26 de junho de 2013

A Perseguição - Sidney Sheldon


(Título Original: The Chase
Tradutor: A.B. Pinheiro de Lemos
Editora: Record
Edição de: 2011)


Com a morte de seus pais em um acidente aéreo nos Estados Unidos, o jovem Masao Matsumoto herda uma grande fortuna. Ele viaja imediatamente para os EUA e lá descobre que alguém pretende eliminá-lo para se apossar de sua herança. Então, Masao dá início a uma fuga desesperada por um país estranho, onde uma nova ameaça o espreita a cada instante.

Para escapar da perseguição, o órfão vai precisar de coragem e inteligência para vencer um jogo em que qualquer indecisão pode ser fatal. A perseguição é mais um romance de suspense e emoção do consagrado autor de sucessos como O outro lado da meia-noite e Conte-me seus sonhos



Palavras de uma leitora...


- Mais um livrinho infanto juvenil do meu autor, que tenho o prazer de ler. E neste, percebe-se ainda mais claramente o talento único do meu SS. Embora escrito de uma maneira mais leve, voltada para o público infanto juvenil, o suspense, o ritmo alucinante, de nos impedir de "respirar", são marcas registradas dele, presentes em todos os seus livros (pelo menos nos que tive a oportunidade de ler) e neste aqui estavam evidentes. Eu passei a leitura inteira tensa, esperando pelo pior, mas desejando com todas as minhas forças que o Masao conseguisse ultrapassar os obstáculos e fazer com que a justiça fosse feita. Cada cena  era eletrizante, ainda mais porque a história é mais rápida, menos complexa. O texto é bem simples (sem situações muito elaboradas, sem a complexidade dos livros adultos do autor, entendem?) e isso faz com que não tenhamos muito tempo para descansar. Se o Masao estava vivendo uma situação tensa num momento não tínhamos tempo para "respirar" antes do próximo momento de tensão.rsrs... Era uma loucura! Acho que foi isso que fez eu gostar bastante da história. :)


"Avaliou os problemas com que se defrontava:

1- Não tinha dinheiro. 
2- Não tinha amigos.
3- Estava num país estranho.
4- A polícia o procurava por um assassinato que não cometera.
5- O tio o procurava para matá-lo.

A situação era tão ruim que Masao quase riu. Podia parecer desesperançada para outra pessoa, mas ele era Masao Matsumoto, o filho de Yoneo Matsumoto, e nunca desistiria.

Não enquanto estivesse vivo."


- Masao Matsumoto era um jovem de 18 anos, inteligente, popular entre os amigos e com uma vida perfeita. Amado pelos pais, com o futuro todo garantido e vivendo num país que ele amava com todo o seu coração. Sonhava com o dia em que conheceria os Estados Unidos, a Disneylândia, e os estúdios Universal. Pizza, batatas-fritas, refrigerantes e filmes de Cowboy eram sua paixão. Sem mencionar o McDonald's.  Sua vida era despreocupada e feliz. Até o dia em que um terrível acidente destruiu a vida dos seus pais e todo o seu mundo...

Com a morte dos pais, Masao sentiu pela primeira vez o quanto a vida podia ser dura e cruel. Desnorteado, deixou que seus tios resolvessem todas as questões. Acabou sendo levado para os Estados Unidos onde buscaria os restos mortais dos pais. Mal prestou atenção na leitura do testamento, até que o final penetrou em sua mente:

" - Para resumir, as Indústrias Matsumoto, todas as suas subsidiárias e todo o seu patrimônio foram deixados para Masao Matsumoto. No caso de sua morte prematura, as Indústrias Matsumoto se tornarão propriedade de Teruo Sato."


