14 de julho de 2012

Série Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais



"No sistema judiciário criminal, crimes de caráter sexual são considerados especialmente hediondos. Na cidade de Nova Iorque, os dedicados detetives que investigam esses terríveis delitos são membros de um esquadrão de elite, conhecido como a Unidade de Vítimas Especiais. Estas são suas histórias."



- Antes de eu começar: todas as imagens que farão parte deste post foram retiradas ou do Wikipédia ou do Google Imagens. O trecho que coloquei logo depois da imagem acima foi retirado do Wikipédia.


- Este blog fala de livros. O que não é nenhuma novidade.rsrs... Mas eu não sou apenas uma leitora. Também assisto novelas (quando consigo), vejo filmes (quando posso.rsrsrs....) e assisto séries. No momento, não estou acompanhando nenhuma novela, infelizmente. E assisto filmes raramente. Mas existe uma série que sempre faço o possível para assistir. Ela se chama Law & Order: Special Victims Unit (Unidade de Vítimas Especiais). Desde que a assisti pela primeira vez, me apaixonei por ela.

- Para quem não conhece a série, ela é exibida atualmente na CNT e no Universal Channel. Na CNT passa dez e vinte da noite, mas tem vezes que o horário muda. No Universal Channel, é exibida às quatro horas da tarde. E dias de terça-feira, além de ser exibida nesse horário, passam mais três episódios seguidos a partir das oito horas da noite. Aí vai até onze horas da noite. Existem sábados que também passam três episódios seguidos, mas é a partir das sete horas da noite.

- É uma série policial. Passa o dia-a-dia de policiais que se dedicam a investigar crimes considerados hediondos: agressões e estupros contra mulheres, adolescentes, crianças, doentes mentais e/ou físicos. Investigam crimes sexuais contra homens também. Alguns crimes sexuais são seguidos por homicídios. Outros, não. Os principais detetives (que são meu motivo para continuar assistindo essa série.rsrs...) que investigam esses crimes são Elliot Stabler (Christopher Meloni) e Olívia Benson (Mariska Hargitay). 

- Mas antes de falar o que penso deles (que é o motivo principal para eu estar fazendo este post), vou dizer porque decidi fazer este post agora. 

- Hoje está passando Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais. Eu assisti o episódio das 19 horas. E foi um dos piores (no sentido de ser assustador, angustiante) episódios que já vi. Eu fiquei angustiada, temendo que algo saísse errado e a Olívia fosse prejudicada. Assim como me envolvo demais com os livros que leio, me envolvo demais com essa série, com o Elliot e a Olívia. Fico em agonia toda vez que eles se arriscam. Fico com medo de algo de grave acontecer com eles. E hoje foi o episódio mais angustiante, nesse sentido. O que a Olívia fez, a forma como ela colocou toda sua vida em risco por duas estranhas, duas pessoas que ela não conhecia, me fez tomar a decisão de fazer este post hoje. Eu já tinha pensado em falar da série, mas nunca tinha tido tempo e também achava que não combinava muito com o blog.rsrs... Mas eu já mencionei essa série aqui antes. Quando falei do livro Rede de Sedução - Penny Jordan. E talvez (não lembro) tenha falado também quando fiz a resenha de Identidade Roubada - Chevy Stevens (a protagonista do livro, Annie, gostava da série). Quando falei de Rede de Sedução, estava furiosa com a autora e com todas as outras autoras que colocavam estupros em seus livros e davam pouca importância (na minha opinião) ao fato. A forma como a protagonista de Rede de Sedução sofreu e o fato do estuprador ser o mocinho da história me deixou muito revoltada. Lembrei do sofrimento das vítimas que passam na série, lembrei do quanto a mocinha do livro sofreu e fiquei furiosa demais com a Penny Jordan (o que não foi suficiente para me fazer odiá-la. Sou fã da autora.rsrs...). Enfim...  

- Falo mais sobre o episódio de hoje, daqui a pouco. Agora vou falar dos meus queridos detetives. :D




- Elliot Stabler teve um passado difícil. Seu pai era policial e sabia ser agressivo quando queria. Houve uma vez em que seu pai lhe ajudou com uma maquete. Ela ficou linda, mas na manhã seguinte, o Elliot mudou uma árvore de lugar e o seu pai viu. Ele tirou zero no trabalho. Não porque mudou a árvore de lugar, mas sim porque não chegou a entregar o trabalho. Seu pai o destruiu. Simplesmente porque ele mudou a árvore de lugar. O Elliot, se me lembro bem do que ele disse, chorou por causa do que o pai fez e o pai pegou o cinto e bateu nele. Porque homens não choram. Só "bichinhas", segundo o pai dele. Elliot cresceu e também se transformou em policial. Não exatamente porque queria isso, mas sua namorada tinha ficado grávida e ele precisava de dinheiro. Gostei muito da relação entre ele e a esposa. Achava que eles eram loucos um pelo outro (embora quisesse que ele ficasse com a Olívia.rsrs...) e ele sempre foi um ótimo pai. Creio que ele e a esposa tiveram quatro ou cinco filhos. Mas fiquei furiosa com a esposa dele depois que ela o abandonou. Porque ele estava sempre cansado e irritado (pudera não estar! Ver casos de estupros, homicídios, sequestros, agressões contra inocentes e indefesos todo dia não é a coisa mais fácil do mundo.). A partir deste instante, ela ganhou meu desprezo e passei a torcer muito para ele ficar com a Olívia. A Olívia sim entendia o Elliot (são parceiros no trabalho), ela passava pelo que ele passava. Ela sabia o que era viver em função daquelas vítimas, fazer todo o possível para prender aqueles que as tinham machucado e que tinham destruído a maior parte delas. Eu queria muito que eles ficassem juntos. Ele era o melhor amigo da Olívia e também a entendia como ninguém. Infelizmente, ele saiu em 2011 da série. E entraram dois outros personagens, mas apesar de serem legais, não me cativaram. 

- O Elliot se envolve bastante com as vítimas, mas principalmente quando são crianças ou adolescentes. Porque ele também tem filhos e ele, já deu a entender em alguns episódios, faria qualquer coisa para protegê-los dos sádicos que ele prende. E os defenderia de qualquer maneira. O Elliot sempre tenta manter o controle, mas os criminosos parecem gostar de provocá-lo. Eles dão uma de psicólogos, psiquiatras quando estão sendo interrogados por ele. Alguns, sabem o suficiente sobre a vida dele para atormentar sua mente. Teve um sádico que o fez socar o armário de tanta raiva. O Elliot quase matou o cara quando o pegou em flagrante, quando o infeliz tentava violentar e matar mais uma criança. Foi graças a Olívia que ele não matou o cara. Ela atirou primeiro. Não para matar, mas para fazer o assassino soltar a vítima. 

- A sensibilidade do Elliot, o amor que ele passa a ter pelas vítimas, como se elas de fato fossem importantes para ele (e são), é o que me faz adorá-lo. Ele não é simplesmente um detetive fazendo o seu trabalho. Ele é humano. Teve um episódio no qual ele enfrentou seus fantasmas para pegar um estuprador que tinha pagado por seu crime e estava em liberdade. O cara tinha voltado a cometer o mesmo crime, mas não existiam provas contra ele. Então, o Elliot fingiu ser um estuprador em reabilitação e virou "amigo" do cara. Foi um episódio muito forte também e o Elliot também correu risco de vida. Nunca poderei esquecer esse personagem. O envolvimento que ele tinha com as vítimas, seu carinho por elas e nem a forma como ele parecia entender a Olívia. Ela também não o esqueceu. Precisou de uma pausa do trabalho para chorar pela saída dele. Quando eu soube que ele tinha saído para sempre, imediatamente pensei em não assistir os episódios nos quais ele não aparecia, mas a Olívia não saiu. Então, por causa dela, eu continuei vendo. 



