embora o livro comece por sua morte, nós somos levados de volta ao seu passado e o narrador vai nos contando sobre o curso de Direito, os primeiros anos como funcionário público até que Ivan chegasse a juiz de instrução, se casasse, tivesse filhos (alguns deles tendo morrido ainda na infância), as dificuldades financeiras e os anos bons. Mas em todo tempo percebemos: tudo o que ele construiu foi uma fachada, uma vida de aparências. Ele ambicionava fazer parte dos círculos mais altos da sociedade e tudo o que construiu foi para aparentar algo que nunca existiu, foi para satisfazer seu orgulho. E no fim foi tudo tão... vazio. Simplesmente isso: puro vazio.

"Chorava devido ao desamparo, à terrível solidão, à crueldade das pessoas, à crueldade de Deus, à ausência de Deus." 

A HQ é bem fiel ao livro original. Ela mantém toda a essência da história e as ilustrações são muito boas, embora eu sinta uma estranheza por não estar acostumada a ler histórias em quadrinhos. É algo que ainda preciso aprender.rs Todo sofrimento físico e emocional do protagonista fica evidente nas imagens e as partes mais importantes do texto integral foram preservadas. Eu gostei das duas leituras. Não é uma história arrebatadora, mas mexe com a gente, nos faz refletir sobre a vida e a morte... sobre o sentido de existir e o destino de todos nós. Sentimos compaixão pelo protagonista, por sua dor... pelo tormento emocional que ele vive ao perceber que está mesmo morrendo, que nada o que fizesse impediria o inevitável fim.

É uma história que sim, vale a pena ler. Não se tornou inesquecível, mas foi uma boa leitura.



-> DLL 20: HQ



25 de junho de 2020

A Falência - Júlia Lopes de Almeida

Literatura Brasileira
Editora: Penguin & Companhia das Letras
Edição de: 2019
Páginas: 304

33ª leitura de 2020
Sinopse: Ícone do modernismo brasileiro, Júlia Lopes de Almeida consegue oferecer um notável panorama das repercussões do boom do café no final do século XIX na formação da nascente burguesia urbana, e também retratar, com impecável maestria, os meandros de uma sociedade machista e hipócrita, em que subsistem as relações escravocratas e aprofundam-se as desigualdades sociais. Rio de Janeiro, 1891. Francisco Teodoro, um bem-sucedido e ambicioso comerciante de café, conhece Camila. Em busca de um casamento que traga estabilidade, ele não vê melhor opção que desposar tal jovem, bela e de boa e humilde família. Os filhos Mário, Rachel, Lia e Ruth crescem a olhos vistos, enquanto a empresa do pai continua a prosperar.Nem só de flores, contudo, vivem os Teodoro. Francisco, cada vez mais ganancioso, vê outros comerciantes se arriscando no trato com o café e decide fazer o mesmo. Afinal, é preciso aumentar o patrimônio familiar que Mário insiste em dilapidar. Camila, alheia aos movimentos econômicos e cada vez mais absorta em sua relação com o médico Gervásio, nada opina. Em um revés do destino, a fortuna da família acaba. Francisco Teodoro se suicida e todos, mãe e filhos, precisam aprender a lidar com a nova situação social.




A Falência é um livro sobre o qual ouvi falar pela primeira vez poucos anos atrás, quando começaram a surgir mais resenhas sobre a história por conta da cobrança do livro num determinado vestibular. É uma história que tinha "caído no esquecimento", apesar da autora ser considerada muito importante para a literatura brasileira.

Júlia Lopes de Almeida foi uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras e seu nome deveria constar entre os fundadores. Todavia, um pequeno (grande) detalhe a deixou de fora: o machismo da época. Pelo simples fato de ser mulher, seu nome foi excluído, pois os membros (todos homens) decidiram manter a Academia exclusivamente masculina. E no lugar de Júlia colocaram o marido dela. Revoltante, não é mesmo?!

Por conta de toda essa injustiça, que se tornou de conhecimento de boa parte dos leitores somente poucos anos atrás, é que desejei conhecer suas obras e quando a Jaqueline do canal Estante Alada propôs a leitura coletiva de A Falência, eu nem precisei pensar duas vezes. O livro simplesmente passou a frente de vários outros.rs

Talvez por isso eu tenha ficado um tanto decepcionada com a história. Gostei da leitura como um todo, mas senti falta de um "algo mais". Esperei muito do livro e como ele não conseguiu satisfazer todas as minhas expectativas, eu acabei me sentindo um pouco frustrada.
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