- Masao, sozinho, herdou tudo o que era dos seus pais. E ele pretendia seguir cada conselho e lição que seus pais lhe deram. Queria que os pais se sentissem orgulhosos dele, onde quer que estivessem. Mas... ele só poderia fazer isso enquanto vivesse, certo? Algo que, se dependesse de seu tio, não duraria muito. Eliminar Masao era sua prioridade. O motivo???!! Dinheiro. Poder. Ambição. Inveja. E, é claro, pura maldade. Com a morte de Masao, ele teria tudo que sempre quis, conforme o testamento dos pais de Masao deixava claro.

E assim... se inicia um jogo alucinante onde no final só poderá haver um vencedor. Quem dirá xeque-mate?! Façam suas apostas! :) Quem vocês acham que vencerá?! Antes de apostarem... lembrem-se que, infanto juvenil ou não, é um livro do SS. 


- Eu gostei muito da história. É claro que não se compara a outros livros incríveis que li do autor (Se Houver Amanhã, Conte-me Seus Sonhos, Nada Dura para Sempre, a Outra Face, O Reverso da Medalha, etc, etc, etc...). É uma história muito simples que sequer pode competir com outros livros do SS. Mesmo assim é um livro muito bom, que me prendeu da primeira até a última página e que não me decepcionou. Como o livro não "para" um só instante (é emoção do começo ao fim) isso contribui para que a gente não consiga largá-lo.rsrs... Queremos saber como tudo terminará e continuamos lendo. Quando o coração do Masao dispara, o nosso dispara também. Quando ele corre, temos a sensação de que estamos vivendo aquela aventura de vida ou morte com ele e ficamos torcendo, angustiados. É uma história muito boa mesmo. Valeu  completamente a pena lê-la. :)

- Recomendo a história para crianças e adolescentes. E também recomendo para os fãs do SS ou quem gosta de livros infanto juvenis. 



Bjs!

14 de junho de 2013

Resenha da Mónica: Amor à Primeira Vista - Catherine Anderson



Bastou um olhar para Ryan Kendrick, o rancheiro magnata, se apaixonar perdidamente pela bela Bethany Coutler. Com uma mistura sedutora de ousadia e timidez, de ingenuidade e maturidade, ela partilha a sua paixão pelos cavalos, tem um imenso sentido de humor e pode com um só sorriso animar uma casa inteira. É absolutamente perfeita, em todos os sentidos do termo, excepto num único.

Um acidente sofrido há anos num rodeo deixou-a presa a uma cadeira de rodas. Desde então conheceu tanto as traições como os desgostos de amor, e por isso jurou nunca mais entregar o seu coração a um homem. Admitiu inclusivamente nunca vir a ter uma relação íntima e a ser capaz de conceber um filho. Mas qualquer coisa em Ryan Kendrick a fez de súbito acreditar que talvez todos esses obstáculos pudessem ser ultrapassados. Qualquer coisa que a fez de novo crer num amor para toda a vida.




Resenha:


Nunca mais vou me esquecer desse livro e já sinto tanta saudade dessa família, desse casal. Uma mulher tão especial só poderia ter como companheiro um homem especial e o Ryan é isso e um pouco mais. Estou em estado de graça e suspirando.

Foi um turbilhão de emoções do começo ao fim. Risos e lágrimas caminharam lado a lado e em determinados momentos pensei que não aguentaria a avalanche de emoções, mas sobrevivi para recomendar o livro vivamente, tenho certeza que ninguém ficará indiferente a essa linda história de amor.

Dei ao livro 5 estrelas porque é o limite, mas pra mim uma constelação ainda não seria o bastante.



Mónica.

8 de junho de 2013

Os Doze Mandamentos - Sidney Sheldon


(Título Original: The Twelve Commandments
Tradutor: A. B.Pinheiro de Lemos
Editora: Record
Edição de: 2011)


Moisés desceu da montanha com duas tábuas de pedra nas quais estavam escritos os Dez Mandamentos da lei de Deus, conta a História sagrada. Mas o escritor Sidney Sheldon viaja ao passado para revelar um segredo: na verdade, são doze os mandamentos.