- Olívia Benson também não tem uma história fácil. Ela é resultado de um estupro e esse é o motivo para ela ter entrado para a Unidade de Vítimas Especiais. Ela adora crianças, mas não consegue manter relacionamentos duradouros. Quer muito ser mãe, mas ao mesmo tempo tem medo de passar seus genes para outro ser humano. Ela tem medo do que pode se tornar e do que um filho dela poderia ser capaz. Será que seria um estuprador como seu pai? Um alcoólatra como sua mãe? (se não estiver muito enganada, a mãe dela é ou foi alcoólatra, mas não lembro bem). Olívia tem medo do seu próprio sangue, seu próprio DNA. 

- Fiquei admirada quando vi seus olhos se encherem de lágrimas pela primeira vez (o meu Elliot também já chorou por suas vítimas). Ainda não tinha visto o Elliot chorar e a sensibilidade dela também me tocou. Ela queria não só prender os criminosos, mas também salvar as vítimas. Um episódio que mexeu muito comigo foi quando uma garotinha (creio que ela se chamava Maria) ligou para a emergência e a emergência transferiu a ligação da criança para a Unidade de Vítimas Especiais. A menina estava trancada num quarto tinha dois dias, estava sem comer e sem beber, tinha sido vítima de estupro, tinha sido vendida pelo próprio primo para um canalha e estava com fome e com medo. A garotinha confiou na Olívia, mas quando tentavam rastrear o celular do qual ela tinha ligado, o sinal cada vez estava num lugar diferente. Começaram a achar que a criança mentia ou que talvez nem fosse uma criança! Mas a Olívia não desistiu. Ela ficou durante horas falando com a menina pelo telefone, ouvindo-a dizer palavras em espanhol e traduzindo-as, cantando para ela. Quando a menina disse que estava ficando cansada, a Olívia fez o possível para mantê-la falando. E apesar de ter perdido as esperanças de encontrar a criança com vida, ela não desistiu. E salvou a vida da menina. A criança já tinha sido enterrada... enterrada viva, mas a Olívia chegou a tempo de salvá-la. 

- Eu queria que ela ficasse com o Elliot, pois ela poderia ser feliz com ele. Os dois já tinham um laço, uma ligação que ia além da ligação entre parceiros de trabalho. Um daria a vida pelo outro. Se importavam um com o outro, mas não é uma série romântica.rsrs.. Acho que eu estava querendo demais da série.kkk...








- Já assisti outras séries policiais e adoro CSI, mas nenhuma série é tão emocional, tão humana quanto essa série, na minha opinião. Não é somente uma série de investigação criminal. Elliot, Olívia, as promotoras de justiça, os psiquiatras e os outros detetives da série, são humanos. Eles se envolvem, embora nenhum deles tanto quanto Elliot e Olívia.rsrs...





- Mas o que aconteceu no episódio que assisti hoje que me fez fazer este post? Spoiler!!!!!! Vai ser spoiler contar quase tudo o que se passou hoje embora o episódio não seja tão recente assim. 


Uma adolescente foi encontrada por um policial. Ela estava toda machucada e era evidente que tinha sido estuprada. Quando a Olívia se aproximou dela na ambulância, ela reagiu com violência gritando para ela deixá-la em paz. Era a primeira vez que eles tinham visto uma vítima atacar um policial. 

Durante a investigação, o tio da menina (que era suspeito) acabou revelando que a mãe da adolescente estava presa e era obrigada a fornecer certas coisas (ilegais) para um dos guardas. Quando ela decidiu parar, o guarda ficou furioso e resolveu descontar na filha da presidiária. A mãe da garota era constantemente humilhada e violentada na prisão, mas não existiam provas. Os resultados feitos na adolescente, que seriam provas contra o guarda, foram roubados. Qualquer prova contra ele, foi roubada. A palavra da mãe da adolescente não valia de nada. Afinal de contas, ela era uma condenada e não seria vista como vítima, dentro da série. Então, para ajudá-las Olívia decide colocar-se em risco. Com a permissão de seu chefe, ela se faz passar por uma criminosa e entra na penitenciária. Ela recebe conselhos do psiquiatra da Unidade de Vítimas Especiais e tem uma visão clara do que poderá enfrentar lá dentro, mesmo assim, segue adiante. O criminoso estava lá dentro. Era um guarda e ela precisava de provas contra ele. Outro detetive da Unidade de Vítimas Especiais (infelizmente não foi o Elliot, senão o canalha estaria morto depois de fazer o que fez com a Olívia.) também se infiltrou.

Logo que chegou lá a Olívia enfrentou humilhações. Foi agredida, assediada e finalmente... o pior: quase foi estuprada. Ela escapou por pouco. Muito pouco. 

Quando a cena começou. Quando a Olívia foi levada para o porão por aquele canalha, eu comecei a ficar muito nervosa.rsrs... Não sabia o que esperar. Morria de medo de acontecer com ela o que aconteceu com a mãe dela. Ela estava algemada e apesar de ser policial, não tinha muitas formas de se defender. Precisava ter as mãos livres. Ela começa a implorar e aí eu começo a gelar aqui. Estava implorando em pensamentos que não exagerassem na cena. Que ela não chegasse a ser estuprada. O desgraçado tira as algemas dela e ela bate nele, mas ele consegue pegá-la novamente e não tem pena de bater nela. Ela grita várias vezes durante aqueles minutos. O outro detetive que estava lá para protegê-la quase não chega a tempo. Ele chega no último instante e só aí nós conseguimos respirar novamente.rsrs... A cena é terrível por causa da angústia que sentimos. Eu sabia que ela não iria morrer, apesar do cara a ter ameaçado de morte, mas não podia ter certeza de que ela não seria estuprada. Foi assustador. Eu quis muito que o Elliot estivesse lá. Que ele a tivesse salvado.rsrs... O canalha que a machucou, que bateu nela e quase a estuprou não escaparia ileso. Provavelmente, morreria.

- A forma como esse episódio me abalou me fez escrever este post. Admiro demais Elliot e Olívia e não podia deixar de falar deles. Nunca gostei tanto de uma série como gosto dessa. Nunca admirei tanto personagens de séries como os admiro. Se algumas imagens que vi no Google Imagens forem uma dica, existem episódios em que Elliot e Olívia se envolvem amorosamente. Mas não posso ter certeza, pois não assisti esses episódios. Mas se eles existem, espero vê-los.rsrs... Iria amar isso! Queria muito que eles ficassem juntos! 


Bjs e até breve!

8 de julho de 2012

Lançamentos Harlequin - Julho (Candace Camp!)







- Olá, gente!


- Eu estou muito feliz! :) O motivo é que a Harlequin Books está lançando, no mês do meu aniversário, a tão esperada continuação da série Os Cupidos da maravilhosa, minha DIVA amada, Candace Camp!!!!!!! É ou não é um grande presente? Eu mal consigo acreditar!!!!! Estou louca para completar essa série! Para ter todos os livrinhos da série na minha casa, no cantinho deles. Saber que depois de tanto tempo esperando finalmente o terceiro livro está sendo lançado é maravilhoso! 




BODAS DE DESAFIOS - Candace Camp
Rainhas do Romance Histórico 14
Os Cupidos 3/4


Lady Calandra deveria ter pretendentes batendo a sua porta. Mas seu irmão super protetor, o duque de Rochford, conseguiu espantar todo cavalheiro adequado. 

Menos um: o misterioso conde de Bromwell. Mas quando os segredos sombrios sobre o duque e o conde vêm à tona, talvez seja tarde demais para Callie perceber que caiu direto numa armadilha...