E, em vez da punição aplicada a quem não cumpre essas leis, os personagens de Sheldon recebem grandes recompensas, tornando-se ricos, famosos e felizes. Um padre transgride duas regras. Um homem azarado infringe o quarto mandamento e enriquece. E um religioso mata sua sogra.

Uma sátira divertida do autor de sucessos como O Outro Lado da Meia-Noite e Conte-me Seus Sonhos.



Palavras de uma leitora...


Olá, gente! :)


- Que milagre! Apareci pouco tempo depois de ter feito a resenha sobre A Colcha de Despedida!kkkkk... É um milagre porque da última vez demorei mais de um mês para conseguir aparecer. E desta vez, demorei só um pouco mais de uma semana. Estou muito feliz por aparecer. :)

- Como estou num período de muitas provas, trabalhos, estresse e cansaço, não está dando para ler o livro que eu realmente queria estar lendo no momento. Então, olhando para o armário e pensando no fato de que eu estava necessitando de um livro que me fizesse suportar o trânsito e a longa viagem de volta (que enfrento todos os dias), encarei três livrinhos do meu querido SS (Sidney Sheldon). O que me chamou a atenção neles? São livros infanto juvenis. E eu nunca tinha lido um livro do SS que fosse desse tipo. Sequer conseguia imaginar um autor como ele escrevendo livros para crianças e adolescentes.rsrsrs... SS... Um autor capaz das piores crueldades em suas histórias, de escrever de modo tão cru e adorar nos torturar com seus mocinhos (e principalmente mocinhas) que são praticamente vilões, escrevendo livros para crianças e adolescentes????!!! Algo simplesmente surpreendente. E até mesmo inacreditável. Pelo menos, para mim.rsrsrs... Enfim... Não procurei ver sobre o que cada livro falava. Escolhi pelo título. E acabou sendo uma escolha interessante.

- O título Os Doze Mandamentos chamou minha atenção, pois não conseguia imaginar o que o autor poderia desenvolver nesse tipo de livro. Fiquei curiosa. Até onde iria a ousadia do meu autor? E aí eu resolvi ler a sinopse. Foi assim que tive certeza de que precisava ler essa história. 


- Vocês já ouviram falar nos doze mandamentos? Já?! Não?! Provavelmente, não. É provável que assim como eu, vocês tenham conhecimento de que existem dez mandamentos. Não doze. São eles:

1º- Não terás outros deuses diante de mim.
2º- Não farás para ti imagens de escultura para adorar. 
3º- Não usarás o nome do Senhor teu Deus em vão. 
4º- Respeitarás o dia sagrado.
5º- Honrarás pai e mãe.
6º- Não matarás. 
7º- Não cometerás adultério. 
8º- Não roubarás.
9º- Não darás falso testemunho contra o teu próximo.
10º- Não cobiçarás a casa do próximo nem coisa alguma do teu próximo.

- Mas segundo o nosso SS, isso não é verdade. Não são só dez mandamentos. São doze. Moisés é que mentiu por vergonha. Como assim? É simples. Moisés carregava três tábuas de pedra, contendo os mandamentos, mas acabou tropeçando e deixando uma delas cair e quebrar. Como sentia muita vergonha de contar algo assim, nos enganou até que o Sidney Sheldon decidiu abrir o jogo, nos contar toda a verdade. Mas como ele descobriu algo assim? Não faço a menor ideia.kkkkkk... Há a possibilidade dele ter tido visões (risos) sobre o passado. Não descarto essa possibilidade. Talvez além de autor, ele também fosse vidente. :D

Os mandamentos segundo o SS, são:

1º- Não terás outros deuses diante de mim.
2º- Não farás imagens para cultuar.
3º- Não usarás o nome do Senhor teu Deus em vão. 
4º- Respeitarás o dia sagrado.
5º- Honrarás pai e mãe.
6º- Não matarás. 
7º- Não cometerás adultério. 
8º- Não roubarás.
9º- Não darás falso testemunho contra o teu próximo.
10º- Não cobiçarás a casa do próximo.
11º- Nunca dirás uma inverdade.
12º- Não farás mal a teu semelhante. 