- Vocês não tem ideia da felicidade que senti ao saber do lançamento desse livro. Eu prometi para mim mesma que iria ter todos os livros da Candace Camp já lançados no Brasil. E estou em busca deles.rsrs... A maior parte eu já tenho. E dos lançados, só não li ainda Escândalo (o que não demorará muito para ser corrigido.rsrs... Em breve irei lê-lo!). Li e resenhei Relação Perigosa, Audácia, Aposta no Amor, A Mansão dos Segredos, O Castelo das Sombras, A Casa das Máscaras, Indiscreta, Conquista. Esses eu tenho em livro. Guardados e protegidos.rsrs... Escândalo eu tenho mais ainda não li. Também já li Conquista do Amor, Mais Forte Que a Vingança (que está sendo lançado agora no Brasil como Bodas de Desafios), Doce Tentação (que é o quarto e último livro da série Os Cupidos e vai ser lançado no Brasil ainda). Os dois últimos eu li graças a uma tradução de fãs. Fez com que eu não morresse por causa da necessidade de conhecer a história da Francesca (do quarto livro), mas não é a mesma coisa de ter os livros em papel. Eu preciso deles. Com desespero! Graças a Deus, neste mês poderei ter o terceiro e espero que muito em breve, o quarto. Por favor, Harlequin! Não demore muito para lançar o quarto. Senão irei enlouquecer. Eu juro!kkkk...


Para saberem o que eu acho de todos os livros da Candace Camp que já li, basta clicar AQUI. Se você se interessou pela capa e sinopse do livro, se ele te chamou a atenção, mas você tem medo de comprar e se arrepender, saiba que eu garanto que você vai amar a história! Sim! Ela é maravilhosa, gente! Bodas de Desafios é um dos melhores livros da querida Candace, na minha opinião. O melhor livro da série Os Cupidos ainda vai ser lançado (logo, eu espero!), mas Bodas de Desafios é o segundo melhor da série. Você irá se apaixonar pela corajosa e atrevida lady Calandra e vai suspirar e sonhar acordada com o TDB conde de Bromwell! Eles formam um casal apaixonante! 

Eu gostaria de continuar falando muito sobre esse livro. Colocando em palavras tudo que estou sentindo por saber que ele está sendo lançado este mês, mas preciso falar dos outros lançamentos.rsrs... Só repito: leia esse livro! Aposte nele! Não irá se arrepender! :)




VOLÚPIA DO DESERTO - Marguerite Kaye
Harlequin Históricos 104
Príncipes do Deserto 2/2


Em Volúpia do Deserto, Famoso por sua inabalável honra, a postura de Jamil, um sheik de coração duro e mão de ferro, tem seu reino sob controle absoluto... menos sua filha. Mas a postura de Jamil em breve será testada, pois seus sentimentos por Lady Cassandra Armstrong, a nova governanta, estão muito longe de serem honráveis!


- Eu não sou muito fã de sheiks, mas a capa desse livro é cativante! rsrs... Dizer que a capa é linda ainda é pouco! É maravilhosa, sensacional! Dá vontade de ter o livro só por causa da capa.rsrs...




FRAGMENTOS DA PAIXÃO - Sarah Mallory
Harlequin Históricos 105


O marido de Felicity, o elegante major Nathan Carraway, desaparecera na Espanha. Sozinha, ela descobre um obscuro segredo por trás de seu turbulento casamento e foge para a Inglaterra. Cinco anos depois, Felicity é tirada para dançar por um homem bonito e perigoso. Mal sabe ela que está prestes a ficar frente a frente com Nathan, de volta para reivindicar a esposa fugitiva!


- A capa desse livro é bonita, embora não seja irresistível como a anterior, mas o que me cativou foi a sinopse. Fiquei muito interessada na história.




AMOR PARA DESPERTAR - Cara Colter
Harlequin Special 66


O playboy e magnata Joshua Cole não contava ser incomodado por uma babá sem graça e um bebê chorão em seu escritório ricamente mobiliado. Mas a criança em questão é seu sobrinho, então ele se prontifica a ajudar! Dannie Springer tem se escondido dentro de um sério uniforme de babá desde que seu coração foi partido. Porém, depois de algumas semanas convivendo com Joshua, ela começa a enxergar o verdadeiro homem, e não somente o executivo em ternos sofisticados. Em contrapartida, Joshua se vê dominado por um desejo íntimo de conhecer a verdadeira Dannie...


- É a capa desse livro que também me cativou.rsrs... Mas a sinopse também desperta nosso interesse. Um livro que pretendo ler. 




REGRA DE FAMÍLIA - Sarah Morgan
Harlequin Paixão 289
Maridos Italianos


Laurel Ferrara jamais saberia o que é um final feliz, pois ela mesma fracassara em realizar o seu. A partir do momento em que ela é convocada a retornar à Sicília, só de pensar em tudo o que a esperava começava a tremer de medo, a ordem viera de Cristiano Ferrara, um homem poderoso e também era o marido que Laurel não conseguia esquecer. A grande influência de Cristiano era mais do que suficiente para que ficasse bem clara a inquebrável regra da dinastia siciliana a qual ele pertencia: uma vez esposa de um Ferrara, sempre uma Ferrara...


- Eu já sei o que esperar dos livros dessa série. Me estresso com a maioria, mas ainda assim é uma das minhas séries preferidas (perdendo apenas para Rainhas do Romance Histórico - por causa da minha querida Candace Camp). Mesmo eu sabendo que os mocinhos quase sempre são uns estúpidos sem cérebro em funcionamento. Já imagino que o Cristiano seja assim (risos), mas estou curiosa para saber o que causou a separação do casal e como irão resolver seus problemas. Gosto de livros sobre crises no casamento. 



SOB A SOMBRA DO MARIDO - Sara Craven
Harlequin Paixão 290
Noivas Rebeldes


As estratégias de manipulação da poderosa família Manzini aprisionaram Elena Blake em um casamento de interesse. E o noivo, o conde Angelo Manzini, conhecido como o mais famoso mulherengo da Itália, está relutante. Sua noiva, aparentemente dócil, recusa-se a ser apenas uma mulher submissa. Agora, desafiado pela rebeldia de Elena, Angelo se vê obcecado pela vontade de possuí-la.


- Que título interessante, verdade?rsrs... Quem conhece a Sara Craven, sabe bem o que provavelmente vai encontrar nessa história. É um livro para ler sabendo que vai se estressar.rsrs...






DESPERTE COMIGO - Linda Howard
Rainhas do Romance 67



O acidente que deixou Blake temporariamente sem sentir as pernas também havia roubado sua vontade de viver. Seria necessário uma mulher cuja alma estivesse tão paralisada quanto a dele para trazê-lo de volta à vida. Dione Kelley era sua última chance... Ela sabia disso, e entendia o desafio que o caso dele apresentava. No entanto, o que ela não imaginava era que, ajudando Blake a superar a desilusão e recuperar as forças, ela pudesse expor as próprias dores e despertar a cura de si mesma…


- A primeira coisa que reparei nesse livro foi a capa. Ela chamou muito a minha atenção. Aí, vi o título que me "chamou" e quando li a sinopse soube que precisaria ler esse livro. Até onde me lembro, nunca li nada dessa autora e quero que esse seja o primeiro livro que irei ler dela. 


Observação: na compra de qualquer livro lançado neste mês, que tenha esse lacinho dourado na capa (pode reparar que todos os livros que citei neste post possuem esse lacinho) você encontra um código para baixar o seguinte ebook grátis:




NOIVA DE OCASIÃO - Liz Fielding

O sonho de toda garota é organizar a cerimônia de casamento perfeita sem precisar gastar um tostão sequer. Sylvie não pensa do mesmo modo. A mansão em que acontecerá o evento pertenceu aos seus antepassados, mas agora ela descobriu que o novo proprietário é ninguém menos do que Tom McFarlane, o pai de seu bebê. Mas parece que ele ainda não está sabendo dessa novidade…


2 de julho de 2012

Até o Fim - Julia James


(Título Original: Baby Of Shame
Tradutora: Marie Olivier
Editora: Harlequin)


Uma noite inesquecível de prazer. Rhianna lutou contra todas as dificuldades possíveis para sobreviver desde aquele dia. Mas ela sabe que o segredo que carrega, em breve, causará sérios problemas, pois o magnata grego Alexis Petrakis descobriu que aquela noite deu origem a algo maravilhoso.



Palavras de uma leitora...



"— Você precisa saber de uma coisa. Você come­teu um erro — embora a voz fosse suave, era de uma suavidade aterrorizante. — Um enorme erro... — fez uma pausa. — Não faço negócios na cama. Nunca. Portanto, embora você tenha sido realmente muito boa, você me usou para nada. Exceto, é claro — e agora a olhava de cima a baixo — para demonstrar sua... habilidade. Excelente, por sinal. — Fechou os olhos e depois abriu, lançando o mesmo olhar vítreo que cortava feito bisturi.— Você tem muito talento, Rhianna, mas deveria ter se contentado com o pagamento. Ficaria muito fe­liz em pagá-la. Na verdade... — Enfiou a mão no bol­so e pegou uma carteira de couro. Abriu-a. Várias notas de cinqüenta libras voaram em cima da cama. — Fique com o troco — disse baixinho."



- Lendo esse livro pude me lembrar claramente do motivo para estar evitando gregos, italianos e cia, apesar de gostar muito deles. É porque eles são uns estúpidos, sem cérebro (até têm cérebro. Só que não funciona.), que acreditam no que todo o mundo fala, e consideram verdade somente aquilo que querem considerar. Se a pessoa fala algo que eles não querem aceitar, eles sequer ouvem! Fazem das mocinhas o que querem. As tratam pior do que tratariam o próprio lixo. Pisam, pisam e pisam. E quando ficam cansados, sentam em cima. Realmente não era à toa que eu estava evitando esses trastes. 


- Faz tempo que estou prometendo ler este livro. Foi indicação de uma amiga querida e já faz mais de um ano que ela o indicou. Naquela época, eu só vivia lendo livros assim. Da Michelle Reid, Lynne Graham, Helen Bianchin, Penny Jordan... Só que com o tempo, a vontade de matar essas pragas chamadas de mocinhos foi ficando cada vez maior e houve determinado momento no qual resolvi parar um pouco. Para o bem da minha saúde física e mental, sabe?rsrs... 


- Quando comecei a ler este livro, senti o que sempre sinto quando leio um livro da LG: vontade de matar o mocinho. De forma bem dolorosa, se possível. Quanto mais dolorosa, melhor. Fiquei aqui imaginando formas de acabar com a raça dele e jurei que não o perdoaria nem se a  Julia James o transformasse num completo santo no final da história. O xinguei de todos os nomes que achei conveniente. Principalmente, filho de chocadeira. Porque nem uma... prostituta, para não dizer um nome pior, faria uma coisa como essa (= mocinho da história). Eu senti meu sangue esquentar e para completar a situação, a mocinha da história também não tinha minha simpatia. Pelo contrário. Eu me perguntava como uma mulher podia ser tão estúpida assim. Cheguei a acreditar que ela era o tipo de mulher que fazia os homens acreditarem que mulher alguma conseguia ser profissional. Ter uma profissão. Achei ela uma vergonha para o sexo feminino. E pensei seriamente em abandonar a leitura.

- Porque não acreditei naquele amor à primeira vista. Não foi amor coisíssima nenhuma! Foi desejo à primeira vista. E mais nada! Ela foi até o Alexis para salvar a empresa do pai. Convencê-lo a fechar o negócio que a MML já pretendia fechar antes dele comprá-la. Ela estava lá como a contadora da empresa do pai, mas foi só ver o homem para se derreter toda e esquecer seu objetivo. Nunca o tinha visto antes. Começou a jantar com o grupo que estava reunido com ele e bebeu além da conta (isso porque ela estava lá  à negócios, é claro.). Depois, pediu para falar com ele em particular e não protestou quando ele resolveu levá-la para a suíte dele (por que protestaria? Era isso mesmo que ela queria. Só faltava se jogar em cima dele e implorar). Lá, o gato comeu a língua dela e ela esqueceu completamente da empresa do pai que estava prestes a falir. Esqueceu também que estava na suíte de um estranho, que mesmo sendo um grego podre de rico poderia também ser um psicopata. Bebeu o que ele ofereceu para ela beber e foi para a cama com ele. Sem sequer hesitar. 

- Bem... O que um homem poderia pensar desse tipo de mulher? Eles não conversaram! Nem sequer tentaram se conhecer antes de transarem. É claro que ele a consideraria uma transa apenas. Um caso de uma noite. Até mesmo uma prostituta, pois é o que mostra o trecho acima. O filho da pontualidade teve a cara de pau de pegar o dinheiro e jogar em cima da cama como se estivesse pagando pelos serviços de uma prostituta. Se fosse comigo, eu faria ele comer o dinheiro. Todo. Teria que engolir cada pedacinho. Isso se eu não atacasse algo na cara dele para quebrar todos os seus dentes. Foi esse começo que quase me fez largar o livro. 


"— Tenho uma reunião de negócios. Então, infelizmente, preciso deixá-la.
Ela ouviu as palavras, mas por um momento não compreendeu. Em seguida, o significado atingiu-a como um soco. Céus! Ele estava indo embora.
Rhianna foi considerada uma transa sem compro­misso.
Um prato rápido, conveniente, à mão, para livrá-lo da fome. Ele jogou charme, fez sexo, dormiu — e agora tchau!"


- Quando li o que ela pensou, lembro claramente do que eu disse: "Isso mesmo, minha filha. Foi exatamente o que você foi. Um prato à mão. Como você queria que ele te visse? Como a mulher com quem ele deveria se casar?"

- Não. Eu não condeno todas as mocinhas que vão para a cama com um estranho.rsrs... Só que eu não vi a relação inicial deles como algo além de desejo. De sexo por sexo. Simplesmente sexo, sabe? Eu teria que ver uma magia ali, algo mais forte... Sei lá. Só sei que aquilo, a forma como tudo começou e terminou ali, me fez perder completamente a paciência com os dois. Ele, era um cavalo e ela, uma tonta. 

- Bem... Pelo que eu já disse, vocês podem ter uma ideia de quantas estrelas o livro ganhou, não é? E qual é o meu sentimento pelo livro, não é verdade?rsrs... Será?!kkkkkk...


"A auto-preservação a ajudou a manter o passado es­quecido. Porque lembrar-se de Alexis a faria lem­brar-se de tudo que ele tinha feito com ela — e que ela permitiu que fizesse."


- Conforme fui lendo o livro, continuei desejando matar o Alexis. Como ele testava a minha paciência! Parecia implorar para eu odiá-lo. E eu já o odiava. O achava um insensível, frio que merecia os tormentos do inferno para deixar de ser tão canalha. Mas meus sentimentos pela mocinha da história começaram a mudar. Eu percebi o quanto fui estúpida. Quem sou eu para julgar alguém? Tudo bem que às vezes mando mocinhos e mocinhas para o inferno sem remorso. Porque eles merecem. Pediram com desespero para eu fazer isso. Mas eu senti a mudança acontecendo, sabe? Me senti culpada. Olhei para a Rhianna com reprovação e não pensei no que eu sentiria se estivesse no lugar dela. Se meu pai tivesse sofrido um infarto e estivesse correndo risco de vida. Se alguém que eu amasse estivesse correndo risco de vida e estivesse nas minhas mãos a responsabilidade pela vida daquela pessoa. Pois era essa a situação da Rhianna. A falência daquela empresa, que era a razão de viver do pai dela, significaria a morte dele. Ela tinha ido até lá para falar com o Alexis (e não transar com ele. Realmente, isso não estava nos planos dela. Aconteceu simplesmente). Ela estava abalada. Não é fácil ver alguém querido hospitalizado, correndo risco de vida. Ele podia não ser um exemplo de pai, mas ela o amava e estava aproveitando sua última oportunidade de fazer algo pela vida dele. Após me colocar no lugar dela, imaginar como eu estaria emocionalmente naquela situação, eu comecei a me sentir muito culpada. Porque beber demais também foi uma forma dela tentar escapar de sua agonia emocional. E quando o Alexis a levou para a suíte, a coitada sequer pensou que ele não tinha a intenção de conversar. Ela estava emocionalmente fragilizada e se deixou levar pela atração que sentia por ele. Nunca realmente tinha aproveitado alguma coisa em sua vida. E se sentiu atraída por aquele homem. Ela é humana. Tem direito de ser humana pelo menos por uma noite, não é verdade? Eu não sei se me deixaria levar tanto, mas fui injusta com a Rhianna e precisava admitir isso para ficar com minha consciência tranquila.rsrs... Agora com o Alexis, eu não fui injusta, não! Ele é um cachorro filho da pontualidade mesmo. Não o julguei precipitadamente, não. Estou com a minha consciência tranquila.kkk..