Ou seja, ele só acrescentou mais dois. Que não deixam de ser coisas que Deus manda que não façamos. Mas, gente, já deu para perceber que esse é um livro de humor, certo?rsrsrs... Apesar de ter se arriscado ao escolher esse assunto para "brincar", o autor não quis desrespeitar os mandamentos de Deus. Ele apenas quis escrever uma história divertida e o tema o atraiu. 

Confesso que um lado meu achou que o autor foi muito ousado. Que mexeu com um tema "proibido". Mas só que um outro lado (o racional) não viu mal em nada disso. Esse lado se divertiu bastante com as histórias contidas no livro.rsrsrs... 


- Quando começamos a leitura do livro, logo percebemos a ironia, o humor. Apesar de falar sobre acontecimentos que estão na Bíblia Sagrada e de aparentemente estar falando "muito sério", não dá para não notarmos que ele (o autor) está fazendo graça. Logo que ele menciona os milagres contidos na Bíblia, notamos isso. E quando ele parte do princípio (Adão e Eva) a ironia fica ainda mais evidente. Com certeza não é algo capaz de agradar a todos. E acredito que deva ter muita gente que odeia esse livro, mas não podemos deixar de admitir que o autor foi corajoso e escreveu histórias para lá de divertidas. Não saberia dizer que história mais me fez rir... Talvez a do azarado. Ou a do genro que matou sua sogra. Ou ainda a história de um assassino "muito religioso" que não queria de modo algum desobedecer o mandamento sobre não cometer adultério. Ele acreditava que se desobedecesse esse mandamento, seria mandado para o inferno. O irônico é que ele era um assassino. Já tinha quebrado um mandamento, certo? Mas na sua mente, só seria mandado para o inferno se cometesse o adultério. Os outros mandamentos não eram tão importantes quanto esse. Deus o perdoaria por matar, mas jamais o perdoaria se ele cometesse adultério. Vá dormir com um barulho desse!kkkkkkkk... 

A história do azarado me arrancou muitas risadas. Nunca vi uma pessoa tão azarada quanto aquele rapaz. E ele obedecia todos os mandamentos. Imagina se ele não obedecesse!kkkkk... Mas... Um momento!!! A questão é justamente essa. Enquanto ele obedecesse, seria azarado e certamente não demoraria a morrer. Mas se desobedecesse... coisas maravilhosas aconteceriam em sua vida. Segundo o SS, é claro.rsrsrs... 

"Moisés disse a seu povo que quem violasse aqueles mandamentos seria punido. 
 Esse é o lado de Moisés. Mas vou contar algumas histórias sobre pessoas que violaram os Mandamentos de Deus. E o que aconteceu com elas? Tornaram-se ricas, famosas e felizes."


- Eu gostei bastante de quase todas as histórias. As achei criativas e engraçadas e elas conseguiram me deixar menos estressada, mais relaxada e tranquila (pelo menos enquanto eu as lia.rsrsrs....). Mas como eu disse, gostei de quase todas. Exceto de uma. A história que está no capítulo 9. Não que a história não seja interessante. Só que ela fugiu ao objetivo do livro. Não achei que ela se encaixou. É como se estivesse dentro do livro como penetra.rsrsrs... Mas, tirando essa história, gostei muito do livro. 

- Mas é claro que eu não recomendaria essa história para uma criança. Como assim?! A história não é justamente para crianças e adolescentes?! Sim. São histórias curtas, feitas para o público mencionado, ilustradas... Mas eu não as acho apropriadas para o público para o qual são destinadas. É a minha opinião.rsrsrs... Eu não recomendo para crianças e adolescentes. 