- A história começa cinco anos depois daquela noite que foi mágica para a Rihanna, mas que se transformou num terrível pesadelo na manhã seguinte. Como vocês viram pelo primeiro trecho que coloquei, o Alexis a dispensou na manhã seguinte como se ela fosse uma prostituta e deixou bem claro que se ela não saísse dali, o mais rápido possível, por bem...sairia por mal. Ele transou sem camisinha e como todo filho da pontualidade não pensou se aquela noite traria consequências para a tola que se deixou levar por ele. Ele simplesmente a expulsou de sua vida como se ela não significasse nada. Como se fosse apenas um corpo quente disponível para o seu prazer. E a esqueceu. Em nenhum momento pensou se ela estava arcando com as consequências do ato dos dois. Pois, por mais que ele não quisesse admitir, ela não tinha feito sexo sozinha. Aí, cinco anos depois, quando uma assistente social mandada pelo próprio diabo, aparece dizendo que ele é pai de uma criança, ele não acredita. E quando vê que o menino é a imagem física dele, resolve se sentir indignado e deseja crucificar a mocinha por ter escondido dele que tinha engravidado. Primeiro, qual mulher seria tola o bastante para procurar mais uma vez um cara que tinha jogado o dinheiro em cima dela, após uma noite de amor, como se ela fosse uma vadia? Teria que ter nenhum amor-próprio para fazer isso. E segundo, ele acreditaria? Não. A humilharia de novo. Dizendo que ela não poderia saber quem era o pai da criança já que pelo visto costumava transar com o primeiro que aparecia. E é mais ou menos isso que ele pensa quando fica sabendo da existência do menino. E ainda exigiria um teste de DNA, expondo ainda mais a mocinha à mais humilhações. Não. Eu não a condeno por não ter contado nada. Aquele canalha não merecia nenhuma consideração. 

Bem... Onde eu estava? Sim. Ele duvida e depois, vendo a criança, acredita que é pai do menino e fica furioso com a Rhianna. É aí que a história realmente começa. A Rhianna estava no hospital, pois tinha sido atropelada por um bêbado que dirigia em alta velocidade. A assistente social que "só estava pensando no que era melhor para a criança", aproveitou sua oportunidade de ouro para tirar o Nicky da Rhianna. Nossa mocinha vivia da ajuda do governo, pois depois daquela noite de amor com o Alexis, seu pai sofreu outro infarto e ficou ainda mais fraco desde então. Ela vivia pelo pai e pelo filho. Eles precisavam dela vinte e quatro horas por perto. O estresse, as vinte e quatro horas dedicadas ao pai e ao filho e depois a morte recente do pai, abalaram as defesas dela. Ela acabou ficando doente e tomando uma dosagem de remédio para a gripe que a deixou inconsciente na cama. Ela tinha ficado doente e acabou tomando remédio demais. O que não fez de propósito. Ela não imaginava que o remédio em vez de fazer bem faria mal. Acabou que ela ficou inconsciente na cama e a assistente social quando apareceu foi atendida pelo Nicky. A mulher nem sequer perguntou nada. Foi logo afirmando que a mocinha era viciada em drogas e que iria tirar o menino dela. Desesperada, temendo perder seu único motivo para viver, a mocinha saiu do apartamento com o filho para ir falar com seu médico, que poderia ajudá-la a provar que não era viciada em drogas. Só que antes de chegar lá foi atropelada pelo infeliz que estava dirigindo com a intenção de matar alguém. Esse fato, provoca o reencontro do casal e é aqui que eu paro de falar. 


- Não irei contar tudo que acontece depois do reencontro, mas posso dizer que foi aí que realmente comecei a gostar da história. Principalmente, quando o Alexis provou não ser filho do coisa ruim. Não estou dizendo que ele não era o canalha que eu tinha certeza que ele era graças às suas atitudes. Não. Não retiro nada que disse sobre ele.rsrs... Acontece, que acabei perdoando-o.kkkk... Ele me deu motivos para perdoá-lo. Ele, diferente de vários outros mocinhos canalhas que já perdoei, admitiu que errou e tentou mudar. Ele não foge da verdade quando ela bate em sua cara. Ele reconhece que errou e achei muito fofa uma coisa que ele fez. Naquele instante, eu soube que não acabaria a história odiando-o. Ele é difícil, cafajeste, saber ser bem cruel quando quer e esconde os sentimentos de si próprio, mas no fundo ele é humano. E como todo humano, é falho. Não acredito que ele amava a mocinha no início da história. Assim como também não acredito que ela o amava. Mas a convivência forçada faz com que ele aprenda a amá-la e eu gostei de como as coisas se desenvolveram. Não digo que terminei a história amando-o com todo o coração (isso seria impossível.rsrs...), mas acabei perdoando-o e cheguei a gostar dele. No fundo, ele merecia a mocinha. E a chance de ser pai do pequeno e fofíssimo Nicky. O Nicky foi o personagem mais cativante dessa história. Ele quase me fez chorar com o amor que sentia pela mãe. Existem coisas que ele diz , o modo como estava agindo no início da história, que nos emociona. Acho que ele não poderia ter pais melhores do que o Alexis e a Rhianna. Apesar de todas as falhas, eles amavam aquele garotinho. Disso eu não duvidei um só instante. 

- E aí? Terminei a história amando ou odiando o livro?rsrs... Não amei, mas também não odiei. Terminei a história com a certeza de que leria o livro novamente. Apesar de sempre brigar com esse tipo de livro (cujo mocinho é mais vilão do que qualquer outra coisa), eu gosto.kkkkkk... No fundo, sentia falta.rsrs... Eu estava precisando me estressar com um mocinho arrogante e sem cérebro em funcionamento. Para matar a saudade, sabe? Em breve pretendo até ler um livro da especialista em mocinhos-vilões: Lynne Graham. :D Sim. Eu sou masoquista. 

- Vou dar quatro estrelas ao livro, pois a história é muito boa e até considero o livro um dos melhores da série Paixão. O casal não passa a história inteira na cama como se não tivesse nada mais para fazer, sabe?  Tem história no livro. Valeu a pena lê-lo. Me estressei, sim, com o mocinho. Perdi a paciência com ele, mas já sabia o que me aguardava quando comecei a ler o livro. Mocinhos como o Alexis não são novidade para mim. Não sei o que eles tem que me atrai.rsrs...


- Esse livro foi indicado pela querida Moniquita! Gracias, amiga! Apesar de quase ter mandado o Alexis e o livro para o inferno, acabei gostando muito da leitura. Não fiquei apaixonada pelo Alexis, mas sei que lerei essa história novamente um dia. Quando o Alexis reconheceu o erro dele, eu percebi porque você gosta dessa história. Só depois da mudança de atitude dele consegui enxergar que ele não era um demônio.rsrs...


- Recomendo a história para quem está acostumada com os livros da Lynne Graham, Michelle Reid, Helen Bianchin, Sara Craven, Carole Mortimer... Quem gosta dos livros dessas autoras, provavelmente vai gostar desse livro da Julia James. Não perde para os livros dessas autoras, não. Dos livros da Julia James que já li, esse é com certeza o melhor. Um incentivo para eu ler mais livros da autora. 


Bjs!

30 de junho de 2012

Divino Tormento - Mary Jo Putney


(Título Original: Uncommon Vows
Tradutor: Arthur Max Rodrigues de Oliveira
Editora: Nova Cultural)



Lorde Adrian, conde de Shropshire, sabia que lady Meriel de Vere o estava enganando. Majestosa na floresta real, com seu falcão pousado no braço, ela corajosamente proclamava ser uma plebeia galesa, e não uma nobre normanda. Adrian, contudo, contemplou extasiado os cabelos negros como as asas de um corvo e os desafiadores olhos azuis, ouviu suas mentiras, e sentiu uma paixão intensa e primitiva roubar-lhe todo o bom-senso... 

Em um irrevogável lance do destino, Adrian deu ordens para que aquela beldade fosse trancafiada na torre de seu castelo, jurando que iria seduzi-la até que ela lhe contasse a verdade e se entregasse a ele, com beijos tão sequiosos quanto os seus... Meriel, porém, jamais cederia. Morreria se preciso fosse... Esse foi o seu juramento... Até que um inesperado arroubo de impetuosidade envolve Adrian e Meriel numa rede de tormentos que poderá pôr em risco o mais sublime dos amores... 




Palavras de uma leitora...




"Desde o primeiro momento em que a vi, senti que ela era... uma parte de mim que faltava. Que eu jamais conheceria a paz novamente se ela não estivesse por perto."


- Eu estava com medo de escrever essa resenha. Neste exato instante, ainda me sinto insegura. Simplesmente porque é muito difícil falar de um livro que mexeu tanto com o meu coração e arriscaria dizer, tocou até mesmo minha alma. "Divino Tormento" não é um livro qualquer. Não é simplesmente mais um romance. É um livro muito mais especial do que eu imaginaria que ele seria quando comecei a lê-lo. É... sublime. Arrebatador. É o que eu sinto e não consigo colocar em palavras. 



"— Não sou seu carcereiro.
Ela ergueu as sobrancelhas escuras.
— O que é então?
— Talvez eu seja seu destino."



- Não estava nos meus planos ler este livro. Eu nem lembro de ter ouvido falar dele antes. Mas dando uma olhada nos blogs que me são queridos, encontrei uma resenha que me arrebatou e o modo como a blogueira falava do livro, as coisas que ela dizia sobre ele, me fizeram ter certeza absoluta de que eu deveria esquecer todos os outros livros e ler aquele. Que eu precisava daquele livro, entende? Foi um sentimento muito intenso. Algo meio ilógico.rsrs... Eu não sabia por que, mas o livro me "chamava". Sim. Isso talvez seja uma prova de que não sou normal, mas eu nem quis pensar. Comecei a ler o livro. E não demorou muito para eu descobrir por que precisava tanto daquela história. 




"— O que sinto por você não é simples luxúria — disse ele, suavemente. — Para mim você é única e insubstituível, e não a deixarei partir."


- Vocês acreditam em amor à primeira vista? Sei que não é algo em que é fácil acreditar, mas eu sou o tipo de pessoa que acredita em amores que surgem à primeira vista. Quando duas pessoas estão destinadas (também acredito em destino? Às vezes.rsrs...) a se amar é muito possível que elas sintam essa conexão após a primeira troca de olhares. Ou talvez antes. Talvez antes mesmo de se olharem, pelo simples fato de estarem próximas, essas pessoas sintam que existe algo profundo, incompreensível entre elas. Talvez não percebam no primeiro momento que aquilo é amor, mas depois de um tempo, ao olhar para trás, não terão a menor dúvida. Foi o que aconteceu entre Adrian e Meriel. Bastou um simples encontro, um breve momento, para ambos sentirem que pertenciam um ao outro. Adrian não lutou contra essa certeza incompreensível. Ele soube que nunca conseguiria esquecê-la, mesmo se jamais voltasse a vê-la e não era forte o suficiente para lutar contra algo que, no fundo, ele desejava com desespero. Afinal de contas, ele sempre soube que algo faltava em sua vida. E nem mesmo todos os anos dedicados ao Senhor, conseguiram preencher aquele vazio. Mas Meriel, sim, lutou contra esse sentimento. Com todas as suas forças. Era um sentimento que surgiu quando ela menos esperava, que ela não sabia que desejava. Que surgiu num momento em que ela estava extremamente vulnerável. Ela não podia aceitá-lo. Como poderia aceitar o amor que vinha de uma pessoa que a tinha privado de toda a sua liberdade? Que a tinha trancafiado como um passarinho numa gaiola? Ela não podia amá-lo. Ele, para ela, era um monstro. Um anjo caído, que desejava governar sozinho e não tinha a menor piedade de quem quer que fosse. Ao olhar para Adrian, Meriel via o perigo. E corria na direção oposta.


"Mas se o conde fosse um anjo, devia ser um dos anjos caídos de Lúcifer, pois não enxergava nele compaixão ou bondade. Sua intensidade mascarada era mais assustadora que a brutalidade óbvia, e sentiu a garganta seca de medo."


Um pequeno resumo:


Século XII, 1137. Idade Média. 


Adrian sabia que aquela era a escolha certa. Não havia outra opção. Que maneira melhor de dominar sua natureza brutal, violenta e assassina, do que se entregando completamente a Deus? Se tornando monge e passando o resto de sua vida longe do mundo real? Mas no fundo, havia a dúvida. A vontade de desistir. Desistir de lutar tanto contra si mesmo e acreditar. Acreditar que, mesmo sendo mau, tinha o direito de amar e ser amado. Esse era um dos desejos mais secretos de seu coração. O desejo de casar e ter sua própria família. Casar por amor e servir a Deus de outra forma. Mas ele tinha medo. Tinha medo do próprio sangue, de si próprio. E sozinho, jamais conseguiria tomar a decisão de apostar em si mesmo. Mas uma interferência do destino... o obriga a sair de seu mundinho tranquilo e seguro.

No meio da noite, Adrian recebe uma notícia que abala seu autocontrole. Algo que o faz desejar vingança e ter sede por sangue. Algo que o faz tomar a decisão que precisava...

Sua família estava morta. Seu pais, seus irmãos, cunhada e sobrinhos. Seus criados. Todos. Assassinados. A ambição e crueldade de um bandido, tinha matado até mesmo mulheres e crianças. Seu pai e seus irmãos tinham lutado bravamente até a morte. Mas não tiveram a menor chance. Tinham sido enganados, caíram numa armadilha e ninguém pôde sobreviver ao incêndio. 

Adrian não tinha ainda nem dezesseis anos quando foi transformado em guerreiro e herdeiro de seu pai. Seu mundo seguro tinha ficado para trás e ele jurou, naquela mesma noite e diante de Deus, que vingaria sua família. Que reconstruiria Warfield e caçaria seu inimigo até ao inferno se fosse preciso. E o mataria. Mesmo que isso custasse a sua vida. 


Século XII, 1143.


Meriel deveria se sentir feliz. Afinal de contas, era uma sorte que sendo a caçula de cinco irmãos, seu pai ainda tivesse dinheiro suficiente para pagar o dote necessário para ela entrar para o convento. Era tudo que ele poderia fazer por ela e Meriel deveria se sentir grata. E estava. Em poucos dias, faria os votos que a prenderiam para sempre ali. Prender? Realmente deveria encarar seu destino como uma prisão? 

Embora lutasse contra aquela sensação, Meriel sentia que estava sufocando. Que ser freira não era o que seu coração desejava. Mas ela só teve certeza absoluta disso após vê-lo pela primeira vez...