- Entretanto, recomendo para os fãs do Sidney Sheldon. :) Eu dei 5 estrelas ao livro no Skoob, pois achei que a criatividade do autor e as historinhas contidas no livro, merecem isso.rsrs...


Bjs!


30 de maio de 2013

A Colcha de Despedida - Susan Wiggs


(Título Original: THE GOODBYE QUILT
Tradutora: Ana Rodrigues
Editora: Harlequin
Edição de: 2013)


"Como se diz adeus a um pedaço de seu coração?
Se você for uma artesã, já terá um modo consagrado de se expressar."


A loja de tecidos preferida de Linda Davis é o lugar em que as mulheres se encontram para compartilhar suas criações: colchas de casamento, colchas para bebês, colchas de comemoração. Cada qual costurada com muitos sonhos, esperanças e suspiros. Agora, a única filha de Linda se prepara para entrar na faculdade, deixando-a confusa com tantas emoções. De um lado, a felicidade por Molly ter crescido. De outro, uma pontada de angústia por vê-la partir. Qual será o papel de Linda quando ela não for mais necessária como mãe? Ao viajarem juntas para fazer a mudança de Molly, Linda prepara uma colcha com os retalhos de roupas que ela guardou de sua menina. A barra do vestido de batizado, um enfeite de fantasia. Ao unir cada pedacinho, ela descobre que lembranças podem ser costuradas de modo a manter ambas, mãe e filha, com o coração aquecido por muito tempo...

Afetuoso, sensível e sábio, A Colcha de Despedida é a leitura perfeita para mulheres que encontram no artesanato a inspiração para a vida.



Palavras de uma leitora...



"Oh, meu bebê... Eu costumava ser a responsável por estabelecer os limites de seu mundo. Agora você está em um rumo que a leva além dos limites e para longe de mim. Sempre vou adorar qualquer tempo que passemos juntas. Sempre. Mas você nunca mais será de novo meu bebê."


- Uma história que me arrancou lágrimas. Que se cravou fundo no meu coração. Que me emocionou demais e me fez entender melhor esses anjos que Deus manda para a Terra e que chamamos carinhosamente de "mãe" ou "mamãe". Através das palavras, sentimentos e lágrimas da Linda, mergulhamos no mundo das mamães e passamos a saber o que elas sentem. O que elas guardam no mais profundo do coração delas e o quanto é difícil para elas verem um filho partir. Deixar o ninho. Seguir um caminho diferente, um caminho do qual elas não farão parte. 


"Como posso simplesmente deixá-la partir? Não concordo com isso, não criei minha melhor obra para simplesmente mandá-la para longe de mim."

"Já eu me sinto incapaz de me mover. Não estou pronta. Essa dor aguda que sinto me pegou de surpresa, não esperava que fosse ser tão intensa. Todos os filhos vão embora de casa. É assim que funciona. Se você faz seu trabalho de pai ou mãe corretamente, esse é o resultado final. Eles partem. [...] Ah, mas o preço do sucesso é um pedaço de sua alma."


- Linda está passando pelo momento mais difícil da sua vida. Durante dezoito anos ela tinha vivido por Molly. Cada atitude dela, cada escolha era em função de sua única filha. Do seu tesouro mais precioso. Da menina que quando pequena bastava olhar para o seu rosto para sorrir. Da menina que ela tanto tinha protegido e amado. Agora, essa menina estava com dezoito anos e indo para o outro lado do país. Para longe dos seus braços, da sua proteção. E para Linda isso era simplesmente insuportável. Como ela poderia  deixá-la partir? Como poderia deixar que Molly fosse para tão longe? Quem a protegeria? Quem enxugaria suas lágrimas quando ela chorasse? Quem resolveria sempre as coisas para ela? Embora ela soubesse que era chegado o momento de Molly cuidar da própria vida, seu coração não aceitava isso. Doía demais saber que sua filhinha estaria tão longe do seu alcance, que Molly não poderia correr imediatamente para os seus braços se estivesse necessitando de consolo, que ela não poderia mais resolver os problemas da filha. Sua filhinha tinha crescido. E embora ela sentisse orgulho da moça linda e maravilhosa que ela tinha se tornado, seu coração sofria pelos momentos passados e que não voltariam mais. Seu coração sofria pela despedida que estava prestes a acontecer. Molly partiria. E Linda teria que aprender a fazer alguma outra coisa que não fosse ser mãe. Era hora dela ter sua vida de volta. Mas quem disse que ela queria sua vida de volta? 