Ela estava voltando do povoado, após ter cumprido suas tarefas, quando percebeu uma emboscada. Seu coração desejou avisar os homens que estavam caminhando para uma cilada que poderia lhes custar a vida, mas o vento e a distância jamais permitiriam que o aviso chegasse. E ela teve que assistir, impotente, a guerra mortal que não demorou a começar. Embora soubesse que era perigoso continuar ali, parada assistindo, não conseguiu desviar os olhos e nem correr enquanto podia. Ela só fugiu para o convento, quando o líder do grupo que tinha caído na armadilha, assumiu o controle da situação. Só aí, ela despertou e percebeu que precisava correr de volta para a segurança.

Mais uma vez o destino resolveu interferir e Meriel foi forçada a rever aquele homem naquele mesmo dia. E foi esse encontro, quando os dois estavam muito mais próximos do que ela poderia desejar, que a fez tomar sua decisão. Não tinha nascido para ser freira. Embora soubesse que o mundo era um local perigoso, pronto para tragar quem arriscasse viver nele, ela sabia que se sentiria muito menos perdida e sufocada vivendo nele do que dentro dos seguros muros do convento. 

E foi essa decisão que provocou, cinco anos depois, o reencontro inevitável. 

- Meriel adorava o ar livre. Passear sozinha com sua querida égua e seu falcão-peregrino, após cumprir suas obrigações. Já fazia cinco anos que ela tinha tomado a decisão de sair do convento e nunca se arrependeu. Vivia feliz no feudo de seu irmão, Alan, e não podia desejar mais nada da vida. Ou talvez, não soubesse que desejava.

Ela tinha saído para outro de seus passeios e dessa vez não permitiu que ninguém a acompanhasse para protegê-la. Não pretendia se afastar muito e nenhum perigo existia entre seu povo. 

Porém, durante o passeio, seu falcão-peregrino acabou entrando na floresta proibida. A floresta real, onde somente o rei Stephen e a imperatriz Matilda, ou nobres autorizados por eles, poderiam caçar. Caçar ilegalmente ali poderia significar ser seriamente punido. Meriel sentiu medo ao se aproximar daquele lugar, mas não podia deixar seu falcão ali. E por isso, ela acabou entrando. Selando para sempre o próprio destino. 


"Ao observar aquela garota magra e de cabelos negros embaraçados, Adrian sentiu algo sombrio e perigoso remexer lá no fundo de si. Ele a desejava com a mesma intensidade selvagem que sentia quando estava lutando por sua vida."


Foi naquela floresta que eles se reencontraram. Adrian não a reconheceu, mas sentiu algo profundo e violento. E soube, naquele instante, que não poderia deixá-la partir. Que não poderia deixá-la desaparecer sem fazer nada. Por isso, tomado por aquele sentimento perturbador e se aproveitando de uma acusação injusta de caça ilegal, ele ordena que seus homens a levem para o castelo e a prende na torre, deixando claro que ela só tinha duas opções. Ser sua prisioneira... ou sua amante.  


"— E sendo uma caçadora ilegal, moça, agora você pertence a mim, para fazer com você o que eu quiser."


- Desesperada, Meriel jura que jamais entregará seu corpo. Que se quisesse tê-la, Adrian teria que usar a força e subjugá-la. E a partir daí, uma guerra fria se inicia. Uma guerra que pode ser muito mais perigosa e trazer mais dor do que eles poderiam imaginar. 



"— Escreva minhas palavras, milorde. Pode me estuprar, pode me matar, pode destruir meu corpo de mil formas, mas não terei valor algum para você depois disso. — Baixou a voz e disse num sussurro: — E juro sobre o túmulo de minha mãe que não me fará ceder."


- Esse é um dos trechos mais marcantes para mim. Não por mostrar o quanto Meriel era corajosa, capaz de desafiar um homem que tinha a vida dela em suas mãos, mas por outros motivos. Não direi por que, pois estaria revelando um segredo da história. Mas posso dizer que esse trecho, esse desafio, trará muito sofrimento aos leitores do livro. Pelo menos, foi o que aconteceu comigo. Ainda me lembro do que senti pouco tempo depois da Meriel dizer isso. Durante várias páginas do livro, após esse trecho, eu me derramei lágrimas. Foi impossível manter o controle. Foi impossível ver meu casal querido sofrendo tanto e ficar indiferente. Não consegui. Chorei com eles. Sofri com eles. Me desesperei com eles. E cheguei a acreditar que nada mais poderia dar certo. Achei tudo muito chocante e inesperado. Nunca poderia imaginar que algo como aquilo pudesse acontecer. Mas eu sabia que o amor do Adrian era violento, obsessivo. Desde o início eu soube que se ele perdesse o controle, as consequências poderiam ser sérias demais. Eu sabia que um amor como aquele poderia destruir os dois. Sabia que ele poderia ir longe demais... Mas nada pôde me preparar para o momento. Eu sofri muito, mas não se compara ao sofrimento dos dois. Principalmente, ao sofrimento do meu querido Adrian. 


"Ela é como... uma doença no meu sangue."

- Não dá para explicar o que sinto pelo Adrian. Sempre que penso nele sinto meus olhos se encherem de lágrimas. Dizer que sinto afeto por ele, carinho, que o amo com todo o meu coração ainda seria pouco. É muito mais do que isso. Sempre soube que ele não era um mocinho qualquer. Logo no início, pouco tempo depois de conhecê-lo, eu soube que ele iria me atingir. Que iria me roubar o ar e o coração. E que eu choraria por ele. Que desejaria pegá-lo no colo e protegê-lo dele mesmo. Abraçá-lo e dizer que tudo iria passar e que ele não era o monstro que acreditava ser. Adrian mexeu demais com as minhas emoções. Nunca pude considerá-lo um mocinho cruel. Ele era teimoso, tinha machucado a Meriel, tinha roubado sua liberdade e a estava sufocando, mas em nenhum momento ele quis lhe fazer mal. Não. Tudo que ele fazia era por amar demais e não ter forças suficiente para deixá-la voar livremente. Ele não podia deixá-la voar para longe dele. Isso significaria sua destruição e era impensável. Então, ele cortou suas asas e a afastou de tudo que ela amava. A privou da companhia de qualquer pessoa. A impediu, inclusive, de se distrair enquanto estava trancada naquele quarto. Adrian acreditava que a solidão a faria se voltar para ele e isso mexeu muito com o meu coração. Ele não queria o mal dela, queridos. Tudo que ele queria era o seu amor. Se não tivesse contato com outras pessoas, ela aceitaria mais facilmente sua presença, sua aproximação e com o tempo, viria a amá-lo. Era nisso que Adrian acreditava. Então, ele a deixava trancada por dias e depois se aproximava para convidá-la para algum passeio. Eu não lembro de ter sentido raiva dele.rsrs... Ele  a estava machucando sem perceber, mas sua intenção não era essa. Sei. Não é desculpa.rsrs... Já mandei outros mocinhos para o inferno por menos, mas... Não pude fazer o mesmo com o Adrian. Não pude julgá-lo e nem condená-lo. Não tinha esse direito. Ninguém tinha (já deu para perceber que o Adrian tem a minha proteção? Que o defenderei de quem tentar crucificá-lo?rsrs...). Eu vi todo o amor que ele sentia por ela. Sua necessidade de ser amado por ela. E antes mesmo de eu perceber, ele já tinha conquistado meu coração. A partir daí, fiquei perdida. 


"— Jesus Cristo — disse arfante numa prece desesperada. — Meu bom Jesus, ajude-me.


As palavras não aliviaram sua loucura. Convulsivamente ele se virou, agarrou o baú ao pé da cama e arremessou-o contra a parede de pedra com toda a sua força, os músculos retesando-se ao limite, e soltou um urro angustiado e sem sentido. As tiras de metal se partiram e o baú se arrebentou num estrondo, caindo no chão, e as roupas coloridas voaram sobre o junco.