"Quando fecho os olhos, consigo ver tantos momentos, congelados no tempo... São tantos detalhes, precisos como um retrato instantâneo [...]"


- Sem saber como dizer adeus para a filha e procurando esconder de todos a sua dor, Linda começa a trabalhar em algo que ela ama fazer: quilt. Ela não sabia um modo adequado de se separar de sua filha, de dizer adeus. Então, ela resolveu fazer uma colcha de retalhos, com os momentos mais preciosos da vida da filha e frases de incentivo. Para que quando Molly se sentisse sozinha ou com saudades de casa, ela pudesse abraçar aquela colcha e sentir que a mamãe e o papai sempre estariam com ela, para que ela pudesse olhar para aquela colcha e lembrar-se de tantos momentos lindos que elas tinham passado juntas e que sempre fariam parte de suas vidas, mesmo que fosse através das lembranças. Durante a viagem até a universidade que tinha escolhido a sua filha, Linda trabalha no quilt e deixa seu coração e sua mente serem invadidos pelas lembranças. E ela não consegue parar de pensar que voltará para casa sozinha. Que aquela é sua última chance de estar com a filha. Que ela não estaria mais presente quando Molly vivesse um momento importante. Ela estaria há quilômetros e quilômetros de distância. Como ela poderia suportar isso?


"Desde seu primeiro sorriso até seu último dia no colegial, todos os dentes de leite que caíram, os troféus de futebol, os recitais de piano, os distintivos das bandeirantes, em todas essas ocasiões eu estava lá, torcendo por ela."


- Não será uma semana fácil. A última semana delas juntas. As duas precisarão lidar com suas próprias dores durante essa viagem e muita coisa poderá acontecer. Assim como Linda está sofrendo por ver a filha partindo, Molly também sofre por estar partindo. Ela está indo para um lugar desconhecido, para uma vida desconhecida. Longe do seu melhor amigo (seu cachorrinho que ela tanto ama e esteve com ela em tantos momentos importantes), do seu pai (com quem ela teve muitas brigas, mas quem sempre tentava livrá-la das situações difíceis), de sua mãe (que sempre esteve presente quando ela precisou e quem sempre a incentivou a ultrapassar os obstáculos e fazer as coisas que lhe davam medo), dos seus amigos, de sua casa, da vida que ela tinha tido até aquele momento e, principalmente, do seu namorado. Para ela, deixar Travis para trás era como deixar todo o seu coração. Ir para longe dele em busca de um bom futuro profissional, para ela era como trair seu próprio coração. E ela queria acreditar que aquele não era o fim. Que ele a esperaria e que eles continuariam juntos, mesmo estando tão distantes fisicamente. 

- Embora essa viagem de carro até a universidade seja a última semana de mãe e filha juntas, isso não significa que elas aproveitarão ao máximo esse momento.rsrs... Deixando as brigas de lado, sabe? Claro que elas viverão muitos momentos especiais durante essa semana, que farão coisas juntas. Mas também existirão desentendimentos e muitas lágrimas. Existem coisas que tanto mãe quanto filha precisavam ouvir e falar. E tudo vem à tona nessa semana. São coisas que arrancam lágrimas não só delas, mas nossas também. Uma das revelações de Linda me deixou muito triste, pois achei que ela não merecia algo assim e me sensibilizei muito. Eu senti muito carinho pela Linda desde o início e existiram coisas que a Molly fez que me irritaram.rsrs... Eu entendia a Molly. Ela é uma pessoa maravilhosa. Inteligente, bondosa, amorosa, determinada e sabe bem o que quer da vida e o que espera das pessoas. Mas isso não significa que ela não tenha defeitos e não faça coisas reprováveis. Do mesmo modo que o fato da Linda ser uma mãe tão incrível e de ter conquistado de tal forma o meu coração, não faz dela uma pessoa perfeita. Ela também faz coisas erradas, diz coisas erradas e pensa coisas erradas.kkkkk... Mas não existe ninguém perfeito. E esse livro não procura falar de pessoas perfeitas. Ele conta simplesmente a história de amor entre uma mãe e sua filha. Ele conta a vida delas juntas, fala de seus sentimentos e do quanto a separação é difícil. É um livro que contém muito amor, muito sentimento e muitas lembranças que provocam as nossas próprias lembranças.

- Ao ler sobre algumas lembranças da Linda, eu chorava não só pelas lembranças dela, mas pelas minhas próprias. Pelas lembranças da minha vida e de tantos momentos que vivi com a minha mãe. Momentos dolorosos e outros lindos, emocionantes. Graças a Deus não tive que me separar da minha mãe. Continuo vivendo com ela e pretendo viver com ela até que eu me case (depois só mudarei de casa, mas ela morará ao lado), mas as lembranças da Linda mexeram comigo. Não só as lembranças dela com a filha, mas as lembranças que ela tinha da própria mãe. E ela diz algo muito triste num momento de recordação: "Perder a mãe deixa uma marca permanente e inexplicável em uma pessoa, é uma ferida que nunca cicatriza completamente." Algo que é triste, mas verdadeiro. Eu não poderia imaginar minha vida sem minha mãe. E nem quero imaginar. E ao ver algumas atitudes da Molly eu fiquei muito triste, não só pela Linda, mas pela própria Molly. Tive vontade de gritar para ela: "Sua boba! Um dia você vai se arrepender amargamente da sua atitude e não terá o tempo de volta, não terá o momento de volta para consertas as coisas! Um dia vai desejar ter feito o que deixou de fazer e aí já será tarde demais!" Quantos de nós já não tivemos esse tipo de arrependimento? Essa vontade de retirar algo que disse, e que nem sentia quando disse, mas estava com raiva e por isso disse? Quem nunca desejou ter feito algo que deveria ter feito? Quem nunca desperdiçou momentos importantes? Mas quando temos as pessoas que amamos por perto, podemos tentar fazer o melhor com o tempo que ainda nos resta. Mas e quem não tem mais por perto a pessoa que magoou? E quando essa pessoa não pode mais ser encontrada porque já não faz mais parte desse mundo? Aí, a oportunidade está perdida para sempre. Mas creio que Molly só vai pensar nas coisas que ela deixou de fazer quando já for tarde demais. Não que ela seja uma filha má. Longe disso! Ela aprendeu muito com a mãe e se tornou alguém incrível. Mas cometeu dois erros importantes que eu creio que um dia irá lamentar ter cometido. Mas só aí também ela perceberá que foram erros. No momento, ela não pensa isso. Lamento demais por ela. :(

"Fico olhando para ela, imaginando quando viajaremos juntas de novo, quando voltaremos a escolher um hotel na estrada por causa da piscina, quando comeremos porcarias novamente vendo TV até tarde da noite. Tudo nessa nossa viagem é mais significativo e intenso porque é a última vez."


- Um filho ao partir para uma viagem de um final de semana, de uma semana, um mês, vários meses ou um tempo indeterminado pode até se sentir eufórico, dono da própria vida, com o mundo todo ao seu alcance, mas para a mãe dele, que ficou para trás, a experiência é muito diferente. Mesmo feliz pelo filho, ela sofre, pois uma mãe sempre quer proteger seu filho e resolver os problemas por ele, mesmo quando sabe que ele tem que fazer tudo sozinho, que tem que ser independente. Ela sempre se preocupa. Fica com medo de que algo saia errado, que esse filho encontre em seu caminho alguém mau, que algo aconteça e ela não esteja com ele nesse momento.