A destruição aliviou um pouco de seu tumulto interno, mas não o bastante, nem perto disso. Adrian olhou nos olhos azuis de Meriel, arregalados de choque e terror.

— Perdoe-me — sussurrou ele. — Perdoe-me, falcãozinho."


- Já conheci diversos mocinhos que fizeram mal as mocinhas que amavam. Mas foram poucos aqueles capazes de se arrepender e pedir perdão. E foram poucos os que me emocionaram tanto ao se arrependerem. Estou aqui em lágrimas novamente.kkkkk... Eu me lembro de tudo que o Adrian sofreu e ainda sinto uma dorzinha no coração por causa disso, mesmo depois de ter terminado a leitura. Mesmo depois de saber que tudo terminou bem no final. Mas não consigo evitar me sentir mal por ele ter sofrido, entende? Porque ele errou. Sim. Errou feio, mas não merecia pagar tão caro. Achei seu castigo injusto demais. Mocinhos que fizeram coisas piores, pagaram menos. E uns nem pagaram! E ele... que a amava com toda sua alma, que daria sua vida por aquela mulher, tinha pagado um preço muito alto por algo que merecia um castigo menor. Eu senti que a vida foi muito injusta com ele. E disso sim senti raiva. Muita raiva. Algo que só aumentou o desprezo que sinto por supostos mocinhos que tratam as mocinhas como se elas fossem lixo e depois são perdoados sem sequer pedirem perdão de forma decente. Dizer que eu fiquei furiosa com tudo que o Adrian sofreu, seria pouco. O Adrian foi um dos mocinhos pelos quais eu mais sofri. Um dos que mais me fizeram derramar lágrimas. 


"Liberte-a.

Um calafrio cortante acompanhava as palavras, atravessando seu corpo e abrigando-se em sua alma."


- Não sei dizer ao certo o que tem de tão especial no Adrian. Só sei que o amo demais e que ele é totalmente digno do amor de nós leitoras. Ele é... único, sabe? Lutava tanto contra si mesmo. Desejava tanto o amor de Meriel e ao mesmo tempo se considerava um monstro. Um ser humano que só tinha maldade dentro de si e precisava lutar contra essa "realidade". Ele acreditava nisso por causa da loucura que o tomava toda vez que ele estava numa batalha. Ele não conseguia enxergar que tinha um lado bom. E que esse lado, todo o amor que ele tinha dentro de si, era mais forte do que qualquer coisa. 

"— Eu vou me redimir, ma petite. Por tudo que lhe fiz."


- É raro eu ver um mocinho prometer não mais machucar a mocinha e realmente cumprir a promessa. É difícil conseguir sentir tanto amor num mocinho. Mas o Adrian, sempre cumpria suas promessas. E mais importante do que sua alma, sua vida e sua felicidade, era Meriel. Se para ela ser feliz, ele precisasse morrer, ele não pensaria duas vezes antes de se entregar ao inimigo e deixar o outro matá-lo. Meriel era o ar  que ele respirava. Sua amada. Sua razão de viver. Não pude resistir a tanto amor. E a Meriel, coitadinha, também não conseguiu resistir por muito tempo.rsrs... 


"Nos últimos meses, aprendera muito sobre medo e coragem, sobre paixão e raiva, sobre as sombrias e misteriosas profundezas da alma humana. Havia perdido a inocência em vários sentidos, e percebeu como estava protegida na vida que tinha anteriormente."



- O que eu posso dizer sobre a Meriel? Assim que a conheci, pensei que ela era um anjo. Uma mocinha incapaz de sobreviver na Idade Média e em qualquer outra época. Acreditava que nem no século atual ela conseguiria sobreviver. A julgava uma pessoa muito frágil, que precisava ser protegida, senão iria cair e se partir em vários pedaços. E em parte, eu estava certa. Meriel não tem a metade da força que Whitney (Whitney, Meu Amor), Sheila (A Carícia do Vento), Victoria (Agora e Sempre) ou Gelina (A Conquistadora) tiveram. Não sobreviveria ao que Isaura (O Quarto Arcano) sobreviveu, mas também é uma querida. Um anjinho que nós queremos proteger, sabe? E teve coragem suficiente para voltar atrás. Para parar de lutar contra algo que ela desejava. Que precisava com desespero. Senti raiva dela em certos momentos da leitura, é claro.rsrs... Ela magoou muito o meu Adrian. Fez ele comer o pão que o diabo amassou, mas também foi impossível não perdoá-la. Acabei adotando-a também.rsrs...


- Já falei demais, não é? Mas já estou acabando.rsrs... E não contei os segredos da história! Consegui ficar com a boca calada (só aqui, é claro. A Carlita e a Moniquita tiveram que aguentar meu desabafo, coitadas. Isso que dá serem minhas amigas.rsrs...), mas só porque não quero ser uma estraga-prazeres. A vontade que eu tenho é de contar a história inteira. Falar dela até me cansar (algo que não aconteceria nem tão cedo!). Dizer tudo que acontece e tudo que cada cena me fez sentir. Mas vocês merecem conhecer a história sozinhos. Só peço que não demorem muito!kkkk... Quer um conselho? Largue o que estiver lendo (se a leitura não estiver sendo muito agradável) e corra atrás de "Divino Tormento". Você não irá se arrepender, pode ter certeza. 


- O pano de fundo dessa história é a guerra entre o rei Stephen e a imperatriz Matilda. O rei Henrique I antes de morrer fez seu povo jurar aceitar Matilda como herdeira do trono. Apesar de ter outros filhos, Matilda era a única legítima e Henrique queria que ela o sucedesse. Mas a traição de Stephen fez com que Matilda perdesse o trono e ele assumisse seu lugar. Na verdade, ele roubou o trono dela, fazendo assim com que a Inglaterra fosse dividida e uma guerra de anos se iniciasse. E  é no meio dessa guerra, que se passa a história de Adrian e Meriel. Adrian era aliado da imperatriz Matilda e Meriel, apoiava o rei Stephen.  


- Como disse no início da resenha, foi graças a resenha de uma blogueira querida que eu decidi ler esse livro. Foi a resenha da Tonks do blog Romances in Pink. Para conferir a resenha dela, basta clicar AQUI.


- Dei cinco estrelas ao livro no Skoob porque não podia dar mais. Mas o livro é digno de mais do que isso. Nem mil estrelas ainda seria suficiente para mim. É um dos livros mais especiais que eu já li. E eu recomendo sem pensar duas vezes! 


Bem... É isso. Durante a leitura do livro, quando já estava chegando ao final, pensei numa música e acabei considerando-a perfeita para a história.rsrs... É a música "Si Yo Fuera Tu" de Servando y Florentino. Recomendaria que, quem gosta de ouvir músicas enquanto lê, ouvissem essa música durante a leitura do livro. :)


"— Eu a amo desde o momento em que a vi, Meriel, não apenas porque aos meus olhos você é linda, mas porque preenchia alguma necessidade profunda e dolorida da minha alma. Acho que foi porque você era tão inteiramente você mesma. E tão livre. Tão livre quanto seu próprio falcão. — Adrian se interrompeu olhando para o outro lado, as linhas do corpo rígidas. — O abade William diz que frequentemente matamos o que mais amamos, e ele tem razão. Sendo homem e sendo um tolo, tentei enjaulá-la, prendê-la a mim, destruir o que mais amava em você."


— “Eu dormia, mas meu coração estava desperto” — disse ele baixinho, também citando o Cântico dos Cânticos. — “É a voz do meu amado que me chama, dizendo: Abra-se para mim, minha querida, minha pomba, minha companheira.”


"— O que há em meu coração é amor. — Meriel pegou a mão dele e beijou-o na ponta dos dedos. — “Eu sou do meu amado, e meu amado é meu.”


"— “Beija-me com os beijos da tua boca, que teu amor é melhor que o vinho.”


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