"Família. História. Amor e perda. Toquei cada centímetro desse tecido. Ele absorveu meu cheiro e as essências invisíveis de minha pele, o cheiro de nossa casa, uma ocasional gota de sangue e, às vezes, minhas lágrimas."


- Eu me encantei muito com a dedicação da Linda à colcha de retalhos. Embora eu não seja artesã pude entender perfeitamente o amor da Linda por essas colchas tão lindas e tão difíceis de se fazer. Ela ama demais o tempo que gasta costurando retalhos nas colchas, preparando-as com tanto amor e dedicação. Com tanta adoração. Adora conversar com outras mulheres sobre isso e passar horas e horas costurando ao lado delas. Eu entendi todo esse amor, pois cada vez que ela falava do quilt eu lembrava do meu amor pelos livros. Do quanto adoro cada instante que passo ao lado deles, do cheiro deles, de senti-los em minhas mãos. Cada momento que viajo através das páginas das histórias, cada lágrima que derramo ao me emocionar com eles... os momentos que passo falando deles, conversando com outras pessoas sobre eles. Todo o meu carinho ao retirar a poeira deles, mudá-los de posição. Fazê-los se sentir melhor.rsrsrs... Eu pude entender a Linda porque a dedicação dela ao quilt é semelhante à minha dedicação aos livros. O amor dela por essas colchas me lembra o meu amor pelos meus livros, entendem? Admirei demais o trabalho dela, o carinho dela ao fazer aquela colcha para a menina dela, para sua filhinha. Eu via todo o amor dela cada vez que ela juntava um novo retalho, cada vez que ela escrevia uma nova frase, como "Faça o que lhe dá medo". 

- Enfim... Essa história é diferente do tipo de história que estou acostumada a ler. Leio romances, lembram?rsrs... Não costumo ler histórias sobre mãe e filha, sobre relacionamentos entre pais e filhos e coisas assim. Mas foi uma experiência maravilhosa. O primeiro livro que li da Susan Wiggs, uma autora que pude perceber que é sensacional. Já me considero fã dela. :D E graças a Deus (e a Harlequin, pois foi ela que me deu) eu tenho outro livro da Susan Wiggs aqui. Ela não me deixou abandonada depois dessa história.kkkkkkkk... Tenho outro livro dela aqui, guardadinho esperando o momento para ser lido. :) Faz muito tempo já que tenho esse livro, mas depois que li A Colcha de Despedida, não creio que demorarei muito para ler a outra história.rsrsrs...


- Recomendo essa história sem pensar duas vezes! É linda, emocionante e nos ensina grandes lições. Mereceu todas as cinco estrelas do Skoob. E falando em Skoob... Algo que me deixou triste foi ver que teve quem deu duas estrelas ao livro. Embora eu respeite muito a opinião de cada um, não consigo entender como alguém pode achar essa história "regular". Ela é muito mais que isso, gente. É simplesmente linda. Eu penso que cada um de vocês deveria dar uma chance para a história. Eu dei essa chance e não me arrependi. :)


"Como se diz adeus a um pedaço de seu coração? Não é preciso fazer isso. Sempre há um modo de manter perto de nós as coisas que nos são mais preciosas."


Bjs!


P.S.: Só mais um trechinho. :D

"Somos como um personagem de desenho animado, atravessando distraídas uma ponte de madeira precária sem perceber o fogo atrás destruindo tudo rapidamente conforme passamos. [...] A mulher na outra mesa simplesmente não vê a ponte, não vê o tempo engolindo os momentos dela com o filho como um dragão cuspindo fogo."